Posts Tagged With: Apple

Sobre o iPad da Apple: afinal, serve para quê?

Há um certo ambiente febril quanto ao lançamento do mais recente gadget da Apple, o iPad. Muito se tem escrito (quase sempre críticas), especialmente focando na questão principal: o iPad não vem substituir nada e dificilmente constituirá um novo nicho de mercado. O iPhone, por exemplo, veio substituir o telefone, o mp3 e – para os menos exigentes – uma câmara fotográfica, mas o iPad, esse, vai substituir o quê?

O iPad não irá certamente substituir nem os laptops, nem sequer os netbooks, já que carece de multitasking, teclado e de câmara de vídeo para web chating. Talvez venha a concorrer com o Kindle, especialmente por causa do écran colorido (o do Kindle, usa e-ink, logo é mais legível, mas é monocromático), mas o seu uso em Portugal é vestigial.

Na melhor das hipóteses, o iPad permitirá que abandonemos as pilhas de papel, jornais, revistas ou livros, algo que pode ser importante para reduzir a nossa pegada de carbono e a marca ecológica que cada um de nós deixa no mundo. Em teoria, o iPad poderá ser usado para ler, ouvir música, ver filmes e séries, e até trabalhar num documento em offline ou online.

Em termos de público, o iPad parece mais vocacionado para utilizadores mais maduros e estudantes. Os primeiros irão apreciar a sua interface fácil e intuitiva e especialmente adaptada à leitura de textos eletrónicos. Navegar será mais difícil, porque o iPad não vai (como o iPhone) suportar Flash. Os estudantes apreciarão a sua capacidade para lerem textos e livros escolares sem terem que carregarem consigo dezenas de quilos em papel (e as árvores também…), o mesmo com os leitores compulsivos (como eu…) que estão sempre a ler simultaneamente dois ou três livros.

No essencial, o iPad está longe de ser revolucionário ou de mesmo poder ambicionar a substituir os laptops que hoje são ubíquos na maioria dos lares. Pode ser uma ferramenta complementar de sucesso, mas aí terá que vencer a sua maior desvantagem: o preço elevado de um gadget que não tem um nicho de mercado claro e cuja utilidade complementar dificilmente justificará os perto de 600 euros com que será comercializado em Portugal.

Fonte:
http://www.apple.com/pt/ipad/

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A Apple irá vender o iPhone na China com… backdoors para o regime de Pequim?

Segundo a revista “Business Week” o governo de Pequim teria recebido um pedido da Apple requerendo o acesso a uma licença de rede de forma a poder comercializar o iPhone na China. Até aqui, nada de extraordinário… Ou não, já que se até agora não havia iPhones sendo comercializados na China isso devia-se à insistência do regime de Pequim em recusar que os telemóveis da Apple fossem vendidos com conetividade Wi-Fi. De facto, não existe até hoje na China nenhum telemóvel capaz de usar o Wi-Fi, na norma universal, porque o Governo permite apenas o uso de uma norma chinesa designada “WAPI”, suportada apenas por alguns fabricantes locais e que – segundo se crê – têm vários “backdoors” para que o Governo chinês possam interceptar comunicações nesses telemóveis e introduzir agentes de escuta nesses aparelhos.

Será que a Apple, como outras multinacionais como a Google e a Yahoo, está também a ceder perante as pressões desse gigantesco mercado que é o chinês e preparar-se para suporta a WAPI em iPhones feitos para a China ou retirará – simplesmente – o chip Wi-Fi do iPhone?

Fonte:
http://apple.slashdot.org/story/09/07/11/0216229/Apple-To-Sell-WiFi-less-iPhone-In-China?from=rss

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O que se passa com Steve Jobs, o fundador e CEO da Apple?

Não é a primeira que se fala disto… Mas tornam a correr rumores sobre o mau estado de saúde de Steve Jobs, o famoso CEO e fundador da Apple… Aparentemente a sempre muito esperada intervenção pública que Jobs deveria ter feito na última Macworld Expo foi cancelada por motivos não muito claros. O rumor é que tal resultou da rápida degradação do estado da saúde de Jobs, a qual seria atualmente tão má, que a Apple estaria a reduzir as aparições públicas de Jobs ao mínimo absoluto, de forma a reduzir o impacto da sua permanente ausência que terá lugar nos primeiros meses de 2009. Desde 1997, Steve Jobs apareceu em cada uma das Macworld, sempre com excelentes apresentações dos novos produtos da Apple. A sua ausência é uma anomalia muito curiosa que tem já efeitos…

A própria declaração da Apple, de que a empresa vai quebrar a tradição de aparecer no evento, a partir de 2009, indica que a Apple está a planear reformular a sua estratégia de Marketing, muito focada em torno da pessoa e imagem do fundador. A empresa e o próprio têm mantido a posição de manter privado o estado de saúde do fundador. Uma posição defensável, já que respeita ao seu direito à privacidade, mas tendo em conta o seu estilo de gestão e a dependência do mesmo sobre a cotação das ações da empresa, não seria oportuno esclarecer o público sobre a veracidade ou não destes rumores?

Tendo em conta o estilo de gestão de Steve Jobs – reputamente fanático pela microgestão e sempre dentro de cada decisão significativa na Apple – o impacto do seu desaparecimento na empresa de Cupertino poderá ser dramático e arrastar pelo cano as até agora muito saudáveis ações da empresa. No mesmo dia em que esta notícia surgiu no site Gizmodo as ações da Apple afundaram 2%…

Fontes:
http://gizmodo.com/5120687/steve-jobs-health-declining-rapidly-reason-for-macworld-cancellation
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/12/30/acoes-da-apple-recuam-com-rumor-sobre-saude-de-jobs-587737162.asp
http://www.macworld.com/article/137596/2008/12/apple_kills_expo_reax.html

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Steve Jobs… o homem que os especuladores na Bolsa querem matar

//www.sfgate.com)

(Steve Jobs... o homem que os especuladores na Bolsa querem matar in http://www.sfgate.com)

Sem dúvida que no mundo da Bolsa todos os golpes contam… Algumas semanas antes de Wall Street estoirar e de a presente crise financeira se instalar a “U.S. Securities and Exchange Commission (SEC)“, a entidade que fiscaliza o normal andamento da Bolsa nos EUA estava a investigar o inusitado caso da notícia fala de morte do CEO e fundador da Apple, Steve Jobs. A notícia apareceu no – normalmente muito fiável – site da CNN (ainda que não no principal) e descrevia um ataque de coração. É claro que a notícia não aparecia no site principal, mas no iReport, um site que contêm informação que provém diretamente dos visitantes dos sites da CNN, mas a SEC acredita que não se tratou de uma brincadeira inocente, mas de um golpe intencional e planeado antecipadamente para manipular o mercado de ações e fazer cair durante algum tempo, as ações da Apple.
O texto da notícia falsa alegava que “tenho uma fonte interna que me disse que os paramédicos foram chamados depois de Steve se ter queixado de fortes dores no peito”. Logo que esta frase lacónica apareceu no iReport, as ações da Apple cairam, de facto de 106,50 dólares para 94,65 e só regressaram ao valor anterior no final do dia, depois de um desmentido oficial da empresa de Cupertino. Tudo indica que algum “espertalhão”, usando o relativo (é sempre relativo…) anonimato permitido pelo iReport da CNN para comprar muitas ações da Apple a menos de 10 dólares cada uma para, as tornar a vender no dia seguinte.
Esta “anedota” mostra contudo algo de muito sério: há uma percepção muito forte que a liderança de Jobs está muito na base do atual sucesso da Apple. Um sucesso tão notável que está a fazer com que a empresa esteja a resistir relativamente incólume aos receios de recessão nos EUA e no mundo, tendo inclusivamente logrado chegar ao terceiro lugar como fabricante mundial de… telemóveis, logo atrás da Samsung, e ainda longe da Nokia. Um feito obtido graças ao extraordinário sucesso do iPhone. O estilo de gestão de Jobs, muito controlador e tido por muitos como demasiado “fulanizado” pode estar na base deste sucesso. Mas fragiliza a empresa, no sentido em que se o capitão partir… o navio fica sem comando. E Jobs é como nós, um mero mortal… Como provou o recente tumor no pâncreas que o CEO teve que combater recentemente. De qualquer forma, desta vez, ainda, Jobs pode ainda dizer como Mark Twain: “as notícias sobre a minha morte, foram largamente exageradas“.
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O fim à vista dos telemóveis bloqueados a um só operador?

(O iPhone 3G da Apple in http://www.gearlive.com)

A operadora de telemóveis norte-americana “T-Mobile” perdeu recentemente um caso no Supremo Tribunal da Califórnia que colocou em risco a prática comum das operadoras de telemóvel de todo o mundo de cobrarem um valor extra para desbloquearem os seus telemóveis antes do termo do contrato com os seus clientes. Indo ainda mais longe, a decisão do Tribunal questionou outra prática habitual das operadoras que é a de “fecharem” os telemóveis vendidos com o seu logotipo a um único operador.

Estas decisões poderão provocar uma verdadeira revolução na forma como as operadoras de telemóvel recolhem os seus lucros nos EUA, e a partir daqui, propagar-se a todo o mundo e eventualmente chegar também a Portugal e ao Brasil. Atualmente, a T-Mobile cobra cerca de 100 euros a quem quiser cancelar o contrato com ela antes do seu término. Os queixosos, pediam também que o tribunal forçasse a operadora a revelar os mecanismos de bloqueio dos seus telemóveis e a disponibilizar gratuitamente a sua abertura de operador, logo que o período contratual chegasse ao fim. Desta forma, os clientes poderiam optar pela operadora mais concorrencial, e todos, operadoras e clientes ficariam a ganhar com um mercado mais concorrencial que o atual…

Esta questão dos “telemóveis fechados a um só operador” não é nova, em lado nenhum do mundo… mas tornou-se particularmente aguda com o sucesso que o iPhone da Apple recolheu nos EUA e em todo o mundo… E que levou muitos dos seus clientes a recorrerem a artifícios mais ou menos legais para libertaram os seus iPhones da dependência à AT&T (uma das operadoras mais impopulares dos EUA). A Apple e a AT&T contra-atacaram lançando novas versões de “firmware” que tornavam inoperacionais os iPhones “libertados”. Agora, com o tão esperado (e alvo de tantos rumores) lançamento do iPhone 3G, toda este debate torna-se novamente muito atual. Nos EUA, já existem casos em tribunal de clientes de iPhones que processam a Apple por este fechamento, e agora, com este precedente, muitos mais casos surgirão e a Apple e a AT&T terão enfim, mais cedo ou mais tarde, que ceder… Nos EUA, e na Europa, onde a política de “um operador por país” é também aplicada pela empresa de Cupertino.

Fonte:
http://www.wired.com/politics/law/news/2007/10/tmobile

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