China

As negociações entre a Rússia e a China para a venda de Su-35 Flanker E estão bloqueadas

As negociações entre a Rússia e a China sobre a venda de aparelhos Sukhoi Su-35 Flanker E estão bloqueadas. Segundo fontes russas,  tal deve-se ao desejo chinês de comprar apenas um pequeno número de aviões, enquanto que os russos tencionam vender apenas uma “grande quantidade”. Os russos alegam que só assim o negocio será “economicamente viável”. Nenhuma das partes adiantou ainda quantias ou quantidades, nem se este impasse vai ditar a prazo o fim de negociações que começaram em finais de 2010.

O argumento russo para exigir uma maior encomenda é compreensível: os chineses são conhecidos por fazem “engenharia reversa” aos aviões russos que compram ou fabricam sob licença russa desde a década de 1950 e a venda de uma pequena quantidade de Su-35 significaria apenas que Pequim teria suficientes aviões para desmontar,  equipando eventualmente uma ou duas esquadrilhas, mas logrando recuperar um pouco mais o atraso tecnológico que ainda a separa do resto do globo.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/russia-china-su-35-fighter-talks-frozen-41704/#ixzz1sYjwjMTn

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Existem problemas sérios com as cápsulas espaciais chinesas ?…

Cápsula Shenzhou (http://newsimg.bbc.co.uk)

Cápsula Shenzhou (http://newsimg.bbc.co.uk)

Algo de inusitado se passa no programa espacial tripulado chinês… Depois de uma serie sem falhas de missões, a próxima cápsula Shenzhou será afinal… Não tripulada. Estamos perante um importante e estranho passo atrás do programa espacial chinês especialmente estranho depois de Pequim ter conseguido realizar duas docagens bem sucedidas na sua primeira estação espacial. Segundo o plano inicial, a terceira docagem, com a Shenzhou 9 deveria levar à estação espacial Tiangong a sua primeira tripulação em 2012. Isso, contudo, parece que não vai acontecer.

Esta importante alteração de planos ocorre depois do adiamento por dois meses da data de lançamento da Shenzhou 9. Estes dois factos estão obviamente interligados e não havendo problemas de financiamento no programa espacial chinês, só podem ter na sua base dificuldades técnicas, e dificuldades técnicas serias… Haverá problemas de pressurização na Tiangong? As duas docagens anteriores foram bem sucedidas, mas será que comprometeram a pressurização do interior do módulo?

Outra teoria para esta inesperada missão não tripulada aponta para a existência de problemas sérios com as cápsulas Shenzhou: segundo fontes chinesas, a Shenzhou 8 foi a primeira “Shenzhou” de produção em série, e incorpora importantes modificações que foram todas usadas nas primeiras três cápsulas fabricadas em simultâneo, a 8, 9 e 10. Problemas com a 8, poderiam assim estar também presentes nas outras duas… E assim forçar a um adiamento e uma revisão total das cápsulas remanescentes.

Fonte:
Http://www.spacedaily.com/reports/Is_Shenzhou_Unsafe_999.html

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Sobre as consequências da desregulação comercial mundial

“As consequências da desregulação comercial são conhecidas: multiplicação das deslocalizações, desindustrialização, baixa dos salários, precariedade do emprego, do aumento do desemprego.”

Muito menos falada que a desregulação financeira (que de facto, esteve na direta razão da recessão global atual), a desregulação comercial encontra-se hoje na origem da crise europeia: foi a desregulação comercial radical que destruiu o setor produtivo europeu e que deixou a Europa dependente do crédito para continuar a manter o seu nível de vida.

O regime atual – que consagra como dogma inatacável – a abolição de barreiras alfandegárias, que tornou a China na “fábrica do mundo” e que desindustrializou quase totalmente o Ocidente, viciando-o no crédito, tem que acabar. A China tem que “desmercantilizar” a sua economia, virando-a para dentro, para a sua própria população, dotando-a de um nível e qualidade de vida mais humano e decente. Em vez de buscar obsessivamente “exportar a todo o custo” tem que construir uma massa de consumidores com suficiente poder de compra para substituírem os endividados ocidentais.

Quando a China deixar de ter tanta necessidade de exportar e passar a orientar a sua economia para a sua própria população, então reabrir-se-á o espaço para que o Ocidente possa reconstruir as fábricas que deslocalizou, regressar a níveis de Emprego sustentáveis e reorganizar os seus depauperados setores produtivos.

Fonte:
O Ano de 2012 será terrível! Divida Pública: Como os Estados se tornaram prisioneiros dos Bancos
Alain de Benoist
Finis Mundi, número 3

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O Brasil bate o pé à China

O Brasil, na pessoa do seu vice-presidente Michel Temer declarou recentemente que o Brasil está preocupado “com o aumento maciço e indiscriminado de produtos chineses no mercado brasileiro, o que, somos obrigados a registar, ocasiona o deslocamento da produção brasileira”. A declaração foi produzida perante a audiência certa, no segundo encontro da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, na cidade de Brasília.

O Brasil pediu à China que realize um “dimensionamento voluntário” das suas exportações para o Brasil que reduza a pressão colocada pelas exportações de baixo preço de artigos de vestuário e calçado, uma pressão que aumentou nos últimos meses, com a criação de incentivos à exportação por parte de Pequim para o Brasil como forma de compensar a queda da procura desses artigos na Europa.

O objetivo de Brasília para as relações comerciais bilaterais é que estas sigam o principio da complementaridade, sem que se destruam ou deslocalizam setores industriais inteiros. O Brasil também quer mudar o padrão das suas exportações para a China, que hoje em dia se concentram sobretudo nas matérias-primas (ferro, soja e petróleo) e onde os produtos industrializados são raros, ainda que num quadro favorável, já que o superavit comercial brasileiro com a China que equivale a 38% do superavit global do Brasil.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1048233-brasil-pede-a-china-que-controle-exportacoes-ao-pais.shtml

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Os problemas da economia chinesa e a sua necessidade para se desmercantilizar

“O principal desafio da China em 2012 continua a ser domar o sobreaquecimento da economia e evitar o “estoiro” da bolha imobiliária, bem como fazer a transição para um novo modelo económico menos mercantilista (apostado nas exportações e na moeda desvalorizada artificialmente) e mais consumista internamente” (…) “As taxas de crescimento continuarão elevadas, na ordem dos 7% a 8%. No entanto, os níveis de divida dispararão, o suficiente para alarmar o mundo.”
Expresso, 30 dezembro de 2011

Com efeito, o grande desafio que a China enfrenta hoje é o da sua conversão de uma economia orientada quase obsessivamente para a exportações – à custa de baixos salários e de condições de trabalho sub-humanas – para uma economia auto-sustentada, com um peso dominante do mercado interno, consumidores ativos e conscientes e com poder de compra.

Uma China mais autónoma, menos dependente de quantidades absurdas de importações energéticas será mais benéfica não só ao clima como também será menos a ameaça mundial ao Emprego e ao Desenvolvimento que hoje – pela via das deslocalizações – representa. Todos temos a ganhar com esta autonomia económica que a China deve cumprir: a própria, porque ficará mais resiliente a todas as crises e flutuações dos mercados e o Globo, porque deixará de ver fugir para a China o Emprego e as suas unidades fabris. Capital não falta a Pequim para realizar essa conversão, nem população, conhecimento ou mercado interno… Esperemos assim que a China das próximas décadas seja mais autónoma e autosuficiente, ou então, o estouro das múltiplas “bolhas” na economia chinesa é inevitável.

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A Europa vai reagir ao proteccionismo da China ou… Receber dinheiro e esquecer tudo?

 

O mundo está hoje a ser percorrido por uma onda de proteccionismo… Esta onda foi desencadeada pela atual crise global e não cessa de crescer desde 2008. Até agora registaram-se movimentos proteccionistas nos EUA, Brasil e China, mas não na Europa que tem – com alguma ingenuidade – seguido a cartilha neoliberal das “fronteiras abertas”, enquanto um pouco por todo o mundo se reerguem as barreiras alfandegárias e o proteccionismo comercial se torna cada vez mais descarado.

O caso de proteccionismo mais escandaloso é – naturalmente – o da China. Imersa numa crise económica sem precedentes desde a Segunda Grande Guerra, a Europa tem estado fora desta vaga proteccionista, e sobretudo aquele proteccionismo aplicado pelo regime de Pequim. Mas, finalmente, a Comissão Europeia parece disposta a reagir ao proteccionismo chinês.

A CE ameaçou que se a China continuar a bloquear o acesso às empresas europeias, os mercados públicos europeus serão também fechados às empresas chinesas já a partir de março. Segundo o comissário europeu responsável pelo comércio (e que parece ter acordado agora do seu torpor neoliberal) a China tem “práticas comerciais nacionalistas” e acrescentou que a China oferece subsídios “em grande escala” às suas empresas exportadoras e procura criar no globo um “acesso monopolístico às matérias-primas”.

É claro que esta intensificação de tom, no momento em que a Europa ruma para Pequim, de mão estendida, mendigando pelo capital chinês no Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) é suspeita… é como se estes protestos não passassem de arrufos inconsequentes a esquecer mais tarde, logo que a China der o seu contributo para o FEEF. A ser assim, o imenso desiquilíbro comercial entre a China e a Europa (em 2010, a UE exportou 113 mil milhões de euros e importou 281) será para continuar, assim como as práticas comerciais proteccionistas de Pequim, sacrificando as empresas e os empregos europeus em troca de uma transitória injecção de Capital.

Fonte:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2271294&seccao=Europa

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O Tibete está a ferro e fogo

Repressão militar chinesa no Tibete (http://graphics8.nytimes.com)

Repressão militar chinesa no Tibete (http://graphics8.nytimes.com)

Num mundo onde a China compra cada vez mais empresas, silêncios e cumplicidades politicas, é compreensível que as noticias que dão conta da repressão e do genocídio no Tibete raramente cheguem às primeiras páginas. E à medida que – devido aos seus estupendos excedentes comerciais – Pequim for comprando mais e mais empresas ocidentais, o silencio e a censura serão cada vez mais, a regra.

Mas ainda não chegou esse dia. Pelo menos não ao Quintus. Sim, porque nas televisões quase não se falou da mais recente vaga de repressão Han contra o Tibete. Não se falou das estradas bloqueadas por militares, do envio apressado de mais divisões do exercito para o Tibete, do corte de ligações telefónicas nem do acesso à Internet. Mas é esta a situação atual da província tibetana de Sichuan, desde finais de janeiro.

Toda a região de Sichuan está em polvorosa, com manifestações quase diárias, violentamente reprimidas à força de bala pelo exército chinês e provocando a morte a dezenas de tibetanos e centenas de feridos, a maioria com ferimentos de armas de fogo.

A tensão entre tibetanos e colonos e o exercito de Pequim mantêm assim uma escalada constante desde 2008 em que o ressentidos dos locais contra os colonos e invasores se agrava constantemente, apesar de toda a repressão.

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/china-reforca-controlo-militar-na-regiao-de-sichuan-depois-de-manifestacoes-tibetanas-1530843

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A China prepara-se para enviar a primeira tripulação para a Estação Espacial Tiangong 1

A primeira tripulação da estação espacial chinesa, a Tiangong 1, vai chegar no primeiro trimestre deste ano. Os taikonautas vão permanecer na estação durante cerca de dez dias, levando a duração dessa missão tripulada até um novo recorde.

Em novembro de 2011, a Tiangong 1 já tinha recebido a visita da Shenzhou 8, que acoplou de forma robótica por duas vezes e que aqui se manteve durante duas semanas. O facto da Shenzhou 9 – tripulada – ter uma missão mais curta pode resultar da necessidade de transportar a bordo alimentos, água e oxigénio em quantidade suficiente.

Ainda não se sabe quantos taikonautas estarão a bordo da Tiangong 1. Na lógica de “pequenos passos” preferida por Pequim, dois seriam mais expectáveis, mas tendo em conta a curta duração da missão, podemos estar aqui perante a presença de 3 taikonautas, o que multiplicaria o efeito mediático da missão, um dos objetivos perseguidos insistentemente no programa espacial chinês…

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/Shenzhou_9_Behind_the_Curtain_999.html

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Queixas contra abusos em minas de cobre de empresas chinesas na Zâmbia

Mineiro zambiano (http://img.ibtimes.com)

Mineiro zambiano (http://img.ibtimes.com)

A contestação popular ao domínio chinês na Zâmbia não para de crescer. Um relatório recente da “Human Rights Watch” acusou a China de abusar dos trabalhadores africanos nas minas de cobre que explora neste país do sul de África. Segundo o relatório, estariam a ser ignoradas as mais básicas regras de sanidade, segurança e jornadas diárias de trabalho de 18 horas seriam aqui comuns.

A embaixada de Pequim em Lusaka rejeitou as conclusões do relatório sobre as 4 minas de cobre zambianas exploradas pela empresa estatal chinesa “China Non-Ferrous Metals Mining Corporation”

A Zâmbia é o maior produtor mundial de cobre e um fornecedor muito apetecível para a China, mas desde há muito que se fala das más condições de trabalho nas suas minas zambianas. O relatório menciona má ventilação, uma explosão de doenças de trabalho, equipamento avariado e ameaças aos trabalhadores que se recusarem a permanecer nos túneis das minas que estão em piores condições de segurança. Os dias de trabalho são de 12 horas, durante 5 dias e um sexto de 18 horas. A China aplica assim em África a mesma receita que levou ao “sucesso” económico chinês, com as mesmas condições desumanas…

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/China_denies_abuses_in_Zambian_mines_999.html

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A China toma controlo de vários satélites dos EUA

Enquanto alguns teóricos ocidentais discutem se a próxima guerra será ou não um conflito entre a China e o Ocidente, a China toma já as suas primeiras medidas ofensivas precisamente nos terrenos de batalha principais onde se travarão as grandes guerras do futuro: o Espaço e a Ciberesfera.

A NASA revelou ter identificado “interferências” em vários satélites seus em pelo menos quatro ocasiões diferentes em 2007 e em 2008. A origem destas “interferências” esteve algures na China continental, entre as suas forças militares, segundo um relatório elaborado para o Congresso dos EUA.

Segundo a investigação hackers militares chineses teriam conseguido enviar comandos para um dos satélites em pelo menos duas ocasiões distintas. Todos os satélites pirateados tinham em comum o seu objetivo de observação da terra e do clima. Os chineses invadiram os chineses a partir de computadores da Estação de Rastreio de Svalbard, uma estação comercial na Noruega, que está ligada à Internet para receber dados e ficheiros, o que explica como é que os chineses conseguiram entrar.

No primeiro ataque, verificado em outubro de 2007, o Landsat-7 esteve sob ataque durante 12 minutos. Mais tarde, em julho de 2008 outro ataque que também durou 12 minutos. Em junho de 2008, o satélite Terra EOS AM-1, sofreu ataques durante alguns minutos sabendo-se que pelo menos nestes ataques a estes satélites os atacantes de Pequim conseguiram “acesso total ao satélite mas não lhe deram nenhum comando”. O mesmo se repetiria em outubro.

Estes ataques repetidos e bem sucedidos parecem ser apenas ensaios para uma ofensiva mais alargada e a ser lançada contra satélites mais sensíveis em momentos de conflito. O objetivo poderá ser virar as capacidades do satélite tomado contra o seu próprio proprietário ou dar-lhe comandos que o levem à sua destruição.

O relatório aponta também o dedo para a China no que respeita a vários ciber-ataques realizados contra empresas norte-americanas do setor da Defesa, grandes empresas e ONGs, todos oriundos da China.

A Terceira Grande Guerra mundial já começou e de um lado estão as democracias (limitadas ou não) do Ocidente. Do outro, está o regime ditatorial e colonial (Xinjiang e Tibete) de Pequim. A China tece atualmente uma rede mundial de guerra cibernética através da disseminação de vírus e malware em milhões de computadores, que depois torna em “escravos” dos seus hackers de uniforme nos ataques contra as estruturas do Ocidente. Ataques a centrais elétricas e nucleares, aeroportos e governos, fazem parte dos planos a lançar contra o Ocidente e urge tomar medidas protetivas adequadas e confrontar estes ataques sediciosos em tempo de paz com a visibilidade publica que merecem, apesar de todo o temor e dependência da “fábrica do mundo” que hoje se estabeleceu no Ocidente.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/china-suspect-in-us-satellite-interference-report-37974/

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A China admite a entrada ao serviço do míssil Terra-Ar HQ-16

Míssil chinês Terra-Ar HQ-16 (wareye.com)

Míssil chinês Terra-Ar HQ-16 (wareye.com)

A China admitiu que o míssil anti-aéreo HQ-16 entrou recentemente ao serviço. O míssil estava em desenvolvimento desde 2005 e é capaz de atingir alvos voando a altitudes muito baixas a distâncias de até 40 km. A variante naval do HQ-16 já está em uso nas fragatas chinesas da classe Tipo-054A (num total de 32 mísseis).

A China alega que o HQ-16 é também capaz de atingir mísseis de cruzeiro. O míssil é uma cópia chinesa dos mísseis russos SA-11 Gadfly e SA-17 Grizzly mas é duvidoso que tenha tais capacidades, tendo em conta os mísseis a partir dos quais evoluiu.

Decorre atualmente o desenvolvimento de uma evolução do HQ-16, o HQ-17, com um alcance de 90 km.

Fonte:
Défense & Sécurité Internationale, novembro de 2011

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A China vai resistir à Recessão Global de 2012?

China (www.destination360.com)

China (www.destination360.com)

A China – neste cenário de erosão económica e financeira do Ocidente – é cada vez mais a nova grande potencia mundial. Atualmente, já é a segunda economia mundial. Confirmando que grande parte da sua prosperidade já resulta mais do mercado interno do que do externo, é já hoje o maior fabricante mundial de automóveis e brevemente será o maior consumidor mundial de produtos de luxo. É certo que a atual Crise da Dívida vai fazer descer o crescimento chinês em 2012 vai abrandar, mas ainda assim deverá manter-se acima dos 7%.

O facto de a maior parte desta Dívida externa ocidental ter sido contraída para comprar produtos chineses traduz-se na presença de mais de 3 triliões de dólares em reservas nos cofres de Pequim. Estas reservas colossais poderiam servir de um autentico “plano Marshal” para recuperar o Ocidente, mas a China de hoje não é os EUA da década de 50… Uma potencial colonial (Tibete e Xinjiang), imoral, ditatorial e ameaçadora para os seus vizinhos. A China continua contudo a deter gigantescas diferenças entre os níveis de rendimento da sua população: o acesso à Educação e à Saúde está muito longe de estar garantido e existe um enorme fosso entre os rendimentos de algumas grandes cidades chinesas e o interior e uma bolha especulativa nos preços do imobiliário e da saúde privada, entre outros setores. Em praticamente, todos os setores, a corrupção é endémica e a falta de regulação (com os consequentes acidentes industriais) mina os fundamentos do desenvolvimento económico sustentado. A China tem assim no horizonte algumas sombras muito significativas que podem esconder grandes obstáculos e abismos perigosos… basta que caia num deles, e o crescimento do PIB caia abaixo dos 3 ou 5% para que a população deixe de aceitar o regime opressivo e ditatorial que a governa. Por isso, observemos atentamente como vai a China resistir em 2012 à Recessão global…

Fonte:
http://www.pretorianews.co.za/china-counts-the-costs-of-its-rapid-growth-1.1153295

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Sobre o impacto da China nos preços globais de alimentos

“Se a China, em virtude de uma seca prolongada, for obrigada a aumentar as suas importações alimentares, os preços dispararão nos mercados mundiais para além do suportável. Não só muitos regimes cairão, como a violência e a desordem acompanharão o aumento exponencial da fome em muitas regiões e países.”

> Com efeito, o aumento da população chinesa não tem sido acompanhado por um correspondente aumento da produção alimentar local. A maioria dos solos estão esgotados por décadas de produção intensiva e desregrada. Com efeito, a China depende hoje de importações alimentares de uma forma que a torna um importante ponto de desequilibro no mercado mundial de alimentos. Como nas deslocalizações, nas Alterações Climáticas, nos Direitos Humanos, na ocupação colonial do Tibete e na depredação dos recursos naturais em África, a China posiciona-se hoje como a maior ameaça global que o planeta hoje enfrenta.

“Entre 2007 e 2008, apesar da produção alimentar mundial ter aumentado 5%, o número de pessoas cronicamente subalimentadas aumentou 150 milhões.”

> Se Malthus provou estar errado, por causa da capacidade das ciência em multiplicar até valores inimagináveis para os nossos antepassados o rendimento dos campos, a verdade é que o crescimento da produção não tem acompanhado o crescimento da população. Esta diferença, aliás, já esteve na base nas recentes revoltas no norte de África e resulta em grande medida de uma desproporção na distribuição já que a  maioria da produção agrícola é desviada para os países ocidentais e de uma percentagem tremenda de desperdícios. Ainda há não muito tempo, um estudo realizado no Reino Unido revelava que 60% dos alimentos adquiridos pelas famílias britânica ía diretamente para o lixo, sem chegar a ser consumido… No resto da Europa, a percentagem não será certamente muito diferente.

“Sabemos que o aumento do rendimento das classes médias dos países emergentes levou a uma nova dieta, mais rica em carne, e por isso mais exigente em cereais para rações, e terrenos para pastagens. Sabemos que o uso do milho americano para fabricar biocombustíveis, fez disparar os preços nos mercados importadores. Sabemos que o elevado preço do petróleo aumenta os custos de produção.”

> o aumento do consumo de carne na Índia e na China (e a manutenção de níveis elevados de consumo no Ocidente) estão a pressionar a produção de cereais devido às rações exigidas pela pecuária industrial. Se a desregulação dos Mercados persistir, será de esperar uma sanha renovada dos Especuladores contra os preços dos alimentos e assistiremos em 2012 a uma alta sem precedentes dos preços dos alimentos. As consequências serão terríveis: os países africanos (sobretudo no Corno de África) que já atravessam hoje uma situação de extrema gravidade serão estarão ainda em pior situação. Não há muito que possa ser feito para travar o aumento do consumo chinês. Mas muito pode (e deve) ser feito para regular o Mercado das Commodities e proibir a especulação com alimentos. Esperemos que os políticos saiam assim do seu torpor e façam alguma coisa a este propósito. Sentados.

Fonte:
Jornal de Letras; Viriato Soromenho Marques
5 a 18 de outubro de 2011

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China: “Não vamos salvar a Europa”

A China deixou bem claro: “não vai salvar a Europa“. Isso mesmo disse o Presidente Hu Jintao pouco antes de deixar o país a caminho de mais uma cimeira do G20.

Esta declaração indica que a China, apesar de todo o Cash que acumula não está disposta a injetar parte dele na dormente economia europeia nem a cumprir a sua parte no impedimento da recessão mundial que agora se desenha como certa em 2012.

Segundo a agência noticiosa oficial chinesa: “a Europa deve resolver sozinha os seus problemas” não podendo fornecer “a cura para a doença europeia“.

Mas obviamente, pode. A China conserva hoje mais de 3.2 triliões em moeda estrangeira e poderia usar parte desta fortuna, obtida por décadas de exportações para a Europa e para os EUA, num programa de estimulo da industria europeia, que permitisse ao continente sair da sua condição de insustentável dependência da “fábrica do mundo”.

A China poderia também fazer a sua parte valorizando a sua moeda, por forma a permitir que a Europa conseguisse exportar mais para a China e facilitar a entrada de produtos ocidentais no seu mercado interno. Com esta atitude, Pequim arrisca-se a prejudicar-se a si mesma, já que numa economia tão virada para as exportações como a sua, se o Ocidente não resolve rapidamente a Crise da Divida, o problema dos outros é necessariamente também o seu problema. Sim, porque sem exportações, os 3.2 triliões não durarão eternamente… nem a sua numerosa e reprimida população terá paciência para suportar o regime de Pequim.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/China_wont_save_Europe_Xinhua_commentary_999.html

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A China lançou a Shenzhou 8

Shenzhou 8 (www.china-defense-mashup.com)

Shenzhou 8 (www.china-defense-mashup.com)

A China lançou com sucesso a cápsula não tripulada Shenzhou 8 na semana passada através de um foguetão Longa Marcha 2F. Quando este veiculo acoplar ao módulo Tiangong-q1, já em órbita, nos próximos dias, a China terá dado um passo decisivo para a construção da sua primeira estação espacial, em 2010.

O conjunto orbital será essencial para que a China adquira o domínio das tecnologias que terá que empregar para a construção da Estação Espacial que a partir de 2020 será habitada por astronautas em missões de até seis meses de duração. Nos próximos dois anos, a China vai lançar mais duas Shenzhou, das quais uma tripulada, para acoplarem com o Tiangong-1.

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/China_launches_unmanned_Shenzhou_8_for_first_space_docking_999.html

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A contestação tibetana contra a ocupação chinesa continua

Nos últimos meses têm-se sucedido os casos de monges e monjas budistas tibetanos que se imolam pelo fogo como derradeira forma de protesto contra a ocupação chinesa do Tibete. Pequim, a potência invasora acusou os monges de “atos de terrorismo” patrocinados pelo Dalai Lama.

Desde maio de 2011, nove tibetanos tentaram suicidar-se pelo fogo, em protesto contra a colonização Han. Destes, cinco vieram a falecer. Todos, tinham menos de 24 anos. O ultimo caso ocorreu com a freira Tenzin Wangmo que enquanto se imolava, clamava contra a ocupação chinesa, pela liberdade religiosa e pelo regresso do exílio do Dalai Lama.

Este fenómeno é completamente novo na tradição tibetana, embora existam registos históricos de ter sido seguida no passado, no budismo. Como forma de protesto, representa também algo de novo e que revela um desespero profundo das populações locais provocado pela ocupação colonial de Pequim. Como causa próxima, esta dramática forma de protesto parece radicar na obrigação da participação de monges tibetanos em “sessões de educação patriótica” em que os participantes eram forçados a renegar o Dalai Lama e a estudar a doutrina comunista. Simultaneamente, Pequim instalou postos de policia dentro dos mosteiros e cortou o fornecimento de agua e eletricidade aos mosteiros que albergam monges mais contestatários. A cada nova imolação, a policia chinesa envia forças anti-motim com extintores.

Apesar de o mundo e os Media internacionais estarem a fazer praticamente tábua rasa destes acontecimentos eles demonstram que os tibetanos mais jovens estão a chegar aos limites e que a opressão colonial de Pequim no Tibete é hoje mais severa do que nunca. Perante este clamoroso silencio mediático cabe aos cidadãos de todo o mundo cumprirem o dever de divulgarem estes trágicos eventos no Tibete, a natureza cada vez mais opressiva da ocupação colonial chinesa e a complacência e timidez das democracias perante esta situação.

Fonte:
http://www.voanews.com/english/news/asia/Tibetan-Activists-Adopt-Self-Immolation-As-Political-Tool-132517228.html

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A contestação popular continua a aumentar na China

Protestos populares na China (www.algemeiner.com)

Protestos populares na China (www.algemeiner.com)

Embora a censura severa imposta pelo regime comunista de Pequim sobre a sua população bloqueie a maior parte das informações sobre os crescentes níveis de contestação social na China, algo consegue – por vezes – atravessar e chegar ao Ocidente. Recentemente, por exemplo, soube-se de confrontos violentos entre populares e polícia de choque nas províncias da China oriental.

Os confrontos ocorreram na cidade de Zhili e tiveram o seu apogeu quando um grupo de manifestantes protestando contra o aumento de impostos marcharam sobre edifícios governamentais, arremessando rochas, incendiando carros e lojas e virando veículos nas ruas.

A crise parece ter começado quando um empresário de uma fábrica de roupa para crianças recusou pagar os impostos. Perante a insistência do fiscal governamental, um grupo de trabalhadores e amigos do empresário reuniu-se e começou a atacar o cobrador. O numero exato de manifestantes é desconhecido mas estima-se que seja da ordem dos milhares, o que é raro num país onde a polícia tem autoridade quase absoluta e onde qualquer manifestação é sempre severamente reprimida.

Este relato soma-se a muitos outros que indicam que a sociedade civil começa a despertar na China e colocar abertamente em causa o regime autoritário e repressivo de Pequim. Embora os níveis de censura sobre a Internet chinesa não parem de aumentar, é de esperar que este ritmo se intensifique nos próximos anos, à medida que a recessão global se vai agravando e que isso impacte nas exportações chinesas e, consequentemente, no crescimento do PIB que tanto tem contribuído para manter baixos os níveis de contestação interna.

A questão está em saber se a China poderá manter-se governável num contexto económico recessivo. Se a repressão e a censura serão suficientes para manter passivo e dócil uma população com dois mil milhões de pessoas. Sobretudo, sem Democracia, poderá a China resistir ao descontentamento popular que terá apenas a Rua como única forma de expressar o seu descontentamento perante uma situação económica em acelerada erosão?

Fonte:
http://www.voanews.com/english/news/asia/east-pacific/Hundreds-of-Chinese-Riot-Over-Taxes-132701928.html

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Hackers chineses invadem computadores do Parlamento Nipónico

Os computadores da Câmara Baixa do Parlamento japonês foram atacados por hackers chineses. O ataque terá durado pelo menos um mês e informação sensível terá chegado a Pequim: passwords e ficheiros confidenciais estavam na mira dos hackers. Depois do ataque ser conhecido, o pessoal do parlamento e os deputados foram instados a mudarem os seus cartões de segurança e palavras-chave, como medida de contenção a mais este ataque cibernético chinês.

O ataque terá sido realizado através da instalação de um “cavalo de tróia” num servidor e em vários computadores de deputados nipónicos que depois enviava dados (como passwords) para um servidor instalado na China. O “cavalo de tróia” ter-se-á introduzido na rede do parlamento através da abertura de um anexo de mail por um deputado.

Este ataque sucede a uma vaga recente, em que os alvos foram o fabricante de aviões militares e centrais nucleares Mitsubishi Heavy e que terá resultado no furto de planos de aviões militares e de desenhos de reatores nucleares de última geração.

A China parece empenhada numa cada vez mais intensa guerra cibernética contra todo o tipo de alvos ocidentais e nipónicos: Governos, empresas de distribuição e produção de energia elétrica, ONGs, empresas do ramo de defesa, satélites, etc. Todos têm reportado um numero crescente de ataque vindos da China. O objetivo parece claro: testar a força das defesas informáticas e recolher informação tecnológica que permita a Pequim ultrapassar o atraso tecnológico que ainda a separa do resto do mundo desenvolvido.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/japan-parliament-hit-by-china-based-cyberattack-37909/#ixzz1brxX6xQ5

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Obama prepara-se para avançar contra a desvalorização artificial do Yuan?

Obama (www.puppetgov.com)

Obama (www.puppetgov.com)

Obama fala. Fala para o interior dos EUA e não tem sido ouvido, havendo falhanços clamorosos nas suas promessas na área da Saúde, da Regulação Financeira e do Emprego. Agora, Obama fala para fora. Fala para a China e diz que quando Pequim desvaloriza artificialmente a sua moeda, o Yuan, está a atacar diretamente os EUA: “A China tem sido muito ofensiva, ao distorcer as trocas comerciais em seu benefício e à custa dos outros países, particularmente dos Estados Unidos“.

Obama diz que a manipulação da cotação do Yuan “torna as exportações deles mais baratas e as nossas mais caras. Temos visto algumas melhorias, com uma apreciação ligeira (do yuan) no ano passado. Mas isso não é suficiente”. Em consequência, o Senado norte-americano vai aprovar um conjunto de sanções contra a China. Contudo, a Câmara dos Representantes, dominada pelos republicanos, tradicionalmente mais servis aos interesses de Pequim ameaça bloquear essas sanções.

Obviamente, os EUA não são as únicas vitimas das golpadas chinesas. A Europa, a braços com uma colossal “crise da dívida soberana” que afeta praticamente todos os países cumprindo a sua tradição de nada decidir não segue o exemplo americano e nem sequer pensa em sanções. Com efeito, grande parte do problema da Divida resulta da destruição do setor produtivo europeu pelos múltiplos Dumpings chineses e urge implementar medidas que corrijam a distorção competitiva imposta pela China: sanções (como nos EUA), barreiras alfandegarias que protejam setores estratégicos e alinhamento com os EUA na pressão pelo realismo cambial chinês.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=30336

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A curto prazo, as economias do Ocidente só têm uma via para tornar os seus produtos mais competitivos frente à China: imitá-la e acompanhar a desvalorização artificial do Yuan

As economias ocidentais estão hoje a ser pressionadas por uma série de exportadores que recorrem a métodos nem sempre muito honestos para reforçarem as suas exportações e – no ato – destruírem o tecido industrial ocidental. Nos EUA, prepara-se agora um pacote legislativo que poderá lançar sanções quem (como a China) embarcar numa guerra cambial com vista a manter ou mesmo a aumentar as suas exportações para os EUA.

A manutenção dos elevados níveis de desemprego está a impedir a retoma das economias ocidentais. Só nos EUA, em cada ano que passa, gastam-se mais de 500 mil milhões de dólares em bens importados. Se uma parcela desse dinheiro fosse gasto em investimento para novas indústrias ou cultivos agrícolas a doentia dependência mundial da China, enquanto “fábrica do mundo” seria dispensável.

A curto prazo, as economias do Ocidente só têm uma via para tornar os seus produtos mais competitivos frente à China: imitá-la acompanhar a desvalorização artificial do Yuan nas últimas décadas. O Euro – ainda mais hipervalorizado que o Dólar – tem em particular que ser urgentemente ajustado. As economias ocidentais só podem recuperar uma parte do perdido tecido industrial pela via da desvalorização. Isso mesmo já percebeu a Suíça que tem lançado vagas sucessivas de capital aos mercados por forma a evitar uma excessiva cotação da sua moeda frente ao Euro. Mas o BCE, claro, sempre fiel aos seus dogmas monetaristas nada fez… O mesmo fez também Israel e o Brasil. Por todo o mundo, com excepção da Europa, se está a intervir para fazer descer a cotação das moedas.

A retoma das economias europeias tem que ser alavancada nao em vagas sucessivas e intermináveis de medidas recessivas, lançadas sempre em nome da defesa de uma moeda hiper-avaliada, mas tem que assentar na recuperação do setor produtivo. E este só pode ser competitivo no exterior com uma moeda mais ajustada e equivalente às restantes divisas internacionais e no interior com a reposição de barreiras alfandegárias que defendam a indústria europeia contra os múltiplos dumpings (fiscais, comerciais, monetários, ambientais, laborais e em direitos humanos).

Fonte:
http://www.nytimes.com/2011/10/03/opinion/holding-china-to-account.html?_r=1

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A China ameaça o Ocidente com uma “guerra cambial”. Como se a sua moeda não estivesse já artificialmente desvalorizada

Depois de ter beneficiado durante décadas de uma desregulação comercial no Ocidente que lhe permitiu excedentes comerciais colossais, a China está agora nervosa com a aprovação de medidas proteccionistas no Brasil, recentemente e agora, também nos EUA. A China ameaça os EUA com uma “guerra comercial”.

As ameaças chinesas são protagonizadas pela própria autoridade monetária de Pequim, no seu site na Internet que ameaça com uma guerra cambial e com uma queixa na OMC, entidade que a China tem usado para exportar sem regras os seus produtos.

Aquilo que irrita a arrogante Pequim é um projeto-lei que permite que o Tesouro avalie se uma dada divisa é “artificialmente fraca” e se o for, que essa manobra seja compensada através da imposição de sanções como taxas alfandegárias ou mesmo a proibição de compra de bens e serviços a estes países. Ainda que o projeto-lei não refira em nenhum ponto a China, esta sentiu-se visada… sabe-se lá porquê!

Os EUA, “campeões mundiais” do neoliberalismo e da desregulação comercial preparam-se assim para responder à destruição económica causadas por duas décadas de dumpings chineses e muito particularmente pela desvalorização da moeda chinesa. A Pífia Europa também não, já que por estas bandas e apesar de a causa das dívidas soberanas estar precisamente na baixa cotação da moeda chinesa, nada se faz, ao contrário dos EUA e do Brasil.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=509485

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Sobre a polémica venda de F-16 a Taiwan

A Administração Obama tem sido alvo de várias criticas internas por ter recusado a um dos seus mais fiéis aliados asiáticos a venda de 66 novos aviões F-16C/D: Taiwan. Como compensação, Obama preferiu aprovar uma atualização dos 145 aparelhos desse tipo já em inventário para o último padrão do aparelho. O negócio ficará em cerca de 5.8 mil milhões e arrisca-se a deixar descontente toda a gente: a China já protestou, Taiwan sente-se prejudicada e nos EUA a atitude é vista como uma expressão de fraqueza frente a uma China cada vez mais desafiante e bem armada.

Com esta atualização, os F-16 serão capazes de – teoricamente – detetar os aviões Stealth que a China está atualmente a desenvolver. Talvez por isso, a China chamou o embaixador dos EUA em Pequim e protestou contra esta atualização dos aviões taiwaneses.

A opção de vender uma atualização e não novos aparelhos terá serias consequências: em primeiro lugar, representará menos emprego qualificado e menos exportações, mas para Taiwan significará algo de ainda mais grave: que a ilha não poderá aumentar a sua capacidade defensiva para fazer frente ao recente aumento de capacidade aeronaval chinesa…

Fonte:
http://www.defencetalk.com/us-in-5-85-bln-taiwan-jet-upgrade-china-protests-37152/

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A China terminou a construção da maior parte do lançador pesado Longa Marcha 5

Foguetão chinês Longa Marcha 5 (http://www.flightglobal.com)

Foguetão chinês Longa Marcha 5 (http://www.flightglobal.com)

A China terminou a construção da maior parte do lançador pesado Longa Marcha 5 e deverá ser lançado pela primeira vez em 2014.

A fabricação dos foguetões pesados Longa Marcha 5 e 6 vai ter lugar no novo complexo espacial de Tianjin, no norte da China, onde Pequim terá investido perto de mil milhões de dólares.

O foguetão Longa Marcha será capaz de colocar em órbitas baixas cargas de até 25 toneladas ou cargas úteis de 14 toneladas para órbitas altas. Com este foguetão a China irá tornar-se líder mundial (em paridade) na capacidade de lançamento espacial e consolida uma posição cada vez mais incontestável como segunda grande potencia espacial.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Production_on_major_part_of_China_jumbo_rocket_completed_maiden_voyage_by_2015_999.html

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Vítor Bento: Sobre a China

“A China se souber jogar a oportunidade que tem de se constituir num importante motor da retoma mundial, revalorizando a sua moeda e utilizando as vastas reservas acumuladas para dinamizar a procura – doméstica e mundial -, poderá obter como contrapartida uma importante posição nas instâncias, formais e informais, da governação mundial.”

> Mas terá o regime ditatorial alojado em Pequim essa sabedoria e discernimento?… Pequim tem insistido em manter sua moeda, o Yuan, a níveis artificialmente baixos por forma a estimular as suas exportações e não deu sinais de querer mudar essa atitude depois da eclosão da atual crise que começou em 2008… Pequim continua com acumula coes incríveis de Capital, que reinveste apenas parcialmente e quase sempre na compra de dívida americana, de que é hoje o segundo maior detentor externo. Pequim não investe em instalações fabris ou tecnológicas fora do seu próprio território… além de África, onde está a realizar compras massivas de terrenos agrícolas, Pequim tem uma visão do desenvolvimento muito unilateral e ainda não parece ter compreendido que é impossível continuar a empobrecer todo o globo enquanto se torna na “fábrica do mundo” e reserva para si uma parcela cada vez maior dos recursos naturais do globo.

“E os países das outras grandes economias emergentes também não deixarão de aproveitar a oportunidade para reinvidicar uma maior quota de participação nessas instâncias de governação, como já se viu com a Cimeira do G-20. Como alguém terá de ceder poder, o candidato mais natural será a União Europeia.”

Entre estes “países emergentes” encontra-se, claro está, o lusófono Brasil. O modelo de distribuição de poder no Conselho de Segurança da ONU é herdeiro do quadro de vencedores da Segunda Grande Guerra e carece de revisão urgente. Não se compreende como é que potencias médias como o Reino Unido e a França têm assento permanente e com direito de veto e potencias economicamente, demográfica e até militarmente mais importantes estão ausentes. Onde está a Índia, o segundo país mais populoso do mundo? A Alemanha e a Itália, duas das maiores potencias económicas europeias? O Brasil, uma das economias emergentes e a maior nação da América do Sul? A Indonésia, a maior nação islâmica do mundo? A estrutura global de poder tem que ser atualizada de forma a ficar conforme à nossa realidade contemporânea.  Países como França e Reino Unido têm que sair, reduzindo-se à sua atual insignificância e novos Estados devem adquirir esse estatuto de membro permanente, como o Brasil, a Índia, a Indonésia, o Egito, a África do Sul e o Japão. Alternativamente, pode ser realizada uma alteração mais radical, operativa e justa… a de substituir a representação permanente de países pela representação por blocos económicos, geográficos ou políticos. Em vez de China, EUA ou Índia, poderíamos ter representantes permanentes da União Europeia, da Nafta (EUA, Canadá México), da União Africana, da Liga Árabe ou da ASEAN. E, claro… da CPLP. Desta forma original e ousada se garantiria uma maior representatividade dos povos da Terra e uma melhor defesa dos interesses de Todos e não de umas quantas “grandes nações” por muito responsáveis que os seus representantes pudessem ser.

Fonte:
Economia, Moral e Política
Vítor Bento

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Os problemas de juventude do satélite sino-brasileiro Cbers-3

O Brasil prepara-se para lançar em novembro do ano que vem o satélite Cbers-3. O lançamento terá lugar com um atraso de 5 anos.

O satélite será o quarto (o anterior era o Cbers 2-B) de uma série que começou em 1988 com Cbers 1. Estes satélites sino-brasileiros de observação dos recursos terrestres foram lançados dentro do ritmo previsto até 2007, mas a partir de então o Brasil deixou de conseguir cumprir os prazos de entrega dos equipamentos, atrasos que resultaram da dificuldade que a indústria brasileira tem em desenvolver os equipamentos que no acordo bilateral se previam serem fabricados no Brasil. O problema agravou-se no Cbers-3 porque enquanto que nos anteriores a incorporação de componentes brasileiros era de 30%, neste será de 50%…

O atraso será resolvido pela contratação pelo Inpe (“Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais”) de 60 novos especialistas que serão enviados para a China, durante um ano, por forma a adquirem aqui o know-how que falta à indústria espacial brasileira e que esteve por detrás deste atraso de cinco anos.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/ti/pais-lancara-satelite-brasil-china-em-2012-23082011-24.shl

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A China prepara-se para explorar os fundos oceânicos do Pacífico

Submersível "Jiaolong" (http://www.wantchinatimes.com)

Submersível "Jiaolong" (http://www.wantchinatimes.com)

A China sabe que é impossível continuar a manter o seu nível atual de crescimento económico sem dispor de quantidades crescentes de matérias primas. Por essa razão, vemos poços petrolíferos chineses em Cuba e encontramos chineses por toda a África, corrompendo líderes locais em troca de facilidades mineiras e deixando atrás de si a mesma devastação ecológica que caracteriza hoje muitas regiões da China.

Esta fome por recursos explica o interesse “científico” chinês pela investigação submarina e pela divulgação de imagens de uma bandeira chinesa sendo cravada em águas internacional no fundo do Mar do Sul da China. Com este gesto arrogante, executado num território marítimo reclamado por cinco outros países, a China toma como seus os recursos minerais do fundo deste mar.

O gesto é mais que simbólico. É uma prova que a China de hoje domina a tecnologia para chegar a profundidades superiores a cinco mil metros com submersíveis feitos localmente, algo que a faz entrar num restrito clube e a capacita a começar a explorar estes recursos mineiros num futuro muito próximo.

Nos próximos meses o submersível chinês (batizado Jiaolong) deverá tentar bater o recorde mundial de profundidade e descer abaixo de 7 km.

Este submersível é “civil”, mas a China está a desenvolver um veículo idêntico, mas “militar”, ou seja, armado, no que será um precedente absoluto a tais profundidades e indica o tipo de atitude que Pequim tem para a com a exploração dos recursos minerais do leito oceânico e até onde está disposta a ir para assegurar o seu controlo.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=25859

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Pressionados pela China, os EUA recusam vender aviões F-16D a Taiwan

O governo americano optou por ceder às pressões de Pequim e recusar a venda de mais aparelhos F-16C e F-16D a Taiwan. Os EUA estão agora a tentar convencer os seus aliados sul coreanos a atualizarem os seus 146 aviões F-16A e B para um dos últimos padrões, já com um radar AESA.

Estes F-16 C e D foram originalmente pedidos por Taiwan em 2009 e na altura, esperava-se que a encomenda rondasse os 4.2 mil milhões de dólares, mas teriam apenas os radares convencionais Northrop APG-68(V)9 e não um radar AESA… O melhoramento tenciona aplacar a desilusão de Taiwan pela recusa da venda de F-16 C7D novos. Isto contudo, não apaga uma marca: a de que a dependência dos EUA em relação à China (o maior credor dos EUA) está a começar a afetar as relações com os seus aliados, mesmo os mais antigos e fiéis, como Taiwan. Esta opção acarreta três perdedores: os EUA (que perdem influência num aliado, exportações no valor de 4.2 mil milhões, 800 milhões em impostos e 16 mil empregos), Taiwan (que vê o seu mais importante aliado afastar-se) e a… Lockheed Martin, que estava a contar com esta exportação para manter aberta a linha de produção do F-16, algo que agora será praticamente impossível, sem encomendas novas da USAF ou de algum (imprevisto) cliente internacional. Tudo isto, contra um grande ganhador: a China.

Fonte:
http://www.dodbuzz.com/2011/08/15/report-chinese-pressure-means-no-f-16s-for-taiwan/#ixzz1VAgMCMKL
DoDBuzz.com

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A China – através de doses massivas de influência e corrupção – ganhou recentemente o “direito” de explorar os minerais do solo do…. Oceano Índico

A China – através de doses massivas de influência e corrupção – ganhou recentemente o “direito” de explorar os minerais do solo do…. Oceano Índico. A autorização foi concedida pela “International Seabed Authority” que assim abriu este Oceano (onde a China não tem costa) à exploração selvática de Pequim aos preciosos sulfitos oceânicos, ricos em cobre, ferro, chumbo, zinco e outros metais de que a China está ávida.

Esta autorização é inédita no Índico, sendo o primeiro país a receber tal permissão para saquear uma área com mais de 10 mil quilómetros quadrados durante 15 anos.

A entidade responsável por esta duvidosa autorização foi a “International Seabed Authority”, um organismo das Nações Unidas responsável pela exploração do leito marinho e que recentemente autorizou Pequim a realizar o mesmo tipo de mineração no Pacífico, mas desta feita a nódulos poli-metálicos.

A China prepara-se assim (com a autorização cúmplice da ONU) para realizar nos leitos dos oceanos do globo o mesmo tipo de destruição ecológica, poluição e saque mineral que realiza no seu próprio país e, mais recentemente, em África. Maus anos se avizinham para os Oceanos deste mundo, agora que abriu oficialmente a época do saque aos minerais por parte de Pequim.

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/China_to_explore_Indian_Ocean_seabed_report_999.html

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