LOST (Perdidos)

Lost (“Perdidos”) S0401: “The Beginning of the End”

Eis o comentário prometido para o 1º episódio da 4ª Temporada de Lost emitido ontem na RTP1:

1. Hurley fica para trás, na cauda do grupo de sobreviventes, entra na floresta e depara subitamente com a cabana de Jacob. Ouve também aqui os suspiros que ocorrem em Lost, na floresta, desde a primeira temporada da série. Hurley olha para dentro da cabana por uma janela de vidro e vê Christian Shepard, o pai de Jack e de Claire. Shepard está na mesma cadeira de baloiços, na cabana de Jacob… A identificação de Jacob com Shepard é assim imediata e clara. Hurley foge, mas ao correr encontra de novo a cabana na sua frente e acredita esta a alucinar. Shepard que aparece em visões a Jack nos flashfowards, e a Jack, logo na 1ª Temporada parece ser uma das formas preferidas que o Monstro assume na Ilha… E isto estabelece uma ligação entre o Monstro e Jacob, que, afinal poderá não ser mais do que uma das suas manifestações, copiando formas e imagens que encontra na memória dos sobreviventes que ao longo dos anos foram aportando à Ilha… Neste caso, de um marinheiro do século XVIII.

2. Num flackforward, quando a polícia pára o carro onde fugia Hurley resiste à detenção pela polícia e diz “Eu sou um dos “Oceanic 6”. O que quer dizer que além dele, outros cinco sobreviventes conseguiram deixar a Ilha e os seus mistérios…

3. Após
ter sido internado no  “Santa Rosa Mental Health Institute”, Hurley é visitado por Matthew Abaddon, que proclama ser um advogado da “Oceanic Airlines” que o convida a mudar-se a um “instituto melhor” onde… poderia “ver o oceano”… Hurley pede-lhe então um cartão de visita, mas Abaddon replica que “deve tê-los deixado em casa”. Hurley declina enfim a oferta e isso leva o misterioso Abaddon a mudar de tom e a perguntar-lhe directamente: “Eles ainda estão vivos?” e procura depois saber o que Hurley sabe sobre os sobreviventes. Este “instituto melhor” com vista para o mar seria… a Ilha? Que ele não existe é certo, porque Abaddon nem sequer traz documentação sobre o mesmo e porque a intenção parece ser simplesmente a de impedir Hurley o que sabe sobre os restantes sobreviventes, os que ficaram na Ilha… O que indica que Hurley, não revelou ao mundo as condições em que saiu da Ilha, nem se os demais sobreviventes estão ainda vivos nela…

4. No jardim do hospício, Hurley tem uma visão de Charlie, que confirma “estar mesmo morto”. Estará a alucinar ou… será um dom mediúnico adquirido na Ilha?

5. Jack joga basketball com Hurley, no hospício e pergunta-lhe directamente “se ele vai contar”. Aparentemente, Jack receia que a condição mental de Hurley o faça confessar um certo segredo comum… Depois, pergunta a Jack se deveriam regressar à Ilha (sinal de que ainda restaram sobreviventes na Ilha) e acrescenta que “aquilo” (it) fará tudo para os trazer de volta. Jack responde que ele nunca regressará. O segredo descrito em 3 é assim partilhado com os restantes cinco sobreviventes…

6. Quando Jack joga com Hurley, as letras H e O surgem… Quando Abdaddon conversa com Hurley, uma escultura na sala exibe as mesmas duas letras… Ora, Ho é o elemento químico Holmium ora este elemento é usado para gerar campos magnéticos muito fortes: “Holmium, atomic no. 67, symbol Ho, weight at 164.93, has the highest magnetic moment (10.6µB) of any naturally occurring element. Because of this it has been used to create the highest known magnetic fields by placing it within high strength magnets as a pole piece or magnetic flux concentrator.” (fonte) A patente http://www.wipo.int/pctdb/en/wo.jsp?IA=WO2006043970&DISPLAY=DESC descreve o uso deste elemento na construção de nanocontentores de plasma sob a forma “sólida” dentro nanotokamaks, anéis magnéticos de reduzidas dimensões que poderm ter usos diversos:
“1. Field of the Invention This invention generally relates to the storage and production of energy, plasma physics, and nuclear fusion. In particularly preferred embodiments of the invention, methods and apparatus are provided that enable the storage of large quantities of positive hydrogen ions H+, D+, T+ in the form of very high density stable plasma inside a solid (also referred to herein as plasma solid). Plasma solid has many potential uses, including, for example, storage of large quantities of energy in plasma form, production of energy through nuclear fusion, generation of particles, and transmutation.“. Neste concreto, estas “nanobaterias” poderiam ser a fonte de energia da rede eléctrica subterrânea da Ilha e a causa das anomalias magnéticas com bússolas e a fonte do intenso magnetismo que estava por detrás da parede de cimento da Estação Cisne. Em tempos, num podcast, os produtores de Lost disseram que o “Monstro de fumo” não era uma nuvem de nanorobots, quando colocados perante a pergunta directa… mas na época também disseram que as viagens no tempo não fariam parte do enredo de Lost e agora… é que se vê. Assim, a tese do “monstro de nanorobots”, ou melhor, a tese do Monstro como um robot composto de nanotokamaks… ganha contornos de plausível…

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Lost (“Perdidos”): S04E11: “Cabin Fever” [Spoilers !!!]

A acção deste episódio divide-se entre um flashback até ao nascimento e infância de John, a viagem deste, de Ben e Hurley pela mata em busca da cabana de Jacob e alguns acontecimentos a bordo do cargueiro fretado por Widmore, o “Kahana”.

1. Richard Alpert, o Outro que parece não ter envelhecido desde a infância de Ben (e que nós em tempos identificámos como um sobrevivente dos antigos habitantes de Mu na Ilha faz a sua primeira aparição neste episódio) espreitando do outro lado do vidro para a incumbadora onde está John, ainda bébe. A enfermeira explica a Emily, a sua jovem mãe, que John foi o prematuro mais jovem a jamais sobreviver no hospital e que venceu sobre uma série de problemas de saúde que decorreram da sua condição de “grande prematuro”, muito rara nessa época (1956). Provavelmente, foi esta sobrevivência que chamou a atenção a Alpert e que o levou ao hospital. Mais tarde, anos depois, Alpert visita John na casa dos pais adoptivos para o seleccionar. Na parede está o desenho aparente do “Monstro de Fumo” a atacar alguém, o que anima Alpert. Apresenta de seguida vários objectos a John, para que este reconheça aquele que “já é seu”. Uma tarefa que John falha, para grande frustação de Alpert. A cena parece muito idêntica com as buscas que ocorriam no Tibete (antes da invasão chinesa) onde os monjes percorriam o país em busca da nova encarnação do Dalai Lama. Alpert reconhece em John uma anormal capacidade de sobrevivência (sobreviver prematuro com apenas 6 meses era muito raro na década de 50) e o desenho do “monstro de fumo” é indicador de uma memória de uma vida passada… A prova final seria reconhecer o objecto usado na vida passada (exactamente a mesma prova que o actual Dalai Lama teve que cumprir para ser reconhecido como a atual encarnação de Chenrezig, o Bodhisattva da Compaixão. Entre esses objectos encontramos um “Mystery Tales” (publicado em 1956, o ano de nascimento de Locke) e com uma história no título “Qual era o Segredo da Misteriosa Terra Escondida?”, numa alusão clara à Ilha… John falha o teste de reconhecimento, mas o erro de Alpert é evidente… Desde logo, Ben reconhece em John características especiais… John encara a Ilha como sendo uma entidade viva e com vontade própria, Jacob é visto por John, o que muito espanta Ben e John sofre uma remissão milagrosa do seu problema, ao contrário de Ben, que não se livra de um tumor na coluna… Alpert, anos depois, parece tentar novamente, já que um professor de John diz que recebeu uma chamada de Portland (onde outros têm instalações, como se viu no flashback de Juliet) do conhecido “Mittelos Laboratories” procurando jovens para trabalhar em química e em novas tecnologias no seu “campo de Verão”. Provavelmente, outra designação para a “escola para crianças especiais” que usou anos antes… Alpert parece ter reconhecido o seu erro já que John na feira de ciências da Escola constrói… um modelo de uma Ilha, com a geografia aparente da Ilha de Lost, outra prova de uma memória passada que parece interessar a Alpert.

Resta a questão de saber para o quê estava Richard Alpert a procurar recrutar o jovem John… Alpert fala de “uma escola para crianças especiais”… Situada na Ilha… Mas sendo que a instalação da Dharma Initiative data da década de 70, e esta acção decorre em finais de 50, princípios de 60… Será que Jack esteve prestes a ser recrutado para os Outros? Ou melhor dizendo, para o grupo de Outros, anterior à chegada do próprio Ben, que começou como uma criança na Dharma Initiative?

Em tempos, levantamos a possibilidade de Alpert ser um “imortal” que não envelhecia… Mas nesta cena, passada na década de sessenta (começos) ele exibe o mesmo saco que passeia atualmente pela Ilha… Assim e sabendo agora que há na Ilha viagens temporais, outra explicação para esta juventude de Alpert é que ele está a viajar no tempo, a partir da Ilha, de uma Estação Dharma ainda não conhecida, provavelmente o “Templo” onde o grupo dos Outros se refugiou depois de Ben os deixar. O uso do saco por Alpert poderia ser uma pista oferecida pelos produtores a apontar nessa direcção…

2. De volta ao tempo presente, na Ilha, o pequeno grupo de John, Ben e Hurley que partira em busca da cabana de Jacob faz uma pausa e dorme. John acorda, de manhã e observa alguém vestido com o fato de macaco da Dharma a abater árvores. Trata-se de um sonho, uma forma de comunicação que a Ilha já usou várias vezes para comunicar com John e que desta feita serve para lhe dar indicações sobre a posição da cabana. Ainda que seja um sonho (John acorda mais tarde) a cena ilustra claramente uma transmigração temporal deste membro da Dharma, de nome Horace (um matemático, segundo a etiqueta da sua farda)… Ele sangra do nariz, como Desmond e Minkowvsi nas suas deslocações temporais e abate a mesma árvore… três vezes. Para grande espanto de John, que ainda não conhece o fenómeno. Locke encontra um mapa para a cabana no fato de Horace, mais tarde, quando se dirige para a tumba colectiva onde jazem os cem membros da Dharma Initiative assassinados pelos Outros há 12 anos, para ser mais preciso, a 19 de Dezembro de 1992.

3. Quando procuram a cabana, Ben afirma que “a cabana move-se”, o que já ficara claro no anterior episódio e que implica que na Ilha, para além de deslocações temporais, são também comuns as deslocações espaciais (é impossível viajar no Espaço, sem viajar no Tempo, o que nos remete para a teoria da Relatividade de Einstein e, diretamente para… os Buracos Negros).

4. No cargueiro, o mercenário Keamy exibe num braço um aparelho que parece ser uma espécie de telemóvel com uma câmara… Ligada diretamente a Charles Widmore, certamente, para que este possa seguir em tempo real todos os acontecimentos na Ilha.

5. Ben, recusa-se a entrar juntamente com John na cabana e declara “A Ilha queria que eu ficasse doente e que tu ficasses bem. O meu tempo acabou, é agora o teu”. Ben investe assim John no papel de novo líder dos Outros, já que todo o poder neste grupo parece emanar daquele que o misterioso Jacob (que supomos ser um capitão original do navio esclavagista Black Rock) escolhe para líder secundário do grupo.

6. Dentro da cabana, John Locke encontra Christian Shephard, ou o “Monstro de Fumo”, sob a sua forma, como suspeitamos… Christian afirma falar “em nome de Jacob” e como Jacob parece ser uma corporificação da Ilha e o “Monstro” o seu agente, a interpretação fica mais clara quando John expõe que aquilo que o leva ali é procurar uma forma de “salvar a Ilha” da expedição de Widmore.

7. Compreende-se também porque Claire abandonou o grupo voluntariamente… Christian é o seu pai, e seguiu-o voluntariamente. Contudo, a sua atitude na cabana é excessivamente relaxada e calma… Quase demasiado alegre… Estará drogada (pouco provável, já que o Monstro não usa tais métodos) ou… será ela própria uma outra projecção do próprio Monstro?

8. O método indicado por Jacob para salvar a Ilha é, confessa depois John a Ben: “mover a Ilha”. Um segundo indício que a Ilha, para além de deslocamentos temporais, também é capaz de deslocamentos físicos. E a explicação para um dos mistérios de Lost, mais um a ser assim tão discretamente desvendado… E explicando porque o avião de Mr. Eko, que viajava na Nigéria se despenha nesta Ilha do Pacífico Sul e porque aparecem os ursos da Dharma no deserto tunisino, etc, etc… A expressão usada “Ele [Jacob] quer que movamos a Ilha” indica também que ela (Jacob) não se consegue mover sozinha e que algures (no Templo?) existe um mecanismo de controlo dos deslocamentos físicos da Ilha, o qual agora deve envolver a narrativa do próximo episódio…

9. No barco, Keamy tenta alvejar Michael, o espião de Ben, na cabeça, mas a arma avaria e não dispara… Michael escapa assim pela segunda vez a uma morte idêntica… Como se o destino ou algo na Ilha tivesse lançado sobre si um manto protector até que ele cumpra a sua missão, a qual supomos ser a destruição do Kahana…

10. Quando Keamy abre o cofre na cabina do capitão alude a um “protocolo secundário” e exibe um dossier com o logo da Dharma, este indica para onde irá Ben agora… Agora que sabem que o perseguem e que precisa de destruir o grupo que o persegue. Widmore conhece então que os Outros têm nesta fase de fazer mover a Ilha, e esse “protocolo secundário” indica precisamente o local onde esse movimento pode ser desencadeado… Antecipamos assim um confronto de Ben com o grupo de Keamy nesse local, no próximo episódio…

O logotipo da Dharma no dossier “Protocolo Secundário” é o mesmo do blusão de Ben quando este se materializa no Saara, Tunísia, no episódio anterior. Assim, podemos deduzir que Ben parte do mesmo sítio (uma Estação Dharma) descrita nesse dossier, e que esta Estação é local a partir de onde se faz “mover a Ilha”.


Brevemente publicarei o comentário ao episódio 1 da 4ªa temporada, emitido ontem de tarde na RTP1

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Lost “Perdidos”: S04E10 “Something Nice Back Home” [Spoilers]

O episódio não é particularmente rico no que respeita aos mistérios da Ilha, sendo um episódio centrado em Jack e Kate e que encontra o seu título numa frase de Bernard quando adormece Jack com clorofórmio e lhe pede para pensar em “algo bom em casa”.

1. Confirma-se que Jack está doente, como já parecia certo no anterior episódio e como arriscámos que fosse uma manifestação da “doença” da Ilha, a mesma que matou a expedição de Danielle Rousseau e que justificava os sinais de “Quarentena” no exterior da Estação Cisne. Afinal, a explicação é muito mais prosaica, limitando-se a um apêndice…

2. Bernard pergunta a Rose, a sua mulher porque está inquieta, e esta responde-lhe que estranhava a doença de Jack, já que na Ilha ninguém ficava doente… Referindo-se ao próprio facto de o seu próprio cancro ter aqui conhecido uma remissão total. Mas Jack adoece, mas não de um tumor, mas de uma simples apendicite. E algo na Ilha afecta o metabolismo humano, ativando de forma extraordinária o sistema imunitário de forma que até os fetos são destruídos – razão afinal da presença de Juliet na Ilha – e levando este sistema a combater e a destruir com sucesso os tumores malignos. A tese da “hiperativação” do sistema imunitário contra tumores não aliás absurda e é hoje uma das vias mais promissoras na investigação contra o Cancro. Ou seja… a apêndicte não é um tumor, logo Rose não estabelece corretamente a ligação.

Contudo…Ben adoece de um tumor na espinha, ao qual é operado com sucesso por Jack. Então há também a possibilidade de na Ilha apenas as pessoas “imperfeitas” (todas aquelas que não faziam parte da “lista” dos Outros poderem adoecer. E Jack faz claramente parte desse grupo de “imperfeitos”, de pessoas cármicamente maculadas, quer por atos (assassinatos, como o de Kate), quer por crimes (Sawyer), quer pela atitude para com o seu pai (o próprio Jack). Assim… Jack poderia mesmo adoecer, como parte dessa “punição” a que Rose estaria aparentemente isentada.

3. Charlotte é identificada por Daniel como sendo uma “cientista” (do começo da temporada sabe-se que seria uma arqueóloga), e acrescentando ainda que os “cientistas” do cargueiro nada tinham a ver com os propósitos dos demais tripulantes, mercenários, sabe-se agora. Isto parece ser uma introdução ao facto de ao longo desta temporada (e provavelmente das seguintes) o grupo de “cientistas” vir a ser integrado no grupo de sobreviventes do Oceanic 815.

4. Quando estão na Estação Dharma, Daniel pergunta-se “de onde virá toda a electricidade para isto?” Daquilo que vimos, e tendo em conta que a cidade dos Outros (as “Barracas”) estão no meio de uma cratera de vulcão extinto, já arriscámos ainda na Temporada 1 que a fonte de energia das Estações seria geotermal… Como a da central açoriana.

5. Jin confronta Charlotte com as evidências que indicam que ela falava coreano… após negar, esta acaba por reconhecer quando ele ameaça fazer mal a Daniel. Assim, parece certo que Charlotte passou algum tempo na Coreia do Sul, provavelmente em trabalho (não é propriamente um destino turístico muito visitado) e sendo a sua profissão a arqueologia, o que esteve lá a fazer? Apostaria que dentro em breve teremos um episódio dedicado a Charlotte, na Coreia do Sul e onde esta explora artefactos ligados a civilizações perdidas… A mesma Mu que deixou todos estes antigos vestígios na Ilha?

6. Ao passar sobre o local onde Danielle e Karl foram mortos pelos mercenários de Keaney, Miles revela mais uma vez a capacidade de ouvir os mortos ao ouvir as últimas palavras proferidas por estes antes de morrerem. Se ainda havia dúvidas, sabemos agora que o enredo de Lost envolve mesmo fantasmas e que na Ilha, os murmúrios na floresta que se ouvem desde a primeira temporada são mesmo os de… fantasmas. Aparentemente, os de outros sobreviventes de outros naufrágios e despenhamentos de aviões na Ilha. E assim fica resolvido um do mistérios da Ilha: os murmúrios na floresta. Ou não… De qualquer modo, fica também claro (“não me inscrevi para isto”) nesta cena que Miles se demarca destas acções dos mercenários de Keaney e que também ele – como Charlotte e Daniel – se vai juntar aos sobreviventes do 815.

7. A aparição súbita de Lapidus, o piloto do helicóptero e o aviso que este faz ao pequeno grupo de Sawyer para que se escondam indica que também ele tenciona desertar do grupo de mercenários e juntar-se aos sobreviventes. De facto, há cada vez mais indícios de que os “cientistas” (Daniel e Charlotte), o medium (Miles) e Lapidus (o piloto) se vão juntar aos sobreviventes depois de – previsivelmente – Michael ter destruído o cargueiro e nele, todos os mercenários de Keaney.

8. De noite, Claire desperta e vê que Aaron desapareceu. Olha para a mata e vê, Christian Shephard, o seu pai (e o de Jack)… Noutras ocasiões, noutros episódios, estas aparições pareciam ser formas do “Monstro de Fumo” (por exemplo, aquando da última aparição do irmão de Eko), tal poderá ser também o caso, nesta circunstância. Aaron é posteriormente encontrado, sózinho, junto à base de uma árvore. Aqui colocado pelo Monstro? E depois deste ter raptado (para onde?) Claire?

9. Jac lê, na cama a Aaron, partes da história de “Alice no País das Maravilhas”… História algo iniciática e esotérica que é mais uma alusão literária introduzida na narrativa de Lost pelos produtores e argumentistas… História passada num “mundo paralelo”, exactamente como parece suceder na Ilha, isolada do mundo exterior e alcançada a partir deste através de um percurso exacto desenhado por Daniel.

10. Depois de uma consulta Jack julga ver de relance, o seu pai, Christian Shepard a passar no hall de entrada do hospital… Uma das muitas aparições do seu pai – post-mortem – na série… Na Ilha, há pouco vimos Claire a ver também Shepard (mas noutra linha temporal: no passado), e agora vemos Shepard a ver o pai… mas no futuro e for a da Ilha. Logo, esta aparição não pode ser uma materialização do Monstro, como na Ilha, mas uma visão… Um sinal de delirium tremens alcóolico reforçado por auto-medicação?

11. Hurley nega a realidade do seu psiquiatra, o dr. Stillman… Hurley acredita que os “seis do Oceanic”, os seis sobreviventes que sairam da Ilha para o mundo exterior, estão mortos e que este mundo onde agora se encontram é o Além… Uma tese que muitos adoptaram para procurar explicar os acontecimentos de Lost, mas que não parece corresponder à verdade… já que há contactos com o mundo exterior, os Outram e saiem com relativa à vontade da Ilha e até Michael entrou, saiu e… tornou a entrar. Poderia ser assim se a Ilha fosse um “mundo dos mortos”? É certo que os hieroglifos egípcios da Estação Cisne e da porta sob a casa de Ben podem conceder a esta tese um novo vigor, mas não explicam estas “entradas” e “saídas” constantes… Hurley avisa Jack que este vai receber uma visita…

12. Jack ao retirar uma bateria de um detector de incêndios houve alguém a chamá-lo e reconhece o pai sentado no hall de entrada… Uma ilusão auditiva (embora raras, são clinicamente conhecidas) e depois visual, já que a médica que passa não vê ninguém sentado no sofá… Jack está muito claramente a viver num mundo de ilusões e mentalmente doente. Aliás, o medicamento que pede à médica (Erika) é clonazepam, cujos efeitos secundários são reforçados quando é tomado com alcool, exactamente como Jack faz.

13. Kate confrontada por Jack quando ao seu paradeiro de tarde, confessa estar a fazer algo por Sawyer… E Jack diz a seguir a interessante frase: “Sawyer fez a sua escolha em ficar para trás”… Então Sawyer não é o morto que está dentro do caixão cujo funeral vazio Jack visita no primeiro episódio desta temporada e está afinal – com outros sobreviventes – na Ilha?

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Lost (Perdidos): S4E09 “The Shape of Things to Come” [Spoilers]

English automatic Translation HERE

O episódio S4E09 “The Shape of Things to Come”(o nome de um livro de H. G. Wells) é a retomada das emissões da 4ª Temporada e um novo desafio a este modelo de paragem a meio de uma temporada… os actores apreciam, porque isso lhes permite dedicaram-se a outros projectos, e os produtores também, porque assim ficam com mais tempo para escrever e preparar a segunda metade das temporadas, mas… é cada vez mais difícil para o teleespectador ir seguindo a densa trama da série… mas após alguns minutos e graças ao resumo inicial, lá se retoma o fio à meada…

Eis os nossos comentários sobre este episódio, o qual foi particularmente enriquecedor para o complexo enredo de Lost:

1. Jack queixa-se de uma “intoxicação alimentar” e vai tomar um antibiótico comum, a Amoxicilina, que recolhe da mala que guarda na sua tenda. Mais tarde, e após ter confrontado os dois visitantes do cargueiro de Widmore, parece visivelmente indisposto… Um palpite: no próximo episódio vamos ter continuidade para esta “doença” de Jack, e esta é muito mais do que o simples “ardor no estômago” que ele usa para explicar a indisposição a Kate… Será uma manifestação da “doença” da Ilha que motivava a placa de Quarentena na Estação Cisne e que acometeu a expedição francesa de Rousseau e contra a qual se vacinavam os Outros e os habitantes da Estação Cisne?

2. Mais uma alusão a viagens no tempo, quando Daniel responde a Jack a propósito do cadáver de Ray, o médico do cargueiro: “Quando é relativo”. As viagens do tempo tornam-se assim um ponto central dos mistérios de Lost e mais adiante, na cena em Ben se apresenta no hotel tunisino este parece confuso quanto à data em que está, como se acreditasse que pudesse ter acabado de viajar no tempo.

3. Quando os cinco mercenários do cargueiro capturam Alex e a levam a desactivar a cerca sónica, esta insere o código “1623”, um código que é menor do que o número introduzido por Juliet quando realizou antes a mesma deactivação… Compreende-se depois porquê, já que o código de Alex desencadeia uma chamada automática com a gravação “Code 14J” para a casa de Ben indicando uma situação de perigo, provavelmente um alerta para a desactivação da cerca sob coacção e é essa precisamente a interpretação de Ben quando confrontado por Sawyer e Locke.

4. Depois de Alex ter sido morta por Keamy, Ben diz que “ele mudou as regras”. Como se houvesse um jogo, com regras muito precisas e a decorrer entre Charles Widmore e ele próprio, Benjamin Linus. Aliás, neste episódio Locke, Hurley e Sawyer aparecem a jogar “Risco” e Hurley diz a Sawyer “não acredito que lhe vás dar a Austrália. A Austrália é a chave para todo o jogo”, o que é relevante para a trama da série, acreditamos… A Austrália é tida por muitos como a maior parcela terrestre sobrevivente do afundamento do continente perdido de Mu e os poderes paranormais que alegadamente teriam algumas tribos aborígenes seriam uma sobrevivência da sabedoria perdida dos habitantes de Mu… Será que este jogo, a que se referem estas “regras” entre Widmore e Ben é um jogo pela posse dessa sabedoria perdida?

5. Ben desce uma escadas, depois de ver Alex a ser morta, e acolhe-se numa sala secreta, afasta uns casacos e camisas num armário de parede e expõe uma porta secreta extremamente interessante, naquele que consideramos ser o ponto alto deste episódio. É que a porta é manifestamente muito antiga, anterior à construção das próprias “Barracas” ou “Cidade dos Outros” pela Dharma Initiative e está… coberta por hieroglifos. Infelizmente, não se vê o interior desta sala secreta, mas é certo que se a cidade foi construída aqui, no centro da cratera do vulcão, foi-o porque por debaixo existiam ruínas da mesma civilização que construir o colosso de 4 dedos, a coluna arruinada, a casa da falsa estação Dharma e o próprio “Templo” onde o grupo dos Outros se terá refugiado. Pouco depois, aparece o “Monstro de Fumo”. Fica evidente que Ben mentira a Locke quando no final da Temporada 1 lhe diz que “não sabia o que era o Monstro”, mas também que:

1. O Monstro não é um engenho construído pela Dharma para defender as suas instalações

2. O Monstro está directamente ligado à antiga civilização da Ilha

3. O Monstro pode ser controlado (invocado) por Ben, mas só a partir da sala secreta

4. A civilização da ilha usava hieroglifos (o contador da sala da Cisne também os usava). Como a civilização egipcia é tida como uma descente de Atlântida e esta, tida como tendo contactos com a sua equivalente no Pacífico, Mu, estes hieroglifos devem ter um significado muito concreto…

5. O tamanho do Monstro é controlável… O monstro que aparece e que mata todos os mercenários (supõe-se, já que apenas um aparece e não é Keaney) é muito maior do que qualquer outra sua anterior aparição…

6. Ben acorda num deserto do norte de África, na mesma Tunísia onde Charlotte encontra os restos do Urso com a trela com o logotipo da “Hydra” aparece logo no começo desta Temporada… Bem exibe também um casaco Dharma, e uma etiqueta com o nome “Hallifax”. A Etiqueta Dharma pertence a uma estação desconhecida que deverá aparecer num dos próximos episódios, como é a tradição dos produtores. Aparentemente, foi teletransportado como o escocês, para aqui, a partir da Ilha. Pouco depois livra-se de dois berberes e rouba um dos seus cavalos em Tozeur, confirmando assim que se encontra efetivamente na Tunísia, a qual adquire assim, pela recorrência, um papel importante no denso enredo da série. Quando a empregada do hotel lhe pergunta se é a primeira vez que está na Tunísia, ele diz “não, mas já passou algum tempo” e identifica-se como sendo “Dean Moriarty” e exibe um passaporte canadiano, sinal da extensa rede de apoios no exterior à sua disposição. Pergunta que “dia é hoje”, e julga estar em 24 de Outubro de 2005, mas não estava certo, ora esta data é precisamente um ano e um mês depois do acinete do Oceanic 815… Minutos depois, ao subir a escada para o seu quarto, vê Sayid na televisão… Então, logo, esta cena desenrola-se antes de o recrutar e após alguns sobreviventes terem saído da Ilha, logo, é um fast-foward, não um flashback. Ben aparece, mais tarde, em Tikit, no Iraque, com soldados americanos percorrem as ruas e estas expõem sinais de atentados recentes… Ben mente ao contar a Sayd que saiu da Ilha de barco até às Fiji (a Ilha parece estar decidamente nas suas proximidades), quando de facto… foi materializado até ao deserto tunisino… haverá aqui a segunda parte do wormhole que se forma na Ilha? Isso explicaria a presença dos ursos polares com coleiras Dharma… o interior da Tunísia é também tido por alguns como sendo um dos locais da Atlântida… E a Ilha parece estar no coração do continente perdido de Mu. O túnel ligaria assim os dois continentes.

7. Quando Ben confronta Widmore no seu quarto, este fala com ele com um nítido sotaque australiano, ora antes exibira sempre em ocasiões públicas (por exemplo, na compra do quadro do Black Rock, que está exposto no quarto) um sotaque britânico… Presume-se então que o segundo é falso, e a sua verdadeira naturalidade é australiana, o que nos leva de novo à afirmação de Hurley de que “A Austrália é a chave do jogo”… Do jogo entre Ben e Charles, que aqui, no quarto adquire uma nova escala com a ameaça de Ben de que iria assassinar Penelope em vingança de Widmore ter morto Alex, a sua filha. Mas fica por esclarecer porque é que Ben não pode matar Widmore, e porque é que se esta é uma regra do seu jogo privado, e se estas já foram violadas por Charles, porque é que esta também não pode ser quebrada… Nem porque Widmore diz que a Ilha “é sua” e que “tudo o que Ben tem, já lhe pertenceu”. Será porque foram as empresas australianas de Widmore que construiram todas as instalações que a Dharma Initiative manteve na Ilha e que foi assim que Widmore teve conhecimento da Ilha e daquilo que se passava nela?

8. Quando Daniel repara o telemóvel e o usa como emissor-transmissor de sinais Morse porque é que os tripulantes do cargueiro lhe dizem que “o médico está bem”, quando de facto está morto e com a garganta cortada? Será uma vítima de Michael, que agindo como agente de Ben no cargueiro está a “limpar” pouco a pouco a tripulação ou será que o médico hesitou em apoiar a expedição de Keany na Ilha?

9. Os hieroglifos da porta secreta são – já o dissemos – o momento mais interessante deste episódio. No final da Cisne, já apareceram no contador e alguns (http://www.brockjones.com/lost.htm) dizem que estes signos são “sinais determinativos”, o que de facto, não quer dizer nada… Os sinais expostos na Cisne significam “ir morrer” (http://www.theblackrock.org/br2/hieroglyphics.html). Quanto a estes sinais… eis a nossa interpretação:

0. Os sinais estão mal orientados… uns correm para a direita, outros para a esquerda, o que viola a prática egípcia, e constitui prova de que não foram escolhidos por um egiptólogo e que, logo, ao terem sido escolhidos por membro da produção ou são aleatórios ou têm um significado simples, perceptível por outro não-especialista.

1. Estes dois signos parecem ser “Abbr; Harakhte”
http://www.ancientegyptonline.co.uk/N-skyearth.html dois símbolos ligados ao grupo “Terra, Céu”. Uma palavra (Harakhte) que significa “Horus dos dois horizontes”, a forma que o deus tomou quando assume o papel do Sol na sua viagem diária do Oriente para o Ocidente. Horus é o deus-falcão da mitologia egípcia, e recordemo-nos da fugaz (e isolada) aparição do “pássaro verde” na primeira temporada de Lost… Uma forma provável do monstro e uma alusão a este hieroglifo, provavelmente. (http://www.themystica.com/mythical-folk/articles/harakhte.html)

2. Uma frase:

N5
Det & Log; sun, time, day, hour, to rise
com dois pontos no interior:
N33
Det; sand, grain of metal, mineral, gold, medicine, black eye paint, a small sphere, something dangerous, enemy
N35
Phon; n (água)
V20
Phon; mD Abbr; 10
A20; man with forked staff
A20
Det; oldest, eldest Official, authority

Tradução: “A Hora de comandar (autoridade) algo perigoso (o monstro)”?
http://www.ancientegyptonline.co.uk/A-man-and-occupations.html

3. Água ou Líquido

Um sinal expectável, tendo em conta que estamos numa Ilha, rodeada de água por todos os lados…

4. K5
Phon; bs Det; fish

Uma referência ao submarino e ao facto de somente os peixes poderem abandonar a Ilha?

5. K5
Phon; bs Det; fish

Idem do ponto 4

6. Maia… Este grupo de signos parece maia… por acaso tenho várias gramáticas e tabelas de caracteres maia, mas a maioria concentra-se em datas, formas de grafar o tempo e em nomes divinos, e nada encontrei aqui quando a estes signos, embora o do topo parece um ideograma para “fogo”.

7. Não há aqui cartelas de nomes claras… Talvez este signo ou os que o rodeiam à direita e esquerda sejam cartelas… A menos que seja o sinal triconsonantal para “DWA” que é muito semelhante a este (uma estrela de cinco pontas), que também vale pelo ideograma “Estrela”… Mas estando numa cartela, vale então “DWA” e é um nome. Sendo a porta a porta para a sala de controlo do monstro… e sendo este o único nome aqui presente… apostamos que o nome do “Monstro de Fumo” é “Dwa”. E aliás, há registos históricos de um monstro com esse nome: “Kap Dwa, the Two-Headed Patagonian Giant. Over 12 feet tall, he was captured by Spanish sailors in 1673. After he’d killed four of them, his captors plunged a boarding pike through his heart. His stuffed body has been on display in English sideshows since 1900 and in America since 1980. — Fortean Times”

“Dwa” também significa “luto”…
http://www.donf.com/egypt/medu/vocab2.htm#d O que está muito acordo com o valor dos cinco hieroglifos do contador da Cisne… E um valor alternativo para o signo da porta… Sendo o Monstro o causador deste “luto”.

8. Em suma… A interpretação das inscrições que acima apresentamos é consistente com o conteúdo de uma sala de controlo do “Monstro de Fuma”, quer ele se chame “Dwa” ou seja apenas o causador de “luto”.

Fontes:

http://www.egyptartsite.com/tricon.html#bi

http://www.themystica.com/mythical-folk/articles/harakhte.html

http://www.ancientegyptonline.co.uk/Gardiner-sign-list.html

English automatic Translation HERE

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Estreia de Lost Temporada 4 na FOX: A Campanha dos caixotes de abastecimento Dharma

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Bem… Parece que a Temporada de Lost vai finalmente estrear na FOX, não ainda na RTP… E que essa estreia será a 1 de Abril (bater na madeira). Para preparar esse lançamento, foram colocados em quatro estações do Metro e da CP, em Lisboa vários caixotes que simulam uma largada de abastecimentos da “Dharma Initiative” para a Estação Cisne em quatro locais da capital: Gare do Orientem, Rossio, Saldanha e Restauradores.

Estes caixotes enquadram-se numa campanha publicitária de apoio à estreia da Temporada 4 de Lost em Portugal (Canal Fox, dia 1 de Abril pelas 21:30) e inclui para além da “largada” destes caixotes. Essencialmente, no site da TV Cabo (ver AQUI) encontramos este texto e um vídeo:

“No dia 1 de Abril, às 21.30, regressam os Perdidos ao canal Fox e, para comemorar, a Fox e a ZON TVCABO vão levar 2 pessoas ao Havai!
Ganhar uma viagem nunca foi tão fácil! Preenche o formulário de participação, responde às 3 perguntas ( o filme resumo das 3 últimas temporadas pode ajudar-te a encontrar as respostas ) e escreve o final perfeito para a grande aventura dos Perdidos ( máximo 750 caracteres ).
Se responderes acertadamente e escreveres o final mais criativo para esta electrizante série, vais ao Havai com um amigo/a!”

Sendo estas as três perguntas…:

Há quanto tempo está a ser emitida a mensagem de Rousseau?
   
 
 
* Quando a escotilha explodiu de que cor ficou o céu?
   
 
 
* Qual o nome da estação aquática que bloqueia os sinais de rádio para a ilha?
   
 

Hum? E então?… Alguém vai participar?

Eu não…

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Lost S0408 “Meet Kevin Johnson”: Comentários [Spoilers!]

(“Sneak Peak 1” de Lost S0408)


(Sneak Peak 2 de Lost S0408)

O oitavo episódio da temporada 4 de Lost (“Perdidos”) decorre em torno de Michael, que fora exposto no final do episódio anterior como sendo o espião de Ben no cargueiro de Charles Widmore. Este é assim, um episódio centrado numa das personagens menos simpáticas do elenco, alguém qur foi capaz de assassinar a sangue frio duas mulheres para conseguir sair da Ilha, juntamente com o seu filho, Walt… Que entretanto parece estar na Ilha, e mais crescido do que surge na Ilha. Não é um episódio tão “sumarento” como alguns dos anteriores no que concerne a trazer respostas às numerosas perguntas deixadas no enredo por responder desde a primeira Temporada… Mas ainda assim é bom episódio, não só porque explica de forma consistente o regresso de Michael, mas também porque o regresso de uma personagem tão negativa como ele só trará mais riqueza e interesse ao enredo. Eis as notas sobre o episódio S0408 “Meet Kevin Johnson”.


(Charles Widmore in http://www.liquidmindproduction.com)

1. O episódio começa com uma cena em que Michael está num apartamento decrépito em Manhattan, ou seja, depois de ter seguido o tal rumo indicado por Ben, e fornecendo assim uma clara indicação de que seguido uma recta, numa determinada coordenadas (325) é possível ultrapassar o “campo de forças” que isola a Ilha do mundo exterior… Ou… Talvez esse campo já não exista, de todo… O helicóptero, os mísseis de Faraday, os aviões de abastecimento, parecem conseguir chegar e partir da Ilha, seguindo um rumo sinuoso, é certo. Ou seguindo apenas uma determinada recta, a mesma seguida por Michael para sair? Esta segunda hipótese é a mais provável, já que quando Minkowski e o seu camarada tentaram partir no barco de borracha a caminho da Ilha, um haveria de enlouquecer e suicidar-se e o outro ficaria vítima do fenómeno de “desvio temporal” de Desmond. Há assim um caminho, uma determinada recta para deixar a Ilha… Será que Faraday já a conhece? Mas agora sem o barco (levado por Michael), sem o submarino Galaga (aparentemente destruído por Locke), sem o iate de Desmond… Não há mais barcos na Ilha.


(O submarino Galaga dos Outros in http://www.kraisoft.com)

2. Quando após a tentativa fustrada de suicídio, Michael desperta numa cama de hospital a enfermeira que entra no quarto é… Libby, uma das suas vítimas, juntamente como Ana-Lucia…A imagem desaparece subitamente… Mas será uma visão de Michael, motivada pela sua consciência atormentada ou… um fantasma? Estamos em Nova Iorque e a tese do “Monstro” que toma a forma de mortos, como o pai de Jake ou o irmão de Eko, já não colhe… Será que Lost está a entrar pelo caminho do sobrenatural, como já parecia indiciar o jogo online www.find815.com em que a irmã desaparecida do personagem lhe aparecia no quarto e lhe dava pistas sobre o seu paradeiro? E a tese “Libby-fantasma” ganha mais tarde um ponto favorável… Quando Miles, que é capaz de ouvir os mortos – recordemo-nos dos episódios anteriores – diz que sabe que Michael está a mentir quanto ao seu nome verdadeiro!… É que Miles no momento da morte de Naomi não parece capaz de ler as mentes de Jake e Kate a propósito das condições da morte de Naomi, mas interpreta-as correctamente quando se debruça sobre o seu corpo, lendo-as da sua “alma”… logo, Libby acompanhará Michael em espírito e é assim que Miles obtêm a sua informação…


(Miles com Sayid e a sempre bela Kate in http://nymag.com)

3. Na discussão com a sua mãe, esta revela que Michael e Walt estiveram desaparecidos durante dois meses… Como não foi esse o tempo real na Ilha vivido pelos sobreviventes, temos mais uma confirmação de que existe um desfasamento entre o tempo-Ilha e o tempo-exterior, uma deformação na estrutura do Espaço-Tempo provocada pelo Buraco Negro que supomos ser o centro da acção e a razão maior pelas várias anomalias registadas na Ilha?

4. Quando Tom, um “Outro”, impede Michael de se suicidar, declara que “a Ilha não o deixará morrer porque tem ainda um trabalho a cumprir”. A Ilha aparece aqui de forma quase humanizada, replicando um idêntico tratamento que Locke também utilizara na primeira temporada de Lost… Será por esta “humanização” da Ilha que Ben considera na Temporada 3 que Locke é “especial” e que merece ser acolhido como mais um “Outro”? Será que a Ilha fala pela boca de Jacob, o aparente superior hierárquico de Benjamin Linus? Será que Jacob é afinal… a Ilha? Ou uma sua manifestação, isto é… o Monstro? Então… Seria o Monstro quem estaria a impedir o suicídio de Michael… E como é possível deixar e regressar à Ilha, a tese implica que o Monstro estaria a seguir Michael, impedindo a sua morte graças às espantosas capacidades que já demonstrou ter.


(A única imagem de Jacob… Vestido como um homem do século XVIII… Ou… O Monstro vestido como um homem do século XVIII? in http://philipstraatsma.com)

5. Quando Michael encontra Tom numa penthouse de um hotel de luxo em Nova Iorque a razão pela qual Tom dissera à bela Kate (Evangeline Lilly) que ela “não era do seu tipo”, fica confirmada… E verifica-se a única tese plausível remanescente: ele é Gay.


(É claro que Tom é Gay. Certo? in http://www.evangelinefan.com)

6. Tom expõe a Michael a origem da maquinação para falsificar o desaparecimento do voo 815: Widmore. Explica que tal fabricação só estaria ao alcance de alguém muito rico e poderoso com o supremo objectivo de impedir a descoberta do verdadeiro local onde estaria o avião e os seus sobreviventes: a Ilha.

7. Quando Michael, já a bordo do Kahana pressiona o botão de “Execute” da bomba na sua bagagem ouve a mesma música que corria no carro quando se tentou suicidar (ponto 2) e vê novamente Libby… Ora se a música estava no rádio do carro e ressurge agora, ou a visão de Libby é uma alucinação e a música uma alucinação sonora ou… é Monstro. Já que só o próprio Michael poderia saber da música e Ben não teria acesso a essa informação, a menos que ele e o Monstro estejam de alguma forma, de conluio.

8. Ben contacta por rádio, Michael no Kahana e diz-lhe que a bomba não detonara porque ele “não é do mesmo tipo de Widmore” e que nunca mataria gente inocente… Ben parece estar numa espécie de cruzada moral. Não é a primeira vez que em Lost se alude à existência de um tipo especial de pessoas, que Ben procura (e que os Outros raptam logo na primeira Temporada) e que estariam num patamar ético superior ao dos restantes Sobreviventes, todos eles imersos nalgum tipo de culpabilidade ou “mau karma” pessoal (Dharma, é um termo budista, recordemo-nos). Ben, aliás, parece ainda empenhado em encontrar mais pessoas desse tal “tipo”, já que pede a Michael uma lista dos tripulantes do navio, provavelmente para os seleccionar e para raptar também aqueles que conformem com o tal “tipo” de pessoas que procura.

9. Um dos pontos mais interessantes da anterior temporada, regressa aqui, neste episódio… O “templo”. Como saberão os que me acompanham aqui à mais tempo, a minha tese favorita é de que na Ilha houve em tempos uma civilização pré-histórica, que deixou o resto da estátua de quatro dedos, a casa arruinada da falsa cidade dos Outros, a coluna os Outros onde amarraram Locke e este “templo”, onde se terá refugiado o grupo dos Outros (excepto Ben) no final da temporada 3 e antes da chegada do Kahana. Aparentemente este é, agora, o local mais seguro da Ilha e segundo o mapa que Ben desenha de memória e dá a Danielle, a mãe de Alex.


(As ruínas junto à falsa cidade dos Outros in http://www.gitsiegirl.com)


(Os restos da estátua in http://www.stomptokyo.com)


(Locke olhando a coluna “micénica” (Atlante->Mu?) onde mais tarde seria preso Cooper, o seu pai in http://www.losthatch.com)

10. Neste episódio, Danielle que era juntamente com os já falecidos Ana-Lucia, Eko um dos personagens mais fortes da série… Morre, aparentemente vítima de um atirador furtivo equipado com uma arma com silenciador (ainda não se tinha visto tal na Ilha… Será um membro do grupo de Widmore, do cargueiro? Recordemo-nos que o helicóptero tinha saído em missão, segundo as palavras do comandante do navio).

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Lost (”Perdidos”): S0407 “Ji Yeon”; comentários [Spoilers…]

Neste episódio de Lost, não encontramos muitas pistas para o esclarecimento dos múltiplos mistérios já lançados desde a primeira temporada pelos produtores da série… É um episódio centrado nos dois passageiros coreanos do vôo 815, Jin e Sun e contendo algumas cenas no cargueiro com Desmond e Sayid… Apesar disso temos alguns pontos que gostaríamos de comentar:

1. Regina lê (ou simula ler, já que tem o livro de pernas para baixo) o livro de Jules Verne: “Os Sobreviventes do Chancellor” (link para o livro integral no Google Books). Regina numa das cenas posteriores haveria de suicidar-se e pela aitutude passiva do comandante do navio, não parece ter sido a primeira tripulante a fazê-lo e de facto, este confirma isto a Desmond e Sayid…o livro trata do naufrágio do navio de nome “Chancellor” e, de permeio, vários acontecimentos terríveis, como um incêndio a bordo (será por isso que a cozinha do Kahana está inutilizável?) até ao naufrágio final… Ao fim ao cabo o mesmo destino do Black Rock, cuja rota este cargueiro contratado por Widmore seguiu escrupulosamente até encontrar a Ilha. De forma semelhante ao Kahana, muitos passageiros e tripulantes enlouquecem… E outros suicidam-se… Assim, existe uma boa possibilidade de que o Kahana acabe ele também… naufragado no final da temporada 4. Vai uma aposta? Será que é apenas o efeito marginal da proximidade da Ilha que leva os tripulantes à loucura e ao suicídio, mas se é assim esse efeito apenas se manifesta na periferia e não na própria Ilha… E sendo assim, isso quer dizer que os franceses da expedição original de Danielle Rousseau que também enlouqueceram e que se suicidaram em massa, afectados por uma “doença” teriam sido afectados pela mesma proximidade…


(Desmond e Sayid no cargueiro Kahana in http://www.blogsmithmedia.com)

2. O helicóptero partiu do Kahana. Tendo em conta que não existem mais ilhas nas proximidades e ao seu alcance e que o Kahana é o único navio nas imediações, só pode estar na Ilha e com alguém mais do cargueiro além do piloto, do capitão e do médico, que ficaram no navio. O próximo episódio vai abordar a resposta a esta pergunta… Mas faria sentido que Charles Widmore financiasse uma tal expedição e não tomasse ele próprio parte na mesma? Vai uma segunda aposta quanto a quem vai aparecer na Ilha?

3. Os imensos recursos disponíveis a Ben e a existência de uma organização que apoia os “Outros” no exterior da Ilha tornam-se patentes na sequência em que o capitão Gault, do Kahana mostra a Sayid e Desmond a falsa caixa negra do vôo Oceanic 815 recuperada ao largo de Sunda vom os 324 corpos que alguém lá “plantou”, Ben, afirma.

4. Quando o médico leva Desmond e Sayid ao seu novo quarto, este tem uma mancha de sangue na parede… Um sinal de um suicídio de um outro tripulante, além de Regina, ao que tudo indica.

5. Michael aparece na pessoa de Kevin Johnson, e na forma clara do espião que Ben plantou no navio… Michael cumpre este papel porque Ben tem o seu filho Walt cativo na Ilha, já que ficou claro no começo desta temporada que os Outros mantinham ainda Walt prisioneiro (e que este tinha agora poderes mentais extraordinários). Michael parece também imune à “febre de deslocação temporal” que afecta parte dos tripulantes do cargueiro… porque veio da Ilha e não do exterior como sucedeu com eles?

6. Kate menciona a Sun que ainda que Juliet tivesse dito que a Estação Dharma “Tempestade” fosse uma central eléctrica, esta tinha, de facto, gás venenoso… Ora no nosso anterior comentário já explicámos a razão desta confusão…

7. Quando Bernard na canoa com Jin lhe conta que a sua mulher teve uma remissão “miraculosa” do tumor que a ameaçava matar será que isto acontece pouco tempo depois de Juliet recordar a Jin que o seu feto e ela própria vão morrer? No episódio anterior, Juliet relatava a Ben que os fetos morriam aos 3 meses porque o sistema imunitário das mães ficava hiperactivo e os atacava. Será o mesmo efeito que provoca esta activação do sistema imunitário o responsável pela remissão espontânea do tumor de Rose?

8. Bernard fala a Jin de “carma”… Ora já falámos por aqui da importância que a mensagem budista parece deter no enredo de Lost… Desde “Dharma” de “Dharma Initiative” até à “lista” de pessoas que Ben parece empenhado a recolher entre os sobreviventes do 815 até ao próprio facto de os Outros referirem frequentemente ao facto de haver algo no carácter daqueles que escolhem para levar… e no facto de Kate ser uma assassina, assim como os demais membros do grupo dos sobreviventes, aliás… todos eles rejeitados pelos Outros e logo, “impuros”.

9. Sun, no hospital é referida pela enfermeira como sendo uma das “seis do Oceanic”. Ou seja, eis encontrado mais um dos sobreviventes que conseguiram abandonar a Ilha… E sabido também que Jin não é um deles. O facto de depois Sun visitar com Hurley a campa de Jin não quer dizer que o seu corpo tenha sido recuperado… pode ser uma tumba vazia. Os produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse tinham prometido que até ao sétimo episódio saberíamos quem eram os “seis da Oceanic”. Com Jin e Aaron essa lista está encerrada e essa promessa cumprida e ficamos assim a saber que os “seis da Oceanic” são Jack, Kate, Sun, Hurley e Aaron. Hum. Cinco. E Sayid, o “sabujo” de Benjamin.

Curiosidades:
1. Note-se que o detalhe do telemóvel de Jin ser antigo indica o cuidado dado à produção nesta série… Assim como o Dragão, indicador que a acção deste flashback ocorre em 2000 e não em 2003, onde parece decorrer o “tempo presente” na Ilha.
2. A cena que por breves instantes se pode observar na televisão no quarto de Sun é a da série “Exposé” com a bela, mas desaparecida (juntamente com Rodrigo Santoro) Nikki.

(“Nikki Fernandez”, Kiele Sanchez, in http://njmg.typepad.com)

E note-se que estamos já a metade desta Temporada… E que a esmagadora maioria das perguntas e mistérios lançados desde a primeira Temporada continuam por resolver… Ou o ritmo começa a acelerar já no próximo episódio ou… ficamos com mais uma “Invasão” (de má memória).

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Lost (Perdidos) S0405: “The Constant” (Buracos Negros e Viagens no Tempo)


(Há quanto tempo não apareciam por aqui imagens da Evangeline Lilly, hum?)

1. O grupo de sobreviventes do voo Oceanic 815 que está na praia começa a preocupar-se (Jake e Juliet) com o facto de o helicóptero com os Sayid e Desmond ter já saído à um dia e que apesar de terem dito que o vôo demoraria apenas vinte minutos até ao cargueiro, ainda não telefonaram avisando da sua chegada. Daniel Faraday, o físico do grupo do cargueiro, afirma “a vossa percepção de há quanto tempo os vossos amigos partiram pode não ser a única”. Embora Cartlon Cuse, tivesse declarado num podcast oficial de “Lost” que não haveria na série “viagens no tempo” parece que agora, afinal, as há. Já havia alguns sinais disso, na temporada 3, com os episódios em que Desmond era capaz de retardar a morte de Charlie com vislumbres do futuro. Agora isso parece bem claro: o facto de um tempo relativo no helicóptero (20 minutos) ser muito mais rápido que o tempo na Ilha (20 horas?) e até o outro indício do S0404 de que “Walt parecia muito mais velho” quer dizer que o “tempo-Ilha” não corre à mesma velocidade que o “tempo-mundo”. Este fenómeno relativístico remete para a Lei Geral da Relatividade de Einstein e é mais uma prova de que o que passa na Ilha resulta da presença de uma Singularidade Relativística ou de um Buraco Negro, já que na sua vizinhança, a deformação do Espaço-Tempo produz uma aceleração do tempo local, precisamente o fenómeno aqui reportado. Sayid ao chegar ao cargueiro também estranha que tenham descolado ao fim da tarde e que estejam a chegar agora ao navio pelo meio-dia…

2. Daniel Faraday tem curiosamente, ou não, o nome deste físico é o mesmo do famoso físico inglês precisamente conhecido pelos seus trabalhos no… electromagnetismo. E nesta cena inicial do episódio menciona que na viagem poderiam haver “efeitos laterais” se não fosse seguida pelo helicóptero a rota precisa que o piloto devia seguir, especialmente se o sujeito foi submetido antes a campos electromagnéticos ou a radiação e se bem se lembram… no final da Temporada 2, Desmond detonou o mecanismo de segurança da Estação Dharma Cisne… Naquilo que na altura interpretei como sendo uma explosão do caixão “tokamak” que albergava o buraco negro polarizado que estava por detrás da parede de cimento da Estação.

3. Faraday diz ainda que “não há problema desde que sigam precisamente a rota indicada”. Mais tarde, na cena em que Desmond visita o escritório-laboratório do físico no quadro de ardósia aparece um desenho que parece representara um buraco negro, com carga (polarizado) e um percurso sinuoso em seu redor… Ora uma das teses lançadas na década de 80 sobre os Buracos Negros dizia que poderia ser possível, percorrendo um caminho muito específico em torno do Buraco, viajar e atravessar o Buraco caminhando para um Wormhole até… um outro universo ou até um outro tempo. Será este o processo que Faraday utiliza para fazer passar os seus foguetes e o helicóptero do navio até à Ilha e vice-versa e que o submarino dos “Outros” (destruído ou não por Locke) e assim vencer a barreira invisível que Desmond encontrou quando tentou que o seu iate saísse da Ilha? Minkowsvi e Brandon também parecem sofrer dos tais “efeitos laterais” quando decidem rumar directo à Ilha. Não seguiram o caminho sinuoso, indicado por Faraday, e Brandon morreu e Minkowsvki ficou afecta pela “deslocação temporal” de Desmonda acabando também ele de pagar o erro com a própria vida.

4. Os “efeitos aleatórios” a que Faraday alude quando explica porque é que por vezes a viagem temporal pode ser de uma semanas ou dias ou oito anos poderão ser assim explicados pela imprecisão do percurso seguido pelo veículo (helicóptero, submarino ou foguete).

5. Os tripulantes do cargueiro dizem que o último porto por onde passaram foi na Fiji e que só sabem agora que estão algures no Pacífico Sul. O facto do acidente do 815 ter acontecido algures entre a Austrália e os EUA, também já indicava isso mesmo.

6. O número que Daniel Faraday vai ajustar o seu “device” de viagem de consciência pelo Tempo é 2342… 23 e 42. Dois dos “números” de Lost e de Hurley. O facto da viagem ser feita pela “consciência” e não pelo corpo, é intrigante, mas pelo menos sempre é um passo de credibilidade acima do “Terminator” onde supostamente só a parte orgânica do corpo consegue viajar no Tempo. Aqui, neste episódio fica claro que a viagem é feita pela “consciência/mente” da cobaia ou dos sujeitos humanos e não pelo seu corpo físico. Sendo o tempo uma “percepção”, no bom ensinamento budista, e a consciência/sujeito relativística o alvo deste “bombardeamento” electromagnético pelo “device” de Faraday ou pelas condições – naturais ou não – da Ilha, então estamos perante uma alteração de consciência e da percepção da teia Espaço-Tempo que produz uma viagem no Tempo real, mas não-física que faz lembrar as experiências de “remote viewing” feitas pelo exército dos EUA durante as décadas de 70 e 80… Alguma relação com aquela faca militar dos EUA descoberta por Kate na ilha na temporada 3?

7. Uma das folhas do diário do físico Daniel Faraday mostra um esquema em que vários circulos estão ligados entre si por linhas rectas. Será que se tratam de linhas ligando Wormholes como os do Stargate SG-1 que unem Singularidades como as da Ilha?

8. O diário do Black Rock que apareceu na ilha de “Santa Maria”, perto de Madagáscar e que foi comprado por Alvar Hanso tem o número de lote 2342, novamente os mesmos dois números 23 e 42… Se Widmore o compra… E se neste diário há presumivelmente informações sobre como chegar e sair da Ilha onde estão agora os destroços do Black Rock então isso pode significar que foi Widmore quem organizou a expedição que levou o cargueiro até à Ilha e porque a sua filha, Penny, obteve o número de telefone satélite/rádio do cargueiro (como diz Minkowski).

9. Uma questão… Se Desmond encontrou Daniel Faraday em 1996 e se nenhum dos dois em 2004 se recorda desse importante e traumático (para Desmond) encontro, isso só pode significar que se nenhum se recorda de tal é porque vivem em dois continuns temporais distintos. Ou seja, após este encontro de 1996, foram criados dois continuos temporarais duas “timelines” distintas e incomunicáveis e por isso há pelo menos dois Desmonds e dois Daniels e por isso uns não se lembram dos outros, e vice-versa… Esta é aliás uma forma de resolver o conhecido “paradoxo do avô” a que o próprio Faraday alude quando julga que a abordagem de Desmond é uma brincadeira dos seus colegas de Oxford.

10. A importante e única informação que o “tempo actual” da Ilha é – neste episódio – de 24 de Dezembro de 2004. Ou seja, decorre no passado… e logo, aquelas cenas em que aparecem os “sete do Oceanic 815” que agora têm aparecido e que correspondem a uma terceira timeframe são posteriores a 2004 e logo, entre 2004 e o presente.

11. Como curiosidade final… O número de telefone novo de Penny (7946-0893) não existe na área de Londres, nem sequer em 1996, mas o monitor de CRT da sala de comunicações do cargueiro, e a impressora HP Deskjet são bem reais e existiam de facto em 1996. E – já agora – aqueles telefones de satélite, seriam impossíveis em 1996, já que a rede Iridium só ficou activa em Janeiro de 1997, com o lançamento do primeiro satélite… E isto admitindo, claro, que se tratava de terminais experimentais desta rede de telefones por satélite.

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Uma singela mas… útil colecção de mapas de Lost (Perdidos)

Clique nos mapas para ver a sua versão alargada 

A “Estação Cisne” da Temporada 1: 

hatchl1.jpg
O Diagrama das Estações Dharma da Ilha, com as anotações explicativas: 

door41.jpg

Mapa da Ilha, com os principais pontos de interesse: 

lost_island_map_lostysmurf.png

Outro mapa da Ilha, outras indicações: 

lost-island.jpg

Um Mapa Mundi, com referências à narrativa de “Lost”: 

lost-map.jpg

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Trailer de “Lost” (Perdidos) Temporada 4

Este é o Trailer da 4ª Temporada de “Lost” (Perdidos) que será emitido a 31 de Janeiro, pelas 20:00 na cadeia televisiva americana ABC…

Prometo… Que estaremos atentos!

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“Lost” (Perdidos) regressa já em Janeiro!


Eis um trailer da próxima temporada (a quarta) de Lost (“Perdidos”)!

Recordemo-nos que a série recomeçara a ser emitida na ABC, nos EUA, a 31 de Janeiro de 2008… A daqui menos de um mês, portanto! Arf! Arf! Mas… A greve dos argumentistas continua nos EUA, e a série, como outras nos EUA, pode ver as suas emissões interrompidas a meio, adicionando ainda mais expectativa aqueles que a têm seguido fielmente desde a primeira emissão, já no longínquo dia 22 de Setembro de 2004. É que até agora existem apenas oito episódios produzidos e esta temporada deverá ter dezasseis…

Recordemo-nos que esta série é completamente única, no enredo e na qualidade do dito, e até na garantia de que todos os mistérios que encerra a sua narrativa serão esclarecidos, conforme decorre da garantia contratual entre os seus produtores e a emissora ABC que garante a continuidade das emissões até 2010, ou seja, que garante a existência de mais três temporadas de “Lost”, cada uma com dezasseis episódios. “Lost” também é única na medida em que a maioria das séries televisivas inclui 22 episódios por temporada, com excepção de “Lost”, com 16, e emitidos sem repetições, de forma a não prejudicar a consistência da história.

Fonte: Lost-Media

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Video de Lost Season4: Estação Orchid

A Season 4 Lost deverá ser emitida lá para o longínquo ano de 2008 nos EUA… Mas, no entretanto já existe um video que será emitido num dos primeiros episódio desta fantástica série da ABC que seguimos aqui – por estas bandas – com tanto apetite…Eis o dito!

Não vou comentar… É ver e apreciar esta antevisão…

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Lost (Perdidos): Teorias

1. A identidade dos “Outros”

Os “Outros” são formados por dois grupos bem distintos (como ficou claro durante a Season 3, onde parece haver um grupo liderado por Ben e outro por Juliet), sendo o primeiro, oriundo dos antigos habitante da Ilha, e o segundo por individuos recrutados já depois da década de 80, após o colapso da Dharma Initiative.

Os “Outros Originais” são descendentes ou mesmo sobreviventes (tendo em conta o aparente não envelhecimento de Richard Alpert) dos antigos habitantes da Ilha que deixaram vestígios como a casa arruinada junto da falsa cidade dos “Outros” no final da Season 2, a coluna onde foi amarrado Anthony Cooper na Season 3 e o pé com 4 dedos da Estátua gigante da Season 2.

Tendo em conta a localização no Pacífico Sul da Ilha, esta poderá ser um resto do Continente mítico de Mu, assim como os Açores serão os picos da perdida Atlântida.

2. A Origem das Anomalias da Ilha

Tendo em conta as raízes dos “Outros”, ou melhor dizendo, dos mais antigos dos seus membros, referida na Teoria 1, a origem das anomalias da Ilha, desde o magnetismo, às capacidades curativas e ao próprio Monstro pode radicar numa antiga instalação – talvez um gerador de energia – utilizada pelos antigos habitantes do Continente Perdido de Mu e ainda parcialmente em actividade algures no interior da Ilha, guardada pelo “Sistema Cerberus” do mapa da Estação Cisne, ou seja… pelo “Smoke Monster”…

3. A Identidade de “Jacob”

Jacob, segundo os produtores executivos será um tema abordado mais profundamente na Season 4… No final da Season 3, mostrou-se apenas uma ou dois frames do perfil de alguém que Ben e Locke confrontam na cabana e que parece estar aqui confinado por um circulo de pó não-identificado e que se veste como… Um habitante do século XVIII… Um antigo sobrevivente de um naufrágio como o bigre Black Rock? Ou… Um dos “Outros Originais” da Teoria 1? Actualmente, prefiro a tese de que será um antigo marinheiro do século XVIII, embora duvide que a sua roupa tivesse sobrevivido tanto tempo, e isto já admitindo a sobrevivência do personagem, resultante das características da Ilha.

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Lost (Perdidos), a “Pista portuguesa” (Spoilers!)

Talvez ainda não tenham reparado… Mas existe uma “pista portuguesa” em Lost… A primeira vez que esta veio à superfície foi quando no final da Season 2 apareceram dois individuos a falarem português, na sua encarnação brasileira rodeados de equipamento electrónico naquilo que parece ser uma instalação polar (presume-se que no Antártida dada a proximidade do Brasil e da suposta localização da ilha de “Lost”). Os dois técnicos entretêm-se jogando xadrez quando num écran de computador aparece a frase “7418880 Electromagnetoc Anomaly Detected” começando a falar um com outro em português, com aparente sotaque brasileiro, mas que de facto não passa de palavras decoradas, já que ambos os actores não dominam a nossa língua. Quase em pânico, os técnicos marcam um número de telefone e falam com Penelope Widmore (“Penny”) que diz “Eles encontraram-na”. Aparentemente, parece que a explosão da Estação Cisne provocou a tal “anomalia magnética”… Esta é a primeira vez que o português é ouvido em “Lost”.

Em plena Season 3, é introduzido um novo personagem de que já falei abundamente por aqui, “Paulo”, que os fãs americanos da série acolheram muito friamente, criticando severa e injustamente o seu desempenho, quando na verdade o que lhe foi dado foi um papel muito limitado… E aliás, o personagem foi “assassinado” ainda antes do final da Season…

Mais tarde, na Season 3, Desmond descobre um livro “Catch 22” nas coisas de Naomi a qual, quando tem uma conversa misteriosa com Mikail lhe diz a dado ponto “Não estou só”, como se o estivesse a avisar de que se este lhe fizesse algum mal, quem a acompanhava (que não eram os sobreviventes, já que Mikail os conhecia). Mikail, russo, parece compreendê-la e logo, será também um falante de português…

Por fim, no episódio final da Season 3 na estranha e secreta cena em que um Jake barbudo e uma Kate imaculamente maquilhada parecem discutir sobre “ele” e um enterro de alguém depois de… terem sido resgatados. Exacto, a cena decorre numa cidade americana e Jake diz a dado ponto que tem um “vale de viagens gratuitos” da Oceanic que lhe permite viajar de graça todos os fins de semana. Nesta cena, Jake é tratado num hospital de umas escoriações e nas paredes desse hospital americano… Está um cartaz alertando as grávidas para a falta de “ácido fólico”, sim… Um cartaz em português num hospital americano… Improvável e certamente contendo algum significado, sendo este detalhe mais um Easter Egg tão do agrado dos produtores de “Lost”.

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Das alterações ao metabolismo humano provocadas pela Ilha

Evangeline Lilly
(Evangeline Lilly… A “Kate”… terá também o seu metabolismo sido afectado pela Ilha?)

1. A cura do Cancro: Aparentemente, a remissão espontânea de tumores é um fenómeno que ocorre na Ilha, pelo menos entre os Sobreviventes. Quando Ben tem o tumor na coluna e é confrontado com isso por Locke, não consegue enfrentar essa evidência, ou seja, o facto embaraçoso de ser um Outro e de apesar disso ter um tumor. Uma vez que os tumores são células que perderam o controlo e começaram a reproduzir descontroladamente será que algo na Ilha acelera o metabolismo humano»

2. A contagem de esperma de Jin é cinco vezes mais alta que o normal… Será mais um efeito da aceleração metabólica da Ilha? Se assim fôr, a Ilha deveria provocar um envelhecimento anormal naqueles que estão sujeitos a este efeito…

3. A morte dos bebés e das mães O motivo da presença de Juliet na Ilha e do seu recrutamento por Richard Alpert e pelos “Outros” é precisamente para que possa tratar este problema que afecta todas as mulheres que engravidam na Ilha. Algo no ambiente do local mata os bebés e as mães antes destas darem à Luz… Será que o hipotético “metabolismo acelerado” faz crescer depressa demais o feto, provocando assim a morte da mãe e do respectivo bebé?

4. A aceleração da cicratização e da cura das feridas Vários personagens de “Lost”, que na Ilha sofreram ferimentos recuperaram a um ritmo espantosamente elevado. Desde John Locke, a Sawyer e até – mais recentemente – a Naomi, todos recuperaram espantosamente depressa de ferimentos graves em períodos de tempo muito curtos e praticamente sem terem recebido cuidados médicos.

5. Efeito anti-envelhecimento Richard Alpert, o “Outro” que recruta Benjamin Linus enquanto jovem, aparente ter nesse momento, ocorrido há mais de 30 anos, a mesma idade aparente que tem hoje, sem cabelos brancos, nem rugas. Jacob, aquele que parece ser o líder efectivo dos “Outros”, na fugaz imagem dele que nos deixaram ver na Season 3 parece ter roupas do século XVIII, será um tripulante do Black Rock, “conservado” vivo e aparentemente não envelhecido pelas misteriosas propriedades da Ilha?

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Lost (Perdidos): Teoria: “Farmer, o Mundo do Rio (Riverworld) e os ‘Outros'”


(Capa do primeiro livro de Farmer e imagens do episódio piloto da série televisiva)
Aparentemente existem pelo menos dois grupos bem distintos de “Outros”: Aqueles que foram recrutados no mundo exterior, como Juliet ou os que foram antigos funcionários da Dharma Initiative e um outro, composto por indivíduos que pré-existiam na Ilha… A esta camada pertence o misterioso Jacob, Richard Alpert e aparentemente um número muito significativo dos “Outros”. Richard Alpert, em particular parece não ter envelhecido desde a meninice de Ben, ou seja, desde que este tinha cerca de 10 anos sendo que agora aparente ter mais de 40… Jacob que foi antevisto por segundos aparenta ter um penteado de estilo colonial e uma roupagem que parece do século XVIII. A tese que já defendemos é de que algo Ilha retarda o processo de envelhecimento biológico, talvez um efeito colateral do mesmo fenómeno que acelera a recuperação de feridas (como as Sawyer, Locke, Naomi, Mikail, etc).

Mas existe outra possibilidade… Será que estes indivíduos foram “recompostos”, da mesma forma descrita por Philip José Farmer no seu fantástico ciclo “Mundo do Rio” (Riverworld), um conjunto de quatro livros contendo alguma da melhor ficção científica jamais escrita. A história assenta na construção de um planeta artificial por uma raça de seres todo-poderosos. Esse planeta é percorrido em todo o seu eixo longitudinal por um rio, merecendo o título “Mundo do Rio”. Esta super-raça conseguiu ressuscitar aqui todos os seres humanos que jamais viveram na Terra, exacto… Todos os 37 biliões que jamais viveram nesse planeta artificial, foram ressuscitados precisamente no mesmo dia e com os mesmos corpos que tinham em vida, recompondo-os a partir da sua alma ou “Ka”. Estes ressuscitados não têm que se preocupar com a alimentação, recolhendo-a gratuitamente de uns equipamentos em forma de cogumelo que estão dispostos ao longo do Rio, um pouco como… caiem do céu os abastecimentos da Dharma?

Fonte:
http://www.xs4all.nl/~rnuninga/PJFriverw.htm

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Sobre a continuação da Season 3 de Lost (Perdidos) na RTP

Como saberão, a série “Lost” ficou na RTP pela “miniseason” inicial de seis episódios cuja exibição terminou há duas semanas. Nos EUA, na ABC, a emissão do resto da série vai prosseguindo todas as semanas estando agora no episódio 16 “One of Us” e por cá? Bem… Já havia uns rumores de que a ABC não tinha querido vender o resto da Temporada e procurando a confirmação dos mesmos (recolhida algures numa caixa de comentários) questionem por e-mail a estação pública recolhendo a resposta que agora compartilho convosco:

“Relativamente à questão que nos coloca, informamos que a transmissão da série “Perdidos” pela RTP encontra-se suspensa, devido ao facto de a 3ª temporada ter sido propositadamente dividida em duas partes pelos produtores. Tendo em conta que a RTP já emitiu os episódios correspondentes à primeira parte, a transmissão dos restantes está dependente do término da série nos Estados Unidos (onde a 3ª temporada recomeçou em Fevereiro e está previsto terminar em Maio). Assim que estiver programado o regresso de “Lost”, será anunciado na RTP1.”

Ou seja… Novos episódios, na RTP só lá para finais de Maio, sendo de esperar uma repetição desta “miniseason” a partir do começo do mesmo mês…

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“Lost” (Perdidos) no… Google Maps!


(Evangeline Lilly. O Outsider não deve ser capaz de a ver no Google Maps. Mas pelo menos vai conseguir ver a dita nesta impressionante fotografia. Embora seja algo… “escanzelada”. Grumpf.)

Quem gosta mesmo, mas mesmo mesmo, daquela série fantástica que é “Lost” (Perdidos) e que gostaria de ver o local das filmagens… De cima, pode fazê-lo através do Google Maps e utilizando os marcadores aqui colocados por alguns fanáticos que têm a sorte de viver no Hawaii conhecer e pairar sobre os locais das filmagens… Vendo a praia dos sobreviventes… O local da Cisne… Os destroços do vôo 815 da Oceanic, etc, etc… Tudo no Google Maps, mesmo ao lado de si, por AQUI.

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“Lost Virtual Tour”


(Evangeline Lilly… A mulher que um dia ainda vai ser um ciborgue…)

Sem dúvida que a série “Lost” (Perdidos) é autêntico fenómeno televisivo, quer pela riqueza e densidade do seu enredo quer pela abordagem radicalmente nova que faz à capacidade interpretativa e inteligência do público… Assim, seria de esperar que surgissem uma série de epifenómenos em torno da série… E inevitavelmente um grupo de fãs que cirou uma “Lost Virtual Tour”, uma guia de viagem aos locais de gravação da série no Hawaii!

É claro que para beneficiar dos seus serviços (onde pûs mesmo a ficha de inscrição?) temos que estar no Hawaii, o que fica assim a modos que a dar para o longe, mas não desesperem! O prolongamento da linha de Metro do Oriente um dia ainda há-de chegar ao Hawaii… E quando chegar, lá vou eu inscrever-me para ver ao vivo as gravações da Season 7802 de Lost e ver um ciborgue que já foi em tempos a Evangeline Lilly a saltar para cima de Sawyer, entretanto ressuscitado na Season 631…

A “Agência de Viagens” não é… Paga. É uma organização de um grupo de fanáticos da série e pode ser acedida clicando aqui

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O dito “Video do Sri Lanka” do jogo “The Lost Experience” e a série Lost [Spoilers!]

Este video é uma das principais revelações da trama de Lost e é um dos pontos centrais do jogo “The Lost Experience”.

Segundo o jogo, o video teria sido gravado por Rachel Blake quando estava no Sri Lanke em meados de Julho de 2006. Segundo a própria personagem do jogo, a informação contida neste video seria tão importante que faria colapsar a Fundação Hanso, assim, optou por dividir o video em fragmentos, que devem ser acedidos através de enigmas e códigos que devem ser inseridos no site hansoexposed.com produzindo no final este video.

Na primeira parte do video, Alvar Hanso explica os verdadeiros propósitos da Dharma Initiative num filme que devia circular internamente na organização, explicando inclusivamente o verdadeiro significado dos números (ver AQUI).

Na segunda parte do documentário, surge um tal de Thomas Mittelwerk descrevendo um projecto da Fundação ao mesmo tempo queo filme “Orientation” acaba de passar num aparelho de televisão situado atrás de si, o que parece querer dizer que este Projecto está directamente ligado à presença das Estações Dharma na Ilha.

E é então que Mittelwerk refere que duas cidades foram intencionalmente infectadas com um virus fabricado pela Hanso, com o pretexto de que se trataria de uma “vacina”. O objectivo do virus seria provocar a morte a exactamente 30% dos infectados e testar a sua eficácia em assassinar apenas um grupo genéticamente muito bem delimitado dos seus alvos… O projecto teria, paradoxalmente, o intuito de salvar a Humanidade da extinção.

Os produtores de Lost afirmaram que este jogo de computador iria contribuir decisivamente para o esclarecimento dos mistérios de Lost e de facto… Cá estãoalgumas respostas para os mistérios da Ilha:

1. Os Números 4 8 15 16 23 42 são factores da equação de Valenzettique prevêm o fim da Humanidade.

2. Um virus mortal foi criado pela Fundação Hanso e espalhado na Ilha. É contra este que são vacinados os Outros e os Sobreviventes que interessa a estes preservar e ao qual se referia o sinal de “quarentena” nas portas das Estações.

3. O objectivo primeiro da Dharma Initiativa e da Fundação Hanso é a salvação da Humanidade.

 

Hum… Penso que isto vai ajudar a silenciar aqueles que têm criticado “Lost” por deixar por responder um número massivo das perguntas e mistérios que vai criando…

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Lost: S0305 (Season 3, episódio 5) “The Cost of Living”


(e sim… se olharem bem… lá pelo meio está a Evangeline Lilly outra vez)

1. Quando no episódio de flashback de Eko, o jovem Daniel pergunta a Eko se é verdade que ele é “um homem mau”. Ao que parece… Eko é… Talvez por isso tenha acabado na Ilha, onde todos aqueles que não raptados pelos Outros logo na primeira noite parecem ser “imperfeitos” de um ponto de vista moral, não constando da lista de nomes que Eko recolheu dos dois Outros que matou quanto estes tentavam raptar os sobreviventes do segundo grupo. De uma forma ou de outra, parece certo que os Sobreviventes têm todos uma qualquer “marca moral” que os classifica como “imperfeitos” e logo, desinteressantes para os projectos dos Outros. E Eko, pelo seu historial próprio, está claramente nesse grupo.

2. Ben aborda Jack na sua prisão e convida-o a participar no funeral de Colleen… Todos os participantes vestem túnicas brancas e o ritual parece agnóstico, mas o corpo é incinerado e deixado numa jangada que é largada no Oceano. A música que acompanha a cerimónia é “I Wonder” de Brenda Lee… Porque este tema e não outro qualquer? Haverá aqui um significado oculto? E aliás, que cerimónia ritual é esta? Porque parece implícito que se trata de uma cerimónia religiosa? Se não é, porquê as túnicas brancas? Os viking deixavam os seus chefes nos drakkars em chamas… E os hindús (ligação da Dharma com o Sri Lanka, como sugere o jogo de Lost) vestem roupas brancas, incineram os seus mortos e deixam-nos na água (Ganges)…

A cremação no hinduísmo e no budismo (sendo este último aquela que parece ser a maior fonte de inspiração para a visão do mundo detida pelos Outros) é uma cerimónia fúnebre muito comum, entre as várias correntes e resulta do facto de se acreditar que a alma só pode entrar num novo corpo depois do anterior ter desaparecido por completo. No budismo, os corpos a cremar são cobertos de flores, como aqui, no funeral de Colleen e os familiares e amigos do falecido transportam-no em ombros até à pira… A cerimónia é acompanhada por cânticos… Neste caso… É um tema de Goodwin… O funeral, contudo, parece ter decorrido ou no mesmo dia da morte, ou no dia seguinte, o que contraria as crenças budistas que acham que nos primeiros quatro dias a alma entra num estado especial chamado de “Primeiro Bardo”, um estado especial de consciência em que o corpo é ainda a guarita da alma e onde não deve ser destruído (o que aliás, coloca um problema no quadro legal português…).

Outro sinal de que a religião dos Outros pode ser uma forma de Budismo está no detalhe de que Jack é deixado sózinho com Colleen, depois desta falecer na mesa de operações… Ora no Budismo, logo que ocorre uma morte, um monje deve ser chamado para começar tão cedo quanto o possível os rituais de preparação para o bard, e o corpo não deve ser mexido nem deslocado até à sua chegada… Colleen fica imobilizada na mesa esperando por algo… Alguém com a devida preparação ritualística? Talvez Ben?

No funeral, Juliet diz “Enquanto preparamos Collen para o seu caminho (Dharma?), gostaria de aproveitar este momento para honrar…”. Pergunta Jack a Ben: “Ela é a vossa coveira?”, respondendo este “Desde o momento que pôs pé nesta Ilha”. Juliet é a sacerdotiza deste culto pseudo-budista dos Outros? Não é a mais antiga destes, já que Ben alude expressamente ao facto dela “ter chegado à Ilha”, obviamente depois dele próprio.

Outro detalhe… (se é que alguém ainda me lê, depois de tanto escrevinhanço!) repararam que todos os Sobreviventes que morreram na Ilha foram vistos depois, sendo na minha opinião, o Monstro que assume a sua forma e recompõe a sua memória… Será que este ritual com a destruição do corpo por cremação pretende obstar a que o Monstro assuma a forma de Colleen?

3. Quando Ben tenta convencer Jack a remover o seu tumor, afirma a dado ponto que “se a queda de um cirurgião do céu, não é uma prova da existência de Deus, não sei o que será”. Mas isto significa que Ben acredita em Deus, isto é, numa divindade monoteísta, omnipotente e suprahumana na boa tradição judaico-cristã ou na existência de uma entidade superior, providencial ou simplesmente… no Destino?

4. Juliet assume claramente a sua posição como líder de um subgrupo no seio dos Outros quando mostra a Jack uma gravação de video onde constam uma série de mensagens escritas onde lhe pede para matar Ben na mesa de operações… Um budista nunca faria tal pedido, o que pode colocar em causa a tese expressa em 3, especialmente sendo Juliet uma espécie de “monja”… Mas algumas correntes budistas reconhecem que nalgumas circunstâncias matar pode ser uma opção… Especialmente se esta acção negativa fôr rodeada dos devidos rituais e sobretudo, se fôr a única via para evitar sofrimentos maiores a terceiros (nunca ao próprio). Será o caso?

5. Numa das cenas seguintes, encontramos Eko que vê o seu irmão Yemi na selva onde este lhe pergunta se está pronto para confessar. Quando Eko caminha pela floresta, logo na primeira cena vemos o monstro a passar entre as árvores à esquerda. Segundos depois vê-se um grupo de nigerianos que ataca Eko a golpe de machete. Esta sucessão não é desprovida de sentido… Os nigerianos não são uma visão de Eko, mas uma forma assumida pelo Monstro, já que tornam a insistir a Eko para que este confesse… Eko foge, bebe água de um ribeiro e vê o Monstro, agora na forma incoesa atrás de si. Quando mais tarde, Locke questiona Eko sobre o se o Monstro é para ele também “uma luz muito brilhante”, este afirma “não foi isso que vi”. O Monstro é assim coisas diferentes para pessoas diferentes… E aparentemente existe uma relação entre a cura “milagrosa” de Locke e o Monstro… Sendo (é o que penso) um aglomerado de nanomáquinas, o Monstro pode reparar qualquer dano na coluna ou até no cérebro que Locke tivesse e que fosse responsável pela sua paralisia parcial… Mas o Monstro também é capaz de identificar a “aura” ou “estado moral” dos seus alvos, razão pela qual exige a Eko um “arrependimento” e surge a Locke na forma de Locke (mais uma alusão ao budismo, onde a “Clara Luz” é uma experiência característa do Terceiro Bardo, isto é, da última fase de transição para uma nova Encarnação). Mais tarde, Yemi torna a aparecer a Eko e torna a pedir o seu arrependimento, o que Eko recusa, afirmando que so fez aquilo que tinha que fazer. Mas depois, o suposto “Yemi” diz “Falas comigo como se eu fosse o teu irmão!”, assumindo assim que não é uma visão, mas uma recomposição do Monstro. Eko pergunta a “Yemi”: “Quem és tu?” e “Yemi” desaparece. Segundos depois o Monstro surge na sua forma decomposta e agarrando Eko, acabando por o matar no processo, punindo-o aparentemente por este se ter revelado incapaz de sentir arrependimento pelas suas acções negativas passadas. Quando expira nos braços de Eko, este sussura a Locke: “Ele disse que nós seremos os próximos”. Ou seja, o Monstro, no seu papel de “executor” da Ilha promete aplicar a mesma pena aos restantes sobreviventes… Menos a Locke, que aparentemente não se enquadra neste grupo. Curiosamente, apesar de todo o receio que o Monstro cria, Eko foi apenas a sua segunda vítima mortal, tendo sido a primeira o piloto do vôo Oceanic 815.

6. Este episódio inclui a primeira cena onde dois novos personagens são introduzidos: Paulo (Rodrigo Santoro) e Nikki, o que parece sugerir que vamos ver mais destes personagens nos próximos episódios… Ou talvez não… ;-).

7. Na Estação Pérola, o grupo de Sobreviventes consegue colocar num monitor imagens de uma outra Estação Dharma, aparecendo um homem com uma pála no olho que desliga a câmara segundos depois. Na sala vê-se diverso equipamento electrónico dos princípios dos anos 80 e um terminal de computador.

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Lost: S0304 (Season 3, episódio 4) “Every Man for Himself”


(Lembram-se dela? O Outsider, não sabe quem é, mas até aquelas amebas azuis de Plutão a conhecem pelo primeiro nome…)

1. Jack, ainda detido na Estação Hydra, tenta compreender a relação entre Juliet e Ben, explorando a possibilidade de haver uma dissidência entre os “Outros”. Juliet responde que todas as decisões são tomadas em conjunto e não que é Ben quem é a autoridade efectiva na Ilha, mas fica claro que existem dois grupos dentro dos Outros, e que Juliet lidera os “dissidentes” ao poder de Ben. Talvez existam duas origens para os Outros: uns nativos da Ilha ou criados desde crianças até um ponto em que não se recordam mais das suas origens (como Ben?) e os restantes que são antigos funcionários da Dharma ou sobreviventes de antigos acidentes semelhantes ao do vôo da Oceanic.

2. Sawyer electrifica a jaula de forma a tentar electrocutar um Outro e assim escapar da prisão, mas como tudo foi visto por câmaras de videovigilância, a energia é desligada e o plano falha… Mas eis a questão: Como é que nesta e noutras instalações dos Outros e da Dharma Initiative surje sempre a energia eléctrica com um fornecimento constante e aparentemente abundante? Qual é a fonte desta energia? Em tempos sugeri a fonte geotermal (à semelhança dos Açores) e penso que no final da Season 1 isso mesmo é sugerido por Desmond… Mas onde está actividade vulcânica que devia ser evidente e causa primeira da existência desta energia? Será então que na Ilha existe uma fonte única de energia (tipo um reactor nuclear) que depois por via da rede de cablagens que percorre a Ilha e de que a Estação Pérola é testemunha é distribuída a cada Estação?

3. Parece haver dois tipos de atitude perante a Morte entre os Outros… Alguns parecem ter um total desprezo perante a morte, mas outros parecem muito apegados à vida… Colleen, o alvo do disparo de Sun no iate, é ferida no estômago e transportada de emergência para a Hydra, e observa-se um intenso stress nos Outros perante o seu ferimento mortal e perante a eminência da sua morte (diz Juliet para Tom: “Queres que ela morra?”)… Nada da atitude despreendida doutras circunstâncias nem da facilidade em dispôr da vida alheia diga-se…

4. Durante a intervenção cirúrgica de emergência a Colleen, ela sofre uma paragem cardíaca e Jack pede por um desfribilhador, ao que Juliet responde que “nunca lhes aconteceu nada de semelhante”. Mas e a Dharma? E as suspeitas de que os Outros já tiveram um tipo de conflito com a Dharma, provavelmente um conflito de ordem militar ou armado? No episódio em que Sawyer luta com os outros no campo de trabalhos forçados estes não parecem especialmente preparados para lutar… Será que venceram a Dharma por um outro subterfúgio? Estão muito bem preparados para viver na Selva e têm armamento abundante, mas aparentemente idêntico ao da Dharma… Capturado a esta?

5. Juliet diz a Jack que é uma “médica de fertilidade”… Juliet não parece ser uma “Outra” de alma completa… A sua atitude perante Ben é desafiadora e parece liderar uma espécie de subgrupo nos Outros que se opõe ao poder de Ben, como aliás é sugerido logo na primeira cena do primeiro episódio da 3ª temporada quando responde a um membro do seu clube de leitura que a opinião de Ben sobre o livro em análise não lhe interessava. Sendo assim… É provável que Juliet pertença ao grupo de Outros que foram recrutados ou “recuperados” entre a Dharma e logo que o seu papel como “médica de fertilidade” fosse exercido precisamente aqui, na Hydra, ou na Outra estação médica que a Dharma mantinha na Ilha… A existência de tubarões com o logo da Dharma e de ursos polares “modificados” indicam que a Dharma fazia experiências médicas na Ilha, e por isso, precisaria de médicos… Experiências de reprodução assistida? Ou talvez… Havendo uma relação entre os Números e o Fim do Mundo (ver este meu Post antigo, AQUI) será que a Dharma precisava de uma médica como Juliet para garantir que a Ilha poderia manter a continuidade do Mundo até este tornar a ser habitável?

6. Se houve vários vasos de remissões espontâneas de tumores na Ilha e até de curas milagrosas (como sucedeu com Locke), como se explica que Ben tem um tumor maligno na coluna? Talvez os Outros não sejam afinal tão perfeitos como se julgam… Sobretudo porque Ben, sendo um dos raros nascidos na Ilha (ele disse-o a Jack) devia ser mais “perfeito” do que qualquer um Outro, e contudo… Ei-lo que contrai um cancro…

7. Durante a escalada com Sawyer, Ben diz-lhe que “não somos assassinos”, contudo existem vários episódios em Lost em que os Outros expressam um total desprezo pela vida humana, especialmente pela dos Sobreviventes, quase como se os considerassem já mortos e “imperfeitos” (dizem-no várias vezes). De novo, os Outros colocam-se num patamar moral superior ao dos sobreviventes, como se tivessem sido Escolhidos e fizessem parte de uma “super-raça”… Os produtores já escreveram que os Outros não são super-humanos, mas humanos comuns. Por isso essa hipótese deve ser descartada, mas sendo assim, porque se julgam moral ou intelectualmente superiores aos Sobreviventes? Porque sabem algo que eles não sabem? Ou porque… Acreditam que as suas “almas” já estão num estado superior de desenvolvimento, sendo uma espécie de Bodhisattvas? Aliás, o monitor cardíaco que os Outros dão a Sawyer é da marca finlandesa Suunto (ver AQUI) e aparecem também nos pulsos dos actores da série Stargate-SG1 e Stargate-Atlantis… Mas este modelo parece ser de finais da década de 90 (ver AQUI) e se assim é, eis mais uma prova da existência de contactos com o mundo exterior… Nalgumas fontes sobre “Lost” na Internet o relógio aparece como sendo um Spacelabs 514, o que é falso, já que este é um monitor cardíacos convencional, de “mesa”, completamente diferente (ver AQUI). Esta escalada também é interessante no sentido em que revela que a rocha constituinte da ilha é predominante basáltica (caramba! é o Hawaii!)… Ora se a Ilha é vulcânica, a tese da geotermia do ponto 2, recebe alguma credibilidade adicional…

8. Depois de subir a colina, Sawyer descobre que está afinal numa ilha distinta da ilha principal… Aparentemente com o dobro do tamanho da de Alcatraz, ou seja, uma ilha bem pequena com cerca de 0.0763 km2 x 2 = 0,1526 km2

9. Desmond revela ter alguma espécie de dotes premonitórios ao antever a queda de um raio sobre a barraca de Claire… Será que ele é capaz de “ler” o Futuro, ou será que está agora num Estado Alterado de Consciência que o faz estar em comunhão com a Ilha e com tudo o que se passa nela, um pouco como John Locke acredita?

10. Tom diz a Ben que já há dois dias que “desde que o céu ficou púrpura que perderam as comunicações”. A destruição da Estação Cisne interrompeu as linhas de comunicação com o mundo exterior. Isso parece certo… Mas se a destruição foi local, com a implosão da Cisne, como se explica o fenómeno do “céu púrpura” e a consequente interrupção das comunicações? A tese favorecida pelo Sá Morais é de que se tratou de uma anomalia magnética… E de facto uma EMP explicaria esta interrupção… Mas uma EMP pode também ser um produto de uma implosão de um Buraco Negro…

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Lost: S0303 (Season 3, episódio 3) “Further Instructions”


(Kate… Será que é mesmo… “Fininha”? Talvez… Mas quem quer saber, com este olhos?…)

 

Neste episódio, revela-se finalmente o que aconteceu a Locke, Eko e Desmond depois da explosão da Estação Cisne.

1. O episódio é muito “Locke-centric” aludindo a um episódio da vida passada de John numa comuna rural onde se cultivava marijuana. Mas regressa depois ao tempo correnta na Ilha com Locke vendo Desmond, nu, correndo na selva. Pouco depois, Locke, é quase atingido pelo bastão de Eko, caindo do céu. Locke, continua mudo depois da explosão e leva Charlie a construir consigo uma “tenda de suor” para alcançar um estado alterado de consciência e ter uma visão que o elucide sobre o que fazer daqui em diante. Charlie faz aqui uma referência velada ao filme “Altered States“, quando avisa Locke para ter cuidado e não evoluir até um neanderthal…

2. Locke encontra vários vestígios do rapto de Eko por um urso polar e encontram a Estação Cisne, com vestígios evidentes de que implodiu e não explodiu. Como se a “anomalia magnética” de Desmond (é assim que ele descreve aqui que estava por detrás do túnel fechado a cimento) tivesse engolido toda a Estação. E lá volta a minha tese favorita para aquilo que era guardado dentro da Cisne… Um miniburaco negro de Hawkins, magnéticamente carregado e enclausurado dentro de uma câmpanula tokamak e que quando esta foi desligada (Locke não inseriu os números que serviam de palavra-chave para o sistema) implodiu. Fica por explicar porque é que a Ilha (e toda a Terra, já agora…) não foram engolidos nesta implosão… E como é que Locked e Desmond escaparam incólumes… Embora sobre Desmond um episódio posterior venha a trazer alguma luz sobre esta questão.3. Locke encontra uma gruta, para onde o urso polar parece ter arrastado Eko. No interior da gruta, Locke encontra um camião de brincar da marca “Tonka”. A marca “Tonka” (ver AQUI) é uma das mais conhecidas marcas de brinquedos de construção e a aparição de um camião destes na gruta é uma evidente alusão à captura de uma criança pelo urso, uma criança sobrevivente de um anterior desastre na Ilha. Não muito longe, Locke encontra os restos de uma outra vítima do usso, um esqueleto com o logotipo da “Estação Pérola” no uniforme… Sinal de que a Dharma não controla as suas criações.. Os ursos polares que eram alvo das suas experiências genéticas e que aparecem referenciados no mapa da parede da Estação Cisne.

4. Hurley, entretanto regressado, encontra Desmond, nú, na selva. Este conta-lhe que acordara no meio da selva sem roupa. O que aconteceu a Desmond? Obviamente, não foi empurrado para fora da Cisna, já que esta implodiu… Será que foi assim desmaterializado-materializado? Nalgumas histórias de FC, as naves e tripulantes que caiem num Buraco Negro são desmaterializados e tornados em quanta desorganizado, e recompostos de novo. Desmond parece ter sido vítima de um processo semelhante… Isto implica que não deve ter sido um processo natural, mas algo de artificial. Será que… Toda a Ilha era a fonte de energia do antigo continente de Mu, de quem os Outros são descendentes e que alguém (os Outros ou uma outra entidade) teriam usado para reconstruir o corpo e a consciência de Desmond?

5. Rodrigo Santoro (“Paulo”) tem pouco depois a sua primeira aparição em … Quando ele e Nikki interrogam Hurley sobre o destino de Jack e Eko. Será que veremos mais de Santoro nos próximos episódios?… Não naqueles até eu já cheguei… Mas esperemos que esta tendência se inverta, de acordo com as declarações de Rodrigo na entrevista que recentemente referi.

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Lost: S0302 (Season 3, episódio 2) “The Glass Ballerina”

(Locke olhando para dentro do…. Galaga… Num epísodio que tão cedo não passará em Portugal!)

O episódio S0302 tem como título “The Glass Ballerina” e gira em torno da tentativa de Sayid, Sun e Jin de encontrarem os Outros depois de terem acendido uma fogueira para os chamar.

1. O primeiro detalhe relevante para a solução dos mistérios de Lost é a cena onde o líder dos “Outros” mostra a Jack uma gravação dos Red Sox vencendo o mundial desse desporto escalifobético chamado “Futebol Americano”. Este acontecimento indica uma de duas coisas: ou que os Outros recebiam sinal de televisão do mundo exterior (o que parece certo, dado o enredo do episódio S0311) ou receberam uma cassete com a gravação, num dos contactos que parecem manter por barco com o mundo exterior. De uma forma ou de outra, este é mais um índicio claro de que o mundo exterior existe… está lá fora, e que os Outros mantêm (ou mantiveram até antes da explosão da Estação Cisne) contactos com o mundo exterior.

2. Ben, no exterio da cela de Jack enquanto conversava com Juliet, é abordado por Colleen que o avisa de que Sayid tinha encontrado a falsa “cidade” dos Outros, o que não o preocupa grandemente (“era o previsto”, afirma), mas fica muito preocupado quando esta lhe conta que Sayid tinha um barco… Ben exige que Collen reuna um grupo de assalto e que capture o barco. Porquê esta urgência? O episódio da “fuga autorizada” de Michael e do filho parecem indicar que existe um caminho efectivo para fora de Ilha, e que os Outros o podem usar sempre que necessário… Mas Desmond afirma que tinha tentado sair da Ilha, sempre sem sucesso… Isso significa que existe apenas uma única rota para fora da Ilha, e logo, uma efectiva possibilidade para a deixar de barco, se esta fôr conhecida… É contra esta remota, mas clara, possibilidade que se move Ben… Desde o começo que suspeito que a Ilha se encontra imersa numa grande anomalia gravitacional… Será que este canal de saída, é uma espécie de wormhole para o exterior? E que no resto do perímetro da Ilha o espaço é circular, fechado sobre si mesmo, conduzindo quem por lá passar ao ponto inicial, numa espécie de donut espacio-temporal infinito, tendo a Ilha (e o fenómeno que gera a anomalia) no seu centro geográfico?

3. Ben visita Jack, na sua cela e apresenta-se formalmente como “Benjamim Linus” e afirma muito claramente “sempre vivi nesta ilha”. Sendo assim… Será que os Outros pertencem a uma espécie de “ocupantes originais” da Ilha, que foram depois, visitados pela Dharma Initiative e eventualmente, combatidos por esta? Serão os Outros, os descendentes dos construtores da estátua ciclópica que os sobreviventes descobrem na costa quando percorrem a Ilha? Ou será que são todos, Ben incluído, crianças de grupos de sobreviventes (como os do navio esclavagista, do Vôo 815 e outros) que tenham caído na ilha? Juliet (spoiler) parece ser uma espécie de excepção, já que foi recrutada pela Dharma… Ou pelos Outros, fazendo-se passar pela Dharma, claro…

4. Ben diz a Jack que a data actual é 29 de Novembro de 2004… Uma data no passado, em relação ao momento das filmagens. Isto coloca toda a timeframe de Lost no passado recente… Ou seja, ou o tempo avança rápidamente, ou o desfecho da série não será de forma a afectar o mundo, ou seja, aquelas ameaças de que algo na Ilha poderia provocar o fim do mundo (um colapso gravitacional?) não se concretizarão, já que a narrativa decorre no passado e que o mundo até hoje… não acabou…

5. O submarino que o grupo de assalto dos Outros usa para abordar o iate onde estão Sayid, Sun e Jin, chama-se “Galaga”. O Dae certamente que sabe do que se fala aqui… Já que é um jogo de arcade (ver AQUI) lançado em 1981 pela 1981 (o mesmo autor do conhecido que Midway, que até eu joguei nas máquinas lá pelos idos de 80s…) Na época, o Galaga era um dos jogos mais populares e certamente que era conhecido pelo pessoal da Dharma na época em que se deu a interrupção do contacto entre o mundo exterior e a ilha, precisamente por volta dessa época… O uso de um submarino foi determinante para o sucesso da aproximação furtiva ao iate, apanhando Jin completamente de surpresa…

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Lost (Perdidos): S0301 “Tales of Two Cities”


(Sim. Ainda continuo a ilustrar os Posts de “Lost” com a Evangeline Lilly…)

1. Este episódio, o primeiro da Season 3, começa na casa de Juliet. Aqui esla está a preparar uma reunião do seu clube de leitura. Nas primeiras cenas não se percebe bem onde decorre a acção (aliás, quem falhar o inicio até se pode pensar que se trata de outra série). A casa de Juliet parece uma típica casa de subúrbios americana, com gás canalizado, electricidade (campaínha), e tudo o mais. Nas cenas seguintes percebe-se que faz parte de uma pequena cidade, onde vivem os Outros. Aparentemente, num sector distinto da Ilha principal onde vivem. Onde vão os Outros buscar o gás e a electricidade para esta sua cidade? A electricidade pode vir da energia geotérmica que parecia alimentar também a defunta “Estação Cisne”, mas e o gás natural? Haverá também uma exploração na Ilha? Ou stocks que são renovados por via marítima a intervalos regulares? É claro que o fogão pode ser eléctrico, o que eliminaria esta questão…

2. Juliet coloca no leitor de CDs o tema “Downtown” de Petula Clark (1955). O leitor de CDs audio indica que a casa foi pelo menos reequipada a partir de meados da década de 80, já que a Philips lançou o primeiro em 1982. Assim, a interrupção de contactos entre a Ilha e o Mundo Exterior ocorreu apenas a partir de 1982…

3. O livro que análise no clube de leitura é “Carrie” de Stephen King, a escolha do livro – de Juliet – parece não recolher o agrado de todos os membros. Um deles (Adam) diz Ben não leria aquilo, nem na casa de banho, o que produz uma réplica animada de Juliet. Assim se sugere que Juliet está posicionada em antagonismo frente a Ben, o líder dos Outros, algo que será desenvolvido nos episódios seguintes.

4. A reunião é interrompida por um tremor de terra e pela saída de todos para o exterior. Assim é oferecida uma primeira perspectiva da cidade dos Outros, que aparenta ser uma simples pequena cidade americana, de pequenas vivendas de madeira, com caminhos e vegetação entre elas. No céu, observa-se o vôo trágico do Oceanic 815. A coincidência entre o tremor de terra e o acidente indica que há uma relação entre ambos, isto é, entre a estrutura geológica da Ilha e o que provocou o acidente.

5. Jack aparece preso, numa sala onde um vidro separa uma mesa da secção onde Jack está detido. Um intercomunicador – aparentemente desactivado – parece dizer “let it go”, a mesma frase que o pai de Jack diz no flashback que ocorre neste episódio. A frase é também profundamente budista e esta sua essência corresponde bem a diversos outros aspectos de Lost, também eles de ressonâncias budistas… Juliet diz que o intercomunicador está desligado há muitos anos, por isso, onde ouviu Jack a frase? Será na sua própria mente? Se assim fôr, como parece ser, eis mais um detalhe que indica que as personagens de Lost vivem numa espécie de transcêndencia ou transe mediúnico. Aliás, reforçando esta presença budista temos também os discretos “namaste” trocados entre Tom e Ben, e o que Ben oferece a Kate quando lhe diz que ela não “é o seu tipo” (ora aí está… Afinal o Outsider não está sózinho no mundo), um terceiro ocorre já perto do final do episódio, quando Ben diz a Juliet que ela fez um bom trabalho a lidar com Jack.

6. Sawyer, por sua vez, acorda numa espécie de jaula para animais, com uma jaula ao lado ocupada por outro prisioneiro, que escapa, mas é capturado por Juliet que lhe aplica no pescoço uma descarga de um Taser. Ora os primeiros Tasers, nos EUA, começaram a ser usados em finais da década de 90 (http://www.seattle.gov/police/Programs/Taser/DEFAULT.HTM)… Isto significa que fazem parte dos carregamentos que de avião são largados na Ilha ou que houve contactos recentes com o mundo exterior? Tom, um Outro, diz que os “ursos” demoraram menos de duas horas a perceber o mecanismo de fornecimento de água e comida da jaula… O que é improvável, a menos que fossem “ursos modificados”, isto é, “melhorados”… Serão os mesmos ursos polares que andam agora à solta pela selva da Ilha e que surgem na frase “experiências animais” do mapa de Lost nas paredes da “Estação Cisne”? Provavelmente…

7. Juliet, na cela de Jack, revela ter um conhecimento detalhado de Jack… Ora como a surpresa no acidente do Oceanic 815 é evidente nos Outros, isto significa que estes contactaram entretanto com o mundo exterior pedindo-lhe um dossier sobre Jack…

8. O título do episódio “Tales of Two Cities” resulta da separação da Ilha em duas comunidades: os Sobreviventes do 815 e a cidade dos Outros, explicou Damon Lindelog no podcast oficial da série.

9. Kate e Jack exigem um penso resultante de terem sido injectados… Provavelmente com a mesma vacina da Season 2… Mas Swayer não…

10. Ao longo do episódio surgem várias referências aos números de Lost… Juliet faz 16 bolos… O cacifo de Kate tem o número 841…. No flashback de Jack, a hora é 7:15:23… Coincidências?…

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Entrevista de Rodrigo Santoro ao “Sun Times”


(Evangeline Lilly, “Kate” que contracena com Rodrigo Santoro e a quem alguns chamam de “fininha”)

Numa entrevista recente, Rodrigo Santoro, o actor brasileiro que entrou na Season 3 de Lost (Perdidos) com o papel de “Paulo” e que tem tido nela um papel tão discreto que quase nem parece por lá andar (por culpa dos produtores, obviamente…) confessou que não seguia – como nós, fanáticos em cujo número dignamente me incluo – a série…

Respondendo aqueles que esperavam do seu papel uma presença mais activa na série do que aquilo que já se viu pelo menos até ao episódio 11 da Season 3, Santoro revelou que “Posso dizer a esta audiência que iremos conhecer muito mais sobre o meu personagem”.

Eis a tradução da entrevista de Santoro ao jornal “Sun Times” e da qual traduzimos apenas a secção de perguntas e respostas que se refere à série Lost:

“P: O que pensa do fenómeno “Lost”?
R: Eu já conhecia “Lost” no Brasil. É uma coisa grande, não somente nos EUA, mas um pouco por todo o mundo. Onde quer que eu vá, as pessoas conhecem-me e perguntam-me o que vai acontecer nos próximos episódios. Digo-lhes que elas realmente não querem sber porque isso iria estragar o seu prazer…

P: Tem sido cuidadoso ao viver no Hawaii enquanto filma “Lost”? Parece que há uma maldição sobre vários actores de “Lost” que os leva a serem apanhados pela Lei.
R: Tenho o mais simples dos estilos de vida. Faço surf, yoga e trabalho. Este é basicamente o meu dia de trabalho.

P: Até que ponto é que está comprometido com “Lost”?

R: Ah ah. Sabe, que eu não sei. Eu não sei durante quanto tempo vou andar por aqui, e não posso controlar as coisas. Só posso construir um personagem. Não me preparo muito porque ninguém sabe o que vai acontecer com esta série.

P: Descreva a sua vida por estes dias.

R: Ando entre o Hawaii e o Brasil. É um tempo muito bom para a minha carreira. Não se trata de ser “grande”. Trata-se de trabalhar com actores e realizadores que sempre admirei. Foi uma longa caminhada até chegar aqui e, graças a Deus, uma caminhada muito gratificante.”

Numa outra entrevista, Santoro, admitira que nunca tinha visto “Lost” até ser convidado a participar no elenco na mesma, e que quando recebeu esse convite embarcou numa “maratona” televisa, tentando recuperar todos os episódios perdidos (ou seja, teve que ver duas Seasons completas de uma só assentada!…) Santoro é um dos actores de topo do Cinema Contemporâneo, e deve ter uma das agendas mais preenchidas do mundo, razão pela qual lhe perdoamos esta omissão… Sendo certo que somos especialmente tolerantes com esta “grave falha” (contudo, com apenas metade da gravidade de dizer que a Evangeline é “fininha”) porque é o primeiro lusófono a enquadrar-se naquela que é certamente uma das melhores, mais inteligentes e criativas séries de televisão de sempre…

Quanto ao “longo braço da Lei” a que se refere a entrevista, trata-se de uma alusão aos repetidos incidentes de condução e de condução sob o efeito do alcóol de que têm sido vítimas os actores de Lost na sua estadia no Hawaii (ver AQUI). Alguns actores, como Josh Holloway (Sawyer) declararam mesmo que haveria um clima de perseguição policial aos actores de Lost. Josh, disse a propósito: “Em primeiro lugar, estamos numa ilha, o que quer dizer que estamos num local que pode ser patrulhado com muita facilidade. E depois, acontece que somos famosos. Disse-lhes que deviam ter vergonha por me aplicar uma multa por andar a 53 milhas numa zona onde o limite é de 35 milhas.”. Assim, como “Sawyer”, também o “falecido” Mr. Eko (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Michelle Rodriguez (Ana Lucia Córtez) e Cynthia Watros (Libby) também tiveram problemas com a polícia… Num total, seis dos actores do elenco de “Lost” já tiveram problemas com a polícia no Hawai!… Rodrigo Santoro, tem mantido na ilha um comportamento mais discreto e cuidadoso…

Fonte: Sun Times

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Estreia da Season 3 de Lost (Perdidos) na RTP !

(Evangeline Lilly, a actriz que em Lost representa “Kate”)

 

“Relativamente à questão que nos coloca, informamos que a 3.ª temporada da série “Perdidos” vai estrear no dia 25 de Março (Domingo), na RTP1, a partir das 15 horas.

Com os melhores cumprimentos,

Serviço de Apoio ao Espectador da RTP”

Obrigado!
E cá esperamos pelo dia e hora…

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Estreia da Season 3 de Lost (Perdidos) na RTP…


(Evangeline Lilly, a Kate de Lost, também conhecida como “a-tal-moça-que-o-Outsider-acha-escanzelada”)

Parece que a RTP vai finalmente estrear a Season 3 de Lost (Perdidos) lá para finais do mês de Março… No site da dita, ainda não surge nada… Especialmente no canto “Lost” da dita (clicar AQUI). Certo é que a RTP já comprou a Season 3 e que se prepara para a estrear!

Pelas bandas cá do Quintus, certamente que ficaremos atentos!

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