“Os portugueses devem preparar-se para uma discussão profunda sobre o nível das remunerações da nossa classe politica, porque os seus salários, se demasiado baixos, além de outros efeitos, não servem de alento a que os melhores se dediquem à causa pública”

“Os portugueses devem preparar-se para uma discussão profunda sobre o nível das remunerações da nossa classe politica, porque os seus salários, se demasiado baixos, além de outros efeitos, não servem de alento a que os melhores se dediquem à causa pública”
Fernando Teixeira Mendes, Por uma Democracia de Qualidade

Basta de demagogia. Como podemos esperar atrair (e manter) na Politica os melhores se não lhes queremos pagar adequadamente? Note-se que o vencimento de um deputado não é totalmente inadequado (especialmente quando comparamos com o salário médio luso que hoje ronda os 505 euros), mas refiro-me aos vencimentos dos presidentes de câmara, presidentes de junta, deputados municipais e de freguesia (pagos com senhas de presença). Quando digo que não podemos pagar pouco e exigir muito refiro-me também (e sobretudo) a algum tipo de segurança financeira que o deputado tem que ter quando termina o seu mandato.

Ou bem que temos (e temos) a Assembleia da República povoada de funcionários públicos, profissionais liberais (médicos e advogados), pensionistas e funcionários partidários, ou bem que queremos ter um Parlamento que represente não somente essas classes profissionais mas também o setor privado, os pequenos empresários, os jovens estudantes, os trabalhadores por conta de outrem. E essas classes (cuja ausência é clamorosa) só podem estar no Parlamento se, depois dos mandatos de 4 anos, tiverem algum tipo de segurança financeira (seja na forma de uma subvenção permanente, mas nunca comparável com os escandalosos valores anteriores), seja na forma de um ilícito criminal forte e aplicado aos empregadores que os dispensarem após esse mandato de serviço público, seja na forma de um vencimento suficientemente elevado que lhes permita compensar o desemprego nos anos seguintes (com cláusulas de devolução se este não suceder), seja ainda e por fim na forma de um seguro de desemprego pago após o mandato e a executar apenas depois de seis meses de desemprego e descontado diretamente do vencimento (aumento) como deputado.

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Categories: Democracia Participativa | Deixe um comentário

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