Movimento Internacional Lusófono

1 – O Movimento Internacional Lusófono é um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da Comunidade Lusófona.
2 – As nações e os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa em todo o mundo constituem uma comunidade histórico-cultural com uma identidade, vocação e potencialidade singular, a de estabelecer pontes, mediações e diálogos entre os diferentes povos, culturas, civilizações e religiões, promovendo uma cultura da paz, da compreensão, da fraternidade e do universalismo à escala planetária.
3 – Os valores essenciais da cultura lusófona constituem, junto com os valores essenciais de outras culturas, uma alternativa viável à crise do actual ciclo de civilização economicista e tecnocrático, contribuindo, com o seu humanismo universalista e sentido cósmico da vida, para uma urgente mutação da consciência e do comportamento, que torne possível uma outra globalização, a do desenvolvimento das superiores possibilidades humanas e da harmonia ecológica, possibilitando a utilização positiva dos actuais recursos materiais e científico-tecnológicos.
4 – As pátrias e os cidadãos lusófonos devem cultivar esta consciência da sua vocação, aproximar-se e assumir-se como uma comunidade fraterna, uma frátria, aberta a todo o mundo. A comunidade lusófona deve assumir-se como uma comunidade alternativa mundial – uma pátria-mátria-frátria do espírito, a “ideia a difundir pelo mundo” de que falou Agostinho da Silva – que veicule ideias, valores e práticas tão universais e benéficas que todos os cidadãos do mundo nelas se possam reconhecer, independentemente das suas nacionalidades, línguas, culturas, religiões e ideologias. A comunidade lusófona deve assumir-se sempre na primeira linha da expansão da consciência, da luta por uma sociedade mais justa, da defesa dos valores humanos fundamentais e das causas humanitárias, da sensibilização da comunidade internacional para todas as formas de violação dos direitos humanos e dos seres vivos e do apoio concreto a todas as populações em dificuldades. Para que isso seja possível, cada nação lusófona deve começar por ser exemplo desses valores.
5 – A identidade e vocação histórico-cultural da comunidade lusófona terá expressão natural na União Lusófona, a qual, pelo aprofundamento das potencialidades da actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, constituirá uma força alternativa mundial, a nível cultural, social, político e económico. Sem afectar a soberania dos estados e regiões nela incluídos, mas antes reforçando-a, a União Lusófona será um espaço privilegiado de interacção e solidariedade entre eles que potenciará também a afirmação de cada um nas respectivas áreas de influência e no mundo. Ou seja, no contexto da União Lusófona, a Galiza e Portugal aumentarão a sua influência ibérica e europeia, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola e Moçambique, a sua influência africana, o Brasil a sua influência no continente americano e Timor a sua influência asiática, sendo ao mesmo tempo acrescida a presença de cada um nas áreas de influência dos demais e no mundo. Sem esquecer Goa, Damão, Diu, Macau, todos os lugares onde se fale Português e onde a nossa diáspora esteja presente, os quais, embora integrados noutros estados, serão núcleos de irradiação cultural da União Lusófona.
6 – No que respeita a Portugal e à Galiza, este projecto será assumido em simultâneo com o estreitamento de relações culturais com as comunidades autónomas de Espanha, promovendo aí a cultura galaico-portuguesa e contrabalançar a influência espanhola em Portugal. O mesmo deve acontecer entre o Brasil e os países da América do Sul. Galiza, Portugal e Brasil, bem como as demais nações de língua portuguesa, devem afirmar sem complexos os valores lusófonos nas suas respectivas áreas de influência.
7 – A construção da União Lusófona, com os seus valores próprios, exige sociedades mais conscientes, livres e justas nos estados e regiões lusófonos. Em cada um desses estados e regiões, cabe às secções locais do Movimento Internacional Lusófono, dentro destes princípios essenciais e em coordenação com as dos restantes estados e regiões, apresentar e divulgar propostas concretas, adequadas a cada situação particular, pelos meios de intervenção cultural, social, cívica e política que forem mais oportunos.

“A CPLP nasceu duma forma tímida e retraída, sem nada de prospectivo ou de entusiástico”

“A CPLP nasceu no quadro de novas relações mundiais, quer no momento da sua antevisão cultural, com a crise do eurocentrismo, quer no instante da sua concretização, com o afundamento inesperado dos dois blocos, que monopolizaram as relações internacionais durante cerca de 40 anos. Ainda assim a impressão que fica é a de que a Comunidade nasceu duma forma tímida e retraída, sem nada de prospectivo ou de entusiástico, ficando muito aquém do projeto e das expetativas originais dos fundadores, Agostinho da Silva e Aparecido de Oliveira, ou até das ditas condições objetivas que a viram nascer.”

Fernando Pessoa sob o signo da Pátria da Língua”
Antonio Cândido Franco
Nova Águia, número 8

Já não há paciência para este constante e permanente acanhamento e timidez da CPLP. Verdadeiro armazém de diplomatas em fim de carreira, a comunidade lusófona tem tido um papel compatível com a dimensão do seu orçamento e o carácter secundário dos seus líderes: em vez de declarações de ruptura, vemos vacuidades transversais cuidadosamente urdidas para agradar a todos e não ofender ninguém.

A CPLP precisa – urgentemente – de um líder de primeiro plano, com coragem para enfrentar os Estados que a deixam dormente e sempre por cumprir e que seja competente e corajoso o bastante para exigir aos dois Estados que hoje estão em melhores condições financeiras o contributo que permita à comunidade alavancar a dimensão e ambição das suas missões e competências até aquilo que para ela sonharam os seus inspiradores Aparecido de Oliveira e Agostinho da Silva.

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Carta Aberta à CPLP de Apoio à Guiné-Bissau (subscreva e divulgue!)

Nós, Cidadãos Lusófonos, estamos fartos:
– estamos fartos de grandes proclamações retóricas, sem qualquer atitude consequente.
– estamos fartos de ouvir que “a nossa pátria é a língua portuguesa”, sem que isso tenha depois qualquer resultado.
– estamos fartos de escutar que a convergência lusófona é o nosso grande desígnio estratégico, sem que depois se dêem passos concretos nesse sentido.

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Estado das Forças Armadas da Guiné-Bissau (Exército, Marinha e Força Aérea)

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Em começos da década de 90, o exército guineense contava com cerca de 5700 homens no exército, divididos por um batalhão de tanques, 4 batalhões de infantaria (5 em algumas fontes), um batalhão de artilharia, um de reconhecimento e uma unidade de engenharia. A infantaria estaria armada principalmente com espingardas de assalto AK-47, algumas FN FAL, diversos modelos de metralhadoras pesadas e lançadores de granadas RPG-7. O batalhão de tanques seria composto por 10 T-34 (do tempo da Guerra Colonial), os 30 T-54 e T-55 estariam já fora de uso há alguns anos e 12 PT-76s seriam os que restavam dos 15 originais. Os T-34 também não são vistos há alguns anos. Os batalhões de infantaria e o esquadrão de tanques seriam complementados por 55  BTRs-50/60 e alguns 152 e BRDM-2. A artilharia seria composta por cerca de 30 peças de artilharia de 85, 105 e 122 mm estariam disponíveis, assim como armas anti-aéreas de 23 mm e alguns morteiros de 82 mm e 8 morteiros 120 mm. Em termos de defesa aérea estariam disponíveis alguns SA-7 e Strella-2. Um relatório de 2008 da ONU indicava que nos três ramos, existiam 4 mil homens. Outras fontes mencionavam um total de 4430 homens sendo que esta discrepância se pode dever à inclusão (ou não) dos 2 mil homens da “Guarda Nacional” neste efetivo. Por seu lado, em 2007, a CIA, no seu “CIA World Fact Book” estimava que existiriam 9250 homens. No total, a Guiné-Bissau gastaria por ano 9,46 milhões de dólares ou seja 3,1% do seu magro PIB em Defesa.

Especial interesse tem agora (no que concerne à eventual oposição armada a uma força de interposição da ONU/CPLP) a marinha guineense que, em meados da década de 90, tinha 275 militares que serviam 2 POLUTCHAT-1 ex-soviéticas, unidades que já foram desativadas há muito, assim como um torpedeiro ex-soviético SHERSHEN (Project 206 Shtorm). Esta lancha tinha como único armamento anti-superfície torpedos, mas sem o radar de controlo que armava o modelo nas marinhas do Pacto de Varsóvia. Não tinha nem sonar, nem a capacidade (planeada) de transporte de cargas de profundidade, nem armamento (canhão ou metralhadora). O navio foi doado em dezembro de 1978, mas sem os tubos de torpedo e não há indícios de que tenha estado alguma vez operacional. O essencial da marinha guineense de hoje assenta em duas lanchas de construção francesa PLASCOA 1900, as lanchas Cacine e Caió doadas por França em finais da década de 90. Construídas no começo dessa década como “vedetas de vigilância” e tendo 19m40 de comprimento e uma deslocação de 34 toneladas e duas hélices alimentadas por dois motores Detroit Diesel (GM) 12 V 71 turbocompressores de 671 kw. Estes navios foram concebidos para uso pelos serviços franceses de alfândegas e têm um uso idêntico na Guiné-Bissau estando uma delas permanentemente baseada em Cacheu, onde tivemos ocasião de a visitar em março de 2011. Na atualidade, a Marinha Guineense conta assim com cerca de 350 militares (quase mais uma centena que na década de 90, mas com muito menos meios) e 3 patrulhas em estado incerto de operacionalidade sendo que as lanchas Caine e Caió (modelo PLASCOA 1900) estariam operacionais embora o seu armamento (uma metralhadora pesada na proa) nunca seja visto instalado e cerca de meia dúzia de lanchas Semi-Rígidas de Fiscalização. A Caió estava em reparação e não tem sido vista no mar. O Navio Balizador Samboia encontrava-se no Cais da Marinha na Guinave e não é certo que tenha sido reposto em estado operacional.

A Força Aérea Guineense tinha em finais da década de 1980, 6 MiG-17, 2 transportes Do-27 (doado pela Alemanha), 2 Yak-40, 1 transporte de turbo-hélices HS-748 de origem britânica de finais da década de 50, 1 Cessna 337 e um avião de transporte VIP Mystère Falcon. Em termos de helicópteros possuía 2 Alouette II (ex-portugueses) e um único Mi-8 ex-soviético. Desse inventário, mantido por cerca de 100 militares entre 3 a 5 MiG-17F se manterão num estado teórico de operacionalidade. Na década de 90 foram também recebidos 8 helicópteros A-318 e SA-319 de França. Na prática, há alguns anos que nenhum MiG-17 ou 21 realiza qualquer voo operacional ou de treino. Os dois MiG-15 UTI não estão certamente operacionais e estarão armazenados pelo menos desde a década de 90. Em 1978, França ofereceu um Reims-Cessna FTB.337 de patrulha marítima e um terceiro Allouette III, que será hoje o único ainda utilizável (embora também não voe há algum tempo). Um Dassault Falcon 20F para uso VIP, doado por Angola seria vendido aos EUA na década de 80. Há relatos de que os 3 ou 5 MiG-17 foram substituídos por num número equivalente de MiG-21MF em finais da década de 80, mas não existem provas de tal substituição. Um avião de transporte AN-24 e um terceiro Yak-40 foram entregues também na mesma data. Posteriormente, na década de 90 foram entregues alguns (número indeterminado) PZL-Mielec Lim-6 Fresco, a versão polaca do MiG-17, aparelhos abatidos das forças aéreas polaca e alemã oriental, mas não é certo que tenham voado alguma vez com as cores da Guiné-Bissau, sendo possivelmente usados apenas para peças de substituição. Segundo todas as informações, não existe nenhum avião a reação operacional na força aérea guineense, atualmente.

Já assinou a http://www.peticaopublica.com/?pi=cplpgb ?

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Portugal é a Grécia do Futuro e a Grécia o Portugal do Passado

“Fernando Pessoa deixou escrito que não é por acaso que Atenas e Lisboa se encontram quase na mesma latitude. Quem somos deslocou-se de oriente para ocidente pela fenda do Mar Mediterrâneo. Nós somos os que só pararam quando chegaram ao fim da terra (finisterra). E somos nós quem parte para o Atlântico – o mar a sério, como diz Platão no Crítias.”
A Língua Portuguesa e o Destino de Portugal
Manuel Ferreira Patrício
Nova Águia, número 8

Portugal é a Grécia do Futuro e a Grécia o Portugal do Passado. As duas Nações são – à escala europeia – dois pequenos países europeus situados respetivamente no extremo oriental e no extremo ocidental. São os dois extremos do pêndulo da civilização europeia que o centro e norte da europa desprezam, mas que sem saberem seguem…

Portugal mostra assim, nas palavras pessoanas, à Europa a via do Futuro: o Ocidente e a via para onde seguir: o Atlântico, eixo de passagem e ponte para a América do Sul e para África, continentes onde se encontra efetivamente o futuro da Europa, não numa China cada vez mais ditatorial, imoral e repressiva nem num Médio Oriente cada vez mais radicalizado.

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Miguel Real: “Enredada no labirinto político circunstancial, comandada por políticos de vistas curtas, a CPLP tanto pode avançar magestaticamente como estagnar nos próximos dez anos”

Miguel Real (http://www.dn.pt)

Miguel Real (http://www.dn.pt)

“Enredada no labirinto político circunstancial, comandada por políticos de vistas curtas, a CPLP tanto pode avançar magestaticamente como estagnar nos próximos dez anos.”

Atualmente não podem restar grandes dúvidas a quem quer que contemple aquilo que a CPLP é hoje: uma estrutura burocratizada, excessivamente diplomática e “morna” e demasiado formal. Mas a potencialidade para que cresça até um patamar completamente novo, sonhado pelo seu grande inspirador, Agostinho da Silva, é possível. O facto de a organização não ser dominada por nenhuma “grande potência”, como a França, Reino Unido ou Alemanha, mostra que estamos perante algo novo. Potencialmente diferente de todas as organizações semelhantes e capaz de servir de alicerce para algo de completamente novo. Assim o queiram os políticos e os eleitores que os elegem.

O Futuro da Lusofonia
Miguel Real
In Revista Nova Águia, número 8

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Sobre aquele pilar económico da CPLP que ainda falta desenvolver

Um dos campos onde a CPLP mais poderia ter avançado e onde menos progressos se registaram desde a sua fundação foi precisamente o campo económico. Recentemente, o secretário executivo da organização lusófona, Domingos Simões Pereira reconheceu que “a CPLP tem falhado como comunidade económica, sublinhando a importância de um estudo sobre cooperação económica nos oito países lusófonos que está a ser elaborado por um conjunto de peritos.” As sugestões destes peritos serão analisadas num Conselho de Ministros Extraordinário, a ter lugar em Lisboa, a 6 de Fevereiro e integrado no programa de inauguração da nova sede da organização.

Ignoramos em que consistirão exatamente estas propostas. Mas temos a certeza de que os países da CPLP têm tudo a ganhar e nada a perder de uma maior integração económica. Ela, aliás está de resto a acontecer, com uma multiplicação dos investimentos de capital português e brasileiro em Portugal e com o aumento continuo e sustentado das exportações portuguesas para África e Brasil. Esta convergência económica lusófona está contudo ainda muito longe de alcançar a sua plenitude. Países como Portugal e o Brasil estão condicionados pelas alianças regionais em que estão inseridos (Mercosul e União Europeia), mas podem servir no seio destas organizações de “ponte” e como “facilitadores” à entrada e saída de produtos da África lusófona e entre estes é possível estabelecer acordos bilaterais que facilitem as trocas e a circulação de pessoas, bens e serviços. É possível já hoje estabelecer uma “zona livre de comércio”, limitada a um bem determinado leque de produtos e serviços, que impulsione o desenvolvimento agrícola e industrial africano ao mesmo tempo que abre mercados de exportação para os países lusófonos mais desenvolvidos. Acordos bilaterais, limitados a certos produtos e serviços, fora do âmbito do Mercosul e da União Europeia podem produzir desenvolvimento partilhado e sustentado em todos os países da CPLP.

A aparição de uma moeda virtual, a usar unicamente em trocas entre os países da comunidade, pode também ser util para a prossecução deste objetivo, assim como o estabelecimento de taxas alfandegárias mais favoráveis. Uma longa de partilha e interdependência pode e deve substituir a da concorrência e da competição, entre os países da CPLP e assim constituir esse pilar económico que está ainda tão longe de concretizar.

Fonte:
http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/305614-abrir-portas-da-europa-a-lusofonos-pode-ser-exercicio-complicado

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Domingos Simões Pereira: “Portugal continua a ter potencial para abrir as portas da Europa aos países lusófonos”

Domingos Simões Pereira (http://sol.sapo.pt)

Domingos Simões Pereira (http://sol.sapo.pt)

Recentemente, Domingos Simões Pereira, o atual secretário-executivo da CPLP referiu que “Portugal continua a ter potencial para abrir as portas da Europa aos países lusófonos” mas acrescentou que “Portugal tem esse potencial. Se consegue os mecanismos para dele se servir e promover é uma questão que deve ser colocada não só a Portugal, mas ao conjunto dos países. (…) Pode ser um exercício complicado (no actual contexto)”.

A questão de saber se Portugal consegue compatibilizar a sua presença na União Europeia enquanto a Troika lhe impõe uma austeridade severa e castradora (no que respeita à liberdade orçamental) é bem atual: um Portugal menos soberano terá liberdade para continuar a ser um membro ativo e dinamizador do desenvolvimento da CPLP até aquela “Comunidade Lusófona” a que o MIL almeja?… Portugal não deve esquecer a sua vocação atlântica e lusófona para permanecer na Europa. E se a Europa exigir que o façamos, então devemos sair de uma europa (com “e” pequeno) que exclui onde deve incluir, que absorve onde deve compatibilizar e que desperdiça o papel central que um dos seus Estados-membros pode desempenhar no estabelecimento de pontes culturais, económicas, diplomáticas e sociais com África e o Brasil.

Fonte:
http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/305614-abrir-portas-da-europa-a-lusofonos-pode-ser-exercicio-complicado

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Sobre o “Remorso do Homem Branco”

“Uma política externa tímida face às elites dos povos descolonizados. Sem a subserviência do antigamente, os governos não se conseguiram emancipar daquilo a que Pascal Bruckner chamou o remorso do homem branco e que está nos antípodas do sentimento experimentado e difundido pelo Kipling do If e que nos falava em tons heróicos do fardo do homem branco. Esta política para com as antigas colónias sempre comprometeu muito capital politico do Estado dificilmente recuperável, e também capital económico que não se vê como receber de volta, enquanto outros Estados que não o nosso, parceiros de excelência, extraem as riquezas verdadeiras e ganham as mais-valias com um realismo assustador. Por causa das comparações falaciosas com as práticas de outros, como os boers, os líderes desta política martirizaram os povos, enriqueceram os chefes locais e enfastiaram-nos pela sua incompetência. Nunca perceberam, salvo raras excepções, o que estavam a fazer e ainda hoje a cooperação com os Palops se encontra mal desenhada e dispersa.”

António Marques Bessa
As Grandes Linhas da Política Externa Portuguesa nos Últimos Anos
Finis Mundi, número 3

Não há dúvida de duas coisas: de que o “Homem Branco” tem razões legitimas para sentir remorso em relação ao seu passado recente em África, nem de que este remorso tem sido usado e abusado por alguns africanos. Não querendo diminuir nem esse remorso nesse abuso, temos que ser capazes de reconhecer que não será possível inaugurar uma nova era nas relações entre os povos lusófonos sem cortas as correntes dessas duas pesadas âncoras. O remorso pelo esclavagismo e pela exploração colonial deve ser arquivado e o uso do mesmo por alguns lideres africanos corruptos e ineptos que o usam para justificar as suas malfeitorias e incapacidade deve ser esquecido.

Uma nova era de Convergência Lusófona (principal objetivo do MIL: Movimento Internacional Lusófono) só pode ser erguida sobre uma base sólida e sã, sem ressentimentos ou alusões de superioridade moral ou cultural. O tempo já curou muitas feridas da Guerra Colonial, mas nem por isso esta deixa de ser usada como pretexto para a má governança de alguns países africanos de língua oficial portuguesa. Isso tem que acabar. Desde 1975, África teve tempo para corrigir o que os europeus deixaram mal e as suas populações tempo para expulsar do poder ditadores, tiranetes e demais abusadores. Se não o fizeram, seguindo exemplos na Tunísia, Líbia e Egito, foi porque não o quiseram. Não por causa dos “colonizadores” europeus que saíram em 1975.

A emancipação africana não foi cumprida com o processo (apressado) de descolonização de 1975. Será apenas plenamente concretizada quando os africanos libertarem também a sua consciência individual e coletiva do rancor pelo “Homem Branco” e quando este perder todo e qualquer remorso pelos seus pecados passados e passar realmente a olhar para o seu irmão africano e lusófono com olhos de irmão: reconhecendo de igual modo os seus defeitos e virtudes, num espírito de sã fraternidade e plena comunhão.

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Sobre o Ermamento de Portugal

“Há poucos dias, Seth Kugel escrevia, nas páginas do New York Times, uma reportagem sobre o desconhecido Norte de Portugal. Ao falar das pequenas vilas e aldeias, escrevia: “elas são encantadoras, com toda a certeza, mas estão também claramente a morrer”. Ou seja, os jovens são escassos e a maior parte das casas são utilizadas como residência de ferias. Todos lhe contaram a mesma historia: as quotas da União Europeia e os subsídios para não cultivar destruíram a agricultura. Como resultado, os filhos dos agricultores foram para as cidades estudar. O pior é contado ao jornalista por um local: “isto levou a uma perda cultural incalculável. Milhares de anos de tradição e conhecimento perderam-se nos últimos 40 anos”. Poderíamos acrescentar a célebre ASAE e às invenções que destruíram o interior e a sua cultura, quando foi pelo País fora fechar pequenas casas de pasto familiares, em nome da modernidade e de cumprir o que o burocratas de Bruxelas que só comem hamburgueses.”

Não é só o interior de Portugal que está a morrer. Com ele, morre também todo o Portugal que deu mundos ao mundo e que revelou à Humanidade uma dimensão global que ela até então, desconhecia. Não pode haver Portugal sem uma sustentação alimentar básica, sem uma rede de portos costeiros, capazes de enviar embarcações de pesca para o Mar português, nem campos agrícolas ativos e amplamente disseminados ao longo do território interior que possam completar o défice alimentar luso e preencher com produção nacional aquilo que hoje (em mais de 60%) se importa de Espanha e França. Reocupar o Interior é assim uma necessidade imperativa que advém da necessária autonomia económica, do imperativo combate ao desequilíbrio da balança corrente de pagamentos e até da própria soberania nacional, já que um interior ermo é um interior vazio que convida à invasão por parte da sempre imperialista Castela-Madrid…

“O Estado continua a destruir inclementemente tudo o que há no interior: vias ferroviárias, centros de saúde, escolas. Agora que Portugal, por força da crise, poderia reencontrar o seu interior, o Estado encarrega-se de tornar isso impossível. Quem quiser regressar ao interior, para ter uma vida melhor e mais saudável (ainda que com menos produtos de consumo) vai deparar-se com a retirada do Estado e dos instrumentos essenciais que este deveria colocar ao serviço das pessoas que pagam impostos.”

As imposições da Troika aprofundaram ainda mais este ermamento assassino do Interior. A austeridade imposta pelo Estado e a consequente redução dramática dos serviços públicos prestados ao interior irão contribuir para um agravamento ainda maior do interior do território português.

“Poderão ser necessárias novas medidas de austeridade. Ou seja, adivinham-se mais impostos sobre aqueles que não podem fugir ao destino de quem trabalha por conta de outrem e não pode escolher paraísos fiscais para as suas poupanças. A época do salve-se quem puder, incentivada por esta sanha do Estado contra o que resta da sociedade civil, está agora a aniquilar o resto do pais e da sua memória cultural.”

Enquanto alguns retiram o seu Capital de Portugal e agravam ainda mais a grave crise económica que atravessamos (como o Pingo Doce), o país morre lentamente, esmagado por níveis de despesa insustentáveis e o interior esvazia-se de gente e atividade económica.

Como reverter esta situação dramática? O Estado tem que gastar menos, isso é certo, especialmente tendo em conta o estado tercializado da nossa economia. Mas pode também gastar menos pela descentralização, de pendor municipalista sem esquecer a imposição de um maior rigor e eficácia judicial contra a corrupção.

Fonte:
Fernando Sobral
Jornal de Negócios
13 de janeiro de 2012

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Plataforma de Convergência Lusófona


“Uma convergência assente em três princípios estratégicos:
– o principio do reforço da Cidadania: até porque têm sido vitimas da asfixia dos grandes partidos, estes pequenos partidos não podem senão promover esse reforço, o que inclui, entre muitas outras coisas, a defesa das instâncias intermédios do Estado (Municípios e Regiões).”

O monopólio do sistema político pelos partidos não tem – manifestamente – funcionado. Décadas de “rotativismo democrático” produziram pouco mais que o Estado infetado por boys e boyas do bi-partido PS-PSD. A renovação do quadro partidário parlamentar que se observou e observa naturalmente nos outros países europeus nunca ocorreu em Portugal (o BE é a exceção, mas limitada pela existência anterior da UDP) tamanho é o controlo mediático dos grandes partidos e a atávica aversão à mudança dos portugueses. Este quadro artrítico tem que mudar. Tem que haver uma renovação parlamentar e esta – no quadro legal atual – tem que passar pelos ditos “pequenos” partidos.

“- o principio da Convergência Lusófona: cada vez mais pertinente, agora que, como também se tornou evidente para todos, o projeto da “União Europeia”, em que Portugal apostou tudo nestes últimos trinta anos, se encontra em manifesta implosão. Não que o reforço dos laços com os restantes países lusófonos – desde logo, com o Brasil – seja a panaceia para os nossos males.”

Os indicadores económicos, e nestes, o crescimento do PIB mostram de forma cabal e absolutamente insofismável que a integração europeia e, sobretudo, a adesão ao Euro, corresponderam ao período nas décadas recentes de menor crescimento económico. A Europa derramou sobre Portugal dinheiro sem destino ou efeito certo em troca do fim do nosso setor produtivo. Hoje, e desfeito a ilusão de riqueza induzida pelo crédito barato massivo, estamos bem pior que em 1986.

“Arrisco adivinhar que, à luz destes três princípios, mais do que suficientes para compor um programa político consistente e inovador, alguns dos ditos pequenos partidos, mais alguns movimentos que se quisessem juntar, poderiam estabelecer uma Plataforma, a dita “Plataforma Cidadania, Ecologia e Lusofonia”, que seria mais do que suficiente para garantir representação parlamentar.”

Com uma tal Plataforma, alguns pequenos partidos, arredados desde sempre de qualquer possibilidade de representação parlamentar poderiam nesta plataforma obter a tal presença. A democracia – cristalizada – poderia renovar-se através da chegada de novos elementos, de novas propostas e de novos partidos ao principal palco da nossa democracia. Com essa presença, os partidos do bi-partido PS-PSD seria estimulados a regenerar-se (pela via da competição democrática) e novos partidos convidados a surgirem. A democracia renovar-se-ia e o monopólio dos Interesses que hoje rege a República seria ameaçado.

Fonte:
Para a constituição da Plataforma Cidadania, Ecologia e Lusofonia
Renato Epifânio
Finis Mundi, número 3

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Sobre o Estatuto de Cidadão Lusófono

António José Borges (http://www.clepul.eu)

António José Borges (http://www.clepul.eu)

“Insistimos, hoje há a evolução lógica para o estatuto de cidadão lusófono. Apesar de certos impedimentos de ordem jurídica, a luta decorre. (…) A Lusofonia é um meio, ou seja, a Lusofonia, não sendo uma posição politica, pode funcionar como consciência desta, pode evitar que os países da CPL sejam explorados, provavelmente, pela cegueira da ambição da opulência, na verdade, redobramos, pelo capitalismo antropófago.”

Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António José Borges
Nova Águia, número 8

Apesar de existirem vários impedimentos ao pleno estabelecimento de um verdadeiro estatuto do “cidadão lusófono” por parte da União Europeia, o sonho não é impossível. Desde logo, porque o projeto pode ser realizado numa lógica de pequenos, mas cuidados, passos. Neste contexto o “Cidadão Lusófono” poderia começar por partindo da base que são os Direitos Humanos universalmente reconhecidos, expandi-los para os domínios ambientais, laborais e sociais e traçar um quadro de direitos a que têm direito todos os cidadãos da CPLP, impondo prazos para que cada país possa adaptar a sua legislação em conformidade. Construída esta base comum, pode partir-se para um propósito mais alto, gradual, que abra as fronteiras para a livre circulação dos cidadãos lusófonos, negociando tal abertura com a União Europeia.

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Renato Epifânio: “Um dos grandes bloqueios do nosso regime democrático é a asfixia partidocrática que sobre ele os partidos exercem”

Renato Epifânio (http://profile.ak.fbcdn.net)

Renato Epifânio (http://profile.ak.fbcdn.net)

“Um dos grandes bloqueios do nosso regime democrático é a asfixia partidocrática que sobre ele os partidos exercem, exponencialmente agravada pela dificuldade de renovação do próprio sistema partidário.
Com efeito, enquanto que nos outros países europeus é relativamente natural a emergência de novos partidos – e a correlativa extinção de outros -, em Portugal isso parece ser cada vez mais impossível.”

Para a constituição da Plataforma Cidadania, Ecologia e Lusofonia
Renato Epifânio
Finis Mundi, número 3

Existe uma estranha imobilidade no quadro partidário português. O atávico receio da mudança, induzido durante séculos pela Inquisição, reforçado pelo Salazarismo e, mais recentemente, pelos Media, cristalizou o quadro politico português. As eleições são previsíveis e decidem-se através apenas da deslocação de pouco mais de 20% do eleitorado de um partido para outro, sem que exista erosão nos partidos fundados após 1975.

Portugal precisa de renovações profundas nos partidos políticos – especialmente naqueles que estão representados no Parlamento – e, sobretudo, de novos partidos. De partidos que recolham parcelas significativas dos sufrágios e que consigam realizar aquele milagre que seria furar o bloqueio mediático, de partidos de um novo tipo, menos corpocráticos e classistas, menos ligados a maçonarias, menos dependentes do Poder Económico. De “partidos” mais “completos” e representativos, que não tivessem receio em buscarem novos nomes e personalidades na sociedade civil nem de concorrer em competências ou responsabilidades com os “deputados independentes”, eleitos para a Assembleia da República fora dos circuitos partidários como defende o www.movimentolusofono.org.

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António José Borges: “Deseja-se que no contexto da UE e na memória da CPLP se mantenha viva a tónica de que não pode ser livre um povo que subjugue outros povos”

António José Borges (https://ogrunho.files.wordpress.com)

António José Borges (https://ogrunho.files.wordpress.com)

“Deseja-se que no contexto da UE e na memória da CPLP se mantenha viva a tónica de que não pode ser livre um povo que subjugue outros povos. Portanto, é urgente que se ergam os coveiros da sociedade portuguesa que há séculos estiolam na ociosidade, vivendo parasitariamente da apropriação improdutiva dos frutos do trabalho alheio e desdenhando de toda a inovação.”
Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António José Borges
Nova Águia, número 8

A União Lusófona – evolução natural da CPLP se esta não insistir num ritmo vegetativo – não pode ser apenas “outra” ALCA, UNASUL ou UE. Tem que ser uma estrutura multi-estatal de tipo novo, que incentive a um novo tipo de relações entre os Estados, os Cidadãos e que alavanque em novos conceitos a forma do cidadão viver e estar em comunidade.

Esta União Lusófona dos tempos futuros deve ser erguida não em torno de uma ou dos potencias dominante (como os EUA com a ALCA ou a Alemanha, com a UE) mas em forma que deixe no mesmo patamar todos os Estados que a ela se queiram agregar. Uma UL deve incorporar mecanismos que impeçam também a “ditadura das minorias”, mas não pode descurar igualmente os direitos dos pequenos. Para compatibilizar esta aparente contradição há uma solução: um sistema representativo bicameral, com uma câmara de representação paritária (Senado) e um Parlamento proporcionalmente correspondente ao peso demográfico de cada Nação.

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“Teixeira de Pascoaes referia como defeitos da alma pátria a falta de persistência, a inveja, a vaidade susceptível, a intolerância e o espírito de imitação”

Teixeira de Pascoaes (http://www.baixotamega.pt)

Teixeira de Pascoaes (http://www.baixotamega.pt)

“Já Teixeira de Pascoaes, na sua importante obra identitária, Arte de ser Português, referia como defeitos da alma pátria a falta de persistência, a inveja, a vaidade susceptível, a intolerância e o espírito de imitação. Defensor do municipalismo, da família e do cristianismo como elementos caraterizadores do português, Teixeira de Pascoaes rejeitava o materialismo e exaltava o carácter religioso do povo, que considerava indispensável.”

Portugal, Uma Análise do Poder
João Franco
Finis Mundi, número 3

Pascoaes é, a par de Agostinho da Silva, um dos grandes influenciadores da vertente mais política do MIL: Movimento Internacional Lusófono, enquanto movimento cultural e cívico que é. Como Teixeira de Pascoaes, somos defensores ardorosos do Municipalismo, estando inscrita na nossa Declaração de Princípios, defendendo uma Regionalização Municipalista que respeite as tradições municipalistas medievais portuguesas e que restaure a vida e a prosperidade num interior cada vez mais desertificado.

Em Pascoaes encontramos também a admissão da família como um núcleo celular fundamental e o reconhecimento dos valores cristãos, numa variante portuguesa e algo prisciliana e independente da tutela de Roma. A partir do Municipalismo, da Família e do Cristianismo Lusitano, Teixeira de Pascoaes sonhava com um novo Portugal, mais espiritual, menos materialista e obcecado com a “coisificação” entorpecente e bovinizadora do Portugal de hoje e onde a realização individual é conseguida através da livre expressão da vocação livre e criadora que reside em cada português e que apenas o jugo das diversas “Inquisições”: começando pela Santa, passando pelo Salazarismo e terminando no estéril Pós-Modernismo da atualidade.

Defensor do municipalismo, da família e do cristianismo como elementos caraterizadores do português, Teixeira de Pascoaes rejeitava o materialismo e exaltava o carácter religioso do povo, que considerava indispensável para o seu pleno desenvolvimento.

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QuidsL1 Flora e Fauna de Cabo Verde

Para participar, clique AQUI !

Pontos:

Clóvis Alberto Figueiredo (13) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil, Conhece bem a CPLP?, Poesia Angolana,Programa Espacial Brasileiro]
Luis Brântuas (10) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau,Força Aérea Angolana,GNR em Timor Leste,Cinema Moçambicano,Ilha do Príncipe,Flora e Fauna de Cabo Verde]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

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Manuel Ferreira Patricio: “Os Estados são vários; a Pátria é uma. O Poeta ensinou-nos bem, não aprendamos mal: “Minha pátria é a língua portuguesa”

“Connosco para todo o lado viajou sempre a língua portuguesa. Andámos pelo Planeta a semear a língua portuguesa. Ela vive hoje, palpitante, em vastos e diversos espaços do Planeta. É grande e multímoda a assembleia de povos que a falam, que nela sentem, amam, pensam, agem e rezam. A nau da iniciação, a nave em que ela viaja, é por ora uma frágil casca de noz. Mas vai crescer transfiguradamente. Tem nome: chama-se Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP. Não confundamos Estado com Pátria. Os Estados são vários; a Pátria é uma. O Poeta ensinou-nos bem, não aprendamos mal: “Minha pátria é a língua portuguesa”.

A Língua Portuguesa e o Destino de Portugal
Manuel Ferreira Patricio
Revista Nova Águia, número 8

A grande riqueza de Portugal é – ao contrario do petróleo saudita ou do ouro sulafricano – perene. É a língua. Seremos tanto mais grandes quando mais for a utilização da língua portuguesa, quanto mais se alavancar o maior pais de língua portuguesa (o Brasil) a um merecido estatuto de potencia internacional e tanto quanto mais conseguirmos defender a sua unidade.

Portugal tem na sua pátria moral, ética, cultural e civilizacional o esteio suficientemente forte para inaugurar uma união politica de novo tipo. Aprofundando a embrionária e muito insuficiente, CPLP e estendendo-a no rumo sonhado por Aparecido de Oliveira e Agostinho da Silva, Portugal pode – conjuntamente com Angola e Brasil – recriar um tripé estratégico que transmute a CPLP numa União Lusófona. Uma entidade multinacional de novo tipo, rigorosamente paritária, democrática e respeitadora dos direitos humanos, multi-continental e reguladora de conflitos e tensões onde quer que eles surjam.

Este era o sonho de Fernando Pessoa, que cabe agora a esta geração – imersa nesta imensa crise – concretizar.

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Álvaro Ribeiro: “Ligados pelos caminhos de ferro à Europa Central, donde passamos a receber o pessimismo desvalorizador dos povos latinos, começamos no século passado a esquecer a nossa projeção atlântica e ultramarina”

“Ligados pelos caminhos de ferro à Europa Central, donde passamos a receber o pessimismo desvalorizador dos povos latinos, começamos no século passado a esquecer a nossa projeção atlântica e ultramarina (…) Esquecemos as nossas virtualidades, não cultivamos as nossas virtudes, ignoramos o nosso modo de ser.”
Álvaro Ribeiro, A Escola Formal (1959)

Existe efetivamente algo de muito errado com Portugal. Não com a Nação, ela própria, mas com a forma como se organizou enquanto estrutura e se governa a si mesmo. E essa coisa reside manifestamente na importação de modelos e valores a partir de fora, esquecendo ou descartando os valores realmente portugueses e que foram vividos em pleno durante a nossa Idade Media.

Portugal tem que se reencontrar a si mesmo, esquecendo esta tresloucada “aventura europeia”, insustentável e novo-riqueira. Reencontrar o nível de consumo, reinventar o seu setor produtivo, ser, em suma, “mais Portugal” e curando a sua “doença europeia” partir para o Mar (sem o esquecer) e aproximar-se da Lusofonia.

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Adriano Moreira: “Será realista falar na divisão entre duas Europas, a Europa rica do Norte, com a Alemanha como ponto de referencia principal, e a pobre mais representada, nesta data de crise, pela Grécia, Portugal, e Espanha?”

Revista Nova Águia

Revista Nova Águia

“Será realista falar na divisão entre duas Europas, a Europa rica do Norte, com a Alemanha como ponto de referencia principal, e a pobre mais representada, nesta data de crise, pela Grécia, Portugal, e Espanha?”

Na verdade, não. Como justamente escreve o mais recente “prémio personalidade Lusófona” do MIL, Adriano Moreira, não só não era justo, mas hoje, países bem menos “periféricos” e “pobres”, como a Espanha, a Itália e até a Áustria e a França estão hoje também mesmo no centro da tempestade, sendo massacrados pelas agências de Rating e pelos anónimos “mercados”.

“Pelo que subitamente parece que as contribuições que referi, com omissões, para o património imaterial da Humanidade, são ensombradas, pela visão menos lisonjeira, vinda do Norte. A Chanceler Merkel, que parece convencida de ter refeito o seu império ao Norte, não apenas pelo exemplo de criatividade e trabalho do seu povo, mas também pela generosidade dos ocidentais que ganharam a II Guerra Mundial, dispensaram gerações de alemães de despesas militares, aguentaram a liberdade da Alemanha Ocidental, criaram as condições de reunificação depois da queda do Muro de Berlim em 1989”

A Alemanha e os alemães de hoje (sim, porque as posições de Merkel representam apenas aquilo que pensa a maioria dos alemães) são acima de tudo ingratas. Esquecem desde logo que os países vencedores da Alemanha a dispensaram de pagar as compensações pelas perdas materiais e humanas terríveis que as divisões alemãs provocaram por todo o continente. As pontes, fabricas, empresas, portos, etc, etc, destruídas ou transferidas para a Alemanha nos países ocupados pelo Reich nunca foram compensados! A Grécia, em particular, viu o seu pais completamente destruído pelo invasor alemão, o ouro do seu Banco Central saqueado e enviado para Berlim e não foi compensada por estas perdas… Mas hoje tem que aturar a intolerância e incompreensão germânicas.

“permitiu-se arriscar um conceito de identificação dos povos do Sul abrangidos pela fronteira da pobreza, dentro da crise global financeira e económica. No fundo viu-nos preguiçosos e amantes dos lazeres, dos feriados, subsídios, sol e férias, desejosos de reformas precoces sem perda de juventude, e parece animada por um criado novo diretório, já por vezes tentado sem êxito, e que seria o fim do processo europeu dos fundadores do movimento de unidade.”

Esta visão que detêm a maioria dos alemães sobre os países do sul são profundamente racistas e reveladoras da natureza agressiva e xenófoba que apenas a má consciência da Grande Guerra mascarou durante algumas décadas. É esta opinião muito generalizada no norte da Europa que está na base da convicção dos norte-europeus de que o sul não é capaz de se governar a si mesmo e carece da tutela colonial-imperial para procurar aceder a um simulacro diminuído dos Estados prussianemente organizados do norte. Obviamente, estão errados e este erro desenvolveu-se no terreno da ignorância histórica e do autismo cultural. Mas está lá e não pode ser negado.

Fonte:
As Culturas dos Povos do Mediterrâneo
Adriano Moreira
Nova Águia, número 8

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Prémio Personalidade Lusófona 2012 a Adriano Moreira (4)

Quarto segmento

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QuidsL: A Poesia Angolana

Para participar clique AQUI !

Pontos:

Clóvis Alberto Figueiredo (12) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil, Conhece bem a CPLP?, Poesia Angolana]
Luis Brântuas (5) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, QuidsL1 | 1 Comentário

Prémio Personalidade Lusófona 2012 a Adriano Moreira (3)

Terceiro segmento

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QuidsL1: Conhece bem a CPLP?

http://www.raiadiplomatica.com

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Pontos:

Clóvis Alberto Figueiredo (11) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil, Conhece bem a CPLP?]
Luis Brântuas (5) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

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Prémio Personalidade Lusófona 2012 a Adriano Moreira (2)

Segundo segmento

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X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (16)

Primeiro segmento

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X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (17)

Violoncelo por Joana Correia, com a peça « Três Inflorescências » de Fernando Lopes-Graça
e apresentação por Edward Luiz Ayres de Abreu

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X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (16)

Encerramento do fórum PASC pela coordenadora Drª Maria Perpétua

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QuidsL1: A Guerra de Independência do Brasil

http://www.iped.com.br

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Pontos:

Clóvis Alberto Figueiredo (10) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil]
Luis Brântuas (5) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, QuidsL1 | 8 comentários

X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (15)

Intervenção do Prof. Ferreira Patrício apresentando o seu texto no nº 9 da Nova Águia

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