Monthly Archives: Novembro 2015

Henrique Neto – Quando se está contra não se aprende nada

Henrique Neto – Quando se está contra não se aprende nada https://www.youtube.com/watch?v=krTNsVwNHB4 (vídeo)

Foi ele, (Cavaco Silva) mais que ninguém, que conduziu o país ao buraco em que ele está https://www.youtube.com/watch?v=F8SGg3WjmPU (vídeo)

Ainda não aprovaram o investimento de Sines mas, já estão a gastar dinheiro no Barreiro https://www.youtube.com/watch?v=l6ITN4eHIDE (vídeo)

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Não é fácil ser voluntário numa candidatura presidencial independente, sem apoios partidários (explícitos ou implícitos), como a de Henrique Neto.

Não é fácil ser voluntário numa candidatura presidencial independente, sem apoios partidários (explícitos ou implícitos), como a de Henrique Neto. Não só temos que lidar com um processo imensamente burocrático que obriga os cidadãos a preencherem três folhas A4, cheias de dados pessoais (nome completo, data de nascimento, idade, profissão, nomes dos pais, etc, etc), um processo que foi intencionalmente complexificado pelos partidos políticos como forma de preservarem ao máximo o monopólio na constituição de candidaturas presidenciais, como não temos financiamentos do Estado (que aparecem só depois das eleições e mesmo assim apenas em condições muito especiais) nem temos, e sobretudo, o apoio e logística das grandes máquinas partidárias que movimentam milhões de euros e dezenas de milhar de militantes.

Perante tantas dificuldades é realmente notável que uma candidatura como a de Henrique Neto consiga ter todas as semanas equipas de rua em vários distritos do pais recolhendo as mais de 7500 assinaturas necessárias para legalizar a sua candidatura. É ainda mais notável que estes voluntários dediquem o seu tempo, esforço e trabalho de forma completamente abnegada, sem recompensa nem esperando pela dita, apenas em nome de uma cidadania activa, das suas convicções e da possibilidade para que em 2016 todos os eleitores tenham mais uma opção no boletim de voto.

É ainda mais notável que estes voluntários não desistam e persistam na recolha de assinaturas quando seguranças privados, a soldo de conhecidas empresas procuram impedir que estas acções de cidadania e democracia activa. É ainda mais notável que forças policiais (PSP) agindo em desconhecimento da Lei (ver acta 103/XIV da Comissão Nacional de Eleições, ponto 2.9) e ao arrepio dos mais básicos princípios democráticos colaborem com estes seguranças privados e procurem impedir estas acções de recolha de assinaturas para a campanha presidencial de Henrique Neto.

É notável mas aconteceu duas semanas seguidas: primeiro no Parque Eduardo VII, em Lisboa e na semana seguinte no passeio público frente à nova FIL, no Parque das Nações (nesta ultima ocasiao com a participacao de agentes da PSP). Apesar das autoridades estarem notificadas destas recolhas, apesar desta notificação não ser legalmente exigível (como a própria autarquia nos confirmou) e apesar do dever de conhecimento da lei que se exige às forças da autoridade estas tentativas de bloqueio aconteceram. Não deviam ter acontecido, mas acontecerem duas semanas seguidas. Algo está errado (e muito) na atitude destas entidades públicas e privadas e merece um esclarecimento cabal e veemente por parte do Estado de Direito que (ainda) somos.

Sem candidaturas não há democracia. E se os voluntários que procuram construir estas candidaturas são perseguidos que condições tem a democracia para existir? Ou será que apenas os partidos políticos podem constituir candidaturas presidenciais? Estas perseguições teriam tido lugar se em vez da candidatura independente e sem apoios partidários de Henrique Neto estivéssemos perante equipas de voluntários ou militantes socialistas ou social-democratas de Sampaio da Nóvoa, Marcelo Rebelo de Sousa ou Rui Rio? Tenho sérias (e fundadas) dúvidas.

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No seu “Solução para a Crise”, Ventura Leite lista uma estratégia dupla para a saída da crise:

No seu “Solução para a Crise”, Ventura Leite lista uma estratégia dupla para a saída da crise:
1. Uma “solução monetária instrumental temporária, com a reintrodução do Escudo como meio de pagamentos internos, e sem convertibilidade externa, e a manutenção do Euro sobretudo como meio de reserva e de pagamentos internacionais”
2. “A reestruturação da divida pública, que no entanto não contempla qualquer perdão ou redução, mas apenas alongamentos dos prazos e novos juros”.

A solução para a crise financeira na União Europeia passa, para Ventura Leite, pela “estabilização das dividas soberanas, até um certo volume, através da sua reestruturação, que se fará através de negociação com os credores do mercado e através de um banco a criar para esse efeito” (que pode ser criado a partir do actual FEEF), como sugere Ventura Leite e através da introdução de uma moeda paralela, de curso interno e que poderá ser, inclusivamente, electrónica.

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Ser Presidente a partir de Belém:

Ser Presidente a partir de Belém:

Porque não basta parecer para ser, precisamos de um presidente de um tipo diferente daquele a que nos habituámos a saber que está em Belém.
Precisamos de um Presidente que saiba falar aos portugueses, não de cima, mas de lado.
Precisamos de um Presidente culto, que tenha experiência de vida, de liderança, que seja um Exemplo de coragem, patriotismo e frontalidade e que não esteja sempre preocupado em agradar ou favorecer o seu partido e que não se esconda em Belém ou atrás de centenas de seguranças, carros blindados, muros altos e policias do corpo de intervenção.
Precisamos de um Presidente, em suma.
Por isso, creio que precisamos de uma pessoa com as características, currículo e história pessoal de Henrique Neto como Presidente da República Portuguesa.

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Três razões para que devesse haver uma grave preocupação quanto à capacidade global de produção de alimentos:

Três razões para que devesse haver uma grave preocupação quanto à capacidade global de produção de alimentos:
1. As alterações climáticas vão atingir sobretudo as terras baixas e o litoral onde se produzem a maioria dos alimentos
2. O aumento do consumo de alimentos nos países emergentes
3. A explosão demográfica – sem fim – na maioria dos países do mundo

Urge fazer algo e em três frentes:
1. Aumentar o consumo vegetariano até substituir totalmente o consumo de carnes
2. Aumentar o investimento em pisciculturas, hidropónica e algas
3. Apostar no desenvolvimento seguro de OGMs
4. Reduzir o desperdício alimentar (entre 25% a 40% do total em alguns países desenvolvidos)

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debate “Programas eleitorais respondem à crise nacional?” na SEDES de 2 de Julho

Os juros que Portugal paga pela sua divida externa são – grosso modo – comparáveis aquilo que se gasta no orçamento do SNS.
Eurico Brilhante Dias
No debate “Programas eleitorais respondem à crise nacional?” na SEDES de 2 de Julho
Se pedirmos a renegociação da divida estamos a aumentar a nossa taxa de risco e, logo, a taxa de juro.
João Salgueiro
No debate “Programas eleitorais respondem à crise nacional?” na SEDES de 2 de Julho
No programa do PS, a diminuição da TSU, que visa aumentar o consumo. Mas em economia, um instrumento deve ter apenas um objetivo em vista. Se se quer aumentar o rendimento disponível, há que diminuir o IRS, não planear daqui a oito anos e descer a TSU. Eu, como macroeconomista, não me atreveria a planear a oito anos.
Luis Campos e Cunha:
No debate “Programas eleitorais respondem à crise nacional?” na SEDES de 2 de Julho
Os círculos uninominais do programa do PS já seriam um grande salto e espero que desta vez seja mesmo para aplicar. Mas melhor ainda, seria lá ver, o voto preferencial, como encontramos por exemplo, na Finlândia.
Luis Campos e Cunha:
No debate “Programas eleitorais respondem à crise nacional?” na SEDES de 2 de Julho
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“O sistema representativo não atende mais à necessidade da época”

“O sistema representativo não atende mais à necessidade da época. Este sistema foi pensado na década de 1980, numa época em que nós ainda estávamos numa era pré-internet. Onde não se sonhava em ter celular, onde não tínhamos rede sociais, onde a velocidade das informações era totalmente diferente da realidade de hoje. Então, naquela época, era natural se conviver com um sistema onde todos tinham que esperar a próxima eleição, num período de quatro anos, para decidir uma coisa que o cidadão estava tomando conhecimento hoje. Com a velocidade das informações e a realidade do mundo de hoje, as pessoas, quando estão insatisfeitas com algo, não esperam mais o seu representante se manifestar. E vai esperar muito menos a próxima eleição para manifestar seu descontentamento com aquele que o representa. O cidadão tem acesso hoje a canais que ele não tinha nas décadas de 1980 e 1990. É por isto que repito: este sistema representativo está ultrapassado”.
Rubens Otoni, Deputado federal brasileiro, por quatro mandatos consecutivos, pelo Partido do Trabalhadores
“Não defendo o fim da democracia representativa. Devemos continuar com o sistema eleitoral representativo, mas para que nós tenhamos um sistema político que atenda às expectativas da sociedade, há a necessidade de nós incorporamos ao modelo de democracia representativa, alguns elementos de democracia participativa e também alguns elementos de democracia direta. E aí sim, teremos a democracia representativa, que é o sistema geral, mas teremos também a oportunidade para que a sociedade não limite a sua participação apenas à escolha do representante. É preciso que, cada vez mais, a sociedade se sinta partícipie do debate da elaboração de políticas públicas, e também participe das discussões que estão ocorrendo no Poder Legislativo.”
Rubens Otoni, Deputado federal brasileiro, por quatro mandatos consecutivos, pelo Partido do Trabalhadores
“Em alguns países os plebiscitos, referendos passaram a ser uma prática usual, e com isto incentiva-se a população a participar, tirando o cidadão da inércia. Faz com que o cidadão não se distancie do debate. Esta é a discussão macro que estamos fazendo, no sentido de aperfeiçoar o sistema, para que ele avance da democracia representativa, a partir de elementos de democracia participativa e de democracia direta.”
Rubens Otoni, Deputado federal brasileiro, por quatro mandatos consecutivos, pelo Partido do Trabalhadores
“A cada eleição a gente vê que, cada vez mais, os nossos representantes são escolhidos muito mais pela estrutura de campanha – pelo dinheiro que têm na campanha –, do que necessariamente pelas ideias, pelas propostas ou pelos compromissos com a comunidade. Salvo as exceções que temos em cada partido, cada vez mais vai ficando estreito o espaço daqueles que trabalham apenas com ideias. A estrutura do dinheiro influencia cada vez mais a eleição dos representantes, a ponto de lideranças populares, pessoas que têm prestígio na sua comunidade não se aventuram na atividade política porque sabem que não têm a estrutura necessária para enfrentar o jogo que será jogado. Isto precisa mudar. Precisamos de leis que determinem um equilíbrio maior,de modo que, que vá para a disputa eleitoral, possa fazê-lo numa estrutura equilibrada, onde prevaleça o prestígio, a liderança, as propostas, as ideias e o compromisso assumindo com a comunidade.”
Rubens Otoni, Deputado federal brasileiro, por quatro mandatos consecutivos, pelo Partido do Trabalhadores
“Se for feita uma entrevista junto aos que protestam nas ruas, vão dizer que são contra o financiamento público, porque estão convencidos que seria tirar dinheiro do Estado para dar aos políticos. O que não entendem é que como está hoje, é mais nocivo o financiamento onde o dinheiro é o fator mais determinante nas eleições, do que o debate de ideias e de projetos. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio, de maneira que aqueles que querem fazer política respaldados em ideias e compromissos não sejam prejudicados pelos que abusam do poder econômico.”

Rubens Otoni, Deputado federal brasileiro, por quatro mandatos consecutivos, pelo Partido do Trabalhadores

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Quatro previsões num estudo do Citigroup para o ano 2050 e citadas em Ventura Leite “Solução para a crise”:

Quatro previsões num estudo do Citigroup para o ano 2050 e citadas em Ventura Leite “Solução para a crise”:
1. A Índia será a primeira economia global
2. Os EUA serão a terceira, logo depois da China
3. A Indonésia, Nigéria e Egipto serão economias maiores que a alemã
4. Filipinas, Vietname e até, Bangladesh terão economias maiores que França, Itália e Espanha.

(Estas previsões têm em conta as taxas de crescimento recentes, a evolução da população no acesso à informação e a qualidade da governação e o acesso aos recursos naturais)

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“Muito do que se importa da Ásia poderia ser produzido gradualmente no Norte de África e constituir uma oportunidade eficaz para dezenas de milhões de pessoas que sonham atravessar o Mediterrâneo em busca de uma oportunidade pouco consistente.”

“Muito do que se importa da Ásia poderia ser produzido gradualmente no Norte de África e constituir uma oportunidade eficaz para dezenas de milhões de pessoas que sonham atravessar o Mediterrâneo em busca de uma oportunidade pouco consistente.”
Ventura Leite, Solução para a Crise (2012)

Já em 2012, este economista alertava para a necessidade de se atacar o problema das migrações não com fragatas e fuzileiros mas na origem, desenvolvendo as economias, sociedades e democracias dos países de origem e passagem. Com efeito, se a Europa quer realmente fazer algo para reduzir este fluxo descontrolado e assassino de migrantes só o pode fazer, de forma eficaz e consistente, se o atacar a montante e não a jusante.

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Explicação no i (que ainda não tinha lido) dos 14 milhões “dados” por José Guilherme a Ricardo Salgado:

Explicação no i (que ainda não tinha lido) dos 14 milhões “dados” por José Guilherme a Ricardo Salgado:
1. José Guilherme era parceiro da ESCOM
2. José Guilherme investiu 7 milhões nos terrenos em Luanda onde foram construídas as Torres da empresa
3. a ESCOM comprou esta participação de José Guilherme por 32 milhões
4. José Guilherme ganhou 25 milhões
5. José Guilherme deu 14 destes milhões a Salgado

Perceberam o esquema?…

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Bruno Nogueira

“O nosso Presidente não se assusta com nada, porque acorda com a Maria de touca de manhã”
“Eu vi o ar descontraído do nosso Presidente que disse que a Grécia saia mas que 19 menos 1 dava 18 e era tudo na boa. Eu queria era ver o nosso Presidente a dizer à Maria que partiu um presépio mas que 3200 menos 1 ainda ficam 3199 presépios. Acabava-se logo a canja de letras com moelas que é coisa que ele tanto gosta.”
Bruno Nogueira
“Com a saída do Santos Silva da TVI, só resta nas televisões um comentador socialista: o Pacheco Pereira”
Bruno Nogueira
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“Portugal tem um dos mais elevados níveis de ineficiência na Europa e um dos mais elevados níveis de ineficiência hídrica a nível mundial”

“Portugal tem um dos mais elevados níveis de ineficiência na Europa e um dos mais elevados níveis de ineficiência hídrica a nível mundial”
Ventura Leite, Solução para a Crise

Que ganhos se obteriam num amplo, extenso e ambicioso plano nacional de combate aos desperdícios energéticos em empresas, organismo do Estado central e autarquias e famílias que visasse (e estimulasse com empréstimos bonificados, com taxas de desperdício e vantagens fiscais) a redução destes desperdícios e a criação de uma contenção de desperdício e importações de energia? A ser realmente abrangente e mobilizador (e sob medida constante) este plano poderia ter impactos múltiplos a nível do ambiente, da balança de transacções e até das exportações (quando passasse a haver superavit energético).

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Henry David Thoureau, Onde vivi e para que vivi (1854)

“Eu não falaria tanto sobre mim, caso houvesse uma outra pessoa que conhecesse tão bem. Lamentavelmente, estou confinado a este tema pela limitação da minha experiência”
Henry David Thoureau, Onde vivi e para que vivi (1854)
“O trabalhador não dispõe de lazer para uma genuína integridade no dia-a-dia, não se pode dar ao luxo de manter a mais humana das relações com outros homens, pois o seu trabalho seria depreciado no mercado. Não tem tempo para ser outra coisa além de uma máquina”
Henry David Thoureau, Onde vivi e para que vivi (1854)
“É difícil ter um capataz sulista. É pior ter um do Norte. Mas o pior de tudo é quando se é o capataz dos escravos de si mesmo.”
Henry David Thoureau, Onde vivi e para que vivi (1854)
“A opinião pública é um tirano fraco comparada com a nossa opinião acerca de nós mesmos.”
Henry David Thoureau, Onde vivi e para que vivi (1854)
“O que um homem julga de si próprio é o que determina ou, melhor dizendo, é o que marca o seu destino”
Henry David Thoureau, Onde vivi e para que vivi (1854)
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Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste

“As novas formas de intervenção no espaço público dão ao cidadão a oportunidade de se transformarem em agentes pró-ativos do processo politico, permitindo-lhes desestruturar os velhos modelos de organização centralista e substitui-los por processos de comunicação baseados num diálogo horizontal e em rede, estabelecendo uma relação direta entre eleitos e eleitores, sem a interferência dos aparelhos partidários. Esta é a nova realidade que está a ameaçar o poder estabelecido e a sua constelação de interesses e interdependências”.
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“Chegámos a um ponto inimaginável, ao vermos a União Europeia que nasceu como um espaço de afirmação, defesa e promoção da liberdade e da democracia, reprimir e retaliar com violência os que têm o atrevimento de exercer direitos fundamentais. A democracia e a soberania estão seriamente ameaçados e os cidadãos, sem disso se darem conta, perderam o poder de decidir sobre o destino dos seus países”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“A Europa “vendeu a alma ao diabo” e foi capturada pelos mercados. Os Estados devedores ficaram totalmente à mercê dos credores e chegou-se ao cúmulo de ver um governo democraticamente eleito ser destituído, como aconteceu em Itália, para que fosse nomeado um governo de tecnocratas não eleitos, dirigido por um funcionário das instituições credoras, Mario Monti”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“Em Portugal, sem que ninguém desse conta, um representante da troika sentou-se durante boa parte do mandato deste governo, semanalmente no Conselho de Ministros, dando ordens directas aos demais ministros. Se isto não é um estado vassalo, o que é então um estado vassalo?”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“Muitos cidadãos europeus já perceberam que não há outro caminho senão uma reforma profunda da União Económica e Monetária, que passe por uma reestruturação das dividas dos países periféricos, pela revisão dos Tratados e por uma nova arquitectura da “moeda única”, que desta vez deve ser sujeita a uma aprovação pela via referendária.”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“Os alicerces da velha democracia formal estão a ruir e sobre os seus escombros estão a nascer as bases para a construção de novos modelos de participação, de intervenção e de organização democráticas”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“Os povos europeus estão cansados das velhas receitas partidocráticas e estão dispostos a sair da “zona de conforto” das propostas politicas tradicionais e apostar em propostas politicas disruptivas e inovadoras, protagonizadas por uma nova geração de protagonistas políticos. É hoje claro que os partidos tradicionais estão em crescente erosão, principalmente os partidos socialistas europeus, que têm visto fugir uma parte importante da sua base social de apoio para novas formações politicas” (…) “Um fenómeno que em Portugal não parece, para já, verificar-se, uma vez que, de acordo com as sondagens, o PS continua a polarizar maioritariamente o voto da esquerda e do centro-esquerda”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“Quem detém o poder, detém a riqueza. É por isso que a redistribuição da riqueza depende, antes de tudo, da redistribuição do poder. Para aqueles que acreditam num mundo mais justo e menos desigual, o principal desígnio politico para o século XXI deve ser lutar por garantir uma redistribuição mais equitativa do poder. Porque democratizar o poder, significará democratizar a riqueza”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“As novas formas de intervenção no espaço público estão a permitir aos cidadãos desestruturar os velhos modelos de organização centralista e substitui-los por processos de comunicação baseados no diálogo em rede, muitas vezes desenvolvidos em canais que escapam ao controlo dos dirigentes”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
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Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi (1854)

“Os Vedas dizem que “todas as inteligências acordam com a manhã”. A poesia e a arte, assim como as mais belas e memoráveis acções humanas, datam de tal hora.”
Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi (1854)
“Milhões estão despertos o suficiente para o trabalho físico, mas apenas um em cada milhão está desperto o suficiente para o verdadeiro esforço intelectual, apenas um em cada cem milhões para a vida poética ou divina. Estar desperto é estar vivo. Nunca encontrei até agora um homem desperto a cem por cento.”
Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi (1854)
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Daniel Adrião, Portugal a meia-haste

“é conveniente lembrar o que está escrito na moção de António Costa, aprovada no XX Congresso Nacional, realizado a 29 e 30 de novembro de 2014: “faz sentido aperfeiçoar as condições de exercício da democracia partidária, com destaque para a maior facilitação da capacidade eletiva dos militantes, bem como da valorização da participação dos simpatizantes, tanto pela susceptibilidade da realização de eleições primárias para a designação de candidatos a titulares de cargos políticos, como pela possibilidade da sua participação regular em instâncias de reflexão politica”. O mesmo principio foi consagrado na revisão de Estatutos.”
Daniel Adrião, Portugal a meia-haste
“O PS deve lançar as bases (…) Para uma agenda de transformação, que contemple medidas como:
.Revisão estatutária, por forma a alterar o atual paradigma partidário assente exclusivamente nos militantes, alargando o universo de participação aos simpatizantes/eleitores do PS, adquirindo estes capacidade eleitoral ativa, isto é, o direito de voto em todas as eleições internas no partido.
.Revisão estatutária por forma a instituir as primárias como o método de eleição de todos os candidatos a titulares de cargos políticos (…)
.Revisão da lei eleitoral por forma a estabelecer uma relação mais direta entre eleitores e os deputados que os representam, através da introdução de círculos uninominais e de compensação (…)
.Revisão da lei eleitoral por forma a garantir que os eleitores têm a possibilidade de optar por um candidato específico entre os vários candidatos propostos pelo partido nesse circulo, através da introdução do voto preferencial
.Revisão da lei eleitoral por forma a permitir a apresentação de candidaturas de cidadãos independentes à Assembleia da República”
Daniel Adrião, Portugal a meia-haste
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Henry David Thoureu, Onde vivi e para que vivi (1854)

“Todos os homens desejam, em vez de algo com que fazer, algo para fazer ou antes algo para ser.”
Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi (1854)
“Os nossos trajes mais resistentes, constantemente usados, são o nosso tegumento celular ou córtex”
Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi (1854)
“A maior parte dos homens leva uma vida de mudo desespero. O que é apelidado de resignação é na verdade um desespero incurável.”
Henry David Thoureu, Onde vivi e para que vivi (1854)
“Não existe um modo de pensar ou de agir que possa ser aceite cegamente. O que hoje todos repetem ou o que é transmitido em silencio sob forma de verdade pode revelar-se falso amanhã.”
Henry David Thoureu, Onde vivi e para que vivi (1854)
“Simplificar, simplificar. Em vez de três refeições por dia, se for necessário, comei apenas uma. Em vez de uma centena de pratos, cinco. Reduzi, ainda as outras coisas proporcionalmente.”
Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi (1854)
“As necessidades da vida (…) poderiam ser resumidas, com suficiente precisão, através dos seguintes conceitos: alimento, abrigo, vestuário e combustível. Apenas quando asseguramos estes bens estamos preparados para nos dedicarmos aos verdadeiros problemas da vida”
Henry David Thoureu, Onde vivi e para que vivi (1854)
“A nossa vida é desperdiçada em pormenores. Um homem honesto dificilmente precisa contar para lá dos seus dez dedos, podendo, em casos extremos, acrescentar os dez dedos dos pés e que o resto se acumule. Simplicidade, simplicidade, simplicidade!”
Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi
(Sobre as nações) “A única cura é uma economia rígida, uma simplicidade de vida e elevação de propósitos austeros e mais que espartanos. Vive-se demasiado depressa.”
Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi
“O tempo nada é a não ser o riacho onde vou pescar”
Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi
“Cada geração troça das antigas modas, mas segue religiosamente a nova”
Henry David Thoreau, Onde vivi e para que vivi (1854)
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Se queremos reduzir – no curto prazo – as importações energéticas lusas…

Se queremos reduzir – no curto prazo – as importações energéticas lusas e, num prazo inferior a cinco anos, passar a um super-ávite energético importa criar – a par de um plano de electrificação do parque automóvel – um plano de conversão dos automóveis atuais para o consumo de gás natural.
Desta forma, e como aponta Joaquim Ventura Leite no “Solução para a crise”:
“1. Reduzir a factura energética com a importação, uma vez que o gás é mais barato que o petróleo
2. Reduzir significativamente as emissões de CO2
3. Reduzir os custos para as empresas e para as pessoas
4. Criar emprego nas oficinas de transformação (bastante simples, por sinal)”
De recordar que Portugal tem importantes reservas (mas ainda por explorar) de gás natural junto à costa algarvia…

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Joaquim Ventura Leite, Solução para a crise

“Há vantagem em haver dois mandatos presidenciais em que se obriga os Presidentes da República a algum tacticismo para assegurar a sua reeleição conforme quem está no Governo? O que se perdia se o mandato fosse único e de sete anos?”
Joaquim Ventura Leite, Solução para a crise
“Na eventualidade de um partido não alcançar uma maioria no Parlamento em eleições legislativas, o Presidente da República (deveria poder dar) ao seu líder 10 dias para lhe apresentar um acordo parlamentar para o respectivo programa de Governo. Não o conseguindo, a Constituição determinava que competia ao Presidente nomear o primeiro-ministro, que teria de lhe apresentar uma proposta de programa de Governo e de equipa para governar. Dito de outra forma, ou o partido vencedor aceitava o compromisso com outros, ou mudava o candidato a primeiro-ministro.
Neste cenário, o Parlamento não teria qualquer competência para vetar ou alterar o programa de Governo, apenas podendo solicitar ao Tribunal Constitucional a fiscalização da constitucionalidade das decisões do Governo presidencial”
Joaquim Ventura Leite, Solução para a crise
“Há uma pequeníssima alteração constitucional que faria uma diferença histórica. Trata-se de um novo poder dado ao Presidente da República para convocar referendos que lhe sejam solicitados por um certo numero de portugueses, desde que seja o dobro do exigido actualmente. Como se sabe, a decisão actual relativamente à aceitação de referendos é do Parlamento, que por vezes decide estes pedidos por conveniência partidária”
Joaquim Ventura Leite, Solução para a crise
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Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste

“Nos últimos anos temos vindo a testemunhar o desmantelamento do sistema produtivo de informação broadcast e dos media monopólios, assentes em representações simplistas e estereotipadas da realidade”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“Ao (ter) promovido eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro, abertas aos simpatizantes, o PS rompe com a tradição partidocrática vigente em Portugal desde a monarquia constitucional e cria um precedente histórico num domínio até aqui considerado como “uma reserva de soberania” dos membros dos partidos e dos seus órgãos de representação”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“As primárias inauguram um novo “contrato politico” entre o PS e os cidadãos, dando inicio a um processo irreversível de transferência de poder das estruturas do partido para a sociedade civil. O que na pratica se traduz no principio do fim do modelo de “partido de militantes” tal como se conhece hoje e a transição para o modelo de “partido de eleitores”, através da deslocalização do centro de decisão de um núcleo restrito e circunscrito de membros do partido para a massa eleitoral que constitui a sua base social de apoio. De ora em diante, os cidadãos terão a legitima expectativa de que as decisões do PS reflitam as dialécticas que se expressam no espaço publico, onde o peso crescente da Internet, das redes sociais e dos novos media, dá aos cidadãos a oportunidade de se transformarem em agentes pró-activos do processo politico”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“A utopia da democracia directa, onde eleitos e eleitores, governo e governados, estão em permanente contacto e estabelecem um diálogo direto, através de canais de comunicação velozes, ubíquos e sem mediação, está mais perto do que nunca de se tornar realidade. Finalmente, podemos estar a assistir ao despertar de uma novíssima Democracia, capaz de estabelecer um novo contrato de confiança entre os cidadãos e a politica”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“(As Eleições Primárias no PS vieram) demonstrar que a democracia representativa sai enriquecida e fortalecida desta experiência, que a politica se qualifica e se credibiliza aos olhos dos cidadãos com o aprofundamento dos mecanismos de participação e que os portugueses estão disponíveis para responder com entusiasmo aos processos de abertura dos partidos à cidadania”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“As Primárias do PS vieram demonstrar que o conjunto de cidadãos que se identifica com o PS e que está disponível para o assumir é em número muito superior ao dos seus putativos militantes e que provavelmente há um enorme “ficheiro morto” e um número muito significativo de “militantes-fantasma”, que inflacionam e desvirtuam o número efetivo de membros do partido.”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
(As Eleições Primárias do PS deixam) claro que há um conjunto muito alargado de cidadãos que quer participar na vida do PS, mas que não se identifica com a velha lógica militante, que aos olhos da maioria dos portugueses é percepcionada pela opinião pública como um mundo pouco recomendável, que simboliza o que de mais nefasto existe na acção politica, minando a confiança dos cidadãos na democracia.”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“As Primárias constituíram um sinal de que é possível reverter a má imagem que os cidadãos têm dos partidos e da atividade politica e demonstrarem que o PS ganha atratividade e gera adesão e entusiasmo quando se liberta da lógica “claustrofóbica” que impera no seu funcionamento interno e franqueia as portas aos seus simpatizantes/eleitores, que constituem a sua efetiva base social de apoio.”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
“A experiência das primárias deve encorajar o PS a evoluir de um modelo de partido assente exclusivamente nos seus militantes para um modelo de partido que tenha como principal massa critica os seus simpatizantes/eleitores, uma mudança de paradigma que permita atrair os cidadãos para o centro da atividade partidária.”
Daniel Adrião, Portugal a Meia-haste
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“As pessoas administram em geral os seus assuntos com sensatez, a não ser que os padres as enganem ou os seus governantes as intimidem”

“As pessoas administram em geral os seus assuntos com sensatez, a não ser que os padres as enganem ou os seus governantes as intimidem”
Thomas Paine (1737-1809)
“A sociedade é produzida pelas nossas necessidades e o governo pela nossa maldade; a primeira promove positivamente a nossa felicidade unindo os nossos afectos, o segundo negativamente, restringindo os nossos vícios”
Thomas Paine (1737-1809)
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Sabia que…

#SabiaQue no Código Administrativo de 1959, referente ao recenseamento eleitoral, a inscrição dos funcionários públicos era providenciada quando ingressavam na função pública, mas não havia divulgação ou incentivo relativamente aos restantes cidadãos?

#SabiaQue em 1959, as mulheres não casadas apenas podiam votar se lhe fosse “reconhecida idoneidade moral, que viva inteiramente sobre si e tenha a seu cargo ascendentes, descendentes ou colaterais”?

#SabiaQue em 1968 as mulheres podiam votar desde que soubessem “ler e escrever”?

#SabiaQue em 1938 apenas 10.6% da população nacional estava recenseada? Em 1953, a proporção era de 14.4% e em 1969 de 19.5%.

#SabiaQue, em 1973, estava recenseado 1.8 milhão de portugueses, mas destes, 300 mil eram indivíduos já falecidos e a duplicações?

#SabiaQue, em 1974, a idade mínima dos eleitores baixou de 21 para 18 anos?

#SabiaQue, quanto ao recenseamento dos cidadãos residentes em Portugal e nacionais de países da UE, a sua inscrição não carece de tempo mínimo de residência, pelo que podem promover a sua inscrição desde que provem a sua residência habitual no país, através do titulo de residência?

#SabiaQue, os cidadãos nacionais de países de língua oficial portuguesa, residentes em Portugal há mais de dois anos, podem recensear-se? Contudo, actualmente, apenas os nacionais do Brasil e Cabo Verde, únicos países que oferecem reciprocidade de direitos políticos, sendo que no caso de Cabo Verde ela se restringe à participação nas eleições autárquicas.

#SabiaQue, se podem recensear os cidadãos estrangeiros que residem há mais de 3 anos em Portugal e cujos países oferecem reciprocidade no que respeita a capacidade eleitoral para as autárquicas? No concreto, trata-se de Argentina, Chile, Israel, Noruega, Peru, Uruguai e Venezuela.

#SabiaQue, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) é o órgão superior da administração eleitoral com competência para disciplinar e fiscalizar todos os actos de recenseamento e operações eleitorais para órgãos electivos de soberania, não sendo, no entanto, um órgão executivo?

#SabiaQue, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) é composta por cidadãos de reconhecido mérito, a designar pela Assembleia da República, integrados em lista e propostos um por cada grupo parlamentar?

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Testemunhos no SNS

#TestemunhoNoSNS: num internamento hospital, com 48 anos somos tratados como “novos” (a média dos internados é superior aos 80). No mundo laboral, aos 48, já nem sequer somos “velhos”.
Somos “mortos”.
#TestemunhoNoSNS: estar num hospital é – também – um pouco como estar num episódio de Star Trek (em que as funções de cada um se distinguem pela cor do uniforme)
#TestemunhoNoSNS: o casal de idosos que tenta “doar” vinte euros a um auxiliar das Urgências do Santa Maria para passar à minha frente e que o faz, à minha frente. O auxiliar mostra mais fibra moral que os dois farçolas.
#TestemunhoNoSNS: chegada à urgências pelas 1018 de um sábado de manhã. Um gabinete de 4 a funcionar. Primeira vista por médica quatro horas depois. Saída para internamento pelas 2000. DEZ horas depois, sempre com febre alta e em cadeiras desconfortáveis.
#TestemunhoNoSNS e #SupremaIronia: sou asmático desde os onze (?) mas foi preciso uma reacção alérgica a um antibiótico por IV para me fazer levar com cortisona pela primeira vez…
#TestemunhoNoSNS: os internados ao fim-de-semana (como eu) padecem de taxas de morte superior aos demais em 15% nos EUA e no RU. Tendo em conta as reformas de muitos médicos seniores (obrigado, PaF!) serão os nossos números muito diferentes?…
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Coitadinho

Coitadinho
Do tiraninho
Não bebe vinho. Nem sequer sozinho…
Bebe a verdade
E a liberdade
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado
Fernando Pessoa sobre Salazar

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Fernando Pessoa escrevendo sobre si mesmo e a sua ideologia politica

Fernando Pessoa escrevendo sobre si mesmo e a sua ideologia politica: “considera que o sistema monárquico seria o mais próprio de uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver plebiscito entre regimes, votaria, com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário”

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A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado

“Há grandes vantagens em que um governo seja agnóstico em matéria de quem fornece qualquer serviço público. Não tem de ser o Estado. Isto pode parecer de senso comum; mas dentro do Estado “a separação comprador-fornecedor” é revolucionária porque injeta um factor de concorrência nos seus órgãos vitais”
(…)
“A separação comprador-fornecedor nem sempre funciona tão fluidamente como seria de esperar. São precisos novos gestores para escolher os fornecedores e uma camada de reguladores para verificar que o fazem corretamente. A nova British Rail, os caminhos de ferro britanicos, está partida em cem bocados diferentes de tal modo que é dificil saber a quem atribuir a culpa quando alguma coisa corre mal (o que acontece muitas vezes). Uma das razoes por que os cuidados de saude americanos sao a trapalhada que sao está na grande parte deles que é concessionada. (…) Como se impede uma escola de excluir os alunos dificeis para melhorar os seus resultados? Um sistema de avaliação errado pode ser fatal. No Hospital Stafford da Grã-Bretanha morreram entre 400 e 1200 pessoas mais do que teria previsto a ciencia atuarial porque os administradores estavam tão obcecados em atingir os seus objetivos que negligenciavam sistematicamente os pacientes”
(…)
“Os contratos têm de ser apropriadamente redigidos e os contratados atentamente supervisionados. Os sistemas de avaliação têm de ser desenhados com sensibilidade. Os cidadãos precisam de receber toda a informação que for possível sobre a forma como estão a portar-se os concessionários, como acontece na Suécia.”

A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge

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A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado

“A maior parte das cidades chinesas chega ao fim do mês graças à expropriação de terras. Compram propriedades nos limites da cidade, usando ordens de compra obrigatórias em que raramente pagam aos donos um preço justo, e depois vendem-nas a promotores imobiliários que, por seu turno, vendem as casas que constroem às classes médias mais ricas. Em 2012, as receitas das vendas dos direitos de propriedade constituíram mais de metade da receita fiscal dos governos locais”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A China gasta cinco vezes mais para dar de beber e de comer aos funcionários do governo local (de Xangai) do que para educar as crianças até aos 16 anos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Algumas empresas, como a Lenovo nos computadores e a Geely nos automóveis, receberam dinheiro do Estado. Em termos mais gerais, o Partido Comunista assegura-se que a sua voz está representada (…) realiza reunioes-sombra das reuniões formais do conselho de administração cujas decisões muitas vezes se impõem às deste, em especial no respeitante a nomeações.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Os chefes das 50 empresas mais importantes da China têm todos, ao lado dos seus terminais da Bloomberg e das fotografias da família, uma “caixa vermelha” que lhe proporciona um link instantâneo (e encriptado) com o alto-comando do Partido”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Se, na China, forem tidos em conta todos os subsídios encobertos, como terrenos gratuitos, o retorno real médio do capital para as empresas do Estado entre 2001 e 2009 foi negativo”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A China possui mais de 3.5 milhões de automóveis oficiais a um custo de cerca de 50 mil milhões de dólares por ano em viagens ao estrangeiro, carros e recepções”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A China já só tem cinco cidadãos ativos por cada pessoa de idade e até 2035 o rácio vai cair para dois. Uma constante procura de serviços, uma péssima demografia e um Estado ineficiente: o futuro da China pode ser mais ocidental do que ela imagina”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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“Se o governo federal for posto a tomar conta do deserto do Saara, daqui a cinco anos vai haver falta de areia”

“Se o governo federal for posto a tomar conta do deserto do Saara, daqui a cinco anos vai haver falta de areia”
Milton Friedman
“Nada é tão permanente como um programa temporário do governo”
Milton Friedman
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