Sociedade Portuguesa

Racismo: Alguns “Sabia Que”…

#SabiaQue já em 1749 Georges-Louis Leclerc tinha sugerido que a Terra poderia ter mais de 10 milhões de anos (tem, de facto, 4.5 mil milhões) mas que nunca se atreveu a publicar essa informação?
#SabiaQue no Japão existe uma casta de “intocáveis”, os Eta, que lidam com couro, ossos, entranhas, peles e abate de animais? Estas pessoas não podem mudar de profissão, geração após geração?
#SabiaQue no Japão vivem perto de 300 mil brasileiros, descendentes dos nikkei, antigos emigrantes nipónicos no Brasil. Os japoneses, em geral, vêm-nos como “uma população ruidosa, cujos modos descontraídos e expressivos, adquiridos graças a quatro gerações de Brasil, não se enquadram na cultura local, reservada e controlada”
#SabiaQue o censo de 2010 mostrou que, no Japão, entre 128 milhões de habitantes, havia apenas 2 milhoes de estrangeiros (chineses, coreanos, brasileiros, filipinos, paquistaneses e iranianos, principalmente)?
#SabiaQue em 1959, o último ano em que se realizou uma estimativa censitária racial menos de 1% da população em Angola e Moçambique era de “raça mista” ao passo que em São Tomé e Príncipe era de 7% e em Cabo Verde de 70%?
#SabiaQue o geógrafo grego Heródoto atribuía uma cor diferente ao esperma dos negros?…
#SabiaQue apenas, e após varias petições, em 1924, é que nos EUA os índios passaram a ter cidadania? E de facto, hoje em dia, os índios têm tripla cidadania: EUA, estatal e da tribo.
#SabiaQue no Brasil (censo de 2010) existem 818 mil indígenas numa população de 190 milhões?
#SabiaQue foi o investigador francês Buffon (século XVIII) quem, primeiro, observou que as diferentes raças humanas não poderiam ser espécies diferentes de um género, já que, a ser assim, os descendentes híbridos seriam estéreis?
#SabiaQue em 1776, pressionado pelos Estados esclavagistas do sul, Jefferson suprimiu uma passagem que condenava o rei Jorge III pelo estímulo ao comércio esclavagista?
#SabiaQue Darwin chamou a atenção para a “selecção negativa” produzida por séculos pela Inquisição a qual excluiu sistematicamente os indivíduos de pensamentos e acções mais ambiciosas, sendo assim responsável pelo declínio a longo prazo, ao passo que a emigração dos europeus mais enérgicos para a América britânica produzira o efeito oposto”?
#SabiaQue em 1893 mais de um terço dos habitantes do Império Otomano eram cristãos, metade dos quais arménios e quase outra metade gregos?
#SabiaQue em 1893 56% dos habitantes de Istambul eram cristãos?
#SabiaQue entre 1915 e 1916 metade da população arménia do Império Otomano foi massacrada pelos turcos? A outra metade refugiou-se no Império Russo e alguns milhares na Síria e no Iraque.
#SabiaQue o massacre de mais de um milhão de arménios foi o primeiro genocídio programado e executado por um Estado com o envolvimento directo da administração local otomana e executado pela “Organização Especial” com o apoio de tribos nómadas curdas?
#SabiaQue na década de 1920, a Turquia massacrou mais de 500 mil gregos na região do Ponto?
#SabiaQue embora a Itália fascista tivesse declarado a “origem ariana da sua população” e excluído das funções públicas e profissões liberais todos os judeus, só quando os alemães assumiram o controlo do país é que os judeus italianos foram enviados para campos de concentração alemães? (E mesmo assim em números muito limitados e com grande resistência das autoridades locais)
“As várias tribos (da Terra do Fogo) eram canibais em tempo de guerra e, quando, no inverno, a fome os pressionava, matavam e devoravam as idosas antes de matarem os cães, pois estes podiam apanhar lontras”
Charles Darwin,  A Origem das Espécies
#SabiaQue o primeiro caso de perseguição racial e genocídios de África foi executado pelos alemães, na sua colónia na Namíbia, em 1904, contra os hereros?
#SabiaQue durante a ocupação pelos catalães do Ducado de Atenas os gregos foram vendidos como escravos até que, por fim, o rei aragonês proibiu essa prática?
#SabiaQue na Segunda Grande Guerra trabalham na Alemanha 13.5 milhões de pessoas obrigadas a realizarem trabalhos forcados, mais, em 6 anos, que todo o esclavagismo europeu em 350 anos?
#SabiaQue os membros da casta dos “intocáveis” de Valthara (Gujarate) se sentem poluídos pela presença de um membro de uma casta “superior” levando a cabo rituais de purificação quando este deixa o local onde estão?
#SabiaQue em Nils, na Sérvia, existe a Torre das Caveiras erguida pelos turcos para comemorarem a derrota dos revolucionários Sérvios mortos numa das suas primeiras revoltas? Originalmente, com perto de mil caveiras, tem hoje apenas 58 tendo sido as demais recolhida por familiares.
#SabiaQue entre 1940 e 1950 mais de 2.5 milhões de pessoas passaram pelos “campos de reeducação” soviéticos?
#SabiaQue Hitler considerava que as raças superiores estavam limitadas aos alemães, escandinavos, holandeses, britânicos e norte-americanos?… Desta lista estavam, portanto, excluídos os seus aliados italianos, espanhóis, romenos, búlgaros, húngaros, etc, etc…
#SabiaQue segundo as Leis de Nuremberga de 1935: “um cidadão do Reich é um súbdito do Estado (…) que prove, através da sua conduta, que está disposto e apto a servir fielmente o povo alemão e o Reich”? Desta forma, os socialistas e comunistas perderam a cidadania alemã e foram equiparados aos judeus.
#SabiaQue um estudo realizado na Alemanha entre 1875 e 1876 demonstrou que 32% dos judeus tinham cabelo louro e 19% olhos azuis? Outro estudo, feito em 1911, desmentia a teoria do “nariz adunco” e nunca se encontrou ligações entre o tipo sanguíneo e a ascendência judaica…
#SabiaQue, paradoxalmente, a intensificação em plena guerra, das politicas antijudaicas, com o envolvimento de muitas tropas especiais, combustível, armas e recursos gastos em logística e na rede de campos de concentração, foi uma das causas para a derrota alemã em 1945?
#SabiaQue os ciganos foram abrangidos pela “Lei para a Protecção da Saúde Hereditária do Povo Alemão” e que mais de meio milhão foi morto na Europa ocupada pelos nazis?
#SabiaQue Hitler acreditava que após a derrota soviética era preciso impedir o regresso da Rússia ao Cristianismo porque isso daria “um elemento organizativo aos europeus de leste”?
#SabiaQue Hitler defendia que os territórios de leste deviam ser retirados aos russos e “entregues a alemães, dinamarqueses, holandeses, noruegueses e suecos”?
Hitler sobre os emigrantes alemães nos EUA: “os milhões de alemães que emigraram para os EUA são agora a espinha dorsal deste pais e estão não só perdidos para a pátria, mas também inimigos, implacavelmente mais hostis que quaisquer outros”
#SabiaQue em 1955, ocorreu um grande motim, em Istambul, contra a comunidade grega da cidade o que levou a emigração de 200 mil gregos que o Tratado de Lausana permitira que ficassem na Turquia?
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“A Suécia reduziu a despesa pública em percentagem do PIB de 67% em 1993 para os 49% de hoje. Cortou também a taxa marginal máxima de imposto em 27 pontos percentuais desde 1983, para 57%, e riscou do mapa um emaranhado de impostos sobre a propriedade, as doações, a riqueza e as heranças”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Todos os números (da actividade hospitalar), como a taxa de êxito das operações, são informação pública, de modo que podem ser verificados tanto pelos pacientes como pelos contribuintes. A Suécia foi pioneira nos registos clínicos, que proporcionam dados estatísticos sobre o desempenho de cada hospital. O medo de se saírem mal nas tabelas classificativas nacionais é um poderoso incentivo a esforçarem-se mais. Um estudo do Boston Consulting Group descobriu que o Registo Nacional das Cataratas da Suécia não só reduziu a severidade do astigmatismo resultante da cirurgia aos olhos mas também estreitou para metade a diferença entre os melhores e os piores hospitais”

A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A duração média do internamento hospital na Suécia é de 4.5 dias, em comparação com 5.2 dias em França e 7.5 dias na Alemanha. A sua eficiência significa também que são precisos menos hospitais. Tem 2.8 camas de hospital por cada mil cidadãos. França tem 6.6 e a Alemanha 8.2. No entanto, sob praticamente qualquer critério de saúde, os suecos estão em boa posição”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Os vouchers (de educação) na Suécia não produziram apenas escolas mais baratas, mas escolas melhores. Anders Bohlmark e Mikael Lindahl examinaram dados referentes a todos os alunos em 1988 e 2009 e verificaram que o aumento da proporção das escolas “livres” numa determinada zona leva a um melhor desempenho, medido de várias maneiras, das notas ao acesso à universidade. Os maiores ganhos foram registados nas escolas públicas normais, mais do que nas escolas “livres”.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Nos EUA, um décimo dos estudantes universitários estuda agora exclusivamente online e um quarto fá-lo em part-time”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Quem me conhece, sabe que não temo ter opiniões divergentes.

Quem me conhece, sabe que não temo ter opiniões divergentes. E uma delas é, parece, a de ter a opinião de que ver um casino (e dá para ver ao passar a pé frente ao Casino de Lisboa) com dezenas de slotmachines cheias de reformados jogando ali as suas reformas.
Isto está errado, em vários registos e não o admitir é obscurecer a moral e o “sentido do certo” com ideologia.
Está errado porque retira rendimentos às pessoas.
Está errado porque o Estado lucra com o humano vício do jogo.
Está errado porque é errado lucrar com as dependências dos outros.
Está errado porque, se este dinheiro é excedentário às necessidades destes cidadãos, então não deve ser pago e deve ser usado – por exemplo – nas reformas mais baixas ou na extensão do subsídio de desemprego.
Está errado porque sabemos – no nosso íntimo – que não está certo.
Em suma.

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Explicação no i (que ainda não tinha lido) dos 14 milhões “dados” por José Guilherme a Ricardo Salgado:

Explicação no i (que ainda não tinha lido) dos 14 milhões “dados” por José Guilherme a Ricardo Salgado:
1. José Guilherme era parceiro da ESCOM
2. José Guilherme investiu 7 milhões nos terrenos em Luanda onde foram construídas as Torres da empresa
3. a ESCOM comprou esta participação de José Guilherme por 32 milhões
4. José Guilherme ganhou 25 milhões
5. José Guilherme deu 14 destes milhões a Salgado

Perceberam o esquema?…

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“Baba pedagógica”

“Baba pedagógica”, “pobreza de senso comum”, “combustão-em-asneira e “instrumento para criar uma nação de parvos”, Fernando Pessoa sobre os versos de “Bartholomeu Marinheiro” de Afonso Lopes Vieira
Citado em “O quarto alugado” de Ricardo Belo de Morais
“Pegue-se num corno, chame-se-lhe prosa, e ter-se-á o estilo do Sr. Manuel de Sousa Pinto”, Fernando Pessoa criticando o “O Gomil dos Noivados” em 1913
Citado em “O quarto alugado” de Ricardo Belo de Morais
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“Um povo (o português) que balança entre períodos de uma ousadia que parece só ao alcance dos eleitos e momentos de uma quietude conformista ou retrógada”

“Um povo (o português) que balança entre períodos de uma ousadia que parece só ao alcance dos eleitos e momentos de uma quietude conformista ou retrógada, que faz esmorecer o brilho e a dimensão da proeza realizada”
Gilberto Freyre

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Enquanto ainda podemos

Porque há cada vez mais portugueses que optam pela Abstenção quando se trata de fazerem as suas escolhas e de darem o seu contributo para a Democracia?
Os cidadãos não são estúpidos. Os cidadãos perceberam que estão a votar numa classe política fechada, virada de costas para eles e que provou cabalmente, várias vezes, que não tem competência para gerir os destinos do país levando-o várias à bancarrota no século XX e agora, mais recentemente, em 2008. Esta incapacidade crónica é agora agravada pela transferência massiva de soberania (nunca sufragada em referendo) para instituições europeias, algumas das quais não democráticas (BCE, Conselho Europeu e Comissão Europeia).
Além de existir a convicção generalizada da incompetência da classe política para representar de forma adequada os seus interesses, os cidadão sabem também que a sua independência está hoje severamente condicionada por um “federalismo” europeu pouco democrático, opaco e pouco permeável à sua influência.
A escavadora da eurocracia não cessa assim de aprofundar o fosso entre cidadãos e a Democracia.
Mas tem que ser travada. Aqui e agora, enquanto ainda podemos.
E podemos, agora. Dentro e fora dos Partidos, pressionando os directórios partidários no sentido da sua renovação profunda, em ideias e rostos e as instituições europeias na direção de uma real e verdadeira democracia.
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Renovação Interna (nos Partidos Políticos), precisa-se e para já!

Perante o atual estado de bloqueio da Democracia, de crónica perda de representatividade democrática dos Partidos Políticos há que, primeiro, tomar consciência da gravidade da situação e dos riscos que este bloqueio apresenta para o próprio sistema democrático, abrindo as portas para formas mais ou menos encapuçadas de ditadura e populismo primário. Feito este diagnóstico, há que, de seguida, enfrentar o problema de frente e de uma forma decidida e consistente.
Nesta luta pela reforma da democracia há que partir do ponto onde estamos. E esse ponto é a condição de uma democracia que vive hoje no ocaso do seu primeiro estádio, o estádio Representativo. Muito erguido em torno de figuras e líderes carismáticos e dos partidos políticos, este modelo está hoje esgotado e tornado completamente anacrónico pela ubiquidade e capacidades revolucionárias das novas tecnologias. Apesar deste contexto – radicalmente diferente de qualquer outro contexto passado –  os partidos políticos insistem em não se renovarem, nem em práticas, nem em ideologia, e muito menos na sua organização e democracia internas. Os partidos políticos continuam assim de costas viradas a um mundo onde se exigem respostas complexas a problemas muito complexos, num quase “tempo real”, sem diferimento, com uma exposição quase total às movimentações da Opinião Pública e onde a Transparência de processos e o “Open Data” são imperativos de sobrevivência. De facto, a presente crise da Democracia Representativa, sucessivamente comprovada pelo crescimento sustentado dos níveis de abstenção, é também uma crise dos Partidos Políticos e será pela supressão da sua crise particular que se resolverá a crise do próprio regime democrático. E a resolução desta crise externa, de credibilidade pública, dos partidos far-se-á abrindo os seus processos internos de decisão aos cidadãos, através de Primárias, de Listas Abertas com Voto Preferencial para as listas distritais de deputados, com Programas abertos e colaborativos. Paralelamente, os partido terão que saber que recuperar a credibilidade garantindo a fiabilidade dos seus compromissos eleitorais, recusando formas internas de corrupção (como os sindicatos de voto e os clãs familiares) e repondo a razoabilidade nas suas despesas em marketing político e impondo regras muito restritas de separação da Política dos Negócios e severas regras de incompatibilidades entre os seus eleitos. Trilhando, com sucesso, caminho novo nestas vias, os partidos poderão reconciliar-se com os cidadãos e sem diminuir o papel dos seus militantes na sua vida e democracia internas, renovarem-se a partir do seu interior e readquirirem a credibilidade perdida junto dos cidadãos.
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Alguns factos sobre o problema das “Casas Vazias” em Portugal e as dívidas imobiliárias

Existem em Portugal Dois milhões de casas vazias. Em Lisboa há cerca de 18 mil.
Crédito mal parado colossal. Quase 200 mil famílias em incumprimento. Famílias que em quatro anos ou menos perderam todas as poupanças. Os bancos não executam mais porque estão saturados de património.
As prestações ao crédito de habitação são a última coisa que os portugueses deixam de pagar.
Estes é um dos problemas que abordaremos em:
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O total das dividas em Portugal, por cobrar, ascende a mais de 332 milhões de euros
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A maioria da habitação depreciou 40%
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Não há mercado de arrendamento. Os preços ou são muito altos, ou muito baixos, especialmente em Lisboa e nas grandes cidades.
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Grande parte dos dois milhões de casas pertencem a fundos de investimento imobiliário isentos de IMI e IMT.
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As execuções – feitas agora por solicitadores – são feitas pelos mesmos agentes, em todas as fases do processo. Isso torna-o permeável a erros e abusos diversos. Estes solicitadores concentram demasiados poderes: são responsáveis por todas as fases do processo e podem penhorar salários, créditos e contas, penhorar e vender bens, aceder ao sistema da segurança, levantar o sigilo bancário e executar despejos, tudo a troca de comissões percentuais e pagamentos à unidade. Sem supervisão judicial.
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Nos processos de execução, a prioridade cabe, por ordem: às Finanças, à Segurança Social e aos Bancos. Só depois vêem todos os outros, PMEs e particulares, nomeadamente.
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Um número crescente de execuções e penhoras está a ser feito sobre os fiadores, muitos dos quais pensionistas com os rendimentos severamente reduzidos nos últimos anos, sem forma de obterem novos rendimentos e que fiaram as dividas dos seus filhos.
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As casas penhoradas são leiloadas em tribunal em carta fechada. Na maior parte dos casos, são os bancos que as compram.
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Os processos de execução – antes demasiado lentas, demorando dez anos em média – agora, são rápidos demais, demorando um ou dois anos.
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A maioria dos processos de execução, em 2008 e 2012 eram bem sucedidos. Agora, a maioria são pouco mais que um castigo para os devedores e um custo para os credores pela simples razão que hoje em dia a maioria destes devedores já não têm rendimentos ou pensões que os possam ajudar a recuperar as suas dívidas.
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Existem penhoras e vendas de casas quando estas resultam de dividas de IMI.
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O crédito fácil à habitação elevou os níveis de endividamento acima do sustentável. Os bancos emprestaram indiscriminadamente, mas com a quebra dos salários (20% em apenas 3 anos), o desemprego e a redução das pensões, o incumprimento subiu.
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Num inquérito da DECO, concluiu-se que 10% das famílias já não conseguiam pagar a habitação, nem os serviços essenciais, nem as despesas de saúde. Dois quintos dos inquiridos terminavam cada mês com um saldo negativo de 300 euros.
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Portugal é um dos países europeus onde mais famílias habitam em casa própria. Mas o modelo “compra” e de financeirização da habitação não serve os interesses e necessidades dos cidadãos de menores rendimentos.
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Em 2013, as Finanças penhoraram e venderam 40 mil casas. O ritmo das execuções das finanças é de agora 12 por hora ou quase 100 mil, a maioria são salários penhorados.
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A maioria dos bens penhorados são leiloados em carta fechada e acabam sendo comprados pelo próprio banco que as hipotecou.
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Entre todas as dívidas, as prestações das casas são as últimas que os portugueses deixam de pagar.
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Perder a casa é perder a identidade, a emancipação e a autonomia como indivíduo.
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As dividas provocam as emoções mais agressivas de todas: vergonha, culpa e medo. Estas emoções impedem o confronto com as situações, sem confronto, não há reacção nem solução, nem pensamento criativo ou divergente.
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Um juiz em Portalegre emitiu uma sentença que pode fazer jurisprudência. Nesse caso, o banco ofereceu a um cliente que não conseguia pagar a casa por 70% do valor patrimonial, que era de 117 mil euros. O banco quis comprar a casa por 82 mil e queria que o cliente pagasse a diferença. O juiz decidiu que o cliente não deveria pagar mais que os 117 mil euros. Para o juiz, o banco não pode no momento em que compra, avaliar o imóvel por menos que a avaliação inicial que serviu de base ao empréstimo, sob pena de incorrer no delito de enriquecimento sem causa.
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Em Espanha, os principais bancos (que foram resgatados com dinheiro europeu) decidiram cancelar por dois anos os despejos aos devedores “mais necessitados”
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Muitas famílias foram atraídas a creditos impossíveis de pagar com zero de prestação inicial e aumento progressivo de prestações. Com a crise, sem emprego ou com menos rendimentos, muitos deixaram de poder pagar esses empréstimos.
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A maior parte das hipotecas executada são a imóveis de pequeno valor, ou seja é a população mais pobre que é a mais afetada.
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25% da população espanhola é devedora e está em incumprimento.
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Alexandre Cadosh (sociedade Eurofin) ao Público de 4 de dezembro

Alexandre Cadosh (sociedade Eurofin) ao Público de 4 de dezembro: “O BES, o GES ou o Crédit Suisse (que funcionava como barriga de aluguer de veículos para operações envolvendo dívida do grupo”.
E, contudo… não consta que o banco suíço esteja a ser investigado…
Alexandre Cadosh (sociedade Eurofin) ao Público de 4 de dezembro: “O aumento de capital foi validado por dois grandes bancos internacionais, o Morgan Stanley e a UBS… e esse envolvimento deu confiança aos investidores e aos fornecedores de serviços do grupo.”
E, agora, grave prejuízo, a milhares de pequenos investidores e ao Estado (que vai ter que assumir os prejuízos da venda do Novo Banco).
Se deram a “validação”, não serão assim, o MS e a UBS co-responsáveis pela situação e logo, processáveis, pelo Estado português?…
Alexandre Cadosh (sociedade Eurofin) ao Público de 4 de dezembro:
“Público: o senhor, ou alguém da sua empresa, já foi ouvido pelo Ministério Público português?
AC: Não,
Público: as autoridades luxemburguesas ou suíças já vos chamaram?
AC: Não.”
E está tudo dito.
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Ainda há muita gente nos “partidos de poder” (PS incluído) que ainda não percebeu que é preciso ruptura

Ainda há muita gente nos “partidos de poder” (PS incluído) que ainda não percebeu que é preciso ruptura. Ruptura que rompa com o situacionismo, com todo o tipo de seguidismo acéfalo que nos levou ao exacto ponto onde estamos.

É preciso romper. Romper com o passado que nos levou a uma europa que nos esmaga e que há que enfrentar com coragem e força e ruptura para com  um sector financeiro que nos governa, efectivamente e com multinacionais que brevemente (com o tratado TTIP) vão passar a mandar mais que qualquer governo eleito.
Aceitem-se os Erros do passado (todos os partidos de poder são, sem excepção, co-responsáveis pela bancarrota em que vivemos), Incorporem-se os mesmos e façamos diferente.
Acredito que tal é possível. Como dizia alguém, no Congresso da FAUL: “há novos partidos a serem formados. Saiam, e sigam para lá”. A frase pode colar em quem se sentir identificado com a mesma e não estiver disposto a mudar nada, para que tudo fique na mesma.
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Além de condenações exemplares, num tipo de crime raramente punido em Portugal, o Face Oculta tem outro tipo de raridade

Além de condenações exemplares, num tipo de crime raramente punido em Portugal, o Face Oculta tem outro tipo de raridade: a celeridade com que o processo foi julgado: passou pouco menos de um ano entre o fim das investigações e o começo das sessões e depois de começar e, apesar dos 32 arguidos, das 400 testemunhas e de 200 sessões.

Esta rapidez é exemplar e deve ser agora regra, daqui em diante. A menos que prevíamos acreditar que toda esta celeridade se deveu a estarem em julgamento conhecidos políticos ligados à oposição (acho que tenho um qualquer deja vu em relação a esta situação…)

A este respeito há que seguir atentamente o desfecho dos vários processos ligados ao chamado “caso dos Submarinos”. Não na sua celeridade, que essa já se viu que não existe, mas quanto ao seu desfecho e consequências…

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Da reforma da segurança social de Vieira da Silva, de 2007

A reforma da segurança social de Vieira da Silva, de 2007, segundo a qual toda a carreira contributiva encerrava em si mesmo um pesado efeito, nunca devidamente avaliado e que agora em momento de pesado desemprego é particularmente evidente: quem perde emprego e consegue o milagre de encontrar um novo trabalho faz essa substituição sacrificando rendimentos; dizem os estudos que em média se perdem assim 20% do antigo salário, com os efeitos equivalentes na reforma a auferir, já que o novo emprego é sempre precário  (praticamente todo o novo emprego gerado na economia depois de 2008) foi precário. Obviamente, no emprego seguinte, o salário será ainda mais baixo e assim por diante até se chegar ao salário mínimo ou mesmo valores inferiores a este.

Em consequência, dentro de algumas décadas teremos a esmagadora maioria dos pensionistas a viverem com pensões de miséria. Graças à reforma Vieira da Silva de 2007.

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Movimentos Sociais e Utopia

“Um movimento social apresenta duas faces articuladas. Uma face ofensiva, capaz de definir um contra-projecto, ou mesmo uma utopia. Capaz de destacar uma identidade positiva (…) O actor, aqui, é um negociador que se apoia na sua identidade para entrar em discussões com o seu adversário social. Outra face defensiva, popular, preocupada em evitar a destruição do actor.”
Michel Wieviorka
Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris

Isto significa que, por detrás de um movimento social está sempre uma utopia, um lugar no espaço-tempo das realidades sociais que não tem ainda hoje concretização material. O “movimento” então é isso mesmo, a deslocação do ponto onde nos encontramos, da nossa realidade político-social, a partir de um impulso de critica e oposição na direção de uma sociedade utópica ou desejável e na direção da qual se pretende levar a sociedade.

Um movimento social é assim, sempre uma visão utópica e a materialização do desejo de mudança de uma sociedade nessa direção.

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Da vida e da morte dos Movimentos Sociais

“A desestruturação de um movimento social (ocorre quando) alguns dos seus membros optam por uma institucionalização precoce, ou extrema; outros privilegiam a ação puramente política; outros, ainda, entregam-se a uma violência social que impede qualquer negociação. (…) a decomposição pode rapidamente desembocar num estado de anti-movimento.
O anti-movimento social converte o actor numa seita ou num grupo terrorista que destrói em vez de tentar impor, pelo conflito, a sua própria visão da historicidade. Já não há contra-projecto nem utopia mas um apelo a um além, o que coloca a fé, a religião, a ideologia no coração do anti-movimento. Também já não há adversário mas um qualquer estranho, ao qual se é indiferente.”
Michel Wieviora

A esta descrição, há contudo que somar ainda a via da extinção por erosão dos membros destes movimentos ou por via da infiltração por parte de partidos políticos organizados.

A via da extinção advém naturalmente da grande dificuldade que estes movimentos sociais têm em penetrar no espaço mediático e em manterem os seus membros unidos em torno de um ideal que, muitas vezes, é de curto prazo ou muito objetivo e concreto. Quando esse alvo de curto prazo se esgota ou quando a atenção dos seus membros é captada por outra causa ou movimento, a erosão dos seus membros é inevitável e a extinção impossível de travar…

A outra via de extinção de movimentos sociais é a da captura dos seus membros mais ativos por parte de partidos políticos. O processo foi usado recentemente por alguns partidos de Esquerda em Portugal, com um sucesso assinalável na infiltração desses movimentos, mas um fracasso clamoroso na credibilidade destes movimentos infiltrados, o que os esvaziou de participantes até à efetiva irrelevância onde hoje vegetam…

Os movimentos sociais inorgânicos são necessariamente fátuos e duradouros apenas durante o período em que tal corresponder aos desejos e aspirações dos seus membros. Para serem perenes, têm que se encontrar em renovação permanente, quer de Causas, quer de membros. Têm que mostrar atividade, para fora, e renovar lideranças, para dentro. Têm que manter um cerne de ativistas estável, mas permeável, robusto, mas diversificado, basista e profundamente democrático.  Em suma, para que sobrevivam, a prazo, os movimentos têm que se encontrar permanentemente em… movimento.

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Sobre o descontentamento dos portugueses em relação à democracia e troika: a Grande Vanguarda da União Europeia

Segundo uma sondagem recente, somente 14% dos portugueses estariam satisfeitos com a qualidade da democracia em Portugal, o valor mais baixo entre os 28 países da União. O número em si é espantosso, e muito revelador (sobretudo, pela comparacao) do descrédito da partidocracia, mas mais espantoso ainda é o facto de existirem ainda 14% de satisfeitos… quem serão eles? Partidocratas, boys e boyas dos Partidos? Os megaricos que vivem à sombra das Rendas excessivas e das prebendas do Estado? A prole do clã cavaco?…

A mesma sondagem afirma que apenas 14% (o mesmo número, curiosamente…) dos portugueses estão também satisfeitos com o “grau de democracia em Bruxelas” (os belgas, p. Ex. Estão 68% satisfeitos), o que também diz muito sobre mau sucesso da manhosa operação de marketing chamada “troika”, criada para esconder aos portugueses que estes funcionarios de segunda linha, paladidos dos credores e especuladores financeiros, são, na verdade… a vanguarda da União Europeia.

Fonte:
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/portugueses-sao-os-mais-insatisfeitos-democracia-na-uniao-europeia

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A sociedade portuguesa é um barril de pólvora prestes a explodir?

São cada vez mais numerosas as vozes que alertam para a iminência de uma explosão social descontrolada e sem precedentes em Portugal em face ao crescimento descontrolado e sem fim à vista do Desemprego. Na verdade, como em tantos fenómenos sociais falta apenas o “momento rastilho”, espontâneo, imprevisível no seu momento exato e incontrolável por qualquer sistema de segurança.

Com o desemprego real já bem acima dos 20% há cada vez mais pessoas desesperadas, sem apoio social (recordemo-nos de que a maioria dos desempregados são já de longa duração e não recebem subsídio) e que estão a perder as redes familiares de apoio devido à violenta compressão de ordenados e reformas imposta pela carga fiscal imposta pelo governo e pela troika.

Esta explosão social tem sido, contudo, adiada pela confluência de dois fenómenos: por um lado, o desemprego de longa duração está associado à depressão, o que contribui para a inação e passividade social e política por parte dos afetados por esse flagelo. Por outro lado, o desemprego jovem (já acima dos 40%) tem tido duas válvulas que impedem a eclosão de conflitos sociais: a emigração e o facto de muitos jovens estarem a adiar a sua entrada no mercado de trabalho permanecendo em casa dos pais. É certo que quem emigra são precisamente os elementos potencialmente mais dinâmicos e ativos de uma sociedade. É também certo que isso explica a insistência do atual governo para que os portugueses emigrem, mas haveremos de chegar a um ponto em que esse escape se esgota. Que os pais quem mantêm esses jovens em casa, sem rendimentos, perdem em massa o seu Emprego ou reformas. Um momento em que a carga fiscal se torna tão opressiva que todos começam a perder a paciência para com este governo do tripartido PSD-PS-PP (sim, porque através do Memorando negociado por si, o PS também governa). Falta uma oportunidade, um momento, um pretexto para pegar fogo a este perigoso rastilho.

E quando o fogo chegar ao barril de pólvora, que se cuidem a Europa e os Interesses financeiros que ela está a defender. Os portugueses são – dizem – um povo de brandos costumes, mas estão a perder a paciência com o tripartido e com essa “europa” que se move por detrás deles. Talvez seja ainda possível travar esta explosão: restaurando a credibilidade da democracia, renovando a democracia representativa pela introdução de mecanismos e ferramentas de democracia direta e participativa. Pelo reforço do papel da Sociedade Civil na governação democrática da comunidade, pelo despertar de milhões de cidadãos que hoje – voluntariamente – se encontram em anemia cidadã.

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Quando chegará o ponto de fusão da sociedade civil portuguesa?

Serge Julu

Serge Julu

“O problema deste país é que a sua sociedade civil é passiva, amorfa, que o seu imaginário está atrofiado, e que precisa de choques para ir em frente.”
Serge July, diretor de Liberation em 1985 referindo-se ao seu país, França.

E bem que poderia referir-se também a Portugal: como se compreende que após a maior recessão das últimas décadas e de um desemprego galopante que se instala como crónico entre os jovens e os adultos com mais de 45 anos os cidadãos se mantenham imóveis e passivos?

Esta sociedade civil paralisada, composta por associações que atravessam um período de grandes dificuldades pela redução draconiana dos apoios públicos e pela compressão severa da disponibilidade financeira dos seus associados, não dá sinais de ser capaz de sacudir o jugo imposto pelos mercados e pelo norte da europa. Mas a crise tem uma potencial virtualidade: pelo extremar de posições que cria, pelo desespero que trás associado (erosão do Estado Social, desemprego crónico, fim de perspetivas de futuro, etc) pode levar os cidadãos a um ponto de fusão em que mudam do estado Passivo para o Ativo.

Este ponto de fusão não chegará em manifestações de rua que por mobilizadoras que sejam não mudam regimes nem fazem cair governos. Este ponto de fusão ocorrerá quando os cidadãos invadirem estes partidos políticos cristalizados e enfeudados a interesses obscuros, quando escolherem ter uma vida cívica e associativa viva e dinâmica e – estão mesmo aí – decidirem votar massivamente em movimentos independentes de cidadãos.

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Essa catástrofe demográfica que se avizinha

Maria João Valente

Maria João Valente

“Nunca desde que há registos (1886) houve tão poucos nascimentos até ao fim de novembro foram 83098, menos 6160 do que em igual período de 2011. (…) A crise económica é a causa mais apontada para a descida acentuada de 2011. Mas a demografa Maria João Valente pede cautela na análise: “a natalidade está a descer à décadas, mesmo em períodos de expansão económica. O declínio da fecundidade é comum a toda a União Europeia e a tendência é esta”.
(…)
“A quebra mais acentuada deste ano pode ser causada pelos movimentos migratórios que a crise gerou. Empurrados pelo desemprego, emigram cada vez mais jovens em idade fértil, que vão ser pais noutros países, e partem cada vez mais imigrantes, responsáveis por 14% dos nascimentos anuais.”

Expresso 15 dezembro 2012

Este fenómeno do declínio da natalidade não é, com efeito, exclusivamente português, mas comum a todo o mundo desenvolvido. Mas Portugal é uma das suas manifestações mais graves e onde – simultaneamente – menos respostas por parte do Estado têm sido registadas.

Sucessivos governos do bipartido PS/PSD têm ignorado a gravidade da verdadeira tempestade demográfica que se prepara abater sobre nós e que tornará insustentável a nossa sociedade nas próximas décadas. Agravando esta tendência, temos – ainda por cima – um governo que multiplica criminosamente os apelos à emigração jovem, impulsionando à saída daqueles que poderiam obstar ao agravamento da nossa baixa natalidade e deixando que levem para fora do nosso país o investimento que as presentes gerações neles fizeram.

Portugal, enquanto Governo e Sociedade, tem que encetar uma corajosa e audaz política geracional de estímulo à natalidade e de retorno dos jovens abandonaram o país (sem perspetivas de retorno) nas últimas décadas. Para tal, é preciso instalar a Demografia no cerne da estratégia política e de uma abordagem ao desenvolvimento, quer através de estímulos fiscais, quer através de uma Escola pública forte e universal, que através de um sistema de Saúde público, mas sustentável. A Demografia deve ser o cerne da estratégia política das próximas décadas, ou tudo está em risco: a economia não terá braços para a sustentar, os idosos não terão sistema de pensões e o pais não terá gente. Ou elegemos a demografia como o grande desafio dos próximos anos ou acabamos enquanto sociedade e Estado.

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Ingerência do Governo nas Associações Profissionais

Marinho e Pinto

Marinho e Pinto

“O conselho geral da Ordem dos Advogados decidiu não acatar a nova lei das associações públicas por entender que ela representa uma ingerência do Governo nesta organização. (…) Em causa está a possibilidade de cada ministério – neste caso, o da Justiça – realizar inspeções às associações, que passam a ficar debaixo da sua alçada, explica Marinho Pinto.
“Enquanto eu for bastonário, o Ministério da Justiça não vai fazer nenhuma inspeção à Ordem dos Advogados. Para Marinho e Pinto, o objetivo do Governo liderado por Pedro Passos Coelho é “passar a ter as ordens profissionais debaixo da sua pata”. (…) os advogados preparam-se agora para impugnar judicialmente as consequências da recente legislação na vida da Ordem.”

Ana Henriques
2 fevereiro 2013, Público

Goste-se ou não de Marinho e Pinto, o certo é que esta lei – introduzida de forma suspeitosamente discreta – arrisca-se a colocar em risco esse importante esteio da Sociedade Civil que são em Portugal as Associações Profissionais. O desvio centralista que representa impõe um jugo de exigência suspeita e que colide com a tradição independente dessas associações em Portugal.

Exige-se assim uma resposta concertada, não somente de uma Ordem Profissional isolada, mas de todas, agindo em consenso e em concertação, porventura organizando e promovendo uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos que anule esta perniciosa lei do Governo da República. E amanhã já não será tarde demais para a lançar…

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Em defesa das Eleições Abertas no interior dos Partidos Políticos em Portugal

“No último fim de semana, mais de três milhões de cidadãos italianos fizeram questão de ir a votos e escolher entre cinco possíveis candidatos pelos partidos do centro-esquerda italiano às legislativas do próximo ano. Por cá, semelhante cenário de abertura das escolhas partidárias ao eleitorado em geral é ainda uma miragem. O PS é o partido que mais longe foi ao consagrar, na revisão de Estatutos aprovada já este ano, a hipótese de primárias para a escolha dos candidatos a presidentes de câmara e a deputados. Mas mesmo estas estão circunscritas ao universo de militantes.”
(…)
“Rui Tavares defende as primárias diretas, de que só retira vantagens: “abria-se a política aos cidadãos sem experimentalismo político,obedecer as direções partidárias deixava de ser a única carreira possível; acaba-se com esse grande fator de exclusão em Portugal que é a exclusão política”.

Fonte:
Expresso 1 dezembro 2013

Apesar da multiplicação de Orçamentos Participativos a perto de duas dezenas de municípios portugueses e da existência (muito condicionada) de ferramentas de Democracia Participativa como as Petições, as Iniciativas Legislativas de Cidadãos e os Referendos, a verdade é que a Democracia Participativa ainda não chegou aos Partidos.

E se não chegou, não chegou devido ao fenómeno que melhor carateriza a sociedade portuguesa contemporânea: o Medo. O Medo de inovar, o Medo de Decidir, o Medo de Agir e o Medo de Falar. No caso da partidocracia, temem os partidocratas que a mudança interna nas formas de gestão da vida partidária altere o equilíbrio interno de poderes e influência e que o afluxo de cidadãos aos partidos acabe por repelir os caciques que neles – desde 1976 – se vão alternando.

Mas apesar deste Medo pela mudança, os partidos terão que se abrir à sociedade civil, sair de fora do seu estafado e esgotado círculo de conforto (militantes e funcionários) e abrir as portas aos cidadãos: assim conseguirão renovar as suas próprias hostes com sangue novo, criatividade e inovação e por esta via continuarem ativos numa sociedade cada vez mais exigente.

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Diogo Castro e Silva: “O país como um todo vê hoje ainda o talento com desconfiança, o sucesso com inveja e a mediocridade submissa com estima”

Diogo Castro e Silva

Diogo Castro e Silva

“O país como um todo vê hoje ainda o talento com desconfiança, o sucesso com inveja e a mediocridade submissa com estima. Sem mudar isto, e para utilizar uma imagem do futebol, teremos sempre, como é lógico, bons jogadores mas falharemos inevitavelmente como equipa.”
Diogo Castro e Silva
16 dezembro 2012
Público

Esta é a matriz católica que permeou toda a nossa cultura desde a Idade Média e que a repressão da Inquisição e do Ultra-catolicismo depois de Dom João III mais não fez que reforçar até ao absurdo. Os portugueses interiorizaram uma aversão ao risco e à diferença que encontra as suas raízes profundas nas perseguições movidas contra todos aqueles que divergissem do padrão católico social aceite, fossem hereges protestantes, judeus ou muçulmanos. Este Medo deixou marcas profundas na alma portuguesa que ainda hoje têm efeitos na suspeição e inveja que automaticamente recai sobre todos aqueles que se destacam da mediania.

Este Medo atávico pela diferença e esta punição (ou falta de prémio) pelo Mérito são as duas razões profundas que explicam porque existem entre nós poucos exemplos de Empreendedorismo e porque é que em Portugal os “grandes” empresários só souberam prosperar na sombra do Estado, um vício católico, que o paternalismo económico do Salazarismo mais não fez senão reforçar e que uma certa visão menor e subalterna da integração europeia levou até a um extremo doentio com a lógica do “bom aluno”, hoje adotada de forma cega e irrefletida pelo Passos-Gasparismo que hoje nos governa.

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Manuel Pinto Coelho: “Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo (da marijuana) nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga”

Manuel Pinto Coelho

Manuel Pinto Coelho

“Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo (da marijuana) nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga. (…) existe uma já há muito suspeitada ligação entre cannabis e a esquizofrenia por estudos recentes, de tal forma que hoje ela é comparada com a conhecida ligação ao cancro do fumador de tabaco. Além de inquestionáveis danos no cérebro e aparelhos respiratório e reprodutor, estudos também recentes têm vindo a comprovar, no seio dos seus utilizadores, descidas do QI que podem ir até aos oito pontos.”

Manuel Pinto Coelho
Público
15 dezembro 2012

A ser assim, temos alguns poderosos argumentos a favor da continuação da proibição da comercialização das ditas “drogas leves” e em particular, da Cannabis. Argumentos clínicos e científicos que, contudo, não podem ser os únicos levados a uma verdadeira e plena ponderação deste problema do Proibicionismo. Como com o álcool e com o tabaco, estas consequências da Cannabis produzem-se a partir de certo nível de consumo, sendo relativamente inócuos quando estamos perante um consumo moderado ou contido.

Continuamos a defender a liberalização das drogas leves (haxixe e cannabis), como forma de combater a proliferação de redes clandestinas e criminosas de distribuição e comercialização, mas não defendemos o excesso, assim como não o defendemos para com o álcool e o tabaco, de resto. Em todos estes casos,os custos sociais e económicos de manter um sistema repressivo (pouco eficaz e lento) são mais altos do que os de manter a batida e esgotada lógica proibicionista das últimas décadas.

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O Problema do Financiamento e Sobrevivência das Associações da Sociedade Civil em 2013

Em 2013, as associações em Portugal, sejam elas humanitárias, culturais ou cívicas, vão enfrentar um tremendo desafio que acabará por ditar o fim a muitas delas. Não sabemos quantas das cerca de quarenta mil associações continuarão a existir no final de 2013, mas sabemos que serão muito menos que aquelas hoje existem.

Em consequência desta redução, Portugal que já tem hoje dos mais baixos índices de participação cívica e associativa do mundo desenvolvido ficará ainda mais pobre. As funções sociais cumpridas pelas associações humanitárias, de solidariedade social e culturais não poderão ser compensadas por um Estado que por pressão dessa torpe “união” europeia parece apenas obcecada com nosso empobrecimento coletivo.

O próximo ano será um ano fatal para muitas associações portuguesas. Pressionadas por cinco frentes, muitas não irão sobreviver:

1. Perda de sócios:
Em Portugal sempre existiu um baixo nível de participação associativo, mas agora a redução demográfica, a demissão voluntária da vida pública por parte de muitos cidadãos e de quase todos os jovens, parece maior do que nunca. Uma Sociedade Civil amorfa, desorganizada e em severa erosão abre espaço a todo o tipo de abusos por parte do poder político representativo e do Poder Económico. Sem associados, não podem existir associações e sem associações não pode haver uma Sociedade Civil organizada que possa constituir-se como contrapoder contra toda a sucessão de abusos que os austeritários do Poder lançam sobre nós.

2. Sócios que não podem pagar quotas (desemprego):

Num país onde o desemprego já alcança mais de 1.2 milhões de cidadãos é evidente que a capacidade para continuar a pagar quotas ou para aderir e contribuir para novas associações é muito limitada. Imersos num mar de dificuldades financeiras, os portugueses cortam todas as despesas não essenciais e entre estas estão naturalmente, as quotas das associações. Em consequência, muitas associações sofreram nos últimos anos uma compressão drástica do seu principal financiamento e navegam hoje claramente abaixo da linha de água arriscando um afundamento definitivo a muito curto prazo, a menos que algo venha inverter radicalmente a situação nos próximos meses.

3. Depressão coletiva:

Em virtude de uma sucessão interminável de cortes, de camadas sucessivas de novos impostos, de desvios constantes às previsões e de erosão da “rede social de apoio do Estado, instalou-se (muito por culpa de um discurso catastrofista do regime) uma autentica depressão coletiva que paralisa a vontade individual em participar ativamente na Sociedade Civil e na efetiva recuperação económica do pais. A depressão (pela via do desemprego galopante, da eternização da recessão e do aumento brutal da fiscalidade) arrasta os cidadãos para a bovinidade. Empurrados pelo Medo (do Desemprego, de perseguições policiais caso apareçam em manifestações, da perda de rendimentos devido à fiscalidade desbragada, etc), os cidadãos eclipsam-se da vida cívica. Com esta demissão coletiva, perdem as associações e com elas perde vida a Sociedade Civil. A passividade, o bovinismo, o abstencionismo instalam-se, propulsados pela Depressão coletiva que se instala de forma duradoura entre nós.

4. Fim ou redução drástica de subsídios:
Para o exercício das suas funções sociais, humanitárias ou culturais muitas associações recebiam contributos na forma de subsídios. Nos últimos dois anos registou-se uma queda brutal neste tipo de ajudas estatais, entre os vinte e os sessenta por cento, em consequência, e num contexto de severa redução de pagantes de quotas e de recessão (que reduziu os proveitos de atividades “comerciais” que exercem algumas associações), muitas associações vivem hoje em graves dificuldades. Aquelas associações que empregam colaboradores (e estima-se que a Economia Social tenha mais de cem mil empregos) têm dificuldades crescentes em pagarem estes salários, já que boa parte era proveniente precisamente desses subsídios que agora o Governo central e os municípios reduziram a um mínimo absolutos.

5. propostas para que as quotas passem a pagar IVA:

Alem de todas estas dificuldades (erosão demográfica da base associativa, redução das quotas, compressão dos subsídios, depressão coletiva) paira sobre as associações uma ameaça ainda maior: insaciável na sua voracidade para aumentar a base fiscal do orçamento, pondera-se em círculos próximos do Governo a introdução do pagamento do IVA nas quotas pagas pelos associados. A confirmar-se, este ataque sem precedentes à Sociedade Civil organizada terá consequências trágicas num tecido associativo já muito ameaçado pelos problemas acima listados. Queremos crer que ainda resta alguma racionalidade neste governo tão empenhado a ir “além da troika”, “custe o que custar”, empobrecendo sempre mais e mais este país, na mira apenas de exílios dourados em Bruxelas ou no FMI para os seus dóceis executantes. Queremos crer, mas duvidamos da racionalidade dessa crença.

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Jean Delumeau: “Em Portugal a persistência do messianismo animando a mentalidade um povo durante um tempo tão longo (…) é um fenómeno que, com exclusão do povo judeu, não tem equivalente na História”

“Em Portugal a persistência do messianismo animando a mentalidade um povo durante um tempo tão longo (…) é um fenómeno que, com exclusão do povo judeu, não tem equivalente na História.”
Jean Delumeau

E essa comunhão advém da presença de judeus entre nós desde tempos quase pré-históricos, tendo desembarcado os primeiros hebreus na Península (não longe do atual Algarve português) juntamente com os fundadores fenícios de Gades, a primeira colónia deste povo na Península Ibérica.

O messianismo que está tão profundamente gravado na memória coletiva lusa, condicionando a forma portuguesa de estar e produzindo aquele sebastianismo que ainda hoje explica tanto do nosso temperamento, vem dessa raiz hebraica que se estima estar geneticamente presente em pelo menos um terço dos portugueses e isto depois de séculos de perseguições e pogroms… Portugal é um país judeu, nos genes e na cultura, no fatalismo, numa força religiosa difícil de igualar e numa relação quase Direta com Deus (Cabala) que recorda os rituais do Culto do Espírito Santo.

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TEM: a Moeda Local da cidade grega de Volos

Volos, na Grécia (http://8dim-volou.mag.sch.gr)

Volos, na Grécia (http://8dim-volou.mag.sch.gr)

Na cidade grega de Volos, muitos cidadãos utilizam de forma frequente uma nova Moeda. Não se trata da Dracma, regressada já do mundo dos mortos, mas da TEM. Esta Moeda Local, circula ao lado do Euro, sem o substituir e de forma tão eficiente que os munícipes acreditam que era impossível que a economia local fosse capaz de funcionar agora sem a TEM.

Como todos sabemos – e até bem demais – a Grécia está exatamente no “olho” tempestade financeira que assola a União Europeia, com doses sucessivas de austeridade recessiva e uma quebra dramática dos padrões de vida da maioria dos seus cidadãos. Foi em resposta a esta situação que um grupo de cidadãos decidiu retomar o controlo da sua vida das mãos dos “senhores do norte da Europa” e criar uma alternativa local ao euro.

Em Volos (Grécia central) quando um dos quase mil aderentes (empresas e retalho) vende bens ou serviços recebe créditos TEM, em que um TEM equivale a um Euro. Consequentemente, nos estabelecimentos comerciais locais, os preços estão quase sempre afixados em TEM, não em euros.

À medida que as poupanças em euros se vão esgotando cada vez mais, os munícipes de Volos acumulam poupanças em TEM a partir de uma miríade de serviços (todos podem fazer alguma coisa pelo seu vizinho e receber TEMs) e de bens e guardarem assim os seus últimos euros para aqueles bens e serviços que não estão localmente disponíveis.

Todo o sistema TEM foi construido na Internet, com computadores no Mercado Municipal processando transações e transferindo TEMs para as contas pessoais dos aderentes.

O fundador é Yiannis Grigoriou, admite que a Moeda Local pode vir a tornar-se a moeda dominante em Volos, mas que por enquanto essa meta ainda está longe e acrescenta que a moeda “é atraente porque as pessoas encontram nela esperança”. Parte muito significativa do sucesso da TEM advém do apoio do município, cujo presidente a promove e defende mantendo contudo a necessidade de respeitar o duplo curso com o euro e afirmando que a intenção da TEM não é a de expulsar o euro: “a Grécia faz parte da Eurozona e nós queremos permanecer na Eurozona. Precisamos ficar na Eurozona”, reitera.

Num dos programas municipais de juventude, por exemplo, os pais são convidados a pagar até 30% dos custos em TEM, com o resto ficando em euros, lado a lado. Noutro exemplo, uma florista vende flores em TEM e depois compra artigos noutro comerciante local na mesma moeda. Desta forma, uma grande parte dos artigos e serviços consumidos localmente são também produzidos localmente e a comunidade municipal conhece assim um dinamismo inédito na maioria das cidades gregas.

Fonte:
http://www.pri.org/stories/business/economic-security/small-greek-community-turns-to-local-currency-as-economy-struggles-9442.html

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Sobre o atraso da entrada dos jovens na Idade Adulta

Um dos fenómenos sociológicos mais evidentes dos últimos anos é o atraso da entrada da vida adulta de muitos jovens portugueses: saem mais tarde da casa dos pais, não casam nem têm filhos. Geralmente, não o fazem por vontade própria, especialmente nos últimos anos com a explosão dos números do desemprego jovem. Esta é a dita “geração do milénio”, de pessoas que nasceram entre a década de 1980 e 1995 que – em tese – deveria estar agora a chegar ao Mercado de Trabalho. Esta geração prometia muito: níveis de preparação académica inéditos na História (em quantidade de mestrados e doutoramentos), inovadores e tecnologicamente muito bem preparados, sem esperarem “empregos para a vida”, deveriam estar agora a formar empresas e a introduzir dinamismo e vida nos meios empresariais. Mas algo falhou. E muito.

Durante algum tempo, muitos acreditaram que a responsabilidade por este atraso da vida pertencia a estes próprios jovens. Mas estudos recentes apontam no sentido que a verdadeira responsabilidade cabe não aos próprios mas a atual Depressão económica em que vivemos. Será a Depressão afinal a responsável pela falta de independência financeira: desde logo, o desemprego jovem é um factor muito importante neste fenómeno, com quase 40% dos jovens nessa condição.

As consequências sociais e humanas deste atraso da entrada na vida adulta são várias e muito graves: quebra demográfica (porque os jovens formam família muito mais tarde, e logo, perdem muitos anos de fertilidade), não têm condições financeiras para terem filhos, e quando as têm escolhem ter apenas uma criança (quando a taxa de substituição demográfica exige 2.1 filhos por casal).

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O Reino Unido está a ponderar aplicar o conceito alemão dos “Mini Jobs”

Uma das medidas implementadas pelo governo de Schroeder na década de 1990 foi a adoção do conceito de “mini job”. Muito polémico, a sua concretização foi um dos fatores que contribuiu para o atual momento alemão de bom desempenho. Agora, o Reino Unido – a braços com uma taxa de desemprego galopante – está a ponderar também a sua adoção.

O modelo do “mini job” permite a criação de postos de trabalho com remunerações máximas de até 400 euros mensais e isenta-os do pagamento de impostos e contribuições ao Estado, simplificando a burocracia das empresas e promovendo a criação de novos empregos. O governo britânico está também a ponderar a limitação da carga fiscal apenas aos salários entre os 400 e os 800 euros por forma a aliviar a burocracia corporativa e a estimular o crescimento dos salários a valores superiores aos 800 euros.

O modelo não é contudo isento de pontos negativos… sabe-se pela experiência alemã que funciona, isto é que cria empregos, mas também se sabe que tende a bloquear um número considerável de trabalhadores em remunerações abaixo dos 400 euros, impedindo a sua progressão de carreira e vencimento, o que levou à introdução desse mecanismo de isenção fiscal entre os 400 e os 800 euros.

Atualmente, está ainda tudo nos gabinetes de estudo, mas o interesse britânico no modelo dos minijobs demonstram pelo menos uma vontade em fazer algo para reduzir o monstro do desemprego, uma vontade de caminhar no bom sentido e devia servir de ensinamento para quem (como o governo de Lisboa) não tem lançado nesta arena nenhuma proposta realmente significativa ou inovadora.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/londres-copia-minijobs-do-modelo-alemao_150427.html

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