Informática

Porque é que a China desviou todo o tráfego de Internet dos EUA?

Não parece, mas a China já está em guerra cibernética com o resto do mundo há algum tempo… Assim a notícia segundo a qual todo o tráfego de sites governamentais e militares dos EUA foi desviado para Routers na China no começo deste ano durante 18 minutos não deve produzir estranheza em ninguém.

A manobra foi executada por uma empresa chinesa de comunicações controlada por Pequim e consistiu no desvio de todo o correio eletrónico de e para o Senado, o Departamento de Defesa, o Departamento de Comércio, a NASA, entre muitos outros servidores de correio governamentais.

Não é certo que o tráfego desviado para a China tenha sido alvo de algum tipo de processamento ou de duplicação para servidores situados dentro das fronteiras chinesas havendo até a possibilidade (remota…) de tal desvio ter resultado de um erro de configuração num Router. Mas que a manobra pode ter colocado milhões de mensagens de mail não cifradas nas caixas de correio dos serviços de informação chineses, isso é certo… e que a China está ativamente empenhada numa guerra cibernética aberta contra os EUA e o resto do mundo.

Antes de ontem era a Google alvo de ataques do regime de Pequim… Ontem eram instituições federais norte-americanas… E hoje mesmo sabe-se que existem centenas de milhar de computadores nos EUA infetados com Cavalos de Tróia chineses esperando serem ativados a partir de um qualquer bunker militar em Pequim. Com que objetivo? Mais cedo ou mais tarde, haveremos de saber.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Internet_traffic_hijacked_to_China_servers_says_US_report_999.html

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O Irão continua assolado pelo virus israelita Stuxnet

O programa nuclear iraniano continua um caos depois do ataque do vírus informático que assolou as suas instalações informáticas há alguns meses. Oficialmente, ainda que o governo iraniano tenha admitido a infecção, os seus efeitos tinham sido limitados e contidos. Ora isto não parece ser verdade, já que foi registado recentemente um grande aumento no volume de tráfego gerado pelo Stuxnet com origem na República Islâmica.

Isto significa que este vírus, que usa PCs comuns como hospedeiros para atacar a partir daí sistemas proprietários da Siemens (e que é muito provavelmente controlado a partir de Israel) continua ativo e a procurar penetrar as defesas informáticas das centrais nucleares iranianas…

Fonte:
http://tech.slashdot.org/story/10/12/09/2319229/Stuxnet-Still-Out-of-Control-At-Iran-Nuclear-Sites?from=rss

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Um erro no Google Maps quase provoca uma guerra entre a Nicarágua e a Costa Rica

Parece incrível…. mas um erro de fronteira no Google Maps esteve na origem do ressurgir de um velho conflito fronteiriço entre a Nicarágua e a Costa Rica.

Após ter visto no Google Maps que uma área junto do lago de San Juan pertencia ao seu país, um comandante nicaraguense de nome Eden Pastora dispôs nessa região fronteiriça entre a Costa Rica e a Nicarágua algumas das suas tropas. Os soldados nicaraguenses estabeleceram acampamento, abriram trincheiras, plantaram uma bandeira e limparam as margens de um rio próximo, depositando o lixo no território costa riquenho.

Os mapas oficiais dão esta região como sendo parte da Costa Rica, mas não é isso que diz a Google… Os mapas do Bing não têm este erro e mostram as fronteiras reais. A Google alega desconhecer a origem do erro dos seus mapas e acrescentam dizendo no passado detectou e corrigiu muitos outros erros semelhantes, como um erro idêntico na fronteira entre o Cambodja e a Tailândia.

Não ficou claro qual foi o desfecho deste incidente fronteiriço, mas não há condições para que possa haver uma verdadeira “guerra google” (que seria a primeira da História)… Sobretudo porque a Costa Rica é um dos raros países do mundo sem forças armadas. Se os nicaraguenses com os seus “google maps” já se retiraram ou não, não é claro… apenas que o erro da corporação multinacional quase levou a uma guerra na América Central, o que seria sem dúvida inédito.

Fonte:
http://searchengineland.com/nicaragua-raids-costa-rica-blames-google-maps-54885

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O projeto “Janala” de ensino do inglês por telemóvel no Bangladesh

 

 

Em vários países do mundo decorrem projetos que envolvem o uso de telemóveis como ferramenta educativa. Nenhum alcançou ainda uma grande escala, sendo a maioria ou projetos de âmbito muito limitado (envolvendo por exemplo o ensino de línguas) ou tendo terminado ainda na fase piloto.

Mas há nesta área um imenso espaço para progredir. Exemplo disso mesmo é um projeto que decorre hoje no Bangladesh e onde a parceria com a BBC assume um papel central. O projeto é conhecido como “Janala” e consiste na disponibilização de aulas de inglês por telemóvel. O projeto é financiado pela UKaid traduz-se no acesso a gravações com entre dois a três minutos de duração que chegam aos telemóveis de quem enviar um SMS para um número específico com um código de quatro dígitos. Existem 140 lições áudio diferentes disponíveis que já foram ouvidas mais de dois milhões de vezes demonstrando assim o sucesso do programa.

Apesar do sucesso, o “Janala” está ainda numa fase inicial. Só existem ainda aulas de língua inglesa disponíveis no sistema, mas isso nas significa que não seja bem sucedido: até ao momento, mais de dois milhões de aulas já foram ouvidas, mais de cem mil lições já foram carregadas no site móvel da BBC, ou seja através de telemóveis smartphone, o que num país como o Bangladesh é muito notável.

Uma das chaves do sucesso do sistema foi o factor preço… Foi firmado um acordo com operadores de telemóvel local que permite a cobrança de uma tarifa especialmente baixa para tráfegos de voz e dados para o site da Janala.

Como parte do processo de divulgação da Janala, houve uma seleção de utilizadores “incentivados” cuja utilização do sistema será cuidadosamente medida, recebendo em troca o reembolso dos custos despendidos no sistema e produzindo dados estatísticos que depois foram estudados. Este estudo revelou que as mulheres são o maior utilizador do sistema.

Um sistema semelhante pode ser desenvolvido para os países de língua portuguesa… Um projeto em que o MIL poderá ter uma palavra a acrescentar brevemente.

Fonte:
http://blogs.worldbank.org/edutech/learning-the-queens-english-on-your-mobile-phone

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32 Dicas para Poupar a vida da bateria do seu portátil

Existem algumas técnicas para prolongar a vida útil das baterias dos laptops que nos últimos anos se tornaram tão ubíquos. A maior parte destas regras são contudo sobre como podemos reduzir os consumos dos nossos laptops, já que a longevidade das suas baterias passa em primeiro lugar pela redução do consumo de energia dos nossos equipamentos portáteis…

1. Desfragmentar regularmente o disco interno vai reduzir o tempo de espera em acesso a dados aqui conservados. Quanto mais depressa aceder aos seus dados, menos energia consumirá o disco acedendo a eles. Obviamente, desfragmente apenas quando estiver ligado à tomada.

2. Ajuste o brilho do écran e do desempenho do processador até ao ponto mínimo que possa suportar, de forma a poupar o máximo de energia.

3. Encerre todos os programas que correm em background e que podem geralmente ser vistos ao lado do relógio, como o iTunes, o Desktop Search, etc. Qualquer aplicação viva consome cpu e, logo, energia.

4. Remova todos os devices USB que possa dispensar. Entre estes estão ratos USB, leitores de MP3 e discos externos. Desligue o bluetooth e o WiFi se não os estiver a utilizar. Cada um deles é um sorvedouro de bateria, especialmente o WiFi quando está eternamente em busca de redes.

5. Evite usar CDs ou DVDs quando está a usar baterias, já que o leitor de CDs/DVDs é ainda mais guloso por energia que os discos rígidos… De facto, o simples facto de manter um CD ou um DVD na baía consome energia, já que este ficará aqui em rotação. Opcionalmente, pode usar programas que transformam ficheiros ISO em leitores de CDs virtuais, poupando assim energia.

7. Mantenham sempre limpos os contatos metálicos das suas baterias. Limpe-os com um pano limpo embebido em álcool de quatro em quatro semanas, pelo menos. Deixe secar antes de as reinserir. Desta forma garantirá uma transferência de energia mais eficiente e com menos perdas.

8. Exercite a sua bateria, não a deixe por usar durante longos períodos. Uma vez completamente carregada deve ser usada pelo menos uma vez em cada duas semanas. Sobretudo, nunca deixe uma bateria Li-On descarregar completamente, já que esse truque de deixar uma bateria descarregar completamente para lhe prolongar a vida útil se aplica apenas às baterias mais antigas, com efeito de memória.

9. Limpeza todas as entradas de ventilação do laptop regularmente com um pano seco, de forma a criar boas condições para a circulação interna do ar.

10. Nas “Power Options” certifique-se que seleciona a “power usage” e não a opção de “performance”.

11. Evite ao máximo usar multitasking, isto é, fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo. Faça uma coisa de cada vez mais minimizar o uso de processador e disco e, logo, de energia.

12. Limite o uso de programas mais intensivos no seu laptop, como jogos ou programas de edição gráfica ou de vídeo, já que exigem mais cpu e este, mais energia das suas baterias.

13. Quanto escolher um novo laptop, prefira um que lhe ofereça uma maior longevidade de baterias… Isto significa maior eficiência no uso de energia e logo, menores padrões de consumo. E isto também quer dizer que um novo laptop será sempre mais eficiente do que um mais antiga.

14. Evite o famoso “efeito de memória” nas baterias. Isto é um problema em laptops mais antigos, de tecnologia de baterias mais antiga, onde este problema pode ter um grande impacto. Se for o caso, carregue completamente a bateria depois deixe-a descarregar completamente, pelo menos uma vez em cada duas ou três semanas. Contudo, e ainda que persista na cultura popular este problema do “efeito de memória”, ele desapareceu nos novos laptops, com baterias de iões de lítio (Li-Ion).

15. Desligue (se puder e se se atrever…) as opções de auto-save do MS Word e do MS Excel. Desta forma poupará alguma atividade de disco, e logo de bateria, sacrificando a salvaguarda dos seus ficheiros…

16. Reduza o consumo de energia levado pela placa gráfica do seu laptop reduzindo ao mínimo possível a resolução de monitor da placa e removendo todo o software de drivers de vídeo recheados de capacidades e mais devoradores de energia que os mais simples e padrão ao Windows.

17. Use apenas os cabos e os transformadores da marca do seu laptop. Assim garante a máxima eficiência de energia na alimentação.

18. Nunca deixe a bateria exposta a luz solar direta ou em locais onde pode ser sujeita a elevadas temperaturas, como o porta bagagens de um automóvel ou um sótão de uma casa.

19. Se sabe que não vai usar o seu laptop durante um longo período de tempo, por exemplo, quando for de férias ou para o estrangeiro, descarregue completamente a bateria e depois torne a carregá-la a pleno.

20. No Task Manager localize os processos que correm background e que consomem mais processador e desligue todos aqueles que são dispensáveis. abra o msconfig e em startup desligue-os.

21. Desligue todas as unidades USB externas: ratos externos, wi-fi, altifalantes externos, bluetooth, etc.

22. Diminua o brilho do laptop ao mínimo que puder suportar.

23. Desligue todo o som do seu laptop. E sobretudo não use Sound Schemes que ainda que possam ser muito agradáveis mas consomem energia…

24. Desligue o screensaver e selecione apenas a opção que torna o écran negro.

25. Desligue todas as opções (como a Aero) e selecione o Classic que de todos, é o que consome menos energia.

26. Mude de sistema operativo… O MacOS e o Linux têm a reputação de serem menos consumidores de energia que os sistemas da Microsoft.

27. Evite colocar o computador em Stand By. Ainda que assim se desliguem o disco rígido e o monitor, a memória e o processador permanecem ativos, ainda que pouco e isto, naturalmente, cobra o seu preço em energia…

29. Adquira e instale o máximo de memória que for possível. Quanto mais memória houver, menos uso de memória virtual haverá, e logo menos atividade de disco e consumo de bateria…

30. Tenha sempre todas as entradas de ar para ventilação bem limpas, de forma a maximizar o arrefecimento da máquina e logo, a vida útil da bateria.

31. Conserve as baterias de reserva do seu laptop num saco de plástico selado dentro do frigorifico. Naturalmente, antes de as recolocar no computador deixe-as alcançar a temperatura ambiente.

32. Sempre que estiver a trabalhar no laptop mas ligado à tomada, remova a bateria interna. Isto irá alargar consideravelmente a sua vida útil já que como uma bateria só pode carregar um número finito de vezes, poupá-la evitará debitar diretamente nesse número…

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Facebook: Quatro erros crassos a evitar

Toda a gente está hoje em algum tipo de rede social… Por cá, não sou excepção e quem quiser saber qual é o meu perfil no facebook (sim! Sou um dos seus 400 milhões de utilizadores!) tem apenas que enviar um mail para quintus@movv.org… Mas cuidado com o facebook! Ou melhor: cuidado com as redes sociais!

1. Atenção ao que escrevemos se o nosso… Senhorio é um dos nossos “amigos” no facebook. Amanda Bonnen, uma utilizadores de Chicago classificou o seu apartamento alugado como sendo “húmido” e zás, a empresa que geria o conjunto de apartamentos onde estava o seu processou-a e exigiu 50 mil dólares em perdas e danos. Felizmente que o juiz sensato atirou o processo para o seu devido lugar: o lixo. Mas atenção que a ter em conta algumas decisões judiciais recentes, não parece que existam assim tantos juizes sensatos em Portugal, logo… Cuidado com o que se escreve no facebook.

2. Quando uma empresa tem dados pessoais, de preferencias, simpatias de mais de 400 milhões de pessoas, tem muito pode na mão… A publicidade direcionada que o facebook pode atirar contra nós pode ser de uma precisão muito superior aos anúncios contextualizados por pesquisa que fez da Google um fenómeno global. No passado recente, a facebook tentou levar ainda mais longe o conceito criando o “Beacon”, uma plataforma que inseria detalhes das compras em websites participantes e colocando-os visíveis a todos os que comprassem. Isso criou uma onda de protestos, já que expunha detalhes da vida pessoal a todos os amigos de alguém, sem que isso fosse absolutamente claro. Em resposta, o CEO e fundador da empresa, Mark Zuckerberg, teve que voltar atrás e admitir que se tratara de um erro e o Beacon passou do inicial opt-in para opt-out e meses depois seria definitivamente encerrado, mas apenas depois de a empresa ter sido processada várias vezes por utilizadores seus.

3. Segundo um estudo 73% dos utilizadores facebook não são “amigos” dos seus patrões, colegas ou subordinados por receio de que isso possa prejudicar a sua relação laboral. E com razão… A primeira vítima conhecida desta ligação “amigal” no facebook foi a norte-americana Kimberley Swann, que ao chegar a casa, escreveu no seu seu status update que estava farte do seu trabalho aborrecido. Na semana seguinte era chamada ao gabinete do seu gestor e despedida. Não é novidade para ninguém que muitas empresas e departamentos de recursos humanos menos éticos ou se insinuam nas listas de pedidos de amizade com os seus nomes verdadeiros, ou usando nomes falsos, para irem controlando o que os funcionários dizem da empresa e do seu trabalho nela. Outro caso foi o de alguém que usou o nome “Lindsay” e que se tinha esquecido que o seu patrão era um dos seus “amigos”. Ao escrever que tinha um “patrão estúpido”, recebeu de volta no Mural uma mensagem dele dizendo para não regressar ao trabalho.

4. Na Suíça, um chefe despediu um funcionário depois de descobrir que ela tinha atualizado o seu status no facebook quando estava doente, demasiado doente para poder usar um computador, conforme ela tinha alegado ao dizer que estava a padecer de uma enxaqueca e que tinha que ficar numa sala escura. A empregada reagiu alegando que estava a usar o seu iPhone a partir da sala escura e que o seu patrão tinha criado uma conta fake para a enganar.

Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/technology/facebook/7635982/Top-10-gaffes-on-Facebook-Twitter-and-Google.html

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Brasil: Uma potência em gestação também na área das Tecnologias de Informação (TI)?

Positivo

Positivo

O Brasil está a intensificar o seu investimento em sistemas de informação e segurança devendo investir nestas áreas mais de 8.9 biliões de dólares em 2010. Com este investimento, este setor tecnologico irá reforçar a liderança brasileira neste estratégico campo sobre os seus vizinhos sul-americanos.

O inestimento em segurança informática enquadra-se num plano mais global de modernização do setor da Defesa, que não conhecia atualizações significativas desde finais da década de 70.

Recentemente o Fórum Económico Mundial classificou o Brasil no lugar 53 em “preparação para as TI”, deixando o país lusófono atrás de países como o México ou o Chile. Esta posição deverá começar a ser invertida com a entrada em ação de diversos projetos governamentais como a concessão de acesso à Banda Larga a 37 milhões de crianças até finais de 2010 e a incentivos que façam subir até 90 milhões o número de ligações à Banda Larga no Brasil até 2014. Desta forma, metade de todas as habitações brasileiras estarão ligadas à Internet.

Estas medidas deverão impulsionar o mercado nacional de computadores e irão ser reforçadas pelos grandes investimentos em TI que o país terá que fazer a propósito dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

No Brasil, o maior fabricante de computadores é a empresa nacional Positivo, que está posicionado no competitivo mercado local bem acima de gigantes internacionais como a Dell ou a HP. Em termos de serviços de suporte e de desenvolvimento de software empresas brasileiras como a Politec ou a Stefanini competem ombro a ombro com a Infosys ou a Tata.

Este grande investimento em segurança e em tecnologias de informação pode também transformar o Brasil num dos destinos mundiais de serviços de Outsourcing favoritos pelas multinacionais dos países mais desenvolvidos. Atualmente, a sua maior desvantagem para o líder nesse setor, a Índia, é o fraco domínio da língua inglesa por parte da maioria da população brasileira, mas esse número – pela via do ensino oficial público – tem vindo a aumentar nas últimas décadas e o facto de os brasileiros conseguirem falar português (a quinta lingua mais falada do mundo), conseguirem dominar facilmente o castelhano (a quarta) e agora começarem a dominar também o inglês, significa que o Brasil pela via linguista e pela tradicionalmente elevada qualidade do seu ensino técnico tem todas as condições para se tornar uma suporpotencia também na área das tecnologias de informação.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Brazil_invests_heavily_in_IT_security_999.html

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Os telemóveis smartphones com Android começam a tomar a dianteira…

Depois de alguns anos de dominação quase absoluta do iPhone da Apple no mercado dos Smartphones, a situação começa finalmente a inverter-se e o número de smartphones correndo o sistema operativo Android da Google começa agora a afirmar uma vantagem decisiva sobre o muito dispendioso iPhone. Com efeito, no 2o trimestre deste ano, os telemóveis Android aumentaram as suas encomendas em 886%, em relação ao mesmo trimestre de 2009.

Os números apresentados são globais e incluem vários fabricantes representando um crescimento total do mercado do smartphones de 64%. Nos EUA, a quota de mercado dos Android é já de 34%, tornando a plataforma o sistema operativo para Smartphones mais usado no país. Mundialmente, contudo, a Nokia mantêm a liderança com um crescimento notável de 41% face ao ano anterior. A tão badalada Apple fica bem atrás do segundo sistema, o da RIM (usado pelos seus Blackberries), com apenas 13%, uma percentagem facilmente explicável pelo elevado preço dos seus produtos, resultante da mais alta margem de lucro do mercado de telemóveis e que apenas é tolerada porque os seus produtos dão prioridade ao design sobre todas as outras funcionalidades (como provou o recente episódio com as antenas do iPhone 4) e porque existe uma larga camada de pessoas que estão dispostos a todos os sacrifícios apenas para poderem exibir o logotipo da Apple e… como dizem alguns estudos terem mais parceiros sexuais do qualquer outro utilizador com um outro sistema operativo móvel (verdade!)

Fonte:
http://tek.sapo.pt/noticias/negocios/encomendas_de_android_crescem_quase_900_1081936.html

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A Foxconn quer compensar os aumentos de salários

Recentemente, numa conferência, o vice-presidente da tristemente famosa (pela vaga de suicídios) Foxconn anunciou que a empresa estava à procura de formas de absorver os recentes aumentos salariais que teve que adotar para responder à contestação internacional de que foi alvo quando vários dos seus funcionários se atiraram do terraço da suas fábricas.

As opções que a Foxconn está a avaliar são a redução de custos pela via da automação e o aumento dos preços dos produtos que fabrica para as grandes multinacionais norte-americanas da Informática.

Sendo esta a maior empresa chinesa a exercer atualmente atividade nesta área, as suas medidas serão certamente seguidas pelas suas congéneres locais e acelerar o fim daquele que é ainda hoje o essencial do “modelo chinês de Desenvolvimento”: mão de obra abundante, barata, sem direitos laborais ou humanos. A via da robotização industrial num país que sempre optou pela mão de obra intensiva para vai criar Desemprego num país desprovido de cobertura social e onde as mais reduzidas taxas de Desemprego podem criar o caos nas grandes cidades. Aumentar os salários vai pelo seu lado repelir as imorais multinacionais da China e fazê-las procurar alternativas noutras paragens do globo. De uma forma ou de outra, seja pelo Desemprego, seja pela via do aumento de salários esta China está a chegar ao seu ocaso e o mundo que a usou como “fábrica” também… não sabemos é, ainda, o que lhe irá suceder… nem se será um mundo pior ou melhor.

Fonte:
www.engadget.com

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A Google regressa à China e… à sua censura?

Alguns ainda se lembrarão – talvez – da recente “guerra” entre a Google e a ditadura chinesa a propósito da permanência neste país do motor de busca. Ora, recentemente a China renovou a licença da empresa para operar no seu território e isto significa a rendição total-ao-tapete da Google porque tal renovação implica a adesão às leis de censura chinesas e o fim do redirecionamento do tráfego para http://www.google.com para o site da google em Hong Kong (não censurado).

Zhang Feng, um alto responsável do regime de Pequim já veio gabar-se publicamente da vitória, declarando que a “Google tinha prometido obedecer à lei chinesa” (censura) e evitar mostrar resultados na sua página de busca que apontassem para material que fosse “uma ameaça para a segurança nacional ou para a estabilidade social”.

Em resposta a esta bombástica declaração chinesa, um representante da Google tentaria corrigir: “Fomos muito claros sobre o nosso compromisso em não censurar os nossos produtos para os utilizadores na China. Os produtos que mantemos em google.cn (como o Translate e o Product Search) não requerem qualquer tipo de censura pela Google. Outros produtos, como o Web Search, que oferecemos através do google.hk não têm qualquer censura”.

Mas então a declaração deste alto responsável do ministério chinês da comunicação e tecnologia não têm fundamento? De facto, quem aceder hoje a http://www.google.cn (tente) vai direto para o http://www.google.hk, não censurado (para testar basta procurar por tiananmen), mas desde já, quem procurar por essa palavra em google.cn no Google Books apanha no Google com resultados censurados…


Fonte:

http://yro.slashdot.org/story/10/07/21/1322207/China-Says-Google-Pledged-To-Obey-Censorship-Demands?from=rss&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+Slashdot/slashdot+(Slashdot)

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Facebook: Uma visão sumária sobre a mais popular Rede Social da atualidade

Introdução

O nome facebook é uma alusão ao nome dado aos livros que a universidades dos EUA dão aos novos alunos no começo de cada ano para os ajudarem a conhecerem-se melhor. Mas o fundador recordou-se do nome porque na sua Preparatória publicou-se durante décadas um manual com todos os estudantes a que chamavam oficiosamente “face book”.

O facebook foi fundado por Mark Zuckerberg com os seus colegas de quarto e de curso (Ciências da Computação) Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hugher.

Numa noite, Zuckerberg estava a escrever no seu blog sobre uma rapariga que o tinha deixado, “um pouco bêbado” com o livro do dormitório (facebook) aberto na secretária, com algumas fotos bem horríveis e pensou que devia haver forma de as votar. Invadiu a rede da Universidade e copiou várias imagens e fotos, obtendo assim dados para o seu site, que cresceu rapidamente. Dias depois a administração de Harvard desligou o site e acusou Zuckerberg de violações diversas e ameaçou-o de expulsão. Desistindo pouco tempo depois.

Inicialmente, o site estava limitado a apenas estudantes de Harvard, mas depois expandiu-se a outras universidades da zona de Boston. Mais tarde cresceu ate alcançar estudantes do Secundário e, por fim, todos os que tivessem mais que 13 anos e mail. Atualmente, tem mais de 400 milhões de utilizadores.

Em 2004, Zuckerberg lançou o thefacebook.com

Sucesso:

O termo “facebook” é atualmente uma das palavras mais procuradas nos motores de busca. De facto, em 2010 oito em cada dez buscas referiam-se a palavras diretamente relacionadas com o facebook.

Controvérsias:

Apenas seis dias depois do lançamento do site, três colegas de Zuckerberg acusaram-no de os ter enganado dizendo que os queria ajudar a criar uma rede social chamada HarvardConnection.com, mas acabando por lhes roubar a ideia e código fonte. Foi no decurso desta questão que Zuckerberg terá invadido as contas de jornalistas na universidade de Harvard usando as passwords inválidas em acessos ao seu site. Em 2008 as partes chegariam a acordo, tendo Zuckerberg pago 65 milhões de dólares.

O site é barrado em vários países e empresas, que o consideram uma perda de produtividade.
Há alguma controvérsia quanto à venda de dados pessoais de perfil e das listas de amigos a entidades terceiras.

Despedimentos:

Quando após um dia de trabalho, Kimberley Swan escreveu no facebook que tinha um “trabalho aborrecido” o seu gestor chamou-a no dia seguinte ao gabinete e disse-lhe que já não precisava dos seus serviços. Na Suíça, uma mulher que ficou em casa por estar com enxaquecas foi despedida porque atualizou o seu Status isto quando supostamente estava doente demais para trabalhar com um computador… A empresa tinha criado uma conta de facebook falsa para monitorizar a atividade dos seus empregados e despediu-a alegando “quebra de confiança”.

Privacidade:

Os Termos de Serviço indicam que o utilizador deve ter os seus dados sempre atualizados e se não o fizer o facebook pode encerrar a sua conta. Numa mudança recente, todos os dados dos perfis antigos foram tornados públicos, o que resultou em vários processos judiciais. Todos os dados de um perfil são partilhados com todas as aplicações instaladas e com os seus criadores… E assim que aceitamos uma dada aplicação deixamos de poder controlar o que eles farão com os nossos dados pessoais e até, a quem os venderão.

É extremamente difícil apagar uma conta no facebook. Os dados de facto nunca são apagados e para “apagar” uma conta tem que se andar a navegar nos menus até dar com essa opção, bem longe da vista… E mesmo depois de apagada, a conta continua a aparecer em Tags de fotos e a receber mensagens de mail da facebook. Prova aliás de que as contas não são apagadas é que se depois de “apagarmos” a conta, regressarmos, zás, esta é instantaneamente ativada e todo o nosso perfil regressa, exatamente como o deixámos… Os nossos dados pessoais são simplesmente demasiado preciosos para uma empresa que vende anúncios direcionados para poderem ser perdidos. À custa de tudo, aparentemente.

Demografia:

Mais de 60% dos utilizadores têm mais de 25 anos, entre os 35 e os 54, de 2009 a 2010, os utilizadores entre os 35 e os 54 subiram 29%, mas os com mais de 55 subiram nesse mesmo período mais de 920%.

História:

Em junho de 2004, o facebook mudou-se para Palo Alto, na California e deixou o “the”, comprando por 200 mil dólares o registo “facebook.com”.

Em 2007, a Microsoft comprou 1,6% do facebook por 240 milhões de dólares, valorizando em 15 biliões. A compra também incluía direitos para colocar anúncios internacionais no site.

Em janeiro de 2009, o facebook era a rede social mais usada do mundo, seguida apenas pelo MySpace. Meses depois, o facebook comprava o agregador FriendFeed (uma empresa do antigo googler Paul Bucheit que inventara a expressão “do no evil”). No mesmo ano, facebook tornava-se lucrativo pela primeira vez na sua história. Em agosto de 2009, lançava a versão Lite, abandonada pouco depois, em meados de 2010.

Dados financeiros e de RH:

Os lucros ascendem a 300 milhões de dólares anuais e tem cerca de 1300 colaboradores.

Características:

A maior diferença entre o facebook e o seu maior concorrente, o MySpace, é que este permite a personalização com HTML e CSS, enquanto que o facebook apenas permite texto simples.

O facebook tem várias características focadas no utilizador:

Mural: um espaço que permite que os utilizadores possam escrever pequenos textos e que os seus amigos façam o mesmo.

Pokes: que permitem enviar pokes

Photos: onde os utilizadores podem carregar fotos, agrupadas em álbuns. É permitido o carregamento de um número ilimitado de fotos, mas apenas 200 por cada álbum. As fotos podem ter configurações de privacidade. Se uma foto tem um amigo, este pode ser identificado por uma Tag e dar-lhe-á um link direto para a fotografia. Todos os dias são carregadas mais de 14 milhões de fotografias.

Notes: lançadas em 2006 é uma plataforma de blogging que permite Tags e imagens embebidas e que suporta a importação a partir de várias plataformas de blogging.

Chat: lançado em abril de 2008, esta ferramenta de Instant Messaging foi recentemente vítima de uma séria vulnerabilidade.

Status: que permitem que os amigos de um utilizador sejam informados de estado do utilizador

Gifts: criadas em fevereiro de 2007 estas prendas virtuais aparecem no perfil dos amigos. Cada custa um dólar.

Marketplace: permite a colocação de anúncios gratuitos mas apenas aparecem nos utilizadores que pertencem às mesmas Redes.

Aplicações: A facebook Platform foi lançada em maio de 2007, em novembro de 2007 havia já sete mil aplicações, mas atualmente há já mais de meio milhão. Para ver uma lista completa de todas as suas atuais aplicações facebook clique em Conta/Account em Applications Settings se clicar em Edit Settings em cada uma das aplicações verá um separador (tab) chamado Additional Permissions que tem sempre a caixa desmarcada por defeito.

Farmville: este popular Jogo Casual merece aqui um capítulo à parte. Há quem passe horas por dia a jogar o jogo e recentemente houve um caso de um adolescente que gastou 400 dólares do Visa da mãe para comprar “moedas”. O jogo tem mais de 80 milhões de jogadores e a sua empresa, a Zynga reúne mais de 760 funcionários gerando um lucro de 218 milhões de euros, só em 2009 pela venda de dinheiro virtual para comprar bens virtuais para a Quinta.

Facebook Connect: Permite o cross-posting de comentários e reviews entre o facebook e sites externos permitindo-os publicar o comentário no seu Muro e aparece nas News Feeds dos seus amigos.

Encurtador de URLs: Em dezembro de 2009 o facebook lançou o fb.me: todos os links baseados no facebook.com pode ser substituídos pelo fb.me.

Neologismos:

Em 2005, a utilização do facebook já estava tão generalizada que os termos “facebooking” e “unfriend” entraram em muitos dicionários, como New Oxford American Dictionary.

Justiça:

Um decreto do Supremo Tribunal dos EUA, afirmava que o facebook poderia ser usado em casos de Tribunal e vários empregadores usavam-no para despedirem funcionários.

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Causas para a falha da Instalação do cliente SCCM2007

1. A conta de “Client Push installation account” está locked. Ver no primary site e nos secundaries

2. Verifique se remotamente consegue chegar a \\computername\admin$ e se se consegue conectar ao registry (regedit:connect to computer) com a conta de 1

3. O service BIts não está disable e em manual

4. As variáveis de sistema TEMP ou TMP não apontam para diretorias que existem mesmo

5. Refazer o WBEM

5a. Stop Winmgmt service.

5b. Rename da pasta system32\Wbem\Repository

5c. Em system32\Wbem dlls – “for %i in (*.dll) do RegSvr32.exe -s %i”

5d. Start Winmgmt service

5e. Correr de novo CCMSETUP.EXE

6. O BITS é usado na fase de instalação do cliente (faz parte do \Support\Tools\Support.cab)

bitsadmin.exe /list /allusers (mostra os jobs em queue)

bitsadmin.exe /reset /allusers (deletes all the jobs)

Restart the ccmsetup service

7. Remover a pasta c:\windoes\system32\ccmsetup

8. Adicionar a conta de instalação do SCCM client:

net localgroup Administrators DomainName\cminstaller /add

9. Na consola de SCCM, localizar o cliente e fazer o “Install Client”. Num caso recente isso funcionou porque havia dois clientes com dois GUID diferentes, mas só um é que era válido.

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O Google Car apanhava(apanha?) passwords e mails das redes abertas…

Já viu alguma vez um daqueles carros citadinos que a Google usa para recolher imagens para o Google Street View? Se não viu, então é porque não está atento ou porque não vive numa grande cidade. Eles são ubíquos e percorrem com relativa regularidade as principais artérias das grandes cidades, captando imagens de 360º e, sabe-se agora, muito mais… Segundo a própria empresa norte-americana os carros teriam recolhido “acidentalmente” dados de redes WiFi abertas.

Ora quando a comissão de proteção de dados francesa viu esses dados descobriu que além de captar dados sobre redes WiFI abertas (o que é relativamente inócuo, já que todos o fazemos se caminharmos numa grande artéria lisboeta, com um telemóvel que suporte WiFi), gravou também palavras-chaves de correio eletrónico e segmentos de mensagens de eletrónico das redes que encontrou! Com que objetivo foram recolhidos estes elementos? Para serem entregues a alguém fora da Google?… Tipo a NSA ou o governo norte-americano? E mesmo se não fosse, se este via NSA ou Tribunais requeresse estes dados, não seria a Google obrigada a cedê-los?

Fonte:
http://www.gizmodo.com.br/conteudo/dados-wi-fi-capturados-pelos-carros-do-google-street-view-incluiam-senhas

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A DARPA quer saber o que pensamos para… saber o que vamos fazer a seguir (Projeto SMITE)

DARPA (tf.nist.gov)

DARPA (tf.nist.gov)

Nos Estados Unidos, um projeto da DARPA – A entidade federal que rege os projetos de investigação militares – está a trabalhar num projeto chamado SMITE ou “Suspected Malicious Insider Threat Elimination”.

Aparentemente, parece tratar-se de criar uma base dados de ações que correspondam a um “comportamento malicioso”, nomeadamente… espionagem ou terrorismo. A ideia é assim detectar comportamentos perigosos antes mesmo deles terem lugar. É claro que um tal projeto coloca toda uma série de questões… Desde logo, porque pressupõe uma recolha massiva de dados – de vários tipos e origens – sobre a vida de todos os cidadãos de uma sociedade, ou seja, uma sociedade intensamente vigiada e escutada, bem ao género dos regimes autoritários da China e do Irão, mas (supostamente) inadequada a uma sociedade democrática como a dos Estados Unidos.

Há também outro factor ético a ter em conta no projeto SMITE: Como impedir que os dados e a projeções comportamentais assim recolhidas não seriam usadas para fins diversos aos inicialmente previstos? Por um Governo sem escrupúlos para perseguir opositores, para antecipar ações de partidos na oposição, em suma, para se eternizar no Poder através de uma rede secreta, neomaçónica, de manipulação dos Media e em conluio com os grandes grupos económicos? Soa-lhe familiar? Espero que sim, porque é já isto que se passa hoje na maioria das Democracias Ocidentais e em Portugal com o Rotativismo do Bipartido PS-PSD.

Fonte:
http://www.engadget.com/2010/05/23/darpa-program-will-detect-your-anomalous-behavior-eliminate-you/

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Trabalhando na Google: Algumas razões do sucesso da empresa rondam pela forma como trata os seus trabalhadores

Trabalhando na Google (http://www.asianwindow.com)

Trabalhando na Google (http://www.asianwindow.com)

Não há dúvidas de que uma das razoes para o estrondoso sucesso da Google reside nos seus trabalhadores. Nos EUA, a empresa aparece de forma consistente no topo da lista de melhores lugares para trabalhar.

Razoes para esta preferência? São sem dúvida, diversas… Mas eis algumas das ditas:
1. A Google mantêm nos seus locais de atividade um ambiente que premeia os que mais contribuem para a empresa
2. Depois do recrutamento, a Google procura reter os seus funcionários, procurando fazer com que se sintam valorizados
3. Na Google, os novos colaboradores são designados como “Noogle” e é lhes atribuído um “Buddy” que age como um amigo e mentor no interior da organização.
4. Como forma de aumentar a interação entre equipas diferentes, encontros fora do escritório são organizados todos os trimestres.
5. Existe na Google uma cultura organizacional plana e o trabalho é divido por pequenas equipas, de facto, na Google o trabalho de equipa é a norma.
6. Na Google há um esforço contínuo de formação. De facto, a empresa dedica a cada um dos seus funcionários uma média de cem horas de treinamento por ano.
7. Os empregados da Google são convidados a enviarem sugestões à gestão e a serem envolvidos nos processos de tomada de decisão.
8. Há na empresa uma utilização muito generalizada de horários flexíveis, onde contam mais os resultados do que as horas trabalhadas. Neste contexto, os empregados da Google podem também realizar teletrabalho, sempre que tal lhes for mais conveniente.
9. A empresa mantêm-se dinâmica, empenhando-se em realizar novos lançamentos a um ritmo intenso e constante.

Mas o sucesso da Google não está completamente encerrado nestas nove razoes… A empresa procura manter um bom ambiente de trabalho e propício à inovação e criatividade. Sobretudo, os seus trabalhadores não são vistos como “custos”, mas como elementos vitais no processo de tomada de decisão. No total, tal abordagem produz uma empresa com um melhor ambiente de trabalho, mais humano, amigável e gerador de elevados níveis de inovação e criatividade.

Pergunta: quantas empresas portuguesas se poderão gabar dos mesmos padrões de qualidade e da mesma visão quanto aos seus “recursos humanos”? E não será um modelo de gestão como este adequado para produzir o tal “salto quântico” nos níveis de produtividade portugueses, que nos dizem serem dos mais baixos da Europa? Naturalmente que sim… Quanto mas distribuídas forem as decisões de gestão, melhor elas serão executadas por todos os seus agentes, quanto melhor for reconhecida e premiada a criatividade, melhor ela se desenvolverá e quanto mais humanas forem as empresas, melhores (mais eficientes e lucrativas) também elas serão…

Fonte:
http://research.globalthoughtz.com/index.php/employees-are-brands/

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Se der erro em ODBC de 64bits “system error code 126”

C:\oracle\product\10.2.0\client_1\BIN

Copiar as DLLs de 32x para a path onde está o ODBC driver da Oracle de 64

msvcr71.dll

mfc71.dll

Aparentemente, o setup da Oracle não as copia, mas estas depois são usadas.

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Código Aberto: A recente “conversão” do PSD ao mesmo

Não é fácil encontrar uma posição do PSD com que concorde. Por isso, não deixa de ser notável dar com uma com que concorde, pelo menos numa leitura superficial… E neste concreto, refiro-me ao pacote de propostas que o PSD apresentou na Assembleia e onde se sugere que todos os serviços do Estado passem a usar software de Código Aberto. Resistirá esta posição, contudo, a uma análise mais aprofundada?

Alternativamente, o partido de Passos Coelho propõe que as atuais licenças de Software proprietário sejam renegociadas por uma “licença única”. O que, contudo, parece refletir uma falta de comprometimento na adopção do Código Aberto na Administração Pública, já que esta opção parece estar a usada apenas como argumento negocial para conseguir baixar os custos de Licenciamento e não numa verdadeira e plena adopção de todas as possíveis vantagens da adopção do Código Aberto…

Ainda que pareça ser pouco empenhada, a medida revela pelo menos o que poderia representar tal transição para fora do software proprietário: 40 milhões de euros, ainda durante este ano de 2010, um valor não displicente num país endividado até ao tutano.

O PSD junta-se assim ao… PCP, ainda que de forma menos entusiasmada, já que parece usá-la como ponto negocial enquanto o PCP em 2007 conseguiu que os deputados da Assembleia da Republica pudessem usar software livre, se o quisessem fazer e tem – inclusive – a sua própria distro de Linux.

Estas iniciativas conseguiram criar algumas ilhas de Código Aberto na Administração Pública e fazer recuar ligeiramente o império de dispendiosas licenças que a Microsoft teceu sobre o Estado português, mas como não há nenhuma decisão mandatória (como existem na Holanda, Rússia, Alemanha e sobretudo, no Lusófono Brasil) a presença do Software Livre é ainda hoje apenas pouco mais que vestigial.

Recentemente, o Software de Código Aberto foi incluído na lista de ofertas no catálogo de compras do Estado.

Esperemos agora que se comece a mudar alguma coisa na relação de dependência que os acordos socráticos entre o Governo e a Microsoft criaram a propósito do E.escola e do E.Escolinha realizando assim a poupança em licenciamento, a flexibilidade e a abertura de novas possibilidades de desenvolvimento local que a adopção de Software Livre na Administração Pública inevitavelmente trariam.

Fontes:
http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/psd_quer_software_livre_na_administracao_publ_1060114.html
http://tek.sapo.pt/noticias/computadores/bloco_ultima_proposta_para_levar_software_liv_1060151.html

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Um estudante chinês publica um estudo sobre… as vulnerabilidades da rede elétrica dos EUA

Um estudante graduado chinês, com o nome de Wang Jianwei, publicou uma investigação sobre as vulnerabilidades da rede pública de distribuição dos EUA. A sua investigação desenha um plano completo para um ataque cibernético à rede elétrica norte-americana e revela o quanto este tipo de operações estão presentes na mente muitos jovens chineses… E porque é recentemente mais de cem grandes empresas dos EUA (da Boeing, à Google, passando pela Intel e pela Adobe) foram atacadas por hackers chineses.

O ataque sugerido por Wang tem algumas falhas técnicas, conforme já apontaram alguns peritos de segurança, mas expõe o quanto este tipo de operações e este tipo muito específico de alvos e, sobretudo, o quão elevados eles estão na escala de alvos do Exército Chinês.

Fonte:
http://hardware.slashdot.org/story/10/03/21/1242221/Chinese-Researcher-Says-US-Power-Grid-Is-Vulnerable-Strategist-Overreacts

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Sam Graham-Felsen: o “blogger-chefe” da Campanha Obama sobre o uso da Web 2.0 nas campanhas eleitorais

Graham-Felsen (http://n.i.uol.com.br)

Graham-Felsen (http://n.i.uol.com.br)

A campanha presidencial de Barack Obama será vista durante muitos anos como uma campanha exemplar a muitos títulos. E entre estes, sobretudo pelo uso que fez das novas tecnologias e da Internet.

Recentemente, o “blogueiro-chefe” da campanha Obama, Sam Graham-Felsen, esteve no Fórum Urbano Mundial, no Rio de Janeiro e expôs aquelas que julga ter sido a grande força da campanha de Obama: a aposta decidida numa grande base de doadores individuais, concedendo uma grande autonomia à militância de base tendo sempre a Internet como plataforma comum.

Graham-Felsen falava no contexto das presidenciais brasileiras de outubro mas este ensinamento pode também ser aplicado nas eleições presidenciais portuguesas de janeiro de 2011 e, nestas, sobretudo pela do Dr. Fernando Nobre, candidato que apoiamos em nome pessoal e do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

O especialista norte-americano a propósito do papel da militância numa campanha política declarou que “quanto mais as pessoas estão abertas para envolver a militância, mais transparente e interativa é a campanha. Sempre rende dividendos. A maneira tradicional é ir atrás da elite, poucos doadores dando muito dinheiro. Provamos que construindo relacionamento com uma maior base, tivemos uma lista de emails de 13 milhões de pessoas e 3 milhões de doadores. Mesmo que dêem só US$ 5, ou US$ 10, somou US$ 500 milhões”.

Graham-Felsen sublinhou ainda a importância de um bom slogan de campanha (como a “mudança” da campanha Obama), que possa polarizar as atenções e mobilize os apoiantes em torno da candidatura.

O blogueiro-chefe de Obama afirmou que os candidatos não podem ter receio de uma descentralização da campanha, entregando-a nas mãos dos seus voluntários e estendendo a criação e a manutenção de blogues, sites, Twitter e facebook pelos voluntários. O especialista reconhece que tal descentralização acarreta riscos para a campanha devido a declarações “menos corretas” que surgem inevitavelmente, fruto da própria paixão do apoiante e permitidas pela descentralização do “aparelho informal” assim fundado, mas Graham-Felsen alega que esses “deslizes” podem ser facilmente corrigidos pela sede das candidaturas e que os benefícios em rapidez, flexibilidade e criatividade compensam largamente esses defeitos.

O blogger referiu que uma forma de coordenar estes – aparentemente caóticos – grupos de voluntários poderá ser o fornecimento de orientações precisas, com pedidos de ações muito concretas, como telefonar a pessoas ou percorrer a vizinhança, recolhendo assinaturas, fazendo passar a mensagem e divulgando a própria existência da candidatura.

Por fim, Graham-Felsen deixou por fim um último conselho: “Passamos a maior parte da campanha não falando sobre Obama, mas falando em inspirar pessoas comuns que acreditavam em uma mudança possível. Quanto menos os candidatos focarem em si e mais nas pessoas, melhor”. A reter… Em qualquer Campanha, e no concreto caso que mais nos interessa: na Campanha Presidencial do Dr. Fernando Nobre.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u713584.shtml

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Caixa Mágica: “A Microsoft fez pressões para que a Caixa Mágica não estivesse nos Magalhães”

Caixa Mágica (http://pt.openoffice.org)

Caixa Mágica (http://pt.openoffice.org)

Todos os programas de apoio à informatização da juventude, do E.escola ao E.Escolinha poderiam ter sido aproveitados para aumentar a infoliteracia e a produção nacional de software. Essa foi aliás a abordagem seguida pelo governo do lusófono Brasil, com grande sucesso e poupanças assinaláveis.

Neste sentido, todos estes computadores deveriam ter sido equipados não com o software e sistema operativo fechado da multinacional norte-americana Microsoft, mas nomeadamente, com o Caixa Mágica, uma conhecida e muito reputada distribuição portuguesa de Linux.

Atualmente, é possível optar por arrancar um Magalhães em XP ou em Caixa Mágica, mas um responsável pelo Caixa Mágica veio admitir recentemente que a empresa de Redmond teria feito pressões para suprimir até esta opção, forçando o arranque exclusivo no seu sistema.

Felizmente, o Ministério da Educação e a JP Sá Couto souberam travar esse ímpeto monopolista e hoje o “dual boot” é ainda possível nos Magalhães. Mas o sistema da Microsoft e a sua dispendiosa suite de Office estão lá, doutrinando as nossas crianças para serem fiéis clientes da marca quando chegarem à idade adulta e dificultando a libertação de milhões de euros pagos anualmente à Microsoft em licenças de utilização do seu software, dificultando cada vez mais a adopção de software de código livre (e gratuito) na nossa sociedade e economia, com todos os serviços locais de desenvolvimento e manutenção que poderiam criar e que assim – pelo contrário – são transferidos para os centros de desenvolvimento que a multinacional mantêm no mundo, mas especialmente para os EUA e Índia.

Fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1520644

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Mais um passo a caminho do… Computador Quântico

Foi dado mais um passo importante na direção de um computador quântico. Físicos da Universidade de Wisconsin-Madison conseguiram criar um circuito atómico através do controlo de um par de eletrões durante “uma janela de oportunidade” de apenas sete milionésimos de segundo.

A computação quântica é a derradeira forma de conseguir manter o aumento exponencial da capacidade de processamento que os computadores conheceram nas últimas décadas. Os métodos tradicionais de aumentar o poder dos processamentos e que passavam essencialmente por diminuir o seu tamanho e aumentar a sua velocidade de funcionamento começam a bater nos limites determinados pelas imutáveis leis da Física, barreira em que a mecânica quântica pode abrir um novo universo de possibilidades. A equipa liderada pelo professor Thad Walker conseguiu usar átomos neutros para criar aquilo que designou como um portal “controlled-NOT” (CNOT), um elemento que será indispensável a qualquer computador quântico que se venha a ser desenvolvido.

A equipa usou uma combinação de lasers, frio extremo e vácuo para imobilizar dois átomos de rubídio com “armadilhas óticas”. De seguida, utilizaram um laser para excitar os dois átomos até um estado de alta energia de forma a criar um portal quântico entre os dois, obtendo assim uma “ligação quântica” entre ambos, algo que permite medindo um, obter o estado do outro.

A fase seguinte é ligar entre si um conjunto de 50 átomos de forma a testar a escalabilidade do conceito e criar o primeiro… Computador quântico.

Fonte:

http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=30297

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ACTA “Anti-Counterfeiting Trade Agreement”: Um Tratado Internacional negociado nas nossas costas

Desde à alguns meses que decorrem negociações secretas (“à porta fechada”) acerca de um “Anti-Counterfeiting Trade Agreement” (ACTA). Já passaram pelo México e pela Coreia do Sul, pelo menos e têm um capítulo sobre a aplicação do ACTA no “meio digital”. Os negociadores que passam por estas diversas rondas debatem sobre um texto inicialmente elaborado pela Administração e que tem agora a aprovação de Obama… O texto é secreto e dele, apenas se conhecem alguns extratos. Nada sobre o combate às alegadas prioridades da ACTA, as “falsificações”, mas quase tudo sobre a indústria dos Direitos de Autor, como a imposição de uma série de obrigações para que os ISPs (como a ZON ou a MEO) adoptem em todo o mundo a regra dos “três golpes” e uma expansão a todo o globo das polémicas e repressivas leis de Copyright dos EUA (DMCA).

Segundo segmentos conhecidos do texto em negociações, os países que assinarem a ACTA deverão fornecer a terceiros informação sobre navegação na Internet, algo que ultrapassa em muito qualquer tratado internacional hoje em vigor e que vai totalmente de encontro às pressões e desejos das empresas de Conteúdos. Segundo a ACTA, todos os países signatários terão que implementar leis de “aviso e desligamento” a todos os supostos “violadores de Copyright”, sem mandato judicial, e, sobretudo, instalar mecanismos que impeçam a partilha de conteúdos protegidos por direitos de autor.

No essencial, o ACTA vai tornar legal todas as medidas que a industria dos Media tentou fazer passar no Parlamento Europeu sempre sem sucesso, desde 2005, mas agora sob a forma de Tratado Internacional e, logo, não votável.

As negociações do ACTA estão também a considerar a possibilidade de as empresas de Media processarem os ISPs por “responsabilidade de Terceira Parte”, como forma de os pressionar a fazerem nas suas próprias redes e clientes as mesmas medidas de contenção e proibição de acessos que estas empresas realizam hoje por via judicial.

Um outro capítulo do ACTA parece referir-se à proibição de todas as tecnologias que possam ser usadas para ultrapassar qualquer sistema de proteção contra cópia.

Em suma, tenhamos cuidado: as democracias estão cada vez mais sequestradas pelos poderosos lobbies das multinacionais, neste concreto, das multinacionais de Conteúdos. Estas, no passado recente, já tentaram comprar deputados e políticos para que estes fizessem passar em diversos parlamentos leis cozinhadas por si, mas com o fracasso em vários países (e na UE em particular) agora partiram para outra abordagem: a de um tratado internacional, não sufragado nem aprovado em nenhum Parlamento nacional ou comunitário, cozinhado até ao último parágrafo nas capelas secretas das chancelarias e multinacionais dos Media de todo o mundo e que despreza qualquer forma de aprovação popular ou democrática.

Sejamos claros: com regras como aquelas que o ACTA vai tornar obrigatórias, qualquer empresa que não goste de nós, porque a criticámos num blog, comentário num site de jornal, porque falámos dela aos amigos, pode SEM MANDATO JUDICIAL exigir ao nosso ISP que nos proíba de aceder à Internet e levar todos os outros ISPs no mercado a seguir a mesma regra, sem verificação, controlo ou qualquer direito defesa ou apelo! Esse é o último desejo das empresas de Media. É este mundo – onde as multinacionais se sobrepõem aos direitos individuais – que queremos viver e legar aos nossos filhos?

Fontes:
http://www.eff.org/deeplinks/2009/11/leaked-acta-internet-provisions-three-strikes-and-
http://www.ustr.gov/new/fta/Singapore/advisor_reports.htm

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Sobre o iPad da Apple: afinal, serve para quê?

Há um certo ambiente febril quanto ao lançamento do mais recente gadget da Apple, o iPad. Muito se tem escrito (quase sempre críticas), especialmente focando na questão principal: o iPad não vem substituir nada e dificilmente constituirá um novo nicho de mercado. O iPhone, por exemplo, veio substituir o telefone, o mp3 e – para os menos exigentes – uma câmara fotográfica, mas o iPad, esse, vai substituir o quê?

O iPad não irá certamente substituir nem os laptops, nem sequer os netbooks, já que carece de multitasking, teclado e de câmara de vídeo para web chating. Talvez venha a concorrer com o Kindle, especialmente por causa do écran colorido (o do Kindle, usa e-ink, logo é mais legível, mas é monocromático), mas o seu uso em Portugal é vestigial.

Na melhor das hipóteses, o iPad permitirá que abandonemos as pilhas de papel, jornais, revistas ou livros, algo que pode ser importante para reduzir a nossa pegada de carbono e a marca ecológica que cada um de nós deixa no mundo. Em teoria, o iPad poderá ser usado para ler, ouvir música, ver filmes e séries, e até trabalhar num documento em offline ou online.

Em termos de público, o iPad parece mais vocacionado para utilizadores mais maduros e estudantes. Os primeiros irão apreciar a sua interface fácil e intuitiva e especialmente adaptada à leitura de textos eletrónicos. Navegar será mais difícil, porque o iPad não vai (como o iPhone) suportar Flash. Os estudantes apreciarão a sua capacidade para lerem textos e livros escolares sem terem que carregarem consigo dezenas de quilos em papel (e as árvores também…), o mesmo com os leitores compulsivos (como eu…) que estão sempre a ler simultaneamente dois ou três livros.

No essencial, o iPad está longe de ser revolucionário ou de mesmo poder ambicionar a substituir os laptops que hoje são ubíquos na maioria dos lares. Pode ser uma ferramenta complementar de sucesso, mas aí terá que vencer a sua maior desvantagem: o preço elevado de um gadget que não tem um nicho de mercado claro e cuja utilidade complementar dificilmente justificará os perto de 600 euros com que será comercializado em Portugal.

Fonte:
http://www.apple.com/pt/ipad/

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Quais são os maiores sites de Torrents da atualidade?

Quem é frequentador assíduo de sites de Torrents (eu não…) saberá que há muito que o The Pirate Bay foi batido em popularidade e número de Torrents pelo Mininova. Mas isso irá mudar brevemente… Grande parte destas torrents serão removidas do mininova devido à sua derrota num processo judicial. De facto, o mininova já não é o maior site do género do mundo, tendo sido já ultrapassado pelo KickassTorrents em termos de tráfego bruto. Em termos de número de Torrents, contudo, o The Pirate Bay continua no topo seguido pelo Torrentz e pelo isoHunt.

Eis a lista de maiores sites de torrents, compilada a partir de dados de tráfego da Compete, Alexa e SiteReport pela fonte deste post:

#1 THEPIRATEBAY.ORG
– visitantes diários: 4,600,136
#2 TORRENTZ.COM (obriga a registo)
– visitantes diários: 2,756,280
#3 ISOHUNT.COM
– visitantes diários: 2,285,811
#4 BTJUNKIE.ORG
– visitantes diários: 1,363,883
#5 TORRENTREACTOR.NET (obriga a registo)
– visitantes diários: 919,552
#6 DEMONOID.COM
– visitantes diários: 728,513
#7 TORRENTDOWNLOADS.NET
– visitantes diários: 686,219
#8 MONOVA.ORG
– visitantes diários: 670,536
#9 KICKASSTORRENTS.COM
– visitantes diários: 642,498
#10 MININOVA.ORG
– visitantes diários: 632,519

Fonte:
http://torrentfreak.com/top-10-torrent-sites-soon-without-mininova-100227/

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Os sites de Torrents estão a mudar… The Pirate Bay, Mininova, Torrent Spy, etc, já eram e agora…

Quem anda pelos sites de Torrents, sabe que algo está a mudar neste meio… O Pirate Bay já foi ao ar. O mesmo destino seguiram o TorrentSpy, o mininova e muitos outros menos conhecidos sites de Torrents. Na verdade, isso pode incomodar os menos conhecedores do submundo dos Torrents, mas não os “profissionais” da pirataria que – como sempre – andam sempre um passo à frente das multinacionais de Media.

Com efeito, os utilizadores mais intensos de clientes BitTorrent criaram sites fechados, livres dos ficheiros falsos e dos vírus com que as empresas de Media têm saturado os últimos sites de Torrents e somente acessíveis a utilizadores registados que mutuamente se conhecem. Os sites privados de Torrents estão apenas acessíveis a quem receba um convite de um utilizador atual. A maioria destes sites privados são especializados, por tema ou tipo de ficheiro, mas existem alguns mais genéricos, como os sites de Torrents que entretanto fecharam. Mas estes sites privados não escapam à mira da indústria dos Media… Alguns, como o OiNK, já foram encerrados, mas o seu lugar foi rapidamente ocupado por várias alternativas, alguns com mais de cem mil membros ativos.

Em suma, as redes P2P desceram para debaixo da terra, ganharam em discrição e secretismo o que perderam em notoriedade, e este movimento teve muito a ver com o alto perfil mediático que os fundadores suecos do The Pirate Bay tiveram durante as suas longas batalhas com a Justiça. Em resultado da sua derrota, praticamente todos os outros grandes sites de Torrent foram por sua vez condenados à extinção, mas em movimento de contracorrente, vimos nascer estas redes de sites alternativos, bem mais pequenos, quase secretos, privados e muito mais resilientes (porque mais flexíveis) a qualquer tipo de ataque que a indústria queira lançar sobre eles.

Fonte:
http://gizmodo.com/5475006/the-secret-world-of-private-bittorrent-trackers

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O dilema dos programadores (“coders”) com mais de 50 anos

Um interessante artigo publicado na revista InfoWorld dá conta de um fenómeno que de facto tem eco no círculo das nossas relações: há uma curiosa tendência para que quem tenha como profissão ser programador informático ser despedido antes de chegar aos 50 anos. Com efeito, a discriminação etária é neste campo mais violenta e absoluta do que em provavelmente qualquer outro. Tanto que esse facto (sim, quantos programadores com mais de 50 anos conhece você?) devia condicionar os jovens que ingressam hoje nos cursos de Engenharia Informática a pensarem duas vezes e a escolherem carreiras mais longas… Sim, que não os coloquem no desemprego crónico assim que soprarem a sua 50a vela.

Obviamente, trata-se de um problema de gestão, não com as pessoas que passam os 50 anos de idade. Ou melhor, de um problema de má gestão global, já que o problema não é nem português, nem brasileiro, mas mundial. É evidente que, desde o princípio da sua carreira um programador pode ser mais ou menos produtivo do que outro, e que isso nada tem que ver com a sua idade. É também evidente que com a velocidade com que se muda a moda das linguagens de programação, qualquer programador encontra várias durante a sua carreira, sendo forçado a aprender várias delas…

Por isso quando um gestor decide preferir um programador jovem sobre um mais maduro fá-lo por puro preconceito e porque – sobretudo – não tem qualquer capacidade técnica para distinguir um bom de um mau programador. Assim, prefere os mais jovens porque estes são mais descartáveis, dispostos a trabalharem longas horas e livres de dependências familiares, gerando no processo um maior número de linhas de código que não serão – necessariamente – as melhores. A experiência é assim neste campo profissional profundamente desprezada e subvalorizada e hipervalorizada a preferência pelas longas jornadas de trabalho e pela produção de longas resmas de código de qualidade duvidosa, mas massiva.

Fonte:

http://developers.slashdot.org/story/10/02/17/1642213/Logans-Run-Syndrome-In-Programming?from=rss

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Procedimento para configurar backups SQL em SQL Express 2005 (Maintenance tree desativada)

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Google: O princípio do fim?

A presente recessão mundial demonstrou que a economia atual estava erguida sobre movimentos cíclicos de Bolha-Rebentamento-Bolha. E nada é imune a este ciclo neoliberal, tanto mais certo, quanto mais “livres” e desregulados forem os Mercados… A Publicidade não é imune a este fenómeno cíclico, dependendo ela também muito de percepções e de sentimentos de valor. E se assim então a Publicidade é ainda um fenómeno mais sujeito a estes fenómenos cíclicos. E se é, então… O presente sucesso estrondoso da Google, é, ele mesmo: cíclico ou… Bolha.

Julga-se que a Google terá hoje perto de um milhão de servidores, espalhados pelo mundo fora, em centros de dados mais ou menos secretos, mas todos de enormes dimensões. Destes, haverá entre 12 e 15, que gerem um volume de tráfego de dados que faz com que a Google seja hoje o terceiro maior emissor de tráfego na Internet, sendo que a empresa não paga praticamente nada por ele, devido às especificidades do seu negócio…

No que respeita a motores de busca, a Google tem liderança absoluta, com mais de 83% de todas as pesquisas feitas em 2009.

No que respeita a dados de georeferenciação, até à pouco tempo, o famoso Google Maps comprava as suas imagens de satélite a empresas terceiras, como a NAVTEQ e a Tele-Atlas, mas agora a Google usa dados próprios e distribui-os de forma gratuita. De facto, a empresa “do no evil” está a repetir a mesma coisa que a Microsoft fez para eliminar o Netscape: distribuir o seu produto (o Internet Explorer) de graça. Algo de semelhante ocorre também no mercado dos smartphones, onde a Google está a distribuir o Android gratuitamente, comendo mercado à Microsoft e à Nokia.

Todo este modelo de gratuitidade de serviços pode terminar se o domínio quase absoluto da Google no mercado publicitário for colocado em causa. Se tal suceder, este monopólio efetivos nos mapas, nos telemóveis, nas aplicações Office (via Google Docs), etc pode subitamente passar a ser cobrado, num ambiente onde virtualmente toda a concorrência foi extinta.

E o fim do domínio pode estar para breve… O estudo “Natural Born Clickers” da ComScore e da Starcoma
Revela que em apenas dois anos houve uma queda de 50% nos anúncios clicados e que apenas 8% de todos os utilizadores da Internet respondem por 85% destes cliques. Sobretudo, este estudo de 2008 revela que metade de todos os clique vêm de adultos com baixos rendimentos. Este estudo indica que o modelo comercial da Google já passou – como o petróleo – o seu Pico de Produção e que daqui em diante é sempre a descer… E é natural que com essa queda, a empresa decida passar a cobrar pelos serviços que hoje são gratuitos e onde por essa mesma razão assumiu posições monopolistas.

Fonte:
http://www.linuxjournal.com/magazine/eof-google-exposure

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Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

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Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

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Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

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