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Varoufakis: “precisamos de bancos chatos”

Varoufakis: “precisamos de bancos chatos” (…) Que são “aqueles bancos que recebem o nosso dinheiro, a um juro baixo, emprestam-nos a empresas, estados e pessoas a um juro mais alto, e vivem bem assim.”

Ou seja, precisamos de separar completamente a banca de retalho e a banca de investimento, acabando de vez com esta perigosa mesclagem que esteve na direta razão de todos os escândalos financeiros dos últimos anos. Precisamos de uma banca que esteja vocacionada para o financiamento (regrado) do consumo das famílias e de uma banca capaz de financiar as empresas produtivas, que têm real impacto na economia real e na geração efetiva e duradoura de emprego. Precisamos de regulação, dura, rigorosa e eficaz. Mas estarão os partidos atuais preparados para tal ruptura com um sistema financeiro que os domina, financia e influencia de varias formas e feitios?…

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Os gregos têm razão quando dizem que o programa da troika falhou

Os gregos têm razão quando dizem que o programa da troika falhou: aquando da assinatura do primeiro memorando, em 2010, os credores estimavam que a Grécia sofresse dois anos de recessão (2011 e 2012), uma queda do PIB nunca superior a 6% e o disparo do desemprego para 15%.
Nada disso aconteceu. Todas estas previsões foram muito mais graves e a duração da crise ultrapassou em muito todas as previsões dos credores.
Não é também verdade dizer que os gregos não se esforçaram tanto como os irlandeses ou os portugueses. Pelo contrario, a austeridade foi muito mais forte em Atenas do que em Dublin ou em Lisboa, levando a que o saldo estrutural (corrigido do ciclo e sem medidas extraordinárias) tivesse na Grécia uma melhoria de 15.5% contra 6% em Portugal e 4.5% na Irlanda.

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“A vitória do Syriza é um aviso para o PS sobre a inutilidade dos partidos socialistas, que não compreendem as questões do seu tempo e se divorciam das causas nacionais, o que torna mandaretes de poderes internacionais, nomeadamente de instituições financeiras”

“A vitória do Syriza é um aviso para o PS sobre a inutilidade dos partidos socialistas, que não compreendem as questões do seu tempo e se divorciam das causas nacionais, o que torna mandaretes de poderes internacionais, nomeadamente de instituições financeiras”
Sérgio Sousa Pinto. Sol de 23 de janeiro de 2015

Sim, foi mesmo Sérgio Sousa Pinto que disse isto: sinal de que até mesmo para um politico de carreira, que ascendeu dentro do partido, grau a grau, desde a juventude partidária, é evidente que algo de muito profundo e radical tem que mudar na forma de fazer politica partidária para que os partidos recuperem a credibilidade de antigamente.

Se os partidos socialistas não se souberem distinguir dos partidos de centro direita (“new left”), se não souberem ser mais do que vias de transmissão do federalismo europeu e do austero-dogmatismo norte-europeu, então afastam-se dos cidadãos, profissionalizam-se e ficarão cada vez mais reduzidos à condição de casta, distinta e afastada da comunidade e da sociedade civil.

Se os partidos socialistas insistirem em estabelecer alianças à direita cairão todos no funesto destino do PASOK, partido que há apenas duas legislaturas coleccionava maiorias absolutas e agora, depois de aliança anti-natura (mas pressionada pela Europa) nem sequer vale 5% do eleitorado. Seja como for, qual opção de coligação pré ou pós eleitoral só deve ser feita depois de recolher o apoio de uma ampla maioria de militantes, devidamente consultados em referendo interno.

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Uma lição a retirar da campanha eleitoral grega

Uma lição a retirar da campanha eleitoral grega é que os tempos mudaram… E não falo aqui do Rotativismo ou da “alternância democrática”: falo do facto desta campanha ter sido centrada na TV e nas redes sociais, com raros cartazes de rua e pouquíssimas manifestações.
Os tempos mudaram e os cidadãos gregos não perdoariam o desperdício de milhões em centenas de milhares de cartazes gigantes. E muitos já não tem rendimentos que lhes permitam acompanhar os eventos públicos dos seus partidos.
Os partidos políticos gregos aprenderam e adaptaram-se.
E os nossos?…

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Segundo o economista Eric Dor, do ISEG, “não pode ser evitada uma nova reestruturação da divida soberana da Grécia”

Segundo o economista Eric Dor, do ISEG, “não pode ser evitada uma nova reestruturação da divida soberana da Grécia, que está insolvente. Se calcular o rácio do excedente primário que a Grécia deve manter por décadas apenas para estabilizar o rácio da divida, segundo previsões de crescimento nominal plausíveis, percebe-se que esta via é inevitável”. O economista acrescenta ainda que manter o atual nível de austeridade é irrealista porque “não se consegue manter esse esforço por um tempo longo, social e politicamente”. Posto assim (e este cenário não é muito diferente do luso…) a reestruturação será aceite pelo governo alemão, depois de uma dança coreografada para agradar ao eleitorado germânico… Por causa, não tanto da preocupação germânico pelos cidadãos gregos, mas porque recusar a reestruturação levaria a Grécia a sair do Euro e o impacto dessa saída seria imprevisível, lançando o pânico nos Mercados e criando a certeza nos especuladores que tal “solução” seria a regra daí em diante para todos os países em dificuldades financeiras, com alto impacto na própria divida alemã e, claro, na portuguesa…

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Sem dúvida que os gregos têm a sua responsabilidade na divida que acumularam ou deixaram acumular.

Sem dúvida que os gregos têm a sua responsabilidade na divida que acumularam ou deixaram acumular. Mas essa responsabilidade é partilhada. Partilhada com os credores internacionais, que emprestaram sem critério nem preocupação de boa cobrança, partilhada com os países que, como a Alemanha, ganharam com essa divida e partilhada com os auditores internacionais como a Goldman Sachs que foram cúmplices (impunes! Porquê?…) da maquilhagem sistemática das contas gregas.
Os gregos já pagaram a sua fatura desses desmandos.
Alguns credores também.
Agora é a vez do FMI e da União Europeia (BCE) pagarem a sua e aceitarem uma reestruturação radical da divida grega e dos outros países do sul e erguerem um verdadeiro “plano Marshall” para a Europa (não confundir com a tristeza do “plano Juncker”).

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Em 2011, a Grécia viu a sua dívida reestruturada

Ainda me lembro que em 2011, a Grécia viu a sua dívida reestruturada com a perda, para os credores de mais de 50% da mesma. Apesar disso, a dívida grega está hoje em 170% do seu PIB. É certo que em 2011, 2/3 desta dívida era de bancos estrangeiros, que assumiram assim nos seus balancetes estas perdas. Mas, agora, a dívida está quase totalmente nas mãos do FMI e do BCE.
O problema está em que o FMI e o BCE não podem (pelo menos segundo os seus estatutos) perdoar dívidas, como os credores perdoaram metade da dívida alemã em 1953. Ora se a renegociação não é possível, que resta à Grécia? Mais adiamentos nas maturidades e baixas de juros, claro…
Mas este efeito será marginal, enquanto o país se mantiver no Euro (e ao contrário do que a alemanha tem sugerido a saída só pode ser decidida pelos próprios gregos, nunca por expulsão) e, sobretudo, enquanto não houver um “plano Marshal” europeu (e o fraco “plano Junckers” não conta), e uma verdadeira e plena política de estímulo monetário.
E vai haver? Não, não há sinais disso.
E os líderes europeus e nacionais (dos partidos do governo e da oposição) têm força para o exigir?
Não.
Mas felizmente, há Syriza. E talvez Podemos. E Cinco Estrelas.
Desafiantes que não temos em Portugal, razão pela qual o imobilismo continua a ser regra, entre governantes e opositores.
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Na Grécia, o Syriza já não é só o “mais votado”. Agora é a “maioria absoluta”.

Na Grécia, o Syriza já não é só o “mais votado”. Agora é a “maioria absoluta”.
A Grécia está a mudar. Foi, ainda mais que Portugal, o “reino da previsibilidade” e agora é o oposto. Na verdade: tal rotação fora do eixo é uma benesse para os gregos e, para nós, por ricochete.
Na falta de um estímulo para a mudança a regra, por cá, é o imobilismo.
Na falta de concorrência, os partidos (e até o PS, o mais bem posicionado para se reformar) parecem aclimatados a um clima de abstenção elevada, de aparelhização dos partidos e de afastamento da sociedade civil.
Mas o exemplo grego vai reforçar as hipóteses de vitória do Podemos espanhol. E este, cuidado, é social-democrata, não trostskista como o Syriza… 
Mas em Portugal não há (nem haverá) um Podemos luso.
Pode haver reivindicações de nome… ou de herança (o BE bem tem tentado…)
Mas o que deve haver, em Portugal é um (ou vários) “Podemos” internos nos Partidos. Uma revolução participativa, por dentro e contra os aparelhos, as jotas e os seguidismos. Assente nos militantes e nas bases de simpatizantes e eleitores.
Assim o queiramos.
Assim o Manifesto https://www.facebook.com/primariasja siga o seu caminho e plante desafios idênticos noutros partidos nacionais.
Cuidemos por tal e preservemos.

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