A Democracia, Guy Hermet

“Em Atenas, os titulares de funções incompatíveis com o amadorismo escapavam por acaso e viam-se eleitos, sem preparação, para mandatos indefinidamente renováveis. Era o caso dos dez tesoureiros, dos agentes de contabilidade, dos responsáveis pelos serviços técnicos, de certos agentes do culto, dos dez “estrategos” – generais e almirantes – encarregados, igualmente, da diplomacia, assim como dos oficiais. Por seu lado, os dois mil magistrados e os seis mil jurados, sorteados todos os anos, deviam ser expressamente candidatos, submetidos de imediato a um interrogatório de moralidade e eram quase sempre assistidos por profissionais permanentes, frequentemente por escravos letrados.
Além disso, a inexperiência dos neófitos originava um paliativo nos processos colegiais generalizados a todos os níveis do aparelho público; os responsáveis eleitos, tal como os designados pela fava, deviam ser submetidos, por outro lado, a controlos repetidos, seguidos, em caso de necessidade, de acções judiciais. Finalmente, a partir do século IV, o estabelecimento de listas de habilitação em certos cargos começou a combinar lógica da democracia com a de uma meritocracia seletiva.”
A Democracia, Guy Hermet

Categories: Democracia Participativa | Deixe um comentário

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