Posts Tagged With: Bolívia

A Bolívia vai comprar 6 aviões de treino e ataque chineses K-8 Karakorum

Avião K-8 de fabricação chinesa do Zimbabué (http://www.xairforces.com)

A Bolívia vai comprar seis aviões de treino e ataque chineses K-8 Karakorum. O negócio vai custar 57,8 milhões de dólares e serão usados em operações de combate ao narcotráfico.

A Força Aérea Boliviana estava a tentar comprar seis aviões checos usados L-159A mas em março de 2009 um veto norte-americano iria bloquear a venda. O mesmo tipo de bloqueio está a impedir a doação de 5 helicópteros UH-1H Iroquois por parte do Brasil.

A Bolívia torna-se assim, juntamente com o seu aliado bolivariano que é a Venezuela, o segundo operador sul americano deste aparelho de treino e ataque ligeiro de fabricação chinesa. De permeio, a China aumenta a influencia na região – usando a Venezuela como plataforma – e a Bolívia recebe um tipo de aparelho que no essencial está vocacionado para missões de contra-guerrilha e insurgência, antecipando assim o governo de Evo Morales a ocorrência de uma guerra da secessão com as províncias que contestam a autoridade do governo de La Paz.

Fonte:
Air Forces Monthly, dezembro de 2009

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O Brasil vai doar 27 aviões à Bolívia, Equador e Paraguai.

O Brasil prepara-se para doar 27 aeronaves a países da América do Sul. Entre os beneficiários estaria a Bolívia, o Equador e o Paraguai. Os aparelhos seriam retirados ao inventário da FAB e, mais especificamente seriam: 4 helicópteros à Bolívia e um avião de transporte de tropas ao Equador, e Tucanos ao Paraguai, entre outros aviões e helicópteros.

A doação de aeronaves para a Bolívia e para o Equador assume-se de especial relevância diplomática, quer porque ambos fazem parte da Alba, a aliança regional liderada pela Venezuela, país que recentemente também doou aviões à Bolívia e que apoiou o Equador no conflito que ainda à bem pouco tempo o levou a uma situação de pré-guerra com a Colômbia. A Bolívia é, por sua vez, o aliado chavista mais próximo e além de um clima interno de quase guerra civil mantêm questões pendentes para com o Brasil no delicado dossier da exploração do gás natural.

Assim, a doação brasileira vem anular uma parte da pressão venezuelana junto dos seus dois mais próximos aliados, recordando-lhes que podem seguir uma via esquerdista mais moderada, além do radicalismo populista preferido pelos bolivarianos.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u636355.shtml

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A Bolívia rearma a sua força aérea

Avião ligeiro de ataque Aero L-159 em http://www.richard-seaman.com

O avião ligeiro de ataque Aero L-159 que a Bolívia queria comprar em http://www.richard-seaman.com

O governo boliviano tencionava adquirir seis aviões ligeiros de ataque L-159 à República Checa. Os aviões estavam na lista de excedentes da força aérea deste país da Europa central e custarão à Bolívia cerca de 57 milhões de dólares, um preço que inclui treinamento de pessoal de terra e de voo, assim como peças e equipamento de apoio.

Contudo, pressões do governo dos EUA, junto da república Checa parecem ter feito abortar este negócio, sendo atualmente mais provável que sejam adquiridos aviões C-101 que estão atualmente armazenados pela força aérea chilena. Estes aviões foram fabricados no Chile, sob licença da CASA espanhola e tinham de facto estado na lista de aparelhos que a Bolívia tinha ponderado antes de optar pelo L-159, juntamente com o AT-63 Pampa argentino, mas os aviões checos acabaram por se revelarem superiores e por possuírem uma relação qualidade-preço mais adequada. Estes aviões ex-chilenos irão substituir a muito envelhecida frota de Canadair T-33A/N Silver Star e constituirão um notável incremento das capacidades da força aérea boliviana e uma normal razão de preocupação acrescida para o vizinho brasileiro…

A Bolívia está também a considerar a hipótese de adquirir um pequeno número de EMB-314 Super Tucano à Embraer para substituir a sua frota de 11 Pilatus PC-7U/T Turbo Trainers nas missões de treinamento e ataque ligeiro.

Quanto a helicópteros, há também intenção de comprar cinco Mi-17 russos por cinquenta milhões de dólares e em janeiro de 2009 foram entregues o primeiro de dois Eurocopter AS350B3, aparelhos que cumprirão missões de salvamento nas regiões montanhosas da Bolívia, juntamente com os HB315B construídos pela brasileira Helibras e que ficarão ao serviço ainda durante mais alguns anos.

Esta modernização da Força Aérea Boliviana é considerável, especialmente tendo em conta o elevado grau de obsolescência dos seus meios atuais, e tendo em conta a relativa frieza das relações do país lusófono com o regime populista bolivariano de Evo Morales – um grande aliado regional de Hugo Chavez – não poderá deixar de ser visto com preocupação pelo Brasil… A vantagem operacional e em qualidade, permanece brasileira, mas os C-101 (com a sua capacidade de ataque ao solo) serão doravante um factor a pesar em caso de novas ocorrências de distúrbios fronteiriços com este país latino-americano.

Fontes:

Air Forces Monthty, março de 2009

http://www.segurancaedefesa.com/FABol.htm

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Da “guerra civil” em curso na Bolívia, e do que nela efetivamente se joga…

//www.armyrecognition.com)

(Blindado EE-9 Cascavel brasileiro do exército boliviano in http://www.armyrecognition.com)

A Bolívia esta em pleno caminho para a fragmentação… Manifestantes das províncias secessionistas incendiaram vários edifícios governamentais e bloqueiam varias auto-estradas e já há problemas de distribuição de combustíveis e alimentos na Bolívia devido a estes bloqueios. Os confrontos entre apoiantes e opositores do governo já terão provocado a morte a mais de 30 pessoas, apesar da instauração da Lei Marcial e do envio de tropas governamentais para as províncias afetadas.

As quatro províncias que clamam um elevado grau de autonomia ou mesmo a independência (como defendem já abertamente alguns dos seus partidários) conseguiram já bloquear as vias de comunicação com vários países vizinhos, entre os quais o Brasil, país que importa metade do gás natural que consome da Bolívia e que encarou com natural preocupação os ataques a gasodutos executados por partidários das províncias rebeldes. Paralelamente, o presidente boliviano, Evo Morales clama existirem mercenários brasileiros entre aqueles que se opõem ao Governo…

O governo boliviano acusa os Estados Unidos de estarem por detrás destes protestos e expulsou o embaixador norte-americano no país… De facto, as ligações entre a Administração Bush e os lideres rebeldes são conhecidas desde há muito e corresponde ao interesse estratégico dos EUA derrubar um dos vários lideres populistas, próximo de Chavez, que chegaram ao poder na América Latina nos últimos anos. Os EUA estão a financiar – mais ou menos abertamente – a oposição a Morales e o seu embaixador teve varias reuniões públicas com os governadores das províncias rebeldes, o que reforça essa tese…

A situação complica-se ainda mais com a promessa de Hugo Chavez de que vai intervir militarmente se Morales for morto ou deposto no decurso desta sublevação. Chavez alimentou os rumores que apontam para a eclosão de um golpe de estado militar ao acusar os militares bolivianos de “não apoiarem completamente o seu presidente”. Sendo que a esta promessa o chefe supremo do exercito boliviano respondeu de imediato que “nenhuma força estrangeira seria autorizada a pisar solo boliviano”, é claro que pouco depois o ministro da defesa boliviano viria acrescentar que “os bolivianos serão capazes de resolver os seus problemas sozinhos”, mas o facto de a primeira reacção ter surgido de meios militares indica que estes sentem uma grande autonomia e que nesta área não dependem do aval presidencial…

Aos EUA interessa depor o atual presidente: O primeiro indígena jamais eleito no cargo durante toda a Historia da Bolívia e um dos mais próximos aliados do polémico presidente venezuelano Hugo Chavez. Isto explica os apoios públicos aos secessionistas e os financiamentos secretos. Mas a raiz para os problemas bolivianos assenta também na delicada questão da divisão da riqueza… A Bolívia é dos países mais desiguais da América Latina, com uma pequena elite de bolivianos de ascendência europeia que – precisamente nestas províncias rebeldes – concentra o essencial das melhores terras agrícolas e das riquezas naturais de um dos mais pobres países do continente. As propostas radicais de reforma agraria e de repartição de riqueza enfureceram estas elites e levaram-nas a arregimentar uma hoste de seguidores… Joga-se hoje na Bolívia um combate de morte entre os regimes mais populistas e “bolivarianos”, como o venezuelano, o equatoriano ou o uruguaio e o boliviano, todos sufragados pelo voto popular e os regimes mais centristas ou moderados do continente. Uns e outros devem apresentar às suas populações novas e mais eficientes soluções de redistribuição de riqueza, num dos continentes mais desiguais do mundo, sob pena de vermos problemas destes agravarem-se e multiplicarem-se por todo o mundo…

E que não pensem os portugueses que estas questões são demasiado longínquas para lhes poderem dizer respeito… O maior pais da Lusofonia, o Brasil dependem fortemente do gás boliviano e a Venezuela, lar de tantos milhares de emigrantes portugueses, é um ator principal neste conflito…

Fonte:
BBC News

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: , | 16 comentários

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