#PerguntaSingela:

#PerguntaSingela: parece que em 2006 Cavaco Silva recusou contribuições de partidos porque tinha em orçamento mais de dois milhões de euros de “donativos particulares”…
é muito dinheiro…
De onde veio?
Porque foi dado?…
Quem deu?…
“A memória do futuro não se faz a partir de uma tábua rasa” (Manuel Alegre respondendo a Francisco Louçã em 2006)
“Um dos pressupostos do neoliberalismo é o de que é preciso criar riqueza para depois a distribuir melhor. Fazer crescer o bolo antes de o repartir. Os factos têm desmentido regularmente este proclamado principio. O que se tem visto com frequência é que o enriquecimento vem a par do aparecimento de desigualdades”
Manuel Alegre (2006)
Uma das principais razões para o abstencionismo e para a perda generalizada de confiança dos cidadãos nos partidos políticos foi induzida pela fragmentação crescente das estruturas sociais, pelo individualismo que marca a era pós-moderna e pela imposição do “pensamento único” neoliberal e austeritário (escola de Viena) aos partidos tradicionais.
Este triplo impulso aproximou todos os partidos tradicionais do Centro (PS, PSD e CDS) e contribuiu para a apresentação de programas eleitorais cada vez menos diferenciados e que não permitem aos eleitores compreenderem as alternativas eleitorais com clareza.
So pode haver democracia se existirem verdadeiras alternativas que consigam ir além do interpreto (“fulano”) que apresenta ao eleitorado os seus programas cada vez mais indistintos uns dos outros.
A resposta do eleitorado é assim dupla: desinteresse e abstenção.
“A Segurança de um país já não é assegurada pela tradicional defesa militar territorial. A segurança é colectiva, interdependente e recíproca. O poderio militar é hoje comprovadamente insuficiente para garantir a imposição da vontade politica”
Manuel Alegre (2006)
A concorrência absoluta imposta pela hiperglobalização arrasta o mundo laboral para uma competição de baixos salários e direitos. Isto erode os rendimentos fiscais dos Estados (que, com a liberdade de movimentos de capitais, dependem cada vez mais dos impostos sobre o trabalho), a capacidade das economias para se auto-sustentarem pela perda de papel da Procura e agravam o fosso de rendimentos entre os mais ricos e a esmagadora maioria da população, com vínculos laborais cada vez mais precários e salários mais baixos.
“Nós temos um problema grave em Portugal de organização. Os portugueses são considerados os melhores lá fora e olhamos para Portugal e temos trabalhadores desmotivados. Faltam-nos as tais elites, os gestores, gente que saiba motivar os trabalhadores”
Fernando Negrão, Jornal i de 12 fevereiro 2016
é irónico e, simultaneamente, triste, saber o quanto um pais soberano e quase milenar como Portugal depende de uma pequena agência de rating canadiana (com menos de 40 empregados), a DBRS que se, em abril, decidir cortar o rating do nosso pais vai levar ao corte do acesso ao programa de compra de ativos do BCE e, a prazo, levar a um segundo resgate.
(PS curiosamente o corretor ortográfico sugere a troca de “rating” por “ratos”…)
Sobre as audições parlamentares no caso BES: “havia pessoas que nós ouvíamos e eu ficava a pensar, como é possível aquela pessoa ocupar aquele cargo? Não tinha perfil, não tinha capacidade de raciocínio e eu perguntava-me a mim próprio qual é o critério de escolha para determinados cargos”
Fernando Negrão, jornal i de 12 fev 2016
“O ministro da Justiça está no meio de corporações que gozam de autonomia e de independência e, portanto, é uma espécie de pivot sem grande poder de influência”
Fernando Negrão, antigo ministro da Justiça
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