Daily Archives: 2015/04/30

“O meu receio é que tudo fique na mesma e acho que era altura de o partido definitivamente introduzir esse regulamento de tornar obrigatório eleições primárias, pelo menos para uma parte dos deputados.”

“O meu receio é que tudo fique na mesma e acho que era altura de o partido definitivamente introduzir esse regulamento de tornar obrigatório eleições primárias, pelo menos para uma parte dos deputados.”
Alvaro Beleza

E contudo, as resistências do Aparelho devem ser vencidas se queremos, efetivamente, renovar o Partido Socialista a partir do seu interior e contando com a energia mobilizadora dos seus militantes e simpatizantes dar esse sinal.
As Primárias foram uma forma de – em 2014 – trazer para o centro do processo politico internos os cidadãos.
Construir as listas distritais a partir de nomes indicados pelos aparelhos distritais e ordená-los por voto preferencial e em eleições primárias seria outra forma de democratizar o partido.
Porque redemocratizar a democracia é preciso. A começar, por dentro, dos maiores partidos de poder.

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“O efeito da norma nos políticos eleitos: a politica como sempre: Para alem do efeito corruptor do processo através do qual são eleitos existe também aquilo a que chamados de “cultura dominante” na politica”

“O efeito da norma nos políticos eleitos: a politica como sempre: Para alem do efeito corruptor do processo através do qual são eleitos existe também aquilo a que chamados de “cultura dominante” na politica.” (…) “Como os cientistas sociais já demonstraram amplamente, alguém que começa numa profissão será – de uma forma consciente e inconsciente – condicionado a pressões para se conformar com a norma dessa profissão. Os novos políticos não se comportarão de forma diferente. Mesmos os mais determinados e bem intencionados, assim que assumirem funções, num mundo em que todas as interações sociais e profissionais irão encorajá-los a seguir a linha e não fazerem muitas ondas.”
Rebooting Democracy
Manuel Arriaga

Por isso digo aos meus amigos (uns verdadeiros, outros falsos…) que ambicionam um dia serem deputados o seguinte: têm duas opções: ou bem que fazem mandatos em permanente ruptura para com o Aparelho, as direcções locais e nacionais e perdem as hipóteses de serem renovados na lista ou bem que se conformam a um papel passivo no Parlamento e, logo, abdicam do seu dever de representação efetiva do eleitorado do seu círculo. No sistema atual, de listas distritais de deputados, fechadas e ordenadas pelos aparelhos locais, não há mais opções e ter em conta que, no PS, houve até um retrocesso quando se decidiu não avançar com Primárias para listas distritais nem com Diretas, fazendo o Partido das muito participadas e bem sucedidas Primárias de 2013 recuar não um, mas dois, passos, já que alem das Primárias também se recusa agora a opção de se fazem Diretas (caso haja mais que uma lista local).

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“Muitos eleitores acabam deitando os seus votos nos candidatos estabelecidos de um partido maior em que, realmente, não apoiam verdadeiramente”

“Muitos eleitores acabam deitando os seus votos nos candidatos estabelecidos de um partido maior em que, realmente, não apoiam verdadeiramente. Eles pensam (corretamente) que votando num partido menor, poderão estar a “desperdiçar” o seu voto e que será melhor ajudar a eleger o candidato “menos mau” do partido maior.
Embora este método torne o pais mais “governável”, o facto é que os partidores maiores acabam recebendo uma maior percentagem dos votos o que acaba tendo implicações negativas. Em particular, os grandes partidos sentem-se menos ameaçados pelas eleições e, consequentemente, menos responsabilizáveis pela cidadania. Ao mesmo tempo, os “outsiders” são dissuadidos de lançarem novos projetos políticos que poderiam desafiar o status quo e sabem que teriam poucas hipóteses de serem eleitos. Isto leva a que se crie uma elite politica que se sente, basicamente, intocável.”
Manuel Arriaga, Rebooting Democracy

Não pode haver democracia plena sem que todos os votos estejam – de alguma forma – representados no órgão representativo a que se reporta o sufrágio. E isto so pode acontecer se o voto for preferencial, se as listas forem nominais e abertas e se forem utilizador sistemas eleitorais (como os que funcionam na Irlanda e em Malta) que garantem que não se desperdiçam votos, que os votos das minorias são sempre, de alguma forma, transferidos para um circulo nacional ou para uma lista reordenada dos candidatos que se apresentam às eleições.

Viver em democracia é mais do que ser tolerante com as minorias. É reservar-lhes um lugar e assegurar o seu direito à influencia e palavra nas decisões que também lhes dizem respeito.

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