Sexo Tântrico e Budismo

Sexo: Dez conselhos para… bem fazer! Se for “ele”, pois!

Bem, não sei bem porquê, mas é certo que há uma certa popularidade por posts que façam listas de coisas. O Expresso parece ter também percebido isso e na sua edição online publicou mais uma. Desta feita uma lista dos erros que os homens mais frequentemente cometem a… Fazer sexo. Eis a lista. Usem-na à vossa discrição!

Lista dos erros mais frequentes:
“1 – Em vez de a despir “estupidamente”, desembrulhe-a como se ela fosse um presente elegante e nunca como se fosse um brinquedo de criança;
2 – Saltar os preliminares e ir directo ao assunto? Você só quer é sexo e mais nada (amor, prazer, carinho). Pois nós mulheres não gostamos disso! Um beijo apaixonado conveniente desperta todo o nosso desejo porque mexe realmente com as nossas hormonas. Percebem?
3 – Beijá-la com força sim, mas com muita sensibilidade. A paixão é fogosa mas não exagere, vá com mais calma;
4 – Não seja bruto a tocar nas zonas erógenas dela. O nosso clitóris é muito mais complexo de que o vosso pénis. Qual é a dúvida aqui? Parece-me mais falta de jeito!
5 – Até gostamos de barba à “Mourinho” mas, por vezes arranha e sentimos é mais um porco espinho atado ao vosso queixo do que outra coisa. Por isso faça a barba antes, para não arranhar a sua amada. Please.
6 – Um homem de meias e cuecas é horrível! Porque é que não tira logo as meias?! Ai que preguiça!!! Aproveite e livre-se do relógio também…
7 – Comece logo de manhã a ser carinhoso e atencioso com ela. Parecendo que não, a forma de como correu o dia entre o casal é muito importante no que toca à vontade sexual feminina, pois serve igualmente de preliminar.
8 – Acaricie sempre a sua parceira. Não se esqueça que o segundo maior órgão sexual da mulher é a pele.
9 – Cuide da sua higiene pessoal. Não precisa exagerar, mas lavar-se antes de ter relações sexuais pode ser conveniente;
10 – Assegure o prazer dela e nunca a deixe “pendurada” satisfazendo-se só a si. Se o fizer é um erro crucial!”

Bem, se seguirmos esta singela – mas muito prática listinha – é certo que deixaremos a nossa parceira mais satisfeita e a nossa relação mais solidificada… É claro que a lista pode sempre não funcionar (nada é certo nesta vida!), desde logo porque simplesmente ela não quer saber de nós, nem pintado! Nesse caso, há sempre uma de duas opções: ou as poupamos a elas e a nós e partimos para outra ou reavaliamos a nossa vida e… Seguimos os conselhos da listinha do Expresso. Como preferirem!

Fontes:

http://tpmulheres.net
http://www.sempretops.com
http://aeiou.expresso.pt/os-dez-maiores-erros-dos-homens-na-cama=f568225

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O Infante Dom Henrique e o Início dos Descobrimentos

É após o regresso da expedição de socorro a Ceuta que o Infante Dom Henrique começa a enviar escudeiro seus em busca de informações geográficas.

Podemos distinguir dois períodos no processo dos Descobrimentos:

Até 1441 (Viagens e Presas) e
Após 1441

Até 1441:

As viagens procuram sobretudo recolher informações. Embora se tente financiá-las com a prática do corso, o produto do saque de regiões costeiras e com a caça de leões marinhos.
Após 1441:

Mantem-se a curiosidade científica, mas observamos agora a existência de Resgates.
-> Se houvesse uma motivação puramente económica por detrás do processo dos Descobrimentos não seria possível fazer esperar a burguesia de 1415 até 1441, o que
também mostra com um razoável grau de certeza que a conquista de Ceuta resultou não
de um projecto económico-social mas económico (saque) e mental (espírito de cavalaria).

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Crónica de Dom João I, de Fernão Lopes (resumo do conteúdo dos capítulos referentes à tomada de Ceuta)

Crónica de Dom João I, de Fernão Lopes
(Ed. Civilização)

Página 205:
Descreve a primeira combinação sobre os termos da trégua entre portugueses e castelhanos.

Página 324/6:
Menciona as cláusulas das tréguas entre Portugal e Espanha:
Pazes Simples, ou seja, Dom João I queria assinar as pazes com Castela.
Dom João I diz querer “lavar as mãos sujas de sangue cristão” auxiliando Castela na conquista de Granada. Ora os negociadores castelhanos querem que isso conste no tratado, o que implicava que Portugal ficava subordinado a Castela, visto que lhe prestava Serviço Militar. Dom João não podia concordar com um arranjo desta ordem.

Página 400 e 406:
Surge uma nova sugestão dos portugueses em retomar a luta contra os mouros.

Página 417:
Refere-se o problema das galés preparadas para auxiliar Castela contra os mouros:
No decurso das negociações tinha ficado estipulado que Portugal auxiliaria Castela se esta o requeresse. É no decurso deste problema que Dom João I começa a preparar uma armada. Como esse pedido expresso não surge, Dom João I acabará por decidir empregá-la para outro fim: A Tomada de Ceuta.

Página 439 e 441:
A questão com Castela é resolvida com o Tratado de Paz Definitiva de 1411, após o que o rei começa a preparar a armada (1409-10).

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Documentos sobre a explosão comercial do século XIV

20 de Março de 1337

Resumo:
Para que o concelho de Muge não sirva por mar.

Citação:
“não vão em hoste por mar nem por terra”

Comentários:
* Mostra o carácter recrutado da marinha real.
* Mostra que existia uma armada real permanente.
* Insere-se dentro do conjunto de medidas que visavam incentivar o comércio.

9 de Abril de 1338

Resumo:
Um mercador de Florença.

Citação:
“A quantos esta carta virem faço saber que Beringel Onberto me pediu por merçê por si e por Nicolau Benoldi da companhia dos Bardos da cidade de Florença e por todos os outros mercadores da dita companhia e da dita cidade querem viver no meu senhorio”

Comentário:
* Mercadores de companhias florentinas em Portugal.
Citação:
“Se eu fizer armada de frota por mim ou pelos meus corsários e acaecer que essa frota ou esses corsários achassem nave ou baixel ou outros navios em que esses mercadores houvessem sair mercadorias dos da dita companhia dos Bardos e da dita cidade de Florença entrando ou saindo de terra de Mouros ou para alguma das outras partes que lhes não seja tomada nenhuma coisa.”

Comentários:
* Corsários do rei que atacam as costas do norte de África.
* Os florentinos usam Portugal como base de operações comerciais com o Marrocos.
Citação:
“Salvo se essas Naves ou Baixeis ou Navios fosse achado que levavam para terra de Mouros armas ou pez ou Remos ou madeira ou linho ou estopa ou ferro ou trigo ou Cevada ou milho ou centeio ou farinha”

Comentários:
* O monarca pretendia impedir exportações de armas e de materiais de construção para as fustas que assolavam o sul de Portugal.
* Os cereais aqui referidos provam a escassez marroquina dos mesmos (em 1338).

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A Questão da Escravatura

A escravatura não é um dado novo no contexto da guerra peninsular entre cristãos e muçulmanos, sendo praticada frequentemente por ambos os lados.

A primeira referência à pratica do tráfico de escravos surge no Capítulo XII da Crónica de Zurara e diz respeito ao aprisionamento por Antão Gonçalves de dois indígenas – ainda não negros – ao largo da costa da Mauritânia. Estes dois individuos seriam depois usados como intérpretes em futuras expedições, aqueles a que Duarte Pacheco Pereira chamaria de línguas. É aliás, com Antão Gonçalves que se assiste à generalização da actividade comercial nas expedições à costa ocidental africana.

No Capítulo XVI para além de trocar dois cativos por dez mouros (mauritanos), Antão Gonçalves recolhe igualmente informações sobre os mercadores árabes e as suas rotas caravaneiras, encetando a primeira tentativa de fazer cumprir as ordens do Infante para descobrirem o caminho para o Reino do Prestes João.

A expedição de Lançarote de Lagos (citada nos Capítulos XVIII e XXIII) em 1444 resultou na captura de 223 escravos mouros.

É a partir de 1444 que se assiste a uma mudança de comportamento para com as populações indígenas. Posteriormente, João Fernandes seria deixado junto dos Azenegues, na região do Rio do Ouro, para recolher mais informações sobre as terras e riquezas do interior. É a partir desta estadia que a região começa a ser designada por Costa da Mina.

O relato de Zurara revela-nos a relativa humanidade com estes primeiros escravos eram recebidos por alguns portugueses da época, nomeadamente no ponto em que critica a maneira como eram tratados no mercado de escravos da cidade de Lagos.

Em 1444 Nuno Tristão é o primeiro a chegar à Terra dos Negros, trazendo para Portugal os primeiros escravos de raça negra. Numa viagem posterior João Fernandes é encontrado por Antão Gonçalves trazendo para Portugal novas informações sobre a região e nomeadamente contactos com Ahude Maimão, um régulo local que o informou sobre as rotas caravaneiras que iam de Fez a Timbuctu.

Os escravos seriam usados em grandes números na cultura do Açúcar na ilha da Madeira:

Em 1505, Dom Manuel determina que na Madeira só fiquem escravos das Canárias, mestres no cultivo do açúcar, embora mais tarde ordenasse a sua expulsão dado a sua característica agressividade e rebeldia.

Os escravos eram vendidos à peça, sendo os velhos e as crianças classificados como meias-peças. Estas informações e outras relacionadas, como a idade e o preço eram inscritas nos Livros dos Resgates.

Em Arguim, os escravos eram trocados por cavalos, seda mourisca e pratas:

Os mercadores penetravam no sertão seguindo os cursos de água e filhando todos os escravos que pudessem. Mais tarde – pela altura da assinatura do Tratado das Tordesilhas – este tipo de acção seria proibida. A obtenção de escravos por estrangeiros passa a requerer uma autorização, e, no caso de Cabo Verde, à existência de um acordo prévio com as autoridades do arquipélago. Estes escravos eram levados para a metrópole, sendo depois distribuídos pelas diversas possessões da Coroa portuguesa.

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Descobrimento dos Açores, No Século XIV

O Descobrimento dos Açores, No Século XIV tem em conta a referência a ilhas na cartografia medieval, as quais se poderiam identificar com algumas ilhas do arquipélago açoriano:

-> Isto surge nomeadamente em mapas genoveses do século que, a partir de 1351, mostram ilhas que alguns têm associado aos Açores, ilhas que teriam sido descobertas em viagens que rumavam ao arquipélago canarimo e que teriam sio sujeitas à acção dos ventos do Atlântico ou de violentas tempestades que as desviaram da rota. O arquipélago teria sido encontrado casualmente no decurso de viagens utilizando técnicas de navegação pré-astronómicas.

-> Nunca se falou delas porque não havia um interesse imediato, o qual só surgiria a partir do século XV;

Esta é a tese defendida por Ferreira de Serpa.

Existem mapas genoveses, que a partir de 1351 mostram ilhas que têm sido vistas como os Açores, ilhas que teriam sido descobertas no decurso de viagens até às Canárias.

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Descobrimento dos Açores por Gonçalo Velho

Esta tese baseia-se em Gaspar Frutuoso, um autor açoriano que na sua obra “Saudades da Terra” se refere a uma tradição oral que dizia ser Gaspar Frutuoso o verdadeiro descobridor do arquipélago açoriano, um descobrimento que teria tido lugar entre 1431-32, embora Amorim Neves defenda o ano de 1427 como sendo mais plausível. Gonçalo Velho teria realizado algumas viagens na costa africana tendo o seu vínculo com os Açores resultado do facto de ter sido o primeiro capitão-donatário de São Miguel e Santa Maria e o Comendador da Ordem de Cristo nas referidas ilhas, isto segundo a tese de Aires de Sá, que defende que o descobrimento teria ocorrido ao serviço do Infante Dom Henrique.

Contudo, quer Zurara, quer Pacheco Pereira nunca falam deste navegador nas suas obras.

Actualmente, atribui-se a Gonçalo Velho a função de povoador, visto que terá sido o primeiro donatário. Isto segundo as cartas régias de 1443 e de 1447.

Documentos:
Carta Régia de 5 de Abril de 1443.

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Documentação sobre a “Cruzada Nacional”

Carta de 5 de Fevereiro de 1330

Letras Dilecti Filis, do papa João XXII, dirigidas ao rei de Castela a declarar insólita, grave e insuportável a súplica na qual lhe solicitaram, para prossecução da guerra contra os Agarenos e exaltação do nome de Cristo a dizima de todos os rendimentos eclesiásticos de seus países por dez anos, a começar em 1335.

Carta de 31 de Maio de 1335

Resumo:
Carta de el-rei Dom Afonso IV, a mandar suster a execução de letras pontíficias em que se ordenara ao clero e Ordens do País dessem as dízimas do que houvessem por seis anos para serem levadas para fora da terra e dadas a alguns que queriam ir sobre os mouros, por se tratar de deservico e dano do reino, o que significara ao papa e espera ser atendido, visto comarcar com eles e guerreá-los constantemente com dispêndio grande de seu haver.

 

Comentário:
Esta carta real de Dom Afonso IV mostra a prossecução de uma “Cruzada Nacional” por parte da monarquia portuguesa. A carta papal que motiva esta reacção pretendia reunir apoios para uma nova Cruzada para a libertação da Terra Santa. Esta Cruzada vinha a ser preparada desde os tempos de Bento XII, sem grande sucesso, e acabaria por ser completamente abandonada devido à disputa existente entre a Inglaterra e a França a propósito da Escócia (aliada da França). O único resultado palpável limitar-se-ia a uma pequena expedição que levaria alguns víveres até ao reino cristão da Arménia.

Carl Erdman resume assim a Carta de Dom Afonso IV ao rei castelhano: “os muçulmanos em Espanha são exactamente os mesmos inimigos que nós queremos ir combater na Palestina. O lucro para a cristandade e, em ambos os casos, igual; os bens que esperamos alcançar para as nossas almas, os bens que esperamos alcançar para as nossas almas, os mesmos. por conseguinte, a resposta a dar aos emissários e que espanhóis e portugueses pensam decerto em tomar a santa cruz, mas em seus próprios territórios e que, em vista disso, pedem, por seu turno, aos franceses e alemães que venham primeiro ajudá-los nesta guerra, para que, depois de terem vencido os muçulmanos vizinhos, se lhes associem na cruzada geral.

E o carácter pragmático do monarca é bem reflectido na citação: “por ganharmos maior
agora e mais nosso proveito”, ou seja, a “cruzada nacional” não era já uma questão de pura sobrevivência nacional, mas também já uma questão económica, ou não tivesse sido o produto do saque às ricas cidades muçulmanas uma das maiores fontes de rendimento durante o período da Reconquista.

Súplica de 30 de Abril de 1341

Resumo:
A Súplica da Bula de Cruzada Gaudemis Et Exultamus perdeu-se. Nesta, datada de 30 de Abril de 1341, o papa Bento XII incentivava à guerra contra o muçulmano de Granada e do Benamarim (Marrocos).

Bula de 10 de Janeiro de 1345

Resumo:
Nesta bula de Clemente VI, passada a Dom Afonso IV, após um seu pedido, são-lhe concedidos pela Santa Sé a dízima de todos os rendimentos eclesiásticos de Portugal durante dois anos para que este monarca empregue estes fundos na continuação da guerra de Cruzada contra o Benamarim, com o qual os demais reinos peninsulares tinham então assinado tréguas.

Bula de 10 de Janeiro de 1345

Resumo:
Clemente VI, dirigindo-se aos bispos de Viseu e Évora, insta-os a colherem a dízima de todos os rendimentos eclesiásticos do reino conforme fôra determinado noutra bula com a mesma data e que imediatamente acima apresentámos.

Bula de 13 de Janeiro de 1345

Resumo:
Trata-se de uma Bula de Clemente VI para Luís de Espanha ou Luís de la Cerda, a conceder indulgência plenária, em artigo de morte.

Bula de 14 de Março de 1319

Resumo:
Esta bula de João XXII, institui em Portugal, após pedido de Dom Dinis, a Ordem de Cavalaria de Jesus Cristo. Esta ordem deveria combater os sarracenos obedecendo à regra de Calatrava, mas estando sujeita no que respeita a correição e visitação, aos abades do mosteiro de Alcobaça. A dita ordem estabeleceria a sua sede na igreja de Santa Maria do Castelo de Castro Marim, cujos direitos e pertenças receberia, assim como todos os bens da extinta ordem dos cavaleiros templários.

Comentário:
Esta bula vem quebrar um interregno que já vinha desde 8 de Abril de 1245 com a bula Cum Zelo Fidei, a propósito da guerra contra o inimigo muçulmano. Desde essa data até à presente bula que cessam as referência aos muçulmanos, o que é inteiramente justificado dado o fim da guerra de Reconquista em 1249. A súbita e quase extemporânea aparição desta bula reflecte uma nova estratégia da coroa portuguesa, que visava retomar a guerra contra o muçulmano, desta vez no mar e até mais longe, até ao Marrocos, numa nova e revigorada “Cruzada Nacional” marítima que justificaria as primeiras expedições às praças marroquinas e a primeira fase da nossa expansão na costa ocidental africana.

Carta de 24 de Março de 1414

Resumo:
Trata-se aqui de uma carta de Dom João I passada ao corregedor da cidade de Lisboa em que a pedida da câmara da dita cidade se proíbe de levar às terras dos mouros pão, castanhas, avelãs. nozes e outros mantimentos, isto para além de ferro e armas, sob pena de morte e confiscação de navios e de todos os bens dos infractores, que reverterão metade para a Coroa, metade para que denuncie a infracção.

Citação:
“Sabede que o concelho e homens bons dessa cidade [Lisboa] nos enviaram dizer que (…)”
Comentário:
A carta parece ter tido origem num pedido expresso feito pelos burgueses da cidade de Lisboa, o que não deixa de ser estranho, pois eles seriam precisamente a classe mais prejudicada pela proibição desse tráfico, o que só por si revela o peso dos argumentos de índole religiosa durante a época e até onde estes prevaleciam sobre os argumentos económicos tão valorizados desde António Sérgio.

Citação:
“por a grande valia do pão que ora vale em terra de mouros”.
Comentário:
Também neste ponto se dá nova ferida à tese económica de António Sérgio. A carência de pão em Marrocos no século XIV explica o seu alto valor.

Citação:
“que forem daqui em diante à Flandres e à Bretanha e a Inglaterra os mestres deles fretam os ditos navios a mercadores estrangeiros e a outros mercadores da terra”.
Comentários:
1) A Flandres, a Bretanha e a Inglaterra eram precisamente as nações que mais alimentos exportavam para Portugal.
2) Este extracto comprova indirectamente a existência de uma numerosa marinha mercante nacional, visto que os seus navios até bastavam para serem fretados ao estrangeiro.

Citação:
“que isto não é serviço de Deus nem honra da santa igreja levarem os navios dos nossos reinos pão e mantimentos aos mouros”
Comentário:
Temos aqui mais uma referência à existência de um “espírito de Cruzada”.

Citação:
“nem castanhas, nem ovelhas nem nozes”

Comentário:
As castanhas, avelas e nozes eram os nossos principais produtos de exportação, ora estes produtos nao vinham da Flandres, Bretanha e Inglaterra, mas de Portugal. Não houve assim um desbio de mantimentos de Portugal.

“nem levem outrosy armas, assim lancas como dardos”
Significa que mercadores portugueses exportavam armas para o Marrocos e que a guerra interna no Marrocos as exigia. Fica por saber se essas armas eram feitas em Portugal ou não.

“e mandamos que a metade dos dictos bens hajam aqueles que os acusarem”.
Quem os acusa são outros mercadores, invejosos do sucesso dos primeiros,
isso significa que: os burgueses estavam divididos…

“percam outrosy os ditos navios que assim fretarem”
Mostra que eram portugueses os navios desse comércio e o número da nossa frota.

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A Costa Ocidental Africana

A passagem do Cabo Bojador representou o primeiro passo para chegar até à Guiné. Uma passagem realizada por Gil Eanes e que segundo Zurara só seria bem sucedida depois de quinze tentativas, algumas das quais conduzidas pelo próprio Gil Eanes. Esta afirmação do cronista é reforçada por uma Carta Régia de 22 de Outubro de 1443.

Desconhece-se o nome dos antecessores de Gil Eanes, com excepção de Gonçalo Velho e do próprio Gil Eanes, existindo além do mais bastantes dúvidas quanto ao primeiro.

Contudo, o padre Dinis Dias acredita que o cabo transposto em 1434 não foi o Bojador mas sim o Cabo Juby.

A passagem do Bojador é tradicionalmente tida como o arranque do processo dos Descobrimentos Portugueses, visto que era aí que terminava o mundo conhecido pelos Antigos. As cartas italianas e catalãs quando referenciavam esta costa só a mostravam até ao Bojador.

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Cronologia e descrição das viagens ao arquipélago da Madeira

Em 1931, historiadores italianos afirmaram o Achamento por dois genoveses vindos das Canárias. Mas se assim fosse no momento em que o Infante Dom Henrique anuncia à Europa o Domínio Português sobre as ilhas nenhuma voz genovesa aparece a defender os seus direitos de prioridade.

Cronologia das viagens à Madeira:

Antes de 1418:
Com: Machim (?)
Objectivo: ?
Detalhes: ?

1418:
Com: Gonçalves, Teixeira e Tristão Vaz.
Objectivo: Porto Santo.
Detalhes: Desentende-se, regressando ao fim de dois anos ao reino.

1420 (segundo Valentim Fernandes):
Com: Bartolomeu Perestrelo e J. Gonçalves.
Objectivo: Porto Santo e Madeira.
Detalhes: Bartolomeu Perestrelo regressa de Porto Santo a Portugal, os outros dois navegadores passam à Madeira iniciando o seu povoamento.

1419 (segundo Alcoforado):
Com: João Gonçalves, Juan de Amores e Alcoforado.
Objectivo: Porto Santo e Madeira.
Detalhes: Visitam primeiro o Porto Santo, observam no horizonte um “negrume” que
os leva até à Madeira. Esta descrição teria sido escrita por uma testemunha ocular e a versão aqui veiculada opõe-se à da Crónica da Guiné, que teria
sido alterada por motivos de ordem política.

A descoberta do arquipélago da Madeira:

A Relação de Diogo Gomes não deve ser tomada em conta visto que o autor se limita a escrever que no tempo do Infante uma caravela teria sido arrastada por uma tempestade até essas ilhas:
-> Nesta Relação, Zarco e Tristão aparecem como povoadores.
João de Barros repete a ideia de uma “tempestade providencial”. Fala igualmente de “passagem” e à semelhança de Diogo Gomes também não fornece elementos cronológicos.
-> 1ª viagem de Zarco e Tristão a Porto Santo;
-> 2ª viagem de Zarco e Tristão a Porto Santo;
-> 3ª viagem a Porto Santo “passando”daí à Madeira.

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Os primeiros desenvolvimentos da construção naval em Portugal.

Com a consumação da Reconquista, o movimento para sul que caracterizara desde sempre a monarquia portuguesa cessara temporariamente, mas o tradicional inimigo muçulmano continuava a ameaçar a navegação cristã e as pequenas vilas e cidades da periferia do Reino. Surgiam então duas alternativas: ou se defendiam essas costas permamente sugeitas ao corso muçulmano ou se ía destruir esta ameaça no seu próprio covil, no norte de África. Para o bom sucesso de ambas as hipóteses tinha que existir uma forte marinha mercante, e, sobretudo, uma robusta marinha de guerra.

A Cruzada Marítima

Os fundamentos de uma marinha de guerra portuguesa foram lançados por Dom Dinis, embora o seu desenvolvimento tivesse sido sucessivamente prejudicado pelas constantes guerras com Castela até à assinatura do Tratado de Paz de 1411, isto, muito embora a Santa Sé tivesse promulgado diversas bulas em que incentivava ao empenhamento nacional numa cruzada marítima contra os muçulmanos.

Estas pressões por parte da Santa Sé são bem visíveis numa Súplica de Dom Afonso IV ao papa Bento XII, solicintando-lhe uma bula que seria concedida a 30 de Abril de 1341 sob o nome Gaudemus et Exultamus, onde se pode ler:

“Que el-rei de Portugal Dom Dinis (…) considerando que o dito reino do
Algarve está na fronteira e vizinhança dos ditos inimigos, e que seria mais
fácil a guerra (…) se estes fossem atacados por mar, em galés (…), por
pessoas dextras na arte da guerra por mar; mandou chamar de longes terras
para o seu reino um homem conhecedor das coisas do mar e da guerra naval e
nomeou-o almirante de seus reinos com grande soldo, o qual mandou construir
galés e outros navios.”

Também o contrato celebrado entre Dom Dinis e o genovês Pessanha, datado de 1 de Fevereiro de 1317 dá especial relevo ao papel militar da armada que este comandaria, nomeadamente no ponto em que se diz que o almirante jurou servir o rei “contra todos os homens do mundo (…) também cristãos como mouros”, embora acessoriamente fosse autorizado a utilizar os seus navios e homens em actividades comerciais: “Pero, quando vós, sobredito rei,ou vossos sucessores não houverdes mester serviço dos ditos vinte homens, que eu, micer Manuel e meus sucessores nos possamos servir deles em as nossas mercandias”.

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O Tantrismo e o Sexo Tântrico: Citações de Gedün Chopel (2)

“Em todos os momentos da copulação as mulheres sentem a felicidade final. Quando um casal copula várias vezes, na primeira vez o fluido regenerativo do homem é emitido rapidamente, sendo a paixão deste mais intensa. Porém, as mulheres são o oposto, dizem que na primeira vez a sua paixão é pouco intensa, intensificando-se nas vezes seguintes. Portanto, os homens que não emitem o seu fluido regenativo durante muito tempo e cuja potência fálica não diminui rapidamente, proporcionam à mulher as glórias da paixão. Isto é o que os grupos de mulheres dizem dentro do lar.”

Fonte:

“Tratado da Paixão, A Arte Tibetana do Amor e Yoga Tântrico”

Gedun Chöpel

Editora Prefácio, 2001

Já experimentou a prática do Sexo Tântrico?
1) Sim
2) Não

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O Tantrismo e o Sexo Tântrico: Citações de Gedün Chopel (1)

“A paixão de um homem é leve e fácil de despertar; a paixão de uma mulher é profunda e dif´cil de despertar. Logo, se precisarmos de, intencionalmente, despertar a paixão de uma mulher através de vários métodos passionais, dizem que os lábios vaginais e os nervos internos, a pele do lado direito e do esquerdo da boca da vagina, a buca do útero e os mamilos ficam erectos e entumecidos quando a paixão é gerada. Para os homens todo o falo, a região púbica e os sítios peludos sentem a felicidade quando a paixão é gerada. Um nervo essencial encontra-se na frente do falo.”

“Além disso, a felicidade das mulheres espalha-se intensamente pelo corpo todo e não é identificável. Elas sentem a felicidade em todo o lado, no umbigo, na parte de cima das coxas, dentro da vagina, na porta do útero, no ânus e na zona à volta das nádegas. Em resumo, todo o interior e exterior das partes inferiores do corpo de uma mulher são impregnados pela felicidade e, como ela pode sentir tamanha felicidade, dizem que todo o corpo de uma mulher é o órgão feminino.”

“Todos os sistemas de esclarecimento discordam sobre se as mulheres têm ou não uma emissão regenerativa. No “Sutra do Ensinamento de Nanda sobre como Entrar no Útero”, e nos Tantras das Escolas da Nova Tradução, diz-se que as mulheres têm um fluido regenerativo. Os seguidores do mestre Babhravya explicam que, logo desde o início do acto de copulação até ao fim, as mulheres têm uma emissão regenerativa. Por isso, dizem que, se calcularmos o prazer da paixão, a mulher tem um cêntuplo mais do que o homem. Porém, outros dizem que a segregação feminina durante o acto sexual é confundida com o fluido regenerativo.”

 

Fonte:

“Tratado da Paixão, A Arte Tibetana do Amor e Yoga Tântrico”

Gedun Chöpel

Editora Prefácio, 2001

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O Tantrismo e o Sexo Tântrico: Formas de Iluminação no Budismo (5)

De acordo com os ensinamentos presentes no texto budista tântrico Kalachakra Tantra, as práticas do chamado “Sexo Tântrico” só podem ser executadas quando estiverem cumpridos aos quatro seguinte pré-requisitos (seguindo a compilação de Paulo Borges na sua introdução ao “Tratado da Paixão”):

“a) haver exercitado o espírito na via comum;
b) haver perfeitamente recebido a iniciação para tal;
c) manter a observância dos preceitos e votos a ela inerentes
d) o homem e a mulher estarem no mesmo nível de realização.

Sem isso, diz-se que a prática prematura desta via de realização conduz a renascer num inferno, onde se permanecerá durante um tempo indeterminado.”

Daqui se infere que aplicar os ensinamentos tântricos desligados de qualquer prática espiritual, isto é, isentando-os do seu patente e essencial conteúdo religioso, é fazer mais do que desvirtuar ou esvaziar estes ensinamentos, é correr o risco de atrair a si uma pesada carga kármica… É provocar o próximo renascimento numa das realidades mais adversas que a doutrina budista acredita existir e cuja tradução costuma ser feita para “inferno” (sendo que no budismo tibetano se acredita na existência de diversos “infernos”, com condições inclementes em grau crescente).

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O Tantrismo e o Sexo Tântrico: Formas de Iluminação no Budismo (4)

Como escreve o Dalaï Lama em “O Budismo Tibetano”, durante a União Sexual os elementos vitais sediados no topo do crâneo liquefazem-se e descem até aos órgãos genitais onde as essências masculina e feminina se combinam no momento do êxtase, a potencia espiritual assim gerada pode, contudo, perder-se, se ocorrer a ejaculação…se esta acontecer, toda esta potencia dilui-se e evapora-se e a experiência de um estado alterado de consciência que as Escrituras descrevem como “beatitude não dual” perde-se. A grande relevância das práticas tântricas consiste em reter e potenciar esta essência para-energética transmutando a ilusão da dualidade na sabedoria resultante da experiência do vazio.

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O Tantrismo e o Sexo Tântrico: Formas de Iluminação no Budismo (3)

Como se escreve no Livro Tibetano dos Mortos (recentemente re-editado pela Esquilo), depois da morte do corpo físico, o corpo mental percorre o mundo intermédio (Bardo), designado nas fontes tibetanas como “Bardo-Thödol” onde lhe são oferecidas, uma após outras, diversas oportunidades de alcançar a libertação do Samsara (ciclo de Renascimentos). Depois de ter deixado escapar todas as janelas de oportunidade, o Corpo Mental (não confundir com Alma, conceito estranho ao Budismo), é levado pela sua carga kármica ao momento do renascimento seguinte. Se tiver a carga positiva suficiente, os seus progenitores serão humanos e o Corpo Mental observa os seus pais no momento da União Sexual e toma então lugar junto do Corpo Físico que daí adveio.>

A carga kármica existente no Corpo Mental nesse momento determina o sexo do novo Renascimento e no momento em que se consuma a união do Corpo Mental com o Corpo Físico, em plena união sexual dos pais, o próprio novo Ser Renascido experiencia ele/ela também um Estado alterado que as fontes designam como “beatitude inata”.

 

continua…

Para saber mais:

http://en.wikipedia.org/wiki/Tantra

http://en.wikipedia.org/wiki/Tibetan_Buddhism

http://en.wikipedia.org/wiki/Vajrayana

http://www.mahendranath.org/

http://www.sacred-texts.com/tantra/maha/

http://www.shivashakti.com/

http://www.aypsite.com/TantraDirectory.html

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O Tantrismo e o Sexo Tântrico: Formas de Iluminação no Budismo (2)

Ainda que nas Sociedades ditas de Ocidentais a Sexualidade tenha sido encarada frequentemente como um “Demónio” que urge exorcizar e expulsar de todas as formas de vida e de estar na Sociedade, isso nem mesmo nestas é absoluto… E quem acusa o Judaísmo de no seu papel de matriz da Cultura Europeia (Ocidental) estar na raíz desta rejeição quase doentia da Sexualidade ignora que nesse mesmo Judaísmo a Cabala encarava a união sexual como um sacramento e um modo de união a Deus… A Oriente, esta posição era mais frequente, nomeadamente no Taoísmo e no Hinduísmo que encaravam o Acto Sexual e a Sexualidade na generalidade como formas do Homem comunicar e comungar com o Divino.

Os textos védicos indicam que o Desejo (Kama) é a força cosmogónica suprema e o Tantrismo Hindu recorre a esse conceito para forjar a sua tese da união sexual ritualizada, como a transportação do casal sexualmente unido ao Divino, onde a mulher assume especial papel enquanto “Deusa” (Shakti).

No Budismo Tibetano o momento da Clara Luz, característico da Iluminação, ocorre também no momento do climax sexual, de forma natural e espontânea, pela suspensão que induz à forma normal e obscurecida de consciência. Mas esta experiência não é exclusiva do Êxtase Sexual… Nas palavras do Dalai Lama, este estado de consciência provocado pela prática da meditação ocorre também brevemente noutros momentos mais comuns da vida do ser humano, como o espirrar, a perda de consciência por desmaio, o sono e a própria morte.

 

continua…

 

Para saber mais:

http://en.wikipedia.org/wiki/Tantra

http://en.wikipedia.org/wiki/Tibetan_Buddhism

http://en.wikipedia.org/wiki/Vajrayana

http://www.mahendranath.org/

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O Tantrismo e o Sexo Tântrico: Formas de Iluminação no Budismo (1)


Imagem: http://www.realization.org

No mundo em que assistimos a “revistas femininas” com matérias de capa como o “Sexo Tântrico, saiba o que é”, num mundo de total e insonsa desvalorização dos valores, através do seu sistemático sacríficio aos deuses do Consumo, é preciso por vezes lançar sobre estes demónios alguma areia e clarificar um pouco as coisas.

Assim, de ora em diante, encetarei mais uma tarefa: a de explicar aos leitores (a ambos os dois, quero eu dizer) o que é efectivamente essa coisa que a revista feminina (é irrelevante dizer qual é, assim como é irrelevante lê-la) chama de “Sexo Tântrico”.

Daqui a dizer que sou um praticante do dito… É algo que não farei, mantendo-se na sombra essa informação…

Antes de prosseguir urge delimitar aqui que os textos que passarei a escrever sobre este tema do Budismo Tântrico e do Vajrayana não incluirão em si mesmos nenhuma revelação extraordinária ou secreta. Estas existem, mas são conhecidas apenas por um reduzido número de iniciados nos quais não me encontro, limitando-se o meu conhecimento ao superficial contacto com alguns mestres Nyimgmapa e de umas quantas obras escritas.

Em primeiro lugar, temos que identificar as práticas do Vajrayana como a forma mais avançada, rápida, mas também a mais exigente e secreta de alcançar a Iluminação. Os seus ensinamentos são “secretos” apenas na medida que só devem ser revelados depois do discipulo ter alcançado um dado estado mental e não antes, sob pena da sua ineficácia e inutilidade. Estes ensinamentos, concretos e prático, pretendem assim usar a experiência sexual para produzir no Ser Humano estados alterados de consciência, toques leves e ligeiros no patamar de consciência explicado nos textos como “Clara Luz” e que todos nós enfrentaremos no momento da Passagem para a Morte e da entrada no Estado do Bardo.

Assim, os ensinamentos práticos do Sexo Tântrico podem ser usados quer para reforçar a natureza mágica e plena do contacto sexual, mas também para fazer perdurar no Homem o momento idêntico ao da Iluminação que se alcança no momento do Climax, preparando o momento “final” da Passagem, deixando em nós sementes que nos permitam atravessar mais sabiamente e certeiramente esse decisivo momento, e reencarnar melhor ou… não reencarnar de todo.

continua…

Para saber mais:

http://en.wikipedia.org/wiki/Tantra

http://en.wikipedia.org/wiki/Tibetan_Buddhism

http://en.wikipedia.org/wiki/Vajrayana

http://www.mahendranath.org/

http://www.sacred-texts.com/tantra/maha/

http://www.shivashakti.com/

http://www.aypsite.com/TantraDirectory.html

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