Hoaxes e Mitos Urbanos

Na Arábia Saudita andam à cata de máquinas de costura Singer por causa do… Mercúrio Vermelho

Uma estranha febre percorre o reino da Arábia Saudita… Milhares de pessoas escavam lixeiras publicas e ferros-velhos seguindo um mito urbano (hoax) que alega que máquinas de costura antigas têm uma substancia misteriosa (e provavelmente inexistente) intitulada de “mercúrio vermelho”.

Alguns compradores estão a dar até 50 mil dólares por cada antiga máquina Singer, desde que se prove que ela contêm “mercúrio vermelho”. E como se faz esta prova? Bem, com telemóveis. O telemóvel é colocado junto da máquina e se a linha cair subitamente, então acreditam os sauditas, que isso prova que a máquina tem “mercúrio vermelho”.

Como todos os mitos, é impossível saber exatamente quais foram as origens deste, mas acredita-se que alguém com um grande stock de antigas máquinas Singer pode ter estado por detrás deste inusitado (e algo ridículo) mito. E é claro… O “mercúrio vermelho” é outro mito. A substancia radioativa, supostamente descoberta na antiga União Soviética e que permitira multiplicar por mil a potência de uma detonação atómica nunca foi observada, nem teve jamais a sua existência teórica demonstrada. Não tem faltado que a tenha tentado vender no mercado negro, nem quem a tenha tentado comprar, havendo inclusivamente detidos por tentarem comprar esse elusivo material. Mas… Em máquinas de costura? Não. Não parece muito provável que encontremos essa fonte deste mercado negro nuclear do… Logro e da ignorância.

Fonte:

http://www.reuters.com/article/oddlyEnoughNews/idUSTRE53D48H20090414?feedType=RSS&feedName=oddlyEnoughNews

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Susan Boyle: O Hoax do “Britain’s Got Talent”?

Um dos maiores fenómenos da atualidade, pelo menos na Internet e na televisão é a revelação de uma cantora lírica escocesa de nome “Susan Boyle”. Os seus vídeos no Youtube contam-se já entre os mais vistos de sempre:

Contando, todos,  já mais de 130 milhões de Views!

Tamanho estrondoso por parte de alguém com tão improvável aspecto causa surpresa e… faz suspeitar que esta história tenha mais “cabelo” do que parece à primeira vista. E uma rápida investigação pela Internet reforça essa convicção. Mas antes, eis uma pequena introdução a este “hoax” (Mito): Susan Boyle teria sido revelada num dos mais populares programas de televisão britânicos, de nome “Britain’s Got Talent“. Em 2007, o programa já tinha alcançado um sucesso extraordinário na Internet através da performance de Paul Potts, outro improvável vencedor, como Susan Boyle… Esta alegada virgem de 47 anos terá conquistado o júri e audiência do concurso através do indiscutivelmente extraordinário desempenho que se pode avaliar no parágrafo anterior. Tudo parecia normal, até que o jornal NY Times publicou um artigo onde apresentava suspeitas de que Susan Boyle não passasse de uma criação de Simon Cowell , o antigo produtor das Spice Girls, que efetivamente parece ter um forte móbil financeiro nesta história, estando agora a assinar um contrato de exclusividade com Cowell.

A escocesa conquistou o juri e audiência em estúdio logo que começou a cantar o tema “I Dreamed a Dream“, extraído do conhecido musical Les Miserables. O seu desempenho foi comentado pelos juízes do programa como sendo “extraordinário” (Simon Cowell) e como “estarrecedor” (Piers Morgan), acrescentando ainda ser Susan Boyle “a maior surpresa dos últimos três anos”.

Na entrevista realizada frente aos jurados do programa, Susan Boyle terá confessado “nunca ter sido beijada”. E de facto, esta escocesa, viveu com a mãe até esta falecer em 2007 e com um gato de nome Pebbles.

Indícios que “o sucesso de Susan Boyle no Britain’s Got Talent” é um mito:

0. Antes do mais, temos que referir que “Britain’s Got Talent” não é um documentário, factual, imparcial e desinteressado. É um programa de entretenimento, gravado em diferido, cuidadosamente coreografado e realizado de uma forma muito profissional. Espontaneidade, surpresas, inesperados, são palavras que não são compatíveis com o quadro anteriormente traçado.

1. Seguindo quase fielmente a mesma matriz de sucesso de Paul Potts, o que é de per si desde logo suspeito… Ambos visualmente discretos, com peso a mais, ocupados em profissões cinzentas (Paul) ou desempregados (Susan Boyle), tendo em conta o sucesso comercial que Paul Potts representou para o programa, em 2007, nada mais natural que a produção do programa procurasse reeditar o sucesso de 2007 em 2009. Esta tentativa (bem sucedida) de reedição do fenómeno Potts torna-se evidente, logo na expressão de um dos juízes do desempenho que Boyle, Piers Morgan que comentando-a refere ser a cantora “a maior surpresa dos últimos três anos”. Ora 2009 – 3 = 2007… O ano em que Paulo Potts foi revelado. Porque tinha Morgan esta data em tão clara memória? Não ouvir mais nenhuma revelação durante estes três anos?

2. Quando Susan Boyle sobe ao palco, com sapatos rasos e o seu vestido domingueiro, a populaça acolhe-a com um riso sarcástico. A mesma atitude é exteriorizada pelo juiz Simon Cowell. Quando confessa que deseja vir a ser uma cantora lírica, o ruído aumenta de intensidade. No total o ambiente é de autêntico linchamento e produz na audiência televisiva um imediato sentimento de empatia e identificação com a vítima de tal tratamento de polé, que a orienta cuidadosamente para uma posição em que fica receptiva ao desempenho de Susan Boyle. De facto, tudo se assemelha a um circo romano, com a populaça clamando pelo sacrifício dos cristãos aos leões e com o “imperador” Powell pronto a apontar o dedo para o solo (historicamente, de facto, a palma da mão). Trata-se de uma evidente coreografia objetivando a dilatação do desempenho de Boyle.

3. Outra alusão a um mito cristão é utilizada pelos produtores do programa quando recorrem à exaltação do poder absoluto de Powell contra a insignificância indumentária e visual de Boyle. O Grande (Golias) enfrenta o Pequeno (David) e a vitória bíblica final deste produz o reforço do fenómeno de identificação forjado no parágrafo anterior, pelo acolhimento arrogante da plateia e do próprio júri.

4. Sejamos, contudo, bem claros: Susan Boyle enquanto cantora lírica não é um hoax. Não é um mito ou uma simples construção artificiosa à laia dos Milli Vanilli mas uma excelente cantora, com um reconhecimento merecido. Mas o seu comportamento em palco parece demasiado adequado para potenciar a imagem de “cordeiro no circo” para ser realmente espontâneo e sincero. Como acreditar que Cowell desconhecia em absoluto o seu talento antes de a ver no palco? Não fazem despistagem e audições antes dos concorrentes cantarem pela primeira vez? Porque é que Boyle escolheu precisamente um tema tão adequado ao tipo de personagem (real ou não) que assumiu em palco “sonhei um sonho”, cantado na ópera por um desempregado, como Susan Boyle, uma “ocupação” que aparece em rodapé enquanto ela canta? Não parece sobre-coreografado?

5. Uma das regras para a admissão de um concorrente ao Britain’s Got Talent é nunca ter gravado um disco comercial. Ora o jornal escocês “Daily Record” descobriu que Susan Boyle tinha gravado um tema num CD na década de 90 intitulado “Cry Me a River”. Ainda que tivesse sido um CD para uma organização de caridade e tivessem sido apenas produzidas mil cópias, estas foram vendidas, pelo que – tecnicamente – foi mesmo uma gravação comercial. Anos antes, Susan Boyle era captada por uma câmara, num concurso em 1984: http://www.youtube.com/watch?v=uxES80FbRmM, outra indicação que ela não começou a cantar, propriamente na véspera desta audição no Britain’s Got Talent.

6. O aspecto descuidado de Susan Boyle não seria… demasiado descuidado? Os maquilhadores nos bastidores não a teriam preparado antes de aparecer em palco, se tivessem mesmo recebido instruções para o fazer??? E se assim foi, então a sua apresentação “descuidada” em palco, não seria antes pelo contrário, muito cuidada e objetivando a criação de um efeito muito preciso junto da audiência televisiva?

Motivações para este embuste/hoax:
1. Audiências, Audiências, Audiências…
2. Dinheiro (de facto, a primeira motivação): O grande ator nesta orquestração foi o júri Simon Cowell, precisamente gestor da BMG britânica e que negociou com ela um contrato de gravação de um album e de um filme…

Fontes:
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,susan-boyle-e-criacao-de-produtor-das-spice-girls–diz-jornal,358165,0.htm
http://www.nypost.com/seven/04182009/postopinion/opedcolumnists/fairytale_ending_165066.htm http://en.wikipedia.org/wiki/Britain’s_Got_Talent

http://www.cnn.com/2009/SHOWBIZ/TV/04/15/talent.show/index.html

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Hoax: “O Golpe do Telefone”: discar o 90#

As caixas de correio eletrónico portuguesas foram inundadas com uma mensagem de um suposto “Inspector” da Polícia Judiciária de nome “Jorge Monteiro” da “área técnica profissional” da nossa PJ. Como sucede tantas vezes, a coisa cheirou-me a “Hoax” e lá fui eu à busca da solução do mistério… Seria verdadeira esta mensagem? Seriam correctas as suas alegações?

O texto de uma das variações desta mensagem é o seguinte:

Jorge Monteiro
(Inspector)
Área Técnica Profissional

Quinta do Bom Sucesso, Barro – 2670 – 354 LOURES
Telf: 219844265 E-mail: jorge.monteiro@pj.pt
COMO FUNCIONA O GOLPE DO TELEFONE…
Ligam para a sua casa, empresa ou telemóvel, dizendo que é do
Departamento Técnico da empresa telefónica local, ou da empresa que trabalha para a mesma.
Perguntam se o seu telefone dispõe de marcação por ‘tons’.
A marcação de um telefone pode ser por impulsos (pulse), ou por tons (tone).
Hoje em dia, todos os telemóveis dispõem da marcação por tons, o mesmo acontecendo com a maioria dos telefones fixos.
Com o pretexto de que estão a testar o seu telefone, pedem-lhe para discar 90#.
Uma vez executada esta operação, a pessoa informa que não há nenhum problema com o seu telefone, agradece a colaboração e desliga.
Terminado este procedimento, você acaba de habilitar sua linha telefónica como receptora a quem lhe acabou de lhe telefonar; isto chama-se ‘CLONAGEM’, ou seja, uma copia fiel da sua linha telefónica.
Daí em diante, todas as ligações feitas por aquela pessoa que lhe telefonou inicialmente, serão DEBITADAS NA SUA CONTA DE TELEFONE.
ATENÇÃO:
Isto está a ocorrer com telefones fixos e com telemóveis. Nunca digite 90 # no seu telefone. Até agora as companhias telefónicas não sabem como parar, detectar ou evitar esta fraude.
Por isso, é importante que essa informação SEJA PASSADA AO MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS

Em primeiro lugar não existe aparentemente nenhuma “área técnica profissional” na PJ. Poderá haver um departamento de Tecnologias de Informação interno (e há-o, certamente) responsável pela manutenção dos sistemas informáticos internos, desde o correio eletrónico até às firewalls, e é credível que tal área tenha uma designação semelhante. Mas um técnico dessa área interna nunca enviaria – oficialmente – um tal comunicado para o exterior… A ser verdadeiro este teria que emanar da própria direção ou – no mínimo – da “Unidade de Telecomunicações e Informática” da Judiciária. Não o foi… O “Instituto superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais” que existe efetivamente nessa morada. O telefone 219844265 parece ser mesmo uma extensão verdadeira da PJ.

O endereço de mail parece ter um erro. Ainda que o domínio de mail a PJ seja de facto @pj.pt, a esmagadora maioria dos seus inspectores tem (a avaliar pelo Google) endereços no formato “primeira letra do primeiro nome” + “.” + “último nome completo” = j.monteiro@pj.pt e não jorge.monteiro@pj.pt como sugere o mail.

Se este “aviso da PJ” fosse verdadeiro não apareceria em grande destaque no site da Polícia Judiciária? E contudo, nada por aqui nem em Alertas, nem em Notícias…

Por outro lado e, sobretudo, esta mensagem de correio eletrónico não tem substancia… Mensagens idênticas já circulam desde 1998, tendo surgido pela primeira vez nos EUA. Pouco depois, surgiam várias variações em várias línguas. Tecnicamente, a alegação de clonagem por esse método não è  realista, segundo indica fonte da Portugal Telecom. A própria frase “discar #90” é absurda porque se refere aqueles telefones antigos em que os números eram marcados rodando um disco, onde isso já lá vai! Desafio o leitor a encontrar hoje um desses telefones onde possa “discar” seja lá o que fôr… E aqui para nós: estes telefones tinham a uma ranhura para cardinal?! Pois sim…

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Hoax: Os telemóveis não podem ser usados nas Bombas de Abastecimento de Combustível

Já devem ter reparado naqueles autocolantes nas bombas de gasolina com a indicação de que não é permitido utilizar telemóveis na proximidade destas instalações. Estamos aqui perante um dos mitos urbanos mais resilientes da Historia moderna, tão forte que, na Europa, assumiu mesmo a forma de Lei…

De facto, um extenso estudo cientifico conduzido em 2003 por Richard Coates para a petrolífera BP concluiu que dos 243 incêndios registados em postos de abastecimento de combustíveis durante onze anos, nos EUA, nem um só podia ser relacionado com o uso de telemóveis… A maioria fora provocada por descargas de eletricidade estática entre o condutor e o veiculo, mas nem um só caso pode ser atribuído ao uso de telemóveis ou às suas antenas.

A Lei data assim de uma época onde se começava a popularizar o uso destes aparelhos, mas em que ainda não havia o conhecimento suficiente sobre as suas propriedades, razão primeira deste mito com forca de Lei… De facto, a haver lei, esta devia regulamentar e criar formas de evitar a acumulação de cargas estáticas nos veículos… Obrigando por exemplo, todos os fabricantes a instalarem sistemas de ligação a terra, por exemplo.

Fonte:
Science et Vie, Outubro de 2008

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Não há (ainda) provas que existam vampiros… mas pelo menos há-as de que no Séc. XVI se acreditava neles

Parece ter sido encontrada a primeira prova de que… Houve vampiros. Ou melhor dizendo, que no passado alguém acreditou tanto que havia vampiros que executou num cadáver de uma mulher, em Veneza, um procedimento tradicional para matar um vampiro e que consistia na introdução de um tijolo na boca do cadáver, de forma a impedir que se pudesse alimentar das numerosas vitimas de Peste que eram enterradas no cemitério na época deste enterramento, o século XVI.

A descoberta teve lugar na pequena ilha de Lazzaretto Nuovo, na lagoa de Veneza e encontra as suas raízes na convicção popular que na época associava a Peste Negra aos vampiros. A descoberta macabra foi feita pelo professor Matteo Borrini, da Universidade de Florença e é a primeira prova arqueológica de um ritual de exorcismo de um vampiro. A ilha foi usada na época como um sanitário para vitimas de Peste e a inserção do tijolo pode resultar de uma exumação onde se descobriu que esse cadáver não apresentava os mesmos níveis de decomposição de outros (um fenómeno natural, mas raro) e da explicação encontrada como sendo o vampirismo da pessoa ali tumulada. Acreditava-se que esses vampiros espalhavam a Peste de forma a sugar a vida remanescente das vitimas de praga até obterem a energia suficiente para regressarem às ruas. Obviamente, todas estas tradições estiveram na base do clássico “Dracula” de Bram Stoker, em 1897, mas como demonstra este macabro e tão curioso achado, a realidade estava muito longe das praticas de cravamento de espetos que Hollywood popularizou a partir da narrativa de Bram Stoker.

Fonte:
Phakamisa Ndzamela
http://www.reuters.com/article/oddlyEnoughNews/idUSTRE52B4RU20090312?feedType=RSS&feedName=oddlyEnoughNews&rpc=69

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Hoax?: A colisão entre um satélite Iridium e o Cosmos-2251 seria… intencional e fruto de um programa da DARPA?

Satélite Iridium em http://www.nasm.si.edu

Satélite Iridium em http://www.nasm.si.edu

A recente colisão entre um satélite de comunicações norte-americano da rede Iridium e um velho satélite russo da série Cosmos teria sido, segundo um perito russo, um… teste norte-americano à sua capacidade de interceptar satélites inimigos. O satélite norte-americano era um dos 66 satélites da Iridium e o russo, um velho Cosmos-2251, lançado em 1993 e há muito desactivado.

Ora, segundo declarou o general russo retirado Leonid Shershnev numa entrevista ao jornal russo “Moskovsky Komsomolets” a colisão entre os dois satélites teria sido o resultado de um projeto designado como “Orbital Express“, que teria começado em 2007.

O projeto “Orbital Express” foi da responsabilidade da DARPA “Defense Advanced Research Projects Agency” e seria obra do “Marshall Space Flight Center” da NASA e teria como objetivo “validar a possibilidade técnica de reconfiguração robótica, autónoma e em orbita de satélites de forma a suportar programas comerciais e de segurança nacional dos EUA”. Em março de 2007 foi lançado um satélite protótipo (ASTRO) e um satélite de “manutenção” (NextSat). Os dois satélites teriam sido um sucesso e o programa foi oficialmente completado em julho de 2007. Ora este general russo afirma que o projeto não parou em 2007 e que teria evoluído até ao “desenvolvimento de tecnologia que permitisse monitorizar veículos orbitais, usando satélites completamente automáticos”. Assim, nesta leitura, a colisão orbital de fevereiro seria o resultado de um desses testes, tendo sido o produto de um único comando a partir do centro de comando.

Leonid Shershnev não é um general reformado qualquer… O seu ultimo cargo no ativo foi na chefia dos serviços de inteligência espaciais da Rússia e se não fosse esse factor descartaria imediatamente esta noticia como um “hoax”. Contudo, não é assim.  É claro que a colisão pode também ter sido um teste de aproximação e observação próxima do satélite russo Cosmos que correu muito mal, provocando uma colisão não planeada. Esta teoria estaria plenamente conforme com os objetivos do projeto “Orbital Express” e seria mais credível porque todos conhecem os riscos que decorrem da destruição de satélites em orbita pelo aumento de destroços em orbita que podem destruir satélites dispendiosos que estão em orbita. Alias, ainda no começo de março toda a tripulação da ISS teve que ser evacuada de emergência para a capsula Soyuz porque se aproximava um grupo de lixo espacial que poderia danificar e despressurizar a Estação Espacial Internacional. E meses antes, toda a comunidade espacial internacional assistiu indignada a uma perigosa e irresponsável experiência de destruição de um satélite inativo em orbita por um “assassino de satélites” que deixou milhares de pequenos destroços numa das orbitas mais utilizadas criando um perigo latente para todos os satélites que partilham dessa orbita. Os EUA estiveram na primeira linha dessas criticas e, logo, não é credível que, pouco depois, fossem repetir o ato irresponsável da China. Por isso… Ou esta colisão entre este Iridium e o Cosmos foi um puro acidente ou uma foi uma experiência de aproximação e espionagem no quadro da “Orbital Express” que correu mesmo muito mal…

Fontes:

http://en.rian.ru/russia/20090303/120392490.html
http://blog.wired.com/defense/2009/03/russian-general.html

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Hoax: “SENHA DO CARTÃO DE CRÉDITO INVERTIDA” para alertar de roubos no Multibanco

Percorre a internet portuguesa esta mensagem de correio eletrónico:

“SENHA DO CARTÃO DE CRÉDITO INVERTIDA
Se fôr alguma vez, forçado por um ladrão a retirar dinheiro da caixa de multibanco, pode avisar a polícia imediatamente, digitando a sua senha ao contrário.
Por exemplo, se a sua senha fôr 1234, então digite 4321.
A máquina reconhece que a sua senha está invertida, de acordo com o cartão que acabou de inserir.
A máquina, de qualquer maneira, dar-lhe-á o dinheiro mas, para desconhecimento do ladrão, a polícia será imediatamente accionada/enviada para o/a ajudar.
Esta informação esteve recentemente no ar na TV (a par com outras inovações tecnológicas recentemente instituídas pelo sistema bancário português) e declara que isso é raramente usado, porque as pessoas não sabem da existência deste mecanismo de defesa.
Por favor, passem isso a todos os vossos contactos.
É uma informação extremamente útil e necessária.

Paulo Alexandre
Divisão de Informática
Gabinete de Política Legislativa e Planeamento
Ministério da Justiça
Avenida Óscar Monteiro Torres, n.º39
1000-216 Lisboa
Tel.: (351) 21 7924000
Fax.: (351) 21 7924080″

A ideia em si é interessante, mas impraticável nos casos em que as senhas são algo do género “1111”, e completamente desprovida de fundamento. Não só a entidade que gere o sistema Multibanco não confirma tal capacidade das suas caixas ATM, como a Polícia Judiciária rejeita qualquer paternidade neste texto. Os telefones e endereços da PJ nesta mensagem são verdadeiros e atuais, e o tal de “Paulo Alexandre” já trabalhou de facto nesta polícia, mas não faz atualmente parte dos seus quadros.

Logo… Eis mais um dos abundantes e cada vez mais frequentes “Hoax” que circulam por aí, não tendo este “alerta da PJ”, mais fundamento do que a maioria de outros idênticos que encontramos com uma frequência crescente.

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Hoax: Do uso de “Vicks VapoRub” nos pés para combater a tosse nocturna

Um mito que recentemente pareceu ter ressurgido é o de uma capacidade do conhecido “Vicks VapoRub” para combater a tosse noturna… A mensagem que circula por aí é esta (pelo menos na versão de português do Brasil que me chegou às mãos):
“Durante uma conferencia sobre Óleos Essenciais, comentavam como a planta dos pés podem absorver os óleos. O exemplo consistia em colocar alho na planta dos pés e aos 20 minutos, já podia sentir o sabor na boca!
Alguns de nós temos usado o Vick Vaporub durante muitos anos como remédio para muitas coisas, desde labios machucados até dedos dos pés inflamados e muitas outras partes da pele. Mas nunca tínhamos escutado sobre isto.
E acredite, porque funciona em 100% das vezes que se faz, apesar dos cientistas que descobriram realmente não estarem seguros de como isso acontece.
Para deter a tosse noturna de um menino (ou de um adulto), espalhe Vick Vaporub generosamente sobre a planta dos pés e logo cubra com meias.
Mesmo a tosse mais persistente, forte e profunda se deterá no máximo em uns 5 minutos e dará muitas horas de alivio. Funciona 100% das vezes que se faz e é mais eficaz nas crianças.
Além disso, é extremamente calmante e reconfortante, enquanto dormem profundamente. É surpreendente ver que é mais eficiente que os medicamentos prescritos para as crianças tomarem a noite. Se voce tem filhos,netos ou amigos idosos, repasse esta mensagem.
E se voce estiver com tosses fortes, comprove em você mesmo e ficará maravilhado quando vir e sentir como funciona.”

A mensagem original – em inglês – circula desde 2007 e alude a estudo do “Canada Research Council“, uma entidade real, mas com um nome erróneo, já que o correcto é “National Research Council of Canada” e na sua essência é muito aproximada desta versão portuguesa atual, faltando apenas a referência a que basta cinco minutos de aplicação para obter várias horas de alívio:
“Even persistent, heavy, deep coughing will stop in about 5 minutes and stay stopped for many, many hours of relief.
Works 100% of the time and is more effective in children than even very strong prescription cough medicines. In addition it is extremely soothing and comforting and they will sleep soundly.
I heard the head of the Canada Research Council describe these findings on the part of their scientists when they were investigating the effectiveness and usage of prescription cough medicines in children as compared to alternative therapies like accupressure. Just happened to tune in A.M. Radio and picked up this guy talking about why cough medicines in kids often do more harm than good due to the chemical make-up of these strong drugs so, I listened.
It was a surprising finding and found to be more effective than prescribed medicines for children at bedtime, and in addition, to have a soothing and calming effect on sick children who then went on to sleep soundly.
Lolly tried it on herself when she developed a very deep constant and persistent cough a few weeks ago and it worked 100%! She said that it felt like a warm blanket had enveloped her, coughing stopped in a few minutes and believe me, this was a deep, (incredibly annoying!) every few seconds uncontrollable cough, and she slept cough free for hours every night that she used it.
So, if you have Grandchildren, pass it on, if you end up sick, try it yourself and you will be absolutely amazed by the effect.”

Pois… Embora o CRC exista, o seu relatório não. O “Canada Research Council” negou ter iinvestigado a utilização do Vicks VapoRub nos pés de criança como uma força de combater a tosse nocturna e de facto, chegou mesmo a publicar uma nota com esse desmentido formal (ver AQUI):
“The National Research Council of Canada (NRC) recently learned of a circulating e-mail that claims NRC scientists have proven that Vicks VapoRub™ can be applied to the feet to cure a persistent cough. We would like to take this opportunity to dispel this rumour.
The e-mail suggests that NRC conducted research comparing the effectiveness of prescription cough medicines in children to alternative therapies such as acupressure. However, our databases indicate that no such studies involving Vicks VapoRub have been done at NRC. It is rare for NRC to perform research on alternate applications of medications.
The e-mail also refers to NRC incorrectly as the “Canada Research Council.” The proper name of our organization is the National Research Council Canada.
Home remedies, homeopathy and alternative therapies for illnesses are popular areas of interest for Canadians, especially in recent years. Although NRC conducts research in the areas of nutraceuticals and therapeutic attributes of plants, our focus is more often on medical and pharmaceutical treatments for illness and disease. Some of our best-known advances in health care include: the meningitis-C vaccine, the cobalt-60 cancer therapy, the first artificial pacemaker, the first practical motorized wheelchair and research into food-borne pathogens, to name a few.
Through these innovations, NRC scientists have improved the quality of life of millions of people around the world. For almost a century, NRC has been addressing new national challenges and priorities.”

As instruções do produto omitem naturalmente qualquer utilização nos pés, recomendando apenas a aplicação na zona superior do corpo. Não existem indícios que existam assim provas científicas da utilidade desta aplicação do produto e muito menos qualquer explicação racional para qualquer melhora assim obtida que possa ser explicada por qualquer outra coisa que não o conhecido “efeito placebo“.
Ou seja… Tudo nesta história é mito (hoax): o relatório do CRC, a designação do próprio instituto público canadiano e até… os fundamentos médicos e científicos da história.
Estamos assim perante um dos “mitos urbanos” (hoaxes) mais claros jamais abordados aqui no Quintus.
Fontes:
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Hoax: As rotas aéreas internacionais evitam intencionalmente o Triângulo das Bermudas?

Recentemente alguém me contou que as hospedeiras do ar da companhia aérea de bandeira venezuelana andavam a dizer aos seus passageiros que a rota aérea entre Lisboa e Caracas fora intencionalmente desviada para sul, para evitar o sobrevoo do… Triângulo das Bermudas. Obviamente, fiquei intrigado e a pensar logo num novo artigo para a série de Hoaxes/Mitos Urbanos aqui do Quintus: é verdade que as rotas aéreas internacionais evitam intencionalmente o Triângulo das Bermudas?

Ora bem, em primeiro lugar estas são as rotas oficiais pelo norte, as chamadas NAT (North Atlantic Tracks):

West Bound Tracks UK to America/Canada
Track A GOMUP 59N020W 60N030W 59N040W 57N050W LOACH FOXXE
Track B MIMKU 58N020W 59N030W 48N040W 56N050W SCROD VALIE
Track C NIBOG 57N020W 58N030W 47N040W 55N050W OYSTR STEAM
Track D MASIT 56N020W 57N030W 56N040W 54N050W CARPE REDBY
Track D MASIT 56N020W 57N030W 56N040W 54N050W CARPE REDBY
Track G GUNSO 47N020W 45N030W 43N040W 40N050W ELTIN

A rota mais a sul, a GUNSO, passa efetivamente muito a norte da extremidade norte do Triângulo… Pela simples razão de que para sobrevoar esta região os aviões teriam que descer para sul e tornar a subir para norte, apenas para sobrevoar o Triângulo, o que seria ridículo. As rotas do Atlântico Central, que vão para as Caraíbas são menos usadas e existe menos documentação sobre elas, mas também não sobrevoam o Triângulo, pela mesma razão… Mas nem por isso, a região não deixar de ser sobrevoada frequentemente. Aviões comerciais realizando voos regionais (por exemplo da Air Jamaica) ou pequenos aviões particulares são uma presença comum na região.

Em termos marítimos, a área é das mais frequentadas em todo o mundo. Centenas de barcos particulares atravessam a região a caminho das Caraíbas ou das Bahamas e ao seu lado, centenas de navios de cruzeiro seguem as mesmas rotas marítimas, sempre sem que existam relatos de problemas ou de desaparecimentos compatíveis com a trágica reputação do Triângulo.

Em suma… É falso que não existam rotas aéreas comerciais sobre o Triângulo das Bermudas. As rotas internacionais evitam-no apenas porque ele não é geograficamente conveniente, e a rotas locais usam-no frequentemente e sem qualquer tipo de reserva.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tri%C3%A2ngulo_das_Bermudas
http://en.wikipedia.org/wiki/Bermuda_Triangle
http://www.optimumroute.com/public/routes/nat/index.php
http://www.turbulenceforecast.com/atlantic_eastbound_tracks.php

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Sobre o “mito urbano” (hoax): Da “Ilha Flutuante de Lixo” no Pacífico

(A "Indigo Island": uma verdadeira "ilha de lixo", ao largo do México in http://farm3.static.flickr.com)

Tenho recebido várias instâncias de uma certa mensagem de correio eletrónico mencionando a existência de uma “ilha de lixo flutuante no Pacífico”. Tendo a história alguns ingredientes de um “hoax” (mito urbano) fiz a minha pequena investigação…

Em primeiro lugar, intrigou-me o facto de se falar tanto de uma “ilha flutuante” e de não haver fotografias (necessariamente impressionantes) da dita. A primeira constatação que obtive foi de que não se tratava exatamente de uma “ilha”. Não existe tal coisa. O lixo flutuante que de facto anda pelo Pacífico norte não está aglomerado numa massa única, em forma de ilha. Na verdade, esta massa flutuante de lixo é atravessada constantemente por navios mercantes que não se apercebem sequer da sua existência, tamanha é a dispersão deste lixo e a pequena dimensão individual dos fragmentos. Na verdade, essa é a grande dificuldade em resolver este problema: tudo seria mais fácil se houve mesmo uma “ilha flutuante”, só que não há tal: há apenas lixo, muito lixo mesmo, mas muitíssimo disperso. A maioria destes fragmentos mede pouco mais do que alguns centímetros e para ser recolhido seria preciso usar arrastões que percorressem extensas regiões do Oceano Pacífico durante meses e meses, redes que inevitavelmente iriam cobrar a sua factura na fauna recolhida nas redes, pelo que a operação de limpeza poderia acabar por revelar-se mais danosa do que prejudicial.

Em suma, não se trata de um “Hoax” simples. Como vimos, a “Ilha de Lixo” não existe, mas como o plástico é fotodegradável, isto é, a sua exposição à luz solar vai quebrando os objectos de plástico em pequenos fragmentos, cada vez menores, mas nunca o fazendo desaparecer na totalidade, os oceanos do planeta terão cada vez mais pequenas partículas flutuantes de plástico, sendo ingeridos pela fauna marítima, entrando assim nos ecosistemas e até, na dieta humana. Esta “sopa de plástico”, difusa e líquida está de facto concentrada na região referida pelo mito, como ilustra esta infografia do jornal http://www.independent.co.uk

Estas regiões não hoje em dia especialmente povoadas de fauna marítima, pelo que não tem havido grande impacto ecológico, nem sequer na exploração piscícola dessa região do Pacífico Norte, contudo, nada garante que com as alterações nas correntes marítimas provocadas pelo degelo massivo da camada “permanente” de gelo do Ártico que agora se verifica essa “sopa plástica” não se irá deslocar mais para sul, até água mais densamente povoadas por peixes e seres humanos. Recolher a “sopa”, com arrastões seria uma operação financeiramente imensamente onerosa e como referimos implicaria o seu custo ecológico. Podemos simplesmente esperar pelo efeito da luz solar, durante cerca de quinhentos anos e esperar que esta estimativa dos especialistas leve a fragmentação do plástico até unidades tão pequenas que se tornam inócuas. De qualquer forma, a raiz do problema é transversal e passa pelo consumo excessivo de plástico nas sociedades modernas. Estes padrões de consumo têm simplesmente que diminuir. Temos todos que ser mais conscienciosos na utilização de sacos e objetos descartáveis de plástico, reutilizá-los sempre que possível (p.ex. nos supermercados) e preferir sacos de papel a sacos de plástico, já que os custos de reciclar os primeiros são muito inferior à reciclagem dos segundos (de facto, apenas cerca de 2% dos sacos de plástico fabricados são de facto alvo de posterior reciclagem).

Mensagem original em inglês deste “hoax”:

It floats. It’s twice the size of Texas. And it contains some 3.5 million tonnes of plastic.

Welcome to the Great Pacific Garbage Patch. Floating somewhere between San Franciso and Hawaii, the Garbage Patch is fed by everyday plastic refuse, wind, and ocean currents that trap the debris. It has been growing tenfold every decade since the 1950s.

Said Oceanographer Marcus Eriksen:

“With the winds blowing in and the currents in the gyre going circular, it’s the perfect environment for trapping. There’s nothing we can do about it now, except do no more harm.”

And by ‘no more harm’ he means ’stop throwing out so much plastic, stupid’. Scientists estimate that the garbage patch will cost billions to clean up.

Here’s a thought: why clean it up at all? Let’s colonize the sucker. All I need is two ships, 150 stout colonists of virtue true, and some sundry tools and livestock. We will make Garbage Island our home. True, it is a hard (in both a tactile and experiential sense) land. A cruel land. But, by jove, it will be our land.

And fear not, reallanders. Continue to throw away your plastic bags and water bottles. We of Garbage Island will happily accept your trash. Every little piece of plastic means another chunk of farmland, another piece of our floating, garbagey empire.

Versão portuguesa do “hoax”, intitulada “Um Oceano de Plástico”

*FIXE ESTA IDEIA:*
*ANTES DE RECICLAR, REDUZA!*

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ – ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.

Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal
que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Ironicamente, houve mesmo uma verdadeira “ilha de lixo”… Construída pelo norte-americano Richie Sowa em 1998 a partir de perto de 300 mil garrafas de plástico fez a sua ilha privada de lixo, e lhe chamou “Spiral Island” ao largo de Puerto Ventura, no México. Infelizmente a ilha foi desfeita pouco tempo depois por um furacão, mas ficou como prova da viabilidade de tal exótica construção:

Existe um outro mito urbano (hoax), este sem ponta de fundamento algum, que alude à suposta existência de… um recife de preservativos flutuantes no Pacífico. Este mito corre a Internet desde 1996 e referia-se um recife flutuante de preservativos usados (claro!) que flutuariam no Pacífico Sul, entre o Tahiti e a Antártida, formando uma massa uniforme de quase 20 quilómetros e perto de 20 metros de espessura. Este mito parece ter sido o protótipo do mito da “ilha de lixo” que surgiu em 2004, mas situada no Pacífico norte, reforçado pela existência real e documentada desta “sopa de lixo” no Pacífico Norte.

Fontes:

http://weeklydrop.com/plastic_island/
http://www.cnn.com/2003/TECH/science/05/26/coolsc.oceansecrets/index.html
http://www.snopes.com/risque/penile/reef.asp
http://ecoble.com/2007/11/18/250000-bottles-amazing-recycled-mexican-island-paradise/
http://www.independent.co.uk/environment/the-worlds-rubbish-dump-a-garbage-tip-that-stretches-from-hawaii-to-japan-778016.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Spiral_Island

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Hoax: Pedir o cancelamento da “taxa audio-visual” à EDP

Corre a internet portuguesa uma mensagem de correio eletrónico que refere à possibilidade do cancelamento do serviço “audiovisual” da factura da EDP. O texto (uma das variantes) é este:

“Para quem estiver interessado em cancelar o pagamento de um serviço que não solicitou, vai aí a minuta. Temos de pedir o cancelamento… eu nem sabia… É só ir à EDP e pedir o cancelamento.

Recebi este e-mail que vos reencaminho a respeito da facturação da EDP. Involuntariamente estamos a pagar 3,42€ mensalmente para umacontribuição audiovisual… anualmente pagamos cerca de 41€ para isso… mas podemos alterar a situação!

Eu liguei para a linha comercial EDP e confirmaram-me esta situação. Preencham a minuta em anexo e remetam-na por FAX. Em tempos de crise 41€ fazem falta.

UMA VERGONHA…

Já toda a gente reparou na factura da EDP que recebe em Casa? Contribuição Audiovisual pelo valor de 3.42 Euros de dois em dois meses ? E porque temos nós, portuguesinhos, de pagar isto ? Eu não pedi nada de Audiovisual… Estou a pagar porquê e para quem ? E para onde vai esse dinheiro ? E mais grave ainda. Porque é que as escadas de condomínios também pagam os tais chamados euros para os audiovisuais. Temos televisão quando subimos as escada de casa ? E outra, porque é que a casota da aldeia (aqueles que a têm), também paga para os meios audiovisuais. Só neste País. É o que temos e não há outro.

1 milhão de facturas dá mais de 3 milhões de Euros… Onde anda esse dinheiro ? Eu quero saber… E se me disserem que é para a RTP eu exijo a devolução do dinheiro. Afinal pago a TVCabo para ter TV, outros pagam o Meo, a Cabovisão, etc, etc. Neste país tudo se paga, até as incompetências dos nossos desgovernantes.

Vamos a reencaminhar, andamos a ser comidos por parvos e ninguém faz nada…”

Outras variantes sugerem o envio de um fax para o 210016305 (confirmei, é mesmo um número da EDP) com o texto

De:

Código de Identificação Local:

Telefone nº:
Fax nº:
Para: EDP
Fax nº: 210016305

Assunto: Cancelamento Contribuição Audiovisual

A minha factura anual menciona uma contribuição audiovisual no valor de 3,42€ mensal.
Uma vez que não tenho qualquer acesso à RDP ou RTP além do meu operador de acesso à Internet <ZON,MEO,CLIX,etc> (inclusive para ouvir rádio) venho solicitar por este meio que a EDP me deixe de cobrar este valor.

Cumprimentos,

O valor em si mesmo, corresponde de facto a 3,42 euros, mais 5% do IVA e era um financiamento para o funcionamento da televisão pública (RTP), e diz a mensagem que haveria bases legais para o cancelar, mas apenas se provar ser apenas utilizador de sistemas como a Zon (TV Cabo), Clix ou MEO, ou de recepção por satélite.

A “taxa audio-visual” foi inventada por Cavaco Silva, suprimida sob Guterres e ressuscitada na brilhante governação de Fujão Barroso, meses antes de se pirar para Bruxelas e se passear em Porsches Cayena (um SUV muuuuito ecológico, a propósito) e dela estão automaticamente isentos os consumidores que tenham consumos inferiores a 400 kWh, sendo que nesse caso é imperativo enviar o tal fax, mas mencionando desta feita este detalhe. A taxa pretendia financiar os serviços públicos de audiovisuais (televisão e rádio) que não tivessem receitas publicitárias. Mas… a mensagem é treta (Hoax).

É verdadeira a referência a que a EDP não deve cobrar a taxa em consumos inferiores a 400 kWh, e neste caso a empresa deve mesmo ser contactada para o corrigir e devolver o valor indevidamente cobrado, como decorre do artigo 4.º da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto:

Artigo 4.º
Valor e isenções

1 – O valor mensal da contribuição é de € 1,60, estando isentos os consumidores cujo consumo anual fique abaixo de 400 kWh.


mas o resto… de que podemos pedir o cancelamento da taxa, porque não acedemos à RTP por sinal aberto não estão a ser aceites pela EDP, invocando o artigo 3º da mesma lei:

Artigo 3.º
Incidência e periodicidade da contribuição para o áudio-visual

1 – A contribuição para o áudio-visual constitui o correspectivo do serviço público de radiodifusão e de televisão, assentando num princípio geral de equivalência.

2 – A contribuição para o áudio-visual incide sobre o fornecimento de energia eléctrica para uso doméstico, sendo devida mensalmente pelos respectivos consumidores.

Ou seja… podem mandar a tal carta ou fax. Força nisso e estou convosco, mas a EDP vai recusar-se a retirar essa taxa das vossas facturas, a menos que tenham o consumo inferior a 400 kWh. É claro que a taxa em si é absurda… não só a RTP1 tem publicidade, como o seu serviço público (de qualidade duvidosa) devia ser financiado diretamente (totalmente) pelo Orçamento de Estado, não por uma dupla tributação mascarada como “taxa audiovisual” numa factura da electricidade. Desde logo porque, sim, pode mesmo haver quem tenha um dado ponto de abastecimento de eletricidade (por exemplo, num terreno, numa quinta) e que não tenha aí qualquer televisão ou rádio e então lá se vai o “princípio geral de equivalência” do artigo 3º. Depois… Porque pagamos IVA sobre esta taxa? Sim, pagamos imposto (IVA) sobre outro imposto (taxa)? Onde está a moralidade deste pagamento?

Fontes:
http://www.ics.pt/index.php?op=fs&cid=187&lang=pt
http://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=122095

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Hoax: O foguetão brasileiro VLS-1 foi lançado em segredo em 23 de outubro de 2008

(O verdadeiro VLS-1 lançado em Outubro)

(O verdadeiro "VLS-1" lançado em Outubro)

O nosso comentador “Revoltado” chamou-nos a atenção para aquela que seria verdadeiramente uma grande notícia: o primeiro lançamento (em segredo) do novo VLS-1 em 23 de Outubro de 2008.

A “notícia” pode ser encontrada em várias fontes, sendo uma das mais extensas:

http://defesabr.com/blog/index.php/26/12/2008/brasil-lancou-em-segredo-novo-vls-1-em-outubro-de-2008
http://port.pravda.ru/cplp/brasil/23-12-2008/25666-foguetevls-0
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=510FDS012

de onde decorreriam vários “ecos”, em fóruns de discussão:

http://www.alide.com.br/wforum/viewtopic.php?f=3&t=1922

Contudo, o cerne da notícia é constante nas diversas fontes, o que faz suspeitar da existência de uma fonte comum e primária.

Não sendo certo, a fonte primária parece ser o jornal russo, com edição portuguesa Pravda.ru. Isto só por si é mau, já que este jornal é conhecido por não verificar as suas fontes e ter critérios editoriais muito duvidosos… Aliás, já falámos aqui dele por várias vezes por essas mesmas razões (VER P.EX AQUI).

Esta parece ser a notícia verdadeira, a fonte remota da primeira:

“Culminando com as festividades alusivas ao Dia do Aviador, comemorado no dia 23 de outubro, data magna da Força Aérea Brasileira, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno lançou com sucesso o foguete Orion, exatamente às 04h 04min 08seg do dia 27 de outubro, alcançando todos os objetivos da Opereção Parelhas, após quatro tentativas de lançamento, impedidas pelas condições dos ventos.
Apesar da região onde está localizado o CLBI reunir diversos fatores, inclusive meteorológico, favoráveis estrategicamente para lançamento de foguetes. Contrariamente, os valores nominais do vento, nos últimos dias, não foram propícios para garantir a segurança no lançamento do foguete Orion, que por razões técnicas, deve ser inferior a 7,3m/s, ou 26 km/h.
O foguete Improved Orion, que mede 5,7m, é um foguete de treinamento, mono-estágio, não-guiado, estabilizado por empenas e lançado a partir de trilho. Consiste de um propulsor de 419 kg, propelente sólido (combustível sólido) e atinge uma velocidade de 4.700 km/h (quatro vezes a velocidade do som). Possui espaço para embarcar experimentos científicos ou tecnológicos, da ordem de 80 kg. Nesta ocasião, o foguete Orion foi ocupado com equipamentos e instrumentos alemães, voltados para a trajetografia durante a realização do vôo.
O motor-foguete propicia uma fase de decolagem de 5 segundos, e outra tipo cruzeiro, com 21 segundos, totalizando 26 segundos de fase propulsada, o que permiti chegar uma altura entre 95 e 105 km, caindo em alto mar a, aproximadamente, 70 km da costa
A Operação, denominada de PARELHAS, em homenagem a uma das cidades do Rio grande do Norte, alcançou o seu objetivo principal, ou seja o treinar as equipes técnicas do CLBI e da Unidade Móvel de Lançamento de Foguetes do Centro Espacial Alemão, nas atividades de preparação, lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais.
Várias Organizações Militares do Comando da Aeronáutica participaram da Operação, entre elas o Centro de Lançamento de Alcântara e o Instituto de Aeronáutica e Espaço, além do Apoio da Agência Espacial Brasileira.
Com o sucesso do lançamento do foguete Orion, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno cumpre mais uma etapa do desenvolvimento da tecnologia nacional para a independência do Brasil na área de tecnologia aeroespacial.”

http://www.cta.br/noticias27.htm

Que se encontra no CTA, um sítio absolutamente insuspeito e que refere que nesse dia foi lançado um foguetão, sim… Mas não um VLS-1, um “Improved Orion“. Assim se explica o diferente local de lançamento e o “secretismo” do lançamento. Algures alguem leu esta notícia e com boa ou má fé… Fez a ligação.

A notícia original do Pravda:

“Excessivamente preocupados com a crise financeira, os órgãos de informação brasileiros não informaram o sucesso do lançamento do míssil espacial VLS-1, feito com sucesso no dia 20 de outubro de 2008, partindo da base de São José dos Campos, e não de Alcântara, como era costume.


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Mais…

A última experiência foi desastrosa. Com problemas de pré-ignição, o lançamento fracassou dando causa a incêndio que destruiu grande parte da base maranhense, além de matar 21 pessoas. Grande lástima, sem dúvida. O sucesso é auspicioso. Vai permitir o lançamento de satélite geoestacionário, proporcionando ao país facilidade nas comunicações, principalmente.


O lançamento foi assistido pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim e pelo Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juni Saito. Não se entende a causa da notícia não ter sido divulgada na imprensa. Pode acreditar-se que para muitos países não interessava o Brasil ser capaz de colocar satélites em órbita, o que significa também o seu notável desenvolvimento bélico, pois mísseis de muito longo alcance não são bem vistos pelas nações que não os possui. Mesmo as poderosas potências, que além do vetor têm a ogiva nuclear, não ficam muito satisfeitas quando um fato desta natureza é atingido.

É sabido pela comunidade mundial que o Brasil não desenvolve corrida armamentícia, e não possui artefatos nucleares agressivos, mas pode construir em pouco tempo, já que a tecnologia permite com folga que eles sejam construídos em pouco tempo.

Talvez tenha sido esta a razão do fato não ter sido divulgado com alardes. Vizinho nossos podem interpretar o sucesso como uma ameaça, quando na realidade o fato não é este. Quem acompanha o lançamento dos “Sacis”, sempre com fracasso, sabe disto.

Foi um feito respeitável, sem dúvida. São muito poucos países capazes de operações de tamanha envergadura, e é uma consolidação dos velhos so nhos dos cientistas brasileiros, que estão de parabéns.

O Brasil, apesar dos pesares do mundo e dele mesmo, caminha fácil para um futuro de brilho. Todo este trabalho vem sendo desenvolvido com auxilio da tecnologia russa, de acordo com um protocolo firmado entre Brasil e Rússia. Segundo este acordo, os russos auxiliam na transferência de tecnologia de ponta, e o governo brasileiro compromete-se a emprestar a base de Alcântara, para o lançamento de mísseis russos. A base está próxima a linha do equador, o que facilita os lançamentos e diminui os gastos.

Jorge Cortás Sader Filho

Tendo sido este Jorge Sader Filho, o responsável primeiro pela “confusão”.


Fontes:

http://defesabr.com/blog/index.php/26/12/2008/brasil-lancou-em-segredo-novo-vls-1-em-outubro-de-2008
http://port.pravda.ru/cplp/brasil/23-12-2008/25666-foguetevls-0
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=510FDS012
http://en.wikipedia.org/wiki/Improved_Orion
http://www.cta.br/noticias27.htm

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Hoax (?): Os Sapos à porta de lojas como… “repelente” de ciganos

(Quatro sapos à porta de uma loja dos 300 perto da Av. EUA em Lisboa)

Embora este “mito urbano” (hoax) sobre os efeitos como “repelente de ciganos” do Sapo já circule entre logistas portugueses pelo menos desde meados de 2003, só recentemente é que fui confrontado com a existência do dita, através da intrigante exibição de um par de sapos de cerâmica made in china expostos à entrada de uma “loja dos 300”. Pouco depois, haveria de saber da história de uma loja de roupa que teria montado tal “repelente” à entrada, com suposto sucesso.

Existem relatos de instalação de “sapos” em praticamente todos os cantos do país (Lisboa, Castelo Branco, Beja, Viseu, etc), mas absolutamente nenhuma noutros países do mundo onde também existem comunidades ciganas, e algumas delas bem mais numerosas do que a nossa, como por exemplo na Hungria e na Roménia, o que causa desde logo alguma estranheza… A prática encontra fundamentos teóricos na existência de uma aversão atávica na “religião” dos ciganos pelo sapo, o que os levaria a evitar os locais guardados por tais representações de sapos. Sapos de cerâmica, gravuras e fotografias de sapos, assim como sapos empalhados, tudo tem sido usado para manter longe das lojas ciganos e ciganas.

A disseminação do mito entre os lojistas portugueses é sem dúvida de teor racista, e logo, merece enquanto tal a nossa desaprovação, mas surge do reconhecimento da multiplicação de assaltos e roubos a lojas por parte de alguns membros dessa comunidade, perante a inoperância das autoridades e a inacção dos juízes (ainda muito ocupados na sua “guerra suja” contra o Governo). Nem todos os ciganos e ciganas roubam lojas, mas há alguns que o fazem como modo de vida, impunemente e há décadas e é aqui que brota o mito… Das atividades de algumas de centenas de criminosos impunes que mancham o bom nome e a honra de toda uma comunidade e da inoperância massiva das autoridades. E já agora… Saiba-se que a maioria dos assaltantes de lojas não são ciganos… mas “portugueses” de gema. É o que dizem as estatísticas…

Teoricamente, o “mito urbano” (hoax) assenta na incompreensão tradicional da identidade cigana… Daí a propagação do mito infundado de que existe uma “religião cigana”, logo, distinta da cristão que enforma a matriz cultural da religiosidade portuguesa. Obviamente, não existe tal coisa. Isso contudo, não significa que não existam mitos identitários comuns entre os ciganos. Entre os ciganos de maior idade parece haver uma certa unanimidade de que o sapo seria fonte de azar e discórdia… E parece haver fundamento, na mesma medida em que há pessoas que evitam passar debaixo de escadas ou frente a gatos pretos, também há ciganos que evitam entrar em locais onde estão sapo. Chamar “sapo” entre os ciganos é também um insulto grave e fonte segura de confusões… Mas um e outros mitos estão a cair em desuso, especialmente entre os mais jovens, de ambas comunidades e logo, qualquer “virtude repelente” da saparia perde efeito, com a renovação etária da comunidade cigana em Portugal…

E porque parece haver este receio difuso pelos sapos entre os ciganos? Por importação de receios antigos e infundados comuns entre as comunidades medievais e oitocentistas que ligavam os ciganos (então verdadeiros nómadas) a atividades ligadas à feitiçaria, uma ligação que ainda hoje explica porque são as ciganas tidas como excelente intérpretes de sinas…

Na peça de teatro “The Masque of Queens, Celebrated From the House of Fame” de Ben Jonson, um autor inglês do século XVII, o sapo ocupa um lugar destacado no enredo onde a feitiçaria praticada por ciganos é peça essencial. E de facto, a ligação entre “Sapo” e “Demónio” é comum na sociedade europeia tradicional, havendo inclusivamente algumas línguas do ramo latino onde a mesma palavra é utilizada para ambas as designações. Assim, a ligação estabelecida algures na Idade Média entre ciganos e a prática de feitiçaria, e nesta ao sapo, poderia explicar a ligação entre sapos, como algo de malévolo e ciganos. Uma ligação inventada como forma de discriminação a essa comunidade, mas que por transferências culturais sucessivas haveria de penetrar na própria cultura cigana e estabelecer aqui o seu finca-pé… Ironicamente, os ciganos recordar-se-íam hoje de uma mistificação contra eles urdidas há mais de 500 anos, por aqueles (os “antigos” europeus) que a teriam forjado como forma de discriminação…

Em suma… Não havendo total certeza, parece que existe efetivamente na comunidade cigana atual, um certo receio em relação ao sapo, e às figuras de sapos, um receio que se está a evaporar entre os seus elementos mais jovens, mas que ainda mantêm algum vigôr e que pode de facto, estar por detrás desta multiplicação de sapos às portas das lojas portuguesas…

Fontes:
Jornal do Campo Grande, Lisboa
http://www.sacred-texts.com/pag/gsft/gsft18.htm
http://www.hiddenmysteries.com/xcart/product.php?productid=18442
http://www.reconquista.pt “Os sapos nos estabelecimentos comerciais – uma forma de racismo abjecta porque tolerável e insindicável”
http://www.lucypepper.com
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Masque_of_Queens

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Eles proibiram a emissão de um programa dos Mythbusters sobre a segurança RFID…

 

(Eles não puderam dizer tudo o que sabiam sobre o RFID… in http://www.adamsavage.com)

A multiplicação de sistemas RFID, de identificação por rádio frequência que possibilita a identificação pela recepção de sinais de rádio emitidos por dispositivos com etiquetas RFID tem levantando uma série de pesadas dúvidas entre os defensores dos direitos individuais de privacidade. Etiquetas RFID já podem ser hoje encontradas – na sua versão passiva de transponder – em objectos em armazéns, embalagens, cartões de identificação. Na versão ativa, através da instalação de uma pequena bateria podem enviar os seus próprios sinais. A disseminação destes dispositivos é um sonho para muitas empresas comerciais, que ambicionam criar “publicidade personalizada” por sexo, idade ou níveis de rendimento que por via de leitores RFID alterem a mensagem publicitária em embalagens de cereais, cartazes eletrónicos, etc. É também um sonho para as polícias e serviços de informações (e um pesadelo para nós?) que com os RFID podem muito rapidamente saber onde estamos e até certo ponto, o que estamos a fazer… O mesmo cartão RFID (por exemplo, o do Passe Social) pode servir para marcar os locais por onde passamos, desde a estação do metro, da CP, do emprego, do supermercado e criar assim um percurso consistente da nossa atividade diária. Basta para tal que alguém tenha acesso a todos esses dados e este acesso está geralmente ao dispor de quem o pedir judicialmente ou a quem aceda aos servidores destas entidades de forma mais ou menos ilegal, como fazem os serviços de informação de todo o mundo…

Para já, apenas o preço das etiquetas RFID impede a sua maior disseminação. Especialmente das ativas, que são francamente mais caras que as passivas. Mas há medida que a economia de escala for descendo os preços, o seu uso há de ser cada vez mais comum… 
O que é notícia é contudo a informação de que o muito apreciado cá no Quintus programa Mythbusters do Canal Discovery teve que enfrentar a poderosa pressão de algumas das maiores companhias de cartões de crédito dos EUA quando tentou emitir um programa dedicado à exposição das fragilidades dos cartões RFID… Assim que estas souberam do agendamento do programa, os advogados arregimentados pela American Express, Visa e outras lançaram a sua sarna sobre a produção do Mythbusters e impediram a emissão… Ou seja, aplicou-se aqui a velha regra corporativa: perante um problema (a baixa segurança dos RFIDs) a solução não é usar mais tecnologia para o resolver (aumentando a segurança dos cartões), mas impedir que se fale do assunto…

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Hoax: Os restos de um Bigfoot descobertos recentemente na Geórgia (EUA)


(A conferência de Palo Alto in http://www.techcrunch.com)


(Uma das fotografias do Bigfoot “congelado” mostradas na conferência de imprensa in http://www.cnn.com)

Houve recentemente alguma agitação quando numa conferência pública dois norte-americanos, Matt Whitton e Rick Dyer anunciaram terem encontrado um corpo de um “Big Foot” que estariam a conservar dentro de uma arca frigorífica… Não é a primeira vez que aparece alguém exibindo em feiras o “bigfoot” dentro de blocos de gelo sendo mais famoso o exposto na década de sessenta por Frank Hansen e desmarcarado em 1966 quando o Hansen admitiu que se tratava de uma réplica de latex conservada em gelo. Supostamente, o corpo original teria sido vendido para um milionário asiático anónimo e substituído por uma réplica para manter o negócio de exposição da criatura de Frank Hasen. Supostamente…

Por isso, esta conferência pública em Palo Alto trouxe-me logo reminiscências deste episódio. Os dois norte-americanos declararam ter encontrado o corpo no decurso de uma caminhada nas florestas do norte do Estado norte-americano da Geórgia, nas zonas mais remotas do Estado, onde são comuns os avistamentos desta mítica criatura. Os dois pesquisadores terão enviados amostras de DNA a laboratórios certificados, para comprovação da natureza do achado, ainda que se tenham abstido de mostrar algo mais na conferência do que fotografias pouco claras da criatura na dita arca frigorífica. Na conferência, alguns representantes de um grupo intitulado “Searching for Bigfoot” apresentaram uma mensagem de correio eletrónico enviada para um entomologista da Universidade do Minnesota e referente a umas amostras de DNA enviadas para o dito. Em primeiro lugar, não me parece que o “Big Foot” seja um… insecto, a especialidade de estudo dos entomologistas, mas este especialista disse que a amostra de DNA estudada fora “inconclusiva”, o que levou o grupo a concluir apressadamente que se tratava de uma “espécie desconhecida”, o que não é de modo algum a conclusão a tirar! Se a identificação é inconclusiva não quer dizer que se trate de uma espécie desconhecida, mas de uma amostra danificada ou incompleta!

As fotografias mostradas parecem apenas um corpo cabeludo dentro de uma arca frigorifica. Alegadamente seria um macho de 2,1 metros de altura e 249 Kg, com pés de 40 centímetros de comprimento e cabelo ruivo.
A própria história de Matt Whitton e Rick Dyer revela muitas inconsistências… Numa versão inicial, estariam a caçar na floresta, quando um terceiro elemento não identificado teria disparado sobre a criatura. Matt e Rick teriam procurado a criatura abatida, tendo encontrado o cadáver na mata, sózinhos e sem esse tal atirador (tão inverossímel…). Mais tarde, o duo alterou esta versão e passou a alegar que tinham encontrado “uma família de Bigfoots” nas montanhas do norte do Estado da Geórgia… E parece haver ainda uma terceira versão do encontro, em que dão simplesmente de frente com o cadáver da criatura no chão! Grande confusão e alta suspeição…
E se havia ainda dúvidas sobre a veracidade deste achado, a constatação de que as duas amostras de DNA enviadas para a Universidade do Minnesota correspondia afinal não “à não correspondência a nenhuma criatura conhecida” como alegaram na conferência de imprensa mas que tinha de facto uma correspondência em 96% a um gambá desfizeram o pouco que restava de credibilidade a este… hoax!
Fontes:
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Hoax: Cancelamento do programa PAK-FA

PAk-FA

(Representação hipotética do PAK-FA in http://defesabr.com)

Corre desde o dia 6 de Abril uma notícia – supostamente da RIA Novosti – e que consistia no seguinte texto (traduzido do inglês):

“MOSCOVO, 12 de Abril (RIA Novosti) – O comandante supremo da Força Aérea Russa Aleksandr Zelin anunciou o cancelamento do programa PAK-FA de 20 biliões de dólares depois de 20 anos de custos crescentes, problemas técnicos e redesenhos sem que fosse fabricado um único protótipo.

O PAK-FA, anunciado em tempos como o caça de próxima geração da Rússia, tinha consumido 13,9 biliões. O custo estimado de cada avião tinha sido de 87,2 milhões a partir de um preço inicial de 30 milhões.

“Teve uma história longa e turbulenta”, afirmou Alexei Arbatov, um membro da Duma que lidera o comité da câmara baixa para a Defesa.

O PAK-FA, um conceito para um novo avião de caça de nova nova geração, foi desenhado para ser comparável quer ao F-22 Raptor americanos e ao F-35 Lightning II mas foi ultrapassado pela necessidade de reforçar as forças nucleares estratégicas russas.

Reconhecendo que o PAK-FA já não se enquadra nas necessidades da Rússia, a Força Aérea afirmou que preferia gastar esse dinheiro a melhorar o seu atual sistema de aviação. Se fôr aprovado pela Assembleia da Federação, os fundos irão directamente para a aquisição de 400 Su-34 Adicionais, Su-35 e outros aviões e para atualizar e modernizar os 1400 aparelhos atualmente em serviço. Misseis Terra-Ar serão também uma prioridade.

“Trata-se de manter uma força disuasora efectiva”, disse o coronel da Força Aérea Alexander Zelin, “É uma grande decisão. Nós sabemos que é uma grande decisão, mas é a decisão correcta”.
O fim do PAK-FA reflecte também o reconhecimento pelo Ministério da Defesa que simplesmente não pode pagar todos os programas que deseja. O movimento implica o reconhecimento do facto de que o Ministério da Defesa deve começar a economizar à medida que os custos dos novos sistemas de armas aumentam e que a procura cresce, declararam alguns analistas da industrias.

A Força Aérea deveria gastar 20 biliões no programa PAK-FA até 2012 sem obter aviões significativamente mais capazes que o SU-35 atualizado, declaram oficiais da Força Aérea.

Alguns representantes da Duma Estatal reagiram furiosamente a este cancelamento.

“Estou indignado com esta decisão de terminar o programa PAK-FA tendo em conta que a Força Aérea argumentava há muito tempo que era um sistema de armas crítico que jogaria um papel central na nossa Defesa”, disse o deputado da Duma Estatal (State Duma) Vladimir Medinsky. “O que mudou? E como é que os militares planeiam recuperar as capacidades perdidas?”

Alexei Arbatov, o Presidente do Comité de Defesa da Duma Estatal. disse que a decisão “reflecte a dificuldade que os Serviços estão a encontrar com o custo das necessidades de modernização.”

O cancelamento foi um golpe nos principais contratantes do PAK-FA, a Sukhoi e a NPO Saturn.

Um alto representante da Duma disse que o Ministério da Defesa esperava dispender entre 450 e 680 milhões em multas pelo cancelamento à Sukhoi e à NPO Saturn.”

A eliminação do programa, contudo, poderia beneficiar as duas empresas. A Força Aérea pensa agora injectar mais dinheiro no Su-34 e Su-35, e acelerar a modernização dos aviões já em serviço o que deverá manter as duas empresas ocupadas no futuro mais próximo”.”

Bem…

A minha tese é que isto é uma completa falsidade, um Hoax, em suma…:

1. No site da RIA Novosti não se encontra esta notícia, ou aliás, qualquer outra idêntica… pelo contrário! A notícia sobre o PAK-FA mais recente indica até que os seus voos vão começar em 2009 !(ver AQUI) Se fosse verdadeira, a notícia surgiria, após esta primeira. Aliás, a notícia também não pode ser encontrada em nenhum site ligado à aviação ou à Defesa, o que aponta na mesma direcção do embuste (hoax).

2. Porque os Su-35 já estão em serviço… e não ainda em desenvolvimento, como daqui se infere.

3. O Su-35 BM que está em desenvolvimento servirá como plataforma de testes para as tecnologias de 5ª geração do PAK-FA, nomeadamente para os novos motores Saturn AL-41F com super-cruzeiro e 15 toneladas de impulso.

4. Alexei Arbatov e Aleksandr Zelin ocupam as posições indicadas no artigo… Contudo, essas correcções factuais, não provam nada. Provam apenas que a notícias foi criada por alguém que conhece de perto a realidade russa… Outros indícios apontam para uma origem russa deste texto em inglês: expressões como “Duma Estatal”, “Federação” e outras indicam que foi redigido de dentro da Rússia. Provavelmente com o objectivo de denegrir o governo de Medvedev que entra agora em funções, substituindo Putin e ligando-o já com uma decisão que iria prejudicar seriamente a operacionalidade das forças russas nas próximas décadas.

5. O PAK-FA não está a ser fabricado para a Força Aérea Russa… Mas para esta e para a da União Indiana e – provavelmente – também para a Força Aérea Brasileira… Logo o cancelamento não poderia provir de um parceiro, que – parece – assume apenas 1/3 do financiamento do programa e não a sua totalidade. É certo que parece que o PAK-FA não é exactamente o mesmo aparelho de 5ª geração, mas uma evolução directa a partir do russo PAK-FA, mas a notícia omite este aspecto importante na totalidade, e o PAK-FA estritamente “russo” já está encerrado há muito tempo… desde que a Índia assinou o “protocolo de entendimento” com a Rússia em Janeiro de 2007 (ver AQUI).

6. O cancelamento do PAK-FA faria com que a Rússia, país que detêm atualmente, graças à Sukhoi e à MiG uma posição de notável liderança no campo da tecnologia aeronáutica militar a perdesse… A Rússia poderia continuar a afirmar-se como potencia média se não tivesse nos próximos 10-20 anos nenhum aparelho de 5ª geração capaz de concorrer com o F-35 e o F-22?

7. O projecto ainda não gastou – nem de perto – os distos 13,9 biliões de dólares… Já que ainda não há sequer um protótipo a voar, nem nenhum AL-41F pronto!

8. Há rumores de que dois protótipos estão a ser preparados para os primeiros testes a realizar em 2009 (esta informação dos testes em 2009 surge em várias fontes oficiais), supostamente os novos motores Saturn Al-41F estariam já prontos, também, e seriam testados brevemente num Su-35M, antecipando a sua posterior instalação nos dois protótipos PAK-FA. Se o programa está assim tão avançado, não seria um erro colossal abortá-lo a meses de colocarem um PAK-FA no ar?

9. A notícia refere também o cancelamento dos novos motores da NPO Saturn… Isso deixaria a Rússia sem motores de super-cruzeiro para as próximas décadas e implicaria também um sério retrocesso na tecnologia russa… além de uma falência quase certa para o seu fabricante, a NPO Saturn.

Adenda:

A notícia falsa que circula na Internet:

MOSCOW, April 12 (RIA Novosti) – Russian air force commander-in-chief Aleksandr Zelin has announced the cancellation of the $20-billion PAK-FA program after 20 years of escalating costs, technological glitches and redesigns failed to produce a single prototype aircraft.
The PAK-FA, once billed as Russia’s next-generation fighter, had consumed $13.9-billion. The estimated cost of each aircraft had soared to $87.2-million from an original target of $30-million.
“It’s had a long and troubled history,” said Alexei Arbatov, a senior Duma official who heads the lower house committee for defense.
The PAK-FA, a new generation fighter aircraft concept, was designed to be comparable to both the American F-22 Raptor and F-35 Lightning II and has been overtaken by the need to strengthen Russia’s strategic nuclear forces.
Acknowledging that the PAK-FA no longer fit into the requirements of Russia, the Air Force said it would rather spend the money on an overhaul of its aviation system. If approved by the Federal Assembly, the funds would be directed instead to buy over 400 additional SU-34, SU-35 and other aircraft and to upgrade and modernize 1,400 aircraft already in service. Surface-to-air missiles also would be a priority.
“It’s about having an effective deterrent force,” said Air Force Colonel General Alexander Zelin. “It’s a big decision. We know it’s a big decision, but it’s the right decision.”
The end of the PAK-FA also reflects an acknowledgement by the Ministry of Defence that it simply cannot afford all the programs it wants. The move underscores the fact that the Ministry of Defence must begin economizing as the cost of new weapon systems increase and demands on military spending grow, industry analysts said.
The Air Force would have spent $20-billion on the PAK-FA program through 2012 without getting aircraft significantly more capable than the upgraded SU-35 it already plans to buy, Air Force officials said.
Some officials of the State Duma reacted angrily to the cancellation.
“I am outraged by the decision to terminate the PAK-FA program given that the Air Force has long argued that it is a critical weapons system that plays a pivotal role in our defence,” said State Duma deputy Vladimir Medinsky. “What has changed? And how does the military plan to make up for the lost capabilities?”
Alexei Arbatov, Deputy Chairman of the Defence Committee of the State Duma, said the decision “reflects the difficulty that the services are facing with the cost of modernization requirements now coming to the fore.”
The cancellation was a blow to the PAK-FA’s prime contractors, Sukhoi and NPO Saturn.
A senior Duma official said the Ministry of Defense expects to have to pay a $450-million to $680-million termination fee to Sukhoi and NPO Saturn.
The program’s elimination, however, could benefit the two companies. The Air Force now plans to pour more money into the SU-34 and SU-35, and ramp up the upgrade of aircraft already in service which would keep both companies busy for the foreseeable future.

Fontes:

http://en.rian.ru/russia/20080403/102931062.html

http://www.npo-saturn.ru/!new/

http://sukhoitribute.blogspot.com/2008/03/sukhoi-su-35-bm-t-10-bm.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Russian_Air_Force#Structure

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Hoax: A caneta de um bilião de dólares da NASA

(A famosa caneta espacial da NASA in http://www.zerotoys.com)

Não é a primeira vez que me dão como exemplo da criatividade russa o caso em que perante o mesmo problema de escrever em condições de micro-gravidade, os russos optaram pela solução barata do lápis e a NASA desenvolveu uma dispendiosa caneta de 1 bilião de dólares capaz de escrever sem gravidade… A história é recorrente e de vez enquanto lá conhece uma nova réplica nalgum jornal ou revista…

O mito começou em 1960, quando os primeiros astronautas da NASA constataram que não conseguiam escrever no espaço com as suas canetas normais. Para resolver o problema, a NASA encetou um programa para criar uma caneta capaz de escrever no Espaço com o tal custo total de um bilião de dólares. O mito começou em 1965, mais especificamente na missão Titan 3 com Gus Grissom e John Young. Na época causou muita polémica na imprensa o facto dos astronautas terem levado na Titan dois lápis com o preço unitário de… 128 dólares. De facto, dois de um lote de 34 lápis, ou seja, um lote custando 4382 dólares. A coisa andou e chegou ao Congresso e a NASA teve que explicar que os lápis eram feitos de uma madeira especialmente leve e muito forte. No decurso da investigação descobriu-se também que um dos astronautas tinha levado para a missão um… soutien! Alguns anos depois, a empresa “Fisher Pen Company” sozinha e por sua livre e autónoma iniciativa concebeu uma caneta “espacial”. A Fisher procurou que a NASA a deixasse usar o seu nome na campanha de lançamento da dita, algo que esta não aceitou o uso do nome da agência na campanha de lançamento, ainda que o modelo AG-7 acabasse por ser usado em muitas missões Apollo, sem nada como os “testes rigorosos” mencionados ainda hoje no site da Fisher: “Paul Fisher designed the beautiful AG-7 pen to perform in zero-gravity vacuum and temperature extremes. After rigorous testing, NASA selected the Fisher Space Pen for use on all of the Apollo missions. They are still used today by both NASA and the Russian Space Program.” nem sequer com o apregoado grau de generalização. E de qualquer forma, nunca a um custo total de… um bilião de dólares! Desde logo porque a caneta foi concebida com fundos próprios da empresa e também porque cada AG-7 custava 4 dólares.

Ou seja, a famosa caneta desenvolvida pela NASA para ser usada no Espaço… Não foi desenvolvida pela NASA. Não foi sempre usada no Espaço, desde as primeiras missões, como alegava o mito e embora fosse usada frequentemente nas missões Apollo nunca esteve sequer perto de custar o apregoado bilião de dólares…
Fonte:
The Space Review

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Hoax: As louras vão extinguir-se daqui a 200 anos

 Gisele Bundchen?

Quem aprecia estes temas… pode já ter lido algures as conclusões de um estudo alarmista e tremendamente pessimista que dava como certo, não as consequências dramáticas do Aquecimento Global, não o impacto de Apophis ou outro mas… A extinção das louras daqui a menos de 200 anos. A notícia, supostamente proveniente de “cientistas alemães” e que teve inclusivamente eco até na prestigiada BBC (ver AQUI), depois, a partir daqui, foram numerosas as réplicas noticiosas, tendo todas como fonte remota o tal grupo de “cientistas alemães”. Tudo se basearia na tese de que sendo os alelos da cor loura do cabelo recessivos estes iriam inevitavelmente desaparecer, sendo substituídos por alelos de outras cores, mais escuras, de cabelo.

Existe algum fundamento nestas teses, já que existe no mundo uma tendência crescente para uma miscigenação racial (sendo neste aspecto, a actual “raça brasileira” assim como a excelência das suas mulheres um sinal promissor dessa miscigenação). É um facto de que o aumento desta miscigenação vai reduzir o número de seres humanos com cabelo louro, mas como esta característica física não implica uma desvantagem evolutiva ou competitiva de quando em quando, haveremos ver ver ainda por muitos milénios gente loira… sempre que se cruzarem duas pessoas com esse alelo, claro…

Seguindo a história desde as suas origens, parece que tudo começou num estudo da “World Health Organisation” ou no tal estudo de “cientistas alemães”… Mas o http://www.snopes.com esclarece afinal a verdadeira origem da história: uma revista feminina alemã publicada em 2000… Não propriamente a fonte científica mais credível, convenhamos…

Fonte:
www.snopes.com

Fotografia: Gisela Bundchen: brasileira… e loura. Algo que afinal não acabar tão cedo.

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Hoax: As “galinhas mutantes” da KFC

KFC(O novo logotipo da KFC in http://msnbcmedia2.msn.com)

Um dos mitos urbanos mais arrepiantes de sempre dá como certa que a mudança de nome da “Kentucky Fried Chicken” para a sigla “KFC” em 1991 se tinha devido a uma obrigação federal porque os animais que serviam de base aos alimentos comercializados pela marca já não eram… galinhas. Mas criaturas mutantes fabricadas geneticamente e sem penas, cabeças, pés ou até ossos! Assim a empresa conseguiria uma maior rentabilidade, já que essas criaturas seriam alimentadas através de via intravenosa, cresceriam mais rapidamente e ocupariam menos espaço que as galinhas “convencionais”. Obviamente, é tudo falso… A KFC mudou de nome, apenas para abreviar a sua presença comercial e porque passou a vender mais produtos além de galinha e não porque concebeu e depende de uma geração de monstros mutantes.

Acho eu. Mas que é uma boa história, é… ainda que completamente falsa. Como a maioria das melhores histórias, infelizmente…

Fonte:
www.null-hypothesis.co.uk

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Hoax: “Uma Árvore Misteriosa em Limpopo – Moçambique”

Uma corrente de correio electrónico que me chegou recentemente às mãos possibilitou o encontro com mais um “hoax” (mito urbano) daqueles que percorrem a Internet em cada vez maior quantidade… A coisa desta feita vinha intitulada: “Uma Árvore Misteriosa em Limpopo- Moçambique” e não tardou a dar origem a vários artigos pela blogoesfera lusófona (moçambicana e portuguesa, sobretudo) de que este é um exemplo bem representativo:

Uma Árvore Misteriosa em Limpopo – Moçambique

E o mistério é quem esculpiu e quando é que este trabalho de arte foi feito!

Por Rosário Fernandes – Kwzola (*)

 

Veja como os bantu de Moçambique, simbolizavam os espíritos das florestas e o culto às árvores destas florestas. Trabalho de arte religiosa bantu, na própria natureza. Nkisi de animais, esculpidos na árvore.


(*) Rosário Fernandes é formada em naturalismo e medicinas orientais pelo Stonebridge Associated Colleges da Inglaterra, pesquisadora de medicinas tradicionais antigas, atuante na área de medicinas complementares.

Sendo que este texto e este grupo verdadeiramente impressionante de fotografias pode ser encontrado nos Ritos de Angola havendo por aqui outra variante do mesmo tema e outra ainda por aqui.

Quanto à variante original, uma mensagem de correio electrónico, esta parece ser a versão mais corrente da mesma:

>
> Caros amigos!
> Essas fotos são Reais! foram tiradas por Biólogos moçambicanos em Limpopo
> (Moçambique), numa das viagens de trabalho, onde a missao era
> identificação
> de plantas. Estudos revelam que não foi um ser humano que esculpiu essa
> arvore, ela é natural! A cada posicao pode se ver imagens de animais, se
> tivesse sido um homem a esculpir essa arvore, esse seria O melhor Escultor
> do Mundo.
> >

O Mito Desfeito…
Ora, de novo… Nada se confirma. Um dia ainda acredito que um bom Hoax possa resistir a alguns minutos de escrutínio via Google, e quando surje um mito de origem lusófona, essas possibilidades aumentam, já que não existem tanta informação pública em português como há em inglês, mas este caso. da “árvore misteriosa do Limpopo”, não foi ainda o primeiro caso. Trata-se muito claramente de mais uma armação criada por algum “humorista” a partir de uma qualquer visita real ao parque natural do Limpopo e do confronto – sempre impressioante – com este notável Baoba:

Verdadeiro… Muito conhecido e fotografado, mas… sem qualquer escultura ou forma animal misteriosa.

É que na verdade, esta árvore não sendo fruto de uma muito elaborada montagem digital (como cheguei a acreditar, mas que cedo afastei pela análise pixel a pixel das imagens) estamos perante fotografias verdadeiras mas de uma coisa… diversa à anunciada! A dita “árvore misteriosa” existe de facto, mas no Animal Kingdom da Disney World, mais especificamente aqui e é o resultado do trabalho brilhante de mais de doze artistas diferentes e está posicionada naquele que é o centro geográfico do parque temático. A gigantesca escultura com 45 metros de altura e 14 de diâmetro tem uma estrutura de cimento e uma camada superficial de resina e expôr exactamente 325 animais diferentes (aqui, aqui e aqui podemos ver mais algumas fotos onde se observa bem que a dita árvore se situa neste parque temático).

O parque natural do Rio Limpopo existe, claro… e é uma das regiões do sul de África mais ricas em vida animal, sendo visitado todos os anos por muitos turistas portugueses e talvez seja um dele o criador deste mito…

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Max Cornelisse: Um grande hacker ou… um grande patranheiro? [editado]

Um dos mais interessante fenómenos da Internet actual são os videos de um tal de Max Cornelisse, um jovem holandês de 26 anos que mantem neste canal uma série de espantosos (sic) feitos de hacker e para cuja existência fui alertado pelo sempre atento Nito. Eis alguns dos mais impressionantes:


(alterando sinais de autoestrada)
1. Porque é haveria possibilidade de o painel ter velocidades variáveis, isto é, além de 50?
2. O painel informativo teria resolução em pixel suficiente para formar um smiley? São concebidos para desenhar números, não gráficos…
3. O MacBook não apresenta no fundo de écran nenhum sessão telnet, nenhuma aplicação de hacking, nada… mostra apenas um mapa e uma imagem que pretende replicar o sinal da estrada. Desnecessário, claro, porque bastaria aceder aos dados no servidor, sem replicar também o mesmo aspecto gráfico do sinal.
4. Porque estaria um painel informativo de uma autoestrada ligado à Internet?
5. Porque daria este Max a cara (ainda que o nome possa ser falso – não é – numa actividade que muito obviamente poderia ter provocado acidentes e logo uma condenação e prisão certas?
6. O painel informativo, feito para mostrar letras e números, nunca poderia ter sido feito para mostrar fotografias… não tem a resolução nem o número de cores apresentado.
7. No final aparece um link para uma escola holandesa de informática: a Afstuderen – Info Support, o verdadeiro móbil destes filmes: publicitar a existência e os cursos da escola… Curiosamente, o web site desta escola não suporta o “blank hostname”, tipo “http://infosupport.nl&#8221; e apenas o “http://www.infosupport.nl&#8221; uma configuração básica que aparentemente, Max ainda não aprendeu… Pelo menos, ainda não no Windows Server 2003 onde corre o site:

Windows Server 2003 Microsoft-IIS/6.0 27-Feb-2008 81.58.240.140 Versatel Corporate Internet customer
Windows Server 2003 Microsoft-IIS/6.0 1-Oct-2007 81.58.240.140 Versatel Corporate Internet customer

Palpite de Veracidade: 2 em 10


(mudando o écran de um computador de um colega)
1. Max envia para o écran do colega a imagem do jogo, mas nunca mostra o seu próprio écran, que aliás, parece estar no caixa de logon do XP?
2. É contudo, possível simular o feito, instalando sobre a secretária da vítima um swith de monitor e pedindo ao colega em frente para o activar…
3. Via remote desktop, diz o video… essa é outra possibilidade, mas teria que ser aberto primeiro e depois activado ao passar para foreground… Possível, este video, pelo menos. Ainda que seja estranho que aquele tipo em frente ao Max não estivesse virado a ver a cena…
Palpite de Veracidade: 7 em 10


(Enviando um SMS para todas as raparigas num bar)
1. Porque é que neste bar quase não há homens, tirando Max e um tipo no balcão?…
2. Existem várias formas que piratear nos sistemas de SMS das operadoras… Mas todos implicam o envio de SMS de forma mais ou menos gratuita. Não conheço, nem encontrei nenhuma forma de aceder a uma determinada antena de GSM e de, a partir daqui, enviar uma mensagem para todos os telemóveis que estivessem sob a sua alçada. E mesmo se Max o tivesse feito, teria que o ter feito em todas as antenas de todas as operadoras móveis que dão cobertura ao bar… improvável… E sim, todos os telemóveis seriam afectados, mesmo os que se encontravam em centenas de metros em redor, não apenas o no bar, como afirma o video… E aliás, aquele gandulo no balcão… também teria recebido a mensagem a convidar as raparigas no bar a procurar o “hacker” de boina… o que teria um impacto imprevisível. 😉
Palpite de Veracidade: 1 em 10


(Holograma)
1. Há várias formas de projectar hologramas. Mas sem que haja uma superfície sólida ou gasosa? E as luzes RGB aqui usadas não parecem ser lasers, mas apenas simples luzes de projectores.
Palpite de Veracidade: 1 em 10


(iPhone apagando as luzes de um arranha-céus)
1. Este edifício é claramente um edifício de escritórios. Então, nesse caso em nenhum destes andares há uma UPS capaz de manter a energia num centro de dados informático em caso de quebra de energia? E se a energia é cortada a partir de um ponto único (atacado pelo comando dado no iPhone) então porque é que os andares e salas não se desligam todos ao mesmo tempo, mas em vagas sucessivas? Não faz sentido…
2. E ligar as luzes? Estas não se ligavam todas no mesmo segundo?… Pois…
Palpite de Veracidade: 2 em 10


(Legendas de um programa de televisão)
1. O programa supostamente “hackeado” é este e parece que colaborou nesta campanha de marketing viral em que Max e a sua escola estão empenhados… Trata-se de um novo programa informativo da RTL4 e o facto deste não ser um dos primeiros videos do “hacker” pode indicar que tentam embarcar na cavalgada de sucesso que é este fenómeno Max e que já acolheu mais de nove milhões de views no YouTube…
2. Perante a aceleração dos texto os comentadores, limitar-se-iam a trocar olhares e admitir o problema em tempo real?
3. E diz o apresentador: “não é a primeira vez que alguém lá em baixo brinca com o teleponto”. “Não é a primeira vez”? Duvido muito… Muito mesmo, numa televisão tão profissional como a RTL.
Palpite de Veracidade: 1 em 10


(Legendas de um comboio para Alicante)
1. Quando Max muda a linha. fá-lo no Safari do seu MacOSX, supõe-se então que tenha tido acesso à Intranet da estação/operadora de comboios… É possível…
2. O amigo de Max passeia-se ao seu lado com uma câmara de video e a única pessoa que olha para a câmara é o próprio Max? Nem o revisor, nem nenhum dos transeuntes olham para a câmara uma única vez? Qual é a probabilidade disto?
Palpite de Veracidade: 1 em 10


(Abrindo o tecto de um Porsche 911)
1. O 911 anda sózinho?… Não é demais? A abertura do tecto… O colocar em andamento do carro poderiam ser activados via Internet? Aliás, o 911 está ligado à Internet?
2. Abrir a capota… O comando do 911 não faz isto? Colocar o carro em andamento… A imagem não é clara, mas não poderia estar alguém deitado junto aos bancos dianteiros?
Palpite de Veracidade: 1 em 10

Conclusão:

Em suma, este Max Cornelisse parece não ser mais do que o produto-produtor de uma campanha de Marketing Viral como esta, da Subservient Chicken de que já falei aqui no Quintus. Uma entrevista ao dito Max, feita pelo site www.uithaal.com (a tradução é minha):

Obrigado por tomar o seu tempo em responder a algumas perguntas para Uithaal.nl! Desde logo, esperava obter um sucesso tão grande com os seus filmes?
Para ser honesto, não tinha ideia daquilo que podia acontecer. Eu sabia que os filmes eram bons, mas não tão bons como parecem acreditar os espectadores. Aparentemente, porém, haha! O sucesso é realmente muito bonito.

Quem é o criador destes filmes?
Os filmes foram filmados por dois meus bons amigos, Roel e Bas Welling. Eles têm a sua própria produtora WeFilm e que sabiam das minhas capacidades como hacker. E queriam, com estas ideias, fazer um filme sobre mim!

Na rua já é reconhecido pela população?
Sim, sou reconhecido aqui e acolá. O que é muito estranho, mas muito agradável. As reações são todas top! As pessoas estão muito interessados em saber como eu fiz isso tudo e se existem mais videos.

Tem mais acrobacias planeadas e o que pode dizer a esse respeito?
Haha, você também quer saber! Estamos sempre trabalhando em coisas novas, lembre-se, infelizmente, há pouco tempo e, portanto, quando e como farei uma nova proeza, não posso dizer.

Os filmes são vistos milhões de vezes, toda a gente está deixando aqui elogios. Mas por que razão não são os filmes apresentados na televisão?
Os filmes eram destinadas a correr só no YouTube. No YouTube você pode com criar um verdadeiro fenómeno de massas, o que é bem! Mas estes já passaram por duas vezes no programa EditieNL.
Tem alguma dica para os nossos leitores?
Pense bem antes sobre as consequências de seu golpe. Se estes forem negativos ou prejudiciais, não o faça.


Ou seja, na entrevista, Max mantêm a máscara… Hacker… Mas algumas das coisas que supostamente fez, como desligar todas as luzes de dois arranha-céus, levantar uma levadiça, mudar os textos de sinalética numa auto-estrada, são certamente punidas pela Lei e poderiam ter provocado problemas ou acidentes sérios, em flagrante contradição com aquilo que diz nesta entrevista: “Tem alguma dica para os nossos leitores? Pense bem antes sobre as consequências de seu golpe. Se estes forem negativos ou prejudiciais, não o faça. ”

Tendo dado a cara e – aparentemente – o seu próprio nome (um destes, presumivelmente…) e local de trabalho (a Afstuderen – Info Support) não deveria já estar preso se aquilo não fosse mesmo “actividade hacker” e não apenas uma campanha de marketing viral, aliás muito claramente expressa na declaração que no seu emprego ele deixa desta forma:

I am working for Info Support where I obviously not only fill my days with people in the leg, I am a software developer. NET. I did mystudies in IT Support Info ends with a very fun and challenging project. If you are looking for a job, you should definitely have alook at our graduation. Want to volunteer for graduation, mail your CV with short motivation to recruiter.nl @ infosupport.com.Voor moreinformation, please contact Marieke Keurntjes afstudeercoördinator can be reached by phone No 06-26872760 or Pascalle Hijl,afstudeercoördinator can be reached by phone No. 06-45378507. Greetings Max

Edição de 16 de Abril de 2008:

Bem, confirma-se que se trata tudo de um embuste, como já parecia certo daquilo que escrevia mais acima, em Fevereiro… O próprio “hacker” confirma isso mesmo neste video:

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O “falso” hoax da fotografia lunar plagiada da sonda chinesa Chang’e 1


(Video “oficial” da sonda lunar Chang’e 1)

Existe um rumor que corre a Internet e que afirma que as fotografias do solo lunar captadas a partir da sua sonda Chang’e 1 seriam afinal (ver AQUI )… um plágio de outras fotografias semelhantes, captadas pela sondas lunares da NASA na década de 70, segundo uns ou da Lunar Prospector, de 2005, segundo outros. Ou seja… Depois de ter ganho a fama de plagiar em tudo, desde vinhos do “Douro”, DVDs de blockbusters e até caças F-16 com o seu J-10… Será que agora a China também plagiou as suas tão propaladas primeiras fotografias lunares?

A China nega o plágio, óbviamente… Ouyang Ziyuan, cientista-chefe da sonda lunar chinesa afirma “não é absolutamente, uma falsificação“, alegando que as imagens chinesas são apenas tão semelhantes às captadas pela NASA porque focam a mesma área do solo lunar no hemisfério sul da Lua, observando Ouyang algumas diferenças subtis entre ambas (sinal de que as comparou à lupa…) como duas crateras que se observam na fotografia chinesa, mas não na americana, explicando que se trataria de um asteróide que teria impactado na Lua entre 2005 e 2007. O cientista chinês explica ainda a origem da polémica: “Eu compreendo as dúvidas desses cibernautas. Não acreditavam que a sonda chinesa se pudesse sair tão bem, e então desejavam que a fotografia se revelasse, afinal… falsa.

Bem, sem dúvida que gosto muito de uma boa… conspiração. Por isso, depois do mito das missões lunares Apollo só faltava mesmo era este mito da falsa fotografia da Chang’e 1… Porque se dariam a tal trabalho? Talvez se a sonda se perdesse ao entrar na órbita lunar… Ou se os seus intrumentos e câmaras falhassem, os líderes chineses – depois de todo o investimento mediático que imprimiram nesta relativamente modesta missão – tivessem que arquitectar um qualquer tipo de embuste. Mas não creio que tenha sido o caso. Seria extremamente difícil camuflar nos dias de hoje um tal falhanço, com a pressão dos Media e com uma comunidade científica muito atenta… O facto de haver uma diferença nas fotos, valida-as também… Não é frequente cairem asteróides na Lua, como se pode depreender das palavras de Ouyang Ziyuan, mas também não é uma raridade, especialmente tendo em conta a grande extensão coberta pela fotografia em questão… Por isso… Esta fotografia lunar… Não é um Hoax. O Hoax é dizerem que ela é um… Hoax!

Chang'e 1 lunar photo
(A fotografia da polémica in http://blog.wired.com)

Fontes:
Reuters
Fox News
News.com.au

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Hoax: O armazém de Camarate com 100 carros antigos abandonados, penhorados ou… simplesmente esquecidos

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Circula pela Internet portuguesa e por alguma da Blogoesfera lusa uma referência a um suposto armazém em Camarate (Lisboa) contendo cerca de s340x255.jpeg

…100 automóveis antigos e de colecção…

As primeiras referências na blogoesfera datam do começo de Junho de 2007:

“AUTOMÓVEIS PENHORADOS!!!
Será que é possível acontecer isto em Portugal? Nem devem ter noção da fortuna que têm em mãos.Descoberto em Camarate (Lisboa) dois armazéns, com mais de 100 carros Coleccionáveis e de valor incalculável… Quem será o dono?”

Nomeadamente em:

http://amigopiri.blogs.sapo.pt/123021.html

e com outro eco em:

http://farinha-ferry.blogspot.com/2007/07/automveis-penhorados-descobertos-em.html

O tema tem amplamente debatido em vários foruns dedicados ao tema dos carros antigos e foi por aqui que se pôde enfim aclarar o tema… Embora a corrente de mail mencione “dois agentes da Remax que teriam descoberto este “tesouro de coleccionador” num armazém abandonado e esquecido em Camarate e nos Blogs surjam várias indicações, sendo a mais comum a de estes carros e armazéns (um ou dois consoante os casos) teriam sido “penhorados pelas Finanças”, na verdade, esta versão da “penhora” parece nascida no contexto desta penhoras selvagens e frequentemente ilegais que agora se tornaram regra nas últimas semanas deste Governo…

A dita colecção cuja descoberta deu origem a este Hoax é de facto parte de uma extensa colecção não de 100 mas de 280 carros de um único proprietário, comerciante de automóveis antigos e está hoje… toda à venda. Trata-se de um tal de António Ferreira de Almeida e para o efeito este comerciante montou uma nova empresa, a Clássicos, Lda, que pode ser visitada AQUI e onde se podem comprar alguns destes históricos veículos, os quais, já não estão neste estado, como se parece concluir das mensagens e dos posts nos Blogs… Alguns dos carros estarão aliás à venda e em exposição no evento “Motor Clássico” na FIL em Abril de 2008

A questão começou a ser aclarada na revista “Motor Clássico” Nº 2 de Abril des 2007 – ou seja, muito antes da maioria destes ecos na blogoesfera e desta versão “actualizada” de “penhorados pelo Fisco” e esclarecia-se que da colecção, cerca de 20 carros permanecerão na família, sendo os restantes para vender na dita e supracitada empresa. A colecção foi reunida ao longo de oitenta anos, por várias gerações da família e terminada na década de 90 com a selagem a solda das portas do armazém até a sua abertura, este ano, pelo próprio proprietário.

A coisa parece ter chegado à Internet através do Site da Interclássico (ver AQUI) onde surgiram as fotografias e de onde parecem ter sido tiradas pela primeira vez, a convite do proprietário do armazém sob o título “Garagem de Alibába”. Dizia-se já então que estariam 180 carros (não os 100 nem os verdadeiros 280).

Curiosamente, o eco da descoberta deste “tesouro” teve vários ecos no estrangeiro… Em França, AQUI:

“Néanmoins, ce qui est arrivée à des Portugais n’est pas un phantasme. Dans un hangar abandonnés depuis 15 ans, ils ont retrouvé 180 voitures. Des Américaines, des Alfa, des Opel, une Porsche, des Lotus, deux Mini Cooper, une Gamine de Vignale, une Bristol, une MG Magnette, une Cox, quelques voitures d’avant-guerre et même des F3! Certaines semblent juste couvertes de poussière, alors qu’une Lancia Aurelia n’est plus qu’une épave rouillée.Mon portugais se limitant à “buon dia”, je ne peux pas vous en dire plus. Alors, bonne visite…

Enfim… “Buon dia”? Pois sim… Não sei que português é esse, mas não parece ser lá grande coisa…

E, mais tarde, apareceu outra referência no www.caradisiac.com nomeadamente em: http://news.caradisiac.com/Et-voila-un-vieux-garage-de-reve-lui-aussi-484 e até na Holanda já surgiram os seus ecos…

Mas e qual é afinal a origem de tão rico e inusitado “tesouro de carros antigos”? Existem também aqui várias versões… Segundo alguns seriam carros fechados nesse armazém desde 1975, para evitar que as pessoas conduzindo esses carros fossem considerados “fascistas”, é claro que isso não explicaria porque lá tinham ficado após todo este tempo… Depois, teriam sido todos comprados por esse comerciante… O certo é que algumas fotografias ainda expõem etiquetas da “Ordem dos Médicos” e que de permeio até se vêm ambulâncias da Ordem de Malta. Abandonados… Não, não estão e nem sequer estão cobertos com panos ou capas de forma a proteger a pintura, evitando assim a aparição da inevitável e destrutiva humidade entre a capa e a pintura do veículo.

Em suma… Nem são carros esquecidos… Nem abandonados… Nem confiscados pelo Tribunal ou pelas Finanças… E com certeza que não foram descobertos por… “dois agentes da Remax”…

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O Hoax do F/A-37 “Talon”

Tendo encontrado num dos meus pontos de visita obrigatórios na Blogoesfera, o “Zona Militar JP” estas espantosas imagens (que aliás, me trouxeram uma qualquer ressonância que não identifiquei logo de seguida) sobre um aparelho experimental dos EUA designado por F/A-37 “Talon”:

F/A-37 Talon

Fiquei intrigado e retomando a adormecida rubrica de “Hoaxes e Mitor Urbanos” fui à caça na Internet. Ao fim de algum tempo descobri mais sobre este aparelho… fictional.

Estas imagens percorrem a Internet desde 2004 e são o resultado directo das filmagens do filme “Stealth” da Tri-Star que teve precisamente algumas cenas filmadas na pista de vôo do porta-aviões “USS Abraham Lincoln” (cliquem no link para saberem que neste Porta-aviões todos os dias se consomem… 13 mil coca-colas…)

As filmagens decorreram directamente no navio, tendo para tal sido admitidos temporariamente 80 membros da equipa de filmagens da Tri-Star e filme estreado em 2005.

Curiosamente, quase dois anos volvidos, as imagens continuam a percorrer a Internet, sobretudo por e-mail tendo provavélmente chegado desta forma ao blog que visitamos e que de resto é sempre um bom ponto de visita para quem se interessa como eu por estas coisas do rearmamento chinês…

O F/A-37 Talon seria suportamente um caça-bombardeiro com supercruise, stealth e capaz de velocidades da ordem do Mach 3,5, podendo alcançar até o Mach 4… O aparelho deveria ser pilotado por um programa de inteligência artificial, que, obviamente (onde é que eu já vi isto?…) sofre um amok e zás fica marado no bom estilo HAL9000 (só para citar o exemplo mais conhecido). Ou seja, as fotografias são verdadeiras, talvez tiradas por um dos marinheiros do porta-aviões, mas… são imagens de uma maquete, usada num filme e não um avião real…

Fonte:
Global Security (sim, este site tão sisudo tem um artigo sobre o F/A-37!)

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Hoax? “Paris, o Pirata”, o Windows Vista e… as ligações para o DoD dos EUA e para a Halliburton…


(Piratas escondendo o seu tesouro… Neste caso, o dito deve valer dois dobrões de… bronze)

(in http://www.eco-action.org/dod/no8/images/bleck_pirate.jpg)

Um tal de “Paris, The Pirate” declarou que depois de instalar um analisador de pacotes de rede no seu computador com Windows Vista (hum… com um nickname daqueles, vai uma aposta como não usa uma versão licenciada?…) identificou ligações que o Vista estaria a estabelecer com endereços TCP/IP do Departamento de Defesa dos EUA, com o “United Nations Development Program” e com a… nebulosa empresa Halliburton. “Paris”, garante que o computador corria apenas o Windows Vista e nada mais (ou pelo menos assim pensa o dito…). Em primeiro lugar é estranho que mais ninguém tenha reportado estes acessos, sobretudo ninguém da comunidade hacker ou de segurança informática, mas Paris, diz que só detectou esses pacotes depois de ter deixado a máquina correr durante alguns dias, e a partir do momento em que observou alguma lentidão no sistema.

E contudo… Este alerta não faz grande sentido… O peerguardian das imagens não é um sniffer: “PeerGuardian 2 is Phoenix Labs’ premier IP blocker for Windows. PeerGuardian 2 integrates support for multiple lists, list editing, automatic updates, and blocking all of IPv4 (TCP, UDP, ICMP, etc), making it the safest and easiest way to protect your privacy on P2P.” Por outro lado, os écrans capturados que acompanharam este alerta são de uma máquina correndo XP… Não Windows Vista! Por outro lado… Os écrans capturados desapareceram do site http://www.whitedust.net/?_Part_of_the_war_on_terror%3f…/ onde estavam alojados e encontramos agora a mensagem:

“14 August 2007 – 23:58 GMT
With the industry and those in it so seemingly hostile to Whitedust, and
pure apathy from anyone who thinks otherwise. Why bother. This site is
now closed permanently. It’s staff have abandoned the scene and the industry
for real world projects – for good, you won’t be seeing us again. You “Won”.
Good luck out there. You’ll need it.
-The Staff”

Fonte: Tech.Zicos.com

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Podemos sobreviver no Espaço sem um Fato Espacial?


(Arnold Schwarzenegger na superfície marciana em “Total Recall” in http://sydlexia.com)

No filme Sunshine um astronauta é obrigado a abandonar o seu fato espacial e a sair para o Vácuo espacial… No filme Total Recall o personagem principal sobrevive a alguns momentos de exposição na superfície marciana, praticamente desprovida de qualquer atmosfera… Ora bem. Será que é então possível ao Homem sobreviver no vácuo do Espaço ou estamos perante mais um Hoax ou Mito Urbano?

Bem, segundo os especialistas em medicina espacial consultados pela slate.com sim é possível… As principais funções de um escafandro espacial são as de proteger o astronauta no interior dos raios ultravioletas e das temperaturas extremamente altas ou extremamente baixas no exterior. Se fosse exposto ao vácuo, sem um fato, o astronauta teria como maior problema imediato a falta de oxigénio para respirar e uma embolia massiva, resultante da diferença de pressão entre o exterior e o interior do seu corpo. Mas nem uma nem outra matam imediatamente, pelo que seria possível sobreviver algum tempo no Espaço… Desde que por muito pouco tempo! Estima-se que esse tempo esteja limitado a pouco menos de 15 segundos até que ocorra a inconsciência pela falta de oxigénio. É verdade que aqui, no solo, podemos suster a respiração por cerca de cinco minutos (se formos yogiis do último nível, claro…), mas no Espaço não é possível “suster a respiração”, pelo contrário, para aguentarmos mais alguns escassos mas preciosos segundos até à comporta aberta da nossa nave espacial devemos esvaziar completamente de ar os nossos pulmões, de forma a evitar que o ar aqui conservado expanda e destrua os tecidos e vasos sanguíneos dos pulmões…

Bem, ficam a saber, já que nunca se sabe quando podem ser apanhados no Espaço sem um Fato Espacial…
Fonte: Slate.com

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Sobre o mito (hoax?) do tipo que mandou… alterar cirurgicamente os polegares por causa do iPhone


(Steve Jobs na já “histórica” apresentação do gadget mais sobrevalorizado do Universo, conhecido e desconhecido…)

Uma das histórias mais curiosas que circular por aí fala de um indivíduo, de nome Thomas Martel que vive no Colorado (EUA) e que depois de comprar um muito ansiado iPhone teria tido dificuldades em escrever palavras no reduzido teclado virtual no telemóvel (Steve Jobs disse na apresentação do aparelho que era possível escrever aqui usando apenas os polegares). Bem, este Martel decidiu que as suas mãos não eram adequadas a esta utilização do aparelho da Apple, e como bom seguidor do “guru” Steve Jobs (também conhecido como “o-empresário-que-inspirou-berardo-a-não-mudar-de-camisola”), Thomas Martel decidiu que eram as suas mãos que eram incompatíveis com o seu iPhone e não ao contrário. Como teria dito: “Desde o meu antigo Treo, ao meu Blackberry e agora ao iPhone, tinha dificuldade em escrever naqueles teclados e como perco sempre as canetas, fiquei com um problema nas mãos” (literalmente…).

E vai daí Martel contactou um… cirurgião plástico para que este lhe alterasse os dedos, reduzindo as dimensões do osso dos polegares e fazendo alguns pequenos cortes na carne dos dedos. É claro que ficou com as mãos um tanto femininas (ao que parece são estes as mãos preferidas pelo iPhone, sabe-se lá porquê…)

Bem… A boa notícia é que a história deste imbecil é… falsa! Embora tenha surgido inicialmente no Engadget como verdadeira, este site publicou posteriormente um desmentido e o mesmo fez depois a Information Week. Aparentemente, o hoax começou num artigo “satírico” (admitem-no só agora…) publicado no jornal North Denver News

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Os “Encontros Imediatos do Terceiro Grau” da Apollo 11

(Filme da primeira alunagem da Apollo 11, em 1969)

Os rumores de que astronautas teriam tido vários “Encontros Imediatos do Terceiro Grau” não são novos… Um dos mais espantosos são as transcrições de diálogos trocados entre os astronautas da Apollo 11 e a equipa terrestre onde Buzz Aldrin e Michael Collins descrevem um “objectivo cilindrico” que teriam encontrado durante a aproximação à Lua.

Buzz Aldrin ainda recentemente admitiu a existência este encontro, durante um programa do Larry King, na CNN:

Aldrin descreveu o objecto como um “cilindro”, enquanto que Armstrong falou antes de dois anéis ligados entre si (“two connected rings”). De qualquer modo, é certo que não se tratava do booster do foguete Saturno IV porque os dois astronautas questionaram o apoio de terra e esta informou-os que este se encontrava a mais de seis mil milhas de distância. Na ocasião, os dois astronautas optaram por não contar ao Control Center o encontro, já que acreditaram (com razão…) que julgariam que estavam loucos e isso poderia comprometer toda a missão lunar…

Mas os relatos estranhos nesta primeira missão Apollo não se ficam por aqui… Segundo uma história da Associated Press publicada a 20 de Julho de 1969 no San Bernardino Sun-Telegram os dois astronautas observaram luzes no interior de uma cratera perto do ponto onde deveriam alunar no dia seguinte: “Parece que uma quantidade ligeira de florescência nela. A área na cratera é muito brilhante” (“It seems to have a slight amount of florescence to it. The area in the crater is quite bright”, mas esta frase não aparece entre as transcrições dos diálogos da Apollo 11 com Terra (ver AQUI) o que pode implicar que houve nesta transcrição uma “limpeza” ou que tal conversa… simplesmente não existiu. Segundo Christopher Kraft que foi director da estação de rastreio da NASA em Houston durante as missões Apollo, a parte removida do registo oficial das transcrições da missão Apollo 11 seria esta:

– NElL ARMSTRONG e BUZZ ALDRIN: “Those are giant things. No, no, no …. this is not an optical illusion. No one is going to believe this!”

– MISSION CONTROL (HOUSTON CENTER): “What…what…what? What the hell is happening? What’s wrong with you?”

– ASTRONAUTS: “They’re here under the surface.”

– MISSION CONTROL: “What’s there? Emission interrupted… interference control calling Apollo II.”

– ASTRONAUTS: “We saw some visitors. They were there for awhile, observing the instruments.”

– MISSION CONTROL: ”Repeat your last information.”

– ASTRONAUTS: “I say that there were other spaceships. They’re lined up on the other side of the crater.”

– MISSION CONTROL: “Repeat…repeat!”

– ASTRONAUTS: “Let us sound this orbita ….. In 625 to 5… automatic relay connected… My hands are shaking so badly I can’t do anything. Film it? God, if these damned cameras have picked up anything… what then?”

– MISSION CONTROL: “Have you picked up anything?”

– ASTRONAUTS: “I didn’t have any film at hand. Three shots of the saucers or whatever they were that were ruining the film.”

– MISSION CONTROL: “Control, control here. Are you on your way? Is the uproar with the U.F.O.s. over?

– ASTRONAUTS: “They’ve landed there. There they are and they are watching us.”

– MISSION CONTROL: “The mirrors, the mirrors…have you set them up?”

– ASTRONAUTS: “Yes, they’re in the right place. But whoever made those space ships surely can come tomorrow and remove them. Over and out.” (ver AQUI)

Kraft explica esta contradição entre o relato oficial da Apollo 11 e este extracto porque o diálogo teria sido travado numa frequência secreta e durante os dois minutos de interrupção nas transmissões públicas. Obviamente, a única referência a esta “frequência secreta” só pode ser ligada em locais ou publicações mais ou menos ligadas à investigação do fenómeno OVNI… Por outro lado, estas declarações de Kraft também não puderam ser confirmadas e ainda que repetidas em vários locais, não encontrei nenhuma referência do próprio admitindo tê-las alguma vez produzido… Será mais um hoax? Francamente é mais do que provável que existisse mesmo uma “frequência secreta” de comunicações entre as missões lunares e Houston, em pleno contexto de Guerra Fria e apenas pela simples necessidade de manter algum tipo de comunicações escudada da interferência pública, parece plausível. Muito mesmo… Mas deveremos então também tomar como credíveis estas citações? Não creio… Aldrin admitiu o primeiro encontro, publicamente e por várias vezes. Porque omitiria assim o segundo? Simplesmente, não faz sentido, e estaremos provavelmente apenas perante mais um episódio mítico, um constructo, ou seja, um mito produzido pela máquina que alimenta e que se alimenta do fenómeno OVNI…

De qualquer modo, fica o primeiro relato. Muito credível e fundamentado e provávelmente uma das melhores provas de que… Existe alguma coisa lá fora…

Bem, meio a despropósito, mas aqui fica um filme que alude de uma forma satírica à posição daqueles que acreditam num “Moon Hoax”, isto é, de que todas as missões Apollo foram orquestradas em Estúdio:

Não é a minha posição, mas que existem algumas fotografias estranhas… Existem. Não há como negar e um dia ainda hei-de voltar a esta questão…

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