Galiza

Sobre as ligações astronómicas do petroglifo “Labirinto de Mogor”, na Galiza

O Labirinto de Mogor, na Galiza (http://www.celtiberia.net)

O Labirinto de Mogor, na Galiza (http://www.celtiberia.net)

José Luis Galovart, um matemático da cidade galega de Vigo declarou ter encontrado uma ligação astronómica nos petroglifos do município de Marín onde se encontra o chamado “Labirinto de Mogor”, que segundo o matemático representariam os equinócios, tal como se apresentavam ao olho humano há mais de 4 mil anos.

Na opinião de Galovart, as quatro figuras geométricas do petroglifo, no centro apresentam certos ângulos, que apontam para a posição do Sol nos equinócios ou alguns acidentes geográficos.

A comprovar-se este é apenas mais um petroglifo do Calcolítico ou do Paleolítico Superior com ligações astronómicas o que indica que muitos mais haverá e que o Homem da época passava muito do seu tempo estudando a evolução dos astros e a sua interferência na sua vida quotidiana.

Fonte:
Enigmas, numero 165

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Sobre o protocolo de cooperação entre os presidentes da Junta da Galiza e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal (CCDR-N) e a Euroregião Galiza-Norte de Portugal

Foi assinado na cidade do Porto um protocolo de cooperação entre os presidentes da Junta da Galiza e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal (CCDR-N). Segundo este protocolo, as duas regiões poderão passar a negociar diretamente a atribuição de fundos comunitários, entre 2014 e 2020, sem que tal processo passe por Lisboa ou Madrid.

O protocolo contêm uma alínea de extrema importância ao definir que a “Comunidade de Trabalho Galiza-Norte de Portugal” a função de se assumir como órgão político com a poderes de interlocução diretos para com a União Europeia.

O protocolo foi celebrado entre o presidente do governo galego, Alberto Nuñes Feijóo e o presidente da CCDR-N, Carlos Lage que no ato referiram a longa história comum entre as duas regiões, assim como os laços linguísticos que unem a Galiza a Portugal. Enfim, Feijóo referiu o “norte de Portugal”, porque sendo um centralista do PPdG (Partido Popular da Galiza) não é propriamente um galeguista autonómico e como a todos os Espanholistas (que acreditam que a Galiza só pode existir como parte subalterna de Espanha), nunca poderia digerir a aproximação entre a Galiza e Portugal, mas apenas com uma região de Portugal…

Carlos Lage, pela CCDR-N, sublinhou as vantagens competitivas desta integração regional, no campo cientifico e económico, no que foi coadjuvado pelo representante da Junta galega. Em suma, ambos concordaram em que os agentes económicos, culturais e científicos deviam encarar a Euro-região como “um espaço unificado, com iniciativas e oportunidades conjuntas”.

O presidente da Junta da Galiza acrescentou ainda que: “Juntos, o Norte de Portugal e a Galiza representam bem mais que a soma das partes, e isso significa que devemos olhar em conjunto para o que se passa com as mudanças nos mercados internacionais”. Acrescentou no final – no Porto, note-se – uma frase que talvez não queira tornar a repetir na Galiza: “a Euro-região tem uma natural vantagem competitiva que ainda não soubemos rentabilizar devidamente”. Sublinhe-se neste contexto que Feijóo é o presidente galego mais espanholista e menos favorável a uma política de defesa da língua portuguesa da Galiza (a “língua galega” dos espanholistas que a classificam erradamente como um “dialeto do castelhano”). Assim, é muito irónico ver Feijóo referir as vantagens competitivas da integração da Galiza no espaço lusófono, já que a tese oficial da Junta é que a Galiza não faz parte deste espaço! Ou já faz quando se trata de abrir aos empresários galegos os mercados dos países da CPLP, mas não quanto se trata de admitir a evidência de que português e “galego” são duas faces da mesma língua?

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390811

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Assine a Petição: “Manifesto pela hegemonia social do galego”

A Galiza vive uma crise da língua própria sem precedentes. À evidente perda do galego na mocidade une-se agora a política das novas elites do Partido Popular governante, decididas a acabar com os tímidos avanços na promoção da língua que o governo bipartido anterior começava a introduzir. Especialmente preocupantes são a eliminação da obrigatoriedade de demonstrar conhecimento de galego escrito para o acesso à função pública (isto é, as trabalhadoras e trabalhadores ao serviço de todos e de todas), e a notável discriminação que se avizinha na presença do galego no sistema educativo público (isto é, coletivo). O Partido Popular, sob a demagogia da “liberdade linguística”, parece decidido a instituir o golpe de graça legislativo e político que impossibilite a recuperação da transmissão, dos usos e do prestígio da língua da Galiza. Que, por políticas dirigidas, num breve período histórico praticamente um povo inteiro deixe de transmitir e de utilizar o seu idioma como forma de conduta diária constitui um linguicídio em toda a ordem, que vulnera frontalmente os direitos humanos e cívicos coletivos.

Mas a situação não é apenas fruto dum plano improvisado do PP à luz duma contingente vitória eleitoral: é também resultado duma prática de décadas em que a classe política dirigente da Galiza se demitiu da sua responsabilidade histórica de contribuir para a necessária hegemonia social do galego como língua de relações sociais, de referência identitária, e de avanço cultural e material. Como em qualquer sociedade, só esta hegemonia do próprio poderá produzir a integração social num espaço comunicacional comum no nível local, nacional e internacional, imprescindível para imaginarmos e portanto construirmos uma ordem de verdadeira igualdade num âmbito de decisão verdadeiramente soberano.

Nós, as pessoas e coletivos abaixo assinantes,
DENUNCIAMOS o plano ultraliberal do Partido Popular e dos poderes económicos e mediáticos dominantes para manterem a língua (isto é, a conduta visível de milhões de pessoas) à mercê do darwinismo social, da lei do mais forte económica e mediáticamente, a língua espanhola;

RECLAMAMOS dos poderes públicos, sujeitos sempre a renderem contas perante a cidadania, o exercício das suas obrigações para a promoção social e institucional do galego e para a eliminação de qualquer discriminação e obstáculo à sua expansão, consolidação e naturalização como língua nacional própria a todos os efeitos;
e CHAMAMOS, na mais firme tradição do galeguismo, a um compromisso comum, horizontal e persistente de toda a cidadania galega pola construção da hegemonia social da nossa língua, a meio da sua transmissão efetiva aos mais novos na vida diária e no ensino, nos seus usos orais e escritos, como o nosso principal instrumento integrador e como o nosso vozeiro internacional no âmbito linguístico e cultural galego-luso-brasileiro de que nunca deixou de fazer parte.

Galiza, julho de 2009

Os Peticionários

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O Governo galego avalia a adoção da língua portuguesa nos currículos escolares

Depois de algumas hesitações governamentais e de um receio de um recuo nítido após a vitória da direita nas últimas eleições regionais galegas, a notícia segundo a qual o presidente do Governo galego Alberto Núñez Feijóo se tinha comprometido a avaliar a presença da língua portuguesa como língua de opção nos currículos escolares da Galiza é uma boa surpresa.

O atual presidente do Governo galego fez estas declarações após uma reunião com o embaixador português Álvaro de Mendonça e Moura, que visitou a Galiza para estabelecer contactos com entidades públicas e privadas regionais e enquadra-se numa discreta, mas constante, pressão do Governo português no sentido de que o ensino do português seja introduzido nos programas escolares de várias regiões de Espanha, entre as quais a Galiza, a Catalunha e a Extremadura, onde se situa Olivença.

A inclusão do português nos programas espanhóis será facilitada agora que se multiplica a leccionação do castelhano – como opção – em Portugal, tendo o Governo antecipado assim a boa vontade espanhola para corresponder a esta abertura, esperando nós agora que a via seguida seja a correta.

E se em regiões como a Extremadura o português é já hoje opção então não se compreende que a lusófona Galiza esteja atrás no ensino do português naquela que é a verdadeira matriz linguística e cultural de Portugal. Isto mesmo admite Feijóo quando refere a existência de uma “relação especial” entre Portugal e a Galiza. O responsável máximo pelo governo galego afirma que a língua portuguesa é, com o inglês, uma das línguas mais importantes do mundo, desde logo porque se estima que até 2025 existam mais de 360 milhões de lusófonos no mundo, mais do que as duas línguas europeias mais faladas, juntas: o alemão e o francês.

A Galiza tem estado virada de costas para Portugal e Portugal, por sua triste vez, para a Galiza… Portugal, não tem sabido olhar para e pela Galiza, por imperativos da paralisante “prudência” e pelo medo da mudança características das elites políticas e intelectuais pelo menos desde a ascensão de Dom João III ao poder. A Galiza, por sua vez, tem sido vítima de um processo de centralização, colonização cultural e linguística, que, com o seu auge no Franquismo, ainda se faz hoje sentir de forma particularmente aguda, especialmente no domínio linguístico. É portanto um verdadeiro milagre que existam ainda hoje tantos lusófonos na Galiza, resistindo à pressão “imperialista” do castelhano hoje e sempre.

Fonte:
http://groups.google.pt/group/observatorio-lp/web/governo-galego-promete-estudar-incluso-do-portugus-como-lngua-opcional?hl=pt-PT&pli=1

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Sobre o uso da língua portuguesa na Galiza, do seu ensino e da relação entre Portugal e a Galiza

275px-Portugaliza_map-fr.svgDepois de algumas hesitações governamentais e de um receio de um recuo nítido após a vitória da direita nas últimas eleições regionais galegas, a notícia segundo a qual o presidente do Governo galego Alberto Núñez Feijóo se tinha comprometido a avaliar a presença da língua portuguesa como língua de opção nos currículos escolares da Galiza é uma boa surpresa.

O atual presidente do Governo galego fez estas declarações após uma reunião com o embaixador português Álvaro de Mendonça e Moura, que visitou a Galiza para estabelecer contactos com entidades públicas e privadas regionais e enquadra-se numa discreta, mas constante, pressão do Governo português no sentido de que o ensino do português seja introduzido nos programas escolares de várias regiões de Espanha, entre as quais a Galiza, a Catalunha e a Extremadura, onde se situa Olivença.

A inclusão do português nos programas espanhóis será facilitada agora que se multiplica a lecionação do castelhano – como opção – em Portugal, tendo o Governo antecipado assim a boa vontade espanhola para corresponder a esta abertura, esperando nós agora que a via seguida seja a correta.

E se em regiões como a Extremadura o português é já hoje opção então não se compreende que a lusófona Galiza esteja atrás no ensino do português naquela que é a verdadeira matriz linguística e cultural de Portugal. Isto mesmo admite Feijóo quando refere a existência de uma “relação especial” entre Portugal e a Galiza. O responsável máximo pelo governo galego afirma que a língua portuguesa é, com o inglês, uma das línguas mais importantes do mundo, desde logo porque se estima que até 2025 existam mais de 360 milhões de lusófonos no mundo, mais do que as duas línguas europeias mais faladas, juntas: o alemão e o francês.

A Galiza tem estado virada de costas para Portugal e Portugal, por sua triste vez, para a Galiza… Portugal, não tem sabido olhar para e pela Galiza, por imperativos da paralisante “prudência” e pelo medo da mudança características das elites políticas e intelectuais pelo menos desde a ascensão de Dom João III ao poder. A Galiza, por sua vez, tem sido vítima de um processo de centralização, colonização cultural e linguística, que, com o seu auge no Franquismo, ainda se faz hoje sentir de forma particularmente aguda, especialmente no domínio linguístico. É portanto um verdadeiro milagre que existam ainda hoje tantos lusófonos na Galiza, resistindo à pressão “imperialista” do castelhano hoje e sempre.

Fonte:
http://groups.google.pt/group/observatorio-lp/web/governo-galego-promete-estudar-incluso-do-portugus-como-lngua-opcional?hl=pt-PT&pli=1

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Atentado ao Idioma e liberdade na Galiza


O actual governo da Junta da Galiza, «devolvendo o favor e atendendo às petiçons dos colectivos galegófobos» segundo alguns analistas, implantará umha nova medida contra a utilizaçom do galego no ensino, possibilitando a limitaçom do seu uso até em só duas disciplinas.

Segundo informa o periódico digital Vieiros.com, a Conselharia da Educaçom está a trabalhar no novo decreto de línguas para o ensino nom universitário.

O decreto tenciona regulamentar a língua de quatro disciplinas, deixando ‘livre eleiçom’ para as restantes. Esta decisom depende dos conselhos escolares, que deveram escolher em votaçom a língua veicular das matérias, com a excepçom das Línguas Galega e Castelhana, Ciências Sociais (em galego) e Matemática (em castelhano).

Por enquanto desconhece-se qual é o critério para a escolha de matemática em castelhano (umha disciplina que conta com mais horas semanais do que as ciências sociais), se bem nom falta quem veja nos preconceitos e na ignorância a respeito da utilidade das línguas a resposta, tal como têm assinalado as principais organizaçons sindicais da Galiza e associaçons de pais e maes.

Eliminada a nunca cumprida igualdade de 50% para cada língua no ensino, o castelhano poderá reafirmar-se novamente como língua privilegiada na Galiza.

Ligado com esta notícia, do movimento normalizador incide-se na incompetência no nosso idioma dumha grande parte do professorado galego por diversas razons, o que é mais um sintoma de que o castelhano será a eleiçom maioritária nos centros do País.

fonte: http://www.pglingua.org
foto: Mural em Ribadeu em defesa do idioma

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Amanhã, à Galiza regressas…

Amanhã, à Galiza regressas
Uma vez mais, de novo
É sempre bom regressar

À Galiza, a Norte do Norte
À Noite, onde amanhecemos
Na madrugada da nossa memória

Aí, onde o Sol renasce, da Raiz
Aí, bem ao Centro, bem no Cerne
Bem no Fundo, bem na Fonte, bem de Frente

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Actos para realizar polo Facho com o galho das Letras Galegas do ano 2009

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13 de Maio 2009

8 do serám no local da Fundaçom Caixa Galiza, Cantom Grande, A Corunha: Palestra de Xosé Luís Franco Grande sobre a figura do personagem homenageado: A sua intervençom intitula-se: “Ramón Piñeiro e a política galega anterior á transición”.

14 de Maio 2009

12 e 1/2 da manhá: Oferenda floral nos jardins de Mendes Nunes diante do monumento a Curros Henriques. Falará o presidente d’O Facho, José Luís Rodrigues Pardo e dará a conhecer o ganhadores do Prémio do Concurso de Contos de nenos para nenos d’O Facho“ Carlos Casares”. Na cerimonia haverá musica de gaiteiros.

20 de Maio 2009

8 do serám no local da Fundaçom Caixa Galiza, Cantom Grande, A Corunha: Entrega dos prémios do Concurso de Contos de nenos para nenos d’O Facho “Carlos Casares”

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Em 17 de maio, galego, sempre mais !

O dia 17 de maio é um dia para denunciar nas ruas a única imposiçom lingüística verificável que a Galiza sofre diariamente. E este anoestamos a viver um contexto novo, um contexto cheio de dúvidas e de poucas esperanças para a sobrevivência da língua na Galiza, daí quetodos o colectivos que assinamos este manifesto queiramos expressar conjuntamente o nosso ponto de vista e contribuir para o avanço da normalidade lingüística no nosso País.

O nosso manifesto leva como lema “Galego, sempre mais”, e dizemos isto porque achamos que se por um lado o galego é umha língua cheia de possibilidades e oportunidades, por outro lado, tudo o que se fizer na Galiza em favor dos usos da língua galega nunca será suficiente.
Saímos à rua com umha mensagem clara: “Contra a imposiçom do castelhano”.

Os colectivos que assinamos este manifesto temos toda a vontade de somar esforços pola dignificaçom do galego na Galiza. Se este 17 de maio nom há convocatória unitária é porque a mesa pola normalizaçom lingüística optou por prescindir do resto de organizações (fomos
convidados a apoiar umha mobilizaçom já convocada previamente). A Mesa nom é a única organizaçom a defender a língua e, portanto, nom pode agir como se o fosse. É por isto que nom apoiamos nominalmente a manifestaçom da Mesa.
No entanto, por responsabilidade com o momento histórico que padecemos, somaremo-nos a este 17 de Maio. Faremo-lo mantendo umha distáncia com quem achamos que atende mais as necessidades de umha sigla política que as do movimento normalizador.

Contra a imposiçom do castelhano

*Informações e o manifesto completo no sitios:

http://agal-gz.org/blogues/index.php/madialeva/2009/05/06/no-17-de-maio-todas-a-compostela
http://www.pglingua.org

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Manifesto em defessa da Língua Galega

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É umha falsidade partidária que exista umha imposiçom do galego:

A situaçom da língua galega está em grande perigo ao nom desfrutarmos os galegos de direitos lingüísticos plenos para desenvolver a nossa vida cotia com normalidade na nossa Língua e no nosso País. Somos os falantes do galego os discriminados.

Como povo e cultura, temos direito a que nossa Língua própria, de origem, seja oficial a todos os efeitos no seu âmbito territorial. Os falantes galegos devemos desfrutar do mesmo status legal no nosso território do que o castelám no seu.

As políticas etnocidas levadas a cabo contra o galego desde há séculos, dictadas por Madrid, ponhem hoje em perigo a nossa Língua, ao ser violentados decote os galegos falantes.

O verdadeiro problema nom está na cooficialidade de idiomas como o galego, senom na actitude de quem nega a existência de povos e línguas diferentes dentro do Estado Espanhol. Esta posiçom etnocida é a negaçom da convivência e da igualdade.

A imposiçom do castelám nom tem discussom desde o momento em que é a única língua que todos os cidadans do Estado tenhem a obriga de conhecer segundo a constituiçom espanhola.

Reclamamos:

A aboliçom do sistema legal que subordina o galego ao castelám, a aboliçom do supremacismo castelám que procura a desapariçom do galego e exigimos a implementaçom de autênticas políticas de normalizaçom lingüística ao serviço da nossa
sociedade. Ampliar a cooficialidade de todas as línguas do Estado em todo o seu território. O dever de conhecer o galego em todos os territórios onde é fala de seu.

* * *

Perante a necessidade de respostas à nova política etnocida preconizada pola actual Junta de Galiza, O Facho pede aos sócios e amigos a sua partipaçom na manifestaçom convocada para o 17 de Maio às 12 horas na Alameda de Compostela.

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Frederico Tapia 12-1º 15005 A Corunha

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Acordo ortográfico e léxico galego

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O passado dia 14 de abril, na Sala Nobre da Academia de Ciências de Lisboa, foi apresentado o Léxico autóctono da Galiza. Dentro de uma sessom interacadémica, na que participaram as academias portuguesa, brasileira de letras e a galega de língua portuguesa, representadas polos seus presidentes, respeitivamente, professores Arantes e Oliveira, Cícero Sandroni e Martinho Montero. No mesmo acto o académico brasileiro professor Evanildo Bechara apresentou a ediçom quinta do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa do Brasil. O Léxico autóctono da Galiza, elaborado entre outros polo ourensano da Límia Isaac Estraviz, o maior lexicógrafo que temos na Galiza, e por Álvaro Iriarte Sanromam, Fernando V. Corredoira, Higínio Martins, A. Gil, Ângelo Brea e Carlos Durao, foi apresentado polo professor Montero, que tambem é membro da comissom redactora. No acto esteve presente o actual presidente da AGAL Alexandre Banhos. E o mesmo contou com apoio de entidades oficiais luso-brasileiras e espanholas, ao estar presentes o embaixador do Brasil em Lisboa Celso Vieira de Melo, o assesor do ministério de cultura português Dr. Augusto Joel e o chefe da conselharia cultural da embaixada de Espanha em Lisboa Sr. Gaspar Díaz.

Curiosamente, o Vocabulário português está aínda nestes momentos a ser elaborado. Uma vez terminado será publicado o ‘Vocabulário Comum da Lusofonia’, já adaptado ao acordo ortográfico, que entrou em vigor recentemente em todos os países do mundo lusófono. Com a incorporaçom do léxico brasileiro e do léxico próprio galego apresentado agora na capital portuguesa. Sem dúvida é este um momento histórico muito importante para Galiza e para o nosso idioma internacional. Que, como muito bem e acertadamente vem de sinalar o socialista galego David Balsa, ‘a nossa língua é um plus no exterior e temos que aproveitar-nos da nossa relaçom com Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Oriental e Guinê-Bissau, e caminhar juntos’.

Quánto nos gostaria que em tema tam importante para a Nossa Terra nom perdamos o comboio por enéssima vez! Levamos infinidade de tempo perdido, levamos no tema do nosso idioma cometido infinitos e imensos erros, levamos perdidas infinidade de ocasioes históricas, levamos mantido liortas estúpidas artificiais e artificiosas neste tema. Que podemos superar e esquecer se, por fim, nos subimos ao carro ou comboio do acordo ortográfico da lusofonia, escrevendo de uma vez por todas bem a nossa língua, dentro duma ortografia comum com portugueses, brasileiros e lusófonos da África e Ásia. Seguindo o modelo que já tem desde há muito tempo o castelhano. Que mantem infinidade de falares diferentes, mas que sem embargo a norma escrita é comum para todo o mundo de fala castelhana. Quánta vantagem teria Galiza se da o passo, com dous idiomas tam importantes no mundo actual! O castelhano que, tal como prevêm os expertos europeus e doutros continentes, em dez anos vai igualar em utentes ao inglês. Pola sua parte o galego-português vai ser (já o é) o quarto idioma mais importante no planeta. Porque é o idioma de esse grande país tam rico que é Brasil. Igual que dizia Vilar Ponte, nós pensamos que em quanto viva o português o galego nom há morrer. O novo governo galego tem por diante uma ocasiom única : subir-se quanto antes ao carro do acordo ortográfico da lusofonia. E participar em todos os foros internacionais lingüísticos da lusofonia. Em pé de igualdade e com dignidade. Se faz isto, os galegos que desde sempre amamos o nosso idioma, e nom estamos em contra de nenhuma língua, lho agradeceremos de coraçom, para sempre e de por vida.

José Paz Rodríguez
Professor Numerário da Faculdade de Educaçom de Ourense

Fonte: http://www.laregion.es/opinion/4884/

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"Palestina vista desde Galiza"

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A Agrupaçom Cultural O Facho de A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-2009

Palestra

O vindouro dia 28 de Maio, terça (mércores), D. Mohamed Saffa intervirá dentro do ciclo, Economia, História, e Realidade Social. A sua palestra versará sobre: “Palestina vista desde Galiza”

Mohamed Saffa é médico oftalmologista a exercer profissionalmente em Cee e da causa nacional da Palestina, foi representante da OLP no nosso País nos anos 90. Desde os seus anos de estudante em Compostela o seu compromisso com a causa palestiniana é a sua constante existencial. Assim mesmo é escritor e articulista de jornais.

Dia: 28 de Maio do 2009 – Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
R/ Médico Rodrigues – A Corunha

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Galícia quer adotar as novas regras

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A Galícia, comunidade autônoma da Espanha, quer adotar o Acordo Ortográfico. A comunidade, de menos de 3 milhões de habitantes, fala as línguas galega e castelhana, mas a recém-criada Academia Galega da Língua Portuguesa pleiteia a entrada na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para adotar o Acordo. Uma das razões é que os galegos consideram a língua galega mais próxima do português do que o espanhol.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2477468.xml&template=3898.dwt&edition=12127&section=213

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Próxima terça…

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A Academia Brasileira de Letras vai apresentar em Portugal a quinta edição do “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”, elaborado segundo as normas do novo Acordo Ortográfico e publicado pela Global Editora.
A apresentação efectua-se no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa, no dia 14 de Abril, às 17 horas. Na mesma ocasião será lançado o “Léxico da Galiza” para ser integrado no “Vocabulário Ortográfico Comum”, elaborado pela Academia Galega da Língua Portuguesa.
Serão oradores o Presidente da Academia Brasileira de Letras, Dr. Cícero Sandroni, o académico brasileiro Evanildo Bechara, o membro da Academia das Ciências Prof. Doutor Aníbal Pinto de Castro, e o Presidente da AGLP, Prof. Martinho Montero Santalha.
O evento é organizado pela ACL e pela Dinalivro. No final será servido um Porto de Honra.

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Na Galiza…

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A Agrupaçom Cultural O Facho d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-9

Palestra

O vindouro dia 2 de Abril, quinta-feira (joves), o Professor e investigador, Carlos Taibo, falará dentro do ciclo: Economia, História, e Realidade Social. A sua palestra versará sobre: O nacionalismo espanhol.

Carlos Taibo é Professor de Ciência Política e da Administraçom na Universidade Autónoma de Madrid, onde também tem dirigido o programa de estudos russos do Instituto de Sociologia das Novas Tecnologias. É membro do Conselho Editorial da revista de pensamento critico “Sin Permiso” desde sua fundaçom. É um firme activista do movimento antiglobalizaçom.

A sua obra investigadora é recolhida em diversos livros tanto em galego como em castelám.
Em galego cabe sublinhar:
O castelo de fogos. Nove ensaios sobre ou porvir da Europa do Leste, Europa sen folgos, Un novo Terceiro Mundo, A desintegración de Jugoslávia, Império norte-americano e capitalismo global, Misérias da globalización capitalista, Fendas abertas: Seis ensaios sobre a cuestión nacional.
Entre a sua obra publicada em castelám salientamos:
La desintegración de Yugoslavia, Guerra en Kosova: Un estudio sobre la ingeniería del odio, El conflicto de Chechenia, Las fuerzas armadas en la crisis del sistema soviético, Crisis y cambio en la Europa del Este, Rapiña global, y Sobre política, mercado y convivencia; en colaboración con el economista e escritor José Luis Sampedro.

Dia: 2 de Abril do 2009 – Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – A Corunha

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DELEGAÇÃO DA AGLP VISITA LISBOA

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Depois da sessão inaugural de 6 de outubro de 2008, em Santiago de Compostela, a AGLP fixou como primeiro passo nas suas relações exteriores uma viagem oficial a Lisboa. De 16 a 18 de março, uma Delegação da Academia Galega manterá entrevistas com personalidades da vida cultural e política, e uma reunião na Academia das Ciências de Lisboa.

A Delegação da AGLP está integrada pelo Vice-Presidente, Prof. Isaac Alonso Estraviz, o Secretário, Ângelo Cristóvão, a Vice-Secretária, Concha Rousia, e o Prof. António Gil pela Comissão de Lexicologia. Os motivos principais desta visita são a apresentação da novel Academia, a análise da situação da língua, e a coordenação na aplicação de alguns aspetos do Acordo Ortográfico, com especial interesse na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum.

Léxico Galego

A Comissão de Lexicologia da AGLP elaborou um documento interno sob o título “Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa”. A criação de um vocabulário abrangente de toda a diversidade existente nos diversos países e territórios da lusofonia foi recentemente aprovada na Declaração Final em Reunião Extraordinária dos Ministros da Educação e a Cultura em 15 de novembro de 2008, de conformidade com o previsto no Acordo Ortográfico de 1990, em cujas reuniões preparatórias participara uma Delegação de Observadores da Galiza, conforme consta nos documentos oficiais.

O documento da Comissão de Lexicologia, que inclui um número próximo dos 700 vocábulos, constitui, em palavras do presidente da AGLP, o Prof. Doutor Martinho Montero Santalha, uma primeira redação que tem de ser adaptada aos critérios que forem determinados na elaboração do VOCLP. Neste sentido indicou que não se trata de um texto definitivo, mas poderão ser acrescentados novos contributos.

Reunião na Academia das Ciências de Lisboa

A apresentação da nova Academia, a análise da situação da língua, a coordenação na aplicação de alguns aspetos do Acordo Ortográfico, e a elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum, serão alguns dos temas a tratar na reunião que terá lugar na Academia das Ciências de Lisboa com o Exmo. Sr. Presidente, Prof. Eduardo Arantes e Oliveira, e o Exmo. Sr. Vice-Presidente, Prof. Adriano Moreira.

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Na Galiza…

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O vindouro dia 18 de Março, quarta-feira (mércores), o Professor, traductor e escritor, Henrique Harguindey Banet falará dentro do ciclo, Língua, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: Testemunhas francesas sobre Galiza.

Henrique Harguindey Banet sendo ainda estudante na Corunha foi um dos fundadores da Agrupaçom Cultural O Facho. Durante a Tirania franquista mantivo umha intensa vida política em contra da mesma que prolongou posteriormente perante muitos anos.

No seu quefazer cultural tem traduzido a autores como: Paul Keineg, Jacques Prévert, Michel de Ghelderode, Víctor Hugo, Rabelais, Max Jacob, B. M. Koltès, Raymond Queneau, Boris Vian, e Ionesco entre muitos outros e também do francês medieval. Entre as obras traduzidas para o galego podemos sublinhar:

Tres pezas cómicas medievais, Historia de rei Kabul, O reiciño de Galicia, Gargantúa e Pantagruel, A escuma dos días, A cantante calva, etc…

Como autor tem publicado individualmente assim como em parceria, só imos mencionar algumhas das mesmas:

A saquetiña da lengua, Lerias e enredos para os máis pequenos, Antoloxía do conto popular galego (estas duas últimas junto a Maruja Barrio)

Proximamente aparecerá, publicado pola Universidade de Santiago, “La Galice, dez séculos de olladas francesas” que recolhe testemunhas e alusons a Galiza em textos franceses dende o século XII aos nossos dias.

Dia: 18 de Março do 2009 – Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – A Corunha

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Amanhã, na Corunha…

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A Agrupaçom Cultural O Facho de A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-2009

Palestra

O vindouro dia 4 de Março, quarta-feira (mércores), D. Alfredo Erias Martínez intervirá dentro do ciclo, Economia, História, e Realidade Social. A sua palestra versará sobre: Imagem dos galegos na Baixa Idade Média

Alfredo Erias Martínez é Licenciado em Geografía e História pola USC. Actualmente é director do Museu das Marinhas, do Anuário Brigantino e da Biblioteca e Arquivo municipais de Betanços. Como investigador leva publicados numerosos trabalhos sobre a imagem dos galegos da Baixa Idade Media, destacando como desenhista arqueológico e como pintor. Precisamente a sua mostra “Gente no Caminho”, organizada pola Deputaçom da Corunha, incide sobre o mesmo tema e foi exposta numhas 30 ocasions, chegando ao Parlamento Europeu em Bruxelas. Foi coordenador da Junta de Galiza para a organizaçom de Arquivos Municipais para as províncias d’A Corunha, Lugo, Ourense

É autor de umha numerosa obra, da que somente sublinhamos alguns dos seus trabalhos:

– A Memória de Betanços (E. C.)
– Contos e Poemas de Manuel Roel: Um autor ignorado. (E. C.)
– O arquivo fotográfico Selgas.

Dia: 4 de Março do 2009 – Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – A Corunha

J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho

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Na Galiza…

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Caros companheiros
estamos a organizar as II Jornadas de Historia da Galiza em Ourense…
site: http://www.historiaourense.org
ai tendes informação de todas as palestras que terão lugar… garanto serem muito interessantes.
A entrada é livre.

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Na Galiza…

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II Jornadas de História

Todas as conferências decorrerão no edifício Politécnico do Câmpus de Ourense. O horário será às 18:30, excetuando a do dia 14 que será às 10:00.

* Dia 9 André Pena: “A Galiza: O berço dos celtas atlânticos”
* Dia 10 Paula Sanchez: “Recolonizações do oeste europeu desde o Norte da Península Ibérica: Genes e migrações”
* Dia 11 Marcial Tenreiro: “Repensando a romanização: indigenismo e romanidade”
* Dia 12 Anselmo L. Carreira: “A Galiza baixo-medieval (1230-1485). Os irmadinhos.”
* Dia 13 Francisco Carballo: “A Galiza moderna: fidalguia, proto-indústria”
* Dia 14 Ernesto V. Sousa: “De mouchos avisados e podengos corredores: A Francesada (1809-1814)”
* Dia 16 J.M. Barbosa: “Dous momentos da pré-história da língua”
* Dia 17 Camilo Nogueira: “Uma nação no mundo”

Haverá ainda outras atividades não computáveis para a obtenção do diploma.

Todas elas vão decorrer no Centro Social A Esmorga. A entrada aos conta-contos e aos concertos será de 4 euros. O resto das atividades são de graça.
Conta-contos

* Dia 6 às 22h30 Celso F. Sanmartín
* Dia 7 às 22h30 Carlos Blanco

Recital de poesia

* Dia 20 às 22h30 Poetas Vivos

Música

* Dia 14 às 22h30 Os Tres Trebóns (Xurxo Souto)
* Dia 21 às 23h Duo Fdz. & Quintá

Concurso tipo Trivial

* Dia 13 às 21h30 Planeta NH

Equipas de 4 pessoas. Para se inscrever historiaourense@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
Lançamento

* Dia 7 às 12h no Ateneu Atlas de História da Galiza, de J.M. Barbosa

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Na Galiza…

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A Agrupaçom Cultural O Facho apraze-se em convida-lo ao lançamento do livro: De Roncevales a Compostela, do sociólogo e antropólogo, Manuel Rivero Pérez

Manuel Rivero Pérez é membro investigador do Centro de Cultura Popular da Limia e do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Monte Laboreiro. A Limia, A Maragateria e Castro Laboreiro som as bisbarras que desde o ano 1982 centram os seus trabalhos de campo. As suas investigaçons estám publicadas em meios especializados: Revista de Folkore, Arraianos, Agália, Lethes, etc.. Assim mesmo é membro da equipa criadora do Método QCOACHA de formaçom de habilidades directivas.

De Roncevales a Compostela é umha obra multidisciplinar. Por umha banda trata-se de umha crónica de viagens onde fala de história, e sobre-tudo da arte que acha polos lugares por onde passa. Pola outra é umha reflexom sobre o homem. É um livro de gozosa leitura.

Dia: 20 de Fevereiro 2009
Hora: 7,30 do serám
Fundaçom Ronsel – R/ Hospital 21- Baixo
15002 A Corunha

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Mensagem do último aderente do MIL…

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Desde a Galiza, onde há doze séculos nascia a língua galego-portuguesa e hoje o português é ameaçado pelo colonialismo espanhol os meus mais sentidos parabéns por esta iniciativa.No nosso país este tipo de trabalho cobra uma dimensão superior porque os lusófonos sofremos um conflito linguístico no nosso dia-a-dia. Avante com o galego-português!!Espanha não acabará com a nossa língua enquanto continuemos vivos, as únicas batalhas que se perdem são as que se abandonam! Na Galiza em Galego!

Diego Bernal Rico, Corunha, Galiza.

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Defensores do galego-português espancados em Santiago de Compostela

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A polícia carregou com contundência sobre um grupo de cidadãos defensores da língua galego-portuguesa que, com palavras de ordem, contestavam a iniciativa “espanholista”.
Cerca de 2000 manifestantes vindos de várias regiões de Espanha, convocados pelo grupo Galicia Bilingue, e apoiados por partidos da direita e extrema-direita, manifestaram-se no passado dia 8, em Santiago de Compostela, contra a legislação que preconiza alguns – muito escassos – direitos da língua galega, que muitos linguistas e filólogos associam à língua portuguesa.
Altos dirigentes do Partido Popular – o maior da oposição em Espanha – deram apoio à iniciativa.
A polícia carregou com contundência sobre um grupo de cidadãos defensores da língua galego-portuguesa que, com palavras de ordem, contestavam a iniciativa “espanholista”.
A polícia anti-distúrbios, que protegia o direito de manifestação dos manifestantes da direita e extrema-direita dispersou os contra-manifestantes independentistas à bastonada. Um pequeno grupo provocou danos no mobiliário urbano e lançou garrafas de vidro à polícia. Esta derrubou e algemou várias pessoas. Um dos independentistas ficou ferido e teve de ser assistido num hospital local.
Os manifestantes anti-galegos, empunhando bandeiras espanholas, reclamaram a defesa dos seus tradicionais privilégios políticos e linguísticos na Galiza com lemas como “Derecho a elegir” e “Libertad”.
Na Galiza foi imposto o castelhano a toda a sua população, com especial violência e repressão durante a ditadura franquista. A guerra civil e a política de Franco causaram milhares de refugiados, muitos assassinatos e desaparecidos.
A língua galega é co-oficial com o castelhano só desde 1980. Na teoria, é possível exercer o direito ao uso da língua da Galiza em todos os âmbitos sociais. Mas, de facto, o galego continua excluído em sectores essenciais, como a justiça, e é residual na comunicação social. Por outro lado, o castelhano goza de completa protecção.
Nesta linha, o editor do jornal de maior difusão na Galiza, “La Voz de Galicia”, aderiu às posições dos manifestantes espanholistas num artigo sob o título “Yo protesto”, qualificando a legislação favorável ao galego como uma “imposición”. Contudo, nada disse sobre o desequilíbrio legal e social entre as línguas em uso na Galiza, que provocou a perda de 20 por cento de utentes do português-galego só nas duas últimas décadas.
No seu artigo também se esqueceu de citar que organismos internacionais, como a Unesco, já alertaram para o risco da desaparição do português da Galiza – o galego.
Para o ensino, a actual legislação, que desenvolve a “Lei de Normalización Linguística” aprovada unanimemente por todos os grupos do Parlamento Autónomo (Partido Socialista, Partido Popular e Bloco Nacionalista Galego), dita que deverá leccionar-se, pelo menos, 50 por cento das matérias em galego, mantendo os outros 50 por cento em língua espanhola.
No entanto, o castelhano continua a usufruir, em muitos casos, os mesmos privilégios do regime da ditadura de Franco.
Há casos de escolas primárias em que a maior parte das aulas são leccionadas em espanhol e onde o galego só é usado nas disciplinas da língua galega. E esta situação é tolerada pela inspecção do ensino, sempre conivente com as práticas castelhanizadoras, mas muito atenta a alguns casos de uso “excessivo” da língua da Galiza, na Galiza.
A manifestação galegófoba enquadra-se na pré-campanha das eleições autonómicas. As sondagens publicadas em todos os meios de comunicação indicam que, na Galiza, se repetirá o governo de coligação entre o Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE) e o Bloque Nacionalista Galego (BNG). Ambas as formações políticas manifestaram o seu repúdio à convocatória espanholista, e confirmaram, com maior ou menor intensidade, o seu apoio à promoção da língua da Galiza. Ao nível do PSOE espanhol, no governo de Madrid, o seu Secretário de Organização, José Blanco, mostrou também a sua rejeição aos actos vandálicos e à manifestação de Compostela, que vinculou com “movimentos extremistas”.

Ângelo Cristovão

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Ainda na Galiza…

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A Agrupaçom Cultural O Facho d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-9

Palestra

O vindouro dia 18 de Fevereiro, quarta-feira (mércores), o Coordenador do Arquivo Documental do Concelho de Burela e professor de Ensino Secundário, Bernardo Penabade Rei falará dentro do ciclo, Língua, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: Unha nova política linguistica Municipal.

Bernardo Penabade tem colaborado no sector audiovisual com a empresa Imagem Galega em trabalhos encarregados pola TVG. Os seus trabalhos podem ler na revista Agal, em A Nosa Terra e Novas de Galiza, como também nas actas de diversos congressos e juntanças de carácter científico. Desde 1983 é membro da AGAL, entidade na que colaborou com diversas personalidades da cultura galega entre elas Ricardo Carvalho Calero, Martinho Montero Santalha, María do Carmo Henríquez e Higínio Martins. Como Presidente da AGAL, encabeçou um movimento de reorientaçom do reintegracionismo num sentido integrador.

Dia: 18 de Fevereiro do 2009 – Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – A Corunha

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Carlos Callón e Piñeiro falan sobre a manifestacion dos Galicia Bilingüe en Compostela

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http://www.youtube.com/watch?v=RlP1efk8BzY&feature=related

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Hoje em ti chove, mas amanhã…

A Galiza é tua, a Galiza é nossa
Pois tu és, nós somos, galegos
Porque lusófonos

Os dois noivos que a história separou
Os dois noivos que a história há-de religar
No regresso à origem, ao futuro, à fonte de ti

Hoje em ti chove, mas amanhã
Amanhã, um mesmo será, a terra e o mar
Em nenhum outro lugar há, por ti, amor maior

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Mais um eco…

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Obrigado, muito Obrigado, Obrigadíssimo…Não vos poderdes fazer uma ideia do que esta a chover aqui desde séculos… mas agora temos uma luz… e precisamos todas as forças possíveis para abrir janelas… Entrai irmãos da Lusofonia, entrai e ajudar-nos a salvar a nossa língua comum… estamos de braços abertos a vossa espera.
Ecoar por toda a Lusofonia a nossa voz, porque é vossa, porque se o galego falecer no seu berço, toda a lusofonia estará viúva, serão filhos sem mãe!

Artur Alonso Novelhe
Envio um poema… para publicar no Blogue… Obrigado…

Mesmo que despertemos
eles comeram devagar o sangue do nosso sangue;
para evitar ser carne retiraram o verbo das palavras,
e os ditados impostos como hemisférios norte
e sul não porque também é promiscuo;
eliminarão como outros, pontos cardinais ate o oeste
que é sempre onde sol se deita
e nossos filhos renascem frescos.
Porque de ali vem às almas
dos que seguiram caminho luminoso amando
Mesmo que acordem mil anos viver
eles de beber sobre a morte nunca se cansam
nem se saciam de dizer adversidades como bomba,
descarga, três catorze 16, e mesmo o numero áureo
que só conjugam os que cavalgam
sobre os sonhos da ração exata
porque nunca se saciam
tampouco desistem:
te levam da mão os filhos que com sangue ergues-te,
repartem na escola doutrinas encarceram a mente;
pois tem a força a saída, armada e organizada
contra aqueles que se reúnem
e não são vozes senão gritos
Deitáramos o muro
Mas nada temos resolvido.
Porque eles nunca desistem.

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ECOS GALEGOS DO ÚLTIMO COMUNICADO MIL

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http://chuza.org/historia/comunicado-do-mil-movimento-internacional-lusofono/

http://www.agal-gz.org/foros/viewtopic.php?p=7018

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