“O caso português está a fugir da tendência de ruptura na Europa do Sul”

“O caso português está a fugir da tendência de ruptura na Europa do Sul. Aqui, coexistem dois tipos de tendências: um líder que consegue estruturar uma mensagem, para alem das questões conjunturais, como Pablo Iglesias, em Espanha, ou Beppe Grillo, em Itália; e uma enorme descrença em relação à elite política, criada pelos grandes escândalos de corrupção como os que sucederam em Espanha e na Grécia.”
Marco Lisi (Professor da Universidade Nova de Lisboa)

Faltam em Portugal Iglesias e Grillos, mas temos a crise de confiança nos partidos… Nos tradicionais, como demonstram os números esmagadores da abstenção e nos emergentes, como demonstra a sua incapacidade para descolarem das sondagens ou para se tornarem em reais desafiantes dos partidos tradicionais (como sucede em toda a Europa).

De facto, em Portugal, o maior desafiante aos partidos tradicionais não são os partidos emergentes, mas a abstenção. Esta constatação é um risco porque cria descontentamento não focado no desempenho de uns quantos partidos, mas descontentamento em relação a todo o sistema democrático abrindo assim a porta a populismos que o podem tomar de assalto (como sucede, de resto em França, Áustria, Hungria e no Reino Unido).

Temos assim uma oportunidade para transformar este descontentamento difuso (que se expressa pela via da abstenção) em algo de útil e produtivo. Não através de ideologias, mas através de metodologias, novas em Portugal, mas amplamente ensaiadas em países desenvolvidos como a Suíça, os EUA, a Austrália, a Finlândia e outros países do norte da Europa. Falo de uma reforma democrática, suave mas decidida: abrindo a democracia aos cidadãos e os partidos aos militantes e simpatizantes.

As ferramentas desta abertura já existem: são as armas da democracia direta e semidireta: referendos revogatórios e impositivos, Petições, iniciativas legislativas de cidadãos, revogação de normas, leis e mandatos, primárias, diretas, listas abertas, voto preferencial, democracia electrónica, etc, etc. As opções estão ai. Podem ser usadas para combater a abstenção e temos o dever de as usar. Para salvar a Democracia. Para salvar Portugal. Hoje.

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Categories: Democracia Participativa | Deixe um comentário

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