Posts Tagged With: amazónia

Uma ONG britânica quer comprar a Amazónia por 50 biliões de dólares

(http://www.urubatan.com.br)

Depois da polémica proposta de Al Gore que, em 1989 afirmou que “ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazónia não é propriedade deles, mas de todos nós“, eis que em pleno clima de preocupação mundial com o Aquecimento Global estas polémicas propostas voltam à superfície… Desta vez, as mesmas ressurgem, mas desta feita através de Johan Eliasch, o “conselheiro especial” para a Desflorestação de Gordon Brown, o primeiro-ministro britânico, o qual declarou recentemente que toda a Amazónia poderia ser comprada por 50 biliões de dólares.

Na verdade, o “conselheiro” está sob investigação da polícia brasileira pela aquisição de 160 mil hectares de floresta amazónica, algo que Eliasch alega ter feito não para seu próprio uso, mas no âmbito das atividades da “Cool Earth” uma organização criada por si e que procura patrocinadores que comprem pedaços da floresta amazónica para serem a partir daí seus “tutores” e agirem em protecção destas parcelas. As declarações apelando para a compra da Amazónia vieram a lume pela primeira vez em 2006, quando numa reunião dessa organização propôs que os empresários ali presentes comprassem toda a Amazónia por um valor que estimava rondar os 50 biliões de dólares. A organização tem recebido bastas críticas, sendo acusada de “neocolonialismo verde”. Como resposta a estas movimentações, o governo brasileiro fará aprovar uma lei restringindo o acesso à floresta amazónica através do estabelecimento de um regime de licenças, aplicável a nacionais e estrangeiros.

Estas pressões, acompanhadas por um nítido ressurgimento das críticas pela forma com o Brasil gere a sua Amazónia, ignoram uma sucessão de políticas que o governo brasileiro têm organizado para combater este fenómeno e que têm tido um sucesso moderado, mas visível no cumular de protestos dos interesses afectados entre madeireiros e donos de fazendas no interior e isto apesar de uma pressão crescente por parte daqueles que acreditam que a exploração das riquezas minerais e do solo amazónico são direitos do Brasil, que tem direito a seguir o caminho do Desenvolvimento, como seguiram outros países antes de si, sacrificando também as suas florestas, mas numa outra Época… Mas a Amazónia é a ultima grande mancha florestal do mundo e se eventualmente acabasse por ser sacrificada em nome de um qualquer fátuo “desenvolvimento económico” o primeiro prejudicado seria o Brasil, já que as riquezas minerais são esgotáveis e que os solos das florestas tropicais não são de molde a serem capazes de sustentar culturas intensivas, como demonstrou o exemplo do colapso agrícola maia no Iucatão. O Brasil deve ser capaz de defender a sua Amazónia, integrando-a numa economia prospera e robusta, explorando os seus recursos de forma discreta e monitorizada, precisamente como tem feito o governo Lula, ainda que no campo da fiscalização haja ainda muito caminho a trilhar… Sob pena de mais cedo ou mais tarde o Brasil ter de enfrentar estes desafios que questionam a sua soberania sobre esta parcela vital do seu território…

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u403044.shtml

Categories: Brasil, Ecologia, Política Internacional | Etiquetas: | 46 comentários

A Amazónia perde 7 mil Km2 em apenas 5 meses !… e Furacões no Brasil

Amazónia
(Imagem de satélite da Amazónia in http://www.cnpm.embrapa.br)

A Amazónia continua perder cada vez da sua cobertura florestal, verdadeiro pulmão do mundo e… derradeiro travão contra o Aquecimento Global. Com efeito, o governo Lula da Silva anunciou uma taxa recorde de deflorestação nos últimos cinco meses de 2007, com uma perda total superior a mais de três mil quilómetros quadrados. A proporção do desastre é inaudita, admitindo Gilberto Câmara do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial brasileiro: “nunca vimos antes tamanha desflorestação neste período do ano” (BBC ).

Mas na verdade, a informação da BBC está errada!… Uma vez que nesta se fala dos supracitados: In the last five months of 2007, 3,235 sq km (1,250 sq miles) were lost.”, mas no site do INPE se pode ler – na fonte original – que a escala do problema é afinal ainda maior! “Estimativa baseada no Sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), aponta que o desmatamento na Amazônia pode ter atingido 7.000 km2. A maior parte dos desmatamentos se concentra nos estados de Mato Grosso (53,7%), Pará (17,8%) e Rondônia (16%). Os novos desmatamentos detectados pelo DETER entre Agosto e Dezembro de 2007 somaram 3.235 km2. Nos anos recentes, a área mapeada pelo DETER representou entre 40% a 60% do que é registrado pelo PRODES, nosso sistema que faz o cálculo anual detalhado da área desmatada. Deste modo, o INPE considera que entre agosto e dezembro de 2007 o desmatamento é da ordem de 7 000 km2, com uma variação para mais ou para menos de 1.400 km2″

Sendo assim, a escala da devastação é ainda maior e a área afectada já se aproxima de uma décima parte da área total de Portugal continental! E isto em apenas cinco meses!

O que se está a passar no Brasil que está a provocar esta devastação de proporções apocalípticas? O preço da soja, e o crescente interesse do mundo e do próprio governo Lula da Silva pelos biocombustíveis pode estar a levar os agricultores das regiões mais afectadas (Mato Grosso, Pará e Rondônia) a conquistar terreno à floresta virgem. A escala deste problema expõe também o gritante fracasso das medidas anunciadas por Lula da Silva em 2005 em que prometia um conjunto de medidas para reduzir a desflorestação e o abate ilegal de árvores (ver AQUI). Na época, o pacote de medidas era uma resposta de urgência a um recuo da Amazónia de mais de 26 mil km2, entre Agosto de 2003 e Agosto de 2004 (1/3 de Portugal). O desaparecimento da Amazónia está a contribuir para o Aquecimento Global, já que sendo esta a maior mancha florestal do mundo, é o maior meio de absorção de CO2 do planeta, e além do mais um importante centro regular do próprio clima na região… A sua redução, acelera a rapidez do fenómeno do Aquecimento Global, e de facto, uma das formas que o Homem poderia ter para travar a progressão desta ameaça poderia ser multiplicar a plantação de árvores e a recuperação de florestas. Contudo, a pressão provocada pelo esgotamento do petróleo que leva ao aumento da produção de biocombustíveis (menos) e a grande procura de soja no mercado internacional (mais) está não a contribuir não para o combate ao Aquecimento Global, mas a intensificar ainda mais os seus assassinos efeitos! E estes estão muito mais próximo do próprio Brasil do que se pensa… Não falo aqui da fatidicamente famosa seca do Nordeste, mas da inédita aproximação de furacões à costa brasileira (ver AQUI), anunciando que agora… até o Brasil está na rota dos furacões.

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