Guia para um percurso no Cemitério do Alto de São João (Lisboa)

1 à porta

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O Cemitério do Alto de São João foi mandado construir em 1833 pela Rainha Dona Maria II aquando da epidemia de cólera morbus que assolou a cidade de Lisboa, servindo ainda hoje a zona oriental da cidade. Foi durante mais de um século o cemitério da cidade tendo sido escolhido pela Primeira República como local para homenagear os seus heróis.

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A epidemia de Cólera entre 1832 e 1833 assolou a Europa. A doença era conhecida há longo tempo, por ser endémica na Índia aonde, no entanto, se manteve circunscrita até à década de 1820 quando atingiu a Rússia e continuou a progredir para ocidente. A cólera chegou a Portugal “trazida a bordo de um navio que, de Ostende[i], transportava soldados para ajudarem D. Pedro no cerco do Porto”, quando já tinha atacadocom grande virulência em Paris, no mês de Abril desse ano de 1832.

Exemplo de medida “preventiva” é o Aviso de D. Miguel I[v] ao Cardeal Patriarca de Lisboa que a seguir se transcreve: TENDO apparecido em algumas Nações, e ultimamente mais proximo a nós, em a França, huma enfermidade nova, que se está conhecendo com o nome de Cholera-morbo Asiatica, e cujos terríveis estragos são talvez hum castigo, com que a Divina Omnipotência quer punir, e reprimir esse espirito de perversidade, e de impiedade, que desgraçadamente tem chegado a tamanho gráo no Século, em que vivemos, deve, em taes circumstancias, hum Povo Catholico, e que tanto se préza de o ser, como o Povo Portuguez

Depois do Porto, em cuja região terá matado cerca de 13.000 pessoas, a Cólera alastrou a Lisboa e outras regiões e terá feito, no país, um total de cerca de 40.000 mortos até desaparecer no final de 1833.

 

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Na altura, situado “fora de portas”, zona rural de grandes quintas, passou a cemitério de gestão pública em 1841, após a legislação publicada em 1835.

Ocupava a Quinta dos Apóstolos. Inicialmente ajardinado, está arborizado com ciprestes, eucaliptos, robínias, alfarrobeiras, jacarandás, entre muitas outras.

Esta «QUINTA DOS APÓSTOLOS» Os padres da «COMPANHIA DE JESUS», (que seriam possivelmente os APÓSTOLOS citados), primitivos donos da quinta, já nada têm ali que os recorde.

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O primeiro forno crematório do país foi construído neste cemitério em 1925, tendo sido desativado alguns anos mais tarde por razões políticas, sendo reativado em 1985[1] .

A cremação em Portugal foi um processo que se iniciou com debates e artigos de opinião, produzidos por grupos e individualidades dos setores mais progressistas da sociedade de oitocentos, mas só na 1.ª República, em 1912, teve início o processo de estabelecimento de um Crematório em Lisboa, no Cemitério do Alto de S. João.

Acabadas as obras de arquitetura do edifício, foi necessário esperar por Alfredo Guisado, vereador do Pelouro dos Cemitérios em 1925, para concretizar a compra do forno na Alemanha, sua instalação e ensino do correto funcionamento. Alfredo Guisado foi um entusiástico apologista da cremação, chegando a propôr em Sessão de Câmara que fossem cremados os cadáveres destinados a vala comum.

A primeira cremação em Portugal aconteceu finalmente em 28 de novembro de 1925. O crematório foi encerrado em 1936 e, em parte por pressão da comunidade Hindu, a Câmara Municipal de Lisboa reativou-o em 1985.

Em Portugal até 2002 existiam apenas três fornos crematórios em funcionamento; o mais antigo, no Cemitério do Alto de S. João em Lisboa, o do Prado do Repouso no Porto e o do Cemitério Municipal de Ferreira do Alentejo, cuja construção foi custeada por um particular.

2 após entrar

Jazigo da Santa Casa da Misericórdia (esquerda)

O edificado arquitetónico é tanto de autoria desconhecida como de arquitetos ou canteiros conceituados. Temos por exemplo na entrada do lado esquerdo o Jazigo dos Beneméritos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, do arquiteto Adães Bermudes

Jazigo neomanuelino ricamente trabalhado, construído, entre 1906 e 1909, para albergar os restos mortais daqueles que, em vida, haviam apoiado a Misericórdia de Lisboa.

Jazigo dos Viscondes de Valmor (à direita)

mecenas das artes e criador do Prémio de Arquitetura com o seu nome, do arquiteto Álvaro Machado, ladeado por quatro estátuas dos escultores Costa Mota, Fernandes Sá, Tomás Costa e Moreira Rato (sobrinho) que representam respetivamente a Arquitetura, a Escultura, a Gravura e a Pintura. 

3 subir até capela, contornar e seguir para Cândido dos Reis

Túmulo conjunto de Cândido dos Reis (Almirante) e Miguel Bombarda (Hospital)

Almirante Reis

Iniciou a sua carreira na Marinha como voluntário, aos dezassete anos, sendo sucessivamente promovido até ao posto de vice-almirante. Em 1 de Outubro de 1870 é Guarda-marinha. Reforma-se em Julho de 1909.

Apesar de ter sido agraciado com o grau de oficial da Ordem de Avis e a de Cavaleiro da Torre e Espada pelos seus feitos na marinha, foi desde muito novo um adepto republicano de firmes convicções, tendo participado activamente na luta antimonárquica.

Foi também um elemento destacado da Carbonária e da ideologia anticlerical.

Não foi tanto como político propagandistico mas como conspirador que se destacou. Embora tenha sido eleito como deputado nas listas republicanas de 1910, participou activamente no golpe fracassado de 28 de Janeiro de 1908, que devia começar com a prisão de João Franco, então chefe do governo. Após um pequeno período de desânimo voltou à luta e rapidamente se transformou no organizador militar da revolta de 5 de Outubro de 1910.

Na tarde do dia 3 de Outubro de 1910, ao saber-se que o então chefe do governo, Teixeira de Sousa, tinha sido avisado do golpe republicano e pusera de prevenção as tropas leais à causa monárquica, a maioria dos chefes republicanos propôs um adiamento do golpe, ao que se opôs o Almirante Cândido dos Reis. Dado que era o chefe militar e principal dinamizador da revolta, a sua posição levou a que esta ocorresse.

Nos primeiros momentos da revolta de 5 de Outubro de 1910 o Dr. Miguel Bombarda, um dos chefes civis do golpe e senhor de muitos dos seus segredos, é atingido a tiro por um doente mental do Hospital de Rilhafoles.[2] Também a maioria das unidades militares comprometidas no movimento não chegou a revoltar-se e muitos oficiais do exército, julgando tudo perdido, haviam abandonado o entrincheiramento da Rotunda. Cândido dos Reis, pensando estar o golpe frustrado, não quis seguir para bordo de um dos navios que estava implicado no movimento. Despediu-se dos oficiais da Marinha mais próximos e horas depois era encontrado morto na Azinhaga das Freiras, tendo-se suicidado em consequência não só dos factos, mas também do seu temperamento hipocondríaco que lhe proporcionava crises de entusiasmo e de depressão frequentes.

O golpe acabou afinal por triunfar e poucas horas depois é proclamada solenemente a República do alto da varanda da Câmara Municipal de Lisboa.

O nome do Almirante Carlos Cândido dos Reis foi utilizado não só em ruas e avenidas, mas também para substituir o nome de “D. Carlos I”[2] no principal cruzador da esquadra portuguesa.
Miguel Bombarda:
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1851, então capital do Império do Brasil.
Formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, tendo defendido uma tese sobre o “Delírio das Perseguições”.[1]

Dedicou-se, especialmente, às enfermidades do sistema nervoso, tendo, por este motivo, sido convidado para dirigir o Hospital de Rilhafoles[3] , posição que começou a ocupar em 1892[1] ; reorganizou e melhorou esta instituição

Aí exerceu igualmente as funções de cirurgião hospitalar, e ao reorganizar a sua gestão acabou por o dirigir, desde 1892.[1] . Foi, igualmente, médico no Hospital de São José.[1]

Publicou várias dezenas de volumes e cerca de meio milhar de ensaios, a debruçar-se sobre os problemas clínicos terapêuticos e sanitários[1] , e sobre a Psiquiatria.[3] Defensor do anticlericalismo e do monismo naturalista e materialista, provocou polémica quando editou o livro, A Consciência e o Livre Arbítrio, em 1897, e realizou várias conferências, como a Ciência e Jesuitismo, e a Réplica a Um Padre Sábio.

Elias Garcia

Fundou em 1854 o periódico O Trabalho, a primeira publicação abertamente republicana em Portugal. Foi Vereador e em 1878 Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, onde tem uma Avenida com o seu nome. Foi eleito Deputado Reformista a partir de 1870 e Deputado Republicano em 1890.

Foi Director da Associação dos Jornalistas e Escritores Portugueses.
Membro da Maçonaria desde 1853, foi o 1.º e único Grão-Mestre interino, depois definitivo, da Federação Maçónica entre 1863 e 1869, 3.º e 5.º Presidente do Conselho da Ordem do Grande Oriente Lusitano de 1882 a 1884 e de 1887 a 1888 e 14.º Soberano Grande Comendador interino do Supremo Conselho afecto ao Grande Oriente Lusitano e 3.º Grão-Mestre interino do Grande Oriente Lusitano Unido de 1884 a 1886 e 16.º Soberano Grande Comendador interino, depois definitivo, do Supremo Conselho afecto ao Grande Oriente Lusitano e 5.º Grão-Mestre interino, depois definitivo, do Grande Oriente Lusitano Unido de 1887 a 1889.
Machado Santos

Machado Santos alistou-se na Armada Portuguesa em 1891 iniciando uma carreira de comissário naval que o levaria ao posto de comissário de 2.ª classe (segundo-tenente) aquando da Revolução de 5 de Outubro de 1910.

Ainda durante a Monarquia já se tinha iniciado na Carbonária, afirmando-se como um conspirador inveterado, presente em todos os movimentos revolucionários que precederam a queda do regime, distinguindio-se na Revolta de 28 de Janeiro de 1908.

Jovem e de aspecto romântico, exercendo um importante papel de coordenação operacional do movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910, acabou catapultado pela imprensa para o papel de herói da Rotunda e pai da República. A sua incontestável heroicidade, principalmente quando organizou e manteve, perante o aparente fracasso da revolução, a resistência no alto da Avenida da Liberdade (a ‘’Rotunda’’)

Eleito deputado à Assembleia Constituinte de 1911, foi dos primeiros a manifestar sinais de desencanto face ao andamento da política na República, a qual se afastava rapidamente dos ideais de pureza republicana dos seus defensores iniciais. Funda então o jornal O Intransigente, que dirige, no qual expressa o seu desencanto.

Mantendo o fervor revolucionário e conspirativo do período anterior à implantação da República Portuguesa, passa da palavra aos actos, organizando ou participando nos movimentos insurreccionais de Abril de 1913, de Janeiro de 1914, no Movimento das Espadas de 1915, na Revolta de Tomar de 1916 e no golpe de 1917 que colocou Sidónio Pais no poder.

No Movimento das Espadas, quando vários oficiais militares descontentes com o estado do país tentaram simbolicamente entregar as suas espadas ao Presidente da República Manuel de Arriaga, teve um papel determinante, já que ao deslocar-se ao Palácio de Belém para entregar a espada que usara nos combates da Rotunda no dia 5 de Outubro de 1910, deitou por terra a acusação de pró-monárquicos com que o Partido Democrático (no poder) justificara a prisão dos oficiais amotinados.

Nesse mesmo ano foi preso e deportado para os Açores durante a ditadura de Pimenta de Castro.

Durante a ditadura de Sidónio Pais foi feito senador e ocupou as funções de secretário de Estado das Subsistências e Transportes e secretário de Estado do Interior (título usado pelos ministros do governo sidonista), mas entrou em ruptura com Sidónio Pais.

Em 1919, durante a Monarquia do Norte, voltou a salvar a República ao contribuir para a derrota do grupo de revoltosos monárquicos acampados na Serra de Monsanto.
Ainda lança o Partido da Federação Republicana, com que pretende continuar a sua intervenção política, mas acaba por se retirar da vida política. Morreu assassinado na Noite Sangrenta de 19 de Outubro de 1921, vítima das forças revolucionárias que tão longamente cultivara. Foi vice-almirante, agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a título póstumo, a 4 de Setembro de 1926.


virar à direita (?)

Heliodoro Salgado

Apesar de ter obtido habilitação para o magistério primário, cedo enveredou pelo jornalismo, trabalhando em O Operário, um periódico de tendências socialistas, ligado ao Partido dos Operários Socialistas, de que era militante. Foi-se progressivamente aproximando do campo republicano, ao qual aderiu publicamente na sequência do movimento de repúdio nacional desencadeado pelo ultimato britânico de 1890. Nas eleições gerais de 30 de Março de 1890, foi candidato a deputado integrado na lista republicana apresentada no círculo eleitoral do Porto, mas não foi eleito, obtendo uma votação decepcionante.[3]

Nos seus escritos, dispersos por dezenas de periódicos, demonstrou grande sensibilidade para as questões sociais, defendendo a instrução popular e a melhoria das condições de vida das classes trabalhadoras. A sua escrita apresenta grande acutilância, razão pela qual a sua publicação foi por diversas vezes alvo da censura e levou a que fosse em diversas ocasiões preso

Era também tido como um grande orador, com participação frequente nos comícios organizados pelos republicanos.

Considerado como o protótipo do proletário intelectual[4] e um dos progenitores do anarquismo intervencionista,[5] manteve-se afastado dos partidos políticos, que considerava improgressivos como congregações. O seu forte pendor anticlerical e anticatólico, bem patente nos seus escritos, fizeram dele uma personalidade controversa na sociedade portugues

Possuía profundos conhecimentos sobre temas religiosos e manteve contacto com diversas personalidade portuenses que pretendiam uma reforma da Igreja Católica Portuguesa, na linha da Reforma Protestante, tendo mesmo colaborado no periódico Reforma com várias figuras republicanas do Porto, entre as quais Emídio de Oliveira e Latino Coelho.

Mudou-se em 1897 para Lisboa, complementando a actividade de jornalista com o ensino do Português, Francês, Literatura, História e Filosofia em regime livre. Logo em 1898 passou a integrar a Comissão Municipal Republicana de Lisboa, como suplente, sendo pouco depois eleito presidente do Centro Republicano Pátria e membro da assembleia-geral da Associação Propagadora do Registo Civil.
Foi redactor do jornal O Século, quando Magalhães Lima foi director daquele periódico, e colaborou de quase todos os jornais republicanos do seu tempo, tendo sido redactor de muitos e até fundador de alguns. No jornal O Mundo usou os pseudónimos de Ivanhoé e Ismael.
Republicano e livre-pensador, em 1890 foi iniciado na Maçonaria com o nome simbólico de Lutero,

Faleceu em Lisboa a 12 de Outubro de 1906, com apenas 45 anos de idade. Tendo-se espalhado o boato de que teria sido assassinado em resultado do seu anticlericalismo, o seu enterro, realizado a 14 de Outubro, o domingo seguinte ao dia da sua morte, foi acompanhado por mais de 50 000 pessoas de todas as classes sociais, numa afirmação do valor e apreço em que era tido.

Graal 3202

Segundo a lenda, José de Arimateia teria recolhido no ‘Cálice usado na Última Ceia (o Cálice Sagrado), o sangue que jorrou de Cristo quando ele recebeu o golpe de misericórdia, dado pelo soldado romano Longinus, usando uma lança, depois da crucificação.

Entretanto existem evidências da existência do Santo Graal antes mesmo do cristianismo, e ainda afirma que apesar das diferentes referências cristãs, a própria Igreja Católica nunca levou a sério esta lenda. A origem da lenda celta é de um século antes de Cristo. Os celtas eram guerreiros impiedosos, tanto as mulheres como os homens e costumavam decapitar os mortos, pois assim acreditavam que eles não poderiam ressuscitar. Este acto impiedoso se fundamenta na lenda de um caldeirão mágico onde pessoas mergulhadas nele voltavam a vida. Arqueólogos encontram um túmulo de um príncipe com um enorme caldeirão (grande o suficiente para uma pessoa caber dentro), com figuras de homens que eram mergulhados no caldeirão e voltavam a vida.

Em outra versão da lenda, teria sido a própria Maria Madalena que teria ficado com a guarda do cálice e o teria levado para a França, onde passou o resto de sua vida.

A lenda tornou-se popular na Europa nos séculos XII e XIII por meio dos romances de Chrétien de Troyes, particularmente através do livro “Le Conte du Graal” publicado por volta de 1190, e que conta a busca de Perceval pelo cálice.

Mais tarde, o poeta francês Robert de Boron publicou Roman de L’Histoire du Graal, escrito entre 1200 e 1210, que tornou-se a versão mais popular da história e já tem todos os elementos da lenda como a conhecemos hoje.

Na literatura medieval, a procura do Graal representava a tentativa por parte do cavaleiro de alcançar a perfeição. Em torno dele criou-se um complexo conjunto de histórias relacionadas com o reinado de Artur na Inglaterra, e da busca que os Cavaleiros da Távola Redonda fizeram para obtê-lo e devolver a paz ao reino. Nas histórias misturam-se elementos cristãos e pagãos relacionados com a cultura celta.

A presença do Graal na Inglaterra é justificada por ter sido José de Arimateia o fundador da Igreja Inglesa, para onde foi ao sair da Palestina.

Segundo algumas histórias, o Santo Graal teria ficado sob a tutela da Ordem do Templo, também conhecida como Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão ou Ordem dos Templários, instituição militar-religiosa criada para defender as conquistas nas Cruzadas e os peregrinos na Terra Santa. Alguns associam aos templários a irmandade que Wolfram cita em “Parzifal”.

Segundo uma das versões da lenda, os Templários teriam levado o cálice para a aldeia francesa de Rennes-Le-Château. Em outra versão, o cálice teria sido levado de Constantinopla para Troyes, na França, onde ele desapareceu durante a Revolução Francesa.

A etimologia do Santo Graal tem inúmeras procedências, dentre as quais compara-se San Graal com SanG Real em referência ao imaculado sangue de Cristo coletado em um gradalis – cálice em latim. Com o brilho resplandecente das pedras sobrenaturais, o Graal, na literatura, às vezes aparece nas mãos de um anjo, às vezes aparece sozinho, movimentando-se por conta própria. Porém, a experiência de vê-lo só poderia ser conseguida por cavaleiros que se mantivessem castos.

Transportado para a história do Rei Arthur, onde nasce o mito da taça sagrada, encontramos o rei agonizante vendo o declínio do seu reino. Em uma visão, Arthur acredita que só o Graal pode curá-lo e tirar a Bretanha das trevas. Manda então seus cavaleiros em busca do cálice, fato que geraria todas as histórias em torno da Busca do Graal.

Golgotá 2815
 
O Calvário é mencionado em todos os quatro evangelhos quando relatam a crucificação de Jesus: «E eles chegaram a um lugar chamado Gólgota, que significa o Lugar da Caveira.» (Mateus 27:33), «E eles levaram-no ao lugar chamado Gólgota, que é traduzido por Lugar da Caveira.» (Marcos 15:22), «Então eles chegaram ao lugar chamado de Caveira.» (Lucas 23:33) e «E carregando ele mesmo a sua cruz, saiu para o assim chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota.» (João 19:17).

Lugar alternativo do Monte Gólgota, a leste de Jerusalém, próximo ao Jardim do Túmulo
O Novo Testamento descreve o Calvário como “perto de Jerusalém” (João 19:20), e fora das muralhas da cidade (Hebreus 13:12). Isso está de acordo com a tradição judia, em que Jesus foi também enterrado perto do lugar de sua execução.

O imperador Constantino construiu a Igreja do Santo Sepulcro sobre o que se pensava ser o sepulcro de Jesus entre 326 e 335, perto do lugar do Calvário. De acordo com a tradição cristã, o Sepulcro de Jesus e a Verdadeira Cruz foram descobertos pela imperatriz Helena de Constantinopla, mãe de Constantino, em 325. A igreja está hoje dentro das muralhas da Cidade Antiga de Jerusalém, após a expansão feita por Herodes Agripa em 41-44, mas o Santo Sepulcro estava provavelmente além das muralhas, na época dos eventos relacionados com a vida de Cristo.

Dentro da Igreja do Santo Sepulcro há uma elevação rochosa com cerca de cinco metros de altura, que se acredita ser o que resta visível do Calvário. A igreja é aceita como o “Sepulcro de Jesus” pela maioria dos historiadores e a pequena rocha dentro da igreja como o local exato do Monte Calvário, onde a cruz foi elevada para a crucificação de Jesus.

O Jardim do Túmulo fica ao norte do Santo Sepulcro, localizado fora da atual Porta de Damasco, em um lugar certamente utilizado para enterros no período bizantino. O jardim tinha uma penhasco com dois grandes buracos fundos, que o povo dizia serem os olhos da caveira.

Barão de São Clemente 2748
 
Barão (feminino: baronesa) é um título nobiliárquico existente em muitas monarquias, sendo imediatamente inferior a visconde e superior a baronete ou a senhor. A palavra barão provém do franco baro, em alemão senhor, cavalheiro ou guerreiro, mas também pode significar gabarola.

visconde de sousa prego 2932
 
Anteriormente tinha a dignidade de visconde o substituto do conde no governo do condado ou o filho herdeiro do conde enquanto não sucedia no condado, sendo-lhe confiada antecipadamente uma porção do feudo.

Passou depois o título de visconde a ser outorgado como dignidade honorífica autónoma, hierarquicamente inferior a conde e superior a barão.

Raramente concedido durante os séculos XV, XVI, XVII e XVIII, foi durante o Liberalismo no século XIX outorgado com maior frequência, embora geralmente por apenas uma ou duas vidas, tornando-se o título nobiliárquico português com maior número de criações.

 
 
Neomanuelino
 
O estilo neomanuelino foi uma corrente revivalista que se desenvolveu dentro da arquitectura e das artes decorativas portuguesas entre meados do século XIX e o início do século XX. É a principal forma de arquitectura do romantismo português devido, essencialmente, à tendência romântica em assumir carácter nacionalista na construção de grandes edifícios públicos. Está para a arquitectura portuguesa do século XIX como o neogótico para a restante Europa. O nome deriva da junção das palavras neo, “novo” em grego, e manuelino. A historiografia da arte dava então os seus primeiros passos e o nome “manuelino”, ligando o estilo à produção artística do reinado de D. Manuel I (1495-1521), foi introduzido em 1842 pelo historiador Francisco Adolfo de Varnhagen.

Os primeiros anos do século XIX são muito complexos, devido essencialmente à sucessão de problemas políticos, nomeadamente a fuga da família real para o Brasil em 1807, devido às invasões francesas, posterior/consequente domínio inglês, revolução liberal em 1820, regresso da família real em 1821, independência do Brasil, a perda do comércio colonial com a antiga colónia em 1822 (dramático golpe na economia portuguesa), contrarrevolução absolutista e, finalmente, guerras liberais, conservando a instabilidade até 1834.

Esta conjuntura só permitiu o desenvolvimento de condições propícias à eclosão de um novo estilo artístico, o romantismo, no final dos anos 30 do século XIX. Apesar de em Portugal surgir relativamente cedo na literatura, em finais do século XVIII com alguns pré- românticos, nas restantes formas artísticas desenvolve-se apenas com o impulso de dado por D. Fernando II, marido de D. Maria II, ao iniciar a construção do Palácio Nacional da Pena, após a estabilização da conjuntura nacional.

Em toda a Europa a arquitectura romântica copia os estilos do passado, principalmente o gótico, mas também o românico e o renascimento, bem como as arquitecturas árabe e bizantina, reflectindo o crescente interesse pela história. 

Em Portugal a situação é diferente. O gótico português segue a corrente mendicante, ou seja, adopta os princípios ideológicos das ordens mendicantes, baseados na simplicidade e recusa de toda a ostentação ou de todo o luxo, com características próprias, sem copiar a arquitectura francesa, modelo seguido na época pela generalidade dos países europeus. Os edifícios de grande aparato, cobertos de decoração tipicamente gótica, são um pouco mais tardios e, muito frequentemente, fazem a transição para o manuelino, como o Mosteiro da Batalha ou o Convento de Cristo em Tomar. O facto de o manuelino coincidir com o reinado de D. Manuel I, logo com o período mais importante das descobertas, disponibilizando grandes quantidades de capital utilizado generosamente em edifícios religiosos, tornando este estilo muito decorado e original, também é fundamental. Quando a sensibilidade romântica se vira para o passado, procurando referências nacionalistas, obviamente elege o manuelino como expressão máxima da criatividade arquitectónica portuguesa, baseando-se no argumento de ser uma arquitectura puramente nacional.

O neomanuelino é uma arquitectura revivalista, tipicamente romântica, copiando os aspectos mais superficiais da decoração manuelina, aplicada em edifícios adaptados às necessidades do seu tempo. Recorre aos progressos técnicos surgidos com a revolução industrial, tanto ao nível de materiais como de máquinas, escondendo construções modernas, frequentemente com estruturas metálicas (a vanguarda da época). Utiliza todo o tipo de inovações como o tijolo ou revestimentos cerâmicos industriais, preservando, sempre que possível, questões básicas, desenvolvidas no neoclassicismo, como a funcionalidade e a rentabilidade da arquitectura, simplesmente adaptados a outra estética. Segue as grandes construções manuelinas como a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, Mosteiro da Batalha e Convento de Cristo em Tomar, imitando apenas os motivos decorativos mais evidentes. Na verdade nem se preocupa em copiar fielmente as formas originais. Baseia-se essencialmente na diversidade de arcos, cordas, elementos vegetalistas, cinturões, fivelas, pináculos, contra-fortes e escultura. Concentra a decoração em torno de portas e janelas, como os edifícios originais, mas não tenta copiar os complexos programas iconográficos do manuelino.

Principais edifícios

Palácio Nacional da Pena em Sintra – Aparatoso edifício revivalista no cimo da serra de Sintra, integrado num enorme parque ao estilo inglês (designação da tipologia de jardins que copiam a natureza), com um enquadramento paisagístico verdadeiramente único.

Arranjo da fachada do Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa – A fachada principal do mosteiro foi sujeita a obras de restauro e regularização entre 1867 e 1878, segundo projecto de Cinatti e Rambois, incluindo a construção de um corpo central com torre (cai em 1878 durante as obras) e uma nova ala destinada à Casa Pia, onde actualmente se encontra o Museu da Marinha. A corpo central será acabado apenas no início do século XX, seguindo um projecto elaborado em 1895 por Domingos Parente da Silva, eliminando a torre central e simplificando o conjunto.
Estação do Rossio em Lisboa – Edifício concebido pelo arquitecto José Luís Monteiro, em 1886, destinado a ser a estação central de Lisboa, seguindo a tendência europeia de construir estações de caminhos-de-ferro verdadeiramente impressionantes. É constituído por uma espectacular fachada neomanuelina, com arcos, pilastras, contrafortes, platibandas, pináculos e um pequeno torreão com o relógio. Fazem parte do conjunto a cobertura da gare, em arquitectura do ferro, seguindo a estética clássica, e um hotel de luxo, como complemento da estação de caminhos-de-ferro, executado segundo o gosto eclético do final do século XIX.
Palácio Hotel do Bussaco – No meio da Mata Nacional do Buçaco e próximo das Termas do Luso, foi pensado para pavilhão de caça dos reis de Portugal e, posteriormente, em 1888 transformado em hotel, segundo projecto de Luigi Manini.
Quinta da Regaleira em Sintra – É um dos edifícios mais tardios do neomanuelino. O actual edifício foi iniciado em 1904, segundo projecto de Luigi Manini, remodelando a anterior edificação. Recorre a um conjunto decorativo impressionante, baseado em arcos, cordas, platibadas, pináculos e elementos vegetalistas. Todo o conjunto possui referências à maçonaria.
Pirâmide Pizani
Pirâmide: Simboliza a Eternidade. Acreditava-se que uma pirâmide no túmulo, impedia que o Diabo se aproximasse.
Ouroboros em 668

Ouroboros (ou oroboro ou ainda uróboro) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. O nome vem do grego antigo: οὐρά (oura) significa “cauda” e βόρος (boros), que significa “devora”. Assim, a palavra designa “aquele que devora a própria cauda”. Sua representação simboliza a eternidade. Está relacionado com a alquimia, que é por vezes representado como dois animais míticos, mordendo o rabo um do outro.

Segundo o Dictionnaire des symboles [1] o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto fecundação e, em consequência, eterno retorno.

Aforma circular do símbolo permite ainda a interpretação de que a serpente figura o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo. 

Para alguns autores, a imagem da serpente mordendo a cauda, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda da existência. A roda da existência é um símbolo solar, na maior parte das tradições. Ao contrário do círculo, a roda tem certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência, do perecível. 

voltar à rua

2272 conde calhariz de benfica
3578 antiga grafia pre separação brasil em Antonio Alves Rebelo (jornalista)
virar à direita
 
Augusto José Vieira 
Associação registo civil
A Associação do Registo Civil e do Livre Pensamento, de cariz maçónica, é fundada a 5 de Agosto de 1895 [existia já a Associação Promotora do Registo Civil, criada a 18 de Novembro de 1876, de combate ao clericalismo e ao fanatismo religioso e em defesa do estado laico
Em 1911 alterou o nome para Associação Propagadora da Lei do Registo Civil.
Em 1908 realizou-se [na Caixa Económica Operária] o I Congresso Nacional do Livre Pensamento, promovido pela Associação, em Lisboa [de 19 a 22 de Abril], onde é evidente a “luta” pelo registo civil obrigatório [o processo do registo civil inicia-se em 1832 (16 de Maio) por intermédio de Mouzinho da Silveira, sendo depois passado a lei em 1878 (através de Barjona de Freitas). Porém o registo civil obrigatório só virá a acontecer com o Código do Registo Civil, de 18 de Fevereiro de 1911, e onde são “criadas as Conservatórias do Registo Civil em todo o país e instituído o registo obrigatório que substituía (…) os registos paroquiais de Baptismo, Casamento e Óbito” – cf. Boletim do Arquivo Torre do Tombo. Tal mudança, seguida pela promulgação da Lei da Separação das Igrejas do Estado, de 20 de Abril de 1911, foi, de imediato, condenada pelos membros do clero e objecto de uma curiosa encíclica, de resistência às Leis, pelo Papa Pio X]. A 2 de Agosto de 1909, a Associação participa na grandiosa [100.000 pessoas] manifestação anticlerical, de Lisboa. Em 1912 (14 de Janeiro) promove uma manifestação anticlerical, de apoio à lei de Separação.

Em 1910 tinha “3544 sócios” e em 1913 “6009”. Teve a Associação um actividade cívica, cultural e benemérita de Instrução assinalável, tendo sido considerada de utilidade pública em 1926. A Associação foi administrativamente extinta e encerrada em 1938.

Heliodoro Salgado
 
Começou a desenvolver a actividade de jornalista no jornal O Operário de tendências socialistas, porque nessa altura estava inscrito no Partido dos Operários Socialistas. No final da década de oitenta do século XIX começa a aproximar-se cada vez mais das ideias republicanas a que veio a aderir próximo do Ultimato inglês de 1890.
 Manifestou sempre fortes preocupações sociais destacando-se como defensor da instrução popular, da melhoria das condições de vida das classes trabalhadoras e a veemência dos seus textos valeram-lhe em diversas ocasiões a prisão e a censura dos seus escritos. A primeira vez que foi detido foi em 15 de Agosto de 1891 e outras já fomos fazendo referência nas Efemérides mensais que temos vindo a publicar.

“Protótipo do proletário intelectual”[David Ferreira, Dicionário de História de Portugal, vol. V, dir. Joel Serrão, Livraria Figueirinhas, Porto, 1992, p. 425-426], Heliodoro Salgado acaba por morrer com 45 anos. Era considerado um grande orador nos comícios organizados pelos republicanos, para defender as causas dos mais fracos e injustiçados socialmente.
Considerado”um dos progenitores do anarquismo intervencionista” [António Ventura, Anarquistas, Republicanos e Socialistas em Portugal. As Convergências Possíveis (1892-1910), Edições Cosmos, Lisboa, 2000, p.193-205], manteve-se ao longo da vida um “franco-atirador” que considerava: “os partidos políticos são, como as religiões, inimigos da novidade. São improgressivos como congregações. Os seus dogmas chamam-se programas. Cada artigo do programa é um artigo de fé.”[Como estas palavras ainda hoje mostram a sua validade! Talvez ainda mais que no passado.] A dimensão e complexidade do seu pensamento pode ser acompanhado no trabalho supra referido, embora seja de destacar a necessidade de um estudo mais aprofundado sobre este autor socialista, republicano e anarquista.

A partir de 1897 instala-se em Lisboa e, logo no ano seguinte, integra a Comissão Municipal Republicana de Lisboa, ainda que como suplente. Preside também ao Centro Republicano Pátria e à Assembleia-geral da Associação Propagadora do Registo Civil.
Dedicava-se à actividade lectiva de Português, Francês, Literatura, História e Filosofia em regime livre para conseguir alguns proventos para sobreviver em termos materiais.

Assumindo-se desde bastante jovem como republicano e livre-pensador. Foi iniciado na Maçonaria em 1890, com o nome simbólico de Lutero, na Loja Obreiros do Trabalho, de Lisboa, pertenceu depois às lojas União Latina, do Porto (1893) e Elias Garcia, de Lisboa (1897). Foi ainda secretário do Vintém das Escolas e redactor da respectiva publicação. Foi um dos participantes na Conferência Nacional Maçónica da Figueira da Foz em Setembro de 1906.

G da Maçonaria
 
Vários autores apontam vários significados, muitos dos quais absurdos: God, GADU, Grande Geômetra, Ghimel, Gama, Geração, Gênio, Gnose, Gomel, Glória, Gibur, Gibaltrar, etc. Há ainda aqueles autores que, sem conseguirem se aprofundar na pesquisa sobre o tema, preferem afirmar que o verdadeiro significado do “G” é um grande mistério maçônico, talvez nunca revelado. Uma desculpa um tanto quanto poética. A letra G é um daqueles tantos símbolos que sobrevivem aos séculos mas, infelizmente, perdem seu significado original, ganhando vários outros significados ao longo do tempo. E vez ou outra, um desses significados novos prevalece, sepultando de uma vez por todas o original. Séculos atrás, conhecimento era algo raro, reservado a pequena parcela da população, restrito aos poucos com berço ou condições financeiras para tanto. Naqueles tempos, a Geometria era tida quase como uma ciência sagrada, mãe da arquitetura e da construção, sem a qual as Catedrais não podiam ser planejadas e concluídas. As crianças não aprendiam Geometria nas escolas, como ocorre atualmente. Apenas aqueles que trabalhavam com construções aprendiam tais lições. Em resumo, a Geometria era a ciência do maçom operativo, uma ciência que os distinguia dos demais, que tornava possível a execução da Arte Real, que levanta templos às virtudes. A presença do “G” no Templo é representativo da Geometria como a ciência maçônica; como foco do estudo, conhecimento e prática do trabalho maçônico; e principalmente como origem da Arte Real, base para o uso de todas as ferramentas do maçom. Esse significado pode ser comprovado em todos os antigos Catecismos Maçônicos que se tem conhecimento. A letra “G” definitivamente não é “God” ou qualquer outro nome relacionado ao Grande Arquiteto do Universo. Apenas nas línguas anglo-saxãs, a palavra referente a Deus começa com “G”, enquanto que o uso do “G” também sempre constou nos países de línguas latinas. Se “G” fosse God (inglês e holandês) ou Gott (alemão), então nos países como França, Espanha, Itália e Portugal utilizariam um “D”: Dieu (francês), Dios (espanhol), Dio (italiano) e Deus (português). E isso não aconteceu e não acontece, nem nesses países e nem nos que adotam as línguas latinas. Já a palavra “Geometria” mantém sua letra inicial tanto nas línguas anglo-saxãs como nas latinas: Geometry (inglês), Geometrie (holandês e alemão), Géométrie (francês), Geometría (espanhol), Geometria (italiano e português). O surgimento de novos significados para o “G” foi surgindo entre o século XVIII e XIX, quando os intelectuais-maçons da época, achando a simbologia maçônica de certa forma simplista, começam a inventar significados considerados por eles mais profundos e adequados para os símbolos maçônicos e pegar emprestado símbolos de outras fontes (astrologia, alquimia, cabala, templários, etc), criando novos rituais e ritos. Ao indicar num mesmo ritual que uma única letra tem 07 diferentes significados, não relacionados entre si, os “sábios da maçonaria” daquela época, assim como os de hoje, revelam uma informação importantíssima a todo maçom estudioso: na tentativa de “florear” nossa simbologia, se mostram grandes incoerentes. Sim, “G” é apenas “Geometria”. Pode não parecer muita coisa hoje, mas na época era. – See more at: http://www.noesquadro.com.br/2011/10/letra-g-na-maconaria.html#sthash.CRILvs2F.dpuf
#SabiaQue o poema adoptado em 1911 como hino nacional era parte de uma “revista à portuguesa” que subiu à cena num teatro perto da Praça da Alegria pouco depois de Inglaterra nos ter enviado o Ultimatum?…
Monumento ao tarrafal
 
(romaria em abril e 1 de maio)
A Colónia Penal do Tarrafal, situada no lugar de Chão Bom do concelho do Tarrafal, na ilha de Santiago (Cabo Verde), foi criada pelo Governo português do Estado Novo ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936[1] .

Em 18 de Outubro de 1936 partiram de Lisboa os primeiros 152 detidos, entre os quais se contavam participantes do 18 de Janeiro de 1934 na Marinha Grande (37) e alguns dos marinheiros que tinham participado na Revolta dos Marinheiros ocorrida a bordo de navios de guerra no Tejo em 8 de Setembro daquele ano de 1936.

O Campo do Tarrafal, ou Campo de Concentração do Tarrafal, como ficou conhecido, começou a funcionar em 29 de Outubro de 1936, com a chegada dos primeiros prisioneiros.

 
Graal no 5087
 
Monumento aos combatentes
campas anónimas
canhões com delfins
Portugal participou no primeiro conflito mundial ao lado dos Aliados, o que estava de acordo com as orientações da República ainda recentemente instaurada.

A Inglaterra, que mantinha desde há muito uma aliança com Portugal, moveu influências para que o país não participasse activamente na Guerra. O Partido Democrático, então no poder, movido também pelo facto de já existirem combates entre tropas portuguesas e alemãs junto às fronteiras das colónias em África, desde cedo demonstrou interesse em tornar-se parte beligerante do conflito. Em Setembro de 1914 eram enviadas as primeiras tropas para África onde as esperariam uma série de derrotas perante os alemães, na fronteira do sul de Angola com o Sudoeste Africano Alemão e na fronteira norte de Moçambique com a África Oriental Alemã. Apesar destes combates, a posição oficial do Estado português era claramente ambígua. Os partidos de cariz esquerdista estavam ao lado dos regimes da França e da Inglaterra, enquanto que os da direita simpatizavam-se com os regimes das potências centrais (Alemanha e Austro-Hungria). Porém, a questão que se colocava era se Portugal entraria na guerra ou não, já que a entrada de Portugal na guerra seria sempre ao lado da Inglaterra e França. O regime republicano decidiu-se a optar por uma tomada de posição activa na guerra devido a várias razões:

Com vista à manutenção das colónias, de modo a poder reivindicar a sua soberania na Conferência de Paz que se adivinhava com o final da guerra;

A necessidade de afirmar o prestígio e a influência diplomática do Estado republicano bem como a sua legitimação no seio das potências europeias, maioritariamente monárquicas;
A crença de que era imperativo entrar na guerra pelo progresso nacional, ao lado das democracias;
Compromisso de aliança com a Inglaterra, tradicional aliada de Portugal, e afirmação de autonomia de Portugal nas questões bilaterais com a Inglaterra;
Travar a influência alemã nas populações indígenas no sul de Angola e norte de Moçambique e evitar insurreições locais contra o domínio português;
Defender as colónias de uma possível penetração militar alemã que, de resto, se estava a materializar através de escaramuças fronteiriças desde o início da guerra;
A necessidade, por parte do Partido Democrático de Afonso Costa, então no poder, de afirmar o seu poder político, ao envolver o país num esforço colectivo de guerra, tanto em relação à oposição republicana quanto em relação às influências monárquicas no exílio.

No entanto, o principal oponente à entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial foi a Inglaterra. Em Fevereiro de 1916, o antigo aliado português decidiu pedir ao Estado português o apresamento de todos os navios alemães e austro-húngaros que estavam ancorados na costa portuguesa. Esta atitude justificou a declaração oficial de guerra a Portugal pela Alemanha, a 9 de Março de 1916 (apesar dos combates em África desde 1914).

Em 1917, as primeiras tropas portuguesas, do Corpo Expedicionário Português, seguiam para a guerra na Europa, em direcção à Flandres. Portugal envolveu-se, depois, em combates na França.

Neste esforço de guerra, chegaram a estar mobilizados quase 200 mil homens. As perdas atingiram quase 10 mil mortos e milhares de feridos, além de custos económicos e sociais gravemente superiores à capacidade nacional. Os objectivos que levaram os responsáveis políticos portugueses a entrar na guerra saíram gorados na sua totalidade. A unidade nacional não seria conseguida por este meio e a instabilidade política acentuar-se-ia até à queda do regime democrático em 1926.

voltar para tras e descer
1914-1918
canhões do arsenal de Lisboa de 1793 e 1784
guerra colonial ao fundo
arsenal real
subir até saída
FIM

Notas Soltas:

desembarque do Mindelo

A esquadra organizada por D. Pedro IV, contava com 60 navios, cerca de 8.300 homens, sob o comando do almirante britânico George Rose Sartorius.

Deles desembarcaram cerca de 7.500 homens que viriam a ficar conhecidos pela designação de “Bravos do Mindelo”. Entre eles contavam-se muitos mercenários e auxiliares, ingleses, franceses, belgas, polacos, italianos, alemães e espanhóis, excedendo a 6.600 estrangeiros, que representavam mais de 80% do total das tropas.

Os nacionais constituíam três batalhões de Infantaria, um regimento provisório de Infantaria, quatro batalhões de Caçadores, um batalhão de Artilharia, o batalhão de voluntários de D. Maria II, o Batalhão dos Académicos (de que fazia parte Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Joaquim António Aguiar), um batalhão só de Oficiais, um corpo de Guias, um corpo de Engenheiros e três embriões de corpos de Cavalaria.

Ao anoitecer do dia 7 de julho de 1832 instalou-se o pânico entre as forças militares e as autoridades absolutistas do Porto: a esquadra liberal estava à vista, para grande surpresa dos miguelistas que nunca haviam previsto uma invasão por este ponto do país. No entanto, D. Pedro avançou com a sua armada em direção a Vila do Conde, local onde planeara o desembarque.

A escolha deste local, que perpetuou historiograficamente esta operação militar como “Desembarque do Mindelo”, deveu-se ao facto de nele se poder realizar esta operação com facilidade e segurança, uma vez que o mar se apresentava “bastante profundo quase até à areia”.

O desembarque foi rápido e não encontrou qualquer tipo de resistência, sendo, de imediato, tomados os pontos estratégicos da região.

As estradas que ligavam o Porto a Vila do Conde encontravam-se igualmente tomadas e os liberais estavam também em condição de observar as movimentações que as forças absolutistas estacionadas em Leça realizariam.

O desembarque permitiu às forças liberais tomar a cidade do Porto no dia 9 de julho de 1832, apanhando de surpresa o exército miguelista que haveria de as submeter ao prolongado Cerco do Porto.

D. Miguel acabou por capitular em 1834, com a Concessão de Évora Monte, abrindo caminho à implantação definitiva do Liberalismo.

Coroa de Flores Significa Respeito.

Cruz e Âncora: Esta combinação refere-se a fé em Cristo. Neste caso, Cristo é a âncora (segurança) da alma.

Acácia: Simboliza a imortalidade da alma.

Flor-de-lis: Significa chama, paixão e ardor.

Papoila: É uma alusão a morte, ou sono eterno da paz.

Rosa: A rosa vermelha representa o martírio de Cristo, e a rosa branca significa pureza e virgindade. Rosas entrelaçadas significam um forte elo afetivo entre o falecido e um familiar (mãe e filho, por exemplo). Um ramalhete de rosas indica beleza e virtudes que o falecido possuia.

Grinalda – Guirlanda: O uso de grinaldas e guirlandas tem origem na civilização grega. Geralmente representa a vitória, ou redenção no cristianismo. A grinalda de louro é encontrada em túmulos daqueles que atingiram destaque nas artes ou na carreira militar. A grinalda de hera simboliza alegria e jovialidade. A Grinalda nupcial é encontrada no túmulo de um jovem noivo, ou noiva. A grinalda adornada com um livro e uma luva, era usada nos túmulos de jovens moças. A grinalda de rosa representa a beleza e virtudes do falecido.

Crânio: No século XVII, o crânio foi esculpido de perfil associado a um fêmur, ou frontal sobreposto aos ossos cruzados. É muito comum encontrá-lo acompanhado da inscrição latina Memento Mori, ou Lembra-te que hás de morrer.  Em todas as representações, é mais uma variação da morte personificada.

Acanto: Representa o Jardim Divino, ou o Jardim do Céu.

Cardo: Está associado à tristeza. Também é uma variação da coroa de Cristo; ou representa a

Cachorro – Cervo: Significam lealdade e fidelidade.

Ampulheta: Retratada na posição horizontal ou vertical, simboliza o transcurso e o escoamento do tempo de vida. A ampulheta flamejante significa a Eternidade. Também é encontrada associada à crânios e asas.

Cadeira: Uma cadeira desocupada está associada a morte de uma criança. Simboliza o vazio deixado na vida dos familiares.

Bíblia: A Bíblia é encontrada aberta, representando uma pessoa religiosa.

Livro: O livro possui vários significados: pode representar o Livro da Vida; o aprendizado; o Conhecimento ou memória do falecido.

Tocha: É um dos emblemas da traição, e assim está ligada à crucificação (paixão de Cristo).  Uma tocha invertida significa a morte.

Trompete: Geralmente é encontrado sendo tocado por Anjos, significando o Chamado do Juízo Final.
Palma: Para os antigos romanos é símbolo de vitória. Para os cristãos, significa a glorificação celestial, representando o triunfo dos mártires sobre a morte. Quando Cristo segura um ramo de palmeira significa sua vitória sobre o pecado e a morte.
Maçonaria
 

Maçonaria, forma reduzida e usual de franco-maçonaria,[2] é uma sociedade discreta e por essa característica, entende-se que se trata de ação reservada e que interessa exclusivamente àqueles que dela participam.[3]

A maçonaria é, portanto, uma sociedade fraternal,[8] que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raçareligião,[8] ideário político ou posição social. Suas principais exigências são que o candidato acredite em um princípio criador, tenha boa índole, respeite a família, possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição,[8] aniquilando seus vícios e trabalhando para a constante evolução de suas virtudes.

Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autônomas, designadas por oficinasateliers ou (como são mais conhecidas e designadas) lojas.

Existem no mundo aproximadamente 3,6 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes: 1,5 milhão nos Estados Unidos (em 1965 eram cerca de 4 milhões); 250 mil na Inglaterra. 170 mil no Brasil e 1,6 milhão no resto do mundo (dados de 2008).[1]

 
Três Pontos
Nós, maçons, utilizamos após algumas letras três pontos em forma triangular. Essa maneira de pontuar é adotada principalmente como uma forma de abreviação de palavras de uso constante.
Xenofonte, servia-se de signos particulares para reter o conhecimento das palavras proferidas por Sócrates. As abreviaturas eram tão comuns nos manuscritos do século VI que o Imperador Justiniano foi obrigado a proscrevê-las.

Do mesmo modo, a partir do século X, as abreviações eram tão utilizadas que em 1304, Filipe O Belo, rei da França, publicou uma ordenação para proibir em atas notariais e nos autos jurídicos o uso de abreviaturas. Os três pontos utilizados na maçonaria têm, portanto, sua origem nas abreviaturas, tradição antiguíssima que foi trazida até nós ao longo dos anos. Dessa forma, inicialmente, o emprego da abreviatura em documentos maçônicos deve ter sido sugerido pela preocupação como segredo.

Assim, os três pontos tornaram-se, um símbolo maçônico, o símbolo da DISCRIÇÃO, o que constantemente é trazido à lembrança de nós maçons no momento em que apomos nossas assinaturas em qualquer documento.

Ao mesmo tempo em que os três pontos, na forma de triangulo eqüilátero, produzem o triangulo, primeira figura das superfícies geométricas e aquela de deu origem a trigonometria, base de todas as medidas. Os simbolistas dão ao triangulo a idéia de eternidade ou de Deus, sendo que os três ângulos significam para eles Sabedoria, Força e Beleza atributos de Deus.

Esse símbolo pode representar também o Sal, o Enxofre e o Mercúrio que, segundo os hermetistas2, eram os princípios da obra de Deus, ou ainda, representa as três fases da revolução perpétua: nascimento, vida e morte.

Nesse sentido o triangulo, a mais simples das figuras geométricas, tornou-se a representação gráfica da idéia ternária a qual está ligada a: (i) pai, mãe e filho; (ii) passado, presente e futuro; (iii) dia, noite e aurora; (iv) sentir, pensar e agir; (v) vontade, sabedoria e inteligência. Destaca-se ainda a existência de centenas de ternários.

Ao colocar os três pontos após o seu nome, a Maçonaria pretende relembrar cada maçom dos compromissos assumidos no dia de sua Iniciação, em particular, do juramento prestado.

Guerra Peninsular
A Guerra Peninsular (1807–1814) foi um conflito militar entre o Primeiro Império Francês e os seus aliados do Império Espanhol, contra a aliança do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda e do Reino de Portugal pelo domínio da península Ibérica durante as Guerras Napoleónicas. O conflito teve início quando os exércitos franceses e espanhóis invadiram e ocuparam Portugal em 1807, tendo voltado em 1808 após a França se ter voltado contra a Espanha, sua aliada até então. A guerra prolongou-se até à derrota de Napoleão pela Sexta Coligação em 1814, sendo vista como uma das primeiras guerras de libertação nacional e significativa na emergência da guerrilha em grande escala.

A guerra peninsular coincide com o que os historiadores hispanófilos denominam “Guerra de Independência Espanhola”, a qual teve início com o levantamento de dois de maio de 1808 e terminou em 17 de abril de 1814. A ocupação francesa destruiu o governo da Espanha, que se fragmentou em diversas juntas provinciais que se disputavam entre si. Em 1810, o reconstruído governo de nacional, as Cortes de Cádis, fortificou-se em Cádis, embora não tenha conseguido reorganizar o exército devido ao cerco de mais de 70.000 soldados franceses. Eventualmente, as forças britânicas e portuguesas asseguraram o controlo de Portugal, usando o país como ponto de partida de campanhas contra o exército francês e para o abastecimento das tropas espanholas. Ao mesmo tempo, o exército e as guerrilhas espanholas empatavam um número considerável de tropas napoleónicas. As forças aliadas, tanto regulares como irregulares, impediram os marechais franceses de subjugar as províncias espanholas rebeldes ao restringir o domíno territorial francês, fazendo com que a guerra se prolongasse por vários anos de empate.

Os longo período de combate em Espanha representou um fardo pesado para a Grande Armée francesa. Embora os franceses obtivessem vitórias em batalha, as suas comunicações e linhas de abastecimento eram sistematicamente sabotadas e as suas unidades eram frequentemente isoladas, assediadas ou dominadas por partisans que praticavam uma guerrilha intensiva de raides e emboscadas. Embora os exércitos espanhois fossem sucessivamente derrotados e empurrados para a periferia, reagrupavam-se e perseguiam incessantemente os franceses.[1] [2]

As forças britânicas, sob o comando de Arthur Wellesley, organizaram diversas campanhas contra os franceses em Espanha com o apoio português. O exército português, desmoralizado na sequência das invasões napoleónicas, foi reorganizado e reequipado sob o comando do general William Carr Beresford.[3] Carr fora nomeado comandante-chefe das forças portuguesas pela família real no exílio, combatendo integrado no exército anglo-português sob o comando de Wellesley. Em 1812, quando Napoleão partiu com grande parte do exército francês para a desastrosa campanha de conquista da Rússia, um exército conjunto aliado liderado por Wellesley entrou em Espanha e conquistou Madrid. Perseguido pelo exército espanhol, britânico e português e sem apoio de França, o marechal Nicolas Jean de Dieu Soult bateu em retirada, guiando o desmoralizado e exausto exército francês pelos Pirenéus durante o inverno de 1813-14.

A guerra e a revolução contra a ocupação napoleónica levaram à redação da Constituição espanhola de 1812, um marco do liberalismo europeu.[4] No entanto, o esforço de guerra destruiu o tecido social e económico de Portugal e Espanha e provocou um período de instabilidade social e política e estagnação económica. Neste período, desencadearam-se na península diversas e devastadoras guerras civis entre facções liberais e absolutistas, lideradas por oficiais treinados na guerra peninsular, e que se prolongaram até à década de 1850. As sucessivas crises provocadas pela invasão, revolução e restauração precipitaram a independência de grande parte das colónias espanholas e a independência do Brasil de Portugal.

Alfa e Omega

Encontrar letras soltas e acrónimos nos cemitérios é bastante comum.
Desde o tradicional PNAV – que significa “Padre Nosso Ave Maria” e que pretende ser um pedido, a quem passa pela lápide, para rezar um Padre Nosso e uma Ave Maria pela alma do defunto – até ao INRI – do latim Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum ou seja “Jesus de Nazaré Rei dos Judeus” – e passando claro, pelas letras gregas Α (alfa) e Ω (ómega).

O mais óbvio, válido para qualquer contexto, é o facto destes símbolos representarem a primeira e última letras do alfabeto grego e por isso serem continuamente associadas ao princípio (alfa) e ao fim (ómega). Qual o princípio e qual o fim já depende, efectivamente, do contexto em que eles são usados.

Uma das mais famosas utilizações é, sem dúvida no Apocalipse, ou Livro das Revelações (21:6), quando Jesus se senta no trono e exclama:
«Está feito! Eu sou o Alfa e o Ómega, o principio e o fim.»
Há também uma associação comum do Alfa à Luz e do Ómega às Trevas, mas num contexto cemiterial, as letras gregas são usadas muitas vezes junto das datas de nascimento e morte: Α (alfa) para o início da vida, o nascimento e Ω (ómega) para a morte, representando o fim da vida.

É ainda, relativamente, comum ver as duas letras sobrepostas ou entrelaçadas e em alguns casos é ainda acrescentada a letra Μ (mu), a décima segunda letra do alfabeto grego que, estando a meio deste, é por vezes usada para para representar continuidade: aquilo que está entre o Α (alfa) e Ω (ómega) ou seja, neste nosso contexto, a vida.

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