Budismo

“O Caminho para a Iluminação” «Bodhicaryavatara» de Shantideva: Terceiro Extracto

59. Quem acalmará o meu terror? Como poderei escapar? O dia virá em que deixarei de existir! Como pode o meu coração estar tranquilo?

60. Que fruto me restará de todos os prazeres de outrora, hoje abolidos, nos quais me comprazi, em despeito da palavra do Mestre?

61. Ao deixar o mundo dos vivos, deixando parentes e amigos, irei só, mas não sei para onde. Que me importam então amigos ou inimigos?

62. Uma só preocupação me deve ocupar noite e dia: as acções negativas produzem necessariamente a dor: como hei-de livrar-me delas?" 

página 43

 

"O Caminho para a Iluminação" «Bodhicaryavatara» de Shantideva; Livros e Leituras; Lisboa; 1998.

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“O Caminho para a Iluminação” «Bodhicaryavatara» de Shantideva: Segundo Extracto

34. Vezes sem conta o prazer e o desagrado foram para mim ocasião de mal agir. Como pude esquecer que um dia teria de abandonar tudo e partir?

35. Os que me incomodaram já cá não estarão, os que me agradaram também não, e até eu já não existirei, aliás, nada subsistirá."

36. O que agora apercebo não passará de uma lembrança, tal como as coisas que nos atravessam os sonhos, passageiros, fugazes… nunca mais as veremos.

37. Durante a minha permanência neste mundo, muitos se foram, uns amigos, outros inimigos, mas o mal que cometi por causa deles continua sempre presente, como uma ameaça que não me larga.

38. Estou de passagem nesta terra, foi isso que não compreendi. Quanto mal não cometi por desvairo, por afeição ou por ódio.

39. Noite e dia, sem parança, a vida vai escorrendo e nenhum ganho a fará crescer: é tão inevitável morrer!"

página 40

 

 

"O Caminho para a Iluminação" «Bodhicaryavatara» de Shantideva; Livros e Leituras; Lisboa; 1998.

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As minhas notas sobre as alterações na aquisição e venda de Equipamento para as Forças Armadas

Luís Amado, o Ministro da Defesa anunciou a 1 de Junho uma série de medidas que alteraram as decisões de reequipamento tomadas pelo único ministro competente dos governos PP-PSD, Paulo Portas. Que fique aqui registado que me desagradam os tiques sabedores e autoritáriozinhos de Portas, mas seria cego se não reconhecesse no seu desempenho enquanto Ministro da Defesa a acção do único bom ministro dos dois governos PP-PSD…

Por isso, quando ouvi que Luís Amado (o ministro com que me cruzo frequentemente ao fim-de-semana com o seu Pólo e jornal debaixo do braço) ía alterar a última LPM fiquei preocupado… Lá iam os constrangimentos orçamentais atrasar ainda mais a modernização das nossas Forças Armadas… Pensei eu.

Em suma, Luís Amado fará as seguintes alterações:

1. O Hercules C130 não serão substituídos pelos C140J, pelo contrário serão modernizados e Portugal regressará ao projecto Airbus A400M: Nota positiva… O A400M irá aumentar o emprego nacional nas OGMA e garantirá uma importante transferência tecnológica para Portugal… Nota positiva.

2. Portugal vai vender 12 aviões F-16. Sendo estes 12, 1/3 do total da nossa força de F-16, fiquei danado. Mas depois soube que destes 12 aviões comprados por Guterres, só 4 é que chegaram a voar… Sendo assim… Para que precisamos de aviões que não conseguimos operar? É certo que ficamos com apenas duas esquadras de 12 aparelhos cada, mais 4 de reserva, o que é escasso para um país com o nosso território e a nossa ZEE… Faltam mais aviões do género… Sukhoi-35? Era bom, era… Nota neutra…

3. Portugal venderá também 10 helicópteros Puma desactivados, duas fragatas João Belo (ao Uruguai?) e os remanescentes helicópteros Allouette (incrivelmente, ainda temos alguns…). Vendendo este equipamento enquanto este ainda tem valor de mercado, o ministro poderá recolher ainda uma verba significativa em época de apertos orçamentais… E Portugal precisará deste equipamento, especialmente não havendo ainda equipamento de substituição? Nota neutra.

4. A verba reservada para a frota de Submarinos foi reforçada. Discordando da existência desta frota e sobretudo o desperdício de verbas tão escassas num tipo de meio que seria menos prioritário do que mais meios de vigilância aérea, patrulhas rápidos e mais corvetas, este reforço das verbas alocadas aos submarinos de 983 milhões para 1070 milhões recebe assim nota negativa.

5. Nota positiva já recebe o abandono da compra da vetustas fragatas americanas Perry (um dos erros de Portas) e a selecção das mais modernas e superiores fragatas holandesas Doorman (da mesma geração das excelentes Meko/Vasco da Gama).

6. Nota neutra recebe por fim a manutenção da intenção de compra de um navio polivalente logístico, a ser construído pelos Estaleiros de Viana do Castelo, a manutenção do programa de substituição das Chaimite e a redução do programa de substituição dos M60A3 por um MBT ainda a determinar (espero que sejam Leopard…).

Em suma… Não é tão mau como parece…

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Os números da missão da GNR em Timor Leste

120 militares da GNR

6 viaturas blindadas Iveco

6 carrinhas Mercedes Sprinter

e ainda:

4 jipes e
3 pick-ups.

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A selecção da forma da próxima Reencarnação

A escolha da forma que se assume no próximo renascimento depende dos actos praticados nas vidas anteriores, e não somente daqueles que foram praticados na última vida. Este processo é conhecido no Budismo como "Lei Kármica" (Karma=Acção).

O conceito de "Karma" confere ao Budismo uma vantagem sobre a maioria dos restantes sistemas religiosos. Ele permite-lhe explicar o sempre difícil conceito do "sofrimento dos inocentes", com o qual ainda recentemente Bento XVI se teve de debater quando visitou o campo de Auschwitz. No âmbito do conceito de Samsara e de Karma, se uma criança nasceu e vive em sofrimento é porque carregava em si, a "carga kármica" das suas vidas passadas. Inocente em si, carregava as penas de vidas passadas. Assim, todo o Sofrimento é consequência de actos negativos ou egocêntricos realizados em vidas passadas. Toda a Dor é consequência da Negatividade passada, próxima ou remota, e tudo o que podemos fazer para anular essa Negatividade passada é cumprir tantos Actos Positivos quantos os possíveis para procurar um renascimento futuro menos infeliz, ou, na melhor das hipóteses um renascimento que nos permita sair deste ciclo eterno de morte e nascimento, e abandonar o Samsara, encontrando e penetrando ou incorporando o próprio espírito de Buda, cuja potencia habita sempre em cada um de nós, aguardando apenas pelo momento certo para despertar ou alcançar a Iluminação.

Bibliografia:
Introdução ao Budismo, Dennis Gira
O Budismo Tibetano, Dalai Lama
Quem é o Buda? Sangharakshita
Breve História do Budismo, Andrew Skilton
Psicologia e Religião Oriental, C. G. Jung

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Sobre as Possíveis Formas de Reencarnação no Budismo

Uma das maiores originalidades do Budismo consiste no facto de ser antropocêntrico. Segundo a Tradição, toda criatura viva, humana ou não, e incluindo nesta série os insectos e todas as criaturas que parecem mais repugnantes como os vermes que devoram carne putrefacta e os mosquitos comungam da mesma experiência: o ciclo interminável – no sentido de Infinito – de mortes e renascimentos a que no Sânscrito se chama "Samsara" ->"fluxo circular").

No decurso do Samsara, o ser vivo morre e nasce de seguida podendo fazê-lo na mesma forma humana, mas também como divindade ("Deva"), tendo aqui em consideração que o Renascimento enquanto Deva pode não ser necessariamente "Bom" porque existem vários tipos de divindades, desde as bondosas às hostis, e que o renascimento em Deva produz geralmente um renascimento seguinte num estádio inferior de consciência ao Humano. Além de Deva, o ser vivo, pode também renascer como animal, ou como "espírito faminto" (na iconografia tibetana estas criaturas são representadas como seres de ventre proeminente e boca tão pequena que não se podem alimentar). É possível ainda o renascimento como habitante dos Infernos (quentes e frios, como descrevem os Mestres).

 

Bibliografia:

Introdução ao Budismo, Dennis Gira

O Budismo Tibetano, Dalai Lama

Quem é o Buda? Sangharakshita

Breve História do Budismo, Andrew Skilton

Psicologia e Religião Oriental, C. G. Jung

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«Bodhicaryavatara» de Shantideva: Citação 1

"II. A Confissão

(…)

34. Vezes sem conta o prazer e o desagrado foram para mim ocasião de mal agir. Como pude esquecer que um dia teria de abandonar tudo e partir?…

35. Os que me incomodaram já cá não estarão, os que me agradaram também não, e até eu já não existirei, aliás nada subsistirá.

36. O que agora percebo não passará de uma lembrança, tal como as coisas que nos atravessam os sonhos, passageiras, fugazes… nunca as veremos.

37. Durante a minha permanência neste mundo, muitos se foram, uns amigos, outros inimigos, mas o mal que cometi por causa deles continua sempre presente, como uma ameaça que não me larga.

38. Estou de passagem nesta terra, foi isso que não compreendi. Quanto mal não cometi por desvairo, por afeição ou por ódio…"

(…) 

 página 40

 

"O Caminho para a Iluminação" «Bodhicaryavatara» de Shantideva; Livros e Leituras; Lisboa; 1998.

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