Monthly Archives: Dezembro 2015

Citações de “A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado”

“A taxa de criminalidade no mundo desenvolvido caiu dramaticamente desde meados dos anos 1990” (…) Uma razão está no declínio da oferta de criminosos. A maior parte dos crimes são cometidos por gente nova e o número de jovens tem diminuído. A principal razão, contudo, parece ser uma melhoria da nossa aptidão para prevenir o crime. Isto tem muito pouco que ver com policias nas ruas e muito que ver com tecnologia mais inteligente.
Parte desta tecnologia está a ser usada pela policia. Pode servir-se de computadores para descobrir “locais propensos” à criminalidade e distribuir as suas forças em conformidade: nalgumas áreas de Manhattan isto tem ajudado a reduzir a taxa de roubos em mais de 95%.
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Há cada vez mais provas de que os trabalhadores mais velhos podem ser úteis, com estudos que mostram que a atividade empresarial atinge o seu pico entre as idades dos 55 aos 64 anos. Ray Kroc estava nos 50 quando começou a edificar o sistema de franchising da McDonalds, enquanto o coronel Harland Sanders já estava nos 60 quando iniciou a cadeia da Kentucky Fried Chicken”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Alcidio Torres e Maria Amélia Antunes, O Regresso dos Partidos

“Hoje, é uma evidencia a separação entre governados e governantes, as decisões politicas são tomadas por um grupo pequeno de pessoas e não por um numero considerável de representados.
Nem o argumento da eficácia pode justificar a pouca importância atribuída aos representados. É o envolvimento do maior numero de pessoas no processo de decisão que sustenta a eficácia da decisão e não o contrário.”
Alcidio Torres e Maria Amélia Antunes, O Regresso dos Partidos

Existe portanto uma necessidade imperativa de quebrar o vínculo entre deputados e Aparelho e de restaurar (se o houve alguma vez) o laço entre eleitor e eleito. As formas de fazer essa quebra e de repor esse vínculo são conhecidas, já foram amplamente experimentadas noutros países do mundo e estão ao dispor de todos os reformistas: são os círculos uninominais, a revogação de mandatos, o voto preferencial e as primárias para os círculos distritais de deputados.

As ferramentas são estas. Há vontade politica para as usar?

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“Quando olhamos com fatalidade para os indicadores sociais de desvinculação, hoje mais do que disseminados pelas diversas áreas da vida privada e publica, percebemos que nas dominicais concentrações liturgico-desportivas não é assim. A crise da pertença chegou a todo o lado, excepto ao futebol”

“Quando olhamos com fatalidade para os indicadores sociais de desvinculação, hoje mais do que disseminados pelas diversas áreas da vida privada e publica, percebemos que nas dominicais concentrações liturgico-desportivas não é assim. A crise da pertença chegou a todo o lado, excepto ao futebol”
José Tolentino Mendonça

“Basta-nos folhear um jornal desportivo ou escutar um dos inúmeros comentadores de bola para encontrarmos a “fé do carvoeiro” (expressão que designa a prática religiosa que dispensa a aprofundamento ou debate racional) na sua forma secularizada, como se subsistisse intacta dentro dessa bolha de realidade onde respiram hordas de “fiéis” crédulos e prontos para uma submissão sem reservas aos ditames clubísticos”
José Tolentino Mendonça

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é importante, ou melhor, vital, considerar a crise demográfica como aquilo que ela, de facto, é: uma emergência nacional.

é importante, ou melhor, vital, considerar a crise demográfica como aquilo que ela, de facto, é: uma emergência nacional.
Uma emergência que se materializa no assustador índice sintético de fecundidade de 2013 e nos seus 1.21, quando deveria estar nos 2.1 (que permitiria a renovação das gerações).
Os números são tão maus que significam – cruamente – que daqui a 50 anos vamos perder METADE da população.
Com uma perda desta não há economia nem segurança social. Com uma perda desta escala praticamente não haverá Portugal (porque será impossível haver coesão social num país povoado por uma maioria de idosos acamados e imobilizados nas suas casas).
O ponto central da natalidade está na capacidade de conciliar maternidade com carreira e com a capacidade de encontrar um emprego que garanta os níveis de subsistência e estabilidade económica mínimos.
Isto quer dizer que estas duas crises estão umbilicalmente ligadas e que a solução para este iminente colapso demográfica reside naquilo que, hoje, conseguirmos fazer no mercado laboral.

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Para mim só existe política de proximidade

Para mim só existe política de proximidade. Não sei (nem quero saber) de política de sindicato de voto nem de dança de aparelho. Se há que dançar para politicar, então não político.
Política, mesmo, para mim é pensar, sim, mas depois agir, no mundo real e concreto, da cidadania e da sociedade civil.
Esse é o meu registo político e é nessa consistência e coerência que agora me encontro na campanha presidencial de Henrique Neto.

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Não defendo que os políticos – depois de terminadas as suas carreiras – fiquem condenados, para todo o sempre ao desemprego absoluto e à consequente miséria.

Não defendo que os políticos – depois de terminadas as suas carreiras – fiquem condenados, para todo o sempre ao desemprego absoluto e à consequente miséria.
Não.
Mas defendo que após a sua carreira politica, tenham pelo menos dez anos de período de nojo em que não exercem atividade profissional em áreas que directa (ou indirectamente) tutelaram.
Por isso encaro com muitas reservas a aparição de Marques Mendes, ao lado de Efromovich e de Vitorino, ao lado de Neeleman nas negociações de venda da TAP.
é esquisito e não devia acontecer.
Mas aconteceu.

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Octávio Teixeira Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“Os países do norte da Europa exportam capital, bens de luxo e importam serviço da divida (dos países do sul), o nosso consumo e os nossos baixos salários. É uma autêntica lógica neocolonial”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“O Tratado Orçamental obriga a saldos primários de 3% durante vinte anos, ora nos últimos quinze anos nem mesmo a Alemanha conseguiu esse feito.”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“Como a Saúde e a Educação representam 70% da despesa do OGE isto significa que estes setores serão sempre os focos de qualquer politica austeritária”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“A média dos salários do Emprego criados em 2014 é de 504 euros”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“O Tratado Orçamental determina que, durante vinte anos, a via austeritária é a única possível. Isso significa uma total abdicação de Soberania”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“A saída do Euro tem custos em termos de inflação. A Islândia teve cerca de 52%, 14% no segundo ano e 4% no terceiro”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“A inflação de 2% – imposta pelo BCE – implica que é muito difícil ter crescimentos económicos muito superiores. A única opção que resta assim para manter o pais competitivo é reduzir salários e despesas sociais”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“Nunca tivemos uma taxa de investimento tão baixa em relação ao produto e isto tem consequências de longo prazo”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“A Grécia partiu do principio que era possível uma politica não austeritária dentro do euro. Por isso andam há meses a sofrerem derrotas atrás de derrotas”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“Nos últimos anos, os países que têm crescido são os que não estão no euro: Reino Unido e Suécia. Mantém a liberdade cambial e de manterem défices orçamentais adequados à sua situação económica”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

“A reestruturação da sua dívida permitiu à Alemanha crescer como cresceu porque cortou a divida em metade e pagou o remanescente em apenas 5% das suas exportações”
Octávio Teixeira
Na Tertúlia da https://www.facebook.com/ordemdoscidadaos

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Quem me conhece, sabe que não temo ter opiniões divergentes.

Quem me conhece, sabe que não temo ter opiniões divergentes. E uma delas é, parece, a de ter a opinião de que ver um casino (e dá para ver ao passar a pé frente ao Casino de Lisboa) com dezenas de slotmachines cheias de reformados jogando ali as suas reformas.
Isto está errado, em vários registos e não o admitir é obscurecer a moral e o “sentido do certo” com ideologia.
Está errado porque retira rendimentos às pessoas.
Está errado porque o Estado lucra com o humano vício do jogo.
Está errado porque é errado lucrar com as dependências dos outros.
Está errado porque, se este dinheiro é excedentário às necessidades destes cidadãos, então não deve ser pago e deve ser usado – por exemplo – nas reformas mais baixas ou na extensão do subsídio de desemprego.
Está errado porque sabemos – no nosso íntimo – que não está certo.
Em suma.

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Está a decorrer – silenciosamente – uma autêntica “revolução agrícola”

Está a decorrer – silenciosamente – uma autêntica “revolução agrícola”. Em setores como o tomate (segundo produtor mundial, com capacidade para chegar a primeiro) e com produtos com altos níveis de produtividade, dos maiores à escala mundial (melão, milho, azeitona, beterraba e uva), com Alqueva, um bom exercício dos planos europeus de apoio, bons níveis de inovação e investimento e afluxo de novos empresários e agricultores, a agricultura nacional está em expansão.
No total, no ano passado, o sector agrícola exportou mais de 6 mil milhões de euros e reduziu as importações em 2.9%.
Se há setor de futuro em Portugal (além do Turismo) esse setor é a agricultura.
Vamos ver se a abertura total de regulações às importações que o TTIP (Tratado Transatlântico) vai impor não vai cortar, pelas pernas, um setor que, finalmente, começa a descolar…

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Citações

“O problema do Paraíso é que não há ninguém para recolher o lixo”
John Le Carré, A Casa da Rússia

“As palavras são a maldição da sociedade russa. São um sucedâneo para a acção”
John Le Carré, A Casa da Rússia

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Existe na zona euro uma contradição insanável e que vai levar – à prazo – à sua dissolução

Existe na zona euro uma contradição insanável e que vai levar – à prazo – à sua dissolução: a inexistência de mecanismos adequados de compensação (por exemplo, o orçamento comum de Educação Pública proposto na década de 1980 por Henrique Neto) e as diferenças económicas entre os países da periferia e os do centro, afastam capital e recursos humanos qualificados dos primeiro e transferem-nos para os segundos, agravando cada vez mais o fosso entre ambos.
As crises do euro, assim, serão sucessivas e intermináveis enquanto a moeda existir ou não existir um orçamento europeu realmente digno desse nome (como existe nos EUA).
Sem uma coisa nem outra não temos nada além de empobrecimento para os países mais pobres e um enriquecimento sem fim (nem decência) para os países mais ricos.

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Entre 2008 e 2015, eliminaram-se, em Portugal, 555 mil empregos

Entre 2008 e 2015, eliminaram-se, em Portugal, 555 mil empregos. Com tal escala de destruição (a que nenhum grande partido é imune em termos de responsabilidade) não admira que a emigração tenha alcançado nos últimos cinco anos o valor mais alto de que há memória e que 500 mil portugueses, qualificados e na flor das suas vidas, tenham saído do pais.

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A Democracia, Guy Hermet

“No espírito dos atenienses vulgares, só existia democracia onde os magistrados e os outros responsáveis públicos se pareciam, exatamente, com os governados. (…) Em Atenas, convinha muito que os governantes e governados fossem intermutáveis, constantemente em instância de inversão das suas posições, quase todos qualificados para o meio politico pelo nível médio de conhecimento dos assuntos da cidade. Era por isso importante que cada cidadão subalterno, no momento, tivesse, todavia, exercido primeiro uma responsabilidade pública, que a pudesse reassumir ou, pelo menos, reivindicar pela primeira vez com bastante probabilidade.
A tiragem à sorte regia este dispositivo de rotação democrática e de formação cívica através da prática.”
A Democracia, Guy Hermet

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A Democracia, Guy Hermet

“Em Atenas, os titulares de funções incompatíveis com o amadorismo escapavam por acaso e viam-se eleitos, sem preparação, para mandatos indefinidamente renováveis. Era o caso dos dez tesoureiros, dos agentes de contabilidade, dos responsáveis pelos serviços técnicos, de certos agentes do culto, dos dez “estrategos” – generais e almirantes – encarregados, igualmente, da diplomacia, assim como dos oficiais. Por seu lado, os dois mil magistrados e os seis mil jurados, sorteados todos os anos, deviam ser expressamente candidatos, submetidos de imediato a um interrogatório de moralidade e eram quase sempre assistidos por profissionais permanentes, frequentemente por escravos letrados.
Além disso, a inexperiência dos neófitos originava um paliativo nos processos colegiais generalizados a todos os níveis do aparelho público; os responsáveis eleitos, tal como os designados pela fava, deviam ser submetidos, por outro lado, a controlos repetidos, seguidos, em caso de necessidade, de acções judiciais. Finalmente, a partir do século IV, o estabelecimento de listas de habilitação em certos cargos começou a combinar lógica da democracia com a de uma meritocracia seletiva.”
A Democracia, Guy Hermet

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“o pais onde é gerado o lucro deve ser aquele onde é pago o imposto”.

Concordo com o Presidente do Parlamento Europeu, Martim Schultz, quando este a propósito da concorrência desleal que os Estados europeus fazem uns aos outros em matéria fiscal declara que “o pais onde é gerado o lucro deve ser aquele onde é pago o imposto”.
Discordo (muito) quando não vejo o seu partido (o SPD) a fazer algo a este respeito na Alemanha, pais onde faz parte da coligação de Governo e que, é hoje a par da Holanda e do Reino Unido o maior albergue a empresas europeias que não queiram pagar os seus impostos nos seus países de origem.
Hipócrita.

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“Não se deixe embalar pela história magnífica das energias renováveis”

“Não se deixe embalar pela história magnífica das energias renováveis (…) Uma redução anual da ordem dos 20% só no uso de transportes rodoviários tem um impacto externo superior ao de toda a energia renovável produzida actualmente em Portugal. Isto não quer dizer que não haja nada de positivo na aposta das energias renováveis. Mas há excesso, há incompetência e desonestidades.”
Ventura Leite, Solução para a Crise

Embora tenham existido avanços consideráveis na eficiência energética das baterias e nos automóveis eléctricos, depois de Ventura Leite ter escrito estas linhas (em 2012) a verdade é que continua a ser economicamente muito mais racional apostar no desenvolvimento dos transportes públicos e na eficiência energética dos edifícios e empresas do que na total electrificação do parque automóvel à custa de subsídios e de rendas garantidas.
Essa é a grande batalha ecológica e pela redução das importações energéticas que falta ainda cumprir… E que poderia ter um efeito multiplicador (nas facturas de energia e na dinamização da actividade das pequenas empresas) que não seria desprezível.

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O infeliz desfecho da crise da dívida grega

O infeliz desfecho da crise da dívida grega é o culminar de uma série de quebras de respeito e desconsiderações por parte das instituições europeias para com os mais básicos e fundamentais conceitos de governação e de controlo democrático das instituições europeias.
1.
Perante um governo democraticamente eleito, em eleições livres e independentes, vários responsáveis pela Comissão Europeia (desde o Presidente da Comissão, passando pelo Presidente do Conselho Europeu e por vários comissários europeus) acumularam declarações que colocam em causa o governo de Atenas. Não se trata aqui de defender um governo de um determinado partido, mas de defender o princípio da Soberania nacional e da legitimidade dos povos da Europa escolherem os seus governos e o tipo de programas que eles devem executar. O Governo de Atenas não representa os partidos da Coligação Syryza. Representa os cidadãos gregos e pretender separar ambos é realizar uma das básicas ingerências na Soberania grega.
2
É cada vez mais evidente que os destinos da Europa se decidem não no Parlamento Europeu, na Comissão ou, até, no Conselho Europeu, mas num “directório” de dois países (Alemanha e França). Os demais membros da União não são, contudo, parceiros menores nem em direitos nem em capacidade decisória ou negocial. Tomar decisões a dois, fazê-lo em reuniões onde participam o Presidente da Comissão e do BCE, é desrespeitar todas as outras nações da União Europeia e excluir os cidadãos destas nações das decisões que a todos dizem respeito, não a apenas alguns.
3.
Continua a existir um gritante “défice democrático” nas instituições europeias. Não existem mecanismos de revogação de mandatos ou normas por iniciativa cidadã. Os mecanismos referendários e de iniciativas cidadãs são dificeis de exercer e o distanciamento entre os cidadãos e os seus representantes no Parlamento Europeu funcionam e forma independente e – frequentemente – separada dos interesses dos cidadãos que representam nos seus países de origem.
4.
Frequentemente nesta “crise grega”, os representantes do BCE, CE e Conselho Europeu colocaram os interesses dos credores (BCE e FMI)
5.
Quem representou a União Europeia nas negociações com o governo grego (Presidente da Comissão Europeia e o Presidente do Conselho Europeu) não foram eleitos pelos cidadãos da Europa. Estes representantes não-eleitos e, logo, livres da adequada fiscalização directa por parte dos povos da Europa não tinham assim mandatos democraticamente legitimados para negociaram com o governo – democraticamente eleito – de Atenas.
6.
Não existe na Europa um mecanismo democrático que compense a força dos números com a paridade dos direitos dos povos de todos os Estados da União. Falta na Europa, uma “Câmara dos Representantes”, com uma distribuição proporcional à dimensão de cada um dos Estados, e uma segunda câmara, um “Senado”, constituído por um número idêntico de representantes de cada Estado independentemente da sua escala demográfica. Só desta forma se pode garantir que os mais pequenos pudessem ter uma palavra a dizer quanto ao que a força dos números possa impor na primeira câmara.
A União Europeia precisa de uma renovação participativa e de mais democracia. Para que as instituições europeias possam lidar de forma mais eficaz, participada e democraticamente legitimada têm que ser implementadas reformas na forma como a Europa exerce a sua governança:  elegendo directamente a Comissão Europeia, criando um “Senado Europeu”, e introduzindo democracia na forma como se forma o Conselho Europeu ou substituindo-o por um novo órgão democraticamente legitimado.
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“Esqueça o argumento que o anterior Governo (PS de Sócrates) lhe vendeu de que 50% do nosso défice externo se devia às importações de energia. Isto é, metade do nosso endividamento externo era inevitável por causa das importações de energia”

“Esqueça o argumento que o anterior Governo (PS de Sócrates) lhe vendeu de que 50% do nosso défice externo se devia às importações de energia. Isto é, metade do nosso endividamento externo era inevitável por causa das importações de energia.
Mentira grosseira! Na realidade, em anos normais as importações de energia não foram além dos 14-15% das importações nacionais. (…) O objectivo deste argumento foi desviar as atenções do grave problema do défice externo e valorizar a opção pelas energias renováveis.”
Ventura Leite, Solução para a Crise

14 a 15% continua, contudo, a ser um grande valor… E que sobe em anos de seca prolongada em que as hídricas não conseguem produzir a energia suficiente para manter as importações dentro destes níveis. A aposta na eficiência energia de particulares, empresas e Estado (Estado central e autarquias) continua assim a ser uma prioridade lógica e racional, assim como a aposta na investigação e desenvolvimento na área das energias renováveis.

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o brutal endividamento descontrolado dos países periféricos europeus é da responsabilidade da Moeda Única, que foi criada sem ser acompanhada de um controlo fiscal europeu” é uma “mistificação”.

Estou a ler o “Solução para a Crise” do meu amigo Ventura Leite e, finalmente, lá pela página 16, apareceu algo com que discordo.
Quando Ventura Leite diz que “o brutal endividamento descontrolado dos países periféricos europeus é da responsabilidade da Moeda Única, que foi criada sem ser acompanhada de um controlo fiscal europeu” é uma “mistificação”.
Não é.
É verdade que países com moeda própria também desenvolveram dividas monstruosas, mas é igualmente verdade que agora, conseguem sair da crise, recuperar as suas economias e isso precisamente porque podem aplicar orçamentos keynesianos e expansionistas (contra-cíclicos). A sua soberania monetária permite-lhes, agora, criar condições para a retoma, enquanto que na Zona Euro, a lógica da competição fiscal desregrada continua a transferir capital e quadros qualificados da Periferia para o Centro e Norte, agravando, a prazo, o fosso entre países pobres e países ricos e o fosso de competitividade (e os défices comerciais) dos países do sul.

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Sem dúvida que é preciso ter a rapidez e flexibilidade para mudar uma estratégia sempre que as condições se alteram.

Sem dúvida que é preciso ter a rapidez e flexibilidade para mudar uma estratégia sempre que as condições se alteram. Essa foi, aliás, a razão por detrás dos sucessos de Napoleão Bonaparte na sua carreira à frente dos destinos da República Francesa.
Mas atenção.
Napoleão acabou a sua carreira como se sabe, apesar de toda essa flexibilidade.
Talvez não baste ser flexível e responsivo. Talvez haja também que ser consistente e coerente nas grandes opções estratégicas e persistir, insistir e teimar quando se sente (no goto) que se tem razão e que se percorre o caminho certo.
Para não acabar como Napoleão.
(à atenção de todos os aprendizes modernos de Bonaparte)

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“Não serão nem os consumidores nem os empresários endividados a puxar pela retoma, ao contrário do que aconteceu historicamente nos EUA depois de anteriores recessões”

“Não serão nem os consumidores nem os empresários endividados a puxar pela retoma, ao contrário do que aconteceu historicamente nos EUA depois de anteriores recessões. O pensamento liberal ainda não percebeu que o cenário que temos pela frente será mais semelhante a um pós-guerra do que a uma pós-recessão típica.”
Ventura Leite, Solução para a Crise

Bem verdade. Por isso faz falta um autêntico “Plano Marshall” de reconstrução do continente depois desta autêntica “guerra financeira” que a Alta Finança e os “Interesses” moveram contra nós, cidadãos e contribuintes. Uma resposta forte e consequente contra os “Interesses”, solidamente instalados nos Partidos Tradicionais portugueses e já com infiltrações em alguns emergentes, como o Livre (através do seu apoio a Nóvoa, o candidato da Situação).

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Portugal não é um pais de revoluções

Portugal não é um pais de revoluções: quem espera (e desespera) pela grande revolução de massas, pela revolta popular que vai terminar com a opressão dos poucos sobre os muitos, é melhor ir esperar para outro lado, porque por aqui, não vai encontrar nada.
Portugal é, pelo temperamento atávico dos portugueses e da estrutura longa que é a cultura portuguesa, um pais mais de transições do que de revoluções.
De transições de regime lentas e que fazem mediar entre o antigo e o novo regime um momento (longo) de apodrecimento das instituições e das elites até uma nova fase, mais próspera e de maior e mais amplo desenvolvimento cultural e social.
Vivemos hoje o tempo do apodrecimento: temos bastos sinais disso mesmo no academismo estéril das nossas elites, no rentismo dos grandes grupos económicos, na grande corrupção, no sequestro da democracia pela partidocracia e, sobretudo, na falta de participação dos cidadãos na vida cívica e politica.
O cheiro a podre está aqui.
Mas não sabemos quando vai parar de feder e começar a florir.
Não sabemos. Pode ser nesta geração. Pode ser na próxima.
Mas vai parar de feder.
Sendo que a rapidez desta paragem depende de nos. De quanta vontade e empenho quisermos meter – hoje – nesta transição.

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Henrique Neto

João Cravinho sobre Henrique Neto: “É um homem de carácter, sério, honrado e directo. Uma pessoa da inovação, com experiência de vida e que não faz isto por vaidade. Tem consciência cívica e acha que pode dar um contributo”.
Não concordo com quem acusa Henrique Neto de “divisionismo à Esquerda”:
Em primeiro lugar, ninguém tem a competência de definir que é o “candidato da Esquerda”. Essa competência cabe apenas aos Eleitores de Esquerda.
Em segundo lugar, se alguém vem dividir a Esquerda serão os que surgiram depois. E a candidatura de Henrique Neto foi a primeira a apresentar-se aos cidadãos.
Concordo com Eurico Brilhante Dias quando diz que “a existência de várias candidaturas de esquerda pode ser positiva”: Tal variedade reduz o espaço da abstenção e enriquece o debate político. Por isso, discordo que quem alega que “Henrique Neto vem apenas dividir a Esquerda”.
[Henrique Neto tem “uma noção de justiça muito apurada, talvez pela sua origem e por ter estado à frente de uma empresa com muitos empregados. Não é um homem do dia a dia, do imediato,  mas uma pessoa da «estratégia», que pensa sobre Portugal há muito anos”
(Francisco van Zeller sobre Henrique Neto)
“Henrique José de Sousa Neto, de 79 anos, é um self-made man. Nasceu em Lisboa, mas a Marinha Grande é que é a sua casa. Apesar de lhe chamarem amiúde engenheiro ou doutor, nunca se licenciou. Nem sequer fez o liceu. «Isso era para meninos ricos», dizia. Começou a trabalhar aos 14 anos, numa caixotaria da Marinha Grande. Estudava à noite. E ainda tinha tempo para a política – no MUD e no PCP. Foi aprendiz de serralheiro, desenhador e diretor até se tornar num empresário de sucesso. Tem o curso industrial e comercial (cinco anos cada um) mas também um de alta gestão, pela AESE e outro sobre inovação, tirado no Japão. A Iberomoldes, como refere Van Zeller, era uma empresa «muito avançada, na liderança daquele ramo, em termos mundiais. E o mérito foi dele!”
Revista Visão, sobre Henrique Neto (18.6.2015)
“[Henrique Neto] defende que o Presidente tem poderes mais que suficientes para fazer algumas mudanças. Antes de mais, «nos valores e comportamentos», fazendo «a pedagogia do exemplo». Mas também no sistema político, onde considera necessário alterar as leis eleitorais para que os portugueses se sintam mais representados pelos seus deputados (por isso, defende o voto nominal e a possibilidade de grupos de cidadãos se poderem candidatar às legislativas). Por fim, defende uma mudança estratégica, da economia. Há 20 anos, como agora, quer um Portugal Euro-Atlântico, uma grande plataforma portuária que ponha Portugal no centro do mundo ocidental”
Revista Visão, sobre Henrique Neto (18.6.2015)
“[Henrique Neto] candidata-se, diz, contra um PM «que fez um elogio público a Dias Loureiro» e um «Presidente que condecorou o ministro das Finanças que durante seis anos levou o País para a ruína», contra os casos BES/GES, BPN, BPP, as PPP e as swap.”Revista Visão, sobre Henrique Neto (18.6.2015)
 

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Os refrigerantes com açúcar matam por ano 184 mil pessoas.

Os refrigerantes com açúcar matam por ano 184 mil pessoas. A este numero, há que somar as 45 mil mortes por doenças cardiovasculares… Ora, uma das formas que o Estado tem para corrigir e estimular más e boas opções dos cidadãos é taxar. Taxar para corrigir comportamentos que não devem ser proibidos, apenas condicionados e Taxar para financiar os custos que estas doenças provocam no SNS.
Por isso defendo uma “taxa de açúcar” (e sim, sei que os meus amigos liberais e minarquistas se vão atirar ao ar…)

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“No momento em que uma família não paga uma contribuição autárquica e deve 1800 euros, o Estado vai por um valor destes colocar a casa em leilão?”

“No momento em que uma família não paga uma contribuição autárquica e deve 1800 euros, o Estado vai por um valor destes colocar a casa em leilão? As casas acabam geralmente por ser vendidas abaixo do preço real, em que o Estado desde que cobre o seu, o problema não existe. Isto é uma enorme falta de sensibilidade por parte de quem gere a sociedade”
Domingos de Azevedo, jornal i, 3 julho 2015

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