Diversos

“as mulheres possuem um talento inimitável para exprimirem os seus sentimentos sem empregar palavras muito vivas. A sua eloquência está principalmente na voz, no gesto, na atitude e no olhar”

Honoré de Balzac, A Mulher de Trinta Anos

#CoisasQueMeChateiam:

ver Kim Jung-Un ser tratado na comunicação social como “líder” quando de facto é um “ditador”

Carta aberta aos senhorios de Portugal :

para um inquilino só compensa arrendar a casa onde vive a sua família se o valor que pagar por essa casa for mais baixo do que o pagar por uma casa equivalente que comprar.

Isso é senso comum.

Ninguém paga uma renda quando pode pagar um empréstimo por uma casa que, a prazo, há de ser sua.

Por isso se estima que um arrendamento deve ser pelo menos 60% mais barato que comprar uma casa equivalente.

Mas não é isso que está a acontecer em Portugal.

Não é difícil encontrar em Lisboa casas pelas quais se pagaria a vinte anos casas de 180 mil euros pelas quais se pagariam a um Banco cerca de 800 euros e ter, ao lado casas equivalentes em arrendamento a 1600 euros.

É absurdo.

Arrendar tem que ser barato que comprar. Se não for ninguém arrenda e todos iremos, sempre, preferir construir património para nos e para os nossos filhos.

Mas apesar disso, é comum encontrar em Lisboa e Porto casas para alugar pelo DOBRO do valor de uma casa equivalente para Comprar.

O que se passa?

Estranhamente e apesar destas casas por arrendar serem, em média, 100% mais caras quando deviam ser 60% mais baratas que uma casa equivalente em Venda, elas escoam-se. Alguém as arrenda a estes preços completamente absurdos e especulativos.

Quem são estes novos inquilinos dispostos a estes negócios ruinosos e que estão a inflacionar até patamares absurdos o mercado de arrendamento em cidades como Lisboa, Porto, Setúbal, Évora e Setúbal?

São (alguns) portugueses ricos e executivos de topo de multinacionais e grandes empresas portuguesas mas são, sobretudo, estrangeiros ricos que beneficiam do regime especial de “residentes não habituais”. Neste regime basta que um reformado europeu declare passar cem dias em Portugal (sem que essa declaração seja, nunca, verificada por alguém) para que deixe de pagar TODOS os impostos no seu país e possa alugar casa em Portugal.

São estes reformados que, aos milhares por ano, estão a invadir os centros das nossas cidades, a alugarem casas a preços impossíveis para as nossas reformas (começam a aparecer casos de idosos expulsos de suas casas e trocados por reformados europeus ricos) e para os nossos salários (menos de metade, em média, dos valores de reforma de países como França, Bélgica ou Itália).

O regime de “residente não habitual” está a ser abusado e a distorcer (juntamente com o desvio de casas do arrendamento para o Alojamento Local) o mercado da habitação em Portugal.

É urgente rever (Secretaria de Estado da Habitação) o regime de “residentes não habituais”.

É urgente que os senhorios pensem que nem só de arrendamento a estrangeiros vive o mercado da habitação.

Algo de muito estranho se passa com os preços da habitação em Lisboa e noutras cidades portuguesas.

Até meados de março a conversão de casas do arrendamento para o #Alojamentolocal era o principal responsável pela compressão brutal da oferta e consequente aumento dos preços (como se comprova observando os dados dos vários agregadores do airbnb e os números de oferta, mês após mês, de agências imobiliárias).

Mas isso, agora, mudou. Os números de oferta de AL pararam de crescer e, em algumas freguesias de Lisboa, há mesmo sinais de recuo. O que está agora a inflacionar – e muito – os preços em Lisboa sao os estrangeiros, europeus ricos e reformados, que compram e alugam casas a preços muito acima dos preços de mercado e assim fazem, por imitação, subir os preços em todos os segmentos. Particularmente pressionada por está “invasão grisalha” de europeus ricos sao cidades como Lisboa, Porto, Cascais e Setúbal.

Estes reformados europeus usam o regime fiscal para residentes não habituais para evitaram pagar os (altos) impostos nos seus países de origem (que sao altos para que se possam pagar as suas lautas reformas) ao estabelecerem residência em Portugal.

Os benefícios sao mesmo muito grandes: em países como Itália as grandes reformas sao taxadas em 56% mas… Zero em Portugal. Isto significa que um CEO que pague 6 mil euros de impostos “lá fora” quando se muda “cá para dentro” passa a… Pagar ZERO.

Assim não admira que Lisboa e Porto estejam a ser invadidas por estrangeiros ricos e os preços em espiral especulativa: os proprietários não querem alugar ou vender a portugueses. Apenas a estrangeiros.

“desde as pequenas associações, culturais, desportivas, sociais, digamos que a ação cívica independente em Cascais morreu. Foi morta pela dependência partidária. E eu posso dar-lhe o meu exemplo. Estou no terreno todos os dias, junto de associações e instituições locais, e muitas delas me dizem que vão votar em mim, mas que não podem aparecer na fotografia, senão perdem o subsídio.”

Gabriela Canavilhas

e contudo está ligação entre a subsidiação de colectividades locais e apoios partidários existe também em Lisboa, em algumas juntas e no resto do país é relativamente comum.

Todos estes subsídios deviam ser, sempre, atribuídos de forma transparente e após concurso público que afastasse qualquer suspeita de favorecimento com uma prestação de contas pública e regular por parte das associações favorecidas.

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