Ecologia

A BP é a empresa responsável pela maior catástrofe ecológica da História. Ponto.

Infografia da fuga de petróleo da BP no Golfo do México (http://www.ngoilgas.com)

Infografia da fuga de petróleo da BP no Golfo do México (http://www.ngoilgas.com)

A BP é a empresa responsável pela maior catástrofe ecológica da História. Ponto. Nunca houve antes uma tamanha emissão de petróleo para o Mar, numa tal escala e tão perto de uma costa tão povoada. A dimensão astronómica do que se está a passar não é fácil de alcançar assim como não o é o facto de responsáveis pela empresa, no poço, terem ignorado por 3 vezes seguidas alertas que indicavam que estavam na iminência de uma explosão catastrófica na sua plataforma Deepwater Horizon, a 20 de Abril. Esta informacao consta de um relatório da multinacional e revela uma cultura de laxismo e incompetencia criminosa que carateriza a maioria dos escaloes de gestão da empresa e que – a bem da Justiça – não pode deixar que tudo acabe como começou.

Esta já é a maior catástrofe ambiental dos EUA, de sempre e os danos no ecosistema da Louisiana têm reflexos diretos na economia de todos os Estados do sul dos Estados Unidos que se estimam serem superiores a 2 mil milhoes de euros. Ou seja, mais de o dobro de toda a dívida pública e privada da Irlanda e da Grécia, juntas. A BP nunca terá dinheiro suficiente para indemnizar todos os afetados e – sobretudo – nunca poderá fazer algo que restaure os ecosistemas que está a destruir: Só a operação de limpeza das costas deverá custar 23 bilioes de dólares e ninguém consegue ainda avaliar o total dos custos das operações de estancamento da fuga, reconstrução de uma nova plataforma e da recuperação dos ecosistemas afetados! Como poderá alguma vez a BP pagar tais quantias sem abrir falência? Uma empresa que poderia ter evitado uma tal catastrofe instalando uma valvula que custa apenas meio milhao de dólares tem condições para continuar a existir? Resta realmente outra opcao além de nacionalizar os bens desta companhia imoral e criminosa onde quer que estes se encontrem? Haverá outra lição que estes “gestores” consigam entender?

E já agora: porque os EUA não impuseram às empresas que operam nas águas territoriais norte-americanas não eram obrigadas a ter as mesmas válvulas de segurança quando operam na Noruega ou no Brasil? Porque os Estados Unidos estão de tal modo desregulados e mergulhados na lei da selva económica que padecem de cegueira? Aqueles que desregularam a operação das petrolíferas serão menos responsáveis do que a BP neste acidente?

Fonte:
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1439051

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Sobre a gravidade da fuga de petróleo da BP para o Golfo do México

Fuga de petróleo da BP para o Golfo do México (http://image3.examiner.com)

Fuga de petróleo da BP para o Golfo do México (http://image3.examiner.com)

Já o dissemos: a escala de gravidade daquilo que se está a passar no Golfo do México não está nem de perto, a ser devidamente avaliado pelos meios de comunicação. Demasiado ocupado com a Bola e os últimos ronaldismos, as televisões não mencionaram ainda nenhuma das fontes científicas que apontam para a tremenda gravidade de um acidente que a BP, pelo seu laxismo e gula corporativa deixou efetivamente acontecer, enquanto contava os seus lucros multimilionários.

Sabe-se que por cada dia que a fuga fica por conter, são vazados para o leito oceânico mais de um milhão de barris de petróleo, que saiem a um ritmo estonteante de 4 barris por segundo. De todo este petróleo, apenas 20% chega à superfície, e de permeio, muito gás natural dissolve-se na água, retirando oxigénio ao oceano e afetando a vida marítima numa escala difícil de avaliar.

E cada dia que passa sem que a incompetente e ávida multinacional BP não feche a fuga que abriu no fundo do oceano é mais um dia em que aumentam as hipóteses da zona do leito oceânico onde está o furo colapsar na totalidade, libertando trilioes de barris de petróleo, uma hipótese remota, mas não completamente absurda, segundo alguns especialistas, e que devia levar-nos todos a reavaliar as vantagens da exploração petrolífera em águas profundas.

Fonte:
http://hardware.slashdot.org/story/10/05/13/1953208/A-Volcano-of-Oil-Erupting-Million-Bpd?from=rss&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+Slashdot/slashdot+(Slashdot)

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A PSA de Mangualde está a construir carroçarias para os carros elétricos da Venturi

Venturi Fétish (http://ecomodder.com)

Venturi Fétish (http://ecomodder.com)

A fábrica portuguesa da PSA, em Mangualde, está já a fabricar versões elétricas dos veículos Parnet e Berlingo Origin. A PSA está a construir 2 a 3 veículos por dia, sendo atualmente todos reenviados para França onde são concluídos e lhes é instalado o sistema elétrico de propulsão. Em Franç,a a Peugeout tem uma parceria com a Venturi Automobiles, empresa que em 2008 ganhou um concurso com os correios franceses para a entrega de 250 carros elétricos Citroën Berlingo.

Cada Citroën Berlingo elétrico terá uma autonomia de cem km e uma velocidade máxima de 100 km/h e está a ser comercializado desde março deste ano a qualquer interessado.

A Venturi definiu como objetivo primário para os seus veículos elétricos as frotas das grandes empresas. A partir de 2011 e 2012 o foco da empresa francesa passarão a ser os utilizadores particulares. A marca fabrica veículos elétricos desde 2008, no segmento de luxo, com o roadster Venturi Fétish, de 300 cv e que lembra em grande medida o conhecido roadster elétrico norte-americano da Tesla Motors.

A Venturi tem no seu quadro de produtos veículos elétricos menos convencionais como o Ecletic e o Astrolar, dois quadriciclos eletrosolares que recarregam as baterias através de painéis solares. O Volage, completa este quadro de veículos “exóticos”, com os seus dois motores elétricos, um em cada roda e as novas baterias de polímeros de lítio. Estes veículos deverão começar a serem produzidos a partir de 2012. Todo este quadro vai multiplicar a quantidade e qualidade de oferta de veículos elétricos disponíveis no mercado europeu a partir do ano que vem. Este é um segmento que pode reavivar o dormente mercado automóvel, e contribuir para a saída da crise e para a redução das emissões de co2. Portugal, via PSA de Mangualde, tem já um papel a cumprir nesta oferta da Venturis, mas falta ainda a aparição de um operador verdadeiramente nacional, de um empreendedor capaz de se instalar num segmento de mercado que até em Portugal tem todas as condições para se revelar muito importante (ou até mesmo dominante) nas próximas décadas.

Fontes:
http://aeiou.expresso.pt/mangualde-produz-carros-electricos-para-a-venturi=f584023
http://www.venturi.fr/-Home-page-.html

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Sobre os atrasos e problemas da primeira central nuclear de 3ª geração: em Olkiluoto (Finlândia)

A Energia Nuclear é uma das alternativas mais ecológicas e “limpas de CO2” da atualidade. Disso não há dúvida, especialmente quando falamos de centrais nucleares de “Terceira Geração” muito diferentes daquelas que deram tantos problemas em Chernobyl e Three Mile Island. Não há dúvidas, ou… Há. Muitos especialistas e decisores em todo o mundo têm acompanhado muito cuidadosamente a construção da primeira central nuclear de Terceira Geração que está em construção na Europa, a central de Olkiluoto, um projeto que já excedeu os 3 mil milhões de euros e que é – nada mais, nada menos – a primeira central nuclear nova a ser construída na Europa desde 1986.

A central começou a ser construída em 2005 e foi notícia em 2009 quando se soube que – volvidos quatro anos – a autoridade nuclear finlandesa ainda não tinha recebido os documentos detalhando o desenho do reator. Note-se que seriam estes que apresentariam às autoridades nucleares finlandesas os princípios básica de segurança oferecidos pelo reator… A questão está longe de ser meramente académica, já que se trata de uma tecnologia completamente nova e fundamentalmente ainda por testar numa escala tão grande como a do reator de Olkiluoto e tais omissões têm feito levantar muitas dúvidas sobre a transparência da Areva quanto à verdadeira escala dos problemas de construção que está a enfrentar com o novo reator. Os custos já foram ultrapassados várias vezes e há vários problemas com a qualidade da construção e suspeitosas vagas de afastamento de pessoal e técnicos envolvidos na construção do reator.

A central de Olkiluoto está a ser construída pelo gigante francês do ramo, Areva, e tem no seu coração o novo reator EPR “European Pressurised Reactor” e se for bem sucedida pode significar uma sucessão de novas encomendas de novas centrais. O problema é que a construção está a ser afetada por uma multiplicidade de problemas. Os atrasos não param de se multiplicar e a inauguração da central (inicialmente prevista para 2009) foi agora novamente adiada para 2011 e parece certo que será novamente adiado para 2013… A construção tem estado sob o intenso escrutínio da Greenpeace que já reportou mais de mil “incidentes de segurança” durante a construção da central e um fracasso – eventualmente catastrófico – da central ditaria o fim do maior construtor nuclear francês e o adiamento para as calendas gregas de projetos EPR hoje na calha em praticamente todo o mundo, desde França, à China, passando pelo Reino Unido e por Itália…

Fontes:
http://weblog.greenpeace.org/nuclear-reaction/2009/05/problems_with_olkiluoto_reacto.html

http://aeiou.expresso.pt/o-grande-ibluffi-atomico=f576408
http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_nuclear
http://en.wikipedia.org/wiki/Three_Mile_Island_accident
http://en.wikipedia.org/wiki/European_Pressurized_Reactor

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Os cubos “pilhas de combustível” da Bloom Energy

Uma das empresas que maior celeuma está hoje a provocar, nos EUA, é a Bloom Energy. A empresa resulta de um processo de investigação longo de oito anos e que consumiu mais de 400 milhões de dólares mas que alega ter conseguido criar uma fonte de energia do tamanho de uma mão e que é capaz de produzir a energia suficiente para as necessidades de uma casa média.

O produto da Bloom consiste num conjunto de pequenas pilhas de combustível feitas a partir de areia da praia, cozida em fornos especiais até se solidificar num quadrado cerâmico muito fino coberto depois por duas substâncias “secretas”. Os cubos da Bloom podem ser ligados em série, estimando-se que 60 sejam suficientes para suprir as necessidades energéticas de um restaurante médio.

Sabe-se que existem já cubos da Bloom em empresas como a Google, a Cisco e a eBay, que tem pelo menos cinco grupos de cubos Bloom a funcionar, alimentando alguns dos seus servidores e alimentados por painéis solares colocados nos telhados.

A empresa espera contudo ainda desenvolver o produto antes de o colocar nos lares, algo que não deverá acontecer antes dos próximos dez anos. Nessa altura, as células de energia deverão custar menos de 3 mil dólares e serem capazes de funcionarem sem interrupções durante dezenas de anos.

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1507765

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A “Economia Verde” será boa para… o Emprego? Parece que não…

Um dos motes da campanha de Barack Obama, nos EUA, e de muitos outros políticos pelo mundo fora tem sido que uma das formas de recuperar Emprego é o investimento público e privado na construção de uma “economia verde”. De facto, no que concerne à geração de Emprego, a “Economia Verde” é essencialmente a única resposta de Obama.

Mas parece haver um exagero na convicção de que a transformação das economias dos países desenvolvidos em “economias verdes” é a principal resposta contra o Desemprego. Isso mesmo revela um estudo da Universidade Rey Juan Carlos, de Madrid, que revela que, em Espanha, e mesmo depois de fortes políticas públicas de subsídios diretos e indiretos à produção de “energia verde”, por cada emprego aqui criado, se perdem 2,2 na dita “economia tradicional”. Na prática, o estudo revela que os 50227 empregos criados no setor renovável desde 2002, estiveram na direta razão da perda de emprego a 110500 espanhóis.

O estudo revela também que este desequilíbrio ainda é mais severo se o limitarmos unicamente ao setor energético, com a perda de 5,28 empregos por cada um gerado na produção de energia “verde” e até de 8,99 na área do fabrico de painéis fotovoltaicos!

O estudo conclui que se queremos renovar o Emprego, temos que pensar muito para além da necessária (por imperativos ecológicos e climáticas) “revolução verde” que temos que fazer nas nossas economias. De facto, uma política de Emprego séria e consistente não pode até passar por este setor económico, e é até contraproducente, como se observa neste estudo da universidade madrilhena onde a destruição de postos de trabalho pela “economia verde” é a conclusão mais espantosa. O estudo também revela que o Estado espanhol investiu em cada posto de trabalho na “economia verde” mais de um milhão e meio de euros, em subsídios de vários tipos. De sublinhar que esta política de subsídios foi apontada como exemplar por Obama, mas se haver então o conhecimento destas conclusões… Sendo a principal a de que a solução para o problema do Desemprego crónico não é a “economia verde”, que serve outros propósitos e objetivos.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/energias-renovaveis-destroem-2-empregos-por-cada-1-que-criam=f569314

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As Jet Streams: Uma fonte de energia fabulosa… mesmo acima de nós!

Uma das maiores de energia potenciais do mundo são os jet-streams, os corredores de vento nascidos da colisão entre o ar quente tropical e o ar frio polar, que têm lugar nas regiões temperadas do globo. Com efeito, enquanto que à superfície os ventos não ultrapassam as poucas dezenas de quilómetros por hora, a dez mil metros de altitude estes ventos circulam a mais de 200 km/h. De facto, não é necessário chegar aos dez mil metros, já que basta chegar aos mil metros para que a velocidade do vento seja o dobro em relação ao solo.

Uma grande vantagem destes ventos de alta altitude é o facto de sobre algumas das grandes cidades – situadas precisamente nas regiões temperadas – a perto de oito metros de altitude existem ventos capazes de gerar até 10 kW/m2. Ou seja, 50 vezes mais do que o existente ao nível do solo…

Para aproveitarem este imenso manancial energético há já várias hipóteses:

Magenn (Canadá):
Altitude: 300 metros
Preço: menos de 0,05 euro
Produção: 2010
O vento faz rodar um balão sobre um eixo horizontal, o qual se encontra ligado a um alternador no solo. O gás do balão será hélio ou hidrogénio.

Kite Gen (Itália)
Altitude: 800 a 1200 metros
Preço: 0,03 a a 0,05 euro
Produção: 2010
Uma asa voadora puxada pelo vento e que estica um cabo preso a um alternador instalado na outra extremidade do cabo, no solo. Quando o cabo está completamente esticado, é recolhido e o processo começa novamente.

Rotor (Austrália)
Altitude: 5000 a 10000 metros
Preço: 0.01 a 0.02 euro
Um rotor que se mantém a voar pela rotação das suas pás, alimenta um alternador ligado por um cabo. O Rotor ganha altitude pelo uso das pás como se se tratasse de um gigantesco helicóptero.

A energia das Jet Streams é hoje uma das maiores possibilidades de produção de energia limpa, segura e barata. Está disponível em praticamente todas as regiões do globo, mas especialmente nas latitudes temperadas, sendo particularmente intensa no Canadá, EUA, Chila, sul do Brasil, Uruguai, norte de África, África do Sul, Médio Oriente, China central, Japão e Austrália e Nova Zelândia. Nestes países a energia destes ventos de alta altitude pode satisfazer mais de 20% de todas as necessidades atuais, ou seja, assumir uma parcela maior que aquela hoje ocupada pela energia nuclear ou pela eólica. Portugal não está nas regiões mais favorecidas pelos Jet Streams, mas também não está naquelas onde estas não são suficientemente fortes para justificar tal exploração… Há assim todo o interesse em ver assim projetos deste tipo surgirem em Portugal e no Brasil sobretudo, onde grandes cidades como São Paulo e o Rio de Janeiro se encontram precisamente nas zonas a sul do Equador onde estas correntes são mais intensas, sendo absurdo não aproveitar este imenso manancial de ventos com mais de 200 km/h em época de alterações climáticas e de um reforço imperativo de redução da nossa pegada de carbono! Para as Jet Streams, já, e em força, é caso para dizer!

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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O permafrost do Ártico está a derreter: Efeitos para o Aquecimento Global

Os depósitos submarinos de metano estão destabilizados e começaram a emitir grandes quantidades de metano para a atmosfera. Esta é uma consequência do aumento de temperaturas nas latitudes mais elevadas do globo e tem uma enorme gravidade, já que o metano é 30 vezes mais influente para o Aquecimento Global que o muito mais mediático Dióxido de Carbono.

Esta revelação surge na revista “Science” e refere-se ao permafrost do ártico, que até à bem pouco tempo atrás se acreditava ser resistente à evaporação do metano aqui conservado. Mas não é isso que está a acontecer. O estudo foi liderado pela climatologista norte-americana Natalia Shakhova Shakhova. O estudo revela que o metano que é atualmente emitido no Ártico é já equivalente ao emitido por todos os outros oceanos do planeta. No total, falamos de 1,1 milhões de toneladas emitidas por ano, metade do total de emissões mundiais de metano. Mas o que é mais preocupante não é o valor atual, é o facto de segundo o estudo, existirem sinais que estamos à beira de um aumento explosivo das emissões de metano: os níveis de metano registados nas águas profundas do Ártico são oito vezes superiores aos das águas dos restantes oceanos e há até locais onde o nível é 250 vezes superior ao normal no Verão e 1400 no Inverno.

O metano é 30 vezes mais grave que o dióxido de carbono para o Aquecimento Global, mas a situação é agravada – afirma a investigadora – pelo facto de que a emissão de apenas 1% do metano armazenado no permafrost ir alterar a composição atmosférica quadruplicando o total de metano já presente hoje na atmosfera.

Fonte:

http://motherjones.com/blue-marble/2010/03/massive-methane-melt-siberia

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O biocarvão: uma promessa interessante para o problema das Alterações Climáticas

O biocarvão permite enterrar uma parte do carbono que, de outra forma, seria enviado para a atmosfera aquando da decomposição das plantas. Com efeito, todos os anos 120 biliões de toneladas de carbono atmosférico são absorvidos pela vegetação aquando do processo da fotosíntese, ou seja, seis vezes mais que o total das emissões do Homem… Metade deste carbono é emitido pela respiração das plantas, a outra metade fica na planta sob a forma de matéria orgânica e só é libertado na sua morte, pela via da sua decomposição.

A ideia por detrás do biocarvão consiste em pirolisar estes vegetais mortos e impedir assim o envio deste carbono para a atmosfera. O alvo primordial desta técnica são os restos agrícolas ou silvícolas que normalmente ficam abandonados no solo, decompondo-se e enviando CO2 para a atmosfera e que poderia ser recolhidos e enviados para fabricas de transformação, em cooperativas agrícolas e produzir assim carvão que depois seria usado na localidades em redor. Com efeito, os biocarvões e óleos assim produzidos poderiam ser uma interessante alternativa energética podendo substituir o consumo de combustíveis sólidos e assim, evitar também as emissões de CO2.

As fabricas de biocarvão seriam equipadas com sistemas de recuperação de gás metano e de óxido nitroso, ou seja, não se poderia usar o método convencional de produção de carvão. A pirólise contudo resolveria este problema e poderia até enriquecer os solos onde o processo decorresse. Estamos assim perante um método que se pode revestir de um papel crucial na resolução do problema vital que é o Aquecimento Global e que já deveria estar a merecer maior atenção por parte dos Estados…

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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Consumimos uma Terra e Meia

Embora o dogma económico dominante ainda não o saiba (ou não queira saber), a verdade é que consumimos demais. Segundo especialistas, Portugal, por exemplo, consome o equivalente aos recursos de quatro portugais.

Segundo um estudo publicado pelo “Global Footprint Network” (GFN) os seres humanos consomem o equivalente a 1,5 planetas num ano. A GFN tem como missão calcular a pegada ecológica de um conjunto de cerca de cem países e do conjunto da humanidade.

Este desequilíbrio entre o consumo e a produção não é novo. Existe desde os finais da década de 80 e traduz-se na prática num consumo de recursos a um nível mais elevado do que a natureza os consegue repor. A GFN estima que atualmente, o planeta precise de 18 meses para absorver o produto do nosso consumo anual. Este desequilíbrio é particularmente sensível na produção de CO2, no consumo de água, de pescas, florestas, etc.

De todos os países do globo, os Estados Unidos e os Emirados Árabes são os piores alunos, já que se todos os países tivessem o seu padrão de consumo, então não estaríamos a consumir uma Terra e meia, mas… Cinco!

A opção é simples: ou reduzimos o consumo – muito rapidamente – ou aumentamos a produção de recursos. Sem um caso ou outro (ou ambos) será impossível manter este padrão atual de consumo e de nível de vida. Como não há mais Terras disponíveis, a solução resta óbvia: reduzir o consumo. Há que substituir o paradigma do “crescimento contínuo”, possível na década de 50, mas assassino de massas na atualidade, pelo novo paradigma do “crescimento zero”: consumir para nutrir e substituir equipamentos e ferramentas avariadas. Desfocar as economias da produção de “coisas”, para a produção de “coisas” substitutas e para a oferta de bens essenciais, serviços culturais e imateriais. Quebrar o círculo vicioso de produtor-consumidor, para introduzir o critério ético na opção de compra de cada consumidor, além da “qualidade”, “durabilidade” ou do fátuo efeito prometido pelas campanhas de marketing.

Fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1433692&seccao=Biosfera

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A “Missão Solar” da Índia: a resposta indiana ao problema das Alterações Climáticas

Painéis Solares na Índia

Painéis Solares na Índia (http://www.greenpeace.org)

A Índia está empenhada num extenso programa para aumentar a produção de energia solar em apenas dez anos. Esta estratégia é o cerne da ação indiana contra as Alterações Climáticas e que nesse período de tempo deverá resultar na produção de 20 mil megawatts.

O grande problema desta estratégia indiana é que o custo de produção da energia solar é ainda muito alto, especialmente quando comparado com o da produção convencional e que, logo, tal estratégia tem que contemplar investigação científica e produção de novos materiais e técnicas.

A Índia tem além do mais, outro grande problema: metade da população indiana não tem acesso a energia elétrica e qualquer aumento da produção de energia “verde” será rapidamente absorvido. É assim compreensível que o governo indiano procure na energia solar formas de fornecer energia elétrica à sua população, de forma distribuída e local.

A Índia espera gastar até 19 biliões de dólares na sua “Missão Solar”, os quais serão investidos localmente em investigação e na fabricação dos painéis solares e que serão determinantes para que a Índia assuma a sua parte que lhe cabe no seu dever global para o problema das Alterações Climáticas.

Fonte:
http://www1.voanews.com/english/news/India-Boost-Solar-Power-Generation-11Jan10–81147317.html

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Biodiversidade: O outro grande problema da Terra, além das Alterações Climáticas

Tem-se falado muito (mas nunca demasiado) das Alterações Climáticas, mas existe um outro problema, ainda mais grave e de consequências potencialmente mais graves que tem passado ao lado dos meios de comunicação: a redução dramática da biodiversidade no globo.

Este é o “Ano Internacional da Biodiversidade”, mas o foco sobre o Aquecimento Global tem retirado atenção a este problema. E é pena porque o desaparecimento de habitats e a destruição de ecosistemas inteiros está a multiplicar a velocidade com que todos os anos desaparecem espécies inteiras, na maioria completamente desconhecidas pela ciência.

2010 será o Ano Internacional da Biodiversidade, que terá que ser bem mais do que uma data oca ou meramente mediática já que se estima que existam mais de 20 milhões de espécies no planeta, das quais apenas 1,9 estão catalogadas e 5 milhões de espécies irão desaparecer nos próximos 90 anos, muitas delas antes de terem sido sequer conhecidas…

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1461250

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Dos malefícios da aquacultura

Mais de metade dos peixes consumidos na Europa provêm da aquacultura. Poder-se-ía pensar que isso seria positivo para a preservação dos recursos naturais, mas a maior parte dos peixes assim criados são alimentados com farinhas e óleos fabricados a partir de outros peixes pescados em alto mar: sardinha e anchova, sobretudo. De facto, só em 2006, mais de 20 milhões de toneladas de pescado serviram para alimentar peixes em aquacultura. A proporção é extraordinária: 88% do consumo mundial de óleos de peixe e 68% de todas as farinhas de peixe têm como destino a aquacultura!

Uma solução poderia ser criar em aquacultura apenas espécies que consumam algas, não outros peixes. Mas atualmente, até essas espécies estão a ser alimentadas a farinha de peixe, numa proporção que se estima rondar o 1,5, isto é, por cada quilograma de peixe em aquacultura, são consumidos 1,5 quilogramas… Ou seja, ainda que o consumo de peixe seja apesar de tudo ética e ecologicamente mais correto porque não produz tanto sofrimento aos animais consumidos (libertando-os das agruras da agro-pecuária industrial) e ecológica (porque para criar um quilo de carne são precisas centenas de quilos de forragens, com emissões de metano e CO2), a verdade é que o consumo de peixe também está longe de ser completamente adequado. Especialmente o de aquacultura. Algo que temos que ter em conta da próxima vez que fizermos as nossas compras no supermercado…

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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Energia das Ondas: uma alternativa viável para Portugal, apesar do flop dos Pelamis?

Apesar do facto do projeto escocês de Energia das Ondas de Peniche ser um fiasco, com os sistemas instalados parados à meses devido a fragilidades estruturais dos mesmos, a Energia das Ondas é viável e potencialmente uma das mais promissoras fontes de energia para o país.

A questão está nem tanto em procurar um sistema muito diferente, mas recorrer ao mesmo sistema, mas com materiais mais resistentes. Essa é a opinião de Manuel Mota, da Universidade do Minho, líder do Centro de Investigação de Engenharia Biológica.

O problema está em que os dispositivos Pelamis não foram capazes de resistir à forte ondulação do Atlântico… Se este problema for corrigido, a produção de energia a partir das ondas pode regressar à costa portuguesa, especialmente adequada a esta energia pela regularidade da ondulação entre Peniche e Caminha, podendo ser uma fonte complementar à energia eólica e um essencial suporte para a caprichosa e imprevisível hidroelétrica.

Fonte:

http://aeiou.expresso.pt/energiaenergia-das-ondas-tem-futuro-em-portugal-desde-que-sejam-encontrados-materiais-resistentes-a-forca-do-mar=f558394
http://www.pelamiswave.com/

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A Martifer avalia os recursos renováveis de Timor-Leste

Martifer
(Martifer)

A empresa portuguesa Martifer está a avaliar o potencial de Timor-Leste no que respeita à exploração local de energias renováveis, devendo este trabalho terminar já em maio de 2010.

As conclusões do trabalho da Martifer serão entregues ao governo timorense, havendo já conclusões preliminares que apontam para explorações potenciais nas áreas das energias hidroeléctricas, eólica, geotérmica, fotovoltaica, biogás e biomassa.

Há contudo dúvidas legítimas quanto à viabilidade da exploração de algumas destas energias e logo, da qualidade deste levantamento da Martifer, já que não há em Timor grandes rios para abastecerem barragens, nem atividade vulcânica para aquecer a água da geotermia e a eólica é prejudicada pelas numerosas montanhas do país… Resta assim a fotovoltaica, que de facto deverá ser uma boa aposta, embora seja de todas estas opções aquela que exige um maior investimento inicial, algo que numa grande escala dificilmente poderá estar ao alcance do empobrecido país… Em suma, esperemos pelo relatório final da Martifer e que as suas conclusões sejam reveladas na totalidade, já que os dados preliminares são, no mínimo… Demasiado otimistas!

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/timor-leste-martifer-avalia-potencial-em-energias-renovaveis=f550442

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Os fornos solares da “Sun OK”: Uma empresa portuguesa

Em época de Alterações Climáticas e de escassez energética as soluções de “tecnologia intermédia” antevistas pelo economista alemão E. F. Schumacher na década de setenta começam finalmente a surgir como opção.

Uma destas soluções é o forno solar, desenvolvido por uma empresa portuguesa e que depois de um arranque comercial frio, está a começar a aquecer e a ser exportado em números significativos. O forno solar foi concebido em função das necessidades de países em vias de Desenvolvimento, onde o fornecimento de energia ou é escasso, ou irregular, mas a luz solar abundante e constante ao longo do ano.

O forno solar já terá vendido mais de mil unidades durante este ano e é o produto de um trabalho de investigação de Manuel Collares Pereira, no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) para uma rede ibero-americana. A ideia então era criar um forno que não gastasse combustível e que pudesse chegar rapidamente a campos de refugiados, poupando o abate e recolha de madeira nestes locais.

A empresa que iniciou a produção do forno solar era a SunCo, apoiada pela API Capital desde 2001. Em 2005, a empresa teve que encerrar, devido às baixas vendas, mas em 2008, a empresa seria recuperada em 2008 pela mão de Nuno de Oliveira Martins. O clima económico e mental era propício a tal ressurgimento, com um incremento das preocupações com as Alterações Climáticas.

A nova empresa recebeu o nome de “Sun OK” e estava agora refocada para o mercado do lazer, apontando baterias para os mercados dos países desenvolvidos, isto é, para clientes que têm moradias com jardim, onde o forno pode ser instalado e usado na sua máxima eficiência.

Além de económico e ecológico, o forno permite a cozinhar a temperaturas baixas e homogéneas, sem queimar os alimentos, o que produz alimentos com sabores de elevada qualidade (na opinião dos especialistas). O forno é, contudo, lento. Isto é, demora a cozinhar pelo menos o dobro do tempo de um forno normal, mas quem puder esperar, recolhendo a poupança energética e a devida redução da fatura de carbono.

O mercado dos países em vias de desenvolvimento não está esquecido e a “Sun OK” já tem parcerias firmadas com a empresas da África do Sul, de Angola, Guiné Conakri, Senegal e do Quénia, países onde será comercializada uma versão simplificada e mais económica do forno solar.

O forno solar da “Sun OK” custa 199 euros, mas das mais de mil unidades vendidas, apenas cem o foram em Portugal, isto apesar de uma redução em 30% do IVA aplicável ao aparelho, isto indica uma diminuta capacidade para divulgar a proposta em Portugal, um apoio governamental insuficiente (por exemplo comprando e ofertando fornos solares a países da CPLP) e uma inadequada preocupação ambiental por parte de muitos portugueses abastados, com vivendas ajardinadas e que ainda não se equiparam com este forno ou com outro de caraterísticas semelhantes.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/forno-solar-portugues-aposta-na-exportacao=f550262

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Portugal foi o segundo país na percentagem de energia de origem eólica consumida em 2009

Já o escrevi por aqui várias vezes: discordo em muito das políticas dos governos de Sócrates, mas se há área onde considero que está a ser feito um bom trabalho é na área energética. Sinal deste sucesso é um estudo da REN segundo o qual a percentagem de energia de origem eólica consumida em Portugal coloca o país no segundo lugar, em termos mundiais. Atualmente, apenas a Dinamarca está acima de Portugal, nesta escala e Espanha, foi ultrapassada por nós, em 2009.

O ano de 2009 foi aliás um ano notável para Portugal no que respeita ao consumo de eletricidade. Desde logo porque as importações desceram para menos de metade de 2008 e depois porque o total da produção eólica quase se equiparou à das centrais de Sines e de Tapada do Outeiro. Paralelamente, a hidroeletricidade também cresceu significativamente com um aumento de quase 25% e até na fotovoltaica, onde a produção subiu 315%.

Em finais de 2010, Portugal comprometeu-se a ter 45% de energia de fontes renováveis, algo que pode ser alcançado se tivermos em conta os 35,9% de 2009. Assim se mantenha o consumo estável e sejam licenciados todos os projetos eólicos que esperam agora por licenciamento. Uma aposta essencial para libertar Portugal da crónica dependência do petróleo e para cumprir as metas de Quioto.

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1416469

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O Ciclo Solar engasgou

(Manchas Solares em http://www.ciencia-cultura.com)

As Manchas Solares são regiões mais escuras do Astro Rei que podem ser tão grandes que caberiam nelas dez planeta Terra. As Manchas Solares são a expressão mais visível do magnetismo solar e no dito “máximo solar” ou seja no pico de atividade magnética do Sol desencadeiam na superfície do Sol tempestades com protuberâncias com velocidades superiores a 100 km por segundo. Após esta época de turbulência, o Sol entra num período de tranquilidade. Ora, depois da sua última época calma, a superfície do Sol continua calma. O primeiro ciclo solar registado pelo Homem data de 1761, mas é possível seguindo fontes mais antigas, recuar até pelo menos 1610.

O problema é que o ciclo atual não deu ainda ares da sua graça. Supostamente, o ciclo devia ter começado em começos de 2008, mas tal de facto, ainda não aconteceu. Alguns astrónomos vieram depois dizer que o novo ciclo solar iria afinal começar em 2009. Mas parecem ter também falhado… De facto, o ciclo já começou em janeiro de 2008 como indicam as observações da inversão da polaridade do campo magnético das raras regiões ativas que hoje existem no Sol.

O satélite europeu Ulysses mediu uma queda superior a 20% da pressão do vento solar desde os anos 90, uma diminuição de 0,02% da radiação solar desde 1996. Não nos preocupemos, contudo, excessivamente: o Sol continua a ser uma estrela muito estável, especialmente se comparada com outras. E vai continuar a ser estável durante mais 4 ou 5 biliões de anos. Mas o ciclo de inversão de polaridade do campo solar de onze anos que consiste no transporte progressivo de gás magnetizado do equador para os polos está agora a acontecer com uma intensidade anormalmente baixa, isso é certo, e a ter um inesperado (e positivo) no Aquecimento Global, dando à Humanidade um bónus inesperado que esta tem que aproveitar. O trabalho de dois cientistas norte-americanos: Mattew Penn e William Livingstone indica que se a tendência atual de queda de temperatura das manchas solares continuar, já em 2015, todas as manchas poderão ter desaparecido definitivamente do Astro Rei e as próximas gerações não as verão mais.

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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A CaetanoBus está a desenvolver um autocarro elétrico

A empresa portuguesa CaetanoBus, do conhecido grupo Salvador Caetano está a desenvolver um autocarro elétrico, num projeto estimado em 4 milhões de euros e que terá os seus primeiros dois protótipos prontos ainda antes de setembro de 2010. Um será testado em Portugal e o outro na Alemanha.

O veículo é a resposta da empresa à rede de abastecimento para carros elétricos prometida pelo governo e deverão chegar ao mercado ainda no começo de 2011, sendo fabricados na fábrica da CaetanoBus, em Gaia.

Fontes:
http://aeiou.expresso.pt/automovel-salvador-caetano-lanca-autocarro-completamente-electrico=f555698

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1416096

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Sobre a “Revolução Verde” que urge realizar na Economia Portuguesa

É vital que Portugal continue a apostar na área das energias renováveis. Neste campo, o governo PS, tem feito um bom trabalho, e o país precisa que faça ainda melhor, tal é a dimensão do nosso crónico défice comercial e energético. Isto mesmo sublinha um estudo conjunto da Deloitte e da Associação Portuguesa de Energias Renováveis que estima uma poupança acumulada entre 2005 e 2015 da ordem dos 13 mil milhões de euros, ou seja, quase o custo da construção do TGV.

O estudo avalia em 4 mil milhões de euros o peso do setor das energias renováveis em Portugal, já em 2015, ou seja, 2,4% do PIB e perto de 70 mil postos de trabalho, o que indica que estamos perante uma áreas com maior capacidade de crescimento a curto prazo em Portugal e uma aposta que deve ser assumida não somente pelo Governo, mas por toda a sociedade de forma transversal, com uma aposta dos privados e das empresas neste tipo de tecnologias verdes e em equipamentos fabricados no nosso país, já que esta “revolução verde” necessária para reduzir as nossas emissões de CO2 e a dependência energética pode além disso contribuir para recriar uma industria nacional dissipada pela globalização ou… Servir apenas para enriquecer mais uns quantos milionários chineses. A escolha é de todos nós, pela via da utilização do nosso poder de opção “moral” quando comprarmos estes equipamentos.

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1412455

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Incentivos fiscais à compra de carros elétricos

O Governo aprovou uma série de incentivos fiscais, a aplicar até 2012 que incentivem a compra por parte de privados e empresas de veículos elétricos.

Uma das medidas fiscais será a isenção do imposto sobre veículos e do imposto único sobre circulação. Para além destas isenções, haverá ainda um subsídio de 5 mil euros para os primeiros 5 mil veículos vendidos até finais de 2012. Valor que será somado a 1500 euros caso seja entregue um veículo para abate.

Estes incentivos, juntamente com a ativação da primeira rede europeia de abastecimento elétrico, a Mobi-E, já em meados de 2010 e a aposta na energia hídrica e eólica irão permitir reduzir significativamente as emissões de CO2 de Portugal (os automóveis emitem 20% do total) e também a redução do nosso crónico défice energético.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/governo-aprova-incentivos-financeiros-e-fiscais-para-aquisicao-de-carros-electricos=f551026

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A partir de 2010, a CP vai permitir comprar e validar bilhetes e passes por… telemóvel

A maioria das pessoas não se apercebem, mas transportam consigo, a cada momento, computadores pessoais com desempenhos e capacidades bem superiores a todos os sistemas informáticos de que o programa lunar Apollo dependia… Os nossos telemóveis. Assim, é de certa forma incompreensível porque é que este recurso não tem sido mais utilizado pelas empresas que nos prestam serviços. A CP, contudo, está disposta a dar um novo uso aos nossos telemóveis e já a partir do próximo ano (2010) será possível comprar bilhetes utilizando um telemóvel. Numa fase seguinte, a empresa irá permitir a utilização dos telemóveis não somente para comprar bilhetes, mas também para que estes possam substituir completamente os atuais bilhetes magnéticos (“Lisboa Viva” e “Viva Viagem“) de forma a que os telemóveis possam ser utilizados para abrir as portas de acesso e validar os trajetos dos viajantes. Assim, a empresa continua na senda de reduzir a impressão e distribuição de bilhetes em papel, e até em bilhetes magnéticos reutilizáveis, com apreciável redução da sua pegada de carbono e dos custos operacionais. Ao avançar neste campo já em 2010, a CP torna-se líder europeu nesta área, sendo já atualmente os únicos que permitem a validação de bilhetes comprados pela Internet por SMS. O sistema ainda tem uso limitado, sendo possível a sua utilização apenas para viagens de longo curso (Alfa e Intercidades).

O processo de “virtualização da bilhética” será feito a partir de uma nova plataforma informática, a “Mobi” que vai possibilitar o acesso, por parte dos utentes da CP a toda a informação que atualmente a empresa de transportes ferroviários disponibiliza na Internet: horários, preços e durações das viagens para além de acesso direto ao “call center” da empresa. Numa fase posterior, a empresa vai permitir a compra de passes mensais pela Internet, por pagamento de Visa, disponibilizando descontos a quem optar por esta forma de pagamento das suas assinaturas mensais.

O comboio é uma das alternativas que estão hoje à disposição das sociedades modernas para reduzirem a sua pegada de carbono e contribuírem para o problema catastrófico que representam as Alterações Climáticas. É claro que não basta consumir energia elétrica, para se ecológico… pelo contrário, se a fonte deste for (como é nos EUA e na China), o carvão, uma das fontes de CO2 mais danosas conhecidas, mas se for Nuclear, Solar, Eólica ou Hídrica é ecológica (no caso do Nuclear, isso é mais polémico), e logo, o aumento da utilização dos transportes ferroviários pode traduzir-se por uma redução da Pegada de Carbono e da dependência das importações de combustíveis sólidos muito assinalável.

Fonte:

http://aeiou.expresso.pt/telemoveis-substituem-bilhetes-da-cp=f551637

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A Mobi-E, a empresa responsável pela rede de abastecimento de energia dos carros elétricos estará a funcionar até março de 2010

A empresa portuguesa Rede Energética Nacional (REN) será a maior acionista da Mobi-E, a empresa que irá gerir a rede de abastecimento de energia dos carros elétricos que começarão a ser colocados no mercado português já em 2010.

A Mobi-E estará constituída até finais de março de 2010 e quando estiver em funcionamento permitirá finalmente que os veículos elétricos – ecológicos e que nos libertam das importações de petróleo – possam ser efetivamente usados em Portugal, já que até ao momento estamos perante uma clássica situação “Catch 22” em que não há carros elétricos porque não há rede de abastecimento e… Não há rede de abastecimento, porque não há carros elétricos! Agora, a Mobi-E pode finalmente quebrar este círculo vicioso…

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/carros-electricos-ren-tera-maioria-do-capital-da-sociedade-gestora-de-abastecimento-de-energia=f551031

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Os sulfitos oceânicos: uma riqueza oculta sob os oceanos e… uma possível fonte de riqueza para Portugal

Os grandes fundos oceânicos – que ocupam dois terços da superfície do globo – são ainda hoje menos conhecidos que a superfície da Lua. Atualmente, não há mais do que pouco mais de dez engenhos capazes de explorar de perto esta imensa extensão. Mas é aqui que residem algumas das maiores riquezas minerais do planeta.

Atualmente, a De Beers, o maior produtor mundial de diamantes já recolhe metade da sua produção anual de explorações offshore, a mais de 200 metros de profundidade e ao largos das costas da África do Sul. E por outro lado, é já hoje relativamente comum extrair petróleo e gás natural a mais de 1500 metros de profundidade. Mas trazer para a superfície materiais sólidos a partir de tais (ou maiores) profundidades continua a ser extremamente difícil.

Os materiais mais interessantes são os sulfitos oceânicos, minerais que resultam da combinação do enxofre com dezenas de minerais. A fonte dos sulfitos é aquilo que se chamam de “fumarolas” que expelem um fluido de elevada acidez a altas temperaturas contendo numerosos minerais, recolhidos quando os fluidos atravessam as rochas vulcânicas e sedimentares do fundo do oceano e do manto terrestre. Quando este fluido alcança as frias águas do fundo do oceano, isso leva ao depósito desses minerais formando chaminés podem alcançar os 40 metros e pouco depois de atingirem esta altura, desmoronam-se e formam montes de escombros que, algum tempo depois, são penetrados por novas chaminés em formação. Estes montes podem alcançar centenas de metros de diâmetro e dezenas de metros de altura compostos de concentrações muito elevadas de minerais, a taxas impossíveis de encontrar noutros locais. A título de exemplo, as melhores minas de cobre do Chile têm concentrações de 0,5%, enquanto que nestes montes submersos, podem existir concentrações de mais de 10%… E há indícios de que são comuns as concentrações de 20% de zinco, 25% de ferro, etc… Atualmente conhecem-se quase três centenas destes locais, mas trata-se apenas da ponta do icebergue, havendo certamente milhares ou dezenas de milhar esperando serem descobertas.

Solwara 1 será o primeiro local de mineração de sulfitos. Trata-se de um projeto da empresa canadiana Nautilus Minerals e estender-se-á por uma área com mais de 11 hectares numa zona muito rica em cobre e ouro situada ao lado das águas territoriais da Papua-Nova Guiné e a uns impressionantes 1700 metros de profundidade. A instalação deverá entrar já em atividade em 2011.

A inauguração da Solwara 1 vai também recordar as preocupações sobre o impacto ecológico deste tipo de explorações mineiras marítimas. Estas preocupações são plenamente justificáveis porque se acredita que estas fumarolas podem ter sido o berço da vida na Terra. A maioria das criaturas que aqui existem desde aos vermes gigantes aos moluscos e caranguejos mais ou menos exóticos. Todos são muito mal conhecidos e há ainda muitas espécies por identificar. Um tal património natural e genético não pode ser perdido… É assim imperativo criar um sistema internacional de monitorização destes fundos e que garanta (como promete a empresa canadiana) que toda a água recolhida do fundo do oceano é aqui reintroduzida, de forma a evitar a perturbação da coluna de água. No caso da Solwara 1, a empresa garante que dos dois montes submarinos apenas um será explorado de cada vez.

Estamos assim à beira de uma nova época de exploração dos recursos oceânicos. Esperemos que se tenha aprendido com a ruinosa exploração mineira dos últimos séculos… Neste sentido é absolutamente crucial estabelecer instituições internacionais – ligadas à ONU – que vigiem e tenham poder para forçar as empresas a cumprir regras que – de facto – ainda não estão estabelecidas e que a comunidade científica tem que elaborar. Esta questão é especialmente importante, porque vamos a tempo de definir esta grelha legal, necessariamente internacional e consensual entre agentes e interesses ambientais.

A questão dos sulfitos e da exploração dos mesmos diz muito a Portugal. Algumas das fumarolas já conhecidas situam-se ao largo dos Açores e são apenas uma pequena parcela de um total que deverá existir na nossa extensa Zona Económica Exclusiva. Trata-se de um recurso essencial para o país, a prazo, porque o esgotamento de alguns dos minerais no mundo, nas minas convencionais se prevê para daqui a menos de 50 anos (caso do ferro) e estes recursos marinhos – se bem explorados – podem revelar preciosos para um país que nunca foi conhecido pela riqueza dos mesmos… Assim os saibamos aproveitar sem dar a parte de leão a corporações estrangeiras!

Fonte:
Science & Vie, outubro de 2009

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O regresso do Trabant (Trabant nT) agora… elétrico

Lembram-se do velho (e obsoleto) Trabant, o veículo emblemático da antiga República Democrática Alemã (RDA)? Bem, ele está de volta, com roupagem idêntica, mas radicalmente diferente lá dentro… O novo Trabant tem agora um motor totalmente elétrico e foi alvo de especial atenção no último Salão Automóvel de Frankfurt.

O Trabant nT, ou newTrabi, tem agora um motor de 47 kW e é capaz de alcançar uma velocidade máxima de 130 km/h. Este motor é alimentado por uma bateria de iões de lítio capaz de carregar na totalidade em menos de oito horas e que oferece ao Trabant nT um total de 160 km de autonomia. O veículo – fabricado pela Herpa – deverá estar à venda antes do final de 2012.

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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O Renault Kangoo elétrico prepara-se ser comercializado em Portugal

O Kangoo elétrico em cmsimg.detnews.com

A versão elétrica do Renault Kangoo já percorreu os primeiros quilómetros de estrada portuguesa. O veículo estará à venda entre nós a partir de finais de 2010 a um preço idêntico ao da versão diesel.

A Renault após o Kangoo elétrico irá lançar o Fluance, e após este o Twizy e o Zoe, sendo os dois últimos veículos concebidos para serem elétricos de raiz, o que não acontece nem com o Kangoo, nem com o Fluance.

O grande problema dos carros elétricos – a lenta recarga das baterias – será resolvido neste lançamento através de um serviço de aluguer de baterias, que estarão disponíveis em vários locais do país, de forma a obviar à ainda limitada autonomia do veículo, de apenas 200 km. O veículo carrega também as suas baterias na totalidade se estiver ligado a uma tomada convencional durante oito horas, ou ainda num modo de “carregamento rápido” onde as baterias são carregadas em apenas 20 minutos, mas exigindo uma instalação especial (trifásica de 22 amperes).

A Renault estima que em termos de custos de utilização, o Kangoo elétrico será 30% mais económico que a versão diesel. Mas o veículo não é fabricado em Portugal, nem conta com tecnologia nacional, algo que devia estar nas contrapartidas para a importação destes veículos, mas não está porque a União Europeia Não permitiria tal… Resta assim apenas lamentar que os nossos gestores e investidores estejam mais ocupados a construir supermercados, centros comerciais e Bancos do que a inaugurar fábricas de veículos elétricos e baterias, duas peças centrais para os anos vindouros e para libertarem Portugal da dependência crónica dos combustíveis fósseis e de balanças comerciais desequilibradas.

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410939&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader

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O Petróleo regressa à agenda… e com ele, o Pico Petrolífero

É isso… Já nos tínhamos esquecido, mas por muito que se atire para debaixo do tapete o problema do Pico Petrolífero insiste em regressar. Apesar da redução de consumo mundial, provocada pela Recessão, é cada vez mais evidente que o pico da produção já foi ultrapassado e que se avizinha um declínio acentuado da produção e, como ela, um agravamento brutal dos preços dos derivados do petróleo.

O jornal britânico The Guardian publicou recentemente um artigo em que se admite que o fim das reservas pode estar mais próximo que se admite publicamente e onde também se afirma que rapidamente se assistirá a um declínio brutal da produção. O artigo do The Guardian alega que a “Agência Internacional de Energia” (AIE) tem omitido a verdadeira situação das reservas mundiais e que a agência tem realizado uma sobreavaliação das reservas petrolíferas mundiais.
Esta sobreavaliação da AIE foi intencional – e isso é o mais grave – já que foi motivado pelo receio do pânico nos sempre instáveis e caprichosos mercados financeiros e o receio que anunciar da verdadeira gravidade da situação levasse os produtores a fecharem as portas às empresas petrolíferas ocidentais.

O The Guardian revela ter tido acesso a uma fonte oficiosa da AIE que lhe terá confidencializado que o pico da produção teria sido alcançado em 2009, enquanto oficialmente este número deveria ser alcançado apenas em 2030. Ora ainda num dos últimos relatórios da AIE se escrevia que era possível aumentar nos próximos anos a produção de petróleo!

A fonte do The Guardian revela que estes relatórios falsos da AIE são “soprados” a partir dos EUA, que indicaram aos relatores da agência para exagerarem nas suas descobertas estimadas de novos poços. O objetivo seria não aumentar o pânico dos mercados e dar uma falsa tranquilidade que permitisse alavancar uma recuperação económica que apesar de tudo (ou talvez por tudo, antes…) parece ainda demasiado débil e insegura para vingar. Estes relatórios exprimem também a urgência de aproveitar o momento de grave crise económica atual, para reformar a Economia e abandonarmos o petróleo – além do mais fonte privilegiada de emissões de CO2 – a favor de outras fontes de energia renováveis e mais ecológicas.

Se a notícia do The Guardian se confirmar – como acreditamos – estaremos à beira de uma subida sustentada e dramática dos preços do barril de petróleo nos próximos anos, em que os duzentos dólares anunciados por Chávez em 2008, não tardarão a chegar… Esperemos assim que as economias prossigam – e inclusivamente acelerem – o rumo para as energias renováveis e para a redução da “pegada de carbono”, isto porque essa outra crise esquecida chamada “alterações climáticas” também está longe de ser resolvida…

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1416071

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Surgem preocupações de segurança com os reatores nucleares de 3ª geração EPR…

Esquema de um reator EPR em (http://www.euronuclear.org)

Como saberão, sou um adepto moderado da energia nuclear civil. Assim, sigo com relativa atenção todas as noticias que dizem respeito à última geração de reatores, por isso a notícia que afirma que as autoridades de segurança nuclear britânicas, francesas e finlandesas estavam a colocar em causa a segurança do novo reator de terceira geração que está a ser construído em França e na Finlândia são muito preocupantes.

O novo reator é um produto da Areva, uma das maiores empresas mundiais do ramo, e é conhecido pela sigla EPR que significa “reator europeu pressurizado” e os governos destes três países pediram à Areva que “melhore a concepção inicial” do sistema.

As dúvidas residem precisamente no importante sistema de segurança do reator, a ativar em caso de acidente grave. Em abril, uma inspecção de uma entidade governamental britânica tinha expresso dúvidas sobre o sistema, acusando-o de estar demasiado “ligado” ao reator, quando devia ser completamente independente deste, isto aumentaria as hipóteses de ambos colapsarem em simultâneo resultando num acidente de proporções catastróficas.

A Areva respondeu reafirmando a segurança do EPR, mas não negou que pretendia melhorar o reator, admitindo assim de forma implícita a justeza das críticas. Mas não se vê como poderá haver uma tão radical restruturação do projeto tão em cima da entrada em funcionamento do primeiro EPR. Em França, já em 2012… O que pode significar que… Este primeiro EPR não vai contemplar essas alterações, para mal dos franceses e de todos os países vizinhos, Portugal incluído!

Estas notícias são um sério revés para a opção nuclear como alternativa viável às convencionais formas de eletrogeração, como o carvão, o fuel-óleo ou o gás natural, e foi a proposta que Patrick Monteiro de Barros apresentou no passado recente para Portugal… E que tendo em conta que a Energia Nuclear se posiciona cada vez mais como uma resposta ao Aquecimento Global, se reveste de grande importância.

O primeiro EPR está em construção, na Finlândia, pelo que pode ser já tarde para alterar radicalmente a sua concepção, o que confirma os nossos receios de que nada de substancial será alterado e que, logo, esta fragilidade latente irá persistir. Outro problema que o EPR está a revelar é o custo… Inicialmente previsto para custar 3300 milhões de euros, agora já ronda os 5000… A este custo, a amortização será longa e esse factor é mais contra a opção nuclear… Pelo menos aquela que contempla este reator de 3a geração da Areva.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/reactor-nuclear-europeu-com-problemas-de-seguranca=f545372

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