Mitos e Mistérios

O Promontorium Sacrum de Sagres

Cabo São Vicente (http://www.sagres.net)

Cabo São Vicente (http://www.sagres.net)

“Estrabão na Geografia (III, 1, 4-5) sobre o Promontorium Sacrum (Sagres) escreveu: “é a elevação mais ocidental, não da Europa mas de toda a terra habitada (…) Artemidoro afirma que esteve neste lugar que o assemelha a um navio (…) Assegura que não se vê lá nenhum santuário nem altar a Héracles (nisto mente Éforo, dele ou de algum outro deus, mas que em muitos sítios há grupos de três e quatro pedras, que são pelos visitantes voltadas, em virtude de um costume ancestral, e deslocadas, depois deles fazerem libações; e que não está permitido fazer sacrifícios nem aceder de noite ao lugar, por dizer-se que nessa altura é ocupado pelos deuses, mas os que chegam para contemplá-la pernoitam numa aldeia próxima e logo pela manhã, seguem até lá, levando consigo água que este lugar carece.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Em todas as fontes Clássicas encontra-se apenas uma referencia a um grande templo na região onde se conhecem registos históricos e arqueológicos e este Templo é este grande templo ao ar livre do Cabo São Vicente. A presença de pequenas pedras sagradas, que se voltam como parte de um ritual é uma prova da ligação da religião pré-romana dos povos que habitavam neste local (os Cónios) com os cultos megalíticos anteriores e a referência a “Hércules” uma indicação de que a divindade aqui cultuada seria um “semi-deus”, isto é, um ser humano notabilizado por algum feito extraordinário, talvez um grande cabo de guerra, ou um grande monarca, aqui investido ou que teria nesta região a sua capital.

Categories: História, Mitos e Mistérios | Deixe um comentário

A mensagem alquímica da Escadaria dos Planetas do Bom Jesus de Braga

Escadaria dos Planetas do Bom Jesus de Braga (http://marcio.avila.blog.uol.com.br)

Escadaria dos Planetas do Bom Jesus de Braga (http://marcio.avila.blog.uol.com.br)

A Escadaria foi concebida em 1722, mas so seria terminada na primeira parte do século XIX. Seguindo aparentemente uma gramática ortodoxa católica, o investigador José Ramos reconheceu nos variados e ricos elementos decorativos uma mensagem alquímica que iremos descrever nas próximas linhas seguindo sempre de perto a sua visão. Existem no Bom Jesus de Braga mais escadarias, como a “Escadaria dos Cinco Sentidos” e a “Escadaria das Virtudes”, mas o essencial da mensagem alquímica que algum Adepto quis aqui deixar em testemunho concentrasse de facto na Escadaria dos Planetas”:

1. A Fonte da Estrela de Oito Pontas

Na Alquimia, as estrelas são símbolos do Espírito e do seu confronto com a Matéria. Simbolizam assim a luta eterna entre a Luz e as Trevas, entre o Espírito e Matéria Bruta por transmutar que se encerra na Matéria Prima cuja identificação é o primeiro obstáculo que todo o Artista deve ultrapassar para alcançar o sucesso na Obra.

Especificamente, a Estrela de Oito Pontas representa a regeneração da matéria, elevando a sua pureza até ao seu estado mais amadurecido e desenvolvido por intermédio da Arte de Hermes.

A Estrela é também uma aparição no inicio de todas as fases da Obra e assume assim a função de um bom sinal, indicando que o operador se encontra no bom caminho para obter a Pedra.

2. O Umbral da Fonte do Sol e da Fonte da Lua

Estas duas fontes estão unidas por um arco de fecho. Uma fonte é a Fonte do Sol, a outra, a Fonte da Lua. Esta dualidade é uma alusão alegórica à dualidade da Matéria, cuja proporção distingue os metais uns dos outros e em cuja manipulação assenta o essencial da Arte de Hermes.

3. A Escadaria dos Planetas

A escadaria em linha quebrada que forma o aspeto arquitetónico mais importante de Bom Jesus de Braga é uma referência às ondas do Mar Primordial onde a matéria se encontrava mesclada, como exatamente se encontra na Matéria Prima que o Operador tem que identificar antes de se abalançar na Grande Obra.

4. Num dos primeiros lanços da Escadaria, encontramos a Fonte de Diana com a sua clássica aljava, flechas e arco. Diana é aqui um símbolo da Natureza e a sua grande guardiã. No contexto alquímico, é a Fonte de Diana é uma alusão ao “Banho de Diana”, uma das múltiplas alegorias à Matéria Prima na Alquimia, o objeto sobre o qual se exercer a Arte e cuja exata natureza é sempre laboriosamente escondida por todos os tratadistas. Ela é a quinta-essência o princípio e o fim de tudo.

5. A Fonte de Marte refere-se ao Enxofre, o principio masculino, ativo e fixo que se contrapõe ao mercúrio elementar, feminino, volátil e passivo.

6. De forma bem calculada nesta gramática alquímica do Bom Jesus de Braga encontramos de seguida a Fonte de Mercúrio. Mercúrio ou Hermes é o patrono da Alquimia mas é também aquele que liga os opostos (Diana/Feminino e Marte/Masculino), como demonstra o Caduceu que é o seu mais conhecido atributo. Ele é o “pai dos metais”, o “mercúrio dos filósofos” que na Arte se assume como o principal agente da transmutação metálica.

7. A Fonte de Saturno alude à fase da Obra conhecida como “Putrefação” e onde surge um deposito negro. Esta é a fase da “cabeça de corvo”, que precede o “leão verde” e que ocorre depois de a matéria estar quarenta dias no ovo.

8. Segue-se nos lanços desta escadaria a Fonte de Júpiter, o símbolo alquímico para a operação conhecida como “Multiplicatio” que antecede o “Albedo” ou “Purificação”. A “Multiplicatio” é a contaminação de uma parte purificada às outras, ainda impuras, até que por fim todas estejam puras, entrando-se assim no “Albedo”.

9. A Fonte da Serpente corresponde na simbologia alquímica à serpente coroada ou sal químico, o catalisador da união entre o enxofre e o mercúrio. O cálice para onde escorre a água desta fonte é o vaso ou matrás que alojará a poção da vida eterna, o Graal alquímico procurado pelo operador deste o momento em que se atreve a acometer a sua dura missão.

Categories: Alquimia, História, Mitos e Mistérios | 3 comentários

Origens Templárias do Culto do Espírito Santo

http://www.folclore-online.com
O culto do Espírito Santo foi em Portugal desenvolvido em Portugal a partir de uma matriz popular pré-existente por Dom Dinis e pela sua rainha Isabel de Aragão. Foi este grande rei português que recusou as pressões da Santa Sé contra os templários e depois de uma longa e muito dura guerra diplomática obteve de João XXII a autorização para a fundação de uma nova ordem monástica, a Ordem de Cristo, que haveria de integrar os templários portugueses e os seus membros. Foi precisamente durante esse período que a rainha Santa Isabel, agindo com franciscanos e com a conivência da nova Ordem desenvolvia o culto do Espírito Santo.

Grande admiradora do filósofo e alquimista catalão, Arnaldo de Vilanova, Isabel introduziu no Culto pentecostal do Espírito Santo elementos do culto secreto templário e outros elementos contrários à ortodoxia católica.

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Categories: História, Mitos e Mistérios | 2 comentários

O Homem Dolménico

“Formula-se hoje a rigorosa hipótese que é no homem dolménico que radicam os valores espirituais que ainda nos motivam. A ideia da imortalidade, de uma vida para além da vida, certamente a mais rica das consequências que a condição humana concebeu, terá sido ele que a teve pela primeira vez. O que o levou a construir sepulcros onde os mortos esperavam pela ressurreição, rodeados dos seus objetos familiares e até de alimento. Nessa ótica as pirâmides do Egito não são mais do que mamoas evoluídas, com a mesma função e significação: ventres de um segundo nascimento.”

Miguel Torga

É no Neolítico, a partir do Homem de Neanderthal que encontramos as primeiras expressões funerárias da crença na vida num Além. Será com essa civilização dolménica, que teve no noroeste peninsular o seu epicentro, que surge no Ocidente essa ligação da vida no além e um testemunho físico e material na forma de um “templo” ou local sagrado de ligação entre o Homem e a Transcendência.

É curioso – mas sintomático – que seja precisamente dos dois extremos da Europa que brotam as duas maiores matrizes religiosas da cultura europeia: a oriente, via Grécia, pela Filosofia, Ciência e Sistema democrático. A Ocidente, via o Megalitismo do Noroeste Peninsular (Portugal e Galiza) a crença na vida para além da morte. Curiosamente, também, a Europa central e nortenha, barbara, nos momentos em que se esses dois faróis extremos mais brilhavam, revela agora uma arrogância e sobranceria que têm tantos de ignorantes como de ingrata.

Categories: História, Mitos e Mistérios | Deixe um comentário

A Mensagem Alquímica do Mosteiro dos Jerónimos em Belém

Mosteiros dos Jerónimos (http://static.europeupclose.com)

Mosteiros dos Jerónimos (http://static.europeupclose.com)

“No portão sul dos Jerónimos encontramos a representação do Sol e da Lua e dois medalhões com a efígie, porventura do rei e da rainha, que referenciam os princípios feminino e masculino. O rei está representado com o pétaso, chapéu com asas do deus Hermes. No friso estão unidos os símbolos da corda, do ovo e da seta de Cupido.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

O Mosteiro dos Jerónimos em Belém é um dos locais da cidade de Lisboa mais profundamente ligado à tradição esotérica portuguesa. Os símbolos aqui referidos por Paulo Loução são todos eles de inspiração alquímica: o “Sol” e a “Lua”, valem pelo Enxofre e pelo Mercúrio, os dois princípios da matéria que concorrem para a produção da Pedra Filosofal, o “pétaso”, ou chapéu de Hermes, é uma nítida alusão a Hermes, conhecido patrono da Arte de Hermes (Alquimia), a “corda”, vale pena união da matéria, perfeita na “matéria prima” que é necessário identificar antes de começar os trabalhos de forno, o “ovo” é o matrás alquímico onde se desenvolve a matéria encerrada no athanor, por fim, a “seta de Cupido” é uma alegoria ao amor que une os dois princípios da matéria (o “Sol” e a Lua”) no matrás ou “ovo” até que – por intermédio das operações do Adepto alcança a perfeição metálica.

Categories: Alquimia, Mitos e Mistérios | 3 comentários

A Lenda “Atlante” da Lagoa das Sete Cidades

Lagoa das Sete Cidades (http://www.oquevisitarem.com)

Lagoa das Sete Cidades (http://www.oquevisitarem.com)

“Uma lenda local fala-nos de um rei que irado pelo facto de a sua mulher não lhe gerar filhos, governava com despotismo. Mas uma “mulher-estrela” salvou a sua descendência, dando-lhe uma filha. Teria agora que governar com sabedoria, justiça e bondade. Mais, a “mulher-estrela” impôs-lhe a condição de construir um palácio maravilhoso rodeado por sete cidades protegidas por muralhas de cobre, onde viveria a sua filha, só a podendo ver quando perfizesse os trinta anos. Mas o rei não conseguiu manter a paciência por tão longo tempo e investiu contra as muralhas. Tal ação resultou num forte cataclismo que se abateu sobre a Terra do qual restaram as ilhas dos Açores e numa delas as duas lagoas, a verde por causa do vestido da princesa e a azul por causa dos seus sapatos.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Esta lenda terá origem entre os primeiros povoadores do local. Não havendo população anterior à primeira colonização, nem relatos escritos a lenda é segundo toda a probabilidade apócrifa. Mas tem alguns elementos curiosos: a existência de um palácio na Ilha… De uma monarquia e – sobretudo – de um grande cataclismo que terá destruído de forma radical e completa essa civilização poderá ser um eco deturpado do mito da Atlântida chegado de alguma forma à sabedoria popular das gentes dos Açores?…

Categories: Mitos e Mistérios | 4 comentários

O “OVNI” do Cabo Espichel

Cabo Espichel (http://static.flickr.com)

Cabo Espichel (http://static.flickr.com)

Segundo uma lenda documentada em 1336, o culto da Senhora do Cabo do Cabo Espichel estaria relacionado com a observação por dois anciões que viram uma “estranha luz” que iluminava todo o cabo.

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

A “estranha luz” segundo a lenda explicaria o trilho da mula que hoje se sabe ser apenas o testemunho fóssil de uma caminhada de sauropodes e gravada na pedra, mas pode também ser uma recordação da observação de um OVNI por parte da testemunha que terá observado o fenómeno, transpondo-o assim até à atualidade e enquadrando-o no cenário religioso que servia na época para explicar todas as anomalias que se observavam na natureza. Fica a possibilidade…

Categories: Mitos e Mistérios, OVNIs | Deixe um comentário

Gualdim Pais, o Mestre templário português que “se elevou como um Lúcifer” (iniciado)

Gualdim Pais (http://ipt.olhares.com)

Gualdim Pais (http://ipt.olhares.com)

Não muito longe da charola do castelo dos Templários em Tomar encontramos uma inscrição com uma biografia do Mestre Gualdim Pais. A inscrição estava originalmente no castelo de Almourol e teria sido trazida para aqui pelo Infante Dom Henrique:

“Era de 1170. O Mestre Gualdim, certamente de nobre geração, natural de Braga, existiu no tempo de Afonso, ilustríssimo Rei de Portugal. Abandonando a milícia secular, em breve se elevou como um Lúcifer, porquanto soldado do Templo, dirigiu-se a Jerusalém onde durante cinco anos levou vida trabalhosa. Com seu Mestre e seus Irmãos, entrou em muitas batalhas, movendo-se contra os reis do Egito e da Síria. Como fosse tomada Ascalona, partindo logo para Antioquia pelejou muitas vezes pela rendição de Sidon. Cinco anos passados, voltou então para o Rei que o criara e fizera cavaleiro. Feito Procurador da Casa do Templo em Portugal, fundou, neste, os castelos de Pombal, Thomar, Zêzere e este é chamado Almoriol, e Idanha e Monte Santom” (tradução do latim).

Citado em
Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

A referencia a Lúcifer (“aquele que traz a luz”) pode ser uma referencia a que Gualdim Pais tenha recebido a sua iniciação nos ritos internos e secretos dos templários no Oriente. Gualdim Pais surge assim como um iniciado trazendo para Portugal esse conhecimento adquirido pelos frades templários no Oriente pelo contacto com os sufis e ashorasins e, possivelmente, por via do contacto com o judaísmo…

Os castelos templários fundados por sua iniciativa: “Pombal, Thomar, Zêzere e este é chamado Almoriol, e Idanha e Monte Santom” são assim aqueles onde será mais provável encontrar os conhecimentos esotéricos adquiridos no oriente e que o Mestre templário do Capitulo português deverá ter ordenado que fossem transpostos para a pedra em todas as grandes obras mandadas erguer por sua direta iniciativa.

Categories: História, Mitos e Mistérios | 5 comentários

A lenda luso-galaica de Trezenzónio e o Mito da Atlântida

Farol da Corunha (http://ipt.olhares.com)

Farol da Corunha (http://ipt.olhares.com)

“Trezenzónio, depois de deambular pela região do Minho e Galiza, chega à Torre de Hércules, na Corunha, onde avista uma ilha. Sozinho, constrói um barco e enceta viagem em direção à ilha do Paraíso, onde encontra uma basílica de dimensões extraordinárias – o seu perímetro media 51 km! – , com o altar dedicado a Santa Tecla – santa que é cultuada na Galiza, recorde-se o importante castro de Santa Tecla – santa que é cultuada na Galiza, recorde-se o importante castro de Santa Tecla, situado em frente a Caminha, do outro lado do rio Minho. De resto, a ilha tinha todos os alimentos de que necessitava para viver saciado e feliz, e o clima era ameno.”
(…)
“Passados sete anos recebeu o aviso para sair da ilha. Recusando-se, ficou muito doente, até que aceitou regressar à Galiza e suplicou ao Senhor para restituir a saúde, o que acabou por acontecer. Logo que Trezensónio chegou a terra, as carnes de ovelhas e de peixes que trouxe da ilha do Solstício apodreceram e espalharam um cheiro nauseabundo.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Esta curiosa lenda do frade Trezensónio invoca muitas expressões que se encontram em outra ilhas lendárias do Atlântico. Todas são recordações da existência de uma civilização passada no Atlântico. Os elementos mais comuns estão aqui todos: o numero sete, a existência de uma civilização urbana, a possibilidade de esta ser alcançada a partir do extremo ocidente peninsular e a superioridade técnica e material desta civilização.

Esta lenda da “Ilha do Paraíso” será assim uma entre varias evocações desde São Brandão até à Ilha das Sete Cidades da existência da mesma civilização que terá deixado a “estátua equestre” da Ilha do Pico e as “moedas cartaginesas” (SIC) da mesma ilha… Será… Atlântida?

Categories: Mitos e Mistérios, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

Túbal, o “herói civilizador” atlante de Portugal?

“No território galego e português encontramos várias lendas relacionadas com “titãs” que aportaram à Península. Um deles será Túbal, neto de Noé, segundo uma tradição, o primeiro rei da Hispânia. Será este Túbal o fundador do topónimo Setúbal. Na costa atlântica da Península, mais a norte, encontramos na Galiza a povoação de Noia que segundo o investigador Tomás Martínez “possui no brasão municipal a imagem de uma arca da que sai uma pomba voando. Diz a lenda fundadora da cidade que Noé acostou naquele lugar depois do Dilúvio Universal e afirma-se que os restos do navio estão escondidos no monte Barbanza. Continua a lenda dizendo-nos que a cidade foi fundada por Noela, a filha de Noé, cujo nome deu origem ao da localidade.”

Túbal teria sido sepultado em Sagres e segundo Frei Bernardo de Brito (1569-1617): “E tal foi o amor que lhe tiveram que nunca se perdeu a memoria da sua sepultura, antes a visitavam e veneravam como coisa santa, permanecendo pelos séculos fora, uma lembrança nos moradores da terra, e sem atinarem a causa, pelo tempo a ser sepultado, que tanto era noite ninguém se atrevia mais a passar por junto dela, dizendo que andavam os deuses naquele lugar.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Serão Túbal e Noela uma recordação deturpada da chega ao extremo peninsular dos fundadores da cultura megalítica, vindos do Atlântico, refugiando-se do cataclismos que destruiu a Atlântida? Ou tratar-se-á apenas de uma tradição oral, passada de geração em geração pelos povos que viviam no ocidente peninsular e que recordavam assim a chegada dos primeiros navegadores fenícios a estas paragens?

Por principio, não excluímos a possibilidade de ter existido uma verdadeira “Atlântida”, mas a ter existido podemos encontrar um eco nos mitos de ilhas atlânticas, como a da Ilha das Sete Cidades que poderia ter sido uma derradeira parcela da Atlântida que tenha sobrevivido à grande catástrofe que destruiu essa mítica civilização atlântica. Seria Tubal um exilado dessa mítica Ilha? Uma memoria deturpada da chegada desses “heróis civilizadores” vindos de uma civilização perdida no Atlântico?… Teria Tubal assim sido uma recordação daqueles que introduziram a escrita no sul de Portugal dando assim origem à escrita sudlusitânica ou cónia?

Categories: História, Mitos e Mistérios, Portugal | 1 Comentário

Sereias e tritões no Cabo da Roca no século XVI

http://hallnjean.files.wordpress.com

“Segundo Damião de Góis, em 1554, aqui, no Cabo da Roca teriam sido avistados sereias e tritões, “nus e sem barba”, brincando às escondidas com pescadores por eles surpreendidos nas aguas do Atlântico.

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

A lenda poderá ter nascido a partir do avistamento de golfinhos nessa região da costa portuguesa a qual era na época relativamente comum. Com efeito, até ao século XVII, eram avistados cachalotes ao largo de Peniche (razão alias pela qual na zona existe a “Praia do Baleal”). Mas poderá a lenda aludir ao avistamento real de um tipo de criatura marinha hoje perdido?… De um “objeto marinho não identificado” (OMNI) transmitido na lenda de forma deturpada?…

Categories: História, Mitos e Mistérios, Portugal | 4 comentários

O mistério da Estátua Equestre da Ilha do Corvo

Ponta do Marco, na ilha do Corvo (http://www.visitazores.com)

Ponta do Marco, na ilha do Corvo (http://www.visitazores.com)

O humanista Damião de Góis na “Crónica do Príncipe Dom João II”, em 1567 escreve que “numa das ilhas mais extremas dos Açores, no alto de um monte, encontrou-se uma estátua de pedra, assente numa base quadrada que lhe servia de embasamento, representando um homem a cavalo, coberto com um manto mas com a cabeça descoberta (…). Com a mão esquerda agarrava as crinas do cavalo e o braço direito tinha-o estendido e com o dedo indicador apontava o Ocidente.” Dom Manuel I pediu a Duarte de Armas para desenhar a estátua e mandou-a trazer para Lisboa, mas perderam-se o desenho e as peças da estátua.”

Fonte:
Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Infelizmente, não restam provas físicas desta interessante estátua… Pode obviamente tratar-se de um mito, de uma espécie de alegoria simbólica erguida por Damião de Góis à saga portuguesa dos Descobrimentos, como se a estátua equestre (símbolo de “conquista”) apontando para ocidente indicasse o Mar Oceano, apontando caminho aos  navegadores.

Existe também a possibilidade de que se trate de um verdadeiro testemunho de navegações passadas… Foram encontradas moedas romanas na Venezuela, existem inscrições lapidares pseudo-fenícias nos EUA e no Brasil e sabe-se que os fenícios mantinham uma feitoria no Marrocos atlântico… Ou seja, os antigos (fenícios, romanos e cartagineses) navegavam no Atlântico e é muito plausível crer que algumas embarcações tenham sido desviadas das suas rotas e levadas até às Américas, onde teriam deixado estes testemunhos.

Mas a estátua equestre não pode ser o testemunho de qualquer malogrado naufrágio. A sua colocação no “alto de um monte, sob uma base quadrada” indicaria uma intenção muito concreta, um plano e um objetivo, algo que não estaria certamente nas prioridades de desafortunados náufragos para aqui abandonados por qualquer tempestade. Mas se a sua colocação era intencional, então que intenção seria esta? Se houvesse uma colónia permanente, a estátua poderia ser um dos seus pontos focais. Mas porque fundar uma colónia na ilha mais longínqua dos Açores? Um grupo de exilados? Na verdade, existe um outro indicio da provável presença de exilados cartagineses no Corvo… Um grupo de moedas cartaginesas encontradas num pote enterrado numa ruínas semidestruídas no século XVIII numa praia não identificada da mesma ilha açoriana do Corvo. Não há indícios de que os dois achados se encontrassem perto um do outro, mas esta “ruína” indicia um qualquer tipo de habitação ou colónia permanente.

Teria assim a ilha do Corvo sido povoada por exilados cartagineses? Refugiados da ultima Guerra Púnica, aquela de “Delenda Cartago” e que levou à destruição total dessa outrora orgulhosa urbe naval e mercantil às mãos das legiões de Roma? A tese é plausível e fascinante…

Por fim, deixamos aqui uma questão: a estátua equestre há muito que se perdeu… Mas a base quadrada ficou muito provavelmente no tal “alto de um monte”… Um monte que não deveria estar muito longe dos primeiros pontos onde aportaram os primeiros exploradores do Corvo e provavelmente não longe de uma praia (aquela onde se encontraram as moedas). Será que ainda hoje é possível encontrar esta base e assim, validar esta lenda?…

Note-se que o local que a tradição indica ser o da estátua (a “Ponta do Marco”) não merece muita credibilidade pela inacessibilidade do local e porque a associação entre a estátua e este local – geograficamente impressionante – resulta de uma eventual semelhança das formações rochosas com a estátua de um cavaleiro, algo improvável, porque o relato de Damião de Góis exclui essa possibilidade e é alias bem claro ao referir que a estátua teria sido levada para Lisboa, algo que certamente não aconteceria com uma “formação rochosa”, por curiosa que fosse…

Categories: História, Mitos e Mistérios, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | 4 comentários

As Capelas Inacabadas do Mosteiro da Batalha

Capelas Imperfeitas da Batalha (http://ipt.olhares.com)

Capelas Imperfeitas da Batalha (http://ipt.olhares.com)

As Capelas Inacabadas do Mosteiro da Batalha têm um mistério que nunca foi resolvido de forma cabal: porque estas “portas para o céu” não têm comunicação com a Igreja. Com efeito, entra-se nas Capelas através de uma simples porta colocada a norte que é encimada por uma letra “E” e acima dela, a cruz de Cristo. Será uma referência ao nome “Eduardo” do rei Dom Duarte, para que foi projetado esta estrutura arquitetónica?

Para Manuel Gandra, para compreender a Batalha há que a dividir em Capela do Fundador, Igreja e Capelas Inacabadas e ligar estes três elementos às 3 idades de Joaquim de Fiore. Assim, a Capela seria a Idade do Espírito Santo; a Igreja seria a presente Idade do Filho e as Capelas Inacabadas a Idade do Pai; anterior à Idade do Filho. A falta de acesso direto entre a Idade do Filho (Igreja) e a do Filho seria uma forma de recordar aos iniciados que conheciam esta separação trifásica da Historia do Homem sobre a Terra que haveria uma separação formal e imaterial entre a Igreja formal e aparente e a oculta e simbólica aqui representada.

Fonte:
Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Louçã

Categories: História, Mitos e Mistérios | 5 comentários

Descoberta de uma nova espécie de Homo Sapiens na China que terá vivido há 11500 anos

O novo hominidio (http://i.dailymail.co.uk)

O novo hominidio (http://i.dailymail.co.uk)

Uma descoberta recente realizada na China por uma equipa conjunta chinesa e australiana identificaram em fósseis encontrados em grutas em 1979 e nos anos subsequentes uma nova espécie humana.

Estes seres humanos terão vivido na China há cerca de 11500 anos na província de Guangxi, no sudoeste da China e eram anatomicamente muito diferentes do Homo Sapiens Sapiens atual. Este ser humano tinha ossos muito espessos, arcadas supraciliares salientes, e um rosto sem saliências.

Não ha ainda uma designação formal para este hominídeo mas a descoberta vem relançar o debate sobre um outro Homo Sapiens recentemente descoberto (o dito “Homo Florensis”) e sobre os relatos de “grandes macacos” que ainda hoje surgem com relativa regularidades nos meios de comunicação chineses.

Fonte:
http://www.publico.pt/Ci%EAncias/havia-uma-outra-especie-de-humano-na-china-ate-ao-nascer-da-agricultura-1537864

Categories: História, Mitos e Mistérios | Deixe um comentário

O Medalhão de Dom Dinis descoberto em Malaca

Medalhão português de Klebang (http://sicnoticias.sapo.pt)

Medalhão português de Klebang (http://sicnoticias.sapo.pt)

A descoberta por uma dona de casa malaia, da cidade de Klebang de um medalhão português do século XIII criou alguma celeuma nos meios de comunicação: como é que uma peça pessoal religiosa de uma época muito anterior às primeiras navegações portuguesas na Ásia teria chegado ao estômago de um tubarão na Malásia?

O medalhão foi encontrado por esta doméstica quando preparava um tubarão acabado de comprar no mercado para o jantar. Ao abri-lo, descobriu um medalhão com dez gramas tendo de um lado uma mulher coroada e do outro o desenho de um crucifixo com a palavra “antonii”. A mulher coroada deverá ser a Rainha Isabel, consorte do Rei Dom Dinis.

A presença do medalhão nas costas da Malásia pode ser explicada pelo facto de não ser somente a nossa época a ter o fascínio pelas antiguidades: os navegadores portugueses de seiscentos e setecentos eram tão religiosos (o Cristianismo sempre foi um dos motores da presença lusa na Ásia) como admiradores de antiguidades e este medalhão deve ter navegado embarcado numa das varias naus e galeões das carreiras do Oriente, servindo como amuleto a um marinheiro ou oficial desses navios.

Malaca foi durante o século XVI e XVII um dos portos mais demandados do Oriente português e a existência de vários navios naufragados nestas agua segura… Como o famoso “Flor de la Mar” de 400 toneladas, um dos maiores tesouros marítimos de sempre e resultante do saque de Malaca após a conquista da cidade por Afonso de Albuquerque.
A cidade malaia esteve sob domínio português entre 1511 e 1641.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=42143

Categories: História, Mitos e Mistérios, Portugal | Deixe um comentário

Alguns comentários aos “Ficheiros OVNI” das décadas de 50 e 60 recentemente revelados

Alguns “ficheiros OVNI” recentemente tornados públicos pela CIA. Ainda que a CIA não seja propriamente vocacionada para estas atividades, o facto é que a agência dedicou durante bastantes anos mais atenção ao fenómeno do que geralmente se crê.

No total, existirão mais de 240 documentos da CIA sobre este tema, ao longo de mais de 50 anos. Nenhum faz referência a ETs ou a discos voadores despenhados e guardados pela agência (infelizmente…). Mencionaremos apenas aqueles que parecem mais interessantes:

Um documento de 1 de julho de 1952 menciona as possibilidades de uma invasão alienígena falsa poderia ter num contexto “ofensivo ou defensivo”. Enviado para o “Psychological Strategy Board” o memorando sugere que alguém na Agência avaliou as vantagens em promover o medo público pelos “discos voadores” algo que pode ter levado a algumas simulações com vista a camuflar outras atividades da Agência.

O “Report of Unusual Flying Object Sightings and Attendant Scientific Activity” de 17 de abril de 1956 refere uma observação registada na Hungria (então um Estado-Satélite soviético). O memorando menciona “atividade OVNI” durante várias semanas “enervando a população” e tendo alguns “grupos científicos” estimado velocidades da ordem dos 12 mil km/h.

Um outro memorando de 27 de outubro de 1958, intitulado “Unexplained Traveling Bright Light Seen in the Sky” que refere uma observação “perto de Leninegrado” de um objeto avistado a partir do comboio e que deixaria atrás de si “um longo rasto de fumo negro”. Segundo o relato “o aparelho seri demasiado brilhante para um avião”.

Um relatório de 16 de dezembro de 1960 menciona um objeto “que parecia um meteoro mas que era extremamente grande e quase como um disco”. O objeto teria uma cor esverdeada.

Um relatório mais recente, datado de 17 de fevereiro de 1967, menciona uma série de fotografias de um OVNI fornecidas pela Força Aérea. O memorando, contudo, não conclui pela veracidade ou não das fotografias…

Em conclusão, o mais interessante é a referência ao uso do fenómeno OVNI para efeitos de manipulação da opinião pública e o interesse com que a CIA seguia os relatos destes fenómenos para além da Cortina de Ferro… como que para validar assim os registos semelhantes ocorridos no Ocidente.

Fonte:
http://dvice.com/archives/2011/09/investigating-t-1.php

Categories: Mitos e Mistérios, OVNIs | Deixe um comentário

O “Yéti” de Kemerovo

O "yéti" de Kemerovo (http://files.abovetopsecret.com)

O "yéti" de Kemerovo (http://files.abovetopsecret.com)

Há alguns dias surgiram na imprensa “oficial” algumas notícias que davam conta da descoberta de “provas irrefutáveis” da suposta existência do Yéti na região de Kemerovo, na Federação Russa. Na conferencia de imprensa, responsáveis políticos pelo governo regional de Kemerovo afirmaram que “Durante uma expedição à gruta Azasskaia, os participantes reuniram provas irrefutáveis que demonstram que o ‘Homem das Neves’ vive na Shoria montanhosa”. Nesta “expedição”, terão estado presentes “cientistas” da Rússia, Estados Unidos, Canadá, Suécia e Estónia, tendo. Estes “cientistas” terão encontrado “diferentes marcadores” com os quais a criatura define o seu território. Terão também sido encontrados cabelos e pegadas numa gruta em Shoria. Um destes “cientistas”, o sueco Ingemar Ramel, acredita que se trata da mesma criatura que nos EUA é conhecida como “Big Foot”.

O objetivo desta “descoberta” é claro: obter dinheiro. Por um lado pela via do afluxo de turistas a Shoria, por outro através do financiamento público a estas “investigações” e a estes “cientistas”. Essa parece ser a preocupação de curto prazo e o motivo verdadeiro para a convocação desta conferencia de imprensa.

É deprimente ver como o Publico (e os outros Media, nacionais e internacionais) imitaram a fonte desta noticia e a papaguearam de forma acrítica. Sem investigarem os créditos ou currículos dos “cientistas”, que numa breve busca na Internet aparecem sem qualquer credibilidade académica e desligados de qualquer instituição cientifica minimamente credível. O artigo do Publico também não questiona a validade das provas “irrefutáveis” (pelos) que não foram entregues a nenhum laboratório independente nem das fotografias, difusas e inconclusivas… e é pena porque no artigo elas aparecem como “irrefutáveis”.

Fontes:
http://www.10kanal.ru/news/13254.html
http://www.publico.pt/Sociedade/cientistas-afirmam-ter-provas-irrefutaveis-da-existencia-de-um-yeti-na-siberia-1515729?utm_source=feedburner

Categories: Mitos e Mistérios | 4 comentários

As “Experiências de Quase Morte” terão explicação científica?…

As ditas “experiências de quase morte (“Near-death experiences”) receberam recentemente uma importante clarificação científica: as suas caraterísticas comuns aos vários indivíduos que as descrevem: uma sensação de “estar morto”, de se sentir “fora do corpo”, uma viagem para uma “luz brilhante” a caminho de uma existência “cheia de amor” podem ter – além da explicação mística – uma explicação científica e clínica.

A descrição de “experiências de quase morte” (EQM) não é tão rara como se poderia crer. Não há estatísticas conhecidas em Portugal, mas nos EUA estima-se que pelo menos 3% da população já as experimentou. E, de facto, o mesmo fenómeno, com o mesmo tipo de descrições ocorre ao longo da História e transversalmente em várias culturas e religiões.

Curiosamente, nem sempre as EQM ocorrem em condições de risco de vida… Um estudo recente, por exemplo, indicava que em 58 sujeitos que as tinham narrado, 30 não tinham estado de facto em risco de vida.

Um estudo do “Medical Research Council Cognition and Brain Sciences Unit” da Universidade de Cambridge e de uma equipa da Universidade de Cambridge expôs a coincidência de sensação de “estar morto” com uma conhecida condição clínica, que ocorre em alguns doentes de tifoide ou esclerose múltipla e que têm danos em regiões do cérebro que estão ligadas aos processos de consciência e que estão geralmente ligadas à esquizofrenia patológica.

Experiências de “fora do corpo” são comuns, por sua vez, quando o sono é interrompido subitamente pouco depois de adormecer. Outro fenómeno, a “paralisia do sono” ocorre em 40% da população pelo menos uma vez na vida e em algumas circunstâncias é acompanhada pela sensação de “estar fora do corpo”. Uma experiência mais antiga, de 2005, conseguiu reproduzir a sensação de “estar fora do corpo” pela estimulação artificial da junção tempo-parietal direita do cérebro.

Outra explicação clínica para as experiências EQM pode ser também encontrada nos doentes de Parkinson que relatam frequentemente visões de “fantasmas” ou “monstros”, segundo se crê, em consequência do funcionamento anormal da dopamina no cérebro. Se este ocorrer em indivíduos mais jovens ou saudáveis, então as visões das EQM poderão ter assim esta explicação.

O anestésico Quetamina tem também conhecido nos últimos anos uma sucessão de relatos de EQM na forma de estados de euforia, experiências de “fora do corpo” e alucinações.

Será que assim todos os numerosos relatos de EQM tem uma explicação científica?…

Fonte:
http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=peace-of-mind-near-death

Categories: Ciência e Tecnologia, Mitos e Mistérios, Saúde | 4 comentários

O Mistério Canadiano dos Sapatos de Ténis com pés humanos

Quatro dos últimos sapatos de ténis (http://www.thedailybeast.com)

Quatro dos últimos sapatos de ténis (http://www.thedailybeast.com)

Não é muito falado em Portugal mas, atualmente no Canadá, decorre um dos maiores mistérios da atualidade: por onze vezes nos últimos quatro anos, sapatos de ténis com pés humanos deram à costa na costa canadiana do Pacífico Norte.

O último foi encontrado na última semana de agosto perto de uma marina em False Creek (Columbia Britânica). O evento foi relatado pelo chefe da polícia de Vancouver Stephen Fonseca (de ascendência portuguesa). O ADN será comparado com as outras amostras já recolhidas nos últimos anos e cruzado com o ADN de pessoas desaparecidas no Canadá.

O primeiro sapato de ténis contendo um pé humano deu à costa canadiana em 2007, também na Columbia Britânica e depois de algum mistério foi identificado como pertencendo à um homem desaparecido que a família preferiu manter anónimo. Todos os outros achados, contudo, permanecem por esclarecer.

O mistério é, de facto, grande… porque é que estes eventos só ocorrem nos arredores de Vancouver? Porque é que os pés aparecem apenas em sapatilhas? E, sobretudo… onde está o resto dos corpos?!… A sua estranha omissão (após 4 anos) faz pensar em intencionalidade. Não faltam desaparecidos na costa canadiana, mas será que estes corpos vêm ainda de mais longe devido às caraterísticas de boa flutuabilidade dos polímeros usados nos ténis e o resto do corpo fica no fundo do Pacífico? Mas se é assim, porque não há mais casos no resto do planeta?!

A explicação acidental não é assim a mais razoável. Tudo indica mesmo que se trata do resultado da atividade criminosa de um assassino em série com uma tara muito específica e original, ativo desde 2007 na região de Vancouver.

Fonte:
http://news.blogs.cnn.com/2011/09/01/canadian-floating-feet-mystery-deepens/?hpt=wo_c2

Categories: Justiça, Mitos e Mistérios | 7 comentários

De novo, sobre os “hipogeus” nos Açores (Ilha Terceira), mas também sobre moedas e estátuas equestres no Corvo

Dois "hipogeus" nos Açores (http://www.tvi24.iol.pt)

Dois "hipogeus" nos Açores (http://www.tvi24.iol.pt)

Ultimamente tem-se falado muito dos alegados “hipogeus” descobertos na Ilha Terceira, no monte Brasil. No texto que anteriormente publicámos tivemos ocasião já de exprimir as maiores reservas quanto à identificação das estruturas. Recentemente, o Presidente do Instituto Histórico, Francisco Maduro Dias, veio também acrescentar a sua acha a esta fogueira alegando que os supostos “templos cartagineses dedicados a Tanit” não eram mais do que “estruturas de apoio militar” do século XVI e XVII. Os “hipogeus” seriam assim apenas “cafuas” de suporte às guarnições militares em Angra do Heroísmo, quer para armazenamento de material, quer para a conserva de água.

Os alegados monumentos cartagineses seriam em número de cinco e seriam complementados por diversas estruturas funerárias. E seriam uma prova adicional da presença cartaginesa no arquipélago, como as moedas cartaginesas descobertas na Ilha do Corvo, dentro de um recipiente de barro em 1749. A descoberta seria também compatível com a narrativa de Damião de Góis, que em finais do Século XVI, escrevia na “Crónica do Sereníssimo Príncipe D.João”, que os navegadores tinham encontrado (de novo, no Corvo) encontraram uma estátua equestre no alto da serra. Feita a partir de um único bloco de pedra, a estátua revelava um cavaleiro segurando com a mão esquerda as crinas do cavalo e apontando com a mão direita o caminho para Ocidente.” O rei Dom Manuel I teria ordenado do a Duarte d’Armas que um desenho da estátua equestre e o seu transporte para Lisboa, tendo sido os seus segmentos guardados no Palácio Real, após o que se perdeu o seu rasto. Consta que na base desta estátua, que ficou no Corvo, haveriam carateres numa escrita desconhecida na época e que foram copiadas em 1529 por Pedro da Fonseca.

O problema dos “hipogeus”, contudo, é que não têm estes elementos de contexto arqueológico, como estas moedas os estátua do Corvo. Faltam trabalhos arqueológicos (interessantes, mesmo em se tratando de uma estrutura militar Quinhentista) assim como um rastreamento arqueológico do arquipélago e, sobretudo, da Ilha do Corvo, em busca da base dessa estátua descrita por Damião de Góis. Tal como nos é apresentada esta identificação dos “hipogeus” parece mais feita para chamar a atenção e com fins comerciais do que com fins científicos e históricos. Estamos mentalmente preparados para encontrar vestígios de um povoamento cartaginês semi-permanente nos Açores, como indiciam as moedas enterradas (típicas de um “tesouro” guardado para tempos mais duros ou um eventual regresso) ou uma estátua, colocada para fins propagandísticos ou para “marcar terreno”. Seriam assim os Açores as “ilhas afortunadas” dos clássicos, onde Cartago chegou a ponderar uma evacuação depois da derrota perante as armas romanas? Seriam estes vestígios o testemunho dos trabalhos preparatórios dessa falhada evacuação? Seriam estes “hipogeus”, hipogeus verdadeiros?… Respostas a que apenas um rastreio arqueológico sistemático do arquipélago poderá responder.

Fonte:
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1904831&seccao=Biosfera

Categories: História, Mitos e Mistérios, Portugal | 8 comentários

Provas de Percepção Extra-Sensorial (PES) em testes com… imagens eróticas?…

O prestigiado académico e psicólogo Daryl J. Bem declarou recentemente que teria provas da existência de pré-cognição de “um evento futuro que não pode ser antecipado através de nenhum processo inferencial conhecido”. A descoberta foi publicada no “Journal of Personality and Social Psychology”.

A experiência que levou a esta constatação consistiu em colocar os sujeitos da experiência em frente a um écran de computador com duas cortinas. Atrás de uma estava uma fotografia que podia ser neutral, negativa ou… erótica. Em 36 testes os sujeitos da experiência deviam tentar adivinhar em que écran iria aparecer a imagem enquanto o computador escolhia o mesmo de forma aleatória.

Quando as imagens eram neutrais os sujeitos conseguiam taxas de sucesso de 50%, mas quando as imagens eram de teor erótico, a taxa subia para 53.1%… a taxa será estatisticamente relevante mas a notícia foi recebida com ceticismo pela comunidade científica. Desde logo, porque não é a primeira vez que surgem tais alegações para pouco depois se descobrirem erros de análise ou desvio estatístico.

Pode também existir aqui um outro fenómeno além da PES, por exemplo, algo que determine que certo tipo de imagens aparecem mais vezes que outras, isto é, uma falha no gerador de números aleatórios que seleciona as imagens a apresentar…

Mas é claro que este desvio (pequeno, de apenas 3%) pode dever-se mesmo a PES ou melhor dizendo, à propensão para uma pequena percentagem da população percepcionar extra-sensorial imagens negativas ou… eróticas.

Fonte:
http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=extrasensory-pornception

Categories: Ciência e Tecnologia, Mitos e Mistérios | Deixe um comentário

A Atlântida foi descoberta no sul de Espanha?

Richard Freund (http://www.consumertechnologycomputernews.com)

Richard Freund (www.consumertechnologycomputernews.com)

Uma equipa norte-americana alega ter encontrado a civilização perdida da Atlântida. A cidade estará enterrada sob lamas produzidas por um grande tsunami no sul de Espanha e terá sido reencontrada por uma equipa liderada pelo professor Richard Freund, da Universidade de Hartford, no Connecticut. A equipa trabalhou sobre imagens de satélite da região de Cadiz e encontrou no parque de Donaña indicações da presença de ruínas. Estas indicações foram confirmadas por sondagens de radar terrestre.

Segundo o investigador, os sobreviventes desta catástrofe teriam fugido e fundado cidades nos arredores, as quais teriam estado na base da civilização tartéssica do sul de Espanha, já em época histórica.

A catástrofe que teria destruído esta cidade seria a base oral que o filósofo grego Platão seguiu ao elaborar o seu relato sobre a Atlântida, no discurso Timeu e Crítias. Ao descrever a cidade como estando situada numa ilha frente às Colunas de Hércules, Platão estaria tecnicamente correto, mas teria feito algum tipo de confusão com as suas dimensões já que dizia que era “tão grande como a Ásia e a África reunidas”.

Agora há que escavar nos locais identificados pela equipa norte-americana e comprovar se existem aqui indícios que possam confirmar a teoria da destruição por um tsunami e a matriz original e fundadora desta civilização perdida sobre as civilizações tartéssica, cónia e túrdula do sul de Espanha e Portugal.

Fonte:
http://www.reuters.com/article/2011/03/12/us-tsunami-atlantis-idUSTRE72B2JR20110312

Categories: História, Mitos e Mistérios | Etiquetas: | 15 comentários

Sobre os “hipogeus” dos Açores

Hipogeu de Menorca (http://www.menorcaweb.net)

Hipogeu de Menorca (http://www.menorcaweb.net)

A alegada descoberta de “dezenas de hipogeus” (túmulos escavados na rocha) nos Açores, mais especificamente nas ilhas da Terceira, Flores e Corvo pelo presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), Nuno Ribeiro, levanta-nos algumas reservas, especialmente sem o tipo de detalhes que geralmente acompanham este tipo de comunicados.

O arqueólogo (cuja seriedade académica está comprovada pelo inúmeros trabalhos que já apresentou) não apresentou mais elementos além daqueles que surgem nas declarações que agora comentamos mas vai acrescentando que “os hipogeus ainda não foram estudados pela arqueologia” e que os teria encontrado durante uma caminhada, em agosto de 2010, no Corvo e na Terceira.

Não temos elementos quanto aos locais destes achados, se há vestígios de contexto arqueológico ou ossadas dizendo apenas muito laconicamente que “na Terceira tinham surgido vários vestígios”. Segundo o arqueólogo, as estruturas funerárias estão à vista e assemelham-se a construções funerárias gregas ou cartaginesas de há cerca de 2 mil anos atrás.

A associação a que preside (a APIA) pretende realizar aqui trabalhos de prospecção arqueológica financiados pelo governo regional e pelas câmaras municipais envolventes ainda este ano, que poderão confirmar a datacao e a natureza destes achados. Estas declarações foram conhecidas no Congresso XV SOMA 2011, Arqueologia do Mediterrâneo que teve lugar na Universidade de Catânia (Itália).

Em primeiro lugar há que confirmar se se tratam mesmo de sepulturas, e depois, se existem nelas algum tipo de artefactos ou ossadas que as permitam datar… sendo escavadas na pedra, é possível datá-las através da patina do material escavado, se estes materiais datáveis não estiverem presentes (o que depende muito da acidez dos solos…). A serem verdadeiras, poderemos estar perante uma colonização remota do arquipélago que explique a descoberta de moedas cartaginesas num edifício arruinado (e entretanto perdido) junto a uma praia do Corvo que nos é descrita por Damião de Góis… Estes túmulos poderiam ser os destes navegadores perdidos longe de qualquer rota comercial cartaginesa e que talvez tenham aqui chegado em navios que se despedaçaram nas praias.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=13375

Categories: História, Mitos e Mistérios | Etiquetas: | 14 comentários

A “Atlantis” do Golfo Pérsico

A "Atlantis" do Golfo Pérsico (http://www.clubedos5.com.br)

A "Atlantis" do Golfo Pérsico (http://www.clubedos5.com.br)

Segundo Jeffrey Rose, um arqueólogo da Universidade de Birmingham no Reino Unido, uma grande massa de terra terá sido submersa no Golfo Pérsico em épocas históricas. A área acolheu seres humanos até desde à 100 mil anos atrás, tendo sido engolida pelas águas do Índico à cerca de 8 mil anos.

Esta civilização submersa explicaria a descoberta recente vários sítios arqueológicos, com habitações de pedra, redes comerciais a longa distância, cerâmica decorada e o mais antigo barco até agora encontrado. Uma civilização num tal grau de maturidade não poderia surgir assim, sem um ponto focal e um longo processo de desenvolvimento. Sendo que esses vestígios estariam submersos nas águas do Golfo constituindo uma “Atlântida” com um registo histórico anterior a cem mil anos atrás e que poderia preceder a própria civilização suméria.

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/Lost_Civilization_Under_Persian_Gulf_999.html

Categories: História, Mitos e Mistérios | Etiquetas: | 4 comentários

Pont-Saint-Esprit: Uma experiência da CIA em 1951 realizada no sul de França?

 

Pont-Saint-Esprit (http://i.dailymail.co.uk)

Pont-Saint-Esprit (http://i.dailymail.co.uk)

 

Um dos mistérios da Guerra Fria foi a causa dos estranhos acontecimentos registados em 1951 no sul de França, na aldeia de Pont-Saint-Esprit e que se traduziram na “insanidade temporária” dos seus 500 habitantes e na eventual morte de 5 deles, entre os quais dois por suicídio.

Na época atribuiu-se oficialmente a explicação do sucedido a envenenamento através do pão o qual teria sido contaminado com uma variante psicadélica de trigo (a base do LSD) ou através de envenenamento de mercúrio. Mas já na época, um grupo de médicos britânicos que estudara o caso exprimira reservas quanto à credibilidade dessas teses, provenientes de um grupo de técnicos enviados ao local pela empresa química suíça Sandoz Chemical.

O mistério começa agora a ser aclarado com um livro recentemente publicado nos EUA e que já lançou chispas entre os governos norte-americano e francês… O livro inclui entrevistas com antigos membros da CIA hoje reformados e com conhecimento direto sobre estes acontecimentos. Segundo eles, a causa desta “loucura de massas” seria não natural mas o resultado de uma operação secreta da agência de espionagem intitulada “Operation Span”. A “Operation Span” era uma parte do projeto MK/NAOMI, um subprojeto do muito mais conhecido projeto MK/ULTRA e é agora revelada ao mundo através do livro “A Terrible Mistake: The Murder of Frank Olson and the CIA’s Secret Cold War Experiments” da autoria de H.P. Albarelli Jr.

O livro explica que os acontecimentos de 1951 foram o resultado da dispersão de um aerosol com LSD executada pela “Special Operations Division” de Fort Detrick, em Maryland. Segundo o autor do livro, os cientistas da Sandoz foram parte de uma operação de encobrimento já que a empresa na época era uma fornecedora habitual do US Army e da CIA de LSD para estes programas ligados ao MK/ULTRA.

As visões experimentadas pelos habitantes desta aldeia do sul de França foram então descritas em termos muito gráficos: “pacientes que deitavam o lixo nas suas camas, que gritavam que havia flores vermelhas a crescer de dentro do seu corpo, que as suas cabeças se haviam tornado em levedura, etc”. Apenas nesse dia, o hospital registou 4 tentativas de suicídio, todas em consequência deste tipo de alucinações.

Na época, o LSD era estudado como uma arma psicológica que seria espalhada para além da linha de frente, desorientando o inimigo e tornando a sua população e militares psicóticos e logo, inofensivos. Segundo este livro, a CIA terá estudado vários  testes possíveis a este conceito a realizar através da colocação de LSD nos depósitos de água de uma cidade dos EUA, mas o plano seria abandonado devido aos trágicos resultados de uma experiência em pequena escala realizada no sul França, este lançamento em 1951. Além de um reservatório de água de cidade média norte-americana, a CIA terá também avaliado a dispersão de um aerossol de LSD no metro de Nova Iorque.

Fonte:
http://www.theoneclickgroup.co.uk/news.php?start=3200&end=3220&view=yes&id=4304#newspost

Categories: Ciência e Tecnologia, DefenseNewsPt, Mitos e Mistérios, Política Internacional | Etiquetas: , , | 6 comentários

O Titanic terá mesmo… ido ao fundo?

O tremendo sucesso do filme mais caro da História fez regressar à ribalta o naufrágio do Titanic. Este imenso e moderno navio de passageiros, naufragou durante a noite do dia 14 de Abril de 1912, levando consigo para as profundezas abissais 1515 dos seus 2224 infelizes passageiros e tripulantes. A grandeza da catástrofe sobrevive ainda hoje, permanecendo o acidente como o mais grave jamais registado em toda a História Marítima.

Recentemente, alguns historiadores têm começado a levantar algumas questões sobre o naufrágio deste transatlântico. Justin Cawthorne – um investigador britânico – chamou a atenção para o estranho facto de ter existido um anormalmente alto número de cancelamentos para a viagem inaugural do “Titanic”.

Embora a viagem inaugural tivesse sido publicitada até à exaustão e algumas das personalidades mais ricas do mundo tivessem feito quase tudo para participarem nessa viagem, 55 passageiros cancelaram no último momento o seu bilhete. De entre estes cancelamentos sobressaí o de J.P. Morgan, um dos homens mais ricos e influentes de então, dono de algumas das maiores empresas da época e o verdadeiro proprietário da sociedade por ações conhecida como “White Star Line”, a empresa que detinha o “Titanic”… Aliás, Morgan, que cancelara a inscrição alegando motivos de saúde, viria a ser avistado pouco depois de boa saúde passeando na cidade de Aix-les-Bains. Soube-se também que a maior parte da sua colecção de arte fora também retirada do navio, onde devia seguir até aos E.U.A.

O “Titanic” não era o único grande transatlântico da “White Star Line”. Existia com efeito um navio gémeo, bastante menos conhecido actualmente, mas que então era famoso pelo azar que o perseguia. Tratava-se do “Olympic”, que realizou a sua viagem inaugural a 14 de Junho de 1911, tendo na ponte o comandante E. J. Smith, precisamente o mesmo comandante que levaria o “Titanic” à catástrofe. Logo nessa primeira viagem o navio teria o seu primeiro acidente, quando, na chegada, quase esmagou um rebocador, preso entre o navio e o cais de desembarque. Meses depois, num novo acidente, o navio chocaria com o cruzador HMS “Hawke”, sendo forçado a sofrer grandes reparações em Belfast.

A “White Star Line” processaria o estado britânico, mas perderia a acção sendo obrigada a pagar uma indemnização de 250 mil libras esterlinas, um pesado encargo que se somaria aos já astronómicos 1,5 milhões que tinham sido consumidos pela construção do transatlântico. Terminadas estas reparações o “Olympic” regressava ao mar, para mais uma vez chocar, a 24 de Fevereiro de 1912, desta vez com o casco de um navio afundado, perdendo em consequência uma hélice e danificando o seu próprio casco.

Regressado mais uma vez aos estaleiros de Belfast, aqui encontraria o seu gémeo “Titanic”, que a companhia se esforçava febrilmente por terminar.

Com os seus dois mais importantes navios em estaleiro e vendo aproximar-se o fim do prazo em que o “Titanic” devia cumprir as suas provas de mar, o director executivo da companhia, J. Bruce Ismay, ordenaria a instalação de uma série de vidros panorâmicos na coberta de passeio do transatlântico, com a alegada justificação de que “impediriam que os passageiros se molhassem” (apesar de o navio ter um calado altíssimo). A apressada modificação foi estranhamente decidida quase já no fim do prazo limite para a construção e curiosamente não foi aplicada ao “Olympic”, que possuindo exactamente o mesmo desenho estava sofrendo alterações e reparações no estaleiro do lado, sabendo-se que o mesmo argumento deveria ser válido para ambos os navios.

A verdade é que com esses novos vidros era agora possível distinguir a olho nú os dois navios, até então dois gémeos idnticos. Para alguns investigadores, estas obras teriam sido realmente executadas no obscuro “Olympic” e não no famoso “Titanic”. Deste modo, o aziago “Olympic” poderia ser, muito convenientemente, feito desapa-recer num ponto muito frequentado por navios comerciais, acarretando um número minímo de mortes e recuperando o bem guarnecido seguro do “Titanic”. Isto enquanto o novíssimo “Titanic”, entretanto transformado em “Olympic”, poderia começar uma nova e lucrativa carreira.

As maiores responsabilidades pelo naufrágio foram, desde cedo, imputadas ao comandante Smith, por ter deliberadamente excedido a velocidade recomendada, mesmo depois de ter recebido cinco avisos diferentes sobre a presena de gelo na zona onde viria a naufragar. A 22,5 nós o navio seguia quase à sua velocidade máxima, e seria com essa velocidade recorde que chocaria com o gigantesco icebergue responsável pelo seu rápido afundamento. A rapidez do afundamento de um navio supostamente “inafundável” causou quase imediatamente grande celeuma. Com efeito, o transatlântico podia flutuar apenas com 4 dos 16 compartimentos estanques intactos e para que fosse para o fundo teria que perder o isolamento de mais de 16 desses compartimentos, quase no mesmo momento. Reside aqui outro facto curioso: para que esse raro acidente se desse o navio teria que navegar perto da sua velocidade máxima e teria que ter o ângulo de embate que efectivamente teve… Precisamente o que viria a suceder…

Afirma-se que a companhia teria dado ordens ao experiente comandante E. J. Smith para fazer naufragar o navio numa zona densamente usada do Atlântico Norte. E efectivamente, mais de trinta barcos e navios foram registados como navegando naquelas águas aquando da tragédia. Entre estes, os comandantes dos “Mount Temple” e do “Californian” teriam reconhecido, durante o inquérito, ter avistado o navio a afundar-se recusando a aproximação por receio de embaterem também eles contra os icebergs que se sabia estarem na zona.

Apesar de todas estas estranhas coincidências, o certo é que qualquer apuramento definitivo da verdade será sempre dificil de obter. Tanto mais porque, durante a Segunda Guerra Mundial, todos os arquivos da “White Star” foram muito convenientemente “destruídos”…

Categories: História, Mitos e Mistérios | Etiquetas: | 11 comentários

O “Código Secreto” de Platão

Um historiador da Ciência da Universidade de Manchester, no Reino Unido, Jay Kennedy, encontrou aquilo que acredita ser um “código secreto” oculto em algumas obras de Platão. A descoberta resultou da análise da contagem das linhas dos textos originais em grego das obras do mais famoso filósofo grego da Antiguidade Clássicas.

Na Antiguidade, a contagem de linhas era um método muito utilizado porque os escribas eram pagos à linha e os manuscritos eram classificados em função do número de linhas e não do de páginas, como hoje é usual fazer. Uma das formas de conferir se a cópia estava idêntica ao original era também através da contagem de linhas. Tudo isto aponta para que a distribuição dos textos platónicos pelas linhas do manuscrito hoje conhecida seja idêntica à conhecida na Antiguidade Clássica.

O trabalho de Jay Kennedy consistiu no registo digital das ocorrências de palavras e linhas dos textos de Platão, procurando por padrões que não pudessem ter origens aleatórias.

O investigador descobriu que os Diálogos estão organizados em múltiplos de doze (o que já se sabia): a Apologia com 1200 linhas,Protágoras, Crátilo, Filebo e Simpósio com 2400, Górgias 3600 e a República com 12000. Descobriu também que as passagens mais importantes se concentravam sempre entre o oitavo e o décimo doze avos de cada uma destas obras. Identificou ainda que os temas se distribuem pelas obras platónicas numa escala que se assemelha a uma escala musical, de 12 notas de uma oitava em que os temas “virtuosos” ocorrem nas posições das notas harmónicas e os negativos nas posições das notas que correspondem a dissonâncias.

É sabido que muitos textos da Antiguidade têm uma densidade simbólica insuspeita: o Antigo Testamento, as Centúrias e os Lusíadas são apenas alguns exemplos onde a distribuição e ocorrência de certas palavras foram imbuídas de uma dimensão transversal de significantes que atravessam e enriquecem o próprio texto aparente e literal. É portanto perfeitamente plausível que tal densidade geométrica exista também na obra daquele que era à sua época um dos homens mais cultos do mundo: Platão.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/o-codigo-numerico-de-platao=f599502

Categories: Educação, História, Mitos e Mistérios | Etiquetas: , | 7 comentários

O mistério do Triângulo das Bermudas finalmente revelado?…

O mistério do Triângulo das Bermudas pode estar resolvido. Com efeito, dois cientistas australianos julgam ter encontrado a explicação para os múltiplos desaparecimentos registados no local nos últimos séculos. Joseph Monaghan e David May, da Universidade Monash de Melbourne, Austrália, concluíram que são grandes bolhas de metano, formadas no leito oceânico do Triângulo que surgindo subitamente à superfície fazem naufragar navios e cair aviões.

Este metano é libertado em momentos de intensa atividade vulcânica submarina quando as suas ondas sísmicas libertam a sua acumulação em rochas. Ao ser libertado, o metano forma uma grande bolha que cresce de tamanho até chegar à superfície. Uma vez na superfície, a bolha de metano não se dissipa e continua a subir, fazendo parar os motores dos aviões que encontrar na sua ascensão, o que explica os desaparecimentos de aviões sobre as Bermudas.

Quando estas bolhas de metano surgem sob o navio, este perde a sua capacidade de flutuação e naufraga. Num avião, o metano além de afetar a combustão do combustível, também retira sustentação e precipita-se no oceano.

É claro que, por mais apelativa e credível que esta teoria possa ser, falta demonstrá-la… com efeito, até que alguém consiga registar em vídeo ou fotograficamente uma destas bolhas de metano, a teoria permanecerá sendo… isso mesmo, uma teoria.

Fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1638000&seccao=Biosfera

Categories: Ciência e Tecnologia, Hoaxes e Mitos Urbanos, Mitos e Mistérios | 2 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

PEDAÇOS DE SABER

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy