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Da desigualdade nas ditas “potências emergentes”

Sem dúvida que as chamadas “potências emergentes” estão a registar nos indicadores macroeconómicos níveis de crescimento notáveis… Mas esta riqueza estará a ser bem distribuída? O número de manifestações turbulentas na China e na Índia não pára de aumentar e uma das maiores motivações para esta nova onda de contestação social em locais onde esta era praticamente desconhecida até então tem a ver com a explosão do número de multimilionários na China e na Índia, em absoluta contradição com os magros progressos em termos de qualidade de vida da generalidade da população destes países.

Recentemente, o primeiro-ministro da União Indiana, Manmohan Singh declarou que as duas maiores ameaças à segurança indiana eram as guerrilhas moístas e… A contestação das massas mais pobres deste gigante do sudoeste asiático… O mesmo se passa na China, mas sem a ameaça potencial da Índia, mas com uma explosão social já presente e crescente, mas muito abafada e reprimida, como se deduz do aumento em cem vezes do número de polícias das forças anti-motim.

A China é aliás neste contexto um exemplo particularmente infeliz. Enquanto que o rendimento dos chineses mais ricos aumenta 35% em cada ano, o rendimento do restante da população, estagnou ou diminui ligeiramente.

Fenómenos idênticos ocorrem agora na América Latina, no México e no Brasil com um acentuamento dramático da distância entre os muito ricos e o resto da sociedade (na América Latina 0,000001% da população tem 50% de toda a riqueza do subcontinente).

Fontes: Horizons-et-debats

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Daquilo que se passa no mundo e o empurra para os biocombustíveis…

Como saberão aqueles que mais frequentam estas paragens da Internet lusófona conhecida pelo nome de “Quintus” alimento desde há algum tempo as minhas dúvidas sobre a validade da opção Etanol como substituto do Petróleo (Gasolina ou Diesel)… A indústria petrolífera parece ter parado negado tão assertivamente a existência de um “Pico Petrolífero” e procura converter-se rápidamente para outras fontes de energia, como tem feito a BP com a sua nova orientação “verde” (ver AQUI) e muitas outras empresas e investidores como George Soros (obrigado ao Golani pelo alerta AQUI publicado). As petrolíferas procuram assim novas fontes de rendimentos no momento em que o petróleo está a dar as últimas…

E uma das opções mais fortes da actualidade são os biocombustíveis, na forma de biodiesel ou Etanol… Especialmente no Brasil, dado o rendimento local da cultura da cana do açúcar.

Mas alguns estudos lançam cada vez mais dúvidas sobre este panorama… Um estudo conduzido pelo investigador brasileiro David Pimentel, professor de ciências ecológicas e agricultura da Universidade Cornell, nos EUA e por Tad Patzek, de Berkeley, defendem que o retorno energético por cada unidade de combustível fóssil é de 0,778 no metanol do milho (comum nos EUA), de 0,63 no etanol da madeita e de 0,53 no biodiesel da soja (EUA). Estes espantosos números resultam do somatório de toda a energia necessária para produzir uma unidade de etanol, desde a das máquinas empregues no cultivo, até ao transporte e transformação industrial. David Pimentel alerta também para o facto de que a multiplicação de campos de cana ou milho para produção de etanol vai multiplicar necessáriamente o consumo de pesticidas e fertilizantes, assim como o de água e logo agravar a contaminação das águas e a sobreutilização dos solos com as consequentes perdas de rendimento e aumento da erosão dos solos…

Na verdade, todo este movimento para o Etanol e para os biocombustíveis cheira mal… Cheira a influência e aplicação do imenso poder da indústria automóvel, ansiosa por fazer absorver os seus excedentes de produção apoiando assim a renovação da frota de perto de um bilião de automóveis que há no mundo e substituindo-a por veículos capazes de consumir biocombustíveis e não híbridos, já que estes serão mais caros e logo, exigirão uma margem de lucro mais contida… Como aliados, contam com as ultra-poderosas petrolíferas, perfeitas conhecedoras do “pico petrolífero” que agora se vive e investindo em força no Etanol brasileiro e noutros biocombustíveis por todo o mundo, procurando formas de sobreviver ao fim do petróleo que se avizinha… Para dominar estes novos combustíveis têm capitais e redes de distribuição monumentais e aptas para aniquilar qualquer concorrência que se lhes possa deparar… Aliados a este “Eixo” contam-se ainda as multinacionais do ramo alimentar como a turva “Monsanto”… Que já controlam a produção de Etanol nos EUA e que se preparam para entrar em força no mercado brasileiro, aniquilando e comprando todos os pequenos e médios produtores que aqui ainda são o essencial do sector. E de novo descortinam novas oportunidades para fazer singrar os transgénico e aquelas imorais “sementes auto-destrutivas” que tão recentemente foram proibidas pelo Parlamento canadiano…

Estes três Eixos que promovem o movimento para os Biocombustíveis (indústria automobilística, petrolíferas e agroindustrias) estão agora a pressionar os governos do mundo para que estes desçam as barreiras alfandegárias que dificultam a circulação dos biocombustíveis e que estabeleçam incentivos fiscais que promovam a renovação da frota automóvel e a substituição da rede distribuidora de combustíveis… Com financiamento dos nossos impostos, bem entendido e usando da influência que têm e que resulta dos financiamentos das campanhas partidárias.

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A Globalização e o Dogma neoliberal da “necessidade de redução dos salários e dos direitos laborais” no Ocidente

A consolidação do poder da UMP em França, na presidência da República e no Parlamento vem tornar aguda a questão de saber se os trabalhadores franceses têm direitos laborais “incompatíveis” com as exigências da Globalização e da sacrossanta “competividade internacional” das suas empresas… Um certo colunista do New York Times de nome “Thomas Friedman” advoga a tese segundo a qual os trabalhadores franceses (e europeus, no geral, por interposta pessoa) precisariam “baixar o seu nível de vida, devido à Globalização”.

Este famoso advogado das virtudes do Neoliberalismo e da Globalização (ver AQUI) escreveu profusamente sobre os conflitos entre Cultura, Tradição e Comunidade e a pressão da Globalização no seu livro “The Lexus and the Olive Tree”. Segundo Friedman: “Os franceses tentam preservar uma semana de 35 horas num mundo em que os engenheiros indianos estão prontos a fazer jornadas de 35 horas“.

Os defensores da Globalização tentam impôr a tese dogmática segundo a qual os progressos económicos nos países que mais têm crescido com a Globalização devem impôr uma redução da rede social ou do nível de vida nos países desenvolvidos, como “compensação” e de forma a tornar as suas economias mais competitivas frente a estas “economias emergentes”. Os programas sociais, assentes no modelo do “Estado Social” europeu devem ser drásticamente reduzidos de forma a que o Estado possa também ele reduzir os impostos sobre as empresas e os particulares fazendo com estas sejam assim mais competitivas frente às “economias emergentes”.

Mas a actual riqueza do Ocidente não assenta nos baixos salários, nos baixos impostos, nem na existência de um “Estado Mínimo” (por incompetência, como na China, ou por fraqueza do Poder Central, como na Índia), mas em elevados níveis de Produtividade e de Criatividade que estão directamente ligados a remunerações mais elevadas e a elevados padrões de Consumo… Reduzir a extensão da “rede social” europeia pode fazer cair os impostos a curto prazo, mas vai reduzir considerávelmente as massas de consumidores e reduzir a Moral e afectar assim directamente o desempenho das Economias afectadas… Reduzir as remunerações ou aumentar a duração das jornadas de trabalho, vai reduzir a Produtividade-Hora, os níveis de Consumo e os elevados padrões de motivação existentes nos países mais desenvolvidos, sem lograr nunca alcançar os mesmos níveis salárias e de condições laborais sub-humanos praticados no Oriente… Impossíveis porque lidamos no Ocidente com massas humanas mais bem preparadas, mais informadas e que se não vão tolerar as reduções drásticas de Direitos e de Condições de Trabalho que lhes querem impôr os Gurus da Globalização.

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A China começa a mostrar alguma preocupação pelo Aquecimento Global… Mas pelas razões erradas?


(http://adbusters.org/the_magazine)

A China que é actualmente o segundo maior poluidor mundial, logo atrás dos EUA, mas que caminha avidamente para a primeira posição dessa triste tabela nos próximos três anos, anunciou recentemente um plano oficial para reduzir as suas próprias emissões de Gases com Efeito de Estufa.

Até agora, o ditatorial governo de Pequim tinha recusado ceder às pressões internacionais para reduzir o nível galopante desses gases com Efeito de Estufa, mas a grave situação ambiental em tantas partes da China, com padrões de poluição atmosférica únicos no mundo e a aptência chinesa para “exigir a transferência de tecnologias não-poluentes” para a China estão a fazer Pequim mudar de posição… Isto é, o maior motor chinês ainda não é a preocupação com o mundo onde vivemos, nós e os chineses, mas aproveitar o balanço para obter do Ocidente a transferência de tecnologia de ponta – energéticamente mais eficiente ou produtora de energia renovável – e assim consolidar o crescimento económico chinês graças aos produtos da Investigação e Desenvolvimento ocidentais e russos, um modelo que esteve na raíz directa dos actuais níveis de crescimento das Exportações chinesas…

Fonte: Le Expansion

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A China reconhece que 65% dos Leitores de MP3 fabricados no seu país são “defeituosos”


(in http://www.noticiasdot.com)

Embora os 35 milhões de iPods da Apple tenham sido produzidos na China e este equipamento da Apple seja reconhecidamente de elevada qualidade, as primeiras unidades produzidas tinham algumas questões de qualidade e no início foram levantadas muitas dúvidas sobre as condições de trabalho nas fábricas que a Apple operava neste país do Extremo Oriente (ver AQUI). Na altura (Agosto de 2006), os empregados da fábrica Foxconn trabalhavam mais de 100 horas semanais a montar iPods embora tivesse condições de trabalho superiores ao que é norma na China e a maioria parecesse receber o ordenado mínimo “oficial” (o que é uma raridade na China).

Agora, o Ministério chinês da Indústria e da Informação vem divulgar os resultados de um estudo interno que revela que 65% de todos os leitores de MP3 fabricados no seu país apresentam um qualquer tipo de defeito… O estudo parece excluir os iPods da Apple, e limitar-se apenas a 32 marcas chinesas, sendo que destas apenas 11 ultrapassaram os padrões considerados “mínimos”.

Este estudo do governo chinês confirma a tese de que os produtos fabricados na China são baratos mas… de muito má qualidade e de que devemos fugir dos ditos… Como o Diabo foge da cruz (Dizem!) e concede argumentos adicionais para aqueles que como eu aderiram a este boicote a propósito das más condições laborais, do estado dos Direitos Humanos na China e da ocupação colonial do Tibete pelo regime “comunista” de Pequim.

Fonte: Agência Financeira

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Das anomalias do Desemprego em Portugal, comentário a um artigo de Martim Avillez Figueiredo

Martim Avillez Figueiredo, em artigo de opinião publicado no Diário Económico colocou o ponto essencial na compreensão da estrutura desse fenómeno galopante que é o Desemprego em Portugal:

70% da população empregada em Portugal só tem o 3º ciclo do ensino básico – o velho nono ano” e 72% da população desempregada vem daí – dos que só têm o nono ano. Dá uma equação simples: se a maioria dos trabalhadores disponíveis no mercado tem o nono ano, e se são esses quem mais engrossa a lista de desempregados, a taxa não vai cair. Vai subir mais.

Significa isto que apesar de todo o discurso negacional e eternamente minimizado do Governo e de Vieira de Carvalho, o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, o drama do Desemprego que já atinge quase meio milhão de portugueses, longe de estar a abrandar, ainda se vai agravar mais e a tímida retoma económica verificada este ano não vai conseguir absorver um número significativo destes desempregados, nem travar a entrada de novos neste universo… As teses neoliberais incluem um Dogma que diz que “As Economias precisam de gerar Desemprego em momento de Conversão e de Adaptação para novos níveis de competividade”, mas se assim fosse, estaríamos a assistir à extinção de postos de trabalho não qualificados e ao aumento dos níveis de emprego entre os licenciados… Teoricamente mais bem qualificados que os primeiros… Mas não é isso que está a acontecer! Vários indicadores apontam para a existência de elevados níveis de desemprego entre os licenciados e assistimos um pouco por todo o lado aos despedimentos de licenciados e à sua substituição por pessoal não qualificado, em regime de Outsourcing ou a Contrato de Termo Certo… Esta atitude comum por parte dos gestores portugueses explica porque é que dos desempregados do último trimestre 32% são licenciados…

E que não se venha com repetições do discurso “os portugueses não tiram os cursos de que o país precisa”, porque este não corresponde de todo à verdade!… Martim Figueredo realça que embora os alunos de Letras sejam 30% do total e os de Educação, 20%, a metade restante vem precisamente dos cursos tecnológicos e de gestão de que o mercado deveria mais precisar!…

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A Apple e o Rumor propagado pela Engadget e da Volatilidade dos Mercados de Acções


(http://www.looprumors.com)

Já por várias vezes critiquei aqui a instabilidade e a volatidade do Mercado de Acções e – sobretudo – a Irracionalidade que introduzem hoje nas Economias. Um dos melhores exemplos deste efeito perverso ocorreu recentemente em meados de Maio quando o site noticioso Engadget publicou um artigo onde se dizia que o iPhone o novo sistema operativo da Apple, o Leopard iriam sofrer um considerável atraso nas suas datas de lançamento.

O artigo teria sido escrito a partir de um mail interno da Apple que alguém teria enviado para a Engadget e onde se escrevia que o iPhone seria adiado de Junho para Outubro e o Leopard para Janeiro de 2008. Minutos depois desta notícia ter sido colocada online as cotações das acções da Apple caiam em flecha descendo de 107,89 USDs para 103,42 USDs em menos de seis minutos! Ou seja… As acções da Apple desvalorizaram-se 4 biliões de dólares entre as 11:56 e as 12:02, naquele que foi o afundamento mais rápido e menos fundamentado do mercado de Acções nos últimos anos…

E “menos fundamentado” porque se soube pouco depois que o suposto “email interno da Apple” era um Hoax! Completamente forjado e publicado apressadamente pela Engadget sem o devido trabalho de verificação de fontes… A Apple desmentiu rapidamente a notícia, mas de permeio assistimos mais uma vez aquilo que é de facto o Mercado de Acções, capaz de evaporar imensas quantias equivalentes à riqueza produzida num ano por um pequeno país (em 1999, Moçambique com um PNB de 3,9 e a Zâmbia com 3,2, por exemplo) apenas ao toque de um rumor falso e completamente infundado… Um rumor idêntico poderia ter afundado uma empresa de menor escala do que a Apple, para além de qualquer recuperação possível e levar consequentemente ao afundamento de uma pequena Bolsa e, depois, por efeito dominó ao de outras… E este é actualmente o Sector que controla as Economias globalizadas: um Mercado de Acções altamente volátil, imprevisível, caprichoso e capaz de afundar a Economia Global ao sabor de dois ou três cliques de rato.

Fonte: TechCrunch

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Resposta a Golani sobre o “Liberalismo, a Globalização, o Capitalismo e a Economia de Mercado”

“Voltando à China, já algum que andamos com esta discussão, pelo que convém esclarecer os pontos de cada e definir metodologias para os validar, ou não. Eu sou apologista do liberalismo, da globalização, do capitalismo, da economia do mercado.”

-> Eu também sou apologista do Liberalismo, mas não confundo este termo com a associação abusiva que hoje dele se faz associando-o a extrapolações perigosas como o Neoconservadorismo, o Neoliberalismo e Globalização. Da Globalização, encaro-a com reservas porque a interpretação actual que temos da mesma é a da “Globalização das Multinacionais”, formatada para servir os seus interesses sobre tudo o mais, sacrificando as PMEs que deviam ser o coração de qualquer Economia, e pisando o Homem sempre a favor do Lucro. Do Capitalismo, retenho a necessidade imperativa de remunerar a aplicação do Capital, mas repugna-me a sua separação da Economia Real por virtualizações bolsistas (Taxa Tobin) e puramente especulativas, assim como o peso exagerado que tem actualmente na repartição dos dividendos (e a redução galopante que os Salários têm tido nos últimos anos). Da Economia de Mercado, retenho a intenção, mas contesto o Dumping fiscal e laboral massivo e defendo a reinstauração de barreiras alfandegárias que reintroduzam mecanismos de correcção destas disfunções.

“Considero que o comércio internacional global, a economia do mercado potencia o crescimento económico, o emprego, a criação de riqueza e redução da pobreza mundial.”

-> O comércio internacional global foi inventado pelos portugueses nos idos de Quinhentos e foram os mestres supremos na Arte de levar objectos de um lado para o outro do Globo, sem nada mais produzirem ou sem enriquecerem os objectos transportados. Durante 200 anos, levámos as Especiarias das Molucas para a Flandres e os Diamantes para a Suécia. Findo o ciclo, ficámos sem nada, porque não produzimos Riqueza nem Bens e este foi aquilo que nos ficou dessa primeira Globalização… Nada além da prova da memória. Esta Globalização é em certa medida idêntica à primeira: assenta no primado do Comércio, da Distribuição e da Capitalização sobre o primado da Produção e como, ela, produz grandes assimetrias entre os que muito têm e os que pouco ou nada têm… A única grande diferença é que agora se enriquece também na Índia e na China, mas não genéricamente, e sim reduzindo essa classe de “novos ricos” a um segmento muito restrito da população e criando clivagens económicas e sociais que mais cedo ou mais tarde vão provocar a implosão do sistema.

Estamos a falar de uma realidade complexa e vasta, onde ainda existem muitas situações negativas, não o nego, (não há sistemas perfeitos) mas o importante é analisar onde “estávamos” há 25 anos, onde estamos agora e analisar as tendência para prevermos onde podemos estar daqui a 25 anos.

-> Existem efectivamente muitas situações negativas no seio desta Globalização que nos querem impôr como “Pensamento Único” pela força do Dinheiro e do Poder comprado por este nas Megacampanhas eleitorais. Onde estamos desde há 25 anos? Podia fazer jorrar sobre este artigo multidões inumeráveis de citações, números e links. Mas não o farei, porque por cada link, citação ou número é sempe possível encontrar algures um contra-link, uma contra-citação ou um contra-número. A Realidade é por essência diversa e multiforme e admite sempre multiplas interpretações sobre o mesmo fenómeno… Especialmente quando estas são reguladas por mitos ou dogmas religiosos ou políticos, como é o caso deste debate sobre aquilo a que chamaria a “Essência da Globalização”.

“Portanto, o meu desafio é este: definir critérios ( pobreza, emprego, PIB etc…) nos diferentes países (EUA, Europa, China, índia…) quais os valores há 25 anos e como evoluíram nestes últimos 25 anos”

Existe uma camada de indíviduos que muito têm lucrado com a Globalização e a consequente abertura de fronteiras na Índia e na China… Não é por acaso que é na primeira que hoje se concentram os maiores multimilionários no Globo… E na China assistimos a uma multiplicação de pequenos e médios empresários cada vez mais abastados e com um nível de consumo em tudo idêntico ao da Europa Ocidental. Concedo uma coisa e a outra. Mas este enriquecimento e o crescimento do PIB indiano e chinês não têm correspondido a uma melhoria franca do nível de vida médio da esmagadora maioria da população! Dir-me-ás que este – apesar de tudo – melhor desde a década de 80, e poderei conceder tal, mas a melhoria é incomparávelmente menor do que a destes escalões da sociedade que têm enriquecido à custa do uso massivo de trabalho semiescravo, da inexistência de regras ecológicas e do dumping fiscal e remuneratório massivos! Enquanto que na China e na Índia se destrói o ambiente (a China dentro de apenas 5 anos será o maior emissor mundial de gases de efeito de estufa no mundo) para manter preços baixos e arrasar toda a concorrência, o mundo sobreaquece e países inteiros como Tuvalu (sede do domínio DNS .tv) afundam-se!

É este modelo economicista, que não hesita em sacrificar o Homem que escraviza e que faz retornar as condições laborais no Oriente e no Ocidente aos níveis de meados do Século XIX que urge combater. Os macro-números do PIB e do PNB nada significam se a riqueza criada não fôr devidamente distríbuida entre os detentores do Capital e os Produtores e os Consumidores e esta assimetria não tem parado de crescer no Ocidente, juntamente com uma evaporação crescente de todos os direitos ganhos nos últimos cinquenta anos de lutas laborais, sempre sob a ameaça pendente da “deslocalização” e do Desemprego Estrutural.

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Um estudo de Stanford revela potenciais malefícios do uso do Etanol para a Saúde humana


( http://www.globo.com)

Segundo um estudo da revista “Environmental Science and Technology” (ver AQUI ) se o combustível “ecológico” feito à base de Etanol (85% de etanol e 15% de gasolina) substituir a gasolina, conforme resulta da aplicação do plano de Bush para aliviar a dependência dos EUA dos combustíveis fósseis, o número de mortes por problemas respiratórios só nos EUA vai subir de 4700 para cerca de 4900 por ano… Uma subida idêntica deverá ocorrer no resto do mundo…

É que segundo o autor do estudo, o Dr. Mark Jacobson, da “Stanford University” o Etanol “Não é verde em termos de poluição do ar. Se quiserem usar o Etanol, óptimo, mas não o façam com base em critérios de Saúde. Não é melhor do que a gasolina, e aparentemente até pode ser ligeiramente pior.” A equipa de Jacobson recorreu a simulações informáticas para chegar a esta conclusão de que a introdução do E85 (a designação desta mistura Etanol-Gasolina) aumentaria os níveis de Smog pelo envio de mais hidrocarbonetos para a atmosfera pelo etanol.

Estas investigações seguem na linha do plano Bush anunciado recentemente de reduzir a dependência crónica que os EUA têm da Gasolina. segundo o qual em 2017, os EUA estariam a reduzir a 20% o uso de gasolina e a “reduzir a metade os gases de efeito de Estufa que emanam de automóveis”.

Recordemo-nos de que o Brasil é na actualidade o maior produtor mundial de Etanol sendo este o combustível de perto de metade dos automóveis aqui circulando e, logo, a comprovarem-se os resultados deste estudo de Stanford, estes efeitos já devem ser reais no Brasil… E forma-se um argumento adicional para reforçar a minha suspeita que os biocombustíveis à base de Etanol não são uma boa opção para substituir os combustíveis fósseis… Pela minha parte, confio muito mais na potencialidades do hidrogénio… ou em electricidade armazenada em baterias (ver AQUI)… Apesar da confiança no Etanol de alguns dos mais ilustres visitantes brasileiros deste blog! 😉

Fonte: DailyTech

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Do uso do milho com biocombustível e do… uso da urina para o mesmo fim!


(http://www.bofunk.com)

Uma das respostas à crescente explosão do preço dos combustíveis fósseis tem sido o reforço da plantação de produtos alimentares e o seu uso como biocombustível. Neste aspecto, a opção brasileira, que pretende colmatar com o Etanol localmente produzido o Petróleo que já explorar no seu próprio território é exemplar…

Mas o aumento da Procura de biocombustíveis, e sobretudo do milho, está a fazer pressão sobre o preço do dito um pouco por todo o mundo… Depois de uma “Crise Petrolífera” o mundo arrisca-se a ter que enfrentar a muito breve trecho uma nova “Crise Milhífera“…

No México, realizaram manifestações protestando contra o aumento do preço do milho, uma das bases mais essenciais da alimentação do mexicano comum, e nos EUA, onde a principal fonte de biocombustíveis é precisamente o milho, o preço da carne subiu por causa do aumento das rações, onde o milho é uma parte muito significativa…

O problema é grave e tende a agravar-se ainda mais… Desde 2005, o preço do milho nos EUA duplicou e muitos campos de cultura americanos estão hoje dedicados ao milho, tal é a taxa de lucro da sua exploração, e como consequência os preços dos produtos alimentares estão também a ser pressionados, porque a sua oferta está a diminuir, tanto mais depressa, quando mais aumenta o preço do milho no mercado…

Uma das soluções será diversificar as fontes de biocombustível… Em vários locais do mundo trabalha-se na criação de bactérias que possam produzir etanol a partir de várias fontes orgânicas, desde fungos, o sisal e até… A urina humana.

Além do recurso a bactérias genéticamente manipuladas, outros caminhos existem para rentabilizar o uso de urina como nos transportes, por estranho que tal possa parecer… No Reino Unido, uma empresa de transportes públicos usa um autocarro com um tanque com ureia extraída das quintas de criação dos arredores. Na Austrália, um autocarro Volvo experimental percorre as ruas de Sidney com um líquido designado “AdBlue” que contêm uma solução de ureia (extraída da ureia) num tanque separado do combustível. A solução é injectada no sistema de exaustão de gases e reduz as emissões poluentes… Em ambos os casos, a eficiência do uso do combustível aumenta e o nível de emissões é reduzido considerávelmente…

Com sorte, daqui a uns anitos… Se ficar sem combustível a meio da estrada, é só parar e esperar… Que lhe venha a vontade!

Ou então… Instalar um receptor para aquela urina que os cães da vizinhança insistem em oferecer aos seus pneus com tamanha generosidade e para grande gáudio dos seus orgulhosos proprietários!

Fontes:

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=800673&div_id=1730

http://ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=40283

http://www.treehugger.com/files/2005/06/forget_the_tige.php

http://www.smh.com.au/news/environment/ecobus-puts-the-pee-into-pollutionbuster/2007/02/08/1170524236586.html

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Do aumento de 7,4% nos Impostos e Sobre a “Boa Gestão Fiscal” do Governo Socrático

Depois de um primeiro ano em que – muito por comparação com os desastrosos mandatos do PSD, desde Fujão Barroso a Santanaz Lopes – este governo P.S. começou por criar em muitos portugueses e em mim próprio expectativas de fosse este o primeiro governo capaz de regir os destinos desta lusa barca de uma forma mais competente e condigna dos desafios que a Globalização e a Europa nos impõem.

Mas – apesar de toda a muito bem conseguida – propaganda governamental e de toda a inacção e desnorte da Oposição a verdade é que o muito propagandeado esforço de “contenção orçamental” não se deve a uma melhor ou mais eficiência gestão da “Coisa Pública”, mas através de um sistemático aumento de impostos, de uma contenção brutal do investimento público e de um aumento radical da eficácia da cobrança fiscal.

Em 2007, o Governo espera aumentar as suas receitas em mais de 710 milhões de euros, enquanto que na Despesa espera reduzir apenas 125 milhões de euros… Sendo que destes, 25 resultam da redução nas comparticipações a medicamentos e os restantes 100 oriundos da redução de custos com pessoal advindos da aplicação do programa de mobilidade do funcionalismo…

E este movimento vai continuar até ao fim do mandato, em 2009, ano em que o Governo antevê aumentar as receitas de 3635 milhões de euros, mas poupar apenas 3490 milhões de euros, sendo que estas vão ser o produto da contenção de despesas do pessoal e na Segurança Social. Pelo menos, no capítulo do Investimento, as coisas deverão melhorar… Dos 190 milhões de 2007, passaremos a 450 em 2008 e a 850 milhões de euros em 2009. Infelizmente, gastos maioritariamente sabe-se onde… Nesse pântano chamado Ota e no elefante branco sobre carris mais conhecido por “TGV”. Dois investimentos que têm como maior motor, não a intrínseca necessidade dos mesmos, mas antes a satisfação dos lobbies da Construção Civil que financiam todas as campanhas do PS e do PSD desde o 25 de Abril…

Mas a grande pedra de toque deste Governo reside no aumento exponencial da eficácia da máquina fiscal… As medidas de combate à evasão fiscal fizeram aumentar os níveis de cobrança para novos patamares num país onde os impostos eram tradicionalmente elevados, mas raramente pagos por quem não fosse empregado por conta de outrém e onde agora se assiste aos dois fénomos simultâneos: de uma máquina fiscal eficiente e de um alto nível de impostos… Uma combinação perigosa que explica muito do marasmo e da estagnação económica que nos assola desde os “anos loucos” da febre guterrista.
Entre 2005 e 2009, o Governo PS espera arrecadar 950 milhões de euros de impostos! Um aumento que espera resultar do aumento da eficácia da máquina fiscal, mantendo ao mesmo nível os impostos, IVA, IRS e IRC (embora sugerindo para 2009, uma redução deste último). No campo fiscal, o IVA é aliás um factor fundamental para estes planos governamentais… Só o seu aumento de 19% para 21& concederá ao Estado, todos os anos mais 900 milhões de euros.

E é precisamente isto que mais me irrita neste governo… A sua tão badalada “proeza” de conter o “dragão do deficit” não resultou de uma melhor gestão ou de uma eficácia acrescida da máquina do Estado, mas de um aumento massivo de impostos de 35 mil milhões de euros para 37,592 mil milhões, ou seja, num aumento de 7,4%, ou seja, um aumento três vezes superior à inflação!

O crescente processo de ermamento do Interior patrocinado como política central por este Governo e que consistiu na evacuação de Escolas, Tribunais, Centros de Saúde, Maternidades, Urgências, etc. Interior de Portugal serviram apenas para conter um aumento brutal na Despesa da Administração Central que somente um aumento de 7.4% de impostos pôde conter e manter nos limites impostos por Bruxelas. Boa gestão? Cadê ela?… O que se viu foi apenas um aumento da avidez de um Estado cada vez maior, mais centralizado, mais devorador e mais… Anafado.

Fonte: Expresso

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A China: Um Paraíso Laboral?… Resposta a Golani

Os comentários de Golani sobre a minha opinião de que a “prosperidade” chinesa assentam sobre uma base de baixos direitos laborais, por um sistemático desprezo pela vida, dignidades e sofrimentos humanos e, sobretudo, por uma política sistemática de baixos salários acabaram por merecer um Post dedicado ao tema. E este é o dito…

É a minha posição de que existe na China um regime de escravidão laboral generalizado, ilegal porque violando as próprias leis do Estado, mas impune merçê de uma corrupção quase absoluta e de uma grande fraqueza, venalidade e escassez de recursos por parte das entidades fiscalizadores chinesas.

Para além desta “Escravatura Laboral”, a adesão deste espaço à campanha assenta também numa atitude imperialista e colonial da China em relação ao povo oprimido do Tibete e no apoio a um dos governos islâmicos mais desumanos da actualidade, o governo sudânes de Cartoum…

Citando: “parece-me estranho não reconhecer e compreender” a posição sistemática atentatória dos Direitos Humanos e de uma agressividade (armada) crescente que o “Império do Meio” tem vindo a assumir nas últimas décadas…

Quanto ao suposto “paraíso laboral” que Golani afirma ser a China moderna, não posso deixar de me lembrar daqueles cartazes da UDP onde esta exaltava as virtudes e as facilidades da vida na Albânia de Enver Hoxna… Uma comparação que aqui introduzo de forma não aleatória, já que ambos os regimes eram… estalinistas, uma forma de Governo que parece ser do agrado do nosso comentador, a atentar na forma exaltada como advoga a forma de Governo imposta com brutalidade e ditatorialmente a partir de Pequim…

Quanto ao Suposto “paraíso laboral” que seria a China deixo aqui algumas citações e merecidos comentários:

“Another cause is the sweatshop conditions at many factories, including low pay, seven-day work weeks, 15-hour working days, mandatory overtime, a poor working environment and often coercive factory regulations.”

-> 7 dias de trabalho por semana

-> Turnos de trabalho de 15 horas diárias

-> Tempo Extra obrigatório

-> Más condições de trabalho

“There is not a factory in Dongguan that abides by the Labor Law. I would say 50 to 60 percent of the factories here make you work seven days a week,” said a worker surnamed Wu who toils at the city’s Henghui packaging factory.”

-> Violação sistemática da Lei Laboral Chinesa

“The Labor Law mandates a 40-hour, five-day work week and a range of worker benefits.”

“However, in the past 12 years their salaries have only risen 68 yuan (US$8) on average, said the reports, cited by the Yangcheng Evening News.”

-> Uau! Oito dólares em 12 anos… É a este ganho de rendimentos a que se refere?… Substancial, sem dúvida… Isto dá um aumento de quanto por ano, durante estes 12 anos?

“Three-quarters of migrant workers in Guangdong made less than 1,000 yuan a month, with most of the rest earning less. Average monthly costs totalled 500 yuan. By comparison, the average monthly salary for a non-migrant worker in Guangdong was 1,675 yuan.”

-> Ou seja, a mão-de-obra é mantida baixa graças ao influxo de centenas de milhões de migrantes rurais que acorrem às cidades, pressionando os custos laborais da mão-de-obra urbana e empurrando para baixo os salários médios…

“Despite regulations that call on factories to give all workers retirement insurance, only half of migrant workers had any, the reports said.”

-> Inexistência de planos de reforma… Em centenas de milhões de trabalhadores por toda a China… O que será destas centenas de milhões quando daqui a vinte anos o mercado de trabalho os rejeitar? Vão formar um imenso exército de indigentes de meia idade procurando vegetar nas lixeiras públicas?…

Fonte: http://www.chinalaborwatch.org/en/web/article.php?article_id=50243

“Massive unemployment, low wages, the lack of enforcement of labour laws and standards, repression of independent union organising, and the role of the state-run All China Federation of Trade Unions in supporting management, are combined with local governments whose policies and interests lie in attracting foreign capital and ensuring the best conditions for the accumulation of profit.”

-> Desemprego massivo… Isto é, nem o explosivo crescimento do PIB está a conseguir enquadrar a explosão demográfica chinesa… Baixos salários conjugados com altos níveis de desemprego num Estado anti-democrático produzem uma Sociedade Estável e sustentávelmente estabelecida?

“In Shenzhen, two independent trade unionists were charged with subversion in July 1996 because they had disseminated pamphlets on workers’ rights.”

-> Proibição da consttituição de sindicatos independentes, autónomos do “Sindicato Único” controlado pelo Partido e pelo Estado cumprindo em boa ordem os trâmites do capitalismo europeu mais selvagem do século XIX… Um regime tão opressivo onde até a simples distribuição de panfletos merece… Uma condenação por “subversão”… É este o paraíso que os Liberais à La “Compromisso Portugal” e “Blasfémias” advogam para Portugal? Não Obrigado!

“For example, workers often had a difficult time answering questions about overtime because it is hard for them to distinguish between a “normal work day” and overtime. When hired, the workers were told they had to work 12 hours a day. According to the Chinese Labour Law, the work day should only be eight hours long, and the four extra hours of work should be counted as overtime. However, the factories set the “normal” work day as 12 hours, and then add additional overtime work. Therefore, if a worker works a 15-hour day, she will usually say she worked three hours of overtime, when she really worked seven overtime hours.”

-> Ou seja, ausência sistemática e continuada do pagamento de horas extraordinárias, juntamente com turnos diários de 15 horas diárias de laboração… Que vida familiar podem ter estas pessoas? Que tipo de adultos serão os filhos destes pais que só vêm ao fim-de-semana e mesmo assim, apenas ao domingo?

“Many workers did not consider the chemicals in their factories to be hazardous, but this is often a reflection of their lack of understanding about health and safety issues. One chemical, benzene, which is used in China as a glue in making sports shoes, can cause anemia and leukemia and is so toxic that it has been banned in the United States and many European countries. But the factories do not inform the workers of the contents of poisonous substances, so workers have no way of knowing the degree of harm done to their bodies.”

-> Falta de sistema de fiscalização estatais ou a ausência corrompida dos mesmos são a praga das unidades fabris chinesas… Os custos de saúde consequentes são galopantes e o absentismo resultante só é compensado… Pela imensa legião de exilados rurais que esperam ansiosamente por uma oportunidade de ocuparem o posto de trabalho do colega que acabou de adoecer e que, acto contínuo, foi despedido…

“Another issue we questioned workers about is whether they were forced to pay a deposit upon being hired at the factory, which is not legal. Many workers answered that they did not pay a deposit. However, in most cases, workers were simply not paid for the first month of work, which amounts to a deposit. Though the factory promises that these deposits will at some point be returned to them, this is often not the case.”

-> Um tanto semelhante ao “regime de Contrato” de que Portugal usou e abusou para alimentar de mão-de-obra escrava as plantações de café em São Tomé durante as décadas de 20 e 40, não?… Um depósito obrigatório dado pelo empregado à fábrica?… Isto não é uma forma imoral e ilegal de coacção?

“The workers work 11 hours a day, in violation of both Chinese labour law and the Nike Code of Conduct.1 In addition to this arduous schedule, all must work overtime. If they refuse they can be fined $1.20 – $3.61(10-30Rmb) or docked the entire day’s pay. Several of the workers mentioned that they did not realise that they would be forced to work overtime when they were hired.”

-> Multas quando havia recusa na prestação de horas extra!

“The workers are given a quota to complete in the working day. However, the quota is very harsh, and often cannot be fulfilled in a day’s work. When this happens, the worker must participate in “prolonged work” for which there is no pay.”

-> Quotas impossíveis de cumprir e “multas” que obrigam à prestação de trabalho extraordinário não-remunerado…

“While working, the workers are not allowed to talk to their co-workers, and if they disobey this rule, they are warned and then fined $1.20-$3.61 (10-30Rmb).”

-> Multas por… Falar! E nalguns casos por… Rir! Que belo e humano ambiente de trabalho… Certamente o sonho de qualquer neoliberal de gema… Para si e para os seus filhos, de certeza absoluta!…

“Several workers recalled incidents of corporal abuse, but more common is punishment through fines. There was one case of a worker being fired because she had stayed up working overtime until 3am and then did not come to work the next day. There were other examples of dismissals without cause, such as workers fired for being “too old” (i.e. over 25) or for becoming pregnant.”

-> Despedidos quando ficam “idosos”… Com mais de 25 anos… E abusos corporais, especialmente por capatazes contra mulheres jovens…

“The factory also fails to pay the legal minimum wage and the legal wage for overtime pay. The legal minimum wage in Dongguan is $1.93 (16Rmb) for 8 hours of work, but workers in Nority receive only $1.20-$1.45 (10-12Rmb) per day.”

-> Pagamentos de ordenados muito abaixo do Salário Mínimo estabelecido por Lei na China…

“According to factory regulations, the workers have to get to the plant at 7:00am for morning calisthenics at 7:30am. Then they work from 8:00am to 12:30pm, have a 30-minute break for lunch, and then work from 1:00pm to 5:00pm. After dinner, they have to work overtime, usually until 10-11pm. “We eat so that we can work again. We have no idea of the time”, one worker said. Most workers stated that they worked a 12-hour day, though one woman said she worked 16 hours a day.”

“Child care, social security benefits, medical insurance and bereavement leave are not provided, although these are benefits stipulated under the Chinese Labour Law.

Eighty percent of the interviewed workers said on top of the normal work day of 10-12 hours, they worked an additional 2 hours of overtime every day. Forty percent of the interviewed workers said that overtime work is compulsory and 75 percent mentioned that if they failed to work overtime, they would receive a fine or a warning

Moreover, according to the China Labour Law Article 44, overtime pay should be at least 1.5 times the regular wage. In the survey, half the workers who were paid by piece rate did not receive any extra pay for overtime work

Fonte: http://www.corpwatch.org/article.php?id=3031

“documented the uncontrolled use of carcinogenic benzene-based glues, the lack of masks and gloves and poor ventilation in hundreds of small, predominantly privately-owned workshops. As a result, large numbers of the 20,000 workers in the Bishan area have contracted blood disorders including severe anaemia and leukaemia. While benzene-free glue is available on the market, it is not used in the Bishan shoe plants because it is 30 percent dearer.”

“In some factories, management keeps a portion of the workers’ wages each month and in other cases retains the permits and identity papers—practices that are illegal but that authorities turn a blind eye to. It is a system of bonded labour. Without documentation workers cannot go back to their village, change employment or even go into the street for fear of a police identity check. Police periodically raid factories. Guest workers without permits are thrown into detention centres, and subsequently deported.”

-> Documentação retida pelo empregador de forma a escravizar o trabalhador, ameaçando-o com a deportação para o Interior rural e empobrecido caso ocorra uma “oportuna” e “espontânea” rusga por parte das autoridades policiais…

“A study published in September 1998 by Anita Chan, a researcher based at the Australian National University in Canberra, provides further details of the harsh working conditions in many Chinese factories.

Chan refers to a letter sent to a newspaper by over 20 workers employed at Guangdong’s Zhaojie Footwear Co, a joint state-owned and private venture, detailing the treatment of the workforce and the means used to keep them from leaving the plant. Many of workers, including children under 16 years, were recruited in Sichuan, Henan and Hunan provinces by company agents who lied about the conditions of employment.

“Those of us who came from outside the province only knew we had been cheated after getting here. The reality is completely different from what we were told by the recruiter. Now, even though we want to leave, we cannot because they would not give us back our deposit and our temporary residential permit. They have not been giving us our wages.”

“According to the letter, the company employs over 100 live-in security guards and has set up supervisory teams to patrol the factory. “The staff and workers could not escape even if they had wings. The only way to get out of the factory grounds is to persuade the officer in charge of issuing leave permits to let you go.”

-> Guardas armadas cercando as fábricas e os dormitórios dos trabalhadores… Nada semelhante a uma plantação do bom velho Sul dos EUA no século XIX, pois não?

Fines and penalties are imposed for lateness, for not turning up for work, even in the case of illness, and for “negligent” work. Workers can also be fined for laughing and talking in the workplace, for loitering in company premises outside of working hours, for untidy dormitories and even for failing to turn out lights. In some cases, a substantial part or even the entire wage of a worker is appropriated through fines.

–> Multas por… Doença! Multas por… Rir no local de trabalho! Multas por… Usar o uniforme da empresa fora do local de trabalho! Que malandros! Que prevaricadores! Que… Oportunidade para reduzir ainda mais um já de si muito diminuto salário mensal…

“Restrictions extend to the number of times that a worker can go to the toilet and the length of time spent there. In one factory employees were fined two days wages for going to the toilet more than twice in a day. “

-> Limitações nas idas à casa de banho… Multas por ir mais do que duas vezes por dia! Que paraíso de condições de vida!

“To enforce their rules, companies employ small armies of private security guards, often armed with electric batons and other weapons to patrol factories and dormitory compounds. These guards work closely with the local police who are brought in to suppress protests over working conditions, unpaid wages, layoffs and unpaid pensions.”

Fonte: http://www.wsws.org/articles/2000/oct2000/chin-o11.shtml

Chinese law prohibits workers from organizing independently. Only one organization, the All China Federation of Trade Unions (ACFTU), can legally represent workers, and it is under the control of state authorities. It has never spoken out against the laws and regulations routinely used to justify putting independent labor activists in prison.”

Fonte: http://www.buyhard.fsnet.co.uk/workers_rights.htm#workers-hrw

“Protests by angry workers over layoffs, wage arrears, poor working conditions, and management corruption have been met with repression and force. Clashes between workers and armed police have resulted in casualties and arrests. Such demonstrations are often unreported as the local authorities attempt to conceal the severity or extent of the protests,” the organization said.

Many labour activists and supporters have been detained and beaten during or immediately after demonstrations, then released after a short period of detention. Others, usually the organizers, have been formally charged and imprisoned for long periods of time. Journalists and lawyers are also targeted by the authorities and face intimidation and arrest if they speak out in defence of the workers.”

Fonte: http://web.amnesty.org/library/Index/engASA170222002?OpenDocument&of=COUNTRIES/CHINA

At least 41 independent trade unionists and workers’ rights activists are currently detained throughout the country, many of them since 1989. Several long-term detainees have been singled out for ill-treatment or torture in forced labour camps, and have become dangerously ill as a result.”

Fonte: http://www.icftu.org/displaydocument.asp?Index=991215395&Language=EN

“Staff making the world’s most popular MP3 player also worked more than six consecutive days 25% of the time.

Apple said the hours were “excessive” and said its supplier would now be enforcing a “normal” 60-hour week.”

-> Normal? 60 sessenta horas por semana!?

Fonte: http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/5262110.stm

“The 1995 PRC Labor Law is comprehensive, covering labor contracts, working hours, wages, worker safety, child labor, and labor disputes, among other subjects (see the CBR, January-February 2004, China’s Changing Labor Relations). Government regulations provide additional detail and rights. For example, the law currently mandates a maximum workweek of 40 hours. Minimum wages are established locally, and wages cannot be deducted or delayed without reason. If employees must work more than 40 hours, overtime pay at fixed rates is mandatory. Workers are guaranteed at least one day off every week. Working conditions are required to be safe and sanitary. In practice, however, the rights of Chinese workers are routinely violated. Workers are often required to work far more than 40 hours a week, have few days off, are paid below the minimum wage, and are not paid required overtime. Improper deductions from wages are common. Some Chinese workers must pay a large sum of money as a “deposit” to their employer, and they may have to pay a “recruitment fee” in order to be hired. These payments can prevent workers from leaving jobs where their rights are violated. Physical abuse of workers, and dangerous working conditions, are also common.

(…)

  • “Although China has an adequate labor law, it is poorly enforced.
  • Codes imposed on factory owners raise costs, so owners have a financial incentive to ignore code requirements. Factory owners are becoming increasingly adept at circumventing inspections, through practices such as double bookkeeping and coaching of workers. As a result, inspectors are often deceived and “clean” audit reports often do not reflect reality.
  • China has a virtually inexhaustible supply of migrant workers, most of whom are ignorant of their rights under Chinese law and are willing to work under any conditions without protest.
  • The Chinese government prohibits the existence of independent trade unions, leaving workers without representatives who can discuss violations with management. Workers who have tried to form independent unions or lead labor protests have been imprisoned.
  • Western companies’ sourcing practices can contribute to the problem when, for example, large orders are made with short deadlines, the lowest possible prices are demanded, and orders are changed at the last minute. Factory owners are afraid to lose business if they refuse orders, even if they have to violate the law to complete an order.”

Fonte: http://www.chinabusinessreview.com/public/0403/rosoff.html

“Many thousands of Chinese workers are dying needlessly every year in China because their workplaces do not pay proper attention to the health and safety of their employees. In 2002, reports state that over 14,000 workers died in a total of 13,960 accidents in the manufacturing and mining industries alone. The real figure may be much higher.”

-> Em condições de trabalho tão desumanas e perigosas como aquelas que são comuns na indústria chinesa é natural que a percentagem de acidentes fatais suba em flecha…

Fonte: http://www.china-labour.org.hk/public/contents/article?revision%5fid=9096&item%5fid=9095

“The announcement comes nearly two weeks after a state-controlled newspaper in Guangdong reported that some McDonald’s, KFC and Pizza Hut restaurants in Guangdong were violating the law by paying employees less than minimum wage and denying some workers full-time benefits.

(…)

In the recent McDonald’s case, a team of Chinese journalists went undercover, posing as workers, to get inside several McDonald’s and Yum Brands restaurants in Guangdong Province. The newspaper reported that McDonald’s and KFC sometimes would not sign labor contracts with some workers, and that other employees were forced to work up to 10-hour shifts. Some workers, the newspaper said, were paid only about 52 cents an hour, when the region’s labor authorities require city employers to pay about 95 cents an hour.

-> As multinacionais do costume aproveitando-se de um regime esclavagista para aumentarem o crescimento dos seus lucros não há custa de melhores produtos, melhor gestão, inovação tecnológica ou maior eficiência, mas à custa de… baixos salários e longas jornadas de trabalho…

Fonte: http://www.nytimes.com/2007/04/10/business/worldbusiness/10union.html?_r=1&ref=worldbusiness&oref=slogin

“In China, several factory managers admitted to researchers to using an array of tools to pass inspections even though they were violating the codes set by retailers. Factories supplying Wal-Mart, Toys R Us and Tommy Hilfiger were found to have false documents on hours and wages and to coach workers on how to answer inspectors’ questions.

Fonte: http://www.guardian.co.uk/globalisation/story/0,7369,1143989,00.html

“The group the researchers studied showed only 13.7 percent worked for no more than eight hours a day, 40.30 percent worked eight to nine hours, 23.48 percent put in nine to 10 hours a day and 22.50 percent worked more than 10 hours.

(…)

The Beijing Bureau of Statistics said employed people in China’s capital worked for 5.9 days, or 47.2 hours, a week on average. Most of the employees in labor-intensive businesses and the service trade worked for more than six days a week.

A well-known job-hunting Website, http://www.zhaopin.com, conducted an online survey of 15,000 people recently. The survey found that approximately 40 percent of the respondents worked extra hours voluntarily.

(…)

The Chinese Medical Association recently conducted a random survey of 330,000 people in 33 cities. The findings show 70 percent of Chinese people complained of fatigue, insomnia and appetite disorders.

Fonte: http://www.china.org.cn/english/2006/May/167390.htm

Beijingers are averaging almost an hour’s overtime every day, a new survey has revealed.


On any given working day, the average Beijinger spends an extra 53 minutes at work over-and-above their contracted hours.

According to the Beijing Municipal Statistics Bureau, who organized the survey, the average overtime spent at work has gone up by 39 minutes in the past 20 years.

Most hardworking were 31-35 year-olds who work an extra 67 minutes each day.”

Fonte: http://www.china.org.cn/english/Life/148890.htm

Hum…

Com tão boas condições de Trabalho, o que fazem os defensores do regime chinês para se impedirem de acorrer em massa (ambos os dois) para a Embaixada Chinesa na Lapa em busca de preencherem a papelada de imigração? Aliás, o que fazem mesmo em Portugal 30 mil cidadãos chineses se as condições de vida e trabalho no seu país são tão admiráveis como alega o nosso comentador?

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Da mina bancária dos depósitos a prazo antigos…

Alguem tem Depósitos a Prazo com mais de 2 anos? Sim? Então sugiro uma consulta à taxa de juro que estão a receber pelos mesmos… Ontem, por curiosidade, fui ver qual era a Taxa que estava aplicada a um depósito a prazo antigo, com cerca de seis anos, e até a queixada me caiu ao chão ao descobrir que era de uns espantosos… 1,55%! Coisa pouca, apenas metade da taxa de inflação registada em 2006 (3,1%)!

Quantos milhões de contos estão depósitos em todo o país, na banca de retalho, com taxas desprezíveis e que mercê do conveniente (para a Banca) mecanismo da renovação automática estão subvalorizados para prejuízo dos depositantes e para lucro (imenso) do sistema bancário?

Não sei quantos serão, estes milhões, mas se quem lê estas linhas tem depósitos a prazo com mais de seis anos, então recebam esta conselho… Vejam qual é a taxa de juro actual do mesmo… Podem ter uma surpresa…

P.S.: E sim, sei que somos nós que temos que estar atentos a estas questões, não a banca, mas francamente… 1,55% não é rir na nossa cara?

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O Fisco punindo quem se atreve a ter mais do que um filho (os malandros!)

1 -> 533,73
2 -> 379,37
3 -> 225,01
4 -> 70,65
5 -> 83,71
6 -> 238,07
7 -> 392,43

 

Sabem que lista é esta? À vossa esquerda temos o número de dependentes que se inserem na declaração do IRS, e à vossa esquerda surje o valor que o Estado nos devolve. Exacto. Experimentem, introduzam os vossos rendimentos, abatimentos e quejandos e depois, alterem apenas o número de dependentes não-deficientes que está agregado ao vosso IRS e observem como o valor da devolução de IRS vai diminuindo à medida em inserimos filhos no nosso agregado familiar… E reparem sobretudo de mais de 154 euros apenas quando passamos de um para dois filhos…

Eis como o nosso Governo combate a evaporação da nossa população e o gravíssimo problema demográfico que assola o nosso país e que se arrisca a fazê-lo desaparecer nos próximos cinquenta anos:

Punindo aqueles que se atrevem a ter mais do que um filho.

A isto chamo eu… DesGestão Estratégica…

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Sobre os Despedimentos por “Desempenho Insuficiente” na Função Pública

(http://upload.wikimedia.org)

O Governo pretende criar mecanismos que podem viabilizar despedimentos de funcionários públicos quando forem registadas “faltas graves ao nível de desempenho”. Segundo estas novas regras, duas notas seguidas de “insuficiente” bastaram para abrir um processo disciplinar que poderia levar ao despedimento do funcionário. O processo seria automático e não dependeria da aprovação ou participação imediata da cadeia hierárquica.

Ignora-se ainda o que quer o Governo dizer exactamente quando fala de “violações graves e reiteradas de deveres profissionais”, nomeadamente se aqui se incluiem quebras de produtividade, e sobretudo, se haverão quotas para as tais notas “insuficiente”… É que é aqui que reside o verdadeiro Busilis da questão… Se houver quotas para Insuficientes, assim como já se sabe que vai haver para Excelentes, isso significa que haverá sempre um número previamente conhecido de funcionários que serão despedidos ao fim de dois anos… Constituindo assim a primeira forma instituída de efectuar despedimentos automáticos em massa na função pública encapotados sob a máscara dos “despedimentos por faltas graves ao nível de desempenho”… Assim conseguiria o Governo cumprir as suas promessas de redução de funcionários públicos sem se comprometer directamente no processo, já que competiria apenas à cadeia hierárquica a selecção dos funcionários que teriam que ser incluídos no número exigido pela suposta quota de “Insuficientes”…

Quanto ao famoso número de “excedentes” que alguns afirmam rondar entre 100 mil a 140 mil funcionários públicos e que não parece assim tão certo como isso, como indicam vários estudos, que colocam Portugal no meio da tabela em função do número de funcionários públicos em comparação com o número total de trabalhadores. O que parece existir em Portugal – e todos o admitem de uma forma ou de outra – é que existe uma grande desproporção entre funcionários a mais nalguns serviços e menos noutros… Muitos ministérios e câmaras municipais têm excesso de funcionários em Backoffice e demasiado poucos em posições de atendimento e apoio directo ao atendimento, o que se traduz na perda de muitos milhares de horas de trabalho díárias em todo o país quando os portugueses esperam, esperam e desesperam nas filas dos balcões dos serviços públicos.

Fonte: Público

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Na Alemanha a idade de Reforma vai subir dos 65 para os 67 anos… e a Demografia e o Emprego na Europa


(http://www.rent-a-tutor.com)

A Câmara Baixa do Parlamento alemão aprovou o aumento da idade de reforma de 65 para 67 anos, num movimento que deve provocar uma onda de imitação pela Europa, e que segundo os seus apoiantes é uma resposta de curto prazo ao envelhecimento crescente da população alemã e ao incremento crescente do peso das pensões de reforma no Orçamento de Estado do Governo alemão.

Esta medida – que será seguida por cá mais cedo ou mais tarde – torna a ignorar o verdadeiro problema… Que é o de existirem na Europa taxas demográficas negativas, incapazes de reporem a população que envelhece, se retira do mercado de trabalho e expira… Estes números têm sido compensados nos últimos anos pela imigração de Leste, da África e da Ásia, mas nem sempre de um modo pacífico e com uma integração que é tanto mais deficiente quanto maior fôr a disparidade cultural e maior fôr o número de imigrantes acolhidos… A imigração é uma solução transitória e defeituosa, ainda que necessária neste momento actual, razão pela qual deve ser incentivada e cultivada, tendo sempre o devido cuidado em repelir os maus elementos e os sociopatas… Mas não resolve a essência da questão que é a Evaporação dos Europeus!

Sem encarar de frente a questão demográfica, e sem o fazer de imediato, não tarda nada temos a idade de reforma pelos 70 anos, e então… que empresa vai manter empregado alguém com 70 primaveras? Num mundo de crescente flexibilização do Emprego (ou do… Desemprego) não faltarão certamente argumentos aos empregadores para se livrarem desses gerontes (nós, daqui a uns anitos…). E então? Como suportarão os orçamentos de Estado europeus essas legiões de idosos e desempregados?

Fonte: Finantial Time

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2007 foi um ano muito para quem é… bilionário…


(http://s104310130.onlinehome.us)

Segundo a revista Forbes o número de bilionários no Mundo subiu para quase mil em 2007. E, ainda mais interessante, a sua riqueza subiu 35% para um valor perto dos 3,5 triliões de dólares…

Estes bilionários não estão a enriquecer na Indústria, no Comércio, na Agricultura, em suma, em nenhum sector produtivo… Este crescente enriquecimento resulta sempre (segundo a Forbes, pelo menos) de investimentos nos Mercados de Acções e em bens imobiliários e são a consequência de um excelente ano para os Mercados de Acções um pouco por todo o Mundo, claramente em contracorrente às economias reais que tiveram desempenhos bem menos positivos…

O facto dos Estados Unidos serem o país do mundo onde mais bilionários vivem (415 da lista de 943) indica aliás a origem deste crescente enriquecimento: o Mercado Accionista… Ou seja, Especular rende hoje muito mais do que criar uma indústria ou explorar uma qualquer actividade agrícola ou mineira… A produção de bens e equipamentos torna-se assim um parente pobre da actividade económica, ultrapassada pelas actividades improdutivas e estéreis da especulação bolsista… E assim se multiplicam os Berardos e se rarificam os Nabeiros… A uma escala global e imensamente maior do que aquilo que se passa aqui na nossa pequena tasca…

Fonte: Al Jazeera

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A Kyrgyzia, o Cultivo do Ópio, o Fracasso Afegão e da Ineficácia dos Grandes Estados

O líder do maior partido de Oposição da Kyrgyzia anunciou que se fosse eleito iria permitir o cultivo de Ópio como forma de o país pagar a sua dívida externa, apontando o sucesso que o método está a ter no Afeganistão como exemplo de uma forma de obter concessões do Ocidente através desta forma de chantagem.

Segundo este líder Kyrgyz, “este ano o Afeganistão anunciou de uma forma quase oficial que iria aumentar o número de plantações de ópio. Temos que fazer o mesmo e permitir que o nosso povo plante ópio por um ano ou dois. Depois disso, todas as organizações internacionais ficarão alarmadas e irão oferecer-se para pagar as dívidas do país.

E o pior é que… Beknazarov tem razão… O cultivo do ópio hoje no Afeganistão é o principal recurso económico de um país onde a reconstrução praticamente não existiu ou onde foi limitada a alguns bairros da capital e onde o governo central tem cada vez menos dois… De Governo e de Central e que vive cada vez mais na dependência das forças estrangeita para manter uma fachada de autoridade e representação… Os campos e as cidades do interior estão novamente nas mãos de Senhores da Guerra, desta feita, com papéis de “governadores” reconhecidos pelo Governo Central e guardados por corpos pretorianos que só a eles são fieéirs, deixando o grosso das operações anti-taliban para as forças que a NATO colocou no território (e entre as quais se contam os 156 soldados portugueses, estacionados na perigosa região da Kandahar).

Não é certo que Beknazarov consiga ganhar as próximas eleições, mas o apoio das poderosas e ricas mafias do narco-tráfico locais é praticamente certo e isso coloca-lhe nas mãos os recursos necessários para vencer qualquer eleição num país esmagado pelo peso de uma dívida externa de 2 biliões de dólares, o equivalente a 72% do PIB. Uma dívida que os banqueiros do mundo já receberam várias vezes, em juros, mas que continuam a reclamar desprezando a vida dos naturais dos países que escravizaram e a própria sustentabilidade económica dos países endividados, arriscando-se assim, numa política cega e funesta, a matar a sua própria galinha dos ovos de ouro…

De permeio, ganham as imensamente ricas e cada vez mais poderosas Mafias da Droga, que já encontraram no Afeganistão um Santuário seguro para as suas operações e que agora se preparam para tomar sob controlo mais um país da região, perante a passividade das forças da NATO ocupadas em combater os cada vez mais activos Talibans e a negociar “neutralidades cooperantes” com os Senhores da Guerra locais e ignorando que é a Droga que financia uns e outros, e que no seu fim radicaria desde logo a força e o financiamento destes radicais islâmicos…

Sem dúvida que estes empréstimos concedidos pelo FMI e pelo Banco Mundial nas últimas décadas pouco contribuiram para melhorar a situação na maioria dos países que os receberam, desaparecendo na maioria nas mãos de poderosas élites corruptadas e em formas subreptícias de aquisição de armamento. E agora, a maioria destes países estão sobrecarregados de Serviço da Dívida, imoral em tantos casos, porque a dívida inicial já foi paga e agora, restam os juros que continuam a ser pagos a favor de uma Banca internacional crescentemente ávida de lucros e ignorante do sofrimento que estes acarretam.

Urge quebrar este ciclo, definir um mecanismo generalizado de “Perdão da Dívida” quando estiver alcançado um certo nível de remuneração à Banca e – sobretudo – criar condições para que empréstimos futuros não sejam desperdiçados como foram estes dos últimos quarenta anos. Se isso implicar, cedências de soberania por parte das nações receptoras, seja, mas que se encontrem mecanismos que impeçam o escandaloso enriquecimento de alguns à custa da miséria dos demais.

E que se repense a geografia política de países que não têm recursos para serem algum dia auto-suficientes… Que se subdividam estas nações em unidades federadas de menores dimensões e mais eficazmente geríveis e monitorizáveis e se dissolvam os grandes Estados ingovernáveis como o Sudão, a Argélia, a Índia, a Nigéria, Angola, países demasiado extensos para poderem ser governados em condições de eficácia e que apenas existem enquanto herança de um passado colonial que urge ultrapassar e actualizar encontrando nas tradições locais e regionais a energia renovadora que tem faltado.

Fonte: Al Jazeera

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A OPA da Sonae.com sobre a PT falhou…

 

Embora as minhas posições sobre a OPA da Sonae.com sobre a PT nem sempre tivessem acolhido as melhores recepções por partes de alguns leitores cá do Quintus, parece que no final se revelaram mais ou menos acertadas, já que a OPA de Belmiro e do seu filho, Paulo de Azevedo sobre a Portugal Telecom falhou rotundamente…

Posts Anteriores sobre a OPA da Sonae.com sobre a PT:

A Sonae aumenta a sua proposta pela Portugal Telecom para 10,5 euros

“A Sonaecom propõe-se ainda manter um mínimo de 50,01% do capital da PT nos primeiros 4 anos subsequentes ao termo da oferta, e um mínimo de 33,34% entre o 5º e o 10º ano”

A OPA da Sonaecom sobre a PT e a evaporação da única multinacional portuguesa

A Conspiração Castelhana contra a PT

Com a decisão da maioria dos accionistas da PT votarem contra a desblindagem dos estatutos da empresa cumprem-se vários aspectos positivos:

1. A PT não vai ter que vender a Vivo no Brasil à Telefonica, conforme esta desejaria e, motivo pelo qual pressionou o Santander a financiar a OPA de Belmiro. Assim, Portugal continua a ter uma multinacional de dimensão considerável, e mantem as suas operações no país mais importante, no coração e na Economia, para Portugal, o nosso irmão transoceânico chamado Brasil.

2. As reduções de postos de trabalho resultantes das “sinergias” e da fusão entre as duas maiores empresas portuguesas de comunicações móveis e fixas não irão ocorrer. Assim, o Desemprego resultante desta Fusão não vai ocorrer e o dinamismo que agora a Sonae.com e e a PT vai ter que demonstrar, uma para provar que os accionistas agiram acertadamente ao não desblindar e a outra para provar que não é esta derrota que vai assinar o seu fim, poderão até criar um novo clima de investimento e desenvolvimento que não existia antes e que certamente não havia enquanto durou este impasse da OPA.

3. A France Telecom não entra no mercado do fixo em Portugal… Como queria e razão pela qual era uma das financiadoras de Belmiro e os espanhóis da Telefonica mantêm-se fora da Vivo… E no lugar de ambas, fica uma empresa portuguesa, com a maioria de accionistas portugueses e que reinveste em Portugal a maioria dos lucros aqui gerados…

4. A promessa da administração da PT de que as redes seriam separadas, terá que ser cumprida, já avisou Mário Lino, o Ministro das Obras Públicas: “O Governo está determinado em fazer cumprir o compromisso do conselho de administração da PT de separação das redes de cabo e de cobre”. Desta forma, o mercado vai ganhar em Concorrência e Transparência e abrir-se-á um caminho para baixar os custos das comunicações e do acesso à Internet…

5. Uma das maiores empresas portuguesas, a Sonae.com e a sua casa-mãe, vão manter-se fora do endividamento esmagador que a aquisição de um gigante como a Portugal Telecom as obrigaria a assumir… Especialmente, frente a bancos espanhóis, sempre nacionalistas e ávidos em satisfazer os interesses de um dos seus maiores clientes: a Telefonica… Aquele que é provavelmente o maior empresário português, Belmiro de Azevedo, fica livre para investimentos e projectos mais produtivos para Portugal do que o desfazer e o quebrar da maior empresa portuguesa da actualidade… a PT.

6. Findo o longo processo da OPA, a PR regressa à normalidade e pode recomeçar os seus projectos de expansão internacional e alargar as suas operações no Brasil, livre das ameaças da Telefonica e da France Telecom.

Em nota de rodapé fica a reacção de Belmiro de Azevedo que quando interrogado à saída de uma conferência reagiu que ainda não tinha na sua posse informações sobre o resultado da assembleia-geral de accionistas da PT… “não sei de nada”, enquanto segurava um telemóvel na mão…

Fonte: Público

Acha que Portugal ficou melhor ou pior depois do fracasso da OPA sobre a PT?
1) Melhor
2) Pior
3) Na mesma

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A Airbus vai despedir 10 mil trabalhadores


(http://www.linternaute.com)

A Airbus vai reduzir em toda a Europa mais de 10 mil postos de trabalho em consequência da descida do preço do dólar americano e dos sucessivos atrasos com o novo A380… A maioria destes despedimentos vai ter lugar nas duas fábricas que a empresa opera na Alemanha, mas também na fábrica de Saint-Nazaire-Ville, em França. Simultaneamente, uma fábrica no Reino Unido, outra em França e outra ainda na Alemanha estarão disponíveis para acolher novos investidores.

As dificuldades do construtor europeu resultam da política do Banco Central Europeu que mantêm o Euro alto, ignorando as dificuldades que isso cria às empresas exportadoras que têm que enfrentar políticas cambiais muito agressivas no Oriente e, sobretudo, nos EUA. Resultam contudo, também em boa medida, de ineficiências internas da Airbus que resultaram na explosão dos custos de desenvolvimento do A380, os quais já ascendem a mais de 16 biliões de euros e que atrasaram em dois anos as primeiras entregas do aparelho.

Fonte: CNN

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Sobre o recente disparar do número de desempregados em Portugal

Embora existissem alguns sinais que indicavam que o número de desempregados em Portugal tinha finalmente parado de crescer, o INE revelou recentemente que no quarto trimestre de 2006 a taxa de desemprego tinha subido para 9,2%, mais 0,2 em relação ao período homólogo, e mais 0,8% comparativamente com o trimestre anterior. No total, existem em Portugal, actualmente 458 mil desempregados…

Quando confrontado com estes números, o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, que a este ritmo se arrisca a mudar de título para “ministro do Desemprego e da Inércia Social”, Vieira da Silva, declarou que se “tratava de um momento e não de uma tendência”… O ministro optou assim por enfiar a cabeça dentro da areia…

Mas mesmo que a tal dita “Retoma” se afirme mesmo como verdadeira e substancial, isso implicará uma redução do número de desempregados? E como esquecer que um número crescente deles tem mais de quarenta anos e que o mercado de trabalho, os gestores e empresários portugueses e até, o próprio Estado, se recusam a empregar pessoas que tenham mais de 40 anos, sem terem em conta a sua experiência ou qualificação profissional? E que a maioria dos jovens (até aos 35 anos) têm actualmente um emprego precário? E que quando se encontra finalmente um emprego, depois de longos meses ou anos de busca incessante, este é geralmente mais mal remunerado que o anterior? E precário, quase de certeza…

O que pode o Estado fazer além de enfiar a cabeça debaixo da areia e esperar (sentado) que o “Mercado” resolva o problema? Bem… Pode começar por aliviar os impostos que as empresas pagam pelos empregados com mais de quarenta anos, incentivando as empresas a contratar pessoas desta faixa etária e reduzindo em geral a carga fiscal que tem pagar quem contrata, em todos os outros segmentos da população laboral portuguesa… É que é preciso não esquecer que a maioria dos trabalhadores de quarenta anos de idade tem filhos em idade escolar ou pré-escolar e que o seu desemprego acarreta para além de um drama pessoal a erosão significativa da qualidade de vida de uma criança e de um futuro cidadão que o Estado tem o dever de acarilhar e proteger, tanto como os seus pais…

Fonte: Agência Financeira

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Da Demissão de Jardim e dos perniciosos efeitos do Offshore da Madeira


Sócrates e Jardim numa das mais geniais montagens do WeHaveKaosInTheGarden

“Decidi apresentar a demissão do governo regional porque não estou em posição de enfrentar esta multiplicação de novos problemas, sem um mandato claro do eleitorado da Região Autónoma da Madeira. Coloco-me nas mãos do povo, mas ao recandidatar-me à liderança do governo regional demonstro que não fujo, nem abandono, quando as circunstâncias estão insuportavelmente muito mais difíceis.”

Alberto João Jardim ao anunciar a demissão do Governo Regional da Madeira.

Pois estão, caro Alberto João! As circunstâncias estão muito mais dificeis, mas sobretudo porque aparentemente a velha dança da ameaças e da baixa chantagem com que Jardim soube esmifrar dos cofres da República já não tem o público fiel e amedrontrado de sempre, mas alguém tão teimoso e obstinado como Sócrates… Não quer isto dizer que ache Sócrates um bom Primeiro Ministro, não o é, mas é certamente muito mais competente na aplicação da Cartilha imposta por Bruxelas e pelos economistas mainstream do que qualquer outro dos seus antecessores, mesmo ao ponto de afrontar o até então invencível Jardinossaurus madeirense… É certo que Sócrates viu a sua rectaguarda coberta pelo sisudo e “economista” Cavaco Silva, que nunca conseguiu muito bem as alarvidades que surgiam da Madeira durante os seus mandatos como Primeiro Ministro e que vê agora consuma uma tardia vingança pessoal contra os arrevoados jardínicos…

Mas o que é mais irónico nesta questão da Demissão de Jardim é que… Ele tem razão ao protestar contra a aplicação à Madeira da nova Lei das Finanças Locais… É que se a Madeira se destaca agora da média do PIB nacional não é porque esteja efectivamente mais rica do que a média, sobretudo porque as grandes, extensas e graves áreas de pobreza na ilha são sobejamente conhecidas, é porque o famigerado Offshore da Madeira catapulta para a estratosfera os rendimentos supostos dos ilhéus, quando na verdade, o Offshore pouco emprego cria e quase nenhuma riqueza traz, já que os Bancos, os Especuladores e demais que por aqui frutificam não passam de “empresas virtuais”, por vezes, sem mais presença do que uma caixa postal ou um escritório de um advogado… Mais uma vez, a Economia real é prejudica por esse artificialismo que é o “Mercado de Valores” e as “Engenharias Financeiras” que para além do enriquecimento brutal e escandaloso de umas centenas, produzem a miséria em muitos milhões… E agora agravam o estado económico daquela que é efectivamente ainda uma das zonas mais pobres de Portugal, apesar de um “governo estável” (onde estão as suas vantagens?) de Alberto João Jardim, desde 1975…

De uma forma ou de outra, aposto como Jardim daqui a uns meses está de novo no poleiro na Madeira, vociferando com uma energia renovada os seus protestos contra o “Continente” e reclamando parte de Leão no cada vez mais encolhido Orçamento de Estado. Querem apostar?

Fonte: Diário Digital

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Sobre o Encerramento das Urgências do Interior e do Economicismo Cego deste Governo


(Fotografia LUSA)

Multiplicam-se os protestos contra o encerramento das Urgências decididas pelo ministério da Sáude. A 18 de Fevereiro, mais de duas mil pessoas reuniram-se em Valença para prostestarem contra o encerramento das Urgências locais chegando ao ponto de cortar o trânsito na ponte internacional Porto-Valença e sofrendo de permeio uma carga pouco entusiasmada da GNR que tentava assim evitar o corte da via de trânsito.

Estes encerramentos são o produto de um estudo da chamada “Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências” e no caso de Valença obrigariam a uma deslocação de 20 Km até Monção, e à transferência posterior para o hospital de Viana do Castelo, a mais de 80 Km de distância…

Os populares afirmam que é “mais rápido e seguro ir a Tui”, já que a perspectiva de andar numa ambulência 20 Km e depois mais 80 Km até Viana, recorda na mente de muitos os acontecimentos recentes de Odemira…

Se em relação aos encerramentos de maternidades do interior já tive as minhas dúvidas, mas aceitei na generalidade os argumentos do ministério, no caso das Urgências, os verdadeiros motivos por detrás do encerramento das Maternidades vêm à superfície e tornam-se claros… Motivações puramente economicistas e completamente desligadas de critérios de eficiência e de qualidade de serviço estão por detrás de mais uma manobra de subserviência bacoca aos ditames orçamentais impostos por Bruxelas e pelos malévolos arquitectos do PEC. A esta horda nórdica e loura pouco importa que o interior do nosso país se esvazie e se reduza cada vez a um ermamento sistemático e sem travão… Pouco importa também aos senhores do Paço que as populações do interior acabem por morrer nas estradas esburacadas e tortuosas do interior enquanto eles preparam as suas reformas douradas num qualquer quadro de Administradores de uma grande empresa e com os cartões dos seus Seguros de Saúde de Élite nas carteiras…

Pouco importa a estes Centralistas de Lisboa, mas não devia importar aos portugueses que asfixiam e que tentam fazer abandonar o nosso mais puro e essencial centro da Portugalidade: o nosso Interior. E esperemos que disto mesmo se recordem estes portugueses nas próximas eleições autárquicas e legislativas de modo a não perpetuarem no Poder os mesmos partidos que assinaram cegamente estes ditames de Bruxelas e que os aplicam sem jeito nem eito.

Ignoram estes governantes que Governar, não é apenas gerir um Orçamento. Governar é também Buscar, Defender e Aplicar o Bem Público.

Fonte: Correio da Manhã

Concorda com estes encerramentos de Urgências?
1) Sim
2) Não

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A Sonae aumenta a sua proposta pela Portugal Telecom para 10,5 euros


(Mais uma excelente montagem do WeHaveKaosInTheGarden)

A recente subida da proposta da Sonae.com para 10,5 euros é uma resposta a todos os analistas que avaliavam a proposta inicial como insuficiente (como temos referido por ESTAS bandas) e um reconhecimento da validade destas críticas… Um recuo raro em Balmiro, mas que responde a favor dos méritos da personagem, já que mostra uma flexibilidade que não parecia ter…

Mas este aumento também significa que este acréscimo muito significativo representa um aumento do afluxo de capitais aos cofres da Sonae.com… Já sabemos que a fonte desta afluxo não pode ser a banca portuguesa… Será que vem também do Santander, como a parcela de leão da proposta inicial? Ou será que vem de um outro investidor estrangeiro, como a France Telecom? De uma forma ou de outra, o aumento do envidamento que representa garante praticamente que logo que a OPA estiver concretizada (agora uma possibilidade bem real) a Sonae se apressará a vender a Vivo e tudo aquilo que na PT fôr considerado fora do seu Core Business… Para mal da Economia portuguesa, que assim assisistirá simultaneamente ao encolher da maior empresa nacional (a Portugal Telecom) e ao endividamento esmagador da maior empresa privada portuguesa, a Sonae…

É claro que nem todos acreditam neste aumento… Joe Berardo, o maior especulador bolsista português e o detentor de 2,07% da PT afirmou que “continuam na brincadeira. Primeiro diziam que íam descer o preço, depois que o íam manter e agora oferecem isto? Esta oferta não pode ser admissível.”

Fonte: Agência Financeira

 

Acha que a OPA da Sonaecom sobre a PT será positiva para a Economia Portuguesa?
1) Sim
2) Não

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2007 será o ano da «Grande Depressão» nos EUA?


(http://upload.wikimedia.org/wikipedia)

Os seis grandes perigos para a Economia Americana em 2007, segundo a LEAP/E2020:

“1- Taxa de poupança negativa e baixa anual dos preços do imobiliário a nível nacional: dois importantes indicadores económicos doravante no seu ponto mais baixo desde a crise dos anos 1930.

2- A “montanha russa” das taxas de juro americanas em 2007: baixa acentuada na Primavera e grande alta no Outono.

3- O sector financeiro americano já entrou em falência: hoje a Ownit, Mortgage USA Lenders, amanhã a Ameriquest, Wells Fargo, HSBC Finances?

4- Médio Oriente: para mascarar seu fracasso no Iraque, a administração Bush prepara a guerra intra-muçulmana de xiitas contra sunitas e Israel o bombardeamento nuclear táctico do programa atómico iraniano.

5- A China e a Rússia empenham-se em 2007 em repelir os Estados Unidos para fora da Ásia Central e organizar a sequência da queda do dólar.

6- Mercados emergentes, empréstimos imobiliários em risco: 2007 verá o grande retorno do risco nos mercados financeiros … e a conta vai ser pesada após os anos de descuido.”

Fonte: www.resistir.info

2007 será o ano da «Grande Depressão» nos EUA?
1) Sim
2) Não
3) Talvez…

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Portugal: Inflação, preços e a estagnação dos custos laborais


(http://www.moneymuseum.com)

Em 2006 a inflação em Portugal ascendeu a 3.1%… Aparentemente, esse aumento não foi inferior aos custos das maiores empresas portuguesas, já que EDP, Galp, PT e outras registaram lucros muito consideráveis.

Na raíz do aumento da inflação não esteve certamente o custo do Trabalho, já que este – segundo o insuspeito Eurostat – aumentou em Portugal cerca de 0,1% enquanto que no resto da União Europeia subia mais de 2%… Ou seja, isto significa que os custos com o Trabalho estão em Portugal estagnados e que houve – de novo – mais uma quebra no poder de compra dos portugueses… Se a Economia recuperou tão timidamente, isso deve-se certamente a esta continuada erosão do poder de compra, mitigada apenas pela explosão (perigosa) do Crédito ao Consumo…

Fonte: www.resistir.info

O que pensa do seu poder de compra em 2006?
1) Caiu
2) Manteve-se
3) Subiu

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Espanha cresceu 3,8% em 2006

A economia espanhola obteve no último trimestre de 2006 um crescimento de 4%, o que fez com que Espanha tivesse conseguido um crescimento no PIB de 3,8% em 2006.

Apesar dos receios quanto ao fim deste período de crescimento sejam crescentes em Espanha (como refiro AQUI), especialmente devido à muito inflaccionada “Bolha Imobiliária” este crescimento é o maior desde o terceiro trimestre de 2001 e parece estar a ser impulsionada pelo crescimento da procura interna, resultante dos ganhos salariais dos últimos anos, mas também pelo bom desempenho das exportações dos bens de equipamento e da construção civil, permanecendo esta como o principal motor do crescimento económico espanhol.

Estas são boas notícias para Portugal… O bom desempenho da economia espanhola nos últimos anos tem impedido a estagnação de se tornar em depressão económica, já que Espanha é o nosso maior parceiro comercial e também o mais importante investidor e a continuação deste bom desempenho do PIB espanhol pode ser determinante na recuperação da nossa própria Economia… Assim continue ele!

Fonte: EFE

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O investimento da Pescanova em Mira e a Eutrofização


(http://www.ccdr-alg.pt)

“O investimento de 350 milhões de euros que os espanhóis da Pescanova irão fazer no concelho de Mira para a produção, em aquicultura, de sete mil toneladas de rodovalho pode vir a ser uma alavanca para todo o sector, consideram os industriais portugueses. Mas, para que isso seja possível, adiantam, têm de ser derrubados alguns constrangimentos, como a burocracia ambiental.” (…) “Uma aquicultura vai produzir azoto e fósforo, o que gera riscos de eutrofização, mas considero (afirma Vítor Carvalho, o responsável pelo projecto) que deveria haver uma entidade que fiscalizasse o balanço entre o que é negativo e positivo e tomasse a decisão.”

Fonte: Público de 3 de Janeiro de 2007.

Desenvolvimento à custa da Ecologia ou Desenvolvimento Sustentado? A eutrofização é um problema muito sério e ocorre sempre que uma produção agropecuária produz um excesso de nutrientes e este provoca um aumento explosivo do número de microorganismos e, consequentemente, um declínio brutal na qualidade da água.

É verdade que Portugal precisa desesperadamente de mais industria e emprego, mas será que precisamos de explorações agroindustriais desta escala que prejudicam seriamente o Ambiente? Não seria preferível construir uma série de explorações de aquicultura, de igual capacidade total, mas dispersas pelo território, de modo a facilitar a aborsão natural dos produtos orgânicos resultantes pelos solos, mas mantendo – no total – o mesmo nível de produção e emprego?

 

Conhecia o fenómeno da «Eutrofização»?
1) Sim
2) Não

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