Saúde

Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“Até 2030, 22% das pessoas do clube dos países ricos que formam a OCDE terão 65 anos ou mais, perto do dobro da percentagem de 1990”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Cada vez mais cuidados de saúde não serão prestados por médicos, mas antes por enfermeiros, pacientes e até máquinas. Os suecos estão muito à frente em duas áreas. Uma é o seu uso dos registos hospitalares, que mostram como se comporta cada parte do seu sistema no tratamento das diferentes maleitas. A outra é a taxa que cada hospital cobra de cada vez que o visitamos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“A Suécia reduziu a despesa pública em percentagem do PIB de 67% em 1993 para os 49% de hoje. Cortou também a taxa marginal máxima de imposto em 27 pontos percentuais desde 1983, para 57%, e riscou do mapa um emaranhado de impostos sobre a propriedade, as doações, a riqueza e as heranças”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Todos os números (da actividade hospitalar), como a taxa de êxito das operações, são informação pública, de modo que podem ser verificados tanto pelos pacientes como pelos contribuintes. A Suécia foi pioneira nos registos clínicos, que proporcionam dados estatísticos sobre o desempenho de cada hospital. O medo de se saírem mal nas tabelas classificativas nacionais é um poderoso incentivo a esforçarem-se mais. Um estudo do Boston Consulting Group descobriu que o Registo Nacional das Cataratas da Suécia não só reduziu a severidade do astigmatismo resultante da cirurgia aos olhos mas também estreitou para metade a diferença entre os melhores e os piores hospitais”

A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A duração média do internamento hospital na Suécia é de 4.5 dias, em comparação com 5.2 dias em França e 7.5 dias na Alemanha. A sua eficiência significa também que são precisos menos hospitais. Tem 2.8 camas de hospital por cada mil cidadãos. França tem 6.6 e a Alemanha 8.2. No entanto, sob praticamente qualquer critério de saúde, os suecos estão em boa posição”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Os vouchers (de educação) na Suécia não produziram apenas escolas mais baratas, mas escolas melhores. Anders Bohlmark e Mikael Lindahl examinaram dados referentes a todos os alunos em 1988 e 2009 e verificaram que o aumento da proporção das escolas “livres” numa determinada zona leva a um melhor desempenho, medido de várias maneiras, das notas ao acesso à universidade. Os maiores ganhos foram registados nas escolas públicas normais, mais do que nas escolas “livres”.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Nos EUA, um décimo dos estudantes universitários estuda agora exclusivamente online e um quarto fá-lo em part-time”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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“As pessoas que não se qualificaram como médicos, e que vão de enfermeiros até máquinas inteligentes, podem fazer muito do trabalho mais rotineiro”

“As pessoas que não se qualificaram como médicos, e que vão de enfermeiros até máquinas inteligentes, podem fazer muito do trabalho mais rotineiro, especialmente no caso de doenças crónicas, as quais, segundo a McKinsey, consomem até 60% da despesa global em cuidados de saúde. Os assistentes dos clínicos na América podem fazer cerca de 85% do trabalho de um médico de clínica geral, segundo James Crawley da Universidade George Washington. Mas os médicos estão interessados em defender o seu quintal”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A Internet está a tornar a monitorização das doenças crónicas muito mais fácil. Há já sensores diminutos que, presos ao nosso corpo, ou dentro dele, podem informar o nosso médico (ou os seus sucedâneos computorizados) do nosso nível de insulina e sinalizar quaisquer problemas. Isto não significa apenas que precisamos de ir ao médico com muito menos frequência; também reduz as possibilidades de que uma condição crónica derive para uma emergência. Na Grã-Bretanha, uma experiência aleatória de controlo à distância examinou 6000 pacientes com doenças crónicas: as admissões nas Urgências desceram 20% e a mortalidade caiu a pique, 45%. O Centro Médico Montefiore de Nova Iorque reduziu as baixas hospitalares de pacientes mais velhos em mais de 30% por meio do uso de monitorização à distância para seguir os pacientes”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Um estudo do Instituto Wolfson de Medicina Preventiva verificou que cerca de 43% dos casos de cancro britânicos eram causados por factores ambientais e de estilo de vida. Quanto menos grandes fumadores e bebedores houver numa sociedade mais baixas as contas dos seus cuidados de saúde”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Citações de Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”

Dizem que o nosso Serviço Nacional de Saúde é um dos mais baratos do mundo. É verdade. Mas é verdade também porque remunera mal. E daí a vaga recente de emigração de jovens médicos”
António Gentil Martins
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Portugal é o pais europeu com mais coberturas duplas (em seguros de saúde)”
António Gentil Martins
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Em Portugal, a privatização da Saúde deu-se por transferências do sector público para o sector privado de saúde”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Nenhum hospital privado irá alguma vez financiar a formação dos profissionais de Saúde”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Nos últimos anos, desnatou-se o SNS dos seus melhores profissionais”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Há formação – neste momento – de monopólios de Saúde, numa concentração em duas ou três entidades ligadas ao capital estrangeiro”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“O que se tem passado nas Urgências é inconcebível no século XXI e estes problemas têm sido amplamente noticiados como parte de uma estratégia para levar a transferências de doentes do sector publico para o privado (financiadas pelo Estado)”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Porque se fazem em Coimbra tantas ressonâncias magnéticas como em Paris?!…”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Sou absolutamente a favor da exclusividade dos profissionais de saúde. Sou contra a transferência de dinheiros públicos para a Saúde privada: é a porta aberta para a corrupção”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“é dantesco saber que a limpeza dos hospitais (crucial para combater as infecções hospitalares) está entregue a pessoas que ganham apenas 2.5 euros por hora, ou seja, que ganham apenas para pagarem transportes e não perderem acesso à segurança social. O aumento de infecções hospitalares é hoje um importante factor de custo nos hospitais públicos”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Nos últimos anos aumentaram os casos de “burn out” nos profissionais de saúde, levando a consequentes fenómenos de “bloqueio de empatia com o Outro”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Em Portugal o aumento das taxas de produtividade conseguem-se sempre porque se aumentam as horas de trabalho e não porque se trabalha melhor isso leva ao erro e à exaustão”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“O Serviço Nacional de Saúde faz parte do tipo de país que queremos. Não queremos um pais sujeito à soberania financeira, não solidário, em que cada um está por seu lado. Não queremos um pais em que principal valor é o Parecer. Neste tipo de pais não pode haver um Serviço Nacional de Saúde. Queremos este tipo de pais?”
Constantino Sakelariddes
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“é necessário um realismo financeiro (no Serviço Nacional de Saúde), mas este não pode ser fechado e não podemos tornar nisso a única prioridade”
Constantino Sakelariddes
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Criou-se uma hierarquia de politicas públicas:
1o Finanças
2o Economia e crescimento
3o Bem Estar
Mas isto não é razoável.
Nem o tipo de pais que queremos”
Constantino Sakelariddes
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Um terço das crianças que nascem hoje em Portugal, nascem pobres, em famílias pobres”
Constantino Sakellarides
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“A alternativa ao Serviço Nacional de Saúde são os grandes grupos económicos internacionais com gestores e accionistas anónimos, que não podemos responsabilizar democraticamente e cujos lucros e rendimentos exactos não conhecemos”
Constantino Sakellarides
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Portugal, dentro dos próximos anos, terá 50% de pessoas com rendimentos de sobrevivência”
Maria Perpétua Rocha
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Qualquer partido que fale do Serviço Nacional de Saúde não pode deixar de falar do pão”
Maria Perpétua Rocha
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“O Serviço Nacional de Saúde é um dos elementos civilizacionais do nosso Século XXI”
Maria Perpétua Rocha
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Chegámos a uma sociedade onde, pela primeira vez, temos governantes que nos dizem que o nosso futuro será pior que o nosso presente”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“O Serviço Nacional de Saúde é o melhor serviço publico que o Estado fez depois do 25 de abril”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“De todos serviços que o Estado presta a melhor é o Serviço Nacional de Saúde”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“A atracção da Europa – testemunhada pela atual tragédia no Mediterrâneo – ocorre por ela é uma terra de liberdade e tolerância, mas também por é acolhedora, porque sabe e protege os cidadãos (Estado Social e Saúde Publica)”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Temos uma Saúde Privada que é financiada em 50% pelos sistemas públicos. Pior: esta percentagem aumentou nos últimos anos”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Os cidadãos dos EUA gastam o dobro do que nós gastamos com a Saúde (sobre os sistemas totalmente privados de Saúde)”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Os portugueses pagam várias vezes pela sua Saúde: impostos, no privado, ADSE… Pagamos várias vezes para ter um só acesso a um sistema de saúde”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Existe uma pressão – usando noticias e declarações politicas – para que os cidadãos migrem para os seguros privados de Saúde”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Defendo a dedicação exclusiva dos médicos: é perigosa a tendência para se misturar interesses públicos com privados”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Não deve haver taxas “moderadoras”: como se espera que um doente de um trauma urgente “modere” o seu acesso ao SNS?!”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Defendo a criação de uma verdadeira central de compras única: cada hospital não pode continuar a comprar de forma isolada”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Portugal tem grandes potencialidades na área do Turismo de Saúde”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“A ligação entre Universidade, Laboratórios e grupos privados deve merecer mais atenção: a industria farmacêutica lusa exporta hoje mais que o vinho do Porto”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Devemos poder escolher – ter liberdade de escolha – entre o serviço público a que queremos aceder: isso obriga a humanizar os serviços e a competirem entre si por uma melhor prestação de cuidados aos pacientes”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
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Testemunhos no SNS

#TestemunhoNoSNS: num internamento hospital, com 48 anos somos tratados como “novos” (a média dos internados é superior aos 80). No mundo laboral, aos 48, já nem sequer somos “velhos”.
Somos “mortos”.
#TestemunhoNoSNS: estar num hospital é – também – um pouco como estar num episódio de Star Trek (em que as funções de cada um se distinguem pela cor do uniforme)
#TestemunhoNoSNS: o casal de idosos que tenta “doar” vinte euros a um auxiliar das Urgências do Santa Maria para passar à minha frente e que o faz, à minha frente. O auxiliar mostra mais fibra moral que os dois farçolas.
#TestemunhoNoSNS: chegada à urgências pelas 1018 de um sábado de manhã. Um gabinete de 4 a funcionar. Primeira vista por médica quatro horas depois. Saída para internamento pelas 2000. DEZ horas depois, sempre com febre alta e em cadeiras desconfortáveis.
#TestemunhoNoSNS e #SupremaIronia: sou asmático desde os onze (?) mas foi preciso uma reacção alérgica a um antibiótico por IV para me fazer levar com cortisona pela primeira vez…
#TestemunhoNoSNS: os internados ao fim-de-semana (como eu) padecem de taxas de morte superior aos demais em 15% nos EUA e no RU. Tendo em conta as reformas de muitos médicos seniores (obrigado, PaF!) serão os nossos números muito diferentes?…
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“Temos os sonhadores, temos os sofredores e, temos os construtores”.

“Temos os sonhadores, temos os sofredores e, temos os construtores”.
Aneurin Bevan (1945)
antigo mInistro da Saúde britânico, falando sobre o SNS do Reino Unido
Participe no Debate COTS sobre o SNS!
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Atenção: há sinais de que a paciência dos portugueses está a chegar ao limite.

Atenção: há sinais de que a paciência dos portugueses está a chegar ao limite.
Os casos de agressões e insultos de cidadãos esmagados por sucessivos e cada vez mais cruéis tapetes fiscais estão a multiplicar-se.
O agravamento dos impostos, as listas VIP (que dão imunidade fiscal aos poderosos), a fuga de Passos às suas responsabilidades na Segurança Social, penhoras de casas de família por dividas de centenas de euros às portagens ou ao IMI estão na base de centenas de casos de agressões e insultos em repartições de Finanças, sedes da Segurança Social ou em centros de saúde ou hospitais públicos, em crescendo desde 2013.
O povo começa a revoltar-se.
Cuidado.

Debate COTS sobre o SNS:

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Entrevista a Ricardo Gusmão, médico psiquiatra: sobre os suicídios em Portugal

Ricardo Gusmão

Ricardo Gusmão

“Ricardo Gusmão calcula que em Portugal ocorram, em média, quatro suicídios por dia. (…) quem se suicida em Portugal são os velhos e não os desempregados. (…) por causa da pobreza em que essas pessoas se encontram, da solidão, das dificuldades de acesso a cuidados médicos e por vezes da falta de formação dos profissionais que lidam com eles.”

Público, 2 fevereiro 2013

Portugal tem das taxas de suicídio mais elevadas do mundo desenvolvido. Algumas das suas regiões – como o Alentejo – são mesmo daquelas onde o problema apresenta uma incidência mais grave e onde uma ação dos órgãos do Estado (Governo e Municípios) é mais urgente.

Apesar disso, a inação é a regra: com exceção da cidade de Amadora, onde um programa integrado de resposta ao problema permitiu através de formação específica, acompanhamento clínico e da nomeação de “facilitadores” reduzir este tipo de mortalidade em 24%, a verdade é que este tipo de resposta é muito raro no resto do país. Uma lacuna que urge colmatar, especialmente ao nível municipal.

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Manuel Pinto Coelho: “Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo (da marijuana) nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga”

Manuel Pinto Coelho

Manuel Pinto Coelho

“Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo (da marijuana) nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga. (…) existe uma já há muito suspeitada ligação entre cannabis e a esquizofrenia por estudos recentes, de tal forma que hoje ela é comparada com a conhecida ligação ao cancro do fumador de tabaco. Além de inquestionáveis danos no cérebro e aparelhos respiratório e reprodutor, estudos também recentes têm vindo a comprovar, no seio dos seus utilizadores, descidas do QI que podem ir até aos oito pontos.”

Manuel Pinto Coelho
Público
15 dezembro 2012

A ser assim, temos alguns poderosos argumentos a favor da continuação da proibição da comercialização das ditas “drogas leves” e em particular, da Cannabis. Argumentos clínicos e científicos que, contudo, não podem ser os únicos levados a uma verdadeira e plena ponderação deste problema do Proibicionismo. Como com o álcool e com o tabaco, estas consequências da Cannabis produzem-se a partir de certo nível de consumo, sendo relativamente inócuos quando estamos perante um consumo moderado ou contido.

Continuamos a defender a liberalização das drogas leves (haxixe e cannabis), como forma de combater a proliferação de redes clandestinas e criminosas de distribuição e comercialização, mas não defendemos o excesso, assim como não o defendemos para com o álcool e o tabaco, de resto. Em todos estes casos,os custos sociais e económicos de manter um sistema repressivo (pouco eficaz e lento) são mais altos do que os de manter a batida e esgotada lógica proibicionista das últimas décadas.

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Em defesa do “Imposto Nutella” em França: um imposto ecológico e contra a praga da obesidade

Nutella = Obesidade (http://pcmlifestyle.com)

Nutella = Obesidade (http://pcmlifestyle.com)

Uma das maiores pragas da Idade Moderna é… a obesidade. Especialmente, nos países mais desenvolvidos esta verdadeira epidemia causa uma quebra da longevidade e da qualidade de vida dos cidadãos e representa um peso cada vez mais opressivo sobre os sistemas de saúde.

Começa assim a desenhar-se a necessidade de os governos regularem os excessos neste campo. Em França, particularmente, estão a fazer-se avanços muito significativos nesse campo com uma medida recente do Senado francês que vai atacar diretamente todos os produtos ricos em óleo de palma aumentando a carga fiscal sobre os mesmos (como os da Nutella). Esta medida segue-se a outras semelhantes lançadas recentemente sobre bebidas energéticas e o consumo de cerveja. Segundo Yves Daudigny, o socialista promotor da iniciativa “este perigoso ingrediente é um dos componentes do chocolate mas também se utiliza na elaboração de outros produtos, como saladas e doces para crianças” estando na origem – juntamente com outros produtos – no aumento do número de obesos e de pessoas com doenças cardiovasculares. No total, o governo francês espera faturar 40 milhões de euros com este imposto.

Além dos problemas de saúde pública que representa, o óleo de palma também tem levado à desflorestação de várias regiões do mundo, sobretudo em zonas tropicais como a Indonésia, o maior produtor mundial de óleo de palma, razão pela qual este imposto faz sentido a vários termos e devia ser emulado também entre nós.

Fonte:
http://www.publico.pt/Sociedade/guerra-aberta-a-nutella-em-franca-1572535

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Contra o Proibicionismo

Cannabis (http://www.dn.pt)

Cannabis (http://www.dn.pt)

“O Bloco de Esquerda quer ver aprovado o consumo de cannabis para uso pessoal e a criação de “clubes sociais” para o consumo da substância” (…) “o proibicionismo falhou e fracassou, não reduziu o número de consumidores de drogas ilícitas, não protegeu a saúde desses consumidores, atirou para a marginalidade e para o sistema prisioonal milhares e milhares de jovens e, sobretudo, alimentou um mercado clandestino.”

Diário de Notícias, 19 de julho de 2012

É difícil concordar com tudo o sai com a chancela parlamentar do Bloco de Esquerda, mas nesta questão do fim do Proibicionismo é impossível nao estar de acordo. Sabe-se que mais de sessenta por cento de todos os detidos em prisões portuguesas o são por casos relacionados com a Droga. Os custos sociais e financeiros da continuacao de uma “guerra global” contra a Droga são tremendos e diretamente proporcionais aos lucros dos Baroes da Droga e dos grandes bancos que com eles estão em longo e sólido conluio…

Não interessa nem aos grandes baroes, nem aos grandes banqueiros, nem sequer aos políticos dos “partidos do poder” (financiados pela alta finança) acabar com o proibicionismo por causa dos interesses que assim seriam desafiados… defendo o fim do probicionismo não somente para com a cannabis, mas para com todas as drogas – leves ou “pesadas” -, desde logo porque apos mais de meio seculo de “guerra” já deveria ser evidente que não se irá obter aqui nenhuma vitória. E sempre haverá Droga e o seu consumo e produção. Como aquando da Lei Seca, da década de vinte nos EUA, os Estados serão – cedo ou tarde – forçados a reconhecer que esta via proibicionista não tem futuro. Importa assim começar a refletir em formas de liberalizar a produção e distribuição (o consumo, em Portugal, já está liberalizado, com efeitos muito positivos) e coordenar esse trabalho com outros países, por forma a globalizar um esforço de um problema que é, para todos os efeitos, efetivamente global.

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“Numa lista de 34 países da Europa, Portugal surge no nono lugar no que se refere à média anual de consumo de álcool puro per capita”

“Numa lista de  34 países da Europa, Portugal surge no nono lugar no que se refere à média anual de consumo de álcool puro per capita,  com 13,43 litros.
(…)
Os mapas e gráficos mostram também que Portugal é um dos países com maior número de acidentes na estrada que envolvem álcool e que é um dos poucos a autorizar a venda de álcool a menores de 18 anos.
(…)
Aumentar as taxas para fazer subir o preço das bebidas e regulamentar a publicidade são algumas das medidas sugeridas pela OMS.”

Público
28 de março de 2012

Nunca houve em Portugal uma verdadeira reflexão ou estratégia para enfrentar de forma decidida e frontal o problema do alcoolismo em Portugal. Este estudo da OMS demonstra que em lugar de ser o “parente pobre” da política de saúde em Portugal,  esta, os perante aquela que devia ser uma das prioridades…

Noutros lugares do Quintus defendemos com todo o ardor e convicções possíveis a necessidade de aplicar ao consumo de estupefacientes uma corajosa e radical legalização do consumo das drogas ditas de “pesadas,  deixando a produção e a distribuição para estudos sérios e imparciais que ainda estão por realizar.  A priori,  não excluímos que o Estado assuma a produção das drogas que legaliza e estamos convictos de que a sua distribuição através da rede de saúde pública é o modelo que mais serve os interesses do Estado e dos cidadãos. Mas em relação ao álcool estamos perante uma realidade radicalmente diferente: o fracasso clamoroso do proibicionismo norte-americano na década de vinte do século passado é aliás um dos nossos argumentos a favor do fim do proibicionismo do consumo de todo o tipo de drogas…

A via proibicionista para o álcool não deve assim ser contemplada. O consumo do álcool não é de resto sequer comparável aos dos estupefacientes: o seu consumo moderado não provoca danos sociais ou de saúde individual. O mesmo não se pode dizer dos estupefacientes… A estratégia para o combate ao consumo de álcool tem que passar assim bem mais pela via da regulação do que da proibição, regulação de consumos, pela disposição dos limites etários recomendados pela OMS, pela sua estrita e vigorosa aplicação nos estabelecimentos comerciais (especialmente os noturnos,  sede da maioria dos excessos). Importa também proibir totalmente o consumo de álcool quando se conduz e multiplicar as fiscalizações e as penalizações,  sem descurar o aspeto da informação e propaganda dos efeitos da condução sob o efeito do álcool. Importa também aumentar severamente a carga fiscal,  não especialmente no consumo (já que o consumo moderado não é pernicioso), mas por forma a penalizar os excessos.  Por fim,  há também que proibir todas as formas de publicidade ou de glorificação do consumo de álcool que hoje pululam um pouco por todo lado e em todos os meios e canais publicitários…

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Uma nova pesquisa parece desvendar o mecanismo por detrás do efeito do Resveratrol

Resveratrol (http://antiagingbydesign.com)

Resveratrol (antiagingbydesign.com)

Uma pesquisa recente parece confirmar a importância do composto conhecido como “Resveratrol” para estender a duração da vida através do impulso que o Resveratrol fornece à atividade das mitocondrias, as “fábrica de energia” das células dos seres vivos.

A pesquisa foi conduzida pelo professor David Sinclair da Harvard Medical School e residiu no gene SIRT1 onde interage o Resveratrol. A equipa trabalhou em vários organismos, desde vermes, moscas e ratos. Inativaram esse gene e observaram como a célula deixava de reagir ao Revesterol. Isto, contudo, só pôde ser observado nos vermes e nas moscas, já que os ratos morriam ao nascer na falta deste gene. A equipa foi conduzida por Nathan Price e pela estudante graduada de origem brasileira Ana Gomes e durante 3 anos procuraram criar um rato com esse gene SIRT1 que se desligasse quando o rato recebia a droga Tamoxifen. O procedimento foi particularmente difícil de realizar, mas a equipa conseguiu leva-lo a cabo com sucesso e permitiu constatar que quando os ratos recebiam pequenas doses de resveratrol depois da SIRT1 ser desligada, os investigadores não encontraram mudanças significativas na função mitocondrial. Mas pelo contrário, os ratos com a SIRT1 intacta mostraram melhorias muito sensíveis nos níveis de energia e dinamismo.

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/More_evidence_for_longevity_pathway_999.html

Categories: Ciência e Tecnologia, Saúde | 2 comentários

As “Experiências de Quase Morte” terão explicação científica?…

As ditas “experiências de quase morte (“Near-death experiences”) receberam recentemente uma importante clarificação científica: as suas caraterísticas comuns aos vários indivíduos que as descrevem: uma sensação de “estar morto”, de se sentir “fora do corpo”, uma viagem para uma “luz brilhante” a caminho de uma existência “cheia de amor” podem ter – além da explicação mística – uma explicação científica e clínica.

A descrição de “experiências de quase morte” (EQM) não é tão rara como se poderia crer. Não há estatísticas conhecidas em Portugal, mas nos EUA estima-se que pelo menos 3% da população já as experimentou. E, de facto, o mesmo fenómeno, com o mesmo tipo de descrições ocorre ao longo da História e transversalmente em várias culturas e religiões.

Curiosamente, nem sempre as EQM ocorrem em condições de risco de vida… Um estudo recente, por exemplo, indicava que em 58 sujeitos que as tinham narrado, 30 não tinham estado de facto em risco de vida.

Um estudo do “Medical Research Council Cognition and Brain Sciences Unit” da Universidade de Cambridge e de uma equipa da Universidade de Cambridge expôs a coincidência de sensação de “estar morto” com uma conhecida condição clínica, que ocorre em alguns doentes de tifoide ou esclerose múltipla e que têm danos em regiões do cérebro que estão ligadas aos processos de consciência e que estão geralmente ligadas à esquizofrenia patológica.

Experiências de “fora do corpo” são comuns, por sua vez, quando o sono é interrompido subitamente pouco depois de adormecer. Outro fenómeno, a “paralisia do sono” ocorre em 40% da população pelo menos uma vez na vida e em algumas circunstâncias é acompanhada pela sensação de “estar fora do corpo”. Uma experiência mais antiga, de 2005, conseguiu reproduzir a sensação de “estar fora do corpo” pela estimulação artificial da junção tempo-parietal direita do cérebro.

Outra explicação clínica para as experiências EQM pode ser também encontrada nos doentes de Parkinson que relatam frequentemente visões de “fantasmas” ou “monstros”, segundo se crê, em consequência do funcionamento anormal da dopamina no cérebro. Se este ocorrer em indivíduos mais jovens ou saudáveis, então as visões das EQM poderão ter assim esta explicação.

O anestésico Quetamina tem também conhecido nos últimos anos uma sucessão de relatos de EQM na forma de estados de euforia, experiências de “fora do corpo” e alucinações.

Será que assim todos os numerosos relatos de EQM tem uma explicação científica?…

Fonte:
http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=peace-of-mind-near-death

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O Governo vai mudar a estrutura de formação de preços dos medicamentos

Brevemente, o Governo vai apresentar uma importante alteração nos mecanismos de formação dos preços dos medicamentos que os colocarão mais próximos dos praticados em países com um PIB semelhante ao nosso (como a Hungria): a Lei que estabelece atualmente o preço do medicamento a partir da média de preços em Espanha, Itália, França e Grécia vai ser alterada por forma a substituir estes países por uma lista mais semelhante aos nossos padrões de riqueza e desenvolvimento: Hungria, Croácia, Eslovénia, Malta e Chipre.

Obviamente, o poderoso Lobby das farmacêuticos está a fazer todo o trabalho de bastidores que está ao seu alcance para bloquear esta alteração que irá poupar aos contribuintes e doentes largos milhões de euros. Veremos em breve quem tem mais força: se o Lobby se a troika que tinha sugerido a alteração desse mecanismo de cálculo. Como o peso da Troika é muito grande, o Lobby concentra-se na alteração da lista de países por uma que seja menos favorável que a anterior, mas não tanto como aquela que o Governo ambiciona selecionar.

Esperemos então pelo desenlace destas negociações e pressões mais ou menos subterrâneas e que o novo ministro da Saúde, Paulo Macedo consiga demonstrar na Saúde o mesmo desempenho que demonstrou no seu consulado à frente dos Impostos… a bem de todos nós, neste caso!

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=27737

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Sobre a sobre-medicação de psicóticos

O volume do comércio mundial de medicamentos psicóticos é impressionante. Só nos EUA, o valor anual de vendas ascende a 14 mil milhões de dólares em vendas, só em 2008. Este valor torna-os na classe de medicamentos mais vendida nos Estados Unidos, e revela um país mentalmente doente e sobre-medicado.

O problema ocorre – ainda que numa escala inferior – também em Portugal e deriva aqui e além de uma inclinação excessiva por parte de alguns médicos para sobre-receitarem tendo em conta os benefícios “generosos” oferecidos pelas Farmacêuticas e a pressão por parte de muitos doentes para receberem estes medicamentos cuja utilidade prática tem, de resto, sido posta em questão por alguns estudos recentes.

Fonte:
http://science.slashdot.org/story/11/07/16/036230/Mass-Psychosis-In-the-USA?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Slashdot%2Fslashdot+%28Slashdot%29&utm_content=Google+Reader

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Fim ao Proibicionismo

Os danos provocados pelo uso de Drogas nas sociedades modernas são conhecidos de todos… assim como as suas consequências no que respeita à sua utilização por via intravenosa, como a Hepatite C e o HIV. Em todo o globo dezenas de milhões de seres humanos vêm as suas vidas destroçadas por causa deste terrível flagelo.

Mais de metade de todos os detidos nas prisões portuguesas (numa proporção que, de resto, segue de perto as médias mundiais) está nessa condição precisamente por crimes diretamente ligados ao tráfico de estupefacientes. Terminar com este problema libertaria uma proporção relativamente importante de recursos no sistema judicial, policial e prisional, diretamente e, indiretamente reduziria consideravelmente todos os dramas sociais, familiares e individuais que a Droga inevitavelmente arrasta consigo. Num contexto global de apertos financeiros a poupança assim obtida seria crucial para libertar recursos para áreas prioritárias ligadas à amortização da dívida, ao estímulo ao emprego e à produção local e permitiria que os próprios legisladores se concentrassem nessas áreas cruciais. As cidades seriam muito mais seguras e, sobretudo, a transferência de recursos do combate para o seu tratamento e prevenção permitiria a prazo, realizar uma sensível e duradoura redução dos afetados por este flagelo.

As sociedades modernas nunca serão “sociedades livres de drogas”, como defendem os proibicionistas. Nunca o foram, e nunca o serão. Cinquenta anos de Guerra aberta e incapaz de lograr uma só vitória decisiva já deviam ter ensinado isto. Mas os interesses de manter o Proibicionismo são muito fortes… desde logo aos poderosos cartéis globais de Droga interessa sobremaneira manter o seu negócio clandestino, isentando-o de impostos e mantendo altos os seus preço. Os políticos (muitos deles corrompidos pelos cartéis) querem manter o proibicionismo porque isso permite-lhes impor leis “contra a criminalidade” fundadas no medo coletivo que, de outro modo, não conseguiriam impor. Até as corporações judiciais, policiais e a certos grupos no funcionalismo o Status Quo convêm, já que justifica muitas das suas despesas e empregos… Não será nunca fácil “proibir o proibicionismo” nas Drogas. Mas tal é cada vez a única forma de acabar com uma “guerra” que já demonstrou cabalmente que não pode ser vencida.

Fonte principal:
http://www.alternet.org/story/151424/why_ending_the_war_on_drugs_is_a_social_justice_imperative/?page=2

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O relatório da “Global Commission on Drug Policy” e liberalização do consumo e comercialização de Drogas

É por demais evidente que a longa, tortuosa, custosa e trágica “guerra contra o narco-tráfico” foi perdida. Perante tal constatação, os Governos de todo o mundo deviam começar a trabalhar na legalização das drogas leves. Essa é a minha convicção pessoal e a de uma comissão que produziu a mesma conclusão e que inclui vários antigos chefes de Estado e o antigo secretário-geral da ONU, Kofi Anan, entre varias outras personalidades.

A “Global Commission on Drug Policy” menciona os terríveis efeitos na criminalidade e nas sociedades do comércio clandestino de drogas e o facto de nunca num país este combate ter sido vencido, havendo apenas interregnos seguidos de transferências de sedes do narcotráfico, como sucede atualmente entre a Colômbia e o Peru.

Segundo o texto do relatório que sumariza as suas conclusões: “os líderes políticos e as figuras públicas devem agir corajosamente por forma a articular publicamente o que muitos afirmam em privado: que as provas demonstram de forma esmagadora que as estratégias repressivas não vão resolver o problema das drogas, e que a guerra contra as drogas não foi vencida e nao pode, nunca, ser vencida”.

Se a nível global – e teria que ser assim – vários ou pelo menos vários países limítrofes acordassem entre si na liberalização total do consumo e venda de drogas, o incrivelmente rico e poderoso submundo do narcotráfico seria destruído de uma só assentada e seria forçado a transferir os gigantescos capitais de que dispõe (muitas máfias da droga têm mais recursos do que os seus próprios governos) para a economia real. A legalização do comércio e do consumo faria com que de um dia para o outro, os preços e os lucros do narcotráfico se eclipsassem e taxando-os, os Estados recuperariam os recursos que depois poderiam investir em redes de recuperação de tóxico-dependentes e em campanhas informativas divulgando os malefícios do consumo de drogas.

A legalização radical do comércio e consumo de drogas não resolveria o problema do consumo, de certo. Mas esse problema (o verdadeiro, aqui) não se resolve pela repressão policial, mas criando sociedades mais justas e que abram mais oportunidades aos jovens para expressarem as suas capacidades… O fim da repressão não curaria milagrosamente nenhum tóxico-dependente, mas tira-lo-ía do mundo do crime (pela drástica queda dos preços das drogas) e daria aos Estados recursos (libertados da guerra contra a droga e da redução da criminalidade) para procurar curar muito mais pessoas das dependências. Baixaria também para níveis inéditos na História os níveis de criminalidade, já que se sabe que mais de 60% de toda a criminalidade radica precisamente no narco-tráfico ou em atividades ou necessidades a ele ligadas. Razões bastantes, para apoiar esta recomendação do “Global Commission on Drug Policy”.

Fonte:
http://www.msnbc.msn.com/id/43248071/ns/us_news-crime_and_courts/

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Saúde Pública ou Saúde Privada? Um dilema… ou não

 

 

“Não tenho dúvidas: a (saúde) publica não tem capacidade de resposta, está a deteriorar-se a um ritmo alucinante, é insustentável financeiramente e o tendencialmente gratuito da sua matriz não só não não o é de todo como é de uma injustiça social atroz: a privada, com ou sem seguro? Não tem oferta suficiente e a que existe peca muitas vezes pela falta de controlo, de qualidade e de responsabilidade, além de ser paga a preços exorbitantes.”
Filomena Martins
Diário de Noticias
18 de setembro de 2010

O Sistema de Saúde enfrenta grandes desafios: Todos os estudos – e sobretudo o exemplo norte-americano – indicam que os sistemas totalmente privados são mais dispendiosos e ineficientes. Os sistemas públicos são assim a escolha óbvia. Mas é inegável que existe uma subida constante e intensa dos custos com a Saúde. Desde logo, porque a Saúde é cada vez uma área mais tecnologicamente intensiva e logo, mais dispendiosa. O regime misto (que este governo adora) das “parcerias público-privadas” tem sido absolutamente ruinoso e irá onerar os impostos das próximas gerações. Este regime é de facto de tal forma ruinoso que alguns acreditam que a prazo, não haverá outra solução que não terminar esses contratos e nacionalizar esses hospitais…
O sistema privado de saúde é – como todos os que o usam – sabem, incompreensivelmente dispendioso e frequentemente incompetente.

Entre uma Saúde Pública incompleta (porque subfinanciada) e cada vez mais cara e uma Saúde Privada incompetente (a gestão do Amadora-Sintra pelos Mello prova isso mesmo) e exorbitante, estamos nós, os utentes. Entre ambas as opções não nos resta mais do que escolher o sistema público de saúde – por meras razões financeiras – já que o exemplo dos privados, neste campo, não tem feito mais do que provar que a gula e a avidez não combinam bem com prestação de cuidados de saúde. Estes são, decerto, cada vez mais caros, mas esse é um preço incontornável a pagar pelo desenvolvimento científico e salvar cada vida, dar a esta um futuro social e economicamente produtivo, pode transformar essas despesas crescentes em investimentos… ter também em conta que este fenómeno ocorre também nos Privados, mas a uma escala ainda maior, pelas suas ineficiências crónicas e pela avidez pelo Lucro de que padecem os grupos privados que operam em Portugal nesta área. Logo, a opção é clara: Sistema Público de Saúde.

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E se o sal… não tivesse só coisas más? Nomeadamente, se nos afastasse da Depressão?

E se o sal… não tivesse só coisas más?… Sabe-se há muito que o consumo nacional de antidepressivos do Japão é inferior à média dos países desenvolvidos e também se sabe que os japoneses consomem muito molho de soja e peixe. Ora ambos, contêm elevadas taxas de sal, pelo que isso levou o fisiologista Alan Johnson da Universidade do Iowa (EUA) a crer que poderia haver uma relação. Este investigador descobriu que ratos com regimes alimentares sem sódio tinham uma notável redução de atividade. Tanta que praticamente não se deslocavam para recolherem uma barra de açúcar, ao contrário do entusiasmo que exprimiam em regimes alimentares com sódio. Segundo esta investigação baixas taxas de sódio produzem depressão em ratos e nos seres humanos e comer doses altas de sal permite combater a depressão.

Atualmente, muitas pessoas reduziram os seus consumos de sal por motivos de sal, mas agora, isso parece ter efeitos inesperados no seu prazer de viver e no aumento da frequência de depressões, ou seja, salva-se o coração do paciente mas… atira-se ao ar a boa disposição. Vivos, mas deprimidos, é caso para dizer! E valerá a pena?

Fonte:
http://www.dvorak.org/blog/2010/08/03/is-anti-salt-propaganda-done-to-sell-more-drugs/

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O México está a avaliar a Legalização das Drogas

Perante um conflito interno com o narcotráfico que se assemelha cada vez mais com uma Guerra Civil, Felipe Calderon, o Presidente do México está a ponderar a legalização das chamadas “drogas pesadas”.

Algo tem que ser feito muito rapidamente antes que o próprio Estado mexicano – o maior na América Central – colapse perante uma catástrofe cada vez maior e diretamente refletido pelos 28 mil mortos desde que o conflito se agudizou, em 2006.

Os números reportados pelo governo parecem revelar uma situação favorável: 84 mil armas capturadas e confiscações que ascendem a 411 milhões de dólares. O problema é que apesar disto as diversas mafias do narcotráfico estão mais ativas do que nunca e que parcelas crescentes do México fogem cada dia que passa ao controlo do governo federal.

Calderon disse que o debate pela legalização “é um debate fundamental (…) onde temos que analisar cuidadosamente os pros e os contras dos argumentos chave de ambos os lados”.

Recentemente, três antigos presidentes sulamericanos: Cesar Gaviria da Colombia, Ernesto Zedillo do Mexico e Fernando Henriques Cardoso do lusófono Brasil apelaram para que os países do continente considerassem a legalização da marijuana como forma de anular uma das principais fontes de financiamento dos narcotraficantes. Contudo, o presidente mexicano que não era isso que estava agora em análise, mas sim a legalização de todas as drogas…

De facto, este debate mexicano não devia estar a ler lugar apenas aqui. É evidente que a estratégia atual de Ilegalização e de combate a todas as formas de narcotráfico não só falhou rotundamente como está a provocar ela mesma um problema tão grande como aquele que era suposto vir resolver. Sejamos claros: com a quantidade de recursos colocados à disposição dos narcotraficantes pela ilegalização das drogas é possível corromper tudo e toda a gente de forma a anular qualquer vantagem momentânea criada por uma qualquer operação militar ou policial. De facto, é até possível corromper governos e exércitos inteiros (como o da Guiné-Bissau) e torná-los em intermediários e agentes de segurança no narcotráfico. Perante tal panorama a legalização tem que ser posta na mesa: no trágico balanço entre as desvantagens do consumo de droga e as da sua ilegalização. Sendo a droga (por causas sociais e psicológicas) um fenómeno inevitável onde estará o maior custo para a sociedade? Em assistir a um aumento do número de dependentes (não garantida) ou estará esse maior custo do lado do aumento crescente das mafias da droga até um ponto em que se tornam mais poderosas que o próprio Estado, como começa a suceder no México?

Fonte:
http://news.yahoo.com/s/ap/20100803/ap_on_re_la_am_ca/lt_drug_war_mexico

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Presidente do INEM admite fim de ambulâncias e helicópteros

Certa vez, num lançamento da revista Nova Águia (http://www.zefiro.pt/novaaguia.htm), o prof. Adriano Moreira usou a expressão “Estado Exíguo” para aludir ao recuo sistemático e radical do papel do Estado na Sociedade Civil, mercê da imposição dos dogmas minarquistas do “Pensamento Único” neoliberal. Se um Estado prescinde até das vidas dos seus cidadãos, em nome de uma suposta “saúde financeira”, não passámos já do limite do “Estado Exíguo” para chegar bem dentro do “Estado Zero”?

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Vida Artificial: Criada pela primeira vez em laboratório pela equipa de Craig Venter

Craig Venter

Craig Venter

Após um esforço internacional que decorre já há algumas décadas – de forma mais ou menos discreta – em muitos laboratórios no mundo, eis que uma equipa de mais de 20 cientistas liderada pelo conhecido biólogo Craig Venter conseguiu criar em laboratório a primeira forma de vida artificial. O projeto terá custado perto de 40 milhões de dólares e representa efetivamente um momento histórico abrindo caminho a um sem número de aplicações, desde à construção de bactérias especialmente desenhadas para produzirem biocombustíveis, bactérias especializadas na absorção de CO2 e a produção dedicada de vacinas.

O feito levanta uma série de questões éticas e religiosas muito evidentes e preocupações que se prendem com a muito palpável possibilidade destas criaturas artificiais se escaparem para a Natureza começando aqui a reproduzirem-se sem assistência.

O bactéria artificial baseia-se numa bactéria conhecida, mas foi completamente desenhada a partir de químicos reunidos e processados em laboratório. O organismo artificial tem quatro “marcas de água” no seu ADN que facilitam a sua identifição como “sintético” e que foram colocadas como forma de reconhecimento da sua origem, para a eventualidade de alguma vez conseguir sair do laboratório.

Fontes:
http://www.guardian.co.uk/science/2010/may/20/craig-venter-synthetic-life-form
http://pt.wikipedia.org/wiki/Craig_Venter

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Vida Após a Morte: Novos indícios

Vários relatos de experiências “Post Mortem” descrevem sentimento de paz, encontros com seres divinos (variando consoante a religião da testemunha) e passagens por túneis que terminam em momentos de luz. Já há algum tempo que alguns especialistas acreditam que estes fenómenos podem resultar da falta de oxigénio nos cérebros das testemunhas e dos efeitos fisiológicos daqui decorrentes. Um estudo recente aponta na mesma direção. Segundo ele, entre 11 a 23% dos sobreviventes de ataques cardíacos relataram idênticos testemunhos. Este estudo comprova opiniões anteriores e indica que estas visões são o produto da presença de elevados níveis de CO2 no sangue destas testemunhas.

O estudo foi desenvolvido na Universidade de Maribo, na Eslovénia e estendeu-se sobre 52 casos de doentes que foram alvo de ataques cardíacos. Destes 52, 11 relataram terem experimentado “experiências divinas”. Os investigadores não localizaram pontos comuns em fatores como a idade, os níveis académicos ou a religião, mas descobriram em todos níveis de saturação de CO2 e de potássio muito semelhantes. Será então estes os fatores químicos por detrás deste tipo de visões? Mas se é assim, porque não surgem noutras condições que produzem o mesmo tipo de reflexo no sangue, como por exemplo em situações de asfixia?

Fontes:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=41481&op=all
http://www.near-death.com/experiences/experts01.html
http://www.dana.org/news/cerebrum/detail.aspx?id=784
http://news.ninemsn.com.au/article.aspx?id=1037870

Categories: Ciência e Tecnologia, Mitos e Mistérios, Saúde | 2 comentários

Sexo: Dez conselhos para… bem fazer! Se for “ele”, pois!

Bem, não sei bem porquê, mas é certo que há uma certa popularidade por posts que façam listas de coisas. O Expresso parece ter também percebido isso e na sua edição online publicou mais uma. Desta feita uma lista dos erros que os homens mais frequentemente cometem a… Fazer sexo. Eis a lista. Usem-na à vossa discrição!

Lista dos erros mais frequentes:
“1 – Em vez de a despir “estupidamente”, desembrulhe-a como se ela fosse um presente elegante e nunca como se fosse um brinquedo de criança;
2 – Saltar os preliminares e ir directo ao assunto? Você só quer é sexo e mais nada (amor, prazer, carinho). Pois nós mulheres não gostamos disso! Um beijo apaixonado conveniente desperta todo o nosso desejo porque mexe realmente com as nossas hormonas. Percebem?
3 – Beijá-la com força sim, mas com muita sensibilidade. A paixão é fogosa mas não exagere, vá com mais calma;
4 – Não seja bruto a tocar nas zonas erógenas dela. O nosso clitóris é muito mais complexo de que o vosso pénis. Qual é a dúvida aqui? Parece-me mais falta de jeito!
5 – Até gostamos de barba à “Mourinho” mas, por vezes arranha e sentimos é mais um porco espinho atado ao vosso queixo do que outra coisa. Por isso faça a barba antes, para não arranhar a sua amada. Please.
6 – Um homem de meias e cuecas é horrível! Porque é que não tira logo as meias?! Ai que preguiça!!! Aproveite e livre-se do relógio também…
7 – Comece logo de manhã a ser carinhoso e atencioso com ela. Parecendo que não, a forma de como correu o dia entre o casal é muito importante no que toca à vontade sexual feminina, pois serve igualmente de preliminar.
8 – Acaricie sempre a sua parceira. Não se esqueça que o segundo maior órgão sexual da mulher é a pele.
9 – Cuide da sua higiene pessoal. Não precisa exagerar, mas lavar-se antes de ter relações sexuais pode ser conveniente;
10 – Assegure o prazer dela e nunca a deixe “pendurada” satisfazendo-se só a si. Se o fizer é um erro crucial!”

Bem, se seguirmos esta singela – mas muito prática listinha – é certo que deixaremos a nossa parceira mais satisfeita e a nossa relação mais solidificada… É claro que a lista pode sempre não funcionar (nada é certo nesta vida!), desde logo porque simplesmente ela não quer saber de nós, nem pintado! Nesse caso, há sempre uma de duas opções: ou as poupamos a elas e a nós e partimos para outra ou reavaliamos a nossa vida e… Seguimos os conselhos da listinha do Expresso. Como preferirem!

Fontes:

http://tpmulheres.net
http://www.sempretops.com
http://aeiou.expresso.pt/os-dez-maiores-erros-dos-homens-na-cama=f568225

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O chocolate combate a dor! Ainda bem!

Segundo o professor Paul Durham da Missouri State University, o chocolate, quando consumido no estado puro, impediria a presença das proteínas responsáveis pela resposta inflamatória associada à dor. Esta conclusão resultou de várias experiências realizadas em ratos nesta Universidade dos EUA.

Ou seja, eis mais uma razão para ir ali ao armário e abrir aquela tablete de chocolate. Ou seria se não a tivesse comido já.

Fonte:

Science & Vie, novembro de 2009

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Como reduzir o consumo de tabaco?

Se as sociedades modernas quiserem reduzir o consumo de tabaco, a mais eficaz solução parece ser o aumento radical do preço do maço de tabaco. Isso mesmo conclui um estudo da “Sociedade Francesa de Saúde Pública” que concluiu que as leis antitabágicas aprovadas em França em 2007 e 2008 terão reduzido significativamente o consumo. A associação conclui que um aumento de 10% produziria uma redução de consumo de pelo menos 6% e é um forte incentivo a que se continuem a aumentar os preços do Tabaco em Portugal, logrando assim obter uma sensível redução dos custos que as doenças provocadas pelo seu consumo criam no sistema de saúde e a necessária redução no número de mortes anuais nas nossas sociedades.

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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Confirmado: A Gripe A é menos mortífera que a Gripe Sazonal

Apesar de todo o pânico induzido pela OMS e pelos Media, a troco de sabe-se lá o quê e em serviço das multinacionais farmacêuticas, eis que afinal a montanha pariu um rato: a Gripe A é menos mortífera que a Gripe Sazonal! Durante o pico da Sazonal, de 2008/2009, em Portugal registaram-se 1960 falecimentos ligados a esta forma de gripe. Isto significa que a Gripe E se revelou uma doença ligeira, ainda que capaz de afetar escalões etários mais novos que a gripe sazonal.

O vírus da Gripe A também se viria a revelar muito mais estável do que pensava e anunciava a OMS, não ocorrendo qualquer mutação conhecida, que fosse capaz de aumentar a sua letalidade ou que inutilizasse as vacinas cujas encomendas massivas se acabaram por revelarem serem muito exageradas.

Em suma: a OMS falhou em toda a linha. O vírus da Gripe A pouco mais foi do que um pânico mundial que enriqueceu (muito) as farmacêuticas e empobreceu os Estados que compraram antivirais ineficientes como o Tamiflu ou vacinas de reduzido valor clínico. O vírus beneficiou muito os media (que venderam papel como nunca e que tudo fizeram para instalar o pânico) e ainda mais as multinacionais farmacêuticas. De permeio, a OMS ganhou uma visibilidade nova, mas agora… Nunca mais será levada a sério. Porque tantas vezes grita Pedro que “lá vem o lobo”, que quando ele vier… Quem o ouvirá? E neste caso, o lobo bem que pode vir com a pele de uma ave… Já que a Gripe Aviária (muito letal entre as aves) continua a poder mutar de forma a poder infetar hospedeiros humanos.

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1487349

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