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A França prossegue a sua retirada militar do Afeganistão

A França prossegue a sua retirada militar do Afeganistão. No dia 11 de julho, foi realizada a última patrulha aérea, realizada por dois Mirage 2000D, lançada para proteger um comboio da coligação na província de Farah.

Os primeiros aparelhos franceses chegaram ao Afeganistão a 23 de outubro de 2001 para realizarem missões de reconhecimento. Inicialmente operavam a partir de bases aéreas no Golfo Pérsico. A partir de 2006 basearam-se em Kandahar. No Afeganistão, a França utilizou aviões Mirage 2000D, Mirage F1 CR, Rafale e, até, aviões da Marinha do tipo Super Etendard. Desde 2001, o tipo de missões foi mudando, acrescendo às de reconhecimento, o apoio aéreo, presença aérea e vigilância de área.

No total, os aviões franceses realizaram mais de 7200 saídas, tendo sido 380 missões de combate efetivo.

Fonte:
http://www.defense.gouv.fr/operations/afghanistan/actualites/afghanistan-derniere-mission-pour-les-avions-de-combat-francais

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Sinais de que o Exército Afegão começa a ficar capaz de resistir à saída da NATO em 2014?

Exército Afegão (http://www.topnews.in)

Exército Afegão (http://www.topnews.in)

Se a NATO quer mesmo deixar o cenário afegão de uma forma que deixe uma sensação que não possa ser confundida com um sentimento de derrota que possa ser capitalizado e explorado pelos islamitas radicais tem que construir um exército afegão forte, eficaz e suficientemente credível que o substitua quando as forças internacionais retirarem.
A “afeganização” da guerra é assim essencial, não só para que se alcancem os objetivos da intervenção mas para que o país alcance os níveis mínimos de segurança que são necessários para o desenvolvimento económico e social do país.

Desde 2009, o exército afegão cresceu 56% tendo atualmente cerca de 50 mil homens, dos quais 23 mil estão em diversos níveis de treinamento, atualmente. O recrutamento é estável, motivado pelos recentes aumentos de salários e pelo reforço sensível do equipamento e armamento disponíveis. Há sinais encorajadores de que o objetivo de ter um exército capaz de assumir sozinho a luta contra os talibãs em 2014 possa ser alcançado e os mais de 40 mil militares da Coligação possam deixar o país, deixando para trás algo que nunca existiu no Afeganistão: um Estado central forte e eficaz e não uma manta de retalhos governada por senhores da guerra locais mais ou menos dependentes do narco-tráfico. Ou não.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/afghan-forces-expand-increase-capabilities-32446/

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Wikileaks: Do péssimo desempenho das forças britânicas no Afeganistão

Há uma crença generalizada de que as forças militares britânicas se contam entre as melhores do mundo. Ora essa crença recebeu um golpe violento com a divulgação pela Wikileaks da opinião de diplomatas norte-americanos segundo os quais os militares britânicos teriam tido uma “péssima prestação” no terreno de batalha, na província afegã de Helmand, entre 2007 e 2009.

Os diplomatas norte-americanos dizem que os britânicos não foram capaz de assegurar níveis mínimos na província e que “foram incapazes de se relacionarem com a população de Helmand”. A incapacidade britânica terá sido tal que o presidente Karzai “teria ficado contente ao saber que seriam substituídas pelos Marines dos EUA” e em janeiro de 2009, o governador provincial de Helmand, Gulab Mangal, declarou a Joe Biden que era urgente a chegada das forças americanas porque os britânicos “não garantiam a segurança de Sangin, nem sequer no principal bazar da cidade” acrescentando “Não tenho nada contra eles [britânicos] mas têm de sair das suas bases e contactar a população”.

Estas indicações são reflexo de uma percepção generalizada de que o Reino Unido não estava preparado para uma guerra de tão elevada intensidade, travada num cenário tão longínquo e adverso como o afegão. Depois de décadas de desinvestimento na Defesa e perante um desafio muito superior às suas capacidades o exército britânico nas soube estar à altura dos seus pergaminhos e deu esta triste figura de si.

A baixa moral das forças britânicas no Afeganistão já era comentada há muito nos meios da OTAN e o facto de as suas baixas sem mais altas, aqui, do que (proporcionalmente) as próprias baixas durante a Segunda Grande Guerra explicam as críticas afegãs quanto aos britânicos “não saírem dos quartéis”… embora o temperamento tradicional britânico – entre o reservado e o arrogante – tenha também dado a sua quota parte para esta avaliação.

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/forcas-britanicas-no-afeganistao-acusadas-de-incompetencia_1469307

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Descobertas reservas minerais no Afeganistão superiores a 1 trilião de dólares

Uma equipa de geólogos norte-americanos descobriu, no Afeganistão, grandes reservas de ferro, cobre, cobalto, ouro e lítio. No total, as reservas agora localizadas poderão representar mais de um trilião de dólares… Entre todos os minerais descobertos, o lítio é o mais importante, quer porque é uma matéria-prima essencial para a indústria de informação e dos telemóveis. A quantidade de lítio é tão grande que uma fonte do Pentágono afirmou que o Afeganistão se poderia tornar na “Arábia Saudita do Lítio”.

Atualmente, o PIBdo Afeganistão é de apenas 12 biliões de dólares, estas reservar superiores a 1 trilião de dólares poderão ter um grande impacto na economia do país. De maior exportador mundial de ópio, o país pode tornar-se num dos maiores exportadores de alguns dos minérios mais procurados no planeta. A riqueza assim gerada pode afastar muito da cultura e venda de ópio e trazer prosperidade onde hoje há apenas miséria e bases de recrutamento para os extremistas islâmicos.

Para que a mineração assuma este papel central na economia afegã há ainda que estabelecer a paz, contratos de exploração que favoreçam efetivamente o povo afegão e não apenas algumas élites corruptas. Mas pelo menos há agora condições para um efetivo e sustentado desenvolvimento de um dos países mais pobres e mais mal governados do mundo. Assim para a continuada presença do exercito dos EUA neste país…

Fonte:
http://news.slashdot.org/story/10/06/14/0652217/1-Trillion-In-Minerals-Found-In-Afghanistan?from=rss&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+Slashdot/slashdot+(Slashdot)

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Hamid Karzai, o presidente afegão… é mentalmente estável? Ou melhor: droga-se?

Karzai... Entre doses? (http://cdn.wn.com)

Karzai... Entre doses? (http://cdn.wn.com)

Um antigo enviado da ONU questionou a “estabilidade mental” de Hamid Karzai, o presidente afegão e chegou até a sugerir se este estaria sob a influência de estupefacientes. As polémicas declarações foram produzidas por Peter Galbraith e este especialistas acabou a recomendar a Obama que limitasse a capacidade de Karzai em nomear funcionários para o seu país até que ele prove ser um parceiro fiável: “Karzai pode ser muito emotivo e agir impulsivamente. De facto, algumas pessoas que trabalham na administração Karzai alegam que ele tem um certo apreço por algumas das exportações mais lucrativas do Afeganistão”. E se isto não é uma referência a heroína, então não sei o que seja… Tal declaração terá ditado muito provavelmente o fim do presidente afegão. Não me espantaria muito se não tivesse sido orquestrada com certas agências de informação e que daqui a algumas semanas Karzai não viesse a ser alvo de “um infeliz acidente”, sendo substituído por alguém mais dócil e conformado do que este antigo agente da CIA…

Recordemo-nos que Galbraith foi despedido do escritório da ONU no Afeganistão – onde ocupava o segundo posto mais elevado – depois de se declarar contrário à fraude eleitoral massiva que reconduziu Karzai ao poder.

Fonte:
http://www.msnbc.msn.com/id/36196464/ns/world_news-south_and_central_asia/

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Sobre a estratégia de Obama para o Afeganistão

A estratégia de Obama para o Afeganistão passa por uma abordagem em três fases:
1. Um reforço militar
2. A afeganização da guerra
3. Uma estratégia de retirada.

Este plano em três fases é pelo menos lógico e coerente, o que é muito diferente da confusa e desnorteada estratégia de Bush. E bem precisado está o Afeganistão de uma nova estratégia, com uma situação militar que se agrava todos os dias e com parcelas crescentes do território afegão a caírem nas mãos dos talibãs.

Um dos pontos fulcrais para a fase dois (a “afeganização”) seria a legitimidade do governo democraticamente eleito. Infelizmente, aí Obama errou rotundamente, comprometendo no processo o sucesso de toda a estratégia. As presidenciais de agosto de 2009 foram manchadas por suspeitas generalizadas de fraude e por corrupção galopante em todos os níveis da administração e das forças de segurança. Em tal clima, o envio de mais trinta mil homens (fase um) encontrará o devido ambiente para ser bem sucedido? Se o governo local é cada vez mais ilegítimo, como pode Obama esperar que o seu inepto e corrupto exército seja capaz de aqui a cinco anos suportar totalmente o esforço de guerra? Sem uma limpeza do governo, novas (e legítimas) eleições e uma profunda reorganização do país, nas bases locais e tribais que sempre o formataram, não haverá jamais um Afeganistão pacífico. Se Obama quer sair do Afeganistão terá que começar por retirar o apoio norte-americano ao corrupto governo de Hamid Karzai, tornar o país num Estado federal muito descentralizado e apoiar esta estratégia com a visão em três fases acima indicada. Mas com “aliados” locais com outra credibilidade e num tipo de Afeganistão radicalmente diferente daquele que conhecemos…. Ou a fase de “afeganização” de Obama será tão bem (mal) sucedida como a de Gorbachev, depois da retirada das divisões soviéticas…

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/2010afeganistao-ultima-missao-com-nova-estrategia-e-mais-homens-no-terreno=f554829

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A Itália coloca aviões AMX no difícil cenário afegão

Avião AMX italiano (http://www.zap16.com)

Quatro aviões AMX da força aérea italiana foram colocados no aeródromo de Herat, no Afeganistão a partir de 4 de novembro. Os aviões vão substituir os Tornado que operaram a partir da base aérea de Mazar-e-Sharif em missões de reconhecimento, que agora serão assumidas pelos AMX.

As tripulações dos AMX treinaram intensamente para as novas missões nos Estados Unidos e brevemente estarão a serem usados para as missões para as quais foram concebidos: reconhecimento armado e apoio terrestre de proximidade, exercendo um papel de extrema utilidade no difícil terreno afegão, a uma fração do custo de aviões mais complexos e sensíveis (como o F-16 ou o F-15) e com a capacidade de realizarem muito mais saídas do que estes em cada dia de combates. A sua colocação num terreno bélico é a segunda, depois da sua presença na Sérvia na década de 90, onde esteve à altura do exigido. A sua aparição naquele que é hoje o conflito armado mais intenso do mundo recorda ao Brasil – o segundo maior operador do tipo – a utilidade do AMX em conflitos deste tipo e a importância de manter um jato de ataque leve sempre no seu inventário sendo a sua substituição prevista por um avião mais caro e complexo (o vencedor do F-X2) um erro.

Fonte:
Air Forces Monthly, dezembro de 2009

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Osama bin Laden está agora no Afeganistão?

Bin, disponível numa caverna perto de si. Ou não. (www.longwarjournal.org)

Segundo um certo talibã detido pelo exército paquistanês, Osama bin Laden, foi visto no Afeganistão em janeiro ou fevereiro de 2009. A confirmar-se, este seria o primeiro avistamento desta furtiva personagem do imaginário (?) contemporâneo.

Bin Laden teria estado até 2009 no Paquistão – na zona controlada pelas etnias pashtuns – mas a intensificação das operações militares paquistanesas parece tê-lo feito sair da caverna onde terá estado nos últimos sete anos e avançado até ao Afeganistão, para a zona de fronteira junto ao Paquistão, o que indica que esta teria sido a sua origem. O talibã declarou que Osama “não fica muito tempo no mesmo lugar”, mas a sua presença no sul do Afeganistão indica que esta região – na prática sob controlo talibã – é agora mais segura para Osama do que o seu anterior refúgio: o Paquistão. Bin Laden poderá estar aqui também para poder coordenar e motivar (pelo carisma da sua presença) mais de perto a insurgência afegã, numa guerra que começa a correr cada vez pior para as forças ocidentais e esta deslocação revela também que para o homem mais procurado do mundo o Afeganistão é hoje um país mais seguro que o Paquistão… Apesar da presença de mais de 40 soldados da NATO.

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Mundo/rebelde-taliban-diz-que-osama-bin-laden-foi-visto-no-afeganistao-no-inicio-deste-do-ano_1412595

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Os MV-22 Osprey são colocados pela primeira vez num conflito armado

Os Marines enviaram os primeiros MV-22 Osprey para o difícil cenário afegão. Tratam-se dos 10 aviões da esquadrilha VMM 261 e estão a operar a partir de Helmand.

Os Ospreys estão a ser utilizados para transporte de cargas médias, levando tropas e carga até à área de operações. O desenvolvimento deste inovador aparelho – uma espécie de híbrido entre o avião e o helicóptero – foi lento e problemático e espera-se agora que a espera… Tenha valido a pena!

Fonte:
http://defensetech.org/2009/11/09/the-osprey-has-landed/

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Afeganistão: O general Jonathan Vance, comandante do destacamento canadiano admitiu que a situação é “grave e desesperada”

Já não é segredo para ninguém: a situação militar no Afeganistão é crítica. Quem o diz já não são os comentadores, os blogistas ou os jornalistas. Agora, são até já os altos comandos militares que começam a emitir publicamente a mesma opinião. O general Jonathan Vance, comandante do destacamento canadiano admitiu que a situação é “grave e desesperada” e que é urgente enfrentar o problema.

Grande número das pequenas cidades do interior do Afeganistão estão sob controlo talibã, e mesmo regiões consideradas “seguras” há menos de um ano, no norte e no leste do país, estão hoje sob controlo talibã. Praticamente todas as estradas são inseguras e alvos de ataques constantes, obrigando as forças da NATO a um recurso crescente (e dispendioso) aos meios aéreos, onde o C-130H da FAP deu aliás um importante contributo.

A situação no Afeganistão é crítica, como diz o comandante canadiano, porque há uma contradição insanável entre os objetivos (impedir a chegada dos talibãs ao poder) e os meios (as forças militares e o desenvolvimento). Sem os meios suficientes, os talibãs vencerão a guerra e darão uma mensagem que terá efeitos multiplicantes em todo o mando, animando os fanáticos islâmicos de todo o mundo a empreendimentos semelhantes. Se o Afeganistão tombar, não faltará muito tempo para que o mesmo suceda ao Paquistão – potencia nuclear e eterno rival da Índia – e portanto é imperativo impedir que tal suceda.

Mas pode a guerra ser vencida no Afeganistão? Pode, como o foi a guerra civil na Malásia, a de Oman (década de 60) ou o está a ser a guerra no Iraque: empenhando forças locais, apoiando-as logisticamente, com treino, informações e meios aéreos. Mas o problema afegão é que ao contrário do que sucedeu no Iraque não há estas forças locais, shiitas, curdas ou sunitas. Há um país que “nação” ou sentido de “pátria comum”, onde a identidade tribal ou religiosa é primária e dominante. Com efeito, o Afeganistão nunca foi verdadeiramente um “país”, mas uma “confederação” frouxa de “cidades-estado” unidas por um rei, em Cabul, com uma autoridade simbólica e “moral”. Talvez tenha chegado o momento para ressuscitar esse modelo altamente descentralizado, e alicerçar localmente – nos interesses das populações locais – um novo Estado afegão, numa revolução administrativa e política que terá que ser feita contra as corruptas elites atualmente no poder em Cabul e que orbitam em torno de Hamid Karzai e que se tentam perpetuar na sua posição predatória falsificando eleições atrás de eleições. Contudo, para assegurar tal transição descentralizadora, há que a defender e para tal… São precisas mais tropas multinacionais. E muitas mais, capazes de bater a avançada talibã e – simultaneamente – anular a corrupta burocracia de Cabul.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/afeganistao-chefe-do-contingente-canadiano-considerou-situacao-desesperada=f541530

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O UCAV mistério de Kandahar

O UCAV mistério de Kandahar (http://sitelife.aviationweek.com)

O UCAV mistério de Kandahar (http://sitelife.aviationweek.com)

Foi avistado num hangar da empresa norte-americana General Atomics em Kandahar (Afeganistão) um UAV sem cauda, com aspecto furtivo e propulsado a jato. O primeiro avistamento do estranho aparelho ocorreu em 2007 e agora a sua existência foi confirmada por fontes anónimas em Washington.

Parece tratar-se de um UAV com características stealth, herdadas do F-22A Raptor e o facto de ter sido visto neste hangar indica que as experiências que a General Atomic realizou no passado ao colocar num UAV Predator varias características stealth foram continuadas e incorporadas num novo aparelho construído de raiz. Este UAV stealth – segundo os mesmos rumores – seria o produto da famosa Skunk Works da Lockeed Martin, em parceria com a General Atomics.

Fonte:
Air Forces Monthly, outubro de 2009

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Os AMX italianos vão ser enviados para o Afeganistão?

A força aérea italiana completou uma campanha de 4 semanas de qualificação dos seus aviões de ataque AMX para um possível empenhamento no difícil cenário afegão. Destes destes aparelhos – atualizados para o padrão ACOL – participaram recentemente em exercícios “Red Flag” nos EUA, tendo-se saído bastante bem em missões de escolta a comboios e de apoio próximo a combate urbano, usando para tal o canhão de 30 mm e bombas GBU-12.

A actualização ACOL é o produto de uma parceria entre a Alenia Aeronautica, a Alenia Aermacchi, a Galileo Avionica e a Selex Communications. Com a actualização, os AMX passam a poder utilizar armas GPS, um pod de reconhecimento Rafel e visão noturna.

apenas uma parte dos AM-X serão retirados de serviço. Porém a Itália deve modernizar cerca de 54 caças, que devem se manter operacionais por um longo tempo. Afinal, estes foram desenvolvidos entre 1990 e 2000

Uma parte frota de AMX está prestes a ser retirada, devido à elevada idade das airframes, mas o resultado do “Red Flag” torna possível a sua deslocação para o Afeganistão… Onde aviões com as suas características fazem grande falta. Para além dos aparelhos a retirar, a Itália continuará a operar 54 aviões deste tipo, modernizados recentemente.

No passado, os AMX italianos realizaram várias missões bem sucedidas na Sérvia e na Bósnia, também ao serviço da NATO. A sua aparição no Afeganistão seria certamente a sua última missão militar e daria ao único outro país que opera este tipo – o Brasil – a mensagem de que o aparelho ainda mantêm elevados níveis de eficiência e utilidade militar.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/09/03/331778/pictures-italy-prepares-amx-fleet-for-possible-afghanistan.html

*Agradecimentos a Gaitero pela correção

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A guerra no Afeganistão está a ser perdida

Os próprios comandos do contingente internacional que tenta travar a ofensiva talibã no Afeganistão admitem: a guerra está a correr muito mal. Essa é pelo menos a opinião do principal general dos Estados Unidos no Afeganistão.

(US Navy Seals em ação no Afeganistão)

Segundo o general Stanley McChrystal é preciso rever a estratégia aliada. O general admite que existe atualmente uma grave crise de confiança nas forças afegãs e na própria população, que não vê vantagens da presença aliada. O general admite também que existem várias localidades importantes no Afeganistão sob controlo talibã.

Porventura o maior problema afegão será a existência de elevadíssimos níveis de corrupção no governo. Esta corrupção arruina a crença popular na capacidade do Governo e impede que este resolva as mais básicas necessidades da sua população enquanto uma pequena clique – erguida em torno de Karzai – enriquece de forma explosiva e escandalosa.

Atualmente, já existem no Afeganistão “zonas libertadas” onde os talibãs montaram um Estado paralelo, com hospitais, postos de polícia e tribunais, que funcionam e que são bem acolhidos e respeitados pelas populações locais, ao contrário dos órgãos oficiais do Governo que simplesmente não funcionam. Cada nova cidade que caia nas mãos dos Talibãs e que estes provem que sabem administrar melhor que o Governo é um golpe terrível na estratégia da NATO neste país.

O maior problema do Afeganistão não é a força, a capacidade ou o apoio popular dos talibãs. É a incapacidade crónica do governo afegão.

O Ocidente pode continuar a derramar mais soldados e meios sobre o atoleiro afegão, mas se não puder contar com um governo minimamente competente e empenhado (como há, apesar de tudo, no Iraque) então enviar ou manter no Afeganistão um só soldado da NATO é uma pura e simples asneira assassina.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398453

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A Itália começa a entregar os G.222 para o Afeganistão

Está pronto o primeiro avião de transporte Alenia Aeronautica G222 para o Afeganistão. O avião é o primeiro que foi completamente modernizado e deverá voar pela primeira vez em julho. Os 18 aparelhos foram construídos entre 1977 e 1985 e estão agora a ser todos atualizados.

Os aviões foram comprados por 287 milhões de dólares pagos pelos contribuintes norte-americanos e deverão ser entregues até meados de 2011 conferindo às forças afegãs uma mobilidade essencial para se conseguirem deslocar num país desprovido de verdadeira rede viária e quase concebido de propósito para favorecer emboscadas e ações de guerrilha. Com estes aviões, o governo poderá deslocar rapidamente para uma determinada frente de batalha meios de infantaria capazes de restabelecer equilíbrios perdidos e reagir a ataques da guerrilha talibã. Obviamente, estes G222 serão um alvo privilegiado dos mísseis ar-ar chineses nas mãos dos islamitas, razão pela qual uma das modernizações que os aviões italianos estão a receber são precisamente contra-medidas eletrónicas de última geração…

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/07/06/329286/picture-afghanistans-first-g222-on-track-to-fly-during.html

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Portugal reforça o seu contingente militar no Afeganistão


(Distribuição das forças aliadas pelo cenário afegão em http://www.afghanconflictmonitor.org)

Portugal vai enviar durante o próximo mês de julho mais 56 militares, juntamente com um avião de transporte Hércules C-130H da FAP para o Afeganistão, reforçando assim a sua presença naquele que é um dos mais importantes conflitos da atualidade.

Estes meios serão integrados na “Força Internacional de Assistência à Segurança” (ISAF) e serão compostos por 15 elementos de uma equipa de Saúde proveniente dos três ramos das Forças Armadas e 40 militares que serão alocados à operação e manutenção do avião devendo a equipa permanecer no país até julho de 2010.

O objetivo deste reforço de meios é o apoiar a realização das eleições presidenciais marcadas para 20 de agosto, quer medicamente, para o caso de ocorrerem problema de segurança que resultem em feridos e para transporte de pessoal e equipamento a um país onde as estradas ainda são muito inseguras, especialmente no sul e junto à fronteira paquistanesa.

Após Julho, haverá no Afeganistão um total de 143 militares portugueses, reforçando assim os meios aqui empenhados e respondendo de forma positiva a um apelo da nova Administração Obama para que os países da OTAN colocassem aqui mais meios e que assim se criassem as condições necessárias à inversão da situação de segurança. O número de forças no terreno é contudo inferior e muito aos 300 militares que o país na teve no Afeganistão e contrasta vivamente com a necessidade de meios combatentes no local, já que os talibãs estão cada vez mais ativos no sul do país e junto à fronteira com o Paquistão, controlando efetivamente extensas regiões do país, muitas vias de comunicação e várias de pequenos aldeamentos. Nesta fase, seria imperativo que a OTAN colocasse mais meios combatentes, de primeira linha, no local e isso não está a acontecer… Não são só os portugueses que se furtam a colocar no perigoso cenário mais meios combatentes. São todos os países da OTAN, a começar pelos alemães que cobardemente se mantêm nas zonas relativamente seguras do norte e da capital e a terminar por países militarmente bem mais capazes que Portugal (como a torpe Holanda e a inepta França) que mantêm no país contingentes pouco mais que mínimos.

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379183
http://en.wikipedia.org/wiki/International_Security_Assistance_Force#NATO_nations

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Os abastecimentos à NATO para o Afeganistão começam a usar também a “rota russa”

Soviéticos no Afeganistão em http://z.about.com

Soviéticos no Afeganistão em http://z.about.com

Um dos maiores problemas no atual conflito que no Afeganistão opõe as forças da NATO aos combatentes talibã é o transporte seguro de abastecimentos às forças multinacionais que combatem neste país do Médio Oriente.

A atual rota principal de abastecimentos começa no território paquistanês, onde existem também talibãs e onde se têm multiplicados os ataques a comboios nos últimos meses. O problema será ainda mais grave daqui a alguns meses, com a chegada de dezenas de milhar de novas tropas norte-americanas, transferidas do Iraque, e que devem levar a um aumento de 50% no consumo de abastecimentos, estimam alguns especialistas.

Por isso a nova rota que começou a ser testada em abril com “materiais não-letais” que atravessa a Rússia a caminho do Casaquistão e daqui chega pelo norte ao Afeganistão é muito interessante. A nova rota é tanto mais interessante porque o governo do Kirgistão decidiu encerrar a base dos EUA no seu país e esta era a última base aérea dos EUA ativa na Ásia Central… O seu encerramento e provável transferencia de operações para as bases dos EUA nos países do Golfo vai aumentar seriamente os custos operacionais…

A exposição e fragilidade das rotas de abastecimento das forças da Coligação no Afeganistão é o “problema número um” no país, com ataque quase diários na rota paquistanesa, onde já morreram perto de 200 condutores civis, apenas nos últimos meses. Do lado afegão, as estradas são ainda mais perigosas, tendo alguns abastecimentos que ser transportados por via aérea.

Obama decidiu enviar mais 17 mil homens para o Afeganistão, onde se juntarão aos 38 mil já nesse país aproximando o número total de forças aqui presentes para perto dos 60 mil inicialmente pedidos pelos comandos militares.

A retirada dos EUA da sua última base na Ásia Central e a necessidade de depender da Russa para cerca de 20% de todos os abastecimentos para o Afeganistão são vitorias sucessivas para o Kremlin. Por um lado, vê assim regressar a sua influencia a uma região onde esta se evaporara completamente no consulado de Boris Ieltsin, por outro, fica com um ponto negocial importante nas mãos que poderá usar futuramente como forma de chantagem contra os EUA ou os países da NATO, numa futura e eventual crise internacional, como aquela que no ano passado ocorreu na Geórgia.

Fonte:
www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/03/05/AR2009030503368.html?hpid=topnews

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Manuel Alegre e a presença militar portuguesa no Afeganistão e na Guiné-Bissau


(Severiano Teixeira passa revista a militares da Polícia Aérea no Afeganistão em http://www.tvi24.iol.pt)

Recentemente, Manuel Alegre emitiu críticas à postura da diplomacia portuguesa quanto à prioridade dada em relação ao Afeganistão frente a outras áreas que deviam estar mais altos nas prioridades da nossa diplomacia, referindo-se explicitamente à situação presentemente vivida na Guiné-Bissau e que daria azo à Petição em prol da Construção de um Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau da lavra do ex-primeiro ministro Francisco Fadul e patrocinada pelo MIL. Manuel Alegre declarou que Portugal devia estar “mais atento à estabilização da Guiné” do que apressar-se em “embarcar em aventuras que nada têm a ver com a nossa tradição e a nossa história” e ainda que “Não tem sentido que, numa situação de crise que exige a mobilização dos nossos escassos recursos, o ministro da Defesa venha defender o reforço do envio de tropas portuguesas para o Afeganistão”.

Alegre referia-se à decisão de reforçar o contingente português em operação na dura guerra afegã contra os insurgentes talibãs que procuram reestabelecer um regime extremista islâmico nesse país do Médio Oriente, conhecido pela sua capacidade para colocar “impérios de joelhos”, desde o parta ao britânico, terminando no soviético, na década de oitenta. É certo que à primeira vista, os interesses portugueses no Afeganistão são muito laterais e secundários e prendem-se no essencial no cumprimento de deveres e obrigações para com os nossos parceiros na OTAN. É também certo que a situação na Guiné-Bissau é mais prioritária na defesa não somente dos interesses da Lusofonia, mas sobretudo, na melhor defesa dos interesses da populações locais contra as narcomáfias que efetivamente governam o país. Concordamos com Alegre na sua visão crítica das prioridades da nossa diplomacia e o papel muito passivo e demasiado discreto do MNE na preocupante crise guineense reflete a política errada e desnorteada de um Governo que ainda acredita que “Espanha” é a nossa prioridade e que ainda não percebeu que Portugal, se tem que sair deste marasmo social e económico em que está atolado à décadas só sairá agregando os seus esforços aos do Brasil e de Angola, alinhando ao seu lado, numa caminhada de desenvolvimento económico, social e político que torne a Lusofonia e nela, a CPLP, o modelo mundial de um novo de sociedades políticas e na primeira confederação trans-continental realmente democrática, anti-imperialista e paritária.

O antigo candidato presidencial tem ainda mais razão quando afirma que “É tanto mais absurdo quanto o mesmo ministro ainda recentemente afirmou recusar o investimento militar português em África, ainda que no quadro da CPLP. E no entanto a estabilização da situação militar e política na Guiné é muito mais importante e urgente para nós do que o Afeganistão” e que “em vez de embarcar em aventuras que nada têm a ver com a nossa tradição e a nossa História e muito menos com a nossa segurança, seria interessante que, no quadro da CPLP, em conjunto com Angola e Brasil, tomássemos iniciativas que valorizassem a nossa posição no Atlântico Sul. A Guiné seria um bom ponto de partida. Mas para isso era preciso definir outras prioridades para a política externa portuguesa. E pensar português”.

Defendemos que Portugal não deve estar ausente no Afeganistão. Não temos dúvidas que se um dia o Afeganistão regressar à tirania talibã, não somente o seu povo será novamente submetido a um dos regimes mais opressivos e inumanos da História, como o seu território tornará a servir de santuário para que terroristas lancem a partir daqui ataques contra civis em países ocidentais, não estando Portugal isento dessa posição de alvo, pela sua simples pertença à OTAN, pela sua situação como “país cristão” e, logo, “infiel” aos olhos destes radicais e até porque nalgumas declarações de responsáveis da Al Qaeda a Península Ibérica surge como “terra islâmica” que há que recuperar.

Fontes:
http://www.micportugal.org/index.htm?no=10001363
http://www.manuelalegre.com

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Bagram e Guantanamo: Obama está em plena “assimilação sistémica”?…

Base Aérea de Bagram em http://schema-root.org

Base Aérea de Bagram em http://schema-root.org

Obama está já em pleno processo de “assimilação sistémica”… Nos seus discursos de campanha, foi difícil encontrar pontos de discordância ou crítica. Mas agora, que já assumiu responsabilidade governativas, começam a revelar-se as incoerências… Desde a sua negação que os membros da CIA fossem julgados pelos seus crimes de tortura a suspeitos, agora, e em total contradição com a sua decisão de encerrar a Prisão ilegal de Guantanamo, optou por manter em funcionamento o presídio militar de Bagram, no Afeganistão. Aqui, como em Cuba, são várias as organizações não-governamentais que exigem o acesso à Justiça daqueles que os soldados dos EUA aqui mantêm prisioneiros vários suspeitos afegãos e “combatentes internacionais” ligados à Al Qaeda e aos Talibãs.

Os números exatos de detidos em Bagram são desconhecidos, mas supõe-se que andarão entre os 600 e os 650 prisioneiros. Nenhuma entidade independente está autorizada a entrar no perímetro de Bagram e não são conhecidas fotografias do recinto, das instalações e, sobretudo, das condições em que os presos são aqui mantidos. A Cruz Vermelha e a Amnistia Internacional alegam que nos últimos anos vários milhares de pessoas teriam passado períodos de tempo diversos em Bagram tendo relatado a maioria situações de tortura, maus tratos e espancamentos.

Em Bagram – como em Guantanamo – não se aplica a lei dos EUA, o que permite todo o tipo de abusos ou ainda mais, já que em Guantanamo existe pelo menos um tipo mais ou menos simulado de Justiça com Tribunais, advogados e juizes e em Bagram nada de semelhante foi alguma vez implementado.

Apesar de toda a retórica moralista, Obama ainda não fez publicar nenhum decreto que proíba a “rendition”, isto é, a captura e o transporte de prisioneiros até países onde estes não estejam protegidos por quadros legais modernos e onde sejam livremente sujeitos a tortura e sevícias várias. Além, de permitir que a CIA continue a realizar os voos ilegais que tanta polémica deram no passado recente, Obama irá não só manter o presídio de Bagram em funcionamento, como até expandi-lo até este ter a capacidade para manter mil prisioneiros. Será que o anunciado encerramento de Guantanamo foi apenas uma medida popular – há muito reclamada pela maioria da população americana – e que não tinha bases morais? Se as tivesse Bagram não estaria também em vias de ser encerrada? Se Bagram fosse tão conhecida como Guantanamo na época da campanha presidencial não estaria também em encerramento? E assim se prova aquilo que muito receámos… Obama é apenas mais do mesmo, apenas mais inteligente, mais culto e sensível, mas… Essencialmente semelhante a Bush.

Fonte:
www.dw-world.de

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Portugal deverá enviar para o Afeganistão um grupo de militares da GNR até do fim do ano

(Reportagem RTP sobre a presença da GNR no Iraque)

Portugal deverá enviar para o Afeganistão um grupo de militares da GNR até do fim do corrente ano de 2009. A força vai integrar a nova unidade de polícia europeia nesse país do Médio Oriente designada como Eurogendfor e que deverá crescer até alcançar um numero entre os 300 e os 400 militares.

Os militares da GNR irão agregar-se a uma força composta por outras forças de teor semelhante e oriundas apenas de países do sul da Europa como a França, a Itália e a Espanha. Esta força de “polícia semimilitar” ou “gendarmerie”, terá como missão principal o treinamento da muito ineficaz e altamente corrupta polícia afegã e num primeiro momento deverá trabalhar apenas na capital afegã, Cabul, mas posteriormente será dispersa pelo sul, onde os níveis de segurança são muito mais críticos do que na capital. É por isso uma missão de risco para uma unidade policial portuguesa altamente treinada e motivada e que foi endurecida pelas experiências recentes no Iraque e em Timor e que no Afeganistão irá certamente manter alto o prestigio e o nome de Portugal nestes territórios onde ninguém pode suspeitar de intenções obscuras ou neocoloniais por parte de um país como Portugal.

Tendo em conta a gravidade atual da situação de segurança no Afeganistão, com o aumento dos ataques talibans e até com a queda de cidades no sul (temporariamente) sob o seu controlo, perante um governo central regido por uma marioneta de Washington (Hamid Karzai) que ainda há bem pouco tempo se encontrava na folha de pagamentos da CIA e com forças policiais que estão em 1/4 afetadas pela praga da toxicodependência e que estão mal enquadradas, pessimamente equipadas (e que já perderam para os talibãs um terço das suas armas) e ainda pior motivadas, a presença de policias europeus pode ser determinante para elevar a situação de segurança nesse país vital para travar a ascensão do radicalismo islâmico no mundo. Lamentamos contudo que este esforço não seja acompanhado pelo de outros países europeus e que não existam também forças portuguesas de combate travando esta perigosa erupção da praga global que é o islamismo radical no local onde hoje esse combate é mais intenso: o Afeganistão.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371786

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Um terço das armas das forças de segurança afegãs estão nas mãos dos talibãs

Pelos menos estas não devem chega aos Talibã... em http://www.defenselink.mil

Pelos menos estas não devem chegar aos Talibã... em http://www.defenselink.mil

Um estudo de uma organização independente demonstrou que uma parcela muito significativa de todas as armas entregues ao exército e polícia afegãos acaba de facto, nas mãos dos Talibãs.

O gabinete governamental dos EUA intitulado “Government Accountability Office” reconheceu que 242 mil armas ligeiras foram entregues a forças afegãs entre 2004 e 2008. O mesmo gabinete admitiu que desconhece o paradeiro atual de perto de um terço dessas armas e que devido à falta de pessoal, só recentemente passou a anotar o número de série dessas armas, assim como o seu destino após o momento da entrega. Outros estudos concluem que praticamente todas as armas de policias e soldados governamentais abatidos pelas forças Talibãs desaparecem e raramente são retomadas, quer porque os seus familiares e colegas as revendem no mercado negro, quer porque são capturadas pelos islamitas radicais e tendo em conta as elevadas baixas das forças governamentais (que nalgumas regiões correspondem a 20% dos efetivos) isso quer dizer que há mesmo muitas armas doadas pelo Ocidente nas forças Talibãs… E que, paradoxalmente, um dos maiores fornecedores de armamento aos Talibãs são, além de corruptos oficiais chineses e simpatizantes fundamentalistas no Paquistão… Países Ocidentais.

Fonte:
http://www.cbsnews.com/stories/2009/02/11/world/main4795172.shtml?source=search_story

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A guerra no Afeganistão está a ser perdida

Se a OTAN não está a perder a guerra no Afeganistão, como antes dela perderam guerras neste agreste país do Médio Oriente, o Império Britânico e a União Soviética, então não sei o que está a acontecer… Ainda que o discurso oficial diga o oposto, um estudo recente do “Center for Strategic and International Studies” reconhece que a situação no Afeganistão se tem vindo a deteriorar paulatinamente nos últimos cinco anos e que alcançou agora um “nível crítico” interditando grandes áreas do Afeganistão a qualquer atividade de reconstrução ou das ONGs internacionais e estendo-se a largos sectores do território paquistanês.
Uma recente decisão da Administração Bush pode vir a revelar-se decisiva para alterar o rumo da guerra, ainda que introduzindo na equação um perigoso imponderável: a decisão de atacar os redutos fronteiriços, já em pleno território paquistanês que têm servido de abrigo aos combatentes talibã que penetram no Afeganistão e se refugiam, abastecem e onde recrutam novos militantes. Recentemente, um raid de “Navy Seals” bem dentro do território paquistanês deixou aqui vários civis mortos e uma imensa ira entre os militares paquistaneses. O problema está em que os mais de 130 mil homens destacados pelo Paquistão para estas zonas tribais não estão a conseguir desmantelar estas bases dos talibãs e da Al-Qaeda. Além do mais, a sua ação está a ser violentamente anulada tendo sofrido pesadas baixas com mais de 1400 mortos e 4000 soldados paquistaneses feridos. Do outro lado da fronteira, os mais de 71 mil homens da NATO (entre os quais se contam unidades da FAP e comandos do exército) estão a revelar-se insuficientes para travar o avanço talibã.
O relatório do CSIS indica que por detrás do sucesso dos Talibãs está o aumento do cultivo de papoila no Afeganistão e o financiamento que assim obtêm e a existência de numerosos santuários em território paquistanês. O relatório acrescenta ainda que “o próximo presidente dos EUA terá que enfrentar um desafio crítico numa guerra que provavelmente está a ser perdida no nível político e estratégico, e que não está também a ser vencida do ponto de vista táctico”. Os comandantes no terreno pedem mais tropas à já muito tempo. A vitória de Obama e a sua promessa de aumentar o foco da “guerra ao terrorismo” para o Afeganistão, afastando-o do Iraque onde a situação está a melhorar bastante deste o “surge”. O CSIS recomenda o mesmo: a deslocação de tropas do Iraque para o Afeganistão.

Na verdade, trava-se aqui uma guerra ainda mais importante: a guerra pela defesa de um Paquistão não-radical e liberto da influência dos talibãs. A maioria da população paquistanesa não parece alinhada com as posições mais radicais destes, dando algumas sondagens uma percentagem de apenas 15% aos apoiantes dos islamitas radiciais. Isto a nível nacional, mas a nível local, nestas regiões semi-independentes, os números são diametralmente opostos. O arsenal nuclear paquistanês parece seguro. Pelo menos tão seguro como na Rússia ou em Israel, já que o exército se tem sabido manter longe dos radicalismos fundamentalistas desta minoria da população. O mesmo contudo não é verdade para os serviços de informação paquistaneses que durante a Guerra do Afeganistão com os soviéticos construiram uma densa teia de cumplicidades com os combatentes afegãos que parece ainda demasiado viva, para os libertar de cumplicidades perigosas com os radicais muçulmanos. Os EUA não confiam no ISI (os serviços de informação do Paquistão) e suspeitam que estes apoiam ou pelo menos não combatem os talibãs nas zonas tribais ou que então entregam dados sobre as operações do exército paquistanês aos talibãs, reduzindo assim a sua eficiência.

Fonte Principal:
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Já está no Afeganistão um avião de transporte C-130H da Força Aérea Portuguesa

//www.emfa.pt)

(O C-130H da FAP no Afeganistão in http://www.emfa.pt)

Já está no Afeganistão um avião de transporte C-130H da Força Aérea Portuguesa. Esta é a terceira vez que a FAP envia este tipo de aparelhos para o complexo cenário afegão. O avião, que pertence à Esquadra 501 está agora em Kabul, juntamente com 42 militares em apoio à missão.

A deslocação da FAP foi uma resposta a um apelo da NATO para que os países que compõem a Aliança Atlântica aumentassem o seu grau de empenho no Afeganistão, pelo menos durante mais quatro anos. A FAP está no Afeganistão desde 2002 tendo desde então transportado mais de dez mil passageiros e um milhão de kgs de carga, em missões militares e de teor humanitário.

Portugal assume-se assim como um peão no difícil quadro da luta contra a queda do Afeganistão novamente nas mãos dos “estudantes de teologia” e dos seus aliados da Al Qaeda. Os Talibans prometem uma dura campanha de inverno, e as suas ações estão num crescendo de ousadia e de meios que tem levado a repetidos apelos por parte das chefias da ISAF por mais meios e forças militares. Infelizmente, países como a Alemanha não tem sabido estar à altura do seu dever e insistem em manter as suas forças em posições de retaguarda. Portugal, pelo contrário, tem mantido no terreno forças de apoio e unidades combatentes até em Kandahar, numa das zonas “mais quentes” do Afeganistão. Pela mesma altura, devem também chegar os Panavia Tornado italianos de reconhecimento e onde se juntarão aos 2400 militares italianos já no terreno

Se já houvesse a “força lusófona”, cuja criação advogamos AQUI, poderia haver hoje no Afeganistão uma força militar menos suspeita de parcialidade e de alinhamento com os “cruzados” do Ocidente cristão e que se pudesse realmente dedicar às tarefas da reconstrução e da pacificação interna de um país que durante toda a sua história recente não conheceu mais do que uma década de paz.

Fonte:
Air Forces Monthly, novembro de 2008

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O Secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates critica publicamente o desempenho da USAF

O Secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, declarou em 21 de Abril que a “Força Aérea não estava a fazer o suficiente para ajudar o esforço de guerra no Iraque e no Afeganistão”, acrescentando que “alguns líderes militares ficaram encravados na maneira antiga de fazer as coisas”. Gates queixava-se especialmente da falta de missões de reconhecimento aéreo sobre estes cenários de guerra no Médio Oriente. Aparentemente, Gates queixava-se que ainda que o número de drones de vigilância Predator tivesse sido aumentado 25 vezes desde 2001, o essencial das missões de reconhecimento ainda eram entregues a aviões convencionais… Este discurso, proferido publicamente e perante vários cadetes da USAF reflete algum nervosismo e revela bem o stresse a que estão submetidos os governantes daquela que é a mais impopular Administração da História dos EUA… Quando um comandante critica publicamente as suas tropas, mina o seu moral e a sua eficiência no terreno. Alguma critica que houvesse, devia ser comunicada em privado, nunca desta forma que nos permitiu – ultimamente – escrever sobre ela… Ainda que possa ter razão…

Fonte:
http://www.cbsnews.com/stories/2008/04/21/national/main4030601.shtml?source=RSSattr=HOME_4030601

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Do mau andamento da guerra no Afeganistão e dos erros do Ocidente nesta “guerra esquecida”

(Soldados britânicos em patrulha, em Helmand, no Sul do Afeganistão in http://www.abc.net.au)

“Os Estados Unidos não entregaram 5000 milhões de dólares em ajuda que tinham prometido para ajudar a reconstruir o Afeganistão e outros doadores também ficaram muito aquém daquilo que tinham oferecido”

(…)

“As perspectivas de paz no Afeganistão estão assim a ser prejudicadas porque os países ocidentais não cumprem o que prometem”

(…)

“Segundo as autoridades de Cabul, entre 2002 e 2008 os Estados Unidos apenas entregaram metade do que tinham prometido”

(…)

“Além disso, para agravar ainda mais a situação, cerca de 40% de todo o dinheiro entregue tem regressado aos países ricos, designadamente aos Estados Unidos, por meio de lucros das empresas, salários de consultores e outras rubricas.”

(…)

“Enquanto isto, um relatório publicado pelo Jane’s Information Group, com base no Reino Unido, sublinhou que o Iraque é hoje em dia um país mais estável do que o Afeganistão”

Jorge Heitor, Público, 26 de Março de 2008

Já abordei anteriormente, aqui no Quintus, a questão de que as potencias ocidentais não estão a dedicar a atenção devida ao que se está a passar no Afeganistão. A intensidade da presença norte-americana no Iraque implica que o essencial do seu esforço de guerra está aqui alocado e, em consequência, os talibãs têm conseguido obter ganhos territoriais e de influência significativos no Afeganistão. Os Estados Unidos mantêm aqui apenas pequenos destacamentos de forças especiais, e o grosso do esforço de guerra tem cabido essencialmente às forças britânicas que, aqui, têm sofrido mais baixas relativas aos meios humanos presentes do que em qualquer outra guerra, com excepção da Segunda Grande Guerra. As forças alemãs, permanecem no norte do país, e recusam-se a descer até sul, onde ocorre o essencial da actividade talibã. Os demais países da NATO, organização que coordena a presença militar estrangeira no Afeganistão, têm inclusivamente retirado forças do terreno e nem sequer estão a fornecer apoio aéreo e logístico adequados às forças que operam no terreno. Simultaneamente, a mudança de governo no Paquistão está a colocar em risco a política de enfrentamento activo (mas incompetente) dos redutos talibãs na fronteira paquistanesa e se o nível de agressividade do exército paquistanês diminuir, será de esperar ver o aumento dos redutos talibãs no Paquistão assim como o número e a frequência das infiltrações destes no sul do Afeganistão.

Este agravamento constante da situação no Afeganistão tem conduzido a níveis recorde de produção de ópio, que inunda de heroína os países ocidentais e que assim se reflecte directamente nada vida de todos nós e desmente o mito de que esta é mais uma “guerra distante”. Mas não só o mau andamento desta guerra pode fazer aumentar os níveis de crime, droga e violência no Ocidente, como a própria derrota do Ocidente no Afeganistão daria uma mensagem a todos os islamitas radicais no mundo: a possibilidade da restauração do “Emirado” fundamentalista de Cabul, daria ao fundamentalismo islâmico num novo reduto que, inevitavelmente o Ocidente teria que abater, novamente, mas a um custo muito maior do que de 2001, em vidas, meios, e prestígio perdido…

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