Ciência e Tecnologia

Sabia Que…

…quando o coração deixa de bater, o oxigénio deixa de chegar ao cérebro e que este recorre a um transmissor químico de alta energia para se manter ativo durante cinco minutos? Quando este se esgota, as células cerebrais começam a morrer… Ou seja, se o coração não for reativado em cerca de 15 minutos. O cérebro sofre perdas serias de células, irreversíveis acima dos 20 ou 25 minutos.

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A Índia reage aos dumpings chineses no setor das telecomunicações. A Europa, não

O governo indiano decidiu que vai deixar de utilizar equipamentos de comunicações de “fornecedores internacionais”. A decisão ocorre no contexto de um concurso de quase quatro mil milhões de euros para fornecimento de equipamento para uma rede nacional de fibra ótica onde agora, apenas fabricantes indianos poderão concorrer…

A decisão protecionista indiana retira aos grandes fabricantes internacionais (a europeia Ericson, a norte-americana Cisco e as chinesas ZTE e Huawei) toda a possibilidade de ganhar o concurso. A decisão resulta em primeira instância de uma recomendação do ministério das comunicações para barrar o acesso ao concurso das empresas chinesas ZTE (curiosamente o fabricante do Android com que escrevo estas linhas) e Huawei. Uma recomendação que foi também dada e seguida nos EUA e que levou, por exemplo, o laboratório nuclear de Los Alamos a substituir todos os seus switches de marcas chinesas.

A Europa, contudo, é muito mais lenta a reagir… os dumpings chineses neste setor (e em outros) são cada vez mais flagrantes, mas aos Grandes Interesses multinacionais e financeiros continua a interessar a destruição dos setores industriais de ponta europeus e a sua deslocalização para a China, razão pela qual estas movimentações norte-americanas e indianas não são seguidas na União Europeia. Simultaneamente, estes movimentos protecionistas ao serem cegos, afetam não só os desonestos fabricantes chineses como também aqueles que seguem as regras comerciais: os EUA excluem assim os fabricantes europeus e os indianos os fabricantes europeus e norte-americanos: o mundo ainda não percebeu que contra a tremenda escala do jogo sujo executado por Pequim há apenas uma resposta possível: e esta passa pela criação de uma grande zona de comércio – justo, paritário e ambientalmente sustentável – que exclua a China.

Fonte:
http://paritynews.com/government/item/571-india-bars-zte-huawei-others-from-sensitive-government-projects

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Em Prol da Adoção de Software Livre nos Municípios Portugueses: Uma Poupança nada Displicente!

https://i2.wp.com/www.prague-information.eu/dsgn/old_img/Pics/Transfers/munich.jpg

Numa época em que a contenção da Despesa Pública é uma espécie mantra que importa repetir cada vez mais por forma a que se aligeire a “enorme” carga fiscal que os especuladores e banqueiros lançaram sobre nós, por forma a tudo fazerem para fugirem à reestruturação da dívida, há que olhar para alternativas.

Uma alternativa de contenção de despesa passa por seguir o exemplo da cidade de Munique e adotar na administração municipal software open source. Desde que este projeto começou, o município já poupou mais de onze milhões de euros… o projeto decorre em várias vertentes: na principal, os computadores da autarquia de Munique recebem uma instalação de uma distribuição própria (a LiMux, desenhada especificamente para o município) de Linux em de Microsoft Windows e Office 2010 Até ao momento, 80% dos mais de 15 mil computadores já foram substituídos.

Se Munique tivesse mantido a aposta em software proprietário Microsoft a cidade alemã teria gasto já mais de 11 milhões de euros. A opção pelo Código Aberto permitiu gastar apenas 270 mil euros.

Mas a poupança, de facto, ainda foi maior… contando além do software com custos de manutenção e treino por causa da preparação dos funcionários do município para as novas versões de software Microsoft, os custos chegariam até bem perto dos 34 milhões de euros. O mesmo tipo de despesas, mas no software de Código Aberto equivalente, ficaram em 23 milhões de euros. De igual forma, realizaram-se poupança adicionais ao não atualizar a memória de alguns equipamentos por forma a poderem suportar as novas versões do software Microsoft.

O bom exemplo de Munique está a levar outras cidades alemãs a seguirem-lhe o exemplo. É por exemplo o caso de Leipzig, que optou por uma versão mais ligeira mantendo as máquinas a correrem Windows mas substituindo o Microsoft Office por Open Office em 3900 dos 4200 dos computadores desse outro município alemão.

Num momento de tão grave crise financeira seria de esperar ver estes exemplos alemães propagados também a Portugal. Lisboa, em particular, com os seus dez mil funcionários e um numero de computadores que deve ronda os quatro milhares poderia realizar uma poupança idêntica à destas cidades alemãs.

Fonte:
http://tek.sapo.pt/noticias/computadores/munique_poupa_11_milhoes_de_euros_com_opcao_p_1284431.html

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A Apple regressa aos Estados Unidos? Para grande desagrado dos especuladores…

Apple iMac

Apple iMac

O grande problema do Ocidente foi ter aberto as fronteiras comerciais à China, cedendo às pressões dos teóricos do neoliberalismo sem receber reais contrapartidas dessa abertura desbragada de fronteiras. Sem limites morais, ambientais, laborais ou de respeito pelos padrões de Direitos Humanos as empresas chinesas arrasaram com a indústria no Ocidente.

Algumas multinacionais começaram finalmente a perceber que se continuassem a esvaziar Emprego no Ocidente, sem o criar a Oriente (devido ao modelo de baixos salários) a curto prazo levariam ao colapso do seu mercado consumidor principal. Uma dessas empresas foi a Apple que começou agora a distribuir alguns dos seus novos iMacs com a etiqueta “made in the USA“. Esta etiqueta – segundo os regulamentos federais em vigor – significa que estes computadores não foram simplesmente montados nos EUA com peças fabricadas no estrangeiro (“assembled in the USA”, nesse caso) mas que incorporam uma significativa parcela de fabricação local.

A Apple, segundo o seu CEO, Tim Cook, tem agora a estratégia de relocalizar uma parcela cada vez maior da produção, mas as fábricas que planeia vir a construir serão fábricas muito robotizadas, pelo que não serão grandes geradoras de emprego… por outro lado, os Mercados financeiros não parecem ter gostado mesmo nada desta decisão: nos dias seguintes a esta declaração de Tim Cook a ações da Apple (geralmente muito apreciadas pelos especuladores) tiveram um rombo estrondoso… aparentemente os Mercados não gostam de ver o Ocidente a reindustrializar-se…

Fonte:
http://appleinsider.com/articles/12/12/02/some-new-imacs-marked-as-being-assembled-in-america

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Afinal, será mesmo possível construir um motor Warp?…

Quem seguia religiosamente a série Star Trek há de se recordar que a Enterprise se movia entre os sistemas estelares durante a sua viagem de cinco anos usando uma certa “propulsão Warp”.

A partir desta inspiração alguns físicos desenvolveram teorias no sentido de criar as bases teóricas para sistemas de propulsão espacial mais rápidos que a velocidade da luz. O primeiro terá sido o físico mexicano Miguel Alcubierre, que através da criação de um sistema capaz de distorcer o espaço-tempo e levar assim a nave espacial até velocidades super-lumínicas. O problema era de que esse conceito exigia energias – literalmente – astronómicas, e logo, era impraticável.

Um motor Alcubierre implicaria uma nave oval com um grande anel rodeando-a. O anel faria com que o espaço-tempo em torno da nave contraísse na sua vanguarda e expandisse à sua retaguarda, levando assim a nave até velocidades acima da velocidade da luz. No meio, a nave estaria numa região sem perturbações. O problema com este conceito é mesmo a energia requerida para fazer estas contrações e distensões do tecido do Espaço-Tempo: a conversão total em energia de uma massa equivalente ao planeta Júpiter. Algo que, manifestamente, não é fácil de conseguir…

Mas cálculos recentes vieram baixar radicalmente esta estimativa inicial: aparentemente, se em vez de um anel estivermos perante um donut arredondado, disposto também em torno da nave a propulsar, então, os requisitos energéticos caem abruptamente, mais exactamente para pouco mais de 700 kg! Estes cálculos teóricos foram apresentados recentemente numa conferência internacional pelo cientista da NASA Harold White e decorrem já testes em laboratório sobre este conceito naquilo a que a equipa de White designou por “White-Juday Warp Field Interferometer” no Johnson Space Center, procurando apurar se é possível perturbar o espaço-tempo em minúsculas frações, de uma parte em dez milhões.

Fonte:
http://news.discovery.com/space/warp-drive-possible-nasa-tests-100yss-120917.html#mkcpgn=rssnws1

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Tiger Leap Foundation: O Magalhães feito como deve ser

Tiger Leap Foundation (http://img.docstoccdn.com)

Tiger Leap Foundation (http://img.docstoccdn.com)

Já escrevi várias vezes sobre a grande desilusão que foi o programa Magalhães, sobre a escala incrível de desperdício e de oportunidades perdidas que representou e como se tornou de uma ferramenta absolutamente crucial para oferecer um autêntico “salto quântico” à nossa sociedade, num instrumento de jogos e de chat, facebooks e outras irrelevâncias.

Mas enquanto Portugal desperdiçou o Magalhães, outros não seguiram o seu infeliz exemplo. A Estónia, nomeadamente, está a lançar um programa nacional para ensinar aos alunos dos vários graus de ensino público, a começar tão cedo como a Primária, linguagens de programação. O projeto está a ser conduzido pela “Tiger Leap Foundation”, entidade que está a reunir os materiais de estudo que depois serão disponibilizados às escolas que aderiram ao projeto.

A fundação está a treinar professores desde o início de setembro de 2012 por forma a que estejam preparados para lecionarem aulas de programação já a partir de outubro.

Numa fase inicial, serão usadas aplicações da Microsoft, como a especialmente desenvolvida “Kodu” e o objetivo será o de criar jogos baseados na Internet e que poderão correr em Windows ou numa consola Xbox.

Um exemplo que Portugal deveria também seguir, aproveitando a extensa e sub-aproveitada base fornecida pelos Magalhães, mas procurando utilizar não ferramentas proprietárias e fechadas de grandes multinacionais norte-americanas, mas utilizando ferramentas de Código Aberto e os sistemas operativos Linux que aliás estão também já presentes nos computadores Magalhães, garantindo assim uma independência em relação aos interesses egoístas das grandes corporações e de países estrangeiros.

Fonte:
http://www.spacemart.com/reports/Estonian_first_graders_to_learn_computer_code_999.html

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A NASA está a avaliar uma missão a Enceladus

Um dos geisers de Enceladus (http://apod.nasa.gov)

Um dos geisers de Enceladus (http://apod.nasa.gov)

O foco das últimas missões científicas em busca de vida ou de sinais de vida no Sistema Solar tem sido Marte. Mas a verdade é que indícios recentes colocaram Marte não no topo, mas no meio da tabela dessa lista de melhores candidatos. No topo, estão alguns satélites de Júpiter e Saturno e, nomeadamente, do último planeta gigante, Saturno: Enceladus…

Um cientista da NASA, Chris McKay, está a trabalhar numa proposta para uma missão robótica ao satélite saturnino. O que está a fascinar os cientistas em Enceladus é um geiser no polo sul do satélite que está a levar para a superfície a água do oceano subterrâneo e os componentes orgânicos que este contém. Enceladus tem assim os quatro componentes essenciais à vida: água líquida, energia, carbono e. nitrogénio.

O problema está em que colocar uma sonda no solo de Enceladus será extremamente difícil… colocar uma sonda em Enceladus demoraria pelo menos quinze anos, contando com a ida, recolha de amostras e regresso à Terra. Obviamente, o local favorito para colocar a sonda é nas imediações desse geiser, já que qualquer eventual vestígio de vida nesse oceano subterrâneo acabará por ser arremessado nesses jatos de água para a superfície sem que se tenha que escavar e navegar num mar submerso como se teria que fazer noutro excelente candidato para esta demanda: o satélite joviano Europa.

Fonte:
http://www.npr.org/2012/08/05/158170844/life-on-mars-try-one-of-saturn-s-moons-instead?ft=1&f=1007

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Portugal precisa de um verdadeiro Plano Nacional para a Informática

Portugal é um dos poucos países do mundo desenvolvido onde grande parte dos estudantes do primeiro ciclo possuem um computador pessoal portátil (o “Magalhães”). As virtualidades que daí poderiam advir são tremendas, mas fica a sensação desagradável (como se de uma comichão se tratasse) de que essa ferramenta não só não está a ser explorada em todas as plenitudes das suas potencialidades, como está – pior – a ser mal usada.

Portugal tem hoje entre as suas mais dinâmicas e saudáveis empresas exportadoras algumas empresas de TI. Em termos globais, o setor das Tecnologias de Informação e das Comunicacoes tem uma importancia cada vez maior, mas fica a sensação de que o país não está a crescer tanto neste setor como podia. Apesar do crescimento aparentemente descontrolado dos números do desemprego, há muitas vagas por preencher no setor das TI e sendo certo que esse desafasamento deve muito aos salários que se pretendem atribuir, existe também um nítido fenómeno de insuficiencia universitaria em fornecer a quantidade necessária de licenciados nesta área vital para o desenvolvimento do país.

Portugal precisa de um verdadeiro Plano Nacional para a Informática: que abranja todos os graus de ensino, desde o básico até ao universitario, sem esquecer o secundário. É preciso que os Magalhães e demais laptops fornecidos a preços reduzidos sejam efetivamente usados como verdadeiros computadores que são e não como “máquinas estúpidas” que pouco mais fazem que correr jogos Flash, Chat e Facebook.

Este Plano Nacional de Informatica deve:
1. No Básico promover a utilização de software aberto e novas releases do Magalhães (hoje suspensas) devem incluir apenas sistemas operativos abertos Linux, como o português Caixa Mágica. As distros não podem incorporar por defeito aplicações de Chat, jogos ou outras distracoes. As editoras devem trabalhar em conjunto numa plataforma que preserve os direitos autorais que possibilite a total virtualizacao dos manuais escolares, poupanndo em custos de impressao, distribuição e armazenamento e reduzindo a pegada de carbono do país. Noções básicas de programacao devem ser ensinadas às crianças, desenvolvendo nos meios universitarios (se necessário) uma nova linguagem de programacao adequada a esse fim.

2. As limitacoes quanto ao uso de Chat e Jogos nestes computadores de meio escolar devem manter-se, assim como a utilização exclusiva de software aberto no nível Secundário de ensino. Os objetivos da utilização da informatica neste nivel devem ser – naturalmente – mais ambiciosos, passando pela produção de conteúdos originais (p.ex. para a Wikipédia portuguesa), e, sobretudo, pelo desenvolvimento de competências de programacao que levem à produção de aplicações que corram em diversas plataformas, como o Android, iPhone, ou em webservers e computadores desktop.

3. Nos níveis mais elevados de ensino (licenciaturas, mestrados e doutoramentos) devem manter-se as mesmas lógicas dos níveis anteriores (foco no Código Aberto e nas competências de programacao), incorporando métricas de sucesso (número anual de novos licenciados, de novas empresas de TI, de exportacoes e emprego gerado neste setor), recebendo as universidades públicas incentivos financeiros em função do sucesso obtido em cada uma dessas métricas.

Como caso de estudo neste Plano Nacional para a Informatica Portugal deve estudar o sucesso israelita, país de dimensao demografica e economica comparavel e que deve o seu sucesso atual nessa area a um plano idêntico desenvolvido nesse país do Médio Oriente na decada de noventa. Em particular, a transformacao da disciplina de Informatica, como curricular, ao lado da Matemática e do Português deve ser ponderada, assim como um aumento exponencial da exigência dos programas, nomeadamente ao nível das competencias de programacao e redes.

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O primeiro Drone WiFi: O “Parrot AR Drone 2.0”

Uma parte (muito grande) de mim há de sempre gostar de gadgets… e quando essa parte soube do lançamento de um mini helicóptero de nome “Parrot AR Drone 2.0” tive que usar toda a força do meu cérebro supostamente superior para conter uma pulsão animal para o comprar.

O Parrot é, com efeito, o sonho de qualquer viciado em tecnologia: basicamente é um drone pessoal, um aparelho voador de quatro propulsores controlado por smartphone, com uma câmara HD de vídeo. O Drone quando é ativado mantém-se estático a cerca de um metro de altura, depois, fica disponível para receber comandos. O Parrot tem duas câmaras, uma frontal de 720p e uma de ventre que não sendo nada de especial, fazem o seu trabalho. O alcance do drone está limitado ao do sinal WiFi: ou seja, em espaço aberto pode chegar aos quarenta e tal metros. Ou mais… ou menos… depois das condições de humidade, temperatura e claro, da existência de obstáculos (muros e vegetação muito densa). A aplicação do Parrot que se instala no smartphone permite guardar os vídeos captados aqui ou num usb stick que se insere diretamente no drone, sendo esta a opção que suporta um bitrate mais alto e livre de perdas de frames como pode suceder nas ligações WiFi de mais baixa qualidade.

O Parrot custa cerca de 300 dólares, o que sendo caro para um mini-helicóptero fica bem em conta que se trata de um autêntico pequeno drone… uma curiosidade fascinante para um particular, decerto, mas uma ferramenta crucial para qual força da ordem ou companhia de bombeiros em operações contra incêndios florestais ou urbanos.

Fonte:
http://gizmodo.com/5931424/parrot-ar-drone-20-review-your-own-private-predator

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A primeira fotografia de alta resolução do Curiosity em Marte!

A primeira foto processada do Curiosity (http://www.newscientist.com)

A primeira foto processada do Curiosity (http://www.newscientist.com)

Esta é a primeira imagem de alta resolução enviada para a Terra do novo rover marciano da NASA, o Curiosity que na madrugada de 6 de agosto conseguiu realizar a muito difícil tarefa de aterrar em Marte. Depois de algumas imagens não tratadas em formato “raw” esta primeira imagem processada mostra o solo marciano e um segmento de uma das seis rodas do Rover. A imagem é o primeiro grande resultado depois de uma das mais perigosas descidas de um Rover em Marte (os ditos “7 minutos de terror”).

Esta primeira imagem mostra uma resolução impressionante apesar de usar uma das câmaras panorâmicas do Rover concebidas para evitar “surpresas” laterais, e designadas por isso mesmo (“hazards”) de Hazcams, que se encontram na secção traseira do Curiosity e que permitem que a NASA tenha uma visão permanente e completa de tudo o que rodeia o Rover. A maior parte da fotografia está inutilizada devido à incapacidade destas câmaras para lidarem com a exposição solar direta. Agora, vamos esperar pela entrada em funcionamento das câmaras principais do Rover nos próximos dias para termos as primeiras imagens realmente espetaculares de Marte… Stay tuned!

Atualização:
Alguns minutos depois de termos escrito estas linhas foi divulgada uma imagem do Rover descendo de paraquedas sobre a superfície marciana. A imagem foi captada pelo orbiter Mars Reconnaissance Orbiter (MRO):

Fontes:
http://www.newscientist.com/blogs/shortsharpscience/2012/08/touchdown-first-images-curiosity.html?DCMP=OTC-rss&nsref=online-news
http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/index.html
http://news.discovery.com/space/mars-curiosity-red-planet-photos-120816.html#mkcpgn=rssnws1
http://movv.org/?s=curiosity
http://www.wired.com/wiredscience/2012/08/mro-curiosity-descent/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+wired%2Findex+%28Wired%3A+Top+Stories%29&utm_content=Google+Reader

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Contra o Proibicionismo

Cannabis (http://www.dn.pt)

Cannabis (http://www.dn.pt)

“O Bloco de Esquerda quer ver aprovado o consumo de cannabis para uso pessoal e a criação de “clubes sociais” para o consumo da substância” (…) “o proibicionismo falhou e fracassou, não reduziu o número de consumidores de drogas ilícitas, não protegeu a saúde desses consumidores, atirou para a marginalidade e para o sistema prisioonal milhares e milhares de jovens e, sobretudo, alimentou um mercado clandestino.”

Diário de Notícias, 19 de julho de 2012

É difícil concordar com tudo o sai com a chancela parlamentar do Bloco de Esquerda, mas nesta questão do fim do Proibicionismo é impossível nao estar de acordo. Sabe-se que mais de sessenta por cento de todos os detidos em prisões portuguesas o são por casos relacionados com a Droga. Os custos sociais e financeiros da continuacao de uma “guerra global” contra a Droga são tremendos e diretamente proporcionais aos lucros dos Baroes da Droga e dos grandes bancos que com eles estão em longo e sólido conluio…

Não interessa nem aos grandes baroes, nem aos grandes banqueiros, nem sequer aos políticos dos “partidos do poder” (financiados pela alta finança) acabar com o proibicionismo por causa dos interesses que assim seriam desafiados… defendo o fim do probicionismo não somente para com a cannabis, mas para com todas as drogas – leves ou “pesadas” -, desde logo porque apos mais de meio seculo de “guerra” já deveria ser evidente que não se irá obter aqui nenhuma vitória. E sempre haverá Droga e o seu consumo e produção. Como aquando da Lei Seca, da década de vinte nos EUA, os Estados serão – cedo ou tarde – forçados a reconhecer que esta via proibicionista não tem futuro. Importa assim começar a refletir em formas de liberalizar a produção e distribuição (o consumo, em Portugal, já está liberalizado, com efeitos muito positivos) e coordenar esse trabalho com outros países, por forma a globalizar um esforço de um problema que é, para todos os efeitos, efetivamente global.

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A China, na primeira metade de 2012, foi a potencia espacial a realizar mais lançamentos, batendo os EUA e a Rússia

Pela primeira vez na História, a China realizou mais lançamentos espaciais do que a Rússia durante um período de seis anos. Na prática, isso significa que entre janeiro e junho de 2012, a China realizou dez dos trinta e cinco lançamentos do ano, mais um que a Rússia, com os seus nove lançamentos e… mais dois que os EUA, com os seus oito lançamentos. Bem atrás, está a europeia Arianespace com três lançamentos e uma série de países, como a Índia, o Irão, o Japão e a Coreia do Norte, todos com um lançamento bem sucedido, ou uma tentativa falhada (caso da Coreia do Norte).

Esta indicação – assim como o recente sucesso chinês com a visita do seu primeiro laboratório espacial por uma cápsula Shenzhou – indica que a China é atualmente a potencia espacial que mais investe nesse setor. Não domina a tecnologia como dominam europeus, norte-americanos e russos, dependendo muito da tecnologia russa para alavancar o seu programa espacial e assim recuperar o atraso de décadas. Mas está determinada a recuperar muito rapidamente esse atraso e tem o capital suficiente para o fazer num prazo muito curto, progredindo décadas ao ritmo de anos, enquanto que os outros agentes parecem mais ou menos congelados no estado em que se encontravam no começo deste século.

Fonte:

http://www.spacedaily.com/reports/China_Beats_Russia_on_Space_Launches_999.html

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Dezenas de milhares de planetas semelhantes à Terra na nossa Galáxia…

Um estudo realizado por astrónomos europeus sobre uma amostra de Anãs Vermelhas concluiu que coletivamente estas estrelas poderão ter vários milhares de milhões de planetas nas suas regiões habitáveis.  Para chegarem a essa conclusão foram analisadas mais de vem milhões de estrelas usando dados recolhidos no observatório europeu no Chile.

O estudo localizou nove “super-Terras” sendo que duas delas estavam na região habitável que permite a existência de água líquida. Esta taxa de frequência corresponde a cem “Super-Terras” em órbita das estrelas Anãs Vermelhas num raio de dez parsecs da Terra. Aplicando esta taxa à galáxia estamos perante dezenas de milhares de milhões de planetas semelhantes à Terra só na nossa galáxia…

Fonte:
http://www.spacetoday.net/Summary/5572

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Novas pistas sobre as “Pegadas dos Deuses” do Sul de Angola e da Namíbia

Pegadas dos Deuses na Namibia (http://z6mag.com)

Pegadas dos Deuses na Namibia (http://z6mag.com)

Uma das coisas que mais me espanta neste nosso mundo é… a sua capacidade para me continuar a espantar. Não há muito tempo foi a descoberta de passagens na Grande Pirâmide, pouco depois, de objetos discoides no fundo do Báltico e, agora, das estranhas “pegadas dos deus” no deserto da Namíbia e da lusófona Angola. O fenómeno – assim designado pelos indígenas – tem intrigado a comunidade científica desde a sua descoberta mas agora, um estudo recente veio trazer novas informações sobre este fenómeno comprovando que as “pegadas” se regem por um ciclo de vida que as faz aparecer e desaparecer com alguma regularidade deixando fazer crer que podemos estar perante a expressão de um organismo vivo.

O trabalho de uma equipa da Universidade da Florida, liderados por Walter Tschinkel, sobre estes círculos com entre dois a doze metros de diâmetro comprovou que no seu interior não cresce qualquer vegetação, mas que no seu limite cresce sempre vegetação alta, tipicamente mais alta que a vegetação da zona onde surge o circulo. A equipa trabalhou sobre imagens de satélite de 2004 e 2008 encontrando um ciclo regular de os faz aparecer, crescer rapidamente e depois desaparecerem de forma igualmente rápida. Os círculos de menores dimensões apresentam uma duração media de vinte e quatro anos, mas os maiores pode durar setenta e cinco até, por fim, desaparecerem

As várias hipóteses apresentadas até hoje como explicação deste fenómeno, desde fungos a colónias de térmitas não foram confirmadas por escavações no local. Resta assim (navalha de Ockam…) a de estarmos perante uma forma de vida ainda não identificada.

Fonte:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54675&op=all

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A AW Energy está a instalar um protótipo de energia das ondas em Peniche

Sistema de Energia das Ondas da AW Energy (rackcdn.com)

Sistema de Energia das Ondas da AW Energy (rackcdn.com)

A instalação do protótipo para produção de energia das ondas ao largo de Peniche decorre a bom ritmo. A unidade foi desenvolvida pela empresa finlandesa AW Energy e consiste numa plataforma metálica de 40 metros, composta por três pás verticais gigantes que será colocada a vinte metros de profundidade a cerca de 500 milhas da costa. Em teoria, o protótipo conseguira gerar pelo menos cem quilovátios, ou seja, o suficiente para 40 a 60 habitações.

Daqui a três anos, o parque deverá ter uma capacidade total de 500 kw, ou seja, cinco unidades em funcionamento.

A estrutura do protótipo começou a ser construida em março de 2011 nos Estaleiros Navais de Peniche. Esta estrutura tem tanques que uma vez cheios de água serão submersos levando as pás metálicas (concebidas na Finlândia) até a profundidades onde as correntes são mais fortes que à superfície.

O custo total deste projeto ascende a cinco milhões de euros, três dos quais com financiamento europeu e que – se os atuais testes forem sucedidos – irá instalar na praia da Almagreira a primeira central de energia das ondas deste tipo. Assim se encontrem investidores para os cem milhões de euros que se estimam serem necessários para uma instalação capaz de produzir entre os 50 e os 100 megawatts (MW),

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=52929

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A sonda da NASA Mercury Messenger pode ter encontrado gelo de água em Mercúrio

Mercury Messenger (http://cdn.physorg.com)

Mercury Messenger (http://cdn.physorg.com)

Embora o planeta Mercúrio seja o membro mais próximo do Sol do Sistema Solar observações conduzidas pela sonda Messenger, da NASA apontam para a presença de gelo nas crateras com sombra permanente nas  regiões polares de Mercúrio.

Estas observações consistem em “pontos brilhantes” detetados pela Messenger e pelo radar de Arecibo na década de noventa. A presença destes pontos no interior das crateras mais escuras no polo norte de Mercúrio reforça a tese de que se trate de gelo de água. A confirmar-se, Mercúrio será mais um dos astros do Sistema Solar com quantidades significativas de água.

Fonte:
http://news.discovery.com/space/mercury-not-too-hot-for-water-ice-at-its-poles-120322.html#mkcpgn=rssnws1

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Uma nova pesquisa parece desvendar o mecanismo por detrás do efeito do Resveratrol

Resveratrol (http://antiagingbydesign.com)

Resveratrol (antiagingbydesign.com)

Uma pesquisa recente parece confirmar a importância do composto conhecido como “Resveratrol” para estender a duração da vida através do impulso que o Resveratrol fornece à atividade das mitocondrias, as “fábrica de energia” das células dos seres vivos.

A pesquisa foi conduzida pelo professor David Sinclair da Harvard Medical School e residiu no gene SIRT1 onde interage o Resveratrol. A equipa trabalhou em vários organismos, desde vermes, moscas e ratos. Inativaram esse gene e observaram como a célula deixava de reagir ao Revesterol. Isto, contudo, só pôde ser observado nos vermes e nas moscas, já que os ratos morriam ao nascer na falta deste gene. A equipa foi conduzida por Nathan Price e pela estudante graduada de origem brasileira Ana Gomes e durante 3 anos procuraram criar um rato com esse gene SIRT1 que se desligasse quando o rato recebia a droga Tamoxifen. O procedimento foi particularmente difícil de realizar, mas a equipa conseguiu leva-lo a cabo com sucesso e permitiu constatar que quando os ratos recebiam pequenas doses de resveratrol depois da SIRT1 ser desligada, os investigadores não encontraram mudanças significativas na função mitocondrial. Mas pelo contrário, os ratos com a SIRT1 intacta mostraram melhorias muito sensíveis nos níveis de energia e dinamismo.

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/More_evidence_for_longevity_pathway_999.html

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A “Propulsão Mustafa”: uma aplicação prática do “Efeito Casimir”?

Aisha Mustafa 8http://www.onislam.net)

Aisha Mustafa 8http://www.onislam.net)

Quando li a notícia, parecia “hoax”… mas depois de a ter encontrado em vários sites especializados no campo científico comecei a crer que tinha bases reais e sólidas, ainda que pela notabilidade da noticia parecesse demasiado incrível para ser verdadeira. Mas é mesmo: uma jovem egípcia, de nome Aisha Mustafa, com apenas 19 anos, patenteou um novo tipo de propulsão para naves espaciais baseada na Física Quântica (sim,  eu sei…). Mais concretamente, a propulsão “Mustafa” baseia-se no facto de que segundo a Física Quântica, não existe tal coisa como o “espaço vazio” já numa escala infinitesimal, existem partículas e anti-partículas que aparecem e se aniquilam mutuamente num tão curto espaço de tempo que se torna muito difícil confirmar a sua existência.

Aisha Mustafa usou este efeito, conhecido como “Efeito Mustafa” para conceber um aparelhos com dois pratos refletivos de silicone muito planos e colocados muito próximos, frente a frente. Os dois discos movem-se ligeiramente por forma a interagir com esta “sopa” quântica de partículas, obviamente, isto é hipersimplificando… O produto deste arranjo é uma força que pode propulsar uma nave espacial e que é a primeira alternativa teoricamente viável à tradicional propulsão por foguete ou por impulsão/ejeção de um material a alta temperatura. Esse material tem que ser armazenado em tanques e levado para o Espaço, ocupando a maioria do peso total do veículo espacial, com os custos naturalmente que daqui decorrem. A “Propulsão Mustafa” dispensa qualquer tipo de combustível, é mecanicamente muito simples e, logo, fiável e irá reduzir drasticamente os custos associados a uma deslocação no Espaço. Mas atenção… tal tipo de motor não será capaz de colocar nenhuma nave em órbita, servindo apenas para a sua propulsão no Espaço, um pouco já sucede hoje com a sonda Deep Space 1 que estudou o asteroide Braille e o cometa Borrelly em 1998 graças aos seus motores iónicos de muito baixo consumo.

A Universidade do Cairo – onde estuda Aisha Mustafa – patrocinou a patente e tenta agora desenvolver um protótipo com os escassos fundos à sua disposição.

Fontes:
http://www.fastcompany.com/1837966/mustafas-space-drive-an-egyptian-students-quantum-physics-invention
http://en.wikipedia.org/wiki/Deep_Space_1

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Prometheus, o filme de Riddley Scott: Alguns comentários, críticas e análises

O filme Prometheus do realizador Ridley Scott e escrito por Jon Spaihts e o produtor de “Lost”, Damon Lindelof é, sem dúvida, um dos acontecimentos cinematográficos do ano. Bom ou mau, é algo que veremos depois dos comentários que aqui deixarei nas próximas linhas…

1. A nave Prometheus é enviada para o Espaço, até a um Sistema Solar identificado através de testemunhos arqueológicos em todo o mundo e com cerca de trinta mil anos por uma mega corporação, a Weyland Corporation: Neste mundo do futuro, as corporações e multinacionais parecem deter muito mais meios e recursos que os governos… no filme, o governo (presume-se que o norte-americano) não aparece, de todo, não regula a expedição, nao a organizou nem monitorizou. A ideia é realista… tendo em conta o seu crescente poder e o enfraquecimento dos Estados que torna o mundo de hoje numa espécie de gigantesca corporotocracia.

2. Todo o enredo parte do princípio de que o desenho de uma constelação presente na arte de varias culturas passadas serviu de argumento único para a organização de uma dispendiosas expedição interestelar. Parece pouco convincente… por muito uni-pessoal que fosse a decisão de um dono de uma gigantesca mega-empresa, seria sempre difícil justificar tal opção perante um conselho de administração, por muito dócil que este fosse, na base de argumentos tão escassos…

3. A tese segundo a qual o ser humano é o produto de um processo de “engenharia genética” é de alguma forma apelativa, já que não existam dúvidas na comunidade científica quanto ao valor da teoria da Evolução de Darwin (o que aliás é recordado pelo biólogo da expedição), a verdade é que os testemunhos fósseis indicam que esta se processou através de grandes saltos, de grandes modificações morfológicas e não pelos pequenos passos que a teoria clássica sugere. A teoria imanente no filme será a de que estes “grandes saltos” foram o produto de engenharia genética extra-terrestre… mas assim, os “engenheiros” teriam que ter visitado a Terra várias vezes, e não apenas à 25 mil anos… fica também por explicar porque não repetiram a viagem posteriormente, se consideravam a nossa destruição uma prioridade assim tão importante.

4. Prometheus é de facto, “Alien 5”… foi assim que o projeto começou a ser desenvolvido em 2000, na forma de uma prequela para o primeiro Alien (de 1979). Em 2003, foi adiado pelo avanço do “Alien vs Predator”, sendo recuperado em 2009 num argumento que era muito mais próximo da série “Alien” que aquele que haveria finalmente por ser produzido, a partir de abril de 2010. Na verdade, preferia que não fosse assim… é como se vivêssemos numa espécie de anos finais do Baixo Império Romano em que já não se fazia mais do que imitar a arte e as realizações culturais do século passado, sem espaço para a imaginação e inovação. Será impossível produzir hoje um novo Alien, Star Trek, Star Wars e estaremos condenados a ver apenas prequelas, sequelas e afins?…

5. De notar que a Fox aceitou um argumento revisto por Lindelof não só porque a estimativa de custos era inferior (de 250 milhões de USDs para 150) mas também porque “o produto final era menos adulto”… presumo em cenas de sexo, já que cenas de “soft terror” há q.b…. como aquela operação feita ao vivo, por exemplo…

6. O filme foi rodado em Inglaterra, Islândia (o vulcão no meio do gelo), Espanha (?) e Escócia (a primeira cena)… a boa notícia é que tendo sido gravado em 3D, é possível vê-lo sem essa tecnologia na maioria das salas de cinema. Curiosamente, as cenas na garagem da Prometheus foram gravadas nos “Pinewood Studios” de Inglaterra, onde também se filmavam os episódios da série Espaço 1999…

7. A primeira cena mostra um extra-terrestre na Terra, sacrificando-se para que o seu ADN modificado se espalhasse pela água e assim chegasse a uma forma de pré-humanóide (o Homo Erectus?). Ora, na verdade seria impossível a que uma frágil cadeia de ADN sobrevivesse sozinha, sem uma proteção dada por uma parede celular (bactéria ou vírus) em qualquer tipo de meio, quanto mais no aquático, como sugere o filme…

8. O android David segue demasiado de perto, nas cenas iniciais o percurso e atividades dos astronautas da Odissey, no clássico de Kubrick “2001”. Não é um plágio, mas é pelo menos um pastiche muito forte, um traço que de resto é comum a todo este filme: a falta de imaginação. Aliás, a “estásis” dos tripulantes é outro ponto comum aos dois filmes. A existência de uma “agenda secreta” de Meredith Vickers é outra semelhança demasiado próxima.

9. Não há qualquer referência ao efeito da distorção temporal provocado pelo Efeito da Relatividade numa nave viajando perto da Velocidade da Luz. Tudo decorre como que o tempo-Terra fosse sincrónico com o tempo-nave, o que obviamente seria impossível.

10. Os pontos de contacto com a saga Alien são numerosos, o que é normal (mas negativo) tendo em conta que se trata de um filme concebido para encaixar neste ciclo. Mas isto sacrifica a imprevisibilidade da ação. Pessoalmente, por exemplo, fiquei muito desiludido quando vi a sala cheia de “ovos” na Pirâmide. Via-se logo o que eram e o que iria sair deles….não seria possível ter imaginado uma forma diferente de contentor? Sim, claro. Se houvesse imaginação e não uma obsessão comercial e emular o sucesso dos outros filmes da saga. E os pontos comuns continuam: a gravidez indesejada de Shaw… a criatura no seu ventre… e, claro, o Alien no final, assumindo-se assim que este foi o produto de engenharia genética e uma “arma” criada para destruir a espécie humana. Tudo isto torna o filme demasiado previsível… numa entrevista, Lindelog assume aliás, isso mesmo:  “If the ending to [Prometheus] is just going to be the room that John Hurt walks into that’s full of [alien] eggs [in Alien], there’s nothing interesting in that, because we know where it’s going to end. Good stories, you don’t know where they’re going to end.”

11. Se os “ovos” contêm uma arma biológica concebida para destruir a humanidade e se esta foi desenvolvida por uma civilização superior, então esta não foi capaz de conceber nada melhor que uma “sopa” que exige ser ingerida para ser letal?… nem um vírus que se dissemina por aerossol, uma bactéria de contacto, nada de minimamente eficaz, como o SIDA (de incubação lenta, logo eficaz) ou o Ébola (letal, mas demasiado rápido)?…

12. Não fica claro (pelo menos para mim), porque é que os “engenheiros” programaram na nave a viagem para a Terra e depois não a executaram… Podemos admitir que os outros 3 tripulantes morreram nos seus sarcófagos de hibernação por causa do “vírus” e que apenas o piloto saiu incólume, mas se assim foi, porque não estava ele na cadeira do comando (que aparece em Alien 1 e neste Prometheus)?

14. Não se percebe como é que o geólogo Fifield não morre da contaminação, mas sofre uma mutação (ele é atacado por um ácido segregado por uma criatura nativa, recordam-se?) e entra em “mutação”. A cena parece encaixada à pressa, apenas para aumentar o nível de tensão e estresse na história, mas não é consistente com o resto do enredo.

15. Posso presumir que David tem uma fonte de energia interna… teoricamente um gerador nuclear como o do Terminator. Mas como consegue continuar a funcionar e a emitir ondas de rádio (até à cápsula de resgate) sem essa fonte de energia?…

No global, o filme apresenta efeitos especiais muito competentes, um desenho de naves, ruínas alienígenas e fatos muito credíveis, mas tem uma história particularmente fraca, altamente previsível demasiado obcecada em deixar “pontas soltas” que venham a justificar uma nova sequela, algo que em junho de 2012, estava longe de estar garantido…

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A China está a planear a construção de uma estação espacial de 60 toneladas a lançar em 2020

A nova estação espacial chinesa (http://news.xinhuanet.com)

A nova estação espacial chinesa (http://news.xinhuanet.com)

A China está a planear a construção de uma estação espacial de 60 toneladas a lançar em 2020 e o desenvolvimento de um novo lançador pesado para enviar mantimentos e combustível para essa estação orbital. Os planos desta estação foram apresentados à imprensa em meados de maio de 2012 e revelam uma instalação orbital com um núcleo central de 18,1 metros de comprimentos, tendo nos extremos dois módulos-laboratório de 14,4 metros cada.

A estação chinesa será pequena por comparação com a Estação Espacial Internacional (ISS) não tendo mais que 60 toneladas comparando com as 419 toneladas da ISS e até com as 137 da antiga Mir soviética.

De qualquer modo, será uma instalação espacial muito ambiciosa, com três módulos distintos, uma complexidade técnica muito elevada e mais um passo para a afirmação do estatuto de Pequim enquanto potencia espacial de primeiro plano. Atualmente, a China está a construir conhecimento para construir esta estação, trabalhando no laboratório espacial (de um só módulo) Tiangong-1, ao qual deverão atracar as Shenzhou 9 e Shenzhou 10 durante o corrente ano de 2012.

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/China_confirms_plans_to_build_own_orbital_station_999.html

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A Coreia do Norte está a trabalhar num novo modelo de míssil balístico

A Coreia do Norte está a trabalhar num novo modelo de míssil balístico que terá sido já sido testado quatro vezes nas instalacoes militares de Musudan-ri, na costa nordeste da península coreana. O míssil tem a designação KN-08 e o seu desenvolvimento paralelo ao ja conhecido e testado sem sucesso por quatro vezes seguidas o modelo “Unha” prova que os norte-coreanos já não acreditam que este lançador venha a ser alguma vez um lançador orbital confiável e seguro.

Não se sabem exatamente as razoes do ultimo falhanço do Unha. Os radares sul-coreanos que o seguiram cuidadosamente desde o lançamento provam que o foguetão se desintegrou depois de apenas dois minutos de voo. Como é nesta fase da sua ascensão que se registam as maiores tensões estruturais,  fruto da existência de mais altas pressões atmosféricas a baixas altitudes e de uma maior velocidade,  especula-se que uma ligeira inclinação do engenho pode ter sido suficiente para exercer lateralmente uma pressão excessiva sobre o foguetão, destruindo-o.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/N_Korea_tests_long-range_missile_report_999.html

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Um estudo que coloca em causa as vantagens de programas como o OLPC ou o Magalhães

Magalhães (http://imgs.sapo.pt)

Magalhães (http://imgs.sapo.pt)

Por várias vezes já escrevi aqui sobre o que pensava do programa Magalhães… da imensa oportunidade perdida ao se ter fidelizado os utilizadores dos computadores a software proprietário de uma grande corporação multinacional e ao ser ter encharcado os computadores de software, quando este devia ser reduzido ao mínimo, dispensando jogos e ferramentas de chat,  focando em software de programação e de teor estritamente educativo.

Tornado em mera plataforma comercial de computação, a maioria dos Magalhães acabariam por não serem mais do que computadores baratos usados por pais e irmãos mais velhos. Quanto aos esperados extraordinários efeitos educativos do programa eles simplesmente nunca foram medidos em Portugal… mas isso não aconteceu no Peru. Com efeito, foram publicados os resultados de um estudo sobre os efeitos da utilização do “One Laptop per Child” (OLPC) e nas 319 escolas onde estes computadores muito idênticos ao Magalhães foram introduzidos há alguns anos e onde agora um estudo do Banco Inter-americano de Desenvolvimento não encontrou provas de que a utilização do OLPC tivesse tido qualquer impacto nas notas de matemática ou de línguas dos alunos.

O estudo encontra contudo algumas vantagens, como o aumento de acesso à Internet e a computadores a muitas famílias onde este acesso era previamente impossível O aumento de competências básicas como processamento de texto, mas a grande conclusão mantêm-se: a entrega de computadores como o Magalhães ou o OLPC a crianças em idade escolar nao chega – de per si – para aumentar o seu rendimento escolar e então, há que questionar se o programa merece mesmo ser promovido e implementado.
Fonte:
http://digg.com/newsbar/Technology/one_laptop_per_child_program_not_improving_math_or_language_test_scores_according_to_study

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Um Programa Espacial Pessoal: Impossível?… ou…

Um dia… Quando a situação económica cá do burgo e o desemprego assolar com menos intensidade o meu pequeno núcleo familiar (um eufemismo para dizer que a minha mulher, com dois cursos superiores e um mestrado está no desemprego há quatro anos…) então vou levar adiante um meu pequeno… Programa espacial.

Sim, leram bem: Programa Espacial Quintus. E não… Não estou a enlouquecer. Nem a fazer experiências com químicos no quintal (que não tenho) ou a lançar foguetes de combustível sólido a partir do terraço da minha senhoria (e daí…) adiante.

O plano – que realizarei um dia! – vai passar por colocar um tablet nos limites do Espaço!

Como? Perguntarão os leitores do blogue…

1. Tablet Android

O projeto começará por comprar um tablet android com um slideshow a correr de imagens do Quintus intercaladas de logótipos de empresas que queiram apoiar o projeto.
Custo estimado: menos de 400 euros (com a possibilidade de encontrar um anunciante que financie o tablet)

2. O Balão

Não existe forma de um particular – sem orçamento digno desse nome – conseguir desenhar, construir e lançar um foguetão para um voo orbital ou sub-orbital. Ponto. Mas desde a primeira fotografia da curvatura da Terra tirada por uma V-2 lançada de White Sands (EUA) que se sabe a altitudes de 35 kms estamos no limite do Espaço. E estas altitudes estão ao alcance de um balão de hélio, de dimensões razoáveis e devidamente concebido para tal. Esses balões são relativamente baratos e fáceis de adquirir. Por exemplo, em:
http://www.scientificsales.com/8246-Weather-Balloon-2000-Grams-Natural-p/8246.htm

Um Table “à prova de água”, como o http://androidtabletupdate.com/tag/waterproof-tablet/ ficará por volta dos 300 €.

2. A câmara

O lançamento do tablet não serviria de nada se o slideshow não fosse visto por ninguém… Por essa razão é preciso comprar uma câmara que resiste a condições exigentes de temperatura e humidade, com ligação USB. É o caso da http://pt.gopro.com que custará cerca de 300 euros.

3. Falta por fim, a forma de recuperar as imagens captadas no limite do Espaço…

Há duas opções: ou se usa um telemóvel Android, especialmente resistente ou tratado para resistir às agruras de tão altas altitudes e se instala nele um desses programas anti-roubo que após ativação enviam as coordenadas GPS e fotografias do local como um destes:

http://www.thespicygadgematics.com/2011/10/free-android-apps-that-can-track-stolen.html

Ou se recorre a um destes sistemas concebidos para quem passa longos períodos de tempo no exterior e longe de toda a civilização e que envia regularmente a sua posição GPS por sms:
http://www.findmespot.eu/en/index.php?cid=102

Um sistema que capta o percurso no ar por GPS e o regista no Google Maps (após upload) poderá ser também interessante para perceber depois onde andou exatamente (em 2D) o balão… Tipo o “Os Meus Percursos” disponível gratuitamente no Android Market. Custo? Zero. Custo da câmara de “desportos radicais”? Menos de 500 euros. A tudo isto poder-se-á somar um altímetro com registo como este http://www.hexpertsystems.com/zlog/ da ZLog (menos de 80 €)

Irrealista? Irrealizável? Não. De todo! Como prova o sucesso destes entusiastas romenos, num projeto muito semelhante:

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O “OVNI” siberiano de Otradnesnky

O "OVNI" siberiano (http://i1.r7.com)

O "OVNI" siberiano (http://i1.r7.com)

Há um mistério novo na Sibéria… um estranho objeto metálico foi descoberto nos arredores de uma pequena cidade siberiana. O objeto é circular e tem o tamanho de um pequeno automóvel. Os habitantes locais dizem que “caiu do Espaço”, mas especialistas da Agência Espacial Russa já estivera,  no local e concluíram que não se tratava de nada relacionado com “tecnologia espacial”.

O objeto pesa cerca de 200 kg, tem uma forma cilíndrica e apresenta numa das  extremidades encontra-se uma campânula prateada. O objeto foi encontrado a presença de março numa floresta nos arredores da cidade de Otradnesnky e rebocado daqui até à cidade. Pouco depois seria confiscado pelo governo russo para “inspeção”, a qual terá aparentemente concluído não se tratar de “tecnologia espacial”.

Mas então, de que se trata?  Será uma parte de um estádio de um foguetão lançador? Mas se sim, porque não foi logo reconhecido como tal pela Roscosmos?  Sendo de titânio bem que pode ser parte de um engenho aeroespacial, mas não pode ser parte de um avião, já que faltavam nos arredores do local onde o objeto foi descoberto componentes presentes em aeronaves,  como asas,  carlinga ou motores. O facto de ser composto de titânio não faz crer que tenha sido abandonado,  pelo elevado preço desse metal.

Não é também provável tratar-se de algo que veio do Espaço, já que não apresenta sinais de reentrada atmosférica e muito menos um “OVNI”…. já que nenhum componente ou material exótico parece estar presente.  Assim, por exclusão de partes a explicação mais provável é de que se trata de uma parte de um lançador, provavelmente do primeiro estádio e que o lançamento foi confidencial: ou seja, um lançamento militar… mas de que tipo de satélite?

Fontes:
http://news.discovery.com/space/ufo-siberia-120323.html#mkcpgn=rssnws1
http://www.space.com/15010-ufo-fragment-siberia-mystery.html

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Dunas de Marte

Uma fotografia do instrumento “Mars HiRISE” (High Resolution Imaging Science Experiment), uma câmara embarcada na sonda marciana “Mars Reconnaissance Orbiter” com 65 kg e que terá custado cerca de 40 milhões de dólares captou recentemente captou no Polo Norte marciano dunas em forma de crescente que indicam a direção dos ventos dominantes nesta região. O facto de terem extremos muitos agudos indica que são recentes e ativas.

A imagem revela também a entrada para uma gruta, que com água (em forma de gelo) e a devida proteção contra a radiação e inclemência naturais no clima marciano pode fornecer boas condições para a sustentação de vida ou até de um futuro e eventual alojamento para uma missão humana ao Planeta Vermelho.

Fonte:
http://nasawatch.com/archives/2012/02/is-this-a-marti.html

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Índicios da presença de Gás Natural e Petróleo na costa algarvia

Joides Resolution (http://iodp.tamu.edu)

Joides Resolution (http://iodp.tamu.edu)

Uma expedição oceanográfica composta por mais três dezenas de cientistas provenientes de 14 países diferentes terminou recentemente uma expedição a bordo do navio oceanográfico Joides Resolution. A expedição estudou o leito oceânico na região do Estreito de Gibraltar e encontrou indícios da existência de petróleo e gás natural nessa região, mas a mais de mil metros de profundidade. Um destes indícios foi a presença de areia a grandes quantidades, uma presença que está geralmente associada à existência de hidrocarbonetos e que confirma outros dados geológicos que já apontavam para a presença de – pelo menos – quantidade substanciais de gás natural ao largo da costa algarvia.

Esta expedição enquadra-se num projeto internacional em que Portugal e cientistas portugueses participam. A última expedição partir de Ponta Delgada e chegou em meados de janeiro de 2012 a Lisboa.

Esperemos agora que se confirme a presença deste importante recurso natural, tanto mais valioso quanto mais cresce a procura mundial e mais se agrave a crise económica nacional. Esperemos igualmente que a presença de petróleo se confirme e, sobretudo, que a exploração de forma ambientalmente sustentável e por forma a favorecer empresas e emprego português…

Fonte:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52621&op=all

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Cinco técnicas para impedir uma catástrofe global provocada por um asteroide

A aproximação à Terra do asteroide 2005 YU55, com o tamanho aproximado de um porta-aviões e que passou entre a orbita da Terra e da Lua recordou-nos a todos que… da próxima podemos não ter tanta sorte. Na verdade, temos que começar a fazer alguma coisa que evite que tenhamos o mesmo destino que os dinossauros, extintos precisamente pela queda de um grande asteroide.

O globo deve unir-se e começar a desenvolver um sistema conjunto de proteção da Terra contra impactos de asteroides. Tecnicamente, temos já essa capacidade, e de varias formas:

1. Desde que descubramos o asteroide em rota de colisão com a necessária antecedência, podemos enviar uma sonda e fazê-la aterrar nele. A simples adição de massa, vai alterar a sua orbita e afastá-la do nosso globo. A tecnologia para realizar este tipo de missão já é bem conhecida, com varias missões semelhantes já realizadas, como a Dawn da NASA ou a japonesa Habusara.

2. Se o tempo de aviso não for tão generoso é possível atirar uma sonda contra um asteroide e mudar assim a sua orbita. Esta tecnologia também já é conhecida, em 2005 a NASA enviou uma sonda de impacto contra o cometa Tempel 1.

3. Ainda com menos tempo de alerta, é possível enviar uma sonda até um asteroide e detonar por contacto uma ogiva nuclear. Esta opção pode ser mais razoável se o asteroide for detetado demasiado perto da Terra ou se for de maiores dimensões. Infelizmente, detonar um asteroide pode revelar-se uma cura pior que a doença… os fragmentos podem assumir trajetórias imprevisíveis e cairem sobre a Terra, multiplicando assim o numero de catástrofes potenciais.

4. Uma solução mais “subtil” e menos perigosa que a opção nuclear poderá ser enviar para um asteroide uma sonda com espelhos. Pela concentração num ponto da superfície do asteroide dos raios do Sol, a rocha irá evaporar-se e produzir um impulso que alterará a orbita do asteroide.

5. Colocar película ou tinta refletora na superfície de um asteroide pode ser uma outra opção: os raios do sol refletidos por ela exercerão uma certa pressão que – com o devido tempo – vai alterar a orbita do asteroide.

Obviamente, embora toda esta tecnologia esteja já hoje disponível. O sucesso da sua aplicação depende do tempo disponível para a aplicar: detetar um asteroide perigoso com a antecedência suficiente para projetar, construir e lançar uma sonda será absolutamente crucial para o sucesso da missão e para o salvamento ou da Terra ou de centenas de milhares ou milhões de vidas. Muito se tem feito a este respeito nas ultimas décadas (com o programa multinacional “Spaceguard”) estando hoje já mapeados todos os grandes e médios asteroides do Sistema Solar e, sobretudo, aqueles que mais perto de nos passam… Mas há ainda algumas centenas de asteroides com centenas de metros de diâmetro por rastear… e é aí que reside o perigo. Aí e em Apophis, claro.

Fonte:
http://www.space.com/13524-deflecting-killer-asteroids-earth-impact-methods.html

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A NASA vai fazer um voo de teste da Orion em 2014

Cápsula Orion (images.ctv.ca)

Cápsula Orion (images.ctv.ca)

A NASA anunciou que lançaria em 2014 um voo não tripulado da sua nave Orion, fabricada pela Lockheed Martin. O lançamento será feito em Cape Canaveral. A Orion deve cumprir duas órbitas completas e depois, realizar a reentrada e amaragem no Pacífico. Os dados recolhidos neste teste permitirão aferir os custos do programa e os riscos resultantes da implementação da Orion.

A Orion será capaz de enviar astronautas para órbita, Lua, asteroides e até para Marte. Obama pouco depois de entrar na Casa Branca cancelou o programa Constellation, que incluía a Orion, mas anunciou simultaneamente que a NASA enviaria astronautas para um asteroide até 2025 e para Marte até 2035. Estas missões – sabe-se hoje – serão realizadas por uma variante da Orion.

A Orion começou a ser concebida em 2006 pela Lockheed Martin, pesará 23 toneladas e será capaz de transportar até 4 tripulantes.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/NASA_plans_2014_test-flight_of_deep-space_capsule_999.html

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