LOST (Perdidos)

Resumo de uma Entrevista com Carlton Cuse e Damon Lindelof, os produtores de Lost

Evangeline Lilly, a Kate de Lost (http://imstars.aufeminin.com)

Evangeline Lilly, a Kate de Lost (http://imstars.aufeminin.com)

Introdução:

Corria o já longínquo ano de 2004 quando a ABC pediu ao produtor J. J. Abrams que a partir do sucesso do concurso televisivo Survivor – passado numa ilha tropical – desenvolvesse uma série que também incluísse elementos do conhecido romance “Senhor das Moscas” e da série televisiva norte-americana “Ilha de Gilligan”.

Abrams era já conhecido pelo seu sucesso na série “Alias” e haveria de criar aquela que seria uma das mais memoráveis séries de televisão de sempre: Lost (Perdidos).

A história começa com o voo 815 da Oceanic Airlines cujo Boeing 777-300ER se parte em pleno voo e se despenha sobre uma ilha do Pacífico com os seus 324 passageiros e um labrador retriever.

O argumento de Lost foi escrito por vários autores, sempre sob a orientação dos produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof. Os produtores, contudo, nao se coibiram em pedir ajuda a terceiros, em aspectos muito especificos dos textos. Por exemplo, nas numerosas referencias a Física (viagens no tempo, quântica, etc), os produtores recorreram ao físico Sean Carroll.

Oposição Empirismo-Misticismo:
Um dos eixos fundamentais de Lost é a contraposição entre Jack e Locke. Jack, enquanto médico e homem de Ciência assume durante toda a série o lado da Ciência e do Empirismo. Locke, pelo contrário, assume-se como o representante do misticismo e da fé, pela simples razao de que foi alguém capaz de se erguer de uma cadeira de rodas e caminhar… De um lado (Locke), estão aqueles que preferiam que o enredo de Lost seguisse a via do Sonho, do Mundo dos Mortos e do Purgatório. Do outro (Jack), estão aqueles que preferiam que as explicações para os múltiplos mistérios de Lost fossem “científicos”: quântica, viagens no tempo, mundos paralelos, etc. No final do último episódio da sexta temporada qual foi a tendência que triunfou? A resposta parece evidente…

A “Teoria de Unificação” de Lost:
Ainda que pudesse ser elegante que houvesse uma teoria única para explicar tudo em Lost, o produtor Carlton Cuse deixou claro que tal coisa simplesmente não existem.

A Dharma Initiative:
Um dos aspectos mais fascinantes da história de Lost surge logo após a chegada dos sobreviventes do voo 815 à ilha quando se deparam (literalmente) com um urso branco. O urso era o produto de experiências biológicas realizadas durante a década de setenta por uma organização privada conhecida como “Dharma Initiative”.

O Rumo do Argumento. O papel de Gregg Nations:
Ainda que muitos de nós, fãs de Lost, gostássemos de pensar que desde o primeiro episódio os produtores tinham uma ideia precisa da solucao de cada mistério e do desfecho da série, sabe-se agora que não era nada assim. Pelo menos durante toda a primeira temporada, todos os componentes e mistérios do enredo não estiveram bem definidos e da maioria não havia mais do que uma ideia difusa! Só quando ficou claro que haveria mais temporadas além da primeira é que Carlton Cuse – o produtor principal – se começou a preocupar em reunir aquilo tudo num todo consistente e com respostas. Para cumprir essa espinhosa missão chamou o argumentista Gregg Nations que ao receber o convite, o aceitou mas lhe perguntou: “como foi possível chegares vivo ao fim da primeira temporada?”

Gregg Nations começou por documentar todos os detalhes do enredo de Lost em documentos Microsoft Word. Rapidamente, Nations iria tornar-se na autoridade máxima sobre Lost para os produtores e argumentistas da série. Um dos seus primeiros grandes desafios foi o de organizar todas as filmagens do interior do aviao do Oceanic 815. Muitas cenas tinham sido filmadas na primeira temporada com imagens do interior do aparelho, e Nations sugeriu que o aviao fosse reconstruído e cada secção cuidadosamente etiquetada. Sobretudo, preocupou-se em separar quem estava à frente e quem estava na retaguarda e por manter Jack e Rose sentados juntos, algo que era essencial para o enredo da série.

Alguns dos maiores mistérios das duas primeiras temporadas não tinham de facto solução na mente dos produtores nesse período, e por espantoso que possa parecer foi Gregg Nations que os começou a resolver, ainda que em parceria com Cuse e Lindelof. Esses mistérios sem solução eram:
o fim da série
o significado dos Números e
o papel de Libby

Porque é que as personagens de Lost não falavam dos mistérios da Ilha?
Sempre achei particularmente intrigante o facto de Kate, Jack, Locke, etc praticamente nunca falarem dos numerosos e fascinantes mistérios que os cercavam: desde o Monstro de Fumo, à origem das Ruínas (um mistério que ficou por resolver), a natureza da Luz, a causa da queda do aviao, como aparecera do nada o Farol, etc, etc. Bem, numa entrevista recente Damon Lindelof daria a resposta: “aquelas coisas com que a audiência estava obcecada (os mistérios), como a equação de Valenzetti, nunca eram falados pelas personagens porque nós queríamos que bas pessoas se focassem nas suas relações, se Kate ficaria com Jack ou Sawyer, nas complexidades da personalidade de Benjamin Linus, etc.”, na mesma entrevista, o outro produtor, Carlon Cuse acrescentaria: “se nos limitássemos a focar nos mistérios, Lost seria uma série muito chata”.

Mas alguns mistérios da primeira temporada tinham solução logo desde o início:
Na mesma entrevista acima citada, Lindelof, refere que a partir de um certo momento compreenderam que não podiam continuar a acumular mistérios sem terem logo desde o começo a sua solução. Tal foi o caso com o Urso Polar, da Estação Cisne enterrada na selva. Como cada um desses mistérios seria exposto era contudo algo sobre o qual nao havia nem sequer uma vaga ideia nas primeiras temporadas, segundo os produtores…

A Dharma Initiative e a Viagem no Tempo:
Quando os produtores se aperceberam do enorme fascínio que havia na audiência quanto às atividades e natureza da Dharma Initiative pensaram que a melhor forma de as explicar seria fazer com que as personagens de Lost viajassem até à sua época. Assim surgiu o conceito de “viagem no tempo” em Lost.

O papel do Eletromagnetismo:
As cargas massivas de eletromagnetismo presente em “bolsas subterrâneas” na Ilha foram capazes de – nas palavras dos produtores – criar “wormholes” que permitiram realizar viagens no tempo, na Ilha. Foi assim que Ben apareceu na Tunísia, mas dez meses no passado, sinal que (como dizem os físicos é impossível viajar no Espaço sem viajar no Tempo).

O “Quociente Místico”:
Carlton Cuse, nesta entrevista, referiu que à medida que se aproximava o fim da série, o chamado “quociente místico” iria aumentando, mas foram tomados cuidados para que este nao fosse excessivo, especialmente através ao recurso constante a Jack, o personagem mais empirista, isto explica porque é que nos últimos episódios da 6ª Temporada, um dos papéis centrais é precisamente o de Jack Sheppard…

Fonte Principal:
http://www.wired.com/magazine/2010/04/ff_lost/all/1

Anúncios
Categories: LOST (Perdidos) | 1 Comentário

Lost S06E07 “Dr. Linus”: Comentários

Evangeline Lilly, a Kate de Lost (http://www.imotion.com.br)

Evangeline Lilly, a Kate de Lost (http://www.imotion.com.br)

1. No episódio “lighthouse”, Jack perguntara a Hurley: “O que é que Jacob” quer de mim, ao ver que o seu nome aparecia na “lista de candidatos” do Espelho do Farol. Essa resposta é em “Dr. Linus” respondida:

2. Linus ensina História Europeia no universo paralelo de LA-X, em 2004, e é apresentado neste episódio ensinando sobre o exílio de Napoleão na Ilha mediterrânea de Elba… Esta linha tem com toda a certeza relevância do intrincado enredo de Lost e pode explicar porque é que Jacob e sobretudo porque é que o Monstro (MLocke) estão na Ilha. O último deixou aliás já bem claro no último episódio que a sua prioridade era sair da Ilha, como se se sentisse nela preso e se se quisesse evadir desta prisão. Napoleão era um ditador, exilado por ter perdido uma guerra. Jacob seria um outro ditador da “raça dos Antigos” e MLocke o seu guarda imortal? Quando o diretor Reynolds pede a Ben que “supervisione” a aula de “detenção” será uma referência indireta à chefia dos Outros por parte de Ben?

3. Em LA-X, Locke encoraja Ben a assumir a direção da escola. Isso é exatamente o que ele acaba por fazer, na Ilha, encorajando Ben a assumir a posição de Jacob de defensor da Ilha, enquanto ele e os Outros que quiserem sair (aparentemente, com a excepção de Ben) a abandona. Notemos ainda uma curiosidade: na sala de aulas de Bem encontramos um póster de Vasco da Gama, o nosso descobridor do caminho marítimo para a Índia…

4. De volta a 2007, Richard Alpert lidera um pequeno grupo formado por Jack e Hurley a caminho do Black Rock. Jack pergunta então diretamente a Richard como é que é possível que ele em 30 anos não tenha envelhecido nada, ao que este responde que “recebeu uma oferenda de Jacob”. Richard esclarece então mais um mistério de Lost: ele chegou à Ilha no veleiro esclavagista. Pessoalmente, preferia que ele fosse um antigo alexandrino, do final do período romano, o que era consistente com a presença de tantos motivos egípcios na Ilha, os seus olhos com “Khol” (de facto um detalhe anatómico real, neste ator). Mas não, não passa de um antigo marinheiro do Black Rock. Pode não ser a resposta que eu preferia, mas pelo menos é menos um “mistério de Lost” para a lista… O regresso de Richard ao navio tem como objetivo o seu suicídio mas alega que “não pode suicidar-se” e que terá que ser outra pessoa a detonar a barra de dinamite por si. Não parece tratar-se de um obstáculo moral, mas de algo muito concreto, um pouco como Michael que não se conseguia suicidar em Nova Iorque… Terá a Ilha, ou o Monstro algum tipo de capacidade para salvarem os candidatos? Ou será que a “dádiva” de Jacob o tornou imortal (por exemplo, através da capacidade de auto-regeneração total de tecidos?) inclino-me mais para a segunda tese.

5. Ilana explica a Sun que ela ou o marido são um “candidato” e o que isto significa: que são candidatos a substituir Jacob na sua missão na Ilha, mas acrescenta que a natureza dessa missão será apenas revelada quando a seleção for feita. Já sabemos que não se trata de simplesmente “proteger a Ilha”, porque essa é que era missão do Monstro de Fumo, logo será outra, de natureza diferente… Qual?

6. Miles refere os milhões de dólares que valem os diamantes enterrados junto de Nikki e Paulo (Rodrigo Santoro), fazendo uma recordação que irá indicar que estes dois personagens vão regressar ao elenco de Lost…

7. Mlocke (o Monstro em forma de Locke) diz a Bem quando ele cava a sua própria sepultura, que ele está a preparar a sua fuga da Ilha e que acredita que Ben é a melhor pessoa para deixar na Ilha, à sua guarda (a sua missão original). Isso quer dizer que muito provavelmente o Monstro vai transformar Bem num… Monstro de Fumo, a única criatura com as caraterísticas necessárias (de poder e invulnerabilidade) para defender capazmente a Ilha. Um palpite que antes do fim desta temporada saberemos se corresponde ou não aos planos dos produtores.

8. Numa das cenas finais do episódio vemos um periscópio de um submarino e no seu interior… Charles Widmore. Algo me diz que Widmore vai tomar o lugar de Jacob na luta contra o Monstro…

Categories: LOST (Perdidos) | 8 comentários

Lost S6E06 “Sundown”: Comentários

Este episódio de Lost não é particularmente rico no que respeita aos mistérios de Lost ou de contributos para as suas soluções… apesar disso, cá vai vai a nossa modesta análise:

1. Quando Sayid é levado para um SUV negro e confrontado com um chefe mafioso, reconhecemos neste nada mais nada menos que Martin Keamy, o chefe dos mercenários do Kahana… Neste mundo paralelo de “LA X” todos os personagens de Lost parecem estar também relacionados, como o estão no outro universo… Este é um novo mistério, introduzido da Temporada 6 e que aguarda ainda resolução..

2. De volta a 2007, Sayid invade o quarto de Dogen e confronta-o com a máquina que este usou para o torturar. Dogen responde-lhe que máquina permite ver se existe um equilíbrio entre o Bem e o Mal na pessoa onde é aplicada. Como a máquina usa eletricidade e eletródos aplicados diretamente sobre a pele. É provável que a máquina se baseie no princípio das imagens Kirlian. Os halos registados nestas fotografias corresponderiam à aura e esta seria diferente de acordo com a situação “moral” e ética do emissor da aura (as imagens Kirlian têm sido muito criticadas, especialmente desde que se descobriu que um corpo no vácuo não as emitia). Mas os “Outros” acreditam manifestamente nelas. E se assim a máquina pode ser simplesmente um medidor de auras, para aferir se no sujeito observado estas pendente mais para o Bem ou mais para o Mal, medindo assim a balança que MLocke mostra a Sawyer. A “máquina da moral” (chamemos-lhe assim) parece corresponder à balança que aparece no Livro Egípcio dos Mortos (e que é reproduzida na gruta de Mlocke) e que era usada no Tribunal dos Mortos presidido por Anubis. Num prato Anubis colocava o coração do morto (que não era retirado das múmias), e no outro uma pena. Se este pesasse mais que a pena, a alma passava ao Mundo dos Mortos.

3. MLocke avisa através de Sayid os Outros que Jacob morreu e que devem abandonar a Ilha com ele se querem viver. O objetivo de MLocke, que antes parecia ser mais morrer, do que deixar a Ilha, parece agora mais claro: MLocke quer deixar a Ilha. Para ir viver no mundo que deixou à milhares de anos atrás? Na Ilha existem formas de viajar para o Passado, como ficou claro nas Temporadas 4 e 5. MLocke estará a pensar usar este meio para regressar ao seu mundo e ao seu tempo? Se foi, esqueceu-se de avisar os Outros desse pequeno detalha… Que vão sair da Ilha, viajando para o Passado…

4. O hieroglifo que é pressionado no corredor do Templo é “Shen” (http://en.wikipedia.org/wiki/Shen_ring) que simboliza a autoridade eterna, bem adequado no contexto de Lost…

5. É curioso que embora MLocke possa ser morto por um punhal (supõe-se que um punhal especial ou dos “antigos”), Jacob o tenha sido… Sempre pensei que Jacob e Mlocke eram feitos da mesma “matéria negra”, mas aparentemente tal não é o caso, já que Jacob era feito de “carne” e MLocke de “fumo negro”, e o primeiro fisicamente vulnerável, enquanto o segundo não o é… Mas são ambos da raça dos “Antigos”, então, será que MLocke afinal não passa mesmo do “mecanismo de proteção do Templo”, o termo que ele próprio usou para se descrever quando assumiu o corpor de um francês na Temporada 4 e Jacob era efetivamente o último dos Antigos?

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 2 comentários

Lost S06E05 “The Lighthouse”: Comentários

1. Na parte da ação que decorre em 2004, onde Jack regressa ao seu apartamento descobre – surpreso – a cicatriz de uma operação ao apêndice. Como a pequena ferida no pescoço do primeiro episódio desta Temporada e nos olhares de vago reconhecimento que os Sobreviventes trocam entre si, neste Universo Paralelo parece haver uma “estranheza” na pertença dos Sobreviventes a esta realidade, como se de facto não fizessem parte dela e tivessem sido aqui “plantados” pela detonação da bomba nuclear Jughead.

2. Daniel, o filho de Jack no universo de “LA X” está a ler uma “edição anotada” de Alice no País das Maravilhas. Ora este livro de Lewis Carroll (agora a chegar aos cinemas numa espantosa adaptação de Tim Burton) é precisamente sobre a viagem de Alice a… Um Universo Paralelo, a onde se acede através de um espelho. Haverá assim um “espelho” por onde os Sobreviventes poderão fundir-se com os seus replicantes que estão no universo onde a Ilha permanece acima das águas?

3. Nas audições de David no Williams Conservatory e onde este interpreta ao piano a “Fantaisie Impromptu” de Chopin Jack conhece Dogen. Curiosamente, à entrada está um cartaz que diz “benvindos todos os Candidatos”, uma alusão indireta à identificação de Hurley como um Candidato a Outro. Este, como Bem e antes dele outros membros dos Outros, não parece reconhecer Jack. E se os Outros estão neste Universo Paralelo fora da Ilha, tal quer dizer que Jacob aqui não os recrutou para a proteger, porque ela se afundou e Jacob, aqui, precisamente, não existe…

4. De volta a 2007, na Ilha, encontramos um Hurley que recebe neste episódio as suas melhores linhas… Hurley tem uma nova visão de Jacob, debruçado na piscina, como se esta fosse (e é) o local mais importante da Ilha, a fonte verdadeira daquilo em que Jacob e o Monstro se transformaram.

5. Quando Hurley segue os hieróglifos na parede do templo até uma porta secreta é confrontado por Dogen. Jacob reaparece e diz-lhe para dizer a Dogen que é um “Candidato” como ele e que “faz o que quer”. Candidato a quê? A Outro e com a missão de proteger a Ilha, escolhido por Jacob.

6. Hurley convence Jack a segui-lo com a frase que Jacob lhe disse para usar: “tens aquilo que é preciso”. Uma frase que invoca uma frase que o pai de Jack lhe dizia… Como poderia Jacob conhecer uma frase dita na intimidade familiar na família de Jack? Apenas se estivesse presente ou… Se tivesse uma espécie de sistema de vigilância montado. O que veremos mais tarde ser o caso.

7. Na cena em que Jack e Hurley regressam à caverna da primeira Temporada, reencontram os esqueletos de “Adão” e “Eva”. Hurley diz que podem ser os restos de alguns dos sobreviventes do voo 815 que tenham viajado para o passado. E eu acho que sim… Que são os de Rodrigo Santoro e da companheira, que não morreram picados pela aranha, mas que por alguma forma aqui reaparecem, após terem viajado no Tempo. E assim se resolveria um dos primeiros mistérios de Lost.

8. Jack e Hurley chegam ao farol, uma construção muito antiga, de cinco andares, e em excelentes condições de conservação (muito melhores que as do Templo). No topo vê-se um reflexo de luz, vindo do espelho que o faz funcionar como um farol. Jack pergunta muito judiciosamente “como é que não demos com uma estrutura desta antes?”. Sugerindo que Jacob a construiu ou que a mantinha de alguma forma camuflada.

9. No topo do farol (o “lighthouse” que dá nome ao episódio) encontramos um mecanismo com espelhos que refletem a luz de um fogo central. Hurley diz que devem virar o espelho até 108o, mas Jack descobre que a cada grau corresponde um nome e que o dele está lá, associado ao número 23… E que quando os espelhos passam por esse número refletem a casa onde Jack cresceu, expondo assim a forma como Jacob conhecia a intimidade da vida familiar de Jack.

10. O espelho ao rodar mostra a dado ponto o que parece ser uma cidade com edifícios de inspiração oriental, muito idênticos às ruínas da Ilha em estilo e arquitetura. A minha tese é que surgem quando os espelhos passam pelo número de Jacob e que são uma representação da Ilha no seu tempo, quando as misteriosas ruínas da Ilha ainda não o eram.

11. Jacob diz a Hurley que “alguém mau está a chegar” e que é tarde demais para avisar os que estão refugiados no Templo. Não é assim difícil adivinhar que no próximo episódio os Outros do Templo serão completamente massacrados pelo Monstro… Veremos!

12. Claire trata Jin e pergunta ao Outro (Justin) que capturou onde escondem eles Aaron, o seu filho. Reintroduzindo o seu nome logo após no episódio anterior ter mostrado um Monstro omnipotente temendo uma criança loura que tem a idade aparente de Aaron. Mais um sinal de que Aaron terá um papel crucial no final desta Temporada não sendo difícil antecipar uma batalha final entre Aaron e o Monstro…

13. O Monstro – na forma de Locke – entra na tenda de Claire e assume-se assim como o “amigo” que ela dizia ter e que lhe dizia que Aaron estava com os outros. Fica assim percebido que tirou Claire do Templo. Mas como sabe Claire que Locke não é o Monstro?

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 20 comentários

Lost S06E04 “The Substitute” (Comentários)

1. O episódio começa com uma perspetiva absolutamente nova: uma cena em que vemos a Ilha sob os olhos do Monstro, à medida que este viaja pela Ilha, atravessando a selva, até à Barracas e aqui, tomando enfim a forma de Locke e entrando onde um Sawyer deprimido se rende à bebida. Não há duvidas que o Monstro é agora Locke. E que fez de Sawyer o seu alvo predileto… Assim como o facto de que a Temporada 6 irá girar em torno do que é o Monstro e dos seus planos para si, para a Ilha e para os Sobreviventes.

2. A cena em que o Monstro tenta recrutar Richard revela que este – apesar de ser um dos mais antigos Outros, sendo alexandrino ou um marinheiro do século XIX – na verdade não conhecia os projetos e planos de Jacob… Richard parece nem sequer saber que o Monstro pode mudar de forma! O melhor argumento do Monstro neste recrutamento está em que promete contar tudo o que sabe a Richard…

3. A meio da tentativa (frustada) de recrutamento de Richard, Mlocke (M+Locke) é surpreendido pela aparição de uma criança loura, que Richard é incapaz de ver. Como o Monstro está ali, na forma de Mlocke, então quem vê Mlocke? Será Jacob (outro Monstro de Fuma) renascido e assumindo a sua própria forma enquanto criança? Algo mais? Voto na segunda opção…

4. Quando vemos Ilana a recolher num saco as cinzas de Jacob ficamos a saber duas coisas: uma, de que corpo de Jacob foi efetivamente aqui incinerado, a outra: a natureza das cinzas que rodeavam a cabana de Jacob na selva e aquelas outras que os Outros espalharam à volta do Templo para manterem afastado o Monstro de Fumo. E como os Outros tinham já uma reserva de cinzas anterior à morte de Jacob, isso quer dizer que têm acesso a uma espécie de necrópole de seres semelhantes a Jacob e ao Monstro, onde renovam os seus suprimentos dessa cinza.

5. Quando Mlocke e Sawyer atravessam a selva a caminho do local onde o Monstro vai mostrar a Sawyer porque é que está na Ilha, a aparição infantil torna a aparecer, mas desta vez, Sawyer também é capaz d o ver, o que espanta o Monstro. E então a aparição fala e diz a Mlocke: “não podes quebrar as regras” e “não o podias ter morto”. Que “regras”? As mesmas que mantinham Widmore fora da Ilha? Ou… As leis pelas quais se regia a civilização que vivia na Ilha e da qual O Monstro e Jacob eram os últimos sobreviventes vivos? Por outro lado, se a aparição fala de “não O podias ter morto”, então não se trata de Locke… Será assim um terceiro “antigo”? A aparição é claramente Aaron. Somente ele ficou no mundo exterior quando os Sobreviventes regressaram à Ilha e se tal sucedeu foi para os resguardar do Monstro até se desenvolver o suficiente para se poder defender.

6. Numa das cenas finais do episódio, vemos Mlocke e Sawyer descendo por um perigoso penhasco até uma caverna onde está uma mesa com uma balança com uma pedra branca e outra preta. Mlocke atira a branca para o oceano, desequilibrando a balança e simbolizando assim esta “piada privada” a morte de Jacob. No tecto da caverna vemos centenas de nomes, prefaciados com números e entre eles: os nomes dos sobreviventes. Cada personagem aparece no tecto da caverna associado a um dos Números: 4-Locke, 8-Reyes, 15-Ford, 16-Jarrah, 23-Shephard, 42-Kwon. Hum… Que Kwon? Sun ou Jin? Todos os outros – que ainda estão vivos na Ilha, como Lapidus e Ilana, são omitidos – e isso que foram estes precisamente os escolhidos para saírem da Ilha por uma razão… Qual? A lista não parece recente, já que há lá nomes do acampamento militar do US Army… E logo, haverá outros ainda mais antigos, remontando ao tempo do Black Rock ou ainda mais cedo. É então que Mlocke confronta Sawyer com uma de três opções: 1. Não fazer nada, 2. Assumir a tarefa que Jacob escolheu para ele que foi a de se tornar um Outro e assumir o dever de proteger a Ilha ou 3. Deixar a Ilha e nunca mais regressar. Este é o plano de Mlocke: convencer os Sobreviventes a deixar a Ilha.

7. O título do episódio “The Substitute” é também revelador… É uma referencia a Locke e o trabalho temporário de “professor substituto” que a empresa de Hurley lhe arranja, mas também ao facto de Locke ser “substituído” pelo Monstro. O título pode também ser uma alusão à criança, a Aaron, que irá substituir Jacob na sua defesa da Ilha agora que se foi.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 6 comentários

Lost S06E03: “What Kate does” Comentários

1. O episódio decorre no Universo Paralelo em que o voo 815 nunca se chegou a despenhar sobre a Ilha. Este episódio centrado em Kate não deixou pistas sobre é como é que o enredo de Lost se vai tornar a entrançar neste Universo, já que até ao momento – e salvo erro – no universo introduzido em “LA X” não há vestígios da trama habitual em Lost, apenas de um enredo meramente policial, além dos olhares de reconhecimento difuso que trocam os personagens, como Jack para Desmond ou agora Kate de novo para Jack.

2. No Hospital onde Kate leva a Claire – já em trabalho de parto – aparece Ethan Goodspeed. Como neste universo paralelo, a diferença está fundamentalmente na ausência da queda do voo da Oceanic, então Ethan deverá continuar a trabalhar para os Outros. Como o internamento de Claire é casual, então será que é de novo a “Ilha” a manipular o curso da vida no mundo exterior, como fizera com Michael impedindo o seu suicídio? De qualquer modo, Ethan aparece como obstreta, o que é compatível com a sua história na Ilha, entre os Outros.

3. De volta à Ilha, em 2007, regressa a ação ao Templo coberto de hieróglifos. Com palavras soltas, sem encadeamento frásico ou alinhamento como ocorre nos hieróglifos egípcios, por erro da produção da série ou por intencional referencia a um “proto-egipcio”, mais primitivo e logo, mais remoto. As palavras parecem referir a “vida longa”, “ressurreição”, “elevação”, etc. Todos conceitos diretamente relacionados com as caraterísticas curativas da fonte.

4. Sawyer queixa-se de que Sayid apesar do seu passado como torturador foi salvo. E de facto, a Ilha – até na escolha dos novos Outros pela via da “lista” de Jacob parecia escolher os moralmente “limpos” e rejeitar ou até eliminar os moralmente impuros. Mas Sayid é salvo… A um preço ver-se-á depois. Dogen, o líder dos Outros submete Sayid a uma série de testes cruéis. Não é clara a razão para tal. Sayid porta-se como seria de esperar, expressando sofrimento, mas Dogen conclui algo: que Sayid está infetado. Por algo na fonte, algo que o salvou, mas que terá também “possuído” o seu corpo. Exatamente, como sucedeu com o grupo dos franceses. Vírus que pode ser morto ou controlado pelo preparado vegetal que Dogen mói manualmente. Sendo este provavelmente, nanomáquinas capazes de reparar corpos muito danificados, mas que perante um dado composto químico (presente na planta que forma o interior da pílula) se autodestroem, conforme a sua programação. A pílula contudo, se for tomada por quem não esteja infetado, é letal. Dogen afirma que “há uma escuridão a crescer dentro dele” (Sayid), o mesmo fenómeno que sucedeu a Bem tornando-o naquilo que ele é hoje: um sacana sem coração capaz de sacrificar a filha e matar Jacob. O mesmo terá também acontecido a Claire, explicando assim a sua alteração comportamental que a levou a abandonar o filho, Aaron. A minha tese é de que essa “escuridão” é a mesma que levou à extinção da civilização (“Um”) que construiu as ruínas da Ilha: uma epidemia viral, um vírus criado por engenharia genética para recuperar vítimas de ferimentos muito graves, mas que fugiu ao controlo e que se tornou assassino, ao suprimir a “moralidade” nas suas vítimas. O foco da infeção é a fonte do Templo, já que foi aqui que Claire (presumivelmente) terá desaparecido, os franceses do grupo de Rousseau ficaram infetados (após terem entrado no recinto do Templo), Sayid e Bem, após terem sido mergulhados na fonte para serem curados, etc.

5. Quando Jack pergunta a Dogen de onde veio ele, este responde que “foi trazido para aqui, como toda a gente”. Trazido por Jacob que manipula os acontecimentos para trazer para a Ilha sangue novo, desde balões, a navios e até aviões…

6. Claire reaparece na forma de uma nova “Rousseau”: constrói armadilhas defensivas ao seu estilo. Além de já não se importar com mais ninguém, além de si própria, o vírus que a infetou (e contra o qual os Outros tomavam na Temporada 3 um antídoto) torna-a também anti-social, como a Rousseau, aparentemente.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 4 comentários

Lost S06E01 e 02: “LA X”; Comentários

0. Logo no começo da Temporada 6, repete-se a cena em Jacob debate com um personagem desconhecido a chegada do navio esclavagista Black Rock. Este personagem é muito provavelmente o Monstro de Fumo, numa das suas formas humanas. Ambos, serão provavelmente os dois últimos sobreviventes da civilização que deixou as ruínas na Ilha e representam correntes opostas, a acreditar neste diálogo: uma Conservacionista (o Monstro) e outra Progressistas (Jacob).

1. Lost recomeça em 1977 com Sawyer procurando Juliet no poço onde caiu e detonou a bomba de hidrogénio que deveria ter levado os Sobreviventes do voo 815 de volta para a sua vida normal. A detonação da bomba (a “Jughead”) provoca o mesmo clarão que as viagens temporais na Ilha, e a sua aparição aqui indica que o intenso campo magnético no poço provocou o mesmo efeito.

2. Após a explosão da Jughead, surge uma cena que decorre em 2004, num Universo Paralelo onde o voo da Oceanic nunca se despenhou. Na cena aparece Cindy, a Hospedeira que fazia parte da “lista” dos Outros elaborada por Jacob e que estes terão recolhido logo na primeira noite em que Sobreviventes ficaram na Ilha. Este Universo Paralelo indica que o plano de detonar a bomba funcionou, mas que criou uma nova Linha Temporal, paralela e desligada da primeira, num Universo Paralelo cuja existência concorda com as teses de alguns físicos quânticos.

3. A partir do voo, a câmara desce para o oceano e mostra a Ilha completamente submersa, com a cidade dos Outros e o pé de quatro dedos da base da estátua onde vivia Jacob antes de Ben o assassinar por ordem do Monstro de Fumo. A cena mostra um tubarão com o logotipo da Dharma, talvez o mesmo que aparece no primeiro episódio da Temporada 1 e que ataca Jack Shephard. O tubarão será – como os ursos brancos – produto das experimentações biológicas de uma Estação Dharma. Quanto à submersão de toda a Ilha, ela não pode ter resultado da detonação do engenho de hidrogénio, já que isso teria destruído quase tudo e a cena submersa mostra-nos as estacas sónicas, as Barracas, o pé da estátua, tudo praticamente intacto. É muito mais provável que tenha sido afundada por um grande terremoto provocado pela detonação da Jughead e multiplicado pela actividade vulcânica que está na origem da geotermia da Ilha.

4. O Universo Paralelo de 2004 não parece ser apenas uma linha temporal paralela, mas uma em que algumas caraterísticas foram radicalmente alteradas… Hurley, por exemplo, gaba-se da sua “boa sorte”, enquanto que na linha temporal original era assolado por uma série de eventos de má sorte. É claro que Hurley terá ganho a lotaria com outros que não os Números… Pela simples razão de que se a Ilha foi destruída em 1977  então não havia nenhuma transmissão de rádio com os números e estes não poderiam ter chegado a Leonard e, depois, a Hurley. Curiosamente, neste Universo Paralelo Inverso, a companhia aérea Air Oceanic, chama-se Oceanic Air… A cena do 815 omite completamente a dupla Michael-Walt pela muito prática razão de que o ator Malcolm David Kelly (Walt) já envelheceu e não é mais a criança da Temporada 1. O título do episódio duplo é aliás, “LA X”, em que “X” vale por especial, ou alternativa, a LA, “Los Angeles X”. Desmond, que se senta ao lado de Jack no avião deste universo alternativo lê “Haroun and the Sea of Stories” de Salman Rushdie cuja ação decorre numa cidade antiga e arruinada, num indireto óbvio às ruínas na Ilha que na Temporada 6 assumirão um papel central na narrativa, certamente. Na cena, Desmond e Jack não se lembram um do outro. Mas quando se encontraram na Cisne, lembravam-se de se terem cruzado no estádio… E que anel de casamento é aquele na mão de Desmond? Terá Casado com Penny nesta linha temporal alternativa, ou como esta não chegou a nascer, porque o seu pai morreu em 1977 na explosão da Jughead, terá casado com outra mulher?

5. A cena seguinte decorre já em 2007, e mostra Kate e o resto do grupo recuperando da Transição desencadeada pela Jughead. Kate Austen aparece num ramo alto, de uma árvore, o que sugere que o seu corpo foi deslocado no Espaço e no Tempo. Contudo (e infelizmente) aparece com a mesma roupa de 1977… Desmond, quando se desloca, aparece sempre nu. Erro de continuidade ou… Censura puritana tipicamente norte-americana?

6. Hurley, na carrinha Wolkswaggen, quando está a cuidar do gravemente ferido Sayid (sangrando sem para já há umas boas improváveis 15 horas) recebe a visita de Jacob, naquilo que se percebe pouco depois ser uma das suas visões dos mortos, quando este confessa ter morrido “uma hora antes”. Jacob avisa Hurley que deve levar Sayid e o estojo da guitarra que lhe deu no táxi, em Nova Iorque para o “Templo”. Jin leva o grupo até ao Templo, onde perto do túnel sobre o muro encontram o livro “Fear and Trembling” do filósofo Kierkegaard nas mãos do corpo de Montand sendo capturados pelos Outros pouco depois. De novo, como no livro de Desmond, eis uma escolha bem judiciosa, já que neste livro o filósofo uma linha de tempo alternativa para contar a história de Isaac. É de certa forma estranho que o Monstro que na década de 70 parecia residir praticamente no recinto do Templo, agora tenha desaparecido daqui.

7. No Templo, os Sobreviventes são apresentados ao líder deste grupo de Outros, um japonês de nome Dogen que ordena a sua execução até que Hurley lhe mostra o estojo dado por Jacob e invoca o nome deste. Dentro, está um Ankh de madeira (o símbolo egípcio para “Vida eterna”) e dentro dele Dogen revela uma lista de nomes, escrita por Jacob e que insere este grupo de sobreviventes (Jack, Hurley, Miles, Sawyer e Sayid) naqueles que como os que Outros recolheram na noite do acidente do voo 815, se podem juntar ao grupo dos Outros.

8. Sayid é levado para o interior do Templo, até ao local que terá salvo Bem, quando seriamente ferido por Sayid (ironia…) na década de 70, e que se revela ser uma fonte com capacidades curativas extraordinárias e que deve estar também na base da longevidade dos Outros, nomeadamente de Richard, que não envelheceu desde a década de 50 e que pelo domínio do latim, bem que poderá ser um habitante no mundo romano… Esta fonte pode ser a razão pela qual o Ankh aparece em vários motivos ligados às ruínas da Ilha.

9. Perante um ataque iminente do Monstro de Fumo, os Outros, que o temem. Sinalizam o ataque lançando um foguete e circundando o edifício com a mesma cinza que rodeava a cabana onde Jacob dava as suas ordens a Bem. Cinza de quê?… Uma pergunta que será respondida nos próximos episódios, certamente. É igualmente curioso saber que até à morte de Jacob os Outros não parecerem temer particularmente o Monstro, como se o pacto de paz entre Jacob e o Monstro se lhes aplicasse também, Pacto que expira com a morte de Jacob, pelo que nos próximos episódios teremos mais deste confronto Outros-Monstro.

10. Durante a breve luta no interior da estátua entre o grupo de Outros e o suposto John Locke, que este vence, este admite a Bem que é o Monstro de Fumo (se dúvidas houvesse): “lamento ter-me visto sob aquela forma”. E admite também qual é o seu objetivo. Não “defender a Ilha”, como antes admitira sob a forma de um francês, mas “ir para casa”… Mas a sua casa é a Ilha. Então, será que quer regressar ao passado, à época dos construtores das ruínas da Ilha, isto é, a Mu? Bem provável, se tivermos em conta que as Viagens no Tempo são um dos pontos fortes de Lost. O Monstro diz também que não é “o quê”, mas “quem”… Não é assim o “sistema de vigilância” que Ben na Temporada 5 dizia que ele era, mas um ser consciente. Um antigo habitante de Mu, preservado pela fonte da imortalidade do Templo? Ao morrer, as últimas palavras de Jacob são “eles estão a chegar”. E não, não é o grupo de Outros de Ilana, mas os Sobreviventes do Oceanic 815, o que demonstra a importância que lhes dá, por alguma razão ainda por revelar… O Monstro parece ter morto Jacob por recear os planos deste em trazer novos elementos para a Ilha, o que ameaçava a sua estabilidade, o que parece ser um dos objetivos do Monstro de Fumo. Com a morte de Jacob (e estranho desaparecimento do seu corpo na lareira), Ben parece perceber rapidamente para onde pende agora o balanço do poder e escolhe seguir o Monstro. Não hesita inclusivamente em entregar o seu amigo Richard aos planos do Monstro, provavelmente para assim demonstrar a sua fidelidade ao seu novo patrão.

11. Quando o Monstro confronta Richard diz-lhe que é “bom vê-lo sem correntes”. Se Richard é muito velho e talvez da época romana, será um escravo dessa época, que conheceu o Monstro nessa época, ao chegar à Ilha? A linha do olho, muito marcada em Richard, e estas referencias a correntes e a temas egípcios (até na camisa de linho de Jacob) poderão até significar que Richard é um escravo da Alexandria romana… Ainda que possa também ser um marinheiro do navio esclavagista Black Rock, e que daí vem venha esta referência às correntes.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 25 comentários

Lost S05E16/17: “The Incident”: Comentários

1. Este episódio começa com uma das cenas mais reveladoras de toda a série: algures, no século XIX, encontramos a primeira visão direta e clara de Jacob. O misterioso líder supremo dos Outros aparece numa sala situada no interior da base das ruínas da estátua de quatro dedos (e aposto que é o mesmo número de dedos dos pés de Jacob) fiando uma tapeçaria semelhante aquela que veste. Esta tapeçaria tem frases em grego que alguém reconheceu como sendo segmentos da Odisseia: “possam os deuses conceder-lhe o que o seu coração deseja” e “possam os deuses dar-te felicidade”. Ou estes “deuses” são os antigos habitantes da Ilha, de que Jacob seria o último sobrevivente ou… São “aqueles que estão a chegar” do final da temporada…

A sala apresenta antigos motivos decorativos pseudo-egipcios e uma fogueira central assim como diverso mobiliário semelhante ao encontrado no túmulo de Tutankamon. Se Jacob vive neste local tão especial da Ilha fá-lo por uma razão e essa só pode ser a de que ele se identifica com os construtores de uma forma que não concede a nenhum dos Outros, nem aos mais fiéis. Nem mesmo Richard parece ser um Outro “original”, já que é tratado por “Ricardus”, um nome latino que pode representar a sua origem romana (um antigo legionário?) ou um marinheiro medieval (o registo de versões latinas dos antropónimos era comum durante a Idade Média). Jacob – como Richard – não envelhece, tendo ensinado ou passado essa característica para o seu “Conselheiro” e logo, pode ser tão antigo como a estátua, sendo o último sobrevivente da civilização (Mu?) que deixou tantas ruínas na Ilha.

2. Jacob, após preparar um peixe, olha para o horizonte para o navio Black Rock que surgiu na primeira temporada da série, o que automaticamente data a cena no século XIX que indicámos no primeiro comentário. Jacob não esta sozinho e a cena mostra-o com a chegada de um homem, vestido também uma camisa feita à mão, mas negra… Cor relevante. Este homem de preto pergunta a Jacob como é que o Black Rock encontrou a Ilha e logo depois acusa-o de ser responsável pelo evento dizendo que “acaba sempre na mesma” referindo-se certamente a outros naufrágios – ocorridos no passado – como aquele que pode ter levado Richard/Ricardus à Ilha. Aparentemente os dois personagens, Obama e o homem de negro já estão juntos na Ilha à muito tempo e têm visões muito diferentes sobre a sua missão aqui. O homem de negro diz que os novos chegados à Ilha trarão destruição e corrupção, enquanto que a Jacob alegar que isso é apenas “progresso”. Ora esta visão do homem de negro, conservacionista e tradicionalista não é aquela que esperaríamos de Cerberus, aka “o monstro de fumo”, o tal “mecanismo de segurança” que defende a Ilha? Ou seja, o homem de negro é, nada mais nada menos, que o Monstro…

3. Na cena de confronto do homem de negro e Jacob, este deixa bem claro que quer matar Jacob. Alega que um dia encontrará uma “fraqueza” em Jacob. É impossível ser mais claro: como a temporada encerra precisamente com a morte de Jacob às mãos de Bem sob as ordens de Jack-Monstro de Fumo cumprindo esta ameaça fica bem claro que este homem de negro é uma forma do Monstro.

4. Quando o homem de negro de afasta, a estátua que na atualidade apenas tem um pé de quatro dedos, é mostrada completamente e em maior detalhe revelando ser não o Anubis (deus da morte) que aparece noutros grafismos em ruínas presentes na Ilha mas Tawaret, a deusa egípcia da fertilidade. Esta deusa é importante, já que não nos podemos esquecer da obsessão dos Outros em resolver o misterioso problema que leva todas as mulheres que engravidam na Ilha, a abortar… Podemos lançar aqui a hipótese: será que foi precisamente por terem deixado de ter filhos que os habitantes da Ilha (Mu?) se extinguiram, deixando para trás apenas ruínas e… Jacob, o último muano?…

5. Aparecem neste episódio varias cenas em que Jacob acompanha a vida dos sobreviventes do Oceanic 815, mesmo muitos anos antes do acidente. No mesmo episódio, Bem reconhece que fora Jacob que elaborara a lista de sobreviventes a recolher pelos Outros (um dos mistérios de , agora resolvido). Assim se explica: fora Jacob que selecionará muito criteriosamente (mas sob que critérios?) os sobreviventes que haveriam de seguir nesse voo.

6. Se ainda dúvidas havia, deixaram de haver… Ilana aparece gravemente ferida num decrépito hospital russo e recebe a visita de Jacob. Logo, é uma Outra, mas que faz parte do núcleo exterior à Ilha.

7. Quando Jacob ajuda Jack e lhe entrega uma barra de chocolate Apollo (uma marca que só existe em Lost) acrescenta que: “Talvez tudo o que precisasse fosse um pequeno empurrão”. Esta indireta é uma referencia clara à estratégia de Jacob de introduzir na Ilha elementos externos (terá sido ele também o promotor da presença da Dharma Initiative).

8. Juliet cai pelo poço da escavação da Cisne e detona a bomba de hidrogénio com uma pedra até que esta explode numa luz branca. Este será assim o “Incidente” a que Alude o filme de treino de “Orientação” da Estação Cisne: a explosão da bomba e o efeito desta na bolsa magnética no subsolo da Cisne. De novo… Fica claro que as viagens no tempo em Lost ocorrem numa única timeline.

9. Frank Lapidus é promovido à condição de “candidato” a Outro pelo grupo chefiado por Ilana, que transporta uma misteriosa caixa metálica que se revela ser o caixão do… Verdadeiro John Locke. Porque o selecionaram, se não fazia parte de nenhuma das “listas” de Jacob?

10. Quando Ilana pergunta a Richard/Ricardus usa a frase reconhecimento “o que está na sombra da estátua?” a que este responde: “Ille qui nos omnes servabit”, o que em latim significa algo como “aquele que nos salvará a todos”. Jacob, portanto… A frase é uma afirmação do poder de Jacob sobre os Outros e o quanto dependem da sua vontade, mais do que de qualquer outra coisa.

11. Pouco antes morrer, às mãos de um vingativo Bem, Jacob diz “eles estão a chegar”. Quem? Não há dados sobre a identidade destes “eles”, mas será que Jacob se referia aos “eles” que estiveram ausentes nesta temporada de Lost, isto é, o grupo de sobreviventes que viajou no tempo até 1977?

12. Jacob quando vê entrar “Locke” percebe imediatamente que se trata do “homem de negro” que o ameaçara de morte, aquele que nos associamos ao “monstro de fumo”.

13. Sayid anda às costas com uma bomba de fissão nuclear “portátil” que estaria dentro da bomba de fusão “Jughead”. O problema é que na data em que essa bomba teria sido construída (1954) nenhuma dessas bombas de fissão “detonadoras” seria tão pequena ao ponto de poder ser transportada às costas por alguém…

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 23 comentários

Lost S05e15 “Follow de Leader”: Comentários

1. Jack diz a Eloise que acredita na teoria de Daniel Faraday de que detonando a bomba de hidrogénio poderiam alterar o futuro e impedir que as trágicas circunstâncias que a levaram a matar o seu próprio filho não se viessem a concretizar. A tese que acalentei originalmente, de que o enredo de Lost se baseava na existência de várias timelines paralelas e não comunicantes estoura, numa implosão nada gloriosa e comparável aquela que ditou o fim da “Estação Cisne”… Se Faraday, que devotou toda a sua vida ao estudo das Viagens no Tempo e que parece conhecer na Ilha o fenómeno como mais nenhuma outra personagem, acredita que detonando a Bomba pode impedir o Evento e, assim, não criar as condições que levaram à queda do voo da Oceanic 815, então é porque existe uma única timeline. Se assim não fosse, a detonação impedir o Evento numa timeline enquanto noutra este ocorreria na mesma, e não seria possível alterar o futuro. Como Faraday acredita que é.

2. Richard admite a Locke que há algo nele que lhe parece diferente… Uma observação correta e que será confirmada no último episódio da temporada.

3. Quando Sun confronta Richard com uma fotografia de 1977 dos recrutas da Dharma, ou seja do grupo de sobreviventes que viajou até ao passado, Richard admite que sim e que… Os viu todos morrer. O que deixa claro que na próxima temporada já não teremos narrativas na década de setenta, apenas na época contemporânea, que, recordemos, corre em 2007. Mas Locke (que talvez não seja Locke, mas o Monstro de Fumo) diz-lhe indiretamente que eles, afinal, poderão não estar mortos. Logo, que regressão a 2007, já que francamente não parece credível que os produtores na última temporada sacrifiquem Jack, Sawyer, Juliet e Kate, os seus personagens mais fortes, de uma temporada para a outra, e logo, para a final e apoteótica temporada 6.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | Deixe um comentário

Lost S05E14: “The Variable”; Comentários

Daniel Faraday, interpretado por alguém que não é a Evangeline Lilly em http://www.infomaniaco.com.br

Daniel Faraday, interpretado por alguém que não é a Evangeline Lilly em http://www.infomaniaco.com.br

1. Quando Daniel Faraday é visitado por Charles Widmore, confessa-lhe ter testado em si próprio a sua máquina do tempo e, em consequência, perdeu a memória, ou melhor, a capacidade de posicionar a sua mente na trama do Espaço-Tempo, o seu padrão referencial Aquilo que já fora sugerido anteriormente confirma-se: a máquina do tempo de Daniel age a nível da consciência humana, mais do que via deformação do Espaço-Tempo. É como se quem viajasse não fosse o Espaço-Tempo em torno do sujeito, mas a mente do sujeito, que depois – de alguma forma – reconstrói o corpo em torno de si.

2. Em 1977, na Ilha, Daniel diz a Jack que a sua mãe – Eloise Hawking – estava errada e que Jack “não pertence ali (a Ilha)”. Daniel pode referir-se ao “paradoxo do avo” em que um neto viaja ao passado e mata o seu avo antes deste ter concebido o seu pai e logo, ele, o neto. Não pode existir e estar assassinando o seu avô… Este é um exemplo para quem pretende demonstrar a impossibilidade das viagens no tempo, mas deixa incólume a teoria dos universos paralelos, em que cada viajante ao passado, cria uma nova linha temporal, paralela aquela em que ele não viajara para o passado e onde não matara o seu avô.

3. Daniel conta a Chang que acredita que a perfuração que a Dharma está a conduzir na Estação Orquídea vai libertar uma enorme carga de “energia magnética” que eventualmente irá trazer a morte a todos os habitantes. Como o magnetismo não causa danos nos seres humanos, e isso pertence ao domínio do senso comum, recuso-me a creditar que os produtores de Lost, tão cuidadosos noutras questões tenham deixado passar a asneira de que “uma explosão (sic) magnética poderia causar a morte a todos os habitantes da Ilha”. Assim, não é a “explosão magnética” que mata, mas aquilo que estava encerrado nesse caixão magnético… É a nossa tese (já antes por aqui apresentada) que se trata de um par de miniburacos negros, magneticamente carregados (teoricamente possíveis, segundo o físico Stephen Hawking, que tem o mesmo nome da mãe de Faraday…). São estes miniburacos negros os responsáveis pelos “saltos” no Espaço-Tempo mais ou menos comuns na Ilha.

4. Daniel confessa ao grupo de Sobreviventes que acredita que a única possibilidade de “regressarem ao seu lugar” reside na sua mãe, Eloise Hawking. Daniel parece estar a referir-se a uma viagem no tempo, de volta ao tempo presente (2008)… Então Eloise terá acesso aos engenhos deixados na Ilha pelos seus antigos habitantes. E… Apostamos que esse será o desfecho desta quinta temporada de Lost.

5. Na cena da fuga do grupo de Jack e Daniel das “Barracas”, Daniel faz mais uma referência às linhas temporais paralelas em que decorre a ação quando diz que 1977 é agora o “presente deles” e que deviam lembrar-se que corriam riscos de ficarem mortos ou feridos. Ou seja, poderiam morrer neste universo paralelo onde agora estavam e continuarem vivos no universo paralelo “deles” (mencionado no comentário anterior).

6. Mais adiante, Daniel concede a Jack e Kate o raro privilégio de uma visão interior ao seu pensamento mencionando que os seus estudos sobre física relativística lhe revelaram a relação entre as “constantes” e as “variáveis” e que eles, os personagens eram as últimas, ou seja, que o Sujeito era a fonte de toda a aleatoriedade e imprevisibilidade no Universo.

7. Quando Sawyer chama a Daniel “H.G.Wells” faz uma referencia indireta aquele que é o tema central da 5a Temporada que é o das viagens no tempo, igualmente o mesmo tema de uma das obras mais conhecidas “A Máquina do Tempo”. Outra referencia indireta às viagens no tempo é feita quando Widmore dá a Faraday uma edição da revista Wired que, na capa, refere um artigo no interior sobre “Um guia para o utilizador de viagens no tempo”.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 6 comentários

Lost S05E13: “Some Like It Hoth”: Comentários

Miles não é... a Evangeline Lilly em http://season-premiere.com

Miles não é... a Evangeline Lilly em http://season-premiere.com

1. Neste episódio centrado num dos novos personagens da série, Miles, passamos a conhecer melhor a sua biografia, e nomeadamente a sua primeira experiência de contato com os mortos e mais tarde encontramos o jovem Miles reencontrando a mãe que estava seriamente doente e questionando-a sobre a identidade do seu pai… Algo a que voltaremos mais adiante. O titulo do episódio decorre do filme “The Empire Strikes Back” da série Star Wars onde precisamente aparece um planeta com esse nome: Hoth.

2. Depois de recrutado por Naomi para o grupo de Widmore e para a expedição do Kahana, Miles é raptado por um grupo de homens que o tentam persuadir a não ir para a Ilha e que a um dado momento lhe perguntam: “O que está na sombra da estátua?”… A mesma pergunta antes colocada por Ilana a Frank Lapidus como senha de reconhecimento para aquilo que julgo ser um grupo de dissidentes da Dharma Initiative, no mundo exterior, mas que agora parece ser antes os Outros de Benjamin Linus, já que pouco antes de o soltarem lhe dizem que “está a jogar pela equipa errada” e quando este pergunta a que equipa pertencem, respondem-lhe “à equipa que vai vencer”. Como este confronto “entre equipas” na Ilha ocorreu entre os Outros e o grupo do Kahana (de Widmore) eis então percebida a “equipa” a que pertence Ilana: os Outros. E explica-se assim também porque é que ela não sendo uma agente da autoridade deteve Sayid e porque o fez: porque recebeu ordens de Ben para o fazer e para o devolver à Ilha, já que Sayid não revelar querer fazê-lo de livre vontade.

3. Quando Horace “convida” Miles a levar um “pacote” a Radzinsky diz-lhe que foi admitido ao “Círculo de Confiança”, o que significa que entre a Dharma Initiative nem todos sabem o mesmo… Um certo grupo – aparentemente o que reúne na casa de Horace e de onde Sawyer faz parte tem acesso total a toda a informação e locais que motivam a presença da organização na Ilha: nomeadamente os seus verdadeiros objetivos que ainda que tenham sido já revelados no jogo na série televisiva ainda permanecem por aclarar…

4. Quando o “pacote” revela ser um corpo, Miles exerce as suas capacidades únicas para ler os últimos pensamentos na mente do falecido e fica a perceber que este morreu de uma forma muito inusitada: um dente obturado que atravessou o cérebro, causando assim a sua morte. Tendo em conta que os trabalhos em que a Dharma está envolvida na Estação Orquídea se prendem com aquele extremo magnetismo que num episódio anterior desta temporada Pierre Chang já referira ser “extremamente perigoso”, não é difícil compreender o que levou à morte este membro do “círculo de confiança”: o magnetismo extremo que resulta diretamente do mecanismo controlado pela roda e que nós desde à algum tempo acreditamos serem dois microburacos negros, magnéticos e rodando um em torno do outro, gerando assim as deslocações no Espaço e no Tempo que foram o corpo central da narrativa desta 5ª Temporada de “Lost”

5. A lição que Jack limpa do quadro da sala de aulas da Dharma era sobre… Hieróglifos egípcios. Um dos temas mais recorrentes no enredo da Ilha e algo que seria manifestamente do mais alto interesse para constar do programa de ensino na Dharma, já que existem tantos testemunhos de uma variante dessa escrita em antigas ruínas dispersas pela Ilha. A inscrição que Jack apaga diz apenas “a escrita das palavras de Deus”.

6. A construção da Estacão Cisne está a ser camuflada pela Dharma. Aparentemente porque está bem no interior do território dos Outros, definido enquanto tal pelas débeis tréguas entre a Dharma e os Outros.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | Deixe um comentário

Lost S05E12 “Dead Is Dead”: Comentários

Evangeline Lilly em http://www.lostcrazy.net

Evangeline Lilly em http://www.lostcrazy.net

1. Com o episódio 12 desta temporada, regressamos a um episódio pleno de conteúdo para os diversos mistérios de “Lost”… Toda a trama se desenrola em torno da viagem de Ben, Locke e Sun ao Templo, de forma a submeter Ben a um julgamento pelo “monstro de fumo”.

2. Quando Ben rapta a filha de Rousseau, Alex, avisa a francesa que se ela ouvir sussuros (um dos Mistérios mais antigos, em Lost) deve fugir na direção oposta. Mas fálo no contexto em que a ameaça de morte se ela tentar recuperar Alex dos Outros. Sempre supûs (por casos anteriores) que os Suspiros estivessem ligados ao Monstro. Mas no contexto concreto desta ameaça de Ben, ele parece ligar os Suspiros mais aos Outros, e não ao Monstro (que não controlam, como admite Ben mais tarde neste episódio, mas que apenas sabem como invocar). Estarão então os Suspiros ligados a Jacob, o “invísivel” e fantasmagórico líder dos Outros, que parece, de facto, ser uma entidade distinta, mas relacionada com o Monstro?

3. Quando Ben se despede de Widmore, este está guardado por dois Outros armados, de uniforme, com o mesmo logótipo que aparece na torre do Galaga. Esse símbolo surge também no logo da Dharma Initiative e, muito obviamente, representa quer a água, quer o abismo, no i Ching… É estranho porque usam estes Outros uniformes da Dharma, quando os que não fazem parte da tripulação, não usam qualquer tipo de uniforme… Mas talvez seja uma uniforme prático de trabalho, a bordo do Galaga… O logotipo ☵ no i-Ching simboliza a Água ou o Abismo… Dois termos muito adequados para surgirem no Galaga, temos que admitir e que dizem muito sobre o grau de detalhe e o cuidado prestado a estas pequenas miudezas pelos argumentistas e produtores da série…

4. Como bem referiu o nosso comentador “Archeogamer”, Locke foi ressuscitado, provavelmente através de um “engenho de ressuscitação”. Tendo em conta que o Monstro (ou algo diretamente a ele associado) tem a capacidade de assumir formas humanas, como sucedeu no passado com o irmão de Mr. Eko, com o pai de Jack, com Alex, neste episódio, com os companheiros de Rousseau, etc, então não será impossível que o Monstro – ou aquilo que o produz – esteja na base destas “reencarnações”, essa é de facto a minha tese atual para explicar o que se passou com Locke: morreu, mas a sua alma (Ka) foi recapturada bem à maneira do “Mundo do Rio” de Philip José Farmer e o corpo reconstruído. Sem perda de memórias, aparentemente…

5. Ben acredita que o Monstro de Fumo o deve julgar… Isso torna-me a recordar o “Mundo do Rio”, onde os “Éticos”, as entidades superiores que o tinham construído e o regiam, eram capazes de ler a Aura moral de cada ressuscitado e avaliar assim da sua capacidade para alcançarem um mais elevado grau de consciência (lendo o Ka, precisamente). Terá então o Monstro também essa capacidade? E será por causa desta “impressão na Aura”, que os Outros tinham uma lista de nomes a capturar entre os sobreviventes do Oceanic, lista essa elaborada a partir de um “Scan” feito pelo Monstro na praia? É que logo que alguém chega à Ilha o Monstro aproxima-se e dá-se a conhecer… fazendo esse “scan” e construindo a lista que depois dá aos Outros, para recolha e recrutamento de novos Outros.

6.  A tese das duas timelines paralelas e não-comunicantes torna a ser reforçada quando Sun mostra a Bem uma fotografia dos recrutas Dharma em 1977 e nesta surge o grupo de Kate, Jack e Hurley. Ben revela uma (aparentemente genuína) surpresa. Se foi mesmo genuíno, então há mesmo duas timelines paralelas, já que ainda que pudesse ter sofrido amnésia ao ser baleado por Sayid, como não se lembrar deles do ataque que conduziu às “Barracks” e onde matou todos os membros da Dharma Initiative?

7. Quando Ben abre aquela curiosa porta, cheia de hieróglifos, que já abordamos em comentário anterior em grande detalhe (ver AQUI) e desce um correr, atravessa um túnel toscamente escavado e penetra numa câmara que tem no fundo uma espécie de rolha coberta de água, que destapa, ficamos a compreender a forma que Ben tem de “invocar o Monstro de Fumo”. Aparentemente, existe uma rede de vasos comunicantes no subsolo da Ilha, cobertos por água. Quando esta é removida e ficam expostos ao ar ambiente, algo alerta o Monstro e o atrai para o lugar onde ocorreu essa ruptura. Este é o método de convocação de Cerberus, portanto. Falível, parece, já que desta feita, o Monstro não aparece a Ben.

8. Quando Ilana faz o seu pequeno “golpe de Estado”, pergunta a Frank Lapidus “O que está na sombra da estátua”? Não nos esqueçamos que Ilana tinha Sayid prisioneiro, no voo acidentado e que provavelmente trabalha para Widmore, o arqui-inimigo de Ben. Mas… o enigma trouxe-me algumas ressonâncias… Como o código antes usado por Desmond “O que diz um homem de neve a um outro?” por várias vezes e para com ele por Kelvin. A pergunta surge sempre depois de outra: “Tu és ele?” e logo, é parte de um código de reconhecimento. De que grupo? Essa é que é a questão… O código era um código Dharma, como prova o seu uso por Kelvin procurando determinar se ele era o seu sucessor de posto na Estação Cisne. Então… Será que quem raptou Sayid não foi o grupo de Widmore, mas… sobreviventes da Dharma, no mundo exterior? Isso explicaria o aparentemente desconhecimento de Ilana que Widmore tem, assim como o uso desta expressão… Quanto à estátua esta é obviamente aquela de que hoje só restam os pés de seis dedos, o Anubis que surge mais para o fim do episódio e em cuja sombra foi construído o Templo, em cujo recinto se refugiaram os Outros.

9. Quando Ben entra no subterrâneo do Templo e se apresenta numa sala com colunas completamente cobertas por hieroglifos e pára diante de uma pedra com claros desenhos de mitologia egípcia estamos perante um dos momentos mais reveladores de Lost. Não só fica claro como o Templo foi construído por Mu (“Influência egípcia”) algo que não o era, realmente, porque o Templo tem de facto um estilo pré-colombiano. Muito curiosa é a presença nesse local de uma figura que parece a do deus egípcio dos Mortos, Anubis juntamente com algo que parece ser o Monstro de Fumo, em que um, olha para o outro… Uma representação comum nos momentos de julgamento no tribunal dos mortos do Antigo Egipto. Anubis é também o deus do submundo, dos subterrâneos (como este) e… das tumbas. Quererá isto dizer que o Monstro de Fumo é Anubis, e que este guardião (Cerberus) da Ilha, guarda nela, mais concretamente no recinto murado do Templo (construído pelos Outros, segundo Alpert) uma necrópole da civilização que construiu as ruínas da Ilha (Mu)?

10. O monstro assume a forma de Alex e avisa muito seriamente Ben quando a seguir a liderança de Locke ou “destruí-lo-á”: Como Locke fora já antes uma escolha de Jacob, este parece assim confirmar-se como uma encarnação (ou pelo menos, a fonte de autoridade do Monstro), já que ambos coincidem na escolha de Locke como o sucessor de Ben na defesa da Ilha à frente do grupo dos Outros.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 17 comentários

Lost S05E11 “Whatever Happened, Happened”: Comentários

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://gallery.lost-media.com

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://gallery.lost-media.com

0. Este episódio 11 da 5a temporada de “Lost” não é particularmente rico em novos mistérios ou no esclarecimento de mistérios passados… Contudo, nem por isso deixa de merecer os nossos comentários, algo que faremos logo de seguida.

1. Quando Kate visita Carole Littleton e lhe confessa que está com o seu neto, Aaron, revela também que Claire sobreviveu ao desastre e que ficou na Ilha, tendo aí desaparecido. Revela assim dois factos, sendo que o primeiro é de facto uma confirmação: Claire desapareceu no interior da Ilha, reunindo-se aos Outros, com quase toda a certeza no interior do recinto conhecido como o “Templo”, guardado pelo “monstro de fumo”. O outro é a sua motivação para ter regressado: resgatar Claire e reuni-la com o seu filho, Aaron. Nunca ficou claro em que condições e sob que motivação é que Claire abandonou o grupo dos sobreviventes, mas parece tê-lo feito numa espécie de transe, já que de outra forma não abandonaria Aaron… Haverá assim algo no Templo, talvez um engenho de antanho, como o “monstro”, construído pela antiga civilização da Ilha, que a atraiu por algo que nela há de singular, isto é, a capacidade de dar à luz e assim repovoar a Ilha com verdadeiros nativos (todos os Outros parecem ser sobreviventes de naufrágios passados, talvez virtualmente imortais, mas estrangeiros).

2. Um dos momentos mais interessantes deste episódio é aquele em que encontramos Hurley e Miles debatendo as consequências do tiro sobre Ben e as viagens no tempo e a dado momento, Hurley (injustamente dado por Sawyer como “estúpido” noutras cenas) levanta a questão crucial: porque é que o Ben adulto não tinha recordações de Sayid disparando sobre ele, enquanto criança? Bem… Isso só pode acontecer se não há um Benjamin Linus, mas dois, vivendo em timelines distintas, como já sugerimos no último comentário, e não tendo os dois memórias em comum, a partir do momento da separação das mesmas, o qual, aparentemente começou no momento da aparição do grupo de sobreviventes em 1977.

O debate Miles-Hurley alude também a um dos “easter eggs” que os produtores de Lost gostam de lançar… Num episódio anterior, Richard (que neste episódio tem uma posição central) mostra a John Locke uma história de Banda Desenhada de 1956 onde, precisamente, um viajante no tempo tenta alterar a História, regressando ao seu passado e tentando fazer algo de diferente.

3. Ainda que no comentário anterior o debate entre Hurley e Miles aponte para a criação de varias timelines, quando Richard recolhe o jovem Benjamin Linus gravemente ferido dos braços de Kate, explica a Kate e Sawyer que Ben “não se vai lembrar de nada disto, vai perder a sua inocência e será para sempre um Outro”. Abrindo assim outra possibilidade: pode afinal não haver duas timelines, mas apenas um Ben amnésico? Não nos parece provável… Se assim fosse qual seria o destaque do debate Hurley-Miles? E que tratamento “milagroso” consegue Richard dar a Ben no Templo? Aparentemente, nem ele, nem nenhum dos Outros é um médico, logo há algo (uma maquina?) no interior do Templo capaz de curar uma ferida tão grave como a de Bem… Ou será esta mais uma das capacidades do espantoso “monstro de fumo”? E porque provocará este processo curativo amnésia? Será porque é “reconstrutivo” a um tal ponto que apaga as memórias, ou seja, será uma espécie de “reclonização” ou de transferência corporal?

4. Um detalhe da hierarquia que os Outros tinham em 1977 é também aqui revelada… Se na atualidade, Bem reporta a uma entidade superior, em 1977, Richard também se reporta a outra, desta feita feminina, uma tal de “Ellie”.

Categories: LOST (Perdidos) | 9 comentários

Lost S05E10 “He’s Our You”

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://www.olivarkamprojo.com

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://www.olivarkamprojo.com

1. Quando Sayid – a soldo de Ben – mata Andropov um dos membros do grupo de Widmore observamos num edifício uma inscrição (em círilico) “Oldham Pharmaceuticals”. Isso significa que há uma relação entre esta empresa farmacêutica e o grupo Widmore. Sabemos, mais tarde no episódio que existe um membro da Dharma Initiative com esse mesmo nome, o que não é certamente fruto de coincidências (nada o é, em Lost) e que este “Oldham” da década de 70 utiliza químicos para extrair a verdade de sujeitos interrogados pela Dharma. Oldham é uma figura curiosa, porque não vive na Cidade da Dharma (as “Barracks”) e habita uma tenda que faz lembrar aquelas que Locke gosta de construir para encontrar respostas para os seus problemas. Mais tarde, Oldham utiliza em Sayid algo que faz lembrar LSD pela forma (sobre um cubo de açúcar) com que é ingerido. É claro que o LSD não leva ninguém a ceder em confissão… Só mesmo o Sodium Pentathol.

2. Porque é que Ilana apareceu em episódios anteriores como guarda de Sayid? Inicialmente, pensei que fosse uma elemento de uma agência federal, mas com o decorrer dos episódios faltam referências explícitas a essa pertença, pelo que começo a acreditar que é de facto um agente de Widmore ou até do próprio Ben… De Widmore é possível porque ao fim ao cabo foi Sayid que andou pelo mundo fora (como quando abateu Andropov) assassinando os agentes de Widmore.

3. Após ter sido salvo pelo jovem Benjamim Linus, Sayid diz-lhe “Tinhas razão sobre mim. Eu sou um assassino”, disparando sobre o peito de Ben e, aparentemente, provocando a sua morte. Como Ben sobreviveu até à idade adulta, esta sua morte enquanto jovem levanta a questão de saber como vão lidar os argumentistas com este paradoxo temporal. O assassinato de Sayid é exatamente igual ao velho paradoxo de saber o que acontece se alguém viajar para o passado e matar o seu pai, antes deste o ter concebido juntamente com a sua mãe. O assassino continuaria a existir? De certa forma, Daniel Faraday já respondeu a este paradoxo noutro episódio da Temporada 5 quando disse que pouco importava o que fizessem numa das varias deslocações ao passado porque isso não iria influir no futuro: Faraday é assim de opinião (como muitos outros físicos) que não haveria paradoxos, porque em cada viagem ao passado seriam criados novos universos paralelos, não-comunicantes e existindo em linhas temporais distintas e isoladas: numa Ben seria morto por Sayid, noutra, paralela, crescia até à idade adulta até tornar-se o líder dos Outros. Esta será a tese adoptada pelos argumentistas de Lost, e aposto que Faraday vai aparecer brevemente para explicar isto mesmo…

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 15 comentários

Lost S05E09 “Namaste”

1. A Ilha aparece aos tripulantes e passageiros do voo Ajira 316 após um clarão. Este, parece estar associado – desde a implosão da Estação Cisne – às deslocações no Espaço e no Tempo, da Ilha. Por isso, esta sua aparição indica que o cálculo de Eloise Hawinkg no episódio 6 desta temporada estava correto e que a rota deste voo passava efetivamente sobre o local onde se iria materializar a Ilha. Não é assim o avião que viaja até à Ilha, é, pelo contrário, a Ilha que viaja até ao avião… E torna-se também claro que o avião entra na bolha espácio-temporal que rodeia a Ilha e que além de aparelho entrar no local onde ela está, penetra também no Tempo em que esta se encontra, porque passa da noite para o claro dia e logo… todos os que estão no seu interior estarão algures no passado. Não em 2007 (ano em que decorre a timeline mais recente de Lost), nem em 1977, já que a Estação Hydra foi surge num episódio anterior abandonada, e não povoada pelos elementos da Dharma, como estaria se estivéssemos numa timeline dessa época…

2. A timeline onde se encontra o Ajira 316 torna-se evidente quando observamos que o avião aterra sobre a pista de terra batida que… Kate, Sawyer e os Outros estavam a construir lá longe na Temporada 2! O facto do mistério só agora ser esclarecido ilustra a determinação dos produtores em manter a promessa de responder a todas os mistérios colocados desde a 1ª temporada… Mas como saberiam os Outros que o Ajira 316 iria precisar desta pista? Aparentemente, e segundo um podcast oficial de 19 de março, porque os Outros tinham recebido instruções para tal do próprio Jacob, o seu “líder supremo”, que tantas vezes parece corresponder a materializações do pai de Jack ou mesmo do “monstro de fumo”, com a sua pública vocação de “proteção do templo”.

3. No último episódio da Temporada 4, tínhamos visto que o suposto pai de Jack, Christian Shephard, não podia (dizia ele) ajudar Locke a erguer-se ou a movimentar a Roda… Dando a entender que não era verdadeiramente material. Mas agora, neste episódio parece sê-lo, já que quando Frank Lapidus e Sun entram com ele às “Barracks” e entram no “Processing Center” ele agarra numa fotografia numa parede e a mostra a eles. Será então Christian uma entidade material ou… a própria fotografia é uma construção mais ou menos “fantasmagórica” e por isso mesmo, pode ser segurada pelo igualmente fantasmagórico Shephard? Voto nesta última tese… Note-se também que a audição dos famosos “murmúrios” que desde a primeira Temporada antecipam muitas aparições do Monstro de Fumo, indicam que Shephard é uma ténue materialização, uma espécie de fantasma de Jacob, o responsável pela construção da pista onde no mesmo episódio aterra o voo da Ajira.

4. Quando o copiloto do voo da Ajira emite o seu Mayday ouve-se a emissão de rádio dos Números… Isto é um grande mistério, porque esta emissão ocorreu (a Dharma era a responsável pela mesma) até 1988, quando Rousseau a substituiu e depois, em 2004, finalmente terminada por vontade dos sobreviventes do Oceanic, liderados por Jack no episódio “Through the Looking Glass”. Então… Será que o Ajira 316 ao contrário do que sugerimos no comentário 2 está afinal, antes de 1988, e em época talvez contemporânea dos restantes 6 da Oceanic, isto é, em 1977? E que a pista de terra batida é de construção Dharma? Ou… Será que o avião ao atravessar a “bolha” espaço-temporal que rodeia a Ilha, atravessou vários contínuos e um destes era de pré-1988, regressando depois a uma timeline que no comentário 2 estimamos ser a atual (2004)? Um mistério que será esclarecido nos próximos episódios…

5. Quando Sun vê a fotografia dos “Losties” tirada em 1977 que Shephard lhe mostra, conseguimos ver um indivíduo na sala atrás dela. Pode ser um erro de filmagem ou uma materialização do “Monstro de Fumo”? Não é ele que aparece sempre que se ouvem os murmúrios citados no comentário 3?

6. Quando o jovem Bem leva uma sandes a Sayid conseguimos um Apple Lisa numa mesa… Em Lost, os Apple II são mais comuns e de facto, em 1977, ainda não estava disponível publico, pelo que estamos perante um erro de continuidade…

7. Quando os sobreviventes do voo Ajira observam algo a mexer-se na mata, e se torna evidente que este algo é o “monstro de fumo”, estamos perante um comportamento padrão do monstro: quando chegam à Ilha novos visitantes, o monstro deixa a sua “toca” no templo em ruínas e vai observar os novos náufragos, talvez avaliando o seu grau de ameaça ao Templo que já sabemos ser a missão do Monstro proteger.

8. Fica neste episódio por responder uma pergunta: onde é que anda Daniel Faraday, precisamente a mais “forte”, de todas as personagens introduzidas na temporada anterior?

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 2 comentários

Lost S05E08 “LaFleur”: Comentários

1. Numa das viagens temporais, o grupo de sobreviventes composto por Sawyer, Jin, Juliet e Miles que está no local onde ainda não foi construída a Estação Orquídea observam a estátua, cujo pé de seis dedos foi visto no iate pilotado por Sayd no final da Temporada 3. Em ruínas… Logo, como nesta cena a estátua está intacta, isso quer dizer que o grupo viajou para a época da estátua. Esta é vista de longe, e de costas. Mas tem um vago aspecto egípcio, como muitas “antiguidades” da Ilha e terá (a tese é minha) sido construída pela civilização que deixou todos estes vestígios na Ilha: Mu.

2. Locke consegue alinhar a Roda com o seu eixo. Provocando uma viagem temporal mais intensa do que as outras. A luz da viagem é branca em vez de púrpura, como as outras. Ao ajustar a roda, Locke deve obviamente ter feito a “agulha” percorrer no “disco” (termos usados por Daniel Faraday) um espaço maior, daí a diferença da viagem e a… Permanência dos seus efeitos.

3. O grupo de Sawyer e Juliet encontra dois Outros que ameaçam uma mulher e que parecem ter interrompido um pacífico piquenique e morto o companheiro dessa mulher. Não é difícil presumir que são dois membros da Dharma Initiative que saíram do perímetro das Barracas, violando o território acordado entre a Dharma e os Outros e provocando assim a ira destes.

4. Horace Goodspeed, que parece ser o líder da Dharma Initiative, afirma a Sawyer que ele e o seu grupo não são “material Dharma”. De novo, uma referencia a algum tipo de “qualidade moral”, contida na própria designação “Dharma” (o “Caminho” no Budismo), qualidade que o grupo de Sawyer não tem… Compreensível tendo em conta o currículo mais que imperfeito de qualquer um deles, incluindo Sawyer. Recordemo-nos que logo no final da Temporada 3 os outros sobreviventes do voo, aparecem na Hydra, associados aos Outros os quais têm na mão uma lista de nomes, aparentemente com aqueles sobreviventes do Oceanic 815 que têm um padrão moral (Karma) superior ao do grupo de Sawyer.

5. Os Outros – nesta época liderados por Richard Alpert – exigem o corpo o marido de Amy, Paul. Esta acaba por aceder, em nome da trégua entre a Dharma initiative e os Outros (os “nativos”), mas retira-lhe antes do colar um “ankh”, um símbolo egípcio do “amor sexual”, ou seja, mais uma alusão à civilização do Egipto faraónico em Lost… O Ankh é também um símbolo da vida eterna, algo que nos remete para a aparente imortalidade de Richard Alpert. De recordar também que o signo aparece nos hieróglifos do “evento” na Estacão Cisne e que a estátua gigante que o grupo de Sawyer observa numa viagem temporal junto do poço da Estação Orquídea parece também segurar um Ankh em cada mão… Um motivo escultórico muito comum no Império Novo.

6. Na cena na “central de segurança” da Dharma, dois elementos desta reference-se a LaFleur (Sawyer) como sendo o chefe da segurança. Pouco depois percebe-se que Miles cumpre funções também nesta área. Aparentemente, o grupo está agora (1977) plenamente integrado na Dharma.

7. Sawyer chama a Daniel Faraday, “Platão”… Ora Platão é precisamente o autor da melhor fonte de informações sobre a desaparecida civilização mítica da Atlântida, no seu “Timeu e Crítias”. Será esta uma alusão indireta à relação entre este civilização (ligada a Mu) e aos numerosos e basilares testemunhos arqueológicos na Ilha, cuja guarda cabe a Cerberus, o “sistema de segurança do Templo”, mais conhecido como o “monstro de fumo”?


Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 7 comentários

Lost S05E06 “316”: Comentários

wereback

(Evangeline Lilly e dois outros tipos, neste episódio)

1. Logo no começo deste episódio ficamos a conhecer a primeira Estação Dharma situada no exterior da Ilha, na cave da igreja protestante (?) onde parece oficiar Eloise Hawking. A Estação está protegida por uma porta à prova de explosões, o que nos recorda um “vídeo de orientação” da Dharma, exposto logo na primeira temporada onde se dizia que a Dharma acreditava que o seu maior objetivo era encontrar a forma de aplicar a equação de Valenzeti à salvação do mundo. Assim, a presença desta porta blindada seria uma forma da Dharma Initiative proteger a sua única (?) Estação, de nome “Posto da Lâmpada”, no exterior do fim-do-mundo nuclear que julgavam estar eminente.

2. Hurley, no hospício, aparece a ler o comic book  “The Last Man Vol. 3: One Small Step”. Ora esta serie é da lavra de Brian K. Vaughan, precisamente um dos argumentistas de Lost e versa sobre o ultimo sobrevivente da raça humana após uma praga ter eliminado toda a nossa espécie. O fundo apocalíptico é comum a Lost, onde Desmond acreditava haver uma “praga” e tendo em conta que a missão da Dharma Initiative era precisamente a de salvar o globo do apocalipse.

3. Teria sido através desta Estação Dharma que a organização teria encontrado a Ilha, ora como Benjamin diz que os Outros não conheciam a existência desta Estação, então Eloise não é claramente uma “Outra”. Será então uma espécie de sobrevivente da Dharma, já que conhecia e tinha acesso a esta Estação. Com o colapso da Dharma Initiative teria ficado para trás na última Estação Dharma ainda sob o controlo da Dharma, ou mais especificamente de Eloise Hawking.

4. Eloise explica que esta Estação foi construída sobre uma “bolsa de energia eletromagnética” que estaria ligada a outras bolsas semelhantes um pouco por todo o mundo. O que nos leva ao túnel de wormhole que existe entre o subterrâneo da Estação Orquídea e o deserto tunisino, e já agora, entre a costa nigeriana e a Ilha, já que essa seria a região onde voava o avião do irmão de Mr. Eko. De novo, o papel do eletromagnetismo nos mistérios da Ilha parece central… Será que existem vários microburacos negros sob a superfícies terrestre, unidos por túneis de wormhole que possibilitam o teletransporte entre as extremidades desses túneis? Essa parece ser pelo menos a tese dos produtores de Lost…

5. Explica-se aqui, também, pela boca de Eloise porque é que os sobreviventes do Oceanic 815 e todos os outros de outros navios e aviões que aí foram deixados nunca foram salvos… A Ilha nunca foi localizada, porque se move, saltando de coordenada em coordenada, eludindo sempre a localização. Com excepção do começo da década de 50 quando parece ter ficado no mesmo local o tempo suficiente para receber um grupo de militares norte-americanos que pretendiam ensaiar aqui um engenho termonuclear. Alias, isso mesmo é recordado pela presença nessa Estação de uma fotografia com a legenda “”9/23/54 – U.S. Army – OP 264- Top Secret – Eyes Only”.

Havendo uma rede de túneis unindo as tais “bolsas electromagnéticas” de Eloise, não deve ser difícil de imaginar que os locais onde a Ilha se materializa seguem os mesmos eixos.

6. O comandante do voo onde segue o grupo de Jack revela ser Frank J. Lapidus. É como se algo – o Destino – contribuísse para devolver à Ilha todos aqueles que uma vez lá tenham estado. Este fenómeno também ocorrera com Michael em Nova Iorque e é um elemento sobrenatural que não pode ser descartado em Lost… Este aparente Determinismo pode contudo ter uma explicação racional, numa espécie de reposição de um equilíbrio termodinâmico, como se houvesse uma força pseudogravitacional que empurrasse os sobreviventes de volta para a Ilha, talvez algo relacionado com os miniburacos negros que parecem estar no cerne dos mistérios desta Ilha.

7. Quando Benjamim lê o livro Ulysses, de James Joyce, Jack pergunta-lhe como consegue ler, naquela situação de crash eminente. Benjamin responde que “foi a minha mãe que me ensinou”, mas Benjamin Linus nunca conheceu a sua mãe… Então será que se refere a outra personagem da série? Eloise Hawkings, com quem parece ter uma relação tão dúbia, misto de respeito e temor?

8. Jack, Kate e Hurley materializam-se na Ilha, depois de uma turbulência e de um clarão azul, um fenómeno que está geralmente associado em Lost a teleportações. No Espaço e no Tempo (naturalmente, algo que se conhece desde a Lei da Relatividade Geral de Einstein). Parece que o avião atravessou a bolha de “energia electromagnética” que circula a Ilha e, no processo, fez com que aqueles que já tinham estado nela fossem atraídos para o seu solo. Os demais ficaram no avião, que eventualmente se acabaria por despenhar perto da Ilha, na Hydra.

9. O pequeno grupo de Jack, Kate e Hurley encontra Jin, num fato Dharma, novo e conduzindo uma carrinha Wolkswaggen impecável.. E fica imediatamente evidente que estão algures no final da década de setenta.

Aj.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 5 comentários

Lost S05E07 “The Life and Death of Jeremy Bentham”

Evangeline Lilly

Evangeline Lilly a "Kate" de Lost

Comentários ao episódio Lost (“Perdidos”)  intitulado “The Life and Death of Jeremy Bentham”, publicados após apelo do nosso comentador “Pedro Canuto“:

1. Locke consegue realinhar a roda. Ao fazê-lo, o grupo dos Sobreviventes deixa de fazer saltos temporais de forma aleatória. A roda é claramente o mecanismo de controlo de algo que só pode ser um grupo de mini buracos negros, em rotação e criando um complexo padrão de distorção do Espaço-Tempo que leva a deslocações relativísticas. O código que Desmond inseria na Estação Cisne enquadra-se assim nesta rede subterrânea de mini buracos negros, encerradas em “tokamak” e logo, eletricamente carregados (o magnetismo muito forte era um dos fenómenos estranhos da Cisne). Aqui, no subterrâneo da roda temos um frio muito intenso, decorrente das baixas temperaturas para que o “tokamak” construído com materiais supercondutores que exigem baixas temperaturas?

2. Locke materializa-se na Tunísia, o outro extremo do túnel de wormhole, como Benjamim Linus. A operação da Roda permite deslocar no Tempo, mas no Espaço, coloca o operador noutro local, na Tunísia (uma das localizações clássicas para a Atlântida). Isto quer dizer que existe uma rede mundial de “túneis”, a partir da Ilha? Widmore afirma a Locke que aquele túnel tunisino é a “saída”. O rumo secreto que o submarino Gálata tem que cumprir para sair e chegar à Ilha passará sobre um destes túneis?

3. Widmore esclarece a Locke que ele era o líder dos Outros antes de ter sido exilado por Benjamim e que tem como único objetivo “defender a Ilha”. Assim se fica a saber a causa da guerra entre Benjamim e Widmore… Uma divisão de estratégias de defesa da Ilha e de novo fica clarificada a missão dos Outros e a causa pela qual podem ser cruéis ou desprezarem a vida humana: tudo é menorizado frente à defesa da Ilha.

4. Walt é revisitado por Locke, em Nova Iorque, demonstrando manter capacidades mentais especiais, adquiridas na Ilha, ao ter sido presciente nessa visita de Locke. A Ilha além de curar feridas e tumores, parece afectar as capacidades mentais de alguns, razão que aliás, levou os Outros a raptar Walt, para o prosseguimento dos seus fins. A tese é que os mecanismos antigos (Mu?) deixados e ainda ativos na Ilha afectam as capacidades mentais de alguns dos seus visitantes, como Walt, e que esses mecanismos são muito provavelmente os “geradores de distorção do campo espácio-temporal” da Cisne e da Orquídea.

5. Quando Locke visita Hurley no hospício, este está a desenhar uma esfinge egípcia… Depois dos hieróglifos, da estatua que se assemelha à arte do Império Novo, eis mais uma referência ao Egipto antigo, uma civilização que é dada por muitos como herdeira do conhecimento e tradição de civilizações perdidas.

6. Quando no Westerfield Hotel, Locke tenta cometer suicídio, Benjamim Linus pede-lhe que pare, e consegue-o, mas quando Locke diz que deveria contactar Eloise Hawking (um nome que invoca o do físico Stephen Hawking, especialista na Física dos Buracos Negros), Benjamim muda de posição e estrangula Locke. Se o queria salvar (e salvou), porque é que não podia Locke falar absolutamente com Eloise Hawking? Ora esta Eloise é alguém que não pertencendo aos Outros é respeitada (e temida) por estes pelo seu conhecimento da estrutura do Tempo e dos mistérios da Ilha. Mãe de Daniel Faraday, que se debate nos mesmos temas, tendo recolhido dela o essencialmente dos seus conhecimentos, ela aparece aliás na primeira viagem no tempo de Lost, a de Desmond e numa foto com o “irmão Campbell” no mosteiro onde estava Desmond, reforçando essa ligação às viagens no tempo. Benjamim não quer, portanto que Locke fale com Eloise… Que ela o faça regressar à Ilha, de uma forma que Benjamim não possa controlar, pelo menos?

7. Quando Caesar na Estação Hydra (e na ilha do mesmo nome) encontra o mapa de Daniel este contêm hieróglifos, algo que me parece que não acontecia antes. Mais um tema egípcio, em Lost… Quem os lá colocou? Qual a relevância com o mapa?… Localizações e os locais onde estes hieróglifos se encontram, provavelmente e frases que alguns já leram como sendo “viajar para norte” e “tempo dos antigos”.

8. Ceasar, na mesma cena, folheia uma revista Life de 1954 com uma fotografia do filme “A Criatura da Lagos Negra”… Uma alusão clara ao “Monstro de Fumo”, da Ilha.

9. Locke aparece ao grupo de Caesar e Ilana com um cobertor da Ajira Airways. Vivo. Aparentemente ele e este grupo estão na ilha menor, já que Ilana conta a Locke que o piloto Frank Lapidus e “uma mulher” deixaram a ilha numa canoa. A caminho da Ilha principal. Sendo a mulher… Sun, uma aposta minha já que ela não apareceu neste episódio. Como é que Locke regressou à vida?… Arrisco aqui uma tese que já lancei antes, na primeira Temporada de Lost e onde lançava a hipótese de o “monstro de fumo”, ser um agregado de nanomáquinas, criado para guardar o “Templo” (onde se refugiaram os Outros) e que teoricamente poderiam entrar no corpo de Locke, falecido, reparar os danos no cérebro e ressuscitá-lo, literalmente.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 11 comentários

Lost S05E05 “This Place is Death”

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://brasilidade.files.wordpress.com)

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://brasilidade.files.wordpress.com)

1. Quando Jin encontra o grupo de Danielle ficamos a saber que a data exata da chegada do grupo dos franceses foi o mês de novembro de 1988.

2. O ataque do “monstro de fumo” ao grupo dos franceses e a consequente morte da maioria do grupo é a sua primeira aparição nesta quinta temporada com a importante indicação de qual é o local onde se recolhe quanto não está em atividade. Já sabíamos que Ben conseguia chamar o Monstro a partir de um dispositivo antigo, deixado pela civilização perdida da Ilha e que este era uma espécie de “sistema automático de segurança”. Agora, ficámos também a saber que ele “vive” nas ruínas do Templo, o mesmo templo onde o grupo dos Outros se refugiou dos mercenários que os tentavam abater. Assim, os Outros não só conhecem o Templo, como sabem como controlar o Monstro e, provavelmente a sua origem.

3. O Templo tem vários hieróglifos idênticos aos usados no contador da Estacão Cisne, na Sala da Roda da Estacão Orquídea, na porta da sala da cave da casa de Ben, etc. O uso de caracteres hieroglíficos egípcios aponta para uma “pista atlante-mu” que provavelmente será aprofundada na próxima temporada de Lost. O facto do Templo ser guardado por Cerberus explica porque Bem disse que ele era o “ultimo lugar seguro da Ilha”, mas que não podia ser o refugio dos sobreviventes do voo da Oceanic porque “não era para eles”, como se eles não pudessem ser tolerados por Cerberus. Em termos estilísticos, o Templo assemelha-se à arquitectura religiosa do sul da India, o que aponta para o continente perdido de Mu, o local onde estariam guardadas as tábuas referindo o afundamento desse continente no Pacifico. Recordemo-nos que a Ajira, uma companhia aérea indiana é também referida várias vezes na Temporada 5.

4. Quando o grupo dos franceses puxa o braço de Montand ao Monstro, este separa-se do seu corpo. A separação é improvável porque isso implicaria que o o homem que o segurava era pelo menos tão forte como o Monstro… E isso já se provou não ser assim, bastando recordar a facilidade com que ele matou Mr. Eko.

5. Pouco depois o Monstro demonstra a sua capacidade em assumir a voz e a forma das suas vítimas ao imitar a voz de Montand. Assim atrai todo o grupo, menos Danielle e Jin. Na cena seguinte, que se segue a uma deslocação de Jin, este encontra dois corpos de franceses compreendendo pouco depois que foi Danielle que os abateu porque tinham a “doença” que ela na primeira temporada tinha dito ter dizimado o seu grupo. Percebe-se agora que a doença era afinal o monstro e a sua capacidade de assumir a forma das suas vitimas… Curiosamente, ainda que assuma a sua forma, quando o faz é mortal e pode ser abatido a tiro, o que pode indicar que usa os corpos das suas vitimas, ou melhor, que não é o “fumo negro” que muda de forma mas que introduz algo (“infectando-o” como diz Danielle) na mente do hospedeiro, controlando-o daí em diante. O episódio permite esclarecer qual é a função especifica de Cerberus (outro nome para o “monstro de fumo”), quando Robert, possuído pelo dito diz que ele não “passa de um sistema de segurança do templo”. Não da Ilha, mas mais exatamente do Templo, que os produtores num podcaste esclareceram não ser apenas aquelas paredes que se viram neste episódio, mas algo muito maior e mais significativo.

6. Charlotte, agonizando nos braços de Daniel Faraday confessa ser uma “antropóloga”, mas que conhece melhor Cartago que o “próprio Aníbal”… Uma afirmação curiosa, já que se seria de esperar que fosse antes uma arqueóloga… De qualquer forma esta é uma alusão ao primeiro episódio da temporada quatro onde ela surge escavando na Tunísia os restos de um urso polar. A Tunísia é um dos extremos do portal que tem o seu extremo na Estacão Orquídea. Pouco depois, Charlotte revela que existe um poço perto da Orquídea e logo que esteve na ilha enquanto criança e que a mãe fizera parte da Dharma Initiative.

7. Locke tomba numa caverna, sob o local onde mais tarde será construída a Estacão Orquídea. Ferido, vê aproximar-se de si Christian Shephard, o pai de Jack, que o critica por ter deixado Bem feito rodar a roda, quando ele, o instruíra a ser ele próprio a fazê-lo. Seria Christian uma encarnação do monstro ou uma outra entidade? Tão antiga como Cerberus e da mesma origem… Instrui Locke para repor a roda no seu eixo e que não o pode ajudar, talvez por ser apenas uma visão no espirito de Locke ou um… Fantasma de eras passadas…

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 9 comentários

Lost S05E03 “Judhead”

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://z.about.com)

1. Quando o pequeno grupo de Miles, Charlotte e Daniel e de dois sobreviventes do voo 815 se aproxima do ponto de encontro com o grupo de Sawyer, os dois sobreviventes (eternamente sacrificáveis, em “Lost”) tocam em dois fios ligados a minas antipessoal e estas explodem causando a sua morte. As minas têm inscrições em inglês e parecem ser da década de 40-50. Sendo assim foram colocadas na Ilha por militares dos EUA e estes chegaram à através de cartografia e escolhendo-a para fazer detonar esse engenho nuclear… logo, ela constava na época (pelo menos) na cartografia! Um ponto curioso que certamente ainda será desenvolvido nesta temporada… Este passo resolve também um dos mistérios da Ilha que consistia na descoberta por Ana Lucia e Goodwin de uma faca militar dos EUA na Ilha (“The Other 48 Days”).

2. Os Outros que atacam o grupo de Miles, Charlotte e Daniel tem roupas de militares americanos. Os Outros da atualidade têm roupas contemporâneas, dos sobreviventes… Os Outros da década de 70, quando atacaram a Dharma, tinham uniformes da Dharma… Os Outros parecem não ter acesso a outro vestuário além daquele que roubam na própria Ilha. E contudo, Ben tem acesso (via Galata) ao mundo exterior. Porque não obtêm então aqui o seu vestuário? Será que os Outros se “materializam” na Ilha completamente nús, como Desmond no final da Temporada 1 e por isso se afanam a recolher toda a roupa que puderem nos grupos de sobreviventes que vão caindo na Ilha?

3. Quando Elly, a jovem que lidera o grupo de Outros afirma que aqui, no ribeiro, estão apenas cinco sobreviventes, e que na praia estavam 20, dá uma rara indicação do número atual de sobreviventes do Oceanic 815: 25 pessoas… A este ritmo não haverá personagens suficientes para esta 8 (a 5ª) e para a 6ª, que será concluída em Maio de 2010, como previsto?

4. Locke identifica a arma dos Outros como sendo uma “M1 Garand“, uma arma que foi usada no US Army entre 1936 e 1963. Portanto, a linha temporal desta cena é esta… E como mais tarde, se mencionam os testes nucleares americanos no Pacífico, provavelmente no âmbito da “Operation Castle“, que terminou em 1954, com seis testes nucleares, entre os quais os de uma bomba de hidrogénio como a que aparece neste episódio de “Lost”. O título do episódio “Jughead” vem aliás das bombas da série EC16 com esse mesmo nome de código, bombas criogénicas, desenvolvidas a partir do modelo “Mike” e das quais foram fabricadas apenas cinco unidades a partir de janeiro de 1954. Como o detonar do hidrogénio era mantido a muito baixas temperaturas (daí o “criogénico”) a temperatura de uma ilha tropical, como a de Lost, pode ter explicado porque no fim deste episódio vemos algo a sair da bomba e porque Faraday acha que esta deve ser enterrada (porque assim ficaria mais fria, porque menos exposta ao calor do sol)

5. Os Outros falam entre si usando o Latim. Assim de repente, penso em milhões de línguas “mortas” que poderiam ser usadas para efeitos de fala em código, desde a “linguagem dos i´s” (em que sou prolixo, já agora) ao navajo usado pelas comunicações militares norte-americanas na Guerra do Pacífico. O latim é também uma das piores escolhas possíveis, porque faz parte dos programas de ensino (opcionalmente) de muitos sistemas escolares, mesmo no grau secundário. E os produtores devem saber isso… Logo, não houve uma verdadeira escolha do “Latim” e este é falado porque… os primeiros Outros na Ilha era romanos. Naufragos, como os do “Black Rock”, do Balão, os do voo Oceanic 815, etc. Estes primeiros Outros, teriam recebido o influxo de outros naufrágos, convertidos (ou escolhidos, consoante for de facto a forma de recrutamento deles) e passado de geração em geração essa sua língua secreta ou “língua iluminada”, segundo as palavras de Juliet. Há também, nesta palavra a possível ligação à tradição secreta dos “Illuminati ” e as origens dos Outros, algo que não abordaremos mais sem novos indícios…

6. A estranha longevidade e juventude aparente de Richard Alpert é finalmente diretamente referida por um personagem da série. Juliet comenta a seu propósito que “Richard esteve sempre aqui” e quando Locke lhe pergunta qual é a sua idade, ela responde “velho”, o que manifestamente não corresponde ao seu aspecto físico. Logo, Juliet sabe aproximadamente a sua idade real e esta é muito superior ao normal. A minha intruição, desde o momento em que na temporarada 3 vi Alpert com a mesma idade física aparente na década de 60, aquando do ataque dos Outros à Dharma Initiative é que Alpert é eterno, pertencendo ao primeiro grupo de ocupantes da Ilha, talvez da mesma civilização que construiu as ruínas, o Templo e o monstro que o protege.

7. Quando Desmond procura em Oxford os registos da passagem de Daniel Faraday por esta conhecida universidade britânica, não os encontra. Isso não é explicado em lado algum no episódio, mas é evidente que foi Charles Widmore que os mandou apagar, já que na cena em que se vê Therese, a mulher onde Faraday fez experiências de deslocação no tempo se compreende que é ele que paga as suas despesas.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | Deixe um comentário

Lost S05E04 “The Little Prince”

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://img2.timeinc.net)

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://img2.timeinc.net)

Este episódio, no que concerne aos fascinantes “mistérios” de Lost é talvez dos mais pobres jamais emitidos… Ainda assim merece quatro pequenas notas:

1. Uma das canoas que o grupo de Miles, Daniel e outros encontram numa das canoas no acampamento abandonado dos sobreviventes do Oceanic 815 tem indicio do nome “Ajira Airways”… A companhia aérea de que se falará mais no episódio seis desta temporada e que Juliet reconhece como sendo uma companhia aérea indiana.

2. O nome na carrinha que Bem conduz com o corpo de Locke tem o nome da empresa “Canton Rainier”, um anagrama de Reincarnation”, um tema que já foi aludido varias vezes no enredo de “Lost” e que poderá ser uma dica à forma como Locke vai regressar à Ilha.

3. O nome do episódio “Le Petit Prince” é uma alusão ao livro de Antoine de Saint-Exupéry com o mesmo nome. Um autor francês, aviador (vários aviões despenharam-se na Ilha ao longo da sua História) que começa precisamente pela descrição autobiográfica da queda do seu avião no Sahara e o seu encontro com o “pequeno príncipe”, loiro e de idade semelhante a Aaron.

4. Quando Danielle salva Jin, e este, pouco depois desaparece num dos clarões de luz associados às viagens no tempo, porque é que depois, na primeira temporada Danielle não dá mostras de reconhecer Jin? Será um simples erro de continuidade ou as viagens no tempo provocarão alguma espécie de amnésia naqueles que as testemunham?

Categories: LOST (Perdidos) | Deixe um comentário

Lost S05S02 “The Lie”

O segundo episódio da quinta temporada de “Lost” (Perdidos) recebeu o título “The Lie” (“A mentira”). Como o episódio anterior, e provavelmente, toda esta 5ª temporada a ação decorre em torno da tentativa do grupo dos “Oceanic Six” de regressarem à Ilha e sobre as peripécias que o grupo que permanece na Ilha sofre durante as suas deslocações temporais.

1. Quando no navio de Penny, o “Searcher” os “Oceanic Six” debatem se devem contar ao mundo o que encontraram na Ilha, Jack propõe que mintam. Todos parecem concordar, com excepção de Hurley, que se opõe, mas acaba por fim por concordar com a decisão do grupo. Esta mentira é um pecado à luz de muitas religiões, e a relativa facilidade com que Jack a sugere, assim como a relutância de Hurley, indicam que Jack tem um “registo kármico” sujo, Hurley, terá menos, mas como cede, acaba por revelar o mesmo tipo de sujidade que… os “Outros” conseguem detectar de alguma forma, razão pela qual os dois (e todos os demais sobreviventes que ficaram na praia, de facto) não foram recolhidos pelos “Outros” no seu primeiro raid ao grupo de sobreviventes.

2. Quando ocorre a deslocação temporal, Juliet sugere que “tudo o que estava com eles, movimenta-se junto deles”, explicando assim o facto do barco pneumático continuar junto dos sobreviventes, apesar de as bancadas com mantimentos Dharma, as tendas e demais construções terem desaparecido. A minha tese inicial (desde a 1ª Temporada) é de que as deslocações no Espaço-Tempo resultam de deformações na malha espácio-temporal provocadas pelos intensos campos gravitacionais de um ou de vários singularidades gravitacionais, contudo, o fluxo do enredo parece apontar mais para viagens no tempo em que apenas o corpo do sujeito viaja. Desmond, depois de carregar no botão de emergência da Cisne, materializa-se fora dela, completamente nu. Bem, quando viaja para o deserto tunisino, leva consigo a roupa. Agora, todos os sobreviventes viajam, sem que se perceba muito bem porquê… Porque não viajam também os Outros?

3. Charlotte queixa-se a Daniel de uma dor de cabeça persistente, o físico reage como se conhecesse a natureza desses sintomas, e sendo assim, esse conhecimento só pode resultar das suas anteriores experiências com coelhos em Oxford… Charlotte sofre das mesmas deslocações temporais que os coelhos e parece sofrer com os sintomas que alguns deles antes exprimiram.

4. Quando Sawyer e Juliet atravessam a floresta encontram um grupo que se percebe depois serem de Outros, que lhes perguntam: “O que fazem na nossa ilha?”. Estes Outros estão vestidos como soldados americanos da década de 50 o que é uma alusão ao equipamento militar dos EUA que os sobreviventes encontram na ilha na Temporada 3. A questão é se os Outros na Temporada 4 vestem as roupas da Dharma Initiative e se na década de 50 (Temporada 5) então… Como serão as suas roupas verdadeiras, ou… Será que não as têm de todo, tendo-se materializado nus, na Ilha, como Desmond no final da primeira Temporada?

5. Locke acaba por salvar Sawyer e Juliet quando mata um dos Outros, um tal de Mattingly… Mas Locke não era o líder dos Outros? No fim da cena, Locke observa como a carabina Garand parece nova, o que nos coloca na mesma linha temporal dos uniformes, ou seja, em meados da década de 50.

6. Quando num quarto de hotel Bem diz a Jack que deitou fora os comprimidos em que este se viciara, confessa-lhe que deve juntar numa mala tudo aquilo a que preza na vida, porque nunca mais verá o mundo… Ou seja, Jack está a regressar à Ilha para nunca mais voltar, é o que admite Bem neste ponto. Mais adiante, quando diz ao médico que tem que colocar o corpo de Locke num local seguro deixa no ar a possibilidade deste não estar realmente morto ao iludir a resposta à pergunta e Jack.

7. Quando Ben entra num talho para deixar aqui o caixão de Locke e pergunta por Gabriel e Jeffrey demonstrando que os Outros têm uma rede de apoio a funcionar no mundo exterior. Jill, que parece ser a chefe (mas abaixo de Ben) deste grupo declara-lhe que “tudo está dentro do prazo”. Trata-se do regresso à Ilha, obviamente… E por via marítima, num novo submarino, já que o anterior foi destruído por Locke (o Galata). Uma outra célula (ou a mesma) de Outros no mundo exterior é mostrada numa sala com computadores algo ultrapassados (década de 80) e onde alguém escreve equações num quadro de ardósia. A sala tem um pêndulo de Foucault como aquele que serve de mote ao romance mais conhecido de Umberto Eco. Curiosamente, o romance trata da desmistificação de uma serie de teorias históricas ou pseudo-históricas. O pêndulo é também uma prova da rotação do globo e por isso mesmo acaba sempre rodando para a mesma direção. Será que então uma forma de dizer que a Ilha se materializa em locais ligados com a rotação terrestre, isto é, sempre no mesmo meridiano? A ter em contas as estrelas traçadas no mapa, não parece… A sala tem também pelo menos um grande gerador electromagnético. O objectivo de todo este aparato é o de determinar os locais onde a Ilha se pode materializar, que aparecem como estrelas num mapa do Pacifico num écran de computador. Nesta sala, o que os Outros fazem é determinar onde e quando a Ilha vai aparecer, de forma a podem levar Linus e o grupo dos Seis de volta para a Ilha. Curiosamente, uma das estrelas esta situada em pleno Triângulo das Bermudas… O computador exige o logotipo da Dharma e as palavras “Janela de evento determinada”. Sendo um computador usado pelos outros mas com o logotipo da Dharma deverá ser um que foi tirado da ilha, correndo ainda o mesmo software da Dharma, o que explica o seu aspecto vetusto. Bem longe do Pacifico, portanto, mas deixando assim uma explicação possível para os misteriosos desaparecimentos que ocorrem historicamente neste local.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | Deixe um comentário

Lost S05E01 “Because you left”

O primeiro episódio da temporada 5 da série “Lost” (Perdidos) que temos seguido por aqui com a máxima atenção foi emitido no canal norte-americano ABC a 21 de janeiro de 2009. Ignoramos quando passará em canal aberto (RTP) em Portugal ou na televisão por cabo, mas iremos aguardar ansiosamente por esse momento… O primeiro episódio confirma o mote que os produtores tinham declarado no interregno de emissões que iria nortear esta temporada: o grupo de sobreviventes do voo Oceanic que conseguira deixar a Ilha irá tentar regressar a ela. E todo o enredo vai girar em volta disso mesmo. Na Ilha, a ação vai ocorrer dentro da mesma linha temporal e reflectirá várias deslocações temporais, um efeito secundário da deslocação desencadeada por Ben no último episódio da temporada 4.

1. Logo numa das primeiras cenas, Pierre Chang coloca um disco no prato e este salta fora da faixa, esta é uma alusão clara ao próprio estado da Ilha, que salta de faixa em faixa a sua agulha. Cada faixa é uma linha temporal e a agulha são os sobreviventes. A causa destas oscilações é (nas palavras de Linus e de Richard Alpert) a saída dos sobreviventes da Ilha, já que estavam fora do raio de acção do mecanismo da roda quando esta mudou a Ilha de local.

2. Quando o chefe de obra no túnel da Estação Orchid mostra a Chang (que parece ser o líder local da Dharma Initiative, o que é novidade) um mapa de sonar daquilo que está para além da parede de rocha que estão a tentar penetrar o desenho na folha expõe a mesma câmara em que esteve Ben, no final da Temporada 4 e uma parte da roda que acciona o mecanismo que fez a Ilha mudar de coordenadas Espaço-Tempo. O trabalhador da broca está caído – desmaiado e sangrando do nariz… como Desmond, quando se movia dum lado para o outro, na sua linha temporal. O foco desta energia que produz estas viagens está na câmara, por detrás da parede rochosa e é controlado pela roda. Esta energia era domada pela antiga civilização que vivia na Ilha (Mu?), como ilustram os hieróglifos da porta da sala de controlo do “Monstro de Fumo”, na cave da casa de Ben, os hieróglifos do contador da Estação Cisne e os hieróglifos na própria “Sala da Roda”. É esta energia (de carácter ou capaz de produzir efeitos secundários, magnéticos) que Michael Faraday investigava no seu sótão em Oxford, levando as mentes de coelhos para trás e para a frente no Tempo. Um dos efeitos secundários negativos destas viagens da mente (o Sujeito na teoria einsteiniana da Relatividade Geral) era a perda de sangue pelo nariz, a loucura e, enfim, a morte… Estas viagens são possibilitadas pela energia que Chang admite estar do outro lado da parede de rocha “suficiente para tornar as viagens no tempo e no espaço possíveis”. Ao sair, aparece Daniel Faraday vestido como um operário da Dharma… Em plena viagem temporal.

Como pequena nota, quando Pierre Chang se prepara para filmar aparece uma cabeça de alienígena numa prateleira… Será que os ETs ainda vão aparecer em Lost? Como embuste de um filme de orientação Dharma, claro, porque os produtores já deixaram claro que nada na Ilha teria uma explicação ligada a “homens verdes”…

3. A evidencia de que os sobreviventes se deslocaram no tempo, enquanto que a Ilha se movia no espaço torna-se clara quando os sobreviventes constatam que o seu acampamento desapareceu “porque ainda não foi construído” nas palavras de Faraday. Já que o grupo do pneumático estava nos confins do raio de acção da deslocação, teriam sofrido menos efeitos do que se estivessem na Ilha, e assim teriam viajado no Tempo, mas não de forma sólida, já que parecem oscilar de era em era, inconstantemente.

4. Depois de Ethan ter atirado sobre Locke, este vê a luz branca que prenuncia nova deslocação no tempo. Ora Ethan não dá sinais de a ver, o quer dizer que esta só é visível a quem se desloca dentro da “bolha de energia” gerada pela roda de Bem. No final da temporada 4.

5. Quando o grupo de Sawyer está junto dos destroços da impulsão da Estacão Cisne, Sawyer pergunta a Faraday porque não alteram o passado e este responde que o passado é como um fio que podemos percorrer de trás para a frente e da frente para trás, mas que nunca podemos criar um novo fio. Isto não está conforme à visão de alguns físicos quânticos que defendem precisamente a geração de números infinitos de universos paralelos… Nem com a acção de Locke que mata um Outro com a sua faca, sem ter em conta as consequências no futuro desse gesto.

6. Num dos saltos temporais, Locke encontra Richard Alpert que lhe tira a bala da perna e lhe diz que a única forma de salvar a Ilha (sempre a única preocupação dos Outros) é fazer regressar o grupo que saiu dela e que para isso, Locke terá que morrer… Salvar a Ilha dos saltos no tempo, aparentemente, mas não é claro em que é que isso a ameaça. Talvez agora que não existe o mecanismo de dissipação de sobrecarga que estava na Estacão Cisne a energia da roda esteja descontrolada. E que os sobreviventes tenham alguma forma de recuperar o processo. Talvez viajando no passado (só eles, não os Outros o podem fazer) e fazer algo na Cisne que trave essa deriva da Ilha?

7. Quando Faraday diz que Desmond não tem aplicadas a si as mesmas regras dos outros, é porque ele não é nem um sobrevivente, nem um Outro. Não faz parte da primeira linha temporal (dos Outros) nem da segunda (dos Sobreviventes). O papel do Sujeito nestas viagens parece ser muito importante.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 4 comentários

LOST (“Perdidos”) – Season 5 regressa já em 21 de janeiro!

A cadeia televisiva ABC confirmou numa nota de imprensa que a “season 5” da série “Lost” (Perdidos) iria regressar à antena no próximo dia 21 de janeiro.

A 5a temporada será dividida em 17 episódios, cada um com uma hora de duração. A emissão será produzida na cadeia norte-americana ABC e CTV, no Canadá.

O enredo dará continuidade às aventuras dos sobreviventes do voo Oceanic 815, agora já divididos em dois grupos: o grupo dos saíram da Ilha e o grupo daqueles que ficaram para trás. Segundo o produtor e autor Damon Lindelof, a temporada 5 girará em torno das tentativas do grupo que saiu da Ilha regressar à mesma. O retorno da série será um episódio longo de três horas em duas serão um resumo das temporadas anteriores e a terceira a introdução da nova temporada.

No Reino Unido sabe-se que a série será emitida em 25 de janeiro na Sky One… Em Portugal… Ainda não se faz a mínima ideia. Humpf.

Sabe-se já que Jin não vai figurar no elenco da nova temporada, embora alguns rumores indiquem que sobreviveu à explosão do cargueiro, mas que regressará na sexta temporada. O mesmo acontecerá com Claire.

Sabe-se que vão regressar nesta temporada o Outro Richard Alpert, o pai de Hurley, o cientista da Dharma Initiative Pierre Chang, o capitão do cargueiro, Mattew Abaddon. O milionário Charles Widmore continuará a ter um papel determinante no enredo e Christian Shephard, o pai de Jack vai reaparecer. Curiosamente, uma das personagens mais fortes de “Lost”, a antiga polícia, Ana Lúcia Cortez, morta num episódio anterior e Danielle Rousseau, que teria sofrido o mesmo destino, também iria regressar nesta temporada, provavelmente em flashbacks. Os produtores também já disseram que Vicent, o cão, iria reaparecer e que permaneceria até à última temporada.

A técnica de introduzir repetidos flashbacks e flashforwards das anteriores temporadas será substituída – segundo Damon Lindelof – por sequências dentro e fora da Ilha.

As duas previews da 5a temporada de “Lost” referem-se ao primeiro episódio intitulado “Because You Left” e mostram Kate e Aaron correndo depois de lhes ter sido ordenado que se submetessem a um teste sanguíneo. A outra preview mostra Jack e Bem preparando-se para trazer de volta para a Ilha, o pequeno grupo de sobreviventes que a abandonou, ou seja, o principal desta temporada.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Lost_%28season_5
http://www.abcmedianet.com/assets/pr%5Chtml/050707_01.html
http://lostpedia.wikia.com/wiki/ABC
http://www.cinemablend.com/television/Lost-Executive-Producers-Actually-Answer-Some-Questions-13781.html

Categories: LOST (Perdidos) | Deixe um comentário

Lost (“Perdidos”): S0406 “The Other Woman”; comentários

1. Quando Juliet está a chorar devido a perda de uma paciente (Henrietta), Goodwin entra e Juliet trata a queimadura que este diz ter feito no seu lugar de trabalho, na “Central Eléctrica”. Depois de tratado, Juliet diz-lhe que irá guardar segredo sobre a natureza química (e não eléctrica) da queimadura de Goodwin… A energia eléctrica parece ser uma constante na Ilha, algo que é estranho se tivermos em conta que se trata de uma Ilha remota, situada algures a sul das Fiji, no Pacífico Sul. Todas as Estações Dharma têm electricidade. a “Cidade dos Outros” (as “Barracas” do mapa) também… E a própria cerca sónica que rodeia as instalações onde agora vive o grupo de Locke também tem que ser alimentada…

(Video da “Cerca Sónica” que rodeia a “Cidade dos Outros”)

Aparentemente, todas estas instalações estão ligadas entre si, a uma mesma rede eléctrica cujo coração estará nesta “Central Eléctrica” de Goodwin, a qual datará do tempo da Dharma Initiative e que deve ser idêntica à chamada “Dharmanet”, a Intranet da Ilha que permitiu que Michael recebesse na Estação Cisne mensagens do seu filho Walt e que possibilitava a monitorização de todas as Estações da Ilha a partir da “Estação Pérola”.

Mais tarde, conversando com Juliet, Goodwin afirma que trabalha com químicos que poderia matar todos os homens, mulheres e crianças na Ilha. Seria este mesmo gás que Ben usou para aniquilar todos os membros na Dharma Initiative na “Guerra” a que Mikhail alude na Temporada 3?

2. O diploma de Psicologa que Harper tem no seu gabinete tem o logotipo da “Hanso Foundation“, a extinta fundação que parece estar na base da expedição à Ilha da “Dharma Initiative”

Será que Harper é assim um anterior membro da “Dharma Initiative” convertida por Ben em “Outra”? Ou será que tomou apenas a casa e a função da anterior proprietária da casa?

3. O problema da infertilidade dos Outros na Ilha, e a importância da sua resolução para Ben regressa neste episódio neste mesmo flashback mencionado no ponto 1. E aqui Juliet diz que algo se passa com o sistema imunitário das mães que aos três meses de gravidez os faz provocar a morte dos fetos… e das mães, aparentemente. Com excepção de Aaron, ao que parece.

3. O tipo de predominância e domínio absoluto que Ben parece deter sobre o grupo dos Outros é especialmente evidente no momento em que a psicóloga do grupo, Harper confronta Juliet com a evidência da sua relação com o seu marido Goodwin. Aqui ela exprime preocupação- fundada – quanto ao que Ben poderá fazer ao seu marido… Existe portanto uma relação de medo, e é sobre este temor que Ben faz assentar o seu controlo incontestado sobre os “Outros”. Eventualmente, os receios de Harper justificam-se já que Ben acaba por levar Goodwin à morte, como sabemos…

4. Harper diz que Ben se sente romaticamente atraído para Juliet, porque esta é “muito parecida com Ela”… Ora da Temporada 3 sabemos que a única relação afectiva de Ben foi quando adolescente, na cidade dos Outros, então ocupada ainda pela Dharma e por uma adolescente com a sua idade… Seria esta a “Ela” a que Harper se refere?

5. Quando Juliet está na selva procurando Daniel e Charlotte que tinha abandonado o acampamento, depara-se com um dos fenómenos mais intrigantes da Ilha: as Vozes… Estas, estão geralmente associadas a aparições do “Monstro de Fumo”, que nós já consideramos ser nanomáquinas (uma tese que entretanto os produtores já afastaram). Pouco depois, aparece Harper, encharcada como nas visões de Walt e aparecendo subitamente, como que materializando-se. Harper diz que tem uma mensagem de Ben (prisioneiro de Locke, note-se) e que tem que a avisar de que Daniel e Charlotte estão a caminho da “Estação Tempestade”, e que Juliet tem que os travar, a tiro. Se lá chegaram vão libertar o gás letal, e todos na Ilha irão morrer. Juliet admite a Jack, que aparece entretanto, que essa Estação é uma “central eléctrica”, confirmando a ligação entre o “gás letal” e a “central eléctrica” que estabelecemos no ponto 1. Se “Harper” era de facto uma manifestação do Monstro… Então não teria havido contacto com Ben, como parece plausível (Ben não conseguiu contactar os Outros quando estava detido na Cisne, então como o conseguiria agora?) e assim, seria o Monstro a manifestar em defesa da vida dos sobreviventes na Ilha…

Juliet arrives at the Tempest
(A porta blindada e hermética da “Estação Tempestade”)
Juliet at the Tempest
(Juliete com o logotipo da Dharma da “Estação Tempestade”)

Warning sign on the Tempest computer
(Diagrama do computador que controla o tanque de gás letal da “Tempestade”)

Tempest interior
(Computadores da década de 80 da “Estação Tempestade” (os terminais da “Cisne” eram da década de 70) que foram filmadas em bunkers da Segunda Grande Guerra no Hawaii)
(imagens obtidas em Lost…Stuff e na LostPedia)

6. No nosso comentário do episódio Lost S405, aludi à possibilidade do organizador da missão do cargueiro – chefiada por Naomi – ser Charles Widmore, que se mostrara tão empenhado em adquirir o diário de bordo do negreiro “Black Rock” que poderia oferecer indicações para encontrar a Ilha. Ben deixa aqui bem claro que é Widmore quem está por detrás desta missão e que a procura por causa das “curas milagrosas” que se registam na Ilha, como as remissões de tumores ou a própria cura de Locke, que chegará à Ilha de cadeira de rodas e agora se movimenta livremente por todo o lado. Esse é o “motor” de Widmore e é também por causa dessa demanda que a sua filha Penny, encontrou o rasto de Desmond e procura também a localização da Ilha.

7. Juliet na “Estação Tempestade” encontra Daniel dando comandos num termina Dharmanet e quando o confronta este diz que está a tentar travar a libertação de gás letal que matará todos os seres humanos na Ilha.

Comandos que Daniel dá na consola do computador da “Estação Tempestade”:

>:set valve 21B = close
V21B NOT RESPONDING

>:BC22 reset
BC22 RESETTING ..... RESET COMPLETE

>:set valve 21B = off
VALVE 21B REPORTS CLOSED
MASTER CAUTION AND WARNING!
CROSS FEED ASS 16 OVERPRESSURE ALERT!

>:set vent C = open
VENTC REPORTS OPEN
MASTER CAUTION AND WARNING!
CROSS FEED ASS 16 OVERPRESSURE ALERT!

>:master caution reset
MASTER CAUTION RESET

>:telnet tmpst4
CONNECTION REFUSED
MASTER CAUTION AND WARNING!
NEW ALARM
TES/31 VAPOR PRESSURE 81%

>:set n-p/hgd tank cooling = MAX
FMNT TANK COOLING = MAX
MASTER CAUTION AND WARNING!
NEW ALARM
TANKS 1, 2, 3, 4 INTEGRITY FAILURE.
EVACUATE NON-ESSENTIAL PERSONNEL.
CONTAINMENT BREACH IMMINENT!
EVACUATE NON-ESSENTIAL PERSONNEL.
MASTER CAUTION AND WARNING!
NEW ALARM
TES3/31 VAPOR PRESSURE 100%
CONTAINMENT BREACH IMMINENT!
EVACUATE NON-ESSENTIAL PERSONNEL.

>:set valve BC22 = open
VALVE NOT RESPONDING
MASTER CAUTION AND WARNING!
CONTAINMENT BREACH IMMINENT!
EVACUATE NON-ESSENTIAL PERSONNEL.

>:set valve BC
>:set valve BC22 = open
VALVE BC22 REPORTS OPEN

>:master caution reset
MASTER CAUTION RESET
NO CURRENT ALARMS
SYSTEM PRESSURE WITHIN NORM PARAM
TANK INTEGRITY TEST REPORT SECURE

Pelo meio... Note-se o comando:
>:telnet tmpst4

E o resultado do dito “Connection refused”… Uma tentativa para aceder a um regulador “tmp” de temperatura da Estação “st” (em que 4, é o número da Estação na rede de Estações da Dharma).

O nome da Estação pode estar ligado à peça de teatro de Shakespeare, com o nome “A Tempestade” onde o feiticeiro Prospero encontram uma Ilha com propriedades misteriosas… Prospero convoca uma tempestade, a qual provoca o naufrágio de um navio que transporta os seus inimigos. Prospero… Poderá ser Ben, com a sua estranha “intensidade” e inteligência que parece tudo e todos dominar, mesmo quando está detido. A “Ilha deserta” será a Ilha (“Though this island seem to be desert” (…) “… O navio que Prospero faz cair… O avião do Oceanic 815. A peça tem também um Monstro, de nome “Caliban” (“A most poor credulous monster!—Well drawn, monster, in good sooth! CALIBAN. I’ll show thee every fertile inch o’ the island“).

(Video do Monstro a matar Eko)

Este episódio permite esclarecer um dos maiores mistérios de Lost. Qual é a fonte da energia eléctrica que parece ubíqua e abundante em todo o lado? Como mencionei ainda na primeira Temporada, suspeitava que a alimentação da Estação Cisne vinha de uma central geotérmica, cravada sob a Estação. Agora parece claro que não. A Ilha é vulcânica (o mapa AQUI mencionado apresenta a já conhecida cratera de um vulcão extinto) e no Hawaii, os EUA mantêm já uma Estação Geotérmica em actividade onde em 1991 ocorreu um acidente que levou à libertação de sulfito de hidrogénio de um poço perfurado para uma dessa centrais. Em resposta um Tribunal forçou o governo a parar com o investimento em estações geotermais no Hawaii até se determinar completamente o impacto dessa actividade. Este gás é altamente tóxico em concentrações e elevadas e, naturalmente, ocorre precisamente em…: “Na indústria do petróleo as principais fontes de exposição são: Perfuração e produção: poços de gás e óleo.” Ou seja, é um subproduto da perfuração geotermal que alimenta a Central de Goodwin, e os tanques onde é mantido sob pressão são aqueles que Daniel tenta desesperadamente conter… E pode tammbém provocar queimaduras como a que Goodwin exibia no braço (ver AQUI).

O acidente do Hawaii de 1991 foi aliás com válvulas, como se lê aqui: “The mechanism designed to contain the geothermal fluid failed. It is believed that the operator of the drill rig, surprised by the steam, dropped an instrument holding the drill bit into the well, where it became stuck in the well-head assembly. When the valves designed to prevent blowouts closed, they left gaps for the steam to get through. The valves are designed to close around a circular piece of pipe.

A energia gerada por esta central no Hawaii era de 10 megawatts, e a central geotérmica dos Açores, gera 3 MW, valores mais do que razoáveis para alimentar as modestas necessidades das instalações construídas pela Dharma na Ilha…

(Central Geotérmica da Ribeira Grande)

Estas centrais são relativamente seguras:
“We assess several of the important health and environmental risks associated with a reference geothermal industry that produces 21,000 MWe for 30 y (equivalent to 20 x 10{sup 18} J). The analyses of health effects focus on the risks associated with exposure to hydrogen sulfide, particulate sulfate, benzene, mercury, and radon in air and arsenic in food. Results indicate that emissions of hydrogen sulfide are likely to cause odor-related problems in 29 of 51 geothermal resources areas, assuming that no pollution controls are employed. Our best estimates and ranges of uncertainty for the health risks of chronic population exposures to atmospheric pollutants are as follows (risks expressed per 10{sup 18} J of electricity): particulate sulfate, 44 premature deaths (uncertainty range of 0 to 360); benzene, 0.15 leukemias (range of 0 to 0.51); elemental mercury, 14 muscle tremors (range of 0 to 39); and radon, 0.68 lung cancers (range of 0 to 1.8). The ultimate risk of fatal skin cancers as the result of the transfer of waste arsenic to the general population over geologic time ({approx} 100,000 y) was calculated as 41 per 10{sup 18} J. We based our estimates of occupational health effects on rates of accidental deaths together with data on occupational diseases and injuries in surrogate industries. According to our best estimates, there would be 8 accidental deaths per 10{sup 18} J of electricity, 300 cases of occupational diseases per 10{sup 18} J, and 3400 occupational injuries per 10{sup 18}J. The analysis of the effects of noncondensing gases on vegetation showed that ambient concentrations of hydrogen sulfide and carbon dioxide are more likely to enhance rather than inhibit the growth of plants. We also studied the possible consequences of accidental releases of geothermal fluids and concluded that probably less than 5 ha of land would be affected by such releases during the production of 20 x 10{sup 18} J of electricity. Boron emitted from cooling towers in the Imperial Valley was identified as a potential source of crop damage. Our analyses, however, showed that such damage is unlikely. Finally, we examined the nonpollutant effects of land subsidence and induced seismicity. Land subsidence is possible around some facilities, but surface-related damage is not expected to be great. Induced seismic events that have occurred to date at geothermal resource areas have been nondestructive. It is not possible to predict accurately the risk of potentially destructive events, and more research is needed in this area.”
http://www.osti.gov/energycitations/product.biblio.jsp?osti_id=890955

Mas a memória deste acidente (e de outros semelhantes) de 1991 pode ter dado origem à inspiração dos produtores para estabelecerem esta ligação entre a Estação Eléctrica Geotermal e o “gás letal” cuja utilização por Ben e pelos Outros foi exposta na Temporada 3.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: , | 14 comentários

Lost (“Perdidos”) S04E02 “Confirmed Dead”

Este episódio é aquele em que as suspeitas quanto às boas intenções da expedição do cargueiro começam a ser genericamente questionadas pelo grupo dos sobreviventes do Oceanic 815.

1. Quando os dois ROVs são mostrados sob água, procurando os restos do voo Oceanic 815, um dos técnicos comenta para o outro sobre “as coordenadas que tirámos do mapa daquele tipo”. Por isso, seguem um dado mapa, fornecido por alguém… Uma vez que esse alguém não foi ninguém dos Outros (que tudo fazem para ocultar a existência da Ilha ao mundo exterior) e que nenhum sobrevivente do voo Oceanic 815 conseguiu deixar a Ilha, com excepção de Michael, que será o último interessado em revelar o local dos seus crimes… Resta Widmore, o pai de Penelope como o potencial fornecedor do dito mapa com as ditas coordenadas.

2. Um dos operadores dos ROVs menciona também a existência de “anomalias magnéticas” ao dizer que o “magnetometro está a detectar uma série de anomalias” e sugere que este terá que ser recalibrado. Sabemos que na Ilha, este tipo de anomalias são comuns, como a parede de cimento da Estação Cisne, o Incidente da Cisne, a bússola de Sayid, etc., e se estas ocorrem nas proximidades dos destroços do 815, significa isto que estes se encontram perto da Ilha ou que a Ilha, se consegue deslocar no Espaço-Tempo (como sugerido pelo despenhamento do avião de Eko na Temporada 2) e que já esteve perto deste local?

3. Os ROVs encontram por fim, os restos do voo 815 da Oceanic. Com cadáveres no seu interior, nomeadamente o piloto que morre na praia logo no primeiro episódio da Temporada 1 da série… Logo… Que piloto é aquele? Fica imediatamente claro que este “voo 815” é montagem feita por alguém, no cumprimento de propósitos ainda desconhecidos. Os destroços teriam sido encontrados perto de Bali, na Indonésia, e haveria a confirmação de que “todos os passageiros teriam falecido”. Estas imagens televisivas são vistas por Daniel Faraday que fica muito perturbado ao vê-las, ainda que admita “não saber porquê”. Faraday é talvez um dos nomes de personagens mais interessantes de toda a série… É que houve efetivamente um físico e químico inglês, de nome Michael Faraday que se dedicou a estudar o… electromagnetismo, um dos fenómenos dominantes no enredo de Lost, sendo a Ilha abundante em diversas manifestações de “anomalias magnéticas”, indicadas no ponto anterior.

4. Outro dos novos personagens introduzidos pela 4ª Temporada é aqui introduzido: Miles, o medium. Este, com o auxílio aparente de uma máquina, contacta com o espírito do neto da locatária da habitação. A veracidade deste contacto é evidente, e isto introduz na série um novo e muito relevante elemento: o sobrenatural, ou melhor dizendo a capacidade dos vivos contactarem com os mortos. Será que teremos daqui em diante mais exemplos de contactos com os mortos? Na Ilha, por exemplo? Será que alguns dos fenómenos ainda não completamente explicados poderão ter a sua explicação neste domínio, ou seja, serão os “murmúrios”, vozes de fantasmas de antigos sobreviventes? (apostaria que sim, que eram), esperemos é que o “monstro de fumo” não vá pela mesma explicação, confesso que seria uma explicação demasiado fácil e uma grande desilusão…

5. Outro novo personagem, Charlotte, aparece em Medenine, na Tunísia, o local de uma famosa batalha da Segunda Grande Guerra onde pela primeira vez forças americanas “verdes” enfrentaram os experimentados soldados alemães do Afrika Korps. Charlotte participa de trabalhos arqueológicos no Saara que expõem os ossos de um urso polar com um colar com o logotipo da Estação Hydra. Há então um “wormhole” entre o deserto tunisino e a Ilha, ou… Será que esta se consegue materializar em pleno deserto do Saara?

6. Aparece mais um novo personagem, Lapidus, que vê na televisão a reportagem da descoberta dos supostos restos do 815. Lapidus que conhecia o piloto, telefona para a televisão e declara que aquele cadáver não podia ser o do piloto, porque este usava um anel de noivado e este não aparece nas imagens. Se havia ainda dúvidas quanto a este não ser o verdadeiro 815… estas ficam aqui desfeitas. A hipótese não seria assim tão absurda, porque desde a primeira temporada que alguns lançavam a hipótese de que tudo na Ilha se passava de facto no Purgatório, e que tudo aqui seria uma “prova” a que os Sobreviventes, mortos, teriam que vencer para ganhar o Paraíso ou merecer o Inferno. Contudo, esta aparição de um falso voo 815 vem resolver essa dúvida, dando a certeza (indiretamente) que os sobreviventes do voo, na Ilha, estão de facto, vivos…

7. Após Lapidus , surge mais um novo personagem, Naomi. Esta confronta o seu recrutador, Abaddon, que parece trabalhar para Charles Widmore, com o perigo da expedição para a Ilha. Naomi revela neste episódio o carácter essencialmente “militar” da operação, já que critica Abaddon por este não ter seleccionado pessoas “com experiência militar”. Algo que ela, aparentemente, tinha. Naomi passa então em lista as características daqueles que – não sendo “militares” – mais a preocupam: Miles, um “caçador de fantasmas”, Charlotte, uma antropóloga, Daniel, um intelectual e Frank Lapidus, um bêbado. Não é certa a nacionalidade de Naomi, mas num dado momento, ela parece exprimir-se em português do Brasil… Será então uma mercenária brasileira trabalhando nos EUA…

8. Quando o pequeno grupo de Daniel, Jack e Kate seguem o sinal do telemóvel, encontram uma caixa de metal e, dentro dela máscaras de gás e logotipos de “perigo biológico”, uma reminiscência dos sinais de “quarentena” que existiam nas escotilhas interiores da Estação Cisne (1ª Temporada)… A ideia que ficou é que se trataria de um embuste, criado para afastar as pessoas da Ilha, mas não nos esqueçamos que a expedição francesa de Danielle parece ter perecido precisamente por um qualquer tipo de “loucura colectiva” induzida por um elemento biológico, entretanto adormecido, pelo que a hipótese de haver alguma atividade deste teor na Ilha, permanece e logo, as precauções reveladas pelo grupo do cargueiro são perfeitamente razoáveis. De qualquer forma, note-se que nenhum deles usa máscara enquanto permanece na Ilha e a própria expressão de Daniel Faraday indica que não dá grande crédito a essa possibilidade de haver na Ilha um “perigo biológico” indeterminado.

9. Locke e Hurley parecem procurar a cabana de Jacob em diferentes locais… Locke tinha encontrado a dita, quando até ela fora guiado por Walt, numa claríssima materialiação do “monstro de fumo”, mas agora, que a procura de novo, não a consegue encontrar… Sinal de que o local da cabana se moveu e que existem no interior da própria Ilha os fenómenos de “deslocação espácio-temporal” indicados em comentário anterior. Neste caso, parece ser uma forma de camuflagem para um local que parece ser muito importante para o enredo, neste caso, o local de “residência” de Jacob, um personagem muito furtivo que comanda Ben e que parece agir como uma espécie de “defensor supremo” da Ilha e da sua integridade e recolhimento do mundo exterior.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 7 comentários

Lost S04E13 e E14: “There’s no place like home” [Spoilers]

O episódio “There’s no place like home”, é o final da 4ªa temporada de Lost e vai inaugurar uma fórmula que de acordo com os produtores será repetida nas duas próximas (e últimas) temporadas da série: grupos de 17 episódios, cada um dos quais com finais duplas de duas horas cada, em que cada final é antecida por uma primeira parte, de uma hora, mas com o mesmo título e tema do final.

1. Pouco antes do ataque dos Outros ao grupo de Keamy, junto ao helicóptero, ouve-se um dos fenómenos que na Ilha estão associados à morte e ao Monstro: os múrmurios… E de facto, pouco depois, vários mercenários perdem a vida. Estes murmúrios serão daqueles que já faleceram na Ilha, nomeadamente dos antigos membros da Dharma Initiative? A presença e as capacidades reveladas por Miles indicam que a vida depois da morte tem um papel no enredo de Lost (maior do que eu gostaria, talvez…) e aqui encontramos mais uma prova da correção desta interpretação.

2. Durante o ataque aos mercenários, um é posto fora de combate com um Taser… Ora sendo esta uma arma não-letal e não surgindo indicações posteriores da morte deste soldado profissional, isso quer dizer que ele vai regressar no começo da 5ª temporada?

3. Charlotte diz a Daniel que não vai deixar a Ilha porque passou “toda a sua vida a tentar regressar” e diz que “foi aqui que nasceu”. Tendo em conta a sua idade, terá assim nascido aqui, de uma família que trabalhava na Dharma, como o pai de Ben, e partido antes do massacre dos Outros? Assim parece, e assim se explica como apareceu no primeiro episódio desta temporada escavando (é antropóloga) ursos polares com o logotipo da Dharma, no deserto da Tunísia…

4. No vídeo de “orientação” da Estação Orquídea, o Dr. Edgar Hallifax, ou seja, o mesmo oriental que já surgira noutros vídeos de orienteção de outra estações, mas sob outros nomes, aparece e esclarece que a Orquídea foi construída para estudar as “propriedades únicas” da Ilha, as quais criavam um certo “Efeito Casimir“. Este não é uma invenção, mas uma força física conhecida que surge num campo quântico e observado quando duas placas metálicas não carregadas no vácuo, a algums micrometros de distância uma da outra, geram, por efeito quântico, um campo de atração ou de repulsão, consoante a inclinação das placas. A experiência que detectou esta força foi da autoria dos físicos Dirk Polder e Hendrik… Casimir, daí o nome deste campo. Em “Lost”, este Efeito está relacionado diretamente com as capacidades para alterar a estrutura do Espaço-Tempo, enviando coelhos ou outros seres vivos para o Futuro e será gerado por um gerador “Casimir” situado perto da câmara temporal, um efeito secundário de “uma bolsa de matéria exótica negativamente carregada” situada no subsolo, a alguma distância. Ou seja… De dois dois buracos negros eletricamente carregados, girando em órbita um em torno do outro, de forma a criar este Efeito Casimir, mais as perturbações e deslocações espácio-temporais que alguns físicos acreditam ocorrer nas proximidades destes objectos em órbita múltipla? (ver AQUI).

5. Ben avisa Locke que a pessoa que mover a Ilha, não pode regressar a ela… Pouco depois atravessa o buraco que abriu no “Cofre” e penetra num túnel grosseiramente escavado na rocha. Compreende-se pouco depois porque vestira uma parka quando desce a uma sala gelada e cuja entrada é antececidade por duas estelas verticais com hieroglifos idênticos ao do contador da Estação Cisne e dos hieroglifos da porta da sala de controlo do Monstro. A sala onde se encontra a roda de oito hastes (que parece ser de madeira, o que contrasta com os outros testemunho arqueológicos da Ilha, sempre de pedra, mas que se explica pela baixa temperatura da sala). Esta roda está ligada a um mecanismo que é acionado por esta e que emie luz e tem no seu seio a dita “matéria exótica” que interpretamos como sendo dois buracos negros orbitando um em torno de outros, tendo a Roda a missão de alterar esta órbita e, logo, de mover a Ilha. É impossível reconhecer sinais claros nos hierpglifos das duas colunas desta sala, embora signo egípcio para “água” seja evidente. Porque está uma sala subterrânea numa Ilha tropical congelada? Ou o mecanismo dos “Antigos” só funciona em condições de um frio extremo ou… Ben ao percorrer o túnel atravessou uma túnel de wormhole gerado pelos buracos negros (muito ao estilo de “Stargate” (outra série cheia de alusões a civilizações perdidas, pseudo-egípcias) e em poucos metros, percorreu quilómetros e chegou a uma sala que de facto, se encontra… no Pólo Sul, o que explicaria o frio… Recordemo-nos que a Antárdita nem sempre foi o continente gelado que é hoje e que poderia bem ser ao centro desse império perdido que deixou as ruínas na Ilha (ver AQUI), mais exactamente há 250 mil anos atrás… a época desta civilização? Ao girar a roda, Ben faz com que a Ilha e o mar e o ar que a circundam sejam transferidos para outro local (mas na mesma timeframe, aparentemente), quebrando assim o túnel pelo wormhole até ao Pólo Sul e deixando-o numa das extremidades deste em pleno Saara e em Outubro de 2005 (no futuro, para o tempo da Ilha), como sucedia aos coelhos da Dharma. E se Daniel Faraday estava num zodiac a alguns metros da praia… aposto como vai regressar na Temporada 5, já que viajou juntamente com a Ilha. O que é uma boa notícia, já que é um dos personagens mais interessantes introduzidos por esta temporada.

6. No cargueiro e antes, na Orquidea descobre-se que o meu anterior palpite que Keamy levava uma câmara ligada a Widmore não era correcto… Na verdade, trata-se de um monitor cardíaco e o detonador dos C4s que ficaram no cargueiro e que ultimamente levarão à sua destruição… Aqui falhei no palpite…

7. Quando Sun aborda Charles Widmore em Londres, diz que Widmore os Seis não foram os únicos a deixar a Ilha, aludindo implicitamente a Ben e reconhecendo também que o próprio Widmore já esteve na Ilha e que a quer guardar para si, regressando… Assim, seria Widmore um dos fundadores da Dharma Initiative, tendo abandonado esta antes do massacre dos Outros? Assim se explicaria a animosidade entre Ben (o líder dos Outros) e Widmore.

8. O personagem desconhecido “Jeremy Bentham” é exposto na cena final como sendo… Locke. Bentham é um dos primeiros filósofos Utilitaristas, uma corrente de pensamento muito próxima do Budismo e logo… da Dharma (ver AQUI), uma “coincidência” muito curiosa… Não fazendo ele parte do grupo dos Seis, como chegou ao mundo exterior? E sendo o líder atual dos Outros e tão devotado à Ilha, como a deixou? Perguntas que a temporada 5 irá certamente esclarecer… Juntamente com o regresso do grupo à Ilha, como vivamente apela Ben.

E pronto! Espero que o M4jor leia estes comentários (que procurou ontem…), assim como todos aqueles que se vão deliciando com esta tão original, inteligente e fascinante série que é “Lost” (Perdidos) e… até à Temporada 5!

(no entretanto ainda vou publicar mais um ou dois comentários aos primeiros episódios desta temporada)

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 20 comentários

Lost (“Perdidos”) S04E12 “There’s No Place Like Home”, parte 1 [Spoilers]

Este episódio é o primeiro de um final dividido em três partes desta 4ª Temporada de “Lost”.  O título do episódio “There’s No Place Like Home” é uma homenagem ao “Feiticeiro de Oz”, um filme de 1939 onde Dorothy, a personagem principal cita a frase “mágica” que a transporta de volta para a sua casa, algures no Kansas… Uma referência muito descritiva do enredo, portanto… Não sendo particularmente rico no que respeita a esclarecimentos para os mistérios da série, oferece, ainda assim algumas pistas que iremos abordar de seguida:

1. No Hercules C-130, os “Oceanic 6” viajavam no interior do aparelho e então ouvimos Jack a dizer algo que já antes sugerira a Hurley num episódio anterior: “Todos sabemos a história. Se perguntarem algo que não possamos responder, não dizemos nada.” Há aqui várias explicações… Talvez os Seis tenham saído da Ilha, apenas porque o queriam fazer, e os demais sobreviventes decidiram ficar para trás (como Sawyer e Locke) ou morreram depois do atual curso da acção na Ilha (como Jin e Claire).  Outra possibilidade, bem plausível, tem a ver com o facto da Ilha mover-se… Assim, a sua posição atual pode já não ser conhecida pelos Seis, e para que Widmore não a torne a procurar (e encontrar) optaram por dizer publicamente que todos os demais sobreviventes morreram…

2. Confirma-se a existência de mais uma Estação Dharma, a “Orquídea”. Ao contrário do que previ no anterior comentário, ao S04E11, a Estação Orquídea não é o “Templo”, onde se refugiou o grupo dos Outros e para onde Ben queria enviar Alex, a sua filha. A Orquídea não é o Templo, mas o local onde se poderá executar as indicações de Jacob para “mover a Ilha”. Tendo em conta que os “Oceanic 6” deram à costa na ilha de Membata (que em bahasa significa “cancelar”) e que esta ilha se localiza no sul da Indonésia, isso poderá indicar que quando a Ilha foi movida a partir da Orquídea desde o Pacífico Sul, não muito longe das Fiji até ao Índico… Quando Faraday, o físico da expedição Widmore folheia o seu diário, mostra uma página com o desenho do logotipo da Estação Orquída, revelando o mesmo logo que a parka que Ben envergava quando se materializa no deserto tunisino… Isto quer dizer que a Orquídea, além de ser capaz de fazer mover a Ilha, consegue também mover seres vivos (como os ursos polares Dharma que surjem no Saara) e Ben… E que Ben vai conseguir escapar da situação de captura em que se encontra no fim deste episódio por esta forma… O tal “plano” que ele confessa a Locke ter sempre na manga.

3. Na conferência de imprensa no hangar, Sayd é interrogado: “É possível que haja outros sobreviventes?” Ao que responde: “Não. Absolutamente.” Mas no S04E11. Jack recorda a Kate que Sawyer “tinha escolhido” ficar na Ilha, e esta aliás, parece ser capaz de comunicar com Sawyer na Ilha, por telefone, dando a entender que havia ainda alguns outros sobreviventes do Oceanic 815 na Ilha… E aliás, se assim não fosse, porque teriam os “Oceanic 6” combinado uma história entre si?

4. Ben diz que a Estação Orquídea é “uma estufa” e que “vamos mover a Ilha“. Hugo faz a pergunta inevitável: “Se podes movê-la porque não a moveste antes de o bando de psicopatas terem chegado?” ao que replica Ben: “Porque fazê-lo é tanto perigoso como imprevisível“. Ben esteve naquele local, onde escondeu a caixa com os binóculos, o espelho e os biscoitos da Estação Cisne há 15 anos atrás… Ou seja, a caminho da Orquídea. Para mover a Ilha, afastando assim qualquer possibilidade para que a Dharma Initiative enviasse novos elementos para a Ilha depois dos Outros terem aniquilado todo o seu pessoal?… Agora Ben, tem que repetir a perigosa operação para afastar da Ilha, os expedicionários de Widmore. É que claro que restam os mercenários de Keamy… Mas para lidar com estes cinco mercenários tem o seu perigoso (e aliás, mais numeroso) bando de Outros, que agora, muito oportunamente reapareceram… Quando a “mover a Ilha”, esta operação terá sido executada várias vezes durante a história, por outros operadores além de Ben… Ou porque acham que aparece o Black Rock no meio de uma montanha?

5. Ben comunica através de um espelho com alguém numa montanha, não muito longe da Orquídea por sinais de morse (a mensagem é “apanhem-nos, apanhem-nos”). Fica claro que Ben está a comunicar com os Outros, e que essa montanha e, logo, a Estação Orquídea ficam perto do “Templo” revelado no final da 3ª Temporada. Outra opção é que no topo dessa montanha há uma espécie de vigia da Orquídea, guarnecida por Outros…

6. Sun, quando confronta o seu pai, após ter regressado da Ilha, diz que “duas pessoas são responsáveis pela morte de Jin. Tu (pai), és uma delas”. Assim, ficamos a saber que ainda que pareça haver sobreviventes que escolheram ou que não puderam sair da Ilha, Jin não é um deles e que foi morto por alguém aí presente. Quanto ao outro responsável… É quase certamente Charles Widmore, que organizou a expedição que já assassinou tantos habitantes da Ilha e nos próximos episódios irá fazer o mesmo a mais alguns… Jin entre eles, certamente.

7. Uma das últimas cenas do episódio mostra numa sala do “Kahana” uma grande concentração de explosivos C4. Estes, estariam ligados a um detonador controlado por rádio-frequência (as tais interferências de RF detectadas na ponte). E fica assim explicado porque é que os sobreviventes não usaram o navio para sairem da Ilha e esta antecipada explosão (tão ao gosto dos seriados e dos filmes norte-americanos) torna-se quase numa inevitabilidade para o último episódio da 4ª Temporada…

8. Ben revela a Locke que a “verdadeira Estação Orquídea” é subterrânea e que só pode ser acedida a partir de um elevador secreto. Assim, a Orquída não é apenas uma “estufa” (comentário 4), mas algo com objectivos muito mais amplos… nomeadamente os de “mover a Ilha”. Tendo em conta que no subsolo da casa de Ben, em “Otherville” havia uma porta com hieroglifos pseudo-egípcios (com avisos de “atenção, perigo” em egípcio), não nos espantaríamos muito se nesta Estação subterrânea, obviamente muito antiga e anterior à Dharma (como Jacob parece ser), encontrássemos novamente hieroglifos e ruínas como as da coluna onde os Outros prenderam o pai de Locke, a casa arruinada na falsa “aldeia dos Outros” da 2ª Temporada e a estátua de 4 dedos da 1ª temporada.

9. Quando Richard Alpert surge da selva e contribui para capturar de uma forma algo pacífica (e muito contraditória com a atitude dos Outros na anterior temporada) assume-se com uma espécie de líder dos Outros na ausência de Ben. Recordemo-nos que foi o próprio Alpert que recrutou Benjamin Linus para os Outros quando este era apenas um adolescente vivendo na “Cidade dos Outros”, então ainda habitada pelos membros da Dharma Initiative. Alpert não envelheceu desde então e isso torna-o num dos membros mais antigos dos Outros, talvez tão antigo quanto a própria Ilha… E com quatro dedos nos pés. Notemos também que nesta cena os Outros aparecem com os disfarces da primeira temporada, isto é, finjindo serem pessoas que vivem sem meios no meio da floresta… Estes disfarces não existem para serem exibidos aos sobreviventes, já que estes já conhecem o seu segredo, mas para iludirem os expedicionários quanto à exiguidade dos seus meios e armamento.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 10 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

Moradores do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Moradores do Areeiro

AMAA

Associação de Moradores e Amigos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

Parece piada... fatos incríveis, estórias bizarras e outros micos

Tem cada coisa neste mundo... e todo dia surge uma nova!

O Vigia

O blog retrata os meus pensamentos do dia a dia e as minhas paixões, o FLOSS, a política especialmente a dos EUA, casos mal explicados, a fotografia e a cultura Japonesa e leitura, muita leitura sobre tudo um pouco, mas a maior paixão é mesmo divulgação científica, textos antigos e os tais casos ;)