Posts Tagged With: BCE

o Falhanço

Os indicadores anunciados por Vítor Gaspar para o desempenho da economia e do emprego neste ano expõe um “colossal” ou “enorme” (como preferirem) fracasso não somente do Governo, mas sobretudo do batalhão de peritos e economistas do BCE e da Comissão Barroso que ainda que sejam pagos a peso de ouro, fracassaram de forma rotunda nos efeitos da aplicação da receita austeritária sobre Portugal.

Apesar de uma sucessão aparentemente infinita de fracassos e de erros colossais de previsão, não se antevê em Gaspar qualquer sombra de arrependimento ou de vontade de infletir o rumo. Cego com as mordomias que lhe prometeram no BCE quando se “reformar”, Gaspar está apenas preocupado em assegurar esse seu futurozinho pessoal e tem as malas feitas já lá na Rua Morais Soares para partir de helicóptero (como Ceasescu) para Bruxelas caso as coisas realmente comecem a azedar por cá.

Quando a estes “peritos” do FMI, da CE e do BCE que deram ordens a este sabujo, deviam ser – obviamente – demitidos em massa e arrastados para um calvário humilhante nas barras dos tribunais: as suas instruções colocaram um país inteiro de joelho e empurraram centenas de milhar de famílias para o desespero do subemprego e do desemprego crónico. Incompetentes e aparentemente, sem controlo superior, agiram de forma displicente ou dolosa, tendo em conta apenas os interesses dos credores, da Banca e dos Especuladores e não dos povos da europa, a quem, supostamente, deveriam prestar contas. Tribunais com eles!

Fonte:
http://feedproxy.google.com/~r/PublicoRSS/~3/_ldIWrFfOr4/o-dobro-da-austeridade-resultou-em-quase-o-dobro-dos-defices-previstos-1588009

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Sobre o recente da taxa de juro de refinanciamento do BCE em plena crise dos países periféricos

O aumento recente da taxa de juro de refinanciamento do BCE em plena crise dos países periféricos expõe muito claramente aquilo que é a Europa de hoje: um império dos “países grandes” sobre os mais pequenos e periféricos. Só assim se pode compreender o aumento da taxa de juro, uma decisão que faz todo o sentido para as grandes economias europeias – a crescerem a ritmo elevado e onde os riscos inflacionistas são bem reais – mas que no contexto de recessão económica e de crise orçamental se arrisca a aprofundar ainda mais a crise que atravessam países como a Grécia, a Irlanda e Portugal.

O aumento das taxas de juro nos países periféricos vai aumentar a recessão na periferia europeia e o seu agravamento vai reduzir a base fiscal de cobrança de impostos e esta – por sua vez – vai agravar ainda mais os défices orçamentais destes países. A subida das taxas vai pressionar ainda mais os Bancos, sendo que a Banca espanhola está particularmente fragilizada e pode não resistir, levando Espanha para o mesmo trilho onde já estão Portugal, a Grécia e a Irlanda.

Para o BCE, os países periféricos são secundários na sua “Jihad” contra a inflação. E se assim se agravar a sua recessão, isso será um mal menor desde que se salvem as grandes economias do centro da Europa, ameaçadas como estão por pressões inflacionistas… O BCE também se tem recusado a comprar dívida pública portuguesa nos Mercados, o que permitiu que os juros subissem até ao ponto em que a intervenção do FMI-FEEF foi indispensável… Com este demissão, com o aumento das taxas de juro, falta agora apenas que o BCE deixe também de financiar os bancos gregos, irlandeses, portugueses e espanhóis para que a Europa crie a “tempestade perfeita” que acabe com o edifício europeu e leve à saída (ou expulsão) dele dos países periféricos como Portugal. Se tal suceder, há que desenhar uma nova via estratégica para Portugal. E é nossa convicção de que essa Via é a Via Lusófona.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/paises-perifericos-sao-os-danos-colaterais-da-guerra-a-inflacao-do-bce_1488674

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Da teimosia do Banco Central Europeu quanto às taxas de juro

“Apesar de Jean-Claude Trichet ter, nas suas últimas intervenções, dado a entender que o BCE quer evitar, depois de três cortes de taxas de juro consecutivas, a continuação de uma descida tão rápida do preço do dinheiro, os indicadores poderão obrigar o banco central a atuar mais cedo.”

Ou seja, o presidente do BCE não quer descer a taxa de juro. As circunstancias – esmagadoras pela sua evidencia – talvez o levem a desviar mais alguns milímetros da sua sacrossanta deriva dogmática e de uma defesa canina da inflação. Mas é apenas isso. Cego pelos dogmas do neoliberalismo o francês deixou que a Europa mergulhasse na recessão quando em meados do ano passado, já os EUA estavam a descer as suas taxas de juro violentamente e o BCE as mantinha em valores exageradamente altos. O erro de então não as ter descido terá agravado o risco de recessão na Europa e a Historia ainda há de cobrar ao Francês a ineptitude desta inacção.

“Por um lado, a variação homologa do credito concedido ao sector privado na Zona Euro voltou a abrandar em novembro, passando de 7,8 para 7,1, a 11a descida consecutiva. Isto mostra que as famílias e as empresas estão a sentir crescentes dificuldades em obter empréstimos.”

Isto quer dizer que apesar de massivas injecções de capitais públicos, da entrada do Estado em muitos dos maiores bancos do continente estes continuam a não colocar nos cidadãos e nas empresas os essenciais capitais. O dinheiro existe e sempre existiu, mas continua a ser dedicado maioritariamente a grandes operações especulativas de muito curto prazo nalgumas das maiores Bolsas mundiais…

“A taxa de inflação homóloga na Alemanha passou de 1,4 para 1,1 por cento em dezembro, mostrando que as pressões inflacionistas deixaram de ser, para já, um problema.”

E sendo a Alemanha a maior economia europeia, este movimento descendente da inflação será propagado por toda a economia da União Europeia. O ritmo da inflação, a escassez de dinheiro, a relutância da Banca em conceder empréstimos aos particulares e empresas apesar de todas as múltiplas injecções de capitais públicos, mas sobretudo a retração do Emprego, as falências e reduções de pessoal e até as novas dificuldades sentidas por muitas empresas de retalho que se batem inutilmente contra a quebra de confiança dos consumidores e contra a redução do consumo privado provocado pela multiplicação do número de desempregados. Todos estes factores contribuem para a descida da inflação, lideradas pela descida dos preços do petróleo. Estamos assim perante a seria possibilidade de deflação na Europa. E é preciso saber que deflação em período recessivo é a pior combinação concebível… Garantia certa de pelo menos dez anos de depressão e confirmação plena de que estamos perante a maior e mais profunda crise económica das nossas vidas.

Fonte:

Rosa Soares e Sérgio Amaral

Público de 31 de dezembro de 2009

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