Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“O rácio de dependência da velhice (o número de pessoas com mais de 65 anos em relação ao número de pessoas entre os 20 e os 64 subirá de 28% para 58% e isto assumindo que a União Europeia deixa entrar um milhão de jovens imigrantes por ano”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Em San Bernardino (Califórnia) o advogado da cidade aconselhou as pessoas a trancarem as portas e a carregarem as suas armas porque a cidade já não se podia permitir ter policia”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Estado ainda está preso na era da integração vertical, quando Henry Ford pensava que fazia sentido ser dono das ovelhas cuja lã era usada no estofo dos assentos dos seus carros”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Gabinete Nacional de Estatística da Grã-Bretanha calculou que a produtividade no setor privado de serviços aumentou 14% entre 1999 e 2013. Em contraste, a produtividade do setor público caiu 1% entre 1999 e 2000. Os governos precisam de aprender com as melhores práticas muito da mesma maneira que nos anos 80 do século XX as empresas que se iam alargando aprenderam com o método de produção da Toyota”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A revolução das Tecnologias de Informação está a roubar ao Estado aquilo que era uma das suas grandes fontes de poder – o facto de possuir mais informação do que quem quer que fosse. Esta revolução é também parte de uma possível cura da “doença dos custos de Baumol”. William Baumol, um economista americano, defendeu que era impossível reduzir o tamanho do Estado porque estava concentrado em áreas de trabalho intensivo, tais como os cuidados de saúde e a educação, onde a despesa continuará a subir mais depressa que a inflação. A produtividade no setor público tem sido, de facto, miserável. Mas os computadores e a Internet estão a começar a fazer pelos serviços o que as máquinas fizeram pela agricultura e pela indústria. Podemos ver hoje de borla no nosso iPad os melhores professores do mundo em vez de termos de pagar bem para ouvir gente medíocre em salas de aula malcheirosas”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“é preciso ser doido para preferir viver num Estado falhado como o Congo, onde a ausência do Leviathan torna a vida verdadeiramente repugnante, animalesca e curta, do que num Estado grande e bem governado como a Dinamarca. Ao pagar bens públicos como a educação e os cuidados de saúde, os governos podem aumentar a sua eficiência, assim como o nosso bem-estar. O sistema de saúde supostamente privado dos EUA custa mais em impostos aos seus habitantes e fornece pior saúde do que o sistema público sueco. Uma das razões pelas quais a Alemanha é muito mais bem-sucedida que a Grécia é que tem um Estado bem-sucedido que é capaz de recolher impostos, fornecer serviços e granjear respeito. O mesmo se poderia dizer de Singapura comparada com a Malásia, da China com a Rússia ou do Chile com a Argentina”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“William Gladstone (ministro das finanças e primeiro ministro britânico de meados do século XIX) usou a Transparência – uma contabilidade cristalina e uma oratória brilhante na tribuna – como uma das mais importantes armas contra o desperdício: enquanto as finanças do século XVIII tinham sido basicamente incompreensiveis, Gladstone e os contemporâneos asseguraram-se de que era tao fácil quanto possível ver de onde vinha o dinheiro e para onde ele ia. A transparência era guardiã da frugalidade, tal como a confusão tinha sido a serva da prodigalidade”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“William Gladstone (ministro das finanças e primeiro ministro britânico de meados do século XIX) escreveu que todas as responsabilidades podiam ser transferidas para a administração local com o fundamento de que era mais provável que o governo local detectasse o desperdício e menos provável que o tolerasse”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge
No relatório de Sir Stafford Northcote e Sir Charles Trevelyan de 1854, dizia-se que “o velho sistema britânico do patrocínio tinha permitido à aristocracia usar os serviços públicos como deposito dos seus membros menos talentosos, para os ociosos e inúteis, o tonto da família, o tuberculoso, o hipocondríaco, aqueles que têm tendência para a loucura. Em profissões bem administradas, os que são capazes e enérgicos sobem até ao topo e os medíocres e ineficientes permanecem no fundo. Nas entidades públicas, pelo contrário, a regra geral E que todos ascendem juntos”. A solução proposta pelos redatores era recrutar candidatos na base do seu desempenho em exames abertos e depois promovê-los na base das suas realizações. O exame aberto testaria a inteligência geral dos candidatos em vez da sua mera classificação académica. A mensagem era tanto de reforma moral como de eficiência administrativa”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Alexis de Tocqueville, em 1830, concluiu que a democracia constitucional da América estava a funcionar tão bem que o pais podia gerir-se sem qualquer governo a não ser o das assembleias locais”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge”
“Em 1838, Andrew Jackson escrevia que “o melhor dos governos é aquele que menos governa” e indicada a administração dos correios, os asilos de alienados e a inspecção de padarias (!) como sendo funções que os governos nunca poderiam acometer.”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Teddy Roosevelt, presidente dos EUA de 1901 a 1909 escreveu que “a empresa é uma criatura do povo, não se lhe pode consentir que se torne senhora do povo. Roosevelt via o capitalismo como uma máquina sem rival de criação de riqueza; queria apenas usar o poder do Estado para garantir que o capitalismo funcionava melhor. Queria desmantelar os trusts gigantes que ameaçavam esmagar a concorrência. Reconhecia que era a concorrência mais do que os negócios per se que criava a prosperidade em massa. (…) Declarou guerra ao “capitalismo do compadrio” – ou seja, a aliança sacrilega entre “politica corrupta” e “negócios corruptos”, como disse no seu programa de 1912 para o seu partido independente, o Partido do Progresso.”
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“Os cidadãos adquiriram direitos civis no século XVIII, direitos políticos no século XIX e direitos sociais (tais como o direito à educação e aos cuidados de saúde) no século XX”
T. H. Marshall, da London School of Economics
“Os EUA estão presos numa armadilha fiscal, tributando-se como um paIs de Estado pequeno, gastando como se fosse um Estado grande e pedindo empréstimos maciços aos aforradores privados para colmatar a diferença”
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“O Serviço Nacional de Saúde britânico continua a honrar a noção de um fim de semana de descanso: 129 das suas 149 organizações hospitalares têm taxas de mortalidade mais altas aos fins de semana – 27% mais altas no caso de uma delas, em Hillington – porque há menos médicos a trabalhar aos sábados e aos domingos”
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Em 1966, “William Baumol argumentou que a produtividade cresce muito mais lentamente em industriais de trabalho intensivo do que nas industrias em que o capital sob a forma de maquinaria pode substituir o trabalho. (…) Os governos tornam-se inevitavelmente maiores porque ocupam áreas da economia que são de trabalho intensivo. A indústria está sempre a tornar-se mais eficiente, mas o mesmo não acontece com sectores dos serviços como a educação e os cuidados de saúde (que tendem a ser providenciados total ou parcialmente pelo Estado). O professor universitário médio não pode dar aulas mais depressa do que o fazia há uma década, nem o cirurgião médio pode efectuar operações mais depressa.”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O salário médio americano aumentou dez vezes desde os finais dos anos 70, quando medido pelo preço de uma televisão, mas caiu se o medirmos pelo custo dos cuidados de saúde. O mesmo se verifica quanto ao salário médio europeu”
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John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A Califórnia gasta hoje aproximadamente o mesmo em prisões (para a sua população prisional de 130 mil elementos) que no ensino superior, e isto apesar de alguns cortes recentes”
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