Brasil

A indústria de Defesa do Brasil começa a despertar da sua letargia das últimas décadas

http://www.clmais.com.br

Depois de uma dormência quase letal nas últimas duas décadas, a indústria de defesa brasileira está em plena pujança. O montante global dos investimentos da indústria de defesa brasileira ascende, nas próximas décadas a mais de 120 mil milhões de dólares, devendo no processo gerar 25 mil novos empregos e muitos mais empregos indiretos, daqui a menos de dez anos, o país lusófono será capaz de exportar quatro mil milhões de dólares em equipamento de defesa, mais que quadruplicando as exportações atuais desse tipo e reequipando as suas forças armadas que em praticamente todos os setores estão armadas com equipamento obsoleto.

Em 2011, o orçamento de defesa brasileiro foi de 36.6 mil milhões de dólares, o décimo maior do mundo, mas mais de 80% deste montante corresponde a salários o que significa que a manutenção e aquisição de equipamentos são realizados a níveis sub-standard, aos padrões europeus e norte-americanos, pelo menos. E perante o gigantismo continental do Brasil, as suas riquezas e a sua recente ascensão a sexta potencia económica mundial, um orçamento de defesa de 1.5% do PIB parece escasso, especialmente quando comparado com outros países da região ou com outros BRIC.

Em virtude da força da sua demografia, massa continental e poder económico, o Brasil tem que acompanhar essa ascensão através do desenvolvimento sustentado (isto é, alimentado pela procura local) de um forte e dinâmico setor da defesa. Livre de paralisias pacifistas, não-alinhadas ou daquela timidez atávica que marcou a sua diplomacia nas últimas décadas, este grande país lusófono deve ser capaz de se afirmar também – sem pudores absurdos – como uma grande potência militar e estar presente em todos os grandes cenários internacionais de crise. E isso, só o poderá fazer com uma forças armadas modernas, credíveis e bem equipadas.

Fonte:

http://www.defencetalk.com/brazils-defense-industry-booms-44322/

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Agostinho da Silva: “O Portugal de que tratam em geral nossos economistas (…) já está realizado e com um êxito político de que é o Brasil segunda prova; juntar numa unidade permanente dois países tão distintos um do outro como o Norte e o Sul, fazendo dela a nação mais antiga da Europa e provando, pela tarefa pronta, a capacidade de outras unidades que estarão no futuro, foi o primeiro grande feito dos portugueses, herdeiros aí do génio romano para a agregação e a paz”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

“O Portugal de que tratam em geral nossos economistas (…) já está realizado e com um êxito político de que é o Brasil segunda prova; juntar numa unidade permanente dois países tão distintos um do outro como o Norte e o Sul, fazendo dela a nação mais antiga da Europa e provando, pela tarefa pronta, a capacidade de outras unidades que estarão no futuro, foi o primeiro grande feito dos portugueses, herdeiros aí do génio romano para a agregação e a paz.”
Educação de Portugal
Agostinho da Silva

É certo que os portugueses estão sempre prontos a buscarem e a realçarem os defeitos da sua Nação… e esquecem frequentemente que somos um dos países mais antigos da Europa, com fronteiras mais antigas e estáveis (excluindo esbulho espanhol de Olivença) e um dos raros países médios (em critérios demográficos e económicos não somos nunca um “pequeno país”) que têm o seu espaço físico conforme a uma só e mesma nação, cultura e língua.

Portugal consegue assim vários plenos e a esta acumulação notável há ainda que somar dois grandes milagres unicamente portugueses: o facto de erguido solidamente um dos maiores países do mundo, o Brasil e o facto de ser um dos raros Estados-Nação da Europa que, além de tudo o mais, conseguiu o feito notável (e hercúleo…) de resistir a essa grande centrifugadora de povos que foi a Espanha e manter-se livre e independente dessa grande “império” castelhano ibérico.

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O Brasil adia a decisão do F-X2. Outra vez.

Um dia saberemos se o Rafale ganhou. Um dia (http://www.naval-technology.com)

Um dia saberemos se o Rafale ganhou. Um dia (http://www.naval-technology.com)

Sem grande surpresa, o processo de modernização da força aérea brasileira, conheceu um novo adiamento… Celso Amorim, o ministro da defesa de Brasília admitiu que devido ao atual contexto económico, a decisão seria adiada sem prazo definido para ser retomada. Até surgir esta informação (estranhamente fora de contextos, numa entrevista a um jornal norte-americano) o Celso Amorim mantinha que a decisão seria tomada ainda em 2012 sabendo entre o Rafale, o Gripen e o Super Hornet qual seria o selecionado para satisfazer a necessidade de 36 aparelhos, em troca de cinco mil milhões de dólares.

Em 2010, o Rafale da construtora francesa Dassault parecia ter assegurada a vitória, mas Lula saiu do governo sem tomar essa decisão e Dilma Rousseff parece favorecer a opção norte-americana… uma incerteza que pelos vistos ainda não será clarificada este ano.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/brasil-adia-compra-de-avioes-de-combate-10082012-18.shl

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A Indonésia vai receber um segundo conjunto de aviões brasileiros A-29 Super Tucano

A Indonésia vai receber um segundo conjunto de aviões brasileiros A-29 Super Tucano. A encomenda inclui também um simulador e treinamento para os pilotos indonésios destes aparelhos ligeiros de ataque e treino. Os primeiros quatro Super Tucano da encomenda de novembro de 2010 foram recebidos em agosto de 2012 e os restantes quatro aparelhos serão entregues em 2014.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/indonesian-air-force-orders-second-batch-of-a-29-super-tucano-airplanes-43663/

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Da exemplar legislação brasileira sobre refeições escolares

O governo brasileiro introduziu legislação para melhorar o sistema alimentar, evitando assim ceder às pressões dos lobbies das grandes multinacionais. Este novo quadro legislativo vem introduzir uma série de respostas à pressão que os produtos alimentares ultra-processados fabricados pelas multinacionais exercem sobre o setor alimentar local. A consequência desta cedência tem sido no Ocidente um aumento explosivo da epidemia da obesidade e de várias doenças crónicas, criando uma grande pressão financeira sobre os sistemas públicos de saúde, reduzindo a qualidade e duração de vida de milhões de cidadãos e até a identidade cultural de nações inteiras.

No Brasil, todas as crianças que frequentem a escola têm direito a uma refeição, e pelo menos setenta por cento dessa refeição tem que ser constituída por produtos frescos ou de processamento mínimo. Trinta por cento dessa refeição tem que ter origem na produção local, numa medida para estimular a soberania alimentar das regiões onde estão inseridas as escolas.

Eis um tipo de legislação que poderia ser também introduzido em Portugal, melhorando aquilo que já existe, defendendo os direitos das crianças (que tanto têm sofrido com o recuo sistemático do Estado Social) e promovendo simultaneamente as economias locais, estimulando o desenvolvimento do setor agrícola e dissuadindo as importações de produtos ultra-processados, pouco saudáveis e que, além do mais, contribuem também para o défice da nossa balança de pagamentos.

Fonte:
http://www.seeddaily.com/reports/Brazil_has_laws_that_protect_against_Big_Food_and_Big_Snack_999.html

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Super Tucanos para Angola

Embraer EMB-314 Super Tucano (http://t2.gstatic.com)

Embraer EMB-314 Super Tucano (http://t2.gstatic.com)

O Embraer EMB-314 Super Tucano surge cada vez mais como avião da sua classe com mais sucesso pelo mundo fora.  Recentemente a empresa aeronáutica brasileira anunciou vendas da ordem dos 180 milhões de dólares para Angola,  Burkina Faso e Mauritânia. O avião é barato e relativamente simples de manter sendo um excelente avião de vigilância e ataque ao solo.

Para Angola,  em particular, a Embraer vendeu seis aparelhos dos quais os primeiros três serão entregues já este ano. Sabendo-se que o extenso parque de aparelhos russos pode já não estar operacional estes mais modestos e simples aparelhos vão representar uma importante adição para a força aérea angolana.

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/Super-Tucano-Counter-Insurgency-Plane-Makes-Inroads-Into-Africa-07348/

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Resposta a Ricardo Silva sobre “o sentido da União Lusófona”

“Ricardo Silva: Clavis, gostava de perceber o sentido de “União Lusófona”..
é algo com sentido essencialmente cultural ou com sentido político e económico?”

– A União é apenas o objetivo último (e ainda muito distante) do processo de convergência lusófona que com o decair notório do “projeto europeu” se tornou cada vez mais evidente como desígnio estratégico de longo prazo para Portugal. Nao se trata – absolutamente – de um “terceiro” império português ou de um neoimperialismo brasileiro (nem mesmo do domínio de Angola sob os PALOPs e a economia portuguesa). Numa primeira fase trata-se tão somente de aproximar as sociedades,  culturas, economias e diplomacias dos países de língua oficial portuguesa. A “união” (seja ela o que for) é apenas uma meta de muito longo prazo… e incerta, ainda.

“Porque se tiver outro sentido sem ser só cultural, parece-me absurdo pensar nele sem que Portugal saia da UE.
E é precisamente esse percurso recente de Portugal que o afastou dos restantes Países Lusófonos.
Portugal não pode estar a jogar em duas mesas de jogo ao mesmo tempo,”

E porque nao? A europa nao pode ser ciosa do seu exclusivismo e os eventuais tratados “incompatíveis” podem ser mudados. Por outro lado, aquilo que a UE é hoje,  não será certamente aquilo que ela será amanhã: não ficaria propriamente varado pelo espanto se a UE se dissolvesse após um previsível colapso do euro ou de uma sucessão de bancarrotas descontroladas na Europa,  ou se se dividisse uma “união do norte” e numa “união do sul”…

“querendo assumir-se como “maestro” sobretudo quando não tem argumentos outros que não sejam mão de obra especializada e know-how (no caso de Angola) e estatuto de igualdade de direitos (Brasil) para colocar na mesa da CPLP.”

– a situação que leva centenas de milhar de portugueses – altamente qualificados e preparados – a emigrar para Angola é transitória, mas altamente conveniente a Angola que assim usufruiu de décadas de investimento público na qualificação desses emigrantes. A prazo, logo que Portugal consiga recuperar a sua economia e tornar mais realistas os nossos padrões de vida,  deixaremos de ser esse pais de emigrantes que ora somos,  novamente, e a nossa economia, competência e inventividade serão cruciais na afirmação global desse eixo lusófono que antevemos.

“Como angolano, recordo-lhe que a recente aproximação entre Angola e Portugal deve-se mais à persistência Angola que a acções de Portugal.”

– admito que sim, mas hoje, quase todas as grandes empresas portugueses tornaram Angola (e Moçambique) no centro das suas estratégias de internacionalização. E se a presença do capital angolano em Portugal é hoje bem mais visível que o oposto tal deve-se à nossa presente conjuntura financeira e à abundância de capital em Angola devido aos preços internacionais do petróleo.

“O Reino Unido joga em dois tabuleiros, mas tem outro peso mundial e económico e é muito subtil nas suas acções.
Portugal não pode fazer isso.
Vejamos dentro da CPLP o peso específico de cada um:
– Portugal é membro da UE, tem um bom padrão de desenvolvimento, mas que não é sustentado pela sua economia ; tem vivido recentemente dos Fundos de restruturação Europeus, como ao longo da sua História viveu sempre de fluxos de terceiros (colónias); neste momento está em crise e com fluxo de emigração para o exterior (de novo) e dependente de recursos financeiros externos para se tentar equilibrar.
– O Brasil é um dos BRIC, com crescimento, busca tecnologia e tem mercado interno; tem dinheiro neste momento, resultante essencialmente de matérias primas e alguma tecnologia. Tem ambições regionais e mesmo mundiais. O brasileiro já não emigra como antes.
– Angola é um exportador de matérias primas e com a atracção e fixação de 300/400.000 portugueses deve conseguir estabelecer um tecido industrial que não tem e impulsionar uma classe média dinâmica, que também não tem; tem perspectivas boas de crescimento ; tem dinheiro resultante de matérias primas.
– Moçambique, apesar de estar a atrair bastantes Portugueses, é um país muito dependente e integrado com a África do Sul (sempre conduziram ao contrário, mesmo antes da independência).
Penso que vai ser um país com um grande futuro, mas lento. Tem gás.
– Guiné, é como grande parte dos países africanos, inviável. Vai ser sempre dependente de ajuda externa
– Cabo Verde é um país que consegue aguentar-se, mas com crescimento e evolução lenta.
– São Tomé, deve receber um impulso grande com o petróleo, mas é dependente de Angola (em muitos sentidos)
– Guiné Equatorial é muito similar a São Tomé, mas tem a particularidade de estar isolado em termos de língua oficial e optou por fugir da “diluição” nos vizinhos .
Tem petróleo, o que lhe dá boas perspectivas de evolução.
– Timor é algo que não sei por quanto tempo se vai aguentar na CPLP, sobretudo após a entrada dos dividendos do petróleo.
Daqui deduzem-se interesses e linhas de acção regionais e mundiais diversificadas. Onde pode haver convergência numa “União Lusófona” sem dano desses interesses/linhas de acção?
Daí, se calhar, certas acções bi-partidas que vão surgindo.”

São todos bem diversos, decerto, do ponto de vista económico e social. Mas têm unindo-os mais elementos de longa duração (as tais “estruturas” da Nova História) que os países da União Europeia quando se fundou a comunidade do carvão e do aço. A língua, a cultura imaterial, a existência de grandes comunidades migrantes e bem integradas entre vários países lusófonos oferecem o terreno fértil em que se pode desenvolver a CPLP até se tornar na almejada União Lusófona.

Essas diferenças são complementares entre si e seria bem mais impossível se se tratassem de países absolutamente idênticos e naturalmente concorrentes. Por exemplo,  em termos de capital (de que Portugal carece agora para reconstruir o seu setor primar), Angola e Brasil,  têm-no, Portugal, complementarmente tem know-how, qualificação e as melhores boas práticas europeias. É deste tipo de complementaridade que falo, não faltando aqui os exemplo, mudando apenas os agentes da equação.

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O Super Tucano pode tornar a vencer o concurso da USAF “Light Attack Support”

A Embraer acredita que tem condições para vencer o novo concurso da USAF “Light Attack Support”. Segundo o fabricante aeronáutico brasileiro,  as especificações não deverão ser alteradas e se assim for o Super Tucano deverá sagrar-se vencedor pela segunda vez.

Em finais de dezembro de 2011, a Embraer tinha vencido este concurso internacional vencendo assim um concurso que equivalia a um contrato de 355 milhões de dólares em troca de 20 aviões Super Tucano para a força aérea afegã. Contudo,  este contrato seria subitamente cancelado devido à “qualidade insatisfatória da documentação fornecida”. Um movimento onde muitos souberam reconhecer uma atitude protecionista que favorecia o fabricante norte-americano perdedor, a Hawker Beechcraft… e isto apesar da Embraer ter assegurado que a sua vitória no concurso iria criar mil e duzentos empregos nos EUA,  na sua subsidiaria Sierra Nevada.

Os primeiros Super Tucano deveriam ser entregues aos afegãos em abril de 2013, mas este recomeço de praticamente do zero torna este prazo impossível de cumprir e isso significa que o exercito afegão não poderá contar com apoio aéreo durante os cruciais meses de transição… uma decisão protecionista deste jaez poderá assim colocar em causa a próxima segurança no Afeganistão.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/asd/2012/04/11/02.xml

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Brasil: Continuam os progressos contra a desigualdade económica

“A desigualdade no Brasil decresceu 40% desde 1995, indica um estudo publicado esta semana pela revista Veja. Um feito sem paralelo nas restantes economias emergentes que representa um aumento médio de 68% nos rendimentos das classes mais baixas do país.
Em 1995, os brasileiros mais pobres ganhavam 83 vezes menos que os mais ricos. Hoje, com o aumento dos salários mais baixos e a estagnação dos mais altos, a diferença continua grande: os ricos ganham 50 vezes mais. Mas, no mesmo período, a desigualdade aumentou 24% na China, 16% na Índia e 6% na Rússia – países que constituem o grupo das maiores economias emergentes em todo o mundo.
Os resultados traduzem-se também na evolução do índice de Gini – que mede a diferença entre os maiores e menores rendimentos. Entre 1995 e 2008, o Brasil baixou de 0,605 para 0,549 num índice em que o 1 é o mais desigual e o 0 é a igualdade absoluta.”
Jornal Sol
9 de marcos de 2012

Eis de facto o indicador que importa monitorizar: o da repartição de rendimentos numa economia, muito mais que o falacioso e brutal “aumento do PIB”. Do artigo acima citado se conclui facilmente que o crescimento chinês das ultimas décadas se tem feito muito (sobretudo) à custa da manutenção de um numero crescente de cidadãos em condições de vida sub-humanas, enquanto uma casta de privilegiados, corruptos e mais ou menos ligados ao Partido Comunista prosperam e usam o aparelho recessivo do Estado para manter este Status Quo podre mas que lhes é muito favorável.

O Brasil, pelo contrário, tem seguido outra política: desde logo é uma democracia, sem censura nem aspirações coloniais ou imperialistas (ao contrário da China que ocupa e coloniza o Tibete e o Sinquião), o Brasil também tem em curso vários programas de apoio social que visam repartir os ganhos económicos das últimas décadas e sobretudo tem um Estado muito ativo na Economia que, ao contrario, do modelo neoliberal em vigor na Europa, não tem pudor em defender a economia nacional contra agressões externas nem de ter um papel condutor na economia.

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Dilma, a Presidenta que precisamos na Europa (e em Portugal, sobretudo)

 

Dilma Rousseff (http://www.dica1.com.br)

Dilma Rousseff (http://www.dica1.com.br)

Dilma mostra que tipo de líder devia ter hoje Portugal: a Presidenta brasileira (como gosta de ser chamada) disse que a moda Europa da “austeridade custe o que custa”, imposta a partir de Berlim e aproveitando uma geração de líderes europeus particularmente medíocres e boçais é uma loucura e tem que ser travada.

Dilma Rousseff disse: “Hoje em dia, via tsunami monetário, está em curso, no mundo, a prática das desvalorizações competitivas, o que se chama de empobreça o seu vizinho. É uma situação esquizofrénica na Europa, que não consegue uma solução de crescimento. Muitos países estão com graus de desemprego do ponto de vista político incompatíveis com sistemas democráticos abertos. A dívida grega não é financiável, assim como a de Portugal“.

Porque não temos nós uma Dilma em Portugal? Um político/a capaz de enfrentar os germanos e dizer a verdade: Não é com austeridade que se resolve a crise. Resolve-se com a alteração do mandato do BCE permitindo-lhe financiar diretamente os governos (como qualquer Banco central…), erguer proteções contra os dumpings chineses e promover a produção agrícola e industrial europeia.

Fonte:
http://expresso.sapo.pt/dilma-ataca-europa-e-estados-unidos=f711578

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O Brasil vai fazer um teste de um modelo do foguetão VLS-1

Comparação entre o VLS-1 e o VLS-1b (http://g1.globo.com)

Comparação entre o VLS-1 e o VLS-1b (http://g1.globo.com)

O responsável máximo pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA),o  tenente-coronel César Demétrio Santos, declarou que será realizada brevemente uma simulação de lançamento do foguete lançador de satélites VLS-1. A data ainda não foi definida, mas sabe-se que o teste vai consistir num lançamento de um foguete inerte (ou seja, sem combustível solido) mas à escala real.

O objetivo será o de testar todos os procedimentos de montagem do foguetão e instalação da sua carga útil e este será o primeiro teste de um foguetão da dimensão do VLS-1 em Alcântara desde o acidente fatal de 2003.

Este teste representa o despertar de um programa que tem estado basicamente parado, apesar das promessas de que o programa seria retomado em 2009. A Torre de Móvel de Integração (TMI), destruída em 2003 foi reconstruida, antecipando este teste e o lançamento de um VSB-30 já a 16 de março.

O foguetão VSB-30 tem pouco mais de 12 metros de altura, pesa 2.6 toneladas e é propulsado por combustível sólido em dois andares. O foguetão é capaz de levar uma carga útil de 400 kg a uma altitude máxima de 240 km.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/brasil-retomara-testes-com-lancador-de-satelites-no-ma-02032012-14.shl

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Cabo verde está à procura de uma parceria lusófona para comprar aviões de patrulha naval

Cabo Verde tem uma extensa zona económica marítima mas nenhuns meios para a patrulhar. A cada vez mais frequente presença de arrastões chineses e sul coreanos nas aguas da Guiné-Bissau e, também, de Cabo Verde torna particularmente urgente a formação de meios aéreos e navais de patrulha das águas destes dois países lusófonos e, particularmente, de Cabo Verde. As aguas de Cabo Verde são também usadas cada vez mais frequentemente pelos narcotraficantes que usam a Nigéria e a Guiné-Bissau como plataforma intermédia para os mercados europeus.

Este país lusófono procura assim estabelecer parcerias com o Brasil ou com Portugal por forma a comprar aviões de patrulha naval. Isto mesmo admitiu o  porta-voz do Conselho do Ministério da Defesa cabo-verdiano, o major António Silva Rocha, que disse brevemente o ministro Jorge Tolentino iria ao Brasil negociar a aquisição de aparelhos deste tipo ainda em 2012. A Cabo Verde vai também contactar Portugal com a mesma intenção, no quadro do grupo técnico de trabalho com o ministro de Defesa português sobre a Economia do Mar.

Estes aparelhos – provavelmente da Embraer – irão assim reunir-se aos helicópteros de origem chinesa que estão em fase final de negociação. Cabo Verde não tem recursos suficientes para adquirir sozinho estes meios e por isso está em busca de uma parceria lusófona que deverá produzir frutos ainda antes do final de 2012.

Na verdade e havendo esta e a necessidade da Guiné-Bissau e uma total ausência de meios na Guiné e escassa no Cabo Verde o bom senso mandaria que estes meios aéreos deviam ser adquiridos em comum, usados em comunhão, com o apoio logístico português (manutenção, gestão e treinamento) e material (aviões) e financeiro do Brasil. Estes poderiam ser assim os primeiros de uma verdadeira “força aérea lusófona”, rentabilizando ao máximo estes meios, garantindo negocio no Brasil (Embraer) e em Portugal (Ogma) e defendendo a soberania destes dois países lusófonos da África Ocidental aos quais se poderia depois juntar São Tomé e Príncipe, numa fase posterior.

Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=FA951D5E-F9E1-41E3-836B-256572D3D7AD&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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QuidsL1: A Guerra de Independência do Brasil

http://www.iped.com.br

Clique AQUI para participar !

Pontos:

Clóvis Alberto Figueiredo (10) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil]
Luis Brântuas (5) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

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O Brasil bate o pé à China

O Brasil, na pessoa do seu vice-presidente Michel Temer declarou recentemente que o Brasil está preocupado “com o aumento maciço e indiscriminado de produtos chineses no mercado brasileiro, o que, somos obrigados a registar, ocasiona o deslocamento da produção brasileira”. A declaração foi produzida perante a audiência certa, no segundo encontro da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, na cidade de Brasília.

O Brasil pediu à China que realize um “dimensionamento voluntário” das suas exportações para o Brasil que reduza a pressão colocada pelas exportações de baixo preço de artigos de vestuário e calçado, uma pressão que aumentou nos últimos meses, com a criação de incentivos à exportação por parte de Pequim para o Brasil como forma de compensar a queda da procura desses artigos na Europa.

O objetivo de Brasília para as relações comerciais bilaterais é que estas sigam o principio da complementaridade, sem que se destruam ou deslocalizam setores industriais inteiros. O Brasil também quer mudar o padrão das suas exportações para a China, que hoje em dia se concentram sobretudo nas matérias-primas (ferro, soja e petróleo) e onde os produtos industrializados são raros, ainda que num quadro favorável, já que o superavit comercial brasileiro com a China que equivale a 38% do superavit global do Brasil.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1048233-brasil-pede-a-china-que-controle-exportacoes-ao-pais.shtml

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António Marques Bessa: “Existe a necessidade de ultrapassar o discurso cultural com o Brasil e lançar as bases de um laço transatlântico forte na direção do Atlântico Sul”

“Existe a necessidade de ultrapassar o discurso cultural com o Brasil e lançar as bases de um laço transatlântico forte na direção do Atlântico Sul. Tal como a Inglaterra viu a sua cultura florescer e as suas fraquezas amparadas pela politica americana, tornando-se um centro cultural de referência indispensável para o gigante americano, Portugal devia imitar esse exemplo e entender de vez que o português só se fala no mundo porque existe o Brasil. Há toda uma política externa cultural e económica a desenvolver com Brasília. Há todo o interesse para Portugal se colocar como uma matriz da Lusofonia e afirmar-se culturalmente, universitariamente, formando elites políticas e culturais em todo o espaço dentro de um entendimento vasto, que não se pode obter tentando ver o mundo a partir do Terreiro do Paço.”

António Marques Bessa
As Grandes Linhas da Política Externa Portuguesa nos Últimos Anos
Finis Mundi, número 3

A União Lusófona é o desígnio maior do MIL: Movimento Internacional Lusófono e o único futuro compatível com a sobrevivência de Portugal – enquanto Nação Soberana e Independente. Não podemos continuar a ser algo mais do que uma “região” numa Europa que oscila entre a dissolução caótica e um imperialismo germânico travestido de “federalismo”.

A opção solipsista, do “orgulhosamente sós” não tem futuro, ainda que seja imperativo que a cura das disfunções, despesismos e demais desnortes das ultimas décadas tenha que ser trilhada, num regresso a si mesmo, que terá que ser feito fora de quaisqueres “coligações” ou “federações”. Mas objetivando claramente o alvo final: a aproximação com a maior Nação do mundo Lusófono, por forma a lançar conjuntamente os esteios da União que será depois o centro focal onde se agregarão todas as demais e povos de língua portuguesa.

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“A singular mania da centralidade de Lisboa para os países descolonizados, incluindo o Brasil, é pura e simplesmente desastrosa e não é mais que um reflexo da própria colonização”

Revista Finis Mundi (amazon.com)

Revista Finis Mundi (amazon.com)

“A singular mania da centralidade de Lisboa para os países descolonizados, incluindo o Brasil, é pura e simplesmente desastrosa e não é mais que um reflexo da própria colonização. Ver o mundo a partir do Tejo é uma grave imprudência e um erro fáctico que afeta o desenvolvimento de uma política pensada à altura das forças do país, políticas, económicas e militares.”
António Marques Bessa
As Grandes Linhas da Política Externa Portuguesa nos Últimos Anos
Finis Mundi, número 3

Esta visão é de facto, neocolonial. Num mundo globalizado, onde os transportes de bens e mercadorias são hoje feitos a custos e velocidades inimagináveis à algumas dezenas de anos atrás e onde o inglês se instituiu como o “esperanto” das atividades de negócios é anacrónico pensar – como pensam muitos pró-lusófonos – que Lisboa pode tornar a ser o eixo de entrada e saída do antigo império colonial para a Europa. Anacrónico, ridículo e patético. Os países lusófonos não se sujeitariam jamais a essa intermediação, a esse fechamento dos seus portos e da sua atividade mercantil.

Portugal e todos os demais países da fala oficial portuguesa têm que se aproximar, mas não na base das “proibições” ou “fechamentos”. Esta aproximação (maior desígnio do MIL: Movimento Internacional Lusófono) tem que passar também – necessariamente – por uma maior aproximação comercial:
1. Defendemos a constituição de um acordo multilateral sobre Dupla Tributação extensivo a todos os países da CPLP, dispensando os complexos e incompletos acordos bilaterais atuais.
2. Defendemos a progressiva supressão de todas as barreiras alfandegárias entre todos os países da CPLP no que concerne a exportações de setores produtivos que não sejam concorrentes. Nos demais, haveria que definir quotas, a partir da ultrapassagem das quais, se iriam aplicando de forma escalar taxas alfandegárias.
3. Constituição de uma moeda de comércio única que simplificasse o comercio inter-lusófono. Esta moeda poderia começar por ser apenas virtual (como foi o ECU europeu entre 1979 e 1999). Esta moeda seria de câmbio fixo entre os países aderentes e poderia regressar à estabilidade do Padrão-Ouro (o “Escudo CPLP” que alguns MIListas advogam) como forma de permitir o uso extra lusófono da moeda.
4. Aposta sistemática, continuada e profunda no desenvolvimento dos Portos, das ligações ferroviárias e rodoviárias dos mesmos às massas continentais (América do Sul, Sul de África e Europa). Grande aposta na construção naval, de alta tecnologia, mas elevado rendimento, por forma a devolver aos países lusófonos um lugar de destaque no comércio mundial. Investigação nas possibilidades técnicas de utilização de grande Zeppelins para o transporte aéreo de mercadorias pesadas a grandes distâncias.

Com esta abordagem para produzir uma aproximação comercial lusófona, a vertente económica da Lusofonia cumprir-se-ia, dando abertura a outras aproximações menos materialísticas e mais culturais.

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O IED no Brasil e Investimento Português no Brasil

Nos últimos anos, Portugal tem assumido de forma crescente e sustentada como um dos maiores investidores estrangeiros no Brasil. No primeiro semestre de 2004, empresas portuguesas investiram 252 milhões de USDs, sendo então o sexto maior investidor estrangeiro ocupando então um impressionante (para a escala da economia portuguesa) 4.5%.

Atualmente, sabe-se que existem perto de meio milhar de empresas no Brasil com capital português que, globalmente, representam perto de cem mil postos de trabalho. Estas empresas pertencem a varias áreas mas predominam as telecomunicações, as concessões rodoviárias, água, saneamento, peças automóveis, aglomerados, produtos têxteis, cimentos e distribuição.

O Futuro:

Recentemente, a Lei Federal das Parcerias Publico Privadas pretendeu fomentar a aparição de “joint-ventures” mistas abrindo assim novas perspetivas para a entrada no capital de empresas públicas brasileiras de investidores privados portugueses e de outras nacionalidades.

O Brasil assume-se cada vez – sobretudo agora que ultrapassou o Reino Unido e se tornou na sexta economia mundial – como um mercado muito importante para Portugal oferecendo grandes oportunidades de negócio e crescimento e uma das economias mais dinâmicas do mundo.

Resenha Histórica do Investimento Estrangeiro no Brasil

O Brasil nos últimos 15 anos conheceu um desenvolvimento económico verdadeiramente notável. Deixou de ser um país isolado, para se abrir ao comércio mundial. A abertura teve o seu começo em 1990, com a reforma das taxas alfandegárias (1991-1993) e com uma decisiva renegociação da dívida pública em 1994, que libertaria o país lusófono de um pesado serviço da dívida e atrairia capital estrangeiro. Mas a economia brasileira continuava a ter um grande obstáculo ao seu desenvolvimento: a alta inflação. O seu estancamento e uma profunda reforma fiscal transmitiram confiança aos investidores nacionais e estrangeiros e estimularam o consumo e o investimento estrangeiro. Simultaneamente, realizavam-se extensas alterações legislativas que facilitaram a entrada de capital estrangeiro na economia brasileira.

Alterações Legislativas

A primeira destas reformas legislativas foi realizada em 1995 e tratou-se da revisão constitucional de 1995 onde se retiraram algumas limitações ao investimento estrangeiro em certos setores estratégicos (petróleos, mineração, transportes e distribuição de gás). Mantiveram-se contudo algumas restrições em áreas como a energia nuclear, compra de propriedades rurais, atividades em regiões fronteiriças, correios e aviação doméstica. Permanecia igualmente a proibição da posse de mais de 30% em empresas de imprensa e de televisão. A reação dos investidores estrangeiros foi muito positiva e nos anos subsequentes entrou muito mais capital estrangeiro que na década precedente.

Formatos assumidos pelo investimento estrangeiro:

Muitos investidores estrangeiros no Brasil optam por celebrar contratos de distribuição e representação comercial com particulares ou sociedades brasileiras, sendo este o veículo inicial de investimento. Consoante o sucesso destas experiências, alguns investidores dão o passo seguinte e estabelecem uma presença local abrindo uma subsidiária local. Outros, optaram por entrar no mercado brasileiro em regime de “joint-venture”. Abordemos agora cada um destes três tipos de investimento estrangeiro:

Veículos Iniciais de Investimento:

Devido à baixa escala de investimento, os contratos de distribuição e de representação comercial são relativamente comuns para investidores que preferem entradas cautelosas ou graduais no mercado brasileiro. O modelo implica contudo uma perda de controlo direto sob a forma como o produto ou serviço é distribuído.

Nos contratos de distribuição, o distribuidor brasileiro compra os produtos ao fornecedor estrangeiro e depois vende-os no mercado local. Nos contratos de representação comercial, os representantes locais operam como intermediários na venda dos produtos importados, mas não os chegam a adquirir, mas recebem comissões em função do seu nível de vendas.

Instalação de uma subsidiária local:

O estabelecimento de uma subsidiária  permite manter um controlo direto sobre o negócio. Não raramente, o investidor estrangeiro opta por realizar um contrato de “joint-venture” ou compra uma empresa local, já em funcionamento e dispensa assim a resolução de questões de ordem legal.

A maior parte das empresas brasileiras assumem uma de duas formas: Sociedade Limitada ou Sociedade Anónima. Os investidores estrangeiros escolhem o modelo preferido em função do grau de controlo sobre a sociedade a que almejam, o quadro legal e dos custos envolvidos. As “Joint-ventures”, por exemplo não são uma boa opção quando a aprovação de uma certa medida ou estratégia exige a aprovação por uma determinada percentagem dos sócios (representando, tipicamente, 75% do capital). Nas Sociedades Limitadas, não há obrigação na publicação de relatórios de contas, consequentemente, consegue-se assim um grau de confidencialidade mais elevado do que numa “joint-venture”. Por seu lado, as Sociedades Anónimas podem emitir valores mobiliários e logo obterem um financiamento mais autónomo e sustentado. Todas estas formas são alvo do mesmo tipo de tratamento fiscal à luz da lei brasileira.

“Joint-Ventures”, Aquisições e Fusões

As “Joint-Ventures” são geralmente precedidas por auditorias e avaliações de risco realizadas por empresas especializadas, avaliando todo o leque de riscos que o investidor externo terá que enfrentar, dando uma especial atenção aos aspectos fiscais e laborais. Legalmente, as “Joint-Ventures” assumem a forma de Sociedades Limitadas ou Anónimas. Finda esta sondagem assina-se um “Protocolo de Entendimento”

As fusões e aquisições, por sua vez, começam com rondas negociais, onde se aclaram as condições e garantias que depois aparecem no Protocolo de Entendimento. É nesta fase inicial que as partes definem a forma da operação, se passa pela compra de ações ou de ativos, buscando sempre a alternativa economicamente mais rentável.

O Capital Estrangeiro no Brasil

Existe no Brasil um sistema de registo obrigatório do capital estrangeiro, incluindo o capital estrangeiro direto presente nas sociedades brasileiras e empréstimos de capital concedidos a entidades locais. Este sistema é da responsabilidade do Banco do Brasil.

Fiscalidade:

No Brasil, os lucros recolhidos por um não residente estão sujeitos a uma taxa de 15%, um valor que é retido e pago localmente, excepto no caso em que o beneficiário seja residente num Paraíso Fiscal, sendo que assim sofre uma taxa de 25%. Os dividendos recolhidos pelos acionistas, brasileiros ou estrangeiros não estão sujeitos às taxas de retenção do Brasil.

Existem vários acordos bilaterais para evitar a dupla tributação, nomeadamente com Portugal, mas no caso português estão explicitamente excluídos os residentes nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores. Para com África, existe uma convenção com a África do Sul.

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Resposta a Enoque sobre o Passaporte Lusófono

“Caro CP,
Saiba que eu respeito os seus sentimentos pela Lusofonia, mas não apóio tal passaporte e nem tal cidadania comum. Se Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e o Timor Leste quiserem criar tal passaporte e unificar a cidadania entre eles mesmos, é a decisão soberana de cada povo, eu respeito.
Mas como cidadão brasileiro, eu não apóio a presença do Brasil em tal empreendimento. Vou tentar ser claro quanto as minhas razões.”

– a discordância é por aqui muito bem vinda: como um convite ao debate frutuoso e ao desenvolvimento e aprofundamento das opiniões de cada um de nós! A minha resposta aos teus parágrafos segue entre linhas:

“1º- O Brasil não deve receber imigrantes apenas porque são falantes da língua portuguesa. O Brasil deve receber imigrantes segundo as suas necessidades econômicas e sociais. Ou seja, o Brasil deve receber mão-de-obra especializada, seja vinda de algum país lusófono ou não. Assim sendo, são bem-vindos os Portugueses e demais Europeus, os Africanos, os Asiáticos, gente de todo este planeta. Quais os critérios? Os mesmos que o Canadá aplica no seu sistema de legislação para imigração. Eu prefiro um indivíduo nativo da Somália especializado do que um nativo da Alemanha analfabeto* (é apenas uma forma de comparação), como imigrante. E não basta ser mão-de-obra especializada, deve ser bom cidadão, ter consciência cívica, não ter um passado sujo por práticas criminosas.”

– não defendo que se estabeleça de forma absoluta e imediata uma abertura radical de fronteiras. O grande objetivo do Passaporte Lusófono seria servir como uma (de várias) ferramentas de aproximação lusófona. Não é o destino nem a via única, mas uma de muitas ferramentas confluentes. Acredito que a migração deve ser subsidiária e não central a qualquer economia, isto é, deve servir para servir certas necessidades demográficas pontuais ou profissionais, e não ser permanente ou totalmente desregulada. Uma politica de imigração totalmente liberalizada produz sempre mais maus resultados que bons, porque não favorece a integração dos migrantes, nem a estabilidade social, nem sequer o desenvolvimento económico e social dos próprios migrantes. Defendo assim – como o Enoque – a regulação dos fluxos migratórios, a expulsão de todos os criminosos e o estabelecimento de quotas profissionais por áreas profissionais. Mas isto num prazo curto. A prazo, no quadro de uma União Lusófona, a livre circulação seria a regra. Mas apenas depois de estabelecer um grau de desenvolvimento comum mais aproximado que o atual. A questão é que defendo a união politica entre os países da Lusofonia e seria absurdo e inconsistente defender tal aproximação e não defender a livre circulação de pessoas e bens entre as varias regiões desse super-estado. Por isso defendo essa posição de principio, mas sem radicalismos nem populismos… Tanto mais porque as coisas neste mundo rápido de hoje mudam muito rapidamente. Quem pensaria há uns anos atrás que haveria dez vezes mais portugueses em Angola do que vice-versa? Hoje há uns 25 mil portugueses imigrantes no Brasil e mais de 200 mil brasileiros em Portugal, mas quem diz que será assim daqui a dez anos?…

“2º- De igual forma, se o Brasil aderir a tal passaporte lusófono, vai prejudicar os demais países devido aqueles maus cidadãos brasileiros terem livre circulação nos demais países e, vai receber maus cidadãos dos demais países também. É muito arriscado, CP.”

Haverá sempre gente indesejável a entrar em todos os países… A solução não é fechar fronteiras. É partilhar informação e acelerar procedimentos judiciais e policiais, não fechar portas a povos irmãos, cultural e linguísticamente tão semelhantes. Os países dessa eventual União Lusófona têm a “vantagem” de não terem ligação terrestre, ou seja, as migrações fazem-se todas por via aérea e aí é fácil controlar admissões, desde que o perfil criminal de cada candidato a migrante ou falso turista seja conhecido pelos SEFs dos países integrantes. Quanto às tão temidas “invasões migratórios” sempre que elas foram temidas, nunca se concretizaram. Por exemplo, temeu-se tal fenómeno quando a Bulgária e a Roménia entraram na UE, mas apesar de algumas migrações de etnia cigana, o tal êxodo nunca aconteceu… E o mesmo quando os países do sul entraram na União Europeia/CEE.

“3º- A globalização tem provado ser algo muito mais nocivo do que benéfico. Tem os seus benefícios sim, mas no geral, atende basicamente os interesses da elite global, dos especuladores, dos banqueiros, as nações estão escravizadas pelo Neoliberalismo.
Eu até reconheço que a UE fez da Alemanha uma superpotência, pois é a Alemanha quem comanda a UE de facto. O euro é o marco alemão disfarçado. Mas para países como a Alemanha, a França, a Itália que já foram unidas pelo Império Franco e pelo Sacro Império Romano-Germânico, e nações menores como a Áustria, a Suíça, a Holanda, a Bélgica, o Luxemburgo, o Liechtenstein, São Marinho, Vaticano… até vale mais a pena para eles se unirem para enfrentar a hegemonia dos EUA do que ficarem cada um por si. Assim como os países nórdicos entre eles mesmos. O Reino Unido tem se mostrado mais pró-EUA do que pró-UE, então a minha recomendação aos Britânicos é que saiam da UE de uma vez por todas e façam um bloco à parte com os EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Por mais que os Russos e os demais Europeus tenham tantas divergências, é válido à UE tentar cativar a Rússia, no lugar dos Alemães e dos Franceses, eu olharia a Rússia com respeito devido ao seu potencial.
Mas no geral, eu vejo mais desvantagens do que vantagens na globalização.”

A globalização parecia estar a correr bem, até 2007, mas havia já sinais preocupantes de sobre-endividamento das economias ocidentais, de práticas desleais na China e de desregulações financeiras sem freio. Houve e há uma muito notável e benéfica transferência de riqueza do Ocidente (EUA e Europa) para os países em desenvolvimento, mas o processo perdeu o controlo, o esvaziamento industrial radical do ocidente e a prática de condições inumanas na China e em outros países em desenvolvimento estão a destruir o poder de compra do ocidente a ameaçar assim as próprias exportações deste países em desenvolvimento. Os ingleses estão na UE com uma atitude profundamente egoísta: retiram dela tudo o que podem (p.ex. os seus agricultores recebem mais subsídios per capita que os portugueses!) e sairão logo que a torneira secar… Não acredito que procurem formar uma “união anglofona”: simplesmente nunca aceitariam nada que não pudessem liderar diretamente… Em termos estratégicos e civilizacionais faria todo o sentido atrair a Rússia. Mas esta europa é uma europa com “e” pequeno, sem Visão e outra estratégia que não seja o curto prazo.

“4º- Eu concordo com uma grande aliança entre os países de língua portuguesa. Acredito no potencial de cada uma das nações lusófonas. Mas não vejo necessidade da aliança entre os países lusófonos ser igual a UE. Para quê “espaço de Shengen lusófono”? Para quê “moeda única lusófona”? Para quê “governo federal lusófono”? Para quê “parlamento lusófono”? Os povos lusófonos não sentem necessidade de tais coisas. Por que não deixar os países lusófonos independentes, cada um com o seu governo e suas leis?”

Esses são os objetivos de longo prazo… Antes de chegar a qualquer um deles há que vencer muitos obstáculos e cumprir muito trabalho. Nada se conseguiria de forma estável, segura e produtiva de forma rápida. Acredito numa abordagem de pequenos, mas seguros passos. Começando no aprofundamento funcional e financeiro da CPLP. Depois estabelecendo alianças bilaterais em domínios muito específicos e concretos dentro das estruturas da CPLP, expandi-as depois e lançando assim, de forma gradual e serena, os alicerces dessa sonhada (mas possível) Comunidade ou União Lusófona.

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A Base de Alcântara vai lançar o primeiro satélite até 2013

Base de Alcântara (http://www.revistapangea.com.br)

Base de Alcântara (www.revistapangea.com.br)

O Brasil vai lançar o seu primeiro satélite a partir das instalações da Base de Alcântara, no Maranhão, até 2013. Esta foi a informação divulgada pelo ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota após uma reunião com o seu homólogo ucraniano, Kostyantyn Gryshchenko, onde o tema do lançamento de foguetões Cyclone a partir de Alcântara foi um dos principais itens da reunião.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/brasil-estara-pronto-para-lancar-satelites-em-2013-21012012-8.shl

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“Dilma termina o primeiro ano com um recorde de popularidade de 56%. Nenhum Presidente teve um valor tão alto ao fim do primeiro ano”

Dilma Rousseff (http://a3.twimg.com)

Dilma Rousseff (http://a3.twimg.com)

“Dilma termina o primeiro ano com um recorde de popularidade de 56%. Nenhum Presidente teve um valor tão alto ao fim do primeiro ano. E isso acontece depois da saída de nada menos que sete ministros, seis deles por irregularidades. “Tolerância zero com malfeitos e corrupção”, tem sido o lema da Presidenta. Ela tem firmado uma imagem de transparência que Lula não tinha – ninguém esperara há um ano que superasse o seu criador. E o Brasil fecha o ano com dois números que são a cara e a coroa do seu momento histórico: sexta economia do mundo, com 11.4 milhões de pessoas a viver em favelas. Dilma diz que foi eleita para ser a Presidente dos pobres. Que assim seja.”

Publico, 30 de dezembro de 2011

Sejamos claros: nem tudo está bem no Brasil. Especialmente em termos de Educação Pública e de desigualdade social e de rendimentos. Mas o Brasil pode orgulhar-se de ter sido capaz de eleger dois grandes lideres seguidos, que usando os recursos do seu grande país e sabendo defender a sua economia dos assaltos da globalização (usando sem poder ferramentas neoproteccionistas) levaram o Brasil até ao invejável estatuto de sexta potencia económica mundial.

No que respeita ao Estado, o Brasil tem três grandes problemas: um municipalismo ainda muito incipiente e embrionário, níveis de corrupção ainda demasiado elevados e generalizados (apesar da correta intolerância de Dilma quanto ao problema) e… Uma timidez diplomática crónica que não é mais compatível com o seu novo estatuto de superpotencia mundial e que o torna ausente de praticamente todos os cenários internacionais de crise. Isso pode agora, com Dilma, começar também a mudar. E gostaríamos que começasse a mudar explorando a Lusofonia, o facto de o Brasil ter bons e fieis amigos em todos os países da CPLP, da Europa, a África, acabando na Ásia.

O Brasil, potencia mundial, pode ser a primeira verdadeira potencia mundial lusófona. Assim saiba explorar esse filão e vença a timidez atávica que o tem mantido até hoje como “gigante de joelhos”, sujeito à vontade e ditames das grandes potências mundiais. Mas isso está a mudar… E depressa.

O Brasil teve Lula e depois, teve Dilma. No mesmo período, Portugal teve Sócrates, Cavaco e Passos. Com os frutos e diferenças que estão hoje bem à vista de todos. Mas… Como seria o Portugal de hoje se tivéssemos tido – também nós + dois presidentes desta qualidade?… E livres para agirem sem as cangas da União Europeia?!

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A Embraer comprou a parte da EADS nas OGMA

A empresa aeronáutica Embraer comprou os 30% que o consórcio europeu EADS detinha nas OGMA. Com esta aquisição, a empresa brasileira passa a controlar diretamente 65% das oficinas de Alverca permanecendo os remanescentes 35% nas mãos do governo português.

Segundo o presidente da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, “este investimento adicional em Portugal irá reforçar a parceria estratégica entre o Brasil e a União Europeia.”

O investimento brasileiro preenche assim o lugar deixado vago pelos europeus, que continuam a desinvestir de Portugal a ritmo acelerado sendo substituídos por angolanos, brasileiros e chineses. A operação de uma das empresas mais estratégicas para a economia portuguesa fica assim assegurada e o seu papel no desenvolvimento e construção do novo transportador militar da Embraer consolidado, já que a EADS tem o seu próprio projeto concorrente, o A400M.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Brazils_Embraer_buys_EADS_share_of_Portugals_OGMA_999.html

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A Embraer quer vender Super Tucanos aos países da NATO

Embraer Super Tucano (http://assets0.exame.abril.com.br)

Embraer Super Tucano (http://assets0.exame.abril.com.br)

A Embraer acredita estar em condições de vender mais aparelhos Super Tucano a outras nações da NATO, além dos EUA, como conseguiu recentemente.

A divisão de defesa da empresa aeronáutica brasileira tem vindo a subir de forma consistente nos últimos anos e em 2020 deverá representar 25% do total da faturação (atualmente são de 14% e em 2006 eram de apenas 5%).

A venda dos Super Tucano aos EUA não é contudo pacífica… Os 335 milhões da venda estão bloqueados por causa do concorrente local derrotado no concurso, a Hawker-Beechcraf. A derrota criou uma série de discursos nacionalistas, nos EUA (esquecendo que a Boeing americana concorre agora no F-X2 brasileiro) isto apesar da Embraer ir construir os aparelhos numa nova fábrica nos EUA a partir de 2013. Se as primeiras entregas correrem como planeado, há a opção para 55 aparelhos, por 950 milhões de USDs, pensando-se que estes aparelhos, mais cedo ou mais tarde, acabar ao sendo transferidos para a força aérea afegã.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/awx/2012/01/18/awx_01_18_2012_p0-415194.xml

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A decisão do vencedor do F-X2 vai ser tomada até julho de 2012

Dassault Rafale (http://www.aerospaceweb.org)

Dassault Rafale (http://www.aerospaceweb.org)

O ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, declarou recentemente que a decisão sobre a escolha do vencedor do concurso F-X2 vai ser anunciada durante o primeiro semestre de 2012. A ser verdade, o processo de compra de 36 novos caças para a FAB será finalmente desbloqueado.

Sacrificado em 2011, a prol da redução da despesa pública, o programa parece agora retomar os eixos, pressionado pelo aumento exponencial dos custos de. manutenção dos Mirage 2000, atualmente usados na FAB, que serão especialmente elevados a partir de 2013: “Os nossos Mirage no final de 2013 não poderão continuar, ou a manutenção vai se tornar excessivamente cara. No fundo você deixa de gastar de um lado e gasta do outro”.

A noticia vem animar os concorrentes: Dassault (Rafale), Boeing (Super Hornet) e Saab (Gripen) já que a vitoria do seu aparelho numa época de grande turbulência financeira será muito importante para os seus balancetes financeiros. Especialmente carente de uma venda está o Rafale. Apontado na Presidência Lula como favorito, a sua linha de produção está hoje em risco, depois do governo francês ter dito em finais de 2011 que deixaria de financiar a sua produção caso não fosse encontrado nenhum cliente externo. Isto e o facto de ser a proposta que garante mais transferência de tecnologia mantém o aparelho francês como favorito…

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1036661-amorim-diz-esperar-decisao-sobre-cacas-no-1-semestre.shtml

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O Brasil vai comprar 3 patrulhas britânicos e adquirir a licença para construir mais 5 navios da mesma classe

 

Patrulha da Classe River (http://www.navyphotos.co.uk)

Patrulha da Classe River (http://www.navyphotos.co.uk)

O Brasil vai comprar 3 patrulhas britânicos construídos pela BAE e adquirir a licença para construir mais 5 patrulhas idênticos. Os navios estavam inativos e as negociações desde meados do ano passado.

Os navios serão usados para patrulhar a extensa costa brasileira e pertencem à classe River, estando uma variante da mesma atualmente em construção na Tailândia.

Os patrulhas têm 90.5 metros de comprimento, deslocam 2200 toneladas (na carga máxima). Têm 25 nós de velocidade máxima e um alcance (a 12 nós) de 5500 milhas navais. Podem levar até 60 tripulantes, mas podem operar com apenas 36 elementos. Podem acolher um helicóptero no convés e em termos de armamento, possuem um canhão de 30 mm de controlo remoto, para alem de 2 canhões de 25 mm.

O modelo foi originalmente desenhado para cumprir um pedido de Trinidad e Tobago, para entrega em 2009. Foram por isso equipados com os mais modernos equipamentos de comunicação e vigilância. Trinidad haveria de cancelar a encomenda e os estaleiros ficariam com os navios até ao momento em que o Brasil os adquiriu.

Os Patrulhas têm fisicamente a dimensão de uma corveta, mas estão mais mal armadas do que os navios deste tipo. Contudo, têm um notável raio de ação e têm boa capacidade para enfrentar condições de mar muito agrestes. É pena (e prova da dissonância Lusófona que ainda é regra) que os NPO2000 dos Estaleiros de Viana do Castelo não tenham estado aqui também em equação, já que também eles poderiam ter cumprido na perfeição os requisitos brasileiros…

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/Brazil-Buying-Building-BAEs-90m-Patrol-Vessels-07254/

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A Embraer vendeu 20 Super Tucano à USAF

A-29 Super Tucano (http://www.alide.com.br)

A-29 Super Tucano (http://www.alide.com.br)

A construtora aeronáutica brasileira Embraer conseguiu vencer um concurso nos EUA e fornecer 20 aviões A-29 Super Tucano à USAF norte-americana. No total, a operação corresponde a um encaixe de 355 milhões de dólares e alem dos aparelhos, o valor inclui também equipamento terrestre e treino para pilotos.

Os Super Tucano vão ser fornecidos no âmbito de uma parceria com a Sierra Nevada Corporation (SNC) e vão realizar missões de treino, reconhecimento e apoio aéreo, executando assim o tipo clássico de missões para as quais o aparelho foi concebido pela construtora brasileira.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/mercado/aeronave-da-embraer-vence-contrato-com-defesa-dos-eua-01012012-4.shl

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O investimento estrangeiro no Brasil em 2010

Segundo dados recentemente conhecidos, o montante total do investimento direto estrangeiro no Brasil – sob a forma de participação de capital – cresceu de 162 mil milhões de USDs em 2005 para 579 mil milhões, no ano passado, num notável crescimento de 256%. O valor do investimento estrangeiro direto no Brasil, em 2010, corresponderia assim a 30.8% do PIB deste país lusófono.

O Banco Central do Brasil reconhece que existe neste crescimento um certo empolamento resultante de uma alteração de critérios deste estudo que é realizado a cada cinco anos, e que foi imperativo aplicar por forma a que se passasse a usar no Brasil o padrão estatístico internacional.

Este estudo da autoridade monetária brasileira clarifica também mais do que o anterior a origem dos capitais que afluem ao país. Se antes muitos capitais apareciam como tendo vindo de regiões financeiramente opacas, como os Parai sos Fiscais ou de Estados que oferecem grande vantagens ao capital estrangeiro, como a Suécia ou a Holanda, agora é possível identificar a origem real dos investimentos, mesmo quando se recorrem a investidores intermédios.

Segundo este estudo, o maior investidor imediato é a Holanda, com 162 mil milhões de USDs, seguindo-se os EUA (70 mil milhões). Na lista de investidores finais, contudo, a Holanda cai para a 12a posição, o que mostra a carateristica indireta dos investimentos desta origem.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1021690-investimento-estrangeiro-direto-no-brasil-cresce-256-aponta-do-bc.shtml

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França confia que o seu Rafale sairá vencedor do F-X2

Dassault Rafale (http://levin.blog.br)

Dassault Rafale (http://levin.blog.br)

Ainda que o programa brasileiro FX-2 continue bloqueado, França continua otimista quanto ao seu desfecho… Isso mesmo veio dizer recentemente o Primeiro Ministro gaulês (sim! Ele existe!), François Fillon dizendo que estava confiante na venda de 36 aviões Rafale ao Brasil porque “a tecnologia do aparelho não podia ser igualada pelos seus rivais”, referindo-se ao F/A-18 Super Hornet e ao Gripen. O responsável governamental francês acrescentou também que França incluia o melhor pacote de transferência de tecnologia de todos os concorrentes.

A verdade é que o Rafale está em dificuldades. O ministro francês da Defesa, Gerard Longuet disse em novembro de 2011 que a menos que o Rafale encontre um comprador estrangeiro, o governo terá que parar o financiamento da sua produção, algo que nunca havia sido dito até hoje e que se enquadra numa história cinzenta onde as derrotas da Dassault na exportação do Rafale são já muito numerosas… Tendo sido a derrota para o Gripen, na Suíça, apenas a mais recente.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/French_PM_confident_of_Brazil_fighter_jet_deal_999.html

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A Embraer e as OGMA assinam um contrato de parceria para a fabricação do KC-390

Embraer KC-390 (http://www.operacional.pt)

Embraer KC-390 (http://www.operacional.pt)

A Embraer e as OGMA assinaram um contrato de parceria para a fabricação de componentes para o programa de transporte e abastecimento no ar KC-390. O acordo, segundo o presidente da empresa aeronáutica brasileira, Luiz Carlos Aguiar, enfatiza a importância de Portugal para o Brasil já que “a participação de Portugal no KC-390 fortalece a nossa posição no mercado europeu de Defesa”.

Este acordo entre a Embraer e as OGMA tinha sido precedido em setembro de 2010 pela assinatura de acordo de intenções onde Portugal se comprometia a adquirir alguns aviões KC-390.

Além das OGMA de Alverca, faz parte deste acordo com a Embraer, a EEA – Empresa de Engenharia Aeronáutica S.A., da Maia, uma empresa especializada na concepção e desenvolvimento de engenharia de projetos aeronáuticos.

Com a sua presença neste programa militar, as OGMA e outras empresas nacionais que funcionarão como fornecedoras vão adquirir conhecimento e escala que pode servir para alavancar o surgimento de um cluster aeronáutico português.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/brazil-and-portugal-sign-defense-partnership-for-kc-390-program-38979/

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