MDP

“A JSD tem 18 deputados na AR e uma série de gente em gabinetes da administração pública e no Governo. A JSD tem medo de perder as suas regalias”
Antonio José Seguro em meados de 1990
As juventudes partidárias de escolas de cidadania tornaram-se em universidade do Aparelho e de mas práticas de corrupção da democracia interna nos partidos.
Sem o seu papel original fará sentido que continuem a existir?
Por isso o MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos está a debater a necessidade da sua extinção ou não.
António Costa explicando à Antena 1 em 2012 porque que os círculos uninominais não interessam aos aparelhos dos grandes partidos: “porque sabem que vem desorganizar totalmente as estruturas de poder interno dos partidos”.
Concordamos com esta análise e é por essa razão que os círculos uninominais (modalidade exata a definir) se encontram entre as propostas (em debate) do MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos
“A partidocracia é um fenómeno impossível de evitar, mas em Portugal está um pouco inflacionado”
Paulo Rangel, eurodeputado do PSD
Como resolver esta “inflação”?
Em 2007, a candidatura de Filipe Menezes à liderança do PSD teria – alegadamente – contratado os serviços de um hacker em Madrid para desencriptar o algoritmo de geração do código de pagamento de quotas de militante pelo multibanco.
Segundo um “menezista” (citado em Vítor Matos “Os Predadores”) “sem termos obtido o algoritmo, nunca teríamos ganho as eleições”.
O algoritmo permitiu o pagamento massivo de quotas e a corrupção democrática desse processo eleitoral demonstrando que é no pagamento de quotas que assenta a forma principal de restauro da democracia interna dos partidos.
Concorda com o pagamento de quotas nos partidos políticos? E se estas fossem abolidas?…
“Porque que é que o militante não vota de acordo com a sua cabeça? E as pessoas que estão nas estruturas acham isso naturalíssimo. Ainda hoje tudo isso me surpreende. Independentemente da sua cultura e posição social, as pessoas fidelizam o seu voto anulando o seu julgamento pessoal, o que não acontece nas eleições gerais.”
Paulo Rangel, eurodeputado do PSD
Como “libertar” o voto dos militantes em eleições internas?
“O que começou a suceder em Portugal neste inicio do século XXI foi uma banalização do caminho único, em que os partidos se associam nos negócios de uma partilha de linguagem e de poder em que começa a ser cada vez mais difícil distinguir o que os separa e divida, o que os opõe, para lá de um mero conflito de personalidades e de estilos de quem os dirige”
Nuno Júdice (2006)
Na campanha interna que haveria de levar Passos Coelho à liderança, em apenas 5 dias, em Gaia (terra do aparelhista Marco António) os militantes com quotas pagas e capacidade eleitoral passaram de 1609 para 3200.
O pagamento massivo de quotas por terceiros leva à corrupção democrática dos processos eleitorais internos dos partidos e a sua solução (pela abolição da ligação entre quotas e capacidade eleitoral ativa) pode ser uma forma de desatar este nó górdio
“O cada vez maior afastamento dos partidos da sociedade, sobretudo dos grandes partidos, a par do seu cada vez maior entricheiramento nas instituições, tem levado a fenómenos de colusão, ou de cartelizaçäo, entre os grandes partidos. Ou seja, a entendimentos alargados entre os grandes partidos para reformas politicas (no financiamento partidário, em sede de reforma eleitoral, etc) que os protegem mutuamente dos refluxos eleitorais e concorrem para o fechamento artificial do mercado politico”
André Freire, O Futuro da Representação Politica Democrática
Como abrir os partidos aos cidadãos e à sociedade civil?
No último debate entre Passos, Aguiar-Branco e Paulo Rangel havia uma equipa de profissionais, alguns com três computadores e vários telemóveis à sua frente a escreverem no Twitter que “o Rangel estava nervoso”, “o Rangel estava nervoso” e “mais fraco do que o costume”. Isto criou um ambiente negativo e foi repetido até por jornalistas e comentadores televisivos.
Os orçamentos de campanha em eleições internas devem ser públicos estando listadas – com detalhe – a existência de equipas de markeeters e “especialistas” de redes sociais? Mais transparência é Mais Democracia nas eleições internas dos partidos.
Esta é uma das propostas (em debate aberto) do MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos.
“Os partidos políticos da esquerda, os sindicatos, nasceram na revolução industrial, no século XIX, com as grandes concentrações proletárias. Era fácil fazer naquela altura a representação, o discurso politico da unificação. Hoje estamos na era da deslocalização, da dispersão, da fragmentação. E é por isso que surgem outras formas de fazer politica e que os eleitorados se afastam das orientações dos partidos tradicionais”
Manuel Alegre (2006)
“Começou tudo nos governos do Bloco Central (PS e PSD). Essa é a primeira leva de aparelho que marca o PSD, mas sobretudo o PS. É uma lógica de puro poder sem causas. Foi no Bloco Central que se deu a primeira dentada na maçã e a seguir foi no cavaquismo que se plantou o jardim das macieiras”
Nuno Morais Sarmento (ex-ministro do PSD)
As juventudes partidárias de escolas de cidadania tornaram-se em universidade do Aparelho e de más práticas de corrupção da democracia interna nos partidos.
Fará hoje sentido que continuem a existir?
Participe neste debate do MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos defende a sua extinção.
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