Economia

#PerguntaSingela: Se a Alemanha tem superavit orçamental e se isso viola o Tratado Orçamental porque não é multada e esse excesso (desviado dos países do Sul) reverte para um “Plano Marshall” europeu?…
(Porque Sim e porque falamos da Alemanha)
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Sabia Que… Turismo

#SabiaQue o sector do Turismo vai crescer 10% este ano em dormidas e hospedes e os proveitos hoteleiros em 17%?
#SabiaQue, em 2016, o sector do Turismo gerou mais de 42 mil novos postos de trabalho?
#SabiaQue o crescimento do turismo em Portugal se deve muito, de facto, a desvios da procura da Turquia, França e Medio Oriente, mas isso nao explica tudo uma vez que estamos a crescer mais que Espanha e Italia? (Grecia e França também crescem, mas menos, a primeira por causa da imagem pública do afluxo de refugiados a segunda por causa do terrorismo).
#SabiaQue o Turismo contribui com 15.3% para as exportacoes nacionais mas que esse valor ainda está longe do de alguns paises europeus?
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Sobre a quebra do investimento estrangeiro sob o XXI Governo

Fala-se muito (e bem) da quebra do investimento estrangeiro sob o XXI Governo e do quanto este é preciso para que o PIB retome um rumo de crescimento acima de 2.5% (o tal numero magico para recuperar desemprego)
Mas fala-se nada de que mais de 80% desse investimento estrangeiro no governo PSD-CDS era de facto capital que advinha da privatizacao de empresas: ou seja “capital” seco que não trazia (e nao trouxe) nenhuma eficiencia, rentabilidade ou riqueza acrescida a Portugal.
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Fundos Abutres

#SabiaQue a Argentina se colocou se joelhos perante os “fundos abutre” que recompraram 4.65 mil milhões de divida argentina e se comprometeu a pagar esse dinheiro em troca do regresso aos mercados financeiros?

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O BE não percebeu que o problema não está na EDP Renováveis conseguir 74 euros de lucro por MW.

O BE não percebeu que o problema não está na EDP Renováveis conseguir 74 euros de lucro por MW.
O problema está em ainda haver outra EDP a fazer lucros e que uma politica fiscal racional deve conduzir a empresa a encerrar uma e a reforçar a outra.
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Citações de Quando a desigualdade põe em risco o futuro, Yanis Varoufakis

“O homem, como todos os animais caçadores, tem desde sempre a tendência para fazer desaparecer a fauna e a flora de que necessita. Hoje em dia, na ilha da Páscoa, só “prosperam” as estátuas enormes que os habitantes deixaram para trás, antes de terem desaparecido por culpa do abate irracional de árvores”
Quando a desigualdade põe em risco o futuro, Yanis Varoufakis
“Na Grécia Antiga aqueles que se negavam a pensar em função do bem comum, do “público”, chamavam-se “idiotes” (indivíduos, particulares). Os antigos gregos pensavam que os idiotas agiam sem mesura, sem pensar no bem dos outros. No século XVIII, os eruditos ingleses, admiradores dos antigos gregos, atribuíram à palavra “idiotis” (indivíduo) o significado de “idiota” ou “tonto” (idiot em inglês).”
Quando a desigualdade põe em risco o futuro, Yanis Varoufakis
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Citações de A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo

“quando alguém é muito pobre, toda a comida que consegue obter mal chega para permitir que prossiga os movimentos da vida diária e talvez para conseguir o escasso rendimento que o indivíduo originalmente usava para comprar comida” (…) “Uma vez satisfeitas as necessidades metabólicas básicas do corpo, toda a comida a mais é empregue para ganhar forças, permitindo às pessoas que produzam muito mais do que aquilo de que precisam meramente para se manterem vivas” (…) “Isto cria uma armadilha de pobreza: os pobres tornam-se mais pobres e os ricos tornam-se mais ricos e comem ainda melhor e tornam-se mais fortes e ainda mais ricos e o fosso vai sempre aumentando”
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
Segundo um estudo realizado nos EUA e no Reino Unido, “os adultos que foram bem alimentados quando crianças são, simultaneamente mais altos e inteligentes. E por serem mais inteligentes ganham mais dinheiro” (e, como indicam outros estudos, têm também mais parceiros sexuais).
A conclusão é simples: a altura de um indivíduo está diretamente ligada à sua capacidade para concretizar a sua potencialidade enquanto adulto.
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“A observação central da Teoria Geral (de Keynes) era a de que não há uma tendência natural para o pleno emprego, ao contrario do que argumentara a economia clássica. Pelo contrário, as economias capitalistas podiam ser destruídas por altos níveis de desemprego, que reduziam a procura e ameaçavam criar agitação social.
Em tempos de abrandamento económico, o papel dos governos centrais era estimular a procura gastando dinheiro em obras públicas e subsídios de desemprego”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Keynes defendia que o Estado nunca devia gastar mais do que cerca de um quarto do PIB. (…) Acreditava que firmemente que a mão oculta do mercado precisava da ajuda da mão visível do governo”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A fortuna conhecida dos 50 membros mais ricos do Congresso Nacional do Povo chinês é de 95 mil milhões de dólares – 60 vezes a riqueza combinada dos 50 membros mais ricos de um Congresso americano escrutinado com muito maior severidade.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Estado está a ponto de mudar. Está no ar uma revolução, movida em parte pela necessidade que advém da escassez de recursos, pela lógica de uma renovada concorrência entre Estados-nação e também pela oportunidade de fazer melhor as coisas. Esta Quarta Revolução em matéria de governo mudará o mundo”
“Na América, a despesa do governo subiu de 7.5% do PIB em 1913 para 19.7% em 1937, para 27% em 1960, para 34% em 2000 e para 41% em 2011. Na Grã-Bretanha, subiu de 13% em 1913 para 48% em 2011, e a percentagem média em 13 países ricos trepou de 10% para cerca de 47%.”
“Em 1914, um inglês sensato, cumpridor da lei, podia passar a vida inteira sem quase dar pela existência do Estado, para além da estação de correios e do policia”
Historiador britânico A. J. P. Taylor
“Na América, o Governo Federal tem menos apoio que Jorge III à época da Revolução Americana: apenas 17% dos americanos dizem que confiam no Governo Federal, menos de metade dos 36% verificados em 1990 e um quarto dos 70% registados nos anos 1960. O Congresso recebe regularmente uma taxa de aprovação de 10%”
“A militância nos partidos políticos desmorona-se. Na Grã-Bretanha, menos de 1% da população está filiada num partido politico. O número de Tories declinou de 3 milhões nos anos 50 do século XX para 134000 hoje, um desempenho que teria posto qualquer empresa privada nas mãos de um administrador de falências”
“Ninguém acusa Ângela Merkel de farsante, mas até a sua fácil vitória na Alemanha em 2013 foi uma recusa nacional de enfrentar a realidade, pensando que a eurocrise era um problema do sul da Europa com os aforradores alemães a terem de apagar o fogo. Ninguém discutiu o facto de os bancos alemães ainda estarem de pé apenas porque os seus devedores do sul tinham sido resgatados”
“O governo dos EUA teve saldos positivos apenas cinco vezes desde 1960; a França não tem nenhum desde 1974-1975. A crise só fez aumentar a divida, pois os governos endividaram-se, com toda a razão. Em março de 2012 havia uns 43 mil milhões de dólares de obrigações do Estado em circulação, comparados com apenas 11 mil milhões em fins de 2001”
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Citações de A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo

#SabiaQue apesar da fama internacional das suas “universidades técnicas”, “na Índia, há mais de 50 milhões de crianças em idade escolar que não conseguem ler um texto muito simples”?
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
“A entrega de ajuda alimentar numa escala maciça é um pesadelo logístico. Na Índia, calcula-se que mais de metade do trigo e para cima de um terço do arroz se “perdem” pelo caminho, incluindo uma importante facção que é comida pelos ratos”
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
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Citações de A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo

“Uma criança que cresceu livre da malária ganha mais 50% por ano, durante toda a sua vida adulta, em comparação com uma criança que tenha contraído a doença. (…) Este resultado sugere que o retorno financeiro do investimento na prevenção da malária pode ser fantasticamente elevado”
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
#SabiaQue 42% da população mundial vive sem uma retrete em casa?
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
#SabiaQue a agua canalizada, a melhoria no saneamento e a cloração das fontes de água foram responsáveis por 3/4 da redução da mortalidade infantil entre 1900 e 1946?
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
#Sabia que, na Índia, uma interacção média entre médico e paciente demora três minutos e que, em média, o médico faz apenas três perguntas?
(e em Portugal?…)
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
“Entre 2002 e 2003, o Inquérito ao Absentismo Mundial, conduzido pelo Banco Mundial, enviou inspetores inesperados a uma amostra nacionalmente representativa de escolas em seis países. A sua conclusão básica foi a de que os professores no Bangladesh, no Equador, na Índia, na Indonésia, no Peru e no Uganda faltavam às aulas um em cada cinco dias”
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“O Departamento de Agricultura dos EUA todos os anos distribui entre 10 e 30 milhares de milhões de dólares em subsídios a agricultores. Os pagamentos estão fortemente enviesados em favor dos grandes produtores: em 2010, os 10% dos maiores agricultores receberam 68% de todos os subsídios agrícolas”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Os subsídios agrícolas transferem dinheiro do contribuinte médio para os ricos. Distorcem a economia ao encorajarem o sobrecultivo dos campos. Dão cabo do ambiente. Prejudicam os pobres do mundo emergente cujos produtos ficam fora do mercado”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A Nova Zelândia acabou completamente com os subsídios à agricultura em 1984, a despeito do facto de ser quatro vezes mais dependente da agricultura do que os EUA. A mudança suscitou a principio uma feroz resistência, mas os agricultores depressa se adaptaram e prosperaram. Os agricultores aumentaram a produtividade, desenvolveram nichos de mercado como os kiwis e diversificaram as suas fontes de receita para áreas não agrícolas”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Se o governo dos EUA deixasse de subsidiar a produção de combustíveis fósseis, podia poupar 40 mil milhões de dólares ao longo de dez anos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“As instituições locais estão para a liberdade como as escolas primárias para a ciência; poem-na ao alcance do povo, ensinam as pessoas a apreciar o seu pacífico disfrute… São alistados sentimentos e opiniões, é dilatado o coração e é desenvolvida a mente humana por nenhum outro meio que não seja a influencia recíproca dos homens uns nos outros”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Se o Estado promete de mais, cria mal-estar e dependência entre os cidadãos. Só reduzindo o que promete é que a democracia será capaz de dar expressão aos seus melhores instintos, de flexibilidade, inovação e resolução de problemas. (…) Sem reformas, o Estado-providencia moderno estagnará sob o seu próprio peso: já está a deixar de ajudar aqueles que mais precisam do seu apoio, prodigalizando a sua liberalidade a privilegiados e interesses constituídos. E a democracia definhará, tal como John Adams previu”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“O Gabinete de Auditoria Nacional britânico sustenta, que o SNS podia economizar 500 milhões de libras por ano, ou muito mais de 800, se concentrasse o seu poder de compra: não é preciso que as administrações dos hospitais compre 21 espécies diferentes de papel A4 e 652 espécies diferentes de luvas cirúrgicas”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Cerca de metade dos americanos adultos tem já uma doença crónica, como diabetes ou hipertensão, e à medida que o mundo vai enriquecendo mais se espalham as doenças dos ricos. Mas os cuidados de saúde mudam devagar. Enquanto a produtividade geral do trabalho na América aumentou 1.8% por ano ao longo das duas últimas décadas, o número para os cuidados de saúde tem descido 0.6% todos os anos, segundo Robert Kocher, da Brookings Institution”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O hospital Narayana Hrudayalaya, de Bangalore, capital tecnológica da Índia, tem 1000 camas em comparação com uma média de 160 camas nos hospitais do coração americanos. (…) 40 cardiologistas executam cerca de 600 operações por semana numa verdadeira linha de produção clínica: nenhum hospital ocidental se aproxima disto” (…) Economias de escala e especialização podem reduzir radicalmente custos e melhorar a qualidade. O simples número de pacientes permite aos seus cirurgiões adquirir uma perícia de categoria mundial em determinadas operações, enquanto os generosos serviços de apoio lhes permitem concentrar-se na sua especialidade em vez de perderem tempo com questões administrativas. Os cirurgiões realizam uma média de 400 a 600 operações por ano em comparação com 100 a 200 nos EUA” (…) “O hospital pode realizar operações a coração aberto por 2000 dólares, em comparação com os 100000 dólares dos EUA. No entanto, a taxa de êxito é tão boa como as dos melhores hospitais americanos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Ao longo do último século, os cuidados de saúde têm estado centrados nos médicos – nenhuma operação pode ser executada e nenhuma receita passada sem eles. Dirigem a profissão médica e têm-se dado muito bem com isso: na América, quase metade dos que pertencem ao 1% dos mais ricos são médicos especialistas, um facto que escapou ao movimento Occupy Wall Street. Para obterem esse respeitável papel na sociedade, os médicos submetem-se a uma longa preparação: um mínimo de sete anos, sem contar os quatro anos passados na universidade”.
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Saque Fiscal

#SaqueFiscal:
Precisamos de simplificação fiscal, com menos deduções, mais simplicidade, menos engenharia fiscal (só ao alcance dos mais ricos) e maior transparência e equidade
#SaqueFiscal:
Existe uma assimetria entre uma máquina fiscal cada vez mais desumanizada, mais automática e voraz e os cidadãos cada vez mais indefesos, mais expostos a uma fome kafquiana por cada vez maior cobrança, sem olha e eito nem jeito
#SaqueFiscal: vivemos sob um estado de “opressão fiscal” em que cada vez que abrimos a caixa do correio e vemos uma carta do fisco pensamos sempre que são más notícias. E o pior é que temos sempre razão. E que não temos como nem quem a quem protestar ou reclamar. E mesmo se reclamarmos, primeiro tiram-nos, depois reclamamos e podem devolver-nos o que nos tiraram, ou não. E sem juros.
#SaqueFiscal:  não se pode aumentar – em crescendo – os impostos porque não se conseguiu reformar o Estado. Reformar o Estado, não é manter tudo na mesma e para que assim seja aumentar a carga fiscal para conservar interesses e ganhar eleições.
#SaqueFiscal: sob o governo PSD-PP deixamos de ser cidadãos e contribuintes para passarmos a ser máquinas de produção de impostos
Deve ser fácil  ver de onde vinha o dinheiro e para onde ele vai. A transparência é guardiã da frugalidade, tal como a confusão tinha é a escrava da despesa insensata.
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“A observação central da Teoria Geral (de Keynes) era a de que não há uma tendência natural para o pleno emprego, ao contrario do que argumentara a economia clássica. Pelo contrário, as economias capitalistas podiam ser destruídas por altos níveis de desemprego, que reduziam a procura e ameaçavam criar agitação social.
Em tempos de abrandamento económico, o papel dos governos centrais era estimular a procura gastando dinheiro em obras públicas e subsídios de desemprego”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Keynes defendia que o Estado nunca devia gastar mais do que cerca de um quarto do PIB. (…) Acreditava que firmemente que a mão oculta do mercado precisava da ajuda da mão visível do governo”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A fortuna conhecida dos 50 membros mais ricos do Congresso Nacional do Povo chinês é de 95 mil milhões de dólares – 60 vezes a riqueza combinada dos 50 membros mais ricos de um Congresso americano escrutinado com muito maior severidade.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Estado está a ponto de mudar. Está no ar uma revolução, movida em parte pela necessidade que advém da escassez de recursos, pela lógica de uma renovada concorrência entre Estados-nação e também pela oportunidade de fazer melhor as coisas. Esta Quarta Revolução em matéria de governo mudará o mundo”
“Na América, a despesa do governo subiu de 7.5% do PIB em 1913 para 19.7% em 1937, para 27% em 1960, para 34% em 2000 e para 41% em 2011. Na Grã-Bretanha, subiu de 13% em 1913 para 48% em 2011, e a percentagem média em 13 países ricos trepou de 10% para cerca de 47%.”
“Em 1914, um inglês sensato, cumpridor da lei, podia passar a vida inteira sem quase dar pela existência do Estado, para além da estação de correios e do policia”
Historiador britânico A. J. P. Taylor
“Na América, o Governo Federal tem menos apoio que Jorge III à época da Revolução Americana: apenas 17% dos americanos dizem que confiam no Governo Federal, menos de metade dos 36% verificados em 1990 e um quarto dos 70% registados nos anos 1960. O Congresso recebe regularmente uma taxa de aprovação de 10%”
“A militância nos partidos políticos desmorona-se. Na Grã-Bretanha, menos de 1% da população está filiada num partido politico. O número de Tories declinou de 3 milhões nos anos 50 do século XX para 134000 hoje, um desempenho que teria posto qualquer empresa privada nas mãos de um administrador de falências”
“Ninguém acusa Ângela Merkel de farsante, mas até a sua fácil vitória na Alemanha em 2013 foi uma recusa nacional de enfrentar a realidade, pensando que a eurocrise era um problema do sul da Europa com os aforradores alemães a terem de apagar o fogo. Ninguém discutiu o facto de os bancos alemães ainda estarem de pé apenas porque os seus devedores do sul tinham sido resgatados”
“O governo dos EUA teve saldos positivos apenas cinco vezes desde 1960; a França não tem nenhum desde 1974-1975. A crise só fez aumentar a divida, pois os governos endividaram-se, com toda a razão. Em março de 2012 havia uns 43 mil milhões de dólares de obrigações do Estado em circulação, comparados com apenas 11 mil milhões em fins de 2001”
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“O rácio de dependência da velhice (o número de pessoas com mais de 65 anos em relação ao número de pessoas entre os 20 e os 64 subirá de 28% para 58% e isto assumindo que a União Europeia deixa entrar um milhão de jovens imigrantes por ano”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Em San Bernardino (Califórnia) o advogado da cidade aconselhou as pessoas a trancarem as portas e a carregarem as suas armas porque a cidade já não se podia permitir ter policia”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Estado ainda está preso na era da integração vertical, quando Henry Ford pensava que fazia sentido ser dono das ovelhas cuja lã era usada no estofo dos assentos dos seus carros”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Gabinete Nacional de Estatística da Grã-Bretanha calculou que a produtividade no setor privado de serviços aumentou 14% entre 1999 e 2013. Em contraste, a produtividade do setor público caiu 1% entre 1999 e 2000. Os governos precisam de aprender com as melhores práticas muito da mesma maneira que nos anos 80 do século XX as empresas que se iam alargando aprenderam com o método de produção da Toyota”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A revolução das Tecnologias de Informação está a roubar ao Estado aquilo que era uma das suas grandes fontes de poder – o facto de possuir mais informação do que quem quer que fosse. Esta revolução é também parte de uma possível cura da “doença dos custos de Baumol”. William Baumol, um economista americano, defendeu que era impossível reduzir o tamanho do Estado porque estava concentrado em áreas de trabalho intensivo, tais como os cuidados de saúde e a educação, onde a despesa continuará a subir mais depressa que a inflação. A produtividade no setor público tem sido, de facto, miserável. Mas os computadores e a Internet estão a começar a fazer pelos serviços o que as máquinas fizeram pela agricultura e pela indústria. Podemos ver hoje de borla no nosso iPad os melhores professores do mundo em vez de termos de pagar bem para ouvir gente medíocre em salas de aula malcheirosas”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“é preciso ser doido para preferir viver num Estado falhado como o Congo, onde a ausência do Leviathan torna a vida verdadeiramente repugnante, animalesca e curta, do que num Estado grande e bem governado como a Dinamarca. Ao pagar bens públicos como a educação e os cuidados de saúde, os governos podem aumentar a sua eficiência, assim como o nosso bem-estar. O sistema de saúde supostamente privado dos EUA custa mais em impostos aos seus habitantes e fornece pior saúde do que o sistema público sueco. Uma das razões pelas quais a Alemanha é muito mais bem-sucedida que a Grécia é que tem um Estado bem-sucedido que é capaz de recolher impostos, fornecer serviços e granjear respeito. O mesmo se poderia dizer de Singapura comparada com a Malásia, da China com a Rússia ou do Chile com a Argentina”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“William Gladstone (ministro das finanças e primeiro ministro britânico de meados do século XIX) usou a Transparência – uma contabilidade cristalina e uma oratória brilhante na tribuna – como uma das mais importantes armas contra o desperdício: enquanto as finanças do século XVIII tinham sido basicamente incompreensiveis, Gladstone e os contemporâneos asseguraram-se de que era tao fácil quanto possível ver de onde vinha o dinheiro e para onde ele ia. A transparência era guardiã da frugalidade, tal como a confusão tinha sido a serva da prodigalidade”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“William Gladstone (ministro das finanças e primeiro ministro britânico de meados do século XIX) escreveu que todas as responsabilidades podiam ser transferidas para a administração local com o fundamento de que era mais provável que o governo local detectasse o desperdício e menos provável que o tolerasse”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
No relatório de Sir Stafford Northcote e Sir Charles Trevelyan de 1854, dizia-se que “o velho sistema britânico do patrocínio tinha permitido à aristocracia usar os serviços públicos como deposito dos seus membros menos talentosos, para os ociosos e inúteis, o tonto da família, o tuberculoso, o hipocondríaco, aqueles que têm tendência para a loucura. Em profissões bem administradas, os que são capazes e enérgicos sobem até ao topo e os medíocres e ineficientes permanecem no fundo. Nas entidades públicas, pelo contrário, a regra geral E que todos ascendem juntos”. A solução proposta pelos redatores era recrutar candidatos na base do seu desempenho em exames abertos e depois promovê-los na base das suas realizações. O exame aberto testaria a inteligência geral dos candidatos em vez da sua mera classificação académica. A mensagem era tanto de reforma moral como de eficiência administrativa”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Alexis de Tocqueville, em 1830, concluiu que a democracia constitucional da América estava a funcionar tão bem que o pais podia gerir-se sem qualquer governo a não ser o das assembleias locais”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge”
“Em 1838, Andrew Jackson escrevia que “o melhor dos governos é aquele que menos governa” e indicada a administração dos correios, os asilos de alienados e a inspecção de padarias (!) como sendo funções que os governos nunca poderiam acometer.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Teddy Roosevelt, presidente dos EUA de 1901 a 1909 escreveu que “a empresa é uma criatura do povo, não se lhe pode consentir que se torne senhora do povo. Roosevelt via o capitalismo como uma máquina sem rival de criação de riqueza; queria apenas usar o poder do Estado para garantir que o capitalismo funcionava melhor. Queria desmantelar os trusts gigantes que ameaçavam esmagar a concorrência. Reconhecia que era a concorrência mais do que os negócios per se que criava a prosperidade em massa. (…) Declarou guerra ao “capitalismo do compadrio” – ou seja, a aliança sacrilega entre “politica corrupta” e “negócios corruptos”, como disse no seu programa de 1912 para o seu partido independente, o Partido do Progresso.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Os cidadãos adquiriram direitos civis no século XVIII, direitos políticos no século XIX e direitos sociais (tais como o direito à educação e aos cuidados de saúde) no século XX”
T. H. Marshall, da London School of Economics
“Os EUA estão presos numa armadilha fiscal, tributando-se como um paIs de Estado pequeno, gastando como se fosse um Estado grande e pedindo empréstimos maciços aos aforradores privados para colmatar a diferença”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Serviço Nacional de Saúde britânico continua a honrar a noção de um fim de semana de descanso: 129 das suas 149 organizações hospitalares têm taxas de mortalidade mais altas aos fins de semana – 27% mais altas no caso de uma delas, em Hillington – porque há menos médicos a trabalhar aos sábados e aos domingos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Em 1966, “William Baumol argumentou que a produtividade cresce muito mais lentamente em industriais de trabalho intensivo do que nas industrias em que o capital sob a forma de maquinaria pode substituir o trabalho. (…) Os governos tornam-se inevitavelmente maiores porque ocupam áreas da economia que são de trabalho intensivo. A indústria está sempre a tornar-se mais eficiente, mas o mesmo não acontece com sectores dos serviços como a educação e os cuidados de saúde (que tendem a ser providenciados total ou parcialmente pelo Estado). O professor universitário médio não pode dar aulas mais depressa do que o fazia há uma década, nem o cirurgião médio pode efectuar operações mais depressa.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O salário médio americano aumentou dez vezes desde os finais dos anos 70, quando medido pelo preço de uma televisão, mas caiu se o medirmos pelo custo dos cuidados de saúde. O mesmo se verifica quanto ao salário médio europeu”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A Califórnia gasta hoje aproximadamente o mesmo em prisões (para a sua população prisional de 130 mil elementos) que no ensino superior, e isto apesar de alguns cortes recentes”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Citações de “A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado”

“A taxa de criminalidade no mundo desenvolvido caiu dramaticamente desde meados dos anos 1990” (…) Uma razão está no declínio da oferta de criminosos. A maior parte dos crimes são cometidos por gente nova e o número de jovens tem diminuído. A principal razão, contudo, parece ser uma melhoria da nossa aptidão para prevenir o crime. Isto tem muito pouco que ver com policias nas ruas e muito que ver com tecnologia mais inteligente.
Parte desta tecnologia está a ser usada pela policia. Pode servir-se de computadores para descobrir “locais propensos” à criminalidade e distribuir as suas forças em conformidade: nalgumas áreas de Manhattan isto tem ajudado a reduzir a taxa de roubos em mais de 95%.
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Há cada vez mais provas de que os trabalhadores mais velhos podem ser úteis, com estudos que mostram que a atividade empresarial atinge o seu pico entre as idades dos 55 aos 64 anos. Ray Kroc estava nos 50 quando começou a edificar o sistema de franchising da McDonalds, enquanto o coronel Harland Sanders já estava nos 60 quando iniciou a cadeia da Kentucky Fried Chicken”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Octávio Teixeira Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“Os países do norte da Europa exportam capital, bens de luxo e importam serviço da divida (dos países do sul), o nosso consumo e os nossos baixos salários. É uma autêntica lógica neocolonial”
Octávio Teixeira
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“O Tratado Orçamental obriga a saldos primários de 3% durante vinte anos, ora nos últimos quinze anos nem mesmo a Alemanha conseguiu esse feito.”
Octávio Teixeira
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“Como a Saúde e a Educação representam 70% da despesa do OGE isto significa que estes setores serão sempre os focos de qualquer politica austeritária”
Octávio Teixeira
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“A média dos salários do Emprego criados em 2014 é de 504 euros”
Octávio Teixeira
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“O Tratado Orçamental determina que, durante vinte anos, a via austeritária é a única possível. Isso significa uma total abdicação de Soberania”
Octávio Teixeira
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“A saída do Euro tem custos em termos de inflação. A Islândia teve cerca de 52%, 14% no segundo ano e 4% no terceiro”
Octávio Teixeira
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“A inflação de 2% – imposta pelo BCE – implica que é muito difícil ter crescimentos económicos muito superiores. A única opção que resta assim para manter o pais competitivo é reduzir salários e despesas sociais”
Octávio Teixeira
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“Nunca tivemos uma taxa de investimento tão baixa em relação ao produto e isto tem consequências de longo prazo”
Octávio Teixeira
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“A Grécia partiu do principio que era possível uma politica não austeritária dentro do euro. Por isso andam há meses a sofrerem derrotas atrás de derrotas”
Octávio Teixeira
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“Nos últimos anos, os países que têm crescido são os que não estão no euro: Reino Unido e Suécia. Mantém a liberdade cambial e de manterem défices orçamentais adequados à sua situação económica”
Octávio Teixeira
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“A reestruturação da sua dívida permitiu à Alemanha crescer como cresceu porque cortou a divida em metade e pagou o remanescente em apenas 5% das suas exportações”
Octávio Teixeira
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Está a decorrer – silenciosamente – uma autêntica “revolução agrícola”

Está a decorrer – silenciosamente – uma autêntica “revolução agrícola”. Em setores como o tomate (segundo produtor mundial, com capacidade para chegar a primeiro) e com produtos com altos níveis de produtividade, dos maiores à escala mundial (melão, milho, azeitona, beterraba e uva), com Alqueva, um bom exercício dos planos europeus de apoio, bons níveis de inovação e investimento e afluxo de novos empresários e agricultores, a agricultura nacional está em expansão.
No total, no ano passado, o sector agrícola exportou mais de 6 mil milhões de euros e reduziu as importações em 2.9%.
Se há setor de futuro em Portugal (além do Turismo) esse setor é a agricultura.
Vamos ver se a abertura total de regulações às importações que o TTIP (Tratado Transatlântico) vai impor não vai cortar, pelas pernas, um setor que, finalmente, começa a descolar…

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Entre 2008 e 2015, eliminaram-se, em Portugal, 555 mil empregos

Entre 2008 e 2015, eliminaram-se, em Portugal, 555 mil empregos. Com tal escala de destruição (a que nenhum grande partido é imune em termos de responsabilidade) não admira que a emigração tenha alcançado nos últimos cinco anos o valor mais alto de que há memória e que 500 mil portugueses, qualificados e na flor das suas vidas, tenham saído do pais.

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“Não se deixe embalar pela história magnífica das energias renováveis”

“Não se deixe embalar pela história magnífica das energias renováveis (…) Uma redução anual da ordem dos 20% só no uso de transportes rodoviários tem um impacto externo superior ao de toda a energia renovável produzida actualmente em Portugal. Isto não quer dizer que não haja nada de positivo na aposta das energias renováveis. Mas há excesso, há incompetência e desonestidades.”
Ventura Leite, Solução para a Crise

Embora tenham existido avanços consideráveis na eficiência energética das baterias e nos automóveis eléctricos, depois de Ventura Leite ter escrito estas linhas (em 2012) a verdade é que continua a ser economicamente muito mais racional apostar no desenvolvimento dos transportes públicos e na eficiência energética dos edifícios e empresas do que na total electrificação do parque automóvel à custa de subsídios e de rendas garantidas.
Essa é a grande batalha ecológica e pela redução das importações energéticas que falta ainda cumprir… E que poderia ter um efeito multiplicador (nas facturas de energia e na dinamização da actividade das pequenas empresas) que não seria desprezível.

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O infeliz desfecho da crise da dívida grega

O infeliz desfecho da crise da dívida grega é o culminar de uma série de quebras de respeito e desconsiderações por parte das instituições europeias para com os mais básicos e fundamentais conceitos de governação e de controlo democrático das instituições europeias.
1.
Perante um governo democraticamente eleito, em eleições livres e independentes, vários responsáveis pela Comissão Europeia (desde o Presidente da Comissão, passando pelo Presidente do Conselho Europeu e por vários comissários europeus) acumularam declarações que colocam em causa o governo de Atenas. Não se trata aqui de defender um governo de um determinado partido, mas de defender o princípio da Soberania nacional e da legitimidade dos povos da Europa escolherem os seus governos e o tipo de programas que eles devem executar. O Governo de Atenas não representa os partidos da Coligação Syryza. Representa os cidadãos gregos e pretender separar ambos é realizar uma das básicas ingerências na Soberania grega.
2
É cada vez mais evidente que os destinos da Europa se decidem não no Parlamento Europeu, na Comissão ou, até, no Conselho Europeu, mas num “directório” de dois países (Alemanha e França). Os demais membros da União não são, contudo, parceiros menores nem em direitos nem em capacidade decisória ou negocial. Tomar decisões a dois, fazê-lo em reuniões onde participam o Presidente da Comissão e do BCE, é desrespeitar todas as outras nações da União Europeia e excluir os cidadãos destas nações das decisões que a todos dizem respeito, não a apenas alguns.
3.
Continua a existir um gritante “défice democrático” nas instituições europeias. Não existem mecanismos de revogação de mandatos ou normas por iniciativa cidadã. Os mecanismos referendários e de iniciativas cidadãs são dificeis de exercer e o distanciamento entre os cidadãos e os seus representantes no Parlamento Europeu funcionam e forma independente e – frequentemente – separada dos interesses dos cidadãos que representam nos seus países de origem.
4.
Frequentemente nesta “crise grega”, os representantes do BCE, CE e Conselho Europeu colocaram os interesses dos credores (BCE e FMI)
5.
Quem representou a União Europeia nas negociações com o governo grego (Presidente da Comissão Europeia e o Presidente do Conselho Europeu) não foram eleitos pelos cidadãos da Europa. Estes representantes não-eleitos e, logo, livres da adequada fiscalização directa por parte dos povos da Europa não tinham assim mandatos democraticamente legitimados para negociaram com o governo – democraticamente eleito – de Atenas.
6.
Não existe na Europa um mecanismo democrático que compense a força dos números com a paridade dos direitos dos povos de todos os Estados da União. Falta na Europa, uma “Câmara dos Representantes”, com uma distribuição proporcional à dimensão de cada um dos Estados, e uma segunda câmara, um “Senado”, constituído por um número idêntico de representantes de cada Estado independentemente da sua escala demográfica. Só desta forma se pode garantir que os mais pequenos pudessem ter uma palavra a dizer quanto ao que a força dos números possa impor na primeira câmara.
A União Europeia precisa de uma renovação participativa e de mais democracia. Para que as instituições europeias possam lidar de forma mais eficaz, participada e democraticamente legitimada têm que ser implementadas reformas na forma como a Europa exerce a sua governança:  elegendo directamente a Comissão Europeia, criando um “Senado Europeu”, e introduzindo democracia na forma como se forma o Conselho Europeu ou substituindo-o por um novo órgão democraticamente legitimado.
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“Esqueça o argumento que o anterior Governo (PS de Sócrates) lhe vendeu de que 50% do nosso défice externo se devia às importações de energia. Isto é, metade do nosso endividamento externo era inevitável por causa das importações de energia”

“Esqueça o argumento que o anterior Governo (PS de Sócrates) lhe vendeu de que 50% do nosso défice externo se devia às importações de energia. Isto é, metade do nosso endividamento externo era inevitável por causa das importações de energia.
Mentira grosseira! Na realidade, em anos normais as importações de energia não foram além dos 14-15% das importações nacionais. (…) O objectivo deste argumento foi desviar as atenções do grave problema do défice externo e valorizar a opção pelas energias renováveis.”
Ventura Leite, Solução para a Crise

14 a 15% continua, contudo, a ser um grande valor… E que sobe em anos de seca prolongada em que as hídricas não conseguem produzir a energia suficiente para manter as importações dentro destes níveis. A aposta na eficiência energia de particulares, empresas e Estado (Estado central e autarquias) continua assim a ser uma prioridade lógica e racional, assim como a aposta na investigação e desenvolvimento na área das energias renováveis.

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o brutal endividamento descontrolado dos países periféricos europeus é da responsabilidade da Moeda Única, que foi criada sem ser acompanhada de um controlo fiscal europeu” é uma “mistificação”.

Estou a ler o “Solução para a Crise” do meu amigo Ventura Leite e, finalmente, lá pela página 16, apareceu algo com que discordo.
Quando Ventura Leite diz que “o brutal endividamento descontrolado dos países periféricos europeus é da responsabilidade da Moeda Única, que foi criada sem ser acompanhada de um controlo fiscal europeu” é uma “mistificação”.
Não é.
É verdade que países com moeda própria também desenvolveram dividas monstruosas, mas é igualmente verdade que agora, conseguem sair da crise, recuperar as suas economias e isso precisamente porque podem aplicar orçamentos keynesianos e expansionistas (contra-cíclicos). A sua soberania monetária permite-lhes, agora, criar condições para a retoma, enquanto que na Zona Euro, a lógica da competição fiscal desregrada continua a transferir capital e quadros qualificados da Periferia para o Centro e Norte, agravando, a prazo, o fosso entre países pobres e países ricos e o fosso de competitividade (e os défices comerciais) dos países do sul.

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“Não serão nem os consumidores nem os empresários endividados a puxar pela retoma, ao contrário do que aconteceu historicamente nos EUA depois de anteriores recessões”

“Não serão nem os consumidores nem os empresários endividados a puxar pela retoma, ao contrário do que aconteceu historicamente nos EUA depois de anteriores recessões. O pensamento liberal ainda não percebeu que o cenário que temos pela frente será mais semelhante a um pós-guerra do que a uma pós-recessão típica.”
Ventura Leite, Solução para a Crise

Bem verdade. Por isso faz falta um autêntico “Plano Marshall” de reconstrução do continente depois desta autêntica “guerra financeira” que a Alta Finança e os “Interesses” moveram contra nós, cidadãos e contribuintes. Uma resposta forte e consequente contra os “Interesses”, solidamente instalados nos Partidos Tradicionais portugueses e já com infiltrações em alguns emergentes, como o Livre (através do seu apoio a Nóvoa, o candidato da Situação).

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“No momento em que uma família não paga uma contribuição autárquica e deve 1800 euros, o Estado vai por um valor destes colocar a casa em leilão?”

“No momento em que uma família não paga uma contribuição autárquica e deve 1800 euros, o Estado vai por um valor destes colocar a casa em leilão? As casas acabam geralmente por ser vendidas abaixo do preço real, em que o Estado desde que cobre o seu, o problema não existe. Isto é uma enorme falta de sensibilidade por parte de quem gere a sociedade”
Domingos de Azevedo, jornal i, 3 julho 2015

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No seu “Solução para a Crise”, Ventura Leite lista uma estratégia dupla para a saída da crise:

No seu “Solução para a Crise”, Ventura Leite lista uma estratégia dupla para a saída da crise:
1. Uma “solução monetária instrumental temporária, com a reintrodução do Escudo como meio de pagamentos internos, e sem convertibilidade externa, e a manutenção do Euro sobretudo como meio de reserva e de pagamentos internacionais”
2. “A reestruturação da divida pública, que no entanto não contempla qualquer perdão ou redução, mas apenas alongamentos dos prazos e novos juros”.

A solução para a crise financeira na União Europeia passa, para Ventura Leite, pela “estabilização das dividas soberanas, até um certo volume, através da sua reestruturação, que se fará através de negociação com os credores do mercado e através de um banco a criar para esse efeito” (que pode ser criado a partir do actual FEEF), como sugere Ventura Leite e através da introdução de uma moeda paralela, de curso interno e que poderá ser, inclusivamente, electrónica.

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Três razões para que devesse haver uma grave preocupação quanto à capacidade global de produção de alimentos:

Três razões para que devesse haver uma grave preocupação quanto à capacidade global de produção de alimentos:
1. As alterações climáticas vão atingir sobretudo as terras baixas e o litoral onde se produzem a maioria dos alimentos
2. O aumento do consumo de alimentos nos países emergentes
3. A explosão demográfica – sem fim – na maioria dos países do mundo

Urge fazer algo e em três frentes:
1. Aumentar o consumo vegetariano até substituir totalmente o consumo de carnes
2. Aumentar o investimento em pisciculturas, hidropónica e algas
3. Apostar no desenvolvimento seguro de OGMs
4. Reduzir o desperdício alimentar (entre 25% a 40% do total em alguns países desenvolvidos)

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Quatro previsões num estudo do Citigroup para o ano 2050 e citadas em Ventura Leite “Solução para a crise”:

Quatro previsões num estudo do Citigroup para o ano 2050 e citadas em Ventura Leite “Solução para a crise”:
1. A Índia será a primeira economia global
2. Os EUA serão a terceira, logo depois da China
3. A Indonésia, Nigéria e Egipto serão economias maiores que a alemã
4. Filipinas, Vietname e até, Bangladesh terão economias maiores que França, Itália e Espanha.

(Estas previsões têm em conta as taxas de crescimento recentes, a evolução da população no acesso à informação e a qualidade da governação e o acesso aos recursos naturais)

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