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Wolfram Alpha: o motor de busca do conhecimento

Um dos espaços mais interessantes da Web atual é o motor de busca Wolfram Alpha. O seu objetivo maior é o de condensar todo o conhecimento humano que possa ser computável e torná-lo acessível a todos os que tenham um computador e um acesso à Internet.

Com esse propósito, o motor de busca reuniu dados objetivos de fontes estatísticas e submeteu-os a algoritmos próprios permitindo produzir respostas factuais a perguntas em inglês corrente que lhe sejam submetidas.

Na sua fase atual, o Wolfram|Alpha tem mais de dez triliões de dados, com mais de 50 mil algoritmos diferentes e múltiplas capacidades linguísticas. No total, este edifício é sustentado por um programa com mais de cinco milhões de linhas de código.

Atualmente, o motor de busca concentra-se nas áreas científicas, técnica e económica. Nos próximos meses a equipa responsável pelo motor de busca irá concentrar-se em introduzir elementos de caracter cultural e até da cultura popular.

O nome do motor de busca é uma variação a partir do líder do projeto, Stephen Wolfram que trabalha nele, no papel, e desde há 30 anos, em computador nos últimos 3 anos.

Fonte:
http://www.wolframalpha.com/about.html

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O Parlamento Europeu recusa o “Pacote das Telecomunicações”. Por enquanto… Estejamos atentos à 2ª volta!

Hoje, dia 6 de maio de 2009, os lobbies das empresas de telecomunicações (ISPs) estão de luto. A pressão de muitos cibernautas e o bom senso revelado à última hora pelos eurodeputados – nomeadamente pelo eurodeputados da Esquerda portuguesa que mudaram o sentido do voto à última hora – acabara, por fazer chumbar o “Pacote das Telecomunicações”. A maioria dos eurodeputados concordaria que a alteração proposta iria de encontro aos direitos básicos dos cibernautas europeus.

O pacote incluía varias cláusulas altamente lesivas mas nem por isso tinha deixado de ser aprovado por todos os Estados-membros. A polémica clausula que permitia o corte do acesso à Internet, sem sequer haver a ordem de um juiz, bastando apenas que houvesse uma vaga e demasiado “interpretativa” “ameaça à segurança pública”, isto é, o velho argumento do “terrorismo” reutilizado para reduzir as liberdades e direitos individuais.

Contudo, o pacote só não foi aprovado porque a maioria dos deputados não votou contra o Pacote, mas a favor de uma emenda ao mesmo que anularia a sua provisão mais polémica, precisamente aquela que possibilitava o corte de acesso sem aval judicial. Este “tecnicismo” levou ao chumbo do conjunto do pacote, já que este fora o produto de um acordo com o Conselho Europeu e agora terá que ser produzido novo acordo, já contendo a dita emenda.

Assim, ainda que o desejo de Sarkozy de cortar o acesso a quem quer que fosse suspeito de partilhar ficheiros protegidos por direitos de autor, sem autorização judicial tivesse sido negado, todo o resto do pacote permanece inalterado e após novo acordo com o Conselho de Ministros, regressará a plenário, sendo muito provavelmente aprovado! E entre este resto encontra-se o ponto central do Comunicado MIL Contra a divisão da Internet em “pacotes de serviços“!

Assim as pressões provenientes das empresas de telecomunicações, mas também da própria Comissão Barroso e do Conselho de Ministros que tinham alinhado docilmente com as primeiras e contra os interesses dos cidadãos europeus, foram por enquanto anuladas e o seu Pacote adiado… Os eurodeputados da ala esquerda do PE vão contudo apresentar uma serie de emendas provenientes de contactos de vários cidadãos. Boa parte destas referem-se à inclinação desreguladora (que toa bons resultados deu no setor financeiro…) do Pacote, reforçando estas emendas o conceito de “acesso à Internet” como um direito fundamental e protegido segundo tal e que os cibernautas não devem ser tratados como simples consumidores de um serviço comercial. A alternativa que era proposta pela Comissão permitia que as empresas dividissem o acesso em “pacotes de serviços” alegando “liberdade de escolha” e a “sã concorrência entre fornecedores”, como se essa liberdade não existisse já, sem “pacotes” e sem que esse espartilhamento não levasse a uma nova cobrança por um acesso dividido que agora já existia, mas de forma gratuita.

Outro aspecto questionável entre as várias polémicas medidas deste “Pacote das Telecomunicações” é o reconhecimento às empresas da sua capacidade para prioritizar pacotes, isto é, para dar prioritizar a um dado de serviço sobre outro, por exemplo, tornar mais rápido a navegação na Web contra a visualização de filmes, o uso de clientes de BitTorrent ou VoIP, como o Skype. Estas medidas já são efetivamente conduzidas pela maioria dos operadores, por razoes “técnicas” mas de forma nunca assumida. Até agora, em que a Comissão deixa cair o conceito da “neutralidade de dados” e permite que os operadores decidam sozinhos o que é importante e o que não é, o que abre um perigoso precedente.

Contra este aspecto do Pacote (latente e não morto, recordemo-nos) o deputado Miguel Portas apresenta no seu site no PE uma das alterações propostas, segundo o princípio “de que os utilizadores finais devem poder aceder a – e distribuir – quaisquer conteúdos e utilizar quaisquer aplicações e/ou serviços de sua eleição, em conformidade com as disposições relevantes da legislação comunitária e com o direito substantivo e o direito processual nacionais.” que anularia efetivamente a proposta divisão do acesso à Internet em pacotes de serviços.

A emenda proposta pelo PSE e pelo PPE/DE aclara ainda que “As medidas tomadas relativas ao acesso a ou à utilização de serviços e aplicações através de redes de comunicações electrónicas respeitarão os direitos e as liberdades fundamentais das pessoas singulares, inclusive no que diz respeito à privacidade, liberdade de expressão e ao acesso à informação e ao direito a um julgamento pronunciado por um tribunal independente e imparcial, estabelecido por lei e agindo nos termos de um processo equitativo, em conformidade com o artigo 6.° da Convenção Europeia para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais.” Sublinhamos aqui a “liberdade no acesso à informação” que se corretamente interpretada iria efetivamente impedir qualquer divisão do acesso em pacotes de serviços.

Desta feita, a pressão dos cibernautas foi determinante para o bloqueio deste Pacote, com todos os seus diversos aspectos negativos que incluía…  Mas não foi (ainda) uma vitória. Longe disso. Os “lobos” da indústria continuam vigilantes e a Comissão Europeia e o Conselho de Ministros tiveram que engolir a emenda do corte de acesso sem mandato judicial, mas todo o resto irá regressar brevemente a Plenário no PE. Estejamos atentos e preparados para a próxima arremetida da “Europa dos Senhores” contra os seus cidadãos e a renovar toda a nossa pressão nas caixas de correio dos deputados europeus.

O “chumbo” expõe também a importância da existência de um órgão como o Parlamento Europeu – mais próximo dos cidadãos” que a solipsista e não-eleita Comissão Europeia que possa travar as suas cedências e compromissos com os grandes lobbies corporativos.

Endereços de Correio Eletrónico dos Eurodeputados portugueses

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378935
http://www.miguelportas.net/blog/2009/05/05/internet-e-liberdade-em-debate-no-parlamento-europeu/
http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/corte_da_internet_compromete_pacote_das_telec_993090.html

http://www.europarl.europa.eu/news/expert/infopress_page/058-54125-111-04-17-909-20090421IPR54124-21-04-2009-2009-false/default_en.htm

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Lançamento da revista “Nova Águia”: HOJE !

Como é sabido, A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA, pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas.
O primeiro número, a ser lançado em Maio, terá como tema “a ideia de Pátria: sua actualidade”.
O segundo, a ser lançado em Novembro, terá como tema “António Vieira e o futuro da Lusofonia”.

A Revista resulta de uma parceria entre a Editora Zéfiro, a Associação Marânus/Teixeira de Pascoaes, que será a nossa sede a Norte, e a Associação Agostinho da Silva, que será a nossa sede a Sul (Rua do Jasmim, 11, 2º andar – 1200-228 Lisboa; E-Mail: agostinhodasilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http://www.agostinhodasilva.pt/).

LANÇAMENTOS DA NOVA ÁGUIA

30 de Abril – 15h00: Fundação José Rodrigues (Rua da Fábrica Social, Porto). Conferência de imprensa de apresentação da NOVA ÁGUIA.

19 de Maio – 21h30: Fundação José Rodrigues (Porto)
24 de Maio – 15h00: Galeria Artur Bual (Amadora)
28 de Maio – 21h30: Atrium Chaby (Mem Martins)
31 de Maio – 17h00: Palácio Pombal (Lisboa)
– 20h00: Biblioteca Municipal de Sintra
3 de Junho – 15h00: Universidade de Évora
6 de Junho – 21h30: Galeria Matos-Ferreira (Lisboa)
7 de Junho – 16h00: Livraria Livro do Dia (Torres Vedras)
– 21h30: Casa Bocage (Setúbal)
11 de Junho – 15h00: Universidade de Aveiro
– 17h00: Casa Municipal da Cultura (Coimbra)
14 de Junho – 18h30: Livraria Arquivo (Leiria)
15 de Junho – 17h00: Vila da Batalha/ Batalha Medieval
18 de Junho – 18h00: Universidade do Algarve (Faro)
20 de Junho – 18h00: Amarante
22 de Junho – 16h00: Quinta dos Lobos (Sintra)

Setembro, dia 25, 18h00: Hemeroteca Municipal de Lisboa
Outubro: Universidade do Minho (Braga)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com ; 967044286

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Knol: A “Wikipedia” da Google?

Knol
(Imagem de um “Knol” in http://www.futura-sciences.com)

A Google arrancou com um novo serviço, ainda disponível apenas para um grupo restrito de utilizadores conhecido como “Knol”. Por enquanto o sistema está ainda limitado a um restrito grupo de utilizadores seleccionados pela própria Google, mas quando terminar a fase de desenvolvimento do novo produto, o acesso estará aberto a todos os que quiserem publicar aqui conteúdos. É que é exactamente disso que trata o “Knol”… De publicação de conteúdos… Todos aqueles que souberam algo sobre um determinado assunto devem publicar um artigo autoritativo no “Knol”. Como num livro, cada “Knol” (a unidade básica deste sistema de conhecimento) terá claramente identificado o seu autor (e ao contrário da Wikipedia, onde essa autoria nem sempre é clara) e de facto, identificar claramanente a fonte de um determinado artigo (“Knol”) pode ser determinante para a fabilidade do mesmo, como se viu recentemente na Wikipedia… (ver AQUI).

Os “Knols” devem cobrir praticamente todas as áreas do conhecimento.: desde ciência, história, geografia, entretinemento, etc. A Google manterá o conteúdo online, mas a responsabilidade editorial será dos autores. O produto conterá também todos os conceitos popularizados pelas ferramentas de Blogging e das Redes Sociais actuais, como a capacidade para submeter comentários, submeter perguntas, uma noção já usada pelo Answers.com, aliás, para além das habituais opções já existentes na Wikipedia, para fazer edições, inserir mais contéudo e oferecendo ainda novas funções, como a avaliação de “Knols” por um sistema de pontos. Também ao contrário da Wikipedia, um “Knol” poderá ter anúncios, supõe-se que usando o sistema AdWords da Google.

Quando o sistema estiver completamente pronto, e alimentado já com um número suficiente de artigos que estão a ser neste momento redigidos, os seus contéudos devem receber algum tipo de favorecimento nos resultados do motor de busca… Felizmente, a Google não obriga a que os conteúdos aqui presentes não possam estar em mais lado nenhum, podendo residir noutros endereços e haver publicações paralelas de conteúdo.

Uma proposta interessante, que manteremos “debaixo de olho”…E onde, quem sabe?… Para onde talvez venhamos a contribuir…
Fonte:
Google Blog

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Amie Street: Uma forma original de comprar (ou não…) música livre de DRM

Em pleno clima de desespero das produtores de música frente ao desabar das suas vendas e à evaporação crescente dos seus lucros encontramos aqui e além propostas interessantes que servem de alternativas viáveis para uma indústria que se sente encostada contra a parede e que multiplica em desespero políticas cada vez mais agressivas contra a pirataria recorrendo frequentemente ao uso de meios excessivos e que provocam danos de proporções “nucleares” na sua já muito corroída imagem…

Mas existem abordagens a este problema… Por exemplo, a Amie Street, apresenta uma proposta interessante para o problema da disseminação digital via Internet ou redes P2P de músicas protegidas com Direitos de Autor. Neste site é possível usar técnicas de “Redes Sociais” (Social networking) como aquelas que popularizaram o MySpace, o Facebook ou o Hi5, para destacar autores e bandas, para que possamos identificar novos autores de estilos que apreciamos e com preços distintos consoante a sua procura ou novidade. Isto é, não estamos já perante o modelo de preço único popularizado pela Apple no seu iTunes – em que cada tema custa sempre 1 dólar – mas perante preços variáveis, começando por 0 cêntimos (raras e difíceis de encontrar…) até aos 98 cêntimos de acordo com a sua popularidade e novidade. Os membros do serviço votam a sua preferência no site e por cada voto recebem créditos que faz reduzir o preço das músicas que aqui compram em valor proporcional à subida do tema que votaram, o que incentiva a votação em temas de qualidade…

O modelo da Amie Street também garante que uma parte substancial vai para quem deve efectivamente ir: para os artistas, ao contrário do que acontece frequentemente com alguns contratos draconianos impostos pelas grandes editoras… 70% das vendas vão directamente para os artistas… Estes fazem o upload gratuito dos seus temas e estes ficam de imediato disponíveis para compra.

As músicas aqui compradas estão livres daquele pesadelo engendrado pelas multinacionais do ramo chamado DRM que impede efectivamente que os comprados de música façam cópias para seu uso privado ou como backup para eventuais e comuns erros dos media (CD Audio, DVD, etc) e que copiemos a licença de audição (que de facto é isso que compramos) para outro Media, por exemplo, uma música comprada no iTunes não pode ser copiada para um leitor da CreativeLabs! Bem, aqui, pela Amie Street não é isso que passa. Todos os temas são MP3 normais, sem tecnologia DRM e podem ser livremente copiados (mas respeitando sempre as regras dos Direitos de Autor).

Fonte: Amie Street

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Do aumento da produção automóvel na China, da ascensão de uma classe média e suas consequências


(Um Chery A15 chinês in http://www.autolook.ru)

“A produção industrial da China, aumentou 19,4% em Julho, face ao mesmo período do ano passado, com o crescimento da indústria automóvel em destaque, anunciou ontem o Instituto Nacional de Estatística Chinês.”
(…)
“A produção automóvel foi o sector com mais crescimento do último mês, com um aumento total de 32,7% face a Julho do ano passado e de 27,9 apenas nos automóveis de passageiros.”
“O executivo de Pequim diz, no entanto, que em breve os números vão baixar, quando se fizerem sentir as medidas adoptadas pelo Governo, como o corte de incentivos às empresas exportadoras.”

Este aumento da produção industrial da China revela que agora o motor do seu crescimento já não é totalmente o seu sector exportador… Com efeito, o sector onde a produção mais aumentou (32,7%) foi precisamente o sector automovel, onde o peso das exportações é menor e cujo destino primário é o consumo interno… Os problemas tecnológicos e de segurança com os modelos automóveis fabricados na China são conhecidos e têm impedido a sua presença na Europa e nos EUA – onde os regulamentos de Segurança são mais exigentes – por isso, e embora os fabricantes de automóveis chineses estejam a comprar toda a tecnologia que podem (ainda recentemente compraram uma fábrica de motores da BMW no Brasil que desmontaram e tranferiram para a China, como se pode ler AQUI) e estejam a realizar toda a “Engenharia Inversa” que podem, ainda estão demasiado longe dos padrões ocidentais para poderem competir com as marcas em circulação no Ocidente, mesmo na gama mais económica…

Será que este aumento signfica que a China está finalmente a resolver o problema da sua dependência excessiva das Exportações e – sobretudo – do Crescimento Contínuo das mesmas? Será que existe finalmente suficiente “massa crítica” de consumidores com poder de compra suficiente para poder sustentar a Economia chinesa sem que esta continue a ser a “Fábrica do Mundo” esvaziando o resto do Globo de todo o seu tecido industrial? Será que estamos perante o princípio de um ciclo económico em que as Exportações e as Importações dominaram a economia mundial e estamos a regressar novamente a economias mais equilibradas, autosustentáveis e onde os contactos comerciais se reduzem a níveis mais razoáveis e menos danosos para o meio ambiente?

Este aumento aparente do poder de compra dos chineses médios indica também que está a ser forjada na China uma classe média que está a adquirir meios económicos mínimos e que dentro de poucos anos poderá também despertar para um papel cívico que a sociedade ditatorial presente lhe impede de exercer… É que se é relativamente fácil manter dócil uma imensa mole de operários subremunerados e desprovidos de direitos laborais, realizar tal “proeza” numa sociedade mais equiluibrada e com uma classe média activa e numerosa é significativamente mais difícil…

Por fim, e como nota final, repare-se como as ajudas às exportações prestadas pelo Governo Chinês são importantes para o vigôr exportador da sua economia: “O executivo de Pequim diz, no entanto, que em breve os números vão baixar, quando se fizerem sentir as medidas adoptadas pelo Governo, como o corte de incentivos às empresas exportadoras.” Provando que não é só do Mercado e da sua Competitividade que advém o sucesso exportador do “Império do Meio”…

Fonte: Público de 16 de Agosto de 2007

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A Grande Doença da Economia dos EUA: Fusões, Aquisições e Desinvestimento

Desde 2003 que os lucros das maiores multinacionais americanas não páram de crescer… A regra do “double digit” impôs-se para o crescimento dos seus lucros, assim como a imposição de políticas de pessoal cada vez mais draconianas e recorrendo a “reestruturações” cada vez mais violentas… O emprego sobe, nos EUA, mas à custa de um novo nível de fluidez e de rotatividade no Emprego… Mas sobretudo, estas grandes empresas já não dedicam uma parte significativa destes lucros em Investimento. Os enormes volumes de “Cash Flow” gerados são dispersos em aquisições e fusões com outras companhias. Os especuladores berardianos de Wall Street deliram, porque estas compras e vendas fazem aumentar a cotação das acções de manipulam, mas a Economia perde a longo e médio prazos, já que o Lucro em vez de reinvestido é disperso em aquisições de empresas concorrentes, que reduzem a competividade do Mercado, a Inovação e que anulam rapidamente qualquer novo pequeno interveniente, englobando-o no seio de uma gigantesca, e ineficiente grande corporação…

Esta é a grande doença que afecta a economia dos EUA, grande farol do modelo neoliberal: um modelo de desenvolvimento cada vez mais dependente de grandes multinacionais que desinvestem numa escala nunca antes vista e que dedicam às actividades improdutivos das aquisições uma parcela muito significativa das suas actividades e recursos. Em vez de deixarem desabrochar novas, mas pequenas e empreendedoras empresas, suas concorrentes, optam, por adquiri-las, limitando a concorrência e logo, o dinamismo da Economia e acentuando as suspeitas daqueles que acreditam que o mundo caminha rapidamente para um “Império das Multinacionais”, ineficiente, lento, pesado e ditatorial sob todos os aspectos, já que se está a imiscuir de uma forma cada vez mais sensível nas formas de governação cada vez menos democráticas e cada vez mais “lobbyzadas”…

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Consumir é um “Acto Moral” e o critério de “Proximidade Geográfica” de Consumo

Cada acto humano deve ser um “acto moral”. Neste contexto, cada visita ao supermercado deve ser uma expressão da nossa moralidade implícita. Assim, devemos evitar consumir produtos fora-de-época, e que provenham de paragens distantes, como morangos fora de época ou amendoins da China. É que para além de neste acto estarmos a desfavorecer e a contribuir para a evaporação das quintas agrícolas locais e da região onde vivemos, estamos também a contribuir para o Aquecimento Global e aumentando o consumo de combustíveis que são necessários para transportar laranjas do Chile até ao Canadá ou Kiwis da Nova Zelândia até Moscovo… É perfeitamente possível produzir e distribuir produtos equivalentes localmente, sem a dependência das agroindustrias que por dumping e pelo marketing nos impõem – sem alternativas – estes produtos nas prateleiras do comércio.

De facto, o critério de “proximidade geográfica” deve ser um dos critérios dominantes dos nossos padrões de consumo. Quanto mais distante for a origem do produto consumido menos amigável para o Ambiente foi o seu transporte; quando mais distante for a sua origem, menos auxiliámos e potenciámos as economias locais onde estamos inseridos e que nos deviam alimentar em primeiro lugar.

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Sobre a destruição do milho transgénico em Silves, o Movimento Verde Eufémia, Acção Directa e… Os transgénicos

“o milho transgênico é mais amigo do Ambiente que o convencional, porque não precisa de pesticidas”, Jaime Silva

“o principal ponto de debate é a impacto na saúde humana e no equilíbrio do ecossistema.”

“Em 2006 entraram em vigor as normas que asseguram a coexistência entre estas culturas. Entre elas devem ser respeitadas distâncias minímas de 200 a 300 metros para prevenir os riscos de contaminação”.

Público, 21 de Agosto de 2007

A propósito da recente “acção directa” do Movimento Verde Eufémia, mais especificamente na destruição de um hectar de milho transgénico (ver AQUI) e onde os manifestantes recorreram à violência física, não só contra o milho, mas também contra o agricultor (como documentam as imagens recolhidas no local), a verdade é que a invocação do 21º artigo da Constituição (ver AQUI):

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.”

Não faz sentido e aparece aqui completamente descontextualizada. Em primeiro lugar, “autoridades públicas”, na forma de militares da GNR era coisa que não faltava, tendo sido aliás muito criticada a sua passividade, tanto quanto foi a mesma elogiada pelos elementos do Movimento Verde Eufémia… E se assim foi, tal deve ter-se devido a terem concordado com a mesma, dispensando assim a justificação do “direito de resistência”… Já que as autoridades não só estavam presentes como agiram (ou não) de forma a agradar aos manifestantes…

Por outro lado, é certo que é preciso ainda fazer muitos estudos científicos sobre as consequências a longo prazo dos transgénicos, e por vezes uma consequência pode surgir a muito longo prazo, como se viu ainda não há muito tempo atrás no caso da “doença das vacas loucas”… Mas actualmente não ha indícios claros que os transgénicos sejam perniciosos para a saúde humana, animal ou vegetal… Sabe-se que podem aumentar exponencialmente a produção de alimentos, num mundo em plena e descontrolada explosão demográfica… Consomem poucos pesticidas num mundo cada vez mais poluído… Se forem tomadas medidas básicas de precaução (distância de segurança, monitorização científica, vigilância da aplicação das regras) não devemos temer os transgénicos, pelos menos à luz da ciência actual… Devemos é talvez temer a atitude de algumas multinacionais que aproveitaram o barco para criar sementes transgénicas que a pretexto da mesma “segurança” são… estéreis e que colocam os agricultores na total dependência das suas produções (actualmente cerca de 20% de todas as sementes cultivadas resultam da sementeira anterior).

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A Bloomberg admite que nos EUA um conjunto de fundos de com uma carteira de investimentos de 300 mil milhões de dólares investiu em 2007 parte do capital em crédito de alto risco


(http://targetraining.com)

“Ontem, a Bloomberg num extenso artigo, admitia que nos EUA um conjunto de fundos de com uma carteira de investimentos de 300 mil milhões de dólares investiu em 2007 parte do capital em crédito de alto risco. Trata-se de fundos geridos por reputados bancos, com nomes sonantes, como Crédit Suisse, Fidelity Investments, Bank of America e Morgan Stanley. Os dados citados pela Bloomberg, que diz ainda que praticamente metade dos fundos vendidos nos EUA em 2006 têm dívidassubprime, são fornecidos pelo regulador do mercado de capitais norte-americano.”
(…)
“As más notícias não se ficam por aqui. Há bancos nos EUA a anunciar o fecho de agências e despedimentos em massa.”
(…)
“A crise do mercado hipotecário norte-americano afecta já 11 fundos de entidades financeiras e sociedades de investimento espanholas.”

A Comissão Europeia quer saber como é que firmas tão prestigiadas como a Standard & Poor’s, Moody´s ou Fitch atribuiram durante tanto tempo riscos de crédito baixos aos títulos relacionados com o mercado subprime.” Anabela Campos Público, 22 de Agosto de 2007

O mundo da Bolsa embarcou nos últimos anos numa tal febre de altos rendimentos, que mesmo os mais avisados dos Bancos mundiais se comprometeram mais do que deviam no arriscado mercado americano dos subprime. Sem dúvida que se este número astronómico de 300 mil milhões, mais do que todo o PIB português de 2006! (ver AQUI) vai afectar profundamente a estabilidade financeira destes e contaminar a partir daqui a economia real, isto mesmo sem ter em conta as consequências no Investimento dos decorrentes juros mais altos, nem da perda de motivação para o consumo num tal clima de receio e suspeição… E espanta todos (menos os responsáveis, presumo…) que metade dos fundos de investimento vendidos nos EUA possuem dívidas subprime! Mas aquele que deve ser o maior ponto de receio para os portugueses é aquilo que se pode passar em Espanha… Nosso principal parceiro comercial e destino preferencial das nossas Exportações (em ténue recuperação nos últimos meses) e que afinal parece afectar mais do que se esperava o mercado financeiro espanhol… Ele próprio já receoso sob a sua “Espada de Dâmocles” chamada “Bolha Imobiliária”…

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Algumas frases de Roger Blanchard um dos maiores peritos mundiais sobre o Pico Petrolífero e a situação nessa indústria

“A produção de petróleo dos EUA teve um pico em 1971, de 6 milhões de barris por dia, não tendo cessado de cair deste então, sendo hoje de apenas 5,2 milhões.”

“Apenas 4 países no mundo produzem mais de quatro milhões de barris por dia:

Arábia Saudita: 9,5 milhões

Rússia: 8,7 milhões

Estados Unidos: 5,2 milhões”

“A produção indiana está estagnada nos 0,6 / 0,7 milhões de barris diários nos últimos cinco anos. Poderá manter-se nestes níveis durante mais alguns anos, mas nunca será muito maior do que é actualmente. Em contrapartida, o consumo não pára de crescer e esta tendência irá agravar-se ainda mais no futuro.”

“O DOE (“Department of Energy” dos EUA) e o US Geological Survey historicamente tendem a exager o volume das reservas e a estimativa da produção de petróleo. Por um lado, querem tranquilizar o público, por outro querem tranquilizar as petrolíferas, mas com estes exageros bloqueiam a busca de verdadeiras soluções para o problema e prejudicam a fiabilidade do mercados dos Futuros.”

“A produção do maior campo do Alasca (Prudo) passou de 1,9 milhões de barris por dia em 1977, para 1,6 milhões em 1989 e para apenas 0,3 milhões de barris diários em 2007. Isto reflecte uma queda anual de produção da ordem dos 5%/6% não somente neste campo (um dos maiores do Estado), mas também em todo o Estado, apenas compensando parcialmente pela abertura de vários pequenos poços.”

“O consumo de petróleo e derivados nos EUA não pára de subir, sendo actualmente de 20,6 milhões de barris diários. A maioria é importada, num valor que deve rondar os 13 a 14 milhões de barris diários.”

“O segundo maior consumidor de petróleo do mundo é a China, consumindo actualmente 5,8 milhões de barris diários, mas a um ritmo de crescimento anual de 5 a 10%… A sua produção local tem subido, mas lentamente e não chega para as suas necessidades pelo que quando alcançar o seu pico, por volta de 2007/2009, os chineses acabarão por competir com os EUA pelos últimos campos petrolíferos ainda activos no Médio Oriente.”

“Entre 2008 e 2009 vamos assistir ao pico da produção mundial de petróleo.”

“O aumento de produção da OPEP dos últimos anos veio sobretudo, em dois terços, da Rússia, mas a produção desta está a subir muito menos do que últimos cinco anos… A Rússia consome diariamente 1,3 milhões de barris, o que a coloca num grande exportador (produção de 8,7 milhões de barris diários), mas o abrandamento deste ritmo indica também que se aproxima a data em que a sua produção vai alcançar o pico, começando depois a descer.”

“A produção russa terá o seu pico em 2010. Como o seu consumo interno está a subir, as suas exportações vão ter a partir de então um declínio acentuado. Nos últimos cinco, 91% de todo o débil aumento de produção da OPEP veio da Rússia. Assim se vê o impacto que este pico poderá ter na produção mundial de petróleo.”

“A maior parte dos grandes campos petrolíferos do Irão tiveram o seu pico de produção nos anos 60 e 70, quando o Irão produzia 6 milhões de barris por dia. Hoje, produz apenas 4 milhões, tendo compensado o declínio destes grande campos com a abertura de vários pequenos campos. A sua produção deverá chegar ao pico por volta de 2011.”

“O Iraque pode ter ainda boas reservas devido aos repetidos problemas com a sua produção. Estima-se que tenha ainda 45 biliões de barris por descobrir.”

“Quando alguns dizem que ainda há muitas reservas petrolíferas no mundo, acima de 1 trilião de barris. Mas estes números vêm dos países associados. No caso do Iraque, foram reportados 50 biliões nos anos 80, mas pouco depois estes números subiam para 100 biliões! E todos os países da OPEP fizeram o mesmo no final dos anos 80. Não que tivesse sido encontrado mais petróleo, mas porque as quotas de produção eram baseadas nas reservas nacionais e como nessa época o preço do barril caiu fortemente, os países da OPEP foram levados a aumentar a produção para compensar essa quebra do preço unitário.”

“Muitos países exageraram as suas reservas e não há organismos internacionais que as monitorizem e verifiquem.”

“O Department of Energy dos EUA estima que a Rússia aumentará a produção até 2025, mas alguns peritos como Campbell estimam que este pico estará em 2010. O DOE estima que a Rússia produza em 2025 mais de 25 milhões de barris por dia. Nunca nenhum país jamais produziu tanto. A União Soviética ficou pelos 12 milhões por dia e isso quando os seus campos eram ainda muito jovens, e por 2025 os seus campos serão muito velhos, sendo o petróleo mais difícil de extrair então.”

“O Texas teve um pico de produção em 1972 de 7 milhões de barris por dia, e mesmo com o aumento de preços em 1973 a produção texana desceu consistentemente até aos 0,9 milhões de barris diários registados em 2007, ou seja 75% do pico de 1972.”

“A exploração offshore em águas profundas no Golfo do México começou na década de 90, com a redução das royalties e com o desenvolvimento da tecnologia de exploração, tendo a produção subido até aos 0,9 milhões diários. Nos próximos 3 anos vai continuar a subir, alcançando o pico por então. Isto vai acontecer devido à inauguração de 6 novos grandes campos de águas profundas, com uma produção total estimada de 0,8 milhões diários.”

“A produção sul americana está a declinar, com excepção do Brasil devido à exploração da zona de águas profundas conhecida como “Bacia de Campos”. Mas alcançará o seu pico em 2007 e é a única excepção continental.”

“Em África há vários países a subir a produção, como a Nigéria e Angola, sobretudo devido a explorações em águas profundas, mas este tipo de exploração é cara e só nalgumas áreas é que esta exploração é viável. Contudo, todos os grandes campos de águas profundas parecem ter sido já descobertos, pelo que novos desenvolvimentos nesta área serão limitados.”

“Em 2008 / 2010 será alcançado o pico mundial com preços na ordem dos 100 dólares o barril, ou mais.O preço final vai depender da procura e de quanto vai cair a produção, mas a procura está a subir rápidamente, sobretudo na Índia e na China, estimando-se que em 2008/2010 o aumento anual da procure oscile entre os 4 a 5%.”

Fonte:
Podcast “The Enigma Files” de 06/26/2007, entrevista com Roger Blanchard, autor do livro “The Future of World Oil Production”.

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Da “Crise dos Mercados” pelos problemas no crédito Subprime nos EUA e das suas repercussões no Mundo


(http://media.canada.com/reuters)

“As bolsas norte-americanas só recuperaram de uma abertura negra depois da Reserva Federal ter injectado mais de 7 mil milhões de dólares (5 mil milhões de euros) de liquidez.”
(…)
“Os dramas dos mercados financeiros mundiais continuam a ser alimentados pelos temores de que a qualquer momento, grandes bancos com dimensão mundial venham a público revelar que a sua exposição às firmas de crédito de alto risco era um risco elevado. E que podem ter que contabilizar perdas substanciais nos seus balanços pelos investimentos que fizeram no chamado “mercado subprime”.
“Os analistas não têm aberto espaço para muita confiança. Ainda ontem, a Calyon, unidade de banca de investimentos do Crédit Agricole, estimava que a crise do crédito de alto risco pode representar perdas superiores a 100 mil milhões de euros para os investidores de todo o mundo.”

Artigo de José Manuel Rocha
Público de 16 de Agosto de 2007

Embora ninguém saiba exactamente a que escala parece certo que muitos Bancos de grande dimensão, muitas financeiras de pequena e média dimensão, nos EUA e em todo o mundo se deixaram enredar nesta teia dos empréstimos imobiliários de alto risco. De facto, os actuais problema neste sector – que ameaçam propagar-se rapidamente à “Economia Real”, nas próximas semanas residem na crise asiática da década de 90 e nas tentativas tomadas então pelos bancos centrais para a resolverem e que passaran pela redução das taxas de juro. Isto foi particularmente verdadeiro no Japão e levou muito destes investidores a investirem capitais a entrarem nos mercados imobiliários onde os preços eram mais elevados, como a Nova Zelândia, a Austrália, a Espanha e o Reino Unido. Agora, com a crise do Subprime nos EUA, estão a retirar e a transferir os seus investimentos nestes locais para outros sectores e para outros tipos de investimento (como o Ouro), e começam a criar o mesmo problema de excesso de oferta e descapitalização também nestes mercados onde se desenvolveu uma “bolha imobiliária” nos últimos 15 anos… Que agora ameaça estourar, uma ameaça que é aliás reforçada pela persistência no aumento das taxas de juro em que insiste o BCE… Nos EUA os preços do mercado imobiliário continuam em queda livre, e os efeitos no consumo das familias já são visíveis (os números do desemprego também dão sinais de inversão de tendência). Se o consumo privado nos EUA fôr afectado grandemente por esta crise, é de esperar que a Índia e a China, os dois grandes motores de um crescimento mundial de 5 a 6% sejam afectados, já que a economia dos EUA é ainda a maior do mundo, respondendo por cerca de 20% de todo o consumo e sendo o maior importador mundial de produtos manufacturados na China, não é preciso ser um “guru” para perceber que isso vai provocar uma redução drástica das Exportações chinesas e logo, fazer esfumar a prosperidade de uma Economia que ainda está demasiado dependente do fulgor das suas exportações e sobretudo, do crescimento contínuo das mesmas.

Na Europa, as Economias que são mais frágeis a esta tempestade são as da Espanha, onde muitos economistas locais temem desde há alguns anos a explosão de um mercado imobiliário que esteve na raíz dos últimos de crescimento do PIB de Espanha e onde se sabe que existem já hoje demasiada construção (as famílias espanholas são aquelas que no mundo mais casas têm, com um valor médio de 1,5 habitações por família) e a do Reino Unido… Com efeito, a Economia britânica é essencialmente uma Economia de Serviços Financeiros, muito mais sujeita a estas turbulências do que Economias “mais pesadas” como a Alemã ou a Francesa. Apesar de o RU não ter aderido ao Euro, se o seu poderoso sector financeiro fôr afectado pela crise dos Mercados, dada a sua força e peso no Mundo e na Europa é impossível não acreditar que seria então um dos maiores focos de contágio para a União Europeia… Especialmente porque no Reino Unido existe também uma “bolha imobiliária” flagrante… e a à beira da explosão.

Em suma: Estou pessimista! Para variar!

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O Governo Chinês aperta o cerco aos críticos internos e aumenta a censura nos Media… E o princípio do fim de um Regime?


(Congresso do PCC de 2002)

(http://www.rte.ie)

O governo chinês deu ordens aos órgãos de comunicação do seu país para “reportarem apenas notícas positivas” e deu ordem de prisão a um dissidente na preparação do 17º Congresso do Partido Comunista Chinês. Assim prossegue a política de reforço de controlo na Censura dos Media, de detenção de activistas anti-SIDA e do encerramento de várias ONGs à medida que o Politburo prepara uma nova fornada de líderes comunistas. O dissidente detido era Chen Shuqing, membro do banido “Partido Democrático Chinês” e foi condenado por “incitar a população a derrubar o Governo”.

Eis os métodos que o Governo ditatorial chinês utiliza para perpetuar a sua Oligarquia no Poder e resistir a qualquer ímpeto democratizar que possa tentar afirmar-se no Império do Meio… A Imprensa e a Televisão são ferozmente controladas, assim como a Internet onde os casos de Censura com a colaboração activa de multinacionais como a Google e a Yahoo tem sido particularmente flagrante nos últimos tempos… Durante quanto mais tempo este regime monolítico e autoritário vai conseguir sobreviver? Provavelmente enquanto conseguir manter índices de crescimento superiores aos 10% anuais… Mas este ritmo não pode continuar durante muito mais tempo… O êxodo rural que durante 25 anos alimentou as cidades de mão-de-obra barata está a estancar; as reinvividações de direitos e melhores salários começam a tornar-se frequentes na China… A própria Censura – especialmente na Internet – apresenta cada vez brechas maiores e mais numerosas… E sabe-se hoje que muitas fábricas chinesas estão perigosamente perto do “lucro zero”, na sua ânsia de continuarem a Exportar e a vender os seus produtos… Tudo isto mais o colapso do Mercado Subprime nos EUA (o maior consumidor mundial de produtos chineses), podem indicar que este período de crescimento que fez subir o rendimento médio dos chineses a 10% ao ano se aproxima do seu ocaso… Isto embora sem o equivalente melhoria nas liberdades cívicas, nos direitos laborais e humanos…

Depois é que veremos como é que o Partido Comunista Chinês se aguenta no Poder…

Fonte: The Guardian

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Da redução do déficit público para 3,3% do PIB ou menos ainda em 2007…

“Os cerca de 950 milhões de euros que o Governo planeia cortar no déficit público para cumprir o objectivo anunciado de 3,3% do PIB para déficit de 2007, já foram, de acordo com as contas das Finanças, praticamente garantidos na primeira metade do ano.”
(…)
“Na Segurança Social, o saldo foi positivo, até Junho, em 1056,8 milhões de euros, uma melhoria de 151,3 milhões face a igual período de 2006. Na Administração Local e Regional, passou-se de um excedente de 158 milhões de euros, na primeira metade do ano passado, para um excedente de 318 milhões. Nos serviços e Fundos Autónomos, excluindo o Serviço Nacional de Saúde, o saldo positivo cifrou-se em 439,6 milhões. E, mesmo no SNS, as Finanças afirmam que se regista um excedente próximo dos 100 milhões de euros.”
(…)
“evolução da receita fiscal, que regista um crescimento de 8,3% um valor muito superio ao do PIB nominal, o que indica que a carga fiscal sobre as empresas e as famílias continua a subir.”

Ou seja, a “proeza” de reduzir e conter o déficit deveu-se em primeiro lugar a um aumento brutal, sistemático e generalizado da carga fiscal sobre os portugueses. Não estamos sob este Governo sob uma administração ou uma gestão financeira mais eficiente, mas apenas perante um Estado fiscalmente mais eficiente e mais voraz no que concerne à sua capacidade e apetite para captar os nossos Impostos. Esta redução do déficit não é portanto “virtuosa”, seria, se fosse alcançada através de uma melhor gestão da Despesa, de uma maior responsabilização ou gestão dos Investimentos, mas sim através do mais simples, puro e duro aumento de impostos. Para além deste aumento de impostos, de que o IVA é o melhor exemplo porque flagrantemente mais elevado ao cobrado noutros países da Europa (ver AQUI ), como a nossa vizinha Espanha onde o IVA é de 16%. Por fim, esta redução do déficit assenta também muito sobre a recuperação de dívidas antigas, especialmente na Segurança Social, e estas, uma vez recuperadas, não podem ser repetidas nos próximos anos… Por isso, esta redução não pode continuar nos próximos anos ao mesmo ritmo e é conjuntural. Assim se explica o saldo positivo da Segurança Social. As reduções do SNS e na Administração Local, resultam de uma política determinada de contenção do endividamento (que é correcta) e de uma contenção na Despesa através do encerramento sistemático de serviços, SAPs, Urgências, Maternidades, etc sacrificando a Vida dos portugueses em nome da contenção do déficit. Existindo aqui uma contenção na Despesa, mas não é “virtuosa”, porque resulta do encerramento e da redução de Serviços, não da melhor administração e gestão dos mesmos…

Fonte: Público, de 20 de Agosto de 2007

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A entrevista de Carlos Slim, o homem mais rico do mundo ao El Pais, e sobre Oligopólios, Monopólios e Cartéis…


(http://www.smh.com.au)

Na revista do jornal espanhol El Pais de 15 de Julho surge uma interessante entrevista aquele que é para alguns o homem mais rico do planeta, ultrapassando mesmo o famigerado Bill Gates: o mexicano Carlos Slim, dono da empresa de comunicações Telnex e de uma densa rede de outras empresas sediadas no México e activas em vários locais do mundo, mas especialmente no mundo de língua castelhana.

Muito criticado pelos seus ímpetos monopolistas e pela posição de dominação quase absoluta que detém em muitos sectores económicos mexicanos o “engenheiro” (como gosta de ser tratado) controla mais de 90% da rede telefónica fixa, 80% do mercado do cimento (via Cemex), 95% do mercado televisivo (Televisa e TV Azteca) mexicanos. As suas empresas e o controlo dos Media asseguram-lhe uma posição de certo modo idêntica à de Berlusconi, com a diferença de que ainda não exprimiu vontade de ingressar na política… Slim responde na entrevista a estas acusações de oligopolia afirmando que estes não são negativos se realizarem investimentos, mantiverem bons preços e existirem alternativas, adiantando ainda que se num dado mercado de um dado país existirem oito ou duas empresas competindo entre si, isso não significa que no segundo caso o preço dos serviços seja mais alto… Mas quem garante que as empresas de Slim, ou outras, vão para de se fundir e de se adquirir umas às outras, quando só houver duas empresas no mercado? A tendência que criar um monopólio, como o consequente decaimento da qualidade de serviço, criatividade e aumento de preços não é inegável quando observamos o tipo de estratégia seguida hoje no mundo pelas grandes empresas (não há dia em que não se noticie a fusão, aquisição ou OPA de uma grande empresa sobre outra grande empresa). A este ritmo, quantas grandes empresas multinacionais haverá no mundo daqui a dez anos?… Uma?… E não é mais fácil cartelizar ou concertar preços na presença de duas empresas do que na de oito? É certo que os Estados têm leis e mecanismos para combater a formação destes cartéis, oligopólios (é Slim que usa este termo) e monopólios, mas poderão eles resistir num mundo em que as grandes empresas começam a poder reunir mais recursos, advogados e que… financiam campanhas partidiárias em larga escala?

E por outro lado… O facto de Carlos Slim viver no México, um dos países da América Latina com piores índices de desenvolvimento humano e onde mais de metade da população vive abaixo do limiar da pobreza, apesar da deslocalização de muitas empresas americanas para aqui e da imposição da cartilha neoliberal de mercado não indica que a aplicação da dita é efectivamente capaz de produzir multimilionários e aumento do PIB (Slim responde por quase 7% do PIB mexicano) mas que… é incapaz de produzir um melhoramento consistente, sistemático e generalizado da qualidade de vida das populações?

Fonte: Revista EP[S]; El Pais; 15 de Julho de 2007

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Rejeitar o “O que Quero” e aderir ao princípio “O que Preciso”


(http://www.mtholyoke.edu)

Devemos mudar o paradigma das nossas vidas enquanto consumidores do “O que Queremos” para “O que Precisamos”. E rejeitar este furor consumista que os Media as Corporações nos pretendem incutir e ensinar as virtudes da redução de Consumo, na qualidade de vida, na redução do Desejo e das lutas psicológicas que daí advêm, às nossas crianças… A manutenção do Ambiente, a instauração de níveis de industrialização razoáveis e a própria limitação e não-renovação das riquezas naturais devia fazer assentar o primado das Economias sobre os crescimentos moderados ou estáticos (nos países mais desenvolvidos) e favorecer melhores padrões de vida, de pensamento e de Cultura mais saudáveis para o Homem e para o meio natural.

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O Canadá proíbe a comercialização de sementes com o “Terminator Gene”


(http://www.radio-canada.ca)

O parlamento canadiano proibiu a entrada e comercialização no país de sementes híbridas manipuladas geneticamente de forma a não produzirem sementes… Estas novas sementes (OGM: Organismos Geneticamente Modificados) patrocinados e comercializados pelas grandes multinacionais americanas da agroindustria como a Monsanto colocam os agricultores que as compram na estrita de dependência de terem que comprar novas sementes às multinacionais todos os anos, já que o trigo e o milho cultivado com estas foi artilhado de forma a não… produzir sementes. O gene alterado (“terminator gene”) impediria assim a utilização das sementes geradas naturalmente pelo trigo e que no Canadá se estimar rondarem os 20% de todas as sementeiras, aumentando assim de forma imoral as vendas destas multinacionais e reduzindo ainda mais as margens destes agricultores…

 

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A “Palmas”, uma Moeda Local brasileira

O nosso comentador Xicolopes do BlogVisão num artigo que aqui publicámos sobre uma moeda local, a BerkShares (ver AQUI) chamou-nos muito bem a atenção para uma moeda local lusófona, em circulação no Brasil, e que só expõe… O quanto estes dois países estão de costas viradas um para o outro! Já que nem aqui, por estas paragens quintanas e defendendo ESTAS ideias, tal moeda era conhecida! Obrigado, Xicolopes, pela informação!

Trata-se da “Palmas”, uma moeda local que circula na localidade de um bairro nos arredores de Fortaleza, capital do Estado brasileiro do Ceará. A “Palmas” foi concebida como “moeda social da comunidade” sendo emitida pelo “Banco Palmas” criado pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira em 2001 sendo usado por um bom número dos seus quase trinta mil moradores.

O objectivo da “Palmas” é o mesmo de todas as moedas locais: Usar o dinheiro que de qualquer modo circula sempre em todas as comunidades a favor do desenvolvimento local das mesmas e potenciar este retorno incentivando o regresso à própria comunidade da actividade económica produzida nesta. Este objectivo não é potenciado pelo uso de moedas nacionais ou transnacionais (como o Euro), mas pode sê-lo pelo uso de “moedas locais”.

A “Palmas” circula assim localmente, no seio desta comunidade e é ainda usada em programas de micro-crédito para criar ou desenvolver negócios locais aos quais a banca tradicional se recusa a ajudar. A moeda local pode assim desenvolver a comunidade, e preservar para outros usos, extra-comunitários, o uso da moeda nacional brasileira, o Real.

O site do Banco Palmeiras dá um excelente exemplo das capacidades de retorno de uma moeda local:

“Usaremos como exemplo uma obra de construção civil. Quando o dinheiro para uma obra é gasto, existem, pelo menos dois efeitos: um direto – da obra sendo realizada e; o efeito secundário, pois as pessoas que trabalham na obra consomem sua renda em comércios, estes também consomem o dinheiro com seus fornecedores. Os fornecedores da obra gastam seu dinheiro em outros produtos, etc.”

Ou seja, o produto destes recursos financeiros é necessariamente gasto na comunidade onde trabalham, e potencia assim o seu desenvolvimento, de uma forma rápida, imediata desburocratizada…

Municiados com a moeda local, os moradores do Conjunto Palmeira conseguiram outras vantagens adicionais… Como a redução do custo de transporte rodoviário de 1,60 para 1,45 Reais com um acordo com o Sindivans, desde que o pagamento do mesmo seja feito com a “Palmas”. Noutro acordo, foi também possibilitado o uso da “Palmas” na compra de gás, sendo esta moeda aceite pela distribuidora, podendo esta depois cambiar a moeda por Reais no Banco Palmeiras.

E para quem pergunta se isto é legal… pelo menos no Brasil, já que nos EUA já sabemos que o é… A resposta é sim. A Associação de Moradores já inquiriu o Banco Central do Brasil sobre esse aspecto e recebeu uma resposta formal positiva quanto à legalidade da mesma.

Fontes:

http://www.bancopalmas.org/pt/historia_em_quadrinhos_1.html

http://metaong.info/node.php?id=740

http://www.radiobras.gov.br/materia.phtml?materia=230415&q=1&editoria=

Email do Banco Palmas: bancopalmas@uol.com.br

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Hillary Clinton propõe retirar benefícios fiscais às empresas que deslocalizem os seus serviços

Os próprios EUA, esse grande bastião do neoliberalismo e da globalização estão lentamente a ver mudar o sentimento da sua população para uma direcção diametralmente oposta aos “líderes de opinião” e à sua classe política que advoga ainda maioritariamente essas políticas… A própria senadora Hillary Clinto, a chamada “candidata do sistema” democrática (por oposição a Obama, um outsider) propôs recentemente que as empresas americanas que praticassem a deslocalização e o outsourcing de postos de trabalho para o estrangeiro perdam as isenções e os descontos fiscais de que gozam… É uma medida importante e urgente, já que ainda que o mercado de emprego americano parece gozar ainda de algum dinamismo, está a ocorrer uma erosão significativa nos postos de trabalho ligados à indústria informática, com a queda abrupta destas profissões em todos os índices de preferência e nas listas de “profissões do futuro”. Ora sendo este sector estratégico para os EUA e um dos raros campos onde estes ainda detêm uma inegável vantagem tecnológica, a transferência para a Índia e para a China destes postos de trabalho pode ter consequências sérias a médio prazo…

Desde 2000 que nos EUA a frequência dos cursos universitários ligados à área de “Computer Sciences” estão em queda no número de inscritos, sendo actualmente menos de 70% do seu pico, na década de setenta.

Em primeiro lugar, existe um sentimento generalizado de que os serviços prestados em outsourcing são sempre inferiores sobre os prestados em insourcing, quer pela inexistência frequente de qualquer acção de formação ao pessoal em outsourcing (de forma a manter os custos baixos), quer porque existem fortes e extensas barreiras culturais… Na Infosys, a maior prestadora indiana deste tipo de serviços, os empregados têm aulas de yôga e de dialecto cockney britânico para disfarçarem a sua nacionalidade e assim não terem que enfrentar os furiosos desempregados europeus e americanos que os contactam a requerer suporte telefónico… E um dia já não haverá ninguém a quem dar suporte… Já que todas as empresas terão deslocalizado os seus serviços informáticos e então, finalmente, a Infosys poderá poupar nas aulas de Cokney e Yôga, já que todos os informáticos a suportar falarão… Hindi e Bengali…

 

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Pequim 2008: empresa chinesa admite ter usado trabalho infantil para cumprir contratos para os Jogos Olímpicos

Confirmando aquilo que já se sabia das condutas habituais da generalidade dos empresários chineses, uma empresa chinesa de nome “Lekit Stationary” foi obrigada a admitir que para cumprir contratos para a fabricação de produtos para os Jogos Olímpicos de Pequim “contratou” crianças de uma escola primária da região de Guangdong, não muito longe da antiga cidade portuguesa de Macau. A Lekit não é a unica empresa chinesa ligada ao merchandising dos Jogos Olímpicos que se suspeita recorrer massivamente a trabalho infantil, fazendo parte de uma lista de outras empresas revelada pela organização “Playfair 2008“, um consórcio de ONGs e sindicatos que conseguiu colocar em acção as habitualmente tolerantes ou coniventes autoridades chinesas fazendo parar com este caso pontual… Aparentemente, a Lekit tinha subcontratado uma outra empresa, de nome Leter Stationary a qual pagar a aluno de uma escola local para empacotar e concluir as encomendas, em troca de um pagamento de 1,95 euros diários.

Este caso é evidentemente apenas a ponta de um iceberg que está na directa raíz do actual momento de “prosperidade” chinês, um fenómeno conjuntural e assente em pilares muito frágeis… É que uma Economia que faz assentar a sua prosperidade actual nas baixas condições de trabalho, em salários muito baixos, em sobrecargas horárias e no uso massivo de trabalho infantil, está a hipotecer o seu próprio futuro, como aliás demonstrou bem o exemplo português, que durante as décadas de 70 e 80 fez assentar precisamente neste trio infernal de pilares uma “revolução industrial têxtil” cuja fragilidade são hoje bem evidentes…

Fonte: Público

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Sobre a misteriosa explosão de notas de 500 Euros em Espanha…

Num curioso pequeno artigo, o jornal espanhol “El Pais” de 15 de Junho de 2007 constatou que a totalidade da massa monetária em circulação dobrou em Espanha nos últimos cinco anos… A inflação não acompanhou esta expansão que corresponde a 9% do PIB espanhol (a média europeia é de 7%) e levanta apenas uma explicação possível: a expansão explosiva da “economia subterrânea” espanhola.

De facto, se a dimensão da economia paralela era de 19% do PIB em 2002, hoje, esse valor será muito mais elevado… E ligado à presença em Espanha de 12 milhões de notas de 500 Euros, 26% do total emitidos em toda a Europa! Estas notas – cuja própria existência foi inicialmente muito polémica – e sobretudo a sua multiplicação ou concentração num dado país, indica uma estranha e grave disfuncionalidade económica espanhola que só pode estar ligada ao grande motor do boom económico espanhol: a Bolha Imobiliária. Durante muito tempo os preços do sector explodiram em Espanha, e agora estão estagnados, temendo muito o rebentar desta bolha… Lucrando neste processo estiveram os mesmos agentes económicos que propulsaram uma bolha idêntica, mas menor, em Portugal: promotores imobiliários, construtores, donos de terrenos, agências imobiliárias e autarquias, mas também, e de permeio muito branqueamento de dinheiro do narcotráfego e de mafias de várias origens.

A acção perniciosa destes agentes foi facilitada em Espanha pela inexistência de uma política de investigação dedicada ao crime de colarinho branco e à cumplicidade de muitos milhares de advogados e notários espanhóis que transformaram cidades como Marbella e Madrid em verdadeiros paraísos fiscais pela criação de milhares “empresas opacas”, fictícias, e funcionando apenas como formas de “lavagem de dinheiro”.

E em Portugal?… Seremos assim tão diferentes?… Ou…

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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Sobre o aumento dos fluxos migratórios da Bulgária e Roménia para a Europa ocidental

Embora na altura da adesão à União Europeia, os dirigentes búlgaros e romenos se tivessem multiplicado em declarações assegurando que não havia uma “marcha para Oeste” dos seus cidadãos, efectivamente, não é isso que está a acontecer… Ao Reino Unido, somente, afluem 70 mil búlgaros e romenos por mês (Junho de 2007)… Um número que ultrapassa em muito os 30 mil visitantes registados em Junho de 2006. Destes, uma parte serão verdadeiros turistas, mas a maioria está a procurar trabalho no Reino Unido e nos demais países europeus do Ocidente, e sinal disso mesmo é o facto de uma das ocupações profissionais mais comuns nestes visitantes ser a de… “profissional circense”.

Os cidadãos dos países europeus e de outras origens não devem ter que procurar no exterior emprego ou alternativas para uma vida melhor… Idealmente deveriam ser criados mecanismos para lhes propiciar no local as devidas condições para viverem dignamente. A abertura de fronteiras implícita à adesão destes países – ainda que com limitações – vai desviar para fora da Roménia e da Búlgaria alguns dos seus mais dinâmicos elementos e parte significativa da juventude que ainda resta, removendo condições para promover o desenvolvimento local… É claro que a envelhecida Europa precisa de emigração para compensar a sua estagnação demográfica, e estes influxos migratórios são necessários e devem ser estimulados, mas o facto de existirem com esta dimensão implica o falhanço do modelo de desenvolvimento seguido nos seus países de origem, especialmente na Roménia, país que aderiu de forma tão cega e obediente aos dogmas neoliberais e que continua a não conseguir cativar a sua população apesar de indicadores macro-económicos supostamente animadores.

Fonte: Daily Express, 12 de Julho de 2007

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Sobre a proposta britânica para uma “Fat Tax”

Segundo um estudo da Universidade de Oxford, 3200 mortes anuais – só no Reino Unido – poderiam ser evitadas se o governo impusesse uma taxa sobre alimentos pouco saudáveis. Esta taxa deveria ser pesada e levaria os consumidores a evitar produtos não-taxados, mais saudáveis e nutritivos do que o leite gordo, hamburgers, bacon, sal, manteiga, açúcar, bolos e tartes.

As virtudes da aplicação de uma taxa deste teor são evidentes: para além de servirem de receita para o Orçamento de Estado, aumentariam o nível de Saúde da população, aliviariam o sobrecarregado sistema de saúde das doenças e mortes provocadas por irregularidades alimentares (uma das maiores causas de problemas de saúde, actualmente no Ocidente) e favoreceriam o desenvolvimento das economias locais, já que a maioria dos produtos afectados resultam de importações ou são produtos da agroindústria de grande escala produtiva. E é possível utilizar adoçantes de substituição em vez de açúcar, reduzir o consumo de carne e assim contribuir para um melhor e mais racional aproveitamento da terra e da água, aumentar a qualidade do meio ambiente reduzindo os consumos mais nocivos para o mesmo e para a nossa Saúde.

É claro que uma medida destas – discutida hoje no Reino Unido – tem aspectos negativos… Em primeiro lugar, o seu primeiro alvo seriam provávelmente as famílias de rendimentos mais baixos, que geralmente, têm hábitos alimentares de pior qualidade que seriam – sobretudo – aquelas onde um pequeno aumento de preços teria um impacto muito mais sensível do que sobre as de mais altos rendimentos… Mas este possível impacto leva à verdadeira questão: O que são os impostos? Será que é legítimo serem usados como forma “punitiva” de corrigir comportamentos e atitudes anti-sociais? Não é isso ao fim ao cabo que se passa hoje com a carga fiscal sobre o tabaco? Alguém nega que um regime alimentar irracional contribui para uma vida incompleta e para um auêntico pesadelo de saúde pública merçê da obesidade (as crianças portuguesas já são das mais obesas da Europa) e de uma multiplicação dos problemas cardíacos?

Assim, é nossa opinião que uma “Fat Tax” faz todo o sentido, tem cobertura ética e é legitimada pelo bem superior que é a nossa Saúde e a dos outros… É claro que o ideal seria bloquear este marketing assassino que as multinacionais da agroindústria nos enfiam olhos dentros por todos os Media possíveis e existentes… É claro que o ideal seria que todos tívessemos os mesmos níveis de Educação e informação suficientes para nos afastarmos destes regimes alimentares assassinos… Mas na falta de um mundo perfeito, é possível estabelecer mecanismos correctivos e a ferramenta fiscal pode ser usada legitimamente para cumprir esse fim.

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Sobre o Tremor de Terra no Japão de 17 de Julho de 2007 e o acidente na maior central nuclear no País

Após o recente tremor de terra no Japão, a maior central nuclear do mundo está desligada da rede eléctrica e se não fôr rapidamente ligada de novo esperam-se uma série de blackdowns nos próximos dias, já que quase 2/3 de toda a energia eléctrica japonesa provém de centrais nucleares, sendo esta a maior de todas.

Ora ocorreram na sequência destre tremor de terra pelo menos três fugas radioactivas, naquele acidente que já é considerado por alguns como o terceiro maior acidente radioactivo de sempre, e o maior do Japão. E destas três, pelo menos duas não foram reportadas ao Governo pela empresa operadora da central, sendo que esta tentou pelo menos ocultar a existência da terceira fuga! Os móbeis deste grave crime são evidentes… Quanto mais fugas houver, maior é o tempo de paragem da central, e logo dos rendimentos do accionistas… Aqui, como em tantas vezes, a rentabilidade joga contra a Saúde Pública e o Ambiente (outra fuga contaminou as águas oceânicas). Outro factor aqui considerado é o facto de o Japão depender tanto de uma única central, o que leva a sua gestão e até o Governo a sentirem-se tentados a aumentar mais do que o devido a sua tolerância a falhas, já que o País do Sol Nascente está em grande medida refém desta Central… O próprio acidente indica também que embora os núcleos dos reactores sejam construídos para suportar os tremores de terra mais intensos jamais registados, são as estruturas de suporte que quase sempre (excepto em Chernobyl) deixam vazar gases e águas radioactivas… Se o núcleo está sobreprotegido, as tubagens, canalizações, depósitos e contentores com detritos radioactivos não estão tão protegidos, mesmo num país tão sísmico como o Japão, e esta questão empurra-me ainda mais para as bandas dos detractores de Patrick Monteiro de Barros, mais o seu projecto de estabelecer uma central nuclear em Portugal… É que por muito pouco provável que seja hoje a ocorrência de um acidente nuclear grave, ela existe sempre e como diz uma das Leis de Murphy… Havendo a possibilidade de um erro, podemos confiar que mais cedo ou mais tarde, ele vai mesmo acabar por acontecer.

E se o sísmico Japão não conseguiu lidar melhor com este tremor de terra, porque é que Portugal e a empresa de Monteiro de Barros seria mais capaz?

P.S.: Este acidente revela também o erro de concentrar a produção eléctrica numa grande instalação: quando ela tem que ser colocada offline, por razões de segurança a pressão política e económica para a colocar antecipadamente novamente a funcionar é demasiado grande… Se em vez de uma grande central, houvesse 3 ou 4, o rendimento (por economia de escala) seria menor, mas a segurança e flexibilidade seriam muito maiores…

Fonte: BBC News, 18 de Julho de 2007

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O HBio, o novo biocombustível “Made in Brasil”

A Petrobras declarou que o seu novo biocombustível, com a designação HBio – concebido no Brasil – deverá reduzir as importações de Diesel em mais de 250 milhões de litros, apenas na fase de arranque, já em 2007 contribuindo assim de forma decisiva para tornar o Brasil completamente autonómo em combustíveis.

A companhia petrolífera brasileira vai investir mais de 700 milhões de dólares nos próximos 5 anos em biocombustíveis e noutras energias renováveis, investindo uma parcela considerável deste montante no HBio.

O HBio é o resultado de um processo inovador desenvolvido inteiramente no Brasil pela petrolífera brasileira e transforma o óleo não mineral em diesel, por exemplo… Gordura animal, o qual será testado intensivamente pelo Petrobrás durante este ano, de forma a avaliar a possibilidade do uso industrial do HBio. O processo actual – já testado – recorreu a óleo de soja, mas será fácil substituir este por outras oleaginosas. O processo permitirá introduzir no circuito convencional de produção do biodiesel outros tipos de matérias-primas, e incluir neste toda uma extensa gama de desperdícios orgânicos que assim, em vez de ir poluir o Ambiente poderão ser usados para gerar mais energia…
De sublinhar também que no Brasil, apesar de todo o interesse recentemente expresso pelas grandes multinacionais do ramo energético e por especuladores como George Soros (ver AQUI) o grosso da produção brasileira para biodiesel ainda está nas mãos de quem devia estar: os pequenos e médios produtores agrícolas, e contribui assim directamente para o desenvolvimento das economias locais e para as finanças de centenas de milhares de brasileiros e não para a riqueza crescente e escandalosa de uma dúzia de multinacionais como acontece nos EUA e em tantos países imersos no pesadelo da monocultura industrial, na América do Sul e em África… Estima-se que no Brasil mais de 200 mil famílias dependam da produção do biodiesel, num número total de individuos que podem aproximar-se do milhão de brasileiros…
Fonte: BioDieselBR

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As Taxas de Multibanco… O novo ataque da Banca, desta feita com patrocínio europeu

Como sempre, e pela enésima vez, a Banca Portuguesa torna à carga e prepara as suas hostes para mais um assalto à bolsa dos portugueses.

Deste feita o discurso predatório tem novos contornos, e usa a entrada em vigor do chamado “Sistema Único de Pagamentos Europeu” (SEPA) que a partir de 2008 vai ser implementado em toda a União Europeia. A SIBS ontem já tinha aludido a uma outra nefasta consequência da SEPA com o fim de boa parte das funcionalidades adicionais do Multibanco português.

Falando bem, o responsável da SIBS, Vítor Bento afirmou ao DN que Portugal só teria a perder da aplicação da SEPA já que esta uniformização forçada – tão do agrado dos eurocratas de Bruxelas – vai implicar o fim da gratuidade das operações de levantamento e pagamento no Multibanco. Algo que a Banca já tem tentado desde a década de 90 e que me levou a promover uma campanha de recolha de assinaturas em protesto contra estas “Taxas de Multibanco” que recolheu mais de 53 mil assinaturas e que pode ser assinada AQUI (para ver mais, clicar AQUI). Numa das suas últimas movimentações, vários bancos uniram-se (CGD, BES e Santander) e tentaram implementar em 2006 uma “comissão de levantamentos em Multibanco”, alegando que “no estrangeiro paga-se comissões para levantamentos em bancos onde não se tem conta.” Omitindo naturalmente as imensas poupanças que o desenvolvimento do sistema Multibanco (excelente, aliás) trouxe aos bancos portugueses em pessoal dispensados, balcões que não tiveram que ser abertos ou que foram encerrados, simplificação burocrática e redução do backoffice, etc… Com efeito, se a banca nacional apresenta excelente níveis de desempenho e eficiência isso deve-se precisamente ao facto de usar um dos sistemas de ATMs mais eficientes e antigos do mundo: o “Multibanco”.

O presidente da SIBS, aproveitou para acrescentar: “Muitos esquecem-se que somos dos poucos países europeus onde esses serviços não são pagos, porque os bancos assim o entendem”, relembrou o presidente da SIBS. Na Europa, paga-se uma média de 1,3 euros por cada levantamento numa ATM e podemos esperar que agora, surfando sobre a onda da SEPA da eurocracia de Bruxelas, se preparem para compensar a quebra de rendimentos resultante da quebra do consumo provocada pela horda de 500 mil desempregados e pela redução das comissões rapinatórias cobras nas penalizações de transferências de empréstimos… E desta feita, graças aos autocráticos eurocratas lograram obter um argumento imbatível já que podem alegar “nós nem queríamos, foram esses malandros de Bruxelas”, como se não estivessem a tantar cobrar essas taxas de Multibanco desde há mais de dez anos.

De facto, esta atitude da SIBS com as “Taxas de Multibanco” resulta em primeiro lugar de estarmos perante um monopólio e uma cartelização da Banca na forma da SIBS. Ou seja, em vez de existirem vários sistemas de ATMs, concorrentes e disputanto entre si a eficiência de serviço e o custo mais baixo, temos uma única entidade, formada por um cartel bancário, que domina a seu bel prazer o sector e determina a política de preços de uma forma monopolista.

Fonte: Diário de Notícias

Nota Final:

Por favor use a moderação e evite termos violentos na assinatura da petição. Isto só retira credibilidade à petição e não serve para ilustrar a sua revolta quanto à taxa.

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“Um Ano sem «Made in China»” comentário a um livro de Sara Bongiorni

Num livro intitulado “Um Ano sem «Made in China»” a jornalista americana Sara Bongiorni descreve a sua odisseia e a da sua família que tentaram passar um ano sem recorrer a nenhum produto ou serviço com a famigerada etiqueta “Made in China”… Segundo a autora é extremamente difícil cumprir esse boicote já que desde sapatos a brinquedos e até reparar uma cómoda estragada, tudo parece depender em alguma medida de algum produto fabricado no Império do Meio… As motivações de Bongiorni não eram políticas, mas pretendia medir até que ponto é que a vida ordinária de uma família americana comum estava dependente dos artigos fabricados na China e conclusão a que chegou foi de que… Sim, que havia uma ligação de dependência extrema e quase absoluta… Segundo a própria “Nós queríamos que a nossa história fosse um olhar amigável, sem preconceitos sobre as formas como as pessoas comuns se ligam à Economia Global”.

Bongiorni afirma no livro que conhecia as estatísticas, mas que nunca pensou que uma parcela tão grande dos biliões de dólares em importações da China para os EUA se aplicassem tão intensamente à sua própria família, mas admite hoje que estava profundamente enganada… As estatísticas indicam que 15% de todas as importações americanas provêm da China, mas estes 15% concentram-se numa gama muito restrita de produtos, onde a dominação de origem chinesa é praticamente total… E sobretudo, as grandes redes comerciais americanas, como a Wal-Mart recolhem aqui a maioria dos produtos que comercializam e é precisamente destas redes de que dependem as famílias americanas de rendimentos baixos e médios…

O livro foi escrito no decorrer do ano de 2005 e o cumprimento deste boicote levou as despesas familiares a subirem em flecha… Sapatos, só encontraram sapatos italianos, a preço de luxo… Brinquedos, apenasLegos dos quais os filhos do casal se enfastiaram depois de rapidamente e qualquer reparações menor, que envolvesse parafusos, pregos ou lâmpadas tornou-se extremamente difícil…

Pelas minhas bandas aplico também um boicote idêntico… Mas não tão radical… Basicamente em qualquer nova aquisição de qualquer produto ou serviço procuro sempre alternativas não-chinesas, se existirem (nem sempre existem estas opções tal tem tem sido a delapidação da nossa indústria) escolho opções com o tal falacioso, mas derradeiro, código de barras 560 (que indica supostamente a origem portuguesa do produto), depois, procuro opções lusófonas, europeias, e depois as restantes… Sim, comprar comigo é uma espécie de “Acto de Fé”, mas essencial porque acredito que podemos e devemos transformar cada acto das nossas vidas num acto de valor, com peso e finalidade simbólicas expressas… Como o caso…

A dependência de que dá conta o livro em sumária (muito!) análise revela uma perigosa dependência das economias globais frente a único fornecedor… Estratégicament é um erro… Quem duvida de que quando daqui a 5 ou 10 se alcançar o pico da produção petrlífera e o então maior consumidor mundial, a China, estiver a competir com o segundo, os EUA, pelos derradeiros campos de petróleo no Médio Oriente, esse clima de “Guerra Fria” com prováveis boicotes governamentalizados não vão afectar as economias que estarão então tão ou mais dependentes destas massivas importações do Oriente? E é isto que queremos do nosso mundo? Concentrar num ou dois países todas as produções de têxteis, calçados, plásticos, produtos industriais e tecnológicos, ficando depois totalmente dependentes destes países fabricantes enquanto engrossamos as hostes de Desempregados e agravamos para além do tolerável as nossas balanças comerciais?

Fonte: News.Yahoo

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Mais de 1000 crianças foram raptadas e escravizadas na China em fábricas de tijolos


(in http://chinadigitaltimes.net)

Que a Economia chinesa fazia assentar uma parte muito significativa da sua actual “prosperidade” na inexistência de direitos laborais já se sabia… E que a escravatura ou a semi-escravatura eram fenómenos relativamente frequentes, também já era sabido… Mas quando surgem notícias concretas é sempre impressionante. Como sucedeu recentemente, num caso descrito pelo El País onde se descreve um rapto de mais de um milhar de crianças que teriam raptadas e colocadas a trabalhar em regime de escravidão em fábricas de tijolos. Não satisfeitos com o rapto e com o estatuto de escravidão, os seus raptores, os seus patrões e os proprietários destas fábricas praticaram uma série de maus tratos continuados e graves, como mutilações diversas e queimaduras. Algumas das crianças estiveram neste regime durante sete anos e quando tentavam escapar, eram capturadas e espancadas. As condições de trabalho eram atrozes… Sendo as crianças obrigadas a transportar às costas tijolos quentes, que as queimavam e a trabalharem por 14 horas diárias.

Em torno desta rede de escravatura existia uma densa malha de criminosos, que começavam por equipas de “recrutadores” de crianças quer percorriam o interior de várias províncias chinesas em busca de crianças, “comprando-as” nuns casos aos próprios pais por cerca de 50 euros cada ou raptando-as simplesmente, noutros casos.

Segundo jornais chineses, alguns dos pais procuravam activamente as suas crianças raptadas, por vezes mesmo contra as autoridades policiais, as quais lhes negavam ajuda, quer por pura inacção ou incompetência quer por terem laços financeiros com os esclavagistas.

Fonte: Portugal Diário

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