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Angola vai ter um satélite em órbita em 2015, o Angosat

O primeiro satélite angolano, o Angosat, construído por um consórcio russo liderado pela RSC vai ser lançado para o Espaço em 2015. O anúncio coube ao secretário de Estado das Telecomunicações e Tecnologias de Informação angolano, Alcides Safeca. O Angosat irá custar cerca de 40 mil milhões de kwanzas (315 milhões de euros) e será financiado por bancos russos.

O Angosat deverá estar operacional durante 15 anos possuindo 22 transponders oferecendo serviços de suporte a telecomunicações, banda larga e de televisão a este país africano de expressão oficial portuguesa.

O governo angolano pretende lançar mais satélites do mesmo tipo nos próximos anos.

Fonte:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2959609&seccao=CPLP&page=2

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Super Tucanos para Angola

Embraer EMB-314 Super Tucano (http://t2.gstatic.com)

Embraer EMB-314 Super Tucano (http://t2.gstatic.com)

O Embraer EMB-314 Super Tucano surge cada vez mais como avião da sua classe com mais sucesso pelo mundo fora.  Recentemente a empresa aeronáutica brasileira anunciou vendas da ordem dos 180 milhões de dólares para Angola,  Burkina Faso e Mauritânia. O avião é barato e relativamente simples de manter sendo um excelente avião de vigilância e ataque ao solo.

Para Angola,  em particular, a Embraer vendeu seis aparelhos dos quais os primeiros três serão entregues já este ano. Sabendo-se que o extenso parque de aparelhos russos pode já não estar operacional estes mais modestos e simples aparelhos vão representar uma importante adição para a força aérea angolana.

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/Super-Tucano-Counter-Insurgency-Plane-Makes-Inroads-Into-Africa-07348/

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A Língua Portuguesa em Angola

“Existe uma continuidade surpreendente na posição consolidada da língua portuguesa. Durante a luta de libertação, o português foi um dos fatores de unificação que manteve o MPLA junto. Em 1971, quando a expressão “África Portuguesa” parecia inadequada para territórios onde largas porções da população estavam em rebelião contra Portugal, cunhei o termo “África Lusófona” que foi rapidamente adotado pelos media e governos estrangeiros, embora o não fosse pelos movimentos nacionalistas que se referem embaraçosamente às suas nações como “países de língua oficial portuguesa”. Depois da independência, a relevância política da língua portuguesa tornou-se ainda mais crucial em Angola do que o tinha sido durante os longos anos passados nas terras agrestes do chamado “fim-do-mundo”.
(…)
“Um dos papéis da língua na divisão política de Angola dizia respeito à rivalidade entre o MPLA e a FNLA. Os segundos usavam habitualmente o francês como a sua língua franca. Os apoiantes da agora extinta FNLA eram predominante gente do norte, da qual uma grande parte tinha vivido no Zaire por muitos anos.”
(…)
“Em 1974, metade dos “Angolanos” no Zaire eram zairenses de nascimento e quando regressavam à “terra” em Angola, a falar francês em vez de português, eram desdenhosamente tratados de “Zairotas”. (…) Uma primeira tentativa dos exilados de Kinshasa de se apoderar de Luanda acabou num confronto armado e em derrota em 1975. A ajuda militar significativa fornecida pelo presidente Mobutu do Zaire, que emprestou o seu exército à FNLA, e por Henry Kissinger, que permitiu aos serviços secretos americanos recrutar mercenários brutais mas incompetentes para ajudar a FNLA, não foi suficiente para expulsar ao MPLA na batalha de Quifandongo, a 10 de novembro de 1975.”
Portugal e África
David Birmingham

Fica assim explicada a preferência clara dada à língua portuguesa por Angola depois da independência: tratou-se não tanto de opção para afirmar uma união nacional (em que a língua portuguesa era um dos raros traços pontos comuns) mas mais uma afirmação interna do próprio regime do MPLA contra a FNLA (francófona). A existência (única em toda a chamada “África Portuguesa” de pre-1975) de uma considerável colonização portuguesa e de uma extensa classe de letrados e “assimilados” em Luanda (a chamada “elite creoula” de onde provém Eduardo dos Santos) tornaram Angola como o país lusófono onde mais e melhor se fala português, exceção feita a Portugal (matriz original da língua) e do económica e socialmente mais desenvolvido Brasil.

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Angola cai adquirir UAVs Heron 1 a Israel

Angola vai adquirir alguns UAVs a Israel. As negociações decorrem atualmente e visam a aquisição de aparelhos Heron 1 à IAI Israel Aerospace Industries. A IAI tem estado ativa demonstrando as capacidades do UAV ao governo angolano e queniano.

Crê-se que Angola vai optar pelo Leasing deste UAV capaz de operar a altitudes médias (mais de 9 km) e de longo raio de ação e concebido para missões de reconhecimento a longas distâncias. O Heron 1 consegue descolar e aterrar de forma automática e a confirmar-se será o primeiro aparelho deste tipo a ser usado pela força aérea angolana.

Fonte:
http://stratsisincite.wordpress.com/2011/08/16/angola-to-purchase-drones-from-israel/

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Da emigração portuguesa para Angola

A angolana Leila Lopes (http://www.sempretops.com)

A angolana Leila Lopes (http://www.sempretops.com)

A dimensão social do movimento migratório de Portugal para Angola ainda não foi completamente percepcionada pela sociedade portuguesa. À medida em que a situação económica portuguesa passa de estagnação a crise profunda, quantidades crescentes de portugueses deixam o seu país e engrossam uma legião que nos últimos cinco anos conta já com 350 mil portugueses vivendo e trabalhando em Angola.

Esta massa migratória representa uma importante alteração em relação aos padrões migratórios dos anos precedentes (em que a emigração se encaminhava sobre tudo para o Reino Unido, Suíça e Espanha) e é especialmente notável se compararmos os 156 vistos emitidos pela embaixada angolana em Lisboa com os… mais de 23 já emitidos este ano. Tradicional fonte de imigrantes, os angolanos hoje em Portugal são quatro vezes menos que os portugueses em Angola…

A atração angolana advém das suas riquezas naturais e de um PIB que cresce a uma media de 14% desde 2003. A economia angolana está próspera, com afluxo constante de receitas do setor petrolífero e com a existência de múltiplos programas de reconstrução que requerem muita mão-de-obra especializada. Localmente, preferem-se técnicos que dominem a língua portuguesa e isso tem favorecido a emigração portuguesa.

Angola é contudo um país cheio de dificuldades. A corrupção é endémica, o atraso nas estruturas de comunicação, saúde e educação, terrível e apesar de todo o crescimento dos últimos anos, a esperança média de vida em Angola é de apenas 38 anos. Estas condições sao compensadas pelos elevados salários pagos a quem chegue ao país com as qualificações de que este desesperadamente precisa para manter e sustentar o desenvolvimento dos últimos anos: um engenheiro recém-licenciado ou um técnico especializada que em Portugal ganharia entre 750 e 1000 euros mensais, em Angola pode esperar auferir 3000 euros, com alojamento incluído, e por vezes, mesmo mais.

Fonte:
http://machimon.wordpress.com/2011/09/05/portuguese-emigration-to-angola/

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Portugal vai ajudar Angola na sua proposta de extensão da plataforma continental

“Uma nova era na relação entre os dois Estados, foi como Marcos Perestrello, secretário de estado da Defesa e dos Assuntos do Mar português, classificou a assinatura de um memorando de entendimento sobre a preparação da delimitação das fronteiras marítimas e extensão da plataforma continental de Angola.
(…)
Portugal coloca ao dispor dos angolanos os meios que desenvolveu para apresentar a sua própria proposta de extensão da plataforma continental das Nações Unidas, em abril de 2010.”
Sol
25 de fevereiro de 2011

São projetos deste tipo – entre Portugal e Angola ou entre outros países lusófonos – que podem fazer realmente a diferença. Sem envolverem grandes ou extraordinários meios materiais ou financeiros, e recorrendo ao navio oceanográfico Almirante Gago Coutinho e ao ROV Luso (resgatado do fundo do mar depois de ter sido quase perdido), Portugal pode rentabilizar esse investimento já realizado para propor à ONU a extensão da sua plataforma continental e auxiliar outros países lusófonos a realizarem semelhantes operações, usando os mesmos meios.

No caso de Angola, estes meios podem ser custeados pelo governo de Luanda, mas no caso dos países da África Lusófona ou de Timor, faria todo o sentido que a “Agência Lusófona do Espaço e da Exploração do Mar” que o MIL em 2010 propôs financiasse estas expedições para beneficio de todos e muito em particular do reforço dos laços entre os povos lusófonos.

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Sobre a presença da China em Angola

A China emprestou a Angola uma quantia que se estima ser hoje superior a 15 mil milhões de dólares, mas o embaixador chinês em Luanda queixa-se de que é cada vez mais difícil recrutar trabalhadores locais para os projetos que recebem estes financiamentos.

Com efeito, boa parte dos projetos de reconstrução em curso em Angola estão nas mãos de empresas de construção de Pequim que recebem o seu financiamento destes projetos. Ora os juros destes financiamentos estão a ser pagos em bruto, com o petróleo angolano, e em tais quantidades que desta forma Angola se transformou no segundo maior fornecedor chinês, logo depois da Arábia Saudita.

Crescem em Angola os críticos pela presença cada vez mais ostensiva de grandes números de migrantes chineses que chegam ao país lusófono ao abrigo dos protocolos de reconstrução que reservam a empresas chinesas a maioria dos contratos. Existem atualmente perto de 70 mil imigrantes chineses a trabalhar em Angola e os acordos bilaterais segundo os quais as 70 empresas públicas e mais de 400 privadas a funcionar em Angola teriam que contratar pelo menos 30% do seu pessoal no local raramente são respeitados. A qualidade dos edifícios construídos pelos chineses tem sido também muito criticada, sendo a evacuação de urgência de um novo hospital em Luanda apenas um de vários incidentes recentes e revelando as fragilidades de uma relação de tipo “petróleo por cimento”…

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/China_lends_Angola_15_bn_but_creates_few_jobs_999.html

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Sobre o Pré-Sal angolano

“Já há algum tempo que se sabia que Angola se preparava para extrair petróleo do pré-sal. Esta semana, a notícia acabou por ser confirmada pela Sonangol” (…) É uma exploração completamente diferente, envolvendo investimentos maiores e complexidades tecnológicas também muito maiores” (…) O pré-sal é um conjunto de rochas sedimentares, sob a camada de sal, e formou-se em condições paleontológicas especiais no Atlântico Sul. Na costa angolana, localiza-se entre os 2 e os 5 mil metros de profundidade”.
Carlos Ramos
Sol 28 de janeiro de 2011

Depois do Brasil, Angola é o seu país lusófono bafejado pela sorte de um generoso pré-Sal. É certo que os custos da exploração do petróleo a estas profundidades são elevados mas com o petróleo acima dos 100 dólares o barril e isto em plena crise nas economias desenvolvidas, a imparável sede energética da China e da Índia parece certo que Angola manterá um sólido crescimento económico durante as próximas décadas, graças ao Pré-Sal.

São boas notícias para Angola. Mas há que ter sempre no horizonte que – com a notável excepção norueguesa – o petróleo raras vezes trouxe desenvolvimento sustentado e generalizado a um país. Esperemos que com as devidas medidas de Democracia, Educação (e muitos jovens altamente qualificados começam a regressar a Angola) e Distribuição de rendimentos (seguindo o modelo de Lula) Angola se conseguir juntar a esta exclusiva lista de excepções.

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Sobre a Questão de Cabinda

“Rodrigues Mingas, secretário-geral da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC/PM), está detido em Paris no seguimento da investigação sobre o ataque ao autocarro que transportava a seleção de futebol do Togo para o CAN2010, organizado em Angola.
De recordar que Rodrigues Mingas reivindicou, na altura, a autoria moral do atentado que, a 8 de janeiro, vitimou duas pessoas, feriu outras 13 e determinou o abandono do Togo do Campeonato Africano das Nações. O dirigente afirmou então tratar-se de uma “guerra” onde “todos os golpes são permitidos” e ameaçou: “as armas vão continuar a falar”.

Sol 21 de janeiro de 2010

Não tenho uma posição firme e dogmática quanto à Questão de Cabinda. Em termos estritamente jurídicos, o território deve caber à República angolana, mas a questão não pode ser delimitada dentro de fronteiras tão estanques… Há uma legitima reclamação por melhores condições de vida por parte da população local que se julga injustiçada por não receber uma parcela mais adequada da riqueza com que o seu território contribui para o todo angolano. E há aqui um Direito moral que não pode ser negado: os Cabindas têm direito a uma repartição favorável dos recursos do petróleo e de facto, não a têm recebido.

Há também a questão do Referendo. Este tem sido reclamado pelos independentistas desde há décadas na esperança de que o seu resultado fosse idêntico ao recentemente organizado no Sudão do sul e que terá determinado a sua separação do Sudão do norte. Ora o problema de Cabinda não é somente um “problema de Angola” mas um émulo do problema de todo o continente africano: as fronteiras herdadas do período colonial não respeitam nem as nacionalidades, nem a geografia (frequentemente), nem sequer as línguas ou culturas locais. De facto, é o próprio modelo de “Estado-Nação”, europeu e novecentista, que não serve a África. Para que este fosse aplicado – com honestidade intelectual – a África haveria que organizar referendos independentistas em cada pequena região de África e assim reorganizar em novas nações cada um dos povos-nação de África. Isso nunca sucederá. Não somente pelas tremendas dificuldades organizativas que implicaria, mas sobretudo pelas portas para conflitos insanáveis que abriria com a contestação massiva de todas as fronteiras africanas e as dúvidas sobre a repartição das riquezas naturais. A solução não pode pois andar por aqui… Mas poderá residir na reestruturação do modelo de “Estado Central”, importado também ele da Europa e que em África poderia ser substituído por uma Descentralização Municipalista, muito mais conforme à realidade local, tribalista, étnica e autónoma. Por esta aproximação entre a realidade “estatal” e a população seria possível aumentar o sentido de pertença a uma entidade superlativa, em que a Capital seria mais uma “capital da Federação” do que a capital de um inexistente “Estado-Nação”. A refletir… no contexto Cabinda, mas não só.

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Forças militares e policiais angolanas estão a caminho da Guiné-Bissau

Exército Angolano (http://www.segurancaedefesa.com)

Comandos do Exército Angolano (http://www.segurancaedefesa.com)

“Nas próximas semanas, cerca de 200 militares e elementos das forças de segurança angolanos vão para a Guiné-Bissau, no âmbito da cooperação técnico-militar entre os dois países. A missão é dar formação e reorganizar as forças armadas e as polícias guineenses.”
(…)
“Nos meios diplomáticos esta missão é considerada “o primeiro verdadeiro teste à credibilidade de Angola junto da comunidade internacional enquanto líder regional”. Mas existem riscos para a iniciativa angolana: o primeiro, é a contaminação do narcotráfico guineense para Angola, transformando-a num país de trânsito; o segundo é a natureza da sociedade guineense, muito sensível às tensões tribais com repercussões sociopolíticas.
Já em março de 2009 José Eduardo dos Santos afirmava: “Angola manifesta-se disponível para conjugar esforços com Portugal a fim de apoiar a República da Guiné-Bissau”. Estava aberta a via angolana. O pedido de ajuda a Angola por parte das autoridades guineense “.
(…)
“A diplomacia portuguesa joga na questão guineense muito do estatuto como interlocutor lusófono nas instâncias internacionais. (…) Devido ao governo português a União Europeia e o Banco Mundial vão disponibilizar cerca de 9.2 milhões de dólares para o setor agrícola. A ajuda surge numa altura em que a União Europeia pretende suspender os apoios financeiros à Guiné. O que só nas aconteceu por duas razões: a oposição portuguesa e o risco de o embargo total das ajudas gerarem instabilidade no país”.
(…)
Este mês, Portugal obteve uma vitória diplomática ao travar a aplicação de sanções aos dirigentes guineenses que previam o congelamento de bens no estrangeiro e a suspensão de vistos”.
Sol 11 de fevereiro de 2011

Angola é hoje um indiscutível líder regional. A sua atitude de apoio ao regime de Laurent Gabgo criou uma séria erosão na credibilidade internacional de Luanda, por isso, a presença de forças angolanas em Bissau poderá ser crucial para recuperar parte desse prestígio e influência assim malbaratados.

As forças angolanas estão bem treinadas, bem equipadas e geralmente bem comandadas. Têm – ademais – um mandato informal da CPLP – para intervirem na Guiné-Bissau e têm mais condições para serem bem recebidas pela população local do que os nigerianos que tradicionalmente integram as forças de paz da CEDEAO, tristemente célebres pela onda de violações e pilhagem que deixam atrás de si…

Esta presença não consubstancia a materialização de uma das propostas mais antigas do MIL: Movimento Internacional Lusófono, a Força Lusófona de Manutenção de Paz que – em boa hora – o MIL fez questão de invocar como contributo para a pacificação interna da Guiné-Bissau e da crise do narcotráfico que hoje assola este país lusófono. Estes militares e policias angolanos não são exatamente uma “força lusófona”, mas a sua presença resulta de contactos cruzados com Portugal e de uma chamada formal por parte do governo guineense, sendo assim o melhor que os países lusófonos podem comprometer em Bissau e uma boa antecipação para esta “força lusófona”, rápida, flexível, eficaz e multinacional que defendemos e que teria na Guiné-Bissau um cenário muito adequado de intervenção.

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Já existem forças militares angolanas na Costa do Marfim?…

Exército Angolano (http://www-tc.pbs.org)

Exército Angolano (http://www-tc.pbs.org)

“Os angolanos não deviam servir de carne para canhão para conflitos desse género. Devemos deixar as nossas tropas, quando muito para missões de paz”
(…) comentou o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, sobre o conflito na Costa do Marfim e a hipótese de, em caso de intervenção militar da CEDEAO naquele país, o Governo angolano assumir a defesa de Laurent Gbagbo.

Sol 4 de fevereiro de 2011

Por enquanto, a presença de forças angolanas na Costa do Marfim continua a ser meramente especulativa. A África do Sul também já se posicionou neste conflito interno costamarfinense, tendo enviado recentemente para a região uma fragata, já que disputa com Angola o estatuto de potencia regional. Militarmente, Luanda não tem o mesmo tipo de meios e não pode competir com a África do Sul, mas possui um dos mais bem treinados e experientes exércitos africanos e se o empenhar na defesa do regime de Gbagbo abre um grave precedente: coloca as suas forças contra a posição quase unânime da comunidade internacional, contra a União Africana e contra a aliança regional onde se integra a Costa do Marfim, a CEDEAO.

Ainda que se possam compreender as fidelidades pessoais de José Eduardo dos Santos para com Laurent Gbagbo, um fiel apoiante das posições do MPLA durante o tempo da guerra civil angolana, a verdade é que este alinhamento ao lado daquele que é após as últimas presidenciais um pária implica riscos sérios para Angola: desde logo no seu estatuto de potencia regional, que poderá sofre com este alinhamento danos irreversíveis… Mas se – como sugere o líder da UNITA – forças militares de Angola forem forçadas a trocar tiros contra militares da ONU, da União Africana ou da CEDEAO em defesa do exército da Costa do Marfim (maioritariamente fiel a Laurent Gbabgo) entao Angola perderá definitivamente todo o crédito e respeito internacionais de que goza atualmente.

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Sobre a dúbia posição angolana quanto à crise na Costa do Marfim

Forças da ONU na Costa do Marfim (http://pt.euronews.net)

Forças da ONU na Costa do Marfim (http://pt.euronews.net)

“A posição de Angola em relação à crise política que se vive na Costa do Marfim pode vir a isolar o país no plano internacional e colocar em causa a sua liderança na África Austral. (…) Durante este ano prevêm-se 17 actos eleitorais em diversos países de África e a instabilidade gerada pelas eleições na Costa do Marfim está a levantar dúvidas nos meios diplomáticos. Entende-se que o modelo democrático pode correr alguns riscos devido ao “contágio” da posição angolana.
(…)
“para o Presidente de Angola, o Conselho Constitucional (da Costa do Marfim) teria de validar os resultados provisórios da Comissão Eleitoral Independente, o que não aconteceu sob a alegação de fraudes e irregularidades, considerando que o anúncio dos resultados pelo representante das Nações Unidas foi uma precipitação que induziu em erro a comunidade internacional.
Angola empenha-se na resolução da crise, defendendo uma não intervenção armada e uma solucao de conotação “africana” em vez de “ocidental”.
(…)
Gagbo foi apoiante do MPLA e do actual Chede de Estado, enquanto Ouattara foi um dos líderes africanos que apoiaram a UNITA.
A ambição de Angola em ser um líder regional tem na Costa do Marfim um histórico aliado na esfera francófona. Este objetivo é disputado com a África do Sul e a Nigéria.”

Fonte:
Sol 28 de janeiro de 2011

Parece claro que neste particular José Eduardo dos Santos se sente vinculado às alianças do tempo do conflito entre o MPLA e a UNITA. Nesse sentido, o sentido de honra e compromisso do presidente angolano é admirável, mas este devia ser inferior aos interesses do país que representa. Angola é hoje um dos países mais influentes da África subsahariana e a sua posição sobre a legitimidade de umas eleições que se realizam no continente e que redundam neste tipo de conflito pode incendinar toda a região.

Há rumores segundo os quais haveriam já forças militares angolanas na Costa do Marfim, sejam “conselheiros” ou “forças especiais”. Esperemos que não sejam verdadeiros e que, sobretudo, estas forças não estejam aqui para se prepararem para enfretarem as forças que a ONU aqui mantêm em defesa de uma das partes…

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Breve resenha da situação económica de 4 países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique

Através de uma análise realizada pela “Espírito Santo Research” eis uma análise do estado da economia de alguns países, onde destacamos a situação económica em alguns países da Lusofonia:

Angola:
Com uma população que ronda já os 18 milhões e um PIB per capita de 4792 euros, Angola é hoje uma das maiores potencias económicas da Lusofonia. A economia deste país está, contudo, perigosamente dependente dos hidrocarbonetos, que alimentam toda a economia. Há, decerto, um grande dinamismo na construção civil que se propagou aos serviços e até ao setor agrícola, mas tudo depende do petróleo e esta dependência acentuou-se até no último ano. Recentemente, o FMI emprestou a Luanda 1.4 mil milhões de dólares, o que veio equilibrar
a balança corrente angolana.

Brasil:
Os quase 194 milhões de habitantes do Brasil fazem deste país o grande país da Lusofonia. Apesar dos muito notáveis avanços, o PIB per capita continua com um valor que ainda deixa a desejar de 7500 euros. O desemprego no Brasil recuou mesmo durante a atual recessão global e encontra-se agora bem perto do limite apontado como “sistémico” de 5% com os 6.7% de agosto de 2010.

A economia brasileira floresce com uma forte procura interna e apesar de uma inflação que começa a preocupar os economistas menos otimistas. A atual guerra cambial em que a China e os EUA recentemente se envolveram está a perturbar as exportações brasileiras e se esta se agravar (por exemplo, com a entrada do Euro nestas lides) o crescimento do Brasil poderá ficar comprometido.

Cabo Verde:
Este país lusófono está muito dependente das importações de energia e alimentos, dois setores onde existe um grande défice entre o consumo e a produção. Esta situação decorre não somente do facto de o país ter solos muito pobres e escassas capacidades de produção de energia, mas também de ser a Economia mais tercializada de todo o espaço económico lusófono com mais de 70% do PIB pertencem ao setor do Turismo (Portugal, outro país lusófono severamente tercializado retira do Turismo apenas 13% do PIB). As remessas dos emigrantes (a maioria dos caboverdianos vivem fora do seu país) compensam contudo este défice comercial que um débil setor industrial (têxteis, calçado e pescas) não consegue ter um peso significativo. Apesar destas limitações, a estabilidade governativa, a boa governança e o crescimento do investimento direto estrangeiro, tornam Cabo Verde no país africano lusófono com melhores perspetivas de desenvolvimento económico e social a curto prazo.

Moçambique:
Em tempo de recessão, Moçambique apresenta valores elevados do crescimento económico, que se manterão a médio prazo, principalmente devido aos mega-projectos em torno do aproveitamento dos recursos minerais. A diversificação sectorial da economia, relevante para o perfil exportador do país, relativamente concentrado, incentivará o dinamismo da economia moçambicana, gerando um crescente número de oportunidades.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=454525

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Angola: O novo Eldorado migratório português?

Existe atualmente um autêntico “êxodo silencioso” de Portugal para Angola… a maioria dos 206 portugueses que saem todos os dias do país partem com destino a Luanda. Angola é, com efeito, hoje aquilo que França ou a Alemanha foram para os portugueses na década de 60, quando, aliás, os números de emigrantes por dia eram idênticos aos de hoje. A dimensão deste êxodo intensificou-se especialmente desde 2008 e acompanha a aparição da Recessão global em Portugal assim como a consolidação do crescimento da economia angolana. A coincidência de ambos, criou este fluxo que agora une os dois países e que é comparável apenas aquele que levava nos anos 60 os portugueses para as biddonville dos subúrbios parisienses.

Muitos portugueses estão confrontados com a falta de perspetivas de Futuro para si e para os seus e reconhecem em Angola as oportunidades que lhes faltam em Portugal

Desde 2006 emigraram para o estrangeiro mais de 350 mil portugueses, até esse ano com destino ao Reino Unido, Espanha e Suíça. Mas a partir de 2008 essa distribuição alterou-se: Angola é agora o destino preferido pela maioria destes novos emigrantes e onde em 2006 havia apenas 156 portugueses a emigrarem, em 2009, já houve mais de 23 mil… hoje, estima-se que estejam já mais de 100 mil portugueses em Angola, ou seja, quatro vezes mais do angolanos há em Portugal. Este desequilíbrio resulta do facto de a economia portuguesa ter crescido em dez anos apenas 6%, enquanto que a angolana, cresceu em média e desde 2003 14%.

O crescimento da economia angolana assenta na prosperidade advinda das exportações de produtos petrolíferos mas sobretudo do momento de paz que se sucedeu a uma longa e destrutiva guerra civil que arrasou pela base praticamente todas as infraestruturas do país. Os cem mil portugueses que hoje trabalham em Angola estão precisamente a trabalhar nessas obras de recuperação e de construção de infraestruturas.

Infelizmente, Angola apesar de todo o crescimento económico continua com graves bloqueios que – a prazo – podem travar o desenvolvimento deste país lusófono: dois terços da população ainda vive na pobreza, a corrupção é endémica em praticamente todos os escalões do Estado e da Administração Pública, o nível de vida é altíssimo (quase a padrões europeus) e a Esperança de Viva é de apenas 40 anos, sinal de um sistema de Saúde disfuncional… problemas que Portugal e Brasil – parceiros de Angola na CPLP – poderiam ajudar a resolver, assim houvesse essa disposição em Luanda e essa disponibilidade na CPLP…

Fonte:
http://www.presseurop.eu/en/content/article/369061-angola-portugal-s-new-eldorado

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José Eduardo dos Santos sobre a CPLP

Não concordamos com a forma como José Eduardo dos Santos e a sua família geriram Angola nas últimas décadas. Mas quando o presidente angolano afirma que a CPLP pode “transformar-se numa força poderosa e dinâmica” acrescentando ainda que a Comunidade pode “contribuir para a paz e segurança e acelerar o crescimento e o desenvolvimento” é impossível não estar com Eduardo dos Santos… Falta agora que os países membros da Comunidade acordem em atribuir-lhe mais meios e competências, acordando em tornar uma organização mais operativa e ambiciosa e não apenas o “armazém” de diplomatas em fim de carreira, isto apesar do mérito de alguns destes, como Lauro Moreira, Prémio Lusófono de 2009.

Na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, em que a presidência da CPLP transita de Portugal para Angola, a grande promessa lusófona de África e o país que pela riqueza do seu território e pela relativamente elevada instrução da sua população mais condições tem (a par com Cabo Verde) de se tornar numa efetiva “Média Potencia” mundial.

O presidente angolano referiu também que há necessidade de existir no seio da CPLP “respeito pela diversidade, porque é aí que a CPLP encontra a base da unidade” e da força potencial demonstrada pelo interesse de adesão de países tão diversos como a Indonésia ou a Ucrânia. É também evidente que aquilo que liga os países da Comunidade é muito mais profundo do que a “simples” língua e que se prende com a Cultura dos povos, com as suas semelhanças e laços históricos do que a simples adopção de uma dada língua como “língua oficial”. Uma observação que tem que ser tida em conta para avaliar se um país que coleciona línguas “oficiais” (castelhano, francês e agora, português) tem efetivamente condições culturais e históricas para aderir à CPLP.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=179543

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Angola vai modernizar as suas forças armadas com material chinês

Angola está a ponderar utilizar a China como fornecedor principal da modernização das suas forças armadas. Isso mesmo declarou recentemente o general Francisco Furtado, Chefe de Estado Maior do Exército Angolano em finais de maio de 2010. Numa visita a Angola do Chefe de Estado Maior do exército chinês, Chen Bingde, o general angolano declarou que “Decorrem estudos sobre o reequipamento e modernização das nossas forças, tendo em vista a cooperação entre as nossas forças armadas… e a indústria de Defesa da China”. Durante a visita, o general chinês entregou em mãos equipamento informático no valor de 805 mil euros ao exército angolano e empenhou-se em reabrir negociações tendo vista essa cooperação militar e venda de equipamento que começaram em 2008.

Atualmente, é relativamente comum encontrar trabalhadores e técnicos chineses um pouco por todo o território angolano, já que estão presentes na maioria das obras de reconstrução que decorrem agora com grande intensidade nesse país lusófono do Sul de África. No total, estima-se que Pequim já terá emprestado a Luanda mais 8 biliões de dólares, para financiar estes projetos de reconstrução, embora as cifras oficiais sejam consideravelmente inferiores, de apenas 5 biliões de dólares… Toda esta dívida está a ser paga em géneros, em petróleo, para ser mais exato.

O exército angolano tem uma pequena marinha, uma força aérea relativamente moderna e bem equipada, mas um exército que apesar de bem treinado e comandado está equipado com equipamento muito diverso e obsoleto. Os seus efetivos ascendem a 55 mil homens e tem destacamentos permanentes no Congo e no Congo-Brazaville.

A maior carência do exército angolano reside nos seus meios blindados. Dos quais, apenas os 22 T-72 são relativamente modernos. Há depois 18 T-62 e mais de uma centena de envelhecidos T-55. Os meios blindados de transporte de pessoal são da mesma época (soviética e ucraniana) e apenas têm meios relativamente modernos nos 62 BMP2 (de origem polaca) e nos 70 BTR-80 (soviéticos). Os restantes meios (raros para um exercito de 55 mil homens) sao apenas 180 APCs ainda mais antigos. São estes meios blindados que a China se oferece agora para modernizar ou substituir…

Fontes:
http://wocview.wordpress.com/2010/05/28/in-africa-angola-mulls-chinese-military-deals/
http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/exercito_com_ajuda_da_china
http://en.wikipedia.org/wiki/Angolan_Armed_Forces

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José Eduardo dos Santos fez uma crítica violenta à… Corrupção no seu país

O Presidente angolano disse que encontrara “timidez” no combate à corrupção. E alegou que havia gente “irresponsável” e de “má fé” nas hostes do MPLA. Eduardo dos Santos acrescentou ainda que a “tolerância à corrupção” seria a prioridade para a 15ª sessão do comité central do MPLA.

A corrupção é de facto endémica em Angola e está confortavelmente instalada em praticamente todos os escalões da Administração Publica, das empresas privadas e (sobretudo) do MPLA. Em resultado, Angola é um dos países mais desiguais do mundo e montantes crescentes resultantes do petróleo desaparecem sem deixar rasto. Estes montantes e a impunidade instalada explicam porque é que hoje Angola é tida como um dos países mais corruptos do mundo, um fenómeno a que a multiplicação de interesses e empresas chinesas em Angola, não é alheia…

A corrupção em Angola é de longe o maior obstáculo ao desenvolvimento deste país lusófono e enquanto existir aqui uma plutocracia muito abastada (liderada desde logo por Eduardo dos Santos e pela sua filha Isabel) este tipo de discursos sofrerá sempre de falta de credibilidade. Outro golpe na credibilidade do regime de Dos Santos é o anúncio esperado de novo adiamento das presidenciais, desta feita, para 2012. Não que se espera grande justeza numas eleições num país onde o governo controla todos os meios de comunicação, claro…

Enfim, até ver nada de novo, naquele que é o terceiro maior país lusófono e um dos poucos que, a prazo, tem condições para melhorar radicalmente o nível de vida dos seus cidadãos. Supondo que a cleptocracia que o rege não aumenta ainda mais a sua voracidade, camuflando-a com desejos pífios de “combate à corrupção”.

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Mundo/angola-presidente-quer-tolerancia-zero-do-mpla-contra-a-corrupcao_1410874?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader

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Angola torna-se num dos maiores fornecedores de petróleo aos EUA

Atualmente e segundo as últimas estatísticas do governo norte-americano, a Nigéria (com 769 mil barris/dia) e a lusófona Angola (com 400 mil barris/dia) seriam respetivamente o quinto e oitavo maiores exportadores de petróleo para os EUA.

Esta origem africana de uma parcela crescente do petróleo consumido pelos EUA revela uma inclinação para quebrar as dependências tradicionais de países do Médio Oriente – que tanto têm condicionado a política externa dos EUA nos últimos anos – e reforçam a influencia internacional de Angola, estando na base de um novo interesse americano pelo país e inclusivamente a recente visita de Hillary Clinton e o seu discurso de “promoção da democracia”, num país onde esta é ainda severamente condicionada pelo predominância social, política e económica do antigo Partido Único e por níveis de corrupção absolutamente incompatíveis com aqueles que se esperam de um país Desenvolvido… O aumento da exposição internacional angolana pode assim ser positivo, ao expor também as fragilidades do seu regime e ao propiciar à sua superação. Algo que, contudo, caberá inteiramente aos angolanos fazer, sendo para isso inúteis (e provavelmente contraproducentes, por invocando discursos “neocoloniais”) todas as pressões que queiramos lançar sobre os angolanos.

Fonte:
http://africasacountry.wordpress.com/2009/08/31/where-do-american-oil-imports-come-from/

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Estaria um atentado a Pablo Dreyfus na base do “acidente” do voo AF447?

Uma das hipóteses sobre o acidente do voo AF447 da Air France (segundo um artigo do Sunday Herald de 6 de junho) poderia ser a presença nesse voo de destacadas figuras do combate ao tráfego internacional de armas e drogas. Tratava-se de Pablo Dreyfus que viajava no voo com a sua esposa. Ambos tinham trabalhado em conjunto com as autoridades brasileiras no trafego e droga e armas nas favelas do Rio de Janeiro.

Com Dreyfus viajava também Ronald Dreyer, um diplomata suíço e coordenador da Declaração de Genebra sobre “Violência Armada”.

Antes da sua morte Dreyfus, que era assessor do governo moçambicano tinha começado a trabalhar com o governo angolano, país que tem um extenso arsenal de armas, excessos da guerra civil entre o governo e a UNITA.

Tendo em conta a falta de escrúpulos dos traficantes de armas, a facilidade com que teriam acesso a um engenho explosivo e à forma de o fabricar e instalar num avião, será que a presença de Dreyfus e do diplomata suíço são simples coincidências ou… Algo mais?

Fonte:
Más Alla, junho de 2009

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Angola vai ter um satélite: o “Angosat”

Angola vai lançar em Janeiro de 2009 um satélite de comunicações. O satélite “Angosat” será o primeiro de uma rede comunicações designada de Infrasat. O objetivo é de permitir o uso de telefones móveis e internet em zonas remotas do país e é uma vertente de um plano governamental para estender a utilização da Internet em Angola. O satélite vai usar o sistema “TrunkSat” para disponibilizar serviços de telecomunicações às operadoras CDMA e GSM angolanas, expandindo a sua área de cobertura. O satélite vai também disponibilizar canais de televisão e de rádio em língua portuguesa ao território angolano, tendo como objetivo potenciar a aparição de canais de televisão locais.

O acordo para a construção deste primeiro satélite angolano foi assinado entre o Ministro dos Correios de Angola e o consórcio russo Rosoboronexport por um valor que rondará os 327 milhões de dólares.


Fontes:

http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=91435&Seccao=geral
http://news.xinhuanet.com/english/2008-12/30/content_10577984.htm
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=20833
http://www.russia-ic.com/news/show/6947/

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Da emigração portuguesa para Angola

//horta.0catch.com)

(Porto do Lobito in http://horta.0catch.com)

Quando, há alguns anos passava frente à embaixada angolana, na avenida da República,em Lisboa via longas filas de angolanos negros esperando pela abertura dos serviços da embaixada. Quando, na semana passada repeti o mesmo trajeto, tornei a ver a mesma fila… mas com cor diferente. De facto, esperando admissão no edifício da embaixada estavam quase somente indivíduos de raça branca, portugueses de naturalidade, presume-se. Pessoas  que esperavam um qualquer tipo de autorização administrativa para entrarem nesse país lusófono.

A continuada crise económica portuguesa e as perspetivas do seu agravamento para 2009 irão fazer aumentar esta fila, certamente… De 2006 para 2007, o número de emigrantes portugueses duplicou, com a saída de mais de 26 mil cidadãos do nosso território, numa notável subida de 111% num único ano! A maioria decidiu emigrar para países europeus, sobretudo para Espanha, Suíça e Benelux. Mas não muito à frente de outros destinos, como França, Reino Unido e… Angola! Com efeito, em Angola deverá haver neste momento perto de 60 mil portugueses, um número que aumenta todos os dias e que hoje poderá já ultrapassar os 80 mil portugueses, o que ultrapassa em mais de 50 mil, a quantidade de portugueses que estão no Reino Unido, por exemplo, o que dá uma boa medida da importância deste movimento migratório. Como em 2004 havia apenas 20 mil portugueses em Angola estamos perante uma quadruplicação do número de emigrantes em e isto em apenas quatro anos!

Uma grande parte dos portugueses que emigram para Angola, fazem-no para as regiões de Luanda, Benguela e Lobito. Na primeira, situam-se as sedes das empresas multinacionais onde trabalham muitos quadros, técnicos e formadores portugueses, nas segundas, concentra-se a emigração mais “operária” e “técnica”, devido aos intensos trabalhos de reconversão e modernização que aqui decorrem nestes portos e nas redes ferroviárias.

Atualmente, emigram por ano mais de cem mil portugueses, que se vão somar aos 5,1 milhões de portugueses residindo hoje em dia no exterior do país. Portugal torna a tornar-se assim num país de emigrantes… e com a debandada de imigrantes do Leste europeu – sobretudo ucranianos – dos últimos anos, torna-se menos no país de imigrantes que estava a começar a ser.

Fontes:

http://www.mundoportugues.org/content/1/3294/emigraram-portugal-vinte-sete-mil-pessoas

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Da situação da língua portuguesa em Angola

(http://www.dholmes.com)
Angola é o terceiro país lusófono, onde mais de 30% da sua população fala português como língua principal (60% em Luanda), isto num total de cerca de 7,5 milhões de habitantes (entre 12,5). A variante da língua portuguesa aqui utilizada é o chamado “português angolano”. Foneticamente, esta variante é muito semelhante à variante brasileira (veja-se p.ex. a palavra “menino” e o contraste com Portugal), com algumas marcantes excepções, como a pronuncia da palavra “Portugal” (idêntica entre Portugal e Angola e diversa entre estes dois países e o Brasil).

A ortografia seguida tinha sido a da variante escrita portuguesa, algo que a partir da esperada ratificação do Acordo Ortográfico de 1990 por Angola (em resultado das pressões das camadas mais cultas da sociedade angolana, representada pelo escritor Agualusa, por exemplo).

De todos os países lusófonos, Angola é – com a natural excepção do Brasil – o país onde a língua de Camões mais se propagou pela população e aquele onde a percentagem de falantes de português como primeira língua é maior. Um fenómeno tão intenso resulta evidentemente do cruzamento de várias influências entre os quais se destaca sobretudo a existência de uma política determinada e clara que passava pela “assimilação” de uma extensa camada populacional de indivíduos de raça mista de forma a transformá-los em ferramentas da administração e do exército colonial. No âmbito desse processo de “civilização”, a adopção da língua portuguesa era factor essencial e condição essencial para o ingresso nas camadas médias da administração colonial. Um segundo factor, provavelmente ainda mais determinante que o primeiro foi a existência de uma política de colonização nesta colónia. Angola foi – de facto – a única colónia africana onde, desde finais do século XIX, havia uma política oficial de “colonização”. Muitos portugueses partiram com as suas famílias para fundarem quintas nas regiões rurais do planalto angolano e as maiores cidades estavam relativamente bem povoadas de colonos vindos da metrópole. Esta colonização não se repetiu com esta intensidade em mais nenhuma colónia africana, nem mesmo em Moçambique, onde em 1974 o grosso da presença de portugueses continentais era ainda de membros do exército ou de quadros administrativos.

O português foi rapidamente adoptado pelos angolanos, mesmo em meados do século XX, sendo utilizado como língua-franca entre as diversas etnias e línguas locais e usado pelas elites intelectuais que, décadas depois, se haveriam de rebelar contra a ocupação colonial, sem contudo nunca deixarem de usar o português como sua língua de eleição. Paradoxalmente, aliás, a língua portuguesa serviria de ponto unificador entre as várias organizações que combatiam a ocupação colonial, já que a maioria dos grupos tinham raízes étnicas e que o próprio MPLA que haveria de ganhar o poder assentava a sua base popular de apoio, nos mestiços de Luanda que se distinguiam das etnias locais precisamente pelo facto de terem o português como sua primeira língua.

O fim da guerra colonial e a erupção da violenta e longa guerra entre a UNITA e o MPLA levou à fuga de muitas centenas de milhares de angolanos desde as zonas rurais até às grandes cidades provinciais e para Luanda. Datam desta época a construção das zonas de habitações precárias que ainda hoje caracterizam infelizmente a capital angolana. Esta deslocação interna haveria, contudo, de vir ainda a favorecer a difusão da língua portuguesa, já que esta se tornaria a língua de contacto destes refugiados internos com os anteriores habitantes destas cidades e quando começaram a regressar – após a paz entre a UNITA e o MPLA – trariam de volta para estas regiões rurais o português como primeira língua.

A construção de uma estrutura administrativa nova pelo MPLA e a sua multiplicação após o fim da Guerra Civil, favoreceu também a disseminação do português para além das áreas urbanas onde estivera confinado durante a maior parte do período colonial, servindo a língua como forma de imposição do poder da longínqua administração central e como forma de afirmação durante a derradeira fase da Guerra nos territórios que as forças do Governo iam “libertando” aos guerrilheiros da UNITA. O português tem assim servido em Angola, como um elemento de reforço do conceito de “Estado nacional” e é um dos raros esteios que permitem ancorar os angolanos no seio de um Estado único e coeso, mais importante que os tribalismos regionais, associados inevitavelmente a línguas nacionais que se fossem favorecidas ou acarinhadas pelo Estado central iriam colocar em questão a sua autoridade sobre estas periferias e relançar sementes para um novo conflito intra-regional, sempre possível num continente de fronteiras tão novas e artificias, como é África.

A língua portuguesa em Angola não estagnou. Bem pelo contrário, desenvolveu-se e acolhendo influências várias das línguas locais, especialmente do quimbundo e do umbundo, ganhou uma feição própria e única, cuja descrição não cabe no âmbito deste resumido artigo. Este dinamismo permite explicar porque é que de todos os países da Lusofonia africana é em Angola que o português mais depressa se está a transformar na língua nacional angolana. Como começamos por dizer, onde mais habitantes usam o português como língua principal e a situação tende ainda a progredir ainda mais no sentido da Lusofonia já que a maioria dos jovens em idade escolar já só fala português e não domina nenhuma língua nativa.

Fontes:
http://www.linguaportuguesa.net
http://movv.org/2008/04/02/goa-o-lento-definar-da-lingua-portuguesa/
http://www.matoselemos.net/mml/art-MuGP.html

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Alguns exemplos do “império” do MPLA nos média angolanos

Eis a página principal do site da Agência Noticiosa angolana (Estatal) Angop:

Política

Esta maravilhosa prova da isenção (ou de falta da mesma) estava presente no dia 4 de Setembro no site da Angop. Repare-se como as sete notícias em destaque são claramente favoráveis ao partido no poder, o MPLA:

“Desportistas exortados ao voto na estabilidade”, isto é, na “estabilidade” pela via da permanência do MPLA no poder.

“MPLA reconhece dedicação dos militantes na campanha eleitoral”, e isso é notícia onde? Só se for nesta Angola “ocupada” pelo MPLA…

“FNLA encerra campanha com saldo negativo”, uma notícia que favorece o MPLA e diminui o concorrente FNLA…

“AD-Coligação enaltece atitude dos actores políticos durante campanha eleitoral”, os “actores” não são os da AD… São os dos outros partidos… Logo… os do MPLA.

“Dirigente do MPLA aconselha evitar excessos no dia da votação”, excessos de comemorações quando o MPLA lá declarar a sua inevitável campanha. Inevitável por causa deste controlo absoluto dos media de comunicação, como bem demonstra este singelo artigo…

“Militantes do PAJOCA filiam-se ao MPLA”, bem… nem apetece comentar esta “notícia”…

“Ex-militante da UNITA apela ao voto no MPLA”, mantendo o tom imparcial até ao fim, ao que vejo…

Com meios de comunicação assim, com os imensos recursos financeiros postos à disposição pelo Estado angolano compreende-se então porque é que apesar de Angola ser um dos piores países do mundo nos índices internacionais de Desenvolvimento Humano num país onde o PIB cresce a ritmos impressionantes (por causa das receitas petrolíferas), o partido de sempre do Governo, o MPLA espera obter nestas eleições mais de 50% dos votos.

“Democracia” não é só dar liberdade de voto. “Democracia” é também conceder, nutrir e incentivar a liberdade de expressão e de informação. E tal não acontece em Angola. Como demonstram aliás a indisponibilidade de concessão de vistos a órgãos de comunicação portugueses que tentavam cobrir estas eleições.

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Angola ultrapassa a Nigéria como o maior produtor africano de petróleo


(Campo Offshore de Takula em Cabinda in http://www.baumpub.com)

Pela primeira vez, a produção total de petróleo de Angola vai ultrapassar a da Nigéria, tornando este país lusófono o maior produtor africano de petróleo. Angola é um dos membros mais recentes da OPEP e conseguiu ultrapassar este grande país da África Ocidental com uma produção de 1,873 milhões de barris diários em Abril de 2008, mais 55 mil que a Nigéria. A produção angolana tem vindo a crescer de forma constante, devido à abertura de novos campos offshore ao largo de Cabinda, enquanto que a produção nigeriana tem sido afetada por uma diversidade de problemas nos poços, avarias, danos nos oleodutos e até ataques de forças de guerrilha e danos intencionais nas condutas provocados por populares para extrairem e venderem no mercado negro o petróleo assim recolhido. Estima-se que a capacidade de produção nigeriana atual não seja mais do que 40% da sua capacidade máxima instalada e este desfasamento indica bem a escala do problema nigeriano…

A Nigéria, embora mantivesse desde 1978 o título de maior produtor africano é um dos exemplos mais claros de incompetência na gestão dos fundos do petróleo e de corrupção generalizada. Em resposta a estes problemas, grupos de guerrilha das regiões onde se situam os poços têm vindo a reclamar uma maior transferência de verbas do governo federal e o combate à corrupção que atravessa praticamente todos os segmentos da sociedade nigeriana. Estes problemas estão aliás na base da revolta do “Movimento para a Emancipação do Delta do Níger” (MEDN) que tem sido responsabilizado pela maioria destas ações de sabotagem. Os rebeldes afirmam que os níveis de vida da população desta zona são dos mais baixos da federação nigeriana e que a degradação do meio ambiente deixada pelas companhias petrolíferas estrangeiras, nomeadamente a Shell, está a afetar a exploração agrícola e a atividade píscicola no Níger.

A vantagem angolana, contudo, não deverá durar muito tempo… A greve dos trabalhadores da Exxon Mobil na Nigéria já terminou e com o seu fim, a Nigéria vai injetar no mercado mais 800 mil barris diários. A Shell também já declarou que tinha recolocado em produção as suas instalações danificadas por ataques de guerrilha, contudo, não tendo havido qualquer alteração estrutural, nem ao nível de um incremento das ajudas às populações locais, nem no combate à corrupção, nem sequer no aumento da eficiência das forças policiais e militares da Nigéria no combate contra o MEDN, tudo indica que estes problemas de produção irão regressar num futuro mais ou menos próximo, e logo, que Angola irá retomar esta liderança… Não somente porque a sua produção continua a dar sinais de poder ainda aumentar, mas sobretudo porque como se trata de uma produção offshore está mais protegida de eventuais ataques da guerrilha da FLEC que reclama a independência do território de Cabinda, o qual mantêm um quadro de reclamações (justificadas) que não é muito diferente do MEDN… Com a diferença de que os seus campos estão longe demais para poderem ser atacados, ao contrário dos campos nigerianos.

Fontes:
http://www.energy-daily.com/reports/Analysis_Angolan_oil_output_tops_Nigeria_999.html
http://www.africanews.com/site/list_messages/18285

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Manuel Vicente, presidente da Sonangol: “Galp hoje tem de obedecer as nossas instruções em Cabo Verde. Nós somos os patrões, vamos ditar as regras do jogo.”

Manuel Vicente
(Manuel Vicente in http://www.worldreport-ind.com)

“Sonangol e Galp disputam a Enacol, empresa distribuidora de combustíveis em Cabo Verde. Disputam não, disputavam. Porque Manuel Vicente, presidente da petrolífera angolana, esclareceu: “A Galp hoje tem de obedecer as nossas instruções em Cabo Verde. Nós somos os patrões, vamos ditar as regras do jogo. Ponto final”. Logo vieram os sócios portugueses da Galp dizer que as relações são excelentes, que foi um «lapsus linguae». Não foi, não. Querem o dinheiro angolano, não querem? Então, habituem-se, porque a Sonangol vai mesmo exercer o seu poder.”

Expresso, 01 de Março de 2008

Infelizmente são atitudes como esta por parte de certas élites angolanas – e infelizmente não tão raras como isso – que servem de barreira a uma maior aproximação entre os povos lusófonos… “Nós somos os patrões“? Mas que tipo de estatuto moral e de educação pública tem este gestor para merecer ocupar o cargo que ocupa na petrolífera angolana? Tamanha barbaridade não devia ter merecido uma severa repreensão pública, não só da Sonangol (já que falamos do presidente da própria empresa), mas por parte dos visados que neste discurso demagógico e populista são tratados como “moços de recados”?

São este tipo de complexos (de culpabilidade por parte dos portugueses e de revanchismo por parte deste angolano) que cavam fossos entre os dois países que têm muito mais a uni-los do que certa élite altamente corrupta que governa Luanda e que as élites ineptas e lassas que se vão alternando no Poder, em Portugal gostariam de crer…

Portugal e Angola têm muito mais a uni-los do que declarações imbecis proferidas por presidentes acéfalos e todos os dias temos testemunhos pessoais disso mesmo…. Por exemplo: No recente desastre de uma derrocada da prisão da judiciária angolana, as mulheres interrogadas na televisão exprimiam-se todas elas em bom e fluente português? E não pertenciam certamente a nenhuma élite cultural ou social angolana… Eram mulheres das chamadas “classes baixas” presentes naquele local porque tinham familiares detidos e soterrados por debaixo dos escombros de um edifício público que o governo angolano não soube manter de pé.

É esta fala comum que nos une. Não são idiotas imerecedores de cargos públicos ou privados como o idiota que dá pelo nome de Manuel Vicente, por acaso e por “compadrio necessário” conhecido como “presidente da Sonangol”.

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