“A diluição da diferença entre partidos reduz o atractivo de votar, com o cidadão a perder a noção das diferenças, porque não sabe o que está a escolher e isso o desmobiliza”

“A diluição da diferença entre partidos reduz o atractivo de votar, com o cidadão a perder a noção das diferenças, porque não sabe o que está a escolher e isso o desmobiliza. No entanto, os portugueses mostraram, em 1985, ao elegerem 45 deputados do PRD, e em 1999, 2002, 2005, ao atribuírem 2, 3 e 8 deputados ao Bloco de Esquerda, respetivamente, que os cidadãos eleitores são susceptíveis à diferença e nenhum partido é proprietário dos votos do eleitorado”
Alcidio Torres e Maria Amélia Antunes, O Regresso dos Partidos

Por isso, desiludam-se aqueles que acreditam (e tenho alguns bons amigos nesse número…) que o sagrado rotacionismo situacionista PS-PSD vai funcionar sempre e que a abstenção irá, sempre, afectar os dois em idêntica proporção.
O grande elemento perturbador do rotativismo reside aliás, precisamente, na abstenção. O quadro sociológico dos eleitores tradicionais do PS e do PSD é bastante diferente e isto significa que é plausível que determinadas condições podem fazer aumentar a abstenção mais num determinado quadro sociológico que noutro e, logo, afectar muito mais um partido que outro. Por outro lado, o abstencionismo é um fenómeno complexo, difícil de compreender e prever. Pode escapar a qualquer tipo de lógica racional e basear-se unicamente em critérios emocionais e produzir o mesmo desequilíbrio. Se um dos dois partidos rotacionismo cair abruptamente e o outro estabilizar nos sufrágios, isso pode quebrar o bipartidarismo efetivo em que vivemos e tornar um dos seguintes partidos (PP, PCP, BE, Livre ou PDR) o segundo mais votado.

Categories: Democracia Participativa | Deixe um comentário

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