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Knol: A “Wikipedia” da Google?

Knol
(Imagem de um “Knol” in http://www.futura-sciences.com)

A Google arrancou com um novo serviço, ainda disponível apenas para um grupo restrito de utilizadores conhecido como “Knol”. Por enquanto o sistema está ainda limitado a um restrito grupo de utilizadores seleccionados pela própria Google, mas quando terminar a fase de desenvolvimento do novo produto, o acesso estará aberto a todos os que quiserem publicar aqui conteúdos. É que é exactamente disso que trata o “Knol”… De publicação de conteúdos… Todos aqueles que souberam algo sobre um determinado assunto devem publicar um artigo autoritativo no “Knol”. Como num livro, cada “Knol” (a unidade básica deste sistema de conhecimento) terá claramente identificado o seu autor (e ao contrário da Wikipedia, onde essa autoria nem sempre é clara) e de facto, identificar claramanente a fonte de um determinado artigo (“Knol”) pode ser determinante para a fabilidade do mesmo, como se viu recentemente na Wikipedia… (ver AQUI).

Os “Knols” devem cobrir praticamente todas as áreas do conhecimento.: desde ciência, história, geografia, entretinemento, etc. A Google manterá o conteúdo online, mas a responsabilidade editorial será dos autores. O produto conterá também todos os conceitos popularizados pelas ferramentas de Blogging e das Redes Sociais actuais, como a capacidade para submeter comentários, submeter perguntas, uma noção já usada pelo Answers.com, aliás, para além das habituais opções já existentes na Wikipedia, para fazer edições, inserir mais contéudo e oferecendo ainda novas funções, como a avaliação de “Knols” por um sistema de pontos. Também ao contrário da Wikipedia, um “Knol” poderá ter anúncios, supõe-se que usando o sistema AdWords da Google.

Quando o sistema estiver completamente pronto, e alimentado já com um número suficiente de artigos que estão a ser neste momento redigidos, os seus contéudos devem receber algum tipo de favorecimento nos resultados do motor de busca… Felizmente, a Google não obriga a que os conteúdos aqui presentes não possam estar em mais lado nenhum, podendo residir noutros endereços e haver publicações paralelas de conteúdo.

Uma proposta interessante, que manteremos “debaixo de olho”…E onde, quem sabe?… Para onde talvez venhamos a contribuir…
Fonte:
Google Blog

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Operaram à luz de… Telemóveis!

Uma equipa de cirurgiões na Argentina conseguiu terminar uma cirurgia recorrendo à… luz dos seus telemóveis durante um corte de energia eléctrica que afectou a cidade de Miracema do Norte. Durante este corte os geradores do hospital não funcionaram e submergidos de súbito na escuridão, os médicos tiveram que recorrer a essa característica que os povos latinos têm em particular abundância e que é o improviso e terminar a apendoctomia sobre o paciente de 29 anos… Mas só depois de um dos médicos ter saído para o corredor onde aguardavam os familiares do doente e de ter recolhido junto deles todos os telemóveis disponíveis, de forma a aumentar a luz para poderem fechar o doente.

Será que esta história poderia ter acontecido num país “germânico”, do Norte da Europa, onde se cumprem religiosamente os regulamentos e as regras?… Embora seja provavelmente verdade que num desses países, o gerador não teria falhado, logo em primeiro, temos que conceder este ponto…
Fonte: Reuters

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Mugabe, a ruína do Zimbabwe e a passividade internacional


(http://news.bbc.co.uk)

“Os zimbabweanos estão a morrer à fome numa escala comparável à de um genocídio, declarou ontem ao jornal britânico Daily Telegraph o deputado David Coltart, do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), segundo o qual já poderá ser considerada a maior crise humanitária mundial, uma vez que a esperança de vida das mulheres desceu para os 34 anos.”
(…)
“o desemprego no país ronda os 80% e o Daily Telegraph prevê o colapso da economia dentro de 4 meses, com um resvalar para a anarquia e o reacender de velhas tensões tribais: o país divide-se essencialmente entre os grupos étnicos shona e ndebele.”
(…)
“perto de 30% dos cerca de 12,5 milhões de habitantes fugiram do país.”

Jorge Heitor
Público, de 22 de Agosto de 2007

A gravidade daquilo que se está a passar no Zimbabwe está actualmente numa tal escalad de gravidade que se impôe uma intervenção armada que remova do poder esse louco enraivecido pelo “racismo branco” e devorado pela “psicose da perseguição” com o nome Robert Mugabe. Se a sua conduta se desenvolvesse noutro local, não faltariam as vozes clamando e aplicando a sua expulsão do Poder. Não é isso que acontece, contudo… Alguns Governos da África Austral, e neles, sobretudo aquela superpotencia regional que é a África do Sul parecem ter uma atitude demasiado complacente perante o regime de Mugabe, como se este estivesse a fazer com os “seus” brancos, aquilo que alguns no ANC, gostariam de fazer com os seus próprios… Depois, e talvez sobretudo, os países mais influentes da região têm quase todos algum tipo de dívida moral para com Mugabe… As forças do Zimbabwe combateram ao lado das de Angola, no Congo… E em Moçambique ao lado do Governo… E Mugabe sempre apoiou o ANC, mesmo nos tempos do Apartheid… O facto dos maiores actores regionais terem esta doentia relação de “dívida” impede que uma libertação do Zimbabwe pela via da invasão de um país vizinho, como aconteceu com a deposição desse outro louco famoso de nome Idi Amin, no Uganda.

Será que Mugabe será deposto por um golpe militar? Existem alguns rumores que dão conta de algum descontentamento entre as suas fileiras, mas o regime tem-se revelado atento e tem mantido um nível de vigilância e repressão alto o basto, para dissuadir estas aventuras militaristas… O colapso da Economia do Zimbabwe parece inevitável, já que nenhuma medida política ou económica tem sido tomada para resolver os problemas que assolam este outrora “celeiro da África Austral”. Talvez quando este colapso suceder, os dois terços de população que ainda não deixaram o País tomem o Poder, pela chamada “força da rua”… Talvez o regresso ao tribalismo não seja necessariamente uma má alternativa. Pessoalmente, acreditamos que pode até ser mais eficiente que a forma “nacionalista” de gestão que em África tem demonstrado bastas vezes não funcionar, já que em África não existem “Estados-Nações” como o modelo que mal foi decalcado da diversa realidade europeia…

Enfim, o caldeirão zimbabweano está prestes a rebentar. Veremos depois o que sai de lá dentro…

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Gerry McCann, pai de Madeleine McCann, Peter McCann e algumas ligações e possibilidades curiosas…

Parece evidente que existem contactos muito próximos entre o governo britânico e os McCann… As motivações desta proximidade pode ser apenas mediática, isto é, resultar da vontade do Labor de embarcar numa causa popular e muito mediática… Mas, pode haver outras motivações por parte deste apoio mais ou menos expresso do Governo de Gordon Brown ao casal McCann…

Corre em Inglaterra o rumor que esta cobertura governamental existe porque alguns elementos do actual governo do Labour ou familiares seus foram tratados na clínica de reabilitação pertencente a um membro da numerosa família McCann… E falamos da CastleCraig: “Castle Craig, with its 50 secluded acres of private land, is located in the rolling hillsides of the Scottish Borders, and only 30 minutes from Edinburgh. The hospital provides inpatient treatment for those suffering from alcohol and drug dependence and other addictive disorders

É verdade que entre os directores do “Castle Craig” se encontram:

Peter McCann MA, ICADC Chairman
Dr Margaret Ann McCann, MB Bch BAO Medical Director
Dr. Michael G. McCann , MD , MA , DIH, MFOM Director
John L McCann BA ACIS Financial Director/Administrator”

O site do hospital menciona também que “The hospital is a Preferred Provider to the U.S. Government under the Tricare programme and it is also recognised by the Dutch insurance companies.” Ora bem… Não foi na Holanda que viveu o casal McCann antes de regressar ao Reino Unido? Não é na Holanda também que este hospital particular tem também a sua única delegação no estrangeiro? O email que enviei ao endereço deste Peter McCann não teve resposta… Mas tentem vocês: pjm@castlecraig.co.uk… Segundo alguns, que dariam a informação como “confirmada” Peter McCann seria tio de Gerry e a sua clínica seria local de tratamento habitual para militares americanos e para membros do Governo britânico com problemas desde a dependência do alcóol até drogas mais pesadas… Agora que é uma grande clínica/hospital, isso não oferece dúvidas: “Peter McCann, director of Castle Craig hospital in the Borders, the UK’s largest treatment centre for adult dependency on drink and drugs, said a network must be established because the number of children becoming hooked on alcohol and drugs was spiralling out of control.

in http://www.guardian.co.uk/uk_news/story/0,,1635897,00.html

Curiosamente, um dos vários supostos avistamentos de Madeleine, ocorreu em Gozo, na ilha de Malta e no terminal de autocarros de La Valleta (ver AQUI). Ora este Peter McCann tem uma propriedade em Gozo (segundo um Forum do jornal britânico Mirror)

É certo que McCann´s… Há muitos. Só na lista telefónica de Londres há perto de 50, pelo que pode nem haver ligação familiar directa.

Não se sabendo exactamente qual a ligação entre este Peter McCann e Gerry McCann sabe-se contudo que o pai de Gerry, foi um deputado (MP) do parlamento britânico pelo… Labour… O mesmo partido de Gordon Brown. Com efeito, o seu pai, Jack McCann (1910-1972) foi eleito em 1958 e cumpriu mandato até 1964, sendo depois nomeado para o Tesouro e em 1966 “Chamberlain of the Household” (seja lá isso o que fôr…) e regressando ao Tesouro em 1967.

Esta ligação confirmada, mais a não confirmada ligação entre Peter McCann explicam a facilidade com que o casal movimentou meios diplomáticos e governamentais e até, como conseguiu chegar ao Papa.

Outro rumor não confirmado diz que uma das irmãs de Gerry foi assassinada há alguns anos e que esse assassinato estaria ligado a Drogas… Precisamente a área de actividade do CastleCraig de Peter McCann… Coincidência?

O que acha que aconteceu a Madeleine McCann?

1) Foi raptada por uma rede de pedofilia
2) Foi raptada por uma rede de adopção ilegal
3) Foi morta acidentalmente por um dos pais
4) Foi morta intencionalmente por um dos pais
5) Fugiu sozinha e sofreu um acidente

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Novas reflexões sobre o desaparecimento (?) de Madeleine McCann, o Racismo Britânico e tese da “morte acidental” por Kate McCann


(http://img.dailymail.co.uk)

ormou os pais de vítimas em carrascos continua a agitar as mentes e as opiniões como nenhum outro neste Século.

O caso assume a relevência que assumiu devido à condensação nele de uma conjugação rara de factores que explica o seu esmagador mediatismo e que encontra as suas raízes na tradicional sensação de superioridade que sente e exprimem os anglosaxões e os povos germânicos em geral perante os povos mediterrâneos (Club Med). Sem dúvida que não estaria a escrever estas linhas se Madeleine tivesse sido raptada quando os seus pais passavam férias na Cornualha, na Islândia ou na Floresta Negra… Insere-se assim no contexto de um racismo mal escondido característico dos britânicos e que pode ser facilmente constatado em qualquer aldeamento turístico do Allgarve, do Sul de Espanha ou na Grécia. Por essa razão os muito dinâmicos tablóides ingleses se apressaram a tomar partido pelo casa de médicos – modelo familiar acabar da família britânica de sucesso – e contribuiram para a construção mediática de uma imagem de perfeição utópica que ainda hoje é propagandeada pelo site oficial do casal.

Agora, os Media britânicos estão enredados numa densa malha de cumplicidades com a imagem de “pais estremosos” que construiram para melhor vender papel, já que a população britânica não compraria artigos que aludissem à mais remota possibilidade de um dos seus ser um assassino de crianças… Preferindo responsabilizar um pedófilo anónimo e desconhecido, talvez português, talvez espanhol… No máximo lusobritânico (Murat). Antes a Polícia Judiciária era criticada aqui pela sua lentidão e inépcia… Agora porque orientou baterias contra os pais, perante provas periciais que… muito judiciosamente foram recolhidas por um laboratório britânico… Será porque está a acusar “inocentes” (não dizemos que o não sejam) e a desviar o foco da investigação da tese do rapto.

Os índicios existentes: o sangue no jipe alugado 25 dias depois da morte de Madeleine; os vestígios de sangue no cortinado e na parede do quarto; os odores de cadáver na roupa de Kate e no urso que leva sempre consigo; a estranha dormência dos gémeos no quarto agitado na noite do desaparecimento; as contradições quanto à hora do desaparecimento no discurso dos pais, etc, etc. Todos são indícios que apontam para aquela tese que parece reunir hoje mais adeptos em Portugal: a morte acidental da criança por intermédio de uma dose mortífera de sedativos. Mas e então como se explica o sangue nos cortinados, na parede e no jipe? O que fizeram com o corpo? É melhor nem pensar… Mas falamos de um cirurgião, treinado para lidar com corpos humanos como se fossem simples… Máquinas. E de britânicos, povo famoso pela sua fleuma e incapacidade para exprimir emoções… Não quero acreditar, mas as provas apontam neste sentido. É inútil negá-lo e só a cegueira britânica impede os seus media de ver esta evidência: Há pelo menos provas suficientes para considerar Kate e Gerry como suspeitos do desaparecimento da sua filha.

Por fim… Este caso é o caso do Século. Assim como o de Jack, o Estripador o foi do Século XIX, este caso “Madeleine” será e é-o já, o caso do Século. Pela projecção mediática… Pelas pressões diplomáticas do Governo britânico para que a PJ desviasse para aqui meios raros e escassos alocados a outros casos; pelas pressões diplomáticas que levaram ao encontro com o Papa; pelo uso da ciência genética mais avançada do mundo no reconhecimento de escassos vestígios biológicos numa parede ao fimuitas semanas… Pelo uso, enfim, da Internet como ferramenta de promoção de uma Campanha em prol do achamento de Madeleine McCann.

O que acha que aconteceu a Madeleine McCann?1) Foi raptada por uma rede de pedofilia
2) Foi raptada por uma rede de adopção ilegal
3) Foi morta acidentalmente por um dos pais
4) Foi morta intencionalmente por um dos pais
5) Fugiu sozinha e sofreu um acidente

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O Brasil, as Quotas e sobre a classificação racial da população brasileira

“O Brazil tem um grave problema com a pobreza dos negros, mas também é um exemplo da beleza da mestiçagem. Um exemplo que é importante.”

(…)

De facto, existem desde há muito tempo estudos que colocam o Brasil como o exemplo daquilo que daqui a cem anos será a população mundial, uma nova raça das raças, contendo em si mesma todos os traços de todas as raças humanas, mas também existem estudos que colocam este exemplo mundial de tolerância e coexistência inter-racial pacífica com um problema sério e continuado e que tem a ver com a presença constante da sua população negra nos escalões mais baixos da sociedade, e a população branca nos escalões sociais e económicos mais elevados…

“Para resolver este problema, o seu Governo pôr em marcha programas de discriminação positiva, que com o presidente Lula se estenderam ainda mais. Hoje, muitas universidades têm vagas reservadas para aqueles que procedem das escolas públicas e para negros. As quotas dos negros são objecto de feroz controvérsia. Em primeiro lugar, existem objecções de princípio. Maria Teresa Moreira de Jesus, uma poeta e escritora negra, explicou-as assim: «O racismo existe, desde como te tratam numa loja até à forma como te entrevistam para um trabalho, mas basear o acesso sob a forma da raça é outra forma de racismo».

(…)

Já por aqui escrevi sobre estas polémicas políticas de Discriminação Positiva… Escrevi a favor, por essa razão não me alongarei muito nesta tema, tanto mais porque não tenho sobre esta questão uma posição absolutamente firme e inflexível, mas mantenho o cerne da minha posição essencial: Ainda que sejam efectivamente discriminatórias sobre a base racial, introduzem mecanismos de correcção sobre velhos, mas vivos, desiquilíbrios históricos. Sendo negativas, porque podem introduzir algumas injustiças, são menos injustas do que não fazer nada ou deixar o rumo das coisas ao sabor do “mercado”. Na grande balança da Justiça Social, são preferíveis a não fazer nada… E sobretudo cumprem o grande princípio da Ética Utilitarista que tento seguir: a todos de acordo não com as suas capacidades, mas de acordo com as suas necessidades.

“Existe também uma dificuldade prática: numa sociedade tão mesclada e multicolor. Como se decide quem é negro? O problema surgiu de forma muito gráfica no recente caso de dois gémeos idênticos: Alex e Alan Teixeira da Cunha, que solicitaram um lugar na Universidade de Brasília e se inscreveram no programa de quotas. Alan foi aceite por ser negro, Alex foi recusado por não o ser.”

(…)

Se calhar porque o erro está em que as quotas não devem ser estabelecidas de acordo com “raça” (um conceito desactualizado e genéticamente difícil de determinar), mas sim de acordo com o verdadeiro objectivo da política: conceder quotas no Ensino aqueles que mais dificuldade tem em aceder ao dito: isto é, quotas por níveis de riqueza económica e não por raça… A medida seria menos polémica e isenta de acusações raciais, e poderia ser facilmente ser transformada de uma “política de quotas” numa muito mais saudável “política de bolsas”, abrindo também as portas a instituições de ensino privadas.

“Alguns dos movimentos negros do país, muito activos, preferem o termo afrodescendentes. Mas um estudo científico recente sobre o ADN mitocôndrico e nuclear mostrou que mais de 85% da população – incluindo dezenas de milhões de brasileiros que se julgam “brancos” – tem uma carga genética de origem africana de mais de 10% do seu genoma.”

(…)

Mais uma expressão da propensão portuguesa em se mesclar com mulheres de outras origens… Uma das primeiras decisões de Afonso de Albuquerque ao chegar à Índia foi também a mesma decisão de muitos colonos portugueses no Brasil que misturaram o seu sangue com as escravas negras que importavam de África… Este fenómeno não ocorreu nesta escala em nenhuma possessão colonial inglesa ou holandesa, e é essencialmente português e reflecte aquilo que ainda é hoje a “alma portuguesa”: multicultural e tendencialmente disposta a encarar o outro como seu igual… Ainda que a escravatura só tenha sido abolida no Brasil em 1888, o que prejudica um tanto esta imagem, mas mantêm a visão de excepção que aqui apresentamos.

“Os dados recentes do Instituto Oficial de Geografia e Estatística indicam que aproximadamente 50% dos brasileiros se consideram como “brancos”, um pouco mais de 40% como “castanhos”, cerca de 6% como “negros” e menos de 1% como “amarelos” ou “indígenas”. Num gesto cheio de audácia, os representantes dos movimentos negros, alguns apoiados por fundações norte-americanas, propuseram que toda a população não-branca se classifique como “negra”. Assim tudo seria mais simples: branco e negro.”

(…)

“Outros afirmam, horrorizados, que isto equivaleria a importar o pior da classificação radio de tipo norte-americana e negar a mestiçagem característica do Brasil. Se é verdadeiramente necessário que existam quotas de admissão em função da côr – algo que os tribunais dos EUA acabam de declarar discriminatório – pelo menos que se inspirem no método tradicional brasileiro de identificação.”

Mas havendo também 10% de genoma africana mesmo nos ditos “brancos”… Então afinal quantos brancos verdadeiros restariam na população? Zero? E se sim, concordamos com os tribunais americanos na essência discriminatória das quotas, discordamos quanto a medida é encarada como “correcção”, ou como “mal menor que corrige um mal maior”… Na impossibilidade de anular todo o sofrimento acumulado sobre as populações africanas trazidas para as américas como escravos, não temos hoje o dever moral de compensar um pouco deste sofrimento abrindo novas oportunidades que lhes permitam vencer essas limitações? Sim, acredito que temos… Mas havendo no Brasil uma quase impossibilidade de identificar “negros verdadeiros” (ou brancos, por sinal…) então o mais correcto seria estabelecer essas quotas não por raças, mas por… níveis de riqueza.

Fonte: Timothy Garton Ash; El Pais; 15 de Julho de 2007

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Brian May, guitarrista dos… E agora PhD em Astrofísica?

Não sei se conhecem um tal de Brian May

Brian May

Mas pronto. Eu posso adiantar que era o guitarrista do Queen e a notícia é que agora…

Além de ser um dos músicos Rock mais famosos do mundo poderá ser também um “PhD” (Doutorado) em Astrofísica pela Universidade de Exeter depois de ter apresentado uma tese sobre o desvio doppler das particulas de poeira do Sistema Solar e a demonstração de que esta acompanha a rotação dos planetas do Sistema. Aparentemente, May trabalhava e recolhia dados astronómicos durante o auge da carreira da banda Queen na década de 70. Agora, com sessenta anos, decidiu compilar e organizar as suas notas e apresentar a tese à Universidade de Exeter que deverá decidir até 2008 se aprova ou não a tese apresentada…

É curioso como embora tivesse abandonado os estudos para se dedicar a uma carreira tão glamorosa, May tenha mantido o interesse pela Astronomia e que agora com sessenta anos (ok! 59!) não tenha “arrumado a guitarra” e se tenha abalançado aquela que parece ter sido uma das suas grandes vocações: a Astronomia!…

Fontes:

Real Rock News

Daily Telegraph

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Elton John quer fechar a Internet durante 5 anos


(é um homem… é um pato… Não! É Elton John!)

(http://www.itrafik.net)

O conhecido (ok, hoje em dia não tão conhecido como isso…) cantor Elton John declarou recentemente ao jornal “The Sun” que “toda a Internet devia ser desligada porque estava a destruir a música”. Segundo Elton a Internet estaria a reduzir a criatividade e a baixar os padrões da música popular (como se os seus tivessem sido alguma vez particularmente altos, especialmente descontando a altura dos tacões)

E continuou… “Esperemos que o próximo movimento na música vá desfazer a Internet. Seria excelente ver a Internet desligada durante cinco anos e ver que tipo de Arte era produzida durante esse período. Tenho a certeza, da forma que a música agora caminha, que seria muito mais interessante do que a aquela que é hoje.”
Ele fala, fala, mas o seu concerto de aniversário (60 anos!) foi emitido em Streaming Video directamente para a Internet e todo o seu catálogo está disponível para quem o quiser comprar no iTunes “Na próxima semana ele disponibilizará todo o seu acervo, 40 anos de música, para download na internet pela primeira vez, na loja online iTunes.” (ver AQUI). Não espera lá. Será que Elton John se referia apenas aquela parte da Internet onde ele não vende os seus temas? Sim. Deve ser a essa.

Fonte: Hollywoodrag.com

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A cumplicidade do Yahoo na detenção e prisão do jornalista chinês Shi Tao


(O jornalista chinês Shi Tao in http://www.scriptor.org)

O Congresso dos EUA está a investigar as notícias segundo as quais a Yahoo teve parte activa na detenção de um jornalista chinês e na sua posterior condenação a dez anos de trabalhos forçados… Tom Lantos, o presidente da comissão dos Negócios Estrangeiros do Congresso lidera uma equipa que vai apurar a veracidade dos relatos que indicam que o popular motor de busca divulgou informação ao governo chinês sobre o jornalista Shi Tao depois de ter recebido um pedido do governo sobre um e-mail que este jornalista teria enviado da sua conta de mail no Yahoo e onde descrevia algumas das restrições que a censura governamental impunha aos jornalistas na China.

A Fundação Dui Hua que se dedica à defesa dos Direitos Humanos na China publicou um documento (ver AQUI) onde se revela que o Gabinete de Segurança de Pequim pediu à Yahoo o conteúdo do correio electrónico de Shi Tao, ao que esta cedeu a seguinte informação:
“The Yahoo! China web site (http://www.yahoo.com.cn) is owned by Yahoo! Holdings
(Hong Kong) Limited. Cn01edul@yahoo.com.cn is a registered user of Yahoo! China. Attached
are the following three sections of information:
1. The login IP addresses and corresponding times for that email account;
2. The registration information for that email account;
3. The emails from that email account.”
Como se pode ver AQUI

Porque é que a Yahoo e a Google estão a colaborar tão activamente com a supressão do Direito de Expressão na China? Será que a ânsia de entrarem e permaneceram numa das maiores comunidades de utilizadores da Internet do mundo, que em 2001 eram apenas 17 mihões (ver AQUI), e hoje são já 137 milhões, a segunda maior população na Internet e logo atrás dos 200 milhões dos EUA… (a população mundial total ligada à Internet era de 697 milhões em Maio de 2007) (ver AQUI). Sem dúvida que o apetite criado por estes largos milhões de consumidores parece ter feito esmorecer os pudores éticos e morais destas corporações como a Google e a Yahoo (esta num nível superior), e este grave episódio, grave porque correspondeu a uma pena de trabalhos forçados durante 10 anos para Shi Tao, representa que as grandes corporações não podem ser deixadas em livre curso, sem regulamentos nem leis a cumprir no seu país de origem. O pouco destaque dado pelos Media oficiais também é expressivo… Já que na sua maioria são propriedade de grupos económicos que ou já têm, ou esperam vir a ter negócios no “Império do Meio”

Fonte: MS NBC

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Detida por… causa de 10 segundos do filme Transformers…


(http://img207.imageshack.us/img207/4397/movieposterqm1.jpg)

Por cá, com a celeuma e o encerramento do BTuga e no resto do mundo a pressão das associações dos editores de música e cinema está a alcançar um novo paroxismo, só comparável à crise que assola esta ainda muito lucrativa indústria, mas que deverá reduzir as vendas de CDs a zero nos próximos cinco anos… Assim, os lobbies Motion Picture Association of America, a associação do género mais poderosa e influente do mundo conseguiram levar a polícia a aplicar nesta área uma política de “Tolerância Zero”.

Como em todos os radicalismos, a aplicação cega desta medida está a produzir alguns extremos que seriam ridículos se não fossem tão trágicos… Nos EUA, uma jovem de 19 de anos que assistia ao filme Transformers num cinema da Virgínia com a sua namorada arrisca-se a cumprir um ano de prisão e a ter de pagar uma multa de 2500 dólares depois de ter gravado dez segundos do final do filme. Aparentemente, alguém a viu a usar a câmara digital e chamou a polícia (que teve que abandonar uma muito mais perigosa perseguição a um gang juvenil e a retirada de um gato assassino do alto de uma árvore em troca desta perigosa missão). A jovem alega que filmara apenas estes 10 segundos para os mostrar ao seu irmão mais novo, e de facto, parece que não filmou o filme completo, como sucede com tantos screeners que se especializaram nesta actividade ao ponto de o próprio Seinfled lhes dedicar um episódio inteiro…

Sem dúvida que as autoridades devem perseguir a indústria paralela da pirataria, com ramificação e autênticas linhas de montagem estabelecidas a Oriente e sobretudo na China – autêntica capital mundial da contrafacção – e entre ela, os indivíduos que profissionalmente usam câmaras de vídeo para gravarem filmes inteiros nos primeiros dias da sua estreia para depois os colocarem nessas nebulosas redes (este fenómeno acontece a cerca de 90% de todos os filmes), mas este não é o caso! Está estabelecido que a rapariga não pertence a nenhuma “rede” e que gravou apenas 10 segundos do filme, o que lhe retira toda a possibilidade de uso comercial do extracto… Sem dúvida que não foi acto inteligente, mas possui o devido Dolo (intenção) criminosa merecedora de tal pena? Não me parece…

Para combater a pirataria no mundo do audio e do video o que é preciso é imaginação. Imaginação para encontrar novas formas de vender música e cinema que sejam justas, nos preços propostos, sabendo-se que os níveis babilónicos de preços cobrados por cada album ou em cada bilhete ou DVD originais estão na raíz directa do fenómeno da pirataria e, sobretudo, importa focar esforços e energias sobre as redes para-industrias de fabricação de pirataria e de distribuição que com sede no Oriente contaminam todo o planeta… Se a Arte deve sobreviver e ser remunerada de forma a que possa fazer mais é preciso pagar pelo justo valor e castigar os criminosos. Mas daí a ir atrás de estudantes de 19 anos ou de cada um dos 200 mil utilizadores portugueses da rede P2P Btuga… É comprometer ainda mais a imagem já muito má de uma indústria moribunda e entrar em pleno regime autofágico.

Fonte: Plastic.com

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Cinco Factos sobre a Explosão Demográfica


(http://web.inter.nl.net/users/Paul.Treanor/explo.jpg)

  1. A população mundial é de hoje 6,6 biliões. Em 1999 já havia seis biliões de humanos na Terra.
  2. A população mundial cresce a um ritmo de 2,45 pessoas por segundo
  3. Se toda a população da China saltasse ao mesmo tempo, isso provocaria um tremor de terra com a mesma energia da explosão de uma tonelada de TNT
  4. Em 1800, 2,4% da população terrestre vivia nas Américas. Em 2006, o valor era de 14%.
  5. A população mundial chegou a 1 bilião em 1804, 2 biliões em 1927, biliões em 1960, 4 biliões em 1974, 5 biliões em 1987 e 6 biliões em 1999.

Pois é… Embora hoje, com todas as notícias negativas sobre a Globalização e o Aquecimento Global o problema da Explosão Demográfica saiu dos escaparates e do foco dos Media. Mas o problema continua aqui e a sua gravidade não cessa de se agravar… A imensa pressão demográfica sobre os países africanos e sobre as suas cidades é um dos maiores problemas que África tem que vencer… E as imensas massas asiáticas, cujo número é a verdadeira raíz dos baixos preços da sua mão-de-obra e razão primeira para as baixas condições laborais aqui praticadas ameaçam revoltar-se – esmagadas pela pressão dos números e por um êxodo rural cada vez mais insustentável – e engolir as cidades chinesas e indianas sobre uma vaga irreprimível de revoltas e conflitos sociais… A pressão demográfica, com o consequente consumo e delapidação sistemática dos recursos naturais é também a maior pressão actualmente existente contra o Ambiente. Este é um problema que deve ser encarado e não esquecido, como o é actualmente e tornado rapidamente numa prioridade, já que é importante que todos os países encontrem a estabilidade demográfica (não o retrocesso como sucede hoje na Europa) e cessem com estes crescimentos demográficos irracionais, insustentáveis e assassinos para a qualidade de vida e para o meio ambiente.

O silenciamento quase total sobre a preemência do problema global que é a Explosão Demográfica, com a crescente e cada vez mais evidente cumplicidade dos Media do “sistema”, dominados directamente pelos grandes grupos económicos ou indirectamente pela via dos chorudos contratos publicitários é um fenómeno cada vez mais claro… Aos teóricos e defensores neoliberais da Globalização interessa potenciar o crescimento demográfico, já que estes serve os seus propósitos. Por um lado, o aumento do número de trabalhadores e a competição que exercem entre si, contribui para baixar o custo do trabalho e reduzir a contestação contra condições laborais decrescentes no Ocidente e no Oriente. Por outro lado, o aumento de população, aumenta o universo de possíveis consumidores, especialmente nos países que têm assistido à erupção de uma classe de “novos ricos”, como na China e na Índia… Estes interesses confluentes, mais o controlo mais ou menos absoluto dos Media têm garantido a quase desaparição de notícias sobre a Explosão Demográfica, particulamente aguda agora, quando as profecias mais pessimistas da década de 80 se confirmaram: 6,6 biliões de seres humanos sobre a Terra!

Fonte: Daily Express, 12 de Julho de 2007

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O Google, a Censura e a China


(http://www.danieltercero.net)

Como sabemos, “Google” é hoje particularmente sinónimo de “Internet”… A empresa tem assim imensas responsabilidades que advêm directamente dos seus imensos lucros e da sua posição central naquilo que é hoje a experiência de navegação para a maioria doscibernautas de todo o mundo. Este papel imenso, acarreta igualmente responsabilidades imensas… Por isso é muito chocante a ainda mais revoltante que a a versão chinesa do popular motor de Busca (www.google.cn ) continue a praticar censura e a comungar com o regime chinês na repressão aos direitos humanos do seu povo e do Tibete ocupado… A censura aplicada pela Google ma China pode ser facilmente testada através de buscas sobre palavras “proibidas” indicadas pelo governo e implementadas pela Google, como “Falun Dafa” (a seita proibida Falungong), “independência” e “tibete“, “democracia” e outras são alvo de filtros de conteúdo que alteram os resultados obtidos na versão chinesa do Google…

Um caso em especial é particularmente flagrante e recomendo vivamente que o testem vocês próprios:
Experimentem aceder ao www.google.cn e escrever “tank tiananmen” e clicar na segunda palavra acima da caixa de texto (que activa a busca por imagens). Observem as imagens encontradas.

Agora acedam à versão portuguesa (www.google.pt ) ou inglesa (www.google.com) e procurem pelas mesmíssimas palavras “tank tiananmen” e reparem se agora os resultados não completamente diferentes… Onde está está imagem, por exemplo?

Censura! E admitida oficialmente pela própria Google quando insere na versão chinesa do seu motor de busca o disclaimerIn order to comply with local laws and regulations, some of your search results will not be shown”, frase que aparece sempre que se procura por um conteúdo censurado. Não acreditam? Regressem à tal página de busca por “tank tianamen“, façam copy da frase em footer 据当地法律法规和政策,部分搜索结果未予显示。e traduzam-na no próprio tradutor do Google (http://www.google.pt/language_tools?hl=pt-PT)

Porque é que uma das empresas mais importantes na Internet cedeu a colaborar com a censura de um dos governos mais ditatoriais e repressivos do mundo? Não tinha a corporação autoridade e força suficiente para fazer vencer a liberdade dos seus resultados? De que serve o acesso à Internet se a Google (com 27% do share de motores de busca na China) se junta aos outros motores de busca chineses, também eles violentamente censurados e se proíbem efectivamente o acesso a sites com conteúdo censurado?

Não dá vontade de… Começar a procurar alternativas a uma empresa que alinha tão fácilmente com a censura do regime chinês?

Fonte: RFA.org

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Rejeitar o “O que Quero” e aderir ao princípio “O que Preciso”


(http://www.mtholyoke.edu)

Devemos mudar o paradigma das nossas vidas enquanto consumidores do “O que Queremos” para “O que Precisamos”. E rejeitar este furor consumista que os Media as Corporações nos pretendem incutir e ensinar as virtudes da redução de Consumo, na qualidade de vida, na redução do Desejo e das lutas psicológicas que daí advêm, às nossas crianças… A manutenção do Ambiente, a instauração de níveis de industrialização razoáveis e a própria limitação e não-renovação das riquezas naturais devia fazer assentar o primado das Economias sobre os crescimentos moderados ou estáticos (nos países mais desenvolvidos) e favorecer melhores padrões de vida, de pensamento e de Cultura mais saudáveis para o Homem e para o meio natural.

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Porque é que o sistema de Saúde não pode ser totalmente privatizado: O exemplo de insucesso dos EUA


(Michael Moore, o autor do documentário Sicko)

Os EUA são o único país do mundo que confia totalmente num sistema de seguros de saúde privados para cobrir com uma rede de cuidados de saúde toda a população, são por isso mesmo, o melhor exemplo para aquilo que seria a aplicação de um modelo idêntico, ou de um modelo mais privatizado do que o actual em Portugal, como pretende as empresas de Seguros portuguesas e como parecem ir caminhando os sucessivos governos (sempre mais ou menos frágeis na resistência aos interesses destes poderosos grupos financeiros).

Por isso é tão importante compreender como funciona o modelo americano, se é mais eficaz, no que concerne estrito tratamento dos doentes, mais eficaz, no que concerne aos custos e, sobretudo compreender se um sistema de saúde totalmente privatizado e controlado pelas seguradoras é melhor do que os sistemas mais ou menos estatais em funcionamento na Europa. Foi assim com grande interesse que ouvi a última edição dopodcast “Behind the news with Doug Henwood” com o próprio e que pode ser ouvido por AQUI dedicado precisamente ao tema, e inspirado pelo último e sempre polémico documentário de Michael Moore intitulado “Sicko“.

Desde logo coloca-se num sistema destes a primeira grande dúvida: Um sistema essencialmente privado e detido pelas seguradoras serve os verdadeiros objectivos de um Sistema de Saúde? Estes devem ser a Saúde, isto é, a redução do sofrimento humano e dos níveis de mortalidade… Idealmente no seio de um sistema económico e financeira sustentável, presume-se. Mas as grandes seguradoras não respondem perante os seus accionistas no que concerne ao número de vidas salvas, de operações realizadas com sucesso, de sofrimento reduzido, mas quanto à sua capacidade de obterem retorno para o investimento e quanto à sua rentabilidade e crescimento dos seus lucros (ou dogma neoliberal em vigor, considera em crise todas as empresas que não obtenham crescimento dos seus lucros na casa dos dois dígitos). Esta colisão de interesses: Saúde vs Dinheiro pode ser desde logo a primeira incompatibilidade insanável que um sistema de saúde totalmente privatizado tem que enfrentar.

É certo que todas as sondagens indicam que a maioria dos americanos estão satisfeitos com o sistema de saúde actual… Mas estes 85% geralmente presentes nas sondagens correspondem também aos que não usam plenamente o sistema. E de facto, no sistema dos EUA as consultas e operações de rotina – geralmente de baixo valor – são rotineiramente pagas e aceites pelas seguradoras, mas as cirurgias mais dispendiosas são recusadas numa taxa média superior a 30% e só depois do doente conseguir provar a necessidade da mesma, com documentos médicos é que são recusadas, e mesmo assim, nem sempre… De permeio perde-se um tempo precioso, especialmente em casos de cancros… E uma parcela dos doentes acabam por não contestar e – dada a urgência – pagar por inteiro a cirurgia… As empresas abusam assim do estado psicológico mais frágil em que se encontram os seus doentes para recusar as despesas mais elevadas… Enquanto as despesas se resumirem às de consultas ou de pequenas cirurgias, tudo bem, são pagas. Mas se aumentam, tornam-se “mais clientes” e começam as rejeições… E que não se pense que tal não se passa já em Portugal… Porque se passa e conheço casos concretos, aos quais – felizmente – o sistema público acabou por dar solução.

Se as despesas de Saúde de um utente de uma Seguradora excedem um determinado patamar, algumas limitam-se a cancelar o contrato! Como sucedeu com a Blue Cross, na Califórnia, tendo o tribunal obrigado a dita seguradora a pagar indemnizações no valor de 1 milhão de dólares aos lesados (ver AQUI). Segundo ficou provado em tribunal, a BlueCross realizou uma “limpeza” à base de dados dos seus clientes, procurando aqueles que não se encaixavam, ou seja, aqueles que estavam doentes ou que tinham estado doentes recentemente e pura e simplesmente cancelou unilateralmente os contratos.

Os defensores do modelo privado em vigor nos EUA recorrem geralmente a um par de argumentos de crítica dos sistemas essencialmente estatais correntes na Europa: impossibilidade de escolher o clínico por parte do doente e longos tempos de espera até à consulta, tratamento ou cirurgia. Mas o professor Len Dodberg do “National Wealth Program” deita por terra estas alegações infundadas… É que nos EUA os tempos de espera entre a marcação de uma consulta e a realização da mesma oscilam em média, entre as 6 às 8 semanas. E pior… Como nos EUA não existem listas de espera formais e monitorizadas, não têm também maneira de prioritizar os casos importantes sobre os menos importantes. Na Europa, nos sistemas nacionais de Saúde não existem praticamente listas de espera para cirurgias ou diagnósticos oncológicos, ao contrário do que sucede nos EUA. Recentemente, o responsável médico máximo pela Aetna (a maior companhia americana da área) admitiu que o tempo médio de espera até à realização de uma consulta de clínica geral de 17 dias, 38 dias para dermatologia e para uma cirurgia oncológica de 30 dias eram “inadmissíveis”, nas suas próprias palavras!

Nos EUA, os problemas de Saúde são actualmente a maior causa de bancarrota entre os particulares (em 2005 esta causa era a de “apenas” 50% dos casos). Na Europa isso é impensável, já que os casos realmente graves são custeados pelo orçamento público, não pelos particulares que adoecem ou pelos sistemas de seguros de saúde que com a renitência ou negação referidas nos parágrafos mais acima as vão pagando…

E o sistema americano de Seguros Privados de Saúde é o mais barato? Os defensores das teses neoliberais e do dogma do “privado > gestão mais eficiente que o Estado” diriam que sim… Mas não é isso que se passa! Os preços do medicamentos nos EUA são os mais caros do mundo e muitos americanos que vivem na zona da raia canadiana, vão ao Canadá comprar os seus medicamentos (ver AQUI ). E o próprio sistema de saúde dos EUA gasta o dobro da média das nações industrializadas, com uns espantosos 7129 dólares médios percapita !… E o pior é que 1/6 da população americana não está coberta por qualquer sistema de saúde, e mesmo 1/5 dos trabalhadores, também já não estão… É que se durante décadas foi norma quase obrigatória que todas as empresas concedessem a todos os funcionários planos de saúde, hoje, com a compressão aos custos imposta pela regra do “double digit” no crescimento dos lucros, até as maiores empresas estão a reduzir benefícios ou a não incluir planos de saúde nas suas novas admissões de pessoal… E uma boa parte destes custos advêm precisamente do uso de sistemas de saúde privados, múltiplos e redundantes entre si (por oposição a um sistema de saúde único e nacional), que respondem em custos burocráticos e administrativos por 31% dos custos totais do sistema (350 biliões de dólares por ano!).

Ou seja, não dos melhores sistemas no que concerne à qualidade do serviço prestado… Já vimos que não é também dos mais económicos ou eficientes financeiramente falando… E no global também não é nada brilhante! A Organização Mundial de Saúde coloca os EUA num humilhante 37º lugares (dados de 2000), com registos particularmente maus na importante área da mortalidade infantil (onde Portugal continua no topo das nações desenvolvidas). Estamos assim perante um sistema caro e ineficiente, mas altamente lucrativo para as empresas financeiras que se alimentam dele.

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O Canadá proíbe a comercialização de sementes com o “Terminator Gene”


(http://www.radio-canada.ca)

O parlamento canadiano proibiu a entrada e comercialização no país de sementes híbridas manipuladas geneticamente de forma a não produzirem sementes… Estas novas sementes (OGM: Organismos Geneticamente Modificados) patrocinados e comercializados pelas grandes multinacionais americanas da agroindustria como a Monsanto colocam os agricultores que as compram na estrita de dependência de terem que comprar novas sementes às multinacionais todos os anos, já que o trigo e o milho cultivado com estas foi artilhado de forma a não… produzir sementes. O gene alterado (“terminator gene”) impediria assim a utilização das sementes geradas naturalmente pelo trigo e que no Canadá se estimar rondarem os 20% de todas as sementeiras, aumentando assim de forma imoral as vendas destas multinacionais e reduzindo ainda mais as margens destes agricultores…

 

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Sobre o aumento dos fluxos migratórios da Bulgária e Roménia para a Europa ocidental

Embora na altura da adesão à União Europeia, os dirigentes búlgaros e romenos se tivessem multiplicado em declarações assegurando que não havia uma “marcha para Oeste” dos seus cidadãos, efectivamente, não é isso que está a acontecer… Ao Reino Unido, somente, afluem 70 mil búlgaros e romenos por mês (Junho de 2007)… Um número que ultrapassa em muito os 30 mil visitantes registados em Junho de 2006. Destes, uma parte serão verdadeiros turistas, mas a maioria está a procurar trabalho no Reino Unido e nos demais países europeus do Ocidente, e sinal disso mesmo é o facto de uma das ocupações profissionais mais comuns nestes visitantes ser a de… “profissional circense”.

Os cidadãos dos países europeus e de outras origens não devem ter que procurar no exterior emprego ou alternativas para uma vida melhor… Idealmente deveriam ser criados mecanismos para lhes propiciar no local as devidas condições para viverem dignamente. A abertura de fronteiras implícita à adesão destes países – ainda que com limitações – vai desviar para fora da Roménia e da Búlgaria alguns dos seus mais dinâmicos elementos e parte significativa da juventude que ainda resta, removendo condições para promover o desenvolvimento local… É claro que a envelhecida Europa precisa de emigração para compensar a sua estagnação demográfica, e estes influxos migratórios são necessários e devem ser estimulados, mas o facto de existirem com esta dimensão implica o falhanço do modelo de desenvolvimento seguido nos seus países de origem, especialmente na Roménia, país que aderiu de forma tão cega e obediente aos dogmas neoliberais e que continua a não conseguir cativar a sua população apesar de indicadores macro-económicos supostamente animadores.

Fonte: Daily Express, 12 de Julho de 2007

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Sobre a proposta britânica para uma “Fat Tax”

Segundo um estudo da Universidade de Oxford, 3200 mortes anuais – só no Reino Unido – poderiam ser evitadas se o governo impusesse uma taxa sobre alimentos pouco saudáveis. Esta taxa deveria ser pesada e levaria os consumidores a evitar produtos não-taxados, mais saudáveis e nutritivos do que o leite gordo, hamburgers, bacon, sal, manteiga, açúcar, bolos e tartes.

As virtudes da aplicação de uma taxa deste teor são evidentes: para além de servirem de receita para o Orçamento de Estado, aumentariam o nível de Saúde da população, aliviariam o sobrecarregado sistema de saúde das doenças e mortes provocadas por irregularidades alimentares (uma das maiores causas de problemas de saúde, actualmente no Ocidente) e favoreceriam o desenvolvimento das economias locais, já que a maioria dos produtos afectados resultam de importações ou são produtos da agroindústria de grande escala produtiva. E é possível utilizar adoçantes de substituição em vez de açúcar, reduzir o consumo de carne e assim contribuir para um melhor e mais racional aproveitamento da terra e da água, aumentar a qualidade do meio ambiente reduzindo os consumos mais nocivos para o mesmo e para a nossa Saúde.

É claro que uma medida destas – discutida hoje no Reino Unido – tem aspectos negativos… Em primeiro lugar, o seu primeiro alvo seriam provávelmente as famílias de rendimentos mais baixos, que geralmente, têm hábitos alimentares de pior qualidade que seriam – sobretudo – aquelas onde um pequeno aumento de preços teria um impacto muito mais sensível do que sobre as de mais altos rendimentos… Mas este possível impacto leva à verdadeira questão: O que são os impostos? Será que é legítimo serem usados como forma “punitiva” de corrigir comportamentos e atitudes anti-sociais? Não é isso ao fim ao cabo que se passa hoje com a carga fiscal sobre o tabaco? Alguém nega que um regime alimentar irracional contribui para uma vida incompleta e para um auêntico pesadelo de saúde pública merçê da obesidade (as crianças portuguesas já são das mais obesas da Europa) e de uma multiplicação dos problemas cardíacos?

Assim, é nossa opinião que uma “Fat Tax” faz todo o sentido, tem cobertura ética e é legitimada pelo bem superior que é a nossa Saúde e a dos outros… É claro que o ideal seria bloquear este marketing assassino que as multinacionais da agroindústria nos enfiam olhos dentros por todos os Media possíveis e existentes… É claro que o ideal seria que todos tívessemos os mesmos níveis de Educação e informação suficientes para nos afastarmos destes regimes alimentares assassinos… Mas na falta de um mundo perfeito, é possível estabelecer mecanismos correctivos e a ferramenta fiscal pode ser usada legitimamente para cumprir esse fim.

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A “Commission for Racial Equality” britânica apela à retirada de “Tintin no Congo”

A “Commission for Racial Equality” britânica apelou à rede de lojas de consumo Borders que removessem o livro de banda desenhada “Tintin no Congo” das suas prateleiras uma vez que segundo a comissão o livro de Hergé “faz os povos negros aparecerem como macacos e falarem como imbecis.” Em resposta, a Borders deslocou os livros dos seus expositores principais e de crianças para a secção de adultos, afirmando que “preferia deixar aos clientes a capacidade de escolha”.

Aos olhos contemporâneos, a obra de Hergé (desenhada na década de 30, em pleno colonialismo belga no Congo) é efectivamente racista, retratando os africanos como debéis mentais e incapazes de qualquer forma de auto-governo distinta da dos seus “patronos” europeus… Os episódios de caça desregrada e excessiva são também comuns nesta obra de época, assim como um eurocentrismo cultural e religioso radicais… É sem dúvida uma obra que não pode ser lida fora de contexto e que exige um certo nível de crítica e conhecimento para ser amplamente apreciada e compreendida. Por isso, concordamos com as criticas quanto à sua presença nas secções infantis, especialmente porque o livro é comercializado sem secções explicatórias ou contextualizantes, nem para públicos adultos, e muito menos para públicos infantis ou juvenis, como devia… O próprio Hergé no final da sua vida afirmava frequentemente que não se orgulhava do seu teor racista, nem do anticomunismo primário presente noutra sua obra “Tintin entre os sovietes” e preferia “fazer desaparecer” esses dois dos seus primeiros albuns de banda desenhada. Por isso, a decisão da Borders está mais do que acertada, pena sendo apenas que a tenha tomado apenas depois das críticas públicas… Pena é também que ainda não exista esse prefácio escrito ou ilustrado que contextualize essa obra do autor belga… Mas isso compete às editoras e aos órgãos de monitorização de fenómenos de racismo europeus…

Fonte: Daily Express, 12 de Julho de 2007

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Como conseguem os ilusionistas… Serrar uma mulher ao meio?

Um dos truques mais velhos e ainda assim, impressionantes, do arsenal de qualquer ilusionista é a “serragem de uma mulher a meio” (por alguma razão, o número de “serragem de um homem a meio”, não parece ser muito popular).

De novo, recorremos à nossa fonte preferida nestes assuntos, o site do www.mallusionist.com para desvendar o mistério desta Ilusão… Existem centenas de variações do truque, que vão desde espantosas decapitações a cortes triplos e quadruplos com recurso a um extenso leque de instrumentos, desde a serra rotativa mais clássica até ao laser de David Copperfield. Mas todas elas assentam no mesmo princípio…
Segundo este, o ilusionista e a sua assistente apresentam-se à assistência colocando a dita dentro de uma caixa fechada, vertical ou horizontalmente disposta e com aberturas para a cabeça, pés e mãos. Com a assistente devidamente instalada dentro da caixa, o Ilusionista começa a sua operação de “corte” e quando esta termina, separa a caixa numa ou várias partes, expondo-as ao público… De seguida, torna a reunir o conjunto, e a assistente sai ilesa da caixa.

Ora, segundo o Mallusionist, existem dois processos para levar esta ilusão a bom termo, sem cumprir a nefasta necessidade de sacrificar uma assistente por cada espectáculo… Segundo o primeiro, o ilusionista recorre a duas assistentes, ambas com cerca de metade de uma mulher de estatura normal, colocando uma sobre os ombros da outra e ambas alojadas dentro de um único… vestido. O segundo método, muito mais convincente e utilizado, consiste no uso de uma assistente treinada nas artes do contorcionismo (já repararam como neste truque nunca chamam ninguém do público?…) e que com um conjunto muito convincente de pernas falsas, dotadas de animatrónica simula uma caixa cheia, mas que de facto, está apenas metade… cheia de assistente de ilusionista… Logo que a ginastica assistente é encerrada dentro da caixa, umas molas afastam o chão da metade inferior da caixa para o topo desta metade e a assistence aloja as suas pernas na metade que lhe resta, podendo de seguida, ser executado o truque com toda a segurança. Quando a caixa é novamente reunida nas suas duas metadas, a mola torna a descer, por força dos pés da assistente e trancada na base da sua metade da caixa.

Fonte: Mallusionist

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As tabelas das “100 cidades do mundo” da www.citymayors.com: As 100 cidades mais ricas, As cidades com mais qualidade de vida e as mais… “Amigas da Internet”

Aqui, pelo www.citymayors.com podemos ver qual é a posição relativa de Lisboa comparada com outras capitais no mundo segundo estas tabelas comparativas elaboradas em 2005 (o último ano para o qual existem os dados em análise).

Em termos de riqueza (ver AQUI) as maiores cidades do mundo não sofreram alterações nos últimos anos, e a lista continua a ser encabeçada por Tóquio, seguida de Nova Iorque, Los Angeles, Chicago, Paris e Londres. Lisboa, aparece logo abaixo da capital da Arábia Saudita (Riyadh) e imediatamente acima de Vancouver, no Canadá, com um PNB de 79 Bn USDs…

62

Riyadh Saudi Arabia

80

63

Lisbon Portugal

79

64

Vancouver Canada

79

Sem dúvida que as maiores cidades do mundo são economicamente tão importantes como muitos pequenos e médios países… Excelentes exemplos desta afirmação são Tóquio e Nova Iorque que, sózinhas e cada uma, têm um PNB tão elevado como toda a Espanha ou como a grande nação canadiana!… E até Londres, tem um PNB idêntico ao da Suécia ou da Suíça, tidos como um todo!… Lisboa, por sua vez… Tem um PNB anual quarenta vezes superior ao de Moçambique… mas menos de um décimo do Brasil inteiro (quase 2 triliões de USDs como se pode ver AQUI o que o torna aliás a 11ª economia do mundo)

As chamadas “economias emergentes” estão a consolidar-se na lista das 100 mais ricas cidades do mundo, com especial destaque para a Cidade do México, Buenos Aires, São Paulo e Rio de Janeiro… Assim demonstrando que a China – apesar do grande crescimento do seu PIB nos últimos anos – continua a não conseguir colocar nenhuma cidade sua nesta lista… É certo que a Índia já conta com 3 cidades neste “Top 100”, mas o Brasil também inseriu aqui duas novas cidades, o que dá uma boa medida do crescimento do nosso irmão sul-americano…

Em termos de qualidade de vida (ver AQUI), as cidades europeias e australianas merecem um especial destaque… Mas Paris está apenas no 33º lugar, assim, como Londres, no 39º. As cidades suíças, no Europa, encabeçam a lista de cidades do mundo com mais qualidade de vida, e logo… São boas opções de emigração… Mas Vancouver (no Canadá) e Frankfurt (na Alemanha) estão logo atrás. Muito previsivelmente, a pior cidade desta lista de 100, é… Bagdad no Iraque… Vá-la saber-se porquê…

2007 Rank

2006 Rank

City

Country

Points

1

1

Zurich Switzerland

108.1

2

2

Geneva Switzerland

108.0

=3

3

Vancouver Canada

107.7

=3

4

Vienna Austria

107.7

=5

5

Auckland New Zealand

107.3

=5

6

Düsseldorf Germany

107.3

7

7

Frankfurt Germany

107.1

8

8

Munich Germany

106.9

=9

9

Bern Switzerland

106.5

=9

9

Sydney Australia

106.5

11

11

Copenhagen Denmark

106.2

12

12

Wellington New Zealand

105.8

13

13

Amsterdam Netherlands

105.7

14

14

Brussels Belgium

105.6

15

15

Toronto Canada

105.4

16

16

Berlin Germany

105.2

17

17

Melbourne Australia

105.0

=18

18

Luxembourg Luxembourg

104.8

=18

21

Ottawa Canada

104.8

20

20

Stockholm Sweden

104.7

21

21

Perth Australia

104.5

22

22

Montreal Canada

104.3

23

23

Nürnberg Germany

104.2

=24

25

Calgary Canada

103.6

=24

25

Hamburg Germany

103.6

26

31

Oslo Norway

103.5

=27

24

Dublin Ireland

103.3

=27

27

Honolulu USA

103.3

29

28

San Francisco USA

103.2

=30

29

Adelaide Australia

103.1

=30

29

Helsinki Finland

103.1

32

31

Brisbane Australia

102.8

33

33

Paris France

102.7

34

34

Singapore Singapore

102.5

35

35

Tokyo Japan

102.3

=36

37

Lyon France

101.9

=36

36

Boston USA

101.9

38

37

Yokohama Japan

101.7

39

39

London UK

101.2

40

40

Kobe Japan

101.0

41

44

Barcelona Spain

100.6

=42

45

Madrid Spain

100.5

=42

51

Osaka Japan

100.5

=44

41

Washington DC USA

100.4

=44

41

Chicago USA

100.4

46

43

Portland USA

100.3

47

53

Lisbon Portugal

100.1

48

46

New York City USA

100.0

=49

51

Milan Italy

99.9

=49

47

Seattle USA

99.9

No que respeita a “Cidades-Internet” europeias (ver AQUI) os dados são apenas de 2004, mas mostram a capital dinamarquesa de Copenhaga (aliás, a ganhadora global das melhores cidades do mundo), como a líder nesta categoria. Lisboa aparece bem no meio da lista, na posição 50º e o Porto na posição 83ª…

1: Copenhagen, Denmark, http://www.kobenhavn.dk
2: Berlin, Germany, http://www.berlin.de
3: Stuttgart, Germany, http://www.stuttgart.de
4: Bremen, Germany, http://www.bremen.de
5: Hamburg, Germany, http://www.hamburg.de
6: Arhus, Denmark, http://www.aarhus.dk
7: Cologne, Germany, http://www.stadt-koeln.de
8: Helsinki, Finland, http://www.hel.fi
9: Vienna, Austria, http://www.wien.at
10: Barcelona, Spain, http://www.bcn.es
11: Odense, Denmark, http://www.odense.dk
12: Graz, Austria, http://www.graz.at
13: Tampere, Finland, http://www.tampere.fi
14: Mannheim, Germany, http://www.mannheim.de
15: Turin, Italy, http://www.comune.torino.it
16: Duesseldorf, Germany, http://www.duesseldorf.de
17: Hanover, Germany, http://www.hannover.de
18: Stockholm, Sweden, http://www.stockholm.se
19: Espoo, Finland, http://www.espoo.fi
20: Dortmund, Germany, http://www.dortmund.de
21: Florence, Italy, http://www.comune.firenze.it
22: Wuppertal, Germany, http://www.wuppertal.de
23: Essen, Germany, http://www.essen.de
24: Munich, Germany, http://www.muenchen.de
25: Duisburg, Germany, http://www.duisburg.de
26: Frankfurt, Germany, http://www.frankfurt.de
27: Milano, Italy, http://www.comune.milano.it
28: Bielefeld, Germany, http://www.bielefeld.de
29: Zurich, Switzerland, http://www.stadt-zuerich.ch
30: Leipzig, Germany, http://www.leipzig.de
31: Linz, Austria, http://www.linz.at
32: Nuremberg, Germany, http://www.nuernberg.de
33: Gothenborg, Sweden, http://www.goteborg.se
34: Dresden, Germany, http://www.dresden.de
35: Valencia, Spain, http://www.ayto-valencia.es
36: Geneva, Switzerland, http://www.ville-ge.ch
37: Bonn, Germany, http://www.bonn.de
38: Bochum, Germany, http://www.bochum.de
39: Ghent, Germany, http://www.gent.be
40: Madrid, Spain, http://www.munimadrid.es
41: Nantes, France, http://www.mairie-nantes.fr
42: Malmo, Sweden, http://www.malmo.se
43: Verona, Italy, http://www.comune.verona.it
44: Bologna, Italy, http://www.comune.bologna.it
45: Antwerp, Belgium, http://www.antwerpen.be
46: Hull, UK, http://www.hullcc.gov.uk
47: Rotterdam, Netherlands, http://www.rotterdam.nl
48: Kirklees, UK, http://www.kirklees.gov.uk
49: Warsaw, Poland, http://www.warszawa.um.gov.pl
50: Lisbon, Portugal, http://www.cm-lisboa.pt
51: Charleroi, Belgium, http://www.charleroi.be
52: Bilba, Spain, http://www.bilbao.net
53: Padua, Italy, http://www.comune.padova.it
54: Leeds, UK, http://www.leeds.gov.uk
55: Paris, France, http://www.mairie-paris.fr
56: Plymouth, UK, http://www.plymouth.gov.uk
57: London, UK, http://www.london.gov.uk
58: Marseille, France, http://www.mairie-marseille.fr
59: Rennes, France, http://www.ville-rennes.fr
60: Wolverhampton, UK, http://www.wolverhampton.gov.uk
61: Amsterdam, Netherlands, http://www.amsterdam.nl
62: The Hague, Netherlands, http://www.denhaag.nl
63: Nice, France, http://www.ville-nice.fr
64: Budapest, Hungary, http://www.budapest.hu
65: Montpellier, France, http://www.mairie-montpellier.fr
66: Bradford, UK, http://www.bradford.gov.uk
67: Basel, Switzerland, http://www.basel.ch
68: Saragossa, Spain, http://www.ayto-zaragoza.es
69: Luxembourg, Luxembourg, http://www.luxembourg-city.lu
70: Manchester, UK, http://www.manchester.gov.uk
71: Trieste, Italy, http://www.comune.ts.it
72: Genova, Italy, http://www.comune.genova.it
73: Alicante, Spain, http://www.alicante-ayto.es
74: Venice, Italy, http://www.comune.venezia.it
75: Palermo, Italy, http://www.comune.palermo.it
76: Bergen, Norway, http://www.bergen.kommune.no
77: Strasbourg, France, http://www.mairie-strasbourg.fr
78: Eindhoven, Netherlands, http://www.eindhoven.nl
79: Cardiff, UK, http://www.cardiff.gov.uk
80: Vigo, Spain, http://www.vigo.org
81: Oslo, Norway, http://www.oslo.kommune.no
82: Gijon, Spain, http://www.ayto-gijon.es
83: Porto, Portugal, http://www.cm-porto.pt
84: Nottingham, UK, http://www.nottinghamcity.gov.uk
85: Malaga, Spain, http://www.ayto-malaga.es
86: Dublin, Ireland, http://www.duplincorp.ie
87: Utrecht, Netherlands, http://www.utrecht.nl
88: Toulouse, France, http://www.mairie-toulouse.fr
89: Bordeaux, France, http://www.mairie-bordeaux.fr
90: Bristol, UK, http://www.bristol-city.gov.uk
91: Bratislava, Slovak Republic, http://www.bratislava.sk
92: Palma de Mallorca, Spain, http://www.a-palma.es
93: Lyon, France, http://www.mairie-lyon.fr
94: Edinburgh, UK, http://www.edinburgh.gov.uk
95: Istanbul, Turkey, http://www.ibb.gov.tr
96: Catania, Italy, http://www.comune.ct.it
97: Cork, Ireland, http://www.corkcorp.ie
98: Las Palmas, Spain, http://www.laspalmasgc.es
99: Seville, Spain, http://www.sevilla.org
100: Trondheim, Norway, http://www.trondheim.kommune.no

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Daquilo que se passa no mundo e o empurra para os biocombustíveis…

Como saberão aqueles que mais frequentam estas paragens da Internet lusófona conhecida pelo nome de “Quintus” alimento desde há algum tempo as minhas dúvidas sobre a validade da opção Etanol como substituto do Petróleo (Gasolina ou Diesel)… A indústria petrolífera parece ter parado negado tão assertivamente a existência de um “Pico Petrolífero” e procura converter-se rápidamente para outras fontes de energia, como tem feito a BP com a sua nova orientação “verde” (ver AQUI) e muitas outras empresas e investidores como George Soros (obrigado ao Golani pelo alerta AQUI publicado). As petrolíferas procuram assim novas fontes de rendimentos no momento em que o petróleo está a dar as últimas…

E uma das opções mais fortes da actualidade são os biocombustíveis, na forma de biodiesel ou Etanol… Especialmente no Brasil, dado o rendimento local da cultura da cana do açúcar.

Mas alguns estudos lançam cada vez mais dúvidas sobre este panorama… Um estudo conduzido pelo investigador brasileiro David Pimentel, professor de ciências ecológicas e agricultura da Universidade Cornell, nos EUA e por Tad Patzek, de Berkeley, defendem que o retorno energético por cada unidade de combustível fóssil é de 0,778 no metanol do milho (comum nos EUA), de 0,63 no etanol da madeita e de 0,53 no biodiesel da soja (EUA). Estes espantosos números resultam do somatório de toda a energia necessária para produzir uma unidade de etanol, desde a das máquinas empregues no cultivo, até ao transporte e transformação industrial. David Pimentel alerta também para o facto de que a multiplicação de campos de cana ou milho para produção de etanol vai multiplicar necessáriamente o consumo de pesticidas e fertilizantes, assim como o de água e logo agravar a contaminação das águas e a sobreutilização dos solos com as consequentes perdas de rendimento e aumento da erosão dos solos…

Na verdade, todo este movimento para o Etanol e para os biocombustíveis cheira mal… Cheira a influência e aplicação do imenso poder da indústria automóvel, ansiosa por fazer absorver os seus excedentes de produção apoiando assim a renovação da frota de perto de um bilião de automóveis que há no mundo e substituindo-a por veículos capazes de consumir biocombustíveis e não híbridos, já que estes serão mais caros e logo, exigirão uma margem de lucro mais contida… Como aliados, contam com as ultra-poderosas petrolíferas, perfeitas conhecedoras do “pico petrolífero” que agora se vive e investindo em força no Etanol brasileiro e noutros biocombustíveis por todo o mundo, procurando formas de sobreviver ao fim do petróleo que se avizinha… Para dominar estes novos combustíveis têm capitais e redes de distribuição monumentais e aptas para aniquilar qualquer concorrência que se lhes possa deparar… Aliados a este “Eixo” contam-se ainda as multinacionais do ramo alimentar como a turva “Monsanto”… Que já controlam a produção de Etanol nos EUA e que se preparam para entrar em força no mercado brasileiro, aniquilando e comprando todos os pequenos e médios produtores que aqui ainda são o essencial do sector. E de novo descortinam novas oportunidades para fazer singrar os transgénico e aquelas imorais “sementes auto-destrutivas” que tão recentemente foram proibidas pelo Parlamento canadiano…

Estes três Eixos que promovem o movimento para os Biocombustíveis (indústria automobilística, petrolíferas e agroindustrias) estão agora a pressionar os governos do mundo para que estes desçam as barreiras alfandegárias que dificultam a circulação dos biocombustíveis e que estabeleçam incentivos fiscais que promovam a renovação da frota automóvel e a substituição da rede distribuidora de combustíveis… Com financiamento dos nossos impostos, bem entendido e usando da influência que têm e que resulta dos financiamentos das campanhas partidárias.

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As meretrizes de Pádua, o Presidente da Câmara e algumas borlas


(http://news.bbc.co.uk)

Continua a greve dos prostitutos e prostitutas de Pádua que protestam contra uma lei do município italiano de Pádua que estipula multa de 50 euros para os clientes dos serviços dos ditos e ditas profissionais, se foram apanhados em flagrante acto de requer os serviços destes profissionais.

A contestação tem assumido a forma de manifestações com cartazes e toda a devida praxe e foi aproveitada pelos profissionais para pedirem um reforço do combate aos traficantes sexuais que se multiplicam na Itália e que tecem complexas e muito lucrativas redes de escravidão sexual até ao Leste da Europa e aos Balcãs. Enfim, cartazes, manifestações de rua, pedidos de recepção pela autarquia, são formais mais ou menos convencionais de protesto. A originalidade e razão da própria existência desta nota está em que algumas prostitutas decidiram aumentar a escala do seu protesto oferecendo… serviços sexuais gratuitos a todos os clientes que lhes mostrassem um recibo de uma multa da autarquia…

Questionado sobre estes protestos o presidente da autarquia de Pádua, um tal de Flávio Zanonato declarou que: “há zonas em Pádua onde se pode encontrar uma prostituta em cada dez metros e essas presenças tornam difícil a vida dos residentes. Não há qualquer dúvida que certas mulheres se vendem voluntariamente mas também não há qualquer dúvida que existe também uma extorsão e uma delinquência associadas ao fenómeno da prostituição contra as quais é preciso lutar“.

Aqui, como em todas as questões há sempre uma questão dos limites impostos pela razoabilidade… Os neoliberais de serviço provavelmente defenderão a total “liberalização” das actividades destes “profissionais do sexo”, mas isso parece-me excessivo… Mas sempre houve prostituição e sempre haverá e lutar contra o fenómeno é dispender forças e energias numa luta inglória e perdida à partida… Talvez seja preferível concentrar esforços no combate aos traficantes de seres humanos e nas mafias que lucram com a prostituição e deixar em paz estes freelancers como estes protestantes de Pádua… É que enquanto as sociedades forem sexualmente repressivas e encararem o Sexo como um “Pecado” ou uma “Necessidade Reprodutória”, como o faz o Papa Ratz e a camarilha ultra-católica, haverá sempre Prostituição…

Fonte: PortugalDiário

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Um Boeing 737 atacado por… abelhas?

Numa notícia estranha e que curiosamente não parece ter passado pelos media portugueses, um avião de passageiros foi obrigado no passado dia 25 de Maio a realizar uma aterragem de emergência em Inglaterra, abortando um vôo que o devia levar até Faro.

Ou seja, o avião, um Boeing 737 da Palmair com cerca de 90 passageiros teve que regressar vazio ao Reino Unido depois de uma falha de um reactor provocada… por uma nuvem de abelhas que se intrometeram na rota do Boeing (ou vice-versa…) e que se fizeram suicidar num dos dois reactores do 737, quais bombistas suicidas da Al-Qaeda em missão libertária contra os empedernidos aliados britânicos dos EUA…

Segundo declarou a companhia aérea: “o motor do avião ficou completamente cheio de abelhas“. Será que estamos perante mais um ataque da Al Qaeda ou perante… Uma reedição DESTE filme?…

Fonte: Reuters

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Resposta a Golani sobre o “Liberalismo, a Globalização, o Capitalismo e a Economia de Mercado”

“Voltando à China, já algum que andamos com esta discussão, pelo que convém esclarecer os pontos de cada e definir metodologias para os validar, ou não. Eu sou apologista do liberalismo, da globalização, do capitalismo, da economia do mercado.”

-> Eu também sou apologista do Liberalismo, mas não confundo este termo com a associação abusiva que hoje dele se faz associando-o a extrapolações perigosas como o Neoconservadorismo, o Neoliberalismo e Globalização. Da Globalização, encaro-a com reservas porque a interpretação actual que temos da mesma é a da “Globalização das Multinacionais”, formatada para servir os seus interesses sobre tudo o mais, sacrificando as PMEs que deviam ser o coração de qualquer Economia, e pisando o Homem sempre a favor do Lucro. Do Capitalismo, retenho a necessidade imperativa de remunerar a aplicação do Capital, mas repugna-me a sua separação da Economia Real por virtualizações bolsistas (Taxa Tobin) e puramente especulativas, assim como o peso exagerado que tem actualmente na repartição dos dividendos (e a redução galopante que os Salários têm tido nos últimos anos). Da Economia de Mercado, retenho a intenção, mas contesto o Dumping fiscal e laboral massivo e defendo a reinstauração de barreiras alfandegárias que reintroduzam mecanismos de correcção destas disfunções.

“Considero que o comércio internacional global, a economia do mercado potencia o crescimento económico, o emprego, a criação de riqueza e redução da pobreza mundial.”

-> O comércio internacional global foi inventado pelos portugueses nos idos de Quinhentos e foram os mestres supremos na Arte de levar objectos de um lado para o outro do Globo, sem nada mais produzirem ou sem enriquecerem os objectos transportados. Durante 200 anos, levámos as Especiarias das Molucas para a Flandres e os Diamantes para a Suécia. Findo o ciclo, ficámos sem nada, porque não produzimos Riqueza nem Bens e este foi aquilo que nos ficou dessa primeira Globalização… Nada além da prova da memória. Esta Globalização é em certa medida idêntica à primeira: assenta no primado do Comércio, da Distribuição e da Capitalização sobre o primado da Produção e como, ela, produz grandes assimetrias entre os que muito têm e os que pouco ou nada têm… A única grande diferença é que agora se enriquece também na Índia e na China, mas não genéricamente, e sim reduzindo essa classe de “novos ricos” a um segmento muito restrito da população e criando clivagens económicas e sociais que mais cedo ou mais tarde vão provocar a implosão do sistema.

Estamos a falar de uma realidade complexa e vasta, onde ainda existem muitas situações negativas, não o nego, (não há sistemas perfeitos) mas o importante é analisar onde “estávamos” há 25 anos, onde estamos agora e analisar as tendência para prevermos onde podemos estar daqui a 25 anos.

-> Existem efectivamente muitas situações negativas no seio desta Globalização que nos querem impôr como “Pensamento Único” pela força do Dinheiro e do Poder comprado por este nas Megacampanhas eleitorais. Onde estamos desde há 25 anos? Podia fazer jorrar sobre este artigo multidões inumeráveis de citações, números e links. Mas não o farei, porque por cada link, citação ou número é sempe possível encontrar algures um contra-link, uma contra-citação ou um contra-número. A Realidade é por essência diversa e multiforme e admite sempre multiplas interpretações sobre o mesmo fenómeno… Especialmente quando estas são reguladas por mitos ou dogmas religiosos ou políticos, como é o caso deste debate sobre aquilo a que chamaria a “Essência da Globalização”.

“Portanto, o meu desafio é este: definir critérios ( pobreza, emprego, PIB etc…) nos diferentes países (EUA, Europa, China, índia…) quais os valores há 25 anos e como evoluíram nestes últimos 25 anos”

Existe uma camada de indíviduos que muito têm lucrado com a Globalização e a consequente abertura de fronteiras na Índia e na China… Não é por acaso que é na primeira que hoje se concentram os maiores multimilionários no Globo… E na China assistimos a uma multiplicação de pequenos e médios empresários cada vez mais abastados e com um nível de consumo em tudo idêntico ao da Europa Ocidental. Concedo uma coisa e a outra. Mas este enriquecimento e o crescimento do PIB indiano e chinês não têm correspondido a uma melhoria franca do nível de vida médio da esmagadora maioria da população! Dir-me-ás que este – apesar de tudo – melhor desde a década de 80, e poderei conceder tal, mas a melhoria é incomparávelmente menor do que a destes escalões da sociedade que têm enriquecido à custa do uso massivo de trabalho semiescravo, da inexistência de regras ecológicas e do dumping fiscal e remuneratório massivos! Enquanto que na China e na Índia se destrói o ambiente (a China dentro de apenas 5 anos será o maior emissor mundial de gases de efeito de estufa no mundo) para manter preços baixos e arrasar toda a concorrência, o mundo sobreaquece e países inteiros como Tuvalu (sede do domínio DNS .tv) afundam-se!

É este modelo economicista, que não hesita em sacrificar o Homem que escraviza e que faz retornar as condições laborais no Oriente e no Ocidente aos níveis de meados do Século XIX que urge combater. Os macro-números do PIB e do PNB nada significam se a riqueza criada não fôr devidamente distríbuida entre os detentores do Capital e os Produtores e os Consumidores e esta assimetria não tem parado de crescer no Ocidente, juntamente com uma evaporação crescente de todos os direitos ganhos nos últimos cinquenta anos de lutas laborais, sempre sob a ameaça pendente da “deslocalização” e do Desemprego Estrutural.

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Dr. Phill “A Família em primeiro lugar” e como se tornar um refém do seu próprio Marketing

Neste livro do muito rico e ainda mais famoso psicólogo e especialista em “terapia familiar” de nome “Dr. Phill” o dito especialista usou o bombástico título “A Família em Primeiro Lugar” (“Family First”). Ok. Se eu fosse a mulher do Dr. Phill esfregaria as minhas mãos de contente. Um homem que coloca uma afirmação destas como um dos pontos de carreira e de rendimento está colocado totalmente nas mãos da esposa. Se esta lhe pedir para aspirar todos os dias o chão com sucção bucal, ele tem que fazer. Se a esposa meter dentro de casa um gang afro de sedutores e escravos sexuais e ele tiver que servir de mesa de sala, a quatro. Tem que aceitar. Se ela usar um dos seus rins (ou mesmo ambos) para servir a um jantar de amigos. Ele tem que tirar a camisa e com uma faca romba, remover os rins.

Ou seja: Já se percebeu que não simpatizo particularmente com esse “guru” da terapia familiar do Século XXI, mas não deixo de me divertir um tanto ao ver até que ponto se vai para vender um livro, especialmente num país onde a taxa de divórcios e a actividade litigantes nos tribunais de família é tão intensa como os EUA (ver AQUI) onde ocorrem perto de um milhão de divórcios por ano…

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Os “Piratas das Caraíbas” da Actualidade e a Pirataria Moderna

Agora que parece que os filmes sobre piratas se tornaram num verdadeiro fenómeno global poder-se-ía perguntar se ainda existem piratas activos no mundo…

Bem, eles já não usam aqueles penteados espaventosos nem navegam em galeões do século XVIII, como o Jack Sparrow dos filmes da série “Pirates of the Caribbean”… E em vez de espadas e sabres mais ou menos inócuos usam espingardas de assalto AK-47 e RPG-7s… Como alvo principal escolhem cargueiros e petroleiros de médio porte, mas iates e navios de cruzeiro são também alvos potenciais, especialmente aqueles que se atrevem nas rotas mais perigosas.

Em 2006, terá havido menos ataques de piratas do que nos últimos 3 anos, com apenas 239 ataques o que pode querer dizer que os filmes dos “Pirates of the Caribbean” não estão a conseguir atrair tanta gente para esta carreira como antes… E isto apesar de todo o marketing em torno desta profissão promovido pelos filmes (provavelmente, os filmes mais rentáveis de sempre). Mais a sério, o declínio recente da pirataria no mundo resulta no aumento das patrulhas militares nas águas onde ocorrem a maioria dos ataques e também à imposição de medidas de segurança muito restritivas por parte das seguradores às tripulações de navios.

Actualmente, os ataques de piratas ocorrem nas Caraíbas, junto à costa norte da América do Sul, na África Ocidental, no Corno de África, Índico, Indonésia e Mar do Sul da China. Mas destes, os locais mais perigosos são hoje a Indonésia (50 ataques em 2006) e o Bangla Desh (47) estando também a costa brasileira a tornar-se um perigoso foco de pirataria, pelo menos segundo a lista de locais mais perigosos publicada pela ICC, uma organização internacional que monitoriza a actividade pirata em todo o mundo:

“S E Asia and the Indian Sub Continent

  • Bangladesh : Chittagong anchorage and approaches. The area is listed as very high risk.
  • Indonesia : Belawan, Tanjong Priok (Jakarta) / generally in other areas.
  • Malacca straits
  • Singapore Straits

Africa and Red Sea

  • Africa : Lagos (Nigeria) / generally other areas in Nigeria, Dar Es Salaam (Tanzania)
  • Gulf of Aden / Red Sea : Numerous pirate attacks have been reported by ships and yachts in the Gulf of Aden. Some of the vessels were fired upon.
  • Somalian waters : Eastern and North-eastern coasts are high-risk areas for attacks and hijackings. Ships not making scheduled calls to ports in Somalia should keep as far away as possible from the Somali coast, ideally, more than 200 nautical miles.

South and Central America and the Caribbean waters

  • Brazil – Santos
  • Peru – Callao”

Num dos ataques mais recentes, realizado a 16 de Abril em águas territoriais indonésias, um grupo de 10 lanchas rápidas aproximaram-se de um cargueiro, mas não o conseguiram abordar. Outro ataque, realizado a 14 de Março foi mais bem sucedido com um ataque de duas lanchas contra outro cargueiro que foi abordado por 10 piratas com caçadeiras, espingardas e punhais.

Mas que não se pense que este fenómeno está longe de nós… Em Maio deste ano um iate britânico foi atacado ao largo de Corfu, na Grécia por uma lancha com quatro albaneses com AK-47 e granadas. Sendo este apenas o mais recente de vários ataques idênticos realizados a partir da Albânia, o verdadeiro “país falhado” dos Balcãs e que está a menos de meia hora das costas gregas. Mas a situação mais perigosa da actualidade é aquela em torno da Somália onde os piratas parecem ter recuperado a actividade depois da expulsão do poder dos radicais islâmicos pelas forças do “governo” e do exército etíope.

Quanto à situação no Brasil, a pirataria parece concentrada no porto de Santos, responsável por perto de 1/3 de todo o comércio internacional do Brasil e é suficientemente grave para ser listada pela ICC como sendo um dos “pontos quentes” mais activos do mundo, com um crescendo da actividade pirata desde 1999.


Fontes:
http://cnews.canoe.ca/CNEWS/Canada/2007/05/27/4211658-sun.html
http://www.icc-ccs.org/prc/piracyreport.php
http://findarticles.com/p/articles/mi_m0BEK/is_9_7/ai_55548157
http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/internacional/selecao_detalhe.asp?ID_RESENHA=48729&Imprime=on
http://www.oceansatlas.org/unatlas/issues/safety/transport_telecomm/maritime_sec/piracy2k.htm

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Amorim, a filha de Eduardo dos Santos e o Banco BIC

Segundo notícia do Jornal “Público”, Américo Amorim e uma das filhas do presidente angolano, Isabel dos Santos, vão abrir mais um banco em Portugal, o qual será presidido por… Mira Amaral. Trata-se do “Banco Internacional de Crédito de Angola”. Várias questões decorrem desta notícia… Desde logo, Mira Amaral, o mais conhecido e rico de todos os reformados de Portugal que numa conhecida história de uma reforma da CGD em levou 18 mil euros mensais por se “reformar” depois de apenas 1 ano e meio de trabalho… Alías, a esta pensão milionária de 18 mil euros (3231 euros) aos quais ainda soma ainda hoje mais 1800 euros de pensão como deputado e onde deixou muitas saudades pela sua inacção e sonolência constantes.

Agora eis que o “reformado milionário mais famoso de Portugal” retorna à superfície, num Banco, de novo, e acumulando mais um vencimento para a sua lista já extensa de prebendas e rendimentos… E chefiando um Banco com capital de Amorim, um dos maiores empresários portugueses que assim se esquiva de novo a fazer um investimento produtivo e desperdiça o seu Capital fundando mais um Banco, que é mesmo algo de que estávamos mesmo a precisar… Enfim. Amorim gasta o seu dinheiro onde quiser, embora lhe possamos sempre questionar o critério…

Agora sempre gostaria de saber de onde vem o Capital que a família Eduardo dos Santos, e nomeadamente a sua filha Isabel dos Santos… Sabe-se que controla um bom lote de acções da PT, mas que começou a forrar o mealheiro num contrato de uma empresa sua para a “limpeza e saneamento” de Luanda no valor anual de… 10 milhões de dólares. Sabendo-se que Luanda é uma das cidades mais limpas de África, vê-se que a eficiência foi um dos critérios de selecção da “Urbana 2000” de Isabel dos Santos… A filha de Eduardo dos Santos detém 25% do Banco Internacional de Crédito, juntamente com Américo Amorim, a empresa de telemóveis Unitel, uma empresa de móveis portuguesa, empresas ligadas à exploração de diamantes e à hotelaria, quer em Angola, quer em Portugal… De onde vem todo este Capital? Será que o facto de o seu pai, José Eduardo dos Santos, o presidente “vitalício” de Angola ser um dos homens mais ricos do mundo (e o seu povo, um dos mais pobres) tem algo a ver com a origem mais ou menos turva desta fortuna?

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1295227&idCanal=undefined
Público 03 de Abril de 2006

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Da contrafacção de Medicamentos

Desde há muito tempo que se sabe da existência de um próspero – e mortal – mercado negro dos medicamentos, onde frutificam várias indústrias de medicamentos falsos, frequentemente perigosos para a saúde, quer porque são puros placebos, quer porque os compostos químicos que os compõem são simplesmente… perigosos.

Em África, esta perigosa “indústria da Morte” está especialmente activa na Nigéria, mas no mundo, a maior fonte destas contrafacções está na China… Eu sei… Alguns dos leitores vão comentar “lá está ele de novo a dizer mal da China”.

Mas as notícias não são inventadas pelo “Quintus” e provêm até das fontes mais insuspeitas, como o prestigiado “International Herald Tribune” que serve de fonte a este Post…

É verdade que o governo chinês é implacável com os empresários destas fábricas, quando os captura e não hesita em recorrer às formas mais extremas de punição, como a pena de morte (a qual rejeito, aliás). Mas são raros os casos que são detectados e travados, tal é a escala da corrupção existentes nos baixos escalões da polícia chinesa e tamanho é o lucro obtido por estes empresários nestas actividades… E um fenómeno está ligado ao outro, naturalmente…

Na verdade, esta multiplicação de contrafacções de medicamentos oriunda da China radica no ponto mais essencial da maneira chinesa de lidar com a Globalização: não importa produzir com a maior qualidade, mas sob o mais baixo preço possível. Isto produz outro fenómeno: erros industriais massivos resultantes da existência de fracos mecanismos de controlo de qualidade que produzem erros trágicos como aquele que recentemente no Panamá depois de uma importação de 260.000 garrafas de medicamento para a constipação resultou em cerca de 400 mortos…

O fenómeno destes xaropes falsificados (glicerina falsificada, “diethylene glycol”) está muito subavaliado, já que a maioria das mortes ocorrem no Terceiro Mundo longe de redes de Saúde e a maioria das vítimas nem chega a contactar um médico. Recentemente, foram registados vários casos no Bangladesh, no Haiti, na Argentina, na própria Nigeria até na India, outra fonte conhecida de contrafacção de medicamentos.

Quer intencionalmente, seguindo a nova Cartilha do Partido Comunista que manda enriquecer, e seguindo-a ainda mais além, interpretando-a como “enriquecer a qualquer custo”, quer por erro, através de processos industriais defeituosos, a China configura-se como o exemplo mais perfeito de um modelo industrial que procura satisfazer o mercado produzindo com o mais baixo custo possível, desprezando frequentemente as consequências que daqui possam advir…

Fontes:

International Herald Tribune

The New York Times

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