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A Austrália consolida a sua liderança na área do uso de scramjets para lançar satélites

A Universidade australiana de Queensland está a liderar um consórcio internacional para desenvolver um motor de scramjet capaz de colocar cargas úteis no Espaço a uma fração do custo de um lançamento de foguete químico ou de combustível sólido.

O consórcio internacional tem um orçamento inicial de 14 milhões de dólares e tem como objetivo construir um veículo propulsado a scramjet capaz de chegar ao Espaço a velocidades superiores a Mach 8. Uma segunda versão será capaz de alcançar o Mach 14 e o novo motor será testado em túneis de vento especialmente desenvolvidos pela universidade na Austrália.

Os motores Scramjet são capazes de velocidades hipersónicas e prometem um acesso barato ao Espaço, mas como só conseguem operar a altas velocidades, devem ser montados no topo de um foguetão convencional que os acelera até uma velocidade mínima onde podem começar a ser usados.

O consórcio é formado por 4 universidades australianas: a Universidade de Queensland a de Adelaide, a de New South Wales, a de Southern Queensland e a universidade norte-americana do Minnesota. Além destas instituições académicas também a DLR alemã, a JAXA japonesa e outras entidades australianas participam do projeto.

A Austrália é, desde à longo tempo, líder na pesquisa no uso de scramjets como forma de colocar cargas úteis no Espaço, sendo esta parceria a antecâmara para o primeiro lançamento de um satélite com esta tecnologia que será realizado ainda durante a presente década.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Australia_Launches_Scramjet_Consortium_999.html

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O Australian Secret Intelligence Service ou ASIS

O Australian Secret Intelligence Service ou ASIS é a agência de informações no estrangeiro da Austrália. A ASIS é a equivalente ao MI6 britânico ou à CIA norte-americana. A agencia é parte do ministério dos Negócios Estrangeiros (“Department of Foreign Affairs and Trade”) e tem a sua sede em Canberra sendo atualmente liderado pelo Diretor-Geral Steven Robinson.

A fundação da agência data de 1952, mas a sua própria existência permaneceu secreta até à década de 70, um secretismo que se justificava porque entre as suas missões se encontrava além da recolha de informações no estrangeiro a “condução de operações especiais sempre que estas fossem requeridas” e “ações políticas especiais”. A bom entendedor…

Só em 1972 é que o público obteve conhecimento desta elusiva agência, através de um artigo do The Daily Telegraph em que este jornal comunicava que o ASIS estava a recrutar agentes nas universidades para atividades de espionagem na Ásia. Só cinco anos depois é que o então primeiro ministro Malcom Fraser admitiu publicamente a existência da agência.

No “incidente do Hotel Sheraton”, em 1983, na cidade de Melbourne, a ASIS atraiu uma enorme dose de atenção negativa ao organizar aqui uma operação de treino que correu muito mal… A ideia era simular uma operação de vigilância e resgate de reféns, mas foi distribuída a agentes com apenas 3 semanas de agencia e acabaram a usar força excessiva em hospedes e em vario pessoal do hotel, tudo com grande impacto mediático numa operação que se pretendia secreta…

Entre 1989 e 1991, a ASIS foi novamente referida na imprensa, sobre o seu papel no treinamento do exercito da Papua Nova Guiné envolvidas na repressão aos movimentos independentistas de Irian Jaya e Bougainville.

Em 1994, um programa de televisão expôs operações conduzidas pela agência com vista a destabilizar o governo de Coraçon Aquino, nas Filipinas, assim como operações conjuntas com o MI6 nas Malvinas, Hong Kong e no Kuwait. Operações realizadas de “motu próprio”, sem o devido aval do governo australiano…

Em março de 1995 um jornalista de nome Ross Coulthart afirmou que a ASIS tinha dezenas de milhar de ficheiros sobre cidadãos australianos, tal seria desmentido, ainda que fosse confirmado que a ASIS mantinha de facto ficheiros individuais, mas de cidadãos estrangeiros e nacionais mas de “natureza administrativa”.

Um relatório de 2005 referia varias dificuldades internas na ASIS no que concerne à forma com estava a conduzir a “guerra ao Terrorismo”, mas pelo menos não referia nenhuma historia recente no mesmo comprimento de onda das anteriores… Talvez tenham ficado incompetentes a um tal ponto que deixaram de aparecer nas notícias ou.. Talvez o “blackout” noticioso erguido hoje em torno da “segurança interna” a propósito da Guerra ao Terrorismo esteja a fazer sair noticias semelhantes dos escaparates dos jornais… Não sei qual será melhor.

Fontes:
http://www.asis.gov.au/
http://en.wikipedia.org/wiki/Australian_Secret_Intelligence_Service

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Na Austrália vão instalar limitadores de velocidade em todos os automóveis

As ligações entre velocidade excessiva e acidentes rodoviários estão desde há muito bem estabelecidas. Por isso, a decisão do governo local de Victoria, na Austrália de começar a testar um aparelho que pode eletronicamente reduzir a velocidade de um carro recorrendo a tecnologia de GPS.

O projeto em questão é o “AISAI” ou “Australasian Intelligent Speed Adaptation Initiative”. Dependendo dos resultados recolhidos no Estado de Vitória, o sistema poderá, ou não, ser alargado aos outros Estados da Austrália.

Estima-se que o aparelho custe entre 700 a 2000 dólares por veículo e a sua instalação vai começar pelos veículos do governo e administração publica.

O sistema funciona de forma semelhante a um vulgar sistema de GPS, mas que, de forma diversa a estes, interage diretamente com os sistemas eletrónicos dos veículos. Como qualquer sistema GPS, sabe sempre onde está o carro e qual a velocidade máxima daquela via. A velocidade é calculada da mesma maneira que os sistemas GPS: lendo a posição a tempos diferentes e calculando assim a velocidade do veículo. Se esta exceder os limites da via o sistema começa por emitir um alerta sonoro, se a velocidade não diminuir assim, o sistema reduz a potência do motor, mas dá ao condutor a opção de contrariar a redução. Por fim, se ainda assim o veículo não reduzir a velocidade, então entram em ação as medidas mais radicais, em que a velocidade é reduzida, sem que o condutor possa contrariar tal redução.

Na Austrália – como em Portugal – tem havido recentemente uma grande proliferação de câmaras e radares de estrada, mas a sua eficácia tem sido muito baixa. Assim, há uma necessidade imperiosa de fazer algo que reduza as taxas de sinistralidade rodoviárias. Daí surgiu este sistema, que segundo os seus defensores pode reduzir a sinistralidade rodoviária em mais de 20% em poucos anos, segundo uns, ou mesmo 60%, segundo outros!

É claro que se trata de um sistema caro de instalar, mas a manutenção é relativamente simples e barata, e, sobretudo as poupanças na redução dos danos em veículos, feridos e mortos, tratamentos hospitalares, meios de socorro, etc, amortizariam o sistema e torná-lo-íam muito rentável em poucos anos.

A experiência de Victoria deve assim ser seguida muito atentamente e se for bem sucedida não tardará muito a que os vejamos em todo o lado… Inclusivamente nas nossas estradas.

Fonte:
http://www.caradvice.com.au/9234/satellite-speed-limiter-system-starts-trials/

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