Cinema

Stanley Kubrick e a “Conspiração Apollo/Moon Hoax”

Stanley Kubrick

Stanley Kubrick e a "Conspiração Apollo" (http://slamxhype.com)

Uma das Teorias da Conspiração mais fascinantes de sempre alega que as expedições lunares Apollo foram de facto realizadas em… Estúdio sobre a batuta do conhecido realizador Stanley Kubrick. A teoria diz que o realizador teria sido pago para tal pelo governo e que – para proteger a sua família – este teria escondido pistas de tal no seu filme “The Shining”.

A teoria é da lavra de Jay Weidner e baseia-se em que o protagonista principal do filme “The Shining”, Jack Torrance e o seu filho Danny representam vários aspectos distintos de Kubrick. Jack é o seu “lado prático” que faz um acordo com o gerente do Overlook Hotel (simbolizando a América ou o governo americano, já que está construído sobre ossos de índios) para o proteger durante o Inverno (a Guerra Fria).

A teoria parte de várias anomalias presentes ao longo do filme:

1. O quarto assombrado que no livro de Stephen King é o 217 e que no filme de Kubrick é o 237, 237 como as 237 mil milhas que separam a Terra da Lua. Este quatro representaria assim o local das filmagens ou como diz a dado ponto o personagem principal: “é como desenhos num livro, Danny. Não são reais”.

2. Os gémeos do filme (ausentes do livro) serão uma referencia às cápsulas Gemini (Gémeos…).

3. Os múltiplos ursos empalhados do filmes serão referencias ao urso soviético,

4. Quando Jack escreve na máquina de escrever: “All work and no play makes Jack a dull boy”, em ciclo obsessivo o “All” vale de facto por “A11”, isto é: Apollo 11, a primeira missão Apollo a alcançar a Lua. Teoricamente…

Stanley Kubrick teria mascarado todas estas pistas sobre o seu envolvimento na “Conspiração Apollo” da NASA, como forma de proteger-se a si mesmo e à sua família contra ameaças que teria recebido do governo norte-americano, que o teria ameaçado de morte. Como já escrevi no passado, não sou adepto da tese de que as missões Apollo foram forjadas. É possível que nem tudo tenha corrido como nos dizem e há também a possibilidade de que tenham corrido até demasiado bem e descoberto na Lua… Provas da presença alienígena… Com missões que correram mal e foram camufladas, com sucessos que não foram divulgados por motivos de segurança, etc. De permeio, pode haver efetivamente algumas fotografias falsas, adulteradas ou manipuladas que podem ter estado na base desta teoria da Conspiração. E que na variante que aqui apresentemos encontra no realizador Stanley Kubrick o coordenador de todas as filmagens e fotografias adulteradas no Programa Apollo.

Fonte:
http://news.discovery.com/space/faked-moon-landings-and-kubricks-the-shining.html

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“Nas Nuvens”, com George Clooney: Crónicas de um Despedidor

Este é um filme independente norte-americano que nos trás um testemunho – infelizmente – muito agudo da triste realidade que afeta muitos de nós que é o Desemprego… O filme é também uma história de amor, mas de um amor frustado que o é porque o personagem é aquilo que é, precisamente por ser um despedidor.

1. Psicopata

As pessoas que fazem este tipo de trabalho – eufenistica e cobardemente – intitulado de “outplacement” têm que pertencer a um tipo diferente de pessoa. É impossível ganhar a vida fazendo um trabalho que consiste basicamente em destruir a vida de pessoas que não conhecemos sem ter que ser um tipo especial de pessoa. Por muitas auto-desculpas que consigamos arquitetar, é preciso ser um tipo de psicopata, ser senhor de uma incapacidade de sentir a dor e o sofrimento dos outros. Porque é isso que um despedidor é: alguém que deixa atrás de si uma onde de morte e destruição. Alguém que sabe que cria nas pessoas “o maior trauma possível, comparável apenas à morte de um familiar” (palavras do filme) e que consegue “dormir à noite” (palavras do filme) não pode ser uma pessoa normal, sociável, amada e amante, capaz de criar laços sociais e afetivos duradouros e capazes de sobreviver à teia dos interesses e das alianças de curto prazo. Esse é o quadro psicológico de um despedidor e dos psicopatas…

2. O mito do Outplacement

Em época de recessão global, onde as taxas de desemprego disparam em todos os países até valores inéditos e semelhantes apenas aqueles que existiam em 1929, na época da “Grande Depressão” as empresas que assumem a tarefa suja de despedir os “colaboradores” (o novo manbo-jambo corporativo para “trabalhadores”) florescem, desenvolvem e emanam o seu aroma fétido com redobrada intensidade. “Nas Nuvens” alude também à felicidade destas empresas perante a infelicidade alheia, já que quantas mais pessoas tiverem a sua vida destruída, mas elas aumentam a sua faturação e mais “clientes” (os “patrões cobardes” do filme) angariam.

3. O mito da Mudança pela Mudança

Uma das frases feitas mais repetidas no filme, Clooney, é precisamente “que todos os imperadores e todos os grandes homens do passado, estiveram na mesma situação em que se encontra agora”. Obviamente, é uma falácia… Alexandre Magno e Júlio César nunca foram despedidos por um empregador. Aliás, os chefes militares e políticos não são propriamente “despedidos”, pelo que a comparação é demagógica. E “mudar por mudar” é uma parvoíce. Não se muda algo que funciona bem, apenas porque se deve “mudar”… Isso poderá convir aos “gestores mercenários” que pululam de empresa em empresa de dois anos, porque deixam sempre para terceiros a correção das mudanças-pela-mudança erradas que deixaram atrás de si, mas não convêm às próprias empresas e à sociedade.

4. As frases feitas, o fluxograma e as palavras proibidas

Todo o filme está recheado de palavras-feitas… É o caso de “despedir”, por exemplo, que faz parte da lista de palavras que os “despedidores” profissionais estão absolutamente proibidos de utilizar. Essa e tantas outras como “mudança”, “reengenharia” são usadas e abusados nestes meios.

5. Conclusão

“Nas Nuvens” é mais do que um filme. É uma reportagem-documentário sobre um fenómeno global que é do despedimento feito de forma industrial, desumanizada e geralmente recaindo sobre os “colaboradores” (eufenismo pós-moderno para “trabalhadores”) com mais de 40 anos, que à luz dos dogmas idiotas dos “gurus de gestão” são hoje universais. O modelo do “despedidor profissional” desempenhado com grande profundidade e excelência interpretativa por Clooney não é diretamente aplicável em Portugal, sendo único somente aos EUA, mas existem no nosso país vários escritórios de advogados com pessoal especializado nos mesmos rituais de destruição de vida e que carregam em si, as mesmas contradições do personagem. Existem também empresas de outplacement, cumprindo o mesmo tipo de missões cosméticas e inúteis que pouco mais fazem do que consumir recursos e tempo preciosos a empregados e empregadores e que prosperam indecentemente no presente clima de emprego.

“Nas Nuvens” é um filme de reflexão. Vale muito mais por aquilo que planta nas nossas cabeças, do que pela excelência da sua mensagem, pela consistência das suas personagens ou pela resolução da sua trama interna. É um filme único e possível apenas de ser produzido pelo cinema independente norte-americano e numa época tão estranhamente desumana como aquela em que vivemos… A ver, decididamente.

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Violaram a conta de Selma Hayek e algumas derivações em torno da sua Sex Tape e sobre a segurança dos sistemas de webmail

(Selma Hayek. Hum. Aguarde cinco minutos e já pode tornar a respirar em http://gordonkeith.files.wordpress.com)

Depois de toda a polémica erguida em torno da aparição de uma “Salma Hayek Sex Tape” na Internet (falsa, na minha opinião), não deixa de ser tristemente curioso que a vida da bela e talentosa (a vários níveis) atriz mexicana tenha alcançado um novo nível de devassa da vida privada com a notícia de que a sua conta de correio eletrónico tinha sido violada e o conteúdo da mesma exposto publicamente (ainda que e forma não tão crua como no dito vídeo). Com efeito, a conta de Salma Hayek no serviço da Apple MobileMe teria sido exposta e o seu conteúdo revelado. Este, segundo o site da Apple poderia ser uma visão tão detalhada da vida da atriz como esta:

Email, contacts, and calendars.
In sync everywhere you go.

You might have a Mac at home, a PC at work, and an iPhone or iPod touch. How do you keep them all in sync? With MobileMe, your email, contacts, and calendar stay the same wherever you check them, no matter what device you use.

Works with the applications
you already use.

MobileMe works with the applications you know well. Microsoft Outlook on a PC. Mail, Address Book, and iCal on a Mac. Changes you make in these desktop applications are regularly synced with MobileMe.

Me.com.
Your desktop everywhere.

Access and manage your email, contacts, calendar, photos, and files at me.com. All with feature-rich web apps so easy to use, you might prefer them to your desktop applications.

Mas qual foi o erro da atriz? Isto é, para além de manter um controlo muito lasso sobre as suas gravações privadas, queremos nós dizer? Bem, aparentemente o seu erro foi ter confiado numa característica comum à maioria dos sistemas de correio online e que faz depender a reposição de acesso a uma conta perdida da resposta correta a uma pergunta de reativação demasiado simples. No concreto, a questão para a pergunta de “Forgot Password” implica no MobileMe (como na maioria dos sistemas semelhantes, aliás) o conhecimento do endereço de mail de alguém, algo que não é difícil de obter, seja por adivinhação (tipo tentando os seus nomes ou os nomes dos namorados/maridos ou filhos), procurando a data de nascimento, os nomes dos pais, etc. Toda essa informação está disponível na Internet, especialmente se o alvo fôr uma figura pública… E isso mesmo nos conta o caso em tudo idêntico de Sarah Palin , cujo mail foi violado por alguém que presumiu (bem) que a sua password era o nome do marido e o ano em que ela o conheceu, no Liceu…

O grande problema com o serviço da Apple (e com outros semelhantes, já agora!) é que quando alguém pede um reset da password, não é enviado um mail avisando o dono da caixa de correio que este reset foi pedido

Fonte:
http://technologizer.com/2009/04/23/dont-be-like-selma-hayek/

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"O leitor", de Stephen Daldry

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Lord of The Rings

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Anjos e Demónios: Erros e Inconsistências do filme de Ron Howard, a partir de um livro de Dan Brown

Anjos e Demónios em http://www.zastavki.com

Anjos e Demónios em http://www.zastavki.com

Este fim-de-semana fui ao cinema. Tendo em conta a raridade destas deslocações nos dias que correm, isso, poderia até já constituir notícia. Mas não, esse não é o tema deste texto (que seria pouco mais do que irrelevante, claro), mas o filme que fui ver foi o “Anjos e Demónios”. Obviamente, trata-se de um filme de entretenimento, não de um ensaio histórico ou filosófico e – ainda mais obviamente – o filme “comprime” a narrativa e enredo do livro até um ponto tal que chega mesmo a prejudicar a compreensão da história e o desenrolar do enredo, mas enfim… De qualquer forma, essa compressão significa que muitos dos detalhes e erros do romance original de Dan Brown estão omissos na sua versão cinematográfica, o que para ele é sempre uma sorte… Porque são os erros factuais são bastantes, como poderão constatar na Internet, rapidamente.

O que é mais curioso é que Dan Brown vende os seus livros com a alegação de que faz uma investigação muito aturada antes de publicar o que quer que seja, mas depois, dá aos factos este tratamento de polé… No “Anjos e Demónios”, na badana alega por exemplo que “todas as referências a trabalhos artísticos, túmulos, túneis e arquitetura em Roma são inteiramente FACTUAIS.” e se assim o diz, então opta conscientemente por abandonar o terreno firme da História e da Verdade sem o substituir pela ficção e pela criação artística. Na verdade, adultera intencionalmente os factos históricos, não o assume e “vende” os seus produtos como “factos romanceados”, que efetivamente, não são.

Eis uma lista dos 26 erros que me parecem mais evidentes e que podem ser encontrados no filme (já que o livro, esse, não li):

1. Langdon diz a Vittoria que o Panteão “obteve o seu nome da religião original praticada aqui, o Panteísmo, a adoração de todos os deuses“. Em primeiro lugar, os romanos não praticavam o Panteísmo, a religião que defende que Deus está em tudo e parte ativa de todos os fenómenos. Os romanos eram, como os gregos, de onde importaram o essencial da sua religiã politeístas, isto é, adoradores de várias divindades. “Pan” denota “união”, ao invés de “Poli” que denota em latim, pluralidade… Brown confundiu os dois termos.

2. Os Illuminati não são, nem de perto, aquilo que Dan Brown faz deles… Não se tratam (ou tratavam) de um grupo secreto de cientistas e matemáticos devotado à promoção da ciência e do progresso científico, mas de um grupo diretamente oriundo da Maçonaria Alemã e que – oficialmente – teria sido encerrado pela policia da Bavária em 1785. Os Illuminati teriam sido fundados por Adam Weishaupt em 1776. Existe um grande número de historiadores que acredita que o “Great Seal” presente nas notas norte-americanas de dólar testemunha a influência da sociedade secreta na fundação dos Estados Unidos. Os Mações estavam bem dentro dos primeiros governos dos EUA, isso é certo, sendo por exemplo o vice-presidente Henry Wallace um Mações dos mais altos graus. E este selo aparece no filme, mas sem que exista um detalhe explicativo sobre o mesmo…

3. O comandante da Guarda Suíça é um tal de “Olivetti”. Ora esse é um nome italiano e a maioria dos comandantes da Guarda são além de origem suíça, pertencentes à aristocracia de fala alemã. É certo que existem cantões suíços de língua italiana, mas não é daqui que provêem os comandantes da Guarda… O atual é o coronel Daniel Anrig e o seu predecessor era o coronel Elmar Mader, ambos de cepa germânica.

4. Quando o Camerlengo descola num helicóptero da Praça de São Pedro, conseguiria fazê-lo a partir de qualquer helicóptero? Geralmente a certificação é dada para um aparelho e modelo muito concreto e é muito dificil operar aparelhos de fabricantes diferentes com o tipo de habilidade demonstrada nesta cena.

5. A suposta antena Wireless de onde emitia o sinal de vídeo do contentor com a anti-matéria tinha que alcance? Para chegar do Castelo até à Praça de São Pedro temos umas boas dezenas de quilómetros…  muito além de qualquer alcance máximo na tecnologia “wireless” 802.1.

6. A anti-matéria contida (anti-hidrogénio, o átomo mais fácil de criar) na garrafa magnética teria que estar na forma de Plasma, aquele que por ser altamente ionizada pode ser eletricamente carregada. Não pode estar nem no estado sólido, nem no líquido. Ora o estado de Plasma é particularmente difícil de manter e exige condições físicas que manifestamente não eram cumpridas no interior desse pequeno contentor portátil!

7. Dan Brown diz que a garrafa magnética tinha dois magnetos, um em cada extremo. Mas isso não garantiria que a anti-matéria se manteria afastada das paredes de vidro da garrafa, porque cada um teria dois pólos, e essa estrutura iria não manter o anti-hidrogénio no centro, mas empurrá-lo rapidamente para um dos extremos da garrafa, até à aniquilação…

8. A colisão matéria-antimatéria emite radiação. Muita radiação mesmo, estando a maioria dela na banda dos raios gama, a radiação mais perigosa e energética de todas! A explosão de luz no final do filme era uma explosão de raios Gama e aquela distância teria dizimado toda a gente e especialmente o Camerlengo.

9. Ao que parece – a creditar no enredo – o objetivo da equipa do CERN era o de gerar uma fonte de energia fabulosa. Mas… Há um problemazito. É que para gerar anti-matéria (anti hidrogénio, a sua forma mais simples com apenas um positrão e um anti-protão) é precisa uma quantidade tremenda de energia! Um reator de anti-matéria gerada desta forma nunca teria um balanço energético positivo, já que para criar a anti-matéria que consome teria que exigir quantidades fabulosas de energia. No filme, alude-se também ao interesse que as “empresas de energia” teriam no processo de geração de grandes quantidades de anti-matéria, mas de facto, esta não poderá jamais ser usada como fonte de energia (um erro cometido também em Star Trek), é que a anti-matéria não ocorre espontaneamente na natureza, tendo que ser fabricada átomo a átomo. E o retorno energético é segundo a página do CERN de um décimo de um bilião em relação à energia investida! O CERN admite ainda que se reunisse toda a anti-matéria que fabricou ate hoje (fora do LHC) ela mal chegaria para acender uma lâmpada elétrica, quanto mais… criar uma explosão de 5 quilotoneladas!

10. Se há uma câmara a emitir imagens a garrafa magnética, esse sinal teria que poder ser seguido até à fonte!

11. Como poderia uma pequena câmara wireless emitir através das grossas camadas de pedra do Castelo? Na sua casa, o seu sinal wireless dificilmente chega de um extremo da casa ao outro, como poderia assim atravessar grossas paredes de pedra e sair do edifício?

12. A luta na Piazza Navon, um dos locais mais frequentados de Roma poderia ter lugar sem que ninguém estivesse presente e com a praça praticamente vazia, ainda antes das 11 da noite, com todos os restaurantes dessa movimentada praça romana?

13. Se Langdon era mesmo um professor de Harvard, especializado na simbologia do Renascimento, então como é que não é capaz de ler italiano? Como demonstra o episódio em que Vittoria lê para ele o livro de Galileu, porque este admite “não saber ler italiano”.

14. Brown não diz quantos átomos de anti-matéria estão confinados na garrafa. Hum. Mas espera. Se são átomos, então têm carga nula e logo, não podem ser contidos magneticamente por pólos negativos ou positivos! E se houvesse uma massa de alguns centímetros de largura numa garrafa magnético, isso implicaria colocar nesse pequeno volume triliões de triliões de partículas, todas com a mesma carga! Que tipo de energia seria necessária para conter essa massa em tão diminuto volume?

15. O Panteão não é a “igreja católica mais antiga de Roma”. A conversão do templo romano ocorreu em 609 d.C. obviamente a essa data já havia muitas igrejas católicas em funcionamento.

16. Os supostos “baixos-relevos” da Praça de São Pedro, não o são… São apenas parte do Compasso em torno do obelisco e representam os ventos do norte, sul, este e oeste. E se assim é, porque é que Langdon olhou para o do Oeste e decidiu que ele é que era o marcador e não um outro qualquer?

17. A passagem secreta entre o Castelo Sant’Angelo e o Vaticano não é… secreta. A entrada está bem à vista num dos bastiões, e não do castelo propriamente dito e as suas entradas – em ambos os extremos – são públicas e amiúdes vezes visitadas por turistas.

18. No filme e Livro, surge a indicação que que somente um Cardeal poderia ser eleito Papa. Ora, não é assim… Teoricamente, qualquer homem pode ser eleito Papa. Tradicionalmente, é de facto um Cardinal, mas no que concerne ao Direito Canónico, qualquer um pode ser eleito Papa.

19. No que concerne à Eleição Papel, a ideia que apresenta o autor norte-americano é a de um grupo de cardinais fechados na Capela Sistina, votando sem cessar, até escolherem um Papa.Não é assim. É de facto até comum que não votem no primeiro dia, ou que o façam apenas uma vez.

20. Por várias vezes, Brown diz que o Camerlengo é um “padre comum”. Na verdade, é um Cardeal, nada mais nada menos e exerce funções semelhantes a um Ministro doas Finanças e após a morte dos Papas, não assume totalmente a regência interina do Vaticano, mas fá-lo juntamente com três assistentes eleitos.

21. Nada liga Galileu Galilei aos Illuminati.

22. O termo “preferiti” que brown usa para os quatro cardeais que seriam os favoritos a ganharem a eleição papel não existe. O termo comum é, pelo contrário, “papabili” e estes – ao contrário do que parece pensar o autor – não fazem parte de um grupo claramente identificado e, de facto, os favoritos a ganharem a eleição são frequentemente preteridos na Eleição…

23. O “Grande Eleitor2, o Cardeal Mortati que parece presidir à mesa da Eleição Papal não existe como um cargo oficial ou oficioso. Os cardeais que ocupam a mesa são escolhidos aleatoriamente e rodam de três em três dias e são em número de três contadores de votos e três revisores.

24. O termo “Eleição por Adoração” é falso. Desde logo “adoração” é no Catolicismo algo usado sempre em relação a Deus, não a um Ser Humano, mas sobretudo, aquilo que existe é o termo “eleição por aclamação” em que os cardeais se mostram unanimemente de acordo quanto a um candidato, mas não pode ter havido debate, nem negociação, já que tal é encarado como uma inspiração divina. E esse não é o caso da eleição papal aqui apresentada…

25. O corpo de Rafael não foi transferido para o Panteão em 1758, mas de facto, “transferido imediatamente para aqui logo após a sua morte”, como se pode ler na placa no Panteão.

26. Não é plausível que num livro de Galileo surgissem em código palavras em inglês. A língua era certamente desconhecida para um italiano como Galileu, sendo na época considerada pouco mais do que “bárbara”.

Fontes:
http://www.dannyscl.net/2005/01/dan-brown-is-fraud-list-of-errors-in.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Angels_and_Demons

http://www.catholicnews.com/data/stories/cns/0902085.htm
http://www.astro.wesleyan.edu/~bill/courses/astr107/wes_only/Lectures/lecture30.htm
http://www.greatseal.com/
http://freemasonry.bcy.ca/texts/Illuminati.html
http://public.web.cern.ch/Public/Content/Chapters/Spotlight/SpotlightAandD-en.html

http://www.imdb.com/title/tt0808151/

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Videos que mudam os domingos para segundas

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Cinema: Programa de fomento ao documentário vai mostrar "visão contemporânea" da CPLP

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Lisboa, 06 Abr (Lusa) – O director-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sublinhou hoje, em Lisboa, a importância da criação de um programa de produção de documentários que irá mostrar “uma visão contemporânea” dos países-membros.
Hélder Vaz falava durante a sessão de lançamento do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (DOCTV CPLP), que decorreu hoje, em Lisboa, com a presença do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.
Também estiveram presentes o director do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), José Pedro Ribeiro, e o presidente da RTP, Guilherme Costa, entidades directamente envolvidas na iniciativa.
“A divulgação destes documentários permitirá projectar em todos os espaços da CPLP um olhar moderno, contemporâneo, sobre as nossas sociedades. Para além do património e da história que comungamos, temos de comungar o dia-a-dia dos estados-membros” da comunidade, defendeu Hélder Vaz.
O programa “é um contributo para a qualificação, formação e partilha de conhecimentos entre as televisões dos estados-membros, e também dos realizadores e produtores independentes”, salientou ainda o responsável da CPLP.
Aprovado na reunião extraordinária dos Ministros da Educação e da Cultura da CPLP que decorreu em Lisboa, em Novembro do ano passado, o primeiro Programa DOCTV CPLP vai ter um orçamento de um milhão de euros, envolvendo apoio à produção, formação e a realização de um concurso internacional para a criação de documentários.
Por seu turno, o ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, aplaudiu a ideia, que atribuiu ao ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, a partir de uma experiência semelhante realizada no Brasil, no quadro dos países da América Latina.
“Este projecto é especialmente interessante por ser realizado no âmbito da CPLP, e porque tem a ver com a língua portuguesa”, sublinhou o governante, recordando que este é um elo que liga cerca de 250 milhões de falantes, “noventa e cinco por cento dos quais a viver fora do território português e da Europa”.
O Programa DOCTV CPLP “visa também consolidar, expandir e exprimir uma forma artística baseada na cultura de língua portuguesa”, observou ainda Pinto Ribeiro, reiterando que o Ministério da Cultura definiu a língua “como um vector essencial” da sua actividade política.
No âmbito deste programa, cuja candidatura estará acessível em http://www.ica-ip.pt, cada membro da CPLP vai eleger um projecto de documentário que receberá 50 mil euros para ser produzido em seis meses.
Os documentários serão apresentados em Junho de 2010 e exibidos em todos os países-membros.
AG.
Lusa/Fim

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"Pátria ou Morte!"

Já não há filmes religiosos, leia-se, hagiográficos?

Olhe que não, olhe que não…

Se não se vê “a luz”, pelo menos ouve-se…

“Pátria ou Morte!”

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UM FILME FEITO POR UM HOMEM

Estreou hoje.

Vale a pena ver.

Depois não digam que não vos avisei.

Bravo, Clint!

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Quinze pequenas notas cinematográficas a WALL E

No filme WallE da Pixar existem uma multiplicidade de pequenos gags e homenagens a outros grandes filmes. Da primeira vez que vi este filme – verdadeiramente um filme para todas as idades – escaparam-me totalmente todos estes gags e pastiches, de tal forma fiquei imerso na deliciosa trama do filme.

Eis então alguns detalhes que pude já encontrar no Wall E:

1. A voz do robot timoneiro, o “auto” é exatamente igual à dos Cylon de Battlestar Galactica.

2. Quando Wall E está completamente carregado pelos painéis solares ou quando é reinicializado depois de Eva ter substituído a sua Placa Mãe o som que o pequeno robô emite é o mesmo que os Apple Macintosh que corriam o System 7 e 8 emitiam quando começavam o seu startup.

3. Quando o comandante da Axioma entra na cabine a música é o mesmo tema sinfónico de 2001.

4. Todas as atividades económicas na Terra – antes do colapso ecológico – são exercidas por uma única multinacional. O detalhe é talvez um dos pontos mais importantes e de mensagem mais importante de todo este filme… Já que desde há décadas que se observa neste mundo globalizado um movimento de aglutinação das pequenas empresas pelas maiores, e simultaneamente uma sucessão de fusões, sempre com grandes vagas de despedimentos e restruturações por “redundâncias”. O fenómeno ocorre em todos sectores, desde o aeroespacial, ao financeiro, ao industrial e até na distribuição e retalho. E em “Wall E” é absoluto: uma única empresa apossou-se toda a atividade económica e… Política já que o seu CEO aparece como “Global CEO” com o logotipo presidencial nos vários comunicados “presidenciais” em que o CEO aparece durante o filme de animação.

5. O elevador da Axioma tem uma sonoridade funcional e o mesmo sistemas de luzes que exibia a Star Trek, nas suas primeiras temporadas… Uma homenagem “geek” a essa magnifica serie de culto, inigualável nas suas primeiras temporadas.

6. O comandante da Axioma tem uma representação à escala real do primeiro satélite artificial, o Sputnik, num armário de vidro.

7. O robot “imediato” Auto mantêm segredos do comandante, por ter recebido directrizes directas da empresa que construiu a Axioma, a BnL. Esta circunstancias tornam-no idêntico ao computador HAL do filme 2001, cuja musica aparece no filme, por duas vezes, associada ao comandante humano da nave. Como HAL, também Auto enlouquece e revolta-se contra os humanos.

8. Quando o comandante da Axioma grita “motim”, (mutiny), usa precisamente a mesma expressão que o comandante do navio britânico “HMS Bounty” utilizou no clássico “Os revoltados do Bounty”, com Marlon Brando.

9. Os quartos dos passageiros da Axioma estão dispostos em níveis e com corredores interiores, como é usual nos estabelecimentos prisionais norte-americanos.

10. A cena em que os seres humanos escorregam pelo chão da zona de recreio é idêntica a uma das cenas finais de Titanic. Até no detalhe em que um grupo fica retido numa estrutura e depois escorre, tombando enfim.

11. O corpo de Wall E tem a mesma estrutura do mais popular extraterrestre da história do cinema: o ET. De corpo massivo, pernas muito baixas, braços longos, pescoço longo e cabeça dominada pelos olhos. Todos estes detalhes coincidem, para além da própria dicção limitada de dois e até do temperamento generoso e simpático de ambos.

12. Quando o comandante se levanta na Ponte da Axioma e começa a caminhar a banda sonora que surge é de novo a de 2001, a mesma que surge na cena em que o hominídeo descobre que pode usar o osso como arma e ferramenta… Assim, num e noutro filme (passo a comparação) a mesma música acompanha um importante momento no desenrolar da ação…

13. Todos os passageiros da Axioma são obesos, passeiam-se sempre em cadeiras voadoras onde estão permanentemente numa espécie de website do género do Hi5… De igual forma, o facto de estarem sempre deitados, e de comerem na mesma posição recordar a forma romana decadente de viver… Uma alusão comparativa entre a civilização romana decadente e a forma de viver dos passageiros da Axioma.

14. Quando o comandante da Axioma consegue desligar “Auto”, a sua luz vermelha – que já fazia lembrar o HAL de 2001 – apaga-se lentamente, replicando também a sua diminuindo e perdendo foco, de uma forma quase exatamente igual à cena em que em 2001, o computador louco HAL é desligado.

15. Como nota final – e desta feita – se haver aqui qualquer referência cruzada a outra obra cinematográfica queria alertar para o magnífico tema musical de Peter Gabriel, “Down to Earth”, um dos meus músicos favoritos, desde o mítico Sledgehammer…

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Sobre a importância da banda desenhada…

Nota prévia: este meu texto foi publicado pela primeira vez no dia 17 de Abril de Junho de 2007 na extinta “VoxBlogs Magazine “. Infelizmente creio que mantém a sua actualidade: as crianças portuguesas hoje em dia nada têm que as apegue à leitura, o resultado evidente? Adultos que, embora não sendo analfabetos, demonstram uma gigantesca falta de cultura e nenhum gosto pela leitura. Num país de 10 milhões de habitantes a tiragem total dos jornais e revistas (inclusive as de mexericos e os de futebol) não atinge um milhão…

Optei por dedicar esta crónica a um problema que tenho notado mas que, talvez por embaraço próprio, tenho evitado abordar… ainda ninguém notou que as revistas de banda desenhada desapareceram quase por completo das bancas portuguesas?

Juro! É verdade, nem o Tio Patinhas e o Pato Donald escaparam. Desapareceu tudo… o que se vai encontrando ainda, a preços promocionais de 1 euro, são reedições de números que já datam de 2005 ou 2006 e ainda se inclui no seu interior o apelo à assinatura das revistas (mas assinar o quê, se elas já não existem?).

Eu, não sendo muito velho – apesar de já ter alguns pelos brancos no cabelo e na barba – ainda sou do tempo em que se encontravam dezenas (sim, DEZENAS) de revistas de banda desenhada nas tabacarias e bancas, fossem estas de edição nacional ou importadas do Brasil: dezenas de revistas existiam para a pequenada.

Durante anos não almocei (ui se a minha mãe cá vem ler isto) para utilizar o dinheiro dos almoços para comprar as revistinhas da Abril Jovem e da Abril Morumbi, e reuni milhares destas revistinhas na minha colecção, que não raras vezes eram queimadas em fogueiras no quintal quando a minha mãe entrava no frenesim das limpezas… e as dezenas (ou mesmo centenas) que emprestei a colegas de escola e liceu e que nunca mas devolveram (eu sei quem vocês são, não perdem pela demora, patifes)… mesmo assim na minha casa materna ainda existe uma pequena sala em que se amontoam milhares delas, sobreviventes das purgas maternas.

A lista era enorme mas vou tentar nomear algumas: “DC 2000”, “Homem Aranha”, “Mônica”, “Cebolinha”, “Tio Patinhas”, “Margarida”, “Pato Donald”, “Super-Homem”, “Super-Boy”, “Liga da Justiça”, “Batman”, “Cascão”, “Tex”, “Tex Coleção”, “Zagor”, “Martin Mystere”, “O Fantasma”, “Mandrake”, “Mad”, “Hiper Disney”, “Disney Especial”, “Conan, o Bárbaro”, “A Espada Selvagem de Conan”, enfim… dezenas de revistinhas que ocupavam uma secção completa na tabacaria onde eu as ia comprar (onde até o funcionário que ainda hoje me cumprimenta efusivamente na rua quando vou à illha, já reformado e quase irreconhecível).

O meu irmão mais novo (mas que sabe ele, lá porque gravou uma curta-metragem que ganhou um primeiro prémio…) acredita que foi este tipo de leitura que lançou as fundações do meu idealismo actual, sabiam que uma mistura bombástica de “Tex” com “Conan” e mesmo um cheirinho de “Groo” com umas pitadas de “Demolidor”, “Justiceiro” e “Vigilante” criam o idealista perfeito?

Sendo Portugal um país muito mal visto no que diz respeito ao analfabetismo (nem vou falar de inteligência… mas olhem que conheci muitos analfabetos na universidade) creio que isto é sintomático: a malta jovem ocupa-se com os computadores, com a televisão por cabo, com as consolas, com os dvd’s, a MTV e os “Morangos com Açúcar” e pronto, não lê, não cria gosto à leitura e não desenvolve o cérebro…

Estamos a criar uma geração de imbecis, de analfabetos, já leram as revistas de “teenagers” que por aí abundam? Não passam de banalidades, não ensinam nada e algumas nem bom português sabem escrever (desculpem bater nesta tecla, mas uma vez estudante de Letras…) e não chegam aos calcanhares das aventuras do “Mickey” no espaço, as buscas incessantes do “Tio Patinhas” na África negra, Ásia, América do Sul ou no fundo do mar à procura dos tesouros da Atlântida, dos Maias, Aztecas ou alguma civilização africana tão desconhecida que nem nome tem…

Outra condicionante dessas dezenas de revistas que existiam era o preço: eram baratas. Actualmente a única editora que publica banda desenhada pontulmente só a publica para adultos ou para adolescentes burgueses, edições de luxo são muito bonitas mas até eu deixei de as comprar tão proibitivo é o seu preço…

Quem diria, os “Tio Patinhas” e o “Pato Donald” já não se vendem… quando era puto se imaginasse tal coisa ficaria doente e deprimido… quem diria, os “Tio Patinhas” e “Pato Donald” que alegraram as vidas de milhões de crianças durante gerações desapareceram… que destino espera a juventude actual? Só me vem à mente o filme Idiocracy” que vi há semanas…

VoxBlogs Magazine, 17 de Junho de 2007

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A mafia italiana fatura dez vez mais do que a… FIAT


(Trailer do filme Gomorra)

O escritor italiano Roberto Saviano, autor de “Gomorra”, acusou os governos de toda a Europa – não só o governo italiano – de nada fazer para travar a lavagem de biliões de euros provenientes das atividades do crime organizado italiano. Segundo Saviano, a Mafia injeta por ano na economia italiana, perto de 100 biliões de euros de lucros e em lavagens de dinheiro, o que é exatamente dez vezes mais do que a faturação anual da FIAT e torna a Mafia simplesmente na… maior empresa italiana e, sem dúvida, numa das maiores empresas europeias.

As três maiores mafias italianas retiram o grosso dos seus rendimentos do tráfego de droga, segundo Saviano que proferiu estas declarações numa conferência em Paris sobre o tema de iniciativas anti-droga. “Como podem a Europa, a França e a Itália, lidar com estes investimentos?” Aludindo ao efeito dramático que a súbita evaporação destes branqueamentos de capitais teriam em economias já em recessão.

Saviano vive em local incerto e permanentemente escoltado por mais de 20 carabinieri (a única polícia italiana que se diz ser imune à corrupção mafiosa) devido ao seu polémico, mas aparentemente muito verídico livro “Gomorra” que daria origem a um filme, já exibido em Portugal e… um mandato de execução da mafia.

Um exemplo muito concreto do poder da mafia em Itália é o que se passa (ainda) em Nápoles… Onde 13 milhões de toneladas de lixo industrial e urbano desaparecem da região todos os anos, uma operação gerida pela Mafia e que lhe rende por ano perto de 132 biliões de euros.

Fonte:

http://www.eubusiness.com/news-eu/1227270721.13/view

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Para o Clint

Começou ontem uma retrospectiva tua na Cinemateca, que se prolongará até dia 12 de Março. Retrospectiva integral, sob o título “Um Homem com Passado”.

Hoje, no jornal, no comboio, na viagem para Aveiro, li uma entrevista ao teu biógrafo, Richard Schikel. Entrevista bem interessante, quanto interessante tem sido a tua vida, e sobretudo, a tua Obra. Assim mesmo, com O maiúsculo…

Devo dizer-te que, em geral, tenho apreciado muito os teus filmes – em particular, os últimos. Acho que estás cada vez melhor…

Também aprecio particularmente as personagens que encarnas – tipos que não passam a vida a queixar-se de vida, em depressão, ou em tagarelice pseudo-filosófica…

Porque, de facto, não és um homem deste tempo, fatalmente foste acusado de “fascista” pelos idiotas do costume (a começar na Pauline Kael, com muito seguidores em Portugal…). A esse respeito, o teu biógrafo lembra um simples facto: logo após o começo da invasão do Iraque, quando todo o país estava “mobilizado”, o Sean Penn insurgiu-se, com estrondo, contra esse quase unanimismo oficial; foi atacado por muitos; e tu foste dos poucos que o vieste defender publicamente da fogueira inquisitorial que lhe quiseram armar; e isto apesar de seres republicano…

Espero que, pelo menos, chegues também aos 100 anos. Fazem falta homens como tu. Com passado e, sobretudo, com espessura.

Com um Abraço

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Ciclo de Cinema

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Cinema: Kuduro, fado e música tradicional portuguesa este mês na Fonoteca

Lisboa, 15 Nov (Lusa) – O crescente interesse pela música africana, sobretudo pela que é feita em Angola, está representado em quatro dos doze documentários que a Fonoteca exibe a partir de terça-feira em Lisboa.

A quarta edição da Mostra “Imagens sobre música” arranca no dia 18 com a exibição de “Mãe Ju”, filme de Inês Gonçalves e Kiluanje Liberdade sobre os diferentes estilos de música que se praticam actualmente nos bairros populares de Luanda.

Até ao dia 22, serão exibidos ainda três outros documentários, da produção recente portuguesa, que incidem sobre música nascida em África.

Destaque para a exibição no dia 20 de “Kuduro, fogo no musseke”, de Jorge António, documentário que procura as origens deste género musical e de dança e que faz parte de uma trilogia daquele realizador sobre a música angolana.

Ainda sobre África será exibido no dia 19 o filme independente “É dreda ser angolano”, do colectivo Fazuma, rodado em Luanda a partir da audição do disco “Ngonguenhação”, do Conjunto Ngonguenha.

A mostra organizada pela Fonoteca, que se destina a revelar os mais recentes documentários portugueses sobre música, inclui ainda “Arritmia” e “Manda adiante”, duas obras de Tiago Pereira, realizador que há pelo menos dez anos se tem dedicado à recolha etnográfica de música e dança tradicionais e populares portuguesa.

“Arritmia”, que passa na Fonoteca no dia 21, é sobre o festival Andanças, de São Pedro do Sul, enquanto que “Manda adiante”, a exibir no dia 22, se centra nos tocadores e bailadores de uma localidade da Serra de Grândola.

“Brava Dança”, de Jorge Pereirinha Pires e José Francisco Pinheiro, sobre os Heróis do Mar, e “Fados”, de Carlos Saura, são outros filmes incluídos nesta mostra, que acontecerá sempre ao final do dia e com entrada gratuita.

SS.

FONTE: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=373067&visual=26&tema=5

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Sharon Stone e o Terremoto de Sichuan: a atriz mais odiada da China?

A popular atriz norte-americana Sharon Stone está agora a ser alvo de um boicote aos seus filmes na China, devido a estas declarações sobre o terremoto na China. Stone declarou que o recente abalo sísmico que terá vitimado mais de 70 mil pessoas seria a consequência de “mau karma” devido à ocupação chinesa do Tibete e pelo tratamento do Dalai Lama prestado pelo regime comunista chinês. Estas declarações foram proferidas sobre o tapete vermelho no festival de cinema de Cannes e provocaram uma vaga de indignação nas terras do Império do Meio. Alguns donos de cadeias de cinema declararam um boicote total aos seus filmes, quer aos que ela tem realizado, quer a todos aqueles em que a atriz é protagonista. Temendo as consequências deste bloqueio, a multinacional francesa Christian Dior apressou a dar ordem de retirada a todos os seus produtos cosméticos com imagens de Sharon Stone promovendo os seus artigos de todas as lojas da marca na China.

As declarações da atriz podem ter sido irrefletidas, mas não deixam de coincidir com algo que também já se havia cruzado na minha cabeça… Quando um regime trata tão mal os seus próprios cidadãos, com níveis de corrupção generalizados (como é testemunhado pela queda de praticamente todas as escolas da zona afetada), quando impõem sobre eles a mais absoluta censura e repressão, e quando eles, a toleram e persistem em não expelir esse regime autoritário negando assim o direito de qualquer povo a repelir um regime opressivo e tirânico como é o regime comunista chinês não atrai para si mesmo todo o tipo de consequências negativas? Evidentemente que as crianças e os civis inocentes que morreram às dezena de milhar em Sichouan não oprimiram, perseguiram, nem torturaram ninguém, mas o seu exército, a sua polícia e os seus políticos cumprem todos estes tristes papéis na China e tudo têm feito para proteger os seus aliados exteriores, mesmo os mais vis, como o regime norte coreano, a ditatura birmanesa ou aquele governo louco do Zimbabwe. Toda esta carga negativa poderá transferir-se para a população chinesa, enquanto um todo? Reconhecer essa possibilidade seria reconhecer também a existência de uma “alma coletiva” identificável com o “Eu” pessoal que transporta uma carga cármica de encarnação em encarnação. Contudo, um dos principais ensinamentos do budismo consiste na ilusão que é a existência do Eu, e logo, da sua “alma”, reconhecendo apenas a existência de uma determinada “carga cármica”, a qual, aliás é também maya (ilusão) a um nível ainda mais profundo, mas certo… Contudo, para simplificar e facilitar a compreensão destes conceitos, podemos admitir a existência de alma individual, e tendo em conta que as civilizações, culturas e países se podem também assumir como entidades colectivas, no Ser e no Sentir, podemos – dentro do mesmo nível de abstração e simplificação – admitir que existem “alma coletivas” e que se as há… também devem recolher carga cármica que transferem para os individuos que as formam. Os inocentes que morreram em Sichuan não “pagaram” pelas suas más ações (pelo menos não, pelas suas presentes), mas com o seu sacrifício contribuiram para extinguir parte do mau carma que o regime chinês tem acumulado e nesse sentido este terrível abalo sísmico pode contribuir para uma China nova, mais humana e mais democrática… Sinais disso mesmo começam a surgir nos pais que exprimem a sua frustação pela corrupção generalizada que deixou construir de forma tão deficiente tantas escolas chinesas, e que vitimou tantas das suas crianças…

Fonte:
http://film.guardian.co.uk/news/story/0,,2282466,00.html

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Recordando… Blade Runner

Blade Runner é, sem dúvida, um dos melhores filmes de ficção científica (1982) jamais realizados. Assim como a série Lost (Perdidos) que tanto apreciamos, também este filme exige uma visualização inteligente e reflectida, algo que explica o sucesso e a perenidade deste filme de FC. Apreciamos um filme de FC com naves espaciais, planetas, combates espaciais a laser, etc, mas nada disto encontrámos em Blade Runner. Um filme fortemente intimista e quase pessoal que se desenrola numa Los Angeles caótica e confusa, muito ao estilo antevisto posteriormente pelos autores de Cyberpunk.

O filme decorre em torno da perseguição feita por um polícia, Deckard, papel desempenhado por Harrison Ford contra os “replicantes”, seres humanos artificiais que escaparam de uma colónia espacial e que buscam explicações para a sua existência e a solução para o seu iminente fim calendarizado.

O filme foi realizado por Ridley Scott e baseia-se num livro de Philip K. Dick “Do Androids Dream of Electric Sheep?”

Fonte:
Wikipedia

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Caramel: Um filme de Nadine Labaki

Está ainda em exibição, em Lisboa, um dos filmes mais doces e interessantes que pude ver nos últimos tempos… Trata-se de “Caramel” da realizadora libanesa Nadine Labaki, que interpreta também o papel principal, o filme pode ser classificado sob a classe de “comédia”, mas é um retrato extremamente sensível, suave mas muito interessante de uma das sociedades mais liberais e ocidentalizadas do Médio Oriente. Curiosamente, este filme que está hoje nas nossas salas (mas terão que se apressar porque não deve ali permanecer por muito mais tempo…) foi concluído apenas nove dias antes de Israel desencadear a sua sua mal sucedidade guerra de 33 dias contra o Líbano, em 2006.

A realizadora, Nadine Labaki, declarou que “Num certo sentido, gostaria que o povo israelita visse o filme e compreendesse que tipo de pessoas nós somos”. E de facto, embora a influência do partido islamita radical Hezbollah seja crescente, o Líbano é juntamente com a Tunísia dos países árabes mais liberais no que concerne a direitos cívicos e ao respeito pelos direitos das mulheres. Com efeito, o filme parece ter sido filmado e produzido em relativa liberdade e as mulheres de várias gerações cujas vidas se vão cruzando num salão de beleza em Beirute (“caramel” é o produto de depilação usado no salão) parecem viver em relativa liberdade, numa sociedade que não tem o tom repressivo que encontramos por vezes noutros filmes oriundos da mesma região do globo.

A história desenvolve-se a partir da narrativa cruzada de cinco mulheres: Layal, representada pela própria Nadine Labaki e que tem um caso passional com um homem casado, Nisrine, uma outra cristã que vai casar com um muçulmano, Rima, uma lésbica e Jamal, que enfrenta o desafio do tempo com crescente dificuldade e com… um consumo galopante de fita adesiva.

O filme expõe uma sociedade muito sofisticada, onde as mulheres que pertencem ao grupo cristão maronita se movimentam com relativa liberdade e podem utilizar o mesmo tipo de vestuário de qualquer mulher ocidental. É contudo uma sociedade onde a hipocrisia típica dos regime fanáticos se deixa introduzir aqui e acolá, algo que a realizadora consegue introduzir no argumento com manifestada inteligência e uma subtileza muito feminina… Desde os hotéis que só aceitam reservas em nomes de mulheres casadas e dos seus maridos, até à cristã que tem que realizar uma cirurgia de reconstrução do hímen para que a famíla do noivo (e este…) acreditem que ela vai virgem para o casamento, e uma das outras empregadas do salão que é lésbica, mas que em todo o filme só o deixa transparecer muito subtimelmente, sem que tal tema seja abordado directamente entre as cinco mulheres em algum momento. O filme tem momentos de claro e cristalino humor, mas também outros de drama – sem cair no exagero – e vive muito do brilhantismo da Labaki e da candura das outras actrizes, todas elas participando aqui no seu primeiro filme e produzindo um dos filmes mais curiosos e suaves que vi nos últimos tempos.

A ver, bem depressa, enquanto não esgota, em suma!

P.S.: E muita atenção à banda sonora…

Fonte:
Site Oficial do Filme “Caramel”

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O filme “A Última Legião”: Erros e Inconsistências várias…

Desde que vi nos escaparates das livrarias o título “A Última Legião“: http://www.editpresenca.pt/images/livros/01040295-A%20%DAltima%20Legi%E3o(RL)_gra.jpg
…que fiquei curioso, já que este período da História é precisamente um dos que mais me interessam. Por várias razões adiei a compra até que o livro desapareceu das livrarias, por isso, quando tive recentemente oportunidade de ver o DVD do livro… Não perdi a ocasião (sim, a ocasião perguiçosa de “ler” em hora e meia um livro…) e lá vi a coisa. E de uma “coisa” realmente se trata aqui… Raras vezes encontrei tantos erros e tão flagrantes num filme histórico… Algumas, mas nem todas, radicam em fragilidades do próprio livro do italiano Valerio Manfredi. Este “Manfredi” aparece nas bibliografia como “professor de arqueologia” na Universidade Luigi Bocconi de Milão, mas procurando AQUI entre os seus docentes… Não consta tal nome, embora NESTE artigo da “infiável” (?) Wikipedia encontremos essa referência… A propósito, já vos disse que sou doutorado em Física Quântica pela Universidade Beargh-Boirg de Ulun Bator? Seja ou não realmente professor, ou tenha já deixado de o ser entretanto, o certo é que Manfredi encharcou o seu livro dos erros cujos ecos encontramos agora no filme de Doug Lefler

A história decorre em 476 a.D. e narra os acontecimentos históricos ocorridos em torno do jovem Romulus Augustus, aliás, logo o… primeiro erro histórico do filme! Rómulo assume o trono ao mesmo tempo que Odoacro e o seu lugar-tenente Wulfila massacram a sua família e capturam Rómulo levando-o juntamente com Ambrosinus, o seu mestre, para a ilha de Capri (pois!). Com a promessa de auxílio bizantina, Aurelius, um general romano, tenta resgatar Rómulo, com o apoio da mercenária bizantina Mira, depois, a acção desenrola-se a caminho da Bretanha (Grã-Bretanha) onde a história assume um… rumo mais ou menos inesperado.

1. O Nome do Imperador
Embora a personagem principal tenha o nome de “Romulus Augustus”, o seu nome efectivo era diferente…: Romulus Augustulus. Talvez menos eficiente, no que concerne à sonoriedade e logo, ao sucesso do livro e do filme, mas certamente menos historicamente correcto.

2. O Terço de Itália
No filme, Odoacro surje logo numa das primeiras cenas exigindo ao imperador Orestes (outro erro, este Flavius Orestes nunca foi imperador…) a entrega de 1/3 da Itália, algo a que este reage com espanto e consternação. Ora, na verdade, não foi Odoacro que exigiu este terço, mas Orestes quem o ofereceu a troco do apoio dos 30 mil bárbaros foederati comandados por Orestes contra o imperador reinante no Ocidente, de nome Julius Nepos… Orestes procurou enganar os bárbaros entregando-lhes pedaços de terras estéreis nos Apeninos, mas após derrotarem Nepos em 475, o qual lutou na Dalmatia até 480 (ou seja, uns bons cinco após a queda do Império do Ocidente).

3. Orestes “imperador”
Flavius Orestes foi nomeado Magister militum e Patricius pelo imperador Nepos, revoltando-se depois, mas nunca vestiu a púrpura, isto é, nunca assumiu o título imperador, como surge no filme, tendo preferido após a sua revolta coroar o seu filho como último imperador de Roma

4. Roma, a “Capital” do Império Romano do Ocidente
Embora em “The Last Legion“, Roma surja como a capital do Império Romano do Ocidente, de facto, desde 402 d.C. que a capital fora transferida para Ravena, estando a “Cidade Invicta” em plena decadência nessa época, e não a próspera cidade que aparece delineada no filme…

5. Os romanos do “lado errado da fronteira”
Na cena em que o grupo liderado por Aurelius e escoltando Rómulo sobre às muralhas do “Muro de Adriano” observam antigos legionários romanos aproximando-se dos muros… Ora Aurelius e os seus sobem pelo sul, depois do desembarque e estes legionários vêem de… norte! Ora a norte do “Muro de Adriano” estavam os Pictos, e embora de facto fosse comum que os legionários romanos destacados nas fronteiras estabelecessem casa e família junto das muralhas, não o faziam obviamente do lado de lá das mesmas! Porque seriam estes legionários uma excepção!? E por outro lado e last but not least… A Bretanha foi abandonada pelos romanos em 401 d.C., mesmo se estes “romanos” tivessem ficado para trás, teriam na época (476 d.C.) uns valentes 90 a 100 anos de idade! Ou seja… Seriam de utilidade guerreira muito marginal…

6. Os legionários destacados para a defesa do “Muro de Adriano”
No século V d.C. a guarda das muralhas das fronteiras do Império estava entregue não aos “legionários”, termo que aliás tinha caído em desuso e que fora substituído como designação das forças mais ofensivas do Império como Comitatenses. As forças destas guarnições eram conhecidas como Limitanei e eram tropas com armamento muito ligeiro nada de semelhante aos legionários “convencionais” que aparecem no filme…

7. A Entrega das Insígnias a Bizâncio
Embora no filme, Odoacro pareça empenhado em obter o reconhecimento de Imperador Zeno do Oriente, na verdade omite o detalhe mais importante destas relações… É que pouco depois da tomada do poder, Odoacro renuncia ao título de imperador e envia para Constatinopla as insígnias imperiais. Este pequeno “detalhe”, é omitido intencionalmente de forma a manter Rómulo como um imperador com algo para onde voltar…

8. Lucullus e não a Ilha de Capri, como local de exílio de Rómulo
Odoacro ordena que Wulfila escolte Rómulo até à Ilha de Capri, onde este deve viver em exílio até ao fim dos seus dias. Bom, tudo bem. De facto, Odoacro teve a sábia atitude de remeter Rómulo para o exílio, em vez de fazer dele um mártir, o que afastaria muitos romanos de que o bárbaro precisaria para administrar o recentemente conquistado Império. Mas não foi exilado para Capri, mas para a villa de Lucullus, nos arredores de Nápoles. Aqui Rómulo viria a morrer de velho… Não algures na Bretanha…

9. A Batalha de “Mount Badon”
No filme, uma das últimas cenas mostra a batalha de “Mount Badon”, que teria ocorrido por volta de 500 d.C. e onde Artur teria vencidos os Anglo-Saxões… Não Wortigen, que aparece no filme como se fosse um “germânico”… E é Artur, nenhum general romano, nem romanos, mas bretões, ainda que alguns possam ter – se é que esta batalha ocorreu mesmo – servido no exército romano, como Limitanei.

10. A “Linhagem de César”
No filme, o imperador Tibério surge como descendente da linhagem de César. Ora, nada mais falso. O próprio Augusto, já era filho adoptivo de César, e portanto, não era da sua linhagem, e Tibério, por sua vez, também era filho adoptivo de Augusto! Por isso, linhagem de César, que supostamente teria tido continuidade até Rómulo Augustulo de facto, nunca existiu!

11. A Ilha de Capri de Tibério
E aquilo que se passava em Capri, naquela Villa que de facto Tibério aqui construiu era de muito má memória, e nada daquela “aura nobilitante” que o filme faz questão de erguer… Aliás, na época a ilha era famosa pelas orgias que aqui organizava:
También disfrutaba con jóvenes y adultos de ambos sexos, con los que se solazaba asistiendo a un espectáculo llamado spintries, que consistía en una unión sexual a tres (muchachas y jóvenes libertinos, revueltos), que tenían que actuar hasta que el tirano se desahogaba. Para excitarse él y los que actuaban para él, tenía una apropiada biblioteca con obras de una célebre poetisa llamada Elefántide de Mileto, y de otros autores como Hermógenes de Tarsia o Filene, todas ellas hijas de un mismo motivo y un estilo especialmente dirigido a la excitación de los sentidos. Pero si los textos sicalípticos ocupaban la biblioteca de Tiberio en Capri, también necesitaba, y buscaba, cuadros de la misma temática que acompañaran a sus escenas orgiásticas” (ver AQUI).

12. O Bárbaro que sabia ler (!?)
Wulfila, o lugar-tenente de Odocro consegue ler a inscrição na base da estátua de César, na ilha de Capri. Espera. Um oficial germânico a ser capaz de ler? Latim? Pois sim… Seria mais credível colocar Wulfila a declamar Sócrates (o outro) ou a tocar piano do que vê-lo a ler. Os bárbaros germânicos que invadiram o Império nessa época não sabiam ler e confiavam nos romanos que recrutavam para a sua administração civil para essa tarefa. Entre estes, Boécio, o servidor de Teodorico, o rei dos Ostrogodos será o mais conhecido.

13. Os soldados “romanos”
Embora exista a crença generalizada que o exército romano do século V d.C. era formado essencialmente por bárbaros “romanizados”, contudo, estudos recentes indicam que afinal de contas, no exército romano desta época o número de bárbaros não era afinal assim tão dominante… De facto, mesmo entre os auxilia palatina que cumpriam missões de guarda na capital só tinham um quinto de bárbaros romanizados. De facto, o exército romano do começo do Império poderia incluir uma percentagem superior de bárbaros… De qualquer modo, entre os soldados de Aurelius não se vê um único germânico… E essa total ausência é de estranhar (embora surja de facto um africano).

14. A “Legio Nona Invicta”
A “Legio Nona Invicta” do general Aurelius deveria corresponder à “Legio IX”… “Hispana”! Uma legião recrutada na Hispânia pelo próprio Júlio César em 58 d.C. e incluindo… bastantes lusitanos… É verdade que a Legio IX serviu no actual Reino Unido, mais exactamente em Eburacum (York), mas foi extinta no reinado do saudoso Marco Auréli, no século II d.C.! Curiosamente, este legião continua a existir nos dias de hoje, como se poder ver… AQUI! E não era “Invicta”, coisa nenhuma, mas apenas… “Hispana”, claro!

15. A “espada de César”
Os romanos nunca tiveram uma tradição de “objectos mágicos”… Não houve nenhuma espada mágica de César, nem lendas sobre a dita. Aliás, o próprio conceito em si é mais céltico do que romano, sendo o objecto semelhante mais famoso a “Excalibur” que serve aqui de protótipo a mais esta invenção de Manfredi.

16. O duplo erro da Coroação de Rómulo
A coroação de Rómulo não teve lugar nem em Roma, nem em 460 d.C.! Falhanço em toda a linha no que respeita a fidelidade histórica! Vá lá… Foi coroado e pelo menos aí Manfredi acertou! A coroação teve lugar em 476 e na então capital romana de Ravena…

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A “Bússola Dourada” (The Golden Compass) e as críticas freudianas de alguns grupos católicos


(Trailer oficial do filme “The Golden Compass”)

Fui ontem ver o filme “A Bússola Dourada” (The Golden Compass). Sobretudo, e para além do facto de se tratar de um filme passado num ambiente Fantástico, coisa que sempre apreciei particularmente, chamaram-me a atenção as críticas que provocou no seio de alguns grupos cristãos mais fundamentalistas… De facto, não o teria ido ver se não fossem estas, pelo que estive perante mais uma constatação do famoso axioma: “There is no such thing as bad publicity“.

O filme é si mesmo é uma adaptação cinematográfica do primeiro livro de Philip Pullman, nomeadamente da sua série “His Dark Materials“, que francamente não conheço, mas que parece reunir todos os ingredientes para uma (ou várias) boa história… Esta contestação “cristã” faz lembrar algo da contestação em surdina, mas constante a propósito da série Harry Potter e do seu suposto apelo aos ideias Wicca e da Feitiçaria pagã… Se no caso de Potter, a referência parece francamente forçada, no caso deste filme e dos livros que lhe deram origem, parece haver uma certa meada que pode de facto assentar arraias sobre um substrato de crítica não tanto ao cristianismo (não antevi sinais disso no filme), mas na hierarquia católica, e sobretudo, no Vaticano…

A “Liga Católica”, uma organização católica sediada nos EUA publicou uma “Press Release” onde condensa essas críticas e anunciou uma campanha contra o filme e a obra de Pullman:

““New Line Cinema and Scholastic Entertainment have paired to produce ‘The Golden Compass,’ a children’s fantasy that is based on the first book of a trilogy by militant English atheist Philip Pullman. The trilogy, His Dark Materials, was written to promote atheism and denigrate Christianity, especially Roman Catholicism. The target audience is children and adolescents. Each book becomes progressively more aggressive in its denigration of Christianity and promotion of atheism: The Subtle Knife is more provocative than The Golden Compass and The Amber Spyglass is the most in-your-face assault on Christian sensibilities of the three volumes.

“Atheism for kids. That is what Philip Pullman sells. It is his hope that ‘The Golden Compass,’ which stars Nicole Kidman and opens December 7, will entice parents to buy his trilogy as a Christmas gift. It is our hope that the film fails to meet box office expectations and that his books attract few buyers. We are doing much more than hoping—we are conducting a nationwide two-month protest of Pullman’s work and the film. To that end, we have prepared a booklet, ‘The Golden Compass: Agenda Unmasked,’ that tears the mask off the movie.

“It is not our position that the movie will strike Christian parents as troubling. Then why the protest? Even though the film is based on the least offensive of the three books, and even though it is clear that the producers are watering down the most despicable elements—so as to make money and not anger Christians—the fact remains that the movie is bait for the books. To be specific, if unsuspecting Christian parents take their children to see the movie, they may very well find it engaging and then buy Pullman’s books for Christmas. That’s the problem.

“We are fighting a deceitful stealth campaign on the part of the film’s producers. Our goal is to educate Christians so that they know exactly what the film’s pernicious agenda really is.”

Neste comunicado invocam a confissão “ateísta” de Pullman e o objectivo secreto de denegrir o Cristianismo… Bem, não vi nada de tal. Nenhuma referência à simbologia ou iconografia usadas geralmente pelo Cristianismo ou por qualquer uma das suas “seitas”, como aquela que vingou após Constantino e que hoje é conhecida como “Catolicismo”. Exietem referências um certo “Magisterum” que parece reger todo o Mundo conhecido e imopõe a sua doutrina, classificando como “heresias” todos os desvios à mesma. Se isso faz lembrar o Catolicismo aos católicos… Não é um pouco freudiano? Ou seja, a própria revolta contra o mundo fictício da série não indicia que os próprios católicos (pelo menos os membros desta Liga) sente que a “sua” Igreja encaixa demasiado bem na descrição?

De facto, o filme mantêm apenas as referências ao Magisterium como podendo rápidamente ligado à História da Igreja Católica ao longo do tempo… Aliás, o filme parece ter sido severamente editado e manipulado em pós-produção, provavelmente para ser extirpado de qualquer outra referência mais directa e explícita ao Cristianismo. Aliás, o trabalho de edição foi tão intenso que algumas sequências do filme ficaram confusas e o comportamento dos personagens nem sempre é compreensível por isso mesmo… A própria história parece ter sido severamente condensada para caber num único filme, mesmo contando com a sequela que a cena final deixa antever…

Fonte:NY Magazine

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Podemos sobreviver no Espaço sem um Fato Espacial?


(Arnold Schwarzenegger na superfície marciana em “Total Recall” in http://sydlexia.com)

No filme Sunshine um astronauta é obrigado a abandonar o seu fato espacial e a sair para o Vácuo espacial… No filme Total Recall o personagem principal sobrevive a alguns momentos de exposição na superfície marciana, praticamente desprovida de qualquer atmosfera… Ora bem. Será que é então possível ao Homem sobreviver no vácuo do Espaço ou estamos perante mais um Hoax ou Mito Urbano?

Bem, segundo os especialistas em medicina espacial consultados pela slate.com sim é possível… As principais funções de um escafandro espacial são as de proteger o astronauta no interior dos raios ultravioletas e das temperaturas extremamente altas ou extremamente baixas no exterior. Se fosse exposto ao vácuo, sem um fato, o astronauta teria como maior problema imediato a falta de oxigénio para respirar e uma embolia massiva, resultante da diferença de pressão entre o exterior e o interior do seu corpo. Mas nem uma nem outra matam imediatamente, pelo que seria possível sobreviver algum tempo no Espaço… Desde que por muito pouco tempo! Estima-se que esse tempo esteja limitado a pouco menos de 15 segundos até que ocorra a inconsciência pela falta de oxigénio. É verdade que aqui, no solo, podemos suster a respiração por cerca de cinco minutos (se formos yogiis do último nível, claro…), mas no Espaço não é possível “suster a respiração”, pelo contrário, para aguentarmos mais alguns escassos mas preciosos segundos até à comporta aberta da nossa nave espacial devemos esvaziar completamente de ar os nossos pulmões, de forma a evitar que o ar aqui conservado expanda e destrua os tecidos e vasos sanguíneos dos pulmões…

Bem, ficam a saber, já que nunca se sabe quando podem ser apanhados no Espaço sem um Fato Espacial…
Fonte: Slate.com

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Dr. Strangelove… Será que afinal a tal “Doomsday Machine” existia mesmo… e ainda funciona?

 

Quem teve já o prazer de ver um dos melhores filmes do Século XX, o “Dr. Strangelove” (”Dr. Estranho Amor”) de Stanley Kubrick deve lembrar-se que a história mencionava uma “Bomba do Fim do Mundo“, uma arma gigantesca de cobalto concebida para ser detonada se a União Soviética fosse atacada com armas atómicas e que tornaria inabitável toda a superfície terrestre. A história pretendia ser de ficção, mas… um artigo da revista Times cita ESTE livro (”Doomsday Men: The Real Dr. Strangelove and the Dream of the Superweapon”) menciona a construção de uma rede subterrânea capaz de resistir a qualquer ataque nuclear dos EUA e contendo no seu âmago um computador de nome “Perimetr”. Segundo o autor, P.D. Smith o sistema teria entrado em operação apenas em Janeiro de 1985 e deveria monitorizar qualquer detonação nuclear sobre o território da União Soviética e alertar para qualquer falha nas comunicações com o Kremlin, em Moscovo. Se fosse detectada uma detonação e não houvesse comunicações o sistema pediria a aprovação humana para um posto de comando subterrâneo onde o oficial no comando tomaria sózinho a decisão final ou não… de… activar uma resposta nuclear ao ataque americano.

Por outro lado… Numa edição do Washington Post de 2003, o investigador Bruce G. Blair, um antigo oficial de uma estação ICBM dos EUA (hoje um especialista internacional em armamento russo) revelou que os ICBMs americanos tinham alvos designados na Rússia e na China, sobretudo em silos de lançamento e em postos de comando, nomeadamente em Yamantau (Google Map) e Kosvinsky (Google Map ) onde foram desenvolvidos grandes trabalhos de construção envolvendo dezenas de milhar de trabalhadores e atentamente monitorizados pelos satélites de vigilância americanos. Blair acrescenta que o Perimetr estaria em Kosvinsky e que o operador humano que teria a cargo a tal “decisão terminal” poderia num único comando lançar todo o arsenal nuclear russo.Não existem certezas… Mas este sistema de 1985 ainda parece existir e, francamente, se a Rússia recomeçou os vôos de bombardeiros nucleares não é provável também que este sistema tenha sido reactivado, isto admitindo que alguma vez esteve mesmo desligado? E já agora… Imaginemos que aqueles rapazes barbudos da Chechénia conseguem pôr as mãos sobre um engenho nuclear e detonar o dito algures na Rússia isso não vai tocar uma campaínhas algures neste bunker em Kosvinsky? Esperemos então que as linhas com Moscovo estejam livres nesses 15 minutos críticos…

Fontes:WiredSlate

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Levaram 15 anos da vida de Coppola…

 


(A casa de Coppola em Palermo, uma zona abastada de Buenos Aires in http://newsimg.bbc.co.uk)

O famoso realizador Francis Ford Coppola perdeu 15 anos de registos no assalto executado por quatro homens mascarados na sua casa na Argentina. O bando terá levado fotografias, manuscritos, documentos e todo o equipamento informático da sua casa. O realizador apela agora publicamente para que os ladrões lhe devolvam a unidade de backups roubada, que foi furtada juntamente com todo o equipamento informático da casa e que tem cópias de todos os seus documentos, argumentos, notas, etc. Coppola diz que “é apenas uma coisa pequena… mas a informação que contêm vale muito tempo. Se eu pudesse recuperar esse backup, salvaria anos da minha vida – todas as fotografias da minha família, todos os meus textos.”

Bem, Coppola pelo menos fazia backups dos seus computadores (perdeu quatro neste assalto), e aparentemente para uma unidade de fita (embora isso não seja certo e possa também estar a referir-se a um disco USB externo), e nisto já cumpre mais do que a maioria de nós… E falo por mim, que tenho apenas backups parcelares e inconstantes dos meus dados em casos… Pois! Mas se Coppola cumpre esta regra, há uma em que falhou…

É que mandam as regras que se guarde sempre uma cópia off-site! Ou seja, que periodicamente se envie uma dessas tapes ou backups para um outro local… Percebe-se agora bem porquê…E quantos de nós estamos a guardar dados como códigos de acesso a ciberbancos, contas bancárias, as únicas fotografias digitais dos nossos filhos, etc, sem nunca termos feito um único backup a estes dados? Quantos naqueles que lêm estas linhas, hum?

Fonte: Sun Times

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Detida por… causa de 10 segundos do filme Transformers…


(http://img207.imageshack.us/img207/4397/movieposterqm1.jpg)

Por cá, com a celeuma e o encerramento do BTuga e no resto do mundo a pressão das associações dos editores de música e cinema está a alcançar um novo paroxismo, só comparável à crise que assola esta ainda muito lucrativa indústria, mas que deverá reduzir as vendas de CDs a zero nos próximos cinco anos… Assim, os lobbies Motion Picture Association of America, a associação do género mais poderosa e influente do mundo conseguiram levar a polícia a aplicar nesta área uma política de “Tolerância Zero”.

Como em todos os radicalismos, a aplicação cega desta medida está a produzir alguns extremos que seriam ridículos se não fossem tão trágicos… Nos EUA, uma jovem de 19 de anos que assistia ao filme Transformers num cinema da Virgínia com a sua namorada arrisca-se a cumprir um ano de prisão e a ter de pagar uma multa de 2500 dólares depois de ter gravado dez segundos do final do filme. Aparentemente, alguém a viu a usar a câmara digital e chamou a polícia (que teve que abandonar uma muito mais perigosa perseguição a um gang juvenil e a retirada de um gato assassino do alto de uma árvore em troca desta perigosa missão). A jovem alega que filmara apenas estes 10 segundos para os mostrar ao seu irmão mais novo, e de facto, parece que não filmou o filme completo, como sucede com tantos screeners que se especializaram nesta actividade ao ponto de o próprio Seinfled lhes dedicar um episódio inteiro…

Sem dúvida que as autoridades devem perseguir a indústria paralela da pirataria, com ramificação e autênticas linhas de montagem estabelecidas a Oriente e sobretudo na China – autêntica capital mundial da contrafacção – e entre ela, os indivíduos que profissionalmente usam câmaras de vídeo para gravarem filmes inteiros nos primeiros dias da sua estreia para depois os colocarem nessas nebulosas redes (este fenómeno acontece a cerca de 90% de todos os filmes), mas este não é o caso! Está estabelecido que a rapariga não pertence a nenhuma “rede” e que gravou apenas 10 segundos do filme, o que lhe retira toda a possibilidade de uso comercial do extracto… Sem dúvida que não foi acto inteligente, mas possui o devido Dolo (intenção) criminosa merecedora de tal pena? Não me parece…

Para combater a pirataria no mundo do audio e do video o que é preciso é imaginação. Imaginação para encontrar novas formas de vender música e cinema que sejam justas, nos preços propostos, sabendo-se que os níveis babilónicos de preços cobrados por cada album ou em cada bilhete ou DVD originais estão na raíz directa do fenómeno da pirataria e, sobretudo, importa focar esforços e energias sobre as redes para-industrias de fabricação de pirataria e de distribuição que com sede no Oriente contaminam todo o planeta… Se a Arte deve sobreviver e ser remunerada de forma a que possa fazer mais é preciso pagar pelo justo valor e castigar os criminosos. Mas daí a ir atrás de estudantes de 19 anos ou de cada um dos 200 mil utilizadores portugueses da rede P2P Btuga… É comprometer ainda mais a imagem já muito má de uma indústria moribunda e entrar em pleno regime autofágico.

Fonte: Plastic.com

Categories: Agricultura, Cinema, Educação, Informática, Justiça, Sociedade, Wikipedia | Deixe um comentário

“Mr Beans Holydays” de Rowan Atkinson… O regresso do verdadeiro “Mr Beans”?

As aventuras e desventuras do genial e hilariante “Mr. Beans” são ainda hoje dos momentos de humor mais bem concebidos desde sempre, incluindo os do “histórico” Charlie Chaplin, dos Monty Python, do Black Adder, também da forja do mesmo Rowan Atkinson. Os fantásticos sketches de “Mr. Beans” foram atentamente seguidos pela primeira filha à coisa de 10 anos e são agora seguidos com o mesmo tipo de fidelidade, pela mais pequena de 3 anos… Um humor tão intemporal e transversal só pode ser Genial e o “Mr. Beans” é sem dúvida um dos fenómenos culturais mais marcantes do final do Século XX. Por isso, não foi com pouca tristeza que assisti à reutilização massiva de sketches antigos, à inserção de novos sketches desinspirados que todos pudemos ver no primeiro filme “Bean”, de chancela americana e formatado para um público “global” muito diferente daquele que criou o sucesso da personagem…. Anos depois o igualmente triste e desinspirado “Jonhy English” confirmava o mau momento criativo em que encontrava Rowan Atkinson, porvento exaurido depois de 20 de explosiva criatividade ou tendo já apagada a lâmpada do génio, consumida desregradamente no apogeu da sua juventude…

Mas a esperança de que não tenhamos ouvido ainda tudo de Atkinson renasce agora! Os trailers disponíveis do novo filme “Mr Beans Holyday” expõe finalmente uma série de novos sketches (não mais as anteriores reinvenções de sketches antigos) oriundos do mesmo elevado nível de inspiração que esteve por detrás do sucesso de “Mr Beans” na década de oitenta… Francamente, estou ansioso para ver o filme, e conto disponibilizar algum do meu muito disputado tempo para ver o dito filme!

Categories: Cinema, Educação, Filmes, Hoaxes e Mitos Urbanos, Humor | 4 comentários

O livro “A Papisa Joana” vai ser passado a cinema pelo realizador alemão Volker Schlondorff

Talvez se recordem DESTE meu post anterior sobre o livro “A Papisa Joana”… Se sim, saibam que o realizador alemão Volker Schlondorff vai filmar este ano na Bulgária um filme baseado no livro que descreve a vida atribulada de Joana, uma mulher que no misógamo século IX se fez passar por homem, e que após uma carreira como frade e depois, como médico do Vaticano foi eleita Papa, um cargo que ocupou enquanto “homem” até ao momento em que deu à luz, em plena procissão em Roma…

Estou curioso para ver a reacção do Ultracatólico Papa Ratzinger e da turba que se move sempre que um filme vagamente polémico para com o Cristianismo chega às salas de cinema…

E será que… esta gaffe do açúcar também vai surgir no filme?

Fonte: RTP

Categories: Alquimia, Cinema, Educação, Livros | 15 comentários

Do filme “Pecados Íntimos” (Little Children) de Todd Field


(http://www.salon.com)

“Pecados Íntimos” (a tradução improvável do filme “Little Children” de Todd Field) ainda em exibição nalgumas salas lisboetas classifica-se facilmente entre os melhores filmes que já me passaram pela frente nos últimos anos…

Tecido a partir de um romance de Tom Perrotta, o argumento do filme (escrito em parceria entre o realizador e o escritor) é simplesmente soberbo… Repleto de várias histórias paralelas que se cruzam várias vezes e que alcançam o apogeu num final imprevisível e memorável.

O filme, interpretado por Kate Winslet, Gregg Edelman, Sadie Goldstein, Patrick Wilson, Ty Simpkins e Jennifer Connelly decorre num subúrbio norte-americano e é uma visão sobre a realidade sociológica da sociedade americana. Uma sociedade ainda enferma do puritanismo dos primeiros colonos, e intensamente auto-repressiva no campo da sexualidade. Aliás, esta repressão é mesmo o mote principal de todas as histórias que povoam o argumento. Casais infelizes, sexualmente omissos, que vivem vidas de conveniência e que criam crianças infelizes, porque os seus pais (sobretudo Sarahj Pierca a mãe de Lucy) são infelizes.

As mulheres deste filme, optaram todas (com uma excepção) por ficarem em casa a cuidar dos filhos. Estes, aparentemente, não frequentam colégios ou infantários e são a sua única ocupação… Mulheres que prescindem de uma carreira ou de outra realização que não aquela que lhes possa advir do papel de mães, encontram aqui uma fonte de frustações que as torna em pessoas diminuídas, incompletas e insatisfeitas… Sarah, surge aqui como uma Outsider, que observa este grupo de conveniência sob os olhos da sua formação (inutilizada) como antropóloga… E que transcende estes limites ao encetar uma relação calorosa e apaixonada com o “principe do Baile” Brad Adamson (Patrick Wilson) que o grupo de “mães profissionais” admira, de longe, à distância e sem se atrever a abordar… A consumação da aproximação dos dois torna Sarah numa pária nesta sub-sociedade de subúrbio…

Fontes:

http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/pecados-intimos/pecados-intimos.asp

http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=158068

http://en.wikipedia.org/wiki/Todd_Field

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