O Código da Vinci

A “Proporção Dourada” finalmente explicada?

A Proporção Dourada (http://www.contracosta.cc.ca.us)

Quem leu o “Código Da Vinci” deve saber o é a “Proporção Dourada”. A civilização egípcia teria usado a dita na construção dos seus maiores monumentos, como as pirâmides e surgiria também posteriormente, no Parthenon de Atenas, nas grandes catedrais do gótico e, por exemplo, na Mona Lisa de Leonardo da Vinci (referida a este propósito por Dan Brown).

A “proporção dourada” ou “proporção divina” seria uma proporção geométrica que seria a mais esteticamente agradável. A “proporção” descreve um rectângulo de proporção um e com metade desse comprimento em largura.

Foi sobre esta proporção que se debateu um professor da “Duke University” de nome Adrian Bejan que acredita que esta proporção é tão comum na natureza, na arte e na arquitetura porque, segundo o professor, os olhos humanos analisam a imagem com maior rapidez se se tratar de uma forma compatível com um retângulo na “proporção dourada”. O professor norte-americano afirma que o mundo (humano ou natural) está basicamente orientado na horizontal e que os animais especializaram a sua visão para procurarem presas e caçadores nesse eixo, tendo aqui, assim, uma visão mais perfeita nesse eixo. Os mecanismos de cognição evoluíram em sincronia com esta adaptação da visão, acompanhando a nova informação com a capacidade de processamento e por essa razão é que existiria na natureza tantos exemplos da “proporção dourada” e porque estes seriam tão comuns na arte: porque biologicamente todos fomos programados para o procurar e reproduzir.

Fontes:
http://www.terradaily.com/reports/Mystery_Of_Golden_Ratio_Explained_999.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Golden_ratio

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Novos mistérios da “Última Ceia” de Leonardo da Vinci: O Graal, os Dois Templários e a Mulher e o Menino. A teoria de Slavia Pesci

Depois de todo o papel e película vendidos em torno do “Código da Vinci” de Dan Brown parece que agora se descobriram novos mistérios na polémica obra de Leonardo da Vinci conhecida como “A Última Ceia”… Segundo alguns investigadores, a pintura mural ocultaria uma imagem de uma mulher segurando nos braços um bebé…

A imagem foi revelada quando se dividiu a pintura em duas metades e se sobrepôs uma à outra. Das duas imagens resultantes resultaram duas imagens compósitas e transparentes onde o informático italiano Slavisa Pesci (apresentado nalgumas fontes como “amateur scholar“) identificou a figura. É verdade que a pintura está hoje num tal grau de degradação (depois de séculos de tratos de polé) que se torna difícil identificar nela algo mais do que alguns vagos contornos, mas este investigador julga ter encontrado pela sobreposição das duas metades da imagem do quadro encontrando uma mulher segurando um bebé e o… “Santo Graal”…


( http://www.telegraph.co.uk)

Recordamo-nos todos de que este quadro já fora uma das bases do famoso livre “Código da Vinci”… Será que esta interpretação fundamenta as teses do “Sangue Real” divulgadas neste filme? Francamente, a imagem parece demasiado vaga e difusa para poder merecer alguma interpretação incontestada… Intrigante… Especialmente quanto aos dois cavaleiros templários sentados nos extremos da mesa cuja aparição é particularmente clara…

Será que então Leonardo da Vinci estava mesmo ligado a uma corrente secreta templária e… Era mesmo um grão-mestre do Priorado de Sião? Isto supondo que este não foi mesmo fundado (como parece…) por um certo Pierre Plantard em 1956… E que existia mesmo uma ligação genética entre o Priorado e a Ordem do Templo.

Eis um curto filme sobre esta interpretação da “Última Ceia” que permite uma boa ilustração desta tese:

Fontes:
http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2007/07/30/wvinci130.xml http://edition.cnn.com/2007/WORLD/europe/07/27/davinci.codes.reut/ http://www.freep.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20070725/NEWS07/70725061/1001&imw=Y

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O “Wasp III” um UAS táctico, lançado manualmente, está a entrar em serviço nos EUA

A Força Aérea dos EUA prepara-se para receber os pequenos UAS “Unmanned Aircraft Systems” na forma do Wasp III, com cerca de 70 cm de comprimento de asas e pesando menos de meio quilograma, mas transportando uma câmara de vídeo e de infravermelhos. O UAS pode ser lançado com o impulso de um braço e disponibiliza imagens de alta qualidade para o operador de terra, colocado junto à equipa táctica. Os Wasp III não estarão armados, mas irão oferecer aos soldados posicionados no solo ou em patrulha uma visão do alto que até hoje não dispunham directamente. OUAS pode voar durante cerca de uma hora produzindo muito pouco ruído, o que o tornar virtualmente indetectável quando opera de noite

A entrada em operação deste pequeno aparelho vai aumentar as possibilidades de sobrevivência dos militares em patrulha no solo, no Iraque e representa mais um passo para a modernização das forças armadas dos EUA, mas também vai implicar um aumento da complexidade das suas missões, a necessidade de um operador do sistema colocado junto à equipa de intervenção táctica e… Mais uns quilos de equipamento a transportar em cada missão… Sem falar do aumento de custos que actualmente já está a prejudicar a operacionalidade das forças armadas americanas…

Fontes:
Engadget
DesignationSystems

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O RS-24, o novo míssil estratégico russo. Uma resposta directa ao “Escudo Anti-Míssil” dos EUA?

(Teste do novo míssil estratégico russo RS-24 in http://www.missilethreat.com)

A Rússia está a testar novos mísseis balísticos que – segundo responsáveis governamentais russos – conseguem penetrar qualquer sistema defensivo, incluindo o polémico “Escudo Anti-Míssil” que os EUA querem montar na Europa Oriental e contra o qual a Rússia tem emitido os mais veementes protestos.

O novo míssil é um MIRV, isto é, um míssil capaz de transportar várias ogivas independentes. O teste demonstrou a capacidade do novo míssil de chegar mais longe do que qualquer outro míssil actualmente no inventário russo. Esta proclamação bombástica é bem característica do espírito russo… E do seu engenho, já que se sabe que os russos estão mais adiantados em tecnologia de foguetes do que qualquer outra potencia no mundo e portanto, podem bem ser capazes de fabricar um míssil mais rápido e com mais alcance do que qualquer outro. Mas a notícia, seja ela um golpe de Marketing ou não, ocorre num contexto muito preciso, no contexto em que os EUA se prepararam para instalar na Europa Oriental um sistema anti-míssil supostamente apontado para a Coreia do Norte, mas que todos sabem ter como objectivo primário reduzir a capacidade russa de resposta balística… É que a Coreia está muito longe da Europa Oriental e actualmente não tem mísseis com alcance suficiente… (ver AQUI) ao contrário da Rússia.

A instalação de sistema de defesa anti-míssil na Polónia e na República checa irrita os russos praticamente desde o primeiro dia em que foi anunciada. Por um lado porque são dois antigos membros do Pacto de Varsóvia, e logo, estas escolhas lembram à Rússia a sua perda de influência na Europa de Leste, por outro lado, são uma demonstração clara de que os EUA encaram a Rússia de hoje mais como uma ameaça do que como uma Aliada, o que é um erro estratégico profundo, já que a Rússia pertence à mesma matriz da civilização Ocidental e pela sua posição geográfica, pela abundância dos seus recursos naturais e pela extensão imensa das suas fronteiras é aliás precisamente a primeira barreira contra o expansionismo chinês que não se vai deter na sua colónia tibetana e mais cedo ou mais tarde vai procurar expandir essa influência pela via armada à Ásia Central, encontrando aí, inevitávelmente… A Rússia. Nesse momento, o Ocidente (tido aqui na sua expressão mais lata que engloba as três Américas, a Europa, a Euroásia e uma parte significativa de África) deverá saber-se aliar-se ao seu aliado natural que é a Índia (eterno rival da China, e logo, potencial aliado do Ocidente) e colocar-se ao lado da Rússia quando esta precisar.

É neste contexto que se insere o desenvolvimento do novo ICBM russo, o RS-24 que foi testado na base russa de testes de Plesetsk e que atingiu o alvo a mais de seis mil quilómetros de distância na Peninsula russa de Kamchatka, no Extremo Oriente russo. O RS-24 foi concebido como o sucessor da extensa, mas muito envelhecida frota de ICBMs russos RS-18 e RS-20 e tem as características que – pelo menos teoricamente – lhe permitem vencer qualquer sistema de defesa balística através da sua velocidade e é um desenvolvimento directo a partir do Topol-M (SS-27) que está a ser entregue às forças estratégicas russas desde 1997. Os russos estão também a desenvolver um novo lançador móvel com a designação “Iskander-M” que deverá entrar em serviço em 2015.

Parece evidente que este esforço renovado da Rússia para actualizar o seu arsenal nuclear estratégico se insere no sentimento de “cerco” provocado pela programa do “Escudo Anti-Míssil” que pretende instalar em torno da Rússia (Polónia e República Checa) os postos avançados de um sistema que pretende anular ameaças vindas da… Coreia do Norte e do Irão…

Fonte: Military.com

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Sobre a retirada da Rússia do Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa de 1990 (FACE)


(MBTs T-84 in http://armor.kiev.ua

A retirada da Rússia do Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa de 1990 (FACE) é uma resposta evidente ao programa do escudo anti-mísseis dos EUA, mas também mais um sinal de que a Rússia de Putin já não é a Rússia dominada pelas mafias e militar e economicamente enfraquecida de Ieltsin… Mais do que um protesto contra o programa anti-mísseis ou que um regresso à “Guerra Fria”, a retirada é uma expressão da vontade russa de reassumir o seu estatuto de “grande potencia” ao lado das demais, propulsada agora pelos petrodoláres e por um presidencialismo cada vez mais autoritário e autista…

É certo que depois da assinatura do FACE foram retirados ao serviços mais de 60 mil tanques, blindados, peças de artiharia e aviões de combate, mas a maioria foi-o não porque a sua retirada seguia a letra do tratado, mas apenas porque alcançou o limite da sua obsolescência, o que é especialmente verdade em relação ao equipamento russo… E outra boa parte, deveu-se à retirada da Alemanha da maioria das divisões que os EUA ali mantinham desde o fim da Segunda Grande Guerra…

Por fim, eis os números actuais das forças militares russas:

395,000 soldados de infantaria

1,233 aviões de combate

23,381 carros de combate

489 mísseis baseados em terra

12 mísseis lançados por submarinos

57 submarinos

62 navios de guerra

Embora estes números ainda incluam algum material obsoleto e em armazém e dificilmente colocado em estado operacional (algo que é especialmente verdadeiro no caso dos 1233 aviões de combate, muitos dos quais são MiG-23 e MiG-27), a verdade é que a frota russa é hoje claramente superior à frota britânica, quase de dois para um, enquanto que na Guerra Fria esta lhe foi sempre claramente superior, com excepção no ramo estratégico e submarino… Estes números russos, são contudo, muito menores do que os absolutos se tivermos em consideração a imensa extensão geográfica que a Rússia tem que defender, desde Kaliningrado, o enclave balcânico, ao Mar Negro, ao turbulento Caucaso, à fronteira comum (e problemática) com o gigante chinês, ao extremo oriente com regiões autónomas onde o islamismo radical é uma força crescente… Estas regiões, mais a sempre rebelde chechénia absorvem uma fracção muito importante destas forças militares… Mas apesar desta extensão geográfica e da existência de tantos conflitos latentes, a Rússia é ainda hoje uma das grandes potencias militares do mundo e é normal e compreensível que se retire de um tratado que lhe era desfavorável e que foi assinado num momento em que se encontrava em especial fraqueza e liderada por um presidente bêbado e incapaz de ombrear com os grandes da Europa e tido frequentemente como demasiado dócil na própria Rússia…

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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DEPOIS da morte de seis militares seus no Líbano, a Espanha decide instalar em todos os seus veículos em missões no estrangeiro, sistemas anti-minas

Depois da morte de seis militares espanhóis no Líbano aquando da explosão de uma bomba que destruiu o veículo blindado BMR em que seguiam, o chefe de estado maior espanhol, o general Félix Roldán afirmou que seriam instalados sistemas anti-minas em todos os veículos em missões no exterior… Recusando comentar se a sua presença poderia ter evitado as mortes dos militares, mas reconhecendo implicitamente que… sim, ou então não seria necessário instalar estes sistemas…

O PP espanhol criticou na altura a decisão de enviar BMR para o Líbano, afirmando que teria sido preferível enviar carros de combate, mas de facto, no cenário libanês estes não seriam particularmente úteis em missões de patrulha e reconhecimento como aquelas que são cumpridas pelo contingente espanhol, e isso é certo, mas a sua existência teria um inegável efeito disuasor e a sua existência na cabeça de todas as colunas poderia salvar os veículos seguintes (BMR ou outros) ao absorver o grosso do impacto da minas ou do explosivo improvisado… E é neste tipo de questões que se vê como em questões de competência e antevisão os espanhóis são essencialmente iguais a nós… Alguém acredita que os Chaimites e jipes que temos espalhado pelo mundo em missões de paz têm todos equipamentos anti-minas? Hum?…

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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Ainda sobre a situação no Darfur, a cumplicidade chinesa e a fuga das ONGs…

Apesar de começarem a surgir alguns sinais positivos da aparição de uma nova vontade por parte do genocida governo sudanês para resolver o conflito no Darfur, provavelmente “ordenada” pela China, seu expresso e público único apoiante internacional e que o tem isentado no Conselho de Segurança da ONU da maioria das acções que lhe poderiam anular os seus propósitos genocidas, o certo é que a situação no Darfur não dá sinais de melhoramentos, pelo menos, não localmente… As ONGs que prestam o grosso do apoio humanitário às suas populações estão a retirar em massa dos campos de refugiados, como resposta ao aumento de 150% dos ataques contra o seu pessoal, ao furto de mais de 50 veículos e ao rapto de perto de 130 cooperantes… Sem estas ONG, os 2/3 dos 6 milhões de habitantes do Darfur que dependem da ajuda alimentar internacional não poderão sobreviver e assim se cumprirão os projectos sudaneses e islamitas de genocídio e esvaziamento populacional desta região de forma a deixar as reservas de ouro, urânio, água (uma das maiores reservas de água subterrênea de todo o continente) e, sobretudo de petróleo para as mãos do governo e dos seus “aliados” chineses… Como efeito, estima-se que no Darfur existam reservas suficientes para fazer dobrar a produção sudanesa de crude (500 mil barris diários) e daí o apetite chinês, os seus fornecimentos de armas e munições e a multiplicação de poços de companhias chinesas que ocorre um pouco por todo aquele que é hoje o maior país africano.

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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Sobre o colapso da Fatah na Faixa de Gaza

A avassaladora marcha dos Hamas pela Faixa de Gaza espantou todos os analistas internacionais, que não esperavam que as forças da Fatah fossem tão débeis ao ponto de serem incapazes de travar este avanço e de impedir a aparição de duas entidades palestinianas, uma em Gaza, a outra na Cisjordânia… Ora esta marcha triunfal deveu-se à disciplina e organização das milícias do movimento fundamentalista, mas também, e sobretudo à deserção da maioria dos líderes militares da Fatah como Mohammed Dahlan, Rachid Abou Shabak e Samir Masharawi para a Cisjordânia e para o Egipto. A autorização israelita de passagem de armas e munições através do território israelita da Cisjordânia para Gaza não foi suficiente porque as forças da Fatah foram decapitadas pela cobardia dos seus líderes… Bem à altura de um governo corrupto e inepto que conseguiu malbaratar a esperança e todos os auxílios internacionais recebidos nos últimos anos pela Autoridade Palestiniana… E a própria ascensão ao poder do Hamas, e a sua inegável – mas desconfortável – vitória eleitoral indica o grau de cansaço da população palestiniana quanto a uma Fatah demasiado desgastada por anos de inépcia e expectativas frustadas.


Fonte:

Le Monde Diplomatique; Julho de 2007; edição francesa.

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Do Papel do Exército Paquistanês na Ofensiva Talibã no Afeganistão

Pouco antes da ofensiva talibã que agora decorre no Afeganistão, no começo de 2006, havia na região de fronteira com o Paquistão mais de 40 mil combatentes islamitas prontos a entrar no território. Eram sobretudo paquistanesas das grandes cidades do sul, mas também havia largos milhares de chechenos, uzbeques e muitos originários das decadentes monarquias do Golfo. Os líderes talibãs esperam usar estas forças, ligadas de uma forma ou de outra, à Al Qaeda contra o governo de Cabul, mas estes pareciam mais empenhados no derrube do governo paquistanês e na constituição de uma república islâmica independente no Waziristão. Então, os líderes talibãs procuram convencer estes combatentes a marcharem para o Afeganistão, tendo o seu líder, o Mullah Omar enviado alguns dos seus melhores lugares-tenente para convencer as forças da Al Qaeda a focaram no Afeganistão as suas forças, o que não conseguiram de forma satisfatória… Datam desta época as primeiras ofensivas governamentais do exército paquistanês neste território, e apenas depois da proclamação desta intenção independentista… E a partir deste momento, o exército paquistanês começa a enviar armas e munições para os talibãs, armando-se e municiando efectivamente a sua ofensiva contra as forças da NATO (que incluem hoje portugueses) no Afeganistão… O Paquistão queria anular a influência local da Al Qaeda, que minava a própria existência do seu governo e a sua integridade territorial e ainda que conhecesse bem o risco dessas armas serem usadas contra os seus “aliados” da NATO, preferiu corrê-los a permitir a implosão do seu controlo nesta região fronteiriça…

Fonte:

Le Monde Diplomatique; Julho de 2007; edição francesa.

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A Turquia concentra 200 mil homens na fronteira com o Iraque…

A Turquia concentrou mais de 200 mil homens, apoiados por blindados, artilharia e helicópteros, junto à fronteira do curdistão iraquiano… A concentração surge num momento muito específico, em que se preparam eleições na Turquia e poderá ser a antecipação de uma extensa operação militar no interior do norte do Iraque, atrás dos refúgios do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão)… A Turquia poderia assim comprometer uma das raras regiões iraquianos onde a paz e o desenvolvimento se parecem ter instalado e retirar aos seus aliados norte-americanos o seu maior apoio local: os curdos, vivendo uma independência “de facto”, no norte do Iraque, sob o apoio e a protecção das armas americanas e sobre a tolerância incomodada de um governo de Bagdad mais preocupado em enfrentar o caos e a dissidência no centro e no sul do País…

É verdade que o conflito de guerrilha na Turquia oriental se agravou nos últimos meses, com a morte de 111 militares e polícias turcos, contra a de 109 guerrilheiros e que a presença estimada de mais de 3000 guerrilheiros do PKK em bases no norte do Iraque irrita os turcos… Mas irrita ainda mais a perspectiva de o norte do Iraque poder afirmar-se como um pólo de independência para os seus quase 18 milhões de curdos…

De permeio, a Turquia mantêm a ocupação de uma base militar no norte do Iraque, no aérodromo de Harir, guardada por mais de mil homens e alguns blindados, para grande incómodo do governo iraquiano, que já expressou várias vezes o seu desejo em ver esta força abandonar o seu território, o que a Turquia sempre recusou em flagrante violação do Direito Internacional e numa atitude “imperialista” que infelizmente caracteriza bem a forma de estar otomana nesta região.

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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Sukhoi Su-34: O novo bombardeiro da Força Aérea Russa


(Sukhoi Su-34 in http://www.defesabr.com)

Os primeiros Sukhoi Su-34 começam finalmente a entrar em serviço na força aérea russa em números significativos… Depois de quase 20 anos de desenvolvimento e percalços vários provocados pelos anos de caos e desorganização que se seguiram à queda do comunismo na Rússia, aquele que será doravante o cerna das forças de ataque da Federação Rússia começa a substituir os idosos Su-24…

O primeiro Su-34 entrou ao serviço a 15 de Dezembro de 2006, sendo então o primeiro novo tipo de avião que a força aérea recebia em mais de 20 anos, o que dava uma boa medida da falta de actualização desta força aérea, outrora moderna e actualizada…

Contudo, o primeiro regimento com os novos bombardeiros Su-34 só estará completado com as 20 unidades previstas em 2010 e somente por volta de 2020 é que a Rússia terá 200 aparelhos idênticos em operação.

Apesar destes atrasos (provocados por dificuldades de financiamento), o Sukhoi Su-34 representa actualmente o ponto mais alto da tecnologia aeronáutica russa. Sendo ainda uma variante do Su-27, um avião de caça desenvolvido nos finais da década de 60, e sendo um herdeiro directo desta concepção com mais de 40 anos, o Su-34 tem sistemas electrónicos radicalmente novos e tão eficientes como os melhores dos melhores aviões ocidentais e pode transportar oito toneladas dos melhores mísseis Ar-Terra do inventário russo, como o R-73, o R-27 sendo defendido pelos mísseis Ar-Ar RVV-AE. O bombardeiro pode ainda transportar vários tipos de bombas inteligentes e mísseis anti-navio Moskit e Jachont.

Fonte: Flug-Revue

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Portugal e os jipes Hummer (HMMWV)

Confesso que fiquei admirado quando recentemente descobri que Portugal operava aqueles excelentes, mas caros, jipes americanos Hummers… Ao que parece o batalhão de comandos que temos estacionado no Afeganistão, na turbulenta Kandahar tem alguns que foram emprestados pela Espanha.

Os HMMWV foi actualizados pela instalação de kits de blindagem adicional, com um custo estimado em cerca de 2 milhões de euros, já que os veículos adquiridos não estavam blindados.

Estes não são os primeiros Hummers operados pelo Exército Português… Em 2000 foram comprados 24 jipes idênticos, do modelo M1025A2, o qual já incluía a blindagem básica e um kit anti-mina instalado de raíz. Estes 20 Hummers teriam sido adquiridos a pensar na sua eventual oferta ao exército timorense. Mas a transferência parece ter sido abortada, já que estes veículos servem actualmente na nossa missão no Kosovo com o 2º Batalhão de Infantaria Mecanizado – BrigMec.

Fontes:
Público
DefesaNet

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Um relatório oficial do Pentágono exprime preocupações sobre o aumento do poder militar chinês…


(http://www.defensetech.org)

Um relatório do Pentágono indica que a China está a expandir as suas forças armadas com o objectivo de aumentar a sua capacidade para projectar a sua influência a qualquer lugar do mundo isto segundo o relatório anual do Departamento de Defesa ao Congresso dos EUA sobre o “Poder Militar da República Popular da China” e contrariando aqueles que encaram com crescente passividade e bonomia a expansão do poder militar chinês…

O relatório detalha a instalação de várias unidades de mísseis balísticos cobrindo todo o território de Taiwan e destaca especialmente a aquisição de novos sistemas de AWAC (radares aéreos) e de caças e aviões para reabastecimento em vôo que permitirão estender o seu raio de acção até ao Mar do Sul da China. Incluí também uma abordagem sobre aquela que já se sabia ser a área de investimento principal das forças armadas chinesas para os próximos 25 anos e que será a área naval, descrevendo cinco novos tipos de submarinos actualmente em desenvolvimento e os planos para construir um superporta-aviões capaz de projectar o poder militar chinês a qualquer local do globo.

O relatório descreve também um novo lançador de mísseis móvel e preparado para se deslocar por via rodoviária conhecido como “DF-31” que estaria a entrar ao serviço nas forças nucleares estratégicas chinesas ao mesmo momento em que a China investe uma verba muito significativa num programa não detalhado para “anular defesas balísticas”, obviamente no contexto do “Escudo Anti-Missil” desenvolvido pelo EUA.

O orçamento de Defesa chinês é hoje de 45 biliões de dólares, mas esta verba não inclui as verbas de Investigação e Desenvolvimento de muitas agências chinesas que estão a desenvolver projectos para as forças armadas, e a verba agregada por bem ultrapassar os 125 biliões, se estes valores forem também tidos em conta. Pode parece pouco, se comparado com os 420 biliões que os EUA gastaram em 2005, mas coloca a China numa confortável segunda posição nas despesas militares do mundo, bem acima da Rússia (o terceiro maior gastador), com “apenas” 61 biliões de dólares (ver AQUI).

A razão para a concentração de esforços na área balística e na Marinha é clara… Com a crescente dependência da China das importações petrolíferas, assegurar o controlo das rotas marítimas é cada vez um objectivo mais essencial. Segundo o relatório:

“No presente, a China não pode proteger os seus fornecimentos energéticos nem as rotas por onde estes viajam, incluindo os Estreitos de Malaca por onde passa cerca de 80% das importações chinesas em petróleo.”

Procurando anular esta fragilidade, em 2006, a China procurou diversificar os seus fornecedores, assinando contratos com a Arábia Saudita e com várias nações africanas, como o polémico Sudão, que tem defendido bastas vezes no Conselho de Segurança, protegendo-o contra represálias pelos repetidos massacres no Darfur.

O relatório termina sublinhando que a doutrina militar chinesa continua a parecer muito dependente do uso massivo de forças e da vitória pela esmagadora vantagem dos números num dado local, mas parece estar a haver uma alteração estratégica gradual para um enfoque maior no treinamento do que na pura vantagem numérica, e que esta alteração de visão é já patente na força aérea onde os novos Sukhoi e os modelos indígenas procuram ser pelo menos tão capazes quanto os melhores modelos que os adversários possam reunir e onde o número dehoras de vôo por piloto tem aumentado exponencialmente nos últimos anos, embora esteja ainda muito abaixo daquilo que é comum nas forças aéreas do Ocidente.

Fonte: news.monstersandcritics.com

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Resposta a Eurico sobre o “novo bombardeiro estratégico russo”

Tu-160
(Tupolev Tu-160, o melhor bombardeiro estratégico da Força Aérea Russa in http://www.airforce-technology.com)

A propósito de um alerta lançado pelo Eurico1844 (há muito tempo, eu sei…) sobre o desenvolvimento de um novo bombardeiro estratégico pela Rússia andei a dar uma voltas e constatei que:

1. Em 22 de Março o comandante da Força Aérea Russa, Vladimir Mikhailov, mencionou que a Rússia não iria fazer mais actualizações ao bombardeiro Tu-160 passando a dedicar-se a desenvolver um novo tipo de bombardeiro.

2. Em 5 de Abril, o comandante do 37º Exército do Ar, o general Anatoly Zhiharev, declarou que a Força Aérea tinha elaborado as especificações para o novo aparelho e que estas tinham sido entregues aos projectistas, para elaboração de um projecto. Acrescentou ainda que os custos de desenvolvimento do novo aparelho já estariam reservados no orçamento federal. Zhiharev declarou ainda que:

a) O bombardeiro seria completamente diferente de qualquer tipo de aparelho idêntico actualmente em funcionamento.

b) O bombardeiro iria ultrapassar todas as características dos bombardeiros actuais.

c) Seria capaz de descolar de vários tipos de pistas, desde as mais curtas até às não pavimentadas.

d) Poderia penetrar sem ser detectado todos os sistemas conhecidos de Defesa Aérea.

e) Transportaria bombas convencionais e de alta precisão, para além de mísseis guiados.

f) O novo bombardeiro deveria ter o primeiro protótipo operacional até 2017.

Embora os Tupolev Tu-160 ainda sejam capazes de cumprir todas as missões para as quais foram originalmente concebidos não é de esperar que substituam todas as missões actualmente desempenhada pelos velhos mais muito capazes Tu-95 e pelos remanescentes Tu-22 da força aérea russa… São aviões muito diferentes e os velhos “Bear” são inexcedíveis nas suas missões de reconhecimento naval a longa distância… E uma plataforma que sendo actualizada bem que pode manter-se actualizada mais uns bons vinte anos! Por outro lado, por volta de 2010, a Rússia deve ter finalmente o seu primeiro Regimento operacional de Sukhoi-34 (apenas 20 aparelhos!) e por isso estas declarações sobre um “novo tipo de bombardeiro estratégico”… Francamente, não parecem passar de pura propaganda inserida no contexto do recente esfriamento das relações Rússia-EUA…

Fontes:

http://port.pravda.ru/news/russa/23-04-2007/16702-bpombardeiro-0

http://www.russianspy.org/2007/05/04/russia-develops-new-generation-strategic-bomber/

http://english.people.com.cn/200704/22/eng20070422_368661.html

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Nicolas Sarkozy embriagado na Cimeira dos G8, a “Force de frappe” e a poeira para os olhos

Eis Nicolas Sarkozy alvo de gozo e da galhofa de todo o mundo… Tanto quanto sei, estas imagens foram mais ou menos excluídas dos seis maiores canais televisivos franceses, mas passaram livremente na Bélgica e é aliás de uma televisão belga que foram extraídas estas imagens. O comentador, não resistiu a introduzir a peça afirmando que “Sarkozy esteve num almoço prolongado com o seu homólogo russo, Putin, onde só beberam água”, num gozo evidente… De seguida passaram logo as imagens onde o Presidente françês está visivelmente embriagado, em plena conferência de imprensa da reunião dos G8!…

Se era a isto que se referia Sócrates quando saudou a França pelo “regresso à liderança da União Europeia com a frase inglesa “France is back” (uma frase em “Inglês Técnico”, note-se), então estamos bem… Is Back to where? Ao Circo dos palhaços que governam esta Europa e que encontraram forma de ultrapassar o veto da Constituição fazendo aprová-la nos dóceis parlamentos de cada país?

E por outro lado… Não devíamos ficar todos inquietos por saber que o “botão nuclear” está ao alcance de alguém que logo na sua primeira aparição pública se deixar exibir completamente embriagado? É que a famosa “Force de frappe” nuclear francesa continua a ser uma das mais poderosas do mundo equipada com 4 submarinos com mísseis nucleares armados com os mísseis M4 SLBM e M45 SLBM, para além de 60 Mirage 2000N com capacidade de transporte de bombas nucleares. Na época de Boris Ieltsin, outro presidente que se apresentava embriagado em númerosas cerimónias públicas todos os Media e Comentadores pareciam obcecados com esse risco, mas agora, com Skarkozy, tudo parece estar bem…

No entrentanto, o repórter belga foi obrigado a apresentar as suas desculpas públicas pela introdução e a presidência francesa nega veementemente a embriaguez do titular do cargo… Recordando a poeira para os olhos que AQUI também nos tentaram atirar para os olhos.

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A China e as suas exportações de armas para alguns dos mais tirânicos regimes do mundo: Sudão, Myanmar, Nepal e Irão

Segundo a Amnistia Internacional, a China está rapidamente a tornar-se o maior exportador e também o mais irresponsável dos exportadores de armas do mundo… São armas chinesas que sustentam hoje alguns dos conflitos mais sangrentos e cruéis do mundo no Sudão, no Nepal, ne no Myanmar… Armas de infantaria especialmente, sobretudo na forma das cópias chinesas da AK-47, mas também meios mais pesados como os 212 camiões chineses (com motores diesel Cummins americanos) que transportam agora os soldados governamentais e as milícias islâmicas Janjawid para os seus massacres no Darfur…

A colaboração desta muito lucrativa multinacional dos EUA diz também muito do tipo de multinacionais que estão hoje a propulsar a Globalização… Do tipo de negócios que aceitam fazer e da diminuta escala moral dos seus princípios e do quanto longe estão dispostas a ir para não comprometerem as suas boas relações com o “Império do Meio” e até onde podem ir para não fechar a porta aquela que é considerado nalguns círculos como o “maior mercado do mundo”.

Segundo uma investigação da ONU, tratar-se-íam de 212 camiões EQ2100E6D da Hubei Dong Feng Motor Industry and Export Company propulsados por um motor diesel Cummins 6BT5.9

De igual forma, a China exportou para outro dos estados mais ditatoriais do mundo, verdadeiro membro de um “Eixo do Mal” patrocinado pela China e logo, consentido pelos EUA e pelos Neocons bushistas: Myanmar, a antiga Birmânia… Para aqui, a China entregou mais de 400 camiões idênticos.

O Irão é hoje provavelmente o maior comprador de armamento chinês e certamente o maior comprador de equipamento pesado e de alta tecnologia… Desde caças Shenyang, a tanques T-59, a mísseis terra-terra HY-2 Silkworm e a lançadores de foguetes a China tem vendido alguns dos seus melhores sistemas de arma ao regime dos Mullahs, eterno opositor e rival do Ocidente, com uma folha de direitos humanos das mais manchadas do mundo…

No Nepal que as exportações militares chinesas têm sido também muito intensas… Entre 2005 e 2006, 25 mil AK-47s e 18 mil granadas foram entregues ao governo que as usou contra manifestantes e na repressão brutal que encetou contra os rebeldes maoístas (sim… irónicamente estas armas chinesas foram usadas contra rebeldes maoóistas…) e num fenómeno paralelo, o mundo, mas especialmente o Extremo Oriente (Malásia, Tailândia e Indonésia) têm assistido nos últimos anos a uma multiplicação de armas ligeiras e pistolas de marca Norinco, também muito comuns entre os perigosos gangs que operam na África do Sul… Existe aparentemente uma rede clandestina de distribuição destas armas da Norinco por todo o mundo, dependendo da inércia e corrupção das autoridades chinesas e da complacência de muitos governos onde estas armas aparecem com cada vez mais frequência…

Mas estas informações estão isoladas e certamente que não são únicas… A China mantêm uma política de segredo nas suas exportações militares e pouco se sabe delas, além daquilo que o seu regime fechado e censório deixa escapar intencionalmente para o exterior (como o recente anúncio de venda de equipamento militar para a Argentina de que falámos por AQUI). Aliás, se as exportações chinesas não são maiores do que já foram isso deve-se a uma concorrência feroz da Rússia (outro fornecedor do governo sudanês), mas principalmente ao mau desempenho que estas armas tiveram na Guerra Irão-Iraque nas Guerras do Golfo (sob comando iraquiano)… Em consequência dessa justa má imagem então adquirida, as vendas cairam a pique para menos de 600 milhões de dólares em 1998 e só nos últimos anos tornaram a recuperar…

A Aministia Internacional estima que a China exporta todos os anos perto de 2 biliões de dólares em armamento… Relativamente pouco se comparados com os quase 70 biliões dos EUA, mas muito, demasiado mesmo, se tivermos em conta os países para onde as exportam e a natureza das mesmas: armas de infantaria e veículos de transporte, uns e outros essenciais nos conflitos de baixa intensidade que decorrem nestes locais.
Fontes:

Aministia Internacional (relatório aqui abordado)

Raw Story

www.nti.org

Asia Times

FAS

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O Japão tenta comprar caças F-22 aos EUA e alguma informação sobre a Defesa Aérea da Coreia do Norte


(Esquadrão de “F-22 Raptor” in http://hashmonean.com)

O Japão está a ponderar a aquisição de caças F-22 Raptor para defender o país das crescentes ameaças de mísseis colocadas pelo seu instável e imprevisível vizinho norte coreano… É que o F-22 consegue destruir pequenos mísseis de cruzeiro como os Scud-B, Hwasong-5 e 6 e os No-Dong norte coreanos com alcances entre os 280 e os 1400 Km
e iludir mesmo os mais sofisticados sistemas de defesa aérea… É claro que embora a Coreia do Norte possua perto de 10 mil mísseis anti-aéreos pertencem quase todos às classes SA-2, SA-3 e SA-5 de origem russa e chinesa (alguns com mais de 40 anos). Esta miríade de mísseis obsoletos é reforçada por cerca de 15 mil mísseis portáteis Wha-Sung (cópias locias do SA-16 e SA-17). No conjunto, representam uma força impressionante, mas globalmente obsoleta e frágil a qualquer bombardeamento massivo. Existem rumores de negociações secretas entre a Rússia e a Coreia do Norte para a colocação em torno de Pyongyang dos muito eficientes mísseis russos S-300 e S-400, o que poderia alterar muito significativamente a equação…

De qualquer forma, quer a Coreia do Norte tenha ou não S-300 e S-400, o Japão precisa de reforçar as suas defesas contra um ataque de saturação norte-coreano e o F-22 cumpriria muito bem esse papel… O problema é que os EUA têm resistido a todas as pressões para vender o F-22, mesmo aos seus aliados mais próximos (como sucedeu recentemente com a Austrália).

A cada negativa americana, avançam os concorrentes… Neste caso, a EADS europeia está já a tentar vender a Tóquio o seu EF200 Typhoon, o qual, com um radar activo “E-Scan” e o novo míssil Meteor (ramjet guiado por radar) poderia ser adequado às necessidades japonesas, sem ferir as susceptibilidades e reticências americanas.

Fontes:

Aviation Week

Asia Times

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A Marinha Brasileira comprou ao Reino Unido o LSL “RFA Sir Galahad”


(Sir Galahad in http://www.pembroke-dock.co.uk)

A marinha brasileira vai participar no plano de abate da Royal Navy (a que aludimos noutro artigo) adquirindo o Navio de Apoio “RFA Sir Galahad”. O navio serviu a Marinha britânica durante apenas 18 anos, o que na sua classe, é tido como uma carreira relativamente curta.

Quando fôr inserido no arsenal da marinha brasileira, o navio receberá o nome de G29 Garcia d´Ávila tornando-se numa peça essencial para tornar o Brasil numa efectiva potencia regional já que se trata de um LSL (“Landing Ship Logistic”) concebido para fornecer apoio directo ao desembarque de tropas e equipamentos. O navio tem até a possibilidade de acolher dois helicópteros.

E se o nome vos trás alguma recordação… Saibam que não é o mesmo “Sir Galahad” que a Royal Navy perdeu num ataque de A-4B Skyhawks argentinos nas Malvinas. É precisamente o seu sucessor de idêntico nome e função, e não um qualquer destroço recuperado das águas do Atlântico Sul…


(o “outro” Sir Galahad in http://www.royal-navy.mod.uk)

Fonte: Área Militar

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Os dois novos porta-aviões britânicos e do miserável estado actual da Royal Navy

O governo britânico decidiu construir dois novos porta-aviões com um custo total estimado em mais de 4 biliões de dólares. Com esta decisão, muito pesada do ponto de vista orçamental, a Royal Navy tenta continuar na lista das maiores marinhas de guerra do mundo, mantendo em actividade pelo menos três estaleiros navais em Inglaterra e na Escócia e assegurando pelo menos 10 mil postos de trabalho directos.

Os dois navios serão designados de “HMS Queen Elizabeth II” e “HMS Prince of Wales” e deverão ter cerca de 40 mil toneladas cada um. Os porta-aviões poderão transportar 50 aviões de combate e vão ocupar o lugar deixado vago pelos vetustos dois e meio porta-aviões actuais da Royal Navy, mas terão o dobro do tamanho e peso destes e além de lançarem apenas aviões de descolagem vertical, como os Sea Harrier, poderão também estar equipados com aviões mais convencionais, ainda que se pense que serão equipados sobretudo com caças JSF.

Esta decisão pode estar em contexto com a recente fraqueza desmonstrada pelo Reino Unido no incidente no Golfo Pérsico em que foram capturados marinheiros e fuzileiros britânicos… Muitos na altura criticaram o governo britânico por comprometer os seus soldados em locais hostis e não lhe oferecer os meios necessários para assegurar a sua defesa, observando estes críticos que o Irão nunca se teria atrevido a capturar marinheiros americanos, nas mesmas circunstâncias… Por outro lado, o governo de Blair decidiu recentemente não fazer mais actualizações e abater ao inventário perto de metade do actual número de fragatas e destroyers da Royal Navy… De facto, dos 44 navios actuais, 13 foram abatidos desde a chegada de Blair ao Governo, e dos 3 porta-aviões em inventário, um já não sai da doca… E dos 13 remanescentes, existem planos para abater mais 6 destroyers e fragatas nos próximos anos… A este ritmo a Royal Navy será em menos de cinco anos mais fraca que a Marinha Francesa e comparável à Marinha Espanhola ou Russa.

Bem. Pelo menos terão dois Porta-Aviões de que se orgulhar… Veremos é se terão meios navais suficientes para os proteger em alto mar…

Fonte:

http://www.armedforces.co.uk/navy/listings/l0012.html

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A Argentina prepara-se para comprar armamento à China e 12 Mirage 2000 à França


Mirage 2000 (http://www.airtoaircombat.com)

A Argentina está a estudar a aquisição de um modelo de helicóptero e de um veículo de transporte de tropas à China. Até agora, a opção russa tinha vantagem sobre a demais concorrência, mas o facto de existir uma licença de vários equipamentos deste modelo de helicópteros com a empresa europeia Eurocopter está a fazer pender a balança para a China.

Também na venda de um sistema de radares móveis para a Argentina, a China está em vantagem no concurso promovido pelo governo de Buenos Aires, já que dois dos quatro finalistas são empresas chinesas.

Aliás, parece haver no próprio ministério da Defesa argentino uma tendência para comprar equipamentos à China, alegando que se trata de uma forma “estratégica” de diversificar fornecedores. De permeio, a China promete licenciar tecnologia de forma a que a Argentina possa construir localmente parte dos equipamentos adquiridos.

Que a Argentina precisa de se modernizar é evidente… As suas forças armadas têm praticamente o mesmo equipamento que operavam na Guerra das Malvinas e no cenário regional são hoje o actor menos bem equipado da região, sendo facilmente ultrapassados pelo Chile (em acelerada corrida armamentista) e até pelo Brasil que só acordou recentemente para a actualização das suas forças armadas.

Neste contexto, a Argentina encetou contactos com a França, respondendo a uma oferta para adquirir 12 Mirage 2000 por 68 milhões de dólares (curiosamente bem menos que os 102 milhões que o Brasil pagou pelos mesmos 12 Mirage 2000…). Se esta aquisição se confirmar torna-se cada vez mais claro o recuo da posição de líder regional do Brasil, já que até a Argentina, seu eterno rival, fica com uma força aérea equivalente… Só mesmo a reactivação plena do programa F-X e a selecção de Saab Grippen, Rafale ou Sukhoi Su-35 poderia recolocar Brasília na posição que deve ocupar na América do Sul e que corresponde efectivamente à sua grande regional, demográfica e económica no mundo.

Fonte: DefesaNet

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Os Híbridos chegam ao US Army…


(http://www.hybrid-vehicle.org)

A onda dos Híbridos está também a chegar aos meios militares… O “Aggressor”, tem agora os primeiros protótipos a serem ensaiados pelo Exército dos EUA. O veículo tem um sistema híbrido Diesel/Eléctrico e pode acelerar aos 80 Km/h em apenas 4 segundos, mas é um dos veículos mais silenciosos do inventário do exército americano, uma vez que pode operar somente sob a alimentação das baterias. Com estas características, é um veículo especialmente adequado para operações secretas e por detrás das linhas inimigas.
Além do mais, o Exército dos EUA está muito interessado na tecnologia híbrida, já que o consumo de combustíveis é uma dos maiores pesadelos de abastecimento para um exército como o americano, correspondendo a um terço das necessidades totais e correspondendo a mil toneladas diárias para uma divisão do US Army… Com esta escala de consumos, com a necessidade de manter uma densa e longa linha de abastecimentos exposta a ataques de insurgentes e a sabotagens várias, a redução do consumo de combustível está naturalmente no topo das prioridades dos militares americanos…

Fontes:

The Register

Hybrid-Vehicle

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Das dificuldades e da explosão de custos na USAF…

Começa a surgir em meios ligados ao mundo militar americano uma corrente de notícias que dão conta das dificuldades das maiores e mais eficientes forças armadas do mundo e que resultam da intensidade do empenho em que estão comprometidas nos cenários de guerra actuais… Segundo o General Ronald Keys, nada mais nada menos do que o líder do “Air Combat Command”, o nível de desgaste da USAF é agora muito elevado, acelerando o envelhecimento da frota e inutilizando muitos equipamentos de combate primeira linha… Segundo o mesmo general, em níveis comparados aos de 1996, a Força Aérea gasta agora em manutenção 87% mais para manter um avião no ar. Desde logo, porque a maioria destes aparelhos operam agora em ambientes muitos mais inclementes, como os quentes e poeitentos desertos do Médio Oriente e não mais nas amenas e temperadas paragens dos EUA… Por outro lado, devido ao envelhecimento generalizado dos meios utilizados nestas operações.

Além das questões ligadas com a explosão dos custos de manutenção, este aspecto do problema vem também reflectir um outro problema mais antigo e porventura bem mais sério, que é o do envelhecimento grave de parcelas muitos significativas do inventário da Força Aérea… Os aviões de reconhecimento U-2 tiveram que ser todos revistos (todos os 33) em Março para correcção de um problema técnico, um episódio que se tem tornado cada vez mais comum, em diversos tipos de aparelhos, mas com especial incidência naqueles com maior idade operacional. Segundo o general, o avião de combate médio da USAF tem hoje 23,5 anos… Quando este valor em 1967 era de apenas 8,5 anos!

É imperativo renovar o equipamento em uso e algum do mais vital não tem sequer substituto previsto… É o caso dos 356 aviões de ataque A-10 que são muito eficientes e uma peça essencial em operações de apoio de proximidade (e muito usados no Iraque e no Afeganistão) que não têm substituto conhecido para além do JSF que terá que melhor ou pior servir… O mesmo se pode dizer dos vetustos mais ainda fundamentais B-52 Stratofortress (voam desde 1954) que foram usados intensamente nas duas guerras do Iraque e no Afeganistão e que continuam a ser fundamentis em bombardeamentos de saturação e que não têm qualquer substituto à vista, como o A-10… Na verdade, os EUA parecem tão obcecados em dotarem a sua força aérea de aviões de combate Stealth e muito manobráveis (como o JSF e o F-22) que não alocaram fundos para o apoio aéreo directo… Uma opção que tem as suas raízes na explosão de custos com os novos aparelhos de combate, como o F-22 Raptor, o mais caro avião de combate da História…

Fontes:

http://www.military.com/NewsContent/0,13319,135018,00.html?ESRC=topstories.RSS
http://www.globalsecurity.org/military/systems/aircraft/a-10-maintenance.htm
http://www.af.mil/news/story.asp?id=123031821
http://www.fighter-planes.com/info/jsf.htm

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Sobre o acidente com o lançamento do foguetão brasileiro VLS e das causas do dito


(VLS, in http://upload.wikimedia.org)

Esta história chegou-me ao conhecimento quando visitava o Blog do 4rthur, e recordou-me a notícia da explosão do foguetão brasileiro VLS (Veículo Lançador de Satélites), nas instalações de Alcântara, no ano de 2003.

A explosão do foguete provocou então a morte de 21 técnicos, provocando uma séria machadada no programa espacial do Brasil, já que os principais técnicos e engenheiros do programa teriam falecido nesse acidente.

O VLS tinha sido desenvolvido no âmbito de uma parceria entre a Ucrânia e o Brasil, excluindo a participação dos EUA… E consta na teoria da conspiração que os EUA, ciumentos dessa exclusão teriam arranjado forma de detonar o VLS…

A tese baseia-se no facto de que haveria livre acesso à base brasileira de Alcântara por parte de técnicos norte americanos e resume-se a algo como isto “os EUA não vão nunca deixar surgir um novo concorrente no mercado comercial de lançamento de satélites”.

As suspeitas foram reforçadas pela presença de uma embarcação dos EUA junto à costa brasileira quando aconteceu a explosão do foguetão, segundo o Blog “Quebracuca“, “os sistemas de destruição foram acionados intencionalmente por um sinal transmitido aos 55,9 segundos de vôo por alguém fora do centro de lançamento de Alcântara”

A possibilidade de na base do acidente estar uma sabotagem foi negada, logo nas primeiras reacções daquele que era então o Ministro de Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos (ver AQUI uma parte desta notícia). Esta falha, teria sido a terceira sucessiva com os testes do VLS e na altura lançou muitas dúvidas sobre as suas origens…

Aquilo que mais se pode estranhar na tese da “Sabotagem” é o interesse que esta poderia ter. Afinal, hoje em dia, assistimos a uma grande multiplicação das potencias com capacidade de lançamento de satélites, e não poucas empresas privadas estão hoje a entrar no mercado e a ocupar fatias muito significativas do muito lucrativo mercado comercial de lançamento de satélites… Sendo assim, qual seria o interesse em travar a entrada nesse mercado de apenas mais um entre dezenas de concorrentes?

Aquilo que mais suspeitas de interferência dos EUA neste acidente foram as exigências impostas pelo gigante do Norte quando ao uso da base de Alcântara e que se traduziram:

1. Na imposição de condições de aluguer das instalações brasileiras aos EUA, como a determinação contratual de que a verba desse aluguer não pode ser gasta no programa espacial brasileiro

2. Na proibição de acesso a brasileiros das secções de Alcântara usadas pelos americanos.

3. Segundo aquele que era em 2001 (data da negociação do contrato) ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardemberg, ao negociar com os EUA o acordo para uso da base de Alcântara, os norte-americanos pretendiam que o Brasil desistisse do VLS.

Os defensores da tese da Conspiração acreditam que os EUA conheciam os códigos de sinalização para detonar antecipadamente o foguetão em pleno vôo. Naturalmente, estes códigos, emitidos via rádio, são secreto, mas com os meios de decifração suficientes, são passíveis de serem interceptados e decifrados… E a NSA dos EUA é a simplesmente a melhor agência do mundo nessa área…

Os EUA sempre encararam o domínio da tecnologia de foguetes pelo Brasil como uma ameaça estratégica, e ficaram particularmente furiosos com a venda de lançadores de foguetes Astros II ao Iraque (ver AQUI). Mas ainda antes disto tinham procurado bloqueado vender tecnologia de foguetões ao Brasil, quando na década de oitenta – em plena ditatura militar – já que o Brasil mantinha nessa época um programa nuclear, havendo inclusivé a convicção de que chegaram a existir algumas ogivas nucleares (ver AQUI), construídas “clandestinamente”, sem o aval da AIEA, mas desmanteladas em 1990, durante o governo do famigerado Fernando Collor de Mello ou ainda mais tarde, durante a presidência de José Sarney (ver AQUI). O receio dos EUA, e a fonte deste bloqueio subterrâneo e não-assumido nasceu precisamente deste receio de ver ascender uma ditadura militar nuclear e com capacidade de lançamento estratégico… Agora, com a Democracia solidamente implantada no Brasil o “bloqueio” é obsoleto, mas ainda parece existir de uma forma mais velada, mas desta feita para servir os interesses económicos das empresas americanas de lançamento de satélites… As quais estão muito interessadas em reduzirem o mais possível o número de concorrentes (assim como russos e europeus…) aproveitando essa velha política de bloqueio dos EUA…

A base brasileira de Alcântara é um sonho para qualquer lançador… Está tão perto do Equador que é aquela que no mundo, permite uma maior economia de combustível e esta foi a razão que levou os EUA a negociarem com o Brasil um contrato para lhes permitir o lançamento de foguetões a partir daqui.

Mais fontes:

http://absurdosturos.blogspot.com

http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/trabs/alcantara.htm

http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe.asp?ID_RESENHA=9398&Imprime=on

http://www.defesanet.com.br/space/fsp_29_out_05.htm

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Do aumento dos custos dos aviões e helicópteros ao serviço da USAF


( O F-35 JSF, um brinquedo que custa 121 milhões de dólares por unidade…)

Se os EUA continua a ter a melhor, mais bem equipada e mais numerosa (excepto a China) força aérea do Mundo e se esperam manter esta vantagem nos próximos 20 anos, isto é algo que não ocorre sem custos… O preço de uma avião de combate americano “médio” não tem parado de crescer, sobretudo no que respeita aqueles que serão a espinha dorsal da Defesa Aérea dos EUA nas próximas décadas, o JSF e o F-22…

Dos dois, o programa JSF é o que mais tem engordado, com uma subida do orçamento de 8,6% apenas nos últimos seis meses e ascendendo actualmente a já mais de 23,3 biliões de dólares… A este ritmo, o custo de construir todas as unidades previstas será incomportável e a subsequente redução das encomendas, arrisca-se a aumentar ainda mais o preço unitário…Aliás, este aumento de custos já resulta da redução das encomendas de aparelhos por parte do Pentágono e se nova redução ocorrer, os preços unitários ainda vão aumentar mais… Mas o JSF não é o único gastador no inventário da USAF… O F-22 Raptor conheceu um aumento de 4,3%, V-22 Osprey 8,2% e o F/A-18 E/F um aumento de 5,4%…

Aviões Militares dos EUA: Unidades e Custo Total por Programa:

(Fonte: US DoD)
(Baseado no “Selected Acquisition Reports to December 31, 2006”)
(em milhões de USDs)

Aparentemente, manter uma força aérea com um tão elevado nível de vantagem tecnológica começa a ser impossívelmente caro mesmo para um país tão rico como os EUA… Sabendo que a força dos EUA no mundo assenta precisamente na vantagem esmagadora dos seus meios aéreos e navais sobre todas as forças aéreas que se lhe poderão opôr as crescentes dificuldades orçamentais em manter uma força aérea tecnologicamente tão sofisticada como a USAF irão comprometer esta vantagem a médio prazo? Isto é, será que os aviões de combate dos EUA não se tornaram demasiado caros para poderem ser operados em números significativos?

Fonte: Defence-Aerospace

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O “Nimrod” um sobrevivente da Guerra Fria ainda em uso na RAF


(Nimrod Mk2: http://upload.wikimedia.org)

Concebido em plena Guerra Fria o “Nimrod” continua a ser um excelente e fiável aparelho de reconhecimento a longa distância disponível no inventário da RAF britânica.

Criado a partir de um desenho de um avião comercial, precisamente o primeiro de sempre, o fatídico e muito mal afamado Comet. Ou seja, a concepção original do Nimrod é de 1949, e isto torná-o num dos mais longevos aviões militares actualmente em operação…

Em 1996, o Reino Unido arrancou com um programa de actualização a sua frota de Nimrod Mk2 para o padrão MRA4, substituindo as asas, os motores e vários sistemas internos, criando assim praticamente um novo avião, mas com a mesma estrutura e aparência exteriores do velho Nimrod. O programa atravessou várias dificuldades financeiras, acabando por reduzir o número de aparelhos modificados dos originais 21 para apenas 12.

Recentemente, um Nimrod MR2 oi perdido em combate, no Afeganistão, provocando a morte dos seus 14 tripulantes. Segundo os Talibans abatido por um míssil Stinger, segundo a RAF, por avaria técnica…

Fontes:

Defense Industry Daily

The Independent

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Sobre a resposta da Guarda Nacional ao Tornado em Greensburg e da pressão colocada sobre as forças armadas dos EUA

(http://www.smh.com.au)

Segundo a governadora do estado do Kansas, Kathleen Sebelius, a resposta da Guarda Nacional ao tornado de classe F-5 que destruiu completamente a cidade de Greensburg estaria a ser comprometida. George Bush vai visitar os locais mais afectados daqui a alguns dias e arrisca-se a tornar a ouvir as mesmas críticas de “resposta lenta e ineficiente” que já teve que ouvir aquando da lenta e inepta resposta federal ao Furacão Katrina em New Orleans (ver AQUI).

Falando em directo para a CNN, a governadora do Kansas declarou que o Estado não tinha equipamento vital da Guarda Nacional devido às guerras no Iraque e no Afeganistão. Segundo ela, o Estado teria normalmente entre 70 a 80% do equipamento disponível, mas actualmente, somente entre 40 a 50% estaria disponível… Segundo a governadora “estas faltas, vão retardar em muito a reconstrução”.

De facto, a Guarda Nacional tem sofrido a parte de leão do esforço de guerra no Iraque, o que resulta no facto de cerca de 90% das unidades da Guarda Nacional estacionadas nos EUA estarem classificadas como “Not Ready” (ver AQUI) estando com menos de 50% do equipamento e pessoal que teriam em tempos normais e logo, estão impreparadas para responder a uma qualquer urgência que ocorra nos EUA… O problema é financeiro, faltando biliões de dólares para repôr esse equipamento… Só no Kansas, estima-se que 117 milhões de dólares em equipamento da Guarda Nacional local estejam no Iraque, e deste, perto de metade não vai regressar, tal é a taxa de perdas e avarias no local… E a situação ainda se vai agravar mais, com a decisão de Bush de enviar mais 14.000 guardas nacionais para o Iraqueem 2008.

Extracto da entrevista da governadora do Kansas:

SEBELIUS: Well, states all over the country are not only missing personnel, National Guard troops are — about 40 percent of the troops on the ground in Iraq and Afghanistan — but we’re missing the equipment. When the troops get deployed, the equipment goes with them.

So, here in Kansas, about 50 percent of our trucks are gone. We need trucks. We’re missing Humvees, we’re missing all kinds of equipment that can help us respond to this kind of emergency.

ROBERTS: So how is that going to hamper efforts both in the recovery and the rebuilding?

SEBELIUS: Well, as you travel around Greensburg, you’ll see that the city and county trucks were destroyed. They — the storm hit them, as well as anything…

ROBERTS: Fire trucks and everything is gone.

SEBELIUS: So we’re borrowing equipment from around, but National Guard are our first responders. They don’t have the equipment they need to come in. And it will just make it that much slower.

Se os EUA não conseguem manter um nível de forças suficiente nos EUA para virarem definitivamente a seu favor o conflito no Iraque, e se estão a retirar do Afeganistão, e apesar disto estão a erodir a esta escala as suas forças que mantêm de reserva, na rectaguarda nos EUA, e prejudicam desta forma a reacção a catástrofes naturais ou a outros imprevistos numa escala desta dimensão, então… Confirmam-se os receios daqueles que temem que as forças armadas dos EUA estão actualmente a serem submetidas a uma pressão demasiado grande que está a comprometer a sua capacidade para cumprirem eficazmente as suas missões no estrangeiro e no próprio território nacional. De permeio… Enquanto se alimenta um conflito sem fim à vista e onde a vitória parece cada vez mais distante, que capacidade de resposta resta para uma eventualidade que pode surgir a qualquer momento na Coreia do Norte, no Irão ou… Nos próprios EUA, com um desastre de escala maior ou com uma sempre provável… Reedição do Katrina?

Fontes:
http://www.military.com/NewsContent/0,13319,135021,00.html?ESRC=topstories.RSS
http://tailrank.com/1885199/Iraq-War-Is-Slowing-National-Guard-s-Tornado-Response
http://thinkprogress.org/2007/05/07/sebelius-tornado/
http://www.forbes.com/prnewswire/feeds/prnewswire/2007/04/06/prnewswire200704061506PR_NEWS_B_NET_DC_DCF055.html

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A Rússia tenta seduzir o Brasil a adquirir Sukhoi Su-35 e um Submarino “Project 636”

Rubin, Projecto 636

(Submarino russo “Project 636”: http://www.ckb-rubin.ru)

A Rússia esteve presente em força na Feira de Defesa “Latin America Aero & Defense” (LAAD 2007) apresentando os seus equipamentos na América do Sul e reafirmando o seu interesse em responder ao ressuscitado programa de renovação da Força Aérea Brasileira com os seus caças Sukhoi Su-35.

O Projecto “F-X” foi abandonado pelo governo Lula da Silva em 2004, ficando por resolver a selecção e aquisição de 12 novos caças para a FAB… Mas na época, o Su-35 já tinha vencido a competição e só esse facto, reforçado pelo intenso programa de rearmamento que decorre na Venezuela e no Chile torna a colocar este excelente, mas económico, caça russo de 4ª geração como uma opção muito provável para a FAB…

Além do Su-35, a Rússia espera ainda vender o modelo de submarino convencional “Rubin” (Project 636) ao Brasil, no momento em que correm em certos círculos a certa aquisição de um novo submarino do género, havendo uma verba de 1,4 biliões de dólares disponível para este efeito.

Fonte: Pravda

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Foi lançado o primeiro submarino nuclear russo da classe “935 Borei”, o “Yuri Dolgoruki”

Yuri Dolgoruki
(http://img.rian.ru)

O primeiro submarino nuclear russo construído nos últimos 17 anos, o “Yuri Dolgoruki” deixou o estaleiro de Severodvinsk.

Este submarino, considerado de “Quarta Geração” é o primeiro submarino estratégico da sua classe “935 Borei” e terá custado cerca de 1 bilião de dólares (ou devo dizer… 1 bilião de petrodólares?…) e deverá entrar em serviço activo durante o começo de 2008.

O submarino vai ser equipado com os novos mísseis “Bulava”, capazes de transportar cada um, 10 ogivas nucleares a uma distância superior a 8 mil Km.

Brevemente, o submarino vai ser acompanhado por dois outros idênticos, ainda em construção, com os nomes “Alexandr Nevski” e “Vladimir Monomaj”.

Estes novos submarinos vão permitir a manutenção de uma dissuasão estratégica submarina russa para as próximas décadas e gradualmente irão substituir os obsoletos e perigosos tipos actualmente em uso na Marinha da Federação Russa.

Fontes:

Pravda

http://www.terra.es/personal8/u-boat2/armada/dolgoruki.htm

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