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Armando Esteves Pereira: “A Alemanha vai precisar de 1.7 milhões de trabalhadores estrangeiros para fazer face à procura de mão-de-obra nos próximos sete anos”

“A Alemanha vai precisar de 1.7 milhões de trabalhadores estrangeiros para fazer face à procura de mão-de-obra nos próximos sete anos. (…) isto significa que há um ganho indireto com a política de desvalorização aplicada aos países do Sul: o desemprego elevado, os trabalhos precários e os baixos salários mantêm disponível um imenso exército de pessoas qualificadas, dispostas a trabalhar no gigante teutónico por um salário relativamente baixo, evitando tensões inflacionistas. A economia europeia está cada vez mais parecida com o futebol nos anos 80: no final ganha a Alemanha.”

Armando Esteves Pereira
Correio da Manhã
24 dezembro 2012

Esta é o imoral benefício que a Alemanha recolhe da imposição de pacotes de austeridade draconianos aos países do sul: obriga-os a privatizar as empresas públicas mais lucrativas (esperando que algumas venham a cair em mãos germânicas) e resolve simultaneamente o seu grave problema demográfico: cativando os mais dinâmicos, jovens e empreendedores dos cidadãos dos países do sul (que despreza) recebendo-os já qualificados, adultos e prontos para entrarem na vida ativa, enquanto que os Estados desses mesmos países do sul se endividaram até ao tutano para deixar crescer, educar e tratarem desses jovens que agora a Alemanha recebe e a quem vai pagar salários mais baixos do que pagaria a trabalhadores da herrenvolk germânica.

Imoral, indecente e vergonhosa, esta jogada alemã, aplicada graças à cumplicidade dos seus sabujos nacionais, entre os quais se conta – em amplo destaque – Passos Coelho e todos aqueles energúmenos que no seu governo apelaram à emigração dos portugueses.

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Reflexão Sobre a aplicação do modelo alemão de Ensino Dual em Portugal

Introdução:
Um sistema educativo dual combina estágios em empresas e educação vocacional num estabelecimento de ensino tradicional. O sistema foi adotado (em diversos graus) em vários países, como a Alemanha, a Áustria, a Croácia ou a Suíça, entre outros, como a China, a Dinamarca e a Holanda.

O modelo alemão de ensino dual, conhecido por Duales Ausbildungssystem permite que os jovens germânicos escolham uma entre 356 áreas de estágio, como assistente de medicina, ótico ou empregado da construção civil. Todas estas áreas são reguladas e os programas definidos a nível nacional segundo padrões muito claros e precisos e aplicados da mesma forma em todo o território alemão.

O Estágio Empresarial:
Neste modelo dual, os jovens passam nas empresas entre três a cinco dias por semana tendo essas organizações a responsabilidade de garantir que os estudantes recebem educação num certo padrão de qualidade e quantidade nacionalmente definidos para a área vocacional que escolheram seguir. No modelo alemão, este ensino prático é acompanhado por aulas igualmente práticas em associações comerciais ou câmaras de comércio, por forma a que o ensino não seja demasiado especifico à realidade de uma só empresa. Estes cursos não excedem as quatro semanas no ano, sendo acompanhados por aulas mais teóricas nas escolas vocacionais que não excedem os sessenta dias anuais em blocos de uma a duas semanas cada.

Ensino Vocacional:
Da responsabilidade dos Estados alemães (a Alemanha é uma federação) esta parte do Ensino Dual alemão disponibiliza aos jovens no sistema ensinamentos teóricos sobre política, cidadania, economia, comércio, religião e desporto.

Avaliações:
No Sistema Dual germânico, os primeiros testes ocorrem a meio do percurso vocacional e servem apenas como indicador, não sendo estes resultados incorporados na avaliação final. Os exames são da responsabilidade de organizações comerciais e câmaras de comércio e indústria. Existem também exames elaborados por sindicatos, mas aqui o exame intercala já não é meramente indicativo, contando em 40% para a nota final. Aqueles estudantes que não conseguirem aproveitamento podem tornar a inscrever-se no próximo ano, mas apenas o podem fazer uma vez.

Vantagens de um Sistema Dual:
O estudante incorpora imediatamente o mercado de trabalho e vai recebendo tarefas de complexidade e responsabilidades crescentes à medida que as suas competências vão crescendo. Para as empresas, estes são os funcionários ideais, uma vez que os conhecem bem antes de os contratarem e que recebem treinamento específico para a realidade empresarial onde serão inseridos. Para os estudantes, os benefícios são também óbvios: obtém conhecimentos diretos de outros colegas mais experientes, sem teorias ou disciplinas de difícil ou impossível aplicação prática e, recebendo um vencimento desde o começo destes estágios.

Críticas ao Sistema Dual alemão:
Na Alemanha, tem-se observado nos últimos anos uma tendência para que um número crescente de estudantes segue os seus cursos somente em escolas e não em empresas, sobretudo devido a uma resistência crescente das empresas a aderirem ao sistema. Esta resistência empresarial encontra várias justificações: os custos do treinamento; a complexidade dos regulamentos envolvidos; a parte teórica e vocacional (em escolas) não fornece às empresas jovens suficientemente preparados para o estágio pratico, entre outras razões. Outra critica comum prende-se com o facto de apenas um pequeno número de jovens concorrerem a estágios de posições menos complexas, deixando-os por preencher. Paralelamente, empresas que operem em áreas mais técnicas ou especializadas têm dificuldade em encontrar posições adequadas para o menor nível de competências exigido pelo Ensino Dual, por comparação com o Ensino Superior convencional.
A resposta alemã a estas dificuldades passou pelo estabelecimento de contratos com empresas que permite que as empresas recorram a aprendizes ainda que não tenham qualquer plano para os contratar e pela criação de cursos práticos unicamente na Escola ou no Estado.

Conclusão:

Um sistema de ensino dual não é a panaceia que cura todos os males do sistema de ensino nacional. Encerra em si mesmo, uma série de contradições perigosas, desde logo propiciando à criação de duas castas de estudantes, fechadas sobre si mesma e provenientes de escalões sócio-económicas bem distintos. A utilização do ensino público como ferramenta essencial para a construção de uma sociedade de igualdade de oportunidades é assim ameaçada por um sistema de castas, em que o Ensino Dual se pode rapidamente transformar.

Mas não tem que ser necessariamente assim. A falta de qualidade média do ensino nacional é quase unanimemente reconhecida e isso indica que as coisas não podem ficar como estão: temos que nos aproximar dos melhores (Coreia do Sul e Finlândia) e deixar os caminhos que já trilhamos. E a transformação do ensino superior num “depósito” de jovens para adiar o mais possível a sua entrada no mercado de trabalho, entretendo-os com mestrados, doutoramentos e quejandos de nula ou escassa utilidade prática, não é parte da solução, mas do problema. Devidamente adaptado à realidade cultural e social lusa, abrindo pontes que permitam que os alunos do Ensino Prático (que demonstrem especiais capacidades) acedam ao ensino superior e interligando ambos com as empresas, sem deixar que estas o usem como uma reserva de mão de obra barata ou, pior, paga pelo Estado, é possível implementar um Ensino Dual em Portugal que restaure as perdidas “escolas profissionais” no nosso sistema de ensino, que forme para a vida e não para a academia (e o desemprego) e que instale nos jovens um instinto empreendedor e dinâmico que hoje tanto escasseia.

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A Alemanha vai vender dois submarinos Tipo 209 ao Egito

Submarino Tipo 209 (http://www.militarypower.com.br)

Submarino Tipo 209 (http://www.militarypower.com.br)

A Alemanha prepara-se para vender ao Egito dois submarinos de última geração. A venda está já a fazer subir os israelitas pelas paredes acima, especialmente agora que o poder no Cairo parece ter caído nas mãos dos islamitas radicais da Irmandade Muçulmana…

Os submarinos em questão são dois Tipo 209 de propulsão diesel-elétrica fabricados pelos estaleiros HDW de Kiel.

A confirmar-se, a venda seria particularmente estranha, já que o novo presidente egípcio, Mohammed Morsi declarou querer rever o tratado de paz com Israel assinado em 1979 e que a aquisição destes dois submarinos iria alterar o equilíbrio regional de forças… é certo que Israel opera hoje três submarinos 209 e que outros três deverão ser recebidos até 2017, mas dois navios dessa classe avançada, iriam criar uma ameaça ao predomínio naval israelita no Mediterrâneo oriental. A estes dois modernos submarinos o Egito adicionaria ainda quatro submarinos de origem chinesa, derivados da classe Romeo soviética e que sendo da década de 1970 têm hoje um reduzido valor militar.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Egypt_subs_deal_boosts_German_arms_sales_999.html

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Porque é que a Alemanha tem feito tudo para agravar a Crise da Dívida Europeia?

Os germanos andam todos ufanos lançando bufas verbais aqui e acolá, contemplando com soberba altaneira os indigentes países do sul e deitando sobre os seus habitantes as suas ariânicas postas de pescada. Agora, aparecem com o refugo do baú esquecido da Historia do Reich e falam alegremente (mas em surdina) da “necessidade” de capturar soberania aos países do sul. Amanha, defenderão abertamente uma “federação”, germânicamente dominada, naturalmente e onde os apêndices franceses farão apenas o papel de lacaios obedientes.

Entre o confuso momento atual, com os juros a subirem a valores absurdos e absolutamente impagáveis e essa novo Reich que agora se cozinha há um permeio. E esse permeio explica porque é que tantos altos responsáveis germanos estão a inflamar os mercados com sucessivas declarações “desastradas”… é que a cada acha que os germanos atiram para a fogueira da divida europeia, mais investidores correm em pânico (induzido) a “refugiarem-se” nos títulos e depósitos alemães. Enquanto que no resto da Europa os Estados e as empresas atravessam um total bloqueio do crédito, provocado por taxas de juros absurdas, a economia alemã consegue financiar-se a taxas ridiculamente baixas!

Com efeito, nos últimos 3 anos, a Alemanha terá poupado nas suas emissões de divida mais de 45 mil milhões de euros, tendo até emitido a 25 de janeiro divida a 30 anos (!) com uma taxa de juro de apenas 2.6%, a mais baixa de sempre alguma vez registada nos mercados financeiros!

Percebem agora porque é que vemos regularmente altos responsáveis alemães a produzirem “gaffes” que destroem alegremente todo e qualquer progresso que se registe na resolução da crise da Dívida Europeia?…

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=534189&pn=1

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Os alemães estão mais ricos do que nunca

http://bpiw.net

Apesar da crise financeira europeia, os alemães estão mais ricos do que nunca: sem contar com os bens imobiliários, os alemães terão em ativos financeiros mais de 4824 mil milhões de euros… Desde 1991, este é valor mais alto e corresponde a um aumento de 4.4% em relação a 2010. O endividamento individual médio dos alemães também melhorou face a 2010, o que permite traçar para a Alemanha um quadro de grande prosperidade e riqueza, apesar do abrandamento do crescimento do PIB recentemente registado.

Obviamente esta prosperidade resulta muito de uma economia fortemente exportadora, especializada em bens de luxo (com elevadas mais-valias) e com um setor primário muito forte e dinâmico, fortalecido por décadas de deslocalização industrial (e dívida externa) e por uma Moeda Forte desenhada para servir estritamente os interesses económicos alemães. É esta economia muito próspera (muito à custa das exportações para os países do sul), de cidadãos ricos como nunca desde 1991 que se recusa a ajudar os países que empobreceu ao longo de vinte anos e cujos cidadãos exigem agora juros punitivos e “garantias” (as ilhas gregas e o ouro português) para continuarem a “ajudar” (emprestando, de facto, a bons juros…) estes países periféricos do Euro.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/os-alemaes-nunca-foram-tao-ricos_1509349

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A Alemanha está contra uma Reestruturação da Dívida Grega… Porque será?…

Wolfgang Schäuble (http://www.dradio.de)

Wolfgang Schäuble (http://www.dradio.de)

Numa declaração que espantou os céus e as terra até ao mais fundo das suas entranhas, Wolfgang Schäuble, o ministro alemão das Finanças disse que o seu país estaria “contra uma eventual reestruturação ou renegociação da dívida da Grécia”, que começa a ser equacionada com cada vez mais frequência pelos economistas e agora até por alguns responsáveis europeus. A opção alemã decorre não da aplicação de qualquer conceito abstrato ou da defesa do “interesse europeu”, dos “povos irmãos da Europa”, nem sequer da “defesa da moeda comum”, mas muito rasteiramente do facto de a maior parte da dívida grega que seria assim reestruturada (adiada ou simplesmente perdida) ser precisamente de bancos… germânicos.

O ministro alemão em vez da reestruturação preferiu “mais paciência e criatividade” na solução da dívida grega, referindo-se obviamente à necessidade do aprofundamento dos sacrifícios dos povos periféricos para que os banqueiros e especuladores alemães não percam os seus chorudos lucros que julgaram assegurar ao emprestar dinheiro de forma descontrolada e irrazoável aos países da periferia do euro.

O ministro alemão tem contudo razão num ponto: a reestruturação da dívida grega, vai levar ao afastamento deste país dos mercados financeiros durante décadas e levar à sua consequente saída do euro (como aliás também já sugeriu o comparsa de Merkel, Sarkozy). A saída do euro da Grécia traria inevitavelmente – por contágio – a reestruturação da dívida externa dos outros países em dificuldades e com elevada probabilidade acabaria por arrastar a prazo também a Bélgica, Itália e Espanha pelo mesmo caminho, abalando assim de forma fatal a própria base do edifício europeu. A crise de 2008 pareceria pequena em comparação com este cenário e os seus efeitos no edifício financeiro global, fatais. O mundo que se seguiria a esta grande tormenta não seria o mesmo que – bem ou mal – conseguiu atravessar a grande crise financeira de 2008 e a Europa sairia completamente fragmentada, forçando os países periféricos que a compõem a buscarem novas vias estratégicas.

Fonte:
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1861913

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Porque é que os “donos da europa” (a Alemanha) estão tão reticentes quanto à reestruturação da dívida grega?

Porque é que os “donos da europa” (a Alemanha) estão tão reticentes quanto à reestruturação da dívida grega?… Porque os bancos internacionais com maior exposição à dívida externa grega são, por mera coincidência… alemães. Se a Grécia declarar bancarrota, grande parte dos bancos alemães seguem pelo mesmo caminho, a Alemanha terá então que salvar os seus bancos (como fizeram a Irlanda e a Islândia), tendo que recorrer aos Mercados e sofrendo a inevitável especulação de juros que daí decorrerá.

Os especialistas são cada vez mais unânimes: a Grécia – a prazo – e apesar de qualquer novo “pacote de resgate de emergência” vai declarar bancarrota. A dimensão da dívida grega é insustentável e ou ocorre um reescalonamento radical dos pagamentos ou Atenas declara a bancarrota parcial ou total. Existem já vozes nas chancelarias europeias (onde até há pouco tal tema era tabu absoluto) que apelam que os bancos estrangeiros devem aceitar uma reestruturação da dívida grega que perdoe pelo menos metade do montante total, ou seja, 165 mil milhões de euros, sendo este o valor que se avalia que os gregos sejam efetivamente capazes de pagar.

A reestruturação da divida grega parece assim cada vez mais inevitável, assim como o efeito dominó que se seguirá e que rapidamente chegará a Portugal, com a consequente reestruturação da dívida externa portuguesa e da entrada da Alemanha no “exclusivo” clube de “países periféricos” em risco de bancarrota e… expulsão do euro.

Fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/reestruturacao-divida-grecia-grecia-alemanha-banca-bancos-alemaes-agencia-financeira/1256782-1729.html

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Da atitude tíbia da Alemanha na Questão Líbia

Typhoon alemão (http://www.aviationnews.eu)

Typhoon alemão (http://www.aviationnews.eu)

“Na questão líbia, as hesitações, a abstenção no Conselho de Segurança para impor a zona de exclusão aérea e a ordem da retirada de navios de guerra do Mediterrâneo caíram mal junto dos aliados e contrastaram com a liderança resoluta de Nicolas Sarkozy.”
Sol 1 de abril de 2011

A Alemanha de Merkel é cada vez mais um poço de imoralidade, indecência, egoísmo e estupidez estratégica. As suas opções (secundadas pela maioria do eleitorado alemão) quanto à Europa e à defesa do Euro estão a levar a União Europeia para um beco sem saída que está a ditar o fim do projeto europeu e tornar a Europa cada vez mais num “império franco-alemão” com capital em Berlim. Hipócrita nas questões de política internacional, como se viu nesta posição cobarde quanto à crise na Líbia e na recusa em colocar tropas alemãs em regiões no Afeganistão onde pudessem sofrer baixas, Merkel mostra que esta Alemanha de hoje é um país fraco, coxo de ambições internacionais e profundamente isolacionista e amoral. Um aliado a evitar, em suma, extremamente pernicioso no cenário internacional e europeu, um país fraco e alguém com quem não se pode contar em caso de necessidade.

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Lições a tirar do atual vigor da economia da Alemanha

Se existe coisa que espanta muitos economistas é a força da economia alemã que em 2010 foi capaz de ultrapassar em crescimento todas as grandes economias do mundo, incluindo – até – a dinâmica economia norte-americana. É certo que a Alemanha não é a única economia do mundo que se está a sair bem no meio de um ano que foi muito mau para muitos países do globo e especialmente para os países do sul da Europa, como Portugal, para os EUA e para a Irlanda.

Estas diferenças de desempenho merecem uma análise e pode indicar a um país como Portugal possíveis vias de saída da crise.

Em primeiro lugar, esta crise veio encontrar a Alemanha já fora do seu grande desafio económico deste século: a absorção da Alemanha de Leste, feita na época de uma forma que se haveria depois de revelar desastrosa e que passou pela equiparação da moeda do Leste ao marco federal. Tal opção (política) iria sobrevalorizar o custo do trabalho a Leste e criar distorções que ainda hoje estão por sanar. Mas a partir de 2005, os subsídios federais ao Leste começaram a diminuir e a integração dos dois Estado alcançou um novo patamar.

O modelo económico alemão é duradouro e o seu bom desempenho foi apenas afetado recentemente pelos custos da integração do Leste. Sinteticamente pode resumir-se a:
1. Custos de trabalho elevados
2. Educação e Treinamento muito importantes, com grande importância social para os cursos de Engenharia e baixa importância social para os cursos mais “financeiros”.
3. O setor financeiro tem pouco peso no sistema económico alemão.
4. As empresas alemãs são em média pequenas e antigas. Os seus proprietários são poderosos dentro da empresa e impedem os gestores de acometerem aventuras muito arriscadas
5. A maior parte da economia alemã não é rápida ou muito inovadora, mas logo que uma dada tecnologia amadurece a Alemanha torna-se um ator mundial no domínio da mesma, fabricando produtos que a utilizam com grande qualidade e a preços competitivos.
6. O modelo chinês de Capitalismo pode ter assegurado impressionantes números de crescimento do PIB mas a China continua sendo um país onde a riqueza é distribuída de forma muito desigual e não é certo que esta panela social se mantenha por explodir durante muito tempo… Bem pelo contrário, a Alemanha é um dos países do mundo onde a desigualdade de rendimentos é menor, criando assim uma camada social de consumidores influentes e com poder de compra e que amortecem todos os embates internacionais resultantes da natural quebra de consumos em época de crise mundial.
7. A Alemanha não optou pelos “pacotes de estímulo” de biliões de dólares dos EUA, França e Reino Unido. Assim, manteve a sua Dívida externa controlada e a política monetária conservadora determinada pelo BCE (que controla) manteve o Euro alto e estável e reduziu os riscos inflacionistas ao mínimo.

Esta abordagem alemã ao “capitalismo” deve fazer-nos pensar: desde logo porque mostra que é possível construir uma prosperidade sólida e duradoura com bases industriais e produtivas e que economias de Serviços e muito financeirizadas (como a dos EUA ou a do Reino Unido). A possibilidade de manter salários elevados e competitividade internacional é também altamente relevante porque mostra que através de uma aposta na Educação de qualidade é possível vencer a batalha dos “preços baixos” imposta pela China. O sucesso atual do modelo alemão mostra enfim que a raiz do sucesso para um país moderno não está na sua tercialização mas no reforço do seu setor produtivo… uma lição que aqueles que ordenaram o abandono dos nossos campos e o abate da nossa frota pesqueira nunca conseguirão compreender.

Fonte:
http://atimes.com/atimes/Global_Economy/LL03Dj02.html

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José Lello: Sobre Angela Merkel e as Presidenciais

Entrevista a José Lello
Jornal Sol de 3 de dezembro de 2010

José Lello (http://www.portugalpost.de)
José Lello (www.portugalpost.de)

“Ela (Angela Merkel) olha muito para as questões internas, falta-lhe a visão estratégica que tinha um chanceler Khol. Até porque a Alemanha é a grande beneficiária do euro: com o espaço da zona euro, as exportações francesas cresceram 5%, as espanholas 10%, as alemãs 29%. São os grandes beneficiários e também serão os grandes perdedores em caso de default.”

> Merkel nas passa de um catavento sem imaginação. Ela lê as sondagens que dizem que mais de metade dos alemães preferiam abandonar o Euro (matando-o no processo) e regressarem ao Marco para – em momento pré-eleitoral – procurar cativar votos. Esta visão de curto prazo, castrada e castrante, expõe com clareza a falta de amplitude mental dos atuais “líderes” europeus. Incapazes de perspetivarem para além do limitado horizonte das eleições seguintes, esta Europa definha, malbarata o seu Capital mental angariado durante décadas e caminha a passos largos para o abismo da extinção.

“Cavaco Silva prometeu uma magistratura activa para um próximo mandato. Como é que entende esta expressão?
São palavras. Não estou a vê-lo numa muito activa. Um indivíduo que, quando lhe anunciam o apoio do Eng. Belmiro de Azevedo, a única coisa que diz é que diz é “vou almoçar; tenho muito apetite”… Não estou a vê-lo com grande capacidade de elaboração de teoria política para poder vir a ser muito activo. Acho que vai cumprindo com a formalidade requerida a sua função, mas sem criar nenhum entusiasmo.”

> Precisamente quando Portugal mais precisava de um Presidente Vivo, Ativo e Interveniente eis que o Abstencionismo nos deixou um gestor de Silêncios e Tabus. Um presidente com “p” pequeno que deixa no rosto um sorriso pífio enquanto um presidente estrangeiro derrama a sua arrogância sobre Portugal. Um presidente que consegue o feito de desaparecer durante semanas seguidas, como se se tivesse eclipsado. Um presidente inculto, incapaz de redigir os seus próprios discursos e que confia cegamente na sua numerosa legião de assessores para o aconselharem sobre todas as suas intervenções públicas. Cavaco não foi e não será nunca um Presidente interventivo, simplesmente porque isso não lhe está no temperamento. Pode tentar vender agora essa imagem “comercial”, mas é uma imagem fabricada pelas empresas de

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O economista-chefe do banco Morgan Stanley, Joachim Fels, acusa a líder germânica de “tornar claramente a crise muito pior”

“O economista-chefe do banco Morgan Stanley, Joachim Fels, acusa a líder germânica de “tornar claramente a crise muito pior”. O ex-presidente da Comissão Europeia Romano Prodi afirma que Merkel ajuda ao pânico ao “elevar as pessoas a pensar em problemas impensáveis”.
(…)
A edição alemã da Financial Times diz que a chanceler fez um convite à especulação. “se um líder não consegue falar sem fazer disparar alarmes, então não deve falar de todo”.
(…) teorias (…) da gaffe recorrente, a de um receio legítimo alemão a toda a Europa (…) os alemães tomaram uma decisão em relação ao euro (afirma Miguel Portas)”
Fonte:
Jornal Sol 3 de dezembro de 2010

Paulo Portas tem razão. Tamanha sucessão de gaffes não pode ser apenas fruto do azar ou uma coincidência. Merkel tem fama de não ter imaginação e de não ter ambição (Wikileaks), por isso tudo o que diz cumpre uma agenda muito prática e de curto prazo. Todas estas manobras de Angela Merkel são assim parte de um plano. De um plano previamente concertado com França (que secunda cada movimento alemão, mas de uma forma mais discreta): o plano parece evidente e mina as próprias fundações do edifício europeu… trata-se tão somente não de acabar com o Euro (ou França não faria parte deste jogo) mas de excluir dele todos os países periféricos, levando à sua saída automática se usarem o fundo de resgate europeu. Desta forma, a Europa seria apenas a “Europa dos Puros” e toda essa ralé sub-humana não-germânica seria afastada do edifício monetário franco-germânico onde se tolerariam apenas os seus servos mais fiéis, polacos, belgas ou dinamarqueses.

Este é o sonho de Merkel.

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Os alemães não querem na “sua” Europa os países do sul

Está a ficar cada vez mais claro: os alemães não querem na “sua” Europa os países do sul. Parece haver uma estratégia concertada para expulsar do Euro os países do sul e a Irlanda. Assim se explicam as sucessivas declarações bombásticas por parte de Angela Merkel e de outros responsáveis franceses. Estes “desabafos” são obviamente concertados e ensaiados e se fossem apenas uma sincera vontade de, a partir de 2013, fazer recair sobre os especuladores uma parte dos prejuízos de eventuais reestruturações das dívidas públicas, então tal opção seria primeiro debatidas nas chancelarias, aperfeiçoada e aplicada de sopetão e nunca “soprada” para os Mercados desta forma lenta e vaga… O desejo de prejudicar as economias do sul é, portanto, evidente.

Se o “diretório dos grandes” não quer junto a si os países do sul (e presume-se que também não queira os do Leste, que estão ainda em pior situação económica) então é a própria base do edifício europeu que está a ser minada pela sua base, impondo-se assim uma severa reconstrução ou mesmo, a sua total demolição… havendo assim a necessidade de encontrar alternativas estratégicas para o rumo de Portugal.

Fonte:
Expresso, 9 de novembro de 2010

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Bundeswehr Transformation Center sobre os impactos do Pico Petrolífero

Bundeswehr Transformation Center (http://www.streitkraeftebasis.de)

Bundeswehr Transformation Center (http://www.streitkraeftebasis.de)

Embora a Recessão Global que tendo surgido em 2008, ainda faz hoje sentir o seu peso, tenha feito passar para segundo plano os reflexos na economia do Pico Petrolífero, a verdade é que este já ocorreu nalguns dos maiores produtores mundiais (como a Arábia Saudita e a Rússia) e assim que a Recessão der sinais decisivos de resolução, o consequente aumento de consumo há de expor as suas consequências.

Esta é também a conclusão de um estudo produzido pelo “Departamento de Análise Futura” do Bundeswehr Transformation Center, um instituto alemão que procura identificar o rumo da estratégia que devem seguir as forças armadas alemãs.

O estudo conclui que o Pico Petrolífero irá alterar de modo irreversível o equilíbrio global de poder e levar à aparição de novas superpotências. Conclui também que os países ocidentais irão entrar num declínio económico acentuado e que os Mercados Financeiros irão entrar em colapso total e irreversível. Em consequência, o globo será assolado por uma sucessão de crises políticas e sociais.

Além da Alemanha, também o Reino Unido está preocupado com as consequências de curto prazo do Pico Petrolífero estando (segundo o prestigiado jornal The Guardian) o governo britânico a preparar juntamente com o Banco de Inglaterra e representantes da Indústria um plano de reação ao Pico e à tremenda redução dos níveis de energia que se esperam como sua direta consequência.

O relatório do instituto alemão escreve a dado ponto que “alguma probabilidade de que o Pico petrolífero ocorresse em torno do ano 2010 e que o impacto sobre a segurança seja expectável ser sentido 15 a 30 anos depois”.

Uma das maiores alterações no quadro geopolítico mundial será o aumento notável e inédito do poder dos países que após este Pico, conseguirão manter-se como exportados de hidrocarbonetos. A escassez determinará que os maiores consumidores estarão dispostos a quase tudo para cativarem a escassa oferta que então estará disponível para exportação.

O relatório também prevê que esta escassez sistémica e crescente vai destruir a atual tendência para a liberalização do mercado da energia: “A proporção de petróleo comerciada a nível global, o mercado do petróleo acessível livremente, diminuirá quando mais petróleo for comerciado através de contratos bi-nacionais”. Isto determinará o fim do Mercado e a estatização do comércio mundial de petróleo é inevitável.

Como consequência desta escassez de petróleo, todos os preços – de todos os produtos – irão subir de forma absolutamente explosiva, já que o petróleo compõem os preços de cerca de 95% de todos os bens.

O estudo militar alemão lança uma serie de respostas possíveis a uma emergência económica de tão grande amplitude: o regresso à planificação económica em que “um racionamento governamental e a destinação de bens importantes ou o estabelecimento de programas de produção e outras medidas coercivas de curto prazo para em tempos de crise substituir mecanismos baseados no mercado”.

Os autores do estudo referem também a possibilidade da erupção de colapsos generalizados dos sistemas democráticos do Ocidente, com a chegada ao poder – pela via democrática – de “alternativas ideológicas e extremistas às formas existentes de governo”.

Fontes:
http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,715138,00.html#ref=nlint
http://www.resistir.net (tradução)

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O projeto espacial alemão SHEFEX II

A Alemanha prepara-se para assumir um papel de liderança na exploração do Espaço com um foguetão reutilizável que será várias vezes mais económico que o Space Shuttle.

O foguetão é o resultado do “German Aerospace Centre” (DLR) e trata-se de um último estádio capaz de reentrar na atmosfera sem ter que travar e de resistir às agruras térmicas e de pressão sem perder a sua integridade.

Recentemente o DLR apresentou o nariz de 2.5 metros do programa SHEFEX II em Oberpfaffenhofen, nos arredores da cidade de Munique.

O primeiro voo do SHEFEX II terá lugar já em março, na Austrália, no centro de testes de Woomera. O primeiro protótipo deste conceito, o SHEFEX I foi lançado com sucesso em 2005 na Noruega.

O programa SHEFEX pretende construir um veículo mais resistente ao calor e, sobretudo, mais capaz de ser controlado em voo que qualquer outro veículo espacial jamais construído. O SHEFEX conseguirá estas caraterísticas graça a um nariz muito angular com oito faces que permitem uma excelente aerodinâmica e uma elevada difracção do calor. Desta forma, o foguetão tem as mesmas caraterísticas aerodinâmicas do Space Shuttle, mas dispensa as suas asas, o que o torna mais simples, resistente e barato.

No total, o programa orça em 12.5 milhões de euros e é totalmente financiado pelo governo alemão. Não se prevêm voos tripulados, mas com o devido financiamento tudo é possivel…

Fonte:
http://www.thelocal.de/sci-tech/20100716-28561.html

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A Alemanha reduz severamente a sua frota de submarinos

Sem pré-aviso, a Alemanha desativou a 1 de junho de 2010 mais de metade dos seus submarinos. Os planos para o fazer em 2016 eram conhecidos com a desativação esperada de seis U-206A mas esta antecipação surpreendente é apenas consequência dos recentes cortes orçamentais anunciados por Angela Merkel e será apenas a primeira de uma série de medidas que irão afetar as forças armadas alemãs como a reducao dos A400M e os Typhoon a adquirir e reduzir no seu topo muito sensívelmente as capacidades daquele que é hoje o terceiro maior exército europeu.

A marinha alemã continuará a operar os modernos U-212A com o seu sistema híbrido de propulsao que lhes permite navegar submersos durante várias semanas. A Alemanha encomendeu 4 navios desta classe em 2005 e deverá receber os dois últimos antes de 2013, sobrevivendo esta renovação apesar dos recentes cortes orçamentais e garantido a plena operacionalidade dos submarinos até 2015.

Esta redução da capacidade submarina alemã fez o país cair do 2o lugar para 6o na lista de países que utilizam submarinos, algo que reflete a decadência global da capacidade europeia de defesa e especialmente da Alemanha, país que em 1975 operava 18 submarinos… agora opera apenas oito e espera receber mais dois em 2015.

Fonte:
http://www.defensenews.com/story.php?i=4656689&c=SEA&s=EUR

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O revolucionário projeto espacial alemão Shefex II

O Centro Aeroespacial Alemão está a trabalhar no projeto Shefex II (SHarp Edge Flight EXperiment) que visa responder de forma original, mas económica e eficiente a um dos maiores problemas da astronáutica: a reentrada das naves espaciais pela atmosfera terrestre.

O projeto Shefex II consiste num veículo estreito e muito angular com arrefecimento ativo do seu escudo de calor. Um modelo à escala foi testado num túnel de vento em Gottingen e no começo do ano que vem o veículo será lançado para o Espaço na Austrália. Este protótipo não foi desenvolvido no quadro da Agência Espacial Europeia (ESA) sendo, pelo contrário, um projeto totalmente financiado pelo governo alemão.

O veículo está completamente automatizado e a sua forma angular permitir-lhe-á entrar na atmosfera submetendo o seu escudo de calor a menores temperaturas do que aquelas a que tem resistir o Space Shuttle mas sem ter a sua complexidade uma vez que não tem nada da complexidade induzida pela manutenção e regular substituição dos mais de 25 mil tijolos térmicos já que o Shefex possuí um sistema ativo de refrigeração em que o gás quente flui através dos poros dos tijolos térmicos, arrefecendo e regressando depois à sua superfície, a uma temperatura já mais reduzida. Desta forma se forma se cria uma camada protectora de ar menos quente que o ar exterior. Esta tecnologia não é nova. De facto, foi descoberta em Peenemunde e usada nas V-2. A tecnologia está hoje na base da refrigeração de todos os motores de foguete e sem ela estes derreter-se-íam, mas esta aplicação é nova e pode inovar radicalmente no setor espacial.

Curiosamente, este revolucionário e promissor engenho será lançado por um foguete brasileiro S30, nos céus da Austrália. O Shefex II mede 12.6 metros e tem pequenas asas canards, que lhe permitem obter uma certa manobrabilidade. O veículo será capaz de alcançar uma altitude de 200 km após o que reentrará na atmosfera, altura em que os seus inovadores sistemas de reentrada serão postos à prova. A cápsula será depois ejetada e aterrará por meio de um paraquedas de forma a que o protótipo possa ser analisado.

Fontes:
http://www.space-travel.com/reports/DLR_Tests_New_Sharp_Edged_Spacecraft_999.html
http://www.dlr.de/bk/en/desktopdefault.aspx/tabid-4519/7395_read-10112/
http://www.springerlink.com/content/70107042v7925754/

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Alemanha: As hesitações alemãs quanto à Europa e à Construção Europeia

O papel da Alemanha tem sido e será em toda a presente crise financeira que assola o continente um factor de instabilidade. A Alemanha – que tanto lucrou com os Fundos Europeus, não por os ter recebido, mas porque os que os receberam lhe compraram bens e equipamentos – é hoje um pouco convicto membro da União e uma importante causa para o descrédito do Euro.

As hesitações alemãs em colaborar num pacote de resgate de emergência à Grécia tiveram um custo elevado na cotação do euro e na credibilidade do futuro do projeto europeu. Mas ainda mais fatal foi a necessidade de ver um membro da União Europeia e, sobretudo, do ainda mais restrito “clube do euro” ser forçado a estender também a mão ao FMI porque o pacote europeu (tão dificilmente criado…) era insuficiente para as necessidades gregas. Ao mostrar-se disposta a deixar cair a Grécia, a Alemanha esqueceu que foram também os seus eurocratas e dirigentes que durante dez anos fecharam os olhos aos desmandos de Atenas, sendo assim também coresponsáveis na crise presente.

As hesitações alemãs são ademais estúpidas. Se a Grécia declarasse falência as principais vítimas seriam não os gregos, mas os alemães, já que são alemães os Bancos que emprestaram à Grécia o essencial da sua imensa dívida externa, nada mais nada menos do que 40 mil milhões de euros, que se esfumariam imediatamente se a Alemanha não tivesse patrocinado este pacote de resgate, que assim em vez de “salvar” os gregos acaba por realmente salvar os Bancos alemães que sem critérios de exigência ou rigor (dois mitos alemães) emprestaram à doida aos gregos sem terem em conta a sustentabilidade destes empréstimos a curto prazo pensando apenas nos seus prémios de “gestão” de curto prazo e não nos riscos sobre a própria sobrevivência das suas próprias instituições financeiras e até do Estado grego.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/a-alemanha-tem-um-diferendo-com-a-europa=f583967

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O Projeto alemão “Frigate F125”

A situação nos mares da Somália indica que as marinhas de guerra moderna não estão capacitadas para lidarem com este tipo de ameaças. Este fenómeno estipulou a necessidade de se construírem novas gerações de novos navios de guerra. Uma das propostas atuais é a fragata alemã F125, concebida para missões internacionais a longa distancia executadas a curtas distancias da costa. Ou seja, o tipo de navios perfeito para “missões de estabilização” que agora proliferam pelo mundo fora…

A proposta alemã consiste num navio capaz de operar fora do seu porto durante mais de 2 anos, durante os quais se mantém no mar em mais de 60% do tempo. Tal feito depende em muito de uma propulsão CODAG (COmbined Diesel-electric And Gas), silenciosa e que gera mais de 12 mil kW e leva o navio a velocidades máximas de 20 nós, reforçadas quando se liga a turbina a gás LM2500 levando o navio aos 26 nós. Todo o sistema de propulsão é “dual”, isto é, existe num sistema duplo, totalmente redundante, em que um funciona completamente independente do outro, garantindo uma melhor sobrevivência em caso de danos ou avarias.

A tripulação do navio será substituída regularmente, sem que a fragata deixe a sua zona de atividade. A tripulação será de apenas 120 marinheiros, bastante menos que muitos navios com idênticas capacidades.

A fragata terá um radar active phased array, dividido também ele – como tantos sistemas no navio – entre duas unidades. Vários sistemas eletro-óticos serão utilizados para vigilância passiva a curta distância.

O armamento principal será constituído por um canhão de 127 mm Oto Melara com um alcance de até cem quilómetros gerido por um sistema de controlo de tiro muito avançado ATLAS. O navio será também equipado por mísseis GPS Harpoon Block II. Em termos defensivos, a fragata será equipada por duas estações MK44 anti-misseis, aviões e helicópteros e 5 canhões Mauser’s 27mm MLG controlados remotamente e mais 5 Oto Melara’s de 12.7mm/.50 Hitrole-NT RWS, armas perfeitas para o tipo de ameaças que a pirataria moderna coloca.

Ao contrário de todos os outros tipos de fragatas da atualidade, a F125 foi concebida para transportar um corpo permanente de fuzileiros, 50, para ser mais exato, assim como dois helicópteros NH90 e dois ou quatro pequenos barcos armados. De novo, o tipo de meios perfeitos para serem usados num cenário como o Somali…

A primeira F125 deverá ser entregue em 2014, com a quarta e última unidade construída até 2017. A fragata alemã é o primeiro navio da sua classe construído para o tipo de missões de paz que hoje são (infelizmente) muito comuns pelo mundo fora e que não foi criado a pensar no tipo de ameaças convencionais (submarinas ou de superfície) da Guerra Fria, mas ameaças assimétricas como aquelas que são comuns hoje nos mares da Somália.

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/Germanys-F125-Special-Forces-and-Stabilization-Frigates-05119/

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A Alemanha vai construir 40 parques eólicos offshore

A Alemanha vai construir 40 parques eólicos offshore, com mais de 2500 torres eólicas. No total, o governo alemão estima criar 30 mil novos empregos para dar satisfação a esta necessidade.

Os parques eólicos offshore serão instalados a 12 milhas náuticas da costa, sendo capazes de produzir mais de 12 mil megawatts, podendo alimentar até 12 milhões de residências.

A Alemanha é hoje um dos países europeus com uma das mais elevadas contribuições da energia eólica para a produção total de energia (juntamente com Portugal). De facto a aposta na energia eólica tem sido tão intensa que se assiste hoje na Alemanha a uma saturação dos locais onde se podem instalar novos aerogeradores, assim, a opção por centrais offshore ser lógica. Estas instalações são contudo mais difíceis de instalar e manter… A sua disseminação em zonas de baixas profundidades expande em muito as zonas onde podem ser instaladas e irá reduzir ainda a dependência alemã das importações de combustíveis fósseis e as emissões de gases de efeito de estufa.

Fonte:
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1400569

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Sobre o programa lunar alemão

A Alemanha está a avaliar o envio de uma missão robótica à Lua. O objetivo será o de criar uma rede de especialização cientifica e tecnológica espacial, como admite Peter Hintze o secretário de Estado alemão para a Economia e Tecnologia: “uma missão lunar alemã é possível durante a próxima década, até por volta de 2015”.

A missão custaria perto de 2,2 biliões de dólares, criando know-how precioso na área aeroespacial e da robótica e gerando empregos de Alta Tecnologia.

A Alemanha pondera também fazer um convite a outras nações europeias ou até mesmo aos EUA, para realizarem esta missão em parceria.

O secretário de Estado alemão acrescentou ainda que seria interessante estabelecer na Lua uma base permanente que pudesse lidar com ameaças vindas do Espaço, como asteróides em rota de colisão com a Terra.

Ao contrário de muitos países, a campanha eleitoral alemã inclui o Espaço na sua agenda. A CDU, da atual chanceler Angela Merkel, inscreveu no seu programa esta missão lunar alemã e um plano mais ou menos detalhado em três fases:
1. Enviar para o Espaço um satélite feito na Alemanha
2. Desenvolver um sistema de aterragem automática para a sonda lunar
3. Desenvolver um veículo robótico para realizar pesquisa na superfície lunar

O programa lunar alemão tem sido recebido com cepticismo pela oposição, que o acusa de irrealista e inadequado à presente situação económica e orçamental alemã.

O governo alemão, em 2008, já tinha tentado levar à prática um orbitador lunar alemão, o “Lunar Exploration Orbiter”, com um custo estimado de 500 milhões de dólares. A sonda que teria sido construída pela EADS Astrium e pela empresa aeroespacial alemã OHB Technology teria como missão mapear o solo lunar e o seu chumbo surpreendeu o “German Aerospace Center” que a preparava e que a dava já como certa. A Alemanha é já um parceiro muito ativo da ESA, pelo que a sua presença nesta instituição sairia prejudicada se se empenhasse numa missão lunar própria, mas colocaria a Alemanha entre as nações que enviaram já missões próprias ao nosso satélite natural: EUA, Rússia, China, Japão e Índia.

Fontes:
http://www.upi.com/Security_Industry/2009/08/13/Germany-may-target-the-moon-by-2015/UPI-78051250175966/

http://www.universetoday.com/2007/08/21/details-on-germanys-lunar-exploration-orbiter/

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Geórgia, NATO e as promessas vazias (e perigosas) da senhora Merkel

(Merkel na Geórgia in http://i1.turkishpress.com)

A chanceler alemã Angela Merkel exprimiu recentemente o seu desejo de permitir a adesão da Geórgia à NATO: “A Geórgia será um membro da NATO se o desejar ser – e ela quer ser“. Já no passado mês de Abril, na última cimeira da NATO em Bucareste, na Roménia os líderes da NATO tinham admitido que a Geórgia e a Ucrânia poderia juntar-se à NATO num futuro próximo e o excesso de confiança resultante desta declaração esteve na direta razão da tentativa do presidente georgiano de retomar o controlo sobre a região rebelde da Ossétia do Sul.

Na verdade, estas renovadas declarações de apoio continuam a exprimir uma grande falta de consciência por parte dos líderes da NATO. Desde logo, renovam o excesso de confiança georgiano que ao fim ao cabo esteve na direta razão deste conflito, e depois, garantem algo que não pode ser garantido! Pode Merkel ou Bush assegurar que todos os atuais membros da NATO vai concordar com esta polémica adesão? A Grécia bloqueia a adesão da Macedónia e a Turquia a de Chipre, nenhum membro atual da NATO tem objeções à entrada da Geórgia? Merkel pode falar com autoridade em nome deles todos? Certamente que não… E o que sucede ao famoso artigo 5º do Tratado fundador da NATO (ver AQUI)?

Artigo 5

As Partes concordam em que um ataque armado contra uma ou várias delas na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque a todas, e, consequentemente, concordam em que, se um tal ataque armado se verificar, cada uma, no exercício do direito de legítima defesa, individual ou colectiva, reconhecido pelo artigo 51.° da Carta dias Nações Unidas, prestará assistência à Parte ou Partes assim atacadas, praticando sem demora, individualmente e de acordo com as restantes Partes, a acção que considerar necessária, inclusive o emprego da força armada, para restaurar e garantir a segurança na região do Atlântico Norte.
Qualquer ataque armado desta natureza e todas ais providências tomadas em consequência desse ataque são imediatamente comunicados ao Conselho de Segurança. Essas providências terminarão logo que o Conselho de Segurança tiver tomado as medidas necessárias para restaurar e manter a paz e a segurança internacionais.

Que meios tem atualmente o exército georgiano para resistir a nova ofensiva russa, especialmente agora após os russos terem passado boa parte desta semana a dinamitarem navios de guerra, aviões e blindados capturados neste conflito e – sobretudo – depois de todas as perdas sofridas pelos georgianos neste conflito? A Geórgia não terá nos próximos 10 ou 15 anos meios suficientes para alinhar um qualquer tipo de resposta minimamente credível a qualquer ataque russo e sendo assim, será totalmente dependente de meios externos (da NATO) para se defender. É isso que queremos? Um membro pleno indefeso que depende totalmente dos meios da Aliança? É que como pode a Geórgia cumprir com o Artigo 3 do Tratado:


Artigo 3
A fim de atingir mais eficazmente os fins deste Tratado, as Partes, tanto individualmente como em conjunto, manterão e desenvolverão, de maneira contínua e efectiva, pelos seus próprios meios e mediante mútuo auxílio, a sua capacidade individual e colectiva para resistir a um ataque armado.”

De qualquer forma, se novo país aderir à NATO esta tem que fazer cumprir o seu mais vital artigo, o 5º que indica claramente que um ataque contra um país membro é um ataque contra todos os demais (Portugal incluído). Se a ideia é não reagir imediatamente com todo o vigor, e não apenas com palavras vazias como aquelas que abundaram nestas últimas semanas.

Fonte:
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=982210

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