Agostinho da Silva

Agostinho da Silva: “Não há dúvida nenhuma de que o futuro do mundo, a civilização do desenvolvimento, da cultura, do homem superior vai surgir no Brasil – e é por isso que está sendo tão difícil fazer o Brasil”

Agostinho da Silva (http://www.educ.fc.ul.pt)

Agostinho da Silva (http://www.educ.fc.ul.pt)

“Não há dúvida nenhuma de que o futuro do mundo, a civilização do desenvolvimento, da cultura, do homem superior vai surgir no Brasil – e é por isso que está sendo tão difícil fazer o Brasil.”
Agostinho da Silva

O “Homem Superior” é aquele que consegue vencer todos os complexos de superioridade rácica ou religiosa, num verdadeiro e pleno cumprimento dos grandes temas do Culto do Espírito Santo e que realiza assim – pelo tolerância e incorporação do Outro – a promessa do Quinto Império.

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Categories: Agostinho da Silva, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | 8 comentários

Agostinho da Silva: “A propriedade privada – que consiste essencialmente em que a minoria priva de propriedade a maioria – passará a propriedade coletiva, com os seus males, quando em larga escala, da burocracia e dos planos centralizados”

Agostinho da Silva (http://guiadoocio.com)

Agostinho da Silva (http://guiadoocio.com)

“A propriedade privada – que consiste essencialmente em que a minoria priva de propriedade a maioria – passará a propriedade coletiva, com os seus males, quando em larga escala, da burocracia e dos planos centralizados; e haverá finalmente no mundo a não-propriedade para todos, de qualquer meio de produção ou de transporte. Este é o Paraíso em que pensa e que deseja o povo português e que nós temos a obrigação de o ajudar a atingir; se ele é plenamente atingível ou não ignora-o o povo e ignoro-o eu; e não há prova alguma científica de que o seja, como não há prova do contrário.”
Educação de Portugal
Agostinho da Silva

Simplesmente, não haverá recursos naturais bastantes no globo para sustentar crescimentos económicos constantes. O dogma estafado do Crescimento contínuo e o aferimento da saúde de um país pelo registo continuado e sempre ascendente produto bruto.

Se não podemos mais tornar a fazer construir economias em torno do crescimento e do consumo em constante crescimento, então temos que as erguer em torno de novos paradigmas que não podem mais basear-se na produção e consumo de coisas. Esses paradigmas passam pela união do pensamento e da criação com a ação e produção. O trabalho – entendido como dever e obrigação – deve terminar enquanto forma de “castigo”, as sociedades devem reorganizar-se por forma a garantirem um “rendimento cidadão único”, abastecido com os impostos sobre o capital e a especulação financeira (que hoje lhes fogem) e abrir assim espaço à criação cultural e a liberdade individual e coletiva.

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Agostinho da Silva: “Ensinar meninos da maneira fácil, fazer rir meninos quando aprendem aritmética ou geografia é das coisas mais absurdas que podem existir no mundo”

Agostinho da Silva (http://i.ytimg.com)

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“Ensinar meninos da maneira fácil, fazer rir meninos quando aprendem aritmética ou geografia é das coisas mais absurdas que podem existir no mundo. As coisas são difíceis; aquilo que se tem que fazer dá muito trabalho, e então é preciso que o menino, logo desde o princípio, saiba que aquilo que ele tem que aprender é efetivamente trabalhoso e exige aplicação total.”
Baden-Powell, pedagogia e personalidade
Agostinho da Silva

Agostinho não chegou a viver na época de facilitismos e de martelação descarada das avaliações e exames por forma a fazer com que Portugal ascendesse de forma artificial nas escalas internacionais… se tivesse, ainda teria sido mais agudo nesta sua análise.

A exigência está afastada enquanto objetivo do sistema de ensino (público e privado) e e onde deveríamos ter um quadro que premiasse o mérito e os melhores – pela via do reconhecimento público e do prémio financeiro para pais e alunos – temos um sistema baseado na memorização bruta e bovina que visa formar classes de escravos dóceis e obedientes e não pensadores livres e independentes. Sejamos claros: o sistema educativo não é como é por “erro” ou inépcia dos seus agentes, é como é porque é exatamente assim que deve ser para que nada mude nunca e que tudo permaneça exatamente como está.

Categories: Agostinho da Silva, Educação, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Portugal, Psicologia | 9 comentários

Agostinho da Silva: “O essencial na vida não é rir: o essencial é estar alegre, o que só vem de um caráter forte, de não ter medo a coisa alguma e de estar disposto cada um a realizar na vida o que se lhe meteu na cabeça, a despeito de todos e a despeito de tudo.”

Agostinho da Silva (http://i.ytimg.com)

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“O essencial na vida não é rir: o essencial é estar alegre, o que só vem de um caráter forte, de não ter medo a coisa alguma e de estar disposto cada um a realizar na vida o que se lhe meteu na cabeça, a despeito de todos e a despeito de tudo.”
Baden-Powell, pedagogia e personalidade
Agostinho da Silva

Mas como se chega a uma sociedade em que este tipo de atitude é mais a regra que a exceção, onde existem prémios sociais a esta atitude desafiante e criativa e não à passividade e docilidade bovinas?

É nossa convicção que uma tal sociedade deve ser de pequena escala, isto é, quanto menor for a comunidade em que o indivíduo se insere, mais livre ele será nela e mais criativo e dinâmico poderá ser. As grandes sociedades encerram sempre em si a mácula do autoritarismo, do “sacrifício do uno para o bem comum” e este sacrifício é tanto maior quanto maior for a escala demográfica dessa sociedade.

Razões adicionais para mantermos a nossa defesa de uma Descentralização Municipalista de Portugal…

Categories: Agostinho da Silva, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | 2 comentários

Agostinho da Silva: “O essencial para um homem verdadeiramente de universidade não é ter quem o apoie, é ter quem o contradiga”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

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“O essencial para um homem verdadeiramente de universidade não é ter quem o apoie, é ter quem o contradiga, é ter quem esteja sempre junto dele não deixando que a sua imaginação o leve por caminhos errados, ou que a sua informação seja deficiente; é ter o homem que a cada passo esteja dentro dele como contrário, para que da soma dos dois possa resultar alguma coisa de útil.”
Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

Não tenhamos dúvidas: a qualidade de uma Universidade – esteja ela onde estiver e em que época for – mede-se sempre em função da qualidade dos seus Professores. A maior prioridade não deve ser assim a buscar municiar-se dos maiores e melhores equipamentos, edifícios ou laboratórios, mas a de procurar os melhores, mais imaginativos, criativos e ousados professores, idealmente entre os seus próprios alunos, evitando recorrer a professores de carreira de outras universidades e criando assim mecanismos de meritocracia internos que estimularão os melhores alunos a serem ainda melhores e que criarão um espírito de comunhão e de pertença.

Categories: Agostinho da Silva, História | 2 comentários

Agostinho da Silva: “Todos os sistemas económicos, capitalistas ou socialistas, em qualquer uma das suas formas, são imperfeitos porque obrigam a trabalho, têm limites de produção, exigindo muito de todos, dão pouco a cada um, e criam inevitáveis conflitos entre consumidor e produtor; apenas podemos achar um sistema melhor que o outro na medida em que se possa por ele caminhar para a produção automática e o consumo livre”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

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“Todos os sistemas económicos, capitalistas ou socialistas, em qualquer uma das suas formas, são imperfeitos porque obrigam a trabalho, têm limites de produção, exigindo muito de todos, dão pouco a cada um, e criam inevitáveis conflitos entre consumidor e produtor; apenas podemos achar um sistema melhor que o outro na medida em que se possa por ele caminhar para a produção automática e o consumo livre.”
Educação de Portugal
Agostinho da Silva

A visão “utópica” agostiniana e “utópica” apenas porque ainda não existe é que é possível é de uma sociedade que longe de ser ludita, integrou intensa e profundamente a máquina e que automatizou até ao nível de uma total automatização toda a produção industrial, agrícola e pesqueira. Obviamente, em tal tipo de sociedade – sem uma profunda alteração sistémica – estaríamos perante níveis de desemprego absolutamente incomportáveis. A solução para este dilema que Agostinho da Silva propõe é a de garantir a todos o seu sustento (aassegurado pelas máquinas) e de a todos libertar para a produção cultural, científica e artística, sem impedir que quem quiser continuar a trabalhar, por mero e puro prazer e não já por dura obrigação ou pesado dever, o possa continuar a fazer.

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Agostinho da Silva: “O essencial para um homem verdadeiramente de universidade não é ter quem o apoie, é ter quem o contradiga, é ter quem esteja sempre junto dele não deixando que a sua imaginação o leve por caminhos errados, ou que a sua informação seja deficiente; é ter o homem que a cada passo esteja dentro dele como contrário, para que da soma dos dois possa resultar alguma coisa de útil.”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

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“O essencial para um homem verdadeiramente de universidade não é ter quem o apoie, é ter quem o contradiga, é ter quem esteja sempre junto dele não deixando que a sua imaginação o leve por caminhos errados, ou que a sua informação seja deficiente; é ter o homem que a cada passo esteja dentro dele como contrário, para que da soma dos dois possa resultar alguma coisa de útil.”
Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

Não tenhamos dúvidas: a qualidade de uma Universidade – esteja ela onde estiver e em que época for – mede-se sempre em função da qualidade dos seus Professores. A maior prioridade não deve ser assim a buscar municiar-se dos maiores e melhores equipamentos, edifícios ou laboratórios, mas a de procurar os melhores, mais imaginativos, criativos e ousados professores, idealmente entre os seus próprios alunos, evitando recorrer a professores de carreira de outras universidades e criando assim mecanismos de meritocracia internos que estimularão os melhores alunos a serem ainda melhores e que criarão um espírito de comunhão e de pertença.

Categories: Agostinho da Silva, Educação, Portugal | Deixe um comentário

Agostinho da Silva: “O Portugal de que tratam em geral nossos economistas (…) já está realizado e com um êxito político de que é o Brasil segunda prova; juntar numa unidade permanente dois países tão distintos um do outro como o Norte e o Sul, fazendo dela a nação mais antiga da Europa e provando, pela tarefa pronta, a capacidade de outras unidades que estarão no futuro, foi o primeiro grande feito dos portugueses, herdeiros aí do génio romano para a agregação e a paz”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

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“O Portugal de que tratam em geral nossos economistas (…) já está realizado e com um êxito político de que é o Brasil segunda prova; juntar numa unidade permanente dois países tão distintos um do outro como o Norte e o Sul, fazendo dela a nação mais antiga da Europa e provando, pela tarefa pronta, a capacidade de outras unidades que estarão no futuro, foi o primeiro grande feito dos portugueses, herdeiros aí do génio romano para a agregação e a paz.”
Educação de Portugal
Agostinho da Silva

É certo que os portugueses estão sempre prontos a buscarem e a realçarem os defeitos da sua Nação… e esquecem frequentemente que somos um dos países mais antigos da Europa, com fronteiras mais antigas e estáveis (excluindo esbulho espanhol de Olivença) e um dos raros países médios (em critérios demográficos e económicos não somos nunca um “pequeno país”) que têm o seu espaço físico conforme a uma só e mesma nação, cultura e língua.

Portugal consegue assim vários plenos e a esta acumulação notável há ainda que somar dois grandes milagres unicamente portugueses: o facto de erguido solidamente um dos maiores países do mundo, o Brasil e o facto de ser um dos raros Estados-Nação da Europa que, além de tudo o mais, conseguiu o feito notável (e hercúleo…) de resistir a essa grande centrifugadora de povos que foi a Espanha e manter-se livre e independente dessa grande “império” castelhano ibérico.

Categories: Agostinho da Silva, Brasil, Economia, História, Lusofonia, Portugal | 12 comentários

Agostinho da Silva sobre os Descobrimentos: “Uns acham que foi por outros, outros acham que foi pela fé, outros acham que foi pela aventura, outros acham que eles iam impelidos por uma ideia de catolicidade do Universo, outros acham que iam impelidos por outra ideia, quer dizer, o descobridor sobra no sistema filosófico. O descobridor tem o corpo mais vasto de que os paletós de que os querem vestir.”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

Os Descobrimentos: “Uns acham que foi por outros, outros acham que foi pela fé, outros acham que foi pela aventura, outros acham que eles iam impelidos por uma ideia de catolicidade do Universo, outros acham que iam impelidos por outra ideia, quer dizer, o descobridor sobra no sistema filosófico. O descobridor tem o corpo mais vasto de que os paletós de que os querem vestir.

Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

Na verdade, o denso e absolutamente notável processo dos Descobrimentos e da Expansão marítima portuguesa nunca se deixará enclausurar em qualquer sistema ou explicação isolada e castradora. O Homem é um animal infinitamente complexo e Portugal – enquanto entidade coletiva igualmente complexa – não cumpriu o processo dos Descobrimentos apenas motivos religiosos ou económicos ou políticos. Na verdade, a verdadeira explicação passará sempre por um cruzamento em matizes muito complexas e densas de todos esses fatores e ainda mais alguns.

Categories: Agostinho da Silva, História, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | 12 comentários

Agostinho da Silva: “Nas nossas universidades, em lugar de andar procurando com uma lanterna na mão quais os homens rebeldes e agressivos, quais os homens que ela chama de desajustados, andam, pelo contrário, à procura dos homens não rebeldes, dos não-agressivos, dos homens ajustados”

Agostinho da Silva (http://www.cenif.com)

Agostinho da Silva (http://www.cenif.com)

“Nas nossas universidades, em lugar de andar procurando com uma lanterna na mão quais os homens rebeldes e agressivos, quais os homens que ela chama de desajustados, andam, pelo contrário, à procura dos homens não rebeldes, dos não-agressivos, dos homens ajustados.”
Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

Porque se estima muito mais o comodismo e bovino assentamento frente ao Sistema do que o seu permanente desafio e contestação… as universidades modernas são depósitos infindos de gerontes que se arrastam de cadeirão em cadeirão, com a lentidão de caracóis barbudos tentando tudo por tudo bloquear a entrada de jovens promissores (mas potencialmente contestatários) nas suas carreiras.

As Universidades são os seus professores, não os seus edifícios, salas, cadeiras, quadros de ardósia ou – mesmo – laboratórios. É no recrutamento dos seus melhores que devem concentrar o cerne dos seus esforços, mas não é isto que têm feito, pela simples razão de que as carreiras estão bloqueadas por estas hostes infindas de gerontes e por hierarquias que preferem sempre a estabilidade bacoca e a ortodoxia fundamentalista à inovação e à renovação de quadros.

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Agostinho da Silva: “Nas Universidades da Alemanha (sobre cuja capacidade técnica ninguém tem a menor dúvida) onde os alunos vivem no desespero porque para eles não há carreira universitária possível, pois há sempre um catedrático velhíssimo que teima em não morrer e que já tem diante dele dez ou vinte assistentes quase tão velhos quanto ele, de maneira que a fila não se vai esgotar antes que esse aluno envelheça, morra também e perca os seus ideais”

Agostinho da Silva (http://www.cenif.com)

Agostinho da Silva (http://www.cenif.com)

“Nas Universidades da Alemanha (sobre cuja capacidade técnica ninguém tem a menor dúvida) onde os alunos vivem no desespero porque para eles não há carreira universitária possível, pois há sempre um catedrático velhíssimo que teima em não morrer e que já tem diante dele dez ou vinte assistentes quase tão velhos quanto ele, de maneira que a fila não se vai esgotar antes que esse aluno envelheça, morra também e perca os seus ideais.”
Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

A situação descrita por Agostinho a propósito das universidades alemãs não é – não se pense – muito diversa daquela que hoje assola a maioria esmagadora das universidades portuguesas… pelo menos aquelas que eu conheço melhor (a Clássica e a Luís de Camões) padecem desse mal e não há razões para duvidar que tal funesto fenómeno não ocorra também nas demais. De facto, as Universidades modernas enfermam quase todas do mesmo mal: a sua inépcia em recrutar os Melhores, deixando o seu quadro reservado a uma gerontocracia que bloqueia e dissuade muitos jovens de entrarem nessa carreira e que deixa noutras espaço para os muito nefandos “acumuladores de tachos”, professores que leccionam simultaneamente em várias universidades garantindo nessa dispersão uma ma qualidade de ensino e bloqueando assim a admissão na carreira académica de muitos jovens promissores.

De facto, a questão tem que ser atacada nas duas frentes: não somente devem ser criados mecanismos que permitam que os académicos de maior idade se afastem (reformando-se ou abrindo posições consultivas ou honorários nas universidades) deixando espaço para os mais jovens e, sobretudo, impedindo pela via legislativa que alguns professores acumulem vários cargos, lectorados e cadeiras em várias universidades e impedindo assim a entrada na carreira de potenciais grandes valores que veem assim o seu futuro cerceado.

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Agostinho da Silva: “O essencial na vida não é rir: o essencial é estar alegre, o que só vem de um caráter forte, de não ter medo a coisa alguma e de estar disposto cada um a realizar na vida o que se lhe meteu na cabeça, a despeito de todos e a despeito de tudo.”

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

“O essencial na vida não é rir: o essencial é estar alegre, o que só vem de um caráter forte, de não ter medo a coisa alguma e de estar disposto cada um a realizar na vida o que se lhe meteu na cabeça, a despeito de todos e a despeito de tudo.”
Baden-Powell, pedagogia e personalidade
Agostinho da Silva

Mas como se chega a uma sociedade em que este tipo de atitude é mais a regra que a exceção, onde existem prémios sociais a esta atitude desafiante e criativa e não à passividade e docilidade bovinas?

É nossa convicção que uma tal sociedade deve ser de pequena escala, isto é, quanto menor for a comunidade em que o indivíduo se insere, mais livre ele será nela e mais criativo e dinâmico poderá ser. As grandes sociedades encerram sempre em si a mácula do autoritarismo, do “sacrifício do uno para o bem comum” e este sacrifício é tanto maior quanto maior for a escala demográfica dessa sociedade.

Razões adicionais para mantermos a nossa defesa de uma Descentralização Municipalista de Portugal…

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Agostinho da Silva: “Ensinar meninos da maneira fácil, fazer rir meninos quando aprendem aritmética ou geografia é das coisas mais absurdas que podem existir no mundo. As coisas são difíceis; aquilo que se tem que fazer dá muito trabalho, e então é preciso que o menino, logo desde o princípio, saiba que aquilo que ele tem que aprender é efetivamente trabalhoso e exige aplicação total.”

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

“Ensinar meninos da maneira fácil, fazer rir meninos quando aprendem aritmética ou geografia é das coisas mais absurdas que podem existir no mundo. As coisas são difíceis; aquilo que se tem que fazer dá muito trabalho, e então é preciso que o menino, logo desde o princípio, saiba que aquilo que ele tem que aprender é efetivamente trabalhoso e exige aplicação total.”
Baden-Powell, pedagogia e personalidade
Agostinho da Silva

Agostinho não chegou a viver na época de facilitismos e de martelação descarada das avaliações e exames por forma a fazer com que Portugal ascendesse de forma artificial nas escalas internacionais… se tivesse, ainda teria sido mais agudo nesta sua análise.

A exigência está afastada enquanto objetivo do sistema de ensino (público e privado) e e onde deveríamos ter um quadro que premiasse o mérito e os melhores – pela via do reconhecimento público e do prémio financeiro para pais e alunos – temos um sistema baseado na memorização bruta e bovina que visa formar classes de escravos dóceis e obedientes e não pensadores livres e independentes. Sejamos claros: o sistema educativo não é como é por “erro” ou inépcia dos seus agentes, é como é porque é exatamente assim que deve ser para que nada mude nunca e que tudo permaneça exatamente como está.

Categories: Agostinho da Silva, Educação, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

Agostinho da Silva: “O milagre que uma criança faz quotidianamente no mundo é aquele milagre de conseguir que o tempo desapareça de sua vida na realidade”

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

“O milagre que uma criança faz quotidianamente no mundo é aquele milagre de conseguir que o tempo desapareça de sua vida na realidade. Aquela historieta que se conta do monge da Idade Média que esteve trezentos anos ouvindo um rouxinol cantar e teve por aí a ideia do que deve ser a eternidade, esse milagre de monge medieval é repetido realmente pela criança todos os dias quando brinca. Tempo para ela desaparece, e é o adulto que vem impor-lhe normas de tempo.”

Baden-Powell
Agostinho da Silva

Temos que reencontrar a criança que há em nós. Essa criatura infinitamente curiosa e imensamente criativa que não conhece limites nem barreiras. A supressão da barreira do tempo advirá assim do repúdio de todas as tarefas ou trabalhos (tripallium) fastidiosos, repetitivos e desumanos.

Para que o Homem possa reencontrar a sua humanidade, as tarefas mecânicas serão entregues às máquinas, garantindo o essencial necessário para a sobrevivência do Homem desta forma e deixando-lhe tempo livre para a criação, invenção e trabalho cultural.

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Agostinho da Silva: “Uma educação que temperasse a vontade, não mais gente na rua vendo gente passar, não mais gente encostada pelas portas dos cafés, não mais gente de vinte anos vergonhosamente desocupada, passando todo o dia sem fazer coisa nenhuma, fraquíssima de caráter, fraquíssima de corpo, esperando que chegue o tempo de jantar para que chegue o tempo de dormir para que chegue o tempo de se levantar”

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

“Uma educação que temperasse a vontade, não mais gente na rua vendo gente passar, não mais gente encostada pelas portas dos cafés, não mais gente de vinte anos vergonhosamente desocupada, passando todo o dia sem fazer coisa nenhuma, fraquíssima de caráter, fraquíssima de corpo, esperando que chegue o tempo de jantar para que chegue o tempo de dormir para que chegue o tempo de se levantar. “

Baden-Powell, pedagogia e personalidade
Agostinho da Silva

As falsas facilidades da vida moderna que, num certo tempo em Portugal induziram a uma falsa sensação de riqueza e ociosidade, conjugada com a existência de uma taxa de desemprego jovem superior aos trinta por cento e uma enormidade de cursos “superiores” de nula ou rara utilidade para a vida real.

Mais que uma geração de funcionários públicos (o principal destino de todos os jovens licenciados depois de 1996) há que formar uma nova geração de empreendedores, criadores e inovadores. Sacuda-se o pesado capote deixado na nossa sociedade pela Inquisição, pelo Index, pelo Salazarismo e pela ignorância crónica e construamos uma sociedade nova, de empreendedores, de gente que ousa ousar e que não teme falhar para conseguir.

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Agostinho da Silva: “Temos que levar gente, não a uma vida cómoda, a uma vida fácil, mas temos que ter a coragem de leva-la a uma vida difícil, a uma vida perigosa, pois só com uma vida difícil, rigorosa e perigosa, dá o homem o melhor de si próprio. É necessário obriga-lo a saltar obstáculos.”

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

“Temos que levar gente, não a uma vida cómoda, a uma vida fácil, mas temos que ter a coragem de leva-la a uma vida difícil, a uma vida perigosa, pois só com uma vida difícil, rigorosa e perigosa, dá o homem o melhor de si próprio. É necessário obriga-lo a saltar obstáculos.”

Baden-Powell, pedagogia e personalidade
Agostinho da Silva

Agostinho da Silva é um dos principais pensadores que – a par de Teixeira de Pascoaes, António Telmo, Pinharanda Gomes e Dalila Pereira da Silva – inspiraram o pensamento política e cívico do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Ora Agostinho nunca quis, nunca soube ou foi capaz de levar uma vida cómoda ou tranquila. Audaz, inovador e empreendedor, correu mundo fundando aqui e ali universidades ou centros culturais, ensinando crianças e adultos, escrevendo e pensando sempre e de forma original. Esta sua intranquilidade deve servir-nos de exemplo e perante as trágicas dificuldades com que agora nos deparamos esta intranquilidade do pensador de Barca d’Alva deve inspirar-nos e levar-nos a prescindir de todos os luxos e materialismos fátuos a que hoje nos habituamos, concentrarmo-nos no essencial, na cultura, na vida mental e familiar e aceitar com alegria e coragem os desafios que a grave crise económica, financeira e moral hoje nos apresenta.

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Agostinho da Silva: “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

Por forma a que se possa desenvolver sobretudo a inteligência do aluno, para que depois resolva as questões por si próprio, Agostinho sublinha que “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”.
Agostinho da Silva, Senhor de Montaigne

Se há coisa que me espanta no sistema de ensino atual – independente do grau – é o facto de o principal no Ensino e na Educação ser completamente desprezado: não há vestígios daquilo que devia ser central, a preocupação em ensinar não dados ou informações processadas, mas métodos de estudo e de investigação.

A Educação deve por todas as formas promover à aparição de pensamento próprio, livre e independente e não à memorização estéril e temporalmente caduca. Os professores devem ensinar aos alunos métodos de estudo, ferramentas de aprendizagem e orientá-los na busca do Saber, não entregá-lo já mastigado para rápida degustação e superficial apreensão. Tanto quanto possível todo o Ensino deve ser experimental e orientado por forma a que o Saber chegue ao aluno pela via do frutuoso cruzamento entre a sua genuína e acarinhada curiosidade e as ferramentas do método experimental, cuidadosamente monitorizadas, acompanhadas e orientadas pelo Professor que assim se torna menos um “senhor feudal” e mais um “tutor” e “guia”.

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Agostinho da Silva: “Não o simples saber e a cega obediência intelectual, mas o espírito critico, a tolerância, a coragem ante as pequenas ou grandes dificuldades”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

“Não o simples saber e a cega obediência intelectual, mas o espírito critico, a tolerância, a coragem ante as pequenas ou grandes dificuldades, a calma inabalável, o amor da Humanidade, a cooperação de todos para o bem de todos, a largueza das soluções inteligentes e nobres.”
Agostinho da Silva, As Altas Escolas Populares da Dinamarca

Eis os valores para os quais a Escola deve preocupar-se em orientar os seus alunos, tornando-os em cidadãos ativos e conscientes, capazes de produzirem reais alterações na sociedade e nas comunidades em que estão inseridos. Escola para a Vida em Comunidade, mais do que mero reprodutor de saber alheio, a Escola deve assim assumir um papel mais Cívico do que de mero repositório de conhecimento.

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Agostinho da Silva: “Para um povo se poder considerar livre, é necessário que possa usar de sua inteligência critica sobre uma base de informação tão segura e atualizada quanto possível”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

“Para um povo se poder considerar livre, é necessário que possa usar de sua inteligência critica sobre uma base de informação tão segura e atualizada quanto possível.”
Agostinho da Silva, Educação do Quinto Império

O Saber deve estar sempre disponível. De forma gratuita e em acesso universal. A Escola deve concentrar os seus esforços em conceder aos Alunos as duas ferramentas cruciais para a apreensão de novo saber: a língua portuguesa e a matemática. Estas ferramentas, apresentadas e transmitidas aos alunos por via experimental e empírica, devem permitir o acesso a repositórios de saber que usando a tecnologia e a Internet permitam o seu fácil acesso a quem dela precisa.

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Agostinho da Silva: “Instruir sem educar pode ser a mais perigosa das empresas em que se empenha um homem ou um país”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

“Instruir sem educar pode ser a mais perigosa das empresas em que se empenha um homem ou um país, pois que vai pôr instrumentos de vida ou morte nas mãos de quem, se não era ignaro por nascimento, ignaro se tornou porque lhe não houve a tal anagogia”.
Agostinho da Silva, Sanderson e a Escola de Oundle

Instruir é derramar conhecimento sem haver preocupação na sua real apreensão. É usar a estéril memorização onde pode haver inovação e criatividade. Substituir a Memória (sem a desprezar) pela Imaginação. Transformar os Homens em maquinas de repetição deixando por cumprir a plena realização do seu potencial criativo.

Educar é entregar ao aluno (de todas as idades) ferramentas para auto-aprendizagem, estimular, promover e orientar a produção de saber original e criativo. Educar é ensinar a aprender. Instruir é repetir e macaquear.

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Agostinho da Silva: “Ora o mestre não se fez para rir; rir é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

“Ora o mestre não se fez para rir; rir é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos.”
Agostinho da Silva

Não tenhamos medo do ridículo ao propormos conceitos novos e realmente inovadores. O riso resvala na saudável de uma forte indiferença quando sabemos que estamos no caminho certo e aceitamos a convicção das nossas convicções. Não me intimida que descreiam ou ridicularizem noções como “união lusófona”, “descentralização municipalista”, “moedas locais” ou “economias locais”. Sei que estou certo e que esse é o destino de Portugal e da comunidade lusófona. Sei-o numa convicção sentida e plena, numa tranquila certeza que é compatível com a duvida e incerteza que tem sempre que acompanhar a Fé por forma a temperar todos os extremismos e radicalismos. O destino final permite desvios corretivos tanto (ou mais) quanto exige convicção e empenho.

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Agostinho da Silva: “Habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto franco e inteligente com os problemas da via deve ser visto como o objetivo de toda a educação que se não limita ao ensino das técnicas e à fabricação em série de indivíduos resignados e apáticos”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

“Habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto franco e inteligente com os problemas da via deve ser visto como o objetivo de toda a educação que se não limita ao ensino das técnicas e à fabricação em série de indivíduos resignados e apáticos.”
Agostinho da Silva, Sanderson e a Escola de Oundle

A Escola não pode ser uma fabrica de “amebas que respiram”. Tem que ser um ambiente simultaneamente exigente e estimulante que favoreça o desenvolvimento de cidadãos ativos e conscientes; não de bovinos dóceis e submissos, sempre dispostos a aceitarem os mais diversos jugos, independentemente do seu rigor ou injustiça.

A Escola deve ser o primeiro educador para uma Cidadania Ativa e consciente, concedendo ferramentas para a produção de saber original e criativo sempre no contexto de uma educação para a vida em comunidade e consciente da integração do Homem no meio natural e no planeta que nos serve a todos de casa comum de cuja saúde e preservação temos todos a responsabilidade partilhada de cuidar e nutrir.

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Agostinho da Silva: “Ele (Baden-Powell) queria, para todos os rapazes e todas as moças, uma educação que lhes temperasse a vontade, não mais gente encostada pelas portas dos cafés, não mais gente de 20 anos vergonhosamente desocupada, passando todo o dia sem fazer coisa nenhuma, fraquíssima de caráter, fraquíssima de corpo, esperando que chegue o tempo de jantar para que chegue o tempo de dormir para que chegue o tempo de se levantar.”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

“Ele queria, para todos os rapazes e todas as moças, uma educação que lhes temperasse a vontade, não mais gente encostada pelas portas dos cafés, não mais gente de 20 anos vergonhosamente desocupada, passando todo o dia sem fazer coisa nenhuma, fraquíssima de caráter, fraquíssima de corpo, esperando que chegue o tempo de jantar para que chegue o tempo de dormir para que chegue o tempo de se levantar.”

Agostinho da Silva, Baden-Powell, Pedagogia e Personalidade, 1961

Educação empírica, experimental, livre, criativa e densamente integrada na Natureza e na Comunidade local. Essa é a “Educação” de Agostinho onde o estéril e repetitivo “instruir” era sobreposto pela urgência e importância do “educar”, não somente para o Saber; mas também para a Cidadania e para a produção de saber original e criativo.

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Agostinho da Silva: “O grande mal do mundo de hoje é que não existe, para o desenvolvimento extraordinário que tomou a produção, uma organização nacional adequada”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

“O grande mal do mundo de hoje é que não existe, para o desenvolvimento extraordinário que tomou a produção, uma organização nacional adequada; todas as atividades humanas estão em atraso em relação às que permitiriam uma abundância maior do que em qualquer outra época da historia de tudo o que é preciso para a vida material do homem, a prestação de trabalho é defeituosa, porque a maquina impunha métodos novos que se não adotaram, o que traz fatalmente o esmagamento do operário, submetido a tarefas monótonas durante um grande numero de horas, e o desemprego de milhões de homens; depois, o ritmo de distribuição não mudou; continua a ser o que era para um numero de produtos infinitamente mais raros e mais caros; o resultado não pode ser outro senão uma enorme acumulação de produtos não distribuídos, na fabrica ou no campo, e a miséria entre aqueles que nao podem apresentar, para os comprar, as horas de trabalho que ninguém lhes dá.”

> A mecanização da produção industrial sem duvida que tirou muitos homens de uma vida de monotonia e repetições constantes. Assim, foram poupados à terrível desumanidade das tarefas repetitivas e recorrentes. Mas a automatização retirou a milhões o Emprego e a Sociedade não foi capaz de responder ainda a este desemprego cada vez mais cronico e irreversível de um numero crescente de pessoas potencialmente produtivas e criativas. Os teóricos do neoliberalismo defendiam que os empregos perdidos nos setores primários para a automatização e para as deslocalizações seriam compensados pelo aumento do emprego no setor dos serviços. E, de facto, durante algum tempo pareceu ser assim. Mas desde 2008 percebeu-se que economias quase totalmente convertidas ao setor terciário eram também economias dependentes da dívida externa e criadoras de balanças comerciais crescentemente deficitárias.

“A solução parecia ser simples: tratar-se-ia, por um lado, de exigir de cada um menor numero de horas de trabalho, o que permitiria empregar todos, e deixar mais tempo livre para o desenvolvimento inteletual e físico; por outro lado, de alargar os meios de distribuição, de modo a que todo o produto fabricado se pudesse consumir.”

> Já abordamos noutro antigo as vantagens da proposta de uma redução da jornada diária de trabalho: em termos da redução das emissões de CO2, do estimulo ao aumento da produtividade, do aumento da qualidade de vida e da economia do lazer e da cultura. Mas, como aqui recorda Agostinho, a redução da jornada diária de trabalho também criaria condições para a criação de postos de trabalho, exatamente como o seu aumento serve de dissuasor a essa criação de trabalho. Potenciaria a conversão desta atual “economia de coisas” para uma “economia do saber”, em que se satisfariam todas as necessidades básicas e essenciais (alimentação, vestuário e habitação) centrando a atividade das economias e das sociedades na auto-produção de saber e cultura. Deixando os cidadãos mais realizados, satisfeitos e abandonando uma sociedade de consumo a prazo insustentável já que hoje insiste em manter um padrão de consumo que exige três Terras para se manter…

Fonte:
Agostinho da Silva, Sanderson e a Escola de Oundle

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Agostinho da Silva: “Temos que levar gente, não a uma vida cómoda, a uma vida fácil, mas temos que ter a coragem de levá-la a uma vida difícil”

Agostinho da Silva (http://img.rtp.pt)

Agostinho da Silva (http://img.rtp.pt)

Temos que levar gente, não a uma vida cómoda, a uma vida fácil, mas temos que ter a coragem de levá-la a uma vida difícil, a uma vida perigosa, pois só com uma vida difícil, rigorosa e perigosa, dá o homem o melhor de si próprio. A primeira tarefa do educador é procurar varas bem altas e obrigá-lo saltar.”
Agostinho da Silva, Baden-Powell, Pedagogia e Personalidade, 1961

Não há dúvidas de que nos últimos anos se instalou um certo sentimento facilista em vários segmentos da sociedade portuguesa. Mas nada amolece, enfraquece e diminui mais que o excesso de facilidades. Seres fortes forjam-se sempre nas dificuldades. E quanto mais fácil for uma vida, mais fraca ela será. Nesse sentido, vivemos de facto uma Era Dourada: avizinham-se momentos de turbulência inédita nos últimos séculos, mercê da transição entre dois momentos civilizacionais. Não sabemos o que se seguirá a esta perturbação que hoje é fácil antecipar e que terá o seu apogeu em 2012 e 2013. Mas serão tempos difíceis e sabendo que a Europa precisa de mais de 700 mil milhões de euros de credito, só em 2012, não é impossível que ocorram bancarrotas em cascata com as consequências sociais que se observaram na Argentina em 2001.

Assim, em 2012, teremos todos condições para dar provas da nossa capacidade de resistência, tornando a realidade e contexto económico em nossos “educadores”.

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Agostinho da Silva: “É à criança que temos de considerar o bom selvagem”

Agostinho da Silva (http://sp1.imgs.sapo.pt)

Agostinho da Silva (sp1.imgs.sapo.pt)

“É à criança que temos de considerar o bom selvagem, estragando-a, deformando-a, inutilizando-a o menos que nos seja possível, defendendo o seu tesouro de sonho, jogo e criação, a sua espontaneidade e a sua malícia sem maldade, o seu entendimento sem análise e o seu amar do mundo sem a preocupação das sínteses; e foi afinal desta criança feita Deus, ou Deus se revelando, para um novo Evangelho, que nos falou Alberto Caeiro, o poeta que se afirmou no que toca aos jeitos de viver, o mais português de todos os poetas portugueses.”
Agostinho da Silva, Educação em Portugal, 1970

Agostinho da Silva acreditava numa educação livre e sem peias ou cangas castradores ou que limitassem a vocação criadora e inovadora das crianças. Acreditava que importava nutrir a criança que temos em nós, por forma a criar sociedades mais dinâmicas, participativas e criativas. Julgava que as crianças mereciam o mesmo respeito que os adultos, na sua individualidade e direito à diferença.

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Agostinho da Silva: “Tantas e tais coisas se tem cometido naquilo a que se convencionou chamar o campo da política, e que não é, grande parte das vezes, mais do que uma livre carreira deixada a todos os impulsos da ambição ou do desejo de domínio”

Agostinho da Silva (http://www.prof2000.pt)

Agostinho da Silva (http://www.prof2000.pt)

“Tantas e tais coisas se tem cometido naquilo a que se convencionou chamar o campo da política, e que não é, grande parte das vezes, mais do que uma livre carreira deixada a todos os impulsos da ambição ou do desejo de domínio, que hoje, aos olhares da maior parte das pessoas, a política aparece como alguma coisa inteiramente afastada dos caminhos da santidade.”
Agostinho da Silva, As Aproximações, 1960

A Política tem que tornar a ser o campo dos “monges-soldado” de outras eras. O prémio pecuniário, a recompensa financeira devem ser mínimas e todas as formas de “recompensa” após o termo da carreira política, em grandes empresas ou corporações, devem ser banidas.

O político deve sê-lo por convicção, não porque tal carreira signifique um bom salário ou segurança no Trabalho. Não são os mais ambiciosos que devem ser atraídos pela Política, mas os mais abnegados e preocupados com o Bem e o Interesse Publico. Eles existem, de valor e em numero suficiente, mas hoje não conseguem ascender nos Partidos porque os seus aparelhos estão bloqueados por camadas sucessivas de Boys e Boyas que impedem qualquer ascensão por mérito e reservam todas as prebendas e tributos aos seus. A renovação não deve assim verificar-se somente no sistema político e administrativo… deve ser também interior aos partidos, que se devem desaparelhar e transformar em grupos de voluntários, desinteressados e motivados apenas pelo Bem Comum.

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Agostinho da Silva: “É necessário que surjam no mundo, a exemplo do que foram os frades-soldados da Idade Média, frades-políticos”

Agostinho da Silva (http://www.cm-sintra.pt/)

Agostinho da Silva (http://www.cm-sintra.pt)

“É necessário que surjam no mundo, a exemplo do que foram os frades-soldados da Idade Média, frades-políticos.”
Agostinho da Silva, As Aproximações, 1960

A Política, a expressão pratica e ativa dos valores da cidadania tem que ser motivada por um genuíno e abnegado desejo de serviço público e não por uma aspiração mercenária por benefícios futuros.

Não acredito no discurso que defende que os políticos em exercício devam ser remunerados acima da media ou terem benefícios após a sua carreira política para “não repelir os melhores”. A realidade tem provado que a simples notoriedade pública que advém do exercício de cargos públicos prova que o mundo empresarial rapidamente absorve políticos reformados. Remunerar políticos de forma demasiado generosa não atrai “os melhores”. Atrai apenas aqueles que pesam mais o dinheiro que o “espírito de missão” ou o desejo de “serviço público”.

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