Política Internacional

Martin Schulz

SabiaQue Martin Schulz, o candidato do PS alemão (SPD) às próximas eleições alemãs depois de ter defendido uma renegociação das dívidas externas dos países do sul agora, numa entrevista a um jornal inglês, veio dizer que “agora já não defende essa reestruturação”
(mas a Alemanha continua a acumular superávit e isso vai frontalmente volta os tratados Europeus)

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nos EUA, está a começar-se a assistir a um fenómeno novo: grandes empresas de retalho, como a Macy’s anunciam planos de fecho de 68 lojas e o despedimento de 10 mil trabalhadores

nos EUA, está a começar-se a assistir a um fenómeno novo: grandes empresas de retalho, como a Macy’s anunciam planos de fecho de 68 lojas e o despedimento de 10 mil trabalhadores. A Sears ameaça fazer outro tanto…
No total, as grandes redes norte-americanas de retalho empregam hoje menos de um terço dos trabalhadores que empregava em 2001…
A automação, mas, sobretudo a Internet, explicam o que está a acontecer… E que em breve vai chegar à Europa e a Portugal.
O fenómeno é incontornável e inevitável mas, nos seus efeitos mais nefastos, confiável:
aumentar as receitas da Segurança Social instaurado taxas sobre lucros e robots, reforçar a assistência de saúde pública e simplificar os mecanismos de acesso à reforma antecipada. Dar apoio reforçado aos recém-desempregados na criação de auto-emprego e em formação e investir em infra-estruturas produtivas e numa educação pública de qualidade.
E, acima de tudo, interiorizemos que, a prazo (curto) o “emprego para a vida e até à reforma” acabou e que precisamos de sistemas de remuneração social mínima que garantam a todos níveis mínimos de subsistência independentemente dos seus rendimentos: um rendimento médio garantido universal.

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“sair sem um acordo será um desastre”

“sair sem um acordo será um desastre. O Reino Unido tem de o evitar. E quanto mais próximos estivermos do abismo, mais poder a Europa tem”
Ian Dunt, Politics.uk

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Eu não me esqueço

Eu não me esqueço que, em campanha, #Trump prometeu impor taxas de 45% nas importações da China para compensar os vários dumpings comerciais de Pequim
eu não me esqueço
e os americanos?…

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“o futuro é incerto, mas atrevo-me a dizer que o “albergue espanhol” de Macron vai acabar por ter o mesmo destino do PRD”

 

“o futuro é incerto, mas atrevo-me a dizer que o “albergue espanhol” de Macron vai acabar por ter o mesmo destino do PRD”
Alfredo Barroso

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Portugal tem tido muita sorte e pouco mérito no facto de ter estado fora – por enquanto – do radar do terrorismo.

Portugal tem tido muita sorte e pouco mérito no facto de ter estado fora – por enquanto – do radar do terrorismo.
Sorte porque um SIS que deixa acontecer o que aconteceu em Roma
que quase fica com Pereira Gomes
sem acesso aos metadados (ao contrário de, praticamente, sucede em toda a Europa)
e com um conselho de fiscalização que não funciona
não tem mérito
tem sorte
(e bom Karma colectivo)
mas isso esgota-se…
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Atenção à Venezuela:

Atenção à Venezuela:
Vive aqui meio milhão de lusodescendentes e quase 300 mil destes são madeirenses.
A ilha da Madeira tem 250 mil habitantes…
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António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016

“em 1979 quando a lei do Serviço Nacional de Saúde foi votada, o PSD e o CDS votaram contra. Foi votada com os votos do PS e do PCP”
António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016
“o SNS perdeu três mil camas e dizem que se calhar estavam a mais. Não estavam a mais. Nós temos trezentas e tal camas por cem mil habitantes. A média europeia é de 500 e tal camas. Nós precisamos de mais camas”
António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016
“a ideia de Passos Coelho era fazer um SNS só para os mais pobres, porque os pobres não podem ser clientes do sector privado. Ao setor privado só interessa da classe média para cima. Eles dizem que o setor privado fica mais barato. Fica mais barato porque não tem as despesas inerentes ao funcionamento do SNS. As urgências permanentes, o ensino, as vacinas, a medicina preventiva…”
António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016
“a ADSE é uma fonte de rendimento do setor privado. O setor privado sem a ADSE defina. Vivia do quê? Vivia dos seguros? Os seguros não funcionam”
António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016
“há falta de eficiência no SNS pela saída de muitos profissionais para o privado. Há muitos anos que defendo a criação de uma carreira pública equiparada à dos magistrados para aqueles profissionais que aceitassem a dedicação exclusiva”
António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016
“há certos sectores em que para conseguir uma consulta está um ano, porque não há especialistas. Saíram do público e foram para o privado e o privado ganhou com a incorporação desses profissionais e ao mesmo tempo ganhou com a retirada deles do setor público”
António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016
“eu deixei a política em 83 porque o poder econômico começou, nessa altura, a querer mandar – eu digo querer mandar que é um ecletismo – no poder político e começou a subsidiar as campanhas. Até aí, os candidatos pagavam do seu bolso. Pagavamos as campanhas e colavamos os cartazes. Eu era um perito a colar cartazes. Havia uns sujeitos que traziam a cola e nós íamos pelo distrito a colar cartazes. Era engraçado porque às vezes encontravamos a malta do PC ou do PSD e acabava-se a cola e pedaços cola emprestada”
António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016
“a corrupção tinha começado (década de 1980) e quando começa é como uma epidemia e não há propriamente vacina. Só a denúncia pública. Hoje está tudo comprado ou vendido. Quase tudo. Eu tenho a minha alma limpa e se tivesse ficado na política eu conservava a minha alma limpa mas podia ter alguns salpicos, porque estava limitado pela camarada e pela solidariedade que devia aos meus correligionários. Eu não podia estar a acusar o partido. Mas eu digo aí (aponta para o romance “O rio das Sombras” o caso de um sujeito que quis ser deputado dois ou três meses para ficar no currículo e pagou cem contos ao PS”
António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016
“em 1975 quando foram as eleições para a Assembleia Constituinte todos os políticos tinham uma carreira profissional. Eram professores, empresários, vinham de profissões liberais. Todos tinha uç sítio de refúgio. Aborreciam-se com a política e voltavam ao seu posto de trabalho. Depois as coisas mudaram e hoje alguns que estão na política nunca fizeram outra coisa. É por isso que precisam dela e fazem tudo para se manterem”
António Arnaud, entrevista ao i de 2 dezembro 2016
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#PerguntaSingela: Se a Alemanha tem superavit orçamental e se isso viola o Tratado Orçamental porque não é multada e esse excesso (desviado dos países do Sul) reverte para um “Plano Marshall” europeu?…
(Porque Sim e porque falamos da Alemanha)
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Nicos Mouzelis, Sociólogo grego

“Nos anos 1970, com os primeiros sinais da globalização a social-democracia deixou de poder controlar os movimentos de capital e deixou de poder fazer o que fez e fez muitas coisas bem desde o pós-guerra”
Nicos Mouzelis, Sociólogo grego
“A Europa, a zona euro, tem uma falsa arquitectura. Enquanto tivermos países com níveis assimétricos de competitividade, e enquanto não existirem mecanismos eficazes de redistribuição, haverá sempre uma transferência de recursos dos países mais pobres para os mais ricos, do Sul para o Norte”
Nicos Mouzelis, Sociólogo grego
“O Norte – sobretudo a Alemanha – continua a acumular excedentes, enquanto o Sul vai acumulando perdas, e têm insistido em politicas que reforçam esse estado de coisas”
Nicos Mouzelis, Sociólogo grego
“A social-democracia colapsou na Grécia, tornando-se insignificante enquanto força politica. Esse é um movimento generalizado na Europa. (…) Os partidos sociais-democratas simplesmente não têm saída, vão estar de mãos atadas enquanto durar este desiquilibro entre capital e trabalho”
Nicos Mouzelis, Sociólogo grego
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Fundos Abutres

#SabiaQue a Argentina se colocou se joelhos perante os “fundos abutre” que recompraram 4.65 mil milhões de divida argentina e se comprometeu a pagar esse dinheiro em troca do regresso aos mercados financeiros?

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Os cinco livreiros de Hong Kong

Praticamente não se falou disto nos nossos Media (demasiado espaço gasto com a “bola”…) mas os cinco livreiros de Hong Kong que tinham desaparecido em 2015 por terem publicado “livros subversivos” tiveram recentemente uma breve aparição na tv chinesa confessando o seu “crime” tendo, até, um deles abdicado em directo da sua dupla cidadania britânica…
Censura, tortura e pressão psicológica: é a “comunist way” de governar.
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Citações de A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo

“quando alguém é muito pobre, toda a comida que consegue obter mal chega para permitir que prossiga os movimentos da vida diária e talvez para conseguir o escasso rendimento que o indivíduo originalmente usava para comprar comida” (…) “Uma vez satisfeitas as necessidades metabólicas básicas do corpo, toda a comida a mais é empregue para ganhar forças, permitindo às pessoas que produzam muito mais do que aquilo de que precisam meramente para se manterem vivas” (…) “Isto cria uma armadilha de pobreza: os pobres tornam-se mais pobres e os ricos tornam-se mais ricos e comem ainda melhor e tornam-se mais fortes e ainda mais ricos e o fosso vai sempre aumentando”
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
Segundo um estudo realizado nos EUA e no Reino Unido, “os adultos que foram bem alimentados quando crianças são, simultaneamente mais altos e inteligentes. E por serem mais inteligentes ganham mais dinheiro” (e, como indicam outros estudos, têm também mais parceiros sexuais).
A conclusão é simples: a altura de um indivíduo está diretamente ligada à sua capacidade para concretizar a sua potencialidade enquanto adulto.
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
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Citações de Ian McEwan

“A maior parte das vitimas dos jiadistas é muçulmana. Nos últimos anos, são já milhares e milhares de mortos. É compreensível que fiquemos horrorizados quando aparecem filmes no Youtube de um americano ou de um britânico a serem decapitados, mas esquecemos que na mesma altura 1500 iraquianos foram obrigados a marchar para o deserto, antes de serem abatido”
Ian McEwan
“As mudanças climáticas são como a morte. Sabemos que vai acontecer-nos, mais tarde ou mais cedo, mas não queremos pensar no assunto”
Ian McEwan
“O islamismo, que não deve ser confundido com o Islão, é uma ideologia muito poderosa, fornece muita segurança e certezas, está cheia de absolutos. E há muitas pessoas perdidas no mundo que se agarram a essas certezas.”
Ian McEwan
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O tempo das “guerras de intervenção” em que as grandes potencias derramavam torrentes esmagadoras de homens e material num dado pais para invadirem um território vizinho, já passou e não volta mais.

O tempo das “guerras de intervenção” em que as grandes potencias derramavam torrentes esmagadoras de homens e material num dado pais para invadirem um território vizinho, já passou e não volta mais.
As guerras do futuro serão guerras aéreas, navais ou económicas, nunca mais guerras de infantaria ou de ocupação.
Isto significa que, doravante, os conflitos regionais terão que ser resolvidos regionalmente, com ou sem apoio logístico, aéreo, naval ou económico externo.
Neste sentido, as notícias que dão conta da conjugação de esforços entre Niger, Nigéria (um dos maiores exército de África), Chade e Camarões (dois dos mais competentes exércitos africanos) sao boas. Sem esta conjugação o Boko Haram imporá dentro em breve um novo “Estado Islâmico” na região e a recuperação recente da cidade de Damask indicia que essa cooperação já está a dar frutos.

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“Fazem falta sonhadores valentes que saibam sonhar um mundo melhor e que se atrevam a chamar as coisas pelos nomes, fazem falta sonhadores que se atrevam a defender os de baixo e enfrentar os de cima”

“Fazem falta sonhadores valentes que saibam sonhar um mundo melhor e que se atrevam a chamar as coisas pelos nomes, fazem falta sonhadores que se atrevam a defender os de baixo e enfrentar os de cima”
Pablo Iglesias

E virar o Eixo Esquerda-Direita. O Podemos em Espanha, já o percebeu. O Syriza, nem por isso. A Frente Nacional, em França, também (embora num setor de pensamento politico com que não me identifico): a velha oscilação de regime entre Esquerda e Direita, entre Marxismo e Capitalismo está esgotada. Num mundo onde as desigualdade socio-económicas são cada vez maiores, a distancia entre “os que têm” e “podem” e todos os outros é cada vez maior.

É na compressão desta distancia entre élites e cidadania que está a raiz da reforma que importa realizar nos partidos por forma a renová-los e aproximá-los da cidadania.

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É sabido que uma das causas do alto endividamento público grego é o setor da Defesa (4% do OGE, o dobro da média da UE). Espero assim que a visita de Tsipras de 19 de fevereiro à fragata chinesa Changbaishan (atracada no porto do Pireu) não represente mais que um “golpe de charme” para compensar o cancelamento da privatização desse porto a uma empresa chinesa… De qualquer modo, se se concretizar uma tal compra… É que a Grécia opera 9 (!) fragatas ex-holandesas da classe Kortenaer (construídas em começos da década de 1980) e tem planos para um “midlife upgrade” que poderia deixar cair… em troca de comprar fragatas novas (uma fragata chinesa moderna custa 674 milhões de USDs, bem menos que um equivalente ocidental…)

É sabido que uma das causas do alto endividamento público grego é o setor da Defesa (4% do OGE, o dobro da média da UE). Espero assim que a visita de Tsipras de 19 de fevereiro à fragata chinesa Changbaishan (atracada no porto do Pireu) não represente mais que um “golpe de charme” para compensar o cancelamento da privatização desse porto a uma empresa chinesa…
De qualquer modo, se se concretizar uma tal compra…
É que a Grécia opera 9 (!) fragatas ex-holandesas da classe Kortenaer (construídas em começos da década de 1980) e tem planos para um “midlife upgrade” que poderia deixar cair… em troca de comprar fragatas novas
(uma fragata chinesa moderna custa 674 milhões de USDs, bem menos que um equivalente ocidental…)

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“A Grécia, há mais de 60 anos, perdoou grande parte da divida que a Alemanha tinha após a II Guerra Mundial.”

“A Grécia, há mais de 60 anos, perdoou grande parte da divida que a Alemanha tinha após a II Guerra Mundial.”
Graça Fonseca, Vereadora CML
Por outro lado, o famoso haircut da divida grega de 2012, o tal que a reduziu a metade, foi PRIVADO e suportado pelos privados… Embora Merkel use este perdão parcial alegando que “a Grécia já teve um perdão” a verdade é que se na década de 1950 o Estado alemão beneficiou com esse privados dos vencedores da guerra, agora, não quer fazer a sua justa e adequada parte e conceder idêntica atitude para com que quem, há 60 anos, teve para com ela essa generosa atitude.

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A guerra no leste da Ucrânia é uma guerra pela sobrevivência deste pais,

A guerra no leste da Ucrânia é uma guerra pela sobrevivência deste pais, não é uma guerra por duas regiões de língua russa no leste deste país. E é assim porque num pais que já tinha graves problemas estruturais, corrupção endémica e uma economia de rastos está agora a perder o controlo da maior parte do carvão e do aço (16% do PIB) e o excelente porto de Mariupol.
Se esta guerra terminar com a perda do Leste, a Ucrânia será um pais mais pobre (a sua economia caiu 7.4% só em 2014) e cairá ainda mais 20% em 2015 com a perda do Leste.
Um pais que em dois anos deixa perder quase um terço da sua economia é viável?…

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Começa a ganhar algum peso a possibilidade de Maria de Belém como candidata presidencial

Começa a ganhar algum peso a possibilidade de Maria de Belém como candidata presidencial da área de centro-esquerda (socialista) às eleições do ano que vem.
O nome foi lançado pela primeira vez pela eurodeputada Ana Gomes, numa reunião da Comissão Politica do PS e conta já com o apoio do Departamento das Mulheres Socialistas.
Maria de Belém reúne em si várias características que a tornariam uma boa candidata e uma melhor presidente: em primeiro lugar seria a primeira mulher no cargo e só isso daria um refrescamento a um cargo que perdeu muita da sua dignidade e credibilidade sob Cavaco Silva.
Maria de Belém também conseguirá recolher uma boa rede de apoios, muito além da restrita área do Partido Socialista e manteve um registo neutral e equilibrado na disputa das Primárias, demonstrando capacidades de arbitrar conflitos gerir situações de crise, que poucos teriam.

Escolha que candidato prefere em http://poll.fm/55abw

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Porque está Israel a atacar o Hezbollah?

A perda de Kobane pelo Daesh, com as mais de duas mil baixas dos seus melhores combatentes e de uma quantidade de equipamento que o Daesh não consegue facilmente substituir (pelo menos 70 peças de artilharia e 100 blindados) pode representar o principio da inversão do avanço do exercito de Abu Bakr al-Baghdadi.
Poderia, se Israel não o estivesse a ajudar.
Se Israel não tivesse agora começado a bombardear colunas do Hezbollah em território sírio que se posicionavam para atacar forças do Daesh. Estes ataques israelitas podem alterar o equilíbrio de forças na Síria, agora muito instável, com o recuo das forças governamentais no norte e com a presença das milícias do Jabhat al-Nusra e do “Exército do Islão” junto a Damasco.
Qual é a estratégia do Governo de Israel? Prefere ter a norte um Estado islâmico radical do que o brutal (mas previsível) regime de Assad? Está apenas preocupada com ganhos internos de popularidade?

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Em 2011, a Grécia viu a sua dívida reestruturada

Ainda me lembro que em 2011, a Grécia viu a sua dívida reestruturada com a perda, para os credores de mais de 50% da mesma. Apesar disso, a dívida grega está hoje em 170% do seu PIB. É certo que em 2011, 2/3 desta dívida era de bancos estrangeiros, que assumiram assim nos seus balancetes estas perdas. Mas, agora, a dívida está quase totalmente nas mãos do FMI e do BCE.
O problema está em que o FMI e o BCE não podem (pelo menos segundo os seus estatutos) perdoar dívidas, como os credores perdoaram metade da dívida alemã em 1953. Ora se a renegociação não é possível, que resta à Grécia? Mais adiamentos nas maturidades e baixas de juros, claro…
Mas este efeito será marginal, enquanto o país se mantiver no Euro (e ao contrário do que a alemanha tem sugerido a saída só pode ser decidida pelos próprios gregos, nunca por expulsão) e, sobretudo, enquanto não houver um “plano Marshal” europeu (e o fraco “plano Junckers” não conta), e uma verdadeira e plena política de estímulo monetário.
E vai haver? Não, não há sinais disso.
E os líderes europeus e nacionais (dos partidos do governo e da oposição) têm força para o exigir?
Não.
Mas felizmente, há Syriza. E talvez Podemos. E Cinco Estrelas.
Desafiantes que não temos em Portugal, razão pela qual o imobilismo continua a ser regra, entre governantes e opositores.
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Sobre a construção do novo canal interoceânico que vai ligar o Pacífico ao Atlântico

Não é muito falado… mas na Nicarágua decorre agora uma das maiores obras públicas de sempre: a construção do novo canal interoceânico que vai ligar o Pacífico ao Atlântico. Segundo o governo local, a obra vai tirar o país da pobreza (a Nicarágua é um dos países mais pobres do continente), mas… a empresa chinesa que lidera a construção não só não tem experiência no campo como… foi escolhida sem concurso nem parece ter os 40 mil milhões necessários sendo claro que o dinheiro, afinal, será cedido pelo Estado chinês, a troco de contrapartidas desconhecidas… Sabe-se também que o impacto ecológico será tremendo, com a destruição (por dragagem) do maior lago de água doce da América Central.
Esta opacidade, os efeitos ambientais e as suspeitas de corrupção, estão a espalhar a ira entre a população que realiza manifestações constantes clamando “Chinos fuera!” e “Vendepatria” devido à concessão do canal à empresa chinesa por… cem anos.
E contudo, há aqui um certo “Deja Vu”: e é o do Panamá em relação aos EUA. Ou não?…
Desta feita, contudo, o imperalismo já não é ianque. É “chino”.
Por lá, como por cá…
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Na Grécia, o Syriza já não é só o “mais votado”. Agora é a “maioria absoluta”.

Na Grécia, o Syriza já não é só o “mais votado”. Agora é a “maioria absoluta”.
A Grécia está a mudar. Foi, ainda mais que Portugal, o “reino da previsibilidade” e agora é o oposto. Na verdade: tal rotação fora do eixo é uma benesse para os gregos e, para nós, por ricochete.
Na falta de um estímulo para a mudança a regra, por cá, é o imobilismo.
Na falta de concorrência, os partidos (e até o PS, o mais bem posicionado para se reformar) parecem aclimatados a um clima de abstenção elevada, de aparelhização dos partidos e de afastamento da sociedade civil.
Mas o exemplo grego vai reforçar as hipóteses de vitória do Podemos espanhol. E este, cuidado, é social-democrata, não trostskista como o Syriza… 
Mas em Portugal não há (nem haverá) um Podemos luso.
Pode haver reivindicações de nome… ou de herança (o BE bem tem tentado…)
Mas o que deve haver, em Portugal é um (ou vários) “Podemos” internos nos Partidos. Uma revolução participativa, por dentro e contra os aparelhos, as jotas e os seguidismos. Assente nos militantes e nas bases de simpatizantes e eleitores.
Assim o queiramos.
Assim o Manifesto https://www.facebook.com/primariasja siga o seu caminho e plante desafios idênticos noutros partidos nacionais.
Cuidemos por tal e preservemos.

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A organização interna do Podemos espanhol

Cinco aspectos originais da organização interna do Podemos (aprender com):

1. A figura do “militante online” é o ponto central de tomada de decisões, estas serão assim tomadas na maioria das ocasiões de forma não presencial.
2. O órgão de representação mais importante do partido será a “Assembleia Cidadã” em que qualquer militante pode assistir às suas reuniões, que se realização uma vez em cada três anos. Esta assembleia assumirá as funções que tradicionalmente estão reservadas aos “Congressos” nos partidos mais convencionais que o Podemos. Qualquer militante poderá assistir a estas reuniões.
3. Entre as Assembleias Cidadãs, o órgão máximo será o “Conselho Cidadão”. Composto por 80 membros e com competências para criar as listas eleitorais e com delegação de atribuições para negociar alianças e coligações pós e pré-eleitorais. O “Conselho Cidadão” reúne-se, pelo menos, uma vez por semestre e é reeleito de três em três anos em listas abertas entre todos os militantes do partido através de uma votação electrónica.
4. As decisões urgentes são tomadas por um grupo intitulado “Conselho de Coordenação” e terá entre 10 a 15 elementos, dirigido por um porta-voz, o qual responderá diretamente perante o “Conselho de Coordenação”. Este Conselho é eleito pelo Conselho Cidadão, sob proposta do Porta-voz do Podemos, que o apresenta em Lista Fechada.
5. O Porta-Voz do Podemos é, na prática, o líder do partido e é eleito em votação electrónica de três em três anos. Juntamente com o “Conselho de Coordenação” assume as funções executivas no partido, mas pode perder o seu cargo, por revogação de mandato num referendo que pode ser convocado pelos militantes e que exige 30% dos militantes como subscritores para pode ser levado a cabo.

Militância:
1. O Podemos não cobra quotas aos seus militantes
2. Cada militante, no acto da inscrição recebe uma chave para poder exercer o seu direito de voto via Internet, a usar nas eleições regulares dos órgãos ou sempre que a direção queira lançar um referendo aos militantes. Desta forma, o Podemos abandona o seu sistema de votos por SMS, que era considerado caro e complexo de gerir.

Organização Territorial:
1. Em termos de distribuição de poder regional, o Podemos distribui a sua representação não por quotas territoriais, como fazem os partidos tradicionais, mas passando completamente ao lado desta forma tradicional de organização. Com efeito, as estruturas internas do Podemos no “Conselho Cidadão” dividem-se por áreas temáticas e não pelo território ou geografia. Assim, se prioriza a cidadania e se combate o poder dos aparelhos locais. Isto contudo, não impede a existência dos “Círculos” que são, frequentemente, de natureza geográfica, aqui se tomando as decisões que afectam especificamente a comunidade desse círculo.

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A eleição do secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias, foi feita online numa Assembleia Cidadã virtual e esteve aberta durante cinco dias úteis (de segunda a sexta).

A eleição do secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias, foi feita online numa Assembleia Cidadã virtual e esteve aberta durante cinco dias úteis (de segunda a sexta). Assim, como Iglesias, a Assembleia também elegeu o Conselho Cidadão, o órgão máximo do partido espanhol, composto por 62 elementos e que terá capacidade para tomar decisões sobre o programa eleitoral e a politica de alianças.
O sistema de votação na Assembleia Cidadã foi, contudo, muito criticado: muitos queriam uma eleição em lista aberta, em lugar da lista fechada, em que se votava num só clique, ou seja não se tratava de uma lista aberta, nem havia voto preferencial.
Não tenho duvidas de que este modelo de congresso, virtual, amplamente representativo, moderno (porque incorporando as novas tecnologias) e direto é mais eficaz, mas democrático e participativo que o estafado modelo representativo dos congressos em que apenas participam e votam os delegados eleitos pelas secções locais dos partidos. Para aumentar a democracia é preciso aumentar a superfície de exposição dos processos democráticos internos e isso faz-se reduzindo os níveis entre militantes e direcções partidárias, nivelando e destruindo hierarquias representativas.
O modelo dos congressos e das convenções está esgotado. Com as eleições diretas para Secretario-Geral, os Congressos perderam, de qualquer forma, importância. Mas continuam a ser importantes para a constituição dos órgãos do partido e para o debate interno. Pode assim continuar a existir, mas enquanto espaço de diálogo, de apresentação de ideias e de formação de consensos. Mas deve perder as competências eletivas e estas devem ser transpostas para uma assembleia virtual, posterior a este congresso e onde se votam as moções globais e setoriais aqui apresentadas.

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“O Podemos é a expressão politica de um movimento social que não protestou episodicamente, transformou essa organização social no espaço politico e isso não existe em Portugal”

“O Podemos é a expressão politica de um movimento social que não protestou episodicamente, transformou essa organização social no espaço politico e isso não existe em Portugal. Do nada, a não ser da vontade de alguns ativistas, nasceu o Que Se Lixe a Troika em Portugal. Realizou as maiores manifestações da democracia portuguesa, de longe, e isso tudo se esfumou porque na realidade se impôs o sentimento de que não vale a pena”
João Semedo, entrevista ao i de 21 de novembro de 2014

Pois. Por isso e porque a genuína e pura espontaneidade dos movimentos sociais foram torpedeados pela instalação no seu seio de vários agentes infiltrados do PCP e do BE. Este processo de possessão, primeiro realizado de forma discreta, logo no começo destes movimentos, e mais tarde de forma impositiva e expulsando das suas elites dirigentes todos aqueles que não representavam partidos de esquerda radical, acabaria por decapitar estes movimentos e por os tornar em apêndices inoperantes do Bloco e do PC. Na ânsia de buscarem e encontrarem novas formas de “fazer politica além da politica”, os partidos do protesto acabaram por conter o protesto genuíno e espontâneo dos cidadãos e por o esvaziar (hoje, esses movimentos ou estão domesticados ou dependentes de PCP, MAS e BE). Como efeito colateral, perderam-se as condições para tornar esse movimento de contestação que colocou na rua mais de um milhão de portugueses e para o tornar realmente útil e produtivo, num qualquer “Podemos” luso ou invadindo e renovando, por dentro, os paralisados e muito cristalizados partidos políticos portugueses.

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TTIP: Perguntas e Respostas

Sabia que no TTIP, as empresas farmacêuticas terão os seus lucros aumentados à custa dos Estados e dos Cidadãos?
A duração das patentes farmacêuticas será muito mais longa, à custa dos genéricos e dos preços finais, aos pacientes, de todos os medicamentos.
Qual é o impacto do aumento da duração das patentes médicas?
Os cidadãos dos EUA pagam 13 mil milhões de dólares por medicamentos, todos os anos. Sem estas patentes farmacêuticas pagariam 3 mil milhões. É este tipo de escala que está perante nós quando compreendemos que o aumento dos prazos das patentes, determinado pelo TTIP, vai ter um impacto direto e profundo no bolso de todos nós.
O TTIP alega ser um “tratado de Livre Comércio”, no campo da Saúde é mesmo um “tratado de livre comércio”?
Os tratados de Livre Comércio visam baixar os preços dos medicamentos e dos serviços de saúde aumentando a liberdade de comércio e serviço entre todos os signatários desses tratados. Mas o TTIP fará exactamente o oposto: protegendo as patentes médicas, vai aumentar os preços dos medicamentos e proteger (apenas) os interesses corporativos, não os dos cidadãos que os seus negociadores, supostamente, estariam a servir.
Sabia que no âmbito do TTIP a etiquetagem de um produto alimentar como “contendo Organismos Geneticamente Modificados (OGM)” será impossível?
Sabe que o TTIP terá impactos na produção cultural na Europa?
Muitos países europeus financiam directamente a produção de bens culturais. É o caso, por exemplo, do cinema francês. Mas as multinacionais norte-americanas do ramo, este tipo de filmes violam as “regras da concorrência”, mesmo apesar de muito raramente serem projectados em salas de cinema nos EUA e este tipo de apoios serão banidos. Neste momento, este capítulo sofre a oposição do governo francês, mas não é certo que este seja suficiente para repelir completamente estas claúsulas do TTIP.
Um dos grandes exemplos de um tratado como o TTIP é o NAFTA. Qual foi o seu impacto no Emprego?
As empresas passaram a competir por baixos salários e direitos laborais. A destruição de emprego nos EUA e a sua deslocalização para o México, gerou grandes perdas de Emprego de qualidade e substituição por empregos de baixa qualidade e remuneração.
O que significam o TTIP, TAFTA, CETA e TISA?
TTIP (TAFTA – Transatlantic Free Trade Agreement in the US) (The Transatlantic Trade and Investment Partnership (também chamado de TAFTA – Transatlantic Free Trade Agreement)que está a ser negociado entre os EUA e a UE desde julho de 2013 e que deverá ter as suas negociações concluídas antes do termo de 2016.
CETA (The Comprehensive Economic Trade Agreement, já negociado e agora em finalização entre o Canadá e a UE)
TISA (The Trade in Services Agreement agora em negociações e que envolve mais de 50 países, entre os quais, a União Europeia)
Sabia que, no âmbito do TTIP, serão permitidas importações de perus e frangos alimentados com derivados do arsénico. Este aditivo promove o crescimento, a pigmentação da carne e a alimentação dos animais. Mas pode converter-se em arsénico inorgânico, um conhecido carcinogénico. Mesmo em baixas concentrações, este produto pode provocar cancros entre os consumidores.
Sabia que as empresas de biotecnologia norte-americanas (como a Monsanto), reclamam contra a União Europeia alegando que a legislação europeia que isenta de patentes a “plantação de plantas” é demasiado genérica? Estas multinacionais processam todos os anos milhares de pequenos e médios agricultores norte-americanos por “violação de patentes” quando estes utilizam sementes ou vendem produtos agrícolas sem a sua autorização. No âmbito do TTIP, estas empresas pretendem abolir esta isenção e expandir para a Europa um mercado global que já dominam em mais de 65%.
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