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A Alemanha vai vender dois submarinos Tipo 209 ao Egito

Submarino Tipo 209 (http://www.militarypower.com.br)

Submarino Tipo 209 (http://www.militarypower.com.br)

A Alemanha prepara-se para vender ao Egito dois submarinos de última geração. A venda está já a fazer subir os israelitas pelas paredes acima, especialmente agora que o poder no Cairo parece ter caído nas mãos dos islamitas radicais da Irmandade Muçulmana…

Os submarinos em questão são dois Tipo 209 de propulsão diesel-elétrica fabricados pelos estaleiros HDW de Kiel.

A confirmar-se, a venda seria particularmente estranha, já que o novo presidente egípcio, Mohammed Morsi declarou querer rever o tratado de paz com Israel assinado em 1979 e que a aquisição destes dois submarinos iria alterar o equilíbrio regional de forças… é certo que Israel opera hoje três submarinos 209 e que outros três deverão ser recebidos até 2017, mas dois navios dessa classe avançada, iriam criar uma ameaça ao predomínio naval israelita no Mediterrâneo oriental. A estes dois modernos submarinos o Egito adicionaria ainda quatro submarinos de origem chinesa, derivados da classe Romeo soviética e que sendo da década de 1970 têm hoje um reduzido valor militar.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Egypt_subs_deal_boosts_German_arms_sales_999.html

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O sistema democrático português está bloqueado

Sejamos claros: o sistema democrático português está bloqueado. Os partidos políticos com assento parlamentar partilham entre si o poder (num podre rotativismo “democrático”) e servem mais lobbies, grupos de interesses financeiros e norte-europeus que os cidadãos. A separação entre Eleitos e Eleitores é maior do que nunca, multiplicando-se os casos de “disciplina parlamentar” e de ameaças do Sistema contra deputados que queiram exercer o seu Dever de Consciência.

Em tal clima, o descrédito dos políticos é maior do que nunca. O espaço para populismos vãos ou oportunistas, para um (ainda) mais total sequestro da democracia pelos grupos financeiros ainda maior. O sistema mediático (dependente dos Grandes Interesses e do Bipartido PS/PSD) impede a aparição ou desenvolvimento de qualquer verdadeira alternativa e a Europa aparece cada vez mais como um “Protetor” ou “Império” que um parceiro equitativo e solida.

Uma forma de quebrar este sequestro da democracia pelo partidocracia do bipartido poderia ser – para além do desenvolvimento de movimentos cívicos e políticos – recorrer a algumas das figuras que são (ainda) prestigiadas e respeitadas pelos portugueses: os militares.

Isso mesmo indica uma sondagem recente em que um terço dos inquiridos defendeu a intervenção dos militares. A questão ia mais numa direção de “golpe militar” do que a uma intervenção mais ativa (e pacífica) dos militares na vida política. Curiosamente, são aqueles que já cresceram depois da Revolução de Abril que menos recusam a intervenção militar… os que se lembram do “Verão Quente” estão ainda maioritariamente contra a mesma. Ainda. Mas estarão ainda em 2013 com o maior aumento de impostos da História da Democracia e um inevitável derrapar da execução de um orçamento irrealista e tecnicamente muito mau?

Não se fique contudo aqui com a ideia de que defendemos um golpe militar ou a tomada do Poder pela caserna. Defendemos tão somente que uma das vias de regeneração de um sistema político político encravado pode ser – a par da erupção de novos agentes políticos e da desaparição dos atuais – a presença de militares, mais precisamente de altas patentes na reserva em partidos políticos, candidaturas independentes e, sobretudo, presidenciais, como forma de devolver alguma credibilidade, responsabilidade e eficiência à política e de assim darem o seu contributo para a regeneração da política em Portugal, para estimularem o regresso dos cidadãos a uma vida cívica e política ativa e a saída de Portugal para fora deste abismo onde décadas de governação irresponsável, culposa ou incompetente dos “grandes” partidos o deixaram.

Fonte:
http://www.noticiasaominuto.com/pais/23681/um-ter%C3%A7o-dos-portugueses-defende-interven%C3%A7%C3%A3o-dos-militares#.ULPmROCnX3x

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A China está a desenvolver uma nova classe de Contra-torpedeiros lança-mísseis

A China está a desenvolver uma nova classe de Contra-torpedeiros lança-mísseis. Estes navios estarão equipados com dois lançadores verticais de 32 unidades de mísseis anti-aéreos HQ-9B, além de outros mísseis anti-navio e anti-submarino, como o DF-41 com um alcance máximo de 14 mil Kms.

O novo tipo de navio pretende ser equivalente em capacidade e caraterísticas aos conhecidos cruzadores “Aegis” da US Navy e terá mais de 160 metros de comprimento recebendo a designação “Tipo 052C”. Os contra-torpedeiros Tipo 052C terão um radar Tipo 346 Active Phased Array e um radar Tipo 518 de longo alcance.

Um navio deste tipo, construido em grandes números representara uma importante adição à capacidade chinesa de projeção de poder a grandes distancias e juntamente com a frota de porta-aviões que Pequim está também a planear para as próximas décadas tornarão a China numa potencia naval capaz de rivalizar com qualquer das grandes potencias navais da atualidade.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/china-developing-new-class-of-guided-missile-destroyer-44394/

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O novo bombardeiro russo PAK-DA não será hipersónico, como se acreditava previamente

A Rússia está a trabalhar no projeto de futuro bombardeiro PAK-DA. O aparelho não será hipersónico segundo declarações recentes do Tenente-Gemeral Anatoly Zhikharev o que contraria algumas informações anteriores nesse sentido.

O primeiro protótipo do PAK-DA deverá voar até 2020 e será assim um aparelho supersónico, sem as tecnologias ramjet ou scramjet que um avião hipersónico exigiria.

Este projeto decorre de uma ordem do presidente russo Vladimir Putin de junho de 2011 para o desenvolvimento de um novo bombardeiro de longo alcance que não deverá substituir a envelhecida frota de aparelhos Tu-95MS e Tu-160 mas antes complementa-la, ficando assim no ar a possibilidade de a Rússia vir a desenvolver um segundo tipo de bombardeiro supersónico, capaz de transportar misseis de cruzeiro, mas de mais baixo custo e de médio alcance.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/new-russian-bomber-will-not-be-hypersonic-45484/

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O Brasil vai começar a receber veículos blindados VBTP MR “Guarani”

O exército brasileiro e a Iveco acordaram na compra de 86 VBTP MR veículos blindados de rodas “Guarani”.

Estes 86 veículos serão os primeiros de uma aquisição que chegará às 2044 unidades a serem construidas e entregues ao exército brasileiro a um ritmo de cem unidades por ano.

Simultaneamente, irão ser também adquiridos 4170 camiões e 30 lançadores de mísseis Astros 2020.

O Guarani é o resultado de um desenvolvimento conjunto do exército brasileiro e da Iveco que haveria de resultar num veículo anfíbio blindado de seis rodas capaz de realizar um amplo leque de missões, desde reconhecimento armado, transporte a até suporte de fogo. O Guarani vai substituir os numerosos Urutu e Cascavel da década de 1970 e tem já pelo menos um cliente internacional: a Argentina.

E agora pergunto eu: não seria bom se em vez da Iveco o Brasil tivesse desenvolvido uma variante local do Pandur e que Portugal e Brasil tivessem uma central de compras única, capacitando produção local, desenvolvimento conjunto e aumentando assim a capacidade negocial junto do fabricante?…

Fonte:
http:/www.defpro.com/news/details/38303/

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O Shenyang J-31: um dos novos aviões furtivos chineses

Chegaram à Internet chinesa (muito censurada, logo, com aval governamental) várias imagens do mais recente avião furtivo chinês, o J-31. Os primeiros relatos da existência deste aparelho chegaram em começos de outubro. Mas só em meados de novembro é que o aparelho (construido pela Shenyang) terá realizado o seu primeiro voo de teste.

As fotografias revelam um avião muito menor que o outro avião furtivo em fase de desenvolvimento, o J-20, pelo que poderá ser usado a partir de porta-aviões ou como um intercetor puro (enquanto o J-20 seria mais polivalente). De facto, o J-31 parece muito mais inspirado no F-22 ou no F-35 do que o J-20.

Fonte:
http://defensetech.org/2012/11/01/china-flies-newest-stealth-fighter/#ixzz2BFfGglU1

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A USAF cancelou os fundos para o desenvolvimento do “Reusable Booster System” (RBS)

Reusable Booster System (RBS) (http://www.parabolicarc.com)

Reusable Booster System (RBS) (http://www.parabolicarc.com)

A Força Aérea dos EUA (USAF) cancelou os fundos para o desenvolvimento do “Reusable Booster System” (RBS), que deveria vir a substituir os atuais lançadores da USAF. O cancelamento decorre de recentes reduções orcamentais.

Vários contratos de desenvolvimento tinham sido assinados com empresas aeroespaciais (Boeing, Lockheed Martin e Andrews Space Systems) para criarem sistemas para o RBS e para que a vencedora criasse um demonstrador à escala do engenho.

O RBS deveria ser um lançador de satélites reutilizável, de descolagem vertical e aterragem horizontal por asas no primeiro estágio, mas tendo o segundo dispensável. O foguetão deveria usar o máximo possível de componentes dos foguetões Delta IV e Atlas V, devendo ser capaz de operar com apenas metade dos seus custos.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/news/articles/us-air-force-cancels-reusable-booster-system-377869/

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Portugal pode vir a vender oito aviões F-16 à Bulgária

MiG 21 búlgaros (http://www.aereo.jor.br)

MiG 21 búlgaros (http://www.aereo.jor.br)

A Bulgária está à procura de adquirir oito ou nove aviões de combate para incorporarem a sua força aérea a partir de 2014. O negócio deve ficar em torno dos 309 milhões de euros.

Atualmente, decorrem consultas a vários países europeus que possuem aviões excedentários e que poderão vende-los à Bulgária: Holanda, Alemanha, Bélgica, Noruega, Itália e… Portugal que tem aviões F-16 do padrão MLU disponíveis para venda.

Razões de ordem financeira fazem com que a Bulgária não equacione a aquisição de aviões novos, como o Typhoon ou o Rafale.

Fonte:
http://www.spacemart.com/reports/Bulgaria_plans_to_acquire_new_fighter_jets_in_2014_999.html

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O primeiro Rafale F3 dispara com sucesso mísseis Meteor

Em outubro de 2012, foi entregue o primeiro Rafale de produção equipado com o primeiro radar AESA RBE2 e foi lançado pelo aparelho francês o primeiro míssil Ar-Ar Meteor. O aparelho é o Rafale B301 e no começo de outubro realizou dois lançamentos do Meteor.

Em finais de 2010, o governo francês encomendou duas centenas de Meteor, pouco depois um contrato de integração do míssil no Rafale era assinado, permitindo assim que o aparelho seja agora capaz de atingir alvos a muito longas distâncias. O míssil, fabricado pela MBDA, tem uma propulsão ramjet e juntamente com o MICA (de curtas distâncias) serão os dentes do Rafale F3, cujo primeiro modelo de produção foi entregue nos começos do mês de outubro. O Rafale consolida-se assim como um aparelho de combate cada vez mais capaz e com provas de fogo real já amplamente prestadas no cenário afegão e líbio.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/aesa-radar-meteor-missile-firings-advance-rafale-fighter-45152/

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O governo português cancelou o remanescente do contrato Pandur II

O governo português cancelou o remanescente do contrato Pandur II, requerendo um reembolso de 55 milhões de euros. O exército português vai assim ficar com as 166 Pandur já entregues, terminando com as modificações em curso em 47 desses veículos, tendo pago por todos estes veículos cerca de 233 milhões de euros.

A decisão de Aguiar Branco vai implicar o cancelamento das últimas 74 Pandur e que a Marinha não irá receber nenhuma das viaturas anfíbias (vinte) que deveria receber. Não é claro como será substituída esta encomenda, nem se serão adquiridas viaturas em primeira ou segunda mão, ou mesmo veículos mais ligeiros.

A decisão de cancelamento deste contrato segue na linha de declarações feitas em agosto onde o governo tinha já alertado o fabricante para a existência de condições que justificavam o seu cancelamento.

Os primeiros veículos foram entregues em 2008, mas houve vários problemas com a qualidade dos Pandur entregues e decorrentes atrasos.

O contrato inicial, assinado em 2005, previa a entrega de 260 Pandur em troca do pagamento de 365 milhões de euros, incluindo um componente de fabricação local.

Fonte:

http://www.defenseindustrydaily.com/general-dynamics-closes-482m-contract-with-portugal-070/

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A República Checa vai vender ao Iraque 24 aviões Aero L-129

Aero L-129 (http://en.valka.cz)

Aero L-129 (http://en.valka.cz)

O Iraque vai comprar à República Checa aviões avançados de treino e ataque ao solo L-129. As negociações demoraram mais de três anos, mas finalmente foi decidida a aquisição de 24 aparelhos deste tipo. Estes serão aviões em segunda mão, que chegaram a voar na Força Aérea checa, mas durante pouco tempo.

Os Aero L-159 podem ser armados com mísseis Sidewinder, de curto alcance e vários tipos de armas Ar-Terra tendo sido concebidos para poderem funcionar normalmente em condições muito austeras.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/iraq-to-buy-czech-l-159-trainer-jets-45084/#ixzz29LaVW8MW

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O helicóptero chinês de ataque Z-10 terá tecnologia pirateada nos EUA

A China refutou as acusações de que o seu novo helicóptero de ataque Z-10 esteja a ser desenvolvido a partir de tecnologia pirateada a partir dos EUA. A negação vem no contexto do pagamento de uma multa de 75 milhões de dólares ao governo norte-americano por parte da “United Technologies Corp.” (UTC), empresa que admitiu ter vendido software que a China usou para o seu projeto de criar o primeiro helicóptero moderno de ataque do seu inventário.

Pequim alega que “quer os motores, quer toda a sua tecnologia foram desenvolvidos localmente” mas se a UTC admitiu o crime e aceitou pagar a multa por violação explícita dos leis que impedem a exportação de material militar sensível e tendo em conta o historial chinês neste campo parece altamente improvavel que o Z-10 não seja mais um episódio de pirataria tecnologica protagonizada por Pequim.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/37973/

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General Garcia de Leandro: Sobre o Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) e comentário

General Garcia Leandro (http://imagens.publico.pt)

General Garcia Leandro (http://imagens.publico.pt)

“Depois da aprovação da Constituição de 1976, enquadrante geral dos interesses nacionais, foi criado o Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN), aprovado pela primeira vez em 1985 e actualizado em 1994 e 2003. Se a Constituição desenhou o grande quadro legal onde instituições e pessoas se deviam mover, já o CEDN era orientado para as grandes questões da Defesa Nacional, indicando cuidadosamente como se deveria proceder com as componentes não militares da Defesa, sendo seu primeiro responsável o MDN e aprovado em Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), depois de passar pela Assembleia da República. Verificou-se desde logo que as componentes não militares da Defesa não mereciam o cuidado indispensável dos responsáveis sectoriais do Governo. Foi, ao longo dos anos, uma luta difícil e com pouco sucesso. O CEDN de 1985 foi marcado pelo período da Guerra Fria e pelo seu enquadramento NATO; no CEDN de 1994 já se fizeram sentir as consequências da queda do Muro de Berlim, da implosão da URSS, do Tratado de Maastrich, do novo Conceito Estratégico da NATO (1991), das Operações de Apoio a Paz e das hipóteses do terrorismo internacional; o de 2003 foi naturalmente influenciado pelo emergir catastrófico do terrorismo transnacional (marcado pelo 11 de Setembro), pelo assumir da Segurança e Defesa pela União Europeia, pelos conflitos regionais e pelo novo Conceito Estratégico da NATO de 1999 (poder actuar antes de tempo e fora de área). Pela primeira vez, e pela voz do Dr. João Salgueiro, surgiu a proposta de um Conceito Estratégico de
Afirmação Nacional.

Mas a questão da falta de envolvimento sério com as componentes não militares da Defesa foi sempre continuando. Entretanto, perante o avolumar e a alteração qualitativa das ameaças e vulnerabilidades, os especialistas foram chamando a atenção para que tal conceito necessitava de ser mais alargado, devendo incluir também a Segurança Interna; assim deveria passar a chamar-se Conceito Estratégico de Segurança e Defesa (CESD) ou Conceito Estratégico de Segurança Nacional (CESN), o que veio finalmente a ser aceite pelos responsáveis políticos, solução adoptada também por alguns dos nossos aliados na NATO. Está agora novamente em desenvolvimento o trabalho que nos leva ao CESD ou CESN de 2012. O trabalho tem sido desenvolvido com grande seriedade, primeiro pelo IDN e agora alargado a um grupo multidisciplinar de entidades seleccionadas pela sua competência. Também, como em 2003 (pela primeira vez), tem-se procurado envolver a população nesta discussão que é do interesse de todos Ocorre que continuam a existir problemas muito concretos. O CESD/CESN tem de ser assumido pelo PM, pois o MDN não tem poderes para fazer os seus colegas do Governo cumprirem as decisões tomadas na sua área de responsabilidade. Mas continuamos atrasados, já que deveria existir um Conceito Estratégico Nacional (CEN), mais lato que qualquer dos anteriores modelos; este, sendo plurianual (cerca de 10anos), daria as grandes linhas permanentes onde se iriam integrar os sucessivos Programas de Governo. As questões essenciais da vida nacional estariam assim balizadas, evitando soluções de mudança de Governo, conjunturais, eleitoralistas, improvisações, influenciadas por grupos de pressão, etc. Haveria maior responsabilização,continuidade e possibilidades de controlo.

Se esta é, para muitos especialistas, a solução ideal, já a sua concretização teria muitas dificuldades, pois os Governos (saídos da lógica partidária) podem querer evitar tal compromisso, embora de interesse nacional, e, mesmo, eventualmente, concordando, podem ter muitas dificuldades em a concretizar, pois os interesses nacionais podem já estar subordinados a limitações, de várias origens, impostas pelo exterior. Este é um drama antigo em Portugal, mas há que saber jogar com o ambiente internacional.

Verdadeiramente, o que nos interessaria seria um Conceito Estratégico Nacional (CEN) pela sua abrangência. Qualquer que seja a solução, o novo CESD/CESN/CEN (e há a necessidade de se perceber que se tratam de três patamares diferentes, de três concepções progressivamente alargadas e enriquecidas nas suas obrigações e necessidades) pode ser um trabalho de grande qualidade, mas que, mais uma vez, pode ficar no papel. Pode apenas ser um registo de boas intenções; oxalá, eu esteja enganado.”

Lisboa, 11 de Outubro de 2012

Lisboa, 11 de Outubro de 2012 General Garcia Leandro (R)

Sem dúvida que o conceito lato de “Defesa Nacional” extravasa em muito o restrito âmbito militar. É assim, portanto impensável que o CEN não incorpore todos os restantes segmentos clássicos da governação, para alem do ministério da Defesa. Este envolvimento tem que ser extensivo a todas as camadas da governação e incorporar todas as manifestações de soberania que estão para além da soberania territorial (preocupação clássico dos militares): soberania energética, económica, no campo da agua e dos recursos hídricos e, claro, financeira.

No mundo globalizado em que hoje vivemos a esfera clássica de ação dos Estados foi severamente cerceada na dupla vertente financeira (hoje muitas multinacionais agregam mais riqueza que vários Estados de média dimensão) e operativa (por lobbying e pela perda de credibilidade pública dos políticos). Em resultado, encontramos Estados teoricamente soberanos que vêm a sua suposta soberania efetiva comprimida até se tornar meramente vestigial ou ritual. O poder cada vez mais opressivo e global dos Grandes Interesses económicos e financeiros estabelece as regras e como estas devem ser aplicadas aos Estado, condiciona o curso da vontade popular, livremente expressa em eleições, e transmuta as democracias em aparências ilusórias. Cada vez mais, perante este colapso da soberania efetiva dos Estados estamos perante um “Estado Diminuído” que deixa perder parcelas inteiras de soberania para fora, para estes interesses (quase sempre anónimos e apátridas) que o sorvem, a partir de fora.

Importa assim estender o conceito de Soberania muito para além daqueles que são os seus limites convencionais e como escreve o General Garcia de Lemos no seu texto sobre o CEN, fazer com que este se estenda muito para além daquilo que é convencional, abrangendo a soberania económica, ecológica, financeira e política, onde ela se perdeu ou por forma de transferências não referendadas de poder para Bruxelas, ou por forma de uma crescente demissão dos cidadãos da vida cívica, política ou associativa do seu pais e das suas comunidades.

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A Rússia está a negociar com a Índia a venda de um conjunto de 42 aviões Sukhoi Su-30MKI

Sukhoi T-50 (http://www.whaatt.com)

Sukhoi T-50 (http://www.whaatt.com)

A Rússia está a negociar com a Índia a venda de um conjunto de 42 aviões Sukhoi Su-30MKI de um padrão superior aquele atualmente usado na Força Aérea Indiana. Estes aviões terão radares AESA mais avançados e a capacidade para utilizarem a versão ar-terra do míssil russo-indiano BrahMos.

A confirmar-se esta venda, estes aparelhos iriam juntar-se aos 130 Su-30MKI já atualmente em uso na Força Aérea Indiana e – juntamente com os 126 Dassault Rafale – iriam formar uma das mais poderosas forças aéreas do mundo.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/india-to-build-export-t-50-stealth-fighter-by-2020-45052/

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Sobre a Obsolescência Generalizada dos meios de patrulha da Armada e o cancelamento de seis dos oito NPO2000

Fragata Bartolomeu Dias (http://www.areamilitar.net)

Fragata Bartolomeu Dias (http://www.areamilitar.net)

Portugal está prestes a ver reconhecido o alargamento da sua área de jurisdição no Atlântico, resulta assim irónico e paradigmático que seja precisamente agora que o Governo tenha anunciado o congelamento dos programas de re-equipamento da Armada que eram essenciais ao cumprimento das suas missões.

A desculpa é – como sempre – a questão financeira e a solução “temporária” parece ser o “aproveitamento de sinergias com entidades internacionais (NATO?) E outros países (Espanha?)”.

Comparativamente com os outros ramos, e apesar das duas fragatas Bartolomeu Dias e das três Vasco da Gama, a Marinha tem meios de patrulha muito abaixo (em quantidade, capacidade e modernidade) àquilo que corresponde a exigência imposta pela extensão da zona marítima nacional: o recente cancelamento da construção de seis dois oito navios de patrulha oceânica que deviam tomar os lugar dos mais obsoletos patrulhas e corvetas da Armada vem agravar este desequilibro entre o Deve e o Haver.

Estamos em vésperas de alargar a Plataforma Continental dos atuais 1,7 milhões de quilómetros quadrados para os 3,8 milhões de quilómetros quadrados e tenha-se em conta que mesmo com “só” 1.7 milhões já tínhamos a 11 maior região marítima de águas jurisdicionais! Sem patrulhas nem corvetas dignas desse nome, como assumir a responsabilidade por uma região por onde passa 53% de todo o comércio externo da União Europeia? E não, usar as cinco fragatas e os dois submarinos não é opção: simplesmente não são meios economicamente eficazes para essas missões de patrulhamento e vigilância. Nem são em quantidade suficiente para tais missões numa área jurisdicional tão extensa, de resto.

Fonte:
http://www.publico.pt/Pol%EDtica/serie-mar-portugues-tanto-mar-para-tao-pouca-marinha-1566092

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O mercado brasileiro de Defesa ascenderá neste ano de 2012 a mais de 38 mil milhões de dólares

Submarino brasileiro Tikuna (http://www.naval.com.br)

Submarino brasileiro Tikuna (http://www.naval.com.br)

Segundo um estudo da ReportLinker, a dimensão do mercado brasileiro de Defesa ascenderá neste ano de 2012 a mais de 38 mil milhões de dólares. Neste montante assume especial importância o projeto dos submarinos, assim como o – várias vezes adiado – programa FX-2.

Em agosto, a presidente Dilma Rousseff anunciou planos para fundar uma empresa estatal para monitorizar a construção do primeiro submarino nuclear de ataque brasileiro, a Amazul. A construção deste submarino irá decorrer em Itaguai, no Rio de Janeiro.

A construção do primeiro submarino nuclear brasileiro resulta de um acordo assinado em 2008 entre o Brasil e França para a construção de quatro submersíveis Diesel-Elétricos e que incluía um acordo de assistência no desenvolvimento dos componentes não-nucleares do submarino nuclear de ataque brasileiro. Este negócio deverá ascender a cinco mil milhões de dólares, o que demonstra bem a sua importância para ambos os países.

O efeito multiplicador deste e de outros contratos de defesa é enorme. Além das empresas mais conhecidas (como a Embraer) o Brasil tem uma densa rede de empresas de pequena e média dimensão no setor de defesa que beneficiam de baixos custos operacionais, de mão relativamente bem qualificada e a baixo custo e de um sólido mercado nacional de Defesa que devido à obsolescência geral dos equipamentos militares do Brasil e à solidez da situação financeira de Brasília deve assegurar um consumo interno a bons níveis durante bastantes anos.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Brazils_sub_project_boosts_local_industry_999.html

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O F-X2 foi adiado. De novo.

O programa F-X2 conheceu mais um adiamento. Com efeito, a presidente Dilma Rousseff anunciou que a seleção do aparelho vencedor para (pelo menos) meados de 2013…

Atualmente, os finalistas do concurso devem atualizar as suas propostas todos os seis meses sendo que o prazo atual termina em finais de dezembro de 2012. A Força Aérea Brasileira esperaria que este prazo fosse o último, mas agora, Rousseff parece ter deitado (mais um) balde água fria sobre as aspirações dos seus militares…

As razões para mais este adiamento parecem ser de ordem estritamente financeira e com a necessidade de Brasília de conter as despesas públicas e de manter a inflação sob controlo.

Atualmente, o concurso decorre entre o Rafale, o Super Hornet e o sueco Gripen NG. O vencedor ganhará a venda de um grupo inicial de 36 aparelhos, com possibilidade de crescer até aos 150 em troca de um valor inicial que oscilara entre os quatro e o sete mil milhões de dólares.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/39684/

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A China está a desenvolver um segundo avião furtivo: o Shenyang J-21

Em finais de 2010, a China dava a saber ao mundo que estava a desenvolver um avião furtivo, o J-20. O avião (considerado demasiado grande para ser alguma vez um bom avião furtivo) tem agora um rival. A segunda maior empresa aeronáutica chinesa, a Shenyang, deixou transparecer que está também ela a trabalhar num avião furtivo.

O avião terá sido exposto em fotografias que apareceram na muito controlada Internet chinesa e que mostram um avião de um novo modelo, pintado de negro e com a morfologia típica de um avião furtivo. Duas caudas, dois motores e formas angulares tornam este avião muito parecido com o já conhecido J-20.

Obviamente, trata-se de uma “fuga” intencional por parte do governo de Pequim… demonstrando ao mundo (e em particular aos EUA) que a China está a trabalhar no sentido de colmatar a distância que a separa ainda do tecnologia ocidental.

Não há indícios de que um destes dois aviões furtivos chineses esteja pronto a ser construido em grandes números… e que, aliás, as suas caraterísticas furtivas (que resultam do cruzamento de várias tecnologias bem diversas) estão suficientemente amadurecidas para poderem ser replicadas em larga escala.

Fonte:
http://www.wired.com/dangerroom/2012/09/questions-abound-as-china-unveils-another-stealth-jet/

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A Rússia e a Índia estão a desenvolver um novo míssil hipersónico capaz de voar a mais de cinco vezes a velocidade do som

A Rússia e a Índia estão a desenvolver um novo míssil hipersónico capaz de voar a mais de cinco vezes a velocidade do som. Os problemas técnicos a vencer são, contudo, consideráveis a vencer… o míssil tem a designação BrahMos 2 e deverá realizar o primeiro voo em 2017 mas terá sido já testado em “laboratório” (provavelmente um túnel de vento algures na Rússia).

As dificuldades que a equipa de desenvolvimento tem que vencer são tremendas: desde sistemas de controlo e orientação muito rápidos e eficientes, passando pela tensão estrutural e aquecimento de materiais e mantendo o engenho numa dimensão suficiente para que possa ser lançado a partir de um avião, tudo são obstáculos de monta que a equipa russo-indiana em que vencer. Problemas que têm sido enfrentados pelo X-51 com um sucesso variável…

Fonte:
http://www.wired.com/dangerroom/2012/06/hypersonic/

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Cancelados todos os NPO2000 por construir, assim como as lanchas de fiscalização, mas o NavPol tem condições para avançar…

O Governo revogou o contrato de construção dos NPO2000 que a um custo de 50 milhões de euros cada deviam substituir os patrulhas e corvetas que com mais de 40 anos cumprem hoje de forma muito limitada as suas missões de vigilância e soberania no Mar português para grande gáudio das frotas espanholas de arrastões e dos traficantes internacionais de droga. Revogado foi também o contrato para a construção de cinco lanchas por cem milhões de euros que deveriam substituir os vetustos patrulhas da classe Cacine. Mantém-se apenas a finalização do segundo patrulha oceânico NRP Figueira da Foz, e do primeiro, o NRP Viana do Castelo, já na Marinha em 2011 mas ainda sob período de garantia. São assim cancelados os NRP Sines, Ponta Delgada, Funchal e Aveiro que estavam inicialmente planeados

Mas nem tudo são más notícias… o Governo aprovou a aquisição do projeto (por um máximo de 25.5 milhões de euros) do projeto do Navio Polivalente Logístico (NavPol), que os Estaleiros de Viana do Castela receberam da HDW como contrapartida dos dois submarinos. O NavPol, que agora dá finalmente um passo importante para o arranque da sua construção, será uma adição importante ao inventário da Marinha com os seus 162 metros de comprimento e capacidade para transportar até 650 fuzileiros, o navio será uma excelente plataforma de projeção de forças para missões humanitárias ou no estrangeiro, algo que que Portugal nunca teve no seu inventário e que está apenas ao dispor da maioria das grandes armadas do globo. Além da força embarcada de fuzileiros, o NavPol terá ainda até seis helicópteros Lynx e ate 22 viaturas ligeiras, podendo movimentar-se a uma velocidade máxima de 19 nós. Agora, Portugal tem este projeto… Veremos quando terá os 230 milhões de euros necessários à sua construção.

Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=03448448-EA59-4C6B-9152-10294BEB53B0&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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A Suíça vai comprar 22 aviões Saab Gripen E/F

Saab Gripen (http://mb.cision.com)

Saab Gripen (http://mb.cision.com)

A Saab confirmou a venda de 22 aparelhos Gripen à Suíça por um preço total que não deve ultrapassar os 3.1 mil milhões de dólares. As primeiras entregas terão lugar em meados de 2018, terminando em 2021. O modelo suíço será o Gripen E/F. O processo de aquisição foi alvo de muita contestação interna tendo sido o aparelho designado por uma comissão parlamentar como “a escolha que é mais arriscada: técnicos, comerciais, financeiras e no que respeita às datas de entrega” tendo os membros dessa comissão votado 16 contra 9 a favor da suspensão do negócio, um pedido que não contudo escutado pelo executivo…
Atualmente, a defesa aérea suíça está atribuída no essencial a 26 F/A-18C e a aviões F-5 sendo que estes últimos serão substituídos pelos Gripen até final de 2021.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Swiss_Air_Force
http://www.defencetalk.com/sweden-confirms-sale-of-gripen-to-switzerland-44366/

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Portugal pode vender aviões F-16 à Roménia

MiG-21 Lancer que os F-16 portugueses poderiam substituir (http://www.roaf.ro)

MiG-21 Lancer que os F-16 portugueses poderiam substituir (http://www.roaf.ro)

Um grupo de peritos romenos esteve em Portugal nas ultimas semanas estudando a possibilidade deste país da NATO adquirir os aviões F-16 que Portugal tem à venda já há vários anos, sem sucesso. Outros países, como o Paquistão, já demonstraram idêntico interesse, mas a hipótese romena parece atualmente a mais provável.

Sobre a mesa estará uma esquadrilha dez aeronaves que poderia substituir uma parte da vetusta frota romena de MiG-21bis, modernizados com auxílio israelita, mas que agora ao fim de mais de 40 anos de uso se mostram completamente inadequados para uso numa força aérea integrada na NATO. Sabe-se que os romenos já sondaram a Holanda e os EUA, em busca de aparelhos F-16 usados, mas os preços tê-lo-ão dissuadido, agora, com Portugal na situação em que está poderão ter mais sorte… e Portugal pode assim encaixar perto de 600 milhões de euros.

Segundo fontes romenas, a equipa terá ficado muito satisfeita com as condições em que se encontravam os aparelhos portugueses e depois dos falhanços nas negociações com a Holanda e os EUA era muito provável que este negócio fosse mesmo para a frente. Outra vantagem seria o facto destes dez aparelhos incluírem o kit de upgrade MLU…

Com esta venda, a Força Aérea passaria de 38 aparelhos F-16, a apenas 28, uma redução apenas formal, já que efetivamente estes aparelhos não se encontravam em uso operacional.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/romenia-quer-comprar-cacas-f16-portugueses_150883.html

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Seis aviões F-16 portugueses patrulham os céus da Islândia

Atualmente, a responsabilidade pela vigilância do espaço aéreo da Islândia compete a uma esquadrilha de seis aviões F-16 da Força Aérea Portuguesa. No total, um grupo de 70 militares, entre pilotos e pessoal de apoio está a vigiar o espaço aéreo deste país nórdico (sem força aérea) a partir da base aérea de Keflavic.

A missão portuguesa na Islândia começou em finais de agosto e vai estender-se até meados de setembro.

A necessidade de missões de vigilância aérea na Islândia surgiu com a saída dos norte-americanos das suas bases nesta ilha em 2006. Em consequência, a Islândia – membro da NATO – pediu a ajuda desta organização para patrulhar o seu espaço aéreo, uma necessidade especialmente aguda agora que a Rússia retomou as suas missões de patrulha de longa distância… apesar disso, os aviões portugueses ainda não intercetaram nenhum avião russo, nomeadamente os Tu-95 Bear que os russos utilizam nestes missões aeronavais de longa distância.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=58134

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Typhoon alemães encontram uma tática para abater F-22 Raptor

F-22 Raptor (http://www.fas.org)

F-22 Raptor (http://www.fas.org)

Embora quer a Rússia, quer a China estejam a desenvolver aparelhos de 5ª geração, atualmente, não há grandes dúvidas de que o melhor aparelho em uso é o F-22 Raptor norte-americano e isto apesar do primeiro de um protótipo ter tido lugar em 1997. Por isso é realmente notável vir a saber que um grupo de pilotos alemães, de aviões Typhoon provaram serem capazes de abater o teoricamente superior F-22.

Os alemães elaboraram uma tática que provou permitir vencer o aparelho norte-americano em dogfight simulado.

O encontro teve lugar em meados de junho deste ano e juntou pilotos de vários países aliados na base de Eielson, no Alasca, nos exercícios Red Flag de 2012. Foi durante este exercício que por oito vezes, Typhoon germânicos voando individualmente contra F-22 oponentes em manobras de dogfight os conseguiram vencer.

O método alemão consistiu em aproximar-se o mais possível do F-22 e depois, manter-se aqui durante tanto tempo quanto o possível. Os alemães admitiram que o Raptor é inexcedível em combates além do alcance visual com a sua alta velocidade e altitude, radar muito sofisticado e mísseis de longa distância AMRAAM. Mas essas vantagens nao se aplicam a curtas distâncias, onde a maior massa do F-22 surge como uma desvantagem em relação ao Typhoon.

Depois do escândalo com pilotos sufocando (e um Raptor perdido em consequência dessa avaria), estas notícias parecem confirmar a tese de que o Raptor deveria estar na lista de substituições da USAF… é verdade que nos combates aéreos modernos a maioria destes têm lugar a longa distância e não em dogfight, de qualquer modo, mas se as táticas de combate a longa distância falharem, e os Raptors tiverem que se aproximar do seu adversário, então a técnica comprovada pelos Typhoon germânicos expõe uma fragilidade do avião norte-americano de quinta geração.

Fonte:
http://www.wired.com/dangerroom/2012/07/f-22-germans/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+wired%2Findex+%28Wired%3A+Top+Stories%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/F-22_Raptor

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O Iraque recebeu o último grupo de 9 MBTs norte-americanos M1A1 num total de 140 blindados deste tipo

O Iraque recebeu o último grupo de 9 MBTs norte-americanos M1A1. No total, este país do Médio Oriente vai assim poder contar com 140 blindados deste tipo no seu inventário tendo as entregas começado em março de 2009. No total, os 140 veículos terão custado 860 milhões de dólares ao Iraque, dos quais 804 foram pagos diretamente sendo que os restante 56 milhões terão provindo dos cofres dos EUA. Altos responsáveis iraquianos têm repetidamente declarado que o país só estará completamente capacitado para se defender sozinho a partir de 2020, algo que não tem tido muito acolhimento por parte dos EUA…

No total, o Iraque terá já realizado mais de 12 mil milhões de dólares em compras de material militar aos EUA, sendo a este respeito particularmente importante a aquisição de 36 aviões F-16IQ Block 52, um downgrade em relação ao modelo F-16C/D Block 52.

Fontes:
http://www.defencetalk.com/iraq-takes-delivery-of-final-batch-of-us-tanks-44379/
http://www.reuters.com/article/2011/12/18/us-iraq-withdrawal-idUSTRE7BH03320111218
http://www.defenseindustrydaily.com/Iraq-Seeks-F-16-Fighters-05057/

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A indústria de Defesa do Brasil começa a despertar da sua letargia das últimas décadas

http://www.clmais.com.br

Depois de uma dormência quase letal nas últimas duas décadas, a indústria de defesa brasileira está em plena pujança. O montante global dos investimentos da indústria de defesa brasileira ascende, nas próximas décadas a mais de 120 mil milhões de dólares, devendo no processo gerar 25 mil novos empregos e muitos mais empregos indiretos, daqui a menos de dez anos, o país lusófono será capaz de exportar quatro mil milhões de dólares em equipamento de defesa, mais que quadruplicando as exportações atuais desse tipo e reequipando as suas forças armadas que em praticamente todos os setores estão armadas com equipamento obsoleto.

Em 2011, o orçamento de defesa brasileiro foi de 36.6 mil milhões de dólares, o décimo maior do mundo, mas mais de 80% deste montante corresponde a salários o que significa que a manutenção e aquisição de equipamentos são realizados a níveis sub-standard, aos padrões europeus e norte-americanos, pelo menos. E perante o gigantismo continental do Brasil, as suas riquezas e a sua recente ascensão a sexta potencia económica mundial, um orçamento de defesa de 1.5% do PIB parece escasso, especialmente quando comparado com outros países da região ou com outros BRIC.

Em virtude da força da sua demografia, massa continental e poder económico, o Brasil tem que acompanhar essa ascensão através do desenvolvimento sustentado (isto é, alimentado pela procura local) de um forte e dinâmico setor da defesa. Livre de paralisias pacifistas, não-alinhadas ou daquela timidez atávica que marcou a sua diplomacia nas últimas décadas, este grande país lusófono deve ser capaz de se afirmar também – sem pudores absurdos – como uma grande potência militar e estar presente em todos os grandes cenários internacionais de crise. E isso, só o poderá fazer com uma forças armadas modernas, credíveis e bem equipadas.

Fonte:

http://www.defencetalk.com/brazils-defense-industry-booms-44322/

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O primeiro PAK-FA indiano vai voar em 2014

A primeira versão do novo caça indiano de 5a geração, desenvolvido conjuntamente pela Rússia e pela Índia a partir do PAK-FA (Sukhoi T-50) deverá realizar o seu primeiro voo em 2014, sendo um segundo protótipo recebido da Sukhoi três anos depois. O programa recebeu a designação “Fifth Generation Fighter Aircraft” (FGFA) e conhecera posteriormente, em 2022, uma segunda fase, com a adoção de caraterísticas furtivas no aparelho. Até ao final deste ano a conceção final do aparelho deve estar terminada pelos engenheiros russos e indianos que se encontram hoje na Sukhoi, começando logo depois a construção do primeiro protótipo.

O projeto conjunto deverá ascender a mais de 11 mil milhões de dólares e deverá traduzir-se na aquisição de 214 aparelhos FGFA até 2030, a custo estimado de 30 mil milhões de dólares.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/fifth-gen-fighter-aircraft-to-be-unveiled-in-india-by-2014-44279/

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Os rebeldes sírios do “Exército Livre Sírio” receberam o primeiro carregamento de mísseis anti-aéreos Stinger

Os rebeldes sírios do “Exército Livre Sírio” receberam o primeiro carregamento de mísseis anti-aéreos Stinger. Com estas novas armas, os rebeldes adquirem a capacidade de abater helicópteros e aviões governamentais que estejam a operar a baixa altitude.

Esta primeira entrega consiste em 14 mísseis e foi realizada através da fronteira turca. A notícia significa que a maior vantagem do governo de Assad (o controlo absoluto do ar) sofre um golpe e o recente derrube de um MiG-23 pode ser apenas um isolado golpe de sorte ou o resultado de uma avaria, mas os Stinger já são outra coisa… talvez não consigam abater nenhum avião governamental, mas a simples ameaça latente da sua existência, vai obriga-los a voar muito mais alto e a reduzirem em muito a eficácia dos seus bombardeamentos, o que num conflito onde o controlo do ar tem sido tão determinante pode vir a ser muito importante.

Fonte:
http://defensetech.org/2012/08/20/report-syrian-rebels-acquire-stingers/#ixzz248HCygJV

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