Saúde

A Rasagilina: Uma “nova” promessa contra a Parkinson

svneurologia.org

Um estudo conduzido em Toulouse (França) pela equipa do professor d’Olivier Rascol, em colaboração com um laboratório norte-americano e outro japonês, parecem estar na pista de um medicamento eficaz contra a Doença de Parkinson.

A Rasagilina é prescrita atualmente quando os sintomas da Parkinson quando se tornam demasiado graves para serem suportados, mas este estudo indica que também tem um efeito protetor dos neurónios que ainda não foram afetados pela doença e que assim pode travar a progressão da doença no cérebro do paciente. Surge assim uma nova possibilidade na medicina para combater uma das doenças mais comuns na velhice e que pende sobre todos nós, a prazo…

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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Cancelem tudo: Praticar desporto, não faz perder pedo (Science & Vie)

Parece que afinal de contas, praticar desporto… Não faz perder peso. Sabe-se que para emagrecer, é preciso diminuir as entradas energéticas, de forma a que sejam inferiores às saídas. O problema é que o desporto, ainda que aumente as saídas, não altera a balança.

Uma grama de lipídios fornece uma quantidade de energia de 9 kilocalorias e para perder um kg de massa gorda, é preciso assim uma atividade física de perto de 9 mil calorias. Mas, uma hora de marcha rápida queimam apenas 400 kcal e uma de ténis 600 kcal, ou seja, temos que andar vinte horas de marcha rápida ou 15 horas de ténis, sem comer nada, para perder apenas um quilograma! E atenção: o desporto dá fome, por isso para perder peso o melhor é mesmo uma dieta constante. Sem duvida que uma pratica desportiva regular permite aumentar as saídas energéticas, mas o corpo buscará sempre um equilibro, procurando compensar essas saídas com novas entradas (fome). Bom, pelo menos o desporto parece contribuir para um melhor equilíbrio entre matérias gordas e magras no nosso corpo, e para uma melhor silhueta, mas emagrecer… Nope.

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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A Roche escondeu dados clínicos sobre a eficácia do Tamiflu

A multinacional farmacêutica Roche – que fabrica o muito mediático antiviral Tamiflu – terá escondido informação que permitiria avaliar a eficácia do seu medicamento. A informação assim ocultada terá impossibilitado que o mundo científico pudesse aferir efetivamente da eficácia – ou não – do medicamento da Roche. Em especial, a multinacional terá escondido o resultado de ensaios clínicos com o Tamiflu.

Por outro lado, um estudo cobrindo informações publicamente conhecidas demonstrou que não existiam provas de que o Tamiflu pudesse impedir que pessoas saudáveis tivessem complicações como a pneumonia. O estudo demonstrou que o Tamiflu pode reduzir o tempo de manifestação dos sintomas um ou dois dias, mas não ficou demonstrada a sua capacidade para impedir a aparição de condições médicas mais graves. O estudo refere também que a Roche ainda não tornou públicos estudos sobre a eficácia do Tamiflu e isto apesar de muitos governos terem já feito stocks deste medicamento e de a multinacional ter multiplicado em consequência os seus lucros e valorização bolsista.

Este secretismo da Roche quanto aos efeitos do Tamiflu é muito suspeito. Os dados conhecidos indicam que o medicamento é apenas marginalmente útil e que as comprar feitas por alguns governos, como o britânico, que comprou um stock suficiente para metade da sua população, foram precipitadas e economicamente estúpidas.

Fonte:
http://www.guardian.co.uk/world/2009/dec/08/tamiflu-swine-flu-roche

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Estaremos perante a primeira vacina realmente eficaz contra o SIDA?

Existe atualmente uma vacina que confere alguma proteção contra a SIDA. A vacina não protege a 100% contra a infeção, de facto, protege a apenas 31%, pelo menos essa foi a conclusão de um estudo que abrangeu mais de 16 mil participantes e realizado com duas vacinas, a Alvac da SanofiPasteur e a AidsVax da VaxGen. As duas vacinas – separadas – eram ineficazes, como demonstraram ensaios clínicos na década de noventa, e desde então, a maioria dos cientistas desesperaram de encontrar tal vacina, devido à incrível capacidade do vírus de encontrar novas formas e assim iludir qualquer vacina.

Mas nesta vacinação combinada de Alvac com AidsVax parece existir uma proteção contra a infeção, ainda que a carga viral dos infetados não diminua.

A estratégia desta abordagem dual ao vírus da SIDA é conhecida como “prime-boost” em que cada uma das vacinas induz a reações diferentes, a primeira produz uma resposta imunitária e a segunda reforça-a e otimiza-a. Na Tailândia, onde se realizaram estes testes, houve um total de seis injeções, as primeiras quatro com Alvac e ADN do SIDA. A Alvac produziu uma resposta imunitária celular (CD8) que destruiu as células infetadas com o SIDA e desencadear uma resposta imunitária contra o vírus solto no sangue. As duas últimas injeções de AidsVax com uma simples proteínas do invólucro do vírus deverão acelerar (booster) a Alvac. Isoladas, foram um fracasso, mas juntas estão a revelar-se eficazes, pelo menos parcialmente.

Infelizmente, esta vacina dual, não reduz os vírus naqueles que já estão infetados com o SIDA… E confere uma proteção de apenas 31%, mas é preciso ter em conta que a algumas vacinas oferece uma protecção entre os 50 e os 60% e a maioria, entre 80 e 90%. Há ainda trabalho a fazer… As estirpes dominantes em função de cada continente podem ser ajustadas ou orientar a resposta da AidsVax para as parcelas genéticas do vírus que não mutam.

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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A saliva de carraça pode combater o cancro!

Uma equipa de investigadores do conhecido Instituto Butantan de São Paulo identificou na saliva da… Carraça uma proteína que destrói as células cancerígenas, poupando as células saudáveis. Os cientistas brasileiros recolheram minúsculas gotas de sangue das carraças e conseguiram produzir em laboratório a proteína em questão, que depois injetaram em ratos com tumores malignos. Em quase todos os animais testados foi observada uma consequente diminuição do tumor ou mesmo uma total remissão.

Espera-se agora que se avance para testes clínicos com seres humanos, sendo os primeiros alvos tumores da pele, do fígado e do pâncreas.

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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O Cancro e os grupos sanguíneos

Segundo uma equipa do National Cancer Institute (EUA), os indivíduos dos grupos sanguíneos A, B ou AB apresentam uma maior probabilidade de contraírem um tumor no pâncreas do que aqueles que pertençam ao grupo O.

Já desde a década de 50 que havia suspeitas neste sentido, mas agora, com um aturado mapeamento genético que abrangeu mais de quatro mil pessoas, foi possível determinar uma ligação entre a doença e uma região no cromossoma 9, o mesmo que determina qual será o nosso grupo sanguíneo. Assim, se pertence a um destes grupos sanguíneos, esteja atento e contacte o seu médico em busca de mais informações.

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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Os Testes de Rorschach

Todos já devemos ter passado pelo menos mais do que uma vez pelo teste Rorschach… O teste foi criado pelo alemão Hermann Rorschach em 1921.

O teste permite (supostamente) avaliar pacientes psiquiátricos e avaliar a história de vida do analisado. Com efeito, é possível que duas pessoas apresentem o mesmo resultado no teste, mas que tenham personalidades radicalmente diferentes, pelo que o psicólogo terá necessariamente que interpretar os resultados cruzando-os com a história pessoal do paciente.

Datam de 1857, as primeiras utilizações de manchas de tinta simétricas pelo médico alemão Justin Kerner. Mais tarde, outros fizeram o mesmo. Mas só com Rorschach é que os testes deste tipo revelaram alguma eficácia. O médico começou por usar centenas de borrões de tinta nos pacientes do hospital psiquiátrico onde trabalhava e nos seus colegas médicos e enfermeiros. Comparando os resultados, pode produzir resultados padrão, reutilizáveis em novos pacientes que são ainda hoje a base teórica e prática destes testes. Foi nesta época, que o médico selecionou 15 imagens, de entre estas centenas, porque eram neles que as diferenças entre doentes e sãos eram mais visíveis. Em 1918, o teste recebeu a designação de “Teste Psicodiagnóstico”.

Os seus críticos têm-lhe apontado a subjetividade da interpretação que depende excessivamente do julgamento do terapeuta. O teste é considerado como “projetivo”, porque deverá expor a personalidade do paciente, através da interpretação proposta. As manchas não têm um significado “certo” e na sua seleção deve à flexibilidade de interpretação como um factor fundamental.

Na interpretação, o terapeuta não deve nunca referir o borrão de tinta, devendo decorrer como se o profissional estivesse a analisar um sonho.

Na interpretação propriamente dita, se o paciente focar a sua leitura apenas numa pequena parte do borrão isso indica uma “personalidade obsessiva”, se descortinar figuras metade humanas, metade animais, isso indicará esquizofrenia, pelo menos segundo alguns psiquiatras, não havendo contudo absoluta concordância quanto a estas leituras… Em suma, não devemos considerar que este teste tem um valor absoluto, ou dogmático. As duas interpretações acima exemplificadas são relativamente aceites na comunidade cientifica, mas não não sinais certos (e isolados) de esquizofrenia ou de obsessão, dependem de um quadro mais geral e devem sempre seguir o principio de que os Testes de Roschard são sobretudo guias de interpretação, uma espécie de “sonhar acordado”, executado na presença do terapeuta e logo, possibilitando-lhe um alto grau de observação, impossível de igualar nas experiências oníricas convencionais.

Fontes:
http://brazil.skepdic.com/rorschach.html
http://www.psychologicalscience.org/newsresearch/publications/journals/sa1_2.pdf

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Vão incluir a vacina da Gripe A na Vacina Sazonal em 2010

Por muito que nós – cidadãos e médicos – nos recusemos a deixar vacinar por essa duvidosa vacina da Gripe A que as multinacionais farmacêuticas e os seus lobbies políticos nos querem impingir, a verdade é que parece a vamos mesmo (?) ter que deixar que a injetem em nós: segundo alguns especialistas do ramo, a vacina deverá ser incluída na vacina contra a gripe sazonal.

A inclusão fará com que – a partir de 2010 – todos os que se vacinarem contra a gripe comum, recebam também a sua dose contra a Gripe A. A inclusão não pertence apenas ao domínio das hipóteses, mas sim ao das certezas já que no Hemisfério Sul, que acabou agora de sair do Inverno Austral, já se determinou a composição da vacina para 2010 e adivinhe-se: a vacina da Gripe A está lá, juntamente com algumas estirpes da Sazonal. Se assim foi no Hemisfério Sul, tenhamos a certeza de que o mesmo acontecerá a norte e que em 2010 ou pela via de vacinações compulsivas (e apoiadas em leis especiais) ou pela via da adição subcapciosa na vacina sazonal, vamos mesmo levar com esta vacina. Ou pelo menos, assim querem “eles” os senhores das multinacionais e os seus serventes nos governos “democráticos” deste mundo.

Fonte:

http://aeiou.expresso.pt/gripe-a-h1n1-virus-podera-ser-incluido-na-vacina-contra-a-gripe-sazonal-do-proximo-ano=f542144

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Há uma ligação entre a Alzheimer e a privação do sono?

A revista científica NewScientist publicou um artigo que estabelece uma ligação entre a privação de sono e a Alzheimer. O estudo baseia-se em observações em ratos e leva à conclusão lógica de que medicação para combater as insónias pode também contribuir para prevenir esta doença degenerativa.

De facto, já se sabia que a privação de sono estava por detrás de quase todos os grandes acidentes da História, desde o Titanic até Chernobyl. Agora, está também estabelecida a ligação entre a principal degenerativa do Homem, a Alzheimer e a falta de sono. Para quando a adaptação da lei laboral de forma a impedir turnos que impeçam erros médicos (muitos clínicos de Urgências fazem turnos de 14 horas seguidas), trágicos erros de proporções dantescas, como o naufrágio do Titanic ou os erros humanos que levaram ao colapso do reator 4 de Chernobyl e, sabe-se agora, a essa doença quase epidémica que afeta quase um terço dos homens?

Fonte:
http://www.newscientist.com/article/dn17853-lack-of-sleep-linked-to-alzheimers.html

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Gripe A: A própria Agência Europeia de Remédios (EMA) considera a vacina contra a Gripe A “experimental”

Existe atualmente uma crescente multiplicação de notícias sobre a duvidosa qualidade das vacinas contra a Gripe A. A própria Agência Europeia de Remédios (EMA) que a União Europeia encarregou de verificar a segurança da nova vacina, em junho, numa sessão de perguntas e respostas, admitiu que a “a segurança da vacina não será conhecida antes de ser usada na população em geral” e que – notável – será exigido aos fabricantes das vacinas que “avaliem a segurança à medida que decorre a campanha de vacinação”. Ou seja: que testem em nós a nova vacina. A agência europeia exige também que esses fabricantes elaborem “planos de administração de riscos especiais”. Um e outro detalhe” refletem uma evidencia: como a vacina não cumpriu o normal processo de testes em seres humanos, as autoridades cientificas estão preocupadas com os seus efeitos… A mesma preocupação explica a resistência de médicos e enfermeiros a deixarem-se vacinas, aliás.

No Hemisfério Sul, onde o Inverno Austral terminou, já se concluiu que o número de mortes pela Gripe A não fora superior ao provocado pela Gripe Sazonal e que, logo, em termos de baixas, nada distingue esta gripe de uma estirpe de gripe comum particularmente ativa. Se assim é, então as leis de vacinação forçada que se estão a forjar em muitos países são – no mínimo – exageradas. Temos uma amostra destas “campanhas de vacinação forçada” numa tentativa de vacinação obrigatória para os trabalhadores de Saúde em Nova Iorque que um juiz do Supremo reverteu recentemente e que poderia ter afetado mais de 500 mil pessoas.

Em França, grupos de médicos já avisaram com ações legais caso se confirmem os rumores de vacinações compulsivas e na Alemanha as reticências de muitos médicos são públicas.

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Hoax (?): “Eu não tomaria a vacina H1N1 pelo simples risco do síndroma GBS”

Esta mensagem anda a circular pela Internet portuguesa, sob o título: “Eu não tomaria a vacina H1N1 pelo simples risco do síndroma GBS”

“– Neurologista Britânico
Um dos possíveis efeitos secundários da vacina H1N1 é o síndroma de Guillian-Barre, o síndroma que matou e incapacitou centenas da Americanos na campanha de vacinação H1N1 em 1979 com 500 casos confirmados deste síndroma, a vacina foi retirada do mercado 10 dias depois após vacinarem 48 milhões de pessoas, tendo feito mais vitimas que o vírus H1N1.
Este síndroma ataca directamente o sistema nervoso causando problemas de respiração, paralisia e até a morte.

Esta gripe é comparada à gripe Espanhola de 1919 que matou mais de 20 milhões de pessoas. A gripe Espanhola é falada referindo o numero de mortes e não o numero de contaminados. A percentagem de morte foi de 2,5% o que significa que 97,5% dos contaminados recuperaram. A actual gripe A tem uma mortalidade de 0,05, o que significa que 99,95% dos contaminados recuperam. Isto significa que não há necessidade de arriscar os efeitos secundários de uma vacinação.

Sabiam que a gripe Espanhola apareceu nos EUA após um programa de vacinação e que os únicos países não afectados foram os que não usaram essa vacina (info)?

Sabiam que o primeiro efeito da vacina da gripe sazonal é apanhar uma ligeira gripe? Qual será o efeito da nova vacina H1N1?

Sabiam que a primeira vacina há 150 anos para combater o Sarampo, desencadeou uma epidemia de Sarampo que matou centenas de milhares de pessoas?

Sabiam que a organização mundial de saúde pode depor governos de 194 países do mundo por forma a impor uma vacinação pela força em caso de recusa popular?
Os testes da vacina H1N1 já começaram nos EUA, mas não são testes em laboratórios, são testes em humanos onde as crianças estão a ser vacinas em casos específicos:
1- Com conhecimento dos pais: Quando os pais dão os filhos como voluntários para vacinação.
2- Sem o conhecimento dos pais: Quando autorizam a entrada dos filhos em desportos escolares, assinando autorizações sem as ler. Essas autorizações referem a vacinação teste como obrigatória.
Inglaterra recebeu já 200,000 doses para começarem a testar na população e nos humanos não há sociedades que nos protejam de testes médicos, como fazem aos animais.
Apesar de a gripe Suína em Inglaterra ter morto unicamente 5% em relação às que morrem de gripe normal, a vacina contra a gripe suína será obrigatória, a vacina normal não!
Ora se fosse para nos ajudar, tornariam a vacina normal obrigatória e não a Suína.
Nos EUA a loucura começou… Em alguns estados como Maryland, a vacina é obrigatória a todas as crianças, qualquer criança não vacinada não poderá frequentar a escola. Qualquer pai que se recuse a vacinar os seus filho, poderá ser preso por atentado contra a saúde pública. Mas em Massachusetts, quem recusar a vacina irá ser multado até 1.000 dólares por dia e em desobediência continuada será detido por 30 dias e vacinado compulsivamente.
Vocês podem recusar a vacina, mesmo que o estado a torne obrigatória. O Estado tal como a policia existem e actuam por consentimento, a população tem de consentir por forma a dar-lhe o poder. Não consintam, pacificamente digam NÃO se acham que o devem dizer.

Não há perigo, hoje afirmo-o. Se houvesse perigo da mistura entre o vírus da gripe suína e o vírus da gripe normal, teriam morrido milhões no hemisfério sul, sim pois o inverno está a acabar lá. Liguem a TV, alguém fala disso? Alguém vos diz que não existiram mortes fora do normal? No hemisfério sul nada aconteceu, tal como nada acontecerá aqui, mas a vacina tem efeitos secundários que podem até matar.
O inverno deles tem os mesmos efeitos que o nosso e os dados vindos de lá, apontam para um numero normal de mortes quer da gripe sazonal quer da gripe suína.

Vale a pena arriscar a saúde e a vida por causa de 0,05% de chances de contaminação mortal por H1N1?
Façam as vossas contas!”

Análise:

1. Existe mesmo um síndrome de Guillain-Barré ou polirradiculoneurite aguda. A doença é caraterizada por uma inflamação aguda com perda de mielina, um componente das membranas que permitem a transmissão do estímulo nervoso no sistema nervoso periférico. Este síndrome afeta em particular as transmissões nervosas na cabeça, pescoço e vísceras. A designação vem do nome de dois médicos franceses que em 1916 identificaram a doença. Nos anos seguintes, recolheram-se mais informações sobre a doença, e estabeleceu-se que problemas com os músculos dos membros e até a respiração, a deglutição, o trato urinário, o coração e os olhos, eram sintomas do ataque desta enfermidade. O síndrome tem um carácter auto-imune, em que o corpo do paciente acaba a fabricar anticorpos que atacam a sua própria mielina. Esta, é assim reduzida, e os nervos que a perdem deixam de poder transmitir sinais nervosos com a devida eficácia. Um outro sintoma correlacionado é a perda de sensibilidade na pele, quer de dor, quer de calor e frio, já que a perda de mielina reduz também a transmissão de sinais entre as extremidades nervosas e o sistema nervoso central. A incidência deste síndroma é relativamente elevada havendo entre 2 a 4 casos por cada cem mil habitantes, isto em condições normais. Mas nos finais de 1976, e no decurso de uma campanha de vacinação contra a gripe comum (Influenza), o programa foi interrompido e as autoridades sanitárias norte-americanas deram início a um “programa de vigilância” contra o síndroma de Guillian-Barre (GBS). A vigilância cobriu 1098 doentes com GBS e durou até 1977 tendo sido constatado que 532 destes doentes tinham efetivamente recebido a vacinação contra a estirpe A/New Jersey e 391 que não tinham recebido de todo qualquer vacinação. Dados epidemiológicos então recolhidos concluíram pela existência de uma relação entre a vacina e o GBS sendo esta relação especialmente notória entre a população adulta e masculina vacinada contra a gripe. Na época concluiu-se que haveria um ratio de 1 caso em 100 mil, havendo uma concentração deste risco nas cinco semanas imediatamente subsequentes à vacinação. Em suma, oficialmente não foi demonstrada uma relação entre o GBS e a vacinação. Na época, de mais de 12,5 milhões de doses de vacinas então administradas e a taxa de incidência foi muito inferior aos 0,05% de hipóteses referidas na mensagem…

2. A campanha de vacinação de 1976 foi efetivamente interrompida, mas em dezembro desse ano, não em 1979, conforme afirma a mensagem.

3. “mais vitimas que o vírus H1N1″ significa exatamente o quê? Mais vítimas mortais que a Gripe Sazonal nesse ano, nos EUA? Se assim é (e presumindo que este mail é uma tradução quase literal de uma mensagem originalmente elaborada nos EUA), nos EUA, todos os anos, e em média entre 5% a 20% da população apanha a Gripe sazonal, destes, mais de 200 mil são hospitalizados e 36 mil chegam a falecer, por complicações decorrentes da Gripe Sazonal! Só nos EUA! O síndrome de Guillain-Barré provocou a morte a pouco mais de mil doentes, nos EUA, logo não é mais perigoso que a própria vacina sazonal.

4. “Esta gripe é comparada à gripe Espanhola de 1919 que matou mais de 20 milhões de pessoas. A gripe Espanhola é falada referindo o numero de mortes e não o numero de contaminados. A percentagem de morte foi de 2,5% o que significa que 97,5% dos contaminados recuperaram. A actual gripe A tem uma mortalidade de 0,05, o que significa que 99,95% dos contaminados recuperam. Isto significa que não há necessidade de arriscar os efeitos secundários de uma vacinação. Sabiam que a gripe Espanhola apareceu nos EUA após um programa de vacinação e que os únicos países não afectados foram os que não usaram essa vacina (info)?”
A Gripe Espanhola foi de facto uma epidemia de Gripe que partindo de uma estirpe invulgarmente violenta e letal do H1N1 se propagou pela maior parte do globo. Este vírus exercia o seu poder assassino através de uma autêntica “tempestade de citocina“, ou seja, através de uma reação imunitária exagerada do corpo o que explicaria o facto da maior parte das vítimas mortais serem adultos, onde o sistema imunitário estaria já plenamente desenvolvido. A sua origem é ainda essencialmente desconhecida, pelo que não está de todo estabelecida a sua ligação com uma campanha de vacinação então ensaiado, ao contrário do que alega esta mensagem…  Se aqui já é duvidoso que a mensagem se mantinha nos limites da credibilidade, então, quando declara que “os únicos países não afectados foram os que não usaram essa vacina” então penetra totalmente no rumo do delírio absoluto. A Gripe Espanhola penetrou, por exemplo, no Ártico e até nas mais remotas ilhas do Pacífico Sul, paragens que então, não se encontravam tão facilmente acessíveis como o são hoje! No total, estima-se que a Gripe Espanhola causou a morte a entre 50 a 100 milhões de pessoas, em todo o globo, contaminando mais de 500 milhões de pessoas, ou seja, um espantoso (e temível) terço de uma população mundial que então rondava os 1,6 biliões de almas. Ou seja, até no campo do alarmismo a mensagem é errada… A Gripe Espanhola não matou 20 milhões de pessoas, mas mais de o dobro, ou até talvez o triplo desse número! A este propósito, um dos rumores que corre é que o vírus da Gripe A é o produto de uma experimentação a partir de tecidos congelados de vítimas da Gripe Espanhola…

5. “Sabiam que a primeira vacina há 150 anos para combater o Sarampo, desencadeou uma epidemia de Sarampo que matou centenas de milhares de pessoas?” A primeira vacinação contra o Sarampo,ocorreu em 1963. Isso não é exatamente, 150 anos… E não houve tal “morte de centenas de milhares de pessoas”. Simplesmente. Esse mito tem a sua fonte numa corrente anti-vacinas, de fundo na “medicina homeopática” e que ainda que tenha alguma relevância no contexto de uma vacina contra a Gripe A que efetivamente não passou por um processo de ensaios clínicos antes de ser injetada em milhões de pessoas (com a alegação que era muito semelhante à vacina contra a Gripe Sazonal) a verdade é que esta alegação quanto à primeira vacinação do Sarampo é pura e simplesmente falsa.

6. “Sabiam que a organização mundial de saúde pode depor governos de 194 países do mundo por forma a impor uma vacinação pela força em caso de recusa popular?”
De novo, estamos perante uma recomposição de uma mensagem e de uma alegação que corre na Internet pelo menos desde 2005. A teoria alega que a OMS (“World Health Organization”) tem desde 2005 que o poder para dissolver qualquer governo do mundo e assumir a governação em caso de “pandemia”. Estes países têm que ser membros da OMS. A alegação aparece profusamente em sites norte-americanos de extrema direita e de combate contra o “serviço nacional de saúde” de Obama.
O documento onde surgiria esta informação estaria aqui: http://www.scribd.com/doc/17484016/WHO-Checklist-For-Influenza-Pandemic-Preparedness-Planning?autodown=pdf com o título “WHO Checklist For Influenza Pandemic Preparedness Planning” que não refere nada semelhante, mas que pode ter estado na base deste mito/hoax, mas na página 15 aparece a frase:
“Durante uma pandemia, pode ser necessário ultrapassar as legislações existentes ou os direitos humanos (individuais). Exemplos são a aplicação de quarentena (sobrepondo-se à liberdade individual de movimentos), o uso de hospitais privados, a licença de drogas não licenciadas, a vacinação compulsiva ou a implementação de turnos em serviços de emergência.” A frase é grave, mas quem faz esta “ultrapassagem pela Direita” não é a OMS, mas os governos democráticos e eleitos e a frase consta num documento de “checklist” com recomendações da OMS para estes governos. Compreende-se a confusão, mas há aqui alguma má fé nesta interpretação…

7. “Os testes da vacina H1N1 já começaram nos EUA, mas não são testes em laboratórios, são testes em humanos onde as crianças estão a ser vacinas em casos específicos”
Isso não é exato… A vacina está a ser dada a crianças nos EUA (como no resto do mundo) porque estas fazem parte de um grupo de risco. Há uma parcela de verdade nesta frase, como de resto em todo este mail, mas apenas isso… De facto, como não houve um processo formal de testes clínicos, as crianças que recebem agora esta vacina estão a ser cobaias, mas daí a dizer-se que “estão a testar a vacina em crianças”, como daqui se quer inferir… Vai um grande salto. A vacina está a ser testada efetivamente em todos os que a tomam, havendo a convicção nas entidades oficiais que o risco é baixo porque a vacina é (diz-se) muito semelhante à da Gripe Sazonal e os efeitos secundários e os seus riscos são bem conhecidos, logo, esta vacina pode dispensar esse processo lento e cuidadoso de testes clínicos.

8. “Em alguns estados como Maryland, a vacina é obrigatória a todas as crianças, qualquer criança não vacinada não poderá frequentar a escola.”
Falso… Como se pode ver aqui. Isto não quer dizer que não possa ser assim num futuro próximo, mas atualmente não é verdade. E se se fala de Maryland aqui é porque este foi o primeiro Estado dos EUA a receber duas mil doses, a serem administradas nas escolas públicas de Baltimore City, Baltimore County e Harford County. Mas deixando aos pais o direito de recusarem a vacinação e sem penalizações em caso de recusa. Estas crianças são prioritárias nesta primeira vacinação, mas não são algo obrigatório…

9. “Se houvesse perigo da mistura entre o vírus da gripe suína e o vírus da gripe normal, teriam morrido milhões no hemisfério sul, sim pois o inverno está a acabar lá. Liguem a TV, alguém fala disso? Alguém vos diz que não existiram mortes fora do normal? No hemisfério sul nada aconteceu, tal como nada acontecerá aqui, mas a vacina tem efeitos secundários que podem até matar.”
Aqui a mensagem é completamente verdadeira… O Inverno Austral já terminou e de facto, não houve mais mortes aqui por Gripe A do que por Gripe Sazonal. Na Argentina, terão morrido um pouco menos de 500 pessoas, e na Austrália e Nova Zelândia esse número não chegou às duas centenas. Menos, de facto, do que as que morreram por sintomas relacionados com casos de Gripe Sazonal!

10. “Vale a pena arriscar a saúde e a vida por causa de 0,05% de chances de contaminação mortal por H1N1?”
Essa é que é a verdadeira questão… A própria OMS admite no seu mais recente “update” sobre a Pandemia que “até 17 de outubro de 2009, em todo o mundo houve mais de 414 mil casos confirmados laboratorialmente e perto de cinco mil mortos”. Ou seja… O tom da frase desta mensagem confirma-se, ainda que possa haver alguma divergência quanto à mortalidade percentual da Gripe A. Dos infetados, no mundo, 0,7% vêm a falecer de complicações decorrentes, com extremos estatísticos como o Brasil (mais de 4%) e Reino Unido (menos de 0,02%), variações que se prendem sobretudo com a qualidade da prevenção, o Inverno Austral e a eficácia dos sistemas públicos de Saúde. Ou seja, o tom continua correto, mas… A taxa de mortalidade pós-infeção é de facto superior ao afirmado.

Em Suma:
O tom da mensagem é alarmista, incorre em diversas inverdades intencionais e no geral, não merece grande crédito.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Timeline_of_vaccines
http://en.wikipedia.org/wiki/1918_flu_pandemic
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/463869
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Guillain-Barr%C3%A9
http://www.cdc.gov/flu/keyfacts.htm
http://www.examiner.com/x-17574-Harford-County-Education-Headlines-Examiner~y2009m10d25-Prioritize-H1N1-vaccine-to-young-children-and-pregnant-women
http://dhmh.maryland.gov/swineflu/getVaccinated.html
http://www.healthyscepticism.org/global/news/extra/hsin2009-10pt
http://www.who.int/csr/don/2009_10_23/en/index.html

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A China diz que vai alterar o seu polémico “sistema de doação de órgãos”

A China diz agora que o seu polémico sistema – único no mundo – de “doação” de órgãos vai ser alterado. Atualmente, a principal fonte de órgãos humanos – 90% segundo a OMS – são os prisioneiros executados por pena capital, uma fonte abundante, se tivermos em conta que a China é o país que mais pessoas executa por ano, tendo sido mortas em 2008, 1718 segundo a Amnistia Internacional.

Apesar desta fonte regular, na China 4 em 5 pacientes morrem esperando órgãos vitais e as doações regulares sempre estiveram fora das tradições populares. Ora apesar desta carestia, a existência de autenticas “excursões de turismo de saúde” até clínicas operadas pelo Exército no sul da China e na ilha de Hainan é conhecida, sendo sabido que ricos empresários japoneses fluem a estas paragens em busca de órgãos todos os anos…

Agora, perante a multiplicação das queixas internacionais Pequim quer reformular o seu sistema de “doações civis e voluntárias” e instalar em todos os hospitais “escritórios de doações” que as patrocinem e divulguem. Infelizmente, a China onde tradições absurdas são ainda muito poderosas: o consumo de partes de animais tem contribuído para a extinção de elefantes (marfim), rinocerontes (cornos), tubarões e a inefável “medicina chinesa” tem até devorado (literalmente) múmias egípcias com uma insaciável avidez por causa das suas supostas capacidades curativas. Entre estas superstições há também crenças de que o corpo do falecido pertence aos seus pais e que doar parte dele é um de profundo desrespeito. O peso desta crença é tremendo e explica porque é que em 2008 num país com mais de 1,3 biliões de habitantes apenas houve 36 doações voluntárias, e este ano apenas se registaram ainda 10!

Na China, as execuções são feitas com uma bala na nuca, de forma a minimizar os danos em órgãos “comercialmente”, mas nos últimos anos as autoridades locais estão crescentemente a usar injeções letais, porque mantêm também os órgãos internos, mas permitem uma melhor preservação.

Só em 2007 é que a China lançou leis que proíbem o pagamento por órgãos e o “turismo dos transplantes” e atualmente os nacionais chineses têm prioridade. Apesar disso é sabido que membros do partido conseguem prioridade e que continua a haver um mercado negro onde um rim custa 55 mil euros e um fígado mais de 130 mil euros. De facto, o problema continuará a existir enquanto a China não for uma democracia em que o povo possa repelir pela via do voto governantes corruptos. Educação cívica, assim como um combate contra a corrupção e o enriquecimento ilícito, a todo o custo, terão também que fazer parte da solução para esta situação incrível que degrade a imagem da China.

Fonte:
http://www.irishtimes.com/newspaper/health/2009/0929/1224255431878.html

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Há um pânico injustificado (e interessado) quanto à “Gripe A” (H1N1)?

Em certa surdina, começa a chegar à primeira linha noticiosa de alguns jornais, referencias a que existe um pânico injustificado a propósito da Gripe A… A classe médica, em particular, tem dado sinais de um crescente ceticismo, com muitos médicos que criticam o excesso de vacinas e que se recusam a receber a nova vacina.

Em Portugal, um dos casos mais recentes foi protagonizado pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, que aludiu a um “excesso de alarme e zelo” a propósito da resposta à Gripe A e acrescentou ainda que a Gripe A “Não passa de uma gripe, uma doença banal, pouco letal”.

É verdade que esta pânico propulsado pelos Media (e pela venda descerebrada de papel e audiências) e pelos laboratórios farmacêuticos (que vivam os antivirais apodrecer nos armazéns e que agora fabricam vacinas a velocidades febris e inseguras) serviu para criar algumas regras de conduta cívica que se podem aplicar à prevenção de muitas doenças contagiosas, mas são já muitos aqueles que alertam para os riscos da atual sobrevacinação… Há inclusivamente quem estabeleça ligações entre o presente (e incompreensível) surto de autismo e a multiplicidade vacinas que hoje são aplicadas à maioria das crianças.

Em Portugal, a vacinação vai começar a 26 de outubro, com a distribuição de 49 mil vacinas, a injetar nos portugueses que fazem parte dos chamados “grupos prioritários” (profissionais de saúde e grávida no segundo e terceiro trimestre de gravidez e com patologias graves associadas). Depois deste grupo prioritário, estão os trabalhadores que cumpram serviços essenciais à sociedade como aqueles que trabalham nas empresas de gás, eletricidade, comunicações, segurança, saneamento e até (de forma e com critérios mais discutíveis), funcionários comunicação social! Exato! Os jornalistas vão receber prioritariamente a vacina contra a Gripe A. Igualmente polémica está também a presença de “titulares de órgãos de soberania”. Um saco muito largo e onde caberão certamente todo o tipo de boys e seguidistas desta partidocracia que nos rege e que o bi-partido PS-PSD não deixa de aumentar, eleição após eleição.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1403949

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Sobre o maior sucesso do Serviço Nacional de Saúde: taxa de mortalidade infantil

Portugal pertence ao níveis mais baixos de muitas tabelas comparativas europeias… Mas há uma – pelo menos – em que inverso é verdadeiro: a taxa de mortalidade infantil é, entre os países da União Europeia, aquela que mais diminuiu nos últimos 40 anos, passando de 64,9 mortes em cada mil nascimentos para 3,4, em 2007. Este valor é muito melhor do que a média europeia de 4,7. Não é ainda o melhor, mas o “campeão” é o Luxemburgo, país que pela sua reduzida dimensão e relativa riqueza aparece frequentemente no topo destas estatísticas por pura distorção estatística…

Este valor coloca Portugal acima de muitos países europeus mais ricos e consideravelmente acima dos EUA. E é a prova mais acabada que apesar de todas as suas disfunções, ineficiência e laxismos corporativos, o Serviço Nacional de Saúde – Público – conseguiu levar o país a lugares onde este está habitualmente ausente. E este é o sistema que os neoliberais que pululam na nossa Direita querem privatizar… Mudar para melhor, é compreensível e há tanta coisa a melhorar no funcionamento do Estado em Portugal, mas se mexerem no SNS, cuidado para não destruírem uma das melhores realizações da nossa Democracia: a baixa taxa de mortalidade infantil.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401282

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A partir de agosto de 2010, as padarias portuguesas que produzirem pão com mais de 14 gramas de sal por cada quilograma serão multadas em quantias que poderão ascender a 5 mil euros

Já escrevi algures sobre isto… Mas agora é certo. A partir de agosto de 2010, as padarias portuguesas que produzirem pão com mais de 14 gramas de sal por cada quilograma serão multadas em quantias que poderão ascender a 5 mil euros

Esta lei, publicada em agosto, corresponde a uma espécie de “lei seca” e pretende realizar um objetivo que é o de reduzir a elevada incidência de doenças coronárias na população portuguesa. É claro que os panificadores não colocam sal a mais no seu pão por seu simples bel prazer, já que isso representa para eles um custo de produção e uma redução da margem de lucro. Mas os consumidores assim têm exigido e estes cederam, porque se não o fizessem, perdiam clientes a favor de outro concorrente. Alguns dirão que ao legislar em matéria de sal no pão, o Estado está a usurpar o direito individual de consumir sal. Nós discordamos. Sabendo-se as consequências do abuso de sal, não somente na saúde individual, mas em custos diretos provocados no sistema público de saúde – pagos pelos impostos de todos nós – há espaço moral para que o Estado intervenha na área. A adição no sal não será comparável ao consumo de heroína, mas é-o (pelo efeito do abuso) do álcool, o qual já é regulado. Não se compreende assim porque é que o sal, igualmente perigoso quando consumido em excesso se deveria manter desregulado.

Fonte:

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1332967&seccao=Sa%25FAde

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Tamiflu: Afinal o medicamento milagroso é… perigoso?

Uma das razões para todo o atual foco mediático na Gripe A é – sabemo-lo – os interesses comerciais da farmacêutica que fabrica o Tamiflu. Os seus gestores tinham já estado por detrás do pânico passado com a “gripe das aves” e a aparição desta – ainda relativamente inócua – Gripe A, caiu-lhes como uma tremenda oportunidade de negócio: que cedo agarraram com toda a energia e com a força que lhes oferece os imensos recursos financeiros à sua disposição.

Mas agora multiplicam-se as notícias sobre os efeitos negativos dessa “maravilhosa” panaceia antigripal chamada de “Tamiflu”… Um estudo britânico revela que o Tamiflu provoca vómitos intensos em algumas crianças, que pode criar desidratação e ter até – eventualmente – consequências fatais. O dr Carl Henegan, do John Radcliffe Hospital em Oxford, declarou recentemente que a política atual de dar Tamiflu de forma mais ou menos indiscriminada era uma “estratégia inapropriada”. Outro estudo sugere também mais efeitos negativos do medicamento apontando para a multiplicação de náuseas e de pesadelos em crianças com idades entre os um e os doze anos. Estes efeitos foram também observados nas crianças que tomavam o Relenza, um conhecido medicamento alternativo ao Tamiflu.

A conclusão obvia é que as crianças que sejam contagiadas com o vírus da gripe A devem ser tratadas da mesma forma com que seriam na gripe sazonal: hidratando para baixar a temperatura e repouso. A conclusão dos médicos é que os pais não devem deixar-se levar pelo pânico e induzir os médicos receitarem Tamiflu ou Relenza aos seus filhos, mas que devem estar atentos a eventuais complicações, as quais, podem ser de facto perigosas e compensar os riscos agora conhecidos do Tamiflu e do Relenza.

O estudo indicou também que a única vantagem da administração dos antivirais foi a antecipação do fim do período de sintomas gripais num dia e meio a menos… Fraca compensação para os possíveis efeitos colaterais registados… Além do mais, o abuso do Tamiflu e do Relenza acabará por criar resistências no vírus a estes medicamentos, anulando as suas vantagens que numa eventual mutação mais perigosa do que a atual poderão ser vitais para salvar vidas.

Na fase presente, ninguém aconselha a proibição de antivirais. Mas recomenda-se o seu uso comedido e com as devidas reservas para casos mais graves. Nada do que estamos a assistir um pouco por todo o mundo, com milhares de doses sendo administradas a grupos de pessoas que contactaram com contagiados, mas que não apresentam sinais de contágio.

É claro que tal contenção não serve as estratégias comerciais da Roche (Tamiflu) e da GlaxoSmithKline (Relenza), a quem o pânico, a administração massiva de antivirais, é ideal para a sua estratégia comercial, desprezando efeitos colaterais negativos e até a criação de resistências semelhantes aquelas que já anularam o efeito de boa parte dos antibióticos disponíveis aos médicos até à poucos anos.

Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/health/swine-flu/6004014/Swine-flu-Tamiflu-harm-outweighs-benefits-for-children.html

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Tenha em casa um “kit” para a “Gripe A” (H1N1)

A atual pandemia de “Gripe A” (H1N1) é ainda relativamente pouco grave. Além de sintomas mais intensos, a Gripe A não está a revelar uma letalidade maior do que a variante comum da doença. É contudo uma variedade extremamente contagiosa, estimando alguns que em 2010 toda a população mundial esteja infetada (ainda que apenas 30% venha a manifestar sintomas. Como referencia, saiba-se que a gripe sazonal infeta apenas 15% da população.

Assim, talvez não seja desavisado fazer um “kit de Gripe” em casa e tê-lo sempre à mão. Eis aquilo que ele deve conter, a partir de informação dispersa em várias fontes:

Um termómetro
Medicamentos antifebre (aspirina ou paracetamol)
Desinfectante para lavar as mãos ou álcool
Máscaras e luvas
Lenços, muitos lenços, mesmo…

Além do material, as atitudes devem não ser também esquecidas. O isolamento do primeiro doente, é fundamental para evitar o contágio a toda a casa, especialmente se existirem aqui membros dos grupos de risco:

Crianças com menos de cinco anos
Doentes crónicos de diabetes ou asma e
Grávidas

Os doentes em isolamento doméstico devem estar sozinhos num quarto e serem visitados por pessoas de máscara e sempre à distância, isto durante a fase de contágio da doença, isto é, até sete dias ou 24 horas depois de ter desaparecido o último sintoma.

Para saber mais, ligue para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24).

P.S.:
Sublinho ainda que ninguém se deve tentar a comprar antivirais como Tamiflu pela Internet… É que nunca se sabe o que metem dentro das cápsulas.

Fonte principal:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1305406

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Teorias da Conspiração com o H1N1 Influenza A vírus (Gripe A ou Gripe Suína): O “mito” da mortalidade elevada da Gripe A

Fala-se muito que a mortalidade associada à Gripe A é mais elevada. Sabe-se que todos os anos, dezenas de milhares de pessoas morrem em resultado da variante sazonal da gripe. Se a gripe A fosse tão mortal como a gripe comum (que o é muito pouco), à medida que a Gripe A se fosse espalhando pelo mundo, teríamos uma multiplicação do número de mortes decorrentes desta nova infeção. Teoricamente. Mas apesar da multiplicação dos casos de gripe A nos últimos meses, não parece existir um número correspondente de mortes… Pelo menos, não na escala que se esperava. Tipicamente, num ano normal, há entre 3 a 5 milhões de casos de gripe sazonal severa e de até meio milhão de mortos em todo o mundo, destes só nos EUA registam-se anualmente 36 mil mortos e 200 mil hospitalizações. E até julho, havia pouco mais de 700 mortes de pacientes de Gripe A. Se mesmo a muito letal Gripe Espanhola levou à morte 2,5% de todos os infetados, não devemos esperar uma letalidade muito superior, provavelmente até idêntica aos 0.1% da gripe sazonal.

A tese é que assim como os sintomas da Gripe Suína não são distinguíveis dos da Gripe comum, também não provoca uma maior mortalidade que esta. E de facto existe uma certa opacidade quanto aos números de mortes por Gripe A e não é claro como são documentadas e registadas. Recordemo-nos que a Gripe A, sozinha, não mata ninguém, e que – segundo dizem – apenas é letal quando associada a outras patologias respiratórias…

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Teorias da Conspiração com o H1N1 Influenza A vírus (Gripe A ou Gripe Suína): O vírus da Gripe A foi criado em laboratório

Um tal de Dr. Len Horowitz que apesar do título se move mais na área “New Age” do que na Medicina (como se pode ver pela sua atividade) afirma que o Dr. James S. Robertson um alegado “perito britânico em bioengenharia de virus da gripe” (alegado, porque não confirmado…) que seria um colaborador ativo do governo dos EUA em vários contratos de biodefesa. Seria este bioengenheiro que, trabalhando para a Novavax, um dos maiores fabricantes de vacinas do mundo teria criado uma variante combinada das gripes aviária, suína e da Gripe Espanhola (ou seja H5N1 com H1N1). Esta variante teria sido planeada de forma cuidadosa de forma a maximizar a produção e o escoamento de stocks de vacinas, assim como a assinatura de chorudos contratos com os maiores governos do mundo.

Desde as primeiras caraterizações genéticas que se apurou que o gene da hemaglutina (HA) era semelhante ao de vírus da Gripe Suína detectados nos EUA em 1999, mas que a neuraminidase (NA) e a matriz proteíca (M) se assemelhavam a versões europeias desse vírus. E sabe-se também que os seis genes da versão norte-americana são o resultado da mistura dos vírus da gripe suína, aviária e humana.

Fontes:
http://www.canadianmedicinenews.com/2009/08/h1n1-flu-vaccine-is-eugenics-weapon.html
http://www.alienhub.com/showthread.php?t=320
http://johnonline.wordpress.com/2009/07/13/philippine-ah1n1-a-conspiracy-theory/
http://forums.planetxbox360.com/off-topic-discussions/19630-h1n1-conspiracy-theory-series-unusual-events.html
http://www.nowpublic.com/world/h1n1-swine-flu-hoax-fraud-conspiracy-theories
http://calltoreason.org/?p=3633
http://urbanlegends.about.com
http://www.news-independent.com/h1n1-swine-flu-outbreak-probably-infected-thousands/
http://www.myhealthblog.org/2009/06/24/dr-leonard-horowitz-exposes-h1n1-swine-flu-conspiracy-network/
http://www.nowpublic.com/world/tamiflu-scandal-gilead-sciences-donald-rumsfeld-connection
http://engdahl.oilgeopolitics.net
http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/
http://en.wikipedia.org/wiki/2009_flu_pandemic
http://www.cbsnews.com/stories/2009/07/21/health/main5177820.shtml

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Teorias da Conspiração com o H1N1 Influenza A vírus (Gripe A ou Gripe Suína): A Teoria da Conspiração que afirma que a Gripe A será uma forma de reduzir dramaticamente o excesso de população do planeta

Uma jornalista austríaca de nome Jane Burgermeister apresentou queixa no FBI contra a Organização Mundial de Saúde, as Nações Unidas e várias entidades governamentais dos EUA acusando-as de bioterrorismo e de tentativa para cometer assassínio em massa. Esta queixa foi apresentada em 10 de junho de 2009 e sucede-se a uma outra apresentada contra a “Baxter AG” e a “Avir Green Hills Biotechnology” por terem produzido um lote contaminado de vacina contra a Gripe das Aves, alegando que as duas empresas pretendiam fabricar um vírus e lucrar com o dito. Segundo o jornalista, a intenção de um grupo de conspiradores colocados em altos cargos nos maiores países do mundo seria organizar um genocídio contra a população norte-americana utilizado um vírus da gripe geneticamente modificado através da imposição de um programa de vacinação massivo cuja verdadeira intenção seria a de administrar o dito vírus.

A argumentação de Jane Burgermeister parte do envio por parte da Baxter AG para a sua sede nos EUA de um lote de 72 quilogramas de vírus ativo da Gripe das Aves, produzidos a partir de uma das várias amostras enviadas no inverno de 2009 para 16 laboratórios em 4 países. A conclusão óbvia é que a Baxter estaria a fabricar este vírus em laboratório… A jornalista colocou em questão a biosegurança do laboratório da Baxter na Áustria, porque estes lotes de gripe das aves não eram separados dos de gripe comum. Reporta igualmente um estranho incidente em que uma vacina para a gripe das aves foi testada em doninhas, que morreram… Há também rumores não confirmados de uma vacina contra a Gripe das Aves que teria morto 21 sem abrigo na Polónia quando foi testada no verão de 2008. Mito? Erro “técnico” ou… Ensaio deliberado?

A tese de Burgermeister é a que a disseminação do vírus é essencial para gerar o tipo de pânico que levará as Nações Unidas e a WHO a tomar o poder nos EUA. Neste sentido, alinha pela bitola dos ultra-direitistas norte-americanos e afunda a credibilidade das suas posições… Alega também que a pandemia de “gripe suína” não resulta de um vírus natural mas que é o produto de bioengenharia, a única explicação para a mistura de ADN de três vírus (Suína, Aviária e Humana) que efetivamente existe no vírus da Gripe A, numa combinação que intriga alguns especialistas. A ideia seria instalar um Estado Policial e reduzir a população a apenas 500 milhões de habitantes como defende a antiga médica canadiana Ghis Lanctôt, e impôr um “Estado Mundial Eugénico”? Mas Ghis é também defensora de que as “vacinas não são necessárias para a saúde”, alegação que aliás a levou a perder o direito de exercer medicina…

Não tenho dúvidas de que exista um exagero intencional nos Media quanto aos temas da Gripe A e não me espantaria muito se fosse provado que o vírus foi criado em laboratório… Mas daí a afirmar que foi deliberadamente espalhado e que, sobretudo, é um instrumento para transformar os EUA (logo eles) numa colónia das Nações Unidas, parece-me demasiado rebuscado…
Fontes:
http://www.canadianmedicinenews.com/2009/08/h1n1-flu-vaccine-is-eugenics-weapon.html
http://www.alienhub.com/showthread.php?t=320
http://johnonline.wordpress.com/2009/07/13/philippine-ah1n1-a-conspiracy-theory/
http://forums.planetxbox360.com/off-topic-discussions/19630-h1n1-conspiracy-theory-series-unusual-events.html
http://www.nowpublic.com/world/h1n1-swine-flu-hoax-fraud-conspiracy-theories
http://calltoreason.org/?p=3633
http://urbanlegends.about.com
http://www.news-independent.com/h1n1-swine-flu-outbreak-probably-infected-thousands/
http://www.myhealthblog.org/2009/06/24/dr-leonard-horowitz-exposes-h1n1-swine-flu-conspiracy-network/
http://www.nowpublic.com/world/tamiflu-scandal-gilead-sciences-donald-rumsfeld-connection
http://engdahl.oilgeopolitics.net
http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/
http://en.wikipedia.org/wiki/2009_flu_pandemic
http://www.cbsnews.com/stories/2009/07/21/health/main5177820.shtml

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Teorias da Conspiração com o H1N1 Influenza A vírus (Gripe A ou Gripe Suína): Porque é que parece haver um exagero mediático sobre a pandemia de Gripe A?

A razão pela qual os Media estão tão focados no tema pode resultar das razões mais prosaicas: audiências ou até de influência subreptícias de alguma influente indústria para que se mantenha o tema sob o foco mediático e as vendas de Tamiflu e das (esperadas) vacinas em alta. Mas pode também resultar da intenção dos Governos de desviarem o público da atenção da Recessão que os Banqueiros e Especuladores nos inventaram em 2008 (germinando desde 2000) e talvez não seja coincidência o facto de haver agora sinais nítidos de que a Economia está a recuperar… precisamente quando se multiplicam as infeções por Gripe A. Saindo as “más noticias” económicas dos enquadramentos noticiosos, não se abre espaço para se criar nos investidores a sensação (e isso é tudo nesta área) que a “crise já passou” e que é altura de voltar a investir?

Ou será que alguns Governos estão a planear usar o pânico que se instalará em 2010, quando a infeção alastrar a toda a população (como estimava ainda recentemente um epidemologista espanhol ao El Pais) e houver necessidade de declarar o Estado de Sítio em muitos países, com as decorrentes suspensões das liberdades individuais?

Fontes:
http://www.canadianmedicinenews.com/2009/08/h1n1-flu-vaccine-is-eugenics-weapon.html
http://www.alienhub.com/showthread.php?t=320
http://johnonline.wordpress.com/2009/07/13/philippine-ah1n1-a-conspiracy-theory/
http://forums.planetxbox360.com/off-topic-discussions/19630-h1n1-conspiracy-theory-series-unusual-events.html
http://www.nowpublic.com/world/h1n1-swine-flu-hoax-fraud-conspiracy-theories
http://calltoreason.org/?p=3633
http://urbanlegends.about.com
http://www.news-independent.com/h1n1-swine-flu-outbreak-probably-infected-thousands/
http://www.myhealthblog.org/2009/06/24/dr-leonard-horowitz-exposes-h1n1-swine-flu-conspiracy-network/
http://www.nowpublic.com/world/tamiflu-scandal-gilead-sciences-donald-rumsfeld-connection
http://engdahl.oilgeopolitics.net
http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/
http://en.wikipedia.org/wiki/2009_flu_pandemic
http://www.cbsnews.com/stories/2009/07/21/health/main5177820.shtml

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Teorias da Conspiração com o H1N1 Influenza A vírus (Gripe A ou Gripe Suína): 1. A Gripe A como instrumento para multiplicar as vendas do Tamiflu e porque é que não se fala do seu concorrente Zanamivir

O Tamiflu é um medicamento antiviral usado para tratar casos de gripe. Será este o medicamento que se administrado a todos os que contraírem a gripe A. Exatamente como se fez com os casos de Gripe Aviária, há não muito tempo atrás. Em caso de pandemia isto implica o consumo de muitos milhões de doses do medicamento, sempre com recurso a dinheiros públicos. Ora o Tamiflu é um medicamento patenteado pela “Gilead Sciences” empresa onde o conhecido Donald Rumsfeld, antigo Secretário da Defesa de Bush foi presidente do Conselho de Administração de 1997 a 2001 (ver AQUI). Quando os media falaram muito da Gripe Aviária, as ações da Gilead foram para a estratosfera e agora, de cada vez, que se fala da Gripe A e do Tamiflu acontece o mesmo… e com elas a fortuna pessoal de Rumsfeld, que detêm ainda uma parcela significativa de ações da empresa.

Além do Tamiflu há um outro medicamento que é tido como sendo pelo menos tão eficiente. Trata-se do Relenza ou Zanamivir. Lançado em 2000, o medicamento terá captado então apenas 25% do mercado de antivirais o que deu origem a processos judiciais contra a distribuidora GlaxoSmithKline por parte da Biota, a empresa australiana que desenvolveu o medicamento. Em 2006, houve um estudo que determinou que o Tamiflu não era tão eficiente como o Zanamivir no tratamento de infeções de gripe e em agosto desse ano, a Alemanha encomendava 1,7 milhões de doses, no âmbito do plano de preparação contra a Gripe das Aves. Quando em abril deste ano surgiram os primeiros casos de gripe A no México, o Zanamivir foi usado conjuntamente com o Tamiflu no tratamento desses primeiros pacientes. A partir daí a Roche foi inundada com pedidos de encomenda de Tamiflu, esgotando completamente a sua capacidade de produção no meio de milhões de pedidos do medicamento. Ao mesmo tempo, o Zanamivir mantinha um crescimento de quota à volta do 1%… E isto apesar da aparição de casos de resistência ao Tamiflu na União Europeia, algo que não está ainda a acontecer com o Zanamivir!

Quem ler jornais e ver telejornais só vê falar do Tamiflu. Que interesses estão por detrás desta propaganda ao medicamento da Glaxo? Porque se omite a existência de alternativas? O interesse dos Media na questão será totalmente isento? A presença de Rumsfeld na Gilead terá algo a ver com este foco mediático, iniciado nos EUA e imitado depois pelos Media do resto do mundo? A escolha do Tamiflu sobre o Zanamivir fez aumentar as cotações da Glaxo estratosfericamente, se alguém no seio do governo dos EUA soubesse antes (e Rumsfeld sabia, claro) pode ter comprado mais ações para consolidar ainda mais a sua posição na empresa e aumentar os dividendos, estimando-se hoje que tenha entre 5 a 25 milhões de dólares… Um valor subavaliado, certamente, se soubermos que apenas em 2006 os EUA compraram 731 milhões de dólares de anti-virais (80% Tamiflu e 20% de Relenza).

Fontes:
http://www.canadianmedicinenews.com/2009/08/h1n1-flu-vaccine-is-eugenics-weapon.html
http://www.alienhub.com/showthread.php?t=320
http://johnonline.wordpress.com/2009/07/13/philippine-ah1n1-a-conspiracy-theory/
http://forums.planetxbox360.com/off-topic-discussions/19630-h1n1-conspiracy-theory-series-unusual-events.html
http://www.nowpublic.com/world/h1n1-swine-flu-hoax-fraud-conspiracy-theories
http://calltoreason.org/?p=3633
http://urbanlegends.about.com
http://www.news-independent.com/h1n1-swine-flu-outbreak-probably-infected-thousands/
http://www.myhealthblog.org/2009/06/24/dr-leonard-horowitz-exposes-h1n1-swine-flu-conspiracy-network/
http://www.nowpublic.com/world/tamiflu-scandal-gilead-sciences-donald-rumsfeld-connection
http://engdahl.oilgeopolitics.net
http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/
http://en.wikipedia.org/wiki/2009_flu_pandemic
http://www.cbsnews.com/stories/2009/07/21/health/main5177820.shtml

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Comer pouco… aumenta a esperança e a qualidade de vida?

Já pelo menos desde a década de 30 que existem vários indícios de que regimes alimentares de baixas calorias têm reflexos muito sensíveis no prolongamento da vida humana. Um estudo recente, produzido por uma equipa da Universidade de Wisconsin, corrobora estas teses ao concluir que uma redução sistemática de calorias na dieta de primatas além de retardarem o envelhecimento desse nossos parentes próximos, também tiveram menos doenças que um grupo de controlo. Adicionalmente, estes macacos teriam ganho também mais massa muscular.

O estudo estendeu-se durante mais de vinte anos e envolveu 89 macacos. Neste grupo, 80% teve 30% das calorias retiradas. Ao fim desses vinte anos, foi notório que o grupo que não teve alterações de dieta morreu mais cedo que os demais. Mais especificamente, a mortalidade do grupo de dieta reduzida foi 13% inferior ao outro grupo. Esse grupo registou igualmente menos cancros e problemas de coração, para além, de terem conservado durante mais tempo massa muscular e até mais massa encefálica.

Tendo em conta que a semelhança genética entre os chamados “primatas evoluídos” (gorilas, chimpanzés e orangotangos) e o Homem é de mais de 99% os indícios que já existiam neste sentido devido aos trabalhos sobre ratos parecem confirmados. Será assim possível extrapolar e recomendar uma redução das calorias das dietas humanas dos países desenvolvidos da ordem dos 30% para prolongar a vida sobre – sobretudo – melhores condições de vida? Provavelmente, muito mesmo, sim… E essa é uma das razoes pelas quais não almoço desde há dois anos. Verdade.

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1304588

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GRIPE A – Sintomas – Telefone da linha SAÚDE 24 – nº 808 24 24 24

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14 Dicas para ver melhor de noite (“visão noturna”)

1. O olho humano tem vários tipos de células diferentes. Algumas são mais eficientes na deteção de cor, outras, são melhores a detetar baixas luminosidades e movimento. Se precisamos de ver melhor, sob uma fraca intensidade de luz, devemos tentar não olhar diretamente para os pontos que precisamos ver, desta forma usaremos a visão periférica, que funciona melhor a baixas luminosidades.

2. Se precisamos de adaptar a nossa visão para o escuro, ou melhor, se nos encontramos numa área bem iluminada e vamos entrar num quarto escuro, se fecharmos os olhos com força antes de entrarmos, isso dará aos olhos uma maior capacidade de adaptação. Uma vez dentro da zona escura – um quarto, ou um túnel – não olhe diretamente para nenhuma fonte de luz aqui existente, nem forte, nem fraca, uma vez que isso vai reverter o processo de adaptação à visão nocturna que os seus olhos acabaram de cumprir.

3. Quando no escuro, em vez de olharmos intensamente para um ponto ou objeto durante muito tempo devemos fazer o olhar percorrer a sala sem se fixar em nada por muito tempo. Isso vai permitir usar diferentes áreas dos olhos, além das frontais, e irá aumentar a percepção do que esta nessa zona escura.

4. A visão nocturna deve ser preservada…evite ter em casa luzes muito próximas (candeeiros de mesa, por exemplo) completamente brancas. Prefira candeeiros coloridos, já que a luz branca por conter em si mesma uma mistura de todas as cores do arco-íris, irá desgastar mais depressa a sua visão. Dizem os especialistas que as melhores cores para preservar a sua visão serão a luz vermelha, verde ou azul, mas sempre em baixa intensidade.

5. Na arte marcial Ninjutsu, ensina-se que para ver melhor no escuro devemos estar mais baixo do que aquilo que devemos ver. A técnica funciona ao ar livre e usando a silhueta contrastante do céu, com o luar ou a luz das estrelas que contorna o objeto que tentamos ver.

6. Para alcançarmos o ponto ótimo de visão no escuro, devemos esperar entre 20 a 30 minutos no escuro. Este é o tempo que o olho humano leva tipicamente a adaptar-se a condições de baixa visibilidade.

7. Alguns estudos indicam que o tabaco, ou melhor dizendo, a nicotina, reduz a capacidade de ver no escuro. Fumar, no escuro, também reduz de per si a visão nocturna, porque a luz ligeira que emana da combustão do cigarro contrai as pupilas o suficiente para prejudicar a visão nocturna.

8. A Vitamina A parece também aumentar a fotosensibilidade dos olhos.

9. As forças especiais usam a técnica de fechar fortemente os olhos por dez segundos para melhorar a visão nocturna.

10. Durante a Segunda Grande Guerra, forças especiais soviéticas, comiam um cubo de açúcar antes de saírem para uma missão nocturna e, de seguida, apontavam uma luz vermelha para os olhos durante dez segundos.

11. Olhe através de binóculos, estes serão capazes de intensificar qualquer luz que possa existir sobre os objetos que está a focar.

12. Procure por formas, não por cores. Isso aumentará a sua capacidade de reconhecer objetos quando em condições de baixa luminosidade.

13. Uma das dicas mais curiosas tem a ver com o uso de uma pála num olho. Aparentemente, e segundo uma história (fundamentada ou não) alguns piratas usavam uma pála sobre um olho, não porque o não tivessem, mas para o “pouparem” de dia e este ter uma visão mais perfeita de noite, durante ataques nocturnos.

14. E por fim, aquela dica que me levou a procurar por todas as outras: a caça ao mito (?) de que comer cenouras melhorava (ou não) a visão nocturna: o mito (hoax) terá começado na Segunda Grande Guerra quando pilotos de bombardeiro britânicos eram instruídos a dizer aos seus guardas alemães de que os vigias de costa aliados tinham uma dieta especial, baseada na ingestão de grandes quantidades de… Cenouras. A ideia era de iludir assim os alemães quanto à existência da muito secreta rede de radares. Apesar deste detalhe ser falso, é verdade que o mito tem alguma base científica, já que a proteína rhodopsina que, no olho se parte em retinal e opsina quando exposta à luz e se torna a reunir no escuro, é constituída pela vitamina A que se encontra cenoura (e em muitos outros alimentos, aliás). Contudo, uma dieta à base de vitamina A não melhora a visão nocturna, ainda que de facto, uma dieta em que esta falta totalmente possa levar à cegueira.

Fonte Principal:

http://www.wikihow.com/See-in-the-Dark

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“Gripe Suína” ou “Influenza A subtipo H1N1”: Atualização

Designação

Existem várias designações possíveis para aquela que é mais popularmente conhecida como “Gripe Suína”. Desde os mais corretos e oficiais “Influenza A subtipo H1N1” (que convenhamos, não é fácil de memorizar) até “gripe suína”, “gripe porcina” (mais usado no Brasil), a “gripe mexicana” (Israel) até “gripe norte-americana” ou “influenza norte-americana” (o 2º maior foco mundial de infeção) ou até o original, mas fadado a uma inevitavelmente desatualizado termo “nova gripe” temos nomes para praticamente todos os gostos.

Desde 30 de abril de 2009 que a designação oficial da OMS é “Influenza A ( H1N1)”. De facto, a designação correta é mesmo “influenza A subtipo H1N1”, sendo influenza o termo clinicamente mais correto e que descreve uma doença infeciosa provocada por um vírus RNA da família dos Orthomyxoviridae, que afeta também as aves e vários mamíferos, razão pela qual existem as conhecidas “gripe das aves” e a verdadeira e original “gripe suína” que agora é confundida com o vírus do presente surto. A palavra “influenza” resulta do italiano “influência”.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são febre repentina, dores musculares, frios, dores de cabeça e pelo corpo, tosse, além de fraqueza e de uma sensação generalizada e difusa de desconforto. Nos casos mais graves, a gripe comum pode levar à morte as suas vítimas, especialmente se estas forem muito jovens ou idosas, sendo que nas primeiras ocorrem nos casos mais graves também náuseas, diarreias e vómitos. Há também indicações que este quadro sintomático mais grave ocorre em sujeitos de outras idades, mas mais raramente, ainda que de uma forma mais comum do que na gripe comum.

Propagação

A forma de propagação do “influenza A subtipo H1N1” é idêntica à do vírus da gripe comum, ou seja, por via aérea, por contacto direto com o infetado através das mãos ou de objetos contaminados. Ainda que cedo tenham começado a surgir rumores sobre a contaminação a partir do consumo de porcos mortos com a doença, tal nunca teve qualquer tipo de fundamento, permanecendo apenas no campo das especulações infundadas. De qualquer forma, ainda que houvesse, cozinhar carne a temperaturas superiores a 70 graus Celsius destroi qualquer microorganismo. De sublinhar também que ainda que o vírus da Gripe A tenha código genético do vírus da “Gripe dos Porcos” nunca foi encontrado no México, o epicentro desta crise, nenhum porco morto pelo vírus da Gripe A. Pela variante humana, naturalmente, cuja mutação terá ocorrido no interior do corpo do primeiro hospedeiro humano e não no corpo de um porco, já que este nunca foi encontrado.

Tratamento

As formas mais eficazes de tratamento são os medicamentos antivirais Oseltamir e Zanamivir. No que concerne a prevenção, a mais eficiente é a lavagem frequente de mãos.

Vacina

Já existem vacinas para a variante suína do H1N1, mas é específica a esta variante e não pode ser usada em seres humanos, razão pela qual existem atualmente várias entidades a ultimar uma vacina eficaz para a variante atual do vírus Influenza A, nomeadamente no Japão, no Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, em França, nos Laboratórios Pasteur, no Brasil, no Instituto Butantan, de São Paulo. Contudo, se o surto escapar ao controlo dentro das próximas semanas, não haverá ainda vacinas armazenadas em número suficiente para realizar uma campanha global de vacinação.

O “verdadeiro” Vírus da “Gripe Suína”

O único vírus que efetivamente merece a designação de “Vírus da Gripe Suína” é aquele que atinge apenas os suínos. Curiosamente, ainda que este seja altamente contagioso entre esta espécie, não revela grandes níveis de mortalidade entre estes. Este vírus não contamina normalmente seres humanos, nem mesmo aqueles que mais contatam com os animais (como sucedeu em vários casos da “gripe aviária”), mas existem casos (raros) reportados ainda que nenhum nesta presente crise. Contudo, quando acontece, a contaminação ocorre através do contato com secreções das vias respiratórias dos animais, ou inalando partículas da sua respiração. Esta contaminação apresenta um quadro clínico idêntico ao do vírus da gripe humana, sendo tratado de idêntica forma.

Curiosamente, os suínos podem ser infetados pelo vírus da gripe humana, assim como pelo da gripe aviária e terá sido por essa razão que há a possibilidade de que tenha sido num suíno que esta mutação atual, que contêm material genético dos três vírus de Influenza se tenha verificado. Esta nuance tem contudo uma vantagem imprevista: como o vírus se desenvolveu inicialmente num suíno, a sua contaminação entre humanos não é tão eficiente como com o vírus da gripe humana e esse factor pode explicar porque é que apesar de tudo não temos ainda tantos casos de contaminação como existem com o vírus da gripe humana…

História do Surto

A variante porcina do H1N1 foi identificada pela primeira vez na década de trinta. Sendo que esta nova variante do “Influenza” foi detetada pela primeira vez no México em março de 2009, mais precisamente a 18, tendo sido registado o primeiro caso mortal a 12 de abril (uma mulher de 39 anos, em Oaxaca). Foi somente a 16 de abril, contudo, que as autoridades mexicanas notificaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a existência de um surto de uma variante de gripe, no seu país. Este atraso da notificação tem sido aliás criticado severamente por muitos especialistas.

Atualmente (19 de julho de 2009) há já mais de 29 mil infetados em todo o mundo, com especial incidência no México, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha e Alemanha. No Reino Unido, em particular, a situação é especialmente preocupante com indicações de que o surto estaria “fora de controlo” na cidade de Birmingham.

A OMS coloca atualmente o vírus na escala de Pandemia 6, ou seja, o nível mais alto jamais registado desde que este indicador foi criado por esta organização internacional.

Existem atualmente (6 de junho de 2009) mais de 20 mil pessoas infetadas em todo o mundo, com especial incidência no México, EUA, Canadá, Espanha, Reino Unido e Alemanha. Estando o vírus, na escala de pandemia da OMS (criada em 2005) no nível 5, e antecipando-se para breve a passagem ao nível 6, ou seja, o mais alto estado jamais registado nesta escala por uma pandemia, desde o ano da sua criação, o que revela bem a gravidade potencial que a OMS atribui a este surto em particular.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1387292&idCanal=62
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/safra/2009/04/29/carnesnome+correto+para+epidemia+deve+ser+gripe+mexicana+diz+stephanes+5847944.html
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=20&id_news=118611
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1222634&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE53R02820090429

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O vírus informático Conficker atacou equipamentos hospitalares nos EUA, Reino Unido e… Onde mais?

Mapa de infeção do Conficker em http://www.confickerworkinggroup.org

Mapa de infeção do Conficker em http://www.confickerworkinggroup.org

O conhecido e hiperativo vírus informático Conficker infetou vários equipamentos hospitalares num número não divulgado de hospitais e centros de saúde nos EUA e no Reino Unido.

A notícia foi divulgada numa conferencia de segurança realizada recentemente nos EUA, a “RSA Security Conference” por Marcus Sachs da “SANS Internet Storm Center“. Os equipamentos terão sido monitores cardíacos, maquinas de reanimação e scanners de tomografia axial, e outros sistemas médicos dos mais complexos. Muitos destes correm versões mais antigas e vulneráveis de Windows NT e Windows 2000 que ainda que não tivesse acesso direto à Internet, estavam em redes locais onde havia, e receberam o vírus por esta via.

Ninguém pensou que máquinas correndo sistemas tão antigos como Windows 2000 e NT pudessem ser infetadas e, logo, ninguém aplicou os patches corretivos que a Microsoft lançou em outubro de 2008.

Não há relatos de que tenha havido consequências para a saúde nos utentes que dependiam destas máquinas infetadas pelo Conficker, mas isso não significa que todos nós – que temos algum tipo de responsabilidades em redes informáticas – tenhamos que avaliar a opção de ligar à rede local este tipo de sistemas.

É claro que se houve sistemas hospitalares infetados, e não há muito tempo atrás, caças Rafale colados ao solo, por idêntica razão… Será que nenhum sistema informático de nenhuma central nuclear no mundo foi infetado pelo Conficker?… Pouco provável.

Fonte:
http://news.cnet.com/8301-1009_3-10226448-83.html

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Porque é que há tão poucos casos de “Gripe A” (Influenza H1N1) em Portugal?

Até agora, e num mundo onde os casos de “Gripe A” ultrapassam já os 16 mil e onde se caminha rapidamente para que a OMS declare o grau máximo de pandemia, Portugal continua numa situação muito melhor do que muitos países, mesmo estando de fronteiras abertas com Espanha, um dos países europeus mais afetados.

A gestão desta crise sanitária mundial por parte da ministra Ana Jorge tem sido excelente, até agora, revelando-se uma figura discreta, mas muito competente e séria. Comunicações feitas regradamente, mas de forma eficiente, cientifica e tranquilizadora.

O facto de haver em Portugal até ao momento apenas dois casos confirmados de Gripe A, já tornaram Portugal num “Case Study” internacional. Isso mesmo admite Paulo Moreira, diretor-adjunto do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças.

A unicidade do exemplo português resulta alem da ser um dos países do mundo menos afetado pelo surto mas também da reação dos doentes (especialmente a primeira), que foi notavelmente rápida e completa.

Existem várias razoes que concorrem para explicar o caso de sucesso português. A boa condução da crise pelo ministério da Saúde é uma delas, mas não é porventura a maior… Há duas grandes razoes que explicam esta resistência lusa à infeção: em primeiro lugar o facto de sermos hoje os descendentes das populações medievais que tanto sofreram com a Peste Negra. Esta pandemia levou a vida a um terço dos europeus da época, conseguindo trazer a morte, nalguns locais, a aldeias e cidades inteiras. As populações sobreviventes traziam uma resistência natural a ataques virais que transmitiram aos seus descendentes. Nós. Séculos depois, novo fenómeno viral, a Gripe Espanhola, arrastaria para o Além dezenas de milhões de europeus. De novo, os sobreviventes carregavam nos seus genes uma resistência reforçada que transmitiram aos seus descendentes. Nós.

São por estas razoes que os caucasianos são das etnias mundiais menos vulneráveis a fenómenos pandémicos, que são especialmente virulentos em populações que viveram isoladas durante milénios, como os índios sul americanos ou algumas populações africanas ou asiáticas. Curiosamente, é precisamente porque tantos dos nossos antepassados sacrificaram as suas vidas que hoje, gozamos desta resistência (ainda assim relativa) a pandemias virais como a atual da “Influenza A H1N1”.

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1224452

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