Os Descobrimentos Portugueses

Agostinho da Silva sobre os Descobrimentos: “Uns acham que foi por outros, outros acham que foi pela fé, outros acham que foi pela aventura, outros acham que eles iam impelidos por uma ideia de catolicidade do Universo, outros acham que iam impelidos por outra ideia, quer dizer, o descobridor sobra no sistema filosófico. O descobridor tem o corpo mais vasto de que os paletós de que os querem vestir.”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

Os Descobrimentos: “Uns acham que foi por outros, outros acham que foi pela fé, outros acham que foi pela aventura, outros acham que eles iam impelidos por uma ideia de catolicidade do Universo, outros acham que iam impelidos por outra ideia, quer dizer, o descobridor sobra no sistema filosófico. O descobridor tem o corpo mais vasto de que os paletós de que os querem vestir.

Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

Na verdade, o denso e absolutamente notável processo dos Descobrimentos e da Expansão marítima portuguesa nunca se deixará enclausurar em qualquer sistema ou explicação isolada e castradora. O Homem é um animal infinitamente complexo e Portugal – enquanto entidade coletiva igualmente complexa – não cumpriu o processo dos Descobrimentos apenas motivos religiosos ou económicos ou políticos. Na verdade, a verdadeira explicação passará sempre por um cruzamento em matizes muito complexas e densas de todos esses fatores e ainda mais alguns.

Categories: Agostinho da Silva, História, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | 12 comentários

Belém, ou Beth-Lehem, a “casa do pão”

Mosteiro dos Jerónimos (http://www.360portugal.com)

Mosteiro dos Jerónimos (http://www.360portugal.com)

“O Infante Dom Henrique chamava a esta região de Lisboa Beth-Lehem, a “casa do pão” em hebraico.” Na sua visão mística, este era o lugar onde nasceria o novo Cristo. Neste local, antes da construção do mosteiro existia uma capela da Ordem de Cristo que dava apoio aos cavaleiros que embarcavam da praia que se encontrava a apenas alguns metros.

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Esta capela que existia no futuro local onde mais tarde seria construido o Mosteiros dos frades jerónimos indica que este local tem uma carga simbólica muito especial e particular. A designação do local demonstra também que há aqui uma marca mental especial, onde a utilização de um termo de origem hebraica poderá indicar a presença de judeus nesta região ocidental da cidade de Lisboa ou que o local recebeu esse topónimo devido ao seu papel crucial na génese da empresa marítima portuguesa.

Categories: História, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | 2 comentários

O mistério da Estátua Equestre da Ilha do Corvo

Ponta do Marco, na ilha do Corvo (http://www.visitazores.com)

Ponta do Marco, na ilha do Corvo (http://www.visitazores.com)

O humanista Damião de Góis na “Crónica do Príncipe Dom João II”, em 1567 escreve que “numa das ilhas mais extremas dos Açores, no alto de um monte, encontrou-se uma estátua de pedra, assente numa base quadrada que lhe servia de embasamento, representando um homem a cavalo, coberto com um manto mas com a cabeça descoberta (…). Com a mão esquerda agarrava as crinas do cavalo e o braço direito tinha-o estendido e com o dedo indicador apontava o Ocidente.” Dom Manuel I pediu a Duarte de Armas para desenhar a estátua e mandou-a trazer para Lisboa, mas perderam-se o desenho e as peças da estátua.”

Fonte:
Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Infelizmente, não restam provas físicas desta interessante estátua… Pode obviamente tratar-se de um mito, de uma espécie de alegoria simbólica erguida por Damião de Góis à saga portuguesa dos Descobrimentos, como se a estátua equestre (símbolo de “conquista”) apontando para ocidente indicasse o Mar Oceano, apontando caminho aos  navegadores.

Existe também a possibilidade de que se trate de um verdadeiro testemunho de navegações passadas… Foram encontradas moedas romanas na Venezuela, existem inscrições lapidares pseudo-fenícias nos EUA e no Brasil e sabe-se que os fenícios mantinham uma feitoria no Marrocos atlântico… Ou seja, os antigos (fenícios, romanos e cartagineses) navegavam no Atlântico e é muito plausível crer que algumas embarcações tenham sido desviadas das suas rotas e levadas até às Américas, onde teriam deixado estes testemunhos.

Mas a estátua equestre não pode ser o testemunho de qualquer malogrado naufrágio. A sua colocação no “alto de um monte, sob uma base quadrada” indicaria uma intenção muito concreta, um plano e um objetivo, algo que não estaria certamente nas prioridades de desafortunados náufragos para aqui abandonados por qualquer tempestade. Mas se a sua colocação era intencional, então que intenção seria esta? Se houvesse uma colónia permanente, a estátua poderia ser um dos seus pontos focais. Mas porque fundar uma colónia na ilha mais longínqua dos Açores? Um grupo de exilados? Na verdade, existe um outro indicio da provável presença de exilados cartagineses no Corvo… Um grupo de moedas cartaginesas encontradas num pote enterrado numa ruínas semidestruídas no século XVIII numa praia não identificada da mesma ilha açoriana do Corvo. Não há indícios de que os dois achados se encontrassem perto um do outro, mas esta “ruína” indicia um qualquer tipo de habitação ou colónia permanente.

Teria assim a ilha do Corvo sido povoada por exilados cartagineses? Refugiados da ultima Guerra Púnica, aquela de “Delenda Cartago” e que levou à destruição total dessa outrora orgulhosa urbe naval e mercantil às mãos das legiões de Roma? A tese é plausível e fascinante…

Por fim, deixamos aqui uma questão: a estátua equestre há muito que se perdeu… Mas a base quadrada ficou muito provavelmente no tal “alto de um monte”… Um monte que não deveria estar muito longe dos primeiros pontos onde aportaram os primeiros exploradores do Corvo e provavelmente não longe de uma praia (aquela onde se encontraram as moedas). Será que ainda hoje é possível encontrar esta base e assim, validar esta lenda?…

Note-se que o local que a tradição indica ser o da estátua (a “Ponta do Marco”) não merece muita credibilidade pela inacessibilidade do local e porque a associação entre a estátua e este local – geograficamente impressionante – resulta de uma eventual semelhança das formações rochosas com a estátua de um cavaleiro, algo improvável, porque o relato de Damião de Góis exclui essa possibilidade e é alias bem claro ao referir que a estátua teria sido levada para Lisboa, algo que certamente não aconteceria com uma “formação rochosa”, por curiosa que fosse…

Categories: História, Mitos e Mistérios, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | 4 comentários

“O António José Saraiva dizia que Portugal viveu até ao século XVIII à volta do que ele chamava o mito da cruzada”

Dom Manuel Clemente (http://www.agencia.ecclesia.pt)

Dom Manuel Clemente (gencia.ecclesia.pt)

“O António José Saraiva dizia que Portugal viveu até ao século XVIII à volta do que ele chamava o mito da cruzada. Portugal tinha um destino de cruzada mundial que havia de protagonizar. Quando começaram as naus e as caravelas a regressar e a não partir outra vez, foi-se afirmando o contra-mito da decadência. Afinal Portugal não tem possibilidades para tanta coisa, e mesmo quando teve algumas, acabou por não ser capaz de as agarrar.”
Dom Manuel Clemente
Jornal de Negócios
13 de janeiro de 2012

O Mar e a Navegação foram elementos matriciais da própria portugalidade, da vontade e expressão de ser português praticamente desde o primeiro momento em que se consolidaram as fronteiras terrestres nacionais. Portugal fez-se para o Mar. Quando findo o ciclo colonial este se fechou, o país ficou sem desígnios nacionais dignos desse nome. Durante algum tempo, a Europa e o projeto de unificação europeia pareceram serem capazes de substituir este eixo estratégico nacional, mas a evidente incapacidade da União Europeia em lidar com a crise da dívida e a sua perigosa deriva autoritária e para um “império” germânico, demonstrou que a Europa não pode substituir o Mar.

Portugal, uma vez desfeito o “sonho europeu”, tem que se reencontrar a si mesmo. Esse reencontro tem que ser fundacional e compatível com as matrizes culturais e civilizacionais de Portugal: o Mar estará então no centro de um novo desígnio estratégico e é nesta direção que temos – coletivamente – de avançar.

Categories: História, Os Descobrimentos Portugueses, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

A solução de Afonso de Albuquerque à falta crónica de meios humanos e financeiros no Oriente Português

Afonso de Albuquerque (http://mises.org)
Afonso de Albuquerque (http://mises.org)

“Ao Governador (Afonso de Albuquerque) colocava-se um problema, o da falta de efetivos. Com efeito, em resultado do aumento em profundidade e em extensão do que mais tarde convencionou chamar-se o “Estado Português da Índia”, agravou-se a já tradicional carência de homens de armas portugueses, fenómeno que contribuiu para uma crescente utilização de elementos locais nas mais variadas funções.
(…)
Contratadas, num primeiro momento, para servirem sobretudo nas armadas, onde eram elementos preciosos pelos seus conhecimentos sobre as táticas militares navais utilizadas no Oriente, em especial para a chamada “guerra de esteiro”, praticada próximo da costa e nos rios, recebiam da Coroa Portuguesa uma soldada. Ao contrário do que sucedia com os portugueses, essas tropas, nos primeiros anos, apenas recebiam a sua remuneração enquanto andassem embarcadas, sendo o pagamento feito sobretudo em géneros (tecidos ou alimentos, em especial o arroz). Às tropas gentias coube, desde o início, a defesa de Goa, tendo os seus passos sido providos com “peões da terra”, capitaneados por portugueses.”
Vítor Luís Gaspar Rodrigues

Este foi o cenário global que melhor carateriza a origem dos efetivos militares que, primeiro, conquistaram as dezenas de praças que Portugal tomou no Oriente e que, depois, as defenderam até meados do século XX: tropas indígenas enquadradas por oficiais e comandos europeus. Sem o recurso massivo a forças locais nunca poderia ter existido “Império Português do Oriente” essa entidade tão original no contexto do colonialismo europeu quer pela sua durabilidade, quer pelo tipo de autonomia e participação de elementos locais que caraterizou a presença portuguesa no Oriente e que deixou raízes bem profundas até hoje em paragens tão distantes como Goa, Moçambique, Malaca, Macau ou Timor.

Categories: História, Lusofonia, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | 4 comentários

Lima de Freitas: “Portugal como reino independente é filho espiritual de S. Bernardo, confundindo-se a primeira parte da nossa História com a da Ordem do Templo”

“Portugal como reino independente é filho espiritual de S. Bernardo, confundindo-se a primeira parte da nossa História com a da Ordem do Templo.
A segunda parte, que começa com D. Dinis, é a História do mito do Quinto Império, enquanto a História dos Descobrimentos é, em boa medida, a história da Demanda do Preste João; nos tempos recentes, a História da nossa Restauração é a História do reavivar do mito sebástico e do mito do Quinto Império, como a prova a obra do Padre António Vieira na “Historia do Futuro”.
Lima de Freitas; “Porto do Graal”; Ésquilo

Portugal confundir-se-ía assim com os propósitos que levaram Bernardo de Claraval a criar a Ordem do Templo. E assim, os destinos, caminhos e objetivos de Portugal e da Ordem do Templo confundir-se-iam. Portugal seria uma criação para a Ordem do Templo, um “reino templário”, um conceito bem compatível com a defesa insistente feita em Portugal contra o mandato papal que exigia a extinção da Ordem. O projeto templário confundia-se com o projeto português e o grande motor da portugalidade que foi o processo dos Descobrimentos e da Expansão portuguesa. O mito do “Quinto Império” que hoje ainda sobrevive com tanta energia na cultura lusófona é uma persistência desse perdido projeto templário, que se tentou concretizar em Portugal e na sua Expansão e que ainda verá a luz do dia, é essa a nossa convicção, assim como um dos temas do MIL: Movimento Internacional Lusófono: Um novo tipo de organização social e política universalista, fraterna e verdadeira humana.

Categories: História, Mitos e Mistérios, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | 2 comentários

Do povoamento da capitania de Pernambuco por Duarte Coelho e da originalidade portuguesa no dito…

//www.nobregafoundation.org)

(Cidade de Olinda in http://www.nobregafoundation.org)

A capitania mais bem sucedida de todas, no Brasil do século XVII foi a do Pernambuco, entregue ao capitão donatário Duarte Coelho. De todos os donatários, foi Duarte Coelho quem mais se empenhou no povoamento da sua capitania, no pleno cumprimento do seu desejo de aqui fundar uma “Nova Lusitânia”, nas suas próprias palavras.

Como sucede frequentemente nestes empreendimentos de colonização de terras estrangeiras, Duarte Coelho teve que ultrapassar o obstáculo da… Falta de mulheres. Embora já se instalassem colonos no Brasil desde a primeira década de Quinhentos, tendo os degredados, marinheiros fugidos e aventureiros isolados como “Caramuru” formado a dianteira dessa vaga colonizadora. Mas entre estas primeiras vagas faltavam mulheres, e a mesma tendência acentuar-se-ia na primeira metade do século XVII. Duarte Coelho sabia que não podia estabelecer no Pernambuco núcleos colonizadores estáveis, sem famílias estáveis e na falta de mulheres europeias olhou – como Afonso de Albuquerque em Goa – para as mulheres indígenas. O Donatário criou assim vários mecanismos de incentivo a estes casamentos mistos e cedo se apercebeu que estes casamentos facilitavam as relações da nova colónia com as tribos Índias de cujo comercia dependia. Destes casamentos mistos nasciam mestiços, elementos essenciais na penetração do sertão e do povoamento do interior, já que mantinham relações de parentesco com índios e portugueses, dominavam as línguas locais e o português e tendo raízes locais não estavam tentados a regressar à metrópole ao fim de alguns anos de permanência na colónia.

Fonte:

Nova História da Expansão Portuguesa: “O Império Luso-Brasileiro (1500-1620)” (página 121)

Categories: Brasil, História, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | 16 comentários

Da morte e do renascimento de Portugal

Portugal não é um estado-nação como a França, a Alemanha ou a Dinarmarca.
Portugal é um conceito de vida em comum, de “vida conversável” no melhor sentido agostiniano.
Em dado momento histórico, essa vida, possível na nossa plena medievalidade, deixou de ser possível no continente europeu, por mercê das influência maquiavélicas (Dom João III) e centralistas. Daí o exôdo do verdadeiro Portugal para o Brasil, daí o abandono da plena “ideia de Portugal” que ainda impulsionou o processo dos Descobrimentos, cedo abastardado em Expansão de um imperialismo funesto e inevitavelmente votado ao fracasso pela pequenez deste anão “procurando abraçar o mundo”.
Daí, também, a necessidade de re-fundar Portugal, ABOLINDO-O e recentrando a portugalidade numa União Lusófona em que Portugal e o Brasil (como propulsores) findam e formam uma nova entidade estatal, intensamente descentralizada nos municípios, transnacional e transcontinental.

Será pela adesão apaixonada a este ideia renovada de “Portugal”, que ela se poderá concretizar no mundo e brotar a União Lusófona, um verdadeiro percursor das “Ilhas dos Amores” que depois irão florescer pelo mundo fora, noutras culturas e gentes.

Será este pensamento anti-patriótico?
Sem dúvida.
Se por Pátria tivermos a leitura nacionalista do termo.
E se não formos tão portugueses como eram os portugueses da época de Dom Dinis.

Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Os Descobrimentos Portugueses, Política Nacional, Portugal | 21 comentários

O Tesouro dos Templários estaria em Portugal e seria composto por… documentos?

Templário
(Cavaleiro Templário in http://www.esonews.com)

Um documento, apreendido pelas tropas de Napoleão depois de terem invadido a cidade de Roma, em 1809 e referido por Gérard de Sede descrevia o testemunho de um templário, de nome Jean de Châlons (ver AQUI) aludindo a “três carroças de palha puxadas por cinquenta cavalas que haviam saído, na quinta-feira, 12 de Outubro de 1307 (a véspera da prisão dos templários), do Templo de Paris, conduzidas por Hughes de Châlons, Gérard de Villers e cinquenta outros cavaleiros, transportando «totum thesaurum Hugonis Peraldi [Hugo de Pairaud, o grande Visitador de França]”. O mesmo templário teria afirmado que o conteúdo das três carroças teria sido embarcado no porto templário de La Rochelle e seguido em 18 navios da armada dos templários com destino desconhecido, mas que, certamente seriam paragens mais amistosas para a Ordem do que as de França… Seria o porto de templário do Baleal (Peniche), aproveitando o bom acolhimento que Dom Dinis deu a tantos frades fugidos de França e a recusa sistemática que sempre deu à Santa Sé quando esta tentou estender a Portugal os processos que incendiavam França?

Seria este tesouro composto por mapas antigos, informações geográficas e documentos que puderam depois ser usados na “Escola de Sagres” e no começo do processo dos Descobrimentos portugueses? Seriam estes documentos e ensinamentos perdidos o cerne da mensagem do “Espirito Santo” que Dom Dinis depois se esforçou por disseminar e que iria até onde fossem todas as naus das Descobertas e da Expansão?

Categories: História, Mitos e Mistérios, Movimento Internacional Lusófono, Os Descobrimentos Portugueses | 176 comentários

O Infante Dom Henrique “alumiado pela graça do Espírito Santo” e o papel deste no arranque dos Descobrimentos

Esp�rito Santo e Infante Dom Henrique
(O Infante Dom Henrique do lado direito do… “Espírito Santo” in http://www.tj.ba.gov.br)

A primeira fase da gesta dos Descobrimentos foi, sabemos, um produto directo da capacidade organizativa e da persistência daquele que era então o Grão-Mestre da Ordem de Cristo, herdeira do património material e espiritual da Ordem do Templo em Portugal, mas também (e talvez por causa disso) crente devoto no “Espírito Santo”. Falamos de Dom Henrique.

O cosmógrafo, militar e aventureiro Duarte Pacheco Pereira escreveu que o Infante tinha sido “alumiado da graça do Espírito Santo e movido por divinal mistério“. Significa isto que toda a demanda por novas terras e gentes patrocinada pelo Infante e missão com a qual ele próprio casou teria na base uma inspiração divina (“um sopro de Deus”) ou… que seria apenas a execução dos mandamentos e dos planos recebidos por herança da desaparecida Ordem do Templo, tomada assim em percursora (as “naus de Rochelle”) da gesta universalista portuguesa ela própria tida aqui como… cristalização material do verbo determinado pelo “Espírito Santo”.

Ganha assim outro contorno a representação do Infante Dom Henrique ao lado direito da figura que nos painéis do museu das Janelas Verdes Lima de Freitas identificou como o “Espírito Santo”…

Ler também: “O Projecto Templário e o Evangelho Português” de Manuel J. Gandra, Ésquilo

Categories: História, Mitos e Mistérios, Movimento Internacional Lusófono, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | Deixe um comentário

MOC2277C (070-291) “Implementing, Managing and Maintaining a Microsoft Windows Server 2003 Network Infrastructure: Network Services” (Parte 2)

IP Security Monitor Console

Os Administrators podem usar o IP Security Monitor para confirmar se o IPSec está correctamente configurado. A consola mostra o número de pacotes que são enviados com os protocolos de segurança Authentication Header (AH) ou pelo Encapsulating Security Payload (ESP) e quantas associações de segurança e chaves foram geradas desde que o computador arrancou. A consola IP Security Console é uma MMC disponível no XP e no 2003.

L2TP/IpSec e VPNs

O T2TP/IPSec requer que uma infraestrutura de certificados ou uma preshared key sejam cedidas para emitir computer certificates a máquinas em vez de a utilizadores. Eles permitem que cada extremo da ligação possa autenticar os computadores envolvidos.

RRAS: IP Routing checkbox

A Enable IP Routing checkbox regula se o RRAS vai routear os pacotes IP entre um cliente remoto e as outras interfaces do RRAS server. Quando esta opção está seleccionada, um pacote de um cliente remoto pode chegar a qualquer host para o qual o RRAS server tenha uma rota. Esta opção está marcada por default! Desmarcando esta opção (Enable IP Routing) nas server propertoes vai restringir aos clientes remotos o acesso aos recursos que apenas existem no RRAS server. Desmarcando esta checkbox o cliente remoto vai perder o acesso aos outros computadores na rede mas não perderá o acesso ao RRAS server.

RRAS: Protocolos de Autenticação e Conexão

MS-CHAP v2 é um método de autenticação mútua que oferece encriptação de dados e da autenticação. Uma nova chave criptográfica é gerada em cada conexão e em cada direcção da transmissão. Está por defeito seleccionada em 2000, XP e 2003.

MS-CHAP v1 é um método de autenticação de uma via que oferece encriptação dos dados da autenticação e da conexão. A mesma chave de encriptação é usada em todas as conexões. Suporta 95 e 98.

PAP: é um método genérico de autenticação que não encripta os dados de autenticação. As user credentials são enviadas pela rede em plaintext. Não suporta a encriptação dos dados de conexão.

SPAP: é um protocolo de encriptação baixa que interage com Shivas. Não suporta a encriptação dos dados da conexão.

CHAP: É um modelo genérico de autenticação que oferece encriptação dos dados de autenticação pelo MD5 hash. É compatível com clientes não-MS.

Logons com UPN-Names

Os utilizadores só podem logar com UPNs quando existe uma Florest Trust. Uma External Trust entre duas florestas não será suficiente. Nesse caso, deve usar um UPN Name implicit. Alternativamente, podemos usar o pre-Windows 2000 logon name para logar.

CNAMEs

Um registo de tipo CNAME permite usar mais do que um nome para um só host. Isto pode simplificar a tarefa de ter na mesma máquina um ftp e um www. Por exemplo, ambos são registados como CNAMEs Rrs.

O ICS (Internet Connection Service) também inclui um DHCP Service

Quando se activa o ICS num computador, o endereço UP da local network interface muda para 192.168.0.1. O serviço DHCP oferece então endereços dentro do range 192.168.0.0/24. Se houver um DHCP na mesma rede este deve ser removido.

Os registos WINS-R no DNS

Quando configuramos o WINS lookup para uma forward lookup zone, um registo WINS resource record apontando para o WINS especificado na tab WINS vai ser adicionado à zone database. Quando se configura um WINS-R lookup para um reverse lookup zone, um registo WINS-R correspondente é adicionado à zone database. Isto vai facilitar a resolução de nomes NetBIOS a partir de um Domain 2000/2003 para antigos domains NT4.

VPNs e Lentidão de Navegação num Web Browser

Quando um utilizador se liga a uma VPN via RRAS e durante essa ligação navega na Internet via ISA interno de forma muito lenta, isso pode ocorrer porque no TCP/IP settings de cada VPN client connection está marcada a checkbox para “Make this connection the client default gateway”. Iso faz com que todo o tráfego para a Internet passe pelo VPN server. Desmarcar a checkbox vai impedir que isto aconteça.

DHCP e Telnet

É possível arrancar um DHCP service remoto com o comando dado via Telnet: “net start dhcp server”.

RRAS, Demand-Dial Routing e VPNs

Se nos conseguimos conectar a um RRAS via VPN, mas não conseguimos pingar nenhuma máquina da rede interna isso pode acontecer porque não está Enabled a “LAN and demand-dial routing”. Só assim conseguiremos ligar a rede remota à LAN.

Network Monitor

Para capturar tráfego de rede de forma a reduzir o tamanho dos pacotes capturados, capturando apenas packet headers e se fôr capturado um grande número de pacotes, reter todos no server sem esmagar os já capturados, devemos:

a. Aumentar o Network Monitor buffer size

b. Reduzir o Network Monitor frame size

DNS Delegation e Stub Zones

Uma Delegation ou uma Stub Zone vai permitir a um Domain DNS o forward de resoluções para um outro Domain. Uma Stub Zone é uma cópia parcial de uma zona que pode ser alojada num DNS Server e ser usada para resolver queries recursivas ou iterativas. As Stub Zone contêm os registos Start of Authority (SOA), que listam que servidor é autoritativo para uma dada zona; e os registos glue (A) Rrs que são necessários para contactar os servidores autoritativos de uma zona.

A Delegation é o processo de distribuir responsabilidade por Domain Names entre diferentes DNS Servers numa rede. Para cada domain name delegado, temos que ter criado pelo menos uma zona. Quantos mais Domains forem delegados, mais zonas terão que ser criadas.

NS records e os vários tipos de Zonas

Perante um conjunto de DNS Servers com Zonas:

Primary Zone (Active Directory-integrated)

Secondary ZonesStub Zone e

Conditional forwarding para <Domain>

Só temos que configurar na Tab de “Name Servers” da zona a replicar os NS dos Name Servers das Zonas Primary e Secondary, não os da Stub Zone, nem do Forwarding (este mais obviamente)

NS records e a configuração de Zonas Secundárias

Quando se adiciona um DNS Server a um domain, temos que adicionar um Name Server Record (NS) a essa zona para que este possa mapear o DNS Domain Name para os nomes dos hosts dos DNS Servers especificados no Domain Name.

Apagando uma Root Zone

Se queremos impedir que os clientes façam queries à Internet devemos configurar as Root Zones de forma a que tenham as suas próprias configurações, ou apagá-las de todo. Tipicamente configuramos um DNS Server para conter a sua própria Root Zone quando não queremos que os nossos servidores respondam a queries por nomes externos à nossa rede. Isto vai criar uma root zone vazia, tornando efectivamente o internal server um root server.

Configurando DNS Root Hints

Se temos um Internal DNS Root na nossa infraestrutura DNS, devemos configurar as root hints dos nossos servidores DNS internos para apontarem somente para os DNS Server que alojam o nosso root domain, e não para os DNS Servers que alojam os root domains da Internet. Isto vai impedir que os nossos DNS Servers internos enviem informação privada para a Internet quando tentam resolver nomes.

RRAS, NAT e Demand-Dial connection

Uma conecção Demand-Dial é uma conecção (tipicamente ligando à Internet uma LAN e formando uma WAN) que cria um Link quando os dados têm que ser enviados. A ligação Demand-Dial é tipicamente terminada quando não existe tráfico. Para permitir que os utilizadores se consigam sempre ligar à Internet temos que configurar a ligação demand-dial como persistente de forma a evitar que este problema ocorra.

Network Monitor em Dedicated Capture Mode

É possível correr o Network Monitor em Dedicated Mode de forma a garantir que máquinas saturadas (por exemplo, com o cpu a 95%) não perdam frames.

Porque apagaríamos o Cache.dns?

O ficheiro cache.dns contêm uma lista de todos os root servers da Internet. Se a rede onde está o DNS server não está ligada à Internet quando o DNS Server recebe um pedido de resolução para um hostname externo ele tentará conectar-se a um root server da Internet. Quando a conecção dá time-out, o DNS Server tenta contactar outro root server da Internet. O processo é repetido até serem contactados todos os root servers da cache.dns. Assim, a resolução de nomes fica muito lenta na rede interna. O problema pode ser resolvido apagando o ficheiro cache.dns.

Categories: MSCE, Os Descobrimentos Portugueses | Deixe um comentário

MOC2277C “Implementing, Managing and Maintaining a Microsoft Windows Server 2003 Network Infrastructure: Network Services” (Parte 1)

DNS Forwarding

Podemos configurar diferentes Forwarders para diferentes Domain Names. A isto chama-se “Conditional Forwarding”. Um Forwarder pode ser descrito como um DNS Server que Forwards external queries para os DNS Servers correctos. Eles informam o seu DNS Server de quais serão os DNS Servers a fazer o Forward os pedidos de resolução de um cliente por um nome para o qual o DNS não seja autoritativo. Quando configuramos multiplos DNS Forwarders, estes serão queried do topo para baixo. O facto de haver mais do que um, aumenta a tolerância a falhas.

DNS Secondary Zone

Uma Secondary Zone é uma cópia read-only de uma DNS Zone que é transferida de um DNS Server autoritativo num outro DNS Server para fornecer redundância em caso de falha de comunicações entre os dois.

DNS Round Robin

Esta opção no DNS Server permite que as entradas DNS múltiplas partilhando o mesmo hostname sejam alternadamente sequenciadas pelas queries dos clientes. Isto significa que os clientes pedindo o mesmo hostname será encaminhado para Ips diferentes de uma forma balanceada.

Como é que o DHCP aloca endereços IP

Uma Lease é o período de tempo durante o qual um DHP client usa um IP dinâmicamente atribuído. Antes do tempo da lease expirar, o cliente deve ou renovar (renew) a lease ou obter uma nova lease do DHCP server.

O DHCP gere os assignments e o release dos Ips por leases. Estas especificam durante quanto tempo o cliente as pode usar antes de as devolver ao DHCP server e renovar os dados. O processo de assignar IP addresse é conhecido como DHCP Lease Generation Process. O processo de renovar os Ips é conhecido como DHP lease renewal process.

A primeira vez que um cliente DHCP é adicionado a uma rede, o cliente pede um IP a um DHCP server. Quando o DHCP server recebe o pedido, este seleccionado um IP da lista de endereços que o administrador definiu na Scope.

SUS

Quando se localiza uma storage location para um SUS server, as opções são guardar os updates num Microsoft Windows Update server ou guardar os ditos num local folder. Quando usamos a opção Microsoft Windows Update server option podemos controlar quais updates os clientes vão receber. Esta leva a uma redução do espaço em disco necessário no servidor de SUS.

Routing and Remote Access

A checkbox “Enable IP Routing” controla se o RRAS permite ou não o routeamento de pacotes IP entre o remote client e as outras interfaces do RRAS server. Quando está seleccionada, como está por default, os pacotes dos clientes podem passam pelo RRAS server ou para qualquer host de que o RRAS server tenha uma rota. Para limitar os clientes a acederem apenas ao servidor de RRAS, a checkbox “Enable IP Routing” deve estar desligada. A checkbox “Allow IP Based Remote Access and Demand-Dial Connections” controla se os clientes podem usar IP sobre PPP. Se queremos limitar o RRAS a apenas NetBEUI, IPX ou AppleTalk, podemos fazê-lo desmarcando esta checkbox “Allow IP Based Remote Access and Demand-Dial Connections”.

Network Monitor

Quando o CPU está saturado (p.ex. A 95%) pode não haver recursos suficientes para que o Network Monitor possa capturar todos os pacotes necessários. Correndo o Network Monitor em modo dedicado liberta recursos para que o computador possa capturar dados. Isto resulta numa redução no número de frames perdidas.

Categories: Informática, MSCE, Os Descobrimentos Portugueses | Deixe um comentário

Causas Económicas do Interesse pelas Canárias

O interesse económico pelo arquipélago das Canárias baseava-se:

No comércio de escravos;
Na caça de leões marinhos, devido ao seu óleo;
Na procura de urzeira, para a tinturaria;
Na procura do dragoeiro, para a tinturaria;
Na utilização das Canárias como posto de aguada e carnagem.

Não é possível dizer que existisse com Dom Afonso IV um Plano de Expansão, uma vez que a vertente económica é muito débil, residindo antes a prioridade no domínio religioso, mas é certo que as prioridades estratégicas nacionais desse tempo estão precisamente no Atlântico e no Sul do Algarve, com a Guerra de Corso.

Assim, podemos dizer que o interesse económico por detrás da viagem de 1341 tem uma intensidade muito inferior aqueles que provocaram o processo dos Descobrimentos e da Expansão portuguesas propriamente ditos. Apesar disso não é tão desprezível que Afonso IV ceda facilmente a propósito da soberania do arquipélago.

Categories: Os Descobrimentos Portugueses | Deixe um comentário

O Infante Dom Henrique e o Início dos Descobrimentos

É após o regresso da expedição de socorro a Ceuta que o Infante Dom Henrique começa a enviar escudeiro seus em busca de informações geográficas.

Podemos distinguir dois períodos no processo dos Descobrimentos:

Até 1441 (Viagens e Presas) e
Após 1441

Até 1441:

As viagens procuram sobretudo recolher informações. Embora se tente financiá-las com a prática do corso, o produto do saque de regiões costeiras e com a caça de leões marinhos.
Após 1441:

Mantem-se a curiosidade científica, mas observamos agora a existência de Resgates.
-> Se houvesse uma motivação puramente económica por detrás do processo dos Descobrimentos não seria possível fazer esperar a burguesia de 1415 até 1441, o que
também mostra com um razoável grau de certeza que a conquista de Ceuta resultou não
de um projecto económico-social mas económico (saque) e mental (espírito de cavalaria).

Categories: Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | 1 Comentário

Crónica de Dom João I, de Fernão Lopes (resumo do conteúdo dos capítulos referentes à tomada de Ceuta)

Crónica de Dom João I, de Fernão Lopes
(Ed. Civilização)

Página 205:
Descreve a primeira combinação sobre os termos da trégua entre portugueses e castelhanos.

Página 324/6:
Menciona as cláusulas das tréguas entre Portugal e Espanha:
Pazes Simples, ou seja, Dom João I queria assinar as pazes com Castela.
Dom João I diz querer “lavar as mãos sujas de sangue cristão” auxiliando Castela na conquista de Granada. Ora os negociadores castelhanos querem que isso conste no tratado, o que implicava que Portugal ficava subordinado a Castela, visto que lhe prestava Serviço Militar. Dom João não podia concordar com um arranjo desta ordem.

Página 400 e 406:
Surge uma nova sugestão dos portugueses em retomar a luta contra os mouros.

Página 417:
Refere-se o problema das galés preparadas para auxiliar Castela contra os mouros:
No decurso das negociações tinha ficado estipulado que Portugal auxiliaria Castela se esta o requeresse. É no decurso deste problema que Dom João I começa a preparar uma armada. Como esse pedido expresso não surge, Dom João I acabará por decidir empregá-la para outro fim: A Tomada de Ceuta.

Página 439 e 441:
A questão com Castela é resolvida com o Tratado de Paz Definitiva de 1411, após o que o rei começa a preparar a armada (1409-10).

Categories: Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | Deixe um comentário

Documentos sobre a explosão comercial do século XIV

20 de Março de 1337

Resumo:
Para que o concelho de Muge não sirva por mar.

Citação:
“não vão em hoste por mar nem por terra”

Comentários:
* Mostra o carácter recrutado da marinha real.
* Mostra que existia uma armada real permanente.
* Insere-se dentro do conjunto de medidas que visavam incentivar o comércio.

9 de Abril de 1338

Resumo:
Um mercador de Florença.

Citação:
“A quantos esta carta virem faço saber que Beringel Onberto me pediu por merçê por si e por Nicolau Benoldi da companhia dos Bardos da cidade de Florença e por todos os outros mercadores da dita companhia e da dita cidade querem viver no meu senhorio”

Comentário:
* Mercadores de companhias florentinas em Portugal.
Citação:
“Se eu fizer armada de frota por mim ou pelos meus corsários e acaecer que essa frota ou esses corsários achassem nave ou baixel ou outros navios em que esses mercadores houvessem sair mercadorias dos da dita companhia dos Bardos e da dita cidade de Florença entrando ou saindo de terra de Mouros ou para alguma das outras partes que lhes não seja tomada nenhuma coisa.”

Comentários:
* Corsários do rei que atacam as costas do norte de África.
* Os florentinos usam Portugal como base de operações comerciais com o Marrocos.
Citação:
“Salvo se essas Naves ou Baixeis ou Navios fosse achado que levavam para terra de Mouros armas ou pez ou Remos ou madeira ou linho ou estopa ou ferro ou trigo ou Cevada ou milho ou centeio ou farinha”

Comentários:
* O monarca pretendia impedir exportações de armas e de materiais de construção para as fustas que assolavam o sul de Portugal.
* Os cereais aqui referidos provam a escassez marroquina dos mesmos (em 1338).

Categories: Economia, História, Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | 3 comentários

A Questão da Escravatura

A escravatura não é um dado novo no contexto da guerra peninsular entre cristãos e muçulmanos, sendo praticada frequentemente por ambos os lados.

A primeira referência à pratica do tráfico de escravos surge no Capítulo XII da Crónica de Zurara e diz respeito ao aprisionamento por Antão Gonçalves de dois indígenas – ainda não negros – ao largo da costa da Mauritânia. Estes dois individuos seriam depois usados como intérpretes em futuras expedições, aqueles a que Duarte Pacheco Pereira chamaria de línguas. É aliás, com Antão Gonçalves que se assiste à generalização da actividade comercial nas expedições à costa ocidental africana.

No Capítulo XVI para além de trocar dois cativos por dez mouros (mauritanos), Antão Gonçalves recolhe igualmente informações sobre os mercadores árabes e as suas rotas caravaneiras, encetando a primeira tentativa de fazer cumprir as ordens do Infante para descobrirem o caminho para o Reino do Prestes João.

A expedição de Lançarote de Lagos (citada nos Capítulos XVIII e XXIII) em 1444 resultou na captura de 223 escravos mouros.

É a partir de 1444 que se assiste a uma mudança de comportamento para com as populações indígenas. Posteriormente, João Fernandes seria deixado junto dos Azenegues, na região do Rio do Ouro, para recolher mais informações sobre as terras e riquezas do interior. É a partir desta estadia que a região começa a ser designada por Costa da Mina.

O relato de Zurara revela-nos a relativa humanidade com estes primeiros escravos eram recebidos por alguns portugueses da época, nomeadamente no ponto em que critica a maneira como eram tratados no mercado de escravos da cidade de Lagos.

Em 1444 Nuno Tristão é o primeiro a chegar à Terra dos Negros, trazendo para Portugal os primeiros escravos de raça negra. Numa viagem posterior João Fernandes é encontrado por Antão Gonçalves trazendo para Portugal novas informações sobre a região e nomeadamente contactos com Ahude Maimão, um régulo local que o informou sobre as rotas caravaneiras que iam de Fez a Timbuctu.

Os escravos seriam usados em grandes números na cultura do Açúcar na ilha da Madeira:

Em 1505, Dom Manuel determina que na Madeira só fiquem escravos das Canárias, mestres no cultivo do açúcar, embora mais tarde ordenasse a sua expulsão dado a sua característica agressividade e rebeldia.

Os escravos eram vendidos à peça, sendo os velhos e as crianças classificados como meias-peças. Estas informações e outras relacionadas, como a idade e o preço eram inscritas nos Livros dos Resgates.

Em Arguim, os escravos eram trocados por cavalos, seda mourisca e pratas:

Os mercadores penetravam no sertão seguindo os cursos de água e filhando todos os escravos que pudessem. Mais tarde – pela altura da assinatura do Tratado das Tordesilhas – este tipo de acção seria proibida. A obtenção de escravos por estrangeiros passa a requerer uma autorização, e, no caso de Cabo Verde, à existência de um acordo prévio com as autoridades do arquipélago. Estes escravos eram levados para a metrópole, sendo depois distribuídos pelas diversas possessões da Coroa portuguesa.

Categories: Economia, História, Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | Deixe um comentário

Descobrimento dos Açores, No Século XIV

O Descobrimento dos Açores, No Século XIV tem em conta a referência a ilhas na cartografia medieval, as quais se poderiam identificar com algumas ilhas do arquipélago açoriano:

-> Isto surge nomeadamente em mapas genoveses do século que, a partir de 1351, mostram ilhas que alguns têm associado aos Açores, ilhas que teriam sido descobertas em viagens que rumavam ao arquipélago canarimo e que teriam sio sujeitas à acção dos ventos do Atlântico ou de violentas tempestades que as desviaram da rota. O arquipélago teria sido encontrado casualmente no decurso de viagens utilizando técnicas de navegação pré-astronómicas.

-> Nunca se falou delas porque não havia um interesse imediato, o qual só surgiria a partir do século XV;

Esta é a tese defendida por Ferreira de Serpa.

Existem mapas genoveses, que a partir de 1351 mostram ilhas que têm sido vistas como os Açores, ilhas que teriam sido descobertas no decurso de viagens até às Canárias.

Categories: Economia, História, Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | 1 Comentário

Descobrimento dos Açores por Gonçalo Velho

Esta tese baseia-se em Gaspar Frutuoso, um autor açoriano que na sua obra “Saudades da Terra” se refere a uma tradição oral que dizia ser Gaspar Frutuoso o verdadeiro descobridor do arquipélago açoriano, um descobrimento que teria tido lugar entre 1431-32, embora Amorim Neves defenda o ano de 1427 como sendo mais plausível. Gonçalo Velho teria realizado algumas viagens na costa africana tendo o seu vínculo com os Açores resultado do facto de ter sido o primeiro capitão-donatário de São Miguel e Santa Maria e o Comendador da Ordem de Cristo nas referidas ilhas, isto segundo a tese de Aires de Sá, que defende que o descobrimento teria ocorrido ao serviço do Infante Dom Henrique.

Contudo, quer Zurara, quer Pacheco Pereira nunca falam deste navegador nas suas obras.

Actualmente, atribui-se a Gonçalo Velho a função de povoador, visto que terá sido o primeiro donatário. Isto segundo as cartas régias de 1443 e de 1447.

Documentos:
Carta Régia de 5 de Abril de 1443.

Categories: Economia, História, Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | Deixe um comentário

Documentação sobre a “Cruzada Nacional”

Carta de 5 de Fevereiro de 1330

Letras Dilecti Filis, do papa João XXII, dirigidas ao rei de Castela a declarar insólita, grave e insuportável a súplica na qual lhe solicitaram, para prossecução da guerra contra os Agarenos e exaltação do nome de Cristo a dizima de todos os rendimentos eclesiásticos de seus países por dez anos, a começar em 1335.

Carta de 31 de Maio de 1335

Resumo:
Carta de el-rei Dom Afonso IV, a mandar suster a execução de letras pontíficias em que se ordenara ao clero e Ordens do País dessem as dízimas do que houvessem por seis anos para serem levadas para fora da terra e dadas a alguns que queriam ir sobre os mouros, por se tratar de deservico e dano do reino, o que significara ao papa e espera ser atendido, visto comarcar com eles e guerreá-los constantemente com dispêndio grande de seu haver.

 

Comentário:
Esta carta real de Dom Afonso IV mostra a prossecução de uma “Cruzada Nacional” por parte da monarquia portuguesa. A carta papal que motiva esta reacção pretendia reunir apoios para uma nova Cruzada para a libertação da Terra Santa. Esta Cruzada vinha a ser preparada desde os tempos de Bento XII, sem grande sucesso, e acabaria por ser completamente abandonada devido à disputa existente entre a Inglaterra e a França a propósito da Escócia (aliada da França). O único resultado palpável limitar-se-ia a uma pequena expedição que levaria alguns víveres até ao reino cristão da Arménia.

Carl Erdman resume assim a Carta de Dom Afonso IV ao rei castelhano: “os muçulmanos em Espanha são exactamente os mesmos inimigos que nós queremos ir combater na Palestina. O lucro para a cristandade e, em ambos os casos, igual; os bens que esperamos alcançar para as nossas almas, os bens que esperamos alcançar para as nossas almas, os mesmos. por conseguinte, a resposta a dar aos emissários e que espanhóis e portugueses pensam decerto em tomar a santa cruz, mas em seus próprios territórios e que, em vista disso, pedem, por seu turno, aos franceses e alemães que venham primeiro ajudá-los nesta guerra, para que, depois de terem vencido os muçulmanos vizinhos, se lhes associem na cruzada geral.

E o carácter pragmático do monarca é bem reflectido na citação: “por ganharmos maior
agora e mais nosso proveito”, ou seja, a “cruzada nacional” não era já uma questão de pura sobrevivência nacional, mas também já uma questão económica, ou não tivesse sido o produto do saque às ricas cidades muçulmanas uma das maiores fontes de rendimento durante o período da Reconquista.

Súplica de 30 de Abril de 1341

Resumo:
A Súplica da Bula de Cruzada Gaudemis Et Exultamus perdeu-se. Nesta, datada de 30 de Abril de 1341, o papa Bento XII incentivava à guerra contra o muçulmano de Granada e do Benamarim (Marrocos).

Bula de 10 de Janeiro de 1345

Resumo:
Nesta bula de Clemente VI, passada a Dom Afonso IV, após um seu pedido, são-lhe concedidos pela Santa Sé a dízima de todos os rendimentos eclesiásticos de Portugal durante dois anos para que este monarca empregue estes fundos na continuação da guerra de Cruzada contra o Benamarim, com o qual os demais reinos peninsulares tinham então assinado tréguas.

Bula de 10 de Janeiro de 1345

Resumo:
Clemente VI, dirigindo-se aos bispos de Viseu e Évora, insta-os a colherem a dízima de todos os rendimentos eclesiásticos do reino conforme fôra determinado noutra bula com a mesma data e que imediatamente acima apresentámos.

Bula de 13 de Janeiro de 1345

Resumo:
Trata-se de uma Bula de Clemente VI para Luís de Espanha ou Luís de la Cerda, a conceder indulgência plenária, em artigo de morte.

Bula de 14 de Março de 1319

Resumo:
Esta bula de João XXII, institui em Portugal, após pedido de Dom Dinis, a Ordem de Cavalaria de Jesus Cristo. Esta ordem deveria combater os sarracenos obedecendo à regra de Calatrava, mas estando sujeita no que respeita a correição e visitação, aos abades do mosteiro de Alcobaça. A dita ordem estabeleceria a sua sede na igreja de Santa Maria do Castelo de Castro Marim, cujos direitos e pertenças receberia, assim como todos os bens da extinta ordem dos cavaleiros templários.

Comentário:
Esta bula vem quebrar um interregno que já vinha desde 8 de Abril de 1245 com a bula Cum Zelo Fidei, a propósito da guerra contra o inimigo muçulmano. Desde essa data até à presente bula que cessam as referência aos muçulmanos, o que é inteiramente justificado dado o fim da guerra de Reconquista em 1249. A súbita e quase extemporânea aparição desta bula reflecte uma nova estratégia da coroa portuguesa, que visava retomar a guerra contra o muçulmano, desta vez no mar e até mais longe, até ao Marrocos, numa nova e revigorada “Cruzada Nacional” marítima que justificaria as primeiras expedições às praças marroquinas e a primeira fase da nossa expansão na costa ocidental africana.

Carta de 24 de Março de 1414

Resumo:
Trata-se aqui de uma carta de Dom João I passada ao corregedor da cidade de Lisboa em que a pedida da câmara da dita cidade se proíbe de levar às terras dos mouros pão, castanhas, avelãs. nozes e outros mantimentos, isto para além de ferro e armas, sob pena de morte e confiscação de navios e de todos os bens dos infractores, que reverterão metade para a Coroa, metade para que denuncie a infracção.

Citação:
“Sabede que o concelho e homens bons dessa cidade [Lisboa] nos enviaram dizer que (…)”
Comentário:
A carta parece ter tido origem num pedido expresso feito pelos burgueses da cidade de Lisboa, o que não deixa de ser estranho, pois eles seriam precisamente a classe mais prejudicada pela proibição desse tráfico, o que só por si revela o peso dos argumentos de índole religiosa durante a época e até onde estes prevaleciam sobre os argumentos económicos tão valorizados desde António Sérgio.

Citação:
“por a grande valia do pão que ora vale em terra de mouros”.
Comentário:
Também neste ponto se dá nova ferida à tese económica de António Sérgio. A carência de pão em Marrocos no século XIV explica o seu alto valor.

Citação:
“que forem daqui em diante à Flandres e à Bretanha e a Inglaterra os mestres deles fretam os ditos navios a mercadores estrangeiros e a outros mercadores da terra”.
Comentários:
1) A Flandres, a Bretanha e a Inglaterra eram precisamente as nações que mais alimentos exportavam para Portugal.
2) Este extracto comprova indirectamente a existência de uma numerosa marinha mercante nacional, visto que os seus navios até bastavam para serem fretados ao estrangeiro.

Citação:
“que isto não é serviço de Deus nem honra da santa igreja levarem os navios dos nossos reinos pão e mantimentos aos mouros”
Comentário:
Temos aqui mais uma referência à existência de um “espírito de Cruzada”.

Citação:
“nem castanhas, nem ovelhas nem nozes”

Comentário:
As castanhas, avelas e nozes eram os nossos principais produtos de exportação, ora estes produtos nao vinham da Flandres, Bretanha e Inglaterra, mas de Portugal. Não houve assim um desbio de mantimentos de Portugal.

“nem levem outrosy armas, assim lancas como dardos”
Significa que mercadores portugueses exportavam armas para o Marrocos e que a guerra interna no Marrocos as exigia. Fica por saber se essas armas eram feitas em Portugal ou não.

“e mandamos que a metade dos dictos bens hajam aqueles que os acusarem”.
Quem os acusa são outros mercadores, invejosos do sucesso dos primeiros,
isso significa que: os burgueses estavam divididos…

“percam outrosy os ditos navios que assim fretarem”
Mostra que eram portugueses os navios desse comércio e o número da nossa frota.

Categories: Economia, História, Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | Deixe um comentário

A Costa Ocidental Africana

A passagem do Cabo Bojador representou o primeiro passo para chegar até à Guiné. Uma passagem realizada por Gil Eanes e que segundo Zurara só seria bem sucedida depois de quinze tentativas, algumas das quais conduzidas pelo próprio Gil Eanes. Esta afirmação do cronista é reforçada por uma Carta Régia de 22 de Outubro de 1443.

Desconhece-se o nome dos antecessores de Gil Eanes, com excepção de Gonçalo Velho e do próprio Gil Eanes, existindo além do mais bastantes dúvidas quanto ao primeiro.

Contudo, o padre Dinis Dias acredita que o cabo transposto em 1434 não foi o Bojador mas sim o Cabo Juby.

A passagem do Bojador é tradicionalmente tida como o arranque do processo dos Descobrimentos Portugueses, visto que era aí que terminava o mundo conhecido pelos Antigos. As cartas italianas e catalãs quando referenciavam esta costa só a mostravam até ao Bojador.

Categories: Economia, História, Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | 3 comentários

Cronologia e descrição das viagens ao arquipélago da Madeira

Em 1931, historiadores italianos afirmaram o Achamento por dois genoveses vindos das Canárias. Mas se assim fosse no momento em que o Infante Dom Henrique anuncia à Europa o Domínio Português sobre as ilhas nenhuma voz genovesa aparece a defender os seus direitos de prioridade.

Cronologia das viagens à Madeira:

Antes de 1418:
Com: Machim (?)
Objectivo: ?
Detalhes: ?

1418:
Com: Gonçalves, Teixeira e Tristão Vaz.
Objectivo: Porto Santo.
Detalhes: Desentende-se, regressando ao fim de dois anos ao reino.

1420 (segundo Valentim Fernandes):
Com: Bartolomeu Perestrelo e J. Gonçalves.
Objectivo: Porto Santo e Madeira.
Detalhes: Bartolomeu Perestrelo regressa de Porto Santo a Portugal, os outros dois navegadores passam à Madeira iniciando o seu povoamento.

1419 (segundo Alcoforado):
Com: João Gonçalves, Juan de Amores e Alcoforado.
Objectivo: Porto Santo e Madeira.
Detalhes: Visitam primeiro o Porto Santo, observam no horizonte um “negrume” que
os leva até à Madeira. Esta descrição teria sido escrita por uma testemunha ocular e a versão aqui veiculada opõe-se à da Crónica da Guiné, que teria
sido alterada por motivos de ordem política.

A descoberta do arquipélago da Madeira:

A Relação de Diogo Gomes não deve ser tomada em conta visto que o autor se limita a escrever que no tempo do Infante uma caravela teria sido arrastada por uma tempestade até essas ilhas:
-> Nesta Relação, Zarco e Tristão aparecem como povoadores.
João de Barros repete a ideia de uma “tempestade providencial”. Fala igualmente de “passagem” e à semelhança de Diogo Gomes também não fornece elementos cronológicos.
-> 1ª viagem de Zarco e Tristão a Porto Santo;
-> 2ª viagem de Zarco e Tristão a Porto Santo;
-> 3ª viagem a Porto Santo “passando”daí à Madeira.

Categories: Economia, História, Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | 1 Comentário

Os primeiros desenvolvimentos da construção naval em Portugal.

Com a consumação da Reconquista, o movimento para sul que caracterizara desde sempre a monarquia portuguesa cessara temporariamente, mas o tradicional inimigo muçulmano continuava a ameaçar a navegação cristã e as pequenas vilas e cidades da periferia do Reino. Surgiam então duas alternativas: ou se defendiam essas costas permamente sugeitas ao corso muçulmano ou se ía destruir esta ameaça no seu próprio covil, no norte de África. Para o bom sucesso de ambas as hipóteses tinha que existir uma forte marinha mercante, e, sobretudo, uma robusta marinha de guerra.

A Cruzada Marítima

Os fundamentos de uma marinha de guerra portuguesa foram lançados por Dom Dinis, embora o seu desenvolvimento tivesse sido sucessivamente prejudicado pelas constantes guerras com Castela até à assinatura do Tratado de Paz de 1411, isto, muito embora a Santa Sé tivesse promulgado diversas bulas em que incentivava ao empenhamento nacional numa cruzada marítima contra os muçulmanos.

Estas pressões por parte da Santa Sé são bem visíveis numa Súplica de Dom Afonso IV ao papa Bento XII, solicintando-lhe uma bula que seria concedida a 30 de Abril de 1341 sob o nome Gaudemus et Exultamus, onde se pode ler:

“Que el-rei de Portugal Dom Dinis (…) considerando que o dito reino do
Algarve está na fronteira e vizinhança dos ditos inimigos, e que seria mais
fácil a guerra (…) se estes fossem atacados por mar, em galés (…), por
pessoas dextras na arte da guerra por mar; mandou chamar de longes terras
para o seu reino um homem conhecedor das coisas do mar e da guerra naval e
nomeou-o almirante de seus reinos com grande soldo, o qual mandou construir
galés e outros navios.”

Também o contrato celebrado entre Dom Dinis e o genovês Pessanha, datado de 1 de Fevereiro de 1317 dá especial relevo ao papel militar da armada que este comandaria, nomeadamente no ponto em que se diz que o almirante jurou servir o rei “contra todos os homens do mundo (…) também cristãos como mouros”, embora acessoriamente fosse autorizado a utilizar os seus navios e homens em actividades comerciais: “Pero, quando vós, sobredito rei,ou vossos sucessores não houverdes mester serviço dos ditos vinte homens, que eu, micer Manuel e meus sucessores nos possamos servir deles em as nossas mercandias”.

Categories: Economia, História, Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | Deixe um comentário

Site no WordPress.com.

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

Moradores do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Moradores do Areeiro

AMAA

Associação de Moradores e Amigos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern everything with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

Parece piada... fatos incríveis, estórias bizarras e outros micos

Tem cada coisa neste mundo... e todo dia surge uma nova!

O Vigia

O blog retrata os meus pensamentos do dia a dia e as minhas paixões, o FLOSS, a política especialmente a dos EUA, casos mal explicados, a fotografia e a cultura Japonesa e leitura, muita leitura sobre tudo um pouco, mas a maior paixão é mesmo divulgação científica, textos antigos e os tais casos ;)