António Borges Coelho, Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista

“A água era vendida ao domicílio e as sujidades levadas pelas negras para a Ribeira. Não faltava quem deitasse as águas sujas para a rua. Por isso os lisboetas que se prezavam andavam nas ruas a cavalo ou calçavam altos borzeguins.”
António Borges Coelho, Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista
“A primeira vez que o infante Dom Luis foi visitar a Castela seu cunhado, o imperador Carlos V, levou consigo Dom João Coutinho, conde do Redondo. O infante foi recebido em Barcelona com mostras de muita alegria. Enquanto os cunhados se encontravam, o conde chegou-se a um canto da sala para urinar. O tudesco da guarda repreendeu-o com aspereza mas o conde resolveu tomar a ofensiva. Chegando à fala com o imperador, disse-lhe:
– Senhor, mande dar em seus reinos um lugar seguro em que mije!”
Antonio Borges Coelho, Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista
Na grande e muito custosa procissão organizada pelos Jesuítas em 25 de janeiro de 1588 em Lisboa e que destinava a recolher no Convento de São Roque as relíquias alcançadas por João de Borja, filho do duque de Gandia e ex-Geral dos Jesuítas, nos estados onde se espalharam as ideias luteranas seguiam “26 cabeças de santos, muitos braços e corpos, uma camisa de Nossa Senhora, uma maçaroca que ela fiou, um espinho da coroa de Nosso Senhor e um cravo. Mas a relíquia mais apreciada era um cueiro do Menino Jesus que “se dava dele a muitas pessoas e nunca minguava”.
António Borges Coelho, Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista
“Em 1593 o Senado da Câmara de Lisboa funciona no velho Paço. (…) Era presidida por um fidalgo e a vereação, composta por gente letrada ou não, provinha em geral da nobreza urbana. Nas reuniões da Câmara participavam também dois representantes eleitos pela Casa dos 24 que agrupava os mesteres tradicionais.
A Câmara dirigia os assuntos correntes – a limpeza e a higiene da cidade, os mercados, os preços, os arruamentos e o licenciamento das obras, as festas – administrava as propriedades municipais e dirigia a vida do entreposto vital do Terreiro do Trigo. Nomeava dois juízes do Civel e dois do Crime.”
António Borges Coelho, Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista
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