Posts Tagged With: Catalunha

Os limites administrativos atuais da Catalunha não são conformes aos da nacionalidade catalã

Catalunha administrativa (http://www.infoescola.com)

Catalunha administrativa (http://www.infoescola.com)

Os limites administrativos atuais da Catalunha não são conformes aos da nacionalidade catalã. O País Valenciano, as Ilhas Baleares e o Rossilhão formam aquilo que é efetivamente a “Catalunha”, nação insular e transfronteiriça. Todas essas parcelas comungam do mesmo património histórico e linguístico e apresentam para o exterior uma grande homogeneidade cultural e económica. Qualquer futura solução para o problema da independência catalã deve assim incorporar de alguma forma estes territórios.

A divisão do “país catalão” serviu ao longo da História os interesses centralistas e anexadores do Estado Espanhol no conhecido lema “dividir para reinar” e o monolitismo francês que partilha com Espanha outra nação dividida: o País Basco ou Euskaria. Uma solução independentista não poderia assim ignorar esta realidade fragmentada, e particularmente a existência do Rossilhão em atual território francês. Mas esta questão não é hoje prioritária e haverá diversas soluções de compromisso para a resolver. Já a reintegração das parcelas “espanholas” da Catalunha parece mais evidente e fácil de resolver pela via referendaria ou através de um regresso automático à administração direta da Catalunha.

A prazo, parece inevitável que a Catalunha recupere a independência, mas já não parece tão certo que recupere da mesma assentada a sua integridade territorial… havendo neste segundo aspeto (mais que no primeiro) algumas hipóteses de que venhamos a presenciar um confronto violento sobre a soberania destes “países catalães” artificialmente inventados por Castela-Madrid nas últimas décadas de ocupação.

Fonte:
http://www.vilaweb.cat/media/attach/vwedts/docs/Justificacio%20de%20catalunya%20-text.pdf

Categories: Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 4 comentários

Joan Laporta: “Ter um Estado próprio não é uma utopia. A Catalunha morre, estão a matá-la”

Raramente (nunca?) falo por aqui do que disseram líderes desportivos. Especialmente de Futebol… Mas vou abrir uma honrosa excepção para as declarações de Joan Laporta, o presidente do Barcelona que prepara a sua candidatura às eleições autonómicas na Catalunha. Laporta vai apresentar-se nas listas do
“Reagrupament”, um partido independentista catalão, um partido nacionalista que defende a formação de um exército e uma diplomacias próprias e o reconhecimento de duas línguas oficiais, o catalão e o aragonês, retirando ao castelhano esse papel.

O partido de Laporta tem, contudo, apenas 1,4% dos votos nas sondagens…. O novo partido é o resultado de uma cisão na Esquerda Republicana (ERC), acusado por muitos por ter feito demasiadas cedências a Madrid na negociação do Estatuto da Catalunha. E ainda que as sondagens sejam desanimadoras, Laporta acredita que potencialmente pode recolher uma parcela muito significativa dos 30 a 40% de defensores da independência catalã.

Laporta é muito popular na Catalunha e pode cativar o voto de muitos que como ele acreditam que “ter um Estado próprio não é uma utopia. A Catalunha morre, estão a matá-la”, referindo-se indiretamente ao Estatuto. A independência da Catalunha, o seu apoio e concretização por meios pacíficos são deveres históricos de Portugal. Se em 1640, os Tercios espanhóis não tivessem sido desviados para reprimir a revolução catalã em vez da portuguesa, hoje, estaríamos tão colonizados por castelhanos como a Galiza ou a Catalunha e, a par do Estatuto da Catalunha, falaríamos igualmente do “Estatuto de Portugal”. É, pois, dever de reciprocidade, defender que os povos e nacionalidades ibéricas busquem a sua sobrevivência longe das aspirações assimiladoras de Madrid e Castela e que encontrem as energias anímicas bastantes para sacudir o jugo da língua castelhana e do centralismo cinzento e cultural e economicamente opressivo de Madrid. Assim, em nome de todos os lusófonos da Península, junto a minha voz a galegos e oliventinos e clamo: Viva Catalunha!

Fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1526593&seccao=Europa

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 14 comentários

A Catalunha independente em 2014 (?) e a necessidade da solidariedade lusa

Segundo o vice-presidente da autonomia catalã, Josep-Lluís Rovira, “Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente.” O governante catalão referiu a existência de uma atitude “paternalista” e de um “imperialismo doméstico” como exemplos dessa posição por parte do Estado central espanhol.

As declarações deste influente político catalão não surgem descontextualizadas… Foram proferidas no âmbito de uma movimentação que é crescente na Catalunha e que visa optar o número suficiente de apoios para declarar a independência da Catalunha de Espanha e têm como objectivo cativar Portugal para apoiar esta causa, junto de Espanha, mas sobretudo, junto das instituições europeias. O projecto terá o seu apogeu previsto num referendo a realizar na Catalunha em 2014 e onde essa opção será sufragada pela população.

Como bem referiu Rovira, “o que menos interessa a Portugal é uma Espanha unitária” e, sobretudo, “uma Catalunha independente na fachada mediterrânea poderia ser o contrapeso lógico ao centralismo espanhol“. Não nos devemos esquecer que se Portugal é hoje um país independente do “império de Castelo”, normalmente conhecido como “Espanha” tal se deve em primeiro lugar ao facto de em 1640 a revolta portuguesa ter coincidido com a revolta catalã. Na época, nos primeiros meses, a Espanha teve que optar entre reprimir os catalães ou os portugueses. A opção estratégica pela manutenção da Catalunha fez desperdiçar meses preciosos e deu a Portugal o tempo suficiente para reorganizar o seu exército e buscar apoio exterior, sobretudo em França. Sem a revolta catalã de 1640, hoje não haveria Portugal, mas mais uma “região autónoma” de Espanha.

Por isso, quando os catalães se movem para expulsar o jugo castelhano, Portugal deve pelo menos mostrar-se solidário e aliás Rovira invoca essa memória ao dizer: “A Catalunha é como Portugal mas sem os Restauradores”.

E quanto a precedentes… Alguém se lembra da declaração de independência do Kosovo? Bem, o precedente devem valer alguma coisa, a menos que este só contem para independências apoiadas diretamente pelos EUA… Portugal tem o dever e a obrigação histórica de apoiar a Catalunha se esta quiser imitá-lo e deixar a Espanha.

Como curiosidade fica a nota de que Carod Rovira usa os menus do seu telemóvel em… português e no seu gabinete oficial tem na parede uma fotografia de João Soares.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329153

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 140 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

PEDAÇOS DE SABER

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy