MDP

Os crescentes níveis de abstenção, eleição após eleição, indicam que a nossa democracia está doente. Esta doença é também reflexo do bloqueio e défice democrático interno dos partidos políticos.
Foi o reconhecimento deste bloqueio e da incapacidade dos partidos para o ultrapassarem (a partir do seu interior) que impulsionou este grupo de cidadãos, militantes, simpatizantes, eleitores e cidadaos não partidariamente alinhados a reunirem-se e a fundarem este movimento pela regeneração da democracia interna nos partidos políticos.
Participe!
Entre muitas outras coisas o MDP será, também, um laboratório de democracia participativa interna para os partidos políticos, ou seja, uma forma de produção laboratorial de ideias e propostas concretas para a sua reforma e desenvolvimento internos.
A fulanização dos partidos políticos é fruto da decomposição da democracia que resulta da hipersimplificação da mensagem politica promovida pelos Media, pela redução do espaço da soberania (por transferência para órgãos supranacionais) e pela perda de identidade dos partidos
Esta fulanização é permitida pelos Estatutos partidários e pela forma como os lideres nacionais e locais são eleitos.

Participe!
“A criação das Primárias era uma excelente intenção. Mas acabou por ser uma extensão do diretório. Foi muito residual o número de pessoas que disseram que se queriam inscrever como simpatizantes”
Madalena Alves Pereira, antiga líder distrital de Setúbal (PS)

Participe!
“O governador civil fez saber ao ministério que os povos de Vimioso, Alcanissas e Miranda se haviam levantado com selvagem independência e tinham fugido com a urna para os desfiladeiros das suas terras”
A Queda de um Anjo, Camilo Castelo Branco (século XIX)
“Os caciques (dos partidos do século XIX) quando não se limitavam a representar os influentes, dependiam do tráfego de cunhas e da sua capacidade de intimidar os eleitores recalcitrantes, através das autoridades ou por intermédio de bandos de caceteiros pagos em dinheiro ou em espécie”
Vasco Pulido Valente, O Poder e o Povo, Gradiva, 2004
“A vida dos partidos e a vida do Estado estão em grande percentagem inquinadas por uma geração de políticos profissionais cujos currículos se construíram no interior dos aparelhos partidários e dos interesses que aproveitaram as brechas entretanto criadas no sistema. É urgente que se altere este panorama”
Pedro Passos Coelho (2010)
“Um em cada seis governantes foi antes deputado, sem experiência anterior em administração de empresas nem na função pública”
Francisco Louçä, João Teixeira Lopes e Jorge Costa (2014)
A tese de doutoramento do deputado socialista Miguel Coelho indica que, dsde 1991, todos os presidentes das sete maiores empresas de transportes (CP, REFER, Metro, Carris, TT, Soflusa e APL) mudam consoante a cor do governo e, praticamente todos, eram militantes ou do PS ou do PSD.
Esta é a cultura de possessão do Estado que importa mudar desenvolvendo a CRESAP e os mecanismos de recrutamento e reconhecimento de mérito dentro do funcionalismo público.
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em
Quando na sua tese de doutoramente, o socialista Miguel Coelho analisou a filiação partidária dos directores distritais da Estrada de Portugal desde 1991 e concluiu que eram, quase todos, militantes do PS e do PSD e rodavam sempre que rodava o governo.
Esta é a cultura de possessão do Estado que importa mudar… a MDP está a debater o desenvolvimento da CRESAP e os mecanismos de recrutamento e reconhecimento de mérito dentro do funcionalismo público.
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em https://goo.gl/SkBrwa
Participe!
Praticamente todos os directores dos centros distritais da Segurança Social são militantes e dirigentes de partidos politicos e não técnicos de carreira da Função Pública.
Esta é a cultura de possessão do Estado que importa mudar desenvolvendo a CRESAP e os mecanismos de recrutamento e reconhecimento de mérito dentro do funcionalismo público.
Movimento pela Democratização dos Partidos:
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Democratizar os Partidos é
Democratizar a Democracia
Movimento pela Democratização dos Partidos:
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“A lógica aparelhística cria uma vida politica virtual, sem historia e sem memória”
Manuel Alegre (2206)
Podemos ser parte do problema, pelo silencio cúmplice
Ou parte da solução, pela identificação dos problemas e pela participação activa na resolução dos mesmos…
Qual será a sua opção?
Democratizemos os partidos
Reformemos a Democracia
São meninos, normalmente de classe média-baixa, que tiram uns metacursos nas privadas, que entram para as juventudes partidárias aos 14 anos, como aquele Miguel Relvas. Bastava olhar para a a cara dele: aquilo brilhava de estupidez. São estes os políticos que temos. À esquerda, à direita. Ou, então, espertalhões sem palavra. Não tenho a menor dúvida de que o Paulo Portas é espertalhão, que é completamente diferente de ser inteligente. Eu penso que isto é pacífico, é óbvio, não é?” 
António Lobo Antunes, em entrevista ao “Jornal de Negócios”
 

“No âmbito local, ou pelo menos aqui no PSD da Trofa, 95% do tempo a fazer politica era passado a cacicar e a gerir a rede”
Antigo dirigente do PSD da Trofa citado por Vítor Matos em “Os Predadores”

#SabiaQue a Albânia está muito mais perto do que se pensa?… De facto, Tirana está aqui mesmo, em Santo Antonio dos Cavaleiros onde nas eleicoes para a FAUL de 2015, Marcos Perestrello – o candidato afecto a Antonio Costa – somou uns notaveis 97.8% de todos os votos expressos.

“Havia nos livros do partido uns milhares de militantes, mas estes não existiam como tal. Em cada secção do partido havia 100, 200 inscritos, em que nem 10% frequentavam as sedes e as reunioes e metade destes eram membros da nomenclatura partidária. A esmagadora maioria dos membros que aparecia como pagando quotas efetivamente nao pagada (…). O pagamento coletivo de quotas era uma maneira de manter o controlo politico de federações ou distritais ou de inflacionar o numero de militantes para garantir mais poder de negociacao e mais delegados ao congresso”
José Pacheco Pereira, lider do PSD Lisboa entre 1996 e 1998
“Havia muita gente que estava nos cadernos eleitorais, mas nao sabia que era militante do PS. Na freguesia de Rapa (Guarda) (…) uma pessoa minha conhecida nao tinha pago quotas nem se lembrava de ter assinado o que quer que fosse para ser militante. Na altura da votacao, os cartoes de militantes estavam na posse de dirigentes que controlavam o processo e os votos apareciam descarregados”
Jose Pires Veigas. Diretor de Campanha de Fonseca Ferreira na campanha para a distrital da Guarda de 2012
#SabiaQue quando Antonio Fonseca Ferreira quis candidatar-se à federação do PS da Guarda (em 2012) percorreu a pé algumas aldeias do concelho de Celorico da Beira, batendo porta a porta, seguindo a listagem dos militantes no caderno eleitoral. Nessa sua “expedição” haveria de descobrir que um em cada quatro ou cinco confirmavam que eram mesmo militantes. Alguns afirmavam serem “eles” a pagarem as quotas… Quem eram eles?
#SabiaQue no tempo da concelhia de Gondomar de Valentim Loureiro os galopins do “major” instalavam autênticos call centers para telefonarem aos militantes e os chamarem a votar no congresso?
#SabiaQue na Gondomar de Valentim Loureiro, havia funcionários da autarquia que “faziam” militantes às centenas? Destacando-se em especial o “Quim PPD” que entregava na secção molhos de fichas de novos militantes arrebanhados nos bairros sociais da terra.
(nota: nos outros grandes partidos do sistema representativo português também há outros “Quims”…)
“Em Famalicão, como em outros lados, a escolha dos deputados não é feita pelo mérito das pessoas ou pelos resultados eleitorais do partido, mas pela dimensão das concelhias”
Virgílio Costa, antigo dirigente do PSD local

é falso que os partidos sejam “corruptos” ou que estejam “cheios de corruptos”.
Os partidos sao uma parte essencial da Democracia, são estruturalmente democraticos e livres e a esmagadora maiora dos seus militantes estao bem intencionados e respeitam a Lei e as regras basicas da democracia interna.
Mas a forma actual de democracia interna favorece quem conhece o sistema e as suas fraquezas e possibilita a ascensao de galopins e a perversao da democracia interna.
Nao estao mal os partidos.
Está mal a sua democracia interna.
Mas este mal pode ser curado.
Assim o queiram os seus militantes e uma liderança esclarecida.

É verdadeira a acusação deixada por uma militante socialista que Sérgio Cintra, presidente da Gebalis em Lisboa, pediu aos presidentes de junta socialistas que “angariassem” entre 500 a 1000 simpatizantes, para as Primárias de 2015 entre Costa e Seguro, “mesmo que tivessem que recorrer às bases de dados das juntas, e aos funcionários, colaboradores e avençados? Segundo esta militante, os presidentes de junta teriam sido avisados que “caso isto acontecesse” as juntas ficariam com o “relacionamento” com a Câmara Municipal de Lisboa em “risco”.
Não há dúvidas de que este tipo de práticas ocorre em todos os “grandes” partidos (PS, PSD e CDS) e que boa parte dos seus militantes não se revêem nestas práticas…
E que temos que fazer algo para acabar com isto!
Fora e Dentro dos Partidos!
A fulanização dos partidos políticos é fruto da decomposição da democracia que resulta da hipersimplificação da mensagem politica promovida pelos Media, pela redução do espaço da soberania (por transferência para órgãos supranacionais) e pela perda de identidade dos partidos
Esta fulanização é permitida pelos Estatutos partidários e pela forma como os lideres nacionais e locais são eleitos.
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em
“A criação das Primárias era uma excelente intenção. Mas acabou por ser uma extensão do diretório. Foi muito residual o número de pessoas que disseram que se queriam inscrever como simpatizantes”
Madalena Alves Pereira, antiga líder distrital de Setúbal (PS)
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em
“A vida dos partidos e a vida do Estado estão em grande percentagem inquinadas por uma geração de políticos profissionais cujos currículos se construíram no interior dos aparelhos partidários e dos interesses que aproveitaram as brechas entretanto criadas no sistema. É urgente que se altere este panorama”
Pedro Passos Coelho (2010)
“O problema é que o português é muito invejoso. E tem medo de ter opinião porque se for contra o partido, pode ir para a rua, porque foi o partido que lhe deu emprego. Os partidos empregam cerca de 60 mil pessoas, cada vez que estão no poder é uma quantidade de gente que entra e sai”
Carlos Barbosa, Presidente do ACP
Entrevista ao i de 21 nov 2015
“A militância nos partidos políticos desmorona-se. Na Grã-Bretanha, menos de 1% da população está filiada num partido politico. O número de Tories declinou de 3 milhões nos anos 50 do século XX para 134000 hoje, um desempenho que teria posto qualquer empresa privada nas mãos de um administrador de falências”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Os estatutos de alguns partidos (como o PS) impedem que um militante uma moção global sem ter que assumir – também – uma candidatura à liderança do partido – algo que evidentemente não está nos planos de muitos nem ao alcance ou disponibilidade de muitos. Essa limitação, sem sentido a não ser o dissuasório, deve ser eliminada dos estatutos.
“Os eleitores estão anestesiados, como estão anestesiados não assustam os partidos, como não assustam os partidos eles não mudam e como não mudam alimentam a apatia”.
Daniel Oliveira
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